por ocasião da 34ª Jornada Mundial da Juventude
Hoje o Papa
preside a Santa Missa, com a dedicação do altar da Catedral de Santa Maria La
Antigua e a solene Vigília de Oração, com os milhares de jovens da JMJ.
Cidade do
Vaticano - Penúltimo dia da Viagem do Santo Padre ao Panamá, por ocasião da 34ª
JMJ.
Na manhã deste
sábado (26/01), o Papa vai deixar a Nunciatura Apostólica da capital panamenha
para ir, de papamóvel, à Catedral de Santa Maria La Antigua, onde presidirá à
Santa Missa, com a dedicação do altar da Basílica, na presença de numerosos
Sacerdotes, Consagrados e Movimentos Leigos.
Catedral do
Panamá
A Catedral
Basílica de Santa Maria La Antigua, é sede da Cúria Episcopal da Arquidiocese
do Panamá, consagrada em 1796. O templo, construído em 1674, ficou quase
abandonado até 2003, quando foi restaurado. Agora é um dos lugares turísticos
mais importantes do bairro Casco Viejo.
O altar-mor, que
o Papa dedicará, na manhã de hoje, foi construído no inicio do século XIX.
Santa Missa
Ao chegar à
Catedral de papamóvel, o Papa será recebido pelo Capítulo Metropolitano, guiado
pelo Arcebispo José Domingo Ulloa Mendieta. O Santo Padre deporá uma rosa de
prata aos pés da estátua de Santa Maria La Antigua.
Após a
celebração Eucarística, que terá como tema de meditação o trecho evangélico de
São João “Os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e verdade”, o
Santo Padre se transferirá ao Seminário Maior São José. Ali, almoçará com o
Arcebispo da Cidade do Panamá, e com dez jovens de diversas nacionalidades,
representantes dos seus coetâneos que participam da JMJ.
Por fim,
Francisco visitará a pequena Capela do Seminário, onde se deterá por alguns
momentos em oração, e cumprimentará os 50 seminaristas presentes.
Após a visita ao
Seminário arquidiocesano, o Papa se dirigirá à Nunciatura Apostólica do Panamá.
Depois de um breve descanso, se transferirá, na parte da tarde, ao Campo São
João Paulo II, situado a 25 quilômetros da Nunciatura, onde presidirá à solene
Vigília de Oração, com os milhares de jovens da JMJ.
Com esta
celebração, o Santo Padre concluirá seu penúltimo dia de atividades em terras
panamenhas.
A Rádio Vatícano e o Vatican News transmitem as duas celebrações com comentários em português.
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Como o Senhor,
devemos pedir: “Dá-me de beber” para receber daquela “fonte de água que dá a
vida eterna” para voltar, sem medo, ao poço originário do primeiro amor, quando
Jesus passou pelo nosso caminho, olhou-nos com misericórdia e pediu que O
seguíssemos” e “nos fez sentir que nos amava, e não só pessoalmente mas também
como comunidade”.
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Papa Francisco na homilia:
“Beber da
fonte de água que dá a vida eterna”
Devemos reagir
“voltando a beber do poço originário do primeiro amor”. São palavras do Papa
Francisco durante a homilia da Santa Missa na presença de numerosos Sacerdotes,
Consagrados e Movimentos Leigos, na CAtedral de Santa Maria la Antigua.
Cidade do
Vaticano - No terceiro dia da Jornada Mundial da Juventude, o Papa
Francisco celebrou a Santa Missa com a dedicação do altar da Catedral
Basílica Santa Maria La Antigua, com a presença de numerosos Sacerdotes,
Consagrados e Movimentos Leigos.
O Papa iniciou
sua homilia comentando um trecho do Evangelho de João no qual diz que Jesus,
“cansado da caminhada, sentou-Se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do
meio-dia”. Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água.
Disse-lhe Jesus: “Dá-Me de beber”.
Francisco parte
deste fato: Jesus cansado de caminhar, precisava aplacar e saciar a sede e
recuperar as forças, para continuar a sua missão: “levar a Boa-Nova aos pobres,
curar os corações feridos, proclamar a libertação aos cativos e consolar os que
sofriam (…) Todas são situações que nos tolhem a vida e a energia”.
