quarta-feira, 6 de maio de 2026

Papa na catequese desta quarta-feira:

a Igreja não anuncia a si própria,
mas aponta para a salvação em Cristo

Continuando o ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática "Lumen Gentium", Leão XIV dedicou sua catequese desta quarta-feira, 6 de maio, para a dimensão escatológica da Igreja, com frequência esquecida. "Somos chamados a considerar a dimensão comunitária e cósmica da salvação em Cristo e a voltar o nosso olhar para este horizonte final, a medir e a avaliar tudo a partir desta perspectiva."

Depois da viagem à África, o Papa retomou suas catequeses sobre os documentos conciliares, comentando hoje o Capítulo VII da Lumen Gentium. Neste tópico, a Constituição sobre a Igreja do Concílio Vaticano II reflete sobre uma das suas características definidoras: a dimensão escatológica.

"A Igreja, de fato, percorre esta história terrena sempre orientada para o seu objetivo final, que é a pátria celeste", explicou o Pontífice. Essa é uma dimensão essencial que, no entanto, muitas vezes é negligenciada ou minimizada porque se foca no que é imediatamente visível e nas dinâmicas mais concretas da vida da comunidade cristã.

Denunciar o mal em todas as suas formas

Povo de Deus que caminha na história, a Igreja tem o Reino de Deus como fim de todo o seu agir. Isto significa que ela não se identifica perfeitamente com o Reino de Deus, pois o cumprimento definitivo deste somente ocorrerá no fim dos tempos. Guardiã de uma esperança que ilumina o caminho, afirmou o Papa, é também investida da missão de pronunciar palavras claras para rejeitar tudo o que mortifica a vida e impede o seu desenvolvimento e a tomar posição em favor dos pobres, dos explorados, das vítimas da violência e da guerra e de todos os que sofrem, no corpo e no espírito.

“Sinal e sacramento do Reino, a Igreja é o povo de Deus em peregrinação na terra, que, partindo da promessa final, lê e interpreta a dinâmica da história a partir do Evangelho, denunciando o mal em todas as suas formas e anunciando, por palavras e ações, a salvação que Cristo deseja realizar para toda a humanidade e o seu Reino de justiça, amor e paz. A Igreja, portanto, não anuncia a si própria; pelo contrário, tudo nela deve apontar para a salvação em Cristo.”

Nenhuma instituição eclesial pode ser absolutizada

Nesta perspetiva, a Igreja é chamada a reconhecer humildemente a fragilidade humana e a transitoriedade das suas instituições, que, embora sirvam o Reino de Deus, transportam a imagem fugaz deste mundo (cf. LG, 48). "Nenhuma instituição eclesial pode ser absolutizada", recordou Leão XIV. Pelo contrário, já que vivem na história e no tempo, são chamadas à conversão contínua, à renovação das formas e à reforma das estruturas, à regeneração constante das relações, para que possam verdadeiramente corresponder à sua missão.

Na comunhão dos santos, formamos uma única Igreja

No contexto do Reino de Deus, outro ponto a ser compreendido é a relação entre os cristãos que cumprem a sua missão hoje e aqueles que já concluíram a sua existência terrena e se encontram em estado de purificação ou beatitude.

Lumen Gentium, de fato, afirma que todos os cristãos formam uma só Igreja, que existe uma comunhão e partilha dos bens espirituais fundada na união de todos os fiéis com Cristo, uma fraterna sollicitudo entre a Igreja terrena e a Igreja celeste. Ao rezarmos pelos defuntos e ao seguirmos os passos daqueles que já viveram como discípulos de Jesus, também nós somos amparados na nossa caminhada e fortalecemos a nossa adoração a Deus.

"Sejamos gratos aos Padres Conciliares por nos terem recordado essa dimensão tão importante e bela do ser cristãos, e procuremos cultivá-la nas nossas vidas", pediu o Santo Padre, ao concluir a sua catequese.

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Assista:

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va  Foto de arquivo: vaticanews.va

terça-feira, 5 de maio de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 6 - Quarta-feira

19h - Missa votiva em louvor a São José na matriz

19h - Celebração na comunidade dos Moreiras

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Dia 7 - Quinta-feira

  19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração na comunidade Nossa Senhora Aparecida (Bela Vista)

19h - Celebração na comunidade dos Jacintos

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Dia 8 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

  19h - Grupo de oração Maranathá na capela da Soledade

19h - Celebração na comunidade São Benedito (Goiabal)

19h - Celebração na comunidade da Serra dos Pereiras

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Dia 9 - Sábado

19h -  Missa na Matriz

19h - Celebração na comunidade São Geraldo

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Dia 10 - 6º Domingo de Páscoa

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Reflexão esclarecedora:

Está confusa porque casou de novo?

