sexta-feira, 3 de abril de 2026

Semana Santa na Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 4 - Sábado Santo

9h às 11h - Atendimento de confissões na matriz

15h -  Celebração das Sete Dores de Maria na Matriz

20h - Vigília Pascal na Matriz, Santo Antônio, São Geraldo e São Francisco (Trazer Vela)

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Dia 5 - Domingo da Páscoa do Senhor Jesus

7h e 9h Missa de Páscoa na Matriz

9h - Celebração de Páscoa nas comunidades São Francisco e São Geraldo

11h - Missa de Páscoa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa de Páscoa na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa de Páscoa na Matriz

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Bela reflexão para esta Sexta-feira Santa:

Venerar e adorar

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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1 - Não estive lá. Vim 2 mil anos depois. Nunca vi aquela cruz na qual Jesus morreu!

2 - Hoje eu apenas venero aqueles dois madeiros, um vertical e o outro horizontal.

3 - Venero-os, mas não os adoro

4 - Também não estive ao pé daquela cruz. Vim 2 mil anos depois. Também nunca vi Jesus que eu creio que ressuscitou e está vivo numa outra dimensão do viver.

5 - Mas a Jesus eu adoro por crer que ele era e é o Filho.

6 - Hoje, às 16 horas, inclinei-me em veneração por uma cruz que lembra aquela cruz na qual Jesus morreu. Dizem que há um pedaço da cruz original em alguma igreja do mundo. Mas nunca estive lá...

7 - Porém eu me inclinei reverente. Porque cruzes lembram Jesus.

8 - Mais tarde subi ao altar da nossa capela e lá adorei, adorei Jesus que creio que está oculto naquela hóstia.

9 - Há quem duvide ou não distinga. Não comunguei aquela cruz de agora, mas comunguei o Cristo que está vivo no sacrário e atua em qualquer coração que o ame e tenha intenção de viver como ele viveu!

10 - Isto: nesta sexta-feira santa, no corredor da capela, eu venerei uma cruz, mas minutos depois eu adorei Jesus e entrei em comunhão com ele!

11 - Foi mais um ato de crente católico nesta Semana Santa de 2026.

Espero que v. também tenha ido fazer o mesmo: Lembrar as dores dele e as dores do mundo atual que está cada dia mais violento!

Oremos por todos os crucificados no nosso tempo! E continuemos nossa semana santa! Pz

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Domingo de Páscoa:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: At 10,34.37-43

Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio, porque Deus estava com ele. E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos. E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos. Todos os profetas dão testemunho dele: ‘Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados’”.

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Responsório: Sl 117(118)

- Este é o dia que o Senhor fez para nós: / alegremo-nos e nele exultemos!

- Este é o dia que o Senhor fez para nós: / alegremo-nos e nele exultemos!

1. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” / A casa de Israel agora o diga: / “Eterna é a sua misericórdia!”

2. A mão direita do Senhor fez maravilhas, / a mão direita do Senhor me levantou. / Não morrerei, mas, ao contrário, viverei / para cantar as grandes obras do Senhor!

3. A pedra que os pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular. / Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: / que maravilhas ele fez a nossos olhos!

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2ª Leitura: Cl 3,1-4

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses

Irmãos, se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

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Evangelho: Jo 20,1-9

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram”. Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

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Reflexão do padre Johan Konings:

Páscoa: o Ressuscitado em nossa vida

Conforme o evangelho da missa da tarde, os discípulos de Emaús estavam desanimados. Tinham pensado que Jesus fosse o Messias revolucionário, que expulsasse o poder romano. Mas foi morto. Passaram três dias, e nada aconteceu. Desistiram de esperar. Não se lembravam de que na Bíblia está escrito: “Depois de dois dias nos fará reviver, no terceiro dia nos levantará” (Os 6,2).

Não havia por que permanecerem abatidos. Após uns três dias, Jesus reviveu para os discípulos, no caminho de Emaús, abrindo-Ihes as Escrituras. Moisés, os Profetas, os Salmos, tudo começou a falar-lhes de Jesus, como para moça apaixonada tudo fala do namorado. Para quem ama Jesus, os textos da Escritura revelam sua lógica: entrar na glória através da cruz. De repente, os discípulos entenderam que este foi o plano de Deus para com Jesus.

