sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Francisco na missa desta sexta-feira:

Morder a língua antes de falar mal dos outros
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco iniciou suas atividades esta sexta-feira (4/9) celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta.
Em sua homilia, ele comentou as leituras do dia, quando São Paulo mostra a identidade de Jesus, que é o primogênito de Deus – e é o próprio Deus – e o Pai o enviou para “reconciliar e pacificar” a humanidade depois do pecado. “A paz é obra de Jesus” – disse o Papa – daquele seu “rebaixar-se para obedecer até a morte e morte de Cruz. “E quando nós falamos de paz ou de reconciliação, pequenas pazes, pequenas reconciliações, devemos pensar na grande paz e na grande reconciliação” que “Jesus fez”. “Sem Ele, a paz não é possível. Sem Ele, a reconciliação não é possível”. “A nossa tarefa – destacou Francisco – em meio às “notícias de guerras, de ódio, inclusive nas famílias – é ser “homens e mulheres de paz, homens e mulheres de reconciliação”:
Na graça de Deus, sejamos pacificadores, reconciliadores
“E nos fará bem nos perguntar: ‘Eu semeio paz? Por exemplo, com a minha língua, semeio paz ou semeio intriga?’. Quantas vezes ouvimos dizer de uma pessoa: ‘Mas tem uma língua de serpente!’, porque sempre faz o que o serpente fez com Adão e Eva, destruiu a paz. E isto é um mal, esta é uma doença na nossa Igreja: semear a divisão, semear o ódio, não semear a paz. Mas esta é uma pergunta que nos fará bem fazê-la todos os dias: ‘Hoje eu semeei paz ou semeei intriga?’. ‘Mas, às vezes, é preciso dizer as coisas porque aquele ou aquela…’: o que se semeia com esta atitude?”.
Os cristãos, portanto, são chamados a serem como Jesus, que “veio até nós para pacificar, para reconciliar”:
“Se uma pessoa, durante a sua vida, não faz outra coisa que reconciliar e pacificar ela pode ser canonizada: aquela pessoa é santa. Mas devemos crescer nisto, devemos nos converter: jamais uma palavra que seja para dividir, jamais, jamais uma palavra que provoque guerra, pequenas guerras, jamais mexericos.  Eu penso: o que são as fofocas? Eh, nada, dizer uma palavrinha contra outra pessoa ou contar uma história: ‘Aquela pessoa fez…’. Não! Fofocar é terrorismo, porque quem fofoca é como um terrorista que joga a bomba e vai embora, destrói: destrói com a língua, não promove a paz. Mas é esperto, eh? Não é um terrorista suicida, não, não, ele se protege bem”.
O Papa Francisco, então, repetiu uma pequena exortação:
“Todas as vezes que me vier à boca a vontade de semear discórdia e divisão e falar mal do outro... Morder a língua! Eu garanto, eh? Se fizerem este exercício de morder a língua ao invés de semear discórdia, no início a língua vai inchar, ficar ferida, porque o diabo nos ajuda nisso, pois é o seu trabalho: dividir”.
E então, o Pontífice fez uma oração final: “Senhor, tu que deste a tua vida, dá-me a graça de pacificar, de reconciliar. Tu derramastes o teu sangue, mas que eu não me importe de a minha língua inchar um pouco se mordê-la antes de falar mal dos outros”. (BF)
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                                                                                      Fonte: radiovaticana.va

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Este é o nosso querido Papa:

Francisco vai a uma ótica no centro de Roma

#‎CoisasdeFrancisco O Papa foi na tarde desta quinta-feira à uma ótica numa das ruas mais movimentadas centro de Roma para trocar seus óculos!
Francisco disse ao responsável: quero trocar somente as lentes! A armação está boa. Não quero gastar!
E, ao final, falou: "Faça-me pagar aquilo que devo".
Ao concluir a visita surpresa, o Papa voltou ao Vaticano no carro onde estava somente o motorista!

