sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Domingo de Finados:

Leituras e reflexão
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1ª Leitura: Sb 3,1-9 ou 1-6.9

Leitura do livro da Sabedoria      [A forma breve está entre colchetes.]

[A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; sua saída do mundo foi considerada uma desgraça, e sua partida do meio de nós, uma destruição; mas eles estão em paz. Aos olhos dos homens parecem ter sido castigados, mas sua esperança é cheia de imortalidade; tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si. Provou-os como se prova o ouro no fogo e aceitou-os como ofertas de holocausto;] no dia do seu julgamento hão de brilhar, correndo como centelhas no meio da palha; vão julgar as nações e dominar os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. [Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que perseveram no amor ficarão junto dele, porque a graça e a misericórdia são para seus eleitos.]

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Responsório: Sl 41(42)

- A minha alma tem sede de Deus e deseja o Deus vivo.

- A minha alma tem sede de Deus e deseja o Deus vivo.

1. Assim como a corça suspira / pelas águas correntes, / suspira igualmente minha alma / por vós, ó meu Deus!

2. A minha alma tem sede de Deus / e deseja o Deus vivo. / Quando terei a alegria de ver / a face de Deus?

3. Peregrino e feliz caminhando / para a casa de Deus, / entre gritos, louvor e alegria / da multidão jubilosa.

4. Enviai vossa luz, vossa verdade: / elas serão o meu guia; / que me levem ao vosso monte santo, / até a vossa morada!

5. Então irei aos altares do Senhor, / Deus da minha alegria. / Vosso louvor cantarei ao som da harpa, / meu Senhor e meu Deus!

6. Por que te entristeces, minha alma, / a gemer no meu peito? / Espera em Deus! Louvarei novamente / o meu Deus salvador! – R.

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2ª Leitura: Ap 21,1-7

Leitura do livro do Apocalipse

Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas. Eu sou o alfa e o ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede eu darei, de graça, da fonte da água viva. O vencedor receberá essa herança, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”.

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Evangelho: Lc 7,11-17

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza.

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Reflexão do padre Johan Konings

Finados

A Igreja considera o 1º de novembro – Todos os Santos dia santo de guarda, mas os fiéis “guardam” o dia 2, Finados que inclusive é feriado nacional. Por quê?

O povo dá mais importância à oração pelos familiares falecidos do que à celebração dos santos gloriosos. Acha que os parentes falecidos lhe estão mais próximos e precisam mais de oração. Por isso, Finados ganha de Todos os Santos. Também, o povo sofrido é mais sensível ao pensamento do sofrimento e da morte do que ao da glória. Glória, nunca conheceu, sofrimento, sim. (Por isso, celebra mais a Sexta-feira Santa que a Páscoa da Ressurreição!)

Mas os falecidos, não são santos também? Se não fossem santos, isto é, pertencentes ao “Santo”, a Deus, que sentido teria rezar por eles. Para aliviar as penas do purgatório? Mas isso tem sentido apenas porque já estão encaminhados para Deus. Só lhes falta o “acabamento”! A 2ª leitura de hoje diz que os batizados já co-ressuscitaram com Cristo. Se já somos “filhos de Deus” e ainda não se manifestou o que seremos (2ª leitura de Todos os Santos), os que já percorreram o caminho são santos, pertencem a Deus, mesmo se ainda lhes falta alguma purificação. A festa de Todos os Santos e o Dia dos Finados são uma coisa só: inclui toda a Igreja militante, padecente e triunfante. Se estamos convencidos disso, estes dias não se tornam dias tristes, mas dias para curtirmos o pensamento da glória e da paz que recebem os que procuram, durante sua caminhada na terra, o rosto amoroso do Pai.

Os santos “acabados” – a Igreja triunfante e os santos “em fase de acabamento” – as almas do purgatório são solidários com os que ainda estamos a caminho da santidade, a Igreja militante aqui na terra. Esta é a comunhão de todos os santos, que hoje celebramos. Temos presentes os que nos precederam, não nos fixando na sua imperfeição, mas no destino glorioso que lhes foi designado por Deus. Assim recordamos os nossos pais, que nos derrama vida e a fé cristã, os nossos irmãos e amigos que lembramos com grata saudade, por todo o bem que nos fizeram. E pensamos também em todos aqueles que estão ainda a caminho, os que estamos lutando lado a lado. Pois a “Igreja pelejante” aqui na terra é a que mais precisa das nossas preces.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão questionadora e oportuna:

O mais miserável país do mundo...

