sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Leituras do

1º Domingo do Advento


1ª Leitura: Is 2,1-5
Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas. A ele acorrerão todas as nações, para lá irão numerosos povos e dirão: “Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos”; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor.
Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices; não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate.  Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.
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Salmo: 121 
- Que alegria, quando me disseram:/ “Vamos à casa do Senhor!”
Que alegria, quando me disseram:/ “Vamos à casa do Senhor!”
- Que alegria, quando ouvi que me disseram:/ “Vamos à casa do Senhor!”/ E agora nossos pés já se detêm,/ Jerusalém, em tuas portas.
- Para lá sobem as tribos de Israel,/ as tribos do Senhor./ Para louvar, segundo a lei de Israel,/ o nome do Senhor./ A sede da justiça lá está/ e o trono de Davi.
- Rogai que viva em paz Jerusalém,/ e em segurança os que te amam!/ Que a paz habite dentro de teus muros,/ tranquilidade em teus palácios!
- Por amor a meus irmãos e meus amigos,/ peço: “A paz esteja em ti!”/ Pelo amor que tenho à casa do Senhor,/ eu te desejo todo bem!
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2ª Leitura: Rm 13,11-14a
Irmãos: Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé.
A noite já vai adiantada, o dia vem chegando; despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz.
Procedamos honestamente, como em pleno dia; nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo. 
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Evangelho:  Mt 24,37-44
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: “A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem.
Ficai vigilantes e orai sempre
Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada.
Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.
Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.
Reflexão:
Jesus Cristo, Rei do Universo

Estamos iniciando um novo ano litúrgico, o ano A (do ciclo trienal da liturgia dominical), no qual os evangelhos, via de regra, são tomados de Mateus. As quatro primeiras semanas do ano litúrgico chamam-se Advento, termo que significa ‘vinda’: a vinda de Cristo. Todavia, não se trata da lembrança apagada de um fato ocorrido há dois mil anos atrás. Avinda de Cristo tem atualidade ainda hoje.
A 1ª leitura recua longe para olhar melhor: descreve a visão “utópica” de Isaías, por volta de 700 a.C: todos os povos se unirão em tomo do templo de Jerusalém. As armas serão transformadas em instrumentos agrícolas. Haverá paz…
Setecentos anos depois, a primeira vinda de Cristo marcou o irreversível início da realização desse “projeto” de Deus. Sua nova vinda, no fim dos tempos, marcará o ponto final. O evangelho fixa nossa atenção nesta nova vinda. Não podemos viver dormindo. Devemos viver em estado desperto, à luz do dia de Cristo, para que ele sempre nos possa encontrar dispostos para a vinda de incansável caridade que ele nos ensinou (2ª leitura).
Jesus veio inaugurar o projeto definitivo de Deus para o mundo. Ele será também o juiz da História na sua vinda final. Esse projeto de Deus, que Jesus veio inaugurar e que ele julgará, é comunitário. É a constituição de um povo de Deus, formado por todas as nações, dispostos a praticar a justiça e a caridade fraterna. Para que isso se realize, deve acontecer uma transformação histórica. Nós devemos dar os necessários passos históricos, para que o plano de Deus chegue até nós: preparar, pela transformação de nossos corações e de nossa sociedade, a plenitude que vem de Deus. Nossa participação no projeto de Deus consiste em tornar nossa sociedade “digna” de uma nova vinda de Cristo. Nisto se inserem, além de nosso empenho pessoal, os passos da comunidade para maior solidariedade: mutirões, cooperativismo etc.
O Cristo vem também, cada dia, na vida de cada um. Que ele nos encontre comprometidos com a construção da História como ele a “sonhou” e com os critérios que ele usará para julgar: o amor aos mais pequenos dos irmãos, sustentado pela oração, na qual expomos nossa vida diante dele. Atentos às coisas do Senhor, teremos paz profunda e seremos capazes de dedicação total na alegria, no trabalho e na luta.
Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
                                  Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
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                                              Reflexão e Ilustração: franciscanos.org.br  Banner: cnbb.org.br

