1 - Não estive
lá. Vim 2 mil anos depois. Nunca vi aquela cruz na qual Jesus morreu!
2 - Hoje eu
apenas venero aqueles dois madeiros, um vertical e o outro horizontal.
3 - Venero-os,
mas não os adoro
4 - Também não
estive ao pé daquela cruz. Vim 2 mil anos depois. Também nunca vi Jesus que eu
creio que ressuscitou e está vivo numa outra dimensão do viver.
5 - Mas a Jesus
eu adoro por crer que ele era e é o Filho.
6 - Hoje, às 16
horas, inclinei-me em veneração por uma cruz que lembra aquela cruz na qual
Jesus morreu. Dizem que há um pedaço da cruz original em alguma igreja do
mundo. Mas nunca estive lá...
7 - Porém eu me
inclinei reverente. Porque cruzes lembram Jesus.
8 - Mais tarde
subi ao altar da nossa capela e lá adorei, adorei Jesus que creio que está
oculto naquela hóstia.
9 - Há quem
duvide ou não distinga. Não comunguei aquela cruz de agora, mas comunguei o
Cristo que está vivo no sacrário e atua em qualquer coração que o ame e tenha
intenção de viver como ele viveu!
10 - Isto: nesta
sexta-feira santa, no corredor da capela, eu venerei uma cruz, mas minutos
depois eu adorei Jesus e entrei em comunhão com ele!
11 - Foi mais um
ato de crente católico nesta Semana Santa de 2026.
Espero que v.
também tenha ido fazer o mesmo: Lembrar as dores dele e as dores do mundo atual
que está cada dia mais violento!
Oremos por todos
os crucificados no nosso tempo! E continuemos nossa semana santa! Pz
Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio, porque Deus estava com ele. E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos. E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos. Todos os profetas dão testemunho dele: ‘Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados’”.
- Este é o dia que o Senhor fez para nós: / alegremo-nos e nele exultemos!
- Este é o dia que
o Senhor fez para nós: / alegremo-nos e nele exultemos!
1. Dai graças ao
Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” / A casa de Israel
agora o diga: / “Eterna é a sua misericórdia!”
2. A mão direita do
Senhor fez maravilhas, / a mão direita do Senhor me levantou. / Não morrerei,
mas, ao contrário, viverei / para cantar as grandes obras do Senhor!
3. A pedra que os
pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular. / Pelo Senhor é que foi
feito tudo isso: / que maravilhas ele fez a nossos olhos!
Irmãos, se
ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde
está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às
coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com
Cristo, em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós
aparecereis também com ele, revestidos de glória.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de
madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do
túmulo. Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro
discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo e
não sabemos onde o colocaram”. Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e
foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais
depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as
faixas de linho no chão, mas não entrou. Chegou também Simão Pedro, que vinha
correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e
o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas
enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que tinha
chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. De fato, eles ainda não
tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
Conforme o evangelho da missa da tarde, os discípulos de Emaús estavam desanimados. Tinham pensado que Jesus fosse o Messias revolucionário, que expulsasse o poder romano. Mas foi morto. Passaram três dias, e nada aconteceu. Desistiram de esperar. Não se lembravam de que na Bíblia está escrito: “Depois de dois dias nos fará reviver, no terceiro dia nos levantará” (Os 6,2).
Não havia por que permanecerem abatidos. Após uns três dias, Jesus reviveu para os discípulos, no caminho de Emaús, abrindo-Ihes as Escrituras. Moisés, os Profetas, os Salmos, tudo começou a falar-lhes de Jesus, como para moça apaixonada tudo fala do namorado. Para quem ama Jesus, os textos da Escritura revelam sua lógica: entrar na glória através da cruz. De repente, os discípulos entenderam que este foi o plano de Deus para com Jesus.