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Papa, nesta quinta-feira, a sacerdotes de Schöenstatt:
Carisma não é peça de museu
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa recebeu no Vaticano, no final da manhã desta quinta-feira (03/09), os participantes do Capítulo Geral dos sacerdotes de Schöenstatt.
Em seu discurso, Francisco ressaltou a realização do V Capítulo Geral em concomitância com os 50 anos de fundação do Instituto por parte do Pe. José Kentenich. Esta data, afirmou, oferece uma ocasião para refletir sobre o carisma e a capacidade de transmiti-lo aos mais jovens.
Carisma
“Um carisma não é uma peça de museu”, disse o Papa, que permanece intacta numa vitrine para ser contemplada e nada mais. Tampouco é uma garrafa selada com água destilada, para que não se contamine com o exterior. Pelo contrário, “o carisma deve entrar em contato com a realidade, com as pessoas, com suas inquietações e problemas”. Assim, o carisma cresce, se renova e a realidade se transforma.
Contemplação, serviço e fraternidade
Com os sacerdotes, Francisco compartilhou três atitudes que podem auxiliá-los na vida sacerdotal: contemplação, serviço e fraternidade.
Papa com os sacerdotes
Na contemplação, deixamos que o Senhor nos surpreenda e abra caminhos de graça em nossa vida. “Deus nos livre do espírito do funcionalismo”, exortou. No serviço, o sacerdote realiza sua verdadeira vocação. “Ele tem que se elevar com a contemplação para entrar no coração de Deus e, por outro lado, se abaixar continuamente no serviço e lavar e curar as feridas de seus irmãos. Na fraternidade está a escola do discipulado. Um sacerdote jamais está só. “Não somos nós que escolhemos nossos irmãos, porém somos nós que podemos fazer a opção consciente e fecunda de amá-los como são, com defeitos e virtudes, com limites e potencialidades.”
Jubileu extraordinário
Por fim, um pedido de Francisco aos sacerdotes de Schoenstatt: em vista do Jubileu da Misericórdia, que dediquem muito tempo ao sacramento da reconciliação. “Sejam em suas comunidades testemunhas da misericórdia e da ternura de Deus.” E lembrou de um frade de Buenos Aires, que é um grande perdoador. “Ele tem quase a minha idades e, às vezes, fica cheio de escrúpulos por ter perdoado demais. E um dia lhe perguntei: ‘Que faz quando sente esses escrúpulos?’. E o frade respondeu: ‘Vou à capela, olho para o sacrário, e digo: Senhor, perdoe-me, hoje perdoei demasiado, porém que fique claro que o mau exemplo foi o Senhor quem me deu’.” O Papa exortou: "Sejam grandes perdoadores, por favor". (BF)
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                                                                                      Fonte: radiovaticana.va

Papa Francisco na missa desta quinta-feira:

