domingo, 3 de julho de 2022

Papa no Angelus deste domingo:

missão evangelizadora, testemunho do amor fraterno

"A missão evangelizadora não se baseia no ativismo pessoal, mas no testemunho do amor fraterno, mesmo através das dificuldades que a convivência implica”. Palavras do Papa Francisco no Angelus deste domingo, 3 de julho, ao falar sobre a missão evangelizadora que nos foi confiada por Jesus.

No Angelus deste domingo, 3 de julho, o Papa Francisco falou sobre a missão evangelizadora que nos foi confiada por Cristo. Ao comentar o Evangelho disse: “Os discípulos foram enviados dois a dois, não individualmente. Ir em missão dois a dois, de um ponto de vista prático, parece ter mais desvantagens do que vantagens. Há o risco de que os dois não se entendam, que tenham um ritmo diferente, que um fique cansado ou doente pelo caminho, forçando o outro a parar também”. Entretanto, continua, Jesus não pensa assim, “não envia solitários à sua frente, mas discípulos que vão dois a dois. Perguntemo-nos: qual é a razão desta escolha do Senhor?”.

Mais sobre o testemunho do que sobre as palavras

“A tarefa dos discípulos é ir à frente e preparar o povo para receber Jesus; e as instruções que Ele lhes dá não são tanto sobre o que devem dizer, mas sobre como devem ser: mais sobre o testemunho a ser dado do que sobre as palavras a serem ditas:

“De fato, os chama de operários: isto é, são chamados a operar, a evangelizar através de seu comportamento. E a primeira ação concreta pela qual os discípulos realizam sua missão é precisamente a de ir dois a dois”

Disponibilidade para a fraternidade

Francisco continua: “Pode-se elaborar planos pastorais perfeitos, implementar projetos bem elaborados, organizar-se até os mínimos detalhes; pode-se convocar multidões e ter muitos meios; mas se não houver disponibilidade para a fraternidade, a missão evangélica não avança”.

Concluindo seu pensamento Francisco afirma:

“A missão evangelizadora não se baseia no ativismo pessoal, ou seja, no ‘fazer’, mas no testemunho do amor fraterno, mesmo através das dificuldades que a convivência implica”

Respeitamos quem nos rodeia?

Por fim o Papa pondera: “Então podemos nos perguntar: como levamos a boa nova do Evangelho aos outros? Fazêmo-lo com espírito e estilo fraterno, ou à maneira do mundo, com protagonismo, competitividade e eficiência? Perguntemo-nos se temos a capacidade de colaborar, se sabemos tomar decisões em conjunto, respeitando sinceramente quem nos rodeia e levando em conta seu ponto de vista. É sobretudo desta maneira que a vida do discípulo permite que a do Mestre transpareça, anunciando-o verdadeiramente aos outros”.

Jane Nogara

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Assista:

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sábado, 2 de julho de 2022

Arquidiocese de Pouso Alegre realizou neste sábado

 realizou neste sábado Romaria a Aparecida

Neste sábado, foi realizada a Romaria Arquidiocesana ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida. A missa das 9h foi presidida pelo arcebispo dom Majella e concelebrada por dezenas de sacerdotes do clero pouso-alegrense. Participaram também seminaristas, religiosos e grande número de cristãos leigos e leigas da arquidiocese.

Dom Majella no momento da homilia


Alguns dos sacerdotes do clero pouso-alegrense

Religiosos e seminaristas


Fotos: Facebook TV Aparecida

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Reflexão para

o 14º Domingo do Tempo Comum

“Jesus envia seus 72 discípulos a pregar a Boa Nova pelo mundo”

O Evangelho de Lucas proclamado na liturgia deste domingo nos fala do envio, feito por Jesus, de 72 discípulos para prepararem sua chegada a toda cidade e lugar anunciando a Boa Nova.

Sabendo que na concepção rabínica da época havia no mundo 72 nações, podemos entender que o Senhor envia seus discípulos ao mundo todo para prepararem, com suas pregações, sua própria chegada, Ele o grande sinal da presença do Reino entre os homens.

Essa missão tão sublime exige deles atitudes exclusivas como não gastar tempo com cumprimentos pela estrada, confiar apenas na Providência, não levando nada consigo, mas estar desimpedido para desempenhar bem a tarefa e não ter outras preocupações.

Apesar da grandiosidade da missão, o Senhor avisa que eles poderão não ser bem recebidos, e que serão como cordeiros em meio a lobos. Deverão confiar apenas na Providência Divina e no Amor do Pai.

Irão dois a dois, para cumprir a exigência formal do testemunho de duas pessoas para uma declaração ser válida, além de dar visibilidade ao espírito comunitário, e deverão fazer tudo de modo urgente.

O dom da paz é o dom do próprio Deus. Como mensageiros de Deus, o discípulos deverão levar a paz a todos que os receberem. Eles são enviados do Senhor! Jesus não os envia para pregar obrigações e desgraças, mas para anunciar que são filhos queridos do Pai, que lhes proporciona o dom mais precioso: a Paz!

Os discípulos voltam com a tarefa cumprida e contam a Jesus como foi realizada. São portadores da alegria, dos sinais da vitória e Jesus lhes diz que viu “Satanás cair do céu, como um relâmpago”. Ou seja, o mundo se tornou mais bonito, mais justo, sem violência, sem sofrimento.

Também somos enviados pelo Senhor para preparar sua chegada na vida das pessoas. Isso deverá ter prioridade em nossa vida e nada nos deverá dificultar nossa ação. Nossa missão será levar a Paz, a certeza da Presença e do Amor de Deus.

Nosso trabalho de evangelização deverá comportar a pregação da justiça, do perdão, da vitória da vida. Isso nos transformará em exorcistas, não de Satanás personificado, mas daquilo que causa inferno e desgraça na vida das pessoas, todo e qualquer tipo de injustiça, de desamor.

Por outro lado, deveremos saber que ser anunciador da chegada de Jesus de modo algum não nos privilegia nos isentando de sofrimentos e preocupações. Somos companheiros do Senhor em sua “Via Sacra”.

No final do Evangelho de hoje, o Senhor nos diz qual deverá ser o motivo de nossa alegria, a alegria do missionário, do discípulo. Deveremos  ficar alegres porque o nosso nome foi inscrito no céu!

Padre Cesar Augusto, SJ

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Divulgada a programação

do XVI Congresso Nacional da Pastoral Familiar

Foi divulgada a programação do XVI Congresso Nacional da Pastoral Familiar, que será realizado de 26 a 28 de agosto, em Governador Celso Ramos (SC), na arquidiocese de Florianópolis. O evento que marcará o reencontro dos agentes em âmbito nacional contará com momentos de oração, espiritualidade, palestras e testemunhos, iluminados pelo tema “Amor familiar, vocação e caminho de santidade”.

O evento vai aprofundar reflexões sobre a temática refletida durante o X Encontro Mundial das Famílias, realizado entre os dias 22 e 25 de junho, em Roma, os desafios do mundo de hoje e a sinodalidade. Será oportunidade de partilha de testemunhos e de histórias de famílias que tiveram seus membros elevados aos altares, como Santa Giana Beretta Molla, ou que estão em processo de beatificação, como o casal brasileiro Zélia e Jerônimo, já declarados Servos de Deus.

Programação

O evento terá início na sexta-feira, 26 de junho, com um momento de animação, às 17h, seguido da Missa de abertura, às 18h. A acolhida dos participantes e o credenciamento serão iniciados já às 15h.

No sábado, as atividades começam com a missa, às 7h30. Em seguida, uma palestra sobre o tema do encontro. Serão três ao longo do dia, intercaladas com testemunhos e outras apresentações.

Já no domingo, haverá um momento de espiritualidade, seguido de animação e, em seguida, a apresentação da equipe nacional da Pastoral Familiar, que contará com nova composição por conta da Assembleia eletiva, que antecederá o Congresso.

As últimas atividades serão o anúncio do local do próximo Congresso Nacional da Pastoral Familiar e a missa de envio.

Confira a programação na íntegra:

Dia 26 de agosto – Sexta-feira

15h00 – Acolhida/credenciamento;

17h00 – Animação;

18h00 – Missa de abertura;

19h00 – Apresentação das autoridades;

20h00 – Palestra: “Os desafios do mundo de hoje para a Família Cristã”.

Dia 27 de agosto – Sábado

07h30 – Missa;

08h45 – Tema: “Amor familiar, vocação e caminho de santidade” 1Cor 13,2: “Se não tiver amor eu nada seria”;

09h45 – Testemunho;

10h30 – Palestra: “Família e Sinodalidade”;

13h30 – Animação;

13h40 – Palestra: “Família e Redes Sociais”;

14h20 – Teatro: “Zélia e Jerônimo”;

14h40 – Sala das vocações: “Família fonte de vocações: como a minha vocação surgiu da família;

16h00 – Testemunho;

16h30 – Palestra: “Amor em família: maravilhoso e frágil”;

17h30 – Teatro: “Viver com as famílias”.

Dia 28 de agosto – Domingo

Manhã volta para assuntos pertinentes à Pastoral Familiar

07h30 – Espiritualidade;

08h15 – Apresentação da Equipe Nacional: Propostas, perspectivas;

10h30 – Anúncio do local do XVII Congresso e agradecimentos;

11h00 – Missa e envio.

Inscrições encerram-se dia 20 de julho

As inscrições para o XVI Congresso Nacional da Pastoral Familiar encerram-se no dia 20 de julho e pode ser feitas em congressopastoralfamiliar.org.br/inscricoes. Sugestões de serviço de translado e hospedagem também podem ser encontradas em congressopastoralfamiliar.org.br/hospedagem.

“Amor Familiar: vocação e caminho de santidade” é o tema principal do congresso, que reunirá agentes da Pastoral Familiar de todo o Brasil presencialmente pela primeira vez desde o início da pandemia. Também são esperados para o evento membros de movimentos, associações e serviços familiares, além de organismos que atuam com as famílias. O lema do encontro é “Se eu não tenho amor, eu nada sou” (I Cor 13, 2).

O evento é promovido pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar com a organização da Pastoral Familiar no Regional Sul 4. A arquidiocese de Florianópolis é a anfitriã do XVI Congresso Nacional.

Com informações do Portal Vida e Família

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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Solenidade de São Pedro e São Paulo:

Leituras e Reflexão

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1ª Leitura:  At 12,1-11

Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Naqueles dias, o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos.

“Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa.

Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele.

Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão.

Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos.

O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!”

Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão.

Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

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Responsório: Sl 33
- De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
- De todos os temores me livrou o Senhor Deus
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- Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ Que ouçam os humildes e se alegrem!

- Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ E de todos os temores me livrou.

- Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,/ E o Senhor o libertou de toda angústia.

- O anjo do Senhor vem acampar/ ao redor dos que o temem, e os salva./ Provai e vede quão suave é o Senhor!/ Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

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2ª Leitura: 2Tm 4,6-8.17-18

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:

Caríssimo: Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa.

Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão.

O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

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Evangelho: Mt 16,13-19

Proclamação do Evangelho de São Mateus:

Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos:

“Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 

Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

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Reflexão do padre Johan Konings:

O Papa, o missionário e a comunidade 

Popularmente, a festa de hoje é chamada o Dia do Papa, sucessor de Pedro. Mas não podemos esquecer que ao lado de Pedro é celebrado também Paulo, o Apóstolo, ou seja, missionário, por excelência. No evangelho, o apóstolo Simão responde pela fé de seus irmãos. Por isso, Jesus lhe dá o nome de Pedro. Este nome é uma vocação: Simão deve ser a “pedra”(rocha) que deve dar solidez à comunidade de Jesus (cf. Lc 22,32). Esta “nomeação” vai acompanhada de uma promessa: as “portas” (cidade, reino) do inferno não poderão nada contra a Igreja, que é uma realização do reino “dos Céus” (= de Deus). A 1ª leitura ilustra essa promessa: Pedro é libertado da prisão pelo anjo do Senhor. Pedro aparece, assim, como o fundamento institucional da Igreja.

Paulo aparece mais na qualidade de fundador carismático. Sua vocação se dá na visão de Cristo no caminho de Damasco: de perseguidor, ele se transforma em apóstolo e realiza, mais do que os outros apóstolos inclusive, a missão que Cristo lhes deixou, de serem suas testemunhas até os extremos da terra (At 1,8). Apóstolo dos pagãos, Paulo torna realidade a universalidade da Igreja, da qual Pedro é o guardião. A 2ª leitura é o resumo de sua vida de plena dedicação à evangelização entre os pagãos, nas circunstâncias mais difíceis: a palavra tinha que ser ouvida por todas as nações (v. 17). Não esconder a luz de Cristo para ninguém! O mundo em que Paulo se movimentava estava dividido entre a religiosidade rígida dos judeus farisaicos e o mundo pagão, cambaleando entre a dissolução moral e o fanatismo religioso. Neste contexto, o apóstolo anunciou o Cristo Crucificado como sendo a salvação: loucura para os gregos, escândalo para os judeus, mas alegria verdadeira para quem nele crê. Missão difícil. No fim de sua vida, Paulo pode dizer que “combateu o bom combate e conservou a fé/fidelidade”, a sua e a dos fiéis que ele ganhou. Como Cristo – o bom pastor – não deixa as ovelhas se perderem, assim também o apóstolo – o enviado de Cristo – conserva-lhes a fidelidade.

Pedro e Paulo representam duas dimensões da vocação apostólica, diferentes mas complementares. As duas foram necessárias, para que pudéssemos comemorar hoje os fundadores da Igreja universal. Esta complementariedade dos carismas de Pedro e Paulo continua atual na Igreja hoje: a responsabilidade institucional e a criatividade missionária. Pode até provocar tensões, por exemplo, uma teologia “romana” versus uma teologia latino-americana. Mas é uma tensão fecunda. Hoje, sabemos que o pastoreio dos fiéis – a pastoral – não é monopólio dos “pastores constituídos” como tais, a hierarquia. Todos fiéis são um pouco pastores uns para com os outros. Devemos conservar a fidelidade a Cristo – a nossa e a dos nossos irmãos – na solidariedade do “bom combate”.

E qual será, hoje, o bom combate? Como no tempo de Pedro e Paulo, uma luta pela justiça e a verdade em meio a abusos, contradições e deformações. Por um lado, a exploração desavergonhada, que até se serve dos símbolos da nossa religião; por outro, a tentação de largar tudo e de dizer que a religião é um obstáculo para a libertação. Nossa luta é, precisamente, assumir a libertação em nome de Jesus, sendo fiéis a ele; pois, na sua morte, ele realizou a solidariedade mais radical que podemos imaginar.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella:


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                                            Reflexões e ilustração: franciscanos.org.br        Banner: cnbb.com.br

Papa na intenção de oração para o mês de julho:

rezemos pelos idosos,
mestres da ternura em meio ao mundo habituado à guerra

No vídeo de intenção de oração que Francisco confia a toda a Igreja para este mês de julho, o convite para rezar pelos idosos, para que a experiência e a sabedoria deles ajudem os jovens a olhar para o futuro com esperança. A mensagem do Pontífice reforça a catequese sobre a velhice dos últimos três meses da Audiência Geral, assim como antecipa a celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos de 24 de julho.

“Não podemos falar da família sem falar da importância que os idosos têm entre nós.”

Assim Francisco começa "O Vídeo do Papa" de julho, divulgado na tarde desta quinta-feira (30) com a intenção de oração que Francisco confia a toda a Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. Neste mês, e falando em primeira pessoa, o Pontífice pede para rezarmos especialmente pelos idosos, uma geração numerosa. Nas últimas décadas, o número de pessoas com mais de 65 anos de idade tem crescido de forma constante. O envelhecimento dessa população afeta particularmente os países mais desenvolvidos, onde 25% dos idosos vivem sozinhos. No vídeo, feito em colaboração com o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida e a Fundação Alberto Sordi, o Papa inclusive se lamenta:

Nunca fomos tão numerosos na história da humanidade, mas não sabemos como viver esta nova etapa da vida: para a velhice há muitos planos de assistência, mas poucos projetos de vida. Os mais velhos têm frequentemente uma sensibilidade especial para o cuidado, para a reflexão e o afeto. Somos, ou podemos nos tornar, mestres da ternura. E quanto! Precisamos, neste mundo habituado à guerra, de uma verdadeira revolução da ternura.

O diretor da Fundação Alberto Sordi, Ciro Intino, justamente observa que "a nossa sociedade está envelhecendo, mas tende a excluir e isolar os idosos, minando a sua identidade e o seu papel social, especialmente nas suas relações com as gerações mais jovens. Infelizmente, há uma falta de respostas adequadas aos cuidados e necessidades existenciais das pessoas mais velhas. Há ainda um longo caminho a percorrer em termos de políticas sociais e de saúde para os idosos, destinadas a limitar o isolamento a que demasiadas pessoas idosas estão atualmente condenadas".

Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Já o cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, ao falar sobre a missão dos idosos no mundo e na Igreja, comenta sobre a tomada de consciência sugerida por Francisco sobre a relevância dos idosos na vida das sociedades e das comunidades que deve ser feita "não esporadicamente, mas estruturalmente, com um cuidado pastoral ordinário". Assim, continua o purpurado, "não se trata de confrontar uma emergência, mas de lançar as bases para uma pastoral de longo prazo que nos envolverá durante décadas. Além de reafirmar a importância de combater a cultura do descarte, o Papa parece também querer oferecer pontos de referência àqueles que experimentam um desconcerto por se verem com a idade avançada. Foi por isso que quis estabelecer um Dia Mundial a ser celebrado todos os anos e marcar a época litúrgica: dizer que a Igreja está próxima dos idosos".

De fato, o pedido de oração pelos idosos neste mês de julho reforça a celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos que acontece em 24 de julho em Roma e em todas as dioceses do mundo, como recorda o próprio Pontífice:

"Temos aqui uma grande responsabilidade para com as novas gerações.  Lembremo-nos: os avós e os idosos são o pão que alimenta as nossas vidas, são a sabedoria oculta de um povo, e é por isso que devem ser celebrados, e estabeleci um dia dedicado a eles."

Uma missão vital para os idosos

O Pe. Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, ao comentar sobre a intenção de oração do Papa, recorda como é importante quando os avós ou os idosos partilham conosco a própria experiência de vida e fé, a sabedoria e esperança: como Francisco nos recordou na sua catequese sobre a velhice nos últimos três meses na Audiência Geral, afirma o diretor, "o pacto entre as gerações, entre os idosos e os jovens, é uma bênção para a sociedade". Mas, como lembra Ciro Intino, "para que essa dinâmica virtuosa se torne realidade, devem ser ativadas sinergias entre redes familiares, amigos, prestadores de cuidados e estruturas sociais públicas e privadas".

E num contexto de um mundo com muitas feridas, Francisco volta a destacar o papel fundamental da geração mais velha, tanto num dos tuítes desta quinta-feira (30), quando afirma que os idosos "representam as raízes e a memória de um povo", como ao findar a mensagem em vídeo, dizendo:

“Rezemos pelos idosos, para que se tornem mestres da ternura, para que a sua experiência e sabedoria ajudem os mais jovens a olhar para o futuro com esperança e responsabilidade.”

Andressa Collet

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Assista ao vídeo do Papa:

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quinta-feira, 30 de junho de 2022

Reflita com dom Paulo Peixoto:

Política na Igreja 

Sim e não. A Igreja, por si, é política, porque persegue a realização do bem comum. Não, no contexto partidarista, porque o partido é sempre limitado e prejudica a unidade. Ser partidário, para a Igreja, significa dividir os cristãos, porque todos os cidadãos têm plena liberdade para escolher a sua própria opção partidária. Isto é um sentimento inerente ao ser de cada um, exercendo sua cidadania.

Dom Paulo Peixoto

Por outro lado, a Igreja tem a obrigação de formar bem os seus fieis na responsabilidade política, no compromisso com um voto consciente e responsável. Não é missão da Igreja apoiar esse ou aquele candidato, esse ou aquele partido. Tem sim, que orientar na escolha de bons candidatos, com qualidade ilibada, responsáveis e comprometidos com a justiça e o bem da população. 

Não faz bem para os cristãos um Ministro da Igreja, seja bispo, padre ou diácono, ser candidato a cargos públicos. Existe até uma proibição para isto, mas incentiva os cristãos comprometidos, bem formados moral e eticamente, com capacidade política a se filiarem nos diversos partidos, podendo, desta forma, contribuir com o bem da Nação, ou do Estado, ou do Município. 

Muitas pessoas comentam que a Igreja Católica Apostólica Romana deveria ter engajamento partidário e que se formasse uma bancada católica no Legislativo para defender seus interesses. Muitos outros são contrários a isto, dizendo que a missão da Igreja é apenas espiritual. Promover determinado partido ou uma bancada católica pode prejudicar uma visão uniforme da realidade e dividir as pessoas. 

O mundo da política tem desabonado o verdadeiro sentido da palavra, porque se tornou espaço privilegiado de corrupção, de corporativismo e negação do verdadeiro objetivo, que é a defesa da vida, do Estado e da dignidade das pessoas. Um candidato católico não representa a Igreja, mas precisa praticar os ensinamentos que veem da Palavra de Deus, sendo honesto, justo e verdadeiro. 

O momento político brasileiro tem sido muito preocupante, com possibilidade do uso da força e da violência sem precedentes. Estamos assistindo e convivendo com as polarizações ideológicas, agressões verbais desonestas, as fake News, que não ajudam na construção de um Estado brasileiro democrático e justo. Com isto, todos sofrem as consequências de uma política mal conduzida. 

Dom Paulo Mendes Peixoto Arcebispo de Uberaba (MG)
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