Papa na missa desta sexta-feira:

Condenação eterna não é uma sala de tortura, 
mas distanciamento de Deus
Cidade do Vaticano (RV) - Jamais dialogar com o diabo, com o sedutor e o impostor, que afasta de Deus, fonte da felicidade. Foi o que disse o Papa na missa da manhã de sexta-feira, 25/11, na Casa S. Marta, convidando-nos a aproximar-se do último encontro com o Senhor, no dia do Juízo, com o coração humilde.
Nestes dois últimos dias do ano litúrgico, a Igreja completa a reflexão sobre o fim do mundo e o Papa fala disso, lembrando a primeira carta do Apocalipse de João. Como será o juízo universal, questiona, e o encontro final com Jesus?
Diabo, sedutor que arruina a vida. Jamais dialogar com ele
A primeira imagem do Apóstolo é o juízo do “dragão, a antiga serpente, que é o diabo” e que o anjo descido do céu joga do Abismo, acorrentado para que “não pudesse mais seduzir as nações: porque ele é um sedutor”, destaca Francisco.
Capela Santa Marta
“Ele é um mentiroso, ou mais: é o pai da mentira, gera mentiras, é um impostor. Leva a crer que se comes a maçã, serás como Deus. Ele a vende assim e tu a compras; no fim, ele te engana, arruína tua vida. ‘Mas padre, o que podemos fazer para não nos deixarmos enganar pelo diabo? Com o diabo não se dialoga. O que Jesus fez com o diabo? Jesus o expulsava, lhe perguntava seu nome, mas não conversava”.
Também no deserto, acrescenta o Papa, Jesus nunca usou a palavra própria porque sabia bem do perigo. “Nas três respostas que deu ao diabo, se defendeu com a Palavra de Deus, a Palavra da Bíblia”. Jamais dialogar com este ‘mentiroso’, ‘impostor’, aquele que quer a ‘nossa ruína’ e que por isso, ‘será jogado no Abismo’.
Na página do Apocalipse, comparecem então as almas dos mártires, os ‘humildes’, observa o Papa, aqueles que testemunharam Jesus Cristo e não adoraram o diabo e seus seguidores: o ‘dinheiro, a mundanidade e a vaidade’, dando a vida por isso.
Condenação é estar distante de Deus, não sala de tortura
O Senhor julgará grandes e pequenos pelas suas obras, lê-se ainda no Apocalipse, e os condenados serão lançados no "lago de fogo". É sobre esta "segunda morte" que Francisco se detém:
“A condenação eterna não é uma sala de tortura, ela é uma descrição dessa segunda morte: é uma morte. E aqueles que não serão recebidos no reino de Deus é porque eles não se aproximaram do Senhor. São aqueles que sempre seguiram pelo seu caminho, afastando-se do Senhor e passando diante do Senhor e se distanciaram sozinhos. É a condenação eterna, é o distanciar-se constantemente de Deus. É a maior dor, um coração insatisfeito, um coração que foi feito para encontrar a Deus, mas por orgulho, por ter a certeza de si mesmo, se afasta de Deus”.
A distância para sempre de "Deus que dá a felicidade", do "Deus que nos ama tanto", este é o "fogo", reafirma o Papa, é "o caminho da condenação eterna." Mas a última imagem do Apocalipse abre à esperança e também Francisco o faz.
Abrir o coração para Jesus com humildade, dá a salvação
Se "abrimos os nossos corações", como Jesus nos pede, teremos "a alegria e a salvação", "céu e terra novos", dos quais se fala na primeira leitura. "Basta somente uma palavra," destaca ainda o Papa: "Senhor" e "Ele faz o resto." Portanto, deixar-se "acariciar" e "perdoar" por Jesus, sem orgulho, é o convite final:
A esperança que abre os corações para o encontro com Jesus Isto nos espera: O encontro com Jesus. É bonito, é muito bonito! Ele só nos pede para sermos humildes e dizer, 'Senhor'. Basta somente aquela palavra e Ele faz o resto. " (CM-
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                                                                                           Fonte: radiovaticana.va    news.va