Mais ainda lhes falou o gesto do repartir o pão. Tantas vezes Jesus lhes tinha partido o pão, à maneira de um pai de família que o distribui a seus filhos. Tinha feito disso o sinal da partilha de sua própria vida, na Última Ceia. Agora, reconheceram-no ao partir o pão. Então, ele retirou-se da vista deles, mas não do coração…
A memória de Jesus, na Palavra e na Eucaristia, ensina-nos que ele vive conosco. Ele é o centro de nossa vida. Temos que relacionar tudo com ele, enxergar tudo à sua luz, que venceu as trevas, a vida que venceu a morte, a graça que superou a desgraça e o pecado. Isso é vivenciar a ressurreição de Cristo em nossa própria vida, “procurar as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (2ª leitura). A nossa vida velha e abatida morreu, temos uma vida nova escondida lá com ele. Isso transforma nosso modo de viver. Mesmo se exteriormente andamos envolvidos com as lidas e lutas desta sociedade injusta, interiormente já não nos deixamos vencer por ela. Após uns pequenos três dias, experimentamos a presença daquele que venceu a morte. Por isso, vamos viver de cabeça erguida, os olhos fixos em nossa verdadeira vida, que está nele. Se o pecado nos abate, vamos abrir-nos na comunidade, no sacramento. Se a injustiça nos faz morrer, vamos unir-nos em comunidade em torno a Cristo. Isto é Páscoa, nossa ressurreição com Cristo.
PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.
____________________________________________________ Fonte: franciscanos.org.br Imagem: vaticannews.va Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos
A Sexta-feira
Santa nasceu como dia da morte de Jesus (dia 14 do mês de Nissan, que caía numa
sexta-feira). Trata-se de um dia de luto, acompanhado de "jejum",
depois estendido a todas as sextas-feiras do ano.
A liturgia é
composta de três momentos: Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Comunhão.
Neste dia, por meio desta liturgia, os fiéis são convidados a fixar seu olhar
em Jesus Crucificado, que morreu na cruz para cumprir a sua missão salvífica,
que o Pai lhe havia confiado: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados
do mundo".
O profeta Isaías
diz: “Ele tomou sobre si os nossos pecados, as nossas dores e sofrimentos, e
nós o julgamos castigado por Deus” (Is 52,13-53,12). Com a sua vida, Jesus
pagou um alto preço pela nossa desobediência, mas o fez com amor e por amor:
“Sendo rico, Jesus se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer com a sua
pobreza” (2Cor 8,9).
No contexto
desta Sexta-feira Santa, cada um de nós pode ficar diante da cruz e dialogar
com o Senhor Jesus sobre os próprios problemas, dramas, sofrimentos. Todas as
questões sobre a vida são iluminadas pela Cruz, a ponto de chegarmos a dizer,
realmente, que "o coração tem suas razões, que a razão não pode
compreender". O Senhor Jesus deve ser acompanhado com amor, até o fim,
como Ele o fez.
“Junto à cruz de
Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e
Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava,
disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí
tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a acolheu como mãe. Em seguida,
sabendo que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura,
Jesus disse: “Tenho sede”. Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados
embeberam uma esponja no vinagre e, fixando-a numa vara de hissopo, levaram-lhe
à boca. Havendo Jesus tomado vinagre, disse: “Tudo está consumado”. Inclinou a
cabeça e entregou seu espírito" (Jo 19,25-30).
Comentário em
forma de Oração:
Senhor Jesus,
Homem da cruz, ao vosso grito de dor, uno a minha dor, meus medos e
perplexidades, decepções e o vazio do coração; eu grito a minha necessidade de
vós.
Senhor Jesus,
Homem da cruz, como sacerdote, apresento-me como intercessor de todos os
irmãos e irmãs: ao vosso grito, uno os gritos dos corações, que choram pela
morte dos seus entes queridos.
Senhor Jesus,
Homem da cruz, ao vosso grito, uno o medo dos doentes e idosos, o cansaço dos
agentes da saúde, o esgotamento das famílias, a desconfiança dos jovens,
crianças e adolescentes.
Senhor Jesus,
Homem da cruz, ao vosso grito, uno a preocupação dos empresários, o temor
dos trabalhadores, a apreensão dos professores, a falência das nossas
comunidades cristãs arruinadas.
Senhor Jesus,
Homem da cruz, acolhei nossos gritos e ouvi-nos. Ensinai-nos a confiar em
vosso Pai e nosso Pai e a deixar-nos proteger pelos seus braços amorosos.