Mais ainda lhes falou o gesto do repartir o pão. Tantas vezes Jesus lhes tinha partido o pão, à maneira de um pai de família que o distribui a seus filhos. Tinha feito disso o sinal da partilha de sua própria vida, na Última Ceia. Agora, reconheceram-no ao partir o pão. Então, ele retirou-se da vista deles, mas não do coração…

A memória de Jesus, na Palavra e na Eucaristia, ensina-nos que ele vive conosco. Ele é o centro de nossa vida. Temos que relacionar tudo com ele, enxergar tudo à sua luz, que venceu as trevas, a vida que venceu a morte, a graça que superou a desgraça e o pecado. Isso é vivenciar a ressurreição de Cristo em nossa própria vida, “procurar as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (2ª leitura). A nossa vida velha e abatida morreu, temos uma vida nova escondida lá com ele. Isso transforma nosso modo de viver. Mesmo se exteriormente andamos envolvidos com as lidas e lutas desta sociedade injusta, interiormente já não nos deixamos vencer por ela. Após uns pequenos três dias, experimentamos a presença daquele que venceu a morte. Por isso, vamos viver de cabeça erguida, os olhos fixos em nossa verdadeira vida, que está nele. Se o pecado nos abate, vamos abrir-nos na comunidade, no sacramento. Se a injustiça nos faz morrer, vamos unir-nos em comunidade em torno a Cristo. Isto é Páscoa, nossa ressurreição com Cristo.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

____________________________________________________          Fonte: franciscanos.org.br    Imagem: vaticannews.va    Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

Segundo dia do Tríduo Pascal -

Sexta-feira Santa

A Sexta-feira Santa nasceu como dia da morte de Jesus (dia 14 do mês de Nissan, que caía numa sexta-feira). Trata-se de um dia de luto, acompanhado de "jejum", depois estendido a todas as sextas-feiras do ano.

A liturgia é composta de três momentos: Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Comunhão. Neste dia, por meio desta liturgia, os fiéis são convidados a fixar seu olhar em Jesus Crucificado, que morreu na cruz para cumprir a sua missão salvífica, que o Pai lhe havia confiado: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo".

O profeta Isaías diz: “Ele tomou sobre si os nossos pecados, as nossas dores e sofrimentos, e nós o julgamos castigado por Deus” (Is 52,13-53,12). Com a sua vida, Jesus pagou um alto preço pela nossa desobediência, mas o fez com amor e por amor: “Sendo rico, Jesus se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer com a sua pobreza” (2Cor 8,9).

No contexto desta Sexta-feira Santa, cada um de nós pode ficar diante da cruz e dialogar com o Senhor Jesus sobre os próprios problemas, dramas, sofrimentos. Todas as questões sobre a vida são iluminadas pela Cruz, a ponto de chegarmos a dizer, realmente, que "o coração tem suas razões, que a razão não pode compreender". O Senhor Jesus deve ser acompanhado com amor, até o fim, como Ele o fez.

“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a acolheu como mãe. Em seguida, sabendo que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, Jesus disse: “Tenho sede”. Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados embeberam uma esponja no vinagre e, fixando-a numa vara de hissopo, levaram-lhe à boca. Havendo Jesus tomado vinagre, disse: “Tudo está consumado”. Inclinou a cabeça e entregou seu espírito" (Jo 19,25-30).

Comentário em forma de Oração:

Senhor Jesus, Homem da cruz, ao vosso grito de dor, uno a minha dor, meus medos e perplexidades, decepções e o vazio do coração; eu grito a minha necessidade de vós.

Senhor Jesus, Homem da cruz, como sacerdote, apresento-me como intercessor de todos os irmãos e irmãs: ao vosso grito, uno os gritos dos corações, que choram pela morte dos seus entes queridos.

Senhor Jesus, Homem da cruz, ao vosso grito, uno o medo dos doentes e idosos, o cansaço dos agentes da saúde, o esgotamento das famílias, a desconfiança dos jovens, crianças e adolescentes.

