quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Presidente da CNBB, Dom Sergio da Rocha,

deseja uma Igreja mais presente na sociedade

Diálogo, comunhão e missão são metas que motivam as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE) para o quadriênio 2015-2019. Em entrevista à revista Bote Fé, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da instituição, dom Sergio da Rocha, explicou que a nova gestão da entidade quer trabalhar com novo ardor e empenho, dando atenção especial à vida comunitária e pastoral.
Dom Sergio da Rocha
“Seja a CNBB sempre mais instrumento de diálogo no interior da Igreja e com a sociedade; de comunhão eclesial, em seus vários níveis; e de animação da missão evangelizadora”, disse dom Sergio.
Para o presidente da Conferência, a Igreja quer ser casa para todos, comunidade que compartilha alegrias e esperanças, tristezas e angústias. “Necessitamos ser cada vez mais Igreja solidária e servidora, a serviço da vida, da justiça e da paz”, pontua o arcebispo.
Confira a íntegra da entrevista com dom Sergio.
Bote Fé: Dom Sergio, como a CNBB pretende animar as cinco urgências das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE) no quadriênio 2015-2019?
Dom Sergio: As cinco urgências assumidas são as mesmas do quadriênio anterior, que podem ser resumidas nas seguintes palavras: missão permanente, iniciação cristã, animação bíblica, comunidade e serviço à vida. A opção por "atualizar", ao invés de elaborar novas Diretrizes, expressa a importância de se continuar as principais propostas pastorais das Diretrizes anteriores, acolhidas e vividas nos últimos quatro anos. No planejamento da ação evangelizadora, à luz das novas Diretrizes, é importante considerar não apenas os novos aspectos, mas redobrar o empenho para continuar a considerar atentamente os cinco desafios e a por em prática as cinco perspectivas pastorais. O que foi realizado, no quadriênio anterior, não esgota as cinco urgências ou perspectivas pastorais. Além disso, pela sua importância e amplitude, são propostas de validade permanente.
Bote Fé: O que representa essa reflexão nas Diretrizes: “Quero uma Igreja missionária, solidária e que saiba ouvir?”
Dom Sergio: Nas DGAE, procuramos ressaltar a eclesiologia presente nos documentos do Concílio Vaticano II, cujo Jubileu estamos celebrando, e o ensinamento que o papa Francisco tem nos transmitido por meio de pronunciamentos sobre a Igreja e de gestos pessoais de grande significado eclesiológico. Por isso, dentre as características da Igreja, são enfatizadas: a missão, a solidariedade, a misericórdia, o diálogo e a acolhida. Tais traços e posturas não são novos, pois sempre estiveram presentes no Magistério da Igreja, mas devem ser vividos com novo ardor e empenho, recebendo atenção especial na vida comunitária e na pastoral.
Bote Fé: As Diretrizes foram atualizadas a partir do magistério do papa Francisco, o que o texto traz de novidade?
Dom Sergio: As novas Diretrizes são situadas no atual momento vivido pela Igreja, com o pontificado do Papa Francisco. No contexto do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, do Jubileu de Ouro do Concílio Vaticano II, do Ano da Paz e do Ano da Vida Consagrada.  De modo especial, há uma acolhida generosa da Evangelii Gaudium. Iluminados e animados por este valioso documento do papa Francisco, queremos ser uma Igreja, mãe misericordiosa e acolhedora, de portas abertas; uma “Igreja em saída”, que vai ao encontro de todos, especialmente dos mais pobres e sofredores, para compartilhar a alegria do Evangelho. Uma leitura atenta das DGAE revela claramente que muitas reflexões e propostas pastorais são inspiradas nas passagens da Evangelii Gaudium citadas em grande número no texto.
Bote Fé: Qual a meta principal desta nova gestão da presidência da CNBB?
Dom Sergio: O que buscamos por meio da CNBB poderia ser resumido em três palavras muito preciosas, que devem nortear a nossa atuação: diálogo, comunhão e missão. Seja a CNBB sempre mais instrumento de diálogo no interior da Igreja e com a sociedade; de comunhão eclesial, em seus vários níveis; e de animação da missão evangelizadora. Para tanto, é preciso valorizar sempre mais a Assembleia Geral e os Conselhos Permanente e de Pastoral. Nesta perspectiva, queremos dar especial atenção ao cumprimento das decisões tomadas colegialmente pelos Bispos, a começar das DGAE. Além disso, continuamos a cultivar, com grande empenho, a comunhão com o Santo Padre, o papa Francisco.
Bote Fé: “Igreja a serviço da vida plena para todos” é uma das cinco urgências. De que maneira pretende-se fomentar essa comunhão efetiva entre as pessoas? 
Dom Sergio: A Igreja quer ser casa para todos, comunidade que compartilha alegrias e esperanças, tristezas e angústias. Necessitamos ser cada vez mais Igreja solidária e servidora, a serviço da vida, da justiça e da paz.  Para isso, as DGAE destacam a importância da vida comunitária e da participação dos leigos e leigas na sociedade, como “sal da terra” e “luz do mundo”, segundo a palavra de Jesus. As iniciativas pessoais e espontâneas são sempre muito importantes, mas não bastam. É preciso organizar, de modo comunitário, o serviço da caridade, da justiça e da paz. Daí, a importância das pastorais sociais e de movimentos eclesiais dedicados à evangelização dos campos da política, da economia e da cultura, com a defesa incondicional da vida.
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Fonte: Revista Bote Fé CNBB   Imagem: Assessoria de imprensa da arquidiocese de Brasília

