quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Jubileu da Misericórdia

Divulgado Hino oficial

Cidade do Vaticano (RV) – O Hino oficial do Jubileu da Misericórdia foi divulgado esta quarta-feira (5) no youtube. O hino inicia com as palavras “Misericordes sicut Pater”, que é justamente o lema do Jubileu “Misericordiosos como o Pai”, extraído do Evangelho de Lucas (6,36).
Sejamos misericordiosos
da mesma forma que Deus é misericordioso para conosco
Os autores da música, Paul Inwood, e do texto Padre Eugenio Costa, S.J, doaram todos os direitos da obra ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, com o objetivo de facilitar a divulgação do Hino do Jubileu da Misericórdia em toda a Igreja. A gravação foi realizada pela Rádio Vaticano com o Coral da Capela Musical Pontifícia, dirigido pela Maestro Monsenhor Massimo Palombella, S.D.B
O Ano Santo da Misericórdia – convocado pelo Papa Francisco com uma Bula em 11 de abril de 2015 – se realizará de 8 de dezembro do corrente, Festa da Imaculada Conceição, até 20 de novembro de 2016, Solenidade de Cristo Rei. (JE)
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                                                                         Fonte: radiovaticana.va    news.va

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Francisco:
Casais de segunda união fazem parte da Igreja

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa retomou nesta quarta-feira (5/8), na Sala Paulo VI, as Audiências gerais após um mês de pausa. Francisco prosseguiu com o tema da Família cujo contexto, desta vez, foi forjado a partir de uma nova questão sobre as “famílias feridas”.
O Pontífice convidou a refletir como se pode cuidar das pessoas que, diante do “irreversível fracasso” do casamento, partiram para uma segunda união. “Estas pessoas não foram absolutamente excomungadas – não foram excomungadas – e não devem absolutamente ser tratadas como tal: elas fazem sempre parte da Igreja”, disse o Papa.
Olhar de mãe
“A Igreja bem sabe que tal situação contradiz o Sacramento cristão. Todavia, o seu olhar de mestra parte sempre de um coração de mãe; um coração que, animado pelo Espírito Santo, procura sempre o bem e a salvação das pessoas. É por isso que a Igreja sente o dever, ‘pelo amor da verdade’, de ‘discernir bem as situações’”, afirmou Francisco.
Olhar dos filhos
A Igreja é mãe, acolhe a todos
O Papa recordou ainda que, se a questão das segundas uniões passa a ser observada a partir da percepção dos filhos – um grande número de crianças e adolescentes que são os que mais sofrem, destacou o Papa –, torna-se ainda mais urgente “desenvolver nas nossas comunidades uma verdadeira acolhida das pessoas que vivem tais situações”, exortou o Pontífice.
“Como poderíamos recomendar a estes pais que façam tudo para educar os filhos à vida cristã, dando a eles exemplo de uma fé convicta e vivida, se os mantivéssemos longe da vida da comunidade?”, questionou Francisco.
“Não devemos adicionar outros pesos além daqueles que os filhos, nestas situações, já devem carregar” prosseguiu o Papa, afirmando ainda que “é importante que eles sintam a Igreja como mãe atenta a todos, sempre disposta a escuta e ao encontro”.
Igreja no tempo
Francisco também disse que, nas últimas décadas, a Igreja não ficou “insensível” e “preguiçosa” em relação à questão das segundas uniões graças ao aprofundamento levado adiante pelos Pastores e confirmado pelos seus predecessores.
“Cresceu muito a conscientização de que é necessária uma fraterna e atenciosa acolhida, no amor e na verdade, aos batizados que estabeleceram uma nova convivência após o fracasso do matrimônio sacramental”, destacou Francisco.
Por fim, afirmando que a Igreja deve estar com as portas sempre abertas, o Papa convidou todos os cristãos a imitar o exemplo do Bom Pastor colaborando com Ele nos cuidados às famílias feridas.
Nossa Senhora
Antes de conceder a Bênção Apostólica, o Papa rezou uma Ave Maria em homenagem a Nossa Senhora Salus Popoli Romani (Salvação do Povo Romano) celebrada hoje e venerada na Igreja de Santa Maria Maior, em Roma. Este é o primeiro templo dedicado no Ocidente a Nossa Senhora, onde o Papa costuma rezar sempre que parte e retorna de suas viagens apostólicas internacionais. (RB)
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                                                                         Fonte: radiovaticana.va    news.va

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Ministrantes unidos em vocação e por lenços coloridos
Cidade do Vaticano (RV) – A tarde de terça-feira (4) na Praça São Pedro é marcada por um forte calor romano, com mais de 35°C, e por uma multidão de ministrantes, provenientes de 23 países, entre eles, da Itália, França, Portugal, Hungria e até do Brasil. Cerca de 10 mil coroinhas e acólitos estão participando da Peregrinação Internacional, que acontece a cada 5 anos em Roma.
Antes do encontro com o Papa, a Praça São Pedro se uniu num grande coral colorido, com vozes entoadas por diferentes timbres e nacionalidades dos ministrantes, entre crianças, jovens e adultos. Duas horas de música, inclusive interpretadas por bandas de diversos países, numa concentração que antecipou a audiência com o Santo Padre, para as Vésperas em alemão, húngaro, francês e italiano – línguas dos grupos mais numerosos.
A fé dá cor e sentido à vida
Ao chegar na Praça, com o papa móvel em meio à multidão e levando de carona duas crianças, Papa Francisco foi recebido por coroinhas, acólitos e sacerdotes emocionados, empolgados e visivelmente recompensados pela presença do Papa Francisco na Peregrinação Internacional.
Além das Vésperas, um momento direcionado à oração e introspecção em meio a tanta festa dos ministrantes em Roma, o presidente da Organização Internacional, Dom Ladislav Nemet, se manifestou aos participantes e também ao Papa no “coração da Igreja Universal para celebrar o serviço dos ministrantes, a união com Cristo, a vocação de fazer sempre o bem”.
Na saudação de Dom Nemet ao Pontífice, um ministrante da Ucrânia foi conduzido a entregar um lenço – igual àquele que cada um usa no encontro, colorido, e que tem escrito o lema da peregrinação, extraído do profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!”.
“Os nossos ‘lenços de peregrinos’ têm cores diferentes; são coloridos como os nossos países de proveniência. Coloridos como a nossa vida nas nossas casas. Alguns de nós têm uma vida particularmente difícil. Os nossos amigos ministrantes da Ucrânia se encontram hoje a dever conviver com o terror da guerra no país deles”, explicou Dom Nemet.
Já o lenço que foi colocado no Santo Padre era branco, da cor da paz, como símbolo da união de todos os ministrantes presentes na Praça São Pedro. (AC)
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Papa aos ministrantes:
Uma academia de edução na fé e na caridade
Cidade do Vaticano (RV) - Acompanhe a íntegra do discurso do Papa Francisco desta terça-feira (4), em ocasião da Peregrinação Internacional dos Ministrantes que está sendo realizada em Roma. O encontro dos 10 mil coroinhas e acólitos com o Santo Padre aconteceu na Praça São Pedro, sob um forte calor na capital italiana e durante as Vésperas, num momento direcionado à oração e introspecção dos ministrantes. 
"Queridos Ministrantes, Boa Tarde.
Agradeço a vossa presença numerosa que desafiou o sol romano de agosto. Agradeço o Bispo Dom Nemet, vosso Presidente, pelas palavras com que introduziu este encontro. Saístes de vários Países para fazer a vossa peregrinação a Roma, lugar do martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo. É significativo ver que a proximidade e familiaridade com Jesus Eucaristia no serviço do altar, torna-se também uma oportunidade para abrir-se aos outros, para caminhar juntos, de escolher metas de compromisso e encontrar as forças para alcançá-las. É fonte de verdadeira alegria reconhecer-se pequeno e fraco, mas sabendo que, com a ajuda de Jesus, podemos ser revestidos de força e realizar uma grande viagem na vida com Ele.