Senhor Jesus, Homem da cruz, ao vosso grito, uno a preocupação dos empresários, o temor dos trabalhadores, a apreensão dos professores, a falência das nossas comunidades cristãs arruinadas.

Senhor Jesus, Homem da cruz, acolhei nossos gritos e ouvi-nos. Ensinai-nos a confiar em vosso Pai e nosso Pai e a deixar-nos proteger pelos seus braços amorosos.

Senhor Jesus, Homem da cruz, acolhei nosso grito e ouvi-nos, cientes de que nada acontece fora dos vossos desígnios de amor; ensinai-nos a acreditar que, em vós, tudo tem sentido.

Senhor Jesus, Homem da cruz, entrego-me a vós, confio em vós!

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Quinta-feira Santa Tríduo Pascal -

 “In Coena Domini” - Na Ceia do Senhor

A Igreja primitiva celebrava o dia de Páscoa, em toda a sua plenitude, apenas na Vigília Pascal até à manhã da Páscoa. Esta festa foi distribuída, gradualmente, em três dias ou tríduo, somente a partir do século IV.

O tríduo começa com a Missa “in Coena Domini” e encontra seu ápice na Vigília Pascal: começa na quinta-feira à noite, porque, segundo os judeus, o dia começava já na noite anterior. Logo, as solenidades e os domingos começavam a ser celebrados, liturgicamente, com as Vésperas do dia anterior; além do mais, na Última Ceia de Jesus, é antecipada, sacramentalmente, a sua doação na Cruz.

Segundo a lei e o costume judaico, Jesus celebrou a festa judaica da Páscoa, com seus discípulos, em memorial da libertação do Povo de Israel da escravidão no Egito.

Durante este banquete, Jesus instituiu a Eucaristia, sacramento da salvação, e o sacerdócio ministerial. Ele não se limitou apenas em pronunciar palavras, mas realizou um gesto, que revela o "sentido" mais profundo do que acabava de celebrar: o lava-pés, ou seja, serviço, amor. Este gesto era usado pelos escravos com seus senhores e convidados: lavar os pés da poeira do caminho. Jesus, por sua vez, quebra esta regra de superioridade e serviço.

Eis a “chave” para compreender e viver a Última Ceia, em obediência às palavras do próprio Jesus: “Fazei isto em memória de mim”. Não se trata apenas de “repetir” os gestos e as palavras da Última Ceia, hoje nossa Eucaristia, mas “fazer isto” também como serviço e amor mútuo, começando pelos excluídos. Eis o verdadeiro sentido da Eucaristia.

Desta forma, a Quinta-feira Santa torna-se um livro aberto, uma escola de fé e sabedoria cristã.

“Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus, que estavam no mundo, os amou até o fim. Durante a ceia, quando o demônio já havia lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo, sabendo Jesus que o Pai lhe dera tudo nas mãos, e que havia saído de Deus e para Ele voltaria, levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando uma toalha, cingiu-se com ela... Chegou a Simão Pedro, que lhe disse: “Senhor, quereis lavar-me os pés?”... Respondeu-lhe Jesus: “O que eu faço não pode compreender agora, mas compreenderá depois”. Pedro disse-lhe: “Jamais vos deixarei lavar meus pés!”... Respondeu-lhe Jesus: “Se não os lavar, você não terá parte comigo”. E Simão Pedro exclamou: “Senhor, então não apenas os pés, mas também as mãos e a cabeça”. Disse-lhe Jesus: “Quem tomou banho não precisa lavar tudo, porque está todo puro. Vocês estão puros, mas nem todos”..., pois sabia quem o haveria de trair; por isso, disse que “nem todos estão puros”. Depois de lhes lavar os pés, retomou suas vestes e se sentou novamente à mesa. Então Jesus lhes perguntou: “Sabem o que lhes fiz? Vocês me chamam Mestre e Senhor, e dizem bem, porque eu sou. Logo, se eu, seu Senhor e Mestre, lavei seus pés, também vocês deverão lavar os pés uns dos outros. Dei-lhes o exemplo para que, como eu lhes fiz, assim vocês também deverão fazer" (Jo 13,1-15) .