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Padre Zezinho

Seria o Yemen? Seria a Biafra? Seria a Síria? A Venezuela? Seria o país onde atualmente se passa mais fome?

Faça uma lista dos dez países mais dignos de compaixão e de atenção! E acrescente a pergunta: POR QUÊ?

Guerra civil, ódio secular de duas correntes religiosas, ódio de décadas entre duas correntes ideológicas, ditaduras de direita e de esquerda, apoio de grandes potências para as duas ou três grupos em conflito, agricultura impossível, falta de água, petróleo nas mãos erradas, armas subsidiadas por grandes potências, governantes ignorantes de pai e mãe e de escolaridade, corrupção cada dia mais atrevida, banditismo em plena luz do dia, êxodo para outros países...

Não situou o Brasil? De fato, ainda não somos um país “miserável”, temos recursos para mais de um século!

Mas nossa política e nossos partidos estão cada dia mais miseráveis e seus pregadores estão longe de serem serenos.

Os recursos tem sido desviados para a elite política, para partidos e também para a elite econômica. Os impostos escorchantes que humilham trabalhadores, empreendedores, pequenos proprietários param primeiro nas mãos de partidos e partidários.

Temos os políticos mais caros de se manter. Sua fúria por mais verbas é insaciável. E não há governo que consiga satisfazer estes partidos e políticos. Querem ter mais e distribuem cada dia menos.

Na verdade, se o TREM DE MIL VAGÕES estivesse cheio de bens do campo e da cidade para descarregar TALVEZ 200 chegassem ao povo. 800 ficariam pelo caminho desviados pelos espertos funcionários e administradores da Estrada de Ferro Brasil.

ESTA GENTE NÃO AMA O BRASIL. Amam em primeiro o partido, em segundo a ideologia, em terceiro, seus familiares e em talvez em décimo os pobres e o enfermos do país.

A esperteza nos levou a este desastre. E existe gente jurando que vai votar de novo nessas raposas que sabem onde estão os ovos e as galinhas. Os galos, já faz tempo que não defendem o galinheiro. Preferiram atuar como galos de briga depenando outros galos a serviço.

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Leão XIV a professores e alunos nesta manhã:

valorizar a contribuição
que professores e educadores oferecem à comunidade

O Papa reuniu-se com quinze mil professores e alunos, na Praça São Pedro, para o Jubileu do Mundo Educativo. Ele exortou os professores a entrarem em contato com a "interioridade" de seus alunos, pois sem um encontro profundo com eles, "qualquer proposta educativa está destinada ao fracasso". "Estejamos atentos: desmerecer o papel social e cultural dos formadores é hipotecar o próprio futuro, e uma crise na transmissão do saber traz consigo uma crise de esperança", disse Leão XIV.

O Papa Leão XIV encontrou-se com os educadores, na Praça São Pedro, nesta sexta-feira (31/10), no âmbito do Jubileu do Mundo Educativo em andamento. Participaram quinze mil pessoas entre professores e alunos.

Em seu discurso, o Santo Padre manifestou alegria de encontrar "educadores vindos de todo o mundo e envolvidos em todos os níveis de ensino, desde o básico até à universidade".

Como sabemos, a Igreja é Mãe e Mestra, e vós contribuís para encarnar o seu rosto para tantos alunos e estudantes a cuja educação vos dedicais. Na verdade, graças à luminosa constelação de carismas, metodologias, pedagogias e experiências que representais, e graças ao vosso compromisso “polifónico” na Igreja, Diocese, Congregações, Institutos religiosos, associações e movimentos, garantis a milhões de jovens uma formação adequada, dando sempre centralidade ao bem da pessoa, na transmissão do saber humanístico e científico.

O Papa disse que "foi professor nas instituições educativas da Ordem de Santo Agostinho", e partilhou sua experiência, retomando quatro aspectos da doutrina do "Doctor Gratiae" que ele considera fundamentais para a educação cristã: a interioridade, a unidade, o amor e a alegria. "São princípios que gostaria que se tornassem os pilares de um caminho a percorrer juntos, fazendo deste encontro o início de um percurso comum de crescimento e enriquecimento recíprocos", sublinhou.

Encontro profundo entre as pessoas

Sobre a interioridadeSanto Agostinho diz que «o som das nossas palavras atinge os ouvidos, mas o verdadeiro mestre está dentro» e acrescenta: «Aqueles a quem o Espírito não instrui internamente, vão-se sem ter aprendido nada».

De acordo com Leão XIV, Santo Agostinho nos lembra "que é um erro pensar que para ensinar bastem palavras bonitas ou boas salas de aula, laboratórios e bibliotecas. Estes são apenas meios e espaços físicos, certamente úteis, mas o Mestre está dentro. A verdade não circula através de sons, muros e corredores, mas no encontro profundo entre as pessoas, sem o qual qualquer proposta educativa está destinada ao fracasso".

"Vivemos num mundo dominado por telas e filtros tecnológicos muitas vezes superficiais, no qual os alunos precisam de ajuda para entrar em contato com a sua interioridade. E não só eles", frisou o Papa, lembrando que "também para os educadores, frequentemente cansados e sobrecarregados com tarefas burocráticas, é real o risco de esquecer o que São John Henry Newman sintetizou com a expressão: cor ad cor loquitur (“o coração fala ao coração”) e que Santo Agostinho recomendava, dizendo: «Não saias de ti, mas volta para dentro de ti mesmo, a Verdade habita no coração do homem»".

“São expressões que convidam a olhar para a formação como uma estrada na qual professores e discípulos caminham juntos, conscientes de não procurar em vão, mas, ao mesmo tempo, de ter de continuar a procurar, depois de ter encontrado. Só este esforço humilde e partilhado – que nos contextos escolares se configura como projeto educativo – pode levar alunos e professores a aproximarem-se da verdade.

Estímulo para o crescimento

A seguir, o Papa falou sobre a unidade, recordando o seu lema: In Illo uno unum (Em Cristo, somos um). "Também esta é uma expressão agostiniana que nos lembra que só em Cristo encontramos verdadeiramente a unidade, como membros unidos à Cabeça e como companheiros de viagem no caminho de contínua aprendizagem da vida", sublinhou.

Segundo o Papa, "esta dimensão do “com”, constantemente presente nos escritos de Santo Agostinho, é fundamental nos contextos educativos, como desafio a “descentrar-se” e como estímulo para o crescimento".

“Por esta razão, decidi retomar e atualizar o projeto do Pacto Educativo Global, que foi uma das intuições proféticas do Papa Francisco, meu venerado predecessor. Afinal, como ensina o Mestre de Hipona, o nosso ser não nos pertence: «A tua alma – diz ele – […] já não é tua, mas de todos os irmãos». E se isso é verdade em sentido geral, é-o ainda mais na reciprocidade típica dos processos educativos, nos quais a partilha do saber não pode deixar de se configurar como um grande ato de amor.”

Não desmerecer o papel social e cultural dos formadores

A seguir, passou para a terceira palavra: amor. "Um dístico agostiniano faz-nos refletir sobre isso: «O amor a Deus é o primeiro na ordem dos preceitos, o amor ao próximo é o primeiro na ordem da execução»".

"No campo da formação, cada um poderia perguntar-se qual é o compromisso empregado para atender às necessidades mais urgentes, como o esforço para construir pontes de diálogo e paz também dentro das comunidades docentes, como a capacidade de superar preconceitos ou visões limitadas, como a abertura nos processos de coaprendizagem, como o esforço para ir ao encontro dos mais frágeis, pobres e excluídos, respondendo às suas necessidades", disse Leão XIV, acrescentando:

“Partilhar o conhecimento não é suficiente para ensinar: é preciso amor. Só assim o conhecimento, não apenas em si mesmo, mas sobretudo pela caridade que transmite, será proveitoso para quem o recebe. O ensino jamais pode ser separado do amor: uma dificuldade atual das nossas sociedades a este respeito é a de não saber mais valorizar suficientemente a grande contribuição que professores e educadores oferecem à comunidade. Estejamos atentos: desmerecer o papel social e cultural dos formadores é hipotecar o próprio futuro, e uma crise na transmissão do saber traz consigo uma crise de esperança.”

A inteligência artificial pode isolar os alunos isolados

Por fim, última palavra-chave: alegria. De acordo com o Papa, "os verdadeiros mestres educam com um sorriso e o seu desafio é conseguir despertar sorrisos no fundo da alma dos seus discípulos".

“Hoje, nos nossos contextos educativos, é preocupante ver crescer em todas as idades os sintomas de uma fragilidade interior generalizada. Não podemos fechar os olhos diante destes silenciosos pedidos de ajuda; pelo contrário, devemos esforçar-nos para identificar as suas razões mais profundas. A inteligência artificial, em particular, com o seu conhecimento técnico, frio e padronizado, pode isolar ainda mais os alunos já isolados, dando-lhes a ilusão de não precisarem dos outros ou, pior ainda, a sensação de não serem dignos de estar com eles.”

Leão XIV disse que "o papel dos educadores, por outro lado, é um compromisso humano, e a própria alegria do processo educativo é totalmente humana". Concluiu, convidando-os a fazer da interioridade, unidade, amor e alegria os “pontos cardeais” de sua missão para com os seus alunos.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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                                                      Fonte: vaticannews.va    Vídeo: (@Vatican Media

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Papa aos participantes do Jubileu do Mundo Educativo:

uma educação desarmante
e desarmada cria igualdade e crescimento para todos

Leão XIV recebeu os participantes do Jubileu do Mundo Educativo, no Vaticano. Em seu discurso, disse que a educação une as pessoas em comunidades vivas e organiza as ideias em constelações de sentido", disse ainda o Pontífice, ressaltando que "a educação nos ensina a olhar cada vez mais para o alto". "Não se limitem a olhar para o celular e para os seus fugazes fragmentos de imagens: olhem para o Céu, para o alto", sublinhou.

O Papa Leão XIV recebeu em audiência nesta quinta-feira (30/10), na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de seis mil estudantes que participam do Jubileu do Mundo Educativo que teve início na última segunda-feira, 27 de outubro, e se concluirá no domingo, 2 de novembro.

O Pontífice iniciou o seu discurso, dizendo-lhes que esperou "por este momento com grande emoção" e que a companhia deles o fez "lembrar dos anos em que ensinava matemática para jovens vibrantes" como eles. "Agradeço por terem aceitado o convite para virem aqui hoje, para compartilhar as reflexões e esperanças que, por meio de vocês, transmito aos nossos amigos em todo o mundo", disse o Papa.

A seguir, Leão XIV recordou São Pier Giorgio Frassati, "um estudante italiano canonizado durante este ano jubilar". O Pontífice citou duas frases que Frassati repetia com frequência: “Viver sem fé não é viver, mas ir vivendo” e “Para o alto”.

"São afirmações muito verdadeiras e encorajadoras", disse ainda o Papa, convidando os jovens a terem "a audácia de viver em plenitude". "Não se contentem com as aparências ou as modas: uma existência centrada naquilo que passa nunca nos satisfaz. Em vez disso, cada um diga em seu coração: 'Sonho mais, Senhor, quero mais: inspira-me!'", disse ele.

Esse desejo é a força de vocês e expressa bem o compromisso dos jovens que planejam uma sociedade melhor, da qual não aceitam ser meros espectadores. Encorajo-os, portanto, a tender constantemente “para o alto”, acendendo o farol da esperança nas horas sombrias da história. Como seria bonito se um dia a sua geração fosse reconhecida como a “geração plus”, lembrada pelo impulso extra que saberão dar à Igreja e ao mundo.

O Papa disse ainda aos estudantes que "este sonho não pode permanecer apenas de apenas uma pessoa", mas que "devemos nos unir para realizá-lo, testemunhando juntos a alegria de crer no Senhor Jesus". De acordo com o Papa, "devemos conseguir isto através da educação, um dos instrumentos mais bonitos e fortes para mudar o mundo".

"Queridos jovens, este não pode ser o sonho de uma única pessoa: unamo-nos, então, para o realizar, testemunhando juntos a alegria de acreditar no Senhor Jesus", disse ainda Leão XIV, ressaltando que isso pode ser obtido "através da educação, um dos instrumentos mais bonitos e poderosos para mudar o mundo".

Há cinco anos, o amado Papa Francisco lançou o grande projeto do Pacto Educativo Global, uma aliança de todos aqueles que, de várias formas, trabalham na área da educação e da cultura, com o objetivo de envolver as novas gerações numa fraternidade universal. Na verdade, vocês não são apenas destinatários da educação, mas seus protagonistas.

Leão XIV os convidou a se aliarem "para inaugurar uma nova era educativa, na qual todos - jovens e adultos - nos tornemos testemunhas críveis da verdade e da paz".

O Papa acrescentou uma reflexão de John Henry Newman, "um santo estudioso que muito em breve será proclamado Doutor da Igreja". "Ele dizia que o saber se multiplica quando é partilhado e que é no diálogo das mentes que se acende a chama da verdade. Assim, a verdadeira paz nasce quando muitas vidas, como estrelas, se unem e formam um desenho. Juntos, podemos formar constelações educativas, que orientam o caminho futuro", disse o Pontífice.

"Cada um é uma estrela, mas, juntos, vocês são chamados a orientar o futuro. A educação une as pessoas em comunidades vivas e organiza as ideias em constelações de sentido", disse ainda o Pontífice, ressaltando que "a educação nos ensina a olhar cada vez mais para o alto". "Não se limitem a olhar para o celular e para os seus fugazes fragmentos de imagens: olhem para o Céu, para o alto", sublinhou.