“Mas o Senhor
cansou-Se e, nesta fadiga, encontra lugar tanto cansaço dos nossos povos e da
nossa gente, das nossas comunidades e de todos aqueles que estão cansados e
oprimidos”
O cansaço da
esperança
São múltiplas as
causas e os motivos que “quebratam a vida dos consagrados”. O Papa fala de uma
situação que “parece ter-se instalado nas nossas comunidades”. É uma “espécie
sutil de cansaço, que nada tem a ver com o cansaço do Senhor”:
“Trata-se do
cansaço da esperança” que não deixa avançar e nem olhar para diante. Como se
tudo ficasse confuso” e “pondo em questão as forças, os recursos e a
viabilidade da missão neste mundo que não cessa de mudar e interpelar”.
“É um cansaço
paralisador” disse o Papa que coloca também “em dúvida, a própria viabilidade
da vida religiosa no mundo de hoje”.
“O cansaço da
esperança nasce da constatação de uma Igreja ferida pelo seu pecado e que,
muitas vezes, não soube escutar tantos gritos nos quais se escondia o grito do
Mestre: ‘Meu Deus, porque me abandonaste?’”
(…) e isso faz
com que se instale um pragmatismo cinzento no coração das nossas comunidades”
dando espaço a “uma das piores heresias do nosso tempo: pensar que o Senhor e
as nossas comunidades não têm nada para dizer nem dar a este mundo novo em
gestação. Então aquilo que um dia nasceu para ser sal e luz do mundo, acaba por
oferecer a sua versão pior”.
Devemos reagir
“Dá-Me de beber»
significa “recuperar a parte mais autêntica dos nossos carismas fundacionais –
que não se limitam apenas à vida religiosa, mas a toda a Igreja – e ver as
modalidades em que se podem expressar hoje (…) significa reconhecer-se
necessitado de que o Espírito nos transforme em homens e mulheres memoriosos de
uma passagem, a passagem salvífica de Deus”. Só assim “a esperança cansada será
curada”, pronta para retomar a missão com a força de Jesus.
Catedral
panamenha
Por fim o Papa
falou da reabertura da Catedral depois de um longo tempo de restauração: “Uma
Catedral espanhola, índia e afro-americana torna-se, assim, Catedral panamenha,
dos panamenhos de ontem, mas também dos de hoje que a tornaram possível. Já não
pertence só ao passado, mas é beleza do presente (…) não deixemos que nos
roubem a beleza herdada dos nossos pais! Seja ela a raiz viva e fecunda que nos
ajuda a continuar fazendo bela e profética a história da salvação nestas
terras”.
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No Panamá, a
coletiva de imprensa antes da Vigília desta noite
Foram os jovens,
neste sábado, os protagonistas do encontro com os jornalistas: depois de
compartilhar o almoço com Francisco, falaram sobre o diálogo que tiveram com
ele. Também a Venezuela foi tema da coletiva.
Cidade do
Vaticano - Mais uma coletiva de imprensa com os jornalistas no Panamá para
repercorrer o dia de hoje e responder perguntas. O encontro marcado para às 14
horas locais, começou com cerca de dez minutos de atraso devido ao tráfego da
capital panamenha, particularmente intenso nestes dias da JMJ. Ao lado do
diretor "interino" da Sala de Imprensa do Vaticano, Alessandro
Gisotti, sete dos dez jovens de diferentes nacionalidades, que hoje almoçaram
com o Papa Francisco e conversaram com ele.
O encontro do
Papa com os seminaristas
No centro da
coletiva de imprensa, o almoço dos jovens com Francisco, um momento importante,
mas Gisotti enfatizou outro: "Creio que foram importantes também a visita
breve, mas muito intensa, do Santo Padre à capela do seminário e o encontro com
os seminaristas, durante o qual ele enfatizou a importância para eles, para
esses jovens que estão se preparando para a missão de servir a Deus, de
permanecerem firmes. O Papa dirigiu palavras de encorajamento para que estejam
sempre a serviço de Deus e do povo de Deus".