Comentário em forma de Oração:

Senhor Jesus, antecipastes aos discípulos o vosso supremo ato de amor. Vós os convocastes no andar de cima, onde instituístes o sacerdócio. Tomastes o pão e o vinho, destes graças e os destes a eles. Vós vos levantastes, tiraste o manto, pegaste uma bacia e lavastes seus pés dos discípulos.

Convocar! Compartilhar! Servir! Três movimentos, Senhor, para ensinar-nos a lógica da Eucaristia, a lógica da vida. Três movimentos, Senhor, entrelaçados uns aos outros, que se revelam mutuamente. Onde há Eucaristia, há fraternidade. Onde há Fraternidade, há partilha. Onde há Partilha, há serviço. Onde há serviço, há Eucaristia.

Da cátedra da Eucaristia vós nos ensinastes, Senhor, a arte de nos relacionar, o estilo de compartilhar, a liberdade de servir. Hoje, vós nos convidais à vossa mesa: porém, meu coração me diz que não sou digno; mas Vós, Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dizeis uma só palavra e serei salvo!

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Papa na catequese desta quarta-feira:

a Lumen Gentium
explica positivamente a natureza e a missão dos leigos

Na Audiência Geral desta quarta-feira, Leão XIV falou sobre o quarto capítulo da Constituição Dogmática Lumen Gentium relativo aos leigos. "Perante qualquer diferença de ministério ou estado de vida, o Concílio afirma a igualdade de todos os batizados", frisou o Papa.

O Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição Conciliar Lumen Gentium na Audiência Geral, desta quarta-feira (1º/04), realizada na Praça São Pedro que contou com a participação de quinze mil pessoas.

Hoje, o Pontífice abordou o quarto capítulo, "que trata dos leigos". A seguir, recordou as palavras do Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: «A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. Ao seu serviço, está uma minoria: os ministros ordenados».

De acordo com o Papa, essa seção da Constituição Dogmática Lumen Gentium relativa aos leigos "procura explicar positivamente a natureza e a missão dos leigos, depois de séculos em que foram definidos simplesmente como aqueles que não faziam parte do clero ou das pessoas consagradas".

Igualdade de todos os batizados

"Perante qualquer diferença de ministério ou estado de vida, o Concílio afirma a igualdade de todos os batizados", disse Leão XIV, acrescentando:

“A própria descrição dos leigos que o Concílio nos oferece diz: «Por leigos entendem-se aqui todos os cristãos que não são membros da sagrada Ordem ou do estado religioso reconhecido pela Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo».”

O povo santo de Deus não é uma massa informe

"O povo santo de Deus, portanto, nunca é uma massa informe, mas o corpo de Cristo ou, como dizia Santo Agostinho, o Christus totus: é a comunidade organicamente estruturada, em virtude da relação fecunda entre as duas formas de participação no sacerdócio de Cristo: o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial", disse ainda o Papa.

“Em virtude do Batismo, os fiéis leigos participam no mesmo sacerdócio de Cristo. De fato, «O supremo e eterno sacerdote Cristo Jesus, querendo também por meio dos leigos continuar o Seu testemunho e serviço, vivifica-o pelo Seu Espírito e sem cessar os incita a toda a obra boa e perfeita».”

A seguir, Leão XIV citou a Exortação Apostólica Christifideles laici de São João Paulo II. Nela o Pontífice polonês sublinhou "que «o Concílio, com o seu riquíssimo patrimônio doutrinal, espiritual e pastoral, dedicou páginas maravilhosas à natureza, dignidade, espiritualidade, missão e responsabilidade dos fiéis leigos. E os Padres conciliares, feitos eco do chamamento de Cristo, convidaram todos os fiéis leigos, homens e mulheres, a trabalhar na Sua vinha»".

O vasto campo do apostolado laico estende-se ao mundo

"Desta forma, o meu venerável Predecessor relançou o apostolado dos leigos, ao qual o Concílio tinha dedicado um documento específico, que abordaremos mais adiante", disse o Papa Leão.

