quinta-feira, 2 de abril de 2026

Semana Santa na Paróquia São José - Paraisópolios - MG:

 Horários de missa e outros eventos

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Dia 3 - Sexta-feira Santa

5h30 - Via-Sacra da Matriz até o Cruzeiro e também na matriz

9h -  Início da Novena da Divina Misericórdia na Matriz

9h às 11h30 - Atendimento de confissões na matriz

10h - Via-Sacra com as Crianças, Adolescentes e Jovens na Igreja Matriz

15h - Celebração da Paixão e Morte de Jesus nas igrejas Matriz, São Antônio, São Geraldo e São Francisco

  19h - Descimento de Jesus da Cruz e Procissão do Senhor Morto na praça da Matriz (Trazer Vela)

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Dia 4 - Sábado Santo

9h às 11h - Atendimento de confissões na matriz

15h -  Celebração das Sete Dores de Maria na Matriz

20h - Vigília Pascal na Matriz, Santo Antônio, São Geraldo e São Francisco (Trazer Vela)

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Dia 5 - Domingo da Páscoa do Senhor Jesus

7h e 9h Missa de Páscoa na Matriz

9h - Celebração de Páscoa nas comunidades São Francisco e São Geraldo

11h - Missa de Páscoa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa de Páscoa na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa de Páscoa na Matriz

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Quinta-feira Santa Tríduo Pascal -

 “In Coena Domini” - Na Ceia do Senhor

A Igreja primitiva celebrava o dia de Páscoa, em toda a sua plenitude, apenas na Vigília Pascal até à manhã da Páscoa. Esta festa foi distribuída, gradualmente, em três dias ou tríduo, somente a partir do século IV.

O tríduo começa com a Missa “in Coena Domini” e encontra seu ápice na Vigília Pascal: começa na quinta-feira à noite, porque, segundo os judeus, o dia começava já na noite anterior. Logo, as solenidades e os domingos começavam a ser celebrados, liturgicamente, com as Vésperas do dia anterior; além do mais, na Última Ceia de Jesus, é antecipada, sacramentalmente, a sua doação na Cruz.

Segundo a lei e o costume judaico, Jesus celebrou a festa judaica da Páscoa, com seus discípulos, em memorial da libertação do Povo de Israel da escravidão no Egito.

Durante este banquete, Jesus instituiu a Eucaristia, sacramento da salvação, e o sacerdócio ministerial. Ele não se limitou apenas em pronunciar palavras, mas realizou um gesto, que revela o "sentido" mais profundo do que acabava de celebrar: o lava-pés, ou seja, serviço, amor. Este gesto era usado pelos escravos com seus senhores e convidados: lavar os pés da poeira do caminho. Jesus, por sua vez, quebra esta regra de superioridade e serviço.

Eis a “chave” para compreender e viver a Última Ceia, em obediência às palavras do próprio Jesus: “Fazei isto em memória de mim”. Não se trata apenas de “repetir” os gestos e as palavras da Última Ceia, hoje nossa Eucaristia, mas “fazer isto” também como serviço e amor mútuo, começando pelos excluídos. Eis o verdadeiro sentido da Eucaristia.

Desta forma, a Quinta-feira Santa torna-se um livro aberto, uma escola de fé e sabedoria cristã.

“Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus, que estavam no mundo, os amou até o fim. Durante a ceia, quando o demônio já havia lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo, sabendo Jesus que o Pai lhe dera tudo nas mãos, e que havia saído de Deus e para Ele voltaria, levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando uma toalha, cingiu-se com ela... Chegou a Simão Pedro, que lhe disse: “Senhor, quereis lavar-me os pés?”... Respondeu-lhe Jesus: “O que eu faço não pode compreender agora, mas compreenderá depois”. Pedro disse-lhe: “Jamais vos deixarei lavar meus pés!”... Respondeu-lhe Jesus: “Se não os lavar, você não terá parte comigo”. E Simão Pedro exclamou: “Senhor, então não apenas os pés, mas também as mãos e a cabeça”. Disse-lhe Jesus: “Quem tomou banho não precisa lavar tudo, porque está todo puro. Vocês estão puros, mas nem todos”..., pois sabia quem o haveria de trair; por isso, disse que “nem todos estão puros”. Depois de lhes lavar os pés, retomou suas vestes e se sentou novamente à mesa. Então Jesus lhes perguntou: “Sabem o que lhes fiz? Vocês me chamam Mestre e Senhor, e dizem bem, porque eu sou. Logo, se eu, seu Senhor e Mestre, lavei seus pés, também vocês deverão lavar os pés uns dos outros. Dei-lhes o exemplo para que, como eu lhes fiz, assim vocês também deverão fazer" (Jo 13,1-15) .

Comentário em forma de Oração:

Senhor Jesus, antecipastes aos discípulos o vosso supremo ato de amor. Vós os convocastes no andar de cima, onde instituístes o sacerdócio. Tomastes o pão e o vinho, destes graças e os destes a eles. Vós vos levantastes, tiraste o manto, pegaste uma bacia e lavastes seus pés dos discípulos.

Convocar! Compartilhar! Servir! Três movimentos, Senhor, para ensinar-nos a lógica da Eucaristia, a lógica da vida. Três movimentos, Senhor, entrelaçados uns aos outros, que se revelam mutuamente. Onde há Eucaristia, há fraternidade. Onde há Fraternidade, há partilha. Onde há Partilha, há serviço. Onde há serviço, há Eucaristia.

Da cátedra da Eucaristia vós nos ensinastes, Senhor, a arte de nos relacionar, o estilo de compartilhar, a liberdade de servir. Hoje, vós nos convidais à vossa mesa: porém, meu coração me diz que não sou digno; mas Vós, Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dizeis uma só palavra e serei salvo!

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                                                  Fonte: vaticannews.va   Banner: (@Vatican Media

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Papa na catequese desta quarta-feira:

a Lumen Gentium
explica positivamente a natureza e a missão dos leigos

Na Audiência Geral desta quarta-feira, Leão XIV falou sobre o quarto capítulo da Constituição Dogmática Lumen Gentium relativo aos leigos. "Perante qualquer diferença de ministério ou estado de vida, o Concílio afirma a igualdade de todos os batizados", frisou o Papa.

O Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição Conciliar Lumen Gentium na Audiência Geral, desta quarta-feira (1º/04), realizada na Praça São Pedro que contou com a participação de quinze mil pessoas.

Hoje, o Pontífice abordou o quarto capítulo, "que trata dos leigos". A seguir, recordou as palavras do Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: «A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. Ao seu serviço, está uma minoria: os ministros ordenados».

De acordo com o Papa, essa seção da Constituição Dogmática Lumen Gentium relativa aos leigos "procura explicar positivamente a natureza e a missão dos leigos, depois de séculos em que foram definidos simplesmente como aqueles que não faziam parte do clero ou das pessoas consagradas".

Igualdade de todos os batizados

"Perante qualquer diferença de ministério ou estado de vida, o Concílio afirma a igualdade de todos os batizados", disse Leão XIV, acrescentando:

“A própria descrição dos leigos que o Concílio nos oferece diz: «Por leigos entendem-se aqui todos os cristãos que não são membros da sagrada Ordem ou do estado religioso reconhecido pela Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo».”

O povo santo de Deus não é uma massa informe

"O povo santo de Deus, portanto, nunca é uma massa informe, mas o corpo de Cristo ou, como dizia Santo Agostinho, o Christus totus: é a comunidade organicamente estruturada, em virtude da relação fecunda entre as duas formas de participação no sacerdócio de Cristo: o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial", disse ainda o Papa.

“Em virtude do Batismo, os fiéis leigos participam no mesmo sacerdócio de Cristo. De fato, «O supremo e eterno sacerdote Cristo Jesus, querendo também por meio dos leigos continuar o Seu testemunho e serviço, vivifica-o pelo Seu Espírito e sem cessar os incita a toda a obra boa e perfeita».”

A seguir, Leão XIV citou a Exortação Apostólica Christifideles laici de São João Paulo II. Nela o Pontífice polonês sublinhou "que «o Concílio, com o seu riquíssimo patrimônio doutrinal, espiritual e pastoral, dedicou páginas maravilhosas à natureza, dignidade, espiritualidade, missão e responsabilidade dos fiéis leigos. E os Padres conciliares, feitos eco do chamamento de Cristo, convidaram todos os fiéis leigos, homens e mulheres, a trabalhar na Sua vinha»".

O vasto campo do apostolado laico estende-se ao mundo

"Desta forma, o meu venerável Predecessor relançou o apostolado dos leigos, ao qual o Concílio tinha dedicado um documento específico, que abordaremos mais adiante", disse o Papa Leão.

“O vasto campo do apostolado laico não se limita à Igreja, mas estende-se ao mundo. A Igreja, de fato, está presente onde quer que os seus filhos professem e testemunhem o Evangelho: no trabalho, na sociedade civil e em todas as relações humanas, onde eles, com as suas escolhas, demonstram a beleza da vida cristã, que antecipa aqui e agora a justiça e a paz que serão plenas no Reino de Deus.”

Uma Igreja encarnada na história, sempre aberta à missão

"É preciso que o mundo «seja penetrado pelo espírito de Cristo e, na justiça, na caridade e na paz, atinja mais eficazmente o seu fim». E isso só é possível com o contribuição, o serviço e o testemunho dos leigos", sublinhou o Papa.

“É o convite para sermos aquela Igreja “em saída” de que nos falou o Papa Francisco: uma Igreja encarnada na história, sempre aberta à missão, na qual todos somos chamados a ser discípulos-missionários, apóstolos do Evangelho, testemunhas do Reino de Deus, portadores da alegria de Cristo que encontramos!”

"Irmãos e irmãs, que a Páscoa que nos preparamos para celebrar renove em nós a graça de sermos, como Maria Madalena, como Pedro e João, testemunhas do Ressuscitado", concluiu Leão XIV.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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                                                       Fonte: vaticannews.va   Foto: (@Vatican Media