Senhor Jesus,
Homem da cruz, acolhei nosso grito e ouvi-nos, cientes de que nada acontece
fora dos vossos desígnios de amor; ensinai-nos a acreditar que, em vós, tudo
tem sentido.
Senhor Jesus,
Homem da cruz, entrego-me a vós, confio em vós!
A Igreja
primitiva celebrava o dia de Páscoa, em toda a sua plenitude, apenas na Vigília
Pascal até à manhã da Páscoa. Esta festa foi distribuída, gradualmente, em três
dias ou tríduo, somente a partir do século IV.
O tríduo começa
com a Missa “in Coena Domini” e encontra seu ápice na Vigília Pascal: começa na
quinta-feira à noite, porque, segundo os judeus, o dia começava já na noite
anterior. Logo, as solenidades e os domingos começavam a ser celebrados,
liturgicamente, com as Vésperas do dia anterior; além do mais, na Última Ceia
de Jesus, é antecipada, sacramentalmente, a sua doação na Cruz.
Segundo a lei e
o costume judaico, Jesus celebrou a festa judaica da Páscoa, com seus
discípulos, em memorial da libertação do Povo de Israel da escravidão no Egito.
Durante este
banquete, Jesus instituiu a Eucaristia, sacramento da salvação, e o sacerdócio
ministerial. Ele não se limitou apenas em pronunciar palavras, mas realizou um
gesto, que revela o "sentido" mais profundo do que acabava de
celebrar: o lava-pés, ou seja, serviço, amor. Este gesto era usado pelos
escravos com seus senhores e convidados: lavar os pés da poeira do caminho.
Jesus, por sua vez, quebra esta regra de superioridade e serviço.
Eis a “chave”
para compreender e viver a Última Ceia, em obediência às palavras do próprio
Jesus: “Fazei isto em memória de mim”. Não se trata apenas de “repetir” os
gestos e as palavras da Última Ceia, hoje nossa Eucaristia, mas “fazer isto”
também como serviço e amor mútuo, começando pelos excluídos. Eis o verdadeiro
sentido da Eucaristia.
Desta forma, a
Quinta-feira Santa torna-se um livro aberto, uma escola de fé e sabedoria
cristã.
“Antes da festa
da Páscoa, Jesus, sabendo que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai,
tendo amado os seus, que estavam no mundo, os amou até o fim. Durante a ceia,
quando o demônio já havia lançado no coração de Judas, filho de Simão
Iscariotes, o propósito de traí-lo, sabendo Jesus que o Pai lhe dera tudo nas
mãos, e que havia saído de Deus e para Ele voltaria, levantou-se da mesa, depôs
as suas vestes e, pegando uma toalha, cingiu-se com ela... Chegou a Simão
Pedro, que lhe disse: “Senhor, quereis lavar-me os pés?”... Respondeu-lhe
Jesus: “O que eu faço não pode compreender agora, mas compreenderá depois”.
Pedro disse-lhe: “Jamais vos deixarei lavar meus pés!”... Respondeu-lhe Jesus:
“Se não os lavar, você não terá parte comigo”. E Simão Pedro exclamou: “Senhor,
então não apenas os pés, mas também as mãos e a cabeça”. Disse-lhe Jesus: “Quem
tomou banho não precisa lavar tudo, porque está todo puro. Vocês estão puros,
mas nem todos”..., pois sabia quem o haveria de trair; por isso, disse que “nem
todos estão puros”. Depois de lhes lavar os pés, retomou suas vestes e se
sentou novamente à mesa. Então Jesus lhes perguntou: “Sabem o que lhes fiz?
Vocês me chamam Mestre e Senhor, e dizem bem, porque eu sou. Logo, se eu, seu
Senhor e Mestre, lavei seus pés, também vocês deverão lavar os pés uns dos
outros. Dei-lhes o exemplo para que, como eu lhes fiz, assim vocês também
deverão fazer" (Jo 13,1-15) .