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Em prantos e olhos vermelhos de tanto chorar ela veio conversar com meu colega padre que trabalha com casais de segunda união. O colega padre voltava da missa na paróquia. Nesse ínterim atendi os dois: ele, viúvo, ela separada há cinco anos. O ex-marido já está com outra e com dois filhos da outra!

Ela ouvira um pregador super rígido que, literalmente, falou na mídia que não existe segunda união.

Literalmente disse que o viúvo está em pecado e que ela não pode coabitar com ninguém, mesmo que o ex esteja com outra. Literalmente sentenciou que os quatro estão em pecado.

O viúvo porque estava vivendo com ela; ela porque estava vivendo com o viúvo a nova mulher do ex-marido e o ex-marido porque está no segundo “casamento”.

Enfim, ouvira do rígido pregador que ela devia viver solteira até o fim da vida, porque não existe nem segundo casamento, nem segunda união!

Expliquei o que a Igreja pensa e o que o bispo permite na sua diocese e qual o papel dos padres e leigos que estudaram o Direito Canônico. É rígido, mas não insolúvel. Há muitos casos com solução.

A pessoa abandonada deve procurar ajuda não apenas na confissão, mas também na cúria diocesana. Lá se cuida das dores, conflitos, injustiças e lá se explica o que pastoral do matrimônio.

Não vale apenas a pregação de um padre radical. A igreja também é radical porque vai às raízes dos problemas. Uma coisa é o púlpito, outra o confessionário, outra a sala de consulta onde um padre advogado, ou um leigo advogado ajuda a distinguir as uniões de dada fiel. Os párocos sabem o endereço exato. É lá que se resolvem as primeiras e segundas uniões.

Hoje em dia há pregadores tão rígidos que acabam mandando para o inferno quem estava de novo no céu.

Dona D.A.R., que tinha marcas no queixo e no ombro direito da queda que levou escada abaixo, vítima de um ex-marido brucutu. Hoje ela separou-se e agora vive um céu com o novo companheiro, viúvo, pai de duas adolescentes que a amam como mãe. Merece o inferno?

A Igreja Católica tem solução para esses tipos de conflito. E a solução não é do padre brucutu nem do padre bonzinho demais. Está nesses três livros e na sala dos conselheiros da diocese.

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

O Papa nesta terça-feira:

a Igreja anuncia o Evangelho.
Se alguém me criticar, que o faça com sinceridade.

Em Castel Gandolfo, Leão XIV responde às perguntas dos jornalistas e comenta as últimas críticas do presidente dos Estados Unidos, Trump: “Há anos que a Igreja se pronuncia contra todas as armas nucleares. Espero ser ouvido pelo valor da palavra de Deus”. Sobre o encontro com o secretário de Estado dos EUA, Rubio, o Pontífice expressa a esperança de um “bom diálogo” para que “nos entendamos bem”.

“A missão da Igreja é anunciar o Evangelho, pregar a paz. Se alguém quiser me criticar por anunciar o Evangelho, que o faça com a verdade”. Depois do cardeal Pietro Parolin, nesta manhã, foi o próprio Papa Leão XIV a comentar as declarações de hoje do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a criticar o Pontífice.

Na saída da Villa Barberini, sua residência em Castel Gandolfo, Leão se deteve com o grupo de jornalistas e respondeu às perguntas: “Há anos a Igreja se pronuncia contra todas as armas nucleares, portanto, não há dúvida alguma a esse respeito”, disse o Papa, respondendo às afirmações de Trump, segundo as quais o Pontífice consideraria aceitável que o Irã possua armas nucleares, colocando em risco todos os católicos.

“Espero simplesmente ser ouvido pelo valor da palavra de Deus”, destacou Leão XIV, reiterando que “já falei desde o primeiro momento em que fui eleito e agora estamos próximos do aniversário. Eu disse: que a paz esteja convosco”.

Sobre o encontro com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, marcado para a manhã de quinta-feira, 7 de maio, o Papa expressou a esperança de que seja “um bom diálogo” para que “com confiança” e “com abertura” seja possível “nos entender bem”. “Acho que os temas pelos quais ele vem não são os de hoje. Vejamos...”, acrescentou Leão, referindo-se mais uma vez às declarações do presidente dos Estados Unidos. 