A 'dupla confissão'
para chegar ao verdadeiro encontro com o Senhor

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa presidiu na manhã desta quinta-feira (3/9), à Eucaristia na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano.
Comentando o Evangelho do dia sobre a pesca milagrosa, com Pedro que lança as redes confiando em Jesus depois de toda a noite sem apanhar nada, o Papa falou da fé como ‘encontro com o Senhor’. 
“Antes de tudo – afirmou o Pontífice – gosto de pensar que Jesus passava a maior parte de seu tempo nas ruas com o povo. Depois, no fim da noite, ficava sozinho e rezava; mas ele encontrava o povo, procurava as pessoas”.
Dois modos para encontrar Jesus
Nós, por vez, temos dois modos de encontrar o Senhor. O primeiro é o de Pedro, dos apóstolos, do povo: 
“O Evangelho usa a mesma palavra para esta gente, para o povo, para os apóstolos, para Pedro: ficaram ‘espantados’. O espanto invadiu ele e todos. O Povo sentia Jesus e sentia este espanto e dizia: ‘Este homem fala com autoridade, ninguém nunca falou assim’. Outro grupo que encontrava Jesus não deixava que este ‘espanto’ entrasse em seu coração. Os doutores da lei ouviam Jesus, faziam suas contas e pensavam ‘que ele era inteligente, dizia coisas verdadeiras’, mas tomavam distância”.
Os demônios também sabem que Jesus é o Filho de Deus
O Papa prosseguiu lembrando que os mesmos demônios confessavam, proclamavam que Jesus era o ‘Filho de Deus’, mas como os doutores da lei e os fariseus ruins, “não tinham a capacidade de se espantar, eram fechados em sua suficiência, em sua soberba. Pedro reconhece que Jesus é o Messias, mas confessa também que é um pecador: 
Que o Senhor nos dê a graça
de encontrá-lo e nos deixarmos encontrar por Ele
“Os demônios chegam a dizer a verdade sobre Ele, mas não falam nada deles, porque não podem: a soberba é tão grande que os impede de dizê-lo. Os doutores da lei dizem: ‘É inteligente, é um rabino capaz, faz milagres!’... mas não dizem ‘Nós somos soberbos, nós somos pecadores’. A incapacidade de nos admitirmos como pecadores nos afasta da verdadeira confissão de Jesus Cristo. Esta é a diferença”. 
É fácil dizer que Jesus é o Senhor; difícil é admitirmos ser pecadores
Esta é a diferença entre a humildade do publicano que se reconhece pecador e a soberba do fariseu que fala bem de si mesmo: 
“Esta capacidade de dizer que somos pecadores nos abre ao espanto do encontro de Jesus Cristo, o verdadeiro encontro. Também em nossas paróquias, em nossas sociedades e entre as pessoas consagradas. Quantas pessoas são capazes de dizer que Jesus é o Senhor? Muitas! Mas como é difícil dizer sinceramente: ‘Sou um pecador, sou uma pecadora’. É mais fácil dizê-lo aos outros, não? Quando se comenta ‘este, aquele’... todos somos doutores nisso, não? Para se chegar a um verdadeiro encontro com Jesus é necessária uma dupla confissão: ‘Tu és o Filho de Deus e eu sou um pecador’, mas não apenas na teoria: por isso, por aquilo e por aquilo outro’”. 
Concluindo a homilia, o Papa destacou que Pedro se esqueceu do espanto do encontro e renegou o Senhor, mas já que era humilde, deixou-se encontrar com o Senhor quando seus olhares se encontram. Ele chorou e voltou a confessar: “Sou um pecador”. 
“Que o Senhor nos dê a graça de encontrá-lo, mas também de deixarmo-nos encontrar por Ele. Nos dê a graça, tão bela, deste espanto do encontro, e a graça de termos a dupla confissão em nossa vida: ‘Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo, creio. E eu sou um pecador, creio’”. (CM)
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                                                                                      Fonte: radiovaticana.va