Grande
preocupação pela Venezuela
Um jornalista
perguntou se o Papa está seguindo a situação na Venezuela. "Certamente, no
coração de Francisco - respondeu Gisotti -, o pensamento e a oração pelo povo
da Venezuela são constantes. Muitos jovens vieram ao Panamá da Venezuela e aqui
existem muitos imigrantes venezuelanos, são uma das maiores comunidades neste
país. Do papamóvel - acrescentou o diretor -, Francisco vê os jovens e às vezes
se detém para saudá-los, como fez, por exemplo, com um grupo de peregrinos
franceses; portanto, podemos ter certeza de que o Papa tem consciência dessa
presença dos jovens". Gisotti reiterou ainda a grande preocupação do Papa
pela situação na Venezuela e recordou que um dos casais que ontem leu os textos
de uma das Estações da Via Sacra, era venezuelano. E se podia ver claramente a
bandeira e a palavra Venezuela. "Este é o sinal mais forte - disse ainda
–, de que a Venezuela esteve presente nas Estações da Via Sacra, como é
significativo também que em cada estação havia uma referência a um país
diferente, porque cada um carrega um sofrimento.
Violência contra
mulheres e o bullying
Alessandro
Gisotti sublinhou então a concretude dos temas que foram apresentados pelos
jovens na Via Sacra, como o feminicídio e a violência contra as mulheres,
problemas que estão muito presentes no Continente americano, mas não só. Ou do
bullying. Há uma grande preocupação por parte do Papa - disse -, por esse
fenômeno totalmente oposto ao valor da amizade. Francisco ficou muito feliz com
a iniciativa da jovem que ontem cantou uma canção composta por ela na qual
denuncia esse mal.
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Na coletiva de
imprensa
os jovens da JMJ falam sobre o almoço com o Papa
Dez jovens de
todo o mundo fizeram perguntas ao Papa em um ambiente familiar e festivo. Na
coletiva de imprensa de hoje, eles contaram aos jornalistas como foi o almoço.
Cidade do
Vaticano - Um "almoço familiar", como aqueles que acontecem nas casas
de todos, com o convívio e a familiaridade necessários para falar sobre os
desafios, sobre os problemas reais e sobre as coisas mais importantes da vida.
Foi o que disse, o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro
Gisotti, descrevendo o almoço no Seminário maior de São José, do Papa Francisco,
com dez jovens participantes da JMJ, cinco rapazes e cinco moças dos 5
continentes. Grande a alegria e a emoção dos jovens, emocionados pela
simplicidade e disponibilidade do Papa.
Apoiar vítimas
de abusos
As perguntas dos
jovens ao Santo Padre abordaram os temas que são mais sensíveis para eles: de
como ser jovens na Igreja às questões relacionadas à sua realidade de origem.
Brenda Noriega, nascida no México, mas cidadã estadunidense, expressou sua
preocupação com a situação da Igreja nos Estados Unidos devido ao escândalo dos
abusos sexuais. O Papa Francisco reiterou o apoio da Igreja às vítimas e a
importância da oração. Uma igreja pastoral que caminhe com as vítimas e as
escute. Presente como "Igreja na Igreja unida".
Trabalhar juntos
com as outras religiões
A relação da
Igreja com outras religiões é o assunto da pergunta de Denis Montano Galdamez,
da Austrália. O importante, respondeu o Pontífice, é trabalhar juntos pelo bem
comum e melhorar o mundo, não se combater sobre teologias e ideologias. Dana
Salah, uma palestina, ao invés, está preocupada com a emigração dos cristãos. A
Palestina será sempre a pátria de Jesus e os cristãos serão sempre originários
da Palestina, respondeu o Papa, e isso ajudará os cristãos a se sentirem mais
unidos e a preservarem sua existência naquele país.
Aos jovens a
tarefa de transformar a sociedade
Emilda Santo
Montezuma, panamenha, recordou ao Santo Padre quanto é importante para toda a
América Latina esta Jornada Mundial da Juventude e perguntou qual é a
contribuição dos jovens para a melhor da sociedade e como lidar com as mudanças
climáticas. O futuro são os jovens e cabe a vocês se tornarem líderes para
transformar a sociedade, disse o Papa, recordando também a importância de
preservar a identidade e a cultura dos povos indígenas: sem raízes, de fato,
uma árvore não é nada.
Depois do
almoço, a oração com os seminaristas
Depois do almoço
- que também contou com a presença do arcebispo do Panamá, dom José Domingo
Ulloa Mendieta -, o Papa Francisco foi à Capela do Seminário de São José para
um momento de oração. Ele depois saudou os cinquenta seminaristas presentes,
incentivando-os a servirem sempre ao Senhor.