“O vasto campo do apostolado laico não se limita à Igreja, mas estende-se ao mundo. A Igreja, de fato, está presente onde quer que os seus filhos professem e testemunhem o Evangelho: no trabalho, na sociedade civil e em todas as relações humanas, onde eles, com as suas escolhas, demonstram a beleza da vida cristã, que antecipa aqui e agora a justiça e a paz que serão plenas no Reino de Deus.”

Uma Igreja encarnada na história, sempre aberta à missão

"É preciso que o mundo «seja penetrado pelo espírito de Cristo e, na justiça, na caridade e na paz, atinja mais eficazmente o seu fim». E isso só é possível com o contribuição, o serviço e o testemunho dos leigos", sublinhou o Papa.

“É o convite para sermos aquela Igreja “em saída” de que nos falou o Papa Francisco: uma Igreja encarnada na história, sempre aberta à missão, na qual todos somos chamados a ser discípulos-missionários, apóstolos do Evangelho, testemunhas do Reino de Deus, portadores da alegria de Cristo que encontramos!”

"Irmãos e irmãs, que a Páscoa que nos preparamos para celebrar renove em nós a graça de sermos, como Maria Madalena, como Pedro e João, testemunhas do Ressuscitado", concluiu Leão XIV.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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                                                       Fonte: vaticannews.va   Foto: (@Vatican Media

terça-feira, 31 de março de 2026

Leão XIV convida a rezar pelos sacerdotes em crise

pelos sacerdotes em crise

A intenção de oração do Papa para o mês de abril enfatiza o acompanhamento humano e espiritual dos presbíteros que atravessam momentos de dificuldades.

Foi divulgada, nesta terça-feira (31/03), a mensagem de vídeo com a intenção de oração do Papa Leão XIV para o mês de abril, em que o Pontífice convida a rezar pelos sacerdotes em crise.

Através da Rede Mundial de Oração do Papa - com a campanha “Reza com o Papa” – o Santo Padre convida os cristãos e as pessoas de boa vontade a um breve tempo de oração, para reconhecer e aprofundar que por trás de cada ministério há uma vida que também necessita de cuidado, proximidade e escuta.

“Senhor Jesus, Bom Pastor e companheiro de caminhada, hoje colocamos nas tuas mãos todos os sacerdotes, especialmente os que atravessam momentos de crise, quando a solidão pesa, as dúvidas obscurecem o coração e o cansaço parece mais forte do que a esperança.”

O Papa pede ao Senhor "que conhece as suas lutas e feridas", para que renove nos sacerdotes em crise "a certeza do seu amor incondicional".

Leão XIV afirma que os presbíteros "não são funcionários nem heróis solitários, mas filhos amados, discípulos humildes e estimados, e pastores amparados pela oração de seu povo".

Além disso, o Pontífice destaca a importância de redescobrir a dimensão comunitária do ministério sacerdotal.

“Pai bom, ensina-nos, como comunidade, a cuidar dos nossos presbíteros: a escutá-los sem julgar, a agradecer sem exigir perfeição, a partilhar com eles a missão batismal de anunciar o Reino com gestos e palavras, e a acompanhá-los com proximidade e oração sincera. Que saibamos amparar aqueles que tantas vezes nos amparam.”

O Papa reconhece que o cuidado dos sacerdotes é uma responsabilidade partilhada entre todo o Povo de Deus.

Em sua oração, o Papa pede ao Espírito Santo para reacender "nos nossos sacerdotes a alegria do Evangelho" e que eles possam contar com amizades saudáveis, "redes de apoio fraterno, sentido de humor quando as coisas não acontecem como esperavam, e com a graça de redescobrir sempre a beleza de sua vocação". Que eles não percam a confiança em Deus, nem a alegria de servir à "Igreja com um coração humilde e generoso".

Sustentar fraternalmente aos que sustentam

O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, pe. Cristóbal Fones, destaca que esta intenção de oração é algo particularmente importante: “O Papa nos recorda que temos que sustentar fraternalmente aos que nos sustentam. Eu mesmo sinto isto em minha experiência, convivendo com tantos companheiros e amigos sacerdotes que atravessam momentos difíceis. É fundamental recordar a importância do acompanhamento humano, da amizade sincera e, sobretudo, da força da oração que sustenta. Os sacerdotes precisam saber que não estão sozinhos”.