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Fonte: vaticanews.va  Foto de arquivo: vaticanews.va

segunda-feira, 4 de maio de 2026

O mês mariano:

a pedagogia da Virgem Maria e a força espiritual da Igreja 

Cardeal Orani João Tempesta - Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

O mês de maio estabelece um ritmo espiritual distinto e inconfundível na vida da Igreja Católica. A Tradição milenar consagra este período de trinta e um dias à veneração da Virgem Maria. A devoção mariana não representa um apêndice teológico, uma piedade periférica ou um enfeite litúrgico. Ela constitui o núcleo incandescente da experiência cristã. Maria garante a concretude da humanidade do Verbo Encarnado. Sem a sua aceitação livre, consciente e corajosa, o mistério da Salvação não atingiria a história humana. A Igreja dedica o mês de maio para mergulhar na compreensão daquela que gerou o próprio Deus, oferecendo aos fiéis uma escola permanente de fé e ortodoxia. 

Historicamente, a dedicação de maio à Virgem Maria remonta à Europa medieval e consolida-se na modernidade. O mês que marca o ápice da primavera no hemisfério norte simboliza a renovação da vida, o desabrochar das flores e a superação do inverno rigoroso. A Igreja assumiu essa simbologia natural e a elevou à ordem da graça. Maria representa o florescimento da redenção humana. No calendário litúrgico, este período habitualmente sucede a Oitava de Páscoa e pavimenta o caminho para a Solenidade de Pentecostes. Essa localização possui um significado teológico exato. Maria esteve fisicamente presente no Cenáculo. Ela sustentou a fé incipiente dos apóstolos, atemorizados após o drama da crucificação, e aguardou com eles a efusão do Espírito Santo. A vivência íntegra do mês mariano exige que o cristão assuma essa exata postura: uma expectativa vigilante, ancorada na certeza da ressurreição e inflamada pela coragem apostólica. 

A dinâmica pastoral do mês mariano opera através de práticas seculares que nutrem e sustentam a fé do povo de Deus. A recitação diária do Santo Rosário, o canto da Ladainha Lauretana e as tradicionais coroações de Nossa Senhora nas paróquias não configuram meros ritos folclóricos ou tradicionalismos vazios. O Rosário funciona como um compêndio perfeito do Evangelho. A cada mistério contemplado, o fiel medita os passos, o sofrimento e a glória de Cristo através dos olhos daquela que O conheceu com a intimidade absoluta de uma mãe. A Igreja reconhece no Rosário uma arma espiritual de eficácia histórica e comprovada contra as forças da desagregação moral, contra as crises familiares e contra a violência social. As comunidades e as famílias que assumem esta oração com seriedade e constância transformam o ambiente ao seu redor. 

O Magistério da Igreja reafirma a centralidade inegociável da Mãe de Deus na economia da salvação. O atual Sumo Pontífice, Papa Leão XIV, mantém firme a bússola de São Pedro ao apontar a Virgem de Nazaré como o antídoto supremo contra o narcisismo e o individualismo contemporâneos. O Papa Leão XIV ensina que Maria destrói a soberba do homem moderno exatamente pela via da obediência radical aos desígnios de Deus. Enquanto a cultura vigente exalta a autossuficiência egoísta e a rebelião contra qualquer autoridade, o exemplo mariano demonstra que a verdadeira grandeza e a autêntica liberdade humana residem na submissão irrestrita à vontade divina. A Igreja precisa respirar com este pulmão mariano para não sufocar na burocracia institucional ou no pragmatismo estéril de ações que esquecem a dimensão do sagrado. 

O aprofundamento deste período exige a compreensão dos dogmas que estruturam a figura de Maria. O Concílio de Éfeso, no ano 431, decretou Maria como Theotókos, a Mãe de Deus. Essa verdade dogmática protege a própria integridade da cristologia. Negar a maternidade divina de Maria significa fragmentar a pessoa de Jesus Cristo, separando a sua divindade de sua humanidade. O dogma da Imaculada Conceição proclama que Maria foi preservada da mancha do pecado original desde o primeiro instante de sua existência. Ela exibe o projeto original de Deus para a humanidade, não corrompido pela queda. A Assunção de Maria em corpo e alma aos céus antecipa a glória escatológica que aguarda a totalidade da Igreja. O povo simples, ao entoar os cânticos de maio e enfeitar os andores, defende essas verdades de fé com a mesma precisão e eficácia dos grandes tratados acadêmicos de teologia. 