Comentário em
forma de Oração:
Senhor Jesus,
antecipastes aos discípulos o vosso supremo ato de amor. Vós os convocastes no
andar de cima, onde instituístes o sacerdócio. Tomastes o pão e o vinho, destes
graças e os destes a eles. Vós vos levantastes, tiraste o manto, pegaste uma
bacia e lavastes seus pés dos discípulos.
Convocar!
Compartilhar! Servir! Três movimentos, Senhor, para ensinar-nos a lógica da
Eucaristia, a lógica da vida. Três movimentos, Senhor, entrelaçados uns aos
outros, que se revelam mutuamente. Onde há Eucaristia, há fraternidade. Onde há
Fraternidade, há partilha. Onde há Partilha, há serviço. Onde há serviço, há
Eucaristia.
Da cátedra da
Eucaristia vós nos ensinastes, Senhor, a arte de nos relacionar, o estilo de
compartilhar, a liberdade de servir. Hoje, vós nos convidais à vossa mesa:
porém, meu coração me diz que não sou digno; mas Vós, Cordeiro de Deus, que
tirais os pecados do mundo, dizeis uma só palavra e serei salvo!
explica positivamente a natureza e a missão dos leigos
Na Audiência
Geral desta quarta-feira, Leão XIV falou sobre o quarto capítulo da
Constituição Dogmática Lumen Gentium relativo aos leigos. "Perante
qualquer diferença de ministério ou estado de vida, o Concílio afirma a
igualdade de todos os batizados", frisou o Papa.
O Papa Leão XIV
deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição Conciliar Lumen
Gentium na Audiência Geral, desta quarta-feira (1º/04), realizada na Praça
São Pedro que contou com a participação de quinze mil pessoas.
Hoje, o
Pontífice abordou o quarto capítulo, "que trata dos leigos". A
seguir, recordou as palavras do Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii
Gaudium: «A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. Ao seu
serviço, está uma minoria: os ministros ordenados».
De acordo com o
Papa, essa seção da Constituição Dogmática Lumen Gentium relativa aos
leigos "procura explicar positivamente a natureza e a missão dos
leigos, depois de séculos em que foram definidos simplesmente como aqueles que
não faziam parte do clero ou das pessoas consagradas".
Igualdade de
todos os batizados
"Perante
qualquer diferença de ministério ou estado de vida, o Concílio afirma a
igualdade de todos os batizados", disse Leão XIV, acrescentando:
“A própria
descrição dos leigos que o Concílio nos oferece diz: «Por leigos entendem-se
aqui todos os cristãos que não são membros da sagrada Ordem ou do estado
religioso reconhecido pela Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados em Cristo
pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu
modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que
lhes toca, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo».”
O povo santo de
Deus não é uma massa informe
"O povo
santo de Deus, portanto, nunca é uma massa informe, mas o corpo de Cristo ou,
como dizia Santo Agostinho, o Christus totus: é a comunidade
organicamente estruturada, em virtude da relação fecunda entre as duas
formas de participação no sacerdócio de Cristo: o sacerdócio comum dos fiéis e
o sacerdócio ministerial", disse ainda o Papa.
“Em virtude do
Batismo, os fiéis leigos participam no mesmo sacerdócio de Cristo. De fato, «O
supremo e eterno sacerdote Cristo Jesus, querendo também por meio dos leigos
continuar o Seu testemunho e serviço, vivifica-o pelo Seu Espírito e sem cessar
os incita a toda a obra boa e perfeita».”
A seguir, Leão
XIV citou a Exortação Apostólica Christifideles laici de São João
Paulo II. Nela o Pontífice polonês sublinhou "que «o Concílio, com o seu
riquíssimo patrimônio doutrinal, espiritual e pastoral, dedicou páginas
maravilhosas à natureza, dignidade, espiritualidade, missão e responsabilidade
dos fiéis leigos. E os Padres conciliares, feitos eco do chamamento de
Cristo, convidaram todos os fiéis leigos, homens e mulheres, a trabalhar
na Sua vinha»".
O vasto campo do
apostolado laico estende-se ao mundo
"Desta
forma, o meu venerável Predecessor relançou o apostolado dos leigos, ao qual o
Concílio tinha dedicado um documento específico, que abordaremos mais
adiante", disse o Papa Leão.
“O vasto campo
do apostolado laico não se limita à Igreja, mas estende-se ao mundo. A Igreja,
de fato, está presente onde quer que os seus filhos professem e testemunhem o
Evangelho: no trabalho, na sociedade civil e em todas as relações humanas, onde
eles, com as suas escolhas, demonstram a beleza da vida cristã, que antecipa
aqui e agora a justiça e a paz que serão plenas no Reino de Deus.”
Uma Igreja
encarnada na história, sempre aberta à missão
"É preciso
que o mundo «seja penetrado pelo espírito de Cristo e, na justiça, na caridade
e na paz, atinja mais eficazmente o seu fim». E isso só é possível com o
contribuição, o serviço e o testemunho dos leigos", sublinhou o Papa.
“É o convite
para sermos aquela Igreja “em saída” de que nos falou o Papa Francisco: uma
Igreja encarnada na história, sempre aberta à missão, na qual todos somos
chamados a ser discípulos-missionários, apóstolos do Evangelho, testemunhas do
Reino de Deus, portadores da alegria de Cristo que encontramos!”
"Irmãos e
irmãs, que a Páscoa que nos preparamos para celebrar renove em nós a graça de
sermos, como Maria Madalena, como Pedro e João, testemunhas do
Ressuscitado", concluiu Leão XIV.
A intenção de
oração do Papa para o mês de abril enfatiza o acompanhamento humano e
espiritual dos presbíteros que atravessam momentos de dificuldades.
Foi divulgada,
nesta terça-feira (31/03), a mensagem de vídeo com a intenção de oração do Papa
Leão XIV para o mês de abril, em que o Pontífice convida a rezar pelos
sacerdotes em crise.
Através da Rede
Mundial de Oração do Papa - com a campanha “Reza com o Papa” – o Santo Padre
convida os cristãos e as pessoas de boa vontade a um breve tempo de oração,
para reconhecer e aprofundar que por trás de cada ministério há uma vida que
também necessita de cuidado, proximidade e escuta.
“Senhor Jesus,
Bom Pastor e companheiro de caminhada, hoje colocamos nas tuas mãos todos os
sacerdotes, especialmente os que atravessam momentos de crise, quando a solidão
pesa, as dúvidas obscurecem o coração e o cansaço parece mais forte do que a
esperança.”
O Papa pede ao
Senhor "que conhece as suas lutas e feridas", para que renove nos
sacerdotes em crise "a certeza do seu amor incondicional".
Leão XIV afirma
que os presbíteros "não são funcionários nem heróis solitários, mas filhos
amados, discípulos humildes e estimados, e pastores amparados pela oração de
seu povo".
Além disso, o
Pontífice destaca a importância de redescobrir a dimensão comunitária do
ministério sacerdotal.
“Pai bom,
ensina-nos, como comunidade, a cuidar dos nossos presbíteros: a escutá-los sem
julgar, a agradecer sem exigir perfeição, a partilhar com eles a missão
batismal de anunciar o Reino com gestos e palavras, e a acompanhá-los com
proximidade e oração sincera. Que saibamos amparar aqueles que tantas vezes nos
amparam.”
O Papa reconhece
que o cuidado dos sacerdotes é uma responsabilidade partilhada entre todo o
Povo de Deus.
Em sua oração, o
Papa pede ao Espírito Santo para reacender "nos nossos sacerdotes a
alegria do Evangelho" e que eles possam contar com amizades saudáveis,
"redes de apoio fraterno, sentido de humor quando as coisas não acontecem
como esperavam, e com a graça de redescobrir sempre a beleza de sua
vocação". Que eles não percam a confiança em Deus, nem a alegria de
servir à "Igreja com um coração humilde e generoso".
Sustentar
fraternalmente aos que sustentam
O diretor
internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, pe. Cristóbal Fones, destaca
que esta intenção de oração é algo particularmente importante: “O Papa nos
recorda que temos que sustentar fraternalmente aos que nos sustentam. Eu mesmo
sinto isto em minha experiência, convivendo com tantos companheiros e amigos
sacerdotes que atravessam momentos difíceis. É fundamental recordar a
importância do acompanhamento humano, da amizade sincera e, sobretudo, da força
da oração que sustenta. Os sacerdotes precisam saber que não estão sozinhos”.
À luz do recente
magistério da Igreja — desde o Concílio Vaticano II até os ensinamentos dos
últimos pontífices — se evidencia que o sacerdote é um homem frágil que
necessita de misericórdia, proximidade e compreensão. Por isso, a insistência
para que não enfrentem sozinhos os momentos de desânimo, mas se deixem
acompanhar e sustentar pela comunidade. A fraternidade sacerdotal, a vida
partilhada e a oração do Povo de Deus são como fontes essenciais de graça,
capaz de renovar sua vocação e sustentá-los em sua missão de cada dia.
“O Senhor não
busca sacerdotes perfeitos”
Uma Igreja
sinodal é também uma Igreja que cuida e sustenta a vocação dos sacerdotes,
ajudando os presbíteros a serem pastores, irmãos e pessoas melhores. O Papa
Francisco, em “O Vídeo do Papa” de julho de 2018, mostrou preocupação por seus
irmãos sacerdotes, e disse: “O cansaço dos sacerdotes… Sabem quantas vezes
penso nisso?”
Em 27 de junho
de 2025, por ocasião do Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes,
o Papa Leão XIV dirigiu-se aos presbíteros com estas palavras: “Não tenham medo
de sua fragilidade: o Senhor não procura sacerdotes perfeitos, mas corações humildes,
abertos à conversão e prontos a amar como Ele mesmo nos amou”. Um dia antes, em
26 de junho de 2025, Leão XIV interpelou os participantes do encontro
internacional “Sacerdotes felizes - «Eu vos chamo amigos», promovido pelo
Dicastério para o Clero durante o Jubileu dos Sacerdotes, dizendo: “No coração
do Ano Santo, queremos testemunhar juntos que é possível ser sacerdotes
felizes, porque Cristo nos chamou, Cristo fez de nós seus amigos: é uma graça
que queremos acolher com gratidão e responsabilidade”.
Como Rede
Mundial de Oração do Papa queremos destacar que esta intenção não é somente um
convite a rezar, mais também a agir: promover espaços de escuta, fomentar
comunidades acolhedoras, evitar críticas destrutivas, e fortalecer vínculos
como comunidade.
Sobre a Rede
Mundial de Oração do Papa
A Rede Mundial
de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia confiada à Companhia de Jesus. Está
presente em mais de 90 países e reúne uma comunidade espiritual de mais de 22
milhões de pessoas que procuram viver cada dia com disponibilidade para
colaborar na missão de Cristo. No centro desta missão estão as intenções
mensais de oração do Papa, que convidam a centrar-se nos desafios da humanidade
e na missão da Igreja.
Foi fundada em
1844 como Apostolado da Oração. Em dezembro de 2020, o Papa Francisco instituiu
esta Obra Pontifícia como Fundação Vaticana e aprovou os seus estatutos
definitivos em julho de 2024.
para o Dicastério do Desenvolvimento Humano Integral
Trata-se do pesquisador brasileiro do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Carlos A. Nobre, do arcebispo de Monterrey, no México, dom Rogelio Cabrera López, e do bispo auxiliar de Cuzco, no Peru, dom Lizardo Estrada Herrera, secretário-geral do CELAM.
Da esquerda para a direita: dom Lizardo Estrada Herrera, dom Rogelio Cabrera López e o pesquisador brasileiro Carlos A. Nobre
CNBB saúda brasileiro e latino-americanos nomeados para funções na Santa Sé
A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudações ao brasileiro e latino-americanos que foram nomeados pelo Santo Padre, Papa Leão XIV, nesta segunda-feira, 30 de março, para funções no Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé.
Secretário-geral do CELAM
Na saudação a dom Lizarda Herrera, bispo auxiliar de Cusco, no Perú, e secretário-geral do Conselho Latino-Americano e Caribenho, o Celam, (o primeiro da foto da esquerda para direita) a presidência da CNBB felicitou o pastor pela nomeação como membro do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
A CNBB destacou que o ministério de dom Lizarda, marcado pela proximidade pastoral, serviço generoso e compromisso com a Igreja no Peru, é um testemunho significativo de sua dedicação ao Evangelho e às necessidades do nosso tempo.
