sábado, 27 de novembro de 2021

Reflexão para

 o 1º Domingo do Advento

O advento nos sugere mudanças de vida, mudanças para melhor! Serenidade, atenção, carinho, solicitude, atitudes equilibradas e justas, tudo que compõem o homem novo, feito à imagem de Cristo.

Iniciamos mais um ano litúrgico. Do mesmo modo que festejamos a entrada de um novo ano civil, poderíamos celebrar, entre as pessoas de fé, a entrada de um novo ano em que viveremos tudo novamente. Será como uma espiral em que passamos pelos mesmos lugares, só que sempre de um modo mais profundo que a vez anterior. Assim viveremos novamente o ciclo de Natal, o de Páscoa, etc. Passaremos sobre as mesmas comemorações, só que de um modo mais profundo que os anteriores.

O Evangelho, extraído de Lucas 21, 25-28, 34-36, Jesus fala de sua segunda vinda e que será no dia a dia que Deus virá ao nosso encontro. O tempo que ora iniciamos objetiva nossa preparação para o encontro definitivo com Cristo.

Nestes dois anos de pandemia tivemos a dolorosa realidade de vermos tantas pessoas queridas desaparecerem e nem mesmo uma cerimônia de despedida foi possível. Pior, até a visita ao doente foi radicalmente impossibilitada para que ninguém fosse portador do vírus para si ou para quem estava fora o ambiente hospitalar. Quantas pessoas queridas, próximas partiram, ou melhor, despareceram e ponto final. Tivemos de trabalhar nosso luto de um modo terrível! Também chegará minha vez de desaparecer, talvez não de modo trágico como aconteceu com pessoas tão próximas, mas desaparecerei da face da terra. Por isso é importante que estejamos preparados para esse momento que eternizará nossa existência. Podemos tirar várias lições das perdas neste tempo de pandemia: ela leva profissionais excelentes, médicos, artistas, advogados, padres, comediantes, etc. Sejam excelentes ou medíocres, sejam novos ou idosos, religiosos ou não. Pais, filhos, provedores de família, arrimos. Ela não escolhe!

O advento nos sugere mudanças de vida, mudanças para melhor! Serenidade, atenção, carinho, solicitude, atitudes equilibradas e justas, tudo que compõem o homem novo, feito à imagem de Cristo. E neste aprendizado em ser Homem Novo, segundo o coração de Cristo, a liturgia nos apresenta como segunda leitura, a 1ª Carta aos Tessalonicenses 3, 12-4,2 em que a orientação é dada para aqueles que desejam progredir no amor e no serviço ao outro, a exemplo de Cristo.

Finalmente, a primeira leitura, Jeremias 33, 14-16 declara "O Senhor é a nossa justiça", ou seja, o Senhor virá defender o direito dos pobres!  

                                                                            Padre Cesar Augusto Santos, SJ

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Baixe os roteiros Celebrar em Família para

o 1º e 2º Domingos do Advento

A Igreja inicia neste domingo, 28, mais um ano litúrgico com o 1° Domingo do Advento. A Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibiliza o roteiro Celebrar em família para os dois primeiros Domingos deste tempo litúrgico que antecede a celebração do Natal.

“Continuamos a oferecer esta sugestão de Celebração da Palavra de Deus para ser celebrada em sua casa, com seus familiares. São muitos os horários de transmissão de missas em nossos canais católicos que podemos acompanhar, mas vivendo a dignidade de povo sacerdotal que nosso batismo nos conferiu, podemos não só acompanhar, mas CELEBRAR com nossas famílias o Dia do Senhor”.

A Igreja ensina que o Tempo do Advento possui dupla característica: é um tempo de preparação para solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens. É também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo o tempo do advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa (cf. NALC, n. 39).

BAIXE O ROTEIRO PARA O 1º DOMINGO DO ADVENTO

BAIXE O ROTEIRO PARA O 2º DOMINGO DO ADVENTO

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Papa Francisco em mensagem:

“Sonho com
um mundo zeloso da Criação e solidário com os mais frágeis

Em uma mensagem, assinada pelo cardeal Pietro Parolin, aos participantes das Semanas Sociais na França, o Papa Francisco convida a "não ter medo de sonhar", mas a fazê-lo de modo compartilhado: só assim será possível criar "uma nova realidade".

O Papa exorta os cristãos a difundir
a "bonita virtude da esperança" para construir um mundo melhor

Por ocasião do 95º encontro anual das Semanas Sociais na França, que se realiza on-line a partir desta sexta-feira (26/11) e se conclui neste domingo, em Versalhes, o Papa Francisco enviou uma mensagem, assinada pelo cardeal-secretário de Estado, Pietro Parolin, com base no tema do evento: “Ousemos sonhar com o futuro. Cuidemos das pessoas e da terra”.

Ao iniciar sua reflexão sobre a importância dos sonhos, o Papa partiu de uma citação do saudoso arcebispo brasileiro, dom Hélder Câmara, um gigante na defesa da justiça e dos direitos dos mais vulneráveis: “Quando sonhamos sozinhos, é apenas um sonho; mas quando sonhamos com os outros, tem início uma nova realidade".

Ouvir a voz dos mais pobres

“Não devemos ter medo de sonhar - frisa o Papa em sua mensagem - sobretudo se este sonho for compartilhado e realizado juntos.” Daí, a referência aos grandes sonhos descritos na Exortação Apostólica pós-sinodal "Querida Amazonia": “O sonho de uma sociedade que luta pelos direitos dos mais pobres, para que a sua voz seja ouvida e sua dignidade promovida". Trata-se do sonho de um mundo capaz de preservar a sua "riqueza cultural" e fazer "resplandecer a beleza humana, em seus diversos aspectos". O Pontífice expressa ainda o desejo de uma sociedade que defenda "com zelo" a criação e acolha a “mensagem do Evangelho”, o anúncio de que Deus ama infinitamente cada ser humano.

A esperança abre-se aos grandes ideais de verdade e justiça

“Compartilhar os sonhos - acrescenta Francisco, - significa colocar em prática a cultura do encontro": um elemento extremamente essencial em um mundo envolvido por quase dois anos de pandemia. Neste contexto, afirma o Papa, “torna-se urgente pensar em um futuro, que leve as pessoas a viver na esperança”. Cabe aos cristãos “levar ao mundo esta linda virtude, em um momento decisivo para o futuro”.

“A esperança deve ser corajosa - reitera o Pontífice, ao recordar a sua Encíclica “Fratelli tutti” -; deve ir além dos comodismos pessoais e se abrir para os grandes ideais, que tornam a vida mais bela e digna”. Trata-se de “uma sede, aspiração, desejo em plenitude de uma vida promissora, que enche o coração e eleva o espírito às grandes realizações como a verdade, o bem, a beleza, a justiça e o amor”.

Promover o desenvolvimento integral de toda pessoa

O Santo Padre conclui sua mensagem fazendo um apelo aos participantes on-line nas Semanas Sociais da França, para que possam "apoiar, defender e promover o cuidado da criação e das pessoas mais frágeis", como também o "desenvolvimento integral de cada pessoa, sobretudo na sua dimensão espiritual fundamental”. Enfim, o Papa confia o evento à proteção materna de Nossa Senhora.

Objetivos das Semanas Sociais

As Semanas Sociais na França, hoje organizadas pela senhora Dominique Quinio, à qual o Papa dirige a sua mensagem, tiveram início em 1904. Desde então, criaram “momentos de encontro, formação e debate entre todos os que, através da sua ação e reflexão, buscam contribuir para o bem comum, a partir do pensamento social cristão”.

                                                                                     Isabella Piro/Manuel Tavares

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sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Oportuna reflexão de dom Carlos José:

Advento – Tempo da Esperança

“Ponho minha esperança no Senhor. Minha alma tem confiança em sua Palavra” (Sl 129, 5).

Dom Carlos José

A caminhada da Igreja é rica em sabedoria, ensinamentos e propósitos que visam levar o cristão ao conhecimento da Verdade, que é Cristo, o Senhor. Ao caminharmos para o encerramento do Ano Litúrgico é propício que façamos uma avaliação do que aprendemos e vivemos enquanto filhos e filhas amados por Deus e guiados pelo Espírito Santo.

A Liturgia da Igreja não pode ser vista apenas como um calendário religioso, pois, Ela, a Liturgia é uma pessoa: o próprio Cristo que se revela e nos dá a conhecer os desejos e planos do Pai. Sendo assim, o Ano Litúrgico compreende o encontro com Cristo no Espírito Santo.

Viver bem o Ano Litúrgico proporciona amadurecimento na fé e profunda formação em torno do Mistério de Cristo celebrado nos mistérios litúrgicos no decorrer do ano, o que nos leva a um permanente e constante encontro pessoal com Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

O Ano Litúrgico é o desdobramento dos diversos aspectos do único Mistério Pascal, principalmente o ciclo das festas em torno do Mistério da Encarnação, que compreende a Anunciação, o Advento, o Natal e a Epifania, que fazem memória do começo de nossa salvação, nos comunicando as primícias do Mistério Pascal. Todos os anos, ao longo das celebrações, a Igreja nos recorda e ensina que fomos criados para amar, sermos amados e levar Cristo, o Amor, aos que não O conhecem, ou que se afastaram Dele. Somos instrumentos de comunicação do Amor verdadeiro e devemos fazê-lo, para nossa salvação e a de outros. “Ninguém pode vir a mim se por meu Pai não lhe for concedido. ” (Jo 6,65).

O Senhor nos chama a Ele. Somos atraídos pelo amor de Deus que nos criou para a felicidade e a plenitude eterna. Por mais difícil que possa parecer, não caminhamos isolados ou sozinhos, temos a grata presença do Espírito Santo que encaminha nossos corações e no direciona para o Sagrado. E se chegamos até aqui, é porque Deus nos preservou e nos concedeu o dom da vida. As celebrações do Ano Litúrgico não são voltadas apenas para o conhecimento do passado, mas olham também para o futuro, numa perspectiva do eterno, fazendo do passado e do futuro o hoje de Deus, pela sacramentalidade da liturgia. Muitos afirmam, talvez por falta de conhecimento, que a Liturgia é uma simples repetição. Porém, isso não procede.

A Liturgia da Igreja, na beleza de seus tempos litúrgicos, embora se repita, também se atualiza, pois, mistério que é, faz memória da História da Salvação do povo de Deus, que somos todos nós. Do Advento, passando pelo nascimento do Emanuel, Deus Conosco, Semana Santa e o Tempo Comum, até chegar à Celebração de Cristo Rei, cada ano nos é apresentado o mesmo plano de Salvação de Deus, onde Cristo é o Centro e Caminho. Como uma mãe, que repetida e incansavelmente educa seus filhos até que eles aprendam o que é necessário aprender, assim é a Igreja de Cristo: mostra-nos a cada Ano Litúrgico a Verdade, o Caminho e a Vida, que devemos seguir. Portanto, o Ano Litúrgico não concorre com o ano civil, pois ambos são dons do Criador, que, inserido no tempo pela Encarnação de Cristo, santificou ainda mais o tempo civil. Isto posto, todo o tempo se torna tempo de conversão e salvação.

Ao longo do Ano Litúrgico tivemos a oportunidade de aprender a Palavra, a Oração e de nos aproximarmos mais de Deus e de seu amor. O Advento nos abre novas portas, pois nas esperas da vida, encontramos Deus Menino que vem para sinalizar que a vida é um sopro, nascemos e morremos, e só temos esse intervalo chamado vida para alcançar a santidade e vivermos o verdadeiro amor cristão.

Deus ensina pacientemente, com amor e constância, e nós, será que aprendemos, crescemos na fé e na caridade, no amor doação, na missão que nos foi confiada em nosso Batismo? Quem dera não tenhamos deixado passar o momento da Graça! O Advento nos recorda que Deus fez tudo por nós, até tornar-se um de nós, para que fossemos salvos do pecado que aniquila a alma e nos afasta do Amor.

O que estamos fazendo com o que Deus nos oferece? Temos o Alimento Eterno ao alcance das mãos, a Eucaristia; temos a Palavra Sagrada ao toque dos dedos, diante dos olhos e do coração, temos uma Liturgia riquíssima em ensinamentos e formação que nos aproxima e nos inclui na conta dos escolhidos por Deus. Temos o Sacramento da Reconciliação que nos devolve a dignidade perdida e nos reconcilia com o Pai. Deus nos dá tudo, no hoje e no agora. Não sabemos do amanhã, pois não nos pertence.

Que o Tempo do Advento seja um tempo de cura, conversão e da doce alegria trazida por Jesus Menino: a salvação é para todos. Que nosso coração seja Belém, que nossa vida inteira seja o presente para Jesus. Que no intervalo entre a vida e a morte, sejamos fieis portadores da Boa Nova de Cristo. Que o Sim da Virgem Maria e a obediência de São José nos abram os olhos, os ouvidos e o coração para vivermos retamente esse tempo de esperança com fé e alegria.

                                                                   Dom Carlos José - Bispo de Apucarana (PR)

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1º Domingo do Advento:

Leituras e reflexão
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1ª Leitura: Jr 33,14-16

Leitura do Livro do profeta Jeremias:

“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei cumprir a promessa de bens futuros para a casa de Israel e para a casa de Judá.

Naqueles dias, naquele tempo, farei brotar de Davi a semente da justiça, que fará valer a lei e a justiça na terra.

Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante; este é o nome que servirá para designá-la: ‘O Senhor é a nossa justiça’”.

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Salmo Responsorial: 24
- Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma!

- Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma!

- Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação!