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Francisco: 
Laços que não se compram nem vendem são maior dom da família
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa apresentou, na Audiência geral desta quarta-feira (2/9), uma de suas últimas reflexões no contexto das catequeses sobre a família: a evangelização – com ênfase em um aspecto particular.
Família do Senegal participa da Audiência
“Voltemos nosso olhar sobre o modo com o qual a família vive a responsabilidade de comunicar a fé, de transmitir a fé, seja ao interno dela ou ao externo”, destacou Francisco.
Quando Jesus afirma o primado da fé em Deus – recordou o Papa – “não encontra uma comparação mais significativa” para expressar essa vivência “do que a afetividade em família”.
“Estes laços familiares, dentro da experiência de fé e do amor de Deus, são transformados, são ‘preenchidos’ de um sentido maior e são capazes de ir além deles mesmos para criar uma paternidade e uma maternidade mais amplos, e para acolher como irmãos e irmãs também aqueles que estão à margem de qualquer vínculo”, refletiu o Pontífice.
A gramática da família
Neste contexto, o Papa lembrou do trecho do evangelho de Marcos no qual Jesus responde – apontando para seus discípulos – que ali estão sua mãe e seus irmãos, e não do lado de fora.
“A sabedoria dos laços que não se compram e não se vendem é o dom principal da família. Em família, aprendemos a crescer naquela atmosfera dos laços. A ‘gramática’ se aprende no seio da família, caso contrário é bem difícil aprendê-la. É justamente esta a linguagem por meio da qual Deus se faz compreender por todos”, sublinhou Francisco.
"Estilo familiar"
Ao afirmar que a difusão de um “estilo familiar” nas relações humanas é uma benção para os povos por trazer outra vez a esperança para a Terra, o Papa reforçou um convite especial.
“O chamado a colocar os laços familiares no âmbito da obediência da fé a da aliança com o Senhor não os mortifica; ao contrário, os protege, os desvincula do egoísmo, os cuida do degrado, os coloca a salvo para a vida que não morre”.
E acrescentou: “quando os laços familiares se deixam converter ao testemunho do Evangelho, se tornam capazes de coisas impensáveis, que fazem tocar com as mãos as obras que Deus realiza na história, como aquelas que Jesus fez para os homens, as mulheres que as crianças que encontrou”, disse Francisco.
O agir de Deus
Ao recordar o mistério da ação de Deus neste mundo, Francisco enalteceu dois aspectos importantes nos quais os homens se relevam instrumentos de amor.
“Um só sorriso milagrosamente saído do desespero de uma criança abandonada, que recomeça a viver, nos explica o agir de Deus no mundo mais do que mil tratados teológicos. Um só homem e uma só mulher, capazes de arriscar e de se sacrificar pelo filho do outro, e não somente pelo próprio, nos explicam coisas do amor que muitos cientistas não compreendem mais”, arrebatou o Papa.
Protagonismo da família
O Papa então auspiciou que seja restituída à família – a partir da Igreja – o protagonismo de poder responder ao chamado de Jesus e ser maestra do mundo com base na aliança do homem e da mulher com Deus.
“Pensemos ao desenrolar deste testemunho, hoje. Imaginemos que o leme da história (da sociedade, da economia, da política) seja entregue – finalmente! – à aliança do homem e da mulher, para que o governem com o olhar voltado às gerações futuras. Os temas da terra e da casa, da economia e do trabalho, tocariam uma musica muito diferente”, idealizou o Pontífice.
Desertificação da sociedade
Francisco concluiu sua catequese com uma apelo à vida em comunidade ao afirmar que a aliança da família com Deus é chamada hoje a contrastar a desertificação comunitária da cidade moderna.
"As nossas cidades estão desertificadas pela falta de amor, pela falta de sorriso. Tanta diversão, tantas coisas para perder tempo e rir, mas o amor, falta. O sorriso de uma família é capaz de vencer esta desertificação. Esta é a vitória do amor, da família", improvisou Francisco.
Ao retomar a catequese, o Papa disse: “Nenhuma engenharia econômica e política é capaz de substituir esta contribuição das famílias... Devemos sair das torres e dos quartos blindados das elites para voltar a frequentar as casas e os espaços abertos das multidões”.
E finalizou: “Rezem por mim, rezemos uns pelos outros, para que sejamos capazes de reconhecer e apoiar as visitas de Deus. O Espírito trará uma bagunça saudável às famílias cristãs, e a cidade do homem sairá de sua depressão”.
Apelo pela paz
Ao final da Audiência geral, o Papa fez um apelo pela paz ao recordar que, nestes dias, também o Extremo Oriente recorda o fim da Segunda Guerra Mundial. Ao renovar suas fervorosas orações ao Senhor para que, por intercessão de Nossa Senhora, o mundo de hoje não precise mais experimentar os horrores e os assustadores sofrimentos de tais tragédias, o Papa reiterou o pedido de seus predecessores: “Guerra nunca mais”. (RB)
Assista à integra da Catequese:


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                                                                  Fonte: radiovaticana.va        news.va

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Atividades do Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre,

Dom José Luiz Majella Delgado
Diversas serão as atividades pastorais do arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado, nos próximos dias. Confira:
Dom Majella
Dia 1º - Terça - 14h Atendimento na Cúria Metropolitana de Pouso Alegre 19h Missa de ereção da Pró-Paróquia São Cristóvão e São Benedito e posse canônica ao administrador paroquial Pe. Benedito Luciano da Rosa (Extrema)
Dia 2 - Quarta - 8h - Reunião com o Clero no Seminário Arquidiocesano em Pouso Alegre. 19h - Missa de posse do Pe. Benedito Ferreira no ofício de Pároco da Paróquia Bom Jesus (Bueno Brandão)
Dia 3 - Quinta - 19h Missa na Comunidade Nossa Senhora Aparecida (Distrito de Campestrinho - Andradas)
Dia 4 - Sexta - 19h Missa na Comunidade Nossa Senhora Aparecida (Ouro Fino)
Dia 5 - Sábado - 9h - Reunião do Conselho Setorial de Pastoral - Setor Dourado (Turvolândia)  17h Ordenação Presbiteral do Diác. André Ferreira (Toledo)
Dia 6 - Domingo - 9h Missa com celebração do sacramento da Crisma na Paróquia São Sebastião (Carvalhópolis)
Rezemos por dom Majella e pelo seu pastoreio!
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                                                                              Fonte: arquidiocese-pa.org.br

Papa Francisco na missa desta terça-feira:

Confortem-se uns aos outros com obras e palavras boas

Cidade do Vaticano (RV) – A esperança do encontro final com Cristo é reforçada entre os cristãos graças ao “consolo” mútuo em Jesus, feito de “boas obras e boas palavras” e não de “fofocas”. Foi o que afirmou o Papa durante a homilia matutina na Casa Santa Marta, cuja celebração foi retomada nesta terça-feira (1º/9), após a pausa do verão europeu.
O Papa iniciou a reflexão a partir do trecho da carta de São Paulo que fala sobre o comportamento da antiga comunidade de Tessalônica. Uma comunidade “inquieta”, que se questionava e perguntava ao Apóstolo o “como” e o “quando” do retorno de Cristo, qual o destino dos mortos e à qual era preciso dizer: “Quem não trabalha, não come”.
Fofocas não confortam
São Paulo, observou o Papa, afirma que o “dia do Senhor” chegará improvisadamente “como um ladrão”, mas acrescentou que Jesus trará a salvação a quem acredita n’Ele. E conclui: “Consolem-se mutuamente e ajudem-se uns aos outros”. E “é justamente a consolação – reitera o Papa – que dá esperança”:
“Este é o conselho: ‘consolem-se’. Consolem-se mutuamente. Falar disso: mas eu me pergunto: nós falamos disso, que o Senhor virá, que nós o encontraremos? Ou falamos de tantas coisas, também de teologias, de coisas de Igreja, eh?, de padres, de irmãs, de monsenhores, tudo isso? E o nosso consolo, é esta esperança? ‘Consolem-se mutuamente’. Consolem-se em comunidade. Nas nossas comunidades, nas nossas paróquias, se fala disso, que estamos à espera do Senhor que virá, ou se fofoca disso, daquele, daquela, para passar um pouco o tempo e não se aborrecer muito?
O julgamento e o abraço
No salmo responsorial, acrescenta Francisco, “repetimos: ‘Estou certo de contemplar a bondade do Senhor na terra dos vivos”. Mas você, - pergunta o Papa - tem a certeza de contemplar o Senhor?”. O exemplo a seguir é o de Jó, que, apesar de suas desventuras afirmava decidido: “Eu sei que Deus está vivo e vou vê-lo, e vou vê-lo com estes olhos”.
“É verdade, Ele virá para julgar e quando vamos à Sistina vemos a bonita cena do Juízo Final: é verdade. Mas pensemos também que ele virá me ver para que eu O veja com meus próprios olhos, O abrace e esteja sempre com Ele. Esta é a esperança que o Apóstolo Pedro nos diz para explicar com a nossa vida aos outros, para dar testemunho da esperança. Este é o verdadeiro conforto, esta é a verdadeira certeza: “Tenho a certeza de contemplar a bondade do Senhor’”.
O conforto de boas palavras e obras
Como São Paulo aos cristãos de ontem, o Papa Francisco recorda o conselho para aqueles da Igreja contemporânea: “confortem-se uns aos outros com as boas obras e se ajudem uns aos outros. E assim vamos para frente”:
“Peçamos ao Senhor esta graça: que a semente de esperança que semeou em nossos corações cresça, cresça até o encontro final com Ele. “Estou certo de que eu verei o Senhor’. ‘Estou certo de que o Senhor vive’'. ‘Estou certo de que o Senhor virá a encontrar-me’: e este é o horizonte de nossas vidas. Peçamos ao Senhor esta graça e nos confortemos uns aos outros com as boas ações e as boas palavras, neste caminho”. (RB-SP)
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                                                                                         Fonte: radiovaticana.va

Setembro – Mês da Bíblia


A Palavra alimenta e ilumina nossa vida
Em agosto, refletimos sobre a vocação humana e cristã. Por meio das vocações somos chamados a viver como pessoas amadas por Deus, construindo um mundo de fraternidade e paz. Cada um em sua missão específica: sacerdócio ministerial, vida familiar, consagração religiosa, cristãos leigos e leigas nas comunidades.
Na vivência desses diferentes caminhos propostos pelo Senhor, construímos, todos juntos, o Reino e nos realizamos como filhos de Deus e cidadãos do mundo. Para que possamos concretizar essa nossa missão, precisamos de alimento. É esse alimento que a Igreja nos convida a saborear neste Mês da Bíblia, a Palavra de Deus.
Ao lado da Eucaristia, a Palavra constitui-se em alimento essencial para a vida cristã. Por isso, de modo especial em setembro, somos incentivados a conhecer mais a Sagrada Escritura. Escutar e saborear a beleza e a sabedoria que os textos bíblicos nos proporcionam. Rezar com a Palavra e transformá-la em frutos de vida em nossa caminhada diária.
Uma forma de se alimentar com a Palavra é a Leitura orante. Apresentamos sinteticamente, para uso diário, um roteiro dessa rica forma de rezar.
 Leitura orante da Bíblia

1. Oração preparatória – Pedir as luzes do Espírito Santo para este momento de intimidade com Deus.
2. Leitura do texto bíblico – Perguntar a si mesmo: O que o texto diz?
3. Meditação – Perguntar novamente, mas de forma mais pessoal: O que o texto diz para mim, hoje?
4. Oração – O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezar, espontaneamente, com salmos ou outras orações.
5. Contemplação (vida e missão) – Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Assumir um novo olhar para perceber os convites de Deus e responder com inteira adesão.
6. Oração - agradecimento pelo diálogo com Deus.
Procure se aprofundar nessa excelente forma de rezar com textos bíblicos Reserve diariamente alguns momentos para esse importante exercício de fé e amor a Deus e muitos frutos de alegria e paz surgirão em sua vida.
Que a Palavra de Deus ilumine e fortaleça sua vocação humana e cristã na vivência dos valores do Evangelho e dos valores familiares e comunitários!
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Luiz Gonzaga da Rosa
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Mobilização bíblica, dez passos
O Sínodo sobre a Palavra de Deus realizado em Roma é uma ótima chance para deslancharmos uma mobilização bíblica. Por sermos discípulos missionários, precisamos mais de Bíblia que de projetos pastorais. Nosso povo deve ter acesso à Bíblia, formação bíblica, vivência bíblica para que suscitemos um “catolicismo bíblico”. Eis os passos dessa mobilização:
1. Ter a Bíblia. Para a maioria do povo, a Bíblia é cara. A paróquia e a diocese podem fazer campanhas para o povo ter acesso à Palavra de Deus. Há casas onde não há Bíblia, noutras ela é um enfeite, aliás, bastante caro. Ter a Bíblia nas mãos é uma boa propaganda da Palavra. Para o povo simples e pobre a Bíblia é muito cara. Vamos popularizar a Bíblia com preço acessível ao povo.
2. Saber abrir a Bíblia. O mundo da Bíblia é complexo. Como aprendemos a abrir a TV, o celular, o computador, cada paróquia, pastoral e movimento deve ensinar as pessoas a abrir o Livro Sagrado. Não ignoremos as Escrituras. Basta de analfabetos bíblicos.
3. Saber interpretar. A Bíblia não é um livro fácil. É perigoso cada um fazer sua interpretação pessoal. Não podemos nos fixar ao pé da letra. Isso se chama fundamentalismo. Daí a necessidade de escolas bíblicas. Ouvir e compreender, ler e compreender, eis o que produz fruto.
4. Rezar com a Bíblia. É a Leitura Orante da Bíblia. Ler, meditar, rezar, contemplar. Esta é a porta de entrada para um entusiasmo bíblico e a conseqüente transformação da vida e da realidade. A meditação da Palavra deve ser diária e não menos de meia hora.
5. Estudar as Escrituras. São as escolas bíblicas, cursos, leituras para que a Palavra seja entendida e nunca falsificada. É perigoso ler a Bíblia sem saber interpretar, ler fora do contexto e desligados da Igreja.
6. Formar grupos bíblicos. Conhecemos os grupos bíblicos de reflexão, os círculos bíblicos e outros grupos que se alimentam da Palavra. Nestes grupos acontece o ensino bíblico e a vivência da mensagem.  Vamos proliferar grupos bíblicos para que o povo sacie a fome da Palavra.
7. Bons microfones, bons leitores, e bons anunciadores. A Palavra deve ser bem ouvida para produzir o efeito esperado. Precisamos ter todo cuidado com o som, a proclamação e o anúncio da Palavra. Ela não pode cair por terra. A Palavra deve atrair, comover, converter. Haja o ministério que prepara os leitores porque onde se lê a Palavra, ali Deus está falando.
8. Dar primado à Palavra. A Bíblia deve vir antes do catecismo e de outros livros. Nossa catequese deve ser dada com a Bíblia. A Palavra é alma da missão, da liturgia, da teologia. Nada antepor à Palavra de Deus que é Jesus. O primado da Palavra irá realizar a primavera da Igreja porque dará gosto à celebração dos sacramentos e vigor à ação evangelizadora.
9. Ter ministros da celebração da Palavra bem preparados. A celebração da Palavra deve enfocar a Palavra, a homilia, a partilha bíblica. Não transformá-la numa “quase missa”. Os ministros da Palavra, os sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos e leigas devem estar nas rádios, jornais, esquinas de rua, casas e templos, divulgando as Sagradas Escrituras. Chegou a hora do “mutirão bíblico”, de uma mobilização bíblica.
10. Transformar o catolicismo devocional e sacramentalizador em “catolicismo bíblico”. A V Conferência propõe uma “pastoral bíblica” Precisamos ir além desta proposta e vislumbrar um horizonte ainda maior que o catolicismo bíblico, porque a Palavra é criadora, eficaz, regeneradora.  É hora de formar nos católico um “coração bíblico”, um apego e familiaridade com a Bíblia para que a Igreja renove suas forças missionárias. A Palavra de Deus, mais precisamente a Bíblia, deve estar na mão de cada criança, de cada jovem, de cada casal, cada cristão. Não podemos ser analfabetos bíblicos, nem tornar rotineira a Palavra viva, fecunda e eficaz. Só podemos ser discípulos com a Bíblia na mão, no coração e pés na missão. A Igreja será atraente e convincente a partir de uma renovação bíblica, eis que chegou a hora da mobilização bíblica nacional.
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Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Londrina
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Fonte: arqlondrina.com.br  Bannerparoquiasaomaximiliano.org.br  Ilustração: arquidiocese-pa.org.br