“Esta nomeação é um reconhecimento de sua dedicação e de sua capacidade de contribuir para os grandes desafios relacionados ao desenvolvimento humano integral. Estamos confiantes de que sua participação neste importante órgão da Santa Sé contribuirá com valiosas ideias e ações em apoio à dignidade humana, à justiça social e ao cuidado com a criação”, reforça a presidência da CNBB.
Arcebispo de Monterrey
Na saudação ao arcebispo de Monterrey, no México, dom Rogelio Cabrera López, a presidência da CNBB reforçou que o magistério do pastor, marcado pelo compromisso pastoral, pela promoção da dignidade humana e pela busca constante do bem comum, é amplamente reconhecido na Igreja e na sociedade.
“Esta nova nomeação é um sinal da confiança da Santa Sé em sua liderança e em sua capacidade de contribuir para os desafios globais de nosso tempo. Com estima fraterna, estamos convencidos de que sua experiência e sensibilidade pastoral enriquecerão profundamente o trabalho deste Dicastério, especialmente em questões relacionadas à justiça social, à solidariedade e ao cuidado com os mais vulneráveis”, disse a CNBB.
Orgulho para o Brasil
Na saudação ao brasileiro Carlos A. Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, (o último à direita na foto) a CNBB destacou a sua trajetória como referência mundial no estudo das mudanças climáticas, especialmente no que se refere à Amazônia.
“É motivo de profundo orgulho para o Brasil e para toda a comunidade científica internacional. Sua dedicação em promover o cuidado com a Casa Comum, em sintonia com o magistério da Igreja, representa um testemunho eloquente de compromisso com a vida, a justiça e a dignidade humana”, diz um trecho da saudação.
A CNBB também recordou a participação do pesquisador no Sínodo da Amazônia, em 2019, ocasião em que contribuiu significativamente para o fortalecimento do diálogo entre ciência e fé, ajudando a colocar a questão ambiental no centro das reflexões da Igreja.
Muito tristes,
começaram a perguntar um após outro: “Por acaso sou eu, Senhor?”(São Mateus
26, 22)
_______________________________
Eis uma
catequese que deveria mexer conosco, mas raramente mexe. “Será que fui eu?”
Abra as páginas
da Internet e com certeza vai encontrar essas acusações:
- Só podia um
pregador da TL - Só podia
alguém da RCC - Só podia ser
um protestante - Só podia ser
um católico - Só podia ser
comunista - Só podia ser
um conservador.
Raramente se lê - O traidor pode
ser um dos nossos …
A tendência é
acusar o outro grupo, acusar o outro pregador, ou quem não ora nem prega como
nós, ou quem não nos frequenta.
Se tem dúvidas,
pesquise a rede social por uma semana! Vai achar dezenas de pregadores exigindo
mudança de vida dos outros, mas raramente se incluindo.
Com veemência
pregam sobre o comportamento dos outros. Gostam de olhar a câmera e dizer VOCÊ!
VOCÊS! Mas quase sempre falta: - “NÓS que
também às vezes erramos …”
Raramente dirão: - “nós pecadores”
“nós que também pecamos”
***
Mateus registrou
a humilde tristeza dos colegas apóstolos. - “Mestre, por acaso fui eu?”
Quem nunca se
fez esta pergunta é porque ainda cresceu na fé. Ainda não entendeu o KYRIE
ELEISON nem o TENDE PIEDADE DE NÓS. Ainda não entendeu a súplica ao Cordeiro de
Deus”, nem o “POR MINHA CULPA, TÃO GRANDE CULPA”.
***
Faz parte da
ascese católica incluir-se entre os pecadores. Na missa há dois grandes
momentos nos quais o nosso dedo aponta para nós mesmos: no início e antes da
comunhão.
***
O ato de
humildade dos onze mostrou o quanto amavam o Mestre. Judas também perguntou,
mas ele sabia que o traidor era ele! Não ficou para ver o final daquela missa!
A leitura desse
domingo traz outra vez um sério exame de consciência!