A figura da Virgem impõe obrigações práticas e imediatas aos fiéis. A espiritualidade mariana autêntica rejeita a inércia e o comodismo espiritual. O Evangelho relata que, imediatamente após o anúncio do Arcanjo Gabriel, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa da Judeia a fim de servir sua prima Isabel, que estava grávida em idade avançada. A verdadeira devoção exige a mesma pressa no serviço aos mais vulneráveis. O fiel que desfia o rosário nos bancos da igreja, mas ignora a fome do vizinho, a injustiça em seu ambiente de trabalho ou a exclusão dos marginalizados, frauda a própria fé. No episódio das bodas de Caná, Maria percebe a falta de vinho antes de qualquer outra pessoa e exige uma intervenção do seu Filho. O cristão precisa cultivar esse mesmo olhar clínico mariano para detectar as imensas faltas de vinho da sociedade atual: a miséria extrema, o desemprego estrutural, a desintegração das famílias e o abandono impiedoso dos idosos. 

O cântico do Magnificat explicita a força transformadora dessa mulher. Maria profetiza com clareza cristalina que o Senhor derruba os poderosos de seus tronos e exalta os humildes; enche de bens os famintos e despede os ricos de mãos vazias. Este texto não permite uma leitura passiva ou alienada da fé. A Virgem Maria endossa a justiça divina que subverte as lógicas opressoras do mundo. A devoção mariana possui, portanto, uma inegável dimensão de transformação social, baseada na dignidade de cada filho de Deus. 

O mês mariano entrega aos fiéis um programa de vida robusto e estruturado. A Igreja orienta e exige de seus membros a intensificação rigorosa da oração pessoal, a frequência redobrada aos sacramentos da Eucaristia e da Confissão, e o engajamento prático em obras de caridade durante estas semanas. O cristão deve extrair da vivência de maio a reserva de força espiritual necessária para enfrentar as provações do ano inteiro. A consagração pessoal a Nossa Senhora forja homens e mulheres resilientes, dotados de uma fibra moral que os torna capazes de suportar a cruz sem ceder ao desespero. 

O Evangelho de São João atesta que Maria permaneceu de pé junto à cruz de Jesus. O mundo contemporâneo, marcado por guerras, colapsos éticos e desesperança, exige fiéis que permaneçam igualmente de pé diante das tragédias modernas. A Igreja precisa de católicos que sustentem a esperança nos ambientes onde a sociedade civil decreta a derrota absoluta. O mês de maio reafirma a promessa de que a vitória definitiva sobre a morte e sobre o mal pertence a Cristo, e a Tradição atesta que o caminho mais seguro, rápido e perfeito para alcançar o coração de Jesus passa, inevitavelmente, pelo Imaculado Coração de Sua Mãe. 

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Fonte: cnbb.org.br    Imagem: vaticannews.va

domingo, 3 de maio de 2026

Leão XIV no Regina Caeli deste domingo:

a fraternidade e a paz são o nosso destino

Cada um tem já um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou, oferecemos a nós mesmos essa consciência. É o mandamento novo: assim antecipamos o céu na terra, revelamos a todos que a fraternidade e a paz são o nosso destino. Com efeito, no meio de uma multidão de irmãos, no amor, cada um descobre ser único. Foi o que disse o Papa no Regina Caeli deste V Domingo do Tempo Pascal.

O Evangelho proclamado neste domingo introduz-nos no diálogo do Mestre com os seus, durante a Última Ceia. Em particular, ouvimos uma promessa que nos conecta desde já no mistério da sua ressurreição. Jesus diz: «Quando Eu tiver ido e vos tiver preparado lugar, virei novamente e hei de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3).

Com essas palavras, o Santo Padre comentou o Evangelho deste domingo, 3 de maio, no Regina Caeli, ao meio-dia, ao rezar com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a oração que substitui o Angelus no período pascal.

Neste tempo litúrgico, tal como a Igreja nascente, ressaltou o Pontífice, recordamos as palavras de Jesus que revelam todo o seu significado à luz da sua paixão, morte e ressurreição. O que antes escapava aos discípulos ou lhes causava perturbação, agora ressurge na memória, aquece o coração e dá esperança.

Os Apóstolos descobrem que em Deus há lugar para cada um. Dois deles tinham-no experimentado desde o primeiro encontro com Jesus, junto ao rio Jordão, quando Ele se deu conta de que o seguiam e os convidou a ficar naquela tarde na sua casa.

Também agora, diante da morte, Jesus fala de uma casa, desta vez muito grande: é a casa do seu Pai e do nosso Pai, onde há lugar para todos. O Filho descreve-se como o servo que prepara os aposentos, para que cada irmão e irmã, ao chegar, encontre o seu pronto e se sinta desde sempre esperado e finalmente encontrado.

O Papa observou que no mundo antigo em que ainda caminhamos, chamam a atenção os lugares exclusivos, as experiências ao alcance de poucos, o privilégio de entrar onde ninguém mais pode. Em vez disso, no mundo novo para onde o Ressuscitado nos leva, aquilo que tem maior valor está ao alcance de todos. Mas não por isso perde o seu encanto. Pelo contrário, aquilo que está acessível a todos agora gera alegria: a gratidão substitui a competição; a acolhida apaga a exclusão; a abundância já não implica desigualdade.

Acima de tudo, ninguém é confundido com outra pessoa, ninguém está perdido. A morte ameaça apagar o nome e a memória, mas em Deus cada um é finalmente ele mesmo. Na verdade, é este o lugar que procuramos durante toda a vida.

«Tende fé», diz-nos Jesus. Eis o segredo! «Tende fé em Deus e tende fé também em mim». É precisamente esta fé que liberta o nosso coração da ansiedade de obter e de possuir, do engano de perseguir um lugar de prestígio para valer alguma coisa. Cada um tem já um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou, oferecemos a nós mesmos essa consciência. É o mandamento novo: assim antecipamos o céu na terra, revelamos a todos que a fraternidade e a paz são o nosso destino.

Com efeito, no meio de uma multidão de irmãos, no amor, cada um descobre ser único, disse por fim o Pontífice, pedindo, então, a Maria Santíssima, Mãe da Igreja, para que cada comunidade cristã seja uma casa aberta a todos e atenta a cada um.

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Assista:

Raimundo de Lima – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va

Reflexão para este domingo:

Crer em Jesus, o Cristo

José Antonio Pagola

Há na vida momentos de verdadeira sinceridade em que surgem do nosso interior, com lucidez e claridade incomuns, as perguntas mais decisivas: em última análise, em que eu creio? O que é que espero? Em quem apoio minha existência?

Ser cristão é, antes de tudo, crer em Cristo. Ter a sorte de ter-se encontrado com Ele. Acima de toda crença, fórmula, rito ou ideologização, o verdadeiramente decisivo na experiência cristã é o encontro com Jesus, o Cristo. Ir descobrindo por experiência pessoal, sem que ninguém tenha que dizer-nos de fora, toda a força, a luz, a alegria, a vida que podemos ir recebendo de Cristo. Poder dizer a partir da própria experiência que Jesus é “Caminho, Verdade e Vida”.

Em primeiro lugar, descobrir Jesus como Caminho. Escutar nele o convite a caminhar, avançar sempre, não deter-nos nunca, renovar-nos constantemente, aprofundar-nos na vida, construir um mundo justo, fazer uma Igreja mais evangélica. Apoiar-nos em Cristo para andar dia a dia o caminho doloroso e ao mesmo tempo gozoso que vai da desconfiança à fé.

Em segundo lugar, encontrar em Cristo a verdade. A partir dele descobrir Deus na raiz e no extremo do amor que nós seres humanos damos e acolhemos. Dar-nos conta, por fim, de que a pessoa só é humana no amor. Descobrir que a única verdade é o amor, e descobri-lo aproximando-nos do ser concreto que sofre e é esquecido.

Em terceiro lugar, encontrar em Cristo a vida. Na realidade, as pessoas creem naquele que nos dá a vida. Por isso, ser cristão não é admirar um líder nem formular uma confissão sobre Cristo. É encontrar-nos com um Cristo vivo e capaz de fazer-nos viver.

Jesus é “Caminho, Verdade e Vida”. É outro modo de caminhar pela vida. Outra maneira de ver e sentir a existência. Outra dimensão mais profunda. Outra lucidez e outra generosidade. Outro horizonte e outra compreensão. Outra luz. Outra energia. Outro modo de ser. Outra liberdade. Outra esperança. Outro viver e outro morrer.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

sábado, 2 de maio de 2026

A tenda do encontro:

os 7 passos na construção
das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2026-2032

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) foram aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada nas últimas semanas, em Aparecida (SP). O texto dessas orientações e indicações pastorais para animar a missão da Igreja em suas dioceses e comunidades é fruto de um processo iniciado em 2022 e marcado por ampla escuta, participação e discernimento em perspectiva sinodal.  

Confira abaixo os sete passos que marcaram o caminho da atualização das diretrizes:  

1. A Carta dos bispos à Igreja no Brasil 

Em setembro de 2022, ao final da etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da CNBB, os bispos enviaram uma carta na qual explicavam e davam início ao processo de construção das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. O itinerário ali apresentado mantinha as diretrizes em vigor desde 2019 e propunha “prolongar o exercício da escuta”, a “vivência de um tempo de discernimento” e a “recepção e aprofundamento das indicações do Documento Final do Sínodo”. 

2. Tempo de discernimento 

O ano de 2023 foi marcado pelo discernimento. A ideia é que esse exercício se desdobrasse “na compreensão de conceitos presentes nas Diretrizes, na apresentação concreta de metodologias e indicações pastorais, à luz das Constituições principais do Concílio Vaticano II”. 

Nesse período, o processo de atualização das diretrizes avançou para o discernimento pastoral, com reflexões sobre os impactos da pandemia, as transformações culturais e digitais e desafios como a pobreza, a polarização e o enfraquecimento do senso de pertença eclesial. Nesse contexto, ganharam força as palavras-chave comunhão, participação e missão, que passaram a orientar a elaboração do texto.  

3. Encorajamento, consolidação e aprofundamento 

O ano de 2024 foi marcado pelo aprofundamento do texto até então elaborado. Durante a 61ª Assembleia Geral da CNBB, os bispos trabalharam sobre um instrumento de trabalho que sistematizou as contribuições recebidas até o momento. A metodologia incluiu a “conversa no Espírito”, com grupos de discernimento voltados à escuta dos sinais dos tempos e à definição de caminhos pastorais.  

A imagem da “tenda alargada” tornou-se inspiração central, expressando o desejo de uma Igreja mais acolhedora, aberta e missionária. O processo também buscou integrar as conclusões do Sínodo e dialogar com questões emergentes, como o impacto das novas tecnologias, a crise climática e o crescimento do individualismo. 

Em junho daquele ano, o Papa Francisco enviou uma carta confirmando e animando os bispos no processo de elaboração das diretrizes. O pontífice encorajou o episcopado brasileiro confiando ao Espírito Santo a iluminação das mentes e corações, “guiando-os na formulação de orientações que possam responder aos desafios contemporâneos e levar a Palavra de Deus a todos os cantos do país”. 

4. Nova rota definida, passando pelas dioceses 

Chegado o ano de 2025, a expectativa era de votação do texto durante a Assembleia Geral, marcada para o período de 30 de abril a 9 de maio. Entretanto, com o falecimento do Papa Francisco, os bispos decidiram pelo adiamento da Assembleia, passando a votação para este ano de 2026.  

Durante o Conselho Permanente de julho de 2025, os bispos aprovaram a sugestão da equipe de redação das diretrizes de o texto ser usado ainda como Instrumento Laboris (Instrumento de Trabalho) por dioceses e organismos eclesiais até o final do ano. Esse contato prévio das dioceses também teve a intenção de que, após leitura detalhada, fossem enviadas à equipe de redação novas observações para serem incorporadas ao texto.   

5. Novo instrumentum laboris 

Com o contato das dioceses e de organismos com o instrumento de trabalho, a equipe de redação acolheu as sugestões enviadas e as incorporou ao texto junto com as inspirações vindas do pontificado do Papa Leão XIV e as indicações de implementação do processo do Sínodo sobre a Sinodalidade.  

Em janeiro de 2026, após receber as contribuições das dioceses, a comissão de redação das Diretrizes enviou a todos os bispos a 23ª versão do texto, consolidando o caminho construído de forma colegiada, marcado pela escuta, pela corresponsabilidade e pelo método sinodal como eixo estruturante. A versão final do texto foi entregue ao Conselho Permanente no mês de março.  

6. Amadurecimento do texto das Diretrizes

Durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, os bispos debruçaram-se sobre o texto e fizeram novas contribuições para a equipe de redação. Foram mais de 1500 emendas feitas durante a assembleia, as quais foram analisadas pela equipe de redação.  

“Essa equipe trabalhou de uma forma extraordinária e chegamos a um texto que, imagino, reflete as necessidades da obra da evangelização hoje no território”, destacou o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler.

 7. A tenda do encontro e a recepção do Sínodo 

O texto foi aprovado na quinta-feira, dia 23 de abril. Durante a coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira, 24 de abril, dom Jaime Spengler apresentou a estrutura do texto das diretrizes, aprovado no dia anterior com acolhida do resultado expressivo da votação com aplausos de pé no plenário da Assembleia.

O texto propõe para a Igreja no Brasil a imagem da tenda do encontro, assim como no Sínodo sobre a Sinodalidade, como inspiração para a acolhida de todos, a possibilidade de alargamento e da itinerância na missão.

“As orientações das diretrizes estão em grande sintonia com aquilo que hoje a Igreja no seu todo pede do seu povo, da nossa gente”, pontuou dom Jaime.  

Conheça a estrutura do documento das DGAE que terão validade de 2026 a 2032: 

1º Capítulo: A Igreja: tenda do encontro 
A Igreja é compreendida como tenda do encontro. A tenda acolhe todos, ela pode ser, sempre de novo alargada, de acordo com as necessidades.   

2º Capítulo: A escuta dos sinais 
É feita a escuta tanto dos sinais dos tempos, que dizem respeito à realidade atual do mundo, quanto os sinais de esperança e da ação do Espírito Santo que podem ser vistos nas comunidades de todo o país.

3º Capítulo: Discernimento para uma Igreja Sinodal 
Aqui entram os aspectos fundamentais que já foram apresentados durante o Sínodo dos Bispos em 2023 e 2024, os princípios da comunhão, da participação e da missão. 

4º Capítulo: Povo de Deus em missão 
Todos nós somos chamados a testemunhar e anunciar o Evangelho (laicato, ministros leigos e leigas, famílias, crianças e adolescentes, jovens, mulheres, pessoas com deficiência e neurodivergência, idosos, vida consagrada, ministros ordenados e povos indígenas).

5º Capítulo: Caminhos da Missão 
Indicações sobre “os modos concretos” de efetivar as propostas das Diretrizes da Ação Evangelizadora, não apenas com ações, mas que todos encontrem na tenda “lugar, sentido e envio na missão”. Nesse sentido, os caminhos dizem respeito à animação bíblica da Pastoral; à iniciação à vida cristã, à liturgia e à piedade popular; ao serviço à vida plena para todos; à evangélica opção preferencial pelos pobres; à formação, defesa e cuidado da vida e à ecologia integral.

6º Capítulo: Compromissos sinodais
Com o compromisso de que as diretrizes tivessem em sintonia com as decisões do Sínodo, o texto foi firmado como o principal instrumento de implementação do Sínodo sobre a Sinodalidade na realidade do Brasil. Assim, o último capítulo contém uma atitude considerada por dom Jaime como o “coração do documento final do Sínodo 2023”: a conversão.

Assim, os compromissos sinodais partem da conversão em três âmbitos: das relações, dos processos e dos vínculos.

Na conversão das relações, estão presentes a questão da proteção de menores e da comunicação, por exemplo.

Na conversão dos processos, os bispos abordam os espaços de promoção da sinodalidade, como as assembleias diocesanas, os conselhos pastorais, os conselhos econômicos e a questão do Dízimo.

Por fim, a conversão dos vínculos diz respeito aos organismos do povo de Deus, aos organismos e projetos missionários, ao Pacto Educativo Global lançado pelo Papa Francisco e à questão do ecumenismo e o diálogo inter-religioso.  

Luiz Lopes Jr

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Fonte: cnbb.org.br

Papa em ordenação de bispos neste sábado:

pobres encontrem em seus pastores
a maternidade que é o rosto da Igreja

Saibam sempre motivar incansavelmente as pessoas e as comunidades, simplesmente recordando a beleza do Evangelho. Que os pobres de Roma, os peregrinos e os visitantes que aqui vêm de várias partes do mundo encontrem nos habitantes desta cidade, nas suas instituições e nos seus pastores, aquela maternidade que é o rosto autêntico da Igreja: disse Leão XIV aos novos bispos auxiliares de Roma, por ele ordenados na tarde deste sábado (02/05) na Basílica de São João de Latrão, sede da Diocese de Roma.

Deixem o Espírito da profecia agir em vocês: não se contentem com os privilégios que sua condição pode oferecer-lhes, não sigam a lógica mundana de ocupar os primeiros lugares, sejam testemunhas de Cristo que não veio para ser servido, mas para servir. Vocês serão profetas em seu ministério se forem homens de paz e unidade, compondo com os fios de graça e misericórdia, os espaços vastos e populosos desta Diocese, harmonizando as diferenças, acolhendo, ouvindo e perdoando. Foi o que disse o Santo Padre aos novos bispos auxiliares da Diocese de Roma, por ele ordenados no final da tarde deste sábado, 2 de maio, na Basílica de São João de Latrão, sede da diocese. Os novos bispos são: dom Stefano Sparapani, dom Alessandro Zenobbi, dom Andrea Carlevale e dom Marco Valenti.