Papa Francisco:

Maria nos oferece um refúgio seguro

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco tuitou nesta quinta-feira (13/08): “Maria é cheia de graça. Ela nos oferece um refúgio seguro no momento da tentação.”
Banner da Rádio Vaticano
No próximo sábado (15/08), Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, o Papa Francisco assomará à janela do apartamento pontifício para rezar a oração mariana do Angelus com os fieis que estiverem na Praça São Pedro. A Igreja no Brasil celebrará essa solenidade no domingo, 16.
Em 13 agosto do ano passado, teve início a viagem apostólica do Papa Francisco à República da Coreia por ocasião da VI Jornada da Juventude Asiática. 
Na Solenidade da Assunção de 2014, Francisco presidiu a missa no World Cup Stadium, em Daejeon, na Coreia do Sul. Naquela ocasião, o Pontífice disse: 
“Hoje, ao venerar Maria, Rainha do Céu, dirigimo-nos a Ela como Mãe da Igreja na Coreia para Lhe pedir que nos ajude a ser fiéis à liberdade régia que recebemos no dia do Batismo; que guie os nossos esforços para transformar o mundo segundo o plano de Deus; e que torne a Igreja neste país capaz de ser, de uma forma mais plena, fermento do Reino de Deus na sociedade coreana.”
Francisco passa pela imagem de Nossa Senhora
em encontro com o movimento Schoenstatt em 2014
Francisco convidou os cristãos coreanos a serem “uma força generosa de renovação espiritual em todas as esferas da sociedade”, a combaterem “o fascínio do materialismo que sufoca os autênticos valores espirituais e culturais e também o espírito de desenfreada competição que gera egoísmo e conflitos”, a rejeitarem “modelos econômicos desumanos que criam novas formas de pobreza e marginalizam os trabalhadores, bem como a cultura da morte que desvaloriza a imagem de Deus, o Deus da vida, e viola a dignidade de cada homem, mulher e criança”.
“Ao celebrar esta festa, unimo-nos a toda a Igreja espalhada pelo mundo e olhamos para Maria como Mãe da nossa esperança”, concluiu o Papa naquela ocasião. (MJ)
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                                                                                         Fonte: radiovaticana.va

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Centenas de pessoas participam das atividades da

Semana Nacional da Família

Comunidades e paróquias de todo o Brasil estão celebrando a Semana Nacional da Família, que teve início no último domingo, Dia dos Pais, e prosseguirá até 15 de agosto. O tema de ambos os eventos é “O amor é a nossa missão: a família plenamente viva”.
O tema se inspira nas palavras de Santo Irineu, um santo dos primeiros séculos da Igreja, que afirmou que a “glória de Deus é o homem plenamente vivo”. Ele expressa e manifesta o desejo inscrito no coração da grande maioria de homens e mulheres sobre a face da terra que não sabem viver sem o amor: o amor que é compromisso com o outro, em especial entre um homem e uma mulher, e aberto a acolher novas vidas.
Além disso, continua a caminhada sinodal com toda a Igreja Católica em torno ao tema da família. O Sínodo Ordinário, que acontecerá de 4 a 25 de outubro, terá por finalidade aprofundar o tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”. Percebe-se, assim, a estreita relação entre o tema do VIII Encontro Mundial das Famílias com o Papa, que acontecerá no mês de setembro na Filadéfia, e o tema do próximo Sínodo. O impulso missionário pelas famílias e com as famílias funda-se no mandamento do amor e busca a edificação da Igreja e da sociedade para o bem de cada pessoa e de toda a humanidade.
Nossa paróquia preparou alguns eventos para bem celebrar a SNF. A abertura ocorreu nas missas do domingo (9). Na terça (11), no Centro Pastoral São José, diversos casais refletiram sobre a Espiritualidade Conjugal e Familiar. Na quarta, dezenas de famílias rezaram o Terço na Matriz de São José; nesta quinta, será realizada, também na Matriz, a Hora Santa das Famílias, e, na sexta, no mesmo templo, uma Celebração Penitencial. No sábado, nas missas, ocorrerá o encerramento do importante evento eclesial.
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Terça-feira: Casais em reflexão










Quarta-feira: Terço na Matriz










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Papa:
A festa é um presente de Deus, não a estraguemos

Cidade do Vaticano (RV) – Diante de mais de 7 mil pessoas que lotaram a Sala Paulo VI na manhã desta quarta-feira (12/8), o Papa Francisco deu início a um novo ciclo de catequese – sempre, porém, no contexto da família.
“Hoje damos início a um pequeno percurso de reflexão sobre três dimensões que articulam, por assim dizer, o ritmo da vida familiar: a festa, o trabalho e a oração”, iniciou o Pontífice.
Sobre o primeiro aspecto – a festa – Francisco afirmou, com base no Gênesis: “A festa é uma invenção de Deus”. “Deus nos ensina sobre a importância de dedicar um tempo para contemplar e usufruir daquilo que, no trabalho, foi bem realizado”, disse.
“Falo do trabalho, naturalmente, não somente sobre ofício e profissão, mas no sentido mais amplo: toda ação com a qual nós homens e mulheres podemos colaborar com a obra criadora de Deus”, recordou.
Afirmando que a festa não é a preguiça de estar na poltrona, ou a sensação de uma vã evasão, Francisco refletiu: “A festa é, antes de tudo, um olhar amoroso e de gratidão sobre o trabalho desenvolvido”.
Tempo de graça
"A festa é uma invenção de Deus"
A festa – prosseguiu o Pontífice – é também “tempo para olhar aos filhos, aos netos, que estão crescendo e pensar: que lindo! É tempo para ver a nossa casa, os amigos que recebemos, a comunidade que nos circunda, e pensar: que coisa boa! Deus fez assim. E continuamente o faz, porque Deus cria sempre, até neste momento”.
Todavia, o Papa recordou que o momento da festa pode coincidir com circunstâncias difíceis ou dolorosas nas quais se celebra com um “nó na garganta”. “Também nestes casos, peçamos a Deus a força para não esvaziá-la completamente”, sugeriu.
O Papa incentivou a festa também no ambiente de trabalho, quando se celebram aniversários, casamentos, nascimentos ou a chegada de novos colegas. Contudo, defendeu que “o verdadeiro tempo da festa suspende o trabalho profissional, e é sagrado”.
Trabalho não é escravidão
Isso, disse Francisco, “recorda ao homem e à mulher que são feitos à imagem de Deus, o qual não é escravo do trabalho, mas Senhor”.
“Portanto, também nós não devemos jamais ser escravos do trabalho, mas ‘senhores’. Há um mandamento para isso, um mandamento que envolve a todos, ninguém fica de fora! Porém, sabemos que existem milhões de homens e mulheres e até mesmo crianças que são escravos do trabalho. Isso vai contra Deus e contra a dignidade da pessoa humana”.
Modelo tecnocrático
Francisco recordou que, atualmente, a obsessão pelo ganho econômico e a eficiência do modelo tecnocrático colocam em risco os ritmos humanos da vida. “O tempo do repouso, sobretudo aquele dominical, é destinado a nós para que possamos usufruir daquilo que não se produz e não se consome, não se compra e não se vende”, advertiu.
Deus está no tempo da tempo da festa com seu amor
“Apesar disso, vemos que a ideologia do ganho e do consumo quer ‘abocanhar’ também a festa: esta também, às vezes, é reduzida a um ‘negócio’, a um modo para ganhar dinheiro e gastá-lo. Mas é para isso que trabalhamos?”, questionou o Papa.
“A cobiça do consumo, que traz junto o desperdício, é um vírus terrível que, entre outras coisas, nos faz reencontrar-nos, ao final, mais cansados do que antes. É nocivo ao verdadeiro trabalho e consuma a vida. Os ritmos desregulados da festa fazem vítimas, frequentemente os jovens”, alertou.
Afirmando que o tempo de festa é sagrado porque nele Deus está presente de maneira especial, Francisco disse que a Eucaristia dominical “concede à festa toda a graça de Jesus Cristo: a sua presença, o seu amor, o seu sacrifício, o seu fazer-se comunidade, o seu estar conosco... E, assim, todas as realidades recebem um sentido pleno: o trabalho, a família, as alegrias e as fatigas cotidianas, tudo é transfigurado pela graça de Cristo.
Por fim, destacando que a família é dotada de uma “competência extraordinária" para entender, endereçar e apoiar o autêntico valor do tempo da festa e, em particular do Domingo, Francisco fez um pedido: “A festa é um precioso presente de Deus à família humana: não estraguemos isso”. (RB)
Assista à íntegra da Catequese do Santo Padre: 
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                                             Fonte: radiovaticana.va     news.va     youtube.com

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Francisco anuncia a

Mensagem para o 49º Dia Mundial da Paz

Cidade do Vaticano (RV) - “Vence a indiferença e conquista a paz”. Este é o título da Mensagem para o 49º Dia Mundial da Paz, a terceira do Papa Francisco. A indiferença em relação aos flagelos do nosso tempo é uma das causas principais que prejudica a paz no mundo.
A indiferença hoje é, frequentemente, associada a várias formas de individualismo que produzem isolamento, ignorância, egoísmo e isso leva ao desinteresse. O aumento das informações em si não é sinônimo de maior atenção aos problemas, se não for acompanhado por uma abertura das consciências no sentido de solidariedade; para obter tal objetivo é indispensável a contribuição que podem dar, além das famílias, os educadores, todos os formadores, os agentes culturais e da mídia, os intelectuais e os artistas. Na verdade, a indiferença pode ser vencida somente enfrentando juntos este desafio.
Vençamos a indiferença e conquistemos a paz
A paz deve ser conquistada: não é um bem que se obtém sem esforços, sem conversão, sem criatividade e sem dialética. Trata-se de sensibilizar e formar ao sentido de responsabilidade em relação às graves questões que afligem a família humana, como o fundamentalismo e seus massacres, as perseguições por causa da fé e de pertença étnica, as violações da liberdade e dos direitos dos povos, o abuso e a escravidão das pessoas, a corrupção e o crime organizado, as guerras que causam o drama dos refugiados e dos emigrantes forçados.
Este trabalho de sensibilização e de formação olhará, ao mesmo tempo, também às oportunidades e possibilidades para combater esses males: o amadurecimento de uma cultura da legalidade e a educação ao diálogo e à cooperação, que neste contexto, são formas fundamentais de relação construtiva.
Uma área na qual se pode construir a paz cotidianamente superando a indiferença é aquele das formas de escravidão presentes no mundo, às quais foi dedicada a Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2015, “Não escravos, mas irmãos”. É necessário levar adiante esse compromisso, com maior consciência e colaboração.
A paz é possível lá onde o direito de cada ser humano é reconhecido e respeitado, segundo a liberdade e a justiça.
A Mensagem de 2016 pretende ser um ponto de partida para todas as pessoas de boa vontade, em particular àquelas que atuam na educação, na cultura e nos meios de comunicação, para que ajam, cada uma segundo suas próprias possibilidades e de acordo com as melhores aspirações, para construírem juntas um mundo mais consciente e misericordioso e, portanto, mais livre e mais justo.
O Dia Mundial da Paz foi instituído pelo Papa Paulo VI e se celebra todos os anos no dia primeiro de janeiro. (SP)
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                                                                                         Fonte: radiovaticana.va

Alegria contagiante!

Este é o Papa Francisco!

No encontro do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), que reuniu na sexta-feira (7), dois mil representantes de diversas partes do mundo no Vaticano a jovem brasileira Ana Carolina Santos Cruz foi escolhida para fazer uma das perguntas ao Pontífice.
O Papa Francisco, argentino, percebendo a emoção da jovem, talvez querendo deixá-la menos tensa, perguntou-lhe quem fora melhor, Pelé ou o compatriota Diego Maradona. Foi o exato momento em que Ana Carolina, com sua resposta, arrancou um largo sorriso do Santo Padre. Cena contagiante!
Assistam:
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                                                                                       Fonte: radiovaticana.va

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Papa institui na Igreja Católica

"Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação"

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco enviou uma carta ao Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz e ao Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na qual afirma que, compartilhando com o amado irmão o Patriarca Ecumênico Bartolomeu as preocupações pelo futuro da criação e, acolhendo a sugestão de seu representante, o Metropolita Ioannis de Pérgamo, que se pronunciou na apresentação da Encíclica Laudato Si sobre o cuidado da casa comum, decidiu instituir também na Igreja Católica o "Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação" que, a partir do ano corrente será celebrado em 1° de setembro – assim como já ocorre há tempos na Igreja Ortodoxa.
Motivação
Cuidar da criação é missão de todos nós
Como cristãos, - escreve o Papa - queremos oferecer a nossa contribuição à superação da crise ecológica que a humanidade está vivendo. Por isto devemos, antes de tudo, buscar no nosso rico patrimônio espiritual as motivações que alimentam a paixão pelo cuidado da criação, recordando sempre que para os que creem em Jesus Cristo, Verbo de Deus que se fez homem por nós, «a espiritualidade não está desligada do próprio corpo nem da natureza ou das realidades deste mundo, mas vive com elas e nelas, em comunhão com tudo o que nos rodeia» (ibid., 216).
A crise ecológica – reafirma Francisco - nos chama, portanto, a uma profunda conversão espiritual: os cristãos são chamados a uma «conversão ecológica, que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus» (ibid., 217). De fato «Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa» (ibid).
Protetores
Que o Dia Mundial pelo Cuidado da Criação envolva a todos
O Santo Padre destaca em seguida que o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que será celebrado todos os anos, oferecerá aos fieis individualmente e às comunidades a preciosa oportunidade de renovar a pessoal adesão à própria vocação de custódios da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos. A celebração do Dia, na mesma data, com a Igreja Ortodoxa, será uma ocasião profícua para testemunhar a nossa crescente comunhão com os irmãos ortodoxos.
O Papa Francisco recorda que vivemos em um tempo em que todos os cristãos enfrentam idênticos e importantes desafios, aos quais, para resultar mais críveis e eficazes, devemos dar respostas comuns. Por isto, é seu desejo que tal Dia possa envolver, em qualquer modo, também outras Igrejas e Comunidades eclesiais e ser celebrado em sintonia com as iniciativas que o Conselho Mundial de Igrejas promove sobre este tema.
Tarefas
Ao Cardeal Turkson, Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, o Santo Padre pede para levar ao conhecimento das Comissões Justiça e Paz das Conferências Episcopais, bem como dos Organismos nacionais e internacionais comprometidos no âmbito ecológico, a instituição do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, para que, em harmonia com as exigências e as situações locais, a celebração seja devidamente organizada com a participação de todo o Povo de Deus: sacerdotes, religiosos, religiosas e fieis leigos. Para este objetivo, será de responsabilidade deste Dicastério, em colaboração com as Conferências Episcopais, implementar oportunas iniciativas de promoção e de animação, para que esta celebração anual seja um momento forte de oração, reflexão, conversão e uma oportunidade para assumir estilos de vida coerentes.
Já ao Cardeal Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, pede para realizar os contatos necessários com o Patriarcado Ecumênico e com as outras realidades ecumênicas, para que tal Dia Mundial possa tornar-se sinal de um caminho percorrido conjuntamente por todos os que creem em Cristo. Será responsabilidade, além disto, deste Dicastério, cuidar da coordenação com iniciativas similares tomadas pelo Conselho Mundial de Igrejas.
Enquanto faz votos da mais ampla colaboração para o bom início e desenvolvimento do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, o Papa Francisco invoca a intercessão da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e de São Francisco de Assis, cujo Cântico das Criaturas inspira tantos homens e mulheres de boa vontade a viver no louvor do Criador e no respeito pela criação. (SP)
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                                                                                         Fonte: radiovaticana.va