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Cantando contra
o bullying, jovem impressiona o Papa Francisco
Martha Avila, de
16 anos, de Honduras, cantou uma música escrita por ela mesma contra o
bullying.
Cidade do Panamá
- O Papa Francisco encontrou na tarde de sexta-feira (25/01), na Nunciatura
Apostólica, um grupo de jovens de Scholas Occurentes, que participou da
iniciativa “Scholas Cidadania” no Haiti, Panamá e Honduras. O encontro durou
cerca de 30 minutos.
O Santo Padre,
dirigindo-se aos jovens, lhes agradeceu por terem falado de questões concretas
e destacou a importância do diálogo entre jovens e idosos, especialmente os
avós, e sobre o valor das raízes.
Em especial, uma
jovem de Honduras cantou uma música escrita por ela contra o bullying, que
impressionou o Papa Francisco.
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Assista:
Papa na vigília:
Ser "influencer" hoje é ser como Maria e dizer "sim" ao
Senhor
O Papa Francisco
presidiu à vigília da JMJ 2019 no Campo São João Paulo II, em Cidade do Panamá.
Em seu discurso, usou neologismos digitais para falar da "mulher que teve
maior influência na história".
Cidade do Panamá
- Um verdadeira festa feita de oração, cantos, danças, testemunhos e reflexão:
assim foi a vigília que se realizou no Campo São João Paulo II com os jovens
participantes da Jornada Mundial da Juventude do Panamá.
O ápice foi a
adoração ao Santíssimo, mas o discurso do Papa Francisco foi outro grande
momento, que – como sempre – usou a linguagem dos seus interlocutores. O
Pontífice se inspirou no testemunho dado momentos antes por alguns jovens para
transmitir a sua mensagem, desta vez mariana.
História da amor
“A salvação que
o Senhor nos dá é um convite para participar numa história de amor”, disse o
Papa e foi assim que Ele surpreendeu Maria.
“A jovem de
Nazaré não aparecia nas «redes sociais» de então, não era uma influencer – uma
influenciadora digital – mas, sem querer nem procurá-lo, tornou-Se a mulher que
maior influência teve na história.”
Influencer de
Deus
Francisco
definiu Maria como a “influencer de Deus”, que com palavras soube dizer «sim»,
“confiando no amor e nas promessas de Deus, única força capaz de fazer novas
todas as coisas”.
A força desse
“sim” impressiona, prosseguiu Francisco. Foi o «sim» de quem quer
comprometer-se e arriscar. Nesta estrada, o primeiro passo é não ter medo de
receber a vida como ela vem, com suas imperfeições e dificuldades.
“O amor do
Senhor é maior que todas as nossas contradições, fragilidades e mesquinhices,
mas é precisamente através das nossas contradições, fragilidades e mesquinhices
que Ele quer escrever esta história de amor.”
Comunidade
Retomando a
linguagem juvenil, o Papa recordou que não basta estar conectado o dia inteiro
para se sentir reconhecido e amado. Mas é preciso encontrar espaços onde os
jovens possam sentir-se parte de uma comunidade.
Portanto, o
segundo passo é criar elos, laços, família: uma comunidade onde possam se
sentir amados. Espaços onde receber raízes e leva-las adiante.
“Ser um
influencer no século XXI significa ser guardião das raízes, guardião de tudo
aquilo que impede a nossa vida de tornar-se «gasosa», evaporando-se no nada.
Sejam guardiões de tudo o que permite sentir-nos parte uns dos outros,
pertencer-nos mutuamente.”
Faça-se em Mim
Interagindo com
a multidão, Francisco perguntou se os jovens estão dispostos a responder o
“sim” Maria, “Faça-se em Mim”:
“O Evangelho
ensina-nos que o mundo não será melhor por haver menos pessoas doentes,
debilitadas, frágeis ou idosas de que ocupar-se, nem por haver menos pecadores,
mas será melhor quando forem mais as pessoas que, como estes amigos, estiverem
dispostas e tiverem a coragem de dar à luz o amanhã e acreditar na força
transformadora do amor de Deus.”
Coragem foi a
palavra final do Papa:
“Não tenham medo
de dizer ao Senhor que vocês também querem fazer parte da sua história de amor
no mundo.”
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Fonte: vaticannews.va
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