segunda-feira, 10 de agosto de 2015

D. João Bosco, Presidente da comissão Vida e Família da CNBB:
“É preciso mobilizar 
e dar importância à reflexão sobre a família”

Criada em 1992, a Semana Nacional da Família é um evento anual e integra o calendário das paróquias e comunidades de todo o Brasil. A atividade inicia neste domingo, 9 de agosto, Dia dos Pais, dentro do clima do mês vocacional, e prosseguirá até o próximo sábado, 15.
Dom João Bosco
O tema central deste ano é "O amor é a nossa missão: a família plenamente viva". O evento é motivado pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), organismo vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
“A Semana Nacional da Família é um evento que vem crescendo a cada ano. Ela acontece num contexto importante de agosto, mês vocacional. É um mês que faz referência às diferentes vocações como a vida consagrada, dos pais, religiosos” pontua o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa.
Na oportunidade, o bispo deixa um convite: “Queremos convidar todas as famílias, especialmente aquelas que estão engajadas em pastorais e movimentos de família para que façam dessa semana um grande acontecimento em nosso país”.
Hora da Família
Para animar a atividade, a Comissão Nacional elabora o subsídio "Hora da Família", que começou a ser editado desde a vinda de São João Paulo II ao Brasil, em 1994, e passou a ser publicado anualmente, estando em sua 19ª edição.
Este ano, o subsídio está em sintonia com o tema do Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá no mês de setembro, na Filadélfia, com presença do papa Francisco. São propostos sete encontros: Gerados no amor de Deus, Sexualidade: Dom de Deus, Homem e mulher construindo um matrimônio santo, Criando o futuro, Todo o amor dá frutos, Família, esperança de Deus para o mundo e Igreja, mãe e mestra.
“É preciso realmente mobilizar e dar importância a essa reflexão sobre a família em todos os âmbitos da nossa vida. Os temas aprofundados nos encontros do Hora da Família são especialmente apropriados para que possamos conduzir a Semana da Família com profundidade e muito conteúdo de estudo e espiritualidade”, explica dom João Bosco.
Sugestões de atividades
Durante a Semana da Família são sugeridas algumas atividades, dentro do contexto local. As escolas podem trabalhar sobre a realidade e os valores da família, além de momentos de estudos e palestras nas comunidades, com espaço para testemunhos de casais, de famílias, jovens e religiosos. Também são oportunas as vigílias pelas famílias nas comunidades; adoração ao Santíssimo em prol das famílias; procissão luminosa, reza do terço, fórum da família; seminários e eventos nas Câmaras Municipais, entre outras.
Momento de valorizar a família
Dom Bosco recorda que a Semana da Família deve ser estendida para o ano todo, com motivações nas comunidades. “A temática família perpassa o ano todo, sendo uma reflexão transversal de toda ação evangelizadora da Igreja. A escolha de uma semana especial sobre a família é justamente para a reflexão não ficar apenas no âmbito eclesial, mas se trata de uma oportunidade de oferecer também à sociedade o debate referente aos desafios da família”, destaca o bispo.
Segundo o assessor nacional da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), padre Moacir Silva Arantes, a Semana Nacional da Família é uma expressão de diálogo da Igreja com a sociedade. “É um momento de dar um presente à família. E este presente é uma presença melhor e que possa enriquecer espiritualmente a sua convivência. Convido a todos para participar das celebrações, reflexões e debates da Semana Nacional da Família. Com certeza, por meio destes momentos você estará trazendo para dentro de sua casa um dom precioso de Deus para ajudá-los a viver mais felizes”, explica o sacerdote.
Saiba mais: www.cnpf.org.br
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domingo, 9 de agosto de 2015

Papa Francisco:
Não basta encontrar Jesus para crer n'Ele,
se o coração estiver fechado