O Papa frisou que "não basta ter grande conhecimento científico, se depois não sabemos quem somos e qual é o sentido da vida. Sem silêncio, sem escuta, sem oração, até as estrelas se apagam". "Podemos conhecer muito do mundo e ignorar o nosso coração: vocês já devem ter experimentado aquela sensação de vazio, de inquietação que não nos deixa em paz", disse ainda o Papa Leão.

Nos casos mais graves, vemos episódios de desconforto, violência, bullying, opressão, e até mesmo a jovens que se isolam, não querendo mais relacionar-se com os outros. Penso que por trás destes sofrimentos esteja também o vazio criado por uma sociedade incapaz de educar a dimensão espiritual da pessoa humana, e não apenas as dimensões técnica, social e moral.

Leão XIV recordou Santo Agostinho que, quando jovem, "era um rapaz brilhante, mas profundamente insatisfeito". "Até que descobriu Deus no próprio coração, escrevendo uma frase muito profunda, que serve para todos nós: «O nosso coração vive inquieto, enquanto não repousa em Vós». Portanto, educar para a vida interior significa: "Ouvir a nossa inquietação, não fugir dela nem empanturrá-la com o que não sacia".

A seguir, falou a propósito de um dos novos desafios educativos: a educação digital.

Vocês vivem nela, e isso não é mau: contém enormes oportunidades de estudo e comunicação. No entanto, não permitam que o algoritmo escreva a sua história! Sejam os seus autores: sirvam-se da tecnologia com sabedoria e não permitam que a tecnologia se sirva de vocês.

"A inteligência artificial também é uma grande novidade – uma das rerum novarum, ou seja, das coisas novas – do nosso tempo: todavia, não basta ser “inteligente” na realidade virtual, é necessária humanidade no trato com os outros, cultivando uma inteligência emocional, espiritual, social e ecológica", frisou ainda o Papa.

Eduquem-se de modo a humanizar o digital, construindo-o como um espaço de fraternidade e criatividade, não como uma prisão onde vocês se fecham, nem como uma dependência ou uma fuga. Em vez de turistas da rede, sejam profetas no mundo digital.

"A este respeito, temos diante de nós um exemplo muito atual de santidade: São Carlo Acutis", frisou ainda Leão XIV. "Um jovem que não se tornou escravo da rede, antes a utilizou com habilidade para o bem. São Carlo uniu a sua linda fé à paixão pela informática, criando um site sobre milagres eucarísticos e fazendo assim da Internet um instrumento para evangelizar. A sua iniciativa nos ensina que o digital é educativo quando não nos fecha em nós mesmos, mas nos abre aos outros", disse ainda o Papa.

Por fim, Leão XIV falou sobre um desafio que "está no cerne do novo Pacto Educativo Global: a educação para a paz. Vejam bem como o nosso futuro é ameaçado pela guerra e pelo ódio que dividem os povos. Este futuro pode ser alterado? Certamente! Mas como? Através de uma educação para a paz desarmada e desarmante".  

Com efeito, não basta silenciar as armas: é preciso desarmar os corações, renunciando a toda forma de violência e vulgaridade. Deste modo, uma educação desarmante e desarmada cria igualdade e crescimento para todos, reconhecendo a igual dignidade de cada jovem, sem nunca os dividir entre aqueles poucos privilegiados que têm acesso a escolas caríssimas e aqueles muitos que não têm acesso à educação. Com grande confiança em vocês, convido-os a serem construtores de paz, em primeiro lugar, onde vivem, na família, na escola, no esporte e entre os amigos, indo ao encontro de quem provém de outra cultura.

Concluindo, Leão XIV os convidou a olharem "para o alto, para Jesus Cristo, «o sol da justiça», que os guiará sempre pelos caminhos da vida".

Mariangela Jaguraba/Raimundo Lima – Vatican News

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                                                       Fonte: vaticannews.va     Foto: (@Vatican Media

Presidência da CNBB e dom Orani

manifestam-se após episódios de violência no Rio de Janeiro

Diante dos recentes episódios de violência que abalaram a cidade do Rio de Janeiro e causaram dor e insegurança à população, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) expressa sua proximidade e solidariedade, unindo-se em oração ao povo carioca e a seu arcebispo, cardeal Orani João Tempesta.

Confira a nota na íntegra:

Nota da Presidência da CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta sua profunda comunhão e solidariedade a Dom Orani João Cardeal Tempesta, O. Cist., Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, diante dos graves episódios de violência ocorridos na cidade do Rio de Janeiro, que ceifaram vidas e feriram profundamente o coração do povo carioca.

Unimo-nos em oração às comunidades atingidas e a todos os que sofrem as consequências desse triste acontecimento.

Reafirmamos, com Dom Orani, que a vida e a dignidade humana são dons sagrados de Deus, e que a paz deve ser sempre buscada e promovida por todos.

Pedimos a Cristo, Príncipe da Paz, que fortaleça o povo do Rio de Janeiro e inspire as autoridades a trabalharem pela justiça, pela reconciliação e pela superação da violência.

Que Maria, Rainha da Paz, interceda por todos e nos ajude a construir uma sociedade mais fraterna e segura.

Cardeal Jaime Spengler - Arcebispo de Porto Alegre (RS) - Presidente da CNBB 

Dom João Justino de Medeiros Silva - Arcebispo de Goiânia (GO) - Primeiro Vice-Presidente da CNBB 

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa - Arcebispo de Olinda e Recife (PE) - Segundo Vice-Presidente da CNBB 

Dom Ricardo Hoepers - Bispo Auxiliar de Brasília (DF) - Secretário-geral da CNBB 

Acesse o texto na íntegra (aqui).

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Cardeal Tempesta:

somos chamados a superar o ódio, a vingança e a indiferença

O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta emitiu uma nota sobre os últimos acontecimentos na capital fluminense. “Diante dessa dolorosa realidade, como Pastor desta Igreja, não posso deixar de expressar minha dor por tanto sofrimento e de reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos”.

Um fato sem precedentes sacudiu nesta terça-feira a cidade do Rio de Janeiro. Uma grande operação envolvendo todas as forças de segurança do Rio de Janeiro prendeu mais de 80 suspeitos de integrar o CV (Comando Vermelho) e resultou na morte, segundo últimas infotrmações de mais de 100 pessoas.

As pessoas foram mortas durante ação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, sendo quatro policiais (dois militares e dois civis), segundo a Polícia Civil. De acordo com informações da imprensa local, outras nove pessoas foram baleadas, sendo três moradores e seis agentes, quatro civis e dois militares. Entre os mortos, estão lideranças da facção em outros estados que estavam refugiados na região.

Ação mobilizou 2.500 policiais militares e civis para cumprir mandados de busca e apreensão nos dois Complexos na capital fluminense. A ação - segunda a imprensa - é resultado de um ano de investigação envolvendo, também, o Ministério Público do Rio de Janeiro na tentativa de atingir lideranças do CV.

O arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta emitiu uma nota sobre o que ocorreu. Eis a íntegra da mesma:

“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9)

Amados irmãos e irmãs em Cristo,

Hoje vivemos um dia muito difícil no Rio de Janeiro. Com profundo pesar, acompanhamos os trágicos acontecimentos deste dia, em que tantas vidas foram ceifadas. A violência e o medo têm ferido o coração da nossa cidade e tirado a paz de muitos lares. Diante dessa dolorosa realidade, como Pastor desta Igreja, não posso deixar de expressar minha dor por tanto sofrimento e de reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos. A vida humana é dom sagrado de Deus e deve ser sempre defendida e preservada.

Quero elevar minhas preces e minha profunda solidariedade às famílias que choram a perda de seus entes queridos. Que Cristo, o Príncipe da Paz, envolva cada coração ferido com Sua ternura, restaure a esperança e faça brotar, mesmo entre as lágrimas, a certeza de que o amor é mais forte do que a morte. Que Ele transforme a dor em fé e a saudade em semente de vida nova.

Somos chamados, como discípulos de Cristo, a ser construtores da paz, a superar o ódio, a vingança e a indiferença que corroem o tecido social. É urgente que unamos nossas forças pela reconciliação, pelo respeito mútuo e, sobretudo, pela proteção da vida, pela promoção da justiça e pela construção de uma sociedade pacífica, que promova a dignidade de cada pessoa, especialmente dos mais pobres e vulneráveis.

Mesmo diante do caos, creio firmemente que o amor e o bem são mais fortes que qualquer violência. Peço a cada um que seja instrumento dessa paz. Não podemos alimentar o ódio, nem responder com indiferença. O Rio de Janeiro nasceu com vocação para a alegria e a acolhida. Que, com fé e perseverança, possamos devolver à nossa cidade o brilho da paz e a força da fraternidade. E, como diz o hino da nossa cidade: “Que Deus te cubra de felicidade — Ninho de sonho e de luz.”

Convido a todos a permanecerem firmes na oração e na construção da paz. Que nossas palavras e atitudes sejam sementes de reconciliação, e que cada gesto de amor seja um passo rumo a uma cidade mais fraterna e justa. Que o Senhor da vida converta nossos corações, cure as feridas da violência e nos faça instrumentos de Sua PAZ. Que Maria, Rainha da Paz, interceda por nossa cidade, por nossas autoridades e por todas as famílias atingidas pela tragédia de hoje.

Invoco, sobre todos, a bênção de Deus, sinal de esperança e consolo neste momento de dor.

Orani João Cardeal Tempesta, O. Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Silvonei José – Vatican News

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                                                                          Fontes: cnbb.org.br  vaticannews.va

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Leão XIV nesta quarta-feira:

o amor gera diálogo e paz; a Igreja rejeita o antissemitismo.

O Papa dedicou a catequese desta quarta-feira (29/10) aos 60 anos da Nostra aetate: “Este Documento luminoso ensina-nos a encontrar os seguidores de outras religiões não como estranhos, mas como companheiros no caminho da verdade,” afirmou.

Há sessenta anos, em 28 de outubro de 1965, o Concílio Vaticano II, com a promulgação da Declaração Nostra aetate, inaugurou uma nova etapa de respeito e colaboração entre as religiões. Na Audiência Geral desta quarta-feira, 29 de outubro, o Papa Leão XIV recordou os sessenta anos desse documento, sublinhando que ele “ensina que os fiéis de outras religiões são companheiros de viagem no caminho da verdade” e convidando todos a renovar o compromisso pela paz e pela fraternidade entre os povos.

Inspirando-se no diálogo de Jesus com a samaritana, Leão XIV afirmou que o Evangelho revela “a essência do autêntico diálogo religioso: uma troca que ocorre quando as pessoas se abrem umas às outras com sinceridade, escuta atenta e enriquecimento mútuo”.  O Papa explicou que esse encontro “nasce da sede — a sede de Deus pelo coração humano e a sede humana de Deus — e convida a uma nova compreensão do culto, que não se limita a um lugar específico, mas se realiza em espírito e verdade”.

Raízes hebraicas e condenação do antissemitismo

Ao recordar o contexto histórico da Nostra aetate, Leão XIV destacou sua orientação inicial para o mundo judaico e reafirmou com clareza:

“A Igreja não tolera o antissemitismo e o combate, por causa do próprio Evangelho.”

O Papa ressaltou que o documento representou um ponto de não retorno na consciência eclesial: “A Igreja reconhece que os primórdios da sua fé e eleição já se encontram nos patriarcas, em Moisés e nos profetas.”

“Agir juntos pelo bem comum”

Leão XIV afirmou que o espírito da Nostra aetate continua a iluminar o caminho da Igreja: “Todas as religiões podem refletir um raio da verdade que ilumina todos os homens.” Por isso, disse o Papa, o diálogo “não deve ser apenas intelectual, mas profundamente espiritual”, tendo suas raízes no amor — “único fundamento da paz, da justiça e da reconciliação”, e exortou todos os católicos a valorizarem “tudo o que há de bom, verdadeiro e santo nas outras tradições religiosas”, rejeitando qualquer forma de discriminação.

O Papa convidou os representantes de diferentes tradições a unir esforços diante dos desafios do nosso tempo: “Mais do que nunca, o mundo precisa da nossa unidade, da nossa amizade e da nossa colaboração.” Leão XIV destacou a responsabilidade comum de promover o bem e proteger a dignidade humana, inclusive no uso das novas tecnologias: “As nossas tradições têm um imenso contributo a dar para a humanização da técnica e para inspirar a sua regulamentação.”

Esperança, fraternidade e oração

Encerrando a catequese, o Papa lembrou que “a paz começa no coração dos homens” e convidou todos a restaurar a esperança nas famílias, nas comunidades e nas nações: “Trabalhemos juntos, porque se estivermos unidos, tudo é possível. Garantamos que nada nos divide.”

Por fim, Leão XIV convidou a uma breve oração silenciosa, recordando que “a oração tem o poder de transformar as nossas atitudes, os nossos pensamentos, as nossas palavras e as nossas ações”.

Thulio Fonseca - Vatican News

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                                                       Fonte: vaticannews.va   Vídeo: (@Vatican Media

O que a Igreja celebrará no próximo dia 2 de novembro:

Todos os Santos ou Fiéis Defuntos?

No próximo final de semana, a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos e a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. A ocorrência do Dia de Finados no domingo fez com que a Comissão Episcopal para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgasse uma carta com as orientações litúrgicas para as dioceses. Aos fiéis, o assessor da Comissão orientou sobre o cumprimento do preceito da solenidade e o dominical.

Como de costume no Brasil, a Solenidade de Todos os Santos, no dia 1º de novembro, é sempre transferida para o domingo sucessivo. Mas, neste ano, ocorrerá no sábado dia 1º, conforme o calendário universal, com a Comemoração dos Fiéis Defuntos no dia 2.

Segundo a Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, quando o dia 2 de novembro coincide com o domingo, no sábado, 1º de novembro, celebra-se durante todo o dia a Solenidade de Todos os Santos, com início nas Primeiras Vésperas na noite anterior.

Na carta enviada aos bispos, o presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB, dom Hernaldo Pinto Farias, apresenta as orientações litúrgicas contidas na 3ª edição do Missal Romano e no Diretório Litúrgico da CNBB, “a fim de contribuir com a prática litúrgica adequada nestas circunstâncias”.

Na carta, o bispo indica os formulários, as referências das leituras, o prefácio e a fórmula da Bênção Solene para a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. Ele orienta também que não se canta o Glória, nem é proclamada a Profissão de Fé e que a cor litúrgica própria no Brasil para esta celebração é o roxo.

Confira a carta na íntegra.

Preceito dominical

No âmbito pastoral, os fiéis apresentaram dúvidas quanto ao cumprimento do preceito dominical, uma vez que a solenidade será celebrada no sábado e a celebração de domingo será a dos Fiéis Defuntos.

O assessor do Setor Pastoral Litúrgica da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, frei Luís Felipe Marques, esclareceu sobre a participação dos fiéis nas celebrações do próximo final de semana recordando o que o Papa Leão disse em agosto aos servidores do altar da França.

“O cristão não vai à missa simplesmente para cumprir uma obrigação ou um preceito, mas vai porque ele tem necessidade da Eucaristia, porque ele tem necessidade de crescer na fé e participar ativamente dos mistérios da nossa fé”.

Sendo a Solenidade de Todos os Santos uma solenidade, é uma celebração de preceito e deve ser participada pelos fiéis. O cumprimento desse preceito pode ser feito durante todo o sábado ou indo à Missa já nas vésperas, na sexta-feira.

“Porém, é importante recordar que temos que cumprir o preceito dominical na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. Indo à Missa no sábado à tarde, além de cumprir o preceito de Todos os Santos, estarei cumprindo também o preceito dominical. E assim nós crescemos na fé, louvando a Deus pela bem-aventurança dos seus santos e santas que nos precederam na glória do paraíso, mas também rezando pelos nossos fiéis defuntos que aguardam ansiosamente pela ressurreição, a glória do Senhor ressuscitado onde Ele será tudo em todos”, motiva.

Luiz Lopes Jr

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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Catequese para o seu dia:

Jesus dialogava!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Padre Zezinho

1 - Jesus dialogava.

2 - Segundo ele, o Pai dialogava e ele dialogava com o Pai.

3 - O Espírito Santo que ele prometera enviar, veio para ensinar a dialogar!

4 - Os apóstolos dialogavam.

5 - Os padres apostólicos dialogavam.

6 - Os primeiros teólogos se dividiam entre os que impunham e os que dialogavam.

7 - Os grandes pensadores da fé dialogavam.

8 - Todos os grandes santos dialogavam.

9 - Os papas destes 150 anos de catolicismo escreveram encíclicas para dialogar com o povo católico e com irmãos de outra fé.

10 - Os papas desses últimos 60 anos dialogaram com as igrejas e correntes políticas do nosso tempo.

11 - Quem estudou a sério a fé católica aprendeu a dialogar.

12 - Motivo: O outro também é filho de Deus e irmão em Jesus Cristo.

13 - O sujeito que ainda não aprendeu a mística do DIÁLOGO é porque se colocou a si mesmo ou apenas o seu grupo em primeiro lugar. Colocou-se em lugar errado!

14 - Quem não dialoga é sinal que ainda não conheceu Jesus. Jesus veio para ensinar a dialogar, a viver e a conviver com os outros!

E isto significa achar um lugar para o outro na nossa vida!

Dialogar é isso! Não é concordar ou discordar de tudo. É ouvir o outro, mesmo que ele esteja nos prejudicando.

Perdão é diálogo! E se Jesus mandou perdoar então mandou dialogar!

A ideia é dar novas chances aos outros, ao outro, às outras, à outra e eu daqui ou no meio deles querendo valorizá-los.

Na verdade: só saberei quanto valho quando tiver aprendido a valorizar os outros!

Pe. Zezinho, scj

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc