Está confusa porque casou de novo?
Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||
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Em prantos e olhos vermelhos de tanto chorar ela veio conversar com meu colega padre que trabalha com casais de segunda união. O colega padre voltava da missa na paróquia. Nesse ínterim atendi os dois: ele, viúvo, ela separada há cinco anos. O ex-marido já está com outra e com dois filhos da outra!
Ela ouvira um pregador super rígido que, literalmente, falou na mídia que não existe segunda união.
Literalmente disse que o viúvo está em pecado e que ela não pode coabitar com ninguém, mesmo que o ex esteja com outra. Literalmente sentenciou que os quatro estão em pecado.
O viúvo porque estava vivendo com ela; ela porque estava vivendo com o viúvo a nova mulher do ex-marido e o ex-marido porque está no segundo “casamento”.
Enfim, ouvira do rígido pregador que ela devia viver solteira até o fim da vida, porque não existe nem segundo casamento, nem segunda união!
Expliquei o que a Igreja pensa e o que o bispo permite na sua diocese e qual o papel dos padres e leigos que estudaram o Direito Canônico. É rígido, mas não insolúvel. Há muitos casos com solução.
A pessoa abandonada deve procurar ajuda não apenas na confissão, mas também na cúria diocesana. Lá se cuida das dores, conflitos, injustiças e lá se explica o que pastoral do matrimônio.
Não vale apenas a pregação de um padre radical. A igreja também é radical porque vai às raízes dos problemas. Uma coisa é o púlpito, outra o confessionário, outra a sala de consulta onde um padre advogado, ou um leigo advogado ajuda a distinguir as uniões de dada fiel. Os párocos sabem o endereço exato. É lá que se resolvem as primeiras e segundas uniões.
Hoje em dia há pregadores tão rígidos que acabam mandando para o inferno quem estava de novo no céu.
Dona D.A.R., que tinha marcas no queixo e no ombro direito da queda que levou escada abaixo, vítima de um ex-marido brucutu. Hoje ela separou-se e agora vive um céu com o novo companheiro, viúvo, pai de duas adolescentes que a amam como mãe. Merece o inferno?
A Igreja Católica tem solução para esses tipos de conflito. E a solução não é do padre brucutu nem do padre bonzinho demais. Está nesses três livros e na sala dos conselheiros da diocese.

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