Experimentai a proximidade íntima com Jesus
O profeta Isaías também descobre esta verdade, ou seja, que Deus purifica as suas intenções, perdoa os seus pecados, cura o seu coração e torna-o idôneo para realizar uma tarefa importante: levar a palavra de Deus ao povo, tornando-se instrumento da presença e da misericórdia divina. Isaías descobre que, ao colocar-se confiadamente nas mãos do Senhor, toda a sua existência se transforma.
A passagem bíblica que ouvimos fala-nos justamente sobre isso. Isaías tem uma visão, que lhe faz perceber a majestade do Senhor, mas, ao mesmo tempo, mostra-lhe como Deus, embora se revele, permanece distante.
Isaías descobre, com assombro, que é Deus quem dá o primeiro passo, não esqueçamos disso, que é Deus que dá o primeiro passo e se aproxima em primeiro lugar; Isaías percebe que a ação divina não é impedida pelas suas imperfeições pessoais, mas que somente a benevolência divina é capaz de torná-lo idôneo para a missão, transformando-o numa pessoa totalmente nova e, portanto, capaz de responder ao chamado de Deus e dizer: «Eis-me aqui, envia-me» (Is 6,8).
Hoje, sois mais afortunados do que o profeta Isaías. Na Eucaristia e nos outros sacramentos experimentais a proximidade íntima de Jesus, a doçura e a eficácia da sua presença. Não encontrais Jesus colocado num trono, alto, sublime e inalcançável, mas no pão e no vinho eucarísticos, e a sua palavra não faz vibrar os umbrais das portas, mas as cordas do coração. Assim como Isaías, cada um vós também descobre que Deus, mesmo tornando-se próximo em Jesus e inclinando-se por amor a vós, sempre permanece imensamente maior e para além da nossa capacidade de compreender a sua íntima essência. Como Isaías, vós também fazeis a experiência de que a iniciativa é sempre de Deus, pois é Ele que vos criou e desejou. É Ele quem, no batismo, tornou-vos novas criaturas e é sempre Ele que espera pacientemente pela resposta à sua iniciativa e que oferece o perdão a todos os que pedem-No humildemente.
Se não resistimos à sua ação Ele vai tocar os nossos lábios com a chama do seu amor misericordioso, como fez com o profeta Isaías, e isso nos tornará idôneos para recebê-Lo e levá-Lo aos nossos irmãos. Como Isaías, nós também somos convidados a não ficar fechados em nós mesmos, guardando a nossa fé num depósito subterrâneo ao qual acudimos nos momentos difíceis. Somos chamados, ao contrário, a compartilhar a alegria de reconhecermos-mos eleitos e salvos pela misericórdia de Deus, para sermos testemunhas de que a fé é capaz de dar nova direção aos nossos passos; que ela nos torna livres e fortes para estarmos disponíveis e idôneos para a missão (Is 6,8).
Como é bom descobrir que a fé faz-nos sair de nós mesmos, do nosso isolamento e, justamente porque somos colmados com a alegria de ser amigos de Cristo Senhor, ela nos dirige aos outros, tornando-nos naturalmente missionários!
Queridos ministrantes missionários, quanto mais estareis próximos do altar, mais vos lembrareis de conversar com Jesus na oração diária, mais vos alimentareis da Palavra e do Corpo do Senhor, e sereis muito mais capazes de ir até ao próximo, levando como dom aquilo que recebestes, dando com entusiasmo a alegria que vos foi dada.
Obrigado pela vossa disponibilidade de servir o altar do Senhor, tornando este serviço uma academia de educação na fé e na caridade ao próximo. Obrigado também por terdes começado a responder ao Senhor, como o profeta Isaías: «Eis-me aqui, envia-me»."
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                                                                         Fonte: radiovaticana.va    news.va

Hoje é o dia São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes

Para o Papa,
renovação na Igreja passa pelo ministério sacerdotal

Cidade do Vaticano (RV) – Um pastor segundo o coração de Deus. A Igreja celebra neste 4 de agosto a memória de São João Maria Vianney, padroeiro de todos os párocos do mundo. Ainda hoje, há 150 anos de sua morte, o Santo Cura d’Ars é uma figura de grande atualidade para os sacerdotes e em muitos aspectos recorda o estilo pastoral do Papa Francisco. A este respeito, a Rádio Vaticano entrevistou o Cardeal Beniamino Stella, Prefeito da Congregação para o Clero:
São João Maria Vianney
“A meu ver o Cura d’Ars é uma figura que já entrou na vida da Igreja e sobretudo deveria incidir com a sua própria história, com os eu ensinamento na vida dos religiosos de hoje. Em que sentido? Foi um pastor extremamente próximo ao rebanho, no sentido que partilhou dele a história, partilhou dele também um pouco da pobreza, que eram típicos daquele tempo. Foi um grande exemplo para este rebanho, sobretudo com a sua simplicidade de vida, com  a sua pobreza pessoal. Simplicidade e pobreza são duas virtudes que têm uma grande atualidade, também para o mundo de hoje. O sacerdote que se apresenta humilde, pobre, simples, eu diria que tem um algo a mais para se fazer entender”.
Rádio Vaticano: São João Maria Vianney era um pároco que vivia em meio ao povo de Deus. Pensemos também às tantas horas passadas no confessionário. O Papa Francisco lembra um pouco com o seu estilo pastoral justamente a figura do Cura d’Ars...
Cardeal Beniamino Stella: Eu diria que uma das mensagens substanciais, importantes do Papa Francisco, é a mensagem sobre a misericórdia. Exortou os padres a tornarem-se, a serem confessores com o coração aberto à acolhida dos pecadores. Justamente o Cura d’Ars nos ensinou esta arte de receber os pecadores com o coração aberto. O interessante é que neste mesmo âmbito o Papa nos ensina a assumir também nós, como sacerdotes, o hábito da Confissão. Vimos o Papa ajoelhar-se, em março passado, durante a liturgia penitencial, diante de seu confessor, na Basílica de São Pedro. Eu penso que seja uma imagem que deve ser muito cara para nós. O Papa disse – e o repete sempre – “Eu sou um pecador”. E todo pecador tem necessidade de ser purificado e de encontrar a misericórdia do Senhor. Eu diria que um grande exemplo que aproxima o Santo Cura d’Ars e o Papa Francisco é a pregação sobre a misericórdia e o exercício da misericórdia pelos outros e para si mesmo.
Rádio Vaticano: O Ano da misericórdia está próximo. Que frutos poderá dar um ano assim tão especial, em particular aos sacerdotes em seu ministério?
Francisco, mensageiro da misericórdia
Cardeal Beniamino Stella: Os sacerdotes hoje trabalham tanto. Assim, gostaria que este Ano da Misericórdia desse um trabalho a mais aos sacerdotes, mas não um trabalho burocrático, não um trabalho administrativo, mas um trabalho realmente sacerdotal, um trabalho justamente no sentido profundo de receber os frutos deste encontro com deus na vida litúrgica, no Sacramento da Reconciliação, e também uma necessidade para aprofundar a fé. Tenho confiança de que o Ano jubilar dará trabalho aos sacerdotes, porém um verdadeiro trabalho sacerdotal, que os canse mais, no sentido de um cansaço salutar. Cansaço, compromisso, sacrifício no sentido que Deus quer e que o Papa desejo.
Rádio Vaticano: Levando em consideração as conversas que o senhor pode ter nos encontros com o Santo Padre, o que Francisco tem mais a peito em relação aos sacerdotes?
Cardeal Beniamino Stella: Eu recordo um encontro com o Papa aqui na Congregação, no mês de maio, quando o Papa disse: “Se fala tanto da reforma da Cúria Romana – o Papa estava visitando os dicastérios da Cúria Romana – mas a reforma da Cúria está ligada a uma reforma da Igreja, a uma renovada redescoberta do Evangelho. E a esta renovação da Igreja, se chega somente por meio do ministério dos sacerdotes”. Assim, voltamos à questão de sempre: o peso dos sacerdotes na vida eclesial. O Papa deseja muito a autenticidade da vida. O Papa nos dá um grande exemplo de proximidade ao povo cristão. O sacerdote tem no Papa Francisco um verdadeiro modelo, um modelo próximo. Existe na vida do Papa Francisco, em seu estilo de ser bispo e de ser sacerdote, algo que une e recorda a todos os sacerdotes da Igreja algumas exigências primordiais, substanciais: vida de oração, disciplina pessoal, dedicação apostólica, amor pelo rebanho, estar com o rebanho...pastores do rebanho, fieis, humildes, simples. As pessoas escutam aquilo que dizemos, olha como agimos, as nossas ações, mas sobretudo considera aquilo que somos!. (JE)
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                                                                         Fonte: radiovaticana.va    news.va

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

9 mil acólitos e coroinhas encontram o Papa nesta terça

Cidade do Vaticano (RV) – São cerca de 9 mil os ministrantes esperados para o encontro com o Papa Francisco na tarde desta terça-feira (4), na Praça São Pedro. Os coroinhas e acólitos participam da Peregrinação Internacional que acontece a cada 5 anos em Roma e provêm de 20 países, entre eles, Itália, França, Portugal, Suíça, Hungria e Sérvia.
Unidos em nome de Cristo
Para a Organização Internacional dos Ministrantes será um momento de festa, testemunhos, mas, sobretudo, de oração, que vai culminar com a chegada do Papa Francisco para as Vésperas em alemão, húngaro, francês e italiano – línguas dos grupos mais numerosos. Antes da audiência com o Pontífice, os ministrantes, entre os 14 a 30 anos de idade, vão acompanhar duas horas de música – interpretada por bandas de diversos países.
O presidente da Organização, Dom Ladislav Nemet, em entrevista à Rádio Vaticano, explica que “para alguns deles será a primeira possibilidade de ver a universalidade e a dimensão comunitária da Igreja, mas também de encontrar a alegria da própria missão”.
Dom Ladislav Nemet – “Escolhemos como tema da peregrinação as palavras do profeta Isaías: ‘Eis-me aqui, envia-me’. Acreditamos que na idade dos coroinhas seja também importante encontrar a própria estrada da vida e, assim, pensamos numa abertura também a Deus, nos anos mais difíceis. Toda a oração está preparada nessa dimensão, inclusive os textos das diversas canções resumem essa ideia da missão dos jovens na sociedade, na vida privada e na Igreja. A segunda coisa é a paz, porque temos coroinhas que vêm também da Ucrânia. Depois, rezaremos também pelos imigrantes, ideias próximas ao nosso Santo Padre, mas também aos nossos ministrantes. Vivemos, de fato, num mundo em que não se pode fechar os olhos e não ver o mundo que muda.”
Rádio Vaticano – Ser coroinha é ainda uma coisa que atrai eles e fascina? E como se aproximar deles nessa dimensão?
Dom Ladislav Nemet – “Se a liturgia é celebrada bem, tem uma beleza que atrai. A segunda possibilidade é a comunidade: se numa paróquia tem uma pessoa responsável que tem essa capacidade de reunir esses jovens, se fará um grupo muito bonito. Transformar-se em coroinha não significa somente ir na igreja durante a liturgia, mas também assumir uma nova dimensão de vida, relacionada com a nossa comunidade eclesial e com a comunidade que vive próxima à paróquia.”
Rádio Vaticano – O que o senhor irá enaltecer na sua saudação ao Papa?
Dom Ladislav Nemet  – “Queria salientar as expectativas dos jovens, de escutar uma palavra de coragem para esse serviço, que vale a pena permanecer fiel a Cristo e à nossa vocação. Sem dúvida o Santo Padre encontrará as palavras certas para tocar os jovens: é incrível com os jovens o amam! Se vê, onde quer que ele vá...”.
Rádio Vaticano – O Papa diz, e talvez tenha sido a sua primeira palavra: ‘vão, saiam e alcancem as periferias”, come ele faz sempre o chamamento. Então, esse tema parece particularmente em linha com o magistério?
Dom Ladislav Nemet  – “Sim, porque ‘Eis-me aqui, envia-me!’ significa a disponibilidade de ir pra fora, a deixar o meu lugar... O profeta tinha uma vida muito tranquila e, quando o Senhor apareceu, o profeta deixou tudo. “Envia-me! Eu vou!”, mesmo se à uma periferia ou cidade grande: hoje a periferia pode ser também no centro de Roma. Não existe uma definição da periferia: a periferia são todos os espaços onde as pessoas precisam de Jesus.” (AC/Gabriella Ceraso)
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Dom Jaime Spengler:

“Urge apresentar aos jovens os distintos caminhos do Senhor”
Promover ampla reflexão em torno das vocações é o grande objetivo do Mês Vocacional. A celebração foi instituída em 1981, na 19ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a fim de conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional. Cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação.
O Senhor nos chama e envia
Segundo o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Jaime Spengler, além de buscar despertar novas vocações, “a Igreja também eleva aos céus uma grande súplica: que o Senhor envie operários à sua messe”.
Dom Jaime explica que a vocação é um caminho de vida que precisa ser conhecido. “Urge apresentar aos jovens e adolescentes os distintos caminhos do serviço do Senhor e do seu Reino: como leigos engajados nos diversos âmbitos da vida social; casados que assumem o compromisso do matrimônio; consagrados por causa do Reino dos Céus; e ministros ordenados a serviço do povo, nas diversas comunidades de fé”, enumera.
Para o arcebispo, a criação de uma cultura vocacional, além de ser responsabilidade de todos os batizados, passa pelo caminho de um conhecimento mais amplo sobre o que realmente são as vocações dentro da Igreja. “Quando falamos de vocação ou de cultura vocacional, quase sempre temos em mente os ministérios ordenados ou a vida consagrada. Na verdade, trata-se de uma compreensão muito mais ampla da questão. Quanto é necessário, por exemplo, que nas diversas dimensões da vida social haja pessoas leigas, comprometidas com a fé, dispostas a cooperar em construir um mundo um pouco melhor para as futuras gerações”, diz.
Tema e lema
Neste ano, o Mês Vocacional tem como tema “Alegrai-vos no Senhor!” (Fl 4,4) e lema “Com Maria, vocacionados para servir”. A proposta aponta para o encontro com Deus na vocação e lembra a disposição Maria em relação aos planos de Deus. “Nossa Senhora se coloca como ‘serva do Senhor’, coloca a serviço sua vida, tendo como referência o modo do próprio Senhor agir em favor do seu povo ao longo da história da salvação”, elucida dom Jaime.
Para o desenvolvimento do Mês Vocacional nas paróquias e comunidades, é recomendado que cada uma encontre os meios para dinamizar a temática. É possível trabalhar momentos de Leitura Orante; promover encontro com jovens nas escolas e pensar sobre a necessidade de ouvir e responder ao apelo vocacional. Há ainda materiais que auxiliam na oração e reflexão em grupos. Dom Jaime ressalta que o testemunho de vida, no entanto, é uma das maneiras mais eficazes para a apresentação do caminho vocacional. “Leigos, casados, consagrados, ordenados, devemos dizer explicitamente que gostamos do que somos e amamos o que fazemos!”, afirma.
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                                                                                                Fonte: cnbb.org.br
Encontro da Pascom Arquidiocesana: 
Inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o 2º Encontro da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Pouso Alegre. O Encontro acontecerá no dia 30 de agosto na Escola Profissional Delfim Moreira, de Pouso Alegre,.
O organizador do evento e coordenador arquidiocesano da Pascom, seminarista estagiário Andrey Nicioli, considera que “o encontro será um momento importante da caminhada dessa pastoral em nossa Igreja particular, pois quer ser uma oportunidade de encontro e partilha dos dramas, angústias e alegrias de nossos agentes na vivência paroquial”.
O encontro terá início às 8h30min e será encerrado às 16h, com a Celebração Eucarística, presidida pelo padre Helder José (TV Aparecida e Portal A12).
As inscrições podem ser feitas no site da Arquidiocese ou pela Secretaria de Pastoral, com Lucimara, até o dia 25 de agosto (terça-feira).
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                                   Fonte: arquidiocese-pa.org.br (Texto de Adaysa Fernandes)