Cidade do Vaticano (RV) - Não basta encontrar Jesus para acreditar n’Ele, não basta ler a Bíblia, o Evangelho, não basta nem mesmo assistir a um milagre, se o coração estiver fechado, a fé não entra: foi o que disse o Santo Padre no Angelus deste domingo.
Na alocução que precedeu à oração mariana, o Pontífice comentou o Evangelho do dia, no qual Jesus – após ter feito o grande milagre da multiplicação dos pães – parte da experiência da fome e do sinal do pão para revelar Ele mesmo e convidar a crer n’Ele.
O povo o procura, o povo o escuta, porque ficou entusiasmado com o milagre. Mas quando Jesus afirma que o verdadeiro pão, dado por Deus, é Ele mesmo – explicou o Papa –, muitos se escandalizam, não entendem, e começam a murmurar entre si. Então Jesus responde: “Ninguém pode vir a mim, se não o atrai o Pai que me enviou”.
Vamos a Jesus com o coração aberto!
Esta palavra do Senhor impressiona-nos e nos faz refletir, observou Francisco. “Esta palavra introduz na dinâmica da fé, que é uma relação: a relação entre a pessoa humana – todos nós – e a Pessoa de Jesus, onde o Pai desempenha um papel decisivo, e naturalmente também o Espírito Santo – que aí está subentendido”, acrescentou o Santo Padre.
“Não basta encontrar Jesus para crer n’Ele, não basta ler a Bíblia, o Evangelho – mas isso é importante, hein?, mas não basta; não basta nem mesmo assistir a um milagre, como o da multiplicação dos pães... Muitas pessoas estiveram em estreito contanto com Jesus e não acreditaram n’Ele, pelo contrário, desprezaram-no e o condenaram.”
Dito isso, Francisco perguntou-se: por que isso? Não foram atraídas pelo Pai? E Respondeu: não, isso aconteceu porque o coração dessas pessoas estava fechado para a ação do Espírito de Deus.
“Se você tem o coração fechado, a fé não entra. Deus Pai sempre nos atrai rumo a Jesus: Somos nós a abrir ou a fechar o nosso coração. Ao invés, a fé, que é como uma semente no profundo do coração, desabrocha quando nos deixamos ‘atrair’ pelo Pai rumo a Jesus, e ‘vamos até Ele’ com ânimo aberto, com o coração aberto, sem preconceitos; então reconhecemos em seu rosto o Rosto de Deus e em suas palavras a Palavra de Deus, porque o Espírito Santo nos fez entrar na relação de amor e de vida que existe entre Jesus e Deus Pai. E aí receemos o dom, o presente da fé”, explicou o Santo Padre.
Então, com esta atitude de fé, acrescentou o Papa, podemos compreender também o sentido do “Pão da vida” que Jesus nos dá, e que Ele expressa da seguinte forma: “Eu sou o pão vivo, descido do céu. Se alguém come deste pão viverá eternamente e o pão que eu darei é a minha carne par a vida do mundo” (Jo 6,51).
“Em Jesus, em sua ‘carne’ – ou seja, em sua humanidade concreta – está presente todo o amor de Deus, que é o Espírito Santo. Quem se deixa atrair por esse amor caminha rumo a Jesus e vai com fé, e recebe d’Ele a vida, a vida eterna.”
Após a oração do Angelus, antes da saudação aos vários grupos de fiéis e peregrinos presentes, o Santo Padre recordou que 70 anos atrás, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, se verificaram os terríveis bombardeios atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki:
“À distância de tanto tempo, esse trágico evento ainda suscita horror e repulsão. Ele tornou-se o símbolo do desmedido poder destrutivo do homem quando faz uso destorcido dos progressos da ciência e da técnica, e constitui uma advertência perene para a humanidade, a fim de que repudie para sempre a guerra e proíba as armas nucleares e toda arma de destruição em massa. Essa triste data nos chama, sobretudo, a rezar e a empenhar-nos pela paz, para difundir no mundo uma ética de fraternidade e um clima de serena convivência entre os povos.”
“De toda a terra – disse ainda o Papa – se eleve uma única voz: não à guerra, não à violência, sim ao diálogo, sim à paz! Com a guerra – acrescentou – sempre se perde! O único modo de vencer uma guerra é não fazê-la!”
Em seguida, o Pontífice voltou seu olhar para a situação em que se encontra a República de El Salvador:
“Sigo com grande preocupação as notícias que chegam de El Salvador, onde nos últimos tempos se agravaram as dificuldades da população por causa da penúria, da crise econômica, dos aguçados contrastes sociais e da crescente violência. Encorajo o querido povo salvadorenho a fim de que a justiça e a paz refloresçam na terra do Beato Oscar Romero.” (RL)
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Dia dos Pais:

início da Semana Nacional da Família

No segundo domingo do mês de agosto, mês vocacional no Brasil, celebramos o Dia dos Pais. Parabéns a todos os pais. Rezemos agradecidos a Deus Pai pelos nossos papais que continuam a sua missão, como também os pais já falecidos. Ofereçamos como filhos, aos pais: amor, respeito, carinho, orações, gratidão e paz. Na família, o pai juntamente com a mãe ocupa um lugar especial e importante.
São José, abençoai todos os pais
Celebremos o dia dos pais com festa. A festa em torno do grande dom que Deus dá ao homem e à mulher, que é nascer de um pai e de uma mãe, formando uma família conforme a vontade de Deus. Que os pais não desanimem de promover acolhida: “acolher em primeiro lugar a Jesus Cristo, nosso Salvador, que tendo nascido de uma família humana foi obediente ao seu pai adotivo, São José, e à sua Mãe, Maria Santíssima. Os pais devem ensinar aos seus filhos a solidariedade, a partilha, a cidadania, a co-responsabilidade pela vida da Igreja, missão de todos os batizados, e o profetismo de sermos discípulos missionários na edificação de uma sociedade mais justa, com emprego, com renda, com inclusão social verdadeira”. É importante valorizar a família, a começar da própria casa, assumindo com responsabilidade a parte que cabe a cada um, para que a família esteja unida.
A alegria do Dia dos Pais nos leva a celebrar a Semana Nacional da Família, entre os dias 09 e 15 de agosto de 2015, em todas as comunidades do Brasil, com o tema: “O amor é a nossa missão: a família plenamente viva”. Este é o mesmo tema do Encontro Mundial das Famílias que se realizará em setembro, na Fliadélfia (EUA). A reflexão é desenvolvida em sete roteiros de encontros, compilados no livreto “Hora da Família”, com a finalidade de oferecer material de apoio para os grupos de famílias. Cremos no amor como nossa missão. E que esta missão seja o meio de sermos completamente vivos e alcançarmos a realidade para a qual fomos criados. Acreditamos que este amor deve ser ensinado, compartilhado e comunicado na família e por ela; que é a igreja doméstica. A família compartilha a missão de toda a Igreja. Ela constitui o fundamento para todas as outras formas de comunidade. A casa na qual os pais auxiliam os filhos a descobrirem que Deus os ama e tem um plano para a vida de cada um.
Uma família plenamente viva dá frutos. Mesmo que nem todos sejam chamados ao matrimônio, ainda assim pode ser uma família viva. Uma vida destinada a ser fecunda. Toda vida tem o poder e a necessidade de nutrir nova vida – se não for por meio da geração e criação de filhos, então por outros meios vitais de doação, de realização de obras e de serviço. Assim, a Igreja é uma família com diferentes vocações, cada uma distinta, mas cada uma necessita das outras e se apoiam mutuamente.
A grande importância da família se dá porque a família é uma escola de amor, misericórdia, justiça, compaixão, perdão, respeito mútuo, paciência e humildade em meio a um mundo encoberto pelo egoísmo.
Viver a missão da igreja doméstica significa que as famílias terão que ter coragem e fortaleza. As famílias são chamadas a transmitir, tanto por palavras como por testemunho, as verdades fundamentais sobre a vida e o amor humano. Que Deus Pai abençoe sempre nossas famílias.
                             Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena - Bispo de Guarabira (PB)
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            Fonte: cnbb.org.br    Ilustração: pastoralfamiliararqfortaleza.blogspot.com.br

sábado, 8 de agosto de 2015

Leituras do

19º Domingo do Tempo Comum


1ª Leitura: 1Rs 19,4-8
Elias entrou deserto adentro e caminhou o dia todo. Sentou-se finalmente debaixo de um junípero e pediu para si a morte, dizendo: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais”.
E, deitando-se no chão, adormeceu à sombra do junípero. De repente, um anjo tocou-o e disse: “Levanta-te e come!”
Ele abriu os olhos e viu junto à sua cabeça um pão assado debaixo da cinza e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir.
Mas o anjo do Senhor veio pela segunda vez, tocou-o e disse: “Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer”.
Elias levantou-se, comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus.
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Salmo: 33
–  Provai e vede quão suave é o Senhor!
– Provai e vede quão suave é o Senhor!

– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor,/ que ouçam os humildes e se alegrem!
– Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.
– Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.
– O anjo do Senhor vem acampar/ ao redor dos que o temem, e os salva./ Provai e vede quão suave é o Senhor!/ Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!
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2ª Leitura: Ef 4,30-5,2
Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação.
Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie de maldade.
Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo.
Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor.
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Evangelho:  Jo 6,41-51
Os  judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”.
Eles comentavam: “Não é este Jesus o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como pode então dizer que desceu do céu?”
Jesus respondeu: “Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai, e por ele foi instruído, vem a mim.Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna.
Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”

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Reflexão
O Senhor nos oferece o seu Corpo e o seu Sangue
A leitura do trecho do primeiro livro dos Reis narra um momento dramático da vida do profeta Elias. Depois de degolar os profetas de Baal, Elias foge da perseguição implacável da rainha Jezabel, que havia prometido matá-lo. Desanimado, pois se sente só, sem ninguém para ajudá-lo, ele deseja morrer. Deita-se debaixo de um junípero e dorme. Despertado por um mensageiro celeste para que comesse, ele vê, perto de si, pão cozido e água. Ele come e volta a deitar-se. Mas o mensageiro insiste: “Levanta-te e come! Do contrário, o caminho será longo demais”. O profeta obedeceu e aquele alimento lhe sustentou para caminhar uma enorme distância até o Monte Horeb. Esse alimento e essa bebida que Elias recebeu do céu deram a ele força para caminhar por muito, muito tempo.
Considerado à luz do Novo Testamento, o episódio é uma antecipação da eucaristia. Quando nos sentimos angustiados e desanimados, o Senhor nos oferece uma comida e uma bebida extraordinários: o seu Corpo e o seu Sangue.
No evangelho, temos uma discussão entre os judeus e Jesus, que disse: “Eu sou o pão que desceu do céu”. Esse pão é um alimento espiritual, um alimento para a vida eterna. Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Enquanto criaturas de Deus, cada um possui em si mesmo algo que o faz tender para Ele. Esse dinamismo não suplanta a liberdade do ser humano, pois o homem pode resistir à atração de Deus, como pode, livremente, ceder a essa mesma atração. Por essa inclinação, Deus nos faz viver. É o que Deus declara no livro do profeta Jeremias: “Com amor eterno eu te amei, por isso te atraí” (31,3). O Pai que nos amou primeiro é quem nos coloca no seguimento do seu Filho. Realiza a vontade de Deus quem aceita Jesus como enviado de Deus e permanece com ele.
Na releitura cristã do Antigo Testamento, o maná era, como já dissemos, somente figura do pão que Deus, agora, dá ao seu povo. Nenhum alimento pode livrar quem quer que seja da morte. Somente o pão descido do céu é que livra da morte. O pão descido do céu é a carne de Jesus, isto é, a sua existência histórica e terrena, sua vida entregue para que o mundo tenha vida em plenitude. Ressuscitado dos mortos, o Senhor nos livra da morte eterna.
                                             Pe. Carlos Alberto Contieri, sj 
   Reflexão: paulinas.org.br      Banner: cnbb.org.br      Ilustrações: franciscanos.org.br
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Papa aos “mejistas” nesta sexta-feira:

Saber distinguir a verdadeira paz de Jesus

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa recebeu, na manhã desta sexta-feira (7/8) cerca de 2 mil jovens “mejistas” do mundo inteiro. Reunidos em Roma para comemorar os 100 anos do Movimento Eucarístico Jovem, eles puderam fazer perguntas diretamente a Francisco – que as respondeu de maneira espontânea e sincera.
Intensa alegria por estar junto do Papa
Uma delegação brasileira também marcou presença na audiência com o Papa. Ana Carolina Santos Cruz, 19 anos, de São Paulo (SP), fez uma das perguntas ao Pontífice. 
– Qual foi o maior desafio ou dificuldade que o senhor Papa enfrentou na Missão como religioso?
“Saber distinguir a verdadeira paz de Jesus”, respondeu o Papa.
“A verdadeira paz vem sempre de Jesus. Mesmo se, às vezes, embrulhada em uma cruz. Mas, é Jesus que te dá a paz naquela prova. Ao contrário, a paz superficial, aquela que te deixa 'um pouco contente', vem do inimigo, do diabo”.
Tensão e conflito
Destacando a questão da tensão e do conflito colocados por outros jovens, o Papa disse que as tensões desenvolvem a coragem e fazem crescer. “Um jovem deve ter a virtude da coragem. Um jovem sem coragem é um jovem aguado, um jovem velho. Às vezes quero dizer, e já disse, aos jovens: por favor, não se aposentem”.
O Papa então recordou que as tensões se resolvem com o diálogo e que a elas o jovem não deve se apegar muito porque, no final, fazem mal. “Um jovem que só sabe viver na tensão está doente”, afirmou o Papa.
Sobre os conflitos culturais, Francisco voltou a pedir respeito pela diversidade, verdadeira riqueza de um povo. “Uma cultura com tantas culturas diferentes dentro, deve procurar a unidade mas com o respeito a cada uma das identidades. O conflito se resolve com o respeito à identidade”, reiterou o Papa.
Por fim, Francisco recordou que a memória de Jesus está presente e nos salva na Eucaristia. “Não é um ritual somente, uma cerimônia. É uma outra coisa. É ir até o Calvário, onde Jesus deu sua vida por mim. Cada um deve dizer isso”, finalizou o Papa. (RB)
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                                                                                         Fonte: radiovaticana.va

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Preparando nosso coração para a próxima semana

Família: Amor e Missão

Na segunda semana de agosto, a Igreja no Brasil celebra a Semana Nacional da Família. Neste ano ela cresce em importância na medida em que serve para motivar as comunidades a entrarem em sintonia com a Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos em Roma, nos dia 4 a 25 de outubro, com a finalidade de aprofundar “a vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.
O Papa valoriza e ama a família
Ao que tudo indica, o acento do Sínodo vai ser, ao mesmo tempo, a afirmação da beleza do matrimônio indissolúvel e o convite ao uso da misericórdia para com as famílias feridas e frágeis. “Trata-se de partir das situações concretas das famílias, acompanhando com atenção e cuidado os seus filhos mais frágeis, marcados pelo amor ferido e confuso, restituindo-lhes confiança e esperança”. Por isso, “a Igreja convida a reconhecer os valores presentes nas uniões civis e pré-matrimoniais” e intensificar o acompanhamento pastoral aos “casais separados, aos divorciados e aos abandonados”. Igualmente pede às comunidades que sejam “acolhedoras para os casais em dificuldade e em risco de separação”.
Mesmo propondo o uso da misericórdia, a igreja afirma a indissolubilidade do Matrimônio, como “ideal de vida apesar de todas as dificuldades sociais e culturais, para comunicar a esperança”. Igualmente rejeita o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pedindo, no entanto, respeito “à dignidade de todas as pessoas, independente da sua tendência sexual”.
O tema da Semana Nacional da Família de 2015 - O amor é a nossa missão: a família plenamente viva -, é o mesmo tema do 8° Encontro Mundial das Famílias com o Papa, previsto para os dias 22 a 27 de setembro, na Filadélfia, Estados Unidos.
Em uma das homilias de sua recente viagem ao Equador, o Papa Francisco declarou que “o mundo de hoje não entende por que os sentimentos românticos não são suficientes para um verdadeiro casamento”. Um padre, presente ao ato, comentou que “o casamento é o ápice do romance: são duas pessoas totalmente unidas, tão totalmente que elas consagram a vida uma à outra, com tamanha força que elas geram nova vida uma com a outra. É a entrega sem volta, um amor que supera tudo e que não se fecha para a vida”.
Espero que as celebrações da Semana Nacional da Família, que tem início com as comemorações do Dia dos Pais, ajudem a fortalecer os laços de amor e fidelidade entre as famílias das nossas comunidades. Igualmente espero que elas ajudem a motivar os jovens a bem se prepararem para a constituição de famílias que sejam “casas de comunhão e oração em busca da verdade, vivendo no amor de Deus”.
Parabéns aos pais e que Deus abençoe as nossas famílias!
                                      Dom Canísio Klaus - Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)
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                                                         Fonte: cnbb.org.br    Banner: radiovaticana.va

Papa Francisco nesta quinta-feira:

Na família aprendemos amar sem pedir nada em troca

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco tuitou nesta quinta-feira (06/08) a seguinte mensagem: “Aprendemos muitas virtudes numa família cristã, sobretudo amar sem pedir nada em troca.”
Família: fonte de vida e alegria
O pontífice sempre convida a dar uma maior atenção para a família, célula vital da sociedade, e ao acompanhamento dos noivos ao matrimônio. O Papa convida também a acolher as pessoas separadas que sofrem por causa da falência de seu projeto de vida conjugal e por outras situações de desconforto familiar que dificultam o caminho de fé e de vida na Igreja.
Na Audiência Geral desta quarta-feira (05/08), Francisco disse que os casais de segunda união fazem parte da Igreja. “A Igreja bem sabe que tal situação contradiz o Sacramento cristão. Todavia, o seu olhar de mestra parte sempre de um coração de mãe; um coração que, animado pelo Espírito Santo, procura sempre o bem e a salvação das pessoas. É por isso que a Igreja sente o dever, pelo amor da verdade, de discernir bem as situações”, afirmou o Santo Padre. (MJ)
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                                                                                         Fonte: radiovaticana.va