quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Papa na missa pelos cardeais e bispos falecidos:

“Na dor encontramos a esperança"

“No auge da dor, os que estão unidos ao Senhor veem que Ele derruba o sofrimento, transforma-o em uma porta através da qual entra a esperança”. Palavras do Papa Francisco na homilia da missa em sufrágio pelos cardeais e bispos falecidos no decurso do último ano.

O Papa Francisco celebrou a missa de sufrágio, nesta quinta-feira (04/11), na Basílica de São Pedro, pelos cardeais e bispos falecidos nos últimos doze meses. A homilia foi centrada neste convite: "É bom esperar em silêncio a salvação do Senhor" (Lam 3,26)”.  Esclarecendo que “esta atitude não é um ponto de partida, mas um ponto de chegada. De fato, o autor chega a este ponto no final de um percurso, um percurso acidentado, que o fez amadurecer”. Francisco disse que para que isso aconteça, é necessária uma longa transformação interior marcada pelo sofrimento. “Esta paciência não é resignação, pois é alimentada pela expectativa do Senhor, cuja vinda é certa e não desilude”.

A arte de esperar o Senhor

“Queridos irmãos e irmãs, como é importante aprender a arte de esperar o Senhor! Esperando-o mansamente, com confiança, banindo fantasmas, fanatismos e clamores; preservando, especialmente em tempos de provações, um silêncio cheio de esperança. É assim que nos preparamos para a última e maior prova da vida, a morte”

"Mas primeiro - advertiu o Papa - há as provas do momento, há a cruz que temos agora, e para a qual pedimos ao Senhor a graça de saber esperar ali, bem ali, por sua salvação vindoura”.

Francisco explicou que precisamos amadurecer neste aspecto pois “diante das dificuldades e problemas da vida, é difícil ser paciente e permanecer serenos”. Muitas vezes somos tomados pela irritação e desconforto, e levados ao pessimismo e resignação. Acrescentando que “na provação, nem mesmo boas lembranças do passado podem consolar, porque a aflição leva a mente a se deter em momentos difíceis”.

Mudança de rota

“Neste ponto”, continua o Santo Padre, “o Senhor nos apresenta uma mudança de rota, no exato momento em que, ainda continuamos a dialogar com Ele, e parece que estamos no fundo do poço. No abismo, na angústia da nossa desorientação, Deus se aproxima para salvar. E quando a amargura atinge seu auge, a esperança volta a florescer de repente”.

A chegada da esperança

“No auge da dor, os que estão unidos ao Senhor veem que Ele derruba o sofrimento, transforma-o em uma porta através da qual entra a esperança. É uma experiência pascal, uma dolorosa passagem que se abre à vida, uma espécie de trabalho espiritual que na escuridão nos faz vir novamente à luz”

Aqui Francisco ponderou: “Esta reviravolta não é porque os problemas desapareceram, mas porque a crise se tornou uma misteriosa oportunidade de purificação interior. A prosperidade, de fato, muitas vezes nos torna cegos, superficiais e orgulhosos. Por outro lado, a passagem pela provação, se ela for vivida no calor da fé, apesar de sua dureza e lágrimas, faz com que renasçamos e nos encontremos diferentes do passado.

Na dor encontramos a esperança

Um Padre da Igreja escreveu que "nada mais do que sofrimento leva à descoberta de coisas novas" (São Gregório de Nazianzo, Ep. 34). O Papa confirmou essas palavras:

“Sim, porque Deus nos acompanha sobretudo em nossas dores, como um pai que ajuda seu filho a crescer bem estando ao seu lado nas dificuldades sem tomar o seu lugar. E, antes de chorarmos, a emoção já tomou conta dos olhos de Deus Pai. A dor permanece um mistério, mas neste mistério podemos descobrir de uma nova maneira a paternidade de Deus que nos visita nas provações, e vem dizer, com o autor das Lamentações: 'O Senhor é bom para aqueles que esperam n’Ele, para aqueles que O buscam' (v. 5).

Saber esperar em silêncio pela salvação do Senhor é uma arte

Por fim o Papa Francisco disse:

“Hoje, diante do mistério da morte remida, pedimos a graça de olhar a adversidade com olhos diferentes. Pedimos a força para saber viver no silêncio manso e confiante que espera a salvação do Senhor, sem lamentações e descontentamentos. O que parece ser um castigo se revelará uma graça, uma nova demonstração do amor de Deus por nós. Saber esperar em silêncio pela salvação do Senhor é uma arte. Cultivemo-lo.”

Continuando a falar sobre a riqueza do silêncio afirmou: "É precioso no tempo em que vivemos: agora mais do que nunca não há necessidade de gritar e fazer alarde, mas cada um de nós deve testemunhar com a vida a fé, que é uma espera dócil e esperançosa. O cristão não diminui a seriedade do sofrimento, mas levanta seus olhos para o Senhor e sob os golpes da provação confia n’Ele e reza pelos que sofrem. Mantém seus olhos no céu, mas suas mãos estão sempre na terra, para servir concretamente ao seu próximo”.

Concluindo Francisco disse ainda: “Neste espírito, rezamos pelos Cardeais e Bispos que nos deixaram no ano passado. Alguns deles morreram por causa da Covid-19, em situações difíceis que agravaram o sofrimento. Desejamos a estes nossos irmãos a alegria do convite evangélico que o Senhor dirige a seus servos fiéis: "Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o reino preparado para vós desde a fundação do mundo" (Mt 25,34).    

                                                                                                                                Jane Nogara

...................................................................................................................................................                                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Tempo de Esperançar: Pascom Brasil lançou, dia 1º,

uma nova identidade visual de seus perfis em redes sociais


O mês de novembro começou com novidades na Pascom Brasil. “Tempo de esperançar” é o nome da campanha lançada na última segunda-feira, 1, para renovar a identidade dos perfis da pastoral e motivar os agentes na retomada das atividades. O avatar e capas nas plataformas Facebook, YouTube e Instagram passaram a ser usados em cor verde.

Conforme a mensagem do coordenador-geral, Marcus Tullius, divulgada em vídeo, desde o início da pandemia, as redes da Pascom Brasil apresentavam um convite claro sobre o momento vivido: fique em casa. Isso se refletiu na mudança do avatar, que converteu o logotipo da pastoral em uma casa. “Esta era a melhor mensagem que nós poderíamos comunicar neste tempo de tamanha incerteza e tamanhas dificuldades pelo qual nós estamos passando”, afirma.

Mesmo a pandemia não tendo acabado, afirma o coordenador, “nós podemos vislumbrar com esperança o alvorecer de um novo tempo. Muitas atividades já estão sendo retomadas, seja na sociedade civil, seja na igreja”. Para ele, mais do que uma mudança na imagem, é também uma atitude que devem ter os pasconeiros.

“Por meio desta mudança na identidade visual, queremos levar você a proclamar isso por meio de sua ação pastoral, de ser um profeta da esperança, um discípulo missionário da esperança.”

.....................................................................................................................................................................................................................

Confira a íntegra da mensagem:

.............................................................................................................................................................
                                                                                                                             Fonte: cnbb.org.br

Reflexão de Dom José Francisco:

Rio caudaloso da filosofia

Quando alguém mergulha no rio caudaloso da filosofia, logo sente falta de um nadador experiente ao lado. É que o amor à sabedoria é simples, mas não é fácil.

Foi ele que levou um certo grupo de homens, os filósofos, a explorar questões fundamentais sobre quem somos ou por que estamos aqui. Convenhamos que não são futilidades de gente desocupada.

Quando menos nos damos conta, estamos envolvidos pelo manto da filosofia. Até nos botecos se faz filosofia para dar conta da vida. Afinal como se diz na filosofia popular: Viver não é bolinho!

E foi para pensar as angústias da vida que as academias e praças públicas da Grécia antiga se tornaram palcos de pensamentos que ainda hoje constituem boa parte das nossas indagações: de que foram feitos o universo e a realidade (Metafísica), como criar um argumento válido (Lógica), como se forma o conhecimento e como nós o adquirimos (Epistemologia), o que significa a arte e a beleza (Estética), qual é o papel dos governos e dos cidadãos (Política), como se conduzir para não jogar no lixo essa experiência humana única e intransferível chamada vida (Ética).

Perceberam? Isso não é “filosofia de boteco”! Com todo respeito, é claro, à filosofia e ao boteco!

Veja bem! Quando você assiste o filme Matrix, A Origem, Show de Truman; lê um livro; joga xadrez ou futebol, está delimitando, naquele momento, um pensamento explícito ou subjacente, mas sempre filosófico.

Se algum dia você pensou que nunca seria capaz de entender filosofia, pode até se surpreender: ela está enroscada na sua vida como galhos de videira se engavinham por onde passam. E, por onde passam, distribuem seus frutos generosos.

É assim, a filosofia: sempre pronta a matar a sede!

Como um rio caudaloso.

                              Dom José Francisco Rezende Dias - Arcebispo de Niterói (RJ)

..............................................................................................................................................................
                                                                                                                                 Fonte: arqnit.org

Papa na catequese desta quarta:

caminhar segundo o espírito é deixar-se guiar por Ele

"Caminhar segundo o Espírito" não é apenas uma ação individual: diz respeito também à comunidade como um todo. Construir a comunidade seguindo o caminho indicado pelo Apóstolo é emocionante, mas desafiador, disse ainda Francisco.

O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Carta de São Paulo aos Gálatas, na Audiência Geral, desta quarta-feira (03/11), que teve como tema "Caminhar segundo o Espírito".

"Crer em Jesus significa segui-lo, ir atrás dele no seu caminho, como fizeram os primeiros discípulos. Ao mesmo tempo, significa evitar o caminho oposto, o do egoísmo, da busca do próprio interesse, que o Apóstolo Paulo chama de "desejo da carne". O Espírito é o guia deste caminho na estrada de Cristo, um caminho maravilhoso, mas também cansativo que começa no Batismo e dura a vida inteira", disse o Pontífice.

Deixar-se guiar pelo Espírito Santo

"Caminhar segundo o Espírito", exorta São Paulo, significa "deixar-se guiar" por Ele. "É como dizer: coloquemo-nos na mesma linha e deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo." A seguir, o Papa acrescentou:

São expressões que indicam uma ação, um movimento, um dinamismo que nos impede de parar nas primeiras dificuldades, mas nos provoca a confiar na "força que vem do alto". Percorrendo este caminho, o cristão adquire uma visão positiva da vida. Isso não significa que o mal presente no mundo tenha desaparecido, ou que os impulsos negativos do egoísmo e do orgulho tenham sumido; ao contrário, significa acreditar que Deus é sempre mais forte do que as nossas resistências e maior do que os nossos pecados.

Deixar-se guiar pelo Espírito. Paulo sente esta exortação necessária também para si. Mesmo sabendo que Cristo vive nele, está convencido de não ter ainda alcançado a meta, o ápice da montanha. O Apóstolo dos Gentios não se coloca acima de sua comunidade, não diz: eu sou o chefe e vocês são os outros, mas caminha com todos, dando exemplo concreto da necessidade de obedecer a Deus, correspondendo cada vez mais e melhor à guia do Espírito. "Como é bonito encontrar pastores que caminham com o seu povo, que não se distanciam", acrescentou o Papa. Pastores que não dizem: "Eu sou mais importante, eu sou um pastor. Eu sou um padre", "Eu sou um bispo", com o nariz empinado, mas pastores que caminham com o povo. Isso é muito bonito e faz bem à alma", ressaltou.

Assumir as dificuldades uns dos outros

"Caminhar segundo o Espírito" não é apenas uma ação individual: diz respeito também à comunidade como um todo. Construir a comunidade seguindo o caminho indicado pelo Apóstolo é emocionante, mas desafiador.

Os "desejos da carne", as tentações que todos nós temos, ou seja, inveja, preconceito, hipocrisia e ressentimento continuam presentes, e recorrer a preceitos rígidos pode ser uma tentação fácil, mas ao fazê-lo se sai do caminho da liberdade e, em vez de subir ao cume, se volta para baixo. Percorrer o caminho do Espírito exige em primeiro lugar dar espaço à graça e à caridade. Dar espaço à graça de Deus sem medo.

Paulo, depois de fazer ouvir a sua voz de maneira severa, convida os Gálatas a assumirem as dificuldades uns dos outros e, se alguém cometer um erro, usar a mansidão. "Uma atitude bem diferente da fofoca para esfolar o próximo. Não, isso não é de acordo com o Espírito. Segundo o Espírito, é ter doçura com o irmão em corrigi-lo e cuidar de si mesmo para não cair nesses pecados, ou seja, ter humildade. Como é fácil criticar os outros! Há pessoas que parecem ter se formado em fofoca. Todos os dias criticam os outros. Olhe para você", disse ainda o Papa.

A regra suprema da correção fraterna é o amor

Segundo o Papa, "é bom nos perguntarmos o que nos leva a corrigir um irmão ou uma irmã, e se não somos, de alguma forma, corresponsáveis​​ pelo seu erro".

O Espírito Santo, além de nos dar o dom da mansidão, nos convida à solidariedade, a carregar os fardos dos outros. Quantos fardos estão presentes na vida de uma pessoa: doença, falta de trabalho, solidão, dor...! Quantas outras provações exigem a proximidade e o amor dos irmãos.

O Santo Padre sublinhou que "a regra suprema da correção fraterna é o amor, desejar o bem de nossos irmãos e irmãs, tolerar os problemas dos outros, os defeitos dos outros em silêncio na oração a fim de encontrar o caminho certo para ajudá-lo a se corrigir. Isso não é fácil". "A maneira mais fácil é fofocar, tirar a pele do outro como se eu fosse perfeito. Isso não deve ser feito. Mansidão, paciência, oração e proximidade", concluiu Francisco.

                                                                                                                  Mariangela Jaguraba

..............................................................................................................................................................

Assista:

...................................................................................................................................................                                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Comemoração dos Fiéis Defuntos:

mensagem de Dom Walmor,
oração pelos falecidos e indulgências

Foto: franciscanos.org.br

A Igreja celebra nesta terça-feira, 2 de novembro, a “Comemoração de todos os fiéis defuntos”. A data está na tradição católica desde o final do primeiro século como ocasião para lembrar daqueles que partiram desta vida e também para celebrar a vida em Cristo na certeza da ressurreição. Nesse período de recordação, a Igreja oferece a possibilidade de alcançar indulgências em favor dos fiéis falecidos.

Em mensagem por ocasião da Solenidade dos Fiéis Defuntos, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB, exorta ao retorno à esperança, a não temer a morte, e acreditar em Jesus, vencedor da morte e da dor. Apesar do aperto no coração trazido pela saudade, é preciso entender que o sofrimento deve ser acolhido, mas no desejo de seguir adiante, pois faz parte da condição humana.

Eternidade

Em artigo publicado no Portal da CNBB, o arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta, explica que a comemoração dos fiéis defuntos é celebrada um dia após a festa de todos os Santos, no calendário universal da Igreja, “para mostrar que as duas festas litúrgicas estão ligadas intimamente pela fé e pela esperança no destino eterno da criatura humana”.

A solenidade dos fiéis defuntos, ressalta o cardeal, “nos mostra que a morte é o ‘último inimigo a ser vencido’ (1Cor 15,26), e a vitória sobre a morte é o critério da esperança de todos os batizados”.

Oração pelos falecidos e indulgências

O Dia de Finados é, portanto, “um dia de oração que vivemos na saudade em lembrar daqueles que passaram aqui pela terra e agora se encontram na eternidade”. Nesta data, a Igreja motiva que os fiéis repitam a proposta que deu origem à celebração, como ir ao cemitério, participar da missa e rezar pelos que já partiram.

“Enquanto nós continuamos aqui peregrinando nessa terra, devemos almejar a vida eterna e construir aqui na terra o Reino de Deus, que vivenciaremos de maneira plena no céu. Por isso, nós rezamos por nossos entes queridos, para que estejam na eternidade ao lado de Deus e na certeza de que um dia nos encontraremos com eles”, escreveu dom Orani Tempesta.

O Diretório de Liturgia da Igreja no Brasil detalha as indulgências concedidas:

Aos que visitarem o cemitério e rezarem, mesmo só mentalmente, pelos defuntos, concede-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos: diariamente, do dia 1º ao dia 8º de novembro, nas condições de costume, isto é: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice; nos restantes dias do ano, Indulgência Parcial (Enchir. Indulgentiarum, n. 13).

Ainda neste dia, em todas as igrejas, oratórios públicos ou semi-públicos, igualmente lucra-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos: a obra que se prescreve é a piedosa visitação à igreja, durante a qual se deve rezar a Oração dominical e o Símbolo (Pai nosso e Creio), confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice (que pode ser um Pai Nosso e Ave Maria, ou qualquer outra oração conforme inspirar a piedade e devoção).

Sobre a forma do item n. 1 acima, a Penitenciária Apostólica decidiu prorrogar as indulgências para todo o mês de novembro, não apenas para os oito primeiros dias do mês, conforme fez no ano passado. A medida deve-se à pandemia do novo coronavírus e às medidas de restrições.

Fiéis defuntos e pandemia

O arcebispo de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB, dom João Justino de Medeiros Silva, recordou que, desde o início do ano 2020, no mundo inteiro, milhões de pessoas morreram em razão da pandemia da COVID-19. Aqui no Brasil, são mais de 607 mil mortos em decorrência da Covid-19.

“O respeito aos mortos se estende na solidariedade com os enlutados. Não podemos esquecer seus nomes, suas histórias, seus feitos. Fazer memória dos mortos pela visita aos cemitérios ou pela oração em casas ou igrejas é reconhecer que há inúmeros corações feridos pela morte das pessoas amadas. É tocar a mais cruel das verdades: somos mortais. Mas é, também, renovar a mais genuína profissão de fé cristã: Creio, Senhor, na ressurreição!”, afirmou dom João Justino.

Também o bispo de Erexim (RS), dom José Gislon, refletiu sobre o sofrimento dos cristãos diante do mistério da morte: “Ser cristão é acreditar na ressurreição, é viver na certeza de que existe uma vida, um encontro, uma esperança para nós e para os nossos entes queridos. […] Como cristãos devemos dar testemunho da nossa fé no Ressuscitado no mundo e da nossa esperança no Senhor da vida”.

.........................................................................................................................................................................

Baixe o roteiro Celebrar em Família para o Dia de Finados

Está disponível para download o roteiro Celebrar em Família para Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, o Dia de Finados, em 2 de novembro. O material é oferecido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A Igreja propõe celebrar a plenitude da vida em Cristo que nos ama e nos redime: “Mais uma vez, rendemos graças a Deus por seu amor para conosco, porque é rico em misericórdia e quer salvar a todos. É justamente por nos amar tanto que Ele enviou seu único Filho para que, crendo Nele, tenhamos a vida eterna e ressuscitemos no último dia”, ressalta o roteiro preparado para a data.

ROTEIRO PARA

A COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

.............................................................................................................................................................
                                                                                                                             Fonte: cnbb.org.br

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Papa no Angelus desta segunda:

as Bem-aventuranças são a profecia de uma nova humanidade

No Angelus da Festa de Todos os Santos o Papa Francisco falou sobre dois aspectos que levam ao Reino de Deus e à felicidade seguindo as Bem-Aventuranças: a alegria e a profecia. “As Bem-aventuranças são a profecia de uma nova humanidade, de uma nova maneira de viver: fazer-se pequeno e confiar-se a Deus, em vez de emergir sobre os outros”.

No Angelus desta segunda-feira, 1° de novembro celebração de Todos os Santos,  o Papa Francisco falou sobre a mensagem de Jesus no capítulo 5 do Evangelho de Marcos sobre as Bem-Aventuranças. Explicando que elas nos mostram “o caminho que leva ao Reino de Deus e à felicidade”. E se concentrou em dois aspectos: a alegria e a profecia.

Alegria

Ao falar sobre a alegria o Papa recordou que Jesus começa com a palavra "Bem-aventurados" (Mt 5,3). Explicando em seguida porque somos bem-aventurados aos encontrar Jesus:

“É o anúncio principal, de uma felicidade sem precedentes. As bem-aventuranças, a santidade, não é um programa de vida feito apenas de esforço e renúncia, mas é sobretudo a alegre descoberta de ser filhos amados por Deus. Não é uma conquista humana, é um dom que recebemos: somos santos porque Deus, que é o Santo, vem habitar em nossas vidas. Por isso, somos bem-aventurados!”

Recordando em seguida que: “Sem alegria, a fé torna-se um exercício rigoroso e opressivo, e corre o risco de adoecer de tristeza”. E concluiu este aspecto com uma sugestão:   

“Perguntemo-nos o seguinte: somos cristãos alegres? Espalhamos a alegria ou somos pessoas maçantes e tristes, com uma expressão fúnebre? Lembremo-nos: não há santidade sem alegria!”

Profecia

Em seguida o Papa falou sobre o outro aspecto, ou seja, a profecia afirmando:

As Bem-aventuranças são dirigidas aos pobres, aos aflitos, aos famintos por justiça. É uma mensagem contracorrente”, explica porque enquanto o mundo diz que “para ter felicidade é preciso ser rico, poderoso, sempre jovem e forte”. “Jesus derruba estes critérios e faz um anúncio profético":

“A verdadeira plenitude de vida é alcançada seguindo-O, e praticando a Sua Palavra. E isto significa ser pobre por dentro, esvaziando-se para dar lugar a Deus”

Depois de afirmar que os ricos por se considerarem autossuficientes se fecham a Deus, os pobres “permanecem abertos a Deus e ao próximo”. Assim, afirmou, o pobre encontra a alegria.

“As Bem-aventuranças, portanto, são a profecia de uma nova humanidade, de uma nova maneira de viver: fazer-se pequeno e confiar-se a Deus, em vez de emergir sobre os outros; ser mansos, em vez de tentar impor-se; praticar a misericórdia, em vez de pensar somente em si mesmo; comprometer-se com a justiça e a paz, em vez de alimentar, mesmo com a conivência, injustiças e desigualdades”

“A santidade está em aceitar e colocar em prática, com a ajuda de Deus, esta profecia que revoluciona o mundo”.

Também neste aspecto o Santo Padre concluiu seu pensamento fazendo com que nos interroguemos:

“Sou testemunha da profecia de Jesus? Eu expresso o espírito profético que recebi no Batismo? Ou eu me conformo com o conforto da vida e com minha própria preguiça, pensando que tudo está bem se estiver bem comigo? Levo ao mundo a alegre novidade da profecia de Jesus ou as habituais queixas sobre o que está errado?

Francisco conclui o Angelus desejando “que a Santíssima Virgem nos dê algo de sua alma, aquela alma abençoada que alegremente engrandeceu o Senhor, que ‘derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes’.”

                                                                                                                                Jane Nogara

.........................................................................................................................................................................

Assista:

...................................................................................................................................................                                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va

Hoje a Igreja celebra

a Festa de Todos os Santos

Os Santos são aqueles que nos acompanham no nosso percurso de imitação de Jesus, que nos leva a ser pedra angular na construção do Reino de Deus.

Esta importante solenidade, chamada, por alguns, “Páscoa de outono,” é celebrada como membros ativos de uma Igreja, que, mais uma vez, não olha para si mesma, mas olha e aspira pelo céu. De fato, a santidade é um caminho que todos somos chamados a trilhar, sob o exemplo desses nossos “irmãos mais velhos”, que nos são propostos como modelos, porque aceitaram ser encontrados por Jesus, rumo ao qual se encaminharam com confiança, com seus desejos, fraquezas e sofrimentos.

Significado da Solenidade

A memória litúrgica dedica um dia especial a todos aqueles que uniram com Cristo em sua glória. Eles não nos são indicados apenas como arquétipos, mas invocados também como protetores das nossas ações. Os Santos são os filhos de Deus que atingiram a meta da salvação e que vivem, na eternidade, aquela condição de bem-aventurança expressa por Jesus no discurso da Montanha, narrado no Evangelho de Mateus (5,1-12). Os Santos são aqueles que também nos acompanham no nosso percurso de imitação de Jesus, que nos leva a ser pedra angular na construção do Reino de Deus.

Comunhão dos Santos

Em nossa profissão de fé, afirmamos acreditar na Comunhão dos Santos. Sabemos que esta expressão significa a vida e a contemplação eterna de Deus, razão e finalidade da mesma Comunhão, mas também a comunhão com as "coisas" sagradas. De fato, se os bens terrenos, enquanto limitados, dividem os homens no espaço e no tempo, as graças e os dons, que Deus nos proporciona, são infinitos e deles todos podem participar. O dom da Eucaristia, de modo particular, nos permite, desde já, viver a antecipação daquela liturgia que o Senhor celebra no santuário celestial com todos os Santos. A grandeza da redenção mede-se pelos frutos, ou seja, por aqueles que foram redimidos e amadureceram em santidade. Através deles, a Igreja contempla a sua vocação e condição de uma humanidade transfigurada em caminho rumo ao Reino.

Origem e história desta festa

Esta festa de esperança, que nos recorda o objetivo da nossa vida, tem raízes antigas: no século IV, começou a celebração dos mártires, comuns para as diferentes Igrejas. Os primeiros sinais desta celebração foram encontrados em Antioquia, no domingo após o dia de Pentecostes, sobre a qual já falava São João Crisóstomo. Entre os séculos VIII e IX, esta festa começou a difundir-se também na Europa, e, em Roma, de modo particular, no século IX. Ali, o Papa Gregório III (731-741) quis que esta festa fosse comemorada no dia 1º de novembro, que coincidia com a consagração de uma Capela, na Basílica de São Pedro, dedicada às relíquias "dos santos Apóstolos, dos Santos mártires e confessores e de todos os Justos, que chegaram à perfeição e descansam em paz no mundo inteiro". Na época de Carlos Magno, esta festa já era muito conhecida como ocasião para a Igreja, que vagueia e sofre na Terra, mas que olha para o céu, onde estão seus irmãos mais gloriosos.

...................................................................................................................................................                                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va