- O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

- Verdade e amor são os caminhos do Senhor para quem guarda sua Aliança e seus preceitos. O Senhor se torna íntimo aos que o temem e lhes dá a conhecer sua Aliança.

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2ª Leitura: 1Ts 3,12-4,2

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses:

Irmãos: O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós. Que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.

Enfim, meus irmãos, eis que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus.

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Evangelho: Lc 21,25-28.34-36

Leitura do Evangelho de São Lucas:

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:

“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas.

Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.

Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra.

Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”.

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Reflexão do Pe. Johan Konings:
“Deus-nossa-justiça”: o nome de nossa cidade?”

Hoje iniciamos, mais uma vez, um novo ano litúrgico. Cada ano litúrgico começa com o Advento – palavra que significa “vinda, chegada”, a chegada de Jesus Messias na festa de Natal, comemoração de seu nascimento. Desde o início deste novo ano, a liturgia suscita em nós a esperança da justiça de Deus que vai chegar. Justiça não significa simplesmente aplicar as leis da sociedade, pois essas nem sempre são justas (muitas vezes são feitas para justificar o direito do mais forte). Na Bíblia, justo é o que é bom e benfazejo conforme a vontade de Deus. A justiça é a vitória do projeto de Deus.

Na época do profeta Jeremias (1a leitura), Jerusalém era uma cidade em ruínas. Mas o profeta lhe anuncia um futuro melhor. A cidade chamar-se-á: “Deus nossa justiça”. É Deus quem o fará. Já o apóstolo Paulo, na 2a leitura, nos deseja crescimento na justiça, para sermos encontrados irrepreensíveis, quando Jesus vier de novo.

No evangelho, Jesus fala de “sinais terríveis no céu e na terra, anunciando a vinda do Filho do Homem”, isto é, Jesus mesmo, a quem Deus deu o poder sobre a humanidade (como aparece na visão do Filho do Homem em Dn 7,13-14). Isso não nos deve assustar. Pelo contrário! Se estivermos comprometidos com a justiça do Reino de Deus, poderemos “ficar em pé” diante dele. Se estivermos colaborando para que a nossa cidade se possa chamar ”justiça de Deus” – e não apenas “capital do boi” ou “das abóboras” -, a vinda do Filho do Homem será nossa grande alegria.

Por um lado, sabemos que o mundo é passageiro. Não é nosso último destino. Por outro lado, o que podemos fazer de nossa vida, o sentido que podemos dar à nossa vida, é neste mundo que o devemos fazer. O que importa, no fim de tudo, é o que fizermos neste mundo, a justiça e o amor que fizermos brotar nesta lavoura que é a história da humanidade – os frutos que Deus espera de nós. Por isso, Jesus nos lembra desde já a sua vinda, para que tenhamos sempre o verdadeiro fim diante dos olhos: “Deus nossa justiça”, o amor e a justiça de Deus tomando conta de tudo.

Isso não acontecerá sem a nossa participação. Deus faz aliança conosco. Somos os seus parceiros. Neste tempo do Advento, da chegada de Deus até nós, vamos colaborar com ele e realizar a nossa parte da aliança: justiça social, pão e direitos para todos; transformar os mecanismos falhos, as estruturas injustas de nossa sociedade; endireitar as relações com os nossos semelhantes, empenhar a nossa vida por nos tornarmos mutuamente irmãos de verdade, felizes, consolados, amparados…

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atua como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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                                                       Fonte e ilustração: franciscanos.org.br       Banner: cnbb.org.br

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Mais uma brasileira a caminho dos altares:

Reconhecidas
as virtudes heroicas da Serva de Deus Odette Vidal

O Papa Francisco assinou o Decreto sobre o reconhecimento das virtudes heroicas da Serva de Deus Odette Vidal Cardoso, Fiel Leiga; nascida em 18 de fevereiro de 1931 no Rio de Janeiro (Brasil) e onde faleceu em 25 de novembro de 1939. Ela se torna venerável.

A Serva de Deus Odette Vidal Cardoso nasceu no Rio de Janeiro (Brasil) em 18 de fevereiro de 1931, de pais portugueses que tinham emigrado para o Brasil.

Em 1939, a mãe da Serva de Deus, ficou viúva, casou com um rico comerciante, que acolheu a menina e a amou como se ela fosse sua filha.  fevereiro de 1931, de pais portugueses que tinham emigrado para o Brasil.

A Serva de Deus participava todos os dias da Santa Missa com a sua mãe e rezava o terço com a sua família todas as noites. Aos cinco anos, começou a frequentar o catecismo no Colégio da "Imaculada Conceição". Desta forma aprendeu as verdades da fé e até ensinou catecismo às filhas das empregadas domésticas de casa. Considerando a extraordinária maturidade da Serva de Deus, o seu diretor espiritual, padre Alfonso Maria Germe, C.M., admitiu-a à Primeira Comunhão em 15 de agosto de 1937.

A Serva de Deus estava ao lado da sua mãe enquanto se dedicava a obras de caridade ao serviço dos pobres da cidade.

Depois de ter adoecido com tifo em 1º de outubro de 1939, a Serva de Deus, durante os 49 dias de doença, mostrou uma fortaleza fora do comum; nunca se queixou e suportou todos os seus sofrimentos com serenidade e paciência. Tudo o que ela queria era receber diariamente a Comunhão. Nos últimos dias da sua vida recebeu também os Sacramentos da Crisma e da Unção dos Enfermos.

Faleceu no dia 25 de novembro de 1939 no Rio de Janeiro (Brasil).

Exercício heroico das virtudes

Desde os primeiros anos da sua vida, a Serva de Deus teve uma profunda percepção da existência de Deus, Pai de infinita bondade. Ela nutriu um forte desejo de estar sempre unida a Jesus, a quem percebia como uma realidade viva e concreta. Entre os gestos que demonstram a experiência heroica da sua fé está a sua relação íntima com Jesus na Eucaristia; a contemplação do Crucifixo, a meditação sobre as dores da Paixão e o recolhimento quando recebia a comunhão. Ela teve uma devoção particular por Nossa Senhor, São José, Santa Teresa do Menino Jesus, Santa Bernadete e por São Tarcísio, mártir da Eucaristia. Foi a fé que sustentou a Serva de Deus nos seus momentos de sofrimento e na preparação para a sua morte.

A sua curta vida foi animada pela esperança de viver sempre na presença de Deus. Ela enfrentou a morte com serenidade e alegria, esperando o momento de se unir ao seu amado Jesus. Ela morreu exclamando: "Jesus, leva-me para o céu".

Falava de Deus e com Deus como que abandonada a Ele em êxtase e pedia aos outros que O amassem da mesma forma. Com a sua mãe, ela ia todas as semanas aos lares de idosos abandonados, aos orfanatos e especialmente ao leprosário.

                                                                                                                          Silvonei José

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Reflexão para esta Quinta-feira de Ação de Graças:

 O dia do maravilhamento

Celebramos, no dia 25 de novembro (última quinta feira de novembro), o Dia Nacional de Ação de Graças, comemorado nos EEUU, pela primeira vez, em 1621, e, no Brasil, implantado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra em 1949. Chesterton nos recorda, num dos seus famosos trocadilhos, que maravilhas nunca faltarão neste nosso mundo; o que falta é o maravilhamento.

Dom Roberto

No Dia de Ação de Graças, despertamos, com alegria, ao grandioso fato de estar vivos, num mundo que nos é dado, onde tudo é dádiva, gratuita e transbordante. Tomar consciência de nossa pequenez e fragilidade, e do cuidado misericordioso de Deus em todas as jornadas, nos surpreende e nos dá um horizonte incomensurável de esperança. Neste dia, tratamos, através do reconhecimento, viver a devoção como uma atitude de gratidão permanente, pois a gratidão sempre será a alma da oração e a flor mais fina e sublime da pureza de coração.

A gratidão implica uma plena confiança na vida, enquanto “dada” e zelosamente cuidada pelo Pai da ternura. É, novamente, dizer um sim incondicional à Criação e a todas as criaturas, amando-as como irmãs, do jeito cativante de Francisco de Assis. Para sair da pandemia, precisamos de um novo reencantamento pela vida, venerando-a e consagrando o mundo à compaixão e misericórdia divinas.

No primeiro dia de ação de graças, os colonos do veleiro Mayflower fizeram a primeira colheita, convidando os índios Wampanoag que haviam ensinado os recém chegados a preparar um peru, originário do México, junto ao milho, feijão e abóbora; acontecendo, então, uma festança e uma partilha muito fraterna. A carne do peru foi tão importante para a sobrevivência destes agricultores que o sábio Benjamim Franklin levantou, no século XVIII, a hipótese de colocá-lo no lugar da águia, no brasão do país.

 Certamente, seria um símbolo mais pacífico e ligado à vida e ao cuidado alimentar e não à guerra e à dominação imperial. Joaquim Nabuco, embaixador do Brasil, expressou a participar a primeira vez desta festa: “Quisera que toda a humanidade se unisse, num mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus”. Terminamos, com o pensamento de São Paulo: “em tudo dai graças, porque é a vontade de Deus”.

                            Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo de Campos (RJ)

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