À luz do recente magistério da Igreja — desde o Concílio Vaticano II até os ensinamentos dos últimos pontífices — se evidencia que o sacerdote é um homem frágil que necessita de misericórdia, proximidade e compreensão. Por isso, a insistência para que não enfrentem sozinhos os momentos de desânimo, mas se deixem acompanhar e sustentar pela comunidade. A fraternidade sacerdotal, a vida partilhada e a oração do Povo de Deus são como fontes essenciais de graça, capaz de renovar sua vocação e sustentá-los em sua missão de cada dia.

“O Senhor não busca sacerdotes perfeitos”

Uma Igreja sinodal é também uma Igreja que cuida e sustenta a vocação dos sacerdotes, ajudando os presbíteros a serem pastores, irmãos e pessoas melhores. O Papa Francisco, em “O Vídeo do Papa” de julho de 2018, mostrou preocupação por seus irmãos sacerdotes, e disse: “O cansaço dos sacerdotes… Sabem quantas vezes penso nisso?”

Em 27 de junho de 2025, por ocasião do Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos presbíteros com estas palavras: “Não tenham medo de sua fragilidade: o Senhor não procura sacerdotes perfeitos, mas corações humildes, abertos à conversão e prontos a amar como Ele mesmo nos amou”. Um dia antes, em 26 de junho de 2025, Leão XIV interpelou os participantes do encontro internacional “Sacerdotes felizes - «Eu vos chamo amigos», promovido pelo Dicastério para o Clero durante o Jubileu dos Sacerdotes, dizendo: “No coração do Ano Santo, queremos testemunhar juntos que é possível ser sacerdotes felizes, porque Cristo nos chamou, Cristo fez de nós seus amigos: é uma graça que queremos acolher com gratidão e responsabilidade”.

Como Rede Mundial de Oração do Papa queremos destacar que esta intenção não é somente um convite a rezar, mais também a agir: promover espaços de escuta, fomentar comunidades acolhedoras, evitar críticas destrutivas, e fortalecer vínculos como comunidade.

Sobre a Rede Mundial de Oração do Papa

A Rede Mundial de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia confiada à Companhia de Jesus. Está presente em mais de 90 países e reúne uma comunidade espiritual de mais de 22 milhões de pessoas que procuram viver cada dia com disponibilidade para colaborar na missão de Cristo. No centro desta missão estão as intenções mensais de oração do Papa, que convidam a centrar-se nos desafios da humanidade e na missão da Igreja.

Foi fundada em 1844 como Apostolado da Oração. Em dezembro de 2020, o Papa Francisco instituiu esta Obra Pontifícia como Fundação Vaticana e aprovou os seus estatutos definitivos em julho de 2024.

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                                                        Fonte: vaticannews.va   Vídeo: (@Vatican Media

Papa nomeia três latino-americanos, entre os quais um brasileiro

para o Dicastério do Desenvolvimento Humano Integral

Trata-se do pesquisador brasileiro do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Carlos A. Nobre, do arcebispo de Monterrey, no México, dom Rogelio Cabrera López, e do bispo auxiliar de Cuzco, no Peru, dom Lizardo Estrada Herrera, secretário-geral do CELAM.


Da esquerda para a direita: dom Lizardo Estrada Herrera, dom Rogelio Cabrera López e o pesquisador brasileiro Carlos A. Nobre

CNBB saúda brasileiro e latino-americanos nomeados para funções na Santa Sé

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudações ao brasileiro e latino-americanos que foram nomeados pelo Santo Padre, Papa Leão XIV, nesta segunda-feira, 30 de março, para funções no Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé.

Secretário-geral do CELAM

Na saudação a dom Lizarda Herrera, bispo auxiliar de Cusco, no Perú, e secretário-geral do Conselho Latino-Americano e Caribenho, o Celam, (o primeiro da foto da esquerda para direita) a presidência da CNBB felicitou o pastor pela nomeação como membro do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

A CNBB destacou que o ministério de dom Lizarda, marcado pela proximidade pastoral, serviço generoso e compromisso com a Igreja no Peru, é um testemunho significativo de sua dedicação ao Evangelho e às necessidades do nosso tempo.

“Esta nomeação é um reconhecimento de sua dedicação e de sua capacidade de contribuir para os grandes desafios relacionados ao desenvolvimento humano integral. Estamos confiantes de que sua participação neste importante órgão da Santa Sé contribuirá com valiosas ideias e ações em apoio à dignidade humana, à justiça social e ao cuidado com a criação”, reforça a presidência da CNBB.

Arcebispo de Monterrey

Na saudação ao arcebispo de Monterrey, no México, dom Rogelio Cabrera López, a presidência da CNBB reforçou que o magistério do pastor, marcado pelo compromisso pastoral, pela promoção da dignidade humana e pela busca constante do bem comum, é amplamente reconhecido na Igreja e na sociedade.

“Esta nova nomeação é um sinal da confiança da Santa Sé em sua liderança e em sua capacidade de contribuir para os desafios globais de nosso tempo. Com estima fraterna, estamos convencidos de que sua experiência e sensibilidade pastoral enriquecerão profundamente o trabalho deste Dicastério, especialmente em questões relacionadas à justiça social, à solidariedade e ao cuidado com os mais vulneráveis”, disse a CNBB.

Orgulho para o Brasil

Na saudação ao brasileiro Carlos A. Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, (o último à direita na foto) a CNBB destacou a sua trajetória como referência mundial no estudo das mudanças climáticas, especialmente no que se refere à Amazônia.

“É motivo de profundo orgulho para o Brasil e para toda a comunidade científica internacional. Sua dedicação em promover o cuidado com a Casa Comum, em sintonia com o magistério da Igreja, representa um testemunho eloquente de compromisso com a vida, a justiça e a dignidade humana”, diz um trecho da saudação.

A CNBB também recordou a participação do pesquisador no Sínodo da Amazônia, em 2019, ocasião em que contribuiu significativamente para o fortalecimento do diálogo entre ciência e fé, ajudando a colocar a questão ambiental no centro das reflexões da Igreja.

Acesse as saudações na íntegra:

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                                              Fontes: vaticannews (introdução e foto) e cnbb.org.br

Sábia reflexão:

Pergunta humilde e necessária

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Muito tristes, começaram a perguntar um após outro: “Por acaso sou eu, Senhor?” (São Mateus 26, 22)

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Eis uma catequese que deveria mexer conosco, mas raramente mexe. “Será que fui eu?”

Abra as páginas da Internet e com certeza vai encontrar essas acusações:

- Só podia um pregador da TL   - Só podia alguém da RCC - Só podia ser um protestante     - Só podia ser um católico   - Só podia ser comunista  - Só podia ser um conservador.

Raramente se lê  - O traidor pode ser um dos nossos …

A tendência é acusar o outro grupo, acusar o outro pregador, ou quem não ora nem prega como nós, ou quem não nos frequenta.

Se tem dúvidas, pesquise a rede social por uma semana! Vai achar dezenas de pregadores exigindo mudança de vida dos outros, mas raramente se incluindo.

Com veemência pregam sobre o comportamento dos outros. Gostam de olhar a câmera e dizer VOCÊ! VOCÊS! Mas quase sempre falta: - “NÓS que também às vezes erramos …”

Raramente dirão: - “nós pecadores” “nós que também pecamos”  

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Mateus registrou a humilde tristeza dos colegas apóstolos. - “Mestre, por acaso fui eu?”  

Quem nunca se fez esta pergunta é porque ainda cresceu na fé. Ainda não entendeu o KYRIE ELEISON nem o TENDE PIEDADE DE NÓS. Ainda não entendeu a súplica ao Cordeiro de Deus”, nem o “POR MINHA CULPA, TÃO GRANDE CULPA”.

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Faz parte da ascese católica incluir-se entre os pecadores. Na missa há dois grandes momentos nos quais o nosso dedo aponta para nós mesmos: no início e antes da comunhão.

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O ato de humildade dos onze mostrou o quanto amavam o Mestre. Judas também perguntou, mas ele sabia que o traidor era ele! Não ficou para ver o final daquela missa!

A leitura desse domingo traz outra vez um sério exame de consciência!

SERÁ QUE CAÍ DE NOVO?

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc