segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Roteiros para famílias, da Campanha para a Evangelização 2023,

propõem uma caminho de preparação para a vinda do Senhor

O Setor de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) preparou quatro roteiros catequéticos com um itinerário espiritual para ser vivenciado no período do Advento em preparação ao nascimento de Jesus. Em cada roteiro, as pessoas também poderão, por meio do QR code que aparece impresso, acessar um vídeo de reflexão sobre o tema proposto com cada um dos quatro integrantes da presidência da CNBB.

De acordo com o secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, os roteiros apresentam o caminho espiritual de preparação, durante o Advento, para a vinda do Senhor e são destinados à oração nas famílias e nas casas.

Roteiro 1 – “Deus nos espera em Belém”

A proposta é que o primeiro encontro, cujo título é: “Deus nos espera em Belém”,  seja vivenciado na semana que vai de 26/11 a 2/12 deste ano. O roteiro introduz o caminho de preparação para o Advento, tempo de Esperança e preparação para a vinda do Senhor, e propõe a reflexão sobre as ações evangelizadoras da Igreja nas comunidades. Apresenta a Campanha para a Evangelização, seu tema, “Em Belém, casa do pão, Deus nos faz irmãos”,  e a reflexão proposta pela Campanha para as comunidades de todo país.

“A nossa ação evangelizadora como Igreja é o nosso jeito de corresponder ao mandato de Jesus: “Ide, pois, e fazei discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-os a observar tudo o que vos mandei.  Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20)”, diz um trecho.

Roteiro 2: “Deus sabe da fome que temos”

O segundo roteiro, com o tema “Deus sabe da fome que temos”, retoma a realização do 18º Congresso Eucarístico Nacional, realizado em Recife, cujo tema foi “Pão em todas as mesas”, e a Campanha da Fraternidade 2023, que tratou do tema da fome. Reflete com as famílias os diferentes tipos de fome que existem: fome de sentido e de Deus, fome de cidadania, fome de beleza, de justiça e cidadania.

“Conhecendo-nos em profundidade, a partir de dentro, Deus ‘sabe da fome que temos”. E, precisamente por isso, ele vem ao nosso encontro e “nos espera em Belém”. Ele sabe que somente Ele mesmo é capaz de saciar-nos e, por isso, dá-se gratuitamente a nós e nos alimenta com o seu Filho Jesus Cristo, com o seu Evangelho, com o pão Eucarístico, com a fraternidade sempre solícita e solidária…'”, diz um trecho.

Roteiro 3: “Vamos à casa do pão”

O terceiro roteiro retoma o sentido da palavra “Belém”, que traduzida do hebraico para o português quer dizer “casa do pão”, e propõe às famílias uma saída de onde estão para se colocarem a caminho de Belém, para lá se encontrar com o Pão Vivo e Verdadeiro, que é Jesus Cristo, ir à casa da partilha e aprender dele a tudo partilhar, até a própria vida. Recorda ainda que “A Campanha para a Evangelização quer tornar a evangelização mais eficaz, garantindo estruturas adequadas e capacitando melhor os seus agentes e convida para a partilha na Coleta Nacional dias 16 e 17/12, recursos que garantem a ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

Roteiro 4: “Lá nosso irmão nós veremos”

O quarto roteiro faz um anúncio da Campanha da Fraternidade 2024 que refletirá sobre o tema da Amizade Social, inspirada pela encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco. “Somos todos irmãos e irmãs, mas temos cada dia mais dificuldades para viver em fraternidade. Vivemos fisicamente próximos, mas existencialmente distantes. Não buscamos o encontro com o outro, buscamos nele um espelho que reforce os nossos próprios interesses, nossa visão particular do mundo. Trocamos o encontro com o outro por outros tipos de relacionamento, desumanos e desumanizadores, possessivos, utilitários, autorreferenciais, que não dão ao outro o direito de ser ele mesmo”, diz um trecho. O folheto agradece as contribuições à Coleta Nacional.

Para baixar os roteiros:

Os quatro roteiros podem ser baixados

no site de Campanhas da CNBB: campanhas.cnbb.org.br 

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Apresentação dos Evangelhos:

Ano “B”

Para melhor conhecermos a Palavra de Deus e assim a vivermos, como cristãos, a Igreja dividiu os Evangelhos em anos “A”, “B” e “C”.  Ano “A” coube a São Mateus. “B”, para São Marcos (ano de 2024). E “C”, para São Lucas (2025). A São João couberam as solenidades maiores e as reflexões para tempos ou celebrações especiais. Trata-se de uma divisão mais didática. 

O ano “B” (2024), coube, então, a São Marcos. É o mais suscinto e incisivo, dos evangelistas. Ele, ouvindo a São Pedro, transmitia as suas pregações (na evangelização). São Marcos ressalta que o Evangelho que prega, é o de Deus, e não o seu (cf Mc 1,15). É preciso ouvi-Lo. Tornar-se discípulo de Cristo, carregando com Ele, a Cruz. Não há Cristo sem Cruz. E Cruz, sem Cristo, é fracasso.

São Marcos, em seu Evangelho, procura responder à pergunta: “quem é Jesus?”  Marcos responde claramente: Jesus não prega a Si mesmo, mas o Evangelho do Reino de Deus. Por isso, Jesus começa logo anunciando “esse Reino”, como a Boa Nova. Inicia na Galileia e depois da morte é preciso encontrá-Lo, novamente na Galileia, para, então, partir para a missão de evangelização do mundo. Não basta ouvir Jesus, é preciso segui-Lo, assumindo a missão. Comecemos, então, estudando o Evangelho de São Marcos, tornando-nos discípulos de Jesus, até a consumação dos séculos. 

Dom Carmo João Rhoden - Bispo Emérito de Taubaté (SP) 

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                                                                      Fonte: cnbb.org.br          Imagem: pt.aleteia.org

Papa Francisco preside reunião do C9:

entre os temas, a dimensão feminina da Igreja

A partir desta segunda-feira, o Conselho de Cardeais se reúne para sua última sessão em 2023. Francisco havia anunciado um dos temas no centro das reflexões com os cardeais, o do papel das mulheres, em 30 de novembro, no encontro com a Comissão Teológica Internacional.

Foto de arquivo: a reunião do Conselho de Cardeais de abril (Vatican Media)

Teve início esta segunda-feira, 4 de dezembro, no Vaticano, com a presença do Papa Francisco, a reunião do Conselho de Cardeais. Como disse o Santo Padre em 30 de novembro, ao receber a Comissão Teológica Internacional, durante a reunião haverá "uma reflexão sobre a dimensão feminina da Igreja".

"A Igreja é mulher", havia dito Francisco, explicando que "um dos grandes pecados que tivemos foi 'masculinizar' a Igreja". O problema, no entanto, havia acrescentado, "não é resolvido pela via ministerial", mas "pela via mística, pela via real". Repropondo a distinção balthasariana entre o princípio petrino e o princípio mariano, em que "é mais importante o princípio mariano do que o petrino, porque existe a Igreja esposa, a Igreja mulher", o Santo Padre havia reiterado a necessidade de "desmasculinizar a Igreja".

A reunião de junho

A última reunião do C9 foi realizada em 26 e 27 de junho e nela os cardeais refletiram, juntamente com o Papa, sobre várias questões, incluindo o conflito em curso na Ucrânia, a implementação da Constituição apostólica Praedicate Evangelium nas Igrejas locais e os trabalhos da Assembleia Plenária da Comissão para a Proteção de Menores. No centro, também uma discussão acerca da Assembleia Sinodal sobre o tema da sinodalidade que ocorreu no Vaticano em outubro.

O novo C9

O Conselho de Cardeais, após a renovação do órgão pelo Papa em 7 de março passado, é composto pelos cardeais Pietro Parolin, secretário de Estado; Fernando Vérgez Alzaga, presidente da Pontifícia Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano e do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano; Fridolin Ambongo Besungu, arcebispo de Kinshasa; Oswald Gracias, arcebispo de Bombaim; Seán Patrick O'Malley, Arcebispo de Boston; Juan José Omella Omella, arcebispo de Barcelona; Gérald Lacroix, arcebispo de Québec; Jean-Claude Hollerich, arcebispo de Luxemburgo; Sérgio da Rocha, arcebispo de São Salvador da Bahia. O secretário é dom Marco Mellino, bispo titular de Cresima. A primeira reunião do novo C9 ocorreu em 24 de abril.

A criação do Conselho de Cardeais

O Conselho de Cardeais foi criado pelo Papa Francisco com o quirógrafo de 28 de setembro de 2013, com a tarefa de ajudá-lo no governo universal da Igreja e de estudar um projeto para a revisão da Cúria Romana, este último realizado com a nova Constituição Apostólica Praedicate Evangelium publicada em 19 de março de 2022. A primeira reunião do C9 foi realizada em 1º de outubro de 2013.

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domingo, 3 de dezembro de 2023

O Papa no Angelus:

no Advento, encontrar nos necessitados, Jesus que vem

É bom nos perguntarmos hoje como podemos preparar um coração acolhedor para o Senhor. Podemos fazer isso nos aproximando de seu Perdão, de sua Palavra, de sua Mesa, encontrando espaço para a oração, acolhendo-o naqueles que precisam. Cultivemos sua espera sem nos distrairmos com tantas coisas inúteis e sem reclamar o tempo todo, mas mantendo nosso coração alerta, ou seja, ansioso por Ele, desperto e pronto, impaciente para encontrá-Lo: disse o Papa no Angelus deste domingo, início do Advento.

Eis um belo programa para o Advento: encontrar Jesus que vem em cada irmão e irmã que precisa de nós e compartilhar com eles o que pudermos: escuta, tempo, ajuda concreta. Foi a exortação do Papa no Angelus deste domingo, 3 de dezembro, início do Advento, tempo de preparação para o Natal que se aproxima.

Como no domingo anterior, a oração mariana foi rezada da Casa Santa Marta, para não expor o Santo Padre a mudanças bruscas de temperatura, vez que que está se recuperando de uma inflamação pulmonar que o acometeu há mais de uma semana. O texto foi lido por monsenhor Paolo Braida, chefe de escritório na Secretaria de Estado.

Advento, tempo de espera vigilante

Na alocução que precedeu a oração mariana, Francisco destacou que no breve Evangelho que a liturgia nos propõe neste I Domingo do Advento Jesus nos dirige três vezes uma exortação simples e direta. Vigiai. Portanto, o tema é vigilância.

Como devemos entendê-la? – perguntou o Pontífice, acrescentando: às vezes, pensamos nessa virtude como uma atitude motivada pelo medo de um castigo iminente, como se um meteorito estivesse prestes a cair do céu e ameaçasse, se não o evitássemos a tempo, nos esmagar. Mas esse certamente não é o significado da vigilância cristã!

Jesus ilustra isso com uma parábola, falando de um senhor que está voltando e de seus servos que o estão esperando. Na Bíblia, o servo é a "pessoa de confiança" do patrão, com quem muitas vezes há uma relação de cooperação e afeto. Pensemos, por exemplo, que Moisés é definido servo de Deus e que também Maria diz de si mesma: "Eis aqui a serva do Senhor".

Receber Jesus especialmente nos mais necessitados

Portanto, observou, a vigilância dos servos não é de medo, mas de anseio, esperando encontrar seu senhor que vem. Eles se mantêm prontos para seu retorno porque lhe querem bem, porque têm em mente que, quando ele chegar, encontrará uma casa acolhedora e organizada.

“É com essa expectativa cheia de afeto que também queremos nos preparar para receber Jesus: no Natal, que celebraremos daqui a algumas semanas; no fim dos tempos, quando voltará em glória; todos os dias, quando Ele vier ao nosso encontro na Eucaristia, em sua Palavra, em nossos irmãos e irmãs, especialmente os mais necessitados.”

De modo especial durante essas semanas, exortou Francisco, preparemos cuidadosamente a casa do coração, para que ela seja organizada e hospitaleira. A vigilância, de fato, significa manter o coração preparado. É a atitude do vigia que, durante a noite, não se deixa tentar pelo cansaço, não adormece, mas permanece acordado na expectativa da luz que se aproxima.

Cristo é a nossa luz

O Senhor é a nossa luz e é bom preparar o coração para recebê-lo com a oração e hospedá-lo com a caridade, os dois preparativos que, por assim dizer, o deixam confortável. A esse respeito, diz-se que São Martinho de Tours, um homem de oração, depois de dar metade de seu manto a um pobre, sonhou com Jesus vestido exatamente com aquela parte do manto que ele havia dado.

