sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

2º Domingo do Advento:

Leituras e Reflexão
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1ª Leitura: Is 40,1-5.9-11

Leitura do Profeta Isaías

“Consolai o meu povo, consolai-o! — diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que sua servidão acabou e a expiação de suas culpas foi cumprida; ela recebeu das mãos do Senhor o dobro por todos os seus pecados”. Grita uma voz: “Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus. Nivelem-se todos os vales, rebaixem-se todos os montes e colinas; endireite-se o que é torto e alisem-se as asperezas: a glória do Senhor então se manifestará, e todos os homens verão juntamente o que a boca do Senhor falou.

Sobe a um alto monte, tu, que trazes a boa-nova a Sião; levanta com força a tua voz, tu, que trazes a boa-nova a Jerusalém, ergue a voz, não temas; dize às cidades de Judá: ‘Eis o vosso Deus, eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória. Como um pastor, ele apascenta o rebanho, reúne, com a força dos braços, os cordeiros e carrega-os ao colo; ele mesmo tange as ovelhas-mães’”.

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Responsório: Sl 84

— Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,/ e a vossa salvação nos concedei!

— Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,/ e a vossa salvação nos concedei!

— Quero ouvir o que o Senhor irá falar:/ é a paz que ele vai anunciar;/ a paz para o seu povo e seus amigos,/ para os que voltam ao Senhor seu coração./ Está perto a salvação dos que o temem,/ e a glória habitará em nossa terra.

— A verdade e o amor  encontrarão,/ a justiça e a paz se abraçarão;/ da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dosse altos céus.

— O Senhor nos dará tudo o que é bom,/ e a nossa terra nos dará suas colheitas;/ a justiça andará na sua frente/ e a salvação há de seguir os passos seus.

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2ª Leitura: 2Pd 3,8-14
Leitura da Segunda Carta de  São Pedro

Uma coisa vós não podeis desconhecer, caríssimos: para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua promessa, como pensam alguns, achando que demora. Ele está usando de paciência para convosco. Pois não deseja que alguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se.

O dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus acabarão com barulho espantoso; os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão, e a terra será consumida com tudo o que nela se fez. Se desse modo tudo se vai desintegrar, qual não deve ser o vosso empenho numa vida santa e piedosa, enquanto esperais com anseio a vinda do Dia de Deus, quando os céus em chama se vão derreter, e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão?

O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. Caríssimos, vivendo nessa esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz.

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Evangelho: Mc 1,1-8

Proclamação do Evangelho de São Marcos

Começo da Boa Notícia de Jesus, o Messias, o Filho de Deus. – Está escrito no livro do profeta Isaías: «Eis que eu envio o meu mensageiro na tua frente, para preparar o teu caminho. Esta é a voz daquele que grita no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas!» E foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados. Toda a região da Judeia e todos os moradores de Jerusalém iam ao encontro de João. Confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão.

João se vestia com uma pele de camelo, usava um cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre. E pregava: «Depois de mim, vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno sequer de me abaixar para desamarrar as suas sandálias. Eu batizei vocês com água, mas ele batizará vocês com o Espírito Santo.»

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Reflexão do padre Johan Konings:

Deus se volta para nós, voltemos para Ele!

A Boa Notícia começa com um grande chamado à conversão (Mc 1,1-15; cf. Mt 3,1-17; Lc 3,1-22). Em que sentido a conversão é “boa notícia”? Conversão, na Bíblia, significa volta (como se faz uma conversão com o carro na estrada). Na 1ª leitura ressoa um magnífico texto do Segundo Isaías. O rei Ciro, depois de conquistar Babilônia, mandou os judeus que aí viviam exilados de volta para Jerusalém (em 538 a.C). O profeta imagina Deus reconduzindo essa gente a Sião. Precede-lhe um mensageiro que proclama: “Preparai no deserto uma estrada” (Is 40,3) – como para a entrada gloriosa (a “parusia”) do Grande Rei. Mas é um rei diferente, cheio de ternura: “Como um pastor, ele conduz seu rebanho; seu braço reúne os cordeiros, ele os carrega no colo, toca com cuidado as ovelhas prenhes”(v. 11). Essa era a boa notícia que Jerusalém, qual mensageira, devia anunciar ao mundo (v.9).

Conversão não é coisa trágica. Deus já voltou seu coração para nós; resta-nos voltar o nosso para ele. Ao proclamar o batismo de conversão (evangelho), João Batista pressentia a proximidade de uma “entrada gloriosa” de Deus. Como símbolo da “volta” usava a água do rio Jordão, que lembrava a travessia do povo de Israel pelo Mar Vermelho e pelo rio Jordão, rumo à terra prometida. Reforçava sua mensagem repetindo o texto de Is 40,3: “Preparai uma estrada…”. Vestia-se com um rude manto feito de pêlos de camelo e alimentava-se com a comida do deserto – mel silvestre e gafanhotos -, como o profeta Elias, o grande profeta da conversão, cuja volta se esperava (cf. Ml 3,1.23-24 e Eclo 48,10). Mas João ainda não é aquele que deve vir, apenas prepara a chegada deste, o “mais forte”, que virá “batizar com o Espírito Santo” (cf. a efusão do Espírito de Deus no tempo do Fim: Jl 3,1-2; Ez 36,27 etc).

Devemos sempre viver à espera dessa “entrada gloriosa” de Deus. Jesus veio e inaugurou o reinado de Deus, mas deixou a nós a tarefa de materializá-lo na História. Entretanto, Deus já coroou com a glória a vida dele e a obra que ele realizou: reunir as ovelhas como o pastor descrito por Isaías.

No tempo dos primeiros cristãos, muitos imaginavam que Jesus ia voltar em breve com a glória do céu, para arrematar essa obra iniciada. Depois de alguns decênios, porém, começaram a se cansar e a viver sem a perspectiva da chegada de Deus, caindo nos mesmos abusos que vemos hoje em torno de nós. Por isso foi necessário que a voz da Igreja lembrasse a voz dos profetas: Deus pode tardar, mas não desiste de seu projeto. Mil anos são para ele como um dia (2Pd 3,8), mas seu sonho, “um novo céu, uma nova terra, onde habitará a justiça”, fica de pé (2ª leitura).

Não vivamos como os que não têm esperança. Não desprezemos o fato de Deus estar voltado para nós. Voltemos sempre a ele.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella

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              Fonte: franciscanos.org.br    BannerFr. Fábio M. Vasconcelos    Imagem:  vaticannews.va

Papa Francisco no Angelus desta sexta-feira:

como Maria,
acolher os grandes dons de Deus com admiração e simplicidade

Na solenidade da Imaculada Conceição, o Papa rezou a oração mariana do Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. Francisco destacou a admiração pelas obras de Deus e a fidelidade nas coisas simples como as duas atitudes que permitiram a Maria manter seu coração livre do pecado.

Nesta sexta-feira (08/12), Solenidade da Imaculada Conceição, o Papa Francisco voltou a rezar a oração mariana do Angelus da janela do Palácio Apostólico, após duas semanas em que, por recomendações médicas, a pronunciou na Capela da Casa Santa Marta.

Aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o Pontífice destacou duas atitudes da Virgem Maria que lhe permitiram ter um coração totalmente livre do pecado. Em primeiro lugar, a surpresa quando ouve ser chamada de "cheia de graça":

“É uma atitude importante esta: saber se maravilhar diante dos dons do Senhor, nunca os considerando como óbvios, apreciar o seu valor, alegrar-se pela confiança e ternura que trazem consigo.”

O Papa sublinhou que “é também importante testemunhar esse maravilhamento diante dos outros, falando com humildade dos dons de Deus, do bem recebido, e não somente dos problemas cotidianos”. E convida os fiéis a uma reflexão:

“Podemos nos perguntar: eu sei me maravilhar com as obras de Deus? Às vezes acontece comigo de ficar maravilhado com isso e de compartilhar com alguém?” 

A fidelidade nas coisas simples

Maria, enfatiza o Santo Padre, é uma “uma jovem, que precisamente graças à sua simplicidade conservou puro aquele Coração Imaculado com o qual, pela graça de Deus, foi concebida”:

“Para acolher os grandes dons de Deus, é fundamental saber valorizar aqueles mais cotidianos e menos evidentes.”

Fiéis reunidos na Praça São Pedro

“Sim" a Deus

Através da simplicidade, disse o Pontífice, a Virgem cultivou o imenso dom da sua Imaculada Conceição e acolheu as oportunidades de crescimento do seu tempo: a Palavra de Deus, a fé para a qual foi educada pelos pais, a generosidade e a prontidão com que se comportou. "Foi por meio da fidelidade quotidiana no bem que Nossa Senhora permitiu ao dom de Deus crescer nela; foi assim que ela se preparou para responder ao Senhor, para dizer “sim” a Ele com toda a sua vida”.

“Então nos perguntemos: eu acredito que o importante, nas situações de cada dia como no caminho espiritual, é a fidelidade a Deus? E, se acredito nisso, encontro o tempo para ler o Evangelho, para rezar, participar na Eucaristia e receber o Perdão sacramental, para fazer algum gesto concreto de serviço gratuito? São essas pequenas escolhas decisivas para acolher a presença do Senhor.”

“Que Maria Imaculada nos ajude a maravilhar-nos com os dons de Deus e a responder-lhe com a fiel generosidade de cada dia.”

Thulio Fonseca - Vatican News

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O Papa à Imaculada:

trazemos sob o vosso olhar tantas mães que estão sofrendo

Francisco realizou o tradicional ato de devoção à Virgem diante do monumento dedicado a Nossa Sra. na Praça de Espanha. O Papa confiou à intercessão de Maria os povos oprimidos pela injustiça, pela pobreza, pela guerra e rezou pelos povos da Ucrânia, da Palestina e de Israel, "mergulhados novamente na espiral da violência". Primeiro, a parada na Basílica de Santa Maria Maior, onde o Pontífice prestou homenagem à Salus Populi Romani com a "Rosa de Ouro", um gesto que não era feito há 400 anos.

O Papa deixou o Vaticano na tarde desta sexta-feira (08/12). Primeiro, Francisco foi à Basílica de Santa Maria Maior para um momento de veneração diante do ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, ocasião em que realizou um ato histórico: ofereceu a "Rosa de Ouro" ao ícone da Virgem Maria, um gesto acompanhado em oração pelos fiéis, peregrinos, religiosos e religiosas presentes. Diante da imagem, o Pontífice rezou em silêncio e, em seguida, se dirigiu até a Praça de Espanha, para o ato de veneração à Imaculada Conceição.

O Papa Francisco em oração diante do ícone da Salus Populi Romani (Vatican Media)


A Praça de Espanha estava repleta de fiéis romanos e turistas. O Papa foi recebido pelas autoridades municipais, entre elas o prefeito Roberto Gualtieri, e por seu vigário para a Diocese de Roma, cardeal Angelo Di Donatis. Em sua oração, feita aos pés do monumento dedicado a Nossa Senhora após ser depositado um cesto de rosas brancas, o Papa se dirigiu à Virgem dizendo: "Nós nos dirigimos a vós com nossos corações divididos entre a esperança e a angústia".

Pelos povos oprimidos pela guerra

Francisco pediu a Maria pelos povos oprimidos pela guerra, pela injustiça e pela pobreza:

Mãe, voltai vossos olhos de misericórdia para todos os povos oprimidos pela injustiça e pela pobreza, provados pela guerra; olhai para o atormentado povo ucraniano, para o povo palestino e para o povo israelense, mergulhados novamente na espiral da violência.

Pelas mães que sofrem por seus filhos

O Santo Padre pediu pelas mães que, por diferentes motivos, em tantas partes do mundo, sofrem por seus filhos:

Mãe Santíssima, trazemos aqui, sob vosso olhar tantas mães que, como vos ocorreu, estão sofrendo. Mães que choram seus filhos mortos pela guerra e pelo terrorismo. As mães que os veem partir para viagens de desesperada esperança. E também as mães que tentam libertá-los das amarras do vício, e aquelas que os assistem em uma doença longa e difícil.

Pelas mulheres vítimas da violência

O olhar do Santo Padre voltou-se também para a situação de violência de que muitas mulheres são vítimas, confiando-as a Maria, como mulher:

Hoje, Maria, precisamos de vós como mulher para confiar-vos todas as mulheres que sofreram violência e aquelas que ainda são vítimas dela, nesta cidade, na Itália e em todas as partes do mundo. Vós as conheceis uma a uma, conheceis seus rostos. Enxugai, vos pedimos, suas lágrimas e as de seus entes queridos. E ajudai-nos a trilhar um caminho de educação e purificação, reconhecendo e combatendo a violência que se esconde em nossos corações e em nossas mentes e pedindo a Deus que nos livre dela.

Conversão do coração

Francisco concluiu sua oração pedindo a nossa Mãe Santíssima que nos mostre o caminho da conversão do coração:

“Mostrai-nos novamente, ó Mãe, o caminho da conversão, pois não há paz sem perdão e não há perdão sem arrependimento. O mundo muda se os corações mudarem; e cada um deve dizer: começando pelo meu. Mas somente Deus pode mudar o coração humano com sua graça: a graça na qual vós, Maria, estais imersa desde o primeiro momento.”

Antes de deixar a Praça de Espanha, o Santo Padre deteve-se ainda por alguns instantes a saudar alguns fiéis, peregrinos e turistas presentes, agentes das forças da ordem, voltando em seguida para o Vaticano.

Thulio Fonseca/Raimundo de Lima - Vatican News

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Preparando-nos para a festa desta Sexta-feira:

Celebrar a Imaculada Conceição para acolher o Salvador

Imagem ilustrativa: Imaculada Conceição (c. 1645-1655 ), Bartolomé Esteban Murillo (Wikipedia, domínio público)












Frei Augusto Luiz Gabriel

No dia 8 de dezembro, em pleno Tempo do Advento, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria. É a festa do começo absoluto, como afirma Paulo VI, quando Deus, por pura iniciativa sua, e preparando a chegada do seu Filho, preservou a Virgem Maria de toda a mancha de pecado original, para que na plenitude da graça fosse a digna Mãe de seu Filho. A Igreja sempre venerou a santidade da Mãe de Deus com o seu coração inteiramente voltado para Deus. Maria é a mulher “cheia de graça” (Lc 1,28), saudada pelo anjo, na Anunciação.

Sobre a história do dogma da Imaculada Conceição, lê-se que a doutrina da santidade original de Maria se formou inicialmente no Oriente pelo século VI ou VII e dali passou para o Ocidente, junto com a festa litúrgica que se introduziu primeiro na Itália inferior, então bizantina, daí passando à Inglaterra e à França. Nestes países, no entanto, desde o começo denominou-se como festa da Imaculada Conceição. Antes ainda, fontes antigas destacam que no século III a literatura do período inspirava muitas festas marianas, como por exemplo a da Imaculada Conceição e a Natividade da Virgem Maria.

Mas foi em 8 de dezembro de 1854, com a bula “Ineffabilis Deus” que Papa Pio IX declarou a Imaculada Conceição como dogma. Na história da Igreja, há muito tempo a devoção à Imaculada Conceição ocupou lugar de destaque, anterior até mesmo à própria definição e proclamação do dogma. No entanto, no dia citado, com a Basílica de São Pedro lotada, o Papa Pio IX lia emocionado o decreto definitivo que sancionava o dogma: “Com a autoridade do Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e Nossa, declaramos, proclamamos e definimos que a doutrina que afirma que a beatíssima virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio do Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha da culpa original, é revelada por Deus e por isso deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis.”

A definição do dogma foi um processo que se insere em um contexto muito mais amplo e complexo de acontecimentos que marcaram e transformaram todo o século XIX. O processo de definição foi então influenciado por um conjunto de questões da qual a Igreja não poderia ficar isenta, entre as quais, sobre a figura de Maria.

Neste ano de 2023, a Igreja celebra 169 anos deste dogma. Mas, a instituição da qual sou inscrito como frade menor franciscano, já foi erigida há mais de três séculos e meio, com esta invocação: Província da Imaculada Conceição. Vale ressaltar que a ordem franciscana já celebrava esta solenidade desde o século XIII.

No Prefácio da Santa Missa, intitulado “Do Mistério de Maria e da Igreja”, vê-se uma relação entre a figura da Virgem e o povo de Deus. No primeiro parágrafo, se recupera a teologia de fundo da solenidade que consiste na afirmação do dogma da Imaculada Conceição. Maria, é colocada como digna habitação “livre da mancha do pecado original” e plena de graça. Portanto, Maria é proclamada como fez o anjo na Anunciação.

Na imagem de Maria tem-se os primeiros frutos da Igreja, que é convocada a ser conforme o exemplo da Mãe do Senhor: “Sem ruga, sem mancha, resplandecente de beleza”. Maria é mãe da Igreja, modelo de santidade e advogada dos cristãos. Também São Francisco de Assis, em sua “Saudação a Mãe de Deus” coloca em paralelo a Bem-Aventurada Virgem Maria como símbolo da Igreja.

Assim, o próprio texto litúrgico desta solenidade apresenta o mistério da festa em conexão com a história da salvação, louva Maria como “primícias da Igreja” esposa imaculada de Cristo, como modelo de santidade acima de todos os santos. Advogada nossa, “ela intervém constantemente em favor do vosso povo”, e de seus filhos, que são todos os cristãos. Foi em virtude da salvação do gênero humano que Maria foi preservada do pecado. E isso é fortemente evidenciado em todos os textos litúrgicos da Celebração da Eucaristia.

Maria, preservada do pecado e cheia de graça, consegue orientar tudo para um projeto santo. No entanto, não deixa de sofrer, angustia-se, sente os limites da carne. Mas estes limites, não foram motivos de desesperança e lamúria, e sim, potencializaram ainda mais a sua vida. Nela tudo é cristalino sem ser simplista, tudo é puro sem ser frágil e tudo é livre sem ser desmedido.

O tempo litúrgico mais próprio para a veneração de Maria é o Tempo do Advento. É o que afirma o papa Paulo VI na Encíclica Marialis Cultus, sobre o culto a Virgem Maria: “O Advento deve ser considerado como um tempo particularmente adequado para o culto da Mãe do Senhor”.

Celebrar a Imaculada Conceição no Advento revela uma radical preparação para acolher o Salvador que vem. Nesse mesmo período a Virgem é recordada muito especialmente nos dias de expectação (de 17 a 24 de dezembro), no último domingo do Advento. O mistério pascal mostra o Salvador que nos vem como cordeiro sem mancha, que tira o pecado do mundo. Ele é o Sol da justiça, Cristo nosso Deus e o bálsamo para a humanidade ferida pelo pecado.

A Solenidade da Imaculada Conceição ocupa um lugar privilegiado na vivência da liturgia durante o Ano Litúrgico. Deus realizou maravilhas em Maria. Ela é modelo de realização do mistério de Cristo e é intercessora junto ao seu Filho. Na celebração desta solenidade, Imaculada revela o mistério de Cristo e conduz a Ele. Assim, esta festa, é sempre pascal.

Vale ressaltar, que no Brasil, por determinação da CNBB e autorização da Santa Sé, a Solenidade da Imaculada Conceição é sempre celebrada no dia 8 de dezembro, mesmo que este dia seja um domingo do Tempo do Advento.

A Igreja dá graças ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo, pelas maravilhas e graças realizadas em Maria, Mãe de Deus. Nela a Igreja contempla e vive a vocação, a missão e o destino de cada ser humano.

Portanto, o dia da Imaculada se celebra como festa e solenidade de toda a Igreja e da humanidade, porque no dom gratuito que Deus faz a Maria, Ele abençoa a todos nós. Ela é o feliz exórdio da Igreja sem mancha e sem ruga e nela foi dado início à Igreja, esposa de Cristo, resplandecente de beleza e santidade.

A Solenidade da Imaculada Conceição é uma celebração estritamente unida a obra de Deus. Celebra-se a ação de Deus que, a fim de preparar para o seu Filho uma mãe que fosse digna Dele, preservou Maria do pecado original e a enriqueceu com a plenitude de sua graça, pois, por ela, “nos veio o sol da justiça, o Cristo, nosso Deus”.

Este artigo foi publicado originalmente na “Revista Ave-Maria”.

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Frei Augusto Luiz Gabriel, OFMReligioso franciscano da Ordem dos Frades Menores. É graduado em Filosofia pela FAE Centro Universitário de Curitiba (PR), e em Teologia pelo Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ). Atualmente compõe a equipe de Animação da Evangelização com as Juventudes da Província da Imaculada Conceição do Brasil e desempenha seus trabalhos pastorais na Paróquia Santa Clara de Assis de Colatina (ES). Foi ordenado presbítero em outubro deste ano.

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                                                                                                           Fonte: franciscanos.org.br

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Papa na Audiência Geral desta quarta-feira:

a missão não é um manual a ser aplicado,
mas obra do Espírito Santo

Na Audiência Geral desta quarta-feira (06/11), Francisco reafirmou que se sente "muito melhor", mas que sente dificuldades "quando fala demais". A reflexão, pronunciada por mons. Ciampanelli, foi dedicada à quarta dimensão do zelo apostólico: o Espírito Santo, protagonista do anúncio do Evangelho.

Francisco entrou caminhando na Sala Paulo VI enquanto os milhares de fiéis e peregrinos o saudavam. Ainda um pouco ofegante, o Papa deu início à Audiência Geral desta quarta-feira, 6 de dezembro, fazendo o sinal da cruz.

“Irmãs e irmãos, bom dia, bem-vindos a todos. Também hoje pedi ao monsenhor Ciampanelli para ler porque ainda estou com dificuldade. Estou muito melhor, mas tenho dificuldades se falo demais. É por isso que ele vai ler.”, foram as palavras introdutórias do Santo Padre, em seguida, Monsenhor Filippo Ciampanelli, colaborador da Secretaria de Estado, proferiu a catequese sobre a quarta dimensão do zelo apostólico, “o anúncio é movido pelo Espírito Santo”:

“Nas catequeses anteriores, vimos que o anúncio do Evangelho é alegria, é para todos e deve ser dirigido ao hoje. Descubramos agora uma última característica essencial: o anúncio deve realizar-se no Espírito Santo. Com efeito, para 'comunicar Deus' não bastam a alegre credibilidade do testemunho, a universalidade do anúncio e a atualidade da mensagem. Sem o Espírito Santo todo zelo é vão e falsamente apostólico: seria apenas nosso e não daria frutos”.

O Espírito Santo protagonista

No texto, o Papa recorda que, como escreveu na Evangelii gaudium, “Jesus é o primeiro e o maior evangelizador”; que “em qualquer forma de evangelização, o primado é sempre de Deus”, que “quis chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito”. 

“O Espírito é o protagonista, sempre precede os missionários e faz brotar os frutos. Essa consciência nos consola muito! E ajuda-nos a esclarecer outra, igualmente decisiva: isto é, que no seu zelo apostólico a Igreja não anuncia si mesma, mas uma graça, um dom, e o Espírito Santo é precisamente o Dom de Deus”.

Segundo Francisco, a primazia do Espírito não deve levar-nos à indolência:

“O Senhor não nos deixou folhetos teológicos ou um manual de pastoral para aplicar, mas o Espírito Santo que inspira a missão. E a desenvoltura corajosa que o Espírito infunde leva-nos a imitar o seu estilo, que tem sempre duas características: a criatividade e a simplicidade.”

Criatividade pastoral

No texto lido por mons. Ciampanelli, o Papa destaca que a criatividade é necessária para anunciar Jesus com alegria, a todos e no hoje.

“Nesta nossa época, que não nos ajuda a ter uma visão religiosa da vida e em que o anúncio se tornou mais difícil, cansativo e aparentemente infrutífero em vários lugares, pode surgir a tentação de desistir do serviço pastoral. Talvez nos refugiemos em zonas de segurança, como na repetição habitual de coisas que sempre fazemos, ou nos apelos tentadores de uma espiritualidade íntima, ou mesmo num sentido incompreendido da centralidade da liturgia. São tentações que se disfarçam de fidelidade à tradição, mas muitas vezes, em vez de respostas ao Espírito, são reações às insatisfações pessoais.” 

“A criatividade pastoral, o ser ousados no Espírito, ardentes com o seu fogo missionário, é prova de fidelidade a Ele. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual.”

A simplicidade evangelizadora

A segunda característica que Francisco enfatiza é a simplicidade, “precisamente porque o Espírito nos leva à fonte, ao primeiro anúncio, que deve ocupar o centro da atividade evangelizadora e de toda a tentativa de renovação eclesial”.

“Irmãos e irmãs, deixemo-nos cativar pelo Espírito e invoquemo-lo todos os dias: seja Ele o princípio do nosso ser e do nosso agir; esteja no início de cada atividade, reunião, encontro e anúncio. Ele vivifica e rejuvenesce a Igreja: com Ele não devemos temer, porque Ele, que é a harmonia, mantém sempre juntas a criatividade e a simplicidade, inspira a comunhão e envia em missão, abre à diversidade e reconduz à unidade. Ele é a nossa força, o sopro do nosso anúncio, a fonte do zelo apostólico. Vinde, Espírito Santo!”

Thulio Fonseca - Vatican News

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                                                                                                                    Fonte: vaticannews.va

Reflita com o padre Zezinho:

Eles provocam e depois posam de vítimas

|||||||||||||| Pe. Zezinho, scj |||||||||||||

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É a nova estratégia dos ultra conservadores anti Vaticano II.

O intuito é contestar o Vaticano II. 

Querem tudo como era antes de 1959. E, quando um padre presidente da assembleia, pede que aceitem as normas da diocese, posam de vítimas e postam na mídia que “o padre proibiu que cantem em latim”, ou “que recebam comunhão na mão! “Alguém filma de celular em punho para jogar o povo contra os bispos!

Alguns, nos anos 70, teimavam em receber a hóstia na boca quando bispo, padres e prefeito da cidade pediram que não ou houvesse contato com a língua e mão do padre, pelo surto de meningite que grassava em São Paulo.

Duas vezes neguei a comunhão na boca e disse ao teimoso que viesse na sacristia. Eu, quando vinham, dramaticamente lavava as mãos com com sabão e dava a comunhão do meu jeito, já que eles tinham o direito de receber do jeito deles e eu o dever de fazer do jeito da Igreja.

Já que era para eles protestarem e voltarem para antes do Concílio, eu protestava contra eles insistindo em obedecer as autoridades que proibiam este contato e que jogavam o povo contra bispo que pensava na saúde do povo .

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No surto de Covid que matou tanta gente, procedi do mesmo jeito. Só eucaristia na mão!

Que me encontrassem na sacristia se queriam do jeito dele e sem celular ligado!

Era o mesmo Jesus dado do jeito deles e do meu jeito. Mas o meu jeito era o jeito da diocese e não do pequeno grupo que não aceitava e ainda as mudanças do Vaticano II.

Se queriam ser notados, que fossem para a sacristia onde não havia palco para o protesto eles.

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Ainda hoje há católicos que insistem em receber na boca com câmeras e celulares por perto. E há senhoras de véu preto, ou roxo ou moças de véu branco, como antes de 1959 . E padres de “túnicas tipo violão” contra as “túnicas tipo morcego”. Até nas túnicas eles protestam contra o Vaticano II .

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Depois, na Internet e nas mídias sociais, jogam o povo contra as autoridades atuais.

Na verdade estão “usando a eucaristia” para protestar contra as reformas e voltar para antes de 1959.

E não admira que não divulguem os Santos João XXIII, Paulo VI que convocaram e concluíram o Concílio e agora falam contra o Papa Francisco .

São avessos aos 60 anos de catequese e reformas litúrgicas que vieram com o Concílio e culpam estes dois papas.

Vestem-se como naquele tempo, e vários deles celebram ostensivamente de costas para o povo; divulgam o Catecismo de Trento ou de São Pio X; e não aceitam o Catecismo de João Paulo II (CIC); bem como o DSI (compêndio de Doutrina Social da Igreja); ignoram as mais de 50 encíclicas ou cartas papais desses 60 anos, e jogam o povo contra a CNBB, contra o bispo diocesano e ignoram as Conferências Episcopais do Celam. E se um padre defende a Igreja destes 60 anos também ele é atacado.

Poucos católicos sabem da existência do DOCUMENTO DE APARECIDA de 2007 (13-31/5/2007). O que estes padres não o divulgam. Dizem que era político demais. Mas o protesto deles também é político demais. E dizem isto acusando a CNBB de ser comunista.

De fato estamos na borda de um cisma, mas quem o está querendo são padre e leigos que não aceitam nada depois dos anos 60.

Divulgam à farta os cardeais e bispos dissidentes. O último foi um bispos ultra conservador norte-americano que rejeitou abertamente o Papa Francisco.

Adivinhem quem defendeu este bispo Strikland contra o Papa? Os pró Igreja antes de 1959. Querem voltar!

Mas RIOS NÃO VOLTAM ATRÁS. Nem Moisés e os seus seguidores. Nem a Igreja de agora. Não haverá volta nem retrocesso. A menos que declarem um novo Cisma Católico! Já estão ensaiando e o povo simples já percebeu isto !

Este povo simples ama os Papas do Concílio!

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                                                                                       Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Reflita com dom Paulo Peixoto:

Estar a caminho

A vida é um contínuo refazer de forças para caminhar com segurança e esperança. Esta é a mentalidade refletida durante todo o tempo do Advento, como preparação para as celebrações do Natal. É como uma via de mudanças em direção Àquele que nasce numa Manjedoura de Belém, para realizar totalmente o plano de elevação da pessoa à dignidade, com possibilidade de encontro com Deus. 

O importante de tudo isso é a pessoa recuperar sua amizade e comunhão com Deus. É propriamente processo de discernimento, de vigilância e de fidelidade para se viver conforme os enunciados da Palavra de Deus. Quando a pessoa se desvia dos caminhos de Deus, a indicação é a revisão de vida, fazer um trajeto de conversão e de abertura do coração para conseguir ter paz e alegria no cotidiano. 

Toda história de vida das pessoas tem seus altos e baixos, alegrias e tristezas, mas deve ter também objetivos claros a atingir. Deve acontecer na vida de quem tem fé, principalmente dos que acreditam na possibilidade de ser saudável de forma humana e espiritual. Ninguém deve ficar parado, exceto o doente, desanimado e sem perspectivas de futuro, porque o bem é uma conquista. 

Uma guerra, sempre fratricida, quando todos perdem, é caminho de muita humilhação e de perda da autoestima para os considerados vencidos. O povo de Deus foi vencido pelos babilônios, por iniciativa do rei Nabucodonosor, e quem resistiu, foi exilado na Babilônia, sem força e sem esperança de futuro. Mesmo assim, é possível levantar a cabeça e recuperar as forças perdidas. 

No caminho da vida normalmente deparamos com todo tipo de pessoa, umas mais comprometidas e outras sem expressão. É o caso dos políticos credenciados para agir em benefício do povo e muitos não passam de omissos, assentados em berços esplêndidos. Novas eleições estão às portas. Já começar a observar o perfil dos possíveis candidatos e seus projetos para o bem da população. 

Agora é mais um tempo de Advento, de preparação para a vinda do Senhor, oportunidade ímpar para reforçar nossas convicções naquele que nasce carregado dos valores essenciais para todos. O Menino Jesus é o mensageiro de esperança para o mundo. Ele nos encoraja para ver as realidades com os olhos de Deus e a confiar em um futuro utópico, mas estimulados para persegui-lo. 

Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG)

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                                                                       Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticannews.va

Na festa da Imaculada,

o Papa doará a Rosa de Ouro à Salus Populi Romani

Símbolo da bênção papal, será entregue por Francisco ao ícone mariano conservado na Basílica papal de Santa Maria Maior, na tarde de 8 de dezembro. Um gesto histórico que não se repete há 400 anos

O Ato de veneração à estátua da Imaculada Conceição na Praça de Espanha, centro de Roma, que o Papa realizará às 16h do próximo dia 8 de dezembro, terá uma pequena cerimônia meia hora antes na Basílica papal de Santa Maria Maior, à qual Francisco chegará para a tradicional visita com a finalidade levar a homenagem da "Rosa de Ouro" ao ícone da Salus Populi Romani.

Um presente antigo

A Rosa de Ouro tem raízes antigas, simbolizando a bênção papal, e a tradição desse presente remonta à Idade Média. Ao longo dos séculos, ela foi dada a mosteiros, santuários, soberanos e personalidades proeminentes em reconhecimento ao seu compromisso com a fé e o bem comum. Com o presente da Rosa para a Salus, "o Papa Francisco - diz uma nota da basílica mariana - enfatiza a importância espiritual e o profundo significado que esse ícone tem na vida da Igreja Católica, pois é também o mais antigo santuário mariano do Ocidente dedicado à Mãe de Deus".

Os dois precedentes

A Rosa a ser doada pelo Papa não é a única atribuída à Salus. A primeira foi doada em 1551 pelo Papa Júlio III, que era profundamente devoto do ícone mariano mantido na Basílica e onde, no altar do Presépio, ele celebrou sua primeira Missa. Em 1613, o Papa Paulo V doou a Rosa de Ouro por ocasião do traslado do venerado ícone para a nova capela construída para esse fim. A Basílica não conserva nenhum vestígio das duas Rosas de Ouro doadas pelos dois Pontífices, que provavelmente se perderam com a invasão napoleônica do Estado Pontifício (Tratado de Tolentino, 1797). Portanto, após 400 anos, continua a nota, "o Pontífice quis dar um sinal tangível de sua devoção ao venerado ícone, fortalecendo o vínculo milenar entre a Igreja Católica e a cidade de Roma".

"Gesto histórico"

Ao receber a notícia dessa homenagem, o comissário extraordinário da basílica, dom Rolandas Makrickas, expressou sua alegria, dizendo: "O presente da Rosa de Ouro é um gesto histórico que expressa visivelmente o profundo vínculo do Papa Francisco com a Mãe de Deus, que é venerada neste santuário sob o título de Salus Populi Romani. O povo de Deus poderá será fortalecido ainda mais em seu vínculo espiritual e devocional com a Santíssima Virgem Maria. À Salus pedimos o dom da paz para o mundo inteiro".

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                                                                                                                    Fonte: vaticannews.va