sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Leituras do

22º Domingo do Tempo Comum


1ª Leitura: Eclo 3,19-21.30-31
Filho, realiza teus trabalhos com mansidão e serás amado mais do que um homem generoso. Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade, e assim encontrarás graça diante do Senhor. Muitos são altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que ele revela seus mistérios. Pois grande é o poder do Senhor, mas ele é glorificado pelos humildes.
Para o mal do orgulhoso não existe remédio, pois uma planta de pecado está enraizada nele, e ele não compreende.
O homem inteligente reflete sobre as palavras dos sábios, e com ouvido atento deseja a sabedoria.
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Salmo: 67
 Com carinho preparastes uma mesa para o pobre.
 Com carinho preparastes uma mesa para o pobre.
 Os justos se alegram na presença do Senhor,/ rejubilam satisfeitos e exultam de alegria!/ Cantai a Deus, a Deus louvai, cantai um salmo a seu nome!/ O seu nome é Senhor: exultai diante dele!
 Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protetor:/ é assim o nosso Deus em sua santa habitação./ É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados,/ quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura.
 Derramastes lá do alto uma chuva generosa,/ e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes;/ e ali vosso rebanho encontrou sua morada;/ com carinho preparastes essa terra para o pobre.
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2ª Leitura: Hb 12,18-19.22-24a
Vós não vos aproximastes de uma realidade palpável: “fogo ardente e escuridão, trevas e tempestade, som da trombeta e voz poderosa”, que os ouvintes suplicaram não continuasse.
Mas vós vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; da reunião festiva de milhões de anjos; da assembleia dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; de Deus, o juiz de todos; dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; de Jesus, mediador da nova aliança.
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Evangelho:  Lc 4,1.7-14
Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola:
A humildade nos eleva e santifica
“Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar.
Mas, quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. Porque quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”.
E disse também a quem o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.
Reflexão
Simplicidade e gratuidade
As leituras de hoje insistem em virtudes fora de moda: mansidão e humildade (1ª leitura), modéstia e gratuidade (evangelho). Quanto à modéstia, Jesus usa um argumento da sabedoria popular, do bom senso: se alguém for sentar no primeiro lugar num banquete e um convidado mais digno chegar depois dele, esse primeiro terá de ceder seu lugar e contentar-se com qualquer lugarzinho que sobrar. Mas quem se coloca no último lugar só pode ser convidado para subir e ocupar um lugar mais próximo do anfitrião.
Ora, citando essa humildade de quem se faz de burro para comer milho, Jesus pensa em algo mais. Por isso, acrescenta uma outra parábola, para nos ensinar a fazer as coisas não por interesse egoísta, mas com gratuidade. Seremos felizes – diz Jesus – se convidarmos os que não podem retribuir, porque Deus mesmo será então nossa recompensa. Estaremos bem com ele, por termos feito o bem aos seus filhos mais necessitados.
A gratuidade não é a indiferença do homem frio, que faz as coisas de graça porque não se importa com nada, pois isso é orgulho! Devemos ser gratuitos simplesmente porque os nossos “convidados” são pobres e sua indigência toca o nosso coração fraterno. O que lhes damos tem importância, tanto para eles como para nós. Tem valor. Recebemo-lo de Deus, com muito prazer. E repartimo-lo, porque o valorizamos. Dar o que não tem valor não é partilha: é liquidação… Mas quando damos de graça aquilo que com gratidão recebemos como dom de Deus, estamos repartindo o seu amor.
Tal gratuidade é muito importante na transformação que a sociedade está necessitando. Importa não apenas “fazer o bem sem olhar para quem” individualmente, mas também social ou coletivamente: contribuir para as necessidades da comunidade, sem desejar destaque ou reconhecimento especial; trabalhar e lutar por estruturas mais justas, independentemente do proveito pessoal que isso nos vai trazer; praticar a justiça e humanitarismo anônimos; ocupar-nos com os insignificantes e inúteis…
Assim, a lição de hoje tem dois aspectos: para nós mesmos, procurar a modéstia, ser simplesmente o que somos, para que a graça de Deus nos possa inundar e não encontre obstáculo em nosso orgulho. E para os outros, sermos anfitriões generosos, que não esperam compreensão, mas, sem considerações de retorno em dinheiro ou fama, oferecem generosamente suas dádivas a quem precisa.
                                    Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
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                                                Reflexão e ilustração: franciscanos.org.br   Banner: cnbb.org.br

CNBB divulga nota em defesa da

Lei da Ficha Limpa

No texto, os bispos conclamam "a população, legítima autora da Lei da Ficha Limpa, a defendê-la de toda iniciativa que vise ao seu esvaziamento"
CNBB
O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, nesta quarta-feira, 24, nota em defesa da Lei da Ficha Limpa. No texto, os bispos rejeitam toda e qualquer tentativa de desqualificar a lei, que “é resultado da mobilização popular e que expressa a consciência da população de que, na política, não há lugar para corruptos”. 
Confira, abaixo, a nota na íntegra.

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA LEI DA FICHA LIMPA 
O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 23 e 24 de agosto, vem reafirmar a importância da Lei 135/2010, a Lei da Ficha Limpa, rejeitando toda e qualquer tentativa de desqualificá-la. Resultado da mobilização popular que coletou 1,6 milhões de assinaturas, a Lei da Ficha Limpa expressa a consciência da população de que, na política, não há lugar para corruptos.
Tendo sua constitucionalidade confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2012, votou favoravelmente pelas Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADC 29 e 30), a Lei da Ficha Limpa insere-se no rol das leis mais importantes no combate à corrupção eleitoral e na moralização da política. Respaldada por grandes juristas e aprovada pelo Congresso Nacional, ela atesta a sobriedade de quem a propôs de forma que atacá-la ou menosprezá-la é enfraquecer a vontade popular de lutar contra a corrupção.
Recebemos com perplexidade a decisão do STF que reconhece a exclusividade das Câmaras Municipais para julgar as contas dos prefeitos em detrimento da competência dos Tribunais de Contas. Na prática, isso significa o fim da inelegibilidade dos executivos municipais mesmo que tenham suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas. Trata-se de um duro golpe contra a Lei da Ficha Limpa o qual favorecerá o fisiologismo político e a corrupção, considerando o poder de barganha que pode haver entre o executivo e o legislativo municipais.
Conclamamos a população, legítima autora da Lei da Ficha Limpa, a defendê-la de toda iniciativa que vise ao seu esvaziamento. Urge não dar trégua ao combate à corrupção eleitoral e a tudo que leve ao desencanto com a política cujo objetivo é a justiça e o bem comum, construído pacífica e eticamente.
Brasília, 24 de agosto de 2016.
Dom Sergio da Rocha - Arcebispo de Brasília-DF - Presidente da CNBB                        
Dom Murilo S. R. Krieger - Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA - Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília-DF - Secretário-Geral da CNBB
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                                                                                                               Fonte: cnbb.org.br

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Comissão da CNBB divulga mensagem para o

Dia do Catequista

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem para os catequistas de todo o Brasil, por ocasião do dia a eles dedicado, 28 de agosto, no contexto do Mês Vocacional. O texto é assinado pelo arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão, dom José Antônio Peruzzo.
“Em nome da CNBB quero servir-me da data para uma palavra permeada de sincero afeto e imensa gratidão. Embora não seja possível ser suficientemente grato a tanta dedicação, com muita simplicidade, apresento-me para uma reflexão agradecida”, escreveu o arcebispo.
Na mensagem, os catequistas são convidados a fazer memória de sua vocação, lembrando dos passos e desafios diante do chamado para evangelizar por meio da catequese.
“Seu sim ajudou a Igreja a ser Evangelizadora; a ser mais Igreja. Sua dedicação de Catequista a(o) faz lembrar-se de que o Senhor Jesus quer ser conhecido mais por seu amor do que por doutrinas”, diz dom Peruzzo aos catequistas.
Leia o texto na íntegra:
Caríssima irmã, caríssimo irmão Catequista.
Os caminhos da Igreja no Brasil assinalam o mês de agosto com uma nobre particularidade. A temática vocacional recebe forte acentuação: dia dos pais, dia do padre, dia do religioso, dia do Catequista. Este previsto para o próximo dia 28.08.
Em nome da CNBB quero servir-me da data para uma palavra permeada de sincero afeto e imensa gratidão. Embora não seja possível ser suficientemente grato a tanta dedicação, com muita simplicidade, apresento-me para uma reflexão agradecida. 
Começo chamando-lhe à recordação uma sua experiência pessoal muito singular: lembra quando alguém lhe dirigiu o convite a tornar-se Catequista? Certamente está presente em sua memória a pessoa, as frases e o contexto. Lembra também de sua própria reação? Talvez inquietação, ou dúvidas, ou temor por não se sentir apta(o). É até possível que lhe tenha aflorado a preocupação pela falta de tempo...
Mesmo assim, embora com tantas objeções, Você aceitou. Estou certo que ainda estão bem presentes os motivos que moveram a aceitar... E o Espírito Santo estava lá: movia, suscitava, inquietava. E eis que desde sua liberdade e desde sua capacidade de amar houve um movimento de afeição amorosa pelo Senhor, pela comunidade, pelos “seus” catequizandos.   
Hoje, tendo já passado um bom tempo, talvez anos, cabem duas perguntas bastante simples: mais ofereceu ou mais recebeu? Mais aprendeu ou mais ensinou? É verdade que os desânimos por vezes se apresentaram; também sinais de cruz se pronunciaram. Mas quanto crescimento! Quantos sinais da proximidade de Deus! Quantas experiências de fé! É... Catequese é um caminho, um discipulado, um encontro que perdura e atravessa os anos. Mas o Senhor nunca se deixa vencer em generosidade. Quantas graças!!!
Seu sim ajudou a Igreja a ser Evangelizadora; a ser mais Igreja. Sua dedicação de Catequista a(o) faz lembrar-se de que o Senhor Jesus quer ser conhecido mais por seu amor do que por doutrinas. Por isso mesmo o episcopado brasileiro lhe agradece, caríssima(o) Catequista. E neste dia louva o Senhor por seu ministério. Que Deus lhe multiplique em bênçãos a bênção que é Você para a nossa Igreja. 
                                                    Dom José Antonio Peruzzo - Arcebispo de Curitiba (PR)
                   Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética
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Notícias do Vaticano

Papa recebe visita das Irmãs Clarissas de Clausura

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa encontrou, na manhã desta quinta-feira, na Casa Santa Marta, onde reside no Vaticano, as Irmãs de Clausura do Mosteiro de Santa Maria de Vallegloria, situado nas imediações da cidadezinha de São Francisco de Assis, na diocese de Foligno.
Durante o encontro, que se realiza no âmbito do Ano Santo da Misericórdia, a convite do Papa, Francisco entregou às consagradas e, simbolicamente, a todas as Comunidades Claustrais do mundo,  a Constituição Apostólica “Vultum Dei quaerere” (“À busca da Face de Deus”), de 29 de junho p.p., dedicada à vida contemplativa feminina. Por sua vez, as Irmãs Clarissas deram ao Papa uma cópia fiel do Crucifixo de São Damião, pintado pela abadessa Maria Chiara Mosetti.
Irmãs Clarissas do Mosteiro de Santa Maria de Vallegloria visitam o Papa
As 24 Irmãs Clarissas, uma Noviça e duas Postulantes, estavam acompanhadas pelo Bispo de Foligno, Dom Gualtiero Sigismondi, Presidente da Comissão para o Clero e a Vida Consagrada da Conferência Episcopal Italiana (CEI).
Não faltaram momentos de oração comum no encontro do Papa com as Clarissas, vivido em espírito de partilha espiritual alegre e fraterna. Com efeito, o Santo Padre presidiu à celebração Eucarística, na Capela Santa Marta, concelebrada pelo Bispo de Foligno e abrilhantada pela suavidade dos cantos das religiosas.As intenções da Missa foram oferecidas pelas vítimas do terremoto no centro da Itália.
Em sua homilia, o Pontífice recordou o valor da oração, ponto central da vida contemplativa de clausura, que sintetizou em três palavras: riqueza, testemunho e esperança.
A “riqueza”, explicou o Papa, não deve ser material, mas espiritual; a verdadeira riqueza dos consagrados são dons do Senhor, que recebemos gratuitamente.
Esta riqueza, afirmou Francisco, nos leva ao “testemunho”, a segunda palavra que ele sugeriu às Irmãs. “Vocês, disse, são Irmãs de Clausura e ninguém as vê. Porém, as pessoas reconhecem o valor do seu testemunho. Vocês transmitem, com a contemplação e a oração, a vida Jesus, centro da nossa vida. Com suas orações, vocês sustentam a Igreja e o mundo. Eis seu verdadeiro testemunho”!
Depois, o Santo Padre explicou a terceira palavra: a “esperança”. “Vocês, frisou o Papa, são portadoras e semeadoras da esperança da vinda do Esposo: a  esperança de encontrar o Senhor. É desta esperança que nasce a verdadeira alegria da vida consagrada. O Senhor nos chama à felicidade”.
O Papa concluiu sua homilia exortando as religiosas a agradecerem sempre ao Senhor pela vida comunitária e a manterem a comunhão fraterna, demonstrando ser pessoas “ricas dos dons divinos”.
Após a Santa Missa, as Irmãs Clarissas deixaram a Casa Santa Marta e se dirigiram à Basílica de São Pedro, para uma visita privada e para passar pela Porta Santa do Ano Jubilar da Misericórdia. As consagradas rezaram o Credo e se deteram em oração diante dos túmulos do Beato João XXIII e São João Paulo II.
Por fim, as Irmãs Clarissas do Mosteiro de Santa Maria de Vallegloria regressaram à Casa Santa Marta, onde almoçaram com o Papa Francisco. (MT)
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Chamar-vos-ão sonhadores:
publicadas palavras do Papa durante a JMJ 2016
Cidade do Vaticano (RV) - A vida no “mundo” não será fácil, mas será seguramente feliz para quem segue os ensinamentos de Jesus: é a mensagem clara e límpida contida no livro “Pregais a esperança”, publicado pela Livraria Editora Vaticana, que reúne as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco durante a XXXI Jornada Mundial da Juventude, realizada em julho passado em Cracóvia.
Papa Francisco em Cracóvia
“Poderão julgar-vos sonhadores porque acreditais numa nova humanidade, que não aceita o ódio entre os povos, não vê os confins entre os países como barreiras e custodia suas tradições sem egoísmos e ressentimentos. Não vos desencorajais: com vosso sorriso e com vossos braços a abertos pregais a esperança e sois uma bênção para a única família humana, aqui tão bem representada”, lê-se na contracapa.
Em seus discursos, o Papa Bergoglio retomou, argumentou e atualizou o célebre encorajamento do Papa Wojtyła “Não tenhais medo”.
Sobretudo, convidou os jovens a não deixar-se imobilizar pela consciência da própria pequenez e dos próprios limites. No fundo, nem mesmo Zaqueu conseguia ver o Mestre porque era de baixa estatura.
“Também hoje podemos correr o risco de ficar à distância de Jesus por não nos sentirmos à altura, porque temos pouca consideração de nós mesmos”, reitera o Pontífice.
Essa é uma grande tentação, que não concerne somente à autoestima, mas diz respeito também à fé. Porque a fé nos diz que somos filhos de Deus, fomos criados à sua imagem.
“Jesus fez sua a nossa humanidade e seu coração jamais se separará de nós – acrescenta o Papa Francisco. O Espírito Santo deseja habitar em nós; somos chamados à alegria eterna com Deus! Essa é a nossa “estatura”, essa é a nossa identidade espiritual: somos os filhos amados de Deus, sempre.” (L'Osservatore Romano - RL)
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Em biografia, Bento XVI revela motivos da renúncia

Rádio Vaticano (RV) – Em entrevista ao teólogo Elio Guerriero publicada pelo jornal italiano La Repubblica, o Papa emérito Bento XVI fala sobre seu relacionamento fraterno com o seu sucessor Francisco e afirma: “minha obediência nunca foi colocada em discussão”.
Guerriero é autor de uma biografia de Ratzinger “Servo de Deus e da humanidade. A biografia de Bento XVI” (Milão, Mondadori, 2016, 542 páginas). A Obra será lançada no dia 30 de agosto.
Entrevista
Para escrever os capítulos finais, Elio foi ao Mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano, onde o Papa emérito vive desde a renúncia em 2013. Na ocasião, Bento XVI ofereceu ao escritor a oportunidade de "fazer algumas perguntas, como em uma entrevista" e "como sempre - conta o escritor - foi gentil e prático", dizendo: "Me faça as perguntas, depois me envie tudo e veremos”. 
O ponto central da entrevista foi o relacionamento do Papa emérito com o seu sucessor, o Papa Francisco. Sem precedentes históricos sobre a convivência de ‘dois Papas’ no Vaticano, Bento XVI se diz muito grato a Deus por esses momentos.
Ano da Fé e JMJ-Rio 2013
Bento XVI estava sereno quando falava da sua histórica renúncia ao Pontificado, igualmente quando na época comunicou ao Colégio Cardinalício e ao mundo. “Para mim essa renúncia era um dever”, confiou o Papa Emérito ao escritor.
O ponto central da entrevista foi 
o relacionamento do Papa emérito com o seu sucessor Papa Francisco
“Eu gostaria de concluir o Ano da Fé e de escrever a Encíclica sobre a Fé que deveria encerrar o percurso iniciado com Deus Caritas Est, mas em 2013 tínhamos muitos trabalhos que eu não conseguiria terminar”, confessou Bento XVI.
“A data para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro já estava fixada, mas eu não me sentia capaz de fazê-la. Após a ida a México e a Cuba (últimas viagens de seu Pontificado), não conseguia mais realizar viagens muito longas. Mas, como fixou João Paulo II, nessas jornadas a presença do Papa é indispensável. Não poderia pensar em uma conexão televisiva, ou outras formas tecnológicas. Também por essa circunstância a renúncia para mim era um dever”,
O Papa emérito tinha confiança de que mesmo sem a sua presença o “Ano da Fé seguiria muito bem até o fim".
A fé é uma graça, um dom generoso de Deus aos fiéis. Eu tinha a convicção que o meu sucessor, assim quando chegasse, igualmente levaria como quisesse o Senhor a iniciativa começada por mim".
Renúncia
Foi durante a viagem ao México que amadureceu a decisão de renunciar ao ministério petrino. “A viagem foi muito bonita e comovente”, mas nos mesmos dias – conta Ratzinger – “experimentei os limites da minha resistência física. Me dei conta que não tinha mais condições de enfrentar no futuro voos intercontinentais, os fusos horários. Naturalmente, de forma clara, não teria condições de ir para JMJ Rio 2013, daquele momento em diante, deveria decidir o tempo de forma breve para a minha retirada”.
“Precisava pensar em coisas práticas, por exemplo, onde viveria depois da renúncia? Bento XVI se lembrava de uma iluminação de São João Paulo II, na qual tinha decidido que o mosteiro Mater Ecclesiae, no passado casa do diretor da Rádio Vaticano, se tornaria "um lugar de oração contemplativa, como uma fonte de água viva no Vaticano. Assim, foi aberta para mim de forma natural onde seria o lugar que eu poderia continuar a serviço da oração".
Relacionamento Fraterno
Sobre a obediência, Joseph Ratzinger tem o cuidado de salientar na entrevista que o sucessor "nunca foi questionado".  No momento da eleição de Bergoglio - recorda - "eu tentei, como muitos outros, de forma espontânea estar em estado de Gratidão a Deus. Depois de dois papas provenientes da Europa Central, o Senhor estava desenhando como parecia à Igreja universal, e nos convidou para uma comunhão mais ampla, mais católica".
"Pessoalmente, desde o início eu estava profundamente tocado pela extraordinária disponibilidade humana do Papa Francisco comigo. Imediatamente após a sua eleição, ele me ligou. Sem sucesso, me chamou mais uma vez depois de um encontro com a Igreja universal do balcão da Basílica de São Pedro e me falou com grande cordialidade. Desde então, temos um relacionamento maravilhosamente paternal-fraternal. Ele muitas vezes me manda pequenos presentes, cartas pessoais. Antes de embarcar em viagens longas, o Papa Francisco nunca deixa de me visitar.  A bondade humana com a qual ele me trata, é para mim uma graça especial nesta última fase da minha vida. Eu só posso ser grato. O que ele diz sobre ir ao encontro dos outros, não são apenas palavras. Ele põe em prática comigo. Que o Senhor o faça sentir sempre mais a Sua bondade. Por isso eu rezo a Deus por ele."
Prefácio do Papa Francisco
“Todos na Igreja temos uma grande dívida de gratidão para com Joseph Ratzinger-Bento XVI pela profundidade e o equilíbrio do seu pensamento teológico, vivido sempre ao serviço da Igreja, até às responsabilidades mais elevadas”, escreve o Pontífice no prefácio da nova biografia.
Francisco aceitou prefaciar a obra, elogiando a “coragem e determinação” com que o seu antecessor enfrentou “situações difíceis”, colocando a Igreja num caminho de “renovação e purificação”.
Francisco fala numa “ligação espiritual” que considera “particularmente profunda” com Bento XVI e agradece a presença “discreta” e a oração do Papa emérito pela Igreja.
O prefácio foi divulgado hoje, na íntegra, pelo jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana. (VM)
Assista:
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                                                                     Fonte: radiovaticana.va     news.va

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Papa Francisco:
Papa reza o Terço pelas vítimas do terremoto
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa encontrou, nesta manhã de quarta-feira (24/8), na Praça São Pedro, os peregrinos e fiéis, provenientes de diversas partes do mundo, para a tradicional Audiência Geral. Ao saudar os presentes, Francisco disse:
“Havia preparado a catequese de hoje, como todas as quartas-feiras deste Ano da Misericórdia, sobre o tema da “proximidade de Jesus”. Mas, diante da notícia do terremoto, que atingiu o centro da Itália, devastando inteiras regiões e causando mortos e feridos, não posso deixar de expressar a minha grande dor e a minha proximidade a todas as pessoas presentes nos lugares atingidos pelo terremoto”.
Comoção
O Papa recordou ainda todas as pessoas, que perderam seus entes queridos e os que ainda estão abalados pelo medo e pelo terror.
Destruição em Amatrice
O Pontífice expressou sua grande comoção ao citar as palavras do Prefeito de Amatrice - epicentro do terremoto – que disse: “Amatrice não existe mais” e ao saber que entre os mortos havia tantas crianças.
Por isso, o Santo Padre assegurou a todas as pessoas de Amatrice e circunvizinhanças e outras regiões – diocese de Rieti, de Ascoli Piceno e em todas as outras no Lácio, na Úmbria e nas Marcas – as suas preces, assegurando-lhes o carinho e o abraço de toda a Igreja. A todos, neste momento, a Igreja se une com seu amor materno. O Papa enviou ainda a todos os que sofrem pelo terremoto o seu abraço e o dos presentes na Praça São Pedro.
Por fim, Francisco agradeceu a todos os voluntários e os agentes da Defesa Civil, que estão socorrendo as populações atingidas:
“Peço-lhes que se unam a mim, na oração, para que o Senhor Jesus, que sempre se comoveu diante da dor humana, console estes corações entristecidos e lhes dê a paz, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria”.
Ao pedir aos presentes, para que “se comover como Jesus”, adiou a sua catequese da Audiência geral desta quarta-feira para a próxima semana.
Depois, Francisco convidou os fiéis a rezar com ele parte da Santo Rosário – os mistérios dolorosos - pelos irmãos e irmãs atingidos pelo terremoto.
No final da Audiência Geral, o Santo Padre passou a cumprimentar os presentes na Praça São Pedro em diversas línguas. Eis o que disse em português:
“Saúdo os peregrinos de língua portuguesa do Brasil e de Portugal. Jesus os convida a levar aos outros a alegria do Evangelho, que nos ensina que ‘homens e mulheres partilham da mesma dignidade’, porque todos somos a mesma coisa em Cristo. Que Deus os abençoe”.
A seguir, falando em italiano, o Papa recordou que, nestas últimas semanas, os Observadores internacionais expressaram preocupação pela degeneração da situação na Ucrânia oriental, pela qual fez um premente apelo:
“Hoje, enquanto aquela querida nação celebra a sua festa nacional, que coincide com o 25° aniversário da Independência, asseguro as minhas orações
Por fim o Papa concedeu a todos a sua Bênção Apostólica. (MT)
Assista:
...............................................................................................................................................................Roma sente terremoto de 6 graus; Papa reza pelas vítimas.
Rádio Vaticano (RV) – O terremoto de 6 graus na escala Richter que atingiu o centro da Itália também foi sentido em Roma. A Audiência geral com o Papa nesta quarta-feira foi realizada.
Destruição em Amatrice
Não foram registrados danos na capital nem no Vaticano. Tampouco na Basílica de São Francisco, em Assis. Alguns danos foram reportados na Basílica de São Bento em Núrcia. 
Às 3h36 (hora local) o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) registrou o epicentro do terremoto principal a 4 quilômetros de profundidade entre as províncias de Rieti e Ascoli Piceno, distantes cerca de 100 km da capital. Seguiram-se durante a madrugada outros tremores de 5.1 e 5.4 graus.
A cidade mais atingida foi Amatrice, na província de Rieti, para onde meios especiais da Defesa Civil foram deslocados logo após o terremoto.
O prefeito de Amatrice, Sergio Pirozzi disse que “a cidade não existe mais” e que “há pessoas sob os escombros”.
Foram registrados desabamentos e danos em cidades e estradas do Lácio, da Úmbria e das Marcas.
As primeiras informações são de que duas pessoas morreram na região das Marcas e de que vítimas estariam sob os escombros também em Accumoli, epicentro do terremoto. (agências/rb)
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Papa reza missa matutina pelas vítimas
e telefonema a Bispo de Rieti
Cidade do Vaticano (RV) – “Às 7 horas recebi um telefonema do Papa Francisco. Me informou que soube do terremoto às 4h15min e de ter celebrado a Missa, rezando pelas pessoas envolvidas. Pediu-me para não ter medo e me dirigiu palavras de proximidade e de encorajamento que gostaria imediatamente de transmitir à população”.
Vista aérea do centro de Amatrice,
um dos locais mais aingidos pelo abalo - AP
Palavras do Bispo de Rieti, Dom Domenico Pompili, falando sobre o telefonema que recebeu do Papa Francisco na manhã desta quarta-feira.
O prelado estava em peregrinação a Lourdes quando, às 3h52min, soube da notícia do abalo sísmico na região central da Itália. Dom Domenico Pompili embarcou no primeiro voo disponível para a Itália e na tarde desta quarta-feira irá aos locais atingidos pelo sismo para conhecer pessoalmente a situação e pensar em eventuais iniciativas.
Da Igreja de Rieti, no entanto, partiram as primeiras ações de solidariedade com intervenções da Caritas e do Refeitório de Santa Clara. (JE)
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