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

CNBB lança a

Doutrina Social da Igreja para os Jovens

Com 12 capítulos, o livro apresenta temas que se referem ao amor humano, a família, economia e política
A Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou na quarta-feira, 23 de novembro, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja para os Jovens – Docat. A cerimônia ocorreu na sede da CNBB, em Brasília (DF) e reuniu a presidência da entidade, membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) e representantes do Youcat Foundation. 
Na cerimônia, o vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger contextualizou o surgimento da Doutrina Social da Igreja (DSI). “A Doutrina Social da Igreja se olharmos bem tem princípios lá no Antigo Testamento com o ensinamento dos profetas, mas foi Jesus que nos apresentou em pontos claros o que a Igreja deve ensinar a todos. A partir de Leão XIII, no final do século 19, essa Doutrina da Igreja foi sendo solidificada, apresentada de forma muito clara, especialmente através das encíclicas papais, e com o resultado de toda essa caminhada surgiu a Doutrina Social da Igreja".
Para dom Murilo, a DSI é a base do Docat, apresentado pelo papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Cracóvia, na Polônia. “Um jovem lendo esse catecismo, estudando e refletindo vai poder saber o que a Igreja espera dele como alguém que é ‘Sal da Terra e Luz do Mundo’. Esse presente que o papa deu aos jovens e que muito ajuda a Igreja é colocado agora também nas mãos dos jovens brasileiros”, sublinhou o bispo. 
Com uma adaptação atraente e ilustrativa, o Docat é um pequeno manual dos Ensinamentos Sociais da Igreja. O livro foi idealizado pelos mesmos criadores do Catecismo Jovem (Youcat). Seu principal objetivo é ensinar numa linguagem dialógica, com perguntas e respostas, como os jovens cristãos podem mudar o mundo através da ação social e política, com base nos ensinamentos do Evangelho.  
A elaboração e a ilustração do livro contou com a participação de jovens de diferentes países, inclusive do Brasil. Um deles é o missionário e responsável pelo Youcat Center Brasil, Jeronimo Lauricio, que esteve presente na abertura de lançamento. Para ele, a experiência de colaborar na elaboração do Docat é de “gratidão”. O diretor executivo do Youcat Center, Dr.Christian Lerman também participou da cerimônia. 
Interatividade
Visando aproximar mais ainda os jovens da DSI, o Docat também pode ser acessado por celulares e outros dispositivos móveis, por meio de um aplicativo (app). De acordo com o assessor da Comissão para a Juventude da CNBB, padre Antônio Ramos Prado, a versão traz a íntegra do documento, que é organizado em 12 capítulos. Além disso, há uma área de jogos, que testa o conhecimento do usuário e também proporciona interatividade entre eles.
O livro já disponível na ‘Edições CNBB’. Acesse o site da editora e confira o lançamento.
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                                                                                       Fonte: cnbb.org.br

Papa na missa desta quinta-feira:

Corrupção é uma forma de blasfêmia

Cidade do Vaticano (RV) –  A corrupção é uma forma de blasfêmia, a linguagem de Babilônia para a qual “Deus não existe”, mas somente o “deus dinheiro, o deus bem-estar, o deus exploração”. Foi o que destacou o Papa na homilia da missa celebrada na manhã de quinta-feira (24/11) na capela da Casa Santa Marta.
Francisco recordou que nesta última semana do Ano litúrgico, a Igreja nos faz refletir sobre o fim do mundo e sobre o nosso fim. Comentando a Leitura do Apocalipse, o Pontífice fala de três vozes. A primeira é o grito do Anjo: “Caiu Babilônia”, a grande cidade, “a que semeava a corrupção no coração das pessoas” e que “leva todos nós no caminho da corrupção”. E o papa explicou concretamente que a corrupção é o modo de viver na blasfêmia, a corrupção é uma forma de blasfêmia, a linguagem desta Babilônia, desta mundanidade, é a blasfêmia, Deus não está: está o deus dinheiro, o deus bem-estar, o deus exploração...”
A mundanidade ruirá
Mas esta mundanidade que seduz os grandes da terra ruirá:
“Mas esta cairá, esta civilização cairá e o grito do Anjo é um grito de vitória: ‘Caiu’, caiu esta que enganava com as suas seduções. Este é o império da vaidade, do orgulho, cairá, assim como Satanás cairá."
Pecador, mas não corrupto
Contrariamente ao grito do Anjo, que era um grito de vitória pela queda “desta civilização corrupta”, há uma outra voz poderosa, ressalta Francisco, o grito da multidão, que louva a Deus: “Salvação, glória e poder pertencem ao nosso Deus”:
Jesus é quem nos salva
É a voz poderosa “da adoração, da adoração do povo de Deus que se salva”, e também do povo em caminho, que ainda está sobre a terra. O povo de Deus pecador, mas não corrupto: pecador que sabe como pedir perdão, pecador que busca a salvação em Jesus Cristo.
Este povo se alegra quando vê o fim e a alegria da vitória se transforma em adoração. Não se pode permanecer somente com o primeiro grito do Anjo, se não há "esta voz poderosa da adoração de Deus". Mas para os cristãos “não é fácil adorar”, observa o Papa: “nós somos bons quando rezamos pedindo alguma coisa”, mas a oração de louvor “não é fácil fazê-la”. Mas é preciso aprendê-la, “devemos aprendê-la agora para não aprendê-la com pressa quando chegaremos lá, adverte Francisco, que enfatiza a beleza da oração de adoração diante do tabernáculo. Uma oração que diz apenas: “Vós sois Deus. Eu sou um pobre filho amado por Vós”.
Deus nos fala com um fio de silêncio sonoro
Por fim, a terceira voz é um sussurro. O Anjo que diz escrever: “Bem-aventurados os convidados à ceia do cordeiro!”. O convite do Senhor, de fato, não é um grito, mas “uma voz suave”. Do mesmo modo quando Deus fala a Elias. Francisco destacou a beleza deste falar ao coração com esta voz suave. “A voz de Deus – disse o Papa – quando fala ao coração é assim: como um fio de silêncio sonoro”.
E este convite às “núpcias do cordeiro” será o fim, “a nossa salvação”, disse Francisco. Os que entraram na ceia, segundo a parábola de Jesus, são aqueles que estavam nas encruzilhadas dos caminhos, “bons e maus, cegos, surdos, mancos, todos nós pecadores, mas com a humildade suficiente para dizer: ‘Sou um pecador e Deus me salvará’”. “E se temos isso no coração, Ele nos convidará”, acrescentou o Papa, e ouviremos “esta voz sussurrada” que nos convida à ceia:
“E o Evangelho se conclui com esta voz:  Quando começarem a acontecer estas coisas, - ou seja, a destruição da soberba, da vaidade, tudo isso - reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação”, isto é, está sendo convidado para a ceia do cordeiro. O Senhor nos dê esta graça de aguardar esta voz, de nos preparar para ouvir esta voz: ‘Vem, vem, vem servo fiel –  pecador mas fiel –, vem, vem para a ceia do teu Senhor.
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                                                                                           Fonte: radiovaticana.va    news.va

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Para CNBB, é "inadequado e abusivo"

que reforma do Ensino Médio seja feita por MP

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido na sede da entidade, em Brasília (DF), nos dias 22 e 23 de novembro, aprovou a nota sobre a chamada "Reforma do Ensino Médio", apresentada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional na forma de Medida Provisória. Para os bispos, são louváveis as iniciativas que busquem refletir, debater e aprimorar a realidade do ensino brasileiro, mas "assim como outras propostas recentes, também essa sofre os limites de uma busca apressada de solução". A entidade acredita que "questão tão nobre quanto a Educação não pode se limitar à reforma do Ensino Médio. Antes, requer amplo debate com a sociedade organizada, particularmente com o mundo da educação. É a melhor forma de legitimação para medidas tão fundamentais".
No texto, os bispos ressaltam que a educação deve formar integralmente o ser humano. "O foco das escolas não pode estar apenas em um saber tecnológico e instrumental", afirmam na nota.  
Leia na íntegra:
NOTA DA CNBB SOBRE A “REFORMA DO ENSINO MÉDIO” – MP 746/16
“A fim de que os estudantes tenham esperança!”
(Papa Francisco, 14 de março de 2015)

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 22 e 23 de novembro de 2016, manifesta inquietação face a Medida Provisória 746/16 que trata da reforma do Ensino Médio, em tramitação no Congresso Nacional.
Segundo o poder executivo, a MP 746/16 é uma proposta para a superação das reconhecidas fragilidades do Ensino Médio brasileiro. Sabe-se que o modelo atual, não prepara os estudantes para os desafios da contemporaneidade. Assim, são louváveis iniciativas que busquem refletir, debater e aprimorar essa realidade. 
Contudo, assim como outras propostas recentes, também essa sofre os limites de uma busca apressada de solução. Questão tão nobre quanto a Educação não pode se limitar à reforma do Ensino Médio. Antes, requer amplo debate com a sociedade organizada, particularmente com o mundo da educação. É a melhor forma de legitimação para medidas tão fundamentais. 
Toda a vez que um processo dessa grandeza ignora a sociedade civil como interlocutora, ele se desqualifica. É inadequado e abusivo que esse assunto seja tratado através de uma Medida Provisória.
A educação deve formar integralmente o ser humano. O foco das escolas não pode estar apenas em um saber tecnológico e instrumental. Há que se contemplar igualmente as dimensões ética, estética, religiosa, política e social. A escola é um dos ambientes educativos no qual se cresce e se aprende a viver. Ela não amplia apenas a dimensão intelectual, mas todas as dimensões do ser humano, na busca do sentido da vida. Afinal, que tipo de homem e de mulher essa Medida Provisória vislumbra?
Em um contexto de crise ética como o atual, é um contrassenso propor uma medida que intenta preparar para o mercado e não para a cidadania. Dizer que disciplinas como filosofia, sociologia, educação física, artes e música são opcionais na formação do ser humano é apostar em um modelo formativo tecnicista que favorece a lógica do mercado e não o desenvolvimento integral da pessoa e da sociedade.
Quando a sociedade não é ouvida ela se faz ouvir. No caso da MP 746/16, os estudantes reclamaram seu protagonismo. Os professores, já penalizados por baixos salários, também foram ignorados. Estes são sinais claros da surdez social das instâncias competentes. 
Conclamamos a sociedade, particularmente os estudantes e suas famílias, a não se deixar vencer pelo clima de apatia e resignação. É fundamental a participação popular pacífica na busca de soluções, sempre respeitando a pessoa e o patrimônio público. A falta de criticidade com relação a essa questão trará sérias consequências para a vida democrática da sociedade.
Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por nós.
Brasília, 23 de novembro de 2016
                Dom Sergio da Rocha - Arcebispo de Brasília-DF - Presidente da CNBB                        
Dom Murilo S. R. Krieger - Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA - Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília-DF - Secretário-Geral da CNBB
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Papa na Audiência Geral desta quarta-feira:

Misericórdia é também dar bom conselho e ensinar valores

Cidade do Vaticano (RV) – A audiência geral desta quarta-feira teve lugar na Sala Paulo VI, no Vaticano, com a presença de milhares de fiéis, inclusive grupos de Manaus (AM), Araguari (MG) e Lorena (SP).
Em sua catequese, o Papa dissertou sobre duas obras espirituais de misericórdia bastante relacionadas entre si: dar bom conselho e ensinar os ignorantes. Segundo Francisco, ambas podem ser vividas em nossa vida cotidiana, especialmente a segunda, ensinar.
“Pensemos por exemplo nas crianças que ainda são analfabetas, carentes de instrução. Esta é uma condição de grande injustiça, que lesa a própria dignidade da pessoa. Sem instrução, as pessoas se tornam fácil alvo da exploração e de várias formas de marginalização social”. 
O aplauso aos educadores da Igreja
Papa é acolhido com entusiasmo na Sala Paulo VI
Ao longo dos séculos, a Igreja sempre se engajou neste campo, educando aos valores humanos a cristãos, pois acredita que a instrução é realmente uma peculiar forma de evangelização. O Papa pediu aos fiéis um aplauso aos muitos sacerdotes, consagrados e consagradas, e leigos, que dedicaram a vida na educação e instrução de crianças e jovens. 
Dar bom conselho, por sua vez, é procurar ajudar a pessoa confusa, indecisa, duvidosa, a superar o tormento e a aflição que lhe provocam as suas dúvidas. 
Dar bom conselho é ato de amor
Assim explicou o Papa: “Expressar misericórdia pelos inseguros equivale a aliviar a dor e o sofrimento que provêm do medo e da angústia que são consequências da dúvida. É um ato de verdadeiro amor pelo qual se ampara e apoia a pessoa na fragilidade da sua incerteza e hesitação”  
Alguém poderia dizer-me: “Padre, tenho tantas dúvidas de fé, que devo fazer?” As dúvidas em matéria de fé podem ser um sinal de que queremos conhecer melhor Deus e o mistério do seu amor por nós. Neste sentido positivo, é bom que nos interroguemos sobre a nossa fé, porque assim somos levados a aprofundá-la. Em todo o caso, as dúvidas devem ser superadas. Para isso é necessário escutar a Palavra de Deus e compreender o que nos ensina, principalmente na catequese. 
As dúvidas fazem crescer
“Não façamos da fé uma teoria abstrata, onde as dúvidas se multiplicam, mas uma vida, procurando pô-la em prática no serviço aos nossos irmãos, sobretudo aos mais necessitados. Então todas as dúvidas desaparecem, porque sentimos a presença de Deus e a verdade do Evangelho no amor que, sem mérito algum da nossa parte, habita em nós e partilhamos com os outros”. 
Na conclusão, o Pontífice constatou que estas duas obras de misericórdia não estão distantes de nossa vida e cada um de nós pode se comprometer em vive-las e colocar em prática a Palavra do Senhor ao dizer que o mistério do amor de Deus não foi revelado aos sábios e inteligentes, mas aos menores:
“O ensinamento mais profundo a que somos chamados a transmitir e a certeza mais segura para sairmos da dúvida é o amor de Deus, aquele com que fomos amados: um amor grande, gratuito e doado para sempre”.  (CM)
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                                                                                            Fonte: radiovaticana.va    news.va

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Papa na missa desta manhã:

Abandonar a alienação para pensar seriamente na nossa morte

Cidade do Vaticano (RV) - Evitar a alienação do viver, isto é, como se jamais fôssemos morrer: foi a advertência feita pelo Papa Francisco na missa celebrada na manhã de terça-feira (22/11) na capela da Casa Santa Marta.
O Papa interpretou a reflexão com a qual a Igreja conduz a última semana do Ano  Litúrgico como “um chamado do Senhor para pensar seriamente no fim, no fim de cada um de nós, porque cada um de nós terá o seu fim”
Cada um de nós terá seu fim: pensemos no rastro que deixaremos
Francisco durante sua reflexão matutina
“Não gosta de pensar nessas coisas”, observou, “mas ali está a verdade”. “E quando um de nós terá ido embora, passarão anos e quase ninguém se lembrará”. Eu tenho “uma ‘agenda”, revela Francisco, “onde escrevo quando uma pessoa morre” e todos os dias vejo aquela “recorrência” e “como o tempo passou”. “E isso nos obriga”, “a pensar no que deixaremos, qual é o “rastro” da nossa vida.  E depois no final, como se lê no trecho de hoje do Apocalipse de João, haverá o juízo para cada um de nós:
“E nos fará bem pensar: “Mas como será o dia em que eu estarei diante de Jesus? Quando Ele me perguntará sobre os talentos que me deu, que uso fiz deles; quando ele me perguntará como estava o meu coração quando a semente caiu, como foi o caminho, os espinhos: essas Parábolas do Reino de Deus. Como recebi a Palavra? Com coração aberto? Eu a fiz germinar para o bem de todos ou a escondi?”
Todos seremos julgados: não se deixar enganar pelas coisas superficiais
Cada um de nós, portanto, estará diante de Jesus no dia do juízo, então – advertiu o Papa retomando as palavras do Evangelho de Lucas, “não os deixe enganar”. E a enganação de que fala é “alienação”, “o estranhamento”, a enganação das “coisas que são superficiais, que não têm transcendência”, de “viver como se jamais fôssemos morrer”. “Quando virá o Senhor”, como me encontrará? Esperando ou em meio a tantas alienações da vida? 
“Eu me lembro quando era criança e fazia catecismo, nos ensinavam quatro coisas: morte, juízo, inferno ou glória. Depois do juízo havia esta possibilidade. ‘Mas Pai, isto é para nos assustar...’ – ‘Não, é a verdade! Porque se não cuidares do coração para que o Senhor esteja contigo e vives afastado sempre do Senhor, talvez haja o perigo, o risco de continuar afastado da eternidade do Senhor’. É horrível isso!”.
“Não teremos medo da morte se formos fiéis ao Senhor no momento de prestar contas. E concluindo, Francisco se inspira na leitura do Apocalipse de João; no conselho do Apóstolo: ‘Seja fiel até a morte – diz o Senhor – e te darei a coroa da vida’”.
“A fidelidade ao Senhor não desilude. Se cada um de nós for fiel ao Senhor, quando a morte chegar, diremos como Francisco: ‘vinde, irmã morte’... Ela não nos assustará. E quando será o dia do juízo, diremos ao Senhor: ‘Senhor, tenho tantos pecados, mas tentei ser fiel’. E o Senhor é bom. Este é o conselho que lhes dou: ‘Sejam fieis até a morte e lhes darei a coroa da vida’. Com esta fidelidade não teremos medo no fim, não teremos medo no dia do juízo”.  (BF/CM)
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Dedicados a Maria
os temas escolhidos pelo Papa para as próximas JMJ

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco escolheu os temas para o percurso trienal das próximas Jornadas Mundiais da Juventude, divulgados nesta terça-feira (22/11) pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. 
São temas dedicados a Maria. Para a 32ª Jornada Mundial da Juventude diocesana de 2017 o tema é “O Todo-poderoso realizou grandes coisas em meu favor”.
Para a 33ª Jornada Mundial da Juventude diocesana de 2018 o tema escolhido pelo pontífice é “Não temas, Maria, porque encontraste graça junto de Deus”.
34ª Jornada Mundial da Juventude que se realizará no Panamá, em 2019, tem como tema é “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Vigília de Oração na JMJ de Cracóvia, em julho de 2016
“O caminho espiritual indicado pelo Papa Francisco prossegue com coerência a reflexão iniciada com as últimas três Jornadas Mundiais da Juventude (2014-16), centralizadas nas bem-aventuranças. Como sabemos, Maria é aquela que todas as gerações chamarão de bem-aventurada. No discurso preparado para o encontro com os voluntários da JMJ de Cracóvia, o Papa Francisco ilustrou os comportamentos da Mãe de Jesus indicando-a como modelo a ser imitado. Depois, falando espontaneamente naquela ocasião, o Santo Padre convidou os jovens a lembrar o passado, a ter coragem no presente e a ter e ser esperança para o futuro”, ressalta a nota do dicastério vaticano. 
Segundo a mensagem, “os três temas anunciados tem como objetivo dar uma conotação mariana forte ao itinerário espiritual das próximas JMJ, recordando ao mesmo tempo a imagem de uma juventude a caminho entre passado (2017), presente (2018) e futuro (2019), animada pelas três virtudes teologais: fé, caridade e esperança”. 
O caminho proposto aos jovens mostra também uma sintonia com a reflexão que o Papa Francisco confiou ao próximo Sínodo dos Bispos: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. (MJ)
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