Consagrados ao serviço do Evangelho de Cristo

Após o canto Veni, Creator Spiritus e a apresentação dos dos eleitos, antes da ordenação episcopal, o Pontífice fez a homilia da celebração. Leão XIV lembrou já de início - às 2.500 pessoas presentes na basílica -, que esta Igreja de Roma tem uma vocação singular para a universalidade e a caridade, graças ao seu vínculo especial com Cristo, ressuscitado e vivo, fundamento do edifício espiritual de pedras vivas que é o povo santo de Deus. “Aproximar-se de Cristo significa, portanto, aproximar-se uns dos outros e crescer juntos na unidade: este é o Mistério que nos envolve e transforma por dentro a cidade. A serviço do seu dinamismo, trazido a Roma pelos apóstolos Pedro e Paulo, os nossos irmãos Andrea, Stefano, Marco e Alessandro são ordenados ao episcopado. É uma celebração do povo, pois eles vêm deste povo e do presbitério que os acolhe com amor”, ressaltou o Papa.

Nossa comunidade diocesana se reúne hoje na invocação do Espírito Santo, que ungirá os novos bispos, para que sejam plenamente consagrados ao serviço do Evangelho de Cristo. Ele é a pedra rejeitada que, "escolhida por Deus", "se tornou a pedra angular" (1 Pedro 2,4.7; cf. Salmo 118, 22).

Igreja que vive em Roma, a pedra rejeitada é o coração do anúncio messiânico, voltado para aqueles que a sociedade rejeitou e continua a rejeitar. É o coração do nosso anúncio, da nossa missão, disse o Santo Padre.

O Papa Leão XIV ordena quatro novos bispos auxiliares para a Diocese de Roma   (@Vatican Media)

Em Cristo, os rejeitados se sentem escolhidos para o Reino

Nesta cidade, capital do grande império, a pedra rejeitada tornou-se o estandarte de uma nova esperança, a do Reino de Deus, como vislumbrado nas Bem-aventuranças e cantado no Magnificat. Ao subverter a lógica do domínio, daqueles que perseguem a ambição insensata de determinar a arquitetura da Terra, acontece em Cristo que os rejeitados redescobrem a sua dignidade e se sentem escolhidos para o Reino de Deus, observou o Papa.

Queridos irmãos e irmãs, é por isso que, até hoje, nos tornamos pedras rejeitadas pelos homens e escolhidas por Deus: quando, com a vida e a palavra, nos opomos a projetos que esmagam os fracos, que não respeitam a dignidade de cada pessoa, que usam os conflitos para selecionar os mais fortes, negligenciando quem fica para trás, quem não aguenta, considerando quem sucumbe como um lixo da história. Jesus caminhou entre nós como um profeta desarmado e desarmante, e quando foi rejeitado, não mudou seu estilo.

“E agora me dirijo a vocês, queridos irmãos, que a partir de hoje serão Bispos Auxiliares desta Igreja, cujo cuidado recebi como um presente; a vocês que, com o Cardeal Vigário, poderão me ajudar a ser um reflexo do Bom Pastor para o povo romano e a zelar pela caridade de todo o povo santo de Deus espalhado pela terra”, acrescentou o Bispo de Roma.


Ninguém deve se considerar rejeitado por Deus

Em seguida, Leão XIV encorajou-os a alcançar as pedras rejeitadas desta cidade e a proclamar-lhes que, em Cristo, nossa pedra angular, ninguém está excluído de se tornar parte ativa do edifício santo que é a Igreja e da fraternidade entre os seres humanos. O Papa enfatizou que ninguém, absolutamente ninguém, deve se considerar rejeitado por Deus, e que os quatro eleitos deverão ser em seu ministério episcopal arautos desta boa nova que está no  coração do Evangelho.

Por fim, convidando-os a serem zelosos pastores, atentos e solícitos em seu ministério, o Pontífice fez uma veemente exortação aos eleitos:

Não se deixem procurar, deixem-se encontrar. E assegurem que sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, e leigos engajados no apostolado nunca se sintam sozinhos. Ajudem eles a reacender a esperança em seus diversos ministérios e a se sentirem parte da mesma missão. Saibam sempre motivar incansavelmente as pessoas e as comunidades, simplesmente recordando a beleza do Evangelho. Que os pobres de Roma, os peregrinos e os visitantes que aqui vêm de várias partes do mundo encontrem nos habitantes desta cidade, nas suas instituições e nos seus pastores, aquela maternidade que é o rosto autêntico da Igreja.


Raimundo de Lima – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va