sábado, 22 de fevereiro de 2025

Vale a pena refletir:

A difícil e delicada arte da convivência

Frei Almir Guimarães

O ser humano não se atreve a enfrentar decididamente a mudança de que realmente precisa: deixar de viver fechado egoisticamente em si mesmo para abrir-se a um amor solidário. (José Antonio Pagola)

 O trecho proclamado no Evangelho deste domingo vem de um discurso que em Mateus chamamos de Sermão da Montanha e em Lucas, o evangelista deste ano, Sermão da Planície. Estamos diante de orientações básicas que podem modelar o perfil do discípulo de Jesus, de modo particular no relacionamento com os outros. Misturam-se os temas da acolhida, da generosidade e do perdão. Quando percorremos o texto proclamado damo-nos conta de que se trata de exigentes e difíceis regras para a convivência entre as pessoas, de um programa que nos leva a viver um amor solidário apesar de todas as diferenças e descaminhos.

 Existe uma convivência normal entre as pessoas. Encontramo-nos com estes e aqueles ao longo de nossa viagem pela vida. Há esses que constituem nossa família. Pessoas próximas e pessoas menos próximas. O grau de intimidade não é o mesmo. Há alguns tratamos com um amor único e denso. Temos aqui em mente o bem-querer dos esposos, de pais e filhos, de membros da família. Sentimos que precisamos alimentar o bem-querer. Não basta uma convivência mais ou menos habitual, “costumeira”, quase insípida. Marido e mulher precisam crescer no bem-querer. Filhos e pais, pais e filhos haverão de rever sempre de novo a qualidade de seu bem-querer. Presença real de uns na vida dos outros. Não basta o virtual. Não bastam os encontros esporádicos.

 Nosso bem-querer vai para fora. Por vezes, ele se traduz numa grande e quase indestrutível amizade. Encontros mais ou menos regulares. Interesse efetivo. Olham juntos na mesma direção. Damo-nos conta que precisamos olhar detidamente para pessoas, de nosso relacionamento ou não que precisam de atenções especiais: dinheiro para pagar uma conta, exortação para deixar alguma coisa que destrói. Sentimos que não existimos apenas para viver em nossa familiazinha ninho quente, tudo “hermoso” e maravilhoso. Tudo o que é humano nos toca. A tragédia de Brumadinho atinge o fundo de nossa alma. Vocacionados para a solidariedade tal tragédia provoca revolta em nós. Uma parte nossa lá estava. O humano que foi destruído pelo descuido era um pouco de cada um de nós.

 Querer bem aos de perto, aos de casa e querer bem aos de fora. Nem sempre é fácil. Há pessoas de perto e de longe que nos fazem mal. Quem sabe também nós lhes fazemos. Filhos e filhas, enteados e enteadas sofrem opressão e abusos de toda ordem, dentro de casa. Há traições, brigas, guerra entre irmãos no momento da partilha da herança. Há indiferença solenes e calúnias levantadas. Há pedaços de nós que morrem num filho assassinado. Há casais que se toleram e nunca construíram um casamento viçoso. Há mortes que nos matam antes do tempo. Conviver com quem nos tira o chão de debaixo dos pés.

 Ora, o evangelho proclamado incide sobre tudo isso e muito mais.

 Os inimigos, aqueles que nos fazem mal, não podem ser eliminados. São seres humanos. O Pai os ama. O Pai faz chover e manda o sol sobre justos e injustos. Perdão? Que quer dizer? Que palavras encontrar para compreender essa proposta de Jesus? Não se trata de esquecer a ofensa, nem de desculpar a quem me ofende. O que está errado, está errado. A justiça sempre pede caminho. Trata-se de jogar a historia dos que nos fizeram mal nas mãos de Deus. Para tanto tal só será feito com uma graça de Deus. Quem puder compreender que compreenda.

 O que desejamos que os outros façam para nós, faremos para os outros. Cometemos falhas graves, roubamos, espancamos. Podemos ser roubados. Se tivermos cometido falhas graves para com o pai e a mãe, o amigo e o vizinho e tivermos arrependidos desejamos ser perdoados. Precisamos do perdão para sobreviver. Mesmo que estejamos encarcerados precisamos do perdão dos irmãos e de Deus. Temos o direito de negá-lo aos outros, nós que suplicamos o perdão?

 Melhor não ficarmos fazendo muito discurso sobre o perdão. Deletar a culpa do outro? Parece normal. Justiça é justiça. Voltar a ter com ele relacionamento límpido e carinhoso? Será possível? Não é esta a utopia do cristianismo? Criar um mundo de fraternidade e de irmãos? Não é isso que as parábolas de Jesus insinuam e proclamam? Quem puder compreender que compreenda…

 Para aprofundar o assunto, algumas linhas de Francesco Torralba:

◊ O perdão é um meio de restaurarmos o que foi quebrado, mas só é possível quando nos arrependemos de verdade e estamos dispostos a uma reconciliação.

◊ O perdão é um processo pelo qual se repara um coração partido. Libertamos o coração da prisão do rancor e do ressentimento, recompomos nosso mundo interior maculado de vergonha e de culpa e o devolvemos a seu estado puro. Recuperamos a inocência de outros tempos quando éramos livres para amar.

◊ A reconstrução dos tecidos esgarçados depende do trabalho do perdão, mas esse exercício é sempre bilateral. Não pode ser realizado por uma única pessoa. Posso implorar o perdão e não ser perdoado. Posso oferecer o perdão ainda que o outro não o peça. Para que o perdão aconteça é necessário um movimento bilateral do agressor para com a vítima e desta em relação ao agressor.

◊ Amar desinteressadamente: “Se fazeis o bem aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis?”. Jesus proclama a lei da generosidade, da gratuidade. Nada da política do dou e dês, do é dando que se recebe. O amor faz sempre o bem.

◊ Na arte da convivência deve falar outro principio enunciado do evangelho. Temos que ser bons como Deus é bom. “Deus é bondoso também para os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”.


Texto para reflexão
Não há outra saída, senão o perdão

Ao abordar o tema do perdão, José Tolentino Mendonça conta histórias. Vamos a uma delas:

Esta é contada pelo escritor judeu, Prêmio Nobel da Paz, Elie Wiesel. Na infância esteve prisioneiro em Auschwitz, na companhia dos pais, irmãos, amigos. Praticamente só ele sobreviveu. Podemos sentir até que ponto se sentia espoliado. A partir de 1945 quando a guerra acaba, passa em que o único objetivo de vida era procurar uma impossível justiça para o irreparável. “Como foi possível tamanho horror?… Como foi possível!” E a sua vida era isso. Cada dia adormecia e acordava num inferno. Não conseguia encontrar a sua alma. Até que foi falar com um rabino. E o rabino disse-lhe: “Meu filho, enquanto tu não perdoares, continuarás prisioneiro em Auschwitz”. E essa palavra redimensionou o seu coração para sempre.

José Tolentino Mendonça, “Pai nosso que estais na terra”, Paulinas, p. 112


Oração
Prece encontrada nos escassos pertences de um prisioneiro num campo de concentração.

Senhor,
Quando vieres na tua glória, não te lembres
somente dos homens de boa vontade.
E no dia do Julgamento,
não te lembres apenas das crueldades e violências
que ele praticaram;
lembra-te também dos frutos que produzimos
por causa daquilo que eles nos fizeram.
Lembra-te da paciência, da coragem, da confraternização,
da humildade, da grandeza de alma,
da fidelidade que nossos carrascos
acabaram por despertar em cada um de nós.
Permite então, Senhor, que os frutos em nós despertados
possam servir também para salvar esses homens.

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFMingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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                                                                                                           Fonte: franciscanos.org.br

Dom Majella publica carta

sobre a vida pastoral da Arquidiocese em 2025

No último sábado (8), durante uma reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP), o arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R., compartilhou uma Carta Pastoral com todos os fiéis, incentivando-os a vivenciar com fervor o ano pastoral de 2025.

Na mensagem, o arcebispo destacou a celebração do Jubileu Ordinário de 2025 e as festividades pelos 125 anos da criação da diocese de Pouso Alegre. Ele também enfatizou a relevância do primeiro Sínodo Arquidiocesano.

Acesse a Carta na íntegra clicando aqui

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                                                                                                        Fonte: arquidiocesepa.org.br

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

7º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão
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1ª Leitura: 1Sm 26,2.7-9.12-13.22-23

Leitura do livro do Profeta Samuel

Naqueles dias, Saul pôs-se em marcha e desceu ao deserto de Zif. Vinha acompanhado de três mil homens, escolhidos de Israel, para procurar Davi no deserto de Zif. Davi e Abisai dirigiram-se de noite até o acampamento e encontraram Saul deitado e dormindo no meio das barricadas, com a sua lança à cabeceira, fincada no chão. Abner e seus soldados dormiam ao redor dele. Abisai disse a Davi: “Deus entregou hoje em tuas mãos o teu inimigo. Vou cravá-lo em terra com uma lançada, e não será preciso repetir o golpe”. Mas Davi respondeu: “Não o mates! Pois quem poderia estender a mão contra o ungido do Senhor e ficar impune?” Então Davi apanhou a lança e a bilha de água que estavam junto da cabeceira de Saul, e foram-se embora. Ninguém os viu, ninguém se deu conta de nada, ninguém despertou, pois todos dormiam um profundo sono que o Senhor lhes tinha enviado. Davi atravessou para o outro lado, parou no alto do monte, ao longe, deixando um grande espaço entre eles. E Davi disse: “Aqui está a lança do rei. Venha cá um dos teus servos buscá-la! O Senhor retribuirá a cada um conforme a sua justiça e a sua fidelidade. Pois ele te havia entregue hoje em meu poder, mas eu não quis estender a minha mão contra o ungido do Senhor”.

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Responsório: Sl 102(103)

- O Senhor é bondoso e compassivo.

- O Senhor é bondoso e compassivo.

- Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / e todo o meu ser, seu santo nome! / Bendize, ó minha alma, ao Senhor, / não te esqueças de nenhum de seus favores! 

- Pois ele te perdoa toda culpa / e cura toda a tua enfermidade; / da sepultura ele salva a tua vida / e te cerca de carinho e compaixão. 

- O Senhor é indulgente, é favorável, / é paciente, é bondoso e compassivo. / Não nos trata como exigem nossas faltas / nem nos pune em proporção às nossas culpas. 

- Quanto dista o nascente do poente, / tanto afasta para longe nossos crimes. / Como um pai se compadece de seus filhos, / o Senhor tem compaixão dos que o temem. 

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2ª Leitura: 1Cor 15,45-49

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos, o primeiro homem, Adão, “foi um ser vivo”. O segundo Adão é um espírito vivificante. Veio primeiro não o homem espiritual, mas o homem natural; depois é que veio o homem espiritual. O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo homem vem do céu. Como foi o homem terrestre, assim também são as pessoas terrestres; e como é o homem celeste, assim também vão ser as pessoas celestes. E como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste.

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Evangelho: Lc 6,27-38

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “A vós que me escutais, eu digo: amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam e rezai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante, será colocada no vosso colo; porque, com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

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Reflexão do padre Johan Konings

O sistema de Deus e o homem novo

O evangelho é a continuação do de domingo passado (o Sermão da Planície, de Lucas). Aí Jesus anunciava aos pobres o Reino, o “sistema” de Deus; e lamentava os ricos, que colocam a sua esperança em outras coisas. Hoje Jesus nos explica como funciona o sistema de Deus na prática. Amar os inimigos (a 1ª leitura dá um exemplo disso). Não resistir aos exploradores. Fazer aos outros o que gostaríamos que eles nos fizessem. Fazer o bem sem esperar nada em troca … Sermos misericordiosos como Deus é misericordioso! É isso que Jesus pede, pois assim seremos filhos de Deus e realizaremos aquilo para que fomos criados: a sua imagem e semelhança.

O sistema de Deus parece estranho. Não só aos olhos dos poderosos, também aos olhos dos pobres e oprimidos, acostumados a deixar acontecer a exploração, a injustiça etc. Contudo, Deus está certo … O projeto de Deus é vencer o desamor pelo amor. O clamor dos pobres e oprimidos não é um grito de vingança, mas o primeiro passo para, pela justiça, transformar a exploração em fraternidade. A luta dos pobres não busca revanche, mas é o primeiro passo rumo a um novo sistema, em que todos serão beneficiados, porque todos participarão da fraternidade. Não exigir paga do opressor, mas superar o sistema dele com o sistema de Deus. Não exigir retaliação (a lei do talião, do “tal qual”), mas provocar relações novas em que a exploração e a inimizade não cabem mais. “Desinimizar” o mundo, eis a missão histórica dos pobres aos quais Jesus anunciou as bem-aventuranças.

Jesus não oferece receitas a seguir literalmente. Usa imagens para provocar nossa imaginação. Mas fala com bastante clareza para que percebamos em que direção ele nos quer conduzir. Talvez nem sempre precisemos oferecer a outra face a quem nos bate, mas sempre devemos procurar superar o ódio. A superação do sistema iníquo pode às vezes exigir luta, mas que esta não sirva para vingança ou para mera inversão dos papéis (os oprimidos se tornam opressores … ). Sirva para a nova realidade da justiça, amor e fraternidade. O povo dos pobres deve ser solidário, não contaminado pelo vírus da opressão. Então poderá desinfetar o mundo da violência e da exploração, praticando o contrário disso.

A imagem usada por Paulo na 2ª leitura pode nos ajudar para aprofundar esses pensamentos: o Adão antigo pertence ao passado, somos chamados a assemelhar-nos ao “homem novo”, Jesus, confirmado para sempre na ressurreição. É o modelo definitivo do agir humano.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella

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                  Fonte: franciscanos.org.br    Banners: vaticanews.va   Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Sugestão do padre Zezinho:

Rapaz, volte a estudar a Bíblia!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Com tristeza vi um jovem internauta dizer que os padres velhinhos, adeptos da TL, um dia se converterão antes de morrer!

Que ofensa colossal! Que grosseria! Incluiu, no mínimo, 6 Papas do Concílio nessa afirmação!

Prego a TL bíblica, desde que fui ordenado padre em 1966, nunca fui pró marxista, sigo os evangelhos e as epístolas, os profetas, os salmos, o Concílio Vaticano II, todas as encíclicas sociais dos Papas desde Leão XIII ao Papa Francisco.

Carrego muito bem minhas três enfermidades e nem por isso me bandeei para ideologias estranhas. A TL BÍBLICA não é estranha. Vai do Gênesis ao Apocalipse.

Então quem está gagá e ultrapassado é quem não estudou a HISTÓRIA DA LIBERTAÇÃO.

Ensino há mais de 50 anos que nem toda a TL tem viés marxista. A minha tem viés bíblico!

E acho que este jovem internauta é quem está precisando se converter antes de morrer.

Se tivesse levado a sério a Bíblia e o magistério da Igreja, desde Pio XII, saberia o que foi corrigido e o que foi elogiado na Teologia da Libertação.

Fiquei padre logo depois do Concílio em 1966. Sou filho de pai e mãe paralíticos e cresci numa vila de operários. De pobreza eu entendo. De conhecer fé, catecismo, ecumenismo e religião e política eu também entendo. Vivo neste meio há 60 anos.

E nunca precisei do marxismo nem do capitalismo para anunciar Jesus, que era pobre e que libertava pessoas sem precisar nem da direita, nem do centro, nem da esquerda política .

Mas aprendi com o Concílio de 1962 a 1965 e com as encíclicas sociais, que Jesus dava preferência a quem mais precisava dele, a saber OS POBRES do MUNDO.

Então, quem está precisando de conversão antes de morrer são estes meninos internautas que confundem Teologia da Libertação Católica com comunismo!

Este meninão que passou dos limites não teve bons mestres!

A TL BÍBLICA está em todos os livros da Bíblia e negar esta TEOLOGIA QUE LIBERTA é negar a redenção. Jesus veio libertar o ser humano e fez isso por sua vida, pela cruz e por cuidar dos mais feridos de corpo e de alma.

Desejo que um dia este jovem internauta leia a Bíblia e as mais 50 encíclicas sociais da nossa Igreja. Isto nunca foi comunismo.

E espero que, quando chegar ao 83 ou 90 anos este rapaz já tenha se convertido para Mt 25,31-46.

Lamento pelos novos internautas desse tipo. Andaram ouvindo os mestres errados!

No mínimo ofendeu 6 Papas idosos que defenderam a doutrina social da Igreja.

Nenhum deles flertou nem com a direita nem com a esquerda.

Todos eles pregaram diálogo e fraternidade. E vários deles receberam direitistas e esquerdistas no Vaticano. E quatro deles visitaram países capitalistas e comunistas para dialogar.

***

Somos a Igreja da Esperança e do Diálogo. Eu envelheci sem flertar nem com capitalistas, nem centristas, nem comunistas, porque a vida inteira fui CATEQUISTA.

***

Rapaz, pare de ofender quem prega a libertação. Jesus a pregou e morreu por isto!

Você mesmo é fruto dessa libertação radical de Jesus. Aprenda a valorizar quem viveu isto a vida toda. …

Respeito é bom e nós gostamos! …

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                                                                                   Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj

Boas notícias do Vaticano:

Noite tranquila para o Papa no Gemelli

Francisco, internado no hospital romano desde 14 de fevereiro, levantou-se e tomou café da manhã numa poltrona.

Na manhã desta quinta-feira, 20 de fevereiro, a Sala de Imprensa da Santa Sé forneceu uma atualização acerca das condições de saúde do Papa Francisco:

"A noite transcorreu tranquilamente, o Papa levantou-se e tomou café da manhã numa poltrona."

O boletim médico divulgado na noite de quarta-feira pela Sala de Imprensa da Santa Sé destacou condições clínicas "estáveis" com "uma leve melhora, especialmente nos índices inflamatórios" dos exames de sangue avaliados pela equipe médica.

Refere-se que Francisco continua suas atividades de trabalho.

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                                                                                                                    Fonte: vaticannews.va

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

CNBB propõe à Igreja no Brasil

um tempo de oração pelo Papa Francisco

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou nesta terça-feira, 19 de fevereiro, uma carta que foi enviada ao episcopado brasileiro propondo um tempo de oração, nos próximos dias, pela “plena recuperação de saúde do Papa Francisco”. A iniciativa surgiu na reunião do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP) da CNBB, reunido na sede da Conferência em Brasília dias 18 e 19 de fevereiro. Veja a íntegra da carta abaixo.

No vídeo abaixo, o arcebispo de Porto Alegre (RS), presidente da CNBB e do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), o cardeal Jaime Spengler, convida a Igreja no Brasil para unir os corações e a rezar pela saúde do Papa Francisco.

Aproveitando especialmente a festa da Cátedra de São Pedro, no próximo sábado, 22, dom Jaime reforça o pedido de oração pela recuperação do Santo Padre: “Como Igreja também nós nos dirigimos de uma forma toda especial ao senhor pedindo pela pronta recuperação de sua saúde”.

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Assista o vídeo na íntegra:

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O que a CNBB sugere

Que as comunidades espalhadas pelo Brasil sejam incentivadas a viverem este tempo de oração, sobretudo, nas Celebrações da Eucaristia e da Palavra, com uma intenção especial pela saúde do Papa.

A Comissão Episcopal de Liturgia da CNBB, sugere o acréscimo de uma intenção nas Orações dos Fiéis em todas as celebrações, conforme proposta indicada:

Senhor Deus,
vosso servo, o Papa Francisco,
tornou-se para nós “testemunha dos sofrimentos de Cristo”.
Nós vos suplicamos,
vinde em seu auxílio,
aliviando suas dores,
na esperança da pronta recuperação da sua saúde,
para continuar nos confirmando na fé.

Além da sugestão proposta pela Comissão para a Liturgia, os fieis também são convidados a expressar suas intenções também rezando o terço e orações espontâneas.

Acesse a carta: “Tempo de oração pela saúde do Papa Francisco” (aqui)

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                                                                                                                           Fonte: cnbb.org.br

Vi um famoso pregador de internet

falar dos erros pastorais do Vaticano II...

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Talvez ele também não esteja certo!…

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Pena que não continuou a sua cantilena anti Vaticano!

Se tivesse esta humildade veria outros erros pastorais da parte de quem gosta bater contra o Papa e CNBB.

Afinal outros pregadores poderiam falar dos ERROS PASTORAIS dos opositores do Vaticano II.

Ou, por acaso, os que bateram forte contra o Papa e os bispos dos últimos 60 anos eram todos uns anjos puros e ilibados?

A verdade é outra! Muitos deles eram e são católicos irados, insatisfeitos e mal resolvidos. A Igreja não falou ou fez como eles queriam! A igreja foi em frente e eles tomaram outra direção!

E garantem os certos são eles!

Basta ler o que escrevem na rede social! A grande insatisfação contra as mudanças destes 60 anos. E onde podem atacam a hierarquia que não corrigiu os erros dos outros … E os deles? São os novos anjos Miguel a defender os direitos Deus?

Lutero e Calvino também alegavam defender a verdadeira fé cristã! Deu no que deu: cisão e cisma!

Ou dialogamos e nos perdoamos, ou ficaremos cada dia mais farisaicos e separados em nome do mesmo Jesus.

A questão é o cultivo do respeito mútuo e da fraternidade. Se meditassem seriamente em João, capítulo 17, talvez começassem a ser menos acusadores e menos azedos!

Quem é sereno sobreviverá. Quem não é vai perder o respeito do povo de Deus e até o respeito por si mesmos.

Veja sempre quem sempre começa a acusação na internet e quem defende o Papa, os Bispos da CNBB e os padres pró Concílio e pró Sínodo!

Ao ler alguma acusação veja página do acusador. Ele aceita ou não aceita o CVII, o CIC, o DSI e o Papa atual?

Se a pessoa não mostra a cara, nem assina o nome, quase sempre o mau católico ou católica é este tipo de acusador!

Talvez o separador seja ele!

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                                                                                                Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj