sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Cáritas libera o material para a

2ª Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade

O tema escolhido este ano pelo papa Francisco para a II Jornada Mundial dos Pobres (JMP) traz a inspiração do Salmo 34: “‘Este pobre grita e o Senhor o escuta’ (Sl 34,7). Na mensagem divulgada para mobilizar esta jornada, o papa Francisco diz: “As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres’”.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil delegou à Cáritas Brasileira, um de seus organismos, o processo de animação da Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade à Cáritas Brasileira. Em 2018, a animação foi reforçada também com a contribuição da equipe da Campanha da Fraternidade, da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, do Conselho Nacional do Laicato e da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora.
Com o papa Francisco, a campanha convida a todas as pessoas, grupos, comunidades, instituições e pessoas de boa vontade para que participem da Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade organizando momentos de encontros fraternos, celebrações ou mobilizações públicas entre os dias 11 e 18 de novembro de 2018. O material já foi enviado às dioceses de todo Brasil.  A ideia é que as Igrejas locais, comunidades, pastorais, ruas e locais onde se encontram as pessoas empobrecidas, organizem gestos concretos de solidariedade e acolhida com as pessoas em situação de vulnerabilidades extremas.
Atividade Mobilizadoras
Junte-se à comunidade humana que acredita na força transformadora da solidariedade. Mobilize sua comunidade, grupo, pastoral ou coletivo para organizar a Jornada Mundial dos Pobres, com essa finalidade seguem aqui algumas sugestões de atividades que podem ser realizadas, mas deixe a criatividade fluir e as características locais e territoriais orientarem a preparação das atividades.
O grafite que se tornou a identidade visual desta II Jornada Mundial dos Pobres foi realizado pelo coletivo Família Hip Hop. A sede do coletivo fica em Santa Maria (DF) e oferece atividades como aulas de música e serigrafia para jovens, além de mobilizar iniciativas culturais.
Entre as ações possíveis são sugeridas a realização de gincanas para arrecadação de alimentos e roupas; celebrações da Palavra e eucarísticas; estudo da mensagem do papa Francisco e rodas de diálogos; círculos bíblicos; manifestações públicas para chamar atenção do poder público local sobre alguma situação de negação de direitos aos empobrecidos; campanhas de cidadania com atendimentos sociais; atividades lúdicas e esportivas; audiências públicas; atividades em espaços de medida socioeducativa, asilos, orfanatos, presídios, com o povo da rua, dentre outros espaços e grupos, possivelmente organize uma partilha fraterna das refeições (café da manhã, almoço ou jantar com as pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade social) e partilhem da mesma mesa, especialmente no Dia Mundial dos Pobres que vamos celebrar no dia 18 de novembro.
O subsídio elaborado para ajudar a mobilizar encontros e celebrações traz: Síntese da carta do Papa Francisco; Propostas de atividades mobilizadoras; Três círculos bíblicos com os verbos propostos pelo Papa Francisco: Gritar, Responder e Lutar. O subsídio e o cartaz foram encaminhados para as dioceses, paróquias, organismos pastorais, congregações religiosas e colégios católicos. O mesmo material está disponível aqui para que os grupos possam dispor dos arquivos para divulgação e impressão, caso seja necessário. Para qualquer dúvida, por favor entrar em contato através do e-mail comunicacao@caritas.org.br.
Histórico
Em 2017 o papa Francisco convocou católicos e pessoas de boa vontade para uma jornada de solidariedade e proximidade com as pessoas empobrecidas. A grande convocação trouxe como lema o imperativo: “Não amemos com palavras, mas com obras”.  Desde então a Jornada Mundial dos Pobres entrou para o calendário anual das iniciativas da Igreja. A convocação para a Jornada Mundial dos Pobres fez parte da agenda de ações mobilizadas no âmbito do encerramento do Ano Santo da Misericórdia, realizado em 2016-2017.
Materiais disponíveis
Faça download do Cartaz em JPG AQUI        Faça download do Cartaz em PDF AQUI
Faça download do Subsídio para impressão gráfica com a mensagem do papa Francisco e círculos bíblicos AQUI
Faça download do banner pra site em JPG AQUI       Faça download do card para redes sociais AQUI

Acompanhe e compartilhe as ações e mobilizações para a Jornada Mundial dos Pobres nas Redes Sociais da Cáritas Brasileira e entre os dias 11 e 18 de novembro mobilize sua comunidade para, com os pobres, encontrar e criar caminhos de solidariedade e vivência fraterna.
Com informações da Cáritas Brasileira
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Leituras do

31º Domingo do Tempo Comum
Solenidade de todos os Santos

1ª Leitura: Ap 7,2-4.9-14
Livro do Apocalipse de São João
Eu, João, vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: “Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”.
Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel.
Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”.
Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos, e dos quatro Seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: “Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?”
Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”.
E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.
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Salmo: 23
É assim a geração dos que procuram o Senhor!
É assim a geração dos que procuram o Senhor!
- Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,/ o mundo inteiro com os seres que o povoam;/ porque ele a tornou firme sobre os mares,/ e sobre as águas a mantém inabalável.
- “Quem subirá até o monte do Senhor,/ quem ficará em sua santa habitação?”/ “Quem tem mãos puras e inocente o coração,/ quem não dirige sua mente para o crime.
- Sobre este desce a bênção do Senhor/ e a recompensa de seu Deus e Salvador”./ “É assim a geração dos que o procuram,/ e do Deus de Israel buscam a face”.
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2ª Leitura: 1Jo 3,1-3
Primeira Carta de São João
Caríssimos: Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai.
Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.
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Evangelho: Mt 5,1-12a
Evangelho de São Mateus:
Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los:
“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

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Reflexão:
A comunhão dos Santos
Atualmente pouco se ouve falar na “comunhão dos santos”. Além disso, muitos fiéis talvez tenham uma ideia muito restrita a respeito de quem são os santos … Nas suas cartas, Paulo chama os fiéis em geral de “santos”. Todos os que pertencem a Cristo e seu Reino constituem uma comunidade viva e real, a “Comunhão dos Santos”.
As bem-aventuranças (evangelho) proclamam a chegada do Reino de Deus e, por isso, a boa ventura daqueles que “combinam com ele”. Assim, caracterizam a comunidade dos “santos”, os “filhos do Reino”, e proclamando a sua felicidade e salvação. Jesus felicita os “pobres de Deus”, os que confiam mais em Deus do que na prepotência, os que produzem paz, os que vêem o mundo com a clareza de um coração puro etc. Sobretudo os que sofrem por causa do Reino, pois sua recompensa é a comunhão no “céu”, isto é, em Deus. Dedicando sua vida à causa de Deus, eles “são dele”. É o que diz S. João (2ª leitura): já somos filhos de Deus, e nem imaginamos o que seremos! Mas uma coisa sabemos: seremos semelhantes a ele, realizaremos a vocação de nossa criação (Gn 1,26). O amor de Deus tomará totalmente conta de nosso ser, ao ponto de nos tornar iguais a ele.
A santidade não é o destino de uns poucos, mas de uma imensa multidão (1ª leitura): todos aqueles que, de alguma maneira, até sem o saber, aderiram e aderirão à causa de Cristo e do Reino: a comunhão ou comunidade dos santos.
Ser santo significa ser de Deus. Não é preciso ser anjo para isso. Santidade não é angelismo. Significa um cristianismo libertado e esperançoso, acolhedor para com todos os que “procuram Deus com um coração sincero” (Oração Eucarística IV). Mas significa também um cristianismo exigente. Devemos viver mais expressamente a santidade de nossas comunidades (a nossa pertença a Deus e a Jesus), por uma prática da caridade digna dos santos e por uma vida espiritual sólida e permanente.
Sobretudo: santidade não é beatice, não é medo de viver. É uma atitude dinâmica, uma busca de pertencer mais a Deus e assemelhar-se sempre mais a Cristo. Não exige boa aparência!
Desprezar os pobres é desprezar os santos! Mas exige disponibilidade para se deixar atrair por Cristo e entrar na solidariedade dos fiéis de todos os tempos, santificados e unidos por ele.
                             Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
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                                                                Reflexão: Franciscanos.org.br     Banner: cnbb.org.br

Papa na Missa de Finados:

Memória, esperança e luz
Na tarde deste Dia de Finados, o Papa Francisco foi ao Cemitério Laurentino de Roma para presidir a Santa Missa. Nas suas palavras: memória, esperança e luzes das Bem-Aventuranças para não errar o caminho.
Papa reza diante do túmulo de crianças no Cemitério Laurentino, em Roma

Na tarde desta sexta-feira (02/11), dia da celebração dos fiéis defuntos, o Papa Francisco presidiu uma Santa Missa no Cemitério Laurentino, em Roma. Ao chegar no Cemitério, o Papa foi rezar no Jardim dos Anjos, onde estão sepultadas as crianças não nascidas e as crianças que morreram por outras causas.
Passado, futuro e o presente
Na sua homilia o Papa iniciou recordando que "a liturgia de hoje é uma liturgia concreta porque nos enquadra nas três dimensões da vida, que até as crianças entendem, ou seja, o passado, o futuro e o presente".
"Recordando o dia da memória", disse o Papa, "falamos no passado, dos que caminharam antes de nós, dos que nos deram vida, nos acompanharam…
“É importante recordar e fazer memória, isso nos deixa mais fortes, como pessoa e como povo. Nos sentimos enraizados, nos faz entender quem somos e que não estamos sozinhos: um povo que tem uma história, tem um passado, tem uma vida”
Nem sempre é fácil recordar, voltar para trás - disse o Papa - e lembrar da nossa vida, da nossa família, do nosso povo. Mas hoje é dia de memória e a memória nos leva às nossas raízes .
Esperança
"Hoje também é um dia de esperança, disse o Pontífice, como diz a segunda leitura, nos mostra o que nos espera. Um céu novo, uma terra nova, mais bela, a santa cidade de Jerusalém, nova e bela. Espera-se a beleza… Memória e esperança de nos encontrarmos, esperança de chegar onde há o amor que nos criou: o amor do Pai".
O Papa seguiu dizendo que entre memória e esperança há a terceira dimensão: o caminho que devemos seguir.
"Como fazer para não errar e seguir o caminho".  Papa Francisco completou: "a resposta está no Evangelho, que nos diz para seguir as Bem-aventuranças. As Bem-aventuranças são as luzes que nos acompanham para não errar o caminho: este é o nosso presente.
Três dimensões
"Neste cemitério há as três dimensões da vida: Memória que vemos à nossa frente, a esperança que celebramos agora na fé, e as  luzes para nos guiar no caminho que são as Bem-aventuranças.
“Jamais devemos perder ou esconder a memória, das pessoas, da família e de povo”
Concluindo o Papa desejou que "Deus nos dê a graça da esperança, saber esperar, olhar o horizonte e a graça de entender quais são as luzes que nos acompanharão para seguir no caminho e assim chegar onde nos esperam com tanto amor".
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                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va

Finados:

uma janela para contemplar a Ressurreição
O cristão vive desta fé: nascemos não para morrer, mas para ressuscitar.
A celebração do Dia de Finados é momento favorável que permite aos cristãos recordar os irmãos que nos precederam no caminho para a vida definitiva em Deus. Esse dia é propício para agradecermos ao Senhor o dom da vida e a história dos que faleceram, e todo bem que eles realizaram. Na oração e na saudade, nós cristãos reconhecemos que na morte “a vida não é tirada, mas transformada”. Vivemos da fé exposta nas palavras de Jesus Cristo à Marta: “Teu irmão ressuscitará” (João 11,23).  E contemplamos o mistério de Jesus Cristo, que assumiu a condição humana até a morte, e morte de cruz. Mas, Ele ressuscitou e abriu para todos nós as portas da vida eterna.
Dom João Justino de Medeiros Silva
O ser humano celebra ao longo do tempo os principais acontecimentos de sua existência. As datas de aniversários são especiais: dia do nascimento, do batismo, do casamento, da formatura... Também recordamos o dia da morte das pessoas queridas. Nesse caso, recordamos a vida daquela pessoa, o significado dela para nós, o quanto ela nos marcou e nos deixou de saudade.
É como se o calendário fosse um imenso corredor com 365 janelas.  Através de cada janela podemos contemplar diversos acontecimentos. Naquela do dia 2 de novembro, contemplamos o mistério da morte e da esperança na ressurreição.
O cristão vive desta fé: nascemos não para morrer, mas para ressuscitar. A vida, que se inicia com a fecundação e é gestada no útero materno, passa pelo útero da terra e desabrocha na imensidão do colo de Deus, capaz de acolher filhos e filhas amados e perdoados. É sabido que alguns receiam olhar por esta janela. Julgam-na muito triste, têm superstição e medo. Queira Deus, todos alcancemos a maturidade espiritual e a completude interior de Francisco de Assis. Ele estabeleceu uma relação de paz com a própria morte, ao tratá-la de “irmã”, no seu Cântico dasCriaturas: “Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal, da qual homem algum pode escapar”.
Amadurecidos na fé, nós, os cristãos, abrimos esta janela do Dia de Finados com o coração aquecido pela palavra de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim jamais morrerá” (João 11,26). Com humildade, nesse dia, vamos ao cemitério onde foram “plantados” os irmãos e irmãs que passaram pela morte. Com reverência pela memória de cada um ali sepultado, fazemos nossas orações. Recolhamo-nos no silêncio diante do mistério da vida e deste passo doloroso que toca a todos os seres vivos: a morte.
Somos chamados a proclamar o imenso amor de Deus. Ele não deixa a semente da vida morrer em nós. Mas, na força do seu Espírito, ressuscita o “grão de trigo caído na terra” (João12,24). Quando partirmos, nosso corpo mortal também será depositado na terra. Enquanto esse momento não chega, “não nos cansemos de fazer o bem” (Gálatas 6,9).
Celebremos, pois, o Dia de Finados. Não fujamos dessa ritualidade cheia de significados. Recordemos que a nossa fé se fundamenta n’Aquele que morreu e está Vivo, Jesus Cristo, o Senhor!
                        Dom João Justino de Medeiros Silva - Arcebispo Coadjutor de Montes Claros - MG
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                                                                                                            Fonte: cnbbleste2.org.br

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Papa no Angelus desta quinta-feira:

Escolher o caminho das Bem-aventuranças
"Os santos estão próximos a nós, aliás, são os nossos verdadeiros irmãos e irmãs", disse Francisco.

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, nesta quinta-feira (1º/11), Solenidade de Todos os Santos que será celebrada pela Igreja no Brasil, no próximo domingo.
Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice sublinhou que a Primeira Leitura da liturgia de hoje, extraída do Livro do Apocalipse, “nos fala do céu e nos coloca diante de uma grande multidão, incalculável, de nações, tribos, povos e línguas”.
Estamos unidos a todos os santos
“São os santos. O que fazem lá em cima? Cantam juntos, louvam a Deus com alegria. Seria bonito ouvir o canto deles! Podemos imaginá-lo: sabem quando? Durante a missa, quando cantamos «Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo...». É um hino, diz a Bíblia, que vem do céu, que se canta lá: um hino de louvor. Então, cantando o “Santo”, não somente pensamos nos santos, mas fazemos o que eles fazem: naquele momento, na missa, estamos unidos a eles mais do que nunca.”
Segundo o Papa, “estamos unidos a todos os santos, não somente aos mais conhecidos, do calendário, mas também aos “da porta ao lado”, aos nossos familiares e conhecidos que agora fazem parte daquela grande multidão”.
“Hoje, então, é a festa da família”, sublinhou Francisco. “Os santos estão próximos a nós, aliás, são os nossos verdadeiros irmãos e irmãs. Eles nos entendem, nos amam, sabem qual é o nosso verdadeiro bem, nos ajudam e esperam por nós. São felizes e nos querem felizes com eles no paraíso.”
Caminho das Bem-aventuranças
O Papa disse que os santos “nos convidam para o caminho da felicidade, indicada no Evangelho de hoje, tão bonito e conhecido: «Felizes os pobres em espírito (...). Felizes os mansos (...). Felizes os puros de coração ...». Mas como? O Evangelho diz: felizes os pobres, enquanto o mundo diz: felizes os ricos. O Evangelho diz: felizes os mansos, e o mundo diz: felizes os prepotentes. O Evangelho diz: felizes os puros, e o mundo: felizes os espertos e os que buscam prazer”.
“Este caminho das bem-aventuranças, da santidade, parece conduzir à derrota. Porém, nos recorda novamente a primeira leitura, os santos trazem “palmas nas mãos”, isto é, os símbolos da vitória. Eles venceram, não o mundo e nos exortam a escolher a sua parte, a de Deus que é Santo.”
O Papa nos convidou a fazer as seguintes perguntas: “De que lado estamos? Do lado céu ou da terra? Vivemos para o Senhor ou para nós mesmos, para a felicidade eterna ou para alguma satisfação imediata? Perguntemo-nos: queremos realmente a santidade? Ou nos contentamos em ser cristãos sem infâmia e sem louvores, que acreditam em Deus e estimam os outros sem exagerar?”
O Senhor “pede tudo, e o que Ele oferece é a vida verdadeira. Oferece tudo, oferece a felicidade para a qual fomos criados”. “Em síntese, ou a santidade ou nada! Faz-nos bem nos deixarmos ser provocados pelos santos, que aqui não tiveram meias medidas e do além “torcem” por nós, para que escolhamos Deus, a humildade, a mansidão, a misericórdia, a pureza, para que nos apaixonemos pelo céu antes que pela terra.”
Desfrutar da felicidade de Deus
Francisco concluiu, dizendo que “hoje, nossos irmãos e irmãs não nos pedem para ouvir de novo um belo Evangelho, mas para colocá-lo em prática, para seguir o caminho das bem-aventuranças”.
“Não se trata de fazer coisas extraordinárias, mas de seguir esse caminho todos os dias que nos leva ao céu, para a família e para casa. Hoje, nós entrevemos o nosso futuro e celebramos aquilo para o qual nascemos: nascemos para nunca mais morrer, nascemos para desfrutar da felicidade de Deus!”
“O Senhor nos encoraja e a quem segue o caminho das bem-aventuranças diz: «Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no céu». Que a Santa Mãe de Deus, Rainha dos Santos, nos ajude a caminhar com decisão pela estrada da santidade. Ela, que é a Porta do Céu, introduza os nossos amados defuntos na família celeste”, concluiu o Papa.
Corrida dos Santos
Após a oração mariana do Angelus, Francisco saudou com afeto os peregrinos provenientes da Itália e demais países, famílias, grupos paroquiais, associações e grupos escolares.
Saudou especialmente os participantes da “Corrida dos Santos”, promovida pela Fundação Missão Dom Bosco, para viver numa dimensão de festa popular a Solenidade de Todos os Santos. “Obrigado por esta bela iniciativa e pela sua presença”, disse.
A seguir, o Papa recordou que nesta sexta-feira (02/11), Comemoração de todos os fiéis defuntos, Dia de Finados, irá ao Cemitério Laurentino, em Roma. “Peço a todos vocês para me acompanharem com a oração neste dia de sufrágio por aqueles que nos precederam na fé e dormem o sono da paz.”
Por fim, desejou a todos uma boa festa na companhia espiritual dos santos e pediu aos fiéis para não se esquecerem de rezar por ele.
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Assista:
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Arquidiocese de Pouso Alegre:

Novo Conselho Presbiteral
é eleito durante reunião de atualização do clero


O clero da Arquidiocese de Pouso Alegre esteve reunido nesta terça e quarta-feira (30 e 31) para dois dias de atualização e formação. O encontro ocorreu no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora em Pouso Alegre. No primeiro dia, as reflexões ficaram sob a responsabilidade do padre Dr. Adriano São João, que falou sobre a teologia do papa Francisco. Já na quarta-feira, no período da manhã, quem conversou com o clero sobre a conservação e restauração patrimonial foi a professora Márcia Rizzo. Neste dia o clero também escolheu os novos membros do Conselho Presbiteral.
O Conselho será ouvido pelo arcebispo nos assuntos de maior interesse e nos casos previstos: celebração de Sínodo ou assembleia; criação, modificação ou supressão de paróquias; destinação de ofertas; redução de igreja ao uso profano; edificação de uma igreja; escolha de párocos para julgamentos das causas a que se refere; e questões referentes a taxas de pessoas jurídicas. 
Segundo o chanceler do arcebispado, padre Jésus Andrade de Guimarães, ao relembrar as atribuições do Conselho, explicou que os membros devem "zelar pela convivência presbiteral; propor sobre questões relacionadas à espiritualidade, atualização etc; encaminhar soluções para equilíbrio e estabilidade da manutenção digna do clero; opinar na distribuição de encargos administrativos e pastorais; ser consultado no ingresso de novos clérigos, aceitação de agentes de pastoral de outras circunscrições eclesiásticas, institutos de vida consagrada e sociedade de vida apostólica; e criação de novas comunidades".
Após os escrutínios, o novo Conselho Presbiteral da Arquidiocese ficou assim definido, além de mais outros dois padres que serão nomeados pelo arcebispo:
I - Membros natos
- Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R (arcebispo metropolitano); - Cônego Wilson Mário de Morais (vigário geral); - Pe. Juliano de Almeida (vigário judicial); - Pe. Jésus de Andrade (chanceler do arcebispado); - Pe. Ivan Paulo Moreira (reitor do seminário arquidiocesano); - Pe. Mauro Ricardo de Freitas (coordenador arquidiocesano de pastoral); - Pe. Fabiano José Pereira (coordenador da pastoral presbiteral);
II - Membros eleitos
- Pe. Benedito Ferreira da Costa; - Pe. Heraldo José dos Reis; - Cônego Simão Cirineo Ferreira; - Pe. Thiago de Oliveira Raymundo; - Cônego Vonilton Augusto Ferreira; - Pe. Benedito Francisco Lopes; - Pe. Marcos Vinícius da Silva; - Pe. Benedito Luciano da Rosa; - Pe. Paulo Roberto de Andrade.
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                                         Fonte: arquidiocese-pa.org.br   Texto e foto: Pe. Andrey Nicioli

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Dom Leonardo Steiner:

Momento de reconciliação e diálogo nacional


Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fala ao Vatican News sobre as eleições presidenciais no Brasil, que deu a vitória ao candidato Jair Bolsonaro. Para Dom Leonardo o fato de as eleições terem corrido em um ambiente harmônico é um bom sinal “sinal de que os brasileiros querem um país com convivência mais fraterna, mais irmã!”.
Futuro do Brasil
Quanto ao futuro, do Brasil, depende de “como se comportará o Supremo Tribunal, o Executivo e o Legislativo, são os três poderes que devem ajudar o Brasil”. Porém, para o Bispo, “existe uma preocupação porque muitas das afirmações durante o tempo das eleições não eram favoráveis aos indígenas, quilombolas, pobres e aos direitos humanos”. Então tudo depende deste período pós eleição se muda a linguagem e as atitudes.
Reconciliação e comunhão
Dom Leonardo acredita que “como sociedade brasileira da qual a CNBB faz parte, agora temos um momento necessariamente de comunhão”. Recordando a nota da CNBB antes das eleições diz que foi falado de “reconciliação”,  várias entidades buscam isso neste momento. “Depois da eleição busquemos defender a democracia com a reconciliação”.
Democracia
Ao falar de democracia, diz o bispo “fala-se no sentido de que as pessoas possam participar ativamente, viver na liberdade, mas ao mesmo tempo ter políticas públicas em benefício de todos, essa é a tarefa de toda a sociedade”.
Tempo de estender a mão
Hoje no Brasil existe divisões mas também tensões, e não só na sociedade, mas nas nossas próprias famílias, por isso chegou o tempo de fazer um movimento “de estender a mão, saber ouvir! O tempo das eleições foi um tempo que não soube ouvir, havia a capacidade de agressão e não da palavra, não da escuta – diz o bispo – e esse tempo da escuta e da palavra deve vir agora.
Abrir-se ao diálogo
Ao comentar sobre qual seria o papel da Igreja para que este Brasil dividido possa se reencontrar, Dom Leonardo diz que não será uma tarefa fácil, depende da atitude dos governantes, evidenciado que “quando um governo assume precisa ouvir a sociedade, não se impor, senão os movimentos sociais começam a se manifestar ir às ruas e isso leva a tensões e divisões maiores ainda. Por isso o Governo precisa estender a mão e abrir-se ao diálogo”.
Papel da Igreja
Quanto ao papel da Igreja para diminuir as divisões, Dom Leonardo confirma que a CNBB “nunca indicou um candidato, mas foram indicados critérios para escolher um candidato. Tais critérios são a democracia, diálogo, opção pelos pobres, defesa da vida em todos os sentidos, não apenas a questão do aborto, mas fala-se de toda a abrangência que a palavra vida tem, inclusive a questão do meio ambiente. Porém, frisou Dom Leonardo, “como Igreja é preciso ajudar a articular para o diálogo e criar um movimento dentro do Brasil, para que possamos sentar todos juntos ao redor de uma mesa”. “É um trabalho difícil mas a Igreja não vai se furtar a esta tarefa que o Evangelho nos confia, de criarmos uma fraternidade. Fraternidade significa um rumo, um rumo que é de justiça, de verdade e de amor.
Mensagem ao novo Presidente
“Desejo a Bolsonaro um bom governo, que ele possa governar para os brasileiros, para todos os brasileiros, todos. Se ele o fizer, certamente terá feito um bom governo”.
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                                                                                                                     Fonte: cnbb.org.br