“Queridos, é bom nos perguntarmos hoje como podemos preparar um coração acolhedor para o Senhor. Podemos fazer isso nos aproximando de seu Perdão, de sua Palavra, de sua Mesa, encontrando espaço para a oração, acolhendo-o naqueles que precisam.”

Cultivemos sua espera sem nos distrairmos com tantas coisas inúteis e sem reclamar o tempo todo, mas mantendo nosso coração alerta, ou seja, ansioso por Ele, desperto e pronto, impaciente para encontrá-Lo. Que a Virgem Maria, mulher da espera, nos ajude a receber seu Filho que vem, concluiu.

Raimundo de Lima – Vatican News

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sábado, 2 de dezembro de 2023

Reflexão para seu dia;

Sempre é possível reagir

José Antonio Pagola

Nem sempre é o desespero que destrói em nós a esperança e o desejo de continuar caminhando diariamente cheios de vida. Ao contrário, poder-se-ia dizer que a esperança vai se diluindo em nós quase sempre de maneira silenciosa e quase imperceptível.

Talvez sem dar-nos conta, nossa vida vai perdendo cor e intensidade. Pouco a pouco parece que tudo começa a ser pesado e tedioso. Vamos fazendo mais ou menos o que temos que fazer, mas a vida não nos “satisfaz”. Um dia comprovamos que a verdadeira alegria foi desaparecendo de nosso coração. Já não somos capazes de saborear o que há de bom, de belo e de grande na existência.

Pouco a pouco tudo foi se complicando para nós. Talvez já não esperemos grande coisa da vida nem de ninguém. Já não cremos nem sequer em nós mesmos. Tudo nos parece inútil e quase sem sentido.

A amargura e o mau humor se apoderam de nós cada vez com mais facilidade. Já não cantamos. De nossos lábios não saem senão sorrisos forçados. Faz tempo que não conseguimos rezar.

Talvez comprovemos com tristeza que nosso coração foi se endurecendo e hoje não amamos quase ninguém de verdade. Incapazes de acolher e escutar os que encontramos diariamente em nosso caminho, só sabemos queixar-nos, condenar e desqualificar.

Pouco a pouco fomos caindo no ceticismo, na indiferença ou na “preguiça total”. Tendo cada vez menos forças para tudo o que exige verdadeiro esforço e superação, já não queremos correr novos riscos. Não vale a pena. Preocupados com muitas coisas que nos pareciam importantes, a vida nos foi escapando. Envelhecemos interiormente e algo está a ponto de morrer dentro de nós. O que podemos fazer?

A primeira coisa é despertar e abrir os olhos. Todos estes sintomas são indício claro de que temos a vida mal projetada. Esse mal-estar que sentimos é o toque de alarme que começou a soar dentro de nós.

Nada está perdido. Não podemos de repente sentir-nos bem conosco mesmos, mas podemos reagir. Precisamos perguntar-nos o que é que descuidamos até agora, o que é que precisamos mudar, a que devemos dedicar mais atenção e mais tempo. As palavras de Jesus são dirigidas a todos: “Vigiai!” Talvez devamos tomar hoje mesmo alguma decisão.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                                       Fonte: franciscanos.org.br        Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Amo Litúrgico B - 2º Domingo do Advento:

Leituras e Reflexão
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1ª Leitura: Is 40,1-5.9-11

Leitura do Profeta Isaías

“Consolai o meu povo, consolai-o! — diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que sua servidão acabou e a expiação de suas culpas foi cumprida; ela recebeu das mãos do Senhor o dobro por todos os seus pecados”. Grita uma voz: “Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus. Nivelem-se todos os vales, rebaixem-se todos os montes e colinas; endireite-se o que é torto e alisem-se as asperezas: a glória do Senhor então se manifestará, e todos os homens verão juntamente o que a boca do Senhor falou.

Sobe a um alto monte, tu, que trazes a boa-nova a Sião; levanta com força a tua voz, tu, que trazes a boa-nova a Jerusalém, ergue a voz, não temas; dize às cidades de Judá: ‘Eis o vosso Deus, eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória. Como um pastor, ele apascenta o rebanho, reúne, com a força dos braços, os cordeiros e carrega-os ao colo; ele mesmo tange as ovelhas-mães’”.

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Responsório: Sl 84

— Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,/ e a vossa salvação nos concedei!

— Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,/ e a vossa salvação nos concedei!

— Quero ouvir o que o Senhor irá falar:/ é a paz que ele vai anunciar;/ a paz para o seu povo e seus amigos,/ para os que voltam ao Senhor seu coração./ Está perto a salvação dos que o temem,/ e a glória habitará em nossa terra.

— A verdade e o amor  encontrarão,/ a justiça e a paz se abraçarão;/ da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dosse altos céus.

— O Senhor nos dará tudo o que é bom,/ e a nossa terra nos dará suas colheitas;/ a justiça andará na sua frente/ e a salvação há de seguir os passos seus.

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2ª Leitura: 2Pd 3,8-14
Leitura da Segunda Carta de  São Pedro

Uma coisa vós não podeis desconhecer, caríssimos: para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua promessa, como pensam alguns, achando que demora. Ele está usando de paciência para convosco. Pois não deseja que alguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se.

O dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus acabarão com barulho espantoso; os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão, e a terra será consumida com tudo o que nela se fez. Se desse modo tudo se vai desintegrar, qual não deve ser o vosso empenho numa vida santa e piedosa, enquanto esperais com anseio a vinda do Dia de Deus, quando os céus em chama se vão derreter, e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão?

O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. Caríssimos, vivendo nessa esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz.

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Evangelho: Mc 1,1-8

Proclamação do Evangelho de São Marcos

Começo da Boa Notícia de Jesus, o Messias, o Filho de Deus. – Está escrito no livro do profeta Isaías: «Eis que eu envio o meu mensageiro na tua frente, para preparar o teu caminho. Esta é a voz daquele que grita no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas!» E foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados. Toda a região da Judeia e todos os moradores de Jerusalém iam ao encontro de João. Confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão.

João se vestia com uma pele de camelo, usava um cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre. E pregava: «Depois de mim, vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno sequer de me abaixar para desamarrar as suas sandálias. Eu batizei vocês com água, mas ele batizará vocês com o Espírito Santo.»

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Reflexão do padre Johan Konings:

Deus se volta para nós, voltemos para Ele!

A Boa Notícia começa com um grande chamado à conversão (Mc 1,1-15; cf. Mt 3,1-17; Lc 3,1-22). Em que sentido a conversão é “boa notícia”? Conversão, na Bíblia, significa volta (como se faz uma conversão com o carro na estrada). Na 1ª leitura ressoa um magnífico texto do Segundo Isaías. O rei Ciro, depois de conquistar Babilônia, mandou os judeus que aí viviam exilados de volta para Jerusalém (em 538 a.C). O profeta imagina Deus reconduzindo essa gente a Sião. Precede-lhe um mensageiro que proclama: “Preparai no deserto uma estrada” (Is 40,3) – como para a entrada gloriosa (a “parusia”) do Grande Rei. Mas é um rei diferente, cheio de ternura: “Como um pastor, ele conduz seu rebanho; seu braço reúne os cordeiros, ele os carrega no colo, toca com cuidado as ovelhas prenhes”(v. 11). Essa era a boa notícia que Jerusalém, qual mensageira, devia anunciar ao mundo (v.9).

Conversão não é coisa trágica. Deus já voltou seu coração para nós; resta-nos voltar o nosso para ele. Ao proclamar o batismo de conversão (evangelho), João Batista pressentia a proximidade de uma “entrada gloriosa” de Deus. Como símbolo da “volta” usava a água do rio Jordão, que lembrava a travessia do povo de Israel pelo Mar Vermelho e pelo rio Jordão, rumo à terra prometida. Reforçava sua mensagem repetindo o texto de Is 40,3: “Preparai uma estrada…”. Vestia-se com um rude manto feito de pêlos de camelo e alimentava-se com a comida do deserto – mel silvestre e gafanhotos -, como o profeta Elias, o grande profeta da conversão, cuja volta se esperava (cf. Ml 3,1.23-24 e Eclo 48,10). Mas João ainda não é aquele que deve vir, apenas prepara a chegada deste, o “mais forte”, que virá “batizar com o Espírito Santo” (cf. a efusão do Espírito de Deus no tempo do Fim: Jl 3,1-2; Ez 36,27 etc).

Devemos sempre viver à espera dessa “entrada gloriosa” de Deus. Jesus veio e inaugurou o reinado de Deus, mas deixou a nós a tarefa de materializá-lo na História. Entretanto, Deus já coroou com a glória a vida dele e a obra que ele realizou: reunir as ovelhas como o pastor descrito por Isaías.

No tempo dos primeiros cristãos, muitos imaginavam que Jesus ia voltar em breve com a glória do céu, para arrematar essa obra iniciada. Depois de alguns decênios, porém, começaram a se cansar e a viver sem a perspectiva da chegada de Deus, caindo nos mesmos abusos que vemos hoje em torno de nós. Por isso foi necessário que a voz da Igreja lembrasse a voz dos profetas: Deus pode tardar, mas não desiste de seu projeto. Mil anos são para ele como um dia (2Pd 3,8), mas seu sonho, “um novo céu, uma nova terra, onde habitará a justiça”, fica de pé (2ª leitura).

Não vivamos como os que não têm esperança. Não desprezemos o fato de Deus estar voltado para nós. Voltemos sempre a ele.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella

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              Fonte: franciscanos.org.br    Banner: Fr. Fábio M. Vasconcelos    Imagem:  vaticannews.va

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Aprendendo com o padre Zezinho:

 São poucos os cristãos verdadeiramente convertidos

|||||||||||||| Pe. Zezinho, scj |||||||||||||

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Quem estudou e psicologia, psiquiatria, comportamento humano e religião já sabe a história das religiões, das conversões e dos convertidos.

Alguns se converteram de verdade: a Deus, à caridade e ao próximo. Na Igreja Católica são chamados de santos.

Outros se converteram até certo ponto! Encantados com a mensagem, com os pregadores, com a Igreja, com os pregadores, com o ambiente, com os testemunhos, no começo era um mar de rosas. Tinham encontrado Jesus!

Não demorou e vieram os problemas: esperavam mais da sua Igreja, do movimento, dos colegas correligionários, não foram valorizados, queriam mais e este mais não lhe foi dado , as pregações não mais lhes serviram, acharam defeitos em quase tudo, ouviram outros pregadores , até mudaram de igreja. Descontentes, desconverteram! Então, era só aquilo?

Alguns começaram a dizer que o passado era melhor. Adotaram costumes e até vestes do passado. Outros quiseram avançar um século. Tentaram viver na Igreja do futuro que simplesmente ainda não existia. As autoridades puseram freios porque andavam depressa demais. Romperam também com os Papas do seu tempo. Não queriam uma igreja lenta e atrasada demais!

Enquanto o grupo lhes servia, adotaram o grupo; mas não as atualizações da Igreja, que era milhões de vezes mais importante do que seu grupo. Deixaram o cristianismo pelo grupismo!

E houve os que embarcaram decididamente no fanatismo! Era aquilo e só aquilo! Igreja era aquilo!

Por que aprender mais se tinham o que buscavam? E veio a teimosia, o cisma, a heresia. Mas, é daí? Tinham achado um Jesus que lhes servia! Sua conversão tornou- se um desvio colossal. Deixou de ser conversão!

Alguns deles anunciam Jesus solenemente em palcos e púlpitos, mas não vivem o que pregam. Têm milhares de seguidores, mas sabem que adaptaram os evangelhos a seu gosto!

Eles sabem que não se converteram, mas os fiéis os que os seguem acham que Jesus está com eles. Só que faz tempo que eles não estão com Jesus. Abraçaram a incoerência!

Há milhões de católicos e evangélicos e pentecostais semi-convertidos e vivendo está incoerência. Dizem, mas não fazem, nem vivem ….

TALVEZ UM DIA DESCUBRAM A RE-CONVERSÃO. Faz tempo que saíram da estrada!

Serve para mim e para vc ! Todos os dias é tempo de RE-CONVERSÃO. A natureza humana é rebelde. Acha que pode enganar Deus!

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                                                                                       Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj