quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

 Horários de missa e outros eventos

_____________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________

Dia 5 - Quarta-feira

19h - Missa do 1º dia do Tríduo preparatório à ordenação presbiteral do Diác. Lucas Lázaro e do Jubileu da Irmã Maria Chiodi

______________________________________________________________________________

Dia 6 - Quinta-feira

19h - Missa do 2º dia do Tríduo preparatório à ordenação presbiteral do Diác. Lucas Lázaro e do Jubileu da Irmã Maria Chiodi

_________________________________________________________________________________

Dia 7 - 1ª Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

18h - Hora Santa Vocacional

19h - Missa do 3º dia do Tríduo preparatório à ordenação presbiteral do Diác. Lucas Lázaro e do Jubileu da Irmã Maria Chiodi

19h - Grupo de oração Maranathá na capela da Soledade

__________________________________________________________________________________

Dia 8 - Sábado

19h -  Missa na matriz

19h -  Celebração na comunidade São Geraldo

__________________________________________________________________________________

Dia 9 - 19º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa de abertura da Semana da Família na matriz

__________________________________________________________________________________

Papa Leão XIV na catequese desta quarta-feira:

redescobrir a oração
como dimensão fundamental da nossa humanidade

A oração "merece ser redescoberta na sua verdade", disse Leão XIV na Audiência Geral, dando continuidade à reflexão sobre a Constituição conciliar Sacrosanctum Concilium. "A Liturgia das Horas pede para ser cada vez mais acolhida e vivida na vida quotidiana dos batizados e das comunidades", sublinhou.

O Papa Leão XIV retomou a catequese sobre a Constituição conciliar sobre a liturgia, Sacrosanctum Concilium (SC), na Audiência Geral, desta quarta-feira (05/08), realizada na Basílica de São Pedro, devido ao calor.

O Santo Padre abordou o tema da dimensão eclesial da oração litúrgica. "Como sugere o Apóstolo Paulo, é o Espírito Santo que nos ensina a rezar" e "desde o dia de Pentecostes, o Espírito habita na Igreja, inspirando todas as suas atividades e, em particular, a oração".

Nos nossos dias, em contextos dominados por uma mentalidade centrada na eficiência e no consumismo, a oração pode parecer algo inútil e insignificante. Num mundo em que a ciência e a tecnologia pretendem dar todas as respostas, rezar pode parecer uma forma de evasão.

Além disso, mesmo em muitas famílias cristãs já não se transmite a tradição da oração, enquanto inúmeras pessoas correm o risco de a confundir com uma técnica entre outras, de natureza psicológica e voltada para o bem-estar pessoal. A oração, pelo contrário, enquanto dimensão fundamental da nossa humanidade, merece ser redescoberta na sua verdade.

"A Constituição Sacrosanctum Concilium levou a sério essa exigência", frisou o Papa Leão. "Na Constituição, de fato, o termo «a oração» designa toda a liturgia. Esta perspectiva é decisiva, pois orientou a reforma litúrgica, conferindo-lhe como eixo central a participação ativa dos fiéis. A liturgia é apresentada como o lugar do encontro, da iniciativa de Deus que se aproxima da humanidade no seu Filho, o «Verbo feito carne, ungido pelo Espírito Santo», a quem podemos responder “por Cristo, com Cristo e em Cristo, na unidade do Espírito Santo”, ou seja, graças à «oração que Cristo, unido ao seu Corpo, eleva ao Pai»", disse o Pontífice.

A seguir, Leão XIV sublinhou que o Papa São Paulo VI "desejava ardentemente que a Liturgia das Horas, ou seja, a oração pública diária da Igreja, indissociável da Eucaristia, permeasse profundamente, reavivasse, guiasse e expressasse toda a oração cristã e alimentasse eficazmente a vida espiritual do povo de Deus".

Para que esse desejo se concretize, a Liturgia das Horas pede para ser cada vez mais acolhida e vivida na vida quotidiana dos batizados e das comunidades. A tantas pessoas que desejam aprender a rezar, em particular aos catecúmenos, ela pode oferecer o caminho e a escola da oração cristã.

"Todas as semanas e todos os dias, a Eucaristia e a Liturgia das Horas são o sopro da vida da Igreja, que faz circular o Espírito Santo através do seu Corpo", disse ainda Leão XIV, sublinhando que "nesta oração, Cristo «une a si toda a humanidade e associa-a a este cântico divino de louvor»; assim, dia após dia, somos cada vez mais associados ao mistério pascal e conformados a Ele".

A seguir, o Papa citou Santo Agostinho que diz: «Quando falamos com Deus na oração, não devemos separar d’Ele o seu Filho; e quando reza o corpo do Filho, não deve separar de si a sua cabeça; que seja, portanto, o mesmo e único salvador do seu corpo, o nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, aquele que reza por nós, que reza em nós e a quem rezamos. Ele reza por nós como nosso sacerdote; reza em nós como nossa cabeça; a Ele rezamos como nosso Deus. Reconheçamos, portanto, n’Ele a nossa voz, e a Sua voz em nós».

A seguir, o Papa concluiu, dizendo:

Ligada à Eucaristia, cuja luz prolonga, a Liturgia das Horas santifica o tempo da nossa vida quotidiana: de manhã, começamos o dia com fé e gratidão; ao meio-dia, pedimos a força da fidelidade no meio das dificuldades; no fim da tarde, terminado o trabalho, as Vésperas acompanham o momento do pôr-do-sol; à noite, adormecemos confiando na paz de Deus. Cada Hora é um ato de esperança: durante a peregrinação terrena, vigiemos, aguardando com toda a Igreja o regresso glorioso do Senhor.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

_____________________________________________________________________
  Fonte: vaticanews.va     Vídeo: (@Vatican Media

terça-feira, 4 de agosto de 2026

A Igreja comemora hoje

São João Vianney – Patrono dos Sacerdotes

O dia de hoje é dedicado pela Igreja a São João Maria Vianney, conhecido como Cura D'Ars.  Ars era uma pequena aldeia da França, onde o padre João Vianney se tornou cura (pároco). É também o Dia do Padre.

João Maria Vianney nasceu em Dardilly em 1786. De família simples e de muita fé, desde de cedo manifestou o desejo de se tornar padre. Dedicava grande amor a Jesus Cristo e era devoto de Nossa Senhora. Sua trajetória rumo ao sacerdócio foi penosa. Aprendeu a ler e escrever já com dezoito anos e apresentava dificuldades nos estudos, especialmente no aprendizado da língua latina, de filosofia e teologia.

Com a ajuda de um amigo padre, conseguiu realizar seu sonho, tornou-se presbítero, e foi nomeado pároco de Ars. Seu exemplo e pregação mudaram as características do lugarejo. De uma realidade distante dos valores do evangelho, o pequeno povoado transformou-se em um local abençoado. Para lá dirigiam-se peregrinos para confessar-se com o santo sacerdote. Foram quatro décadas de pastoreio. Chegava a permanecer dezoito no atendimento de confissões.

Viveu santamente 73 anos dedicados a Deus, aos fiéis que o procuravam e à conversão das ovelhas desgarradas do rebanho de Cristo.Devido às virtudes que marcaram toda a sua vida, foi declarado santo pela Igreja, e pela fidelidade ao sacerdócio, foi proclamado patrono dos sacerdotes. Por essa razão, 4 de agosto é também o Dia do Padre.

Nossas homenagens a todos os sacerdotes, especialmente aos nascidos em nossa terra, aos que dedicaram parte de sua vida à nossa paróquia e aos padres que assistem os fiéis da Paróquia São José: Leandro Carvalho (pároco) e Inácio Pires, (vigário), José Raimundo (residente) e Côn. Braz (pároco emérito)!

______________________________________________________________

Dia do Padre

“De fato todo sumo sacerdote é tomado do meio do povo e representa o povo nas suas relações com Deus"

Dom Eurico Santos Veloso

Iniciamos este mês de agosto instituído desde 1981, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como o mês Vocacional, onde é dedicado todos os dias deste mês à oração, reflexão e ações das comunidades direcionado aos temas vocacionais.

Nesta primeira semana, dedicamos nossas orações para a Vocação do Ministério Ordenado: diáconos, padres e bispos. Com a Páscoa Dominical, do primeiro domingo de Agosto, sendo o ápice para a dedicação para o Ministério Ordenado e, também, no dia 4 de agosto que comemora-se a memória de São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos e exemplo de vida sacerdotal.

As nossas orações aos nossos queridos sacerdotes é a certeza da continuação permanente do Cristo no meio de nós, afinal, “o Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo” (São João Maria Vianney). Além disto, o Padre é o único que, através das suas mãos ungidas, é capaz de transubstanciar o pão e o vinho, no próprio Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo; “carrega consigo a autoridade de Jesus para conceder o perdão aos pecadores arrependidos, transformando o seu coração na própria Porta Santa que acolhe a todos, sem exceção” (Padre José Luis Queimado, C.Ss.R.).

“Ao celebrarmos o dia do Padre, queremos pedir ao Senhor que ilumine a todos os padres do mundo inteiro, pois, a nossa missão é em primeiro lugar: ser portador do Cristo e assim levar Cristo para todos as pessoas” (Cardeal Dom Orani João Tempesta, O.Cist).

Rezemos por todos os presbíteros! Neste dia eu irei rezar por todos os padres que eu ordenei e que tanto bem fazem na Igreja. Que todos os fiéis nunca se esqueçam de rezar pelos padres de sua Paróquia e que passaram por sua vida. E, porventura, se o padre que o batizou, assistiu o seu casamento ou receberam benefícios espirituais reze por ele ou por eles. E se já estiverem no céu rezem pelo seu eterno descanso. Nunca esqueçamos dos padres falecidos que passaram por nossas vidas! Deus abençoe a todos os sacerdotes!

                         Dom Eurico Santos Veloso - Arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG)

__________________________________________________________________________
 Fonte: cnbbleste2.org.br     Imagem: vaticannews.va

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Comissão para a Vida e a Família da CNBB motiva celebração

da Semana Nacional da Família, a partir de 9 de agosto

Comunidades, paróquias e dioceses de todo o país vão celebrar, a partir do próximo domingo, 9 de agosto, a Semana Nacional da Família. Este momento de destaque à vocação ao matrimônio e à vida família é motivado pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).

As atividades celebrativas serão realizadas entre os dias 9 e 15 de agosto, com a reflexão do tema “Família, torna-te aquilo que és” e o lema: “O amor jamais acabará” (1Co 13,8). A temática escolhida está em sintonia com os 10 anos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, e os 45 anos da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, de São Paulo II.

Hora da Família

Para apoiar as famílias e grupos, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) preparou o subsídio Hora da Família, que chega à sua 30ª edição.

“Isso é motivo de grande alegria! São três décadas caminhando com as famílias, oferecendo apoio, formação e inspiração para que, em todas as paróquias, capelas e comunidades a Semana Nacional da Família seja vivida com fé, unidade e esperança”, comemora o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Bruno Elizeu Versari.

O material é vendido e distribuído pela CNPF. É possível adquirir pela loja virtual da CNPF ou no WhatsApp (61) 3443-2900.

Kit gráfico

Também está disponível o kit gráfico com arquivos, dicas de fontes e imagens para as coordenações locais começarem a organizar e divulgar a Semana Nacional da Família. O objetivo é possibilitar que as paróquias e comunidades de todo o país possam elaborar suas próprias artes para os encontros e divulgar o momento de reflexão sobre a família e sobre a defesa da vida.

Acesse os arquivos aqui

Luiz Lopes Jr com Portal Vida e Família

_______________________________________________________________________________
  Fonte: cnbb.org.br
_______________________________________________________________________________
Semana da Família em nossa paróquia


___________________________________________________________________________

Mês Vocacional - 1ª semana

Padres: alegres servidores da misericórdia divina!

Dom Diamantino Prata de Carvalho - Bispo Emérito da Campanha (MG)

Celebrar o “Dia do Padre” é, antes de tudo, fazer memória do amor gratuito de Deus que continua a passar pela fragilidade humana para abraçar o mundo. Em um tempo de tantas transformações, olhar para a vocação sacerdotal exige coragem, esperança e, acima de tudo, um profundo enraizamento naquele que nos chamou.

O Papa Francisco, ao longo de seu pontificado, destacou-se como uma voz incansável a nos recordar o núcleo do ministério presbiteral: a proximidade, a misericórdia e a doação sem reservas. Para Francisco, o padre não é um mero administrador do sagrado, mas um pastor com “o cheiro das ovelhas”, chamado a ter o próprio Coração de Cristo como bússola e refúgio. A vocação não é um evento estático que ficou perdido no dia da ordenação, ela é um organismo vivo que se alimenta da oração e da doação diária.

Como frequentemente nos lembrava Francisco, o sacerdote é alguém que experimentou o olhar misericordioso de Deus e, por isso, não pode reter essa graça apenas para si. Renovar o “sim” significa voltar constantemente ao primeiro amor. Nos dias de cansaço ou desânimo, o sacerdote é convidado a colocar a cabeça no peito do Mestre, como o discípulo amado, e reacender a chama da esperança. Esse “sim” renovado não se apoia nas próprias forças, mas na fidelidade daquele que prometeu estar conosco todos os dias.

Para ser um sacerdote segundo o Coração de Cristo, Papa Francisco nos apresentava o que ele chama de “estilo de Deus”. Este estilo se traduz em três atitudes fundamentais: proximidade com Deus; proximidade com o Bispo e com os Irmãos de Presbitério e a proximidade com o Povo de Deus. A proximidade com Deus deve ser alimentada na intimidade da Eucaristia, no silêncio da adoração e no escutar atento da Palavra. A proximidade com o Bispo e com os Irmãos de Presbitério deve ser cultivada pela fraternidade sacerdotal, evitando o isolamento e o individualismo. A proximidade com o Povo de Deus, ao cabo, deve se dar como que tece laços, de modo que o sacerdote, mais que um simples líder religioso, assume um papel fundamental de pai e irmão nas dores e alegrias da comunidade.

Um coração configurado ao de Jesus é um coração compassivo que não julga apressadamente, mas acolhe; que não fecha as portas, mas se torna porto seguro para os feridos da vida. O Reino de Deus não se constrói com estruturas rígidas ou autossuficiência, mas com o serviço humilde e a entrega generosa. O presbítero é um especialista em “descer do pedestal” para lavar os pés dos seus irmãos. Gastar a vida pelo Reino significa aceitar que os frutos do trabalho pastoral nem sempre serão colhidos por quem plantou. Exige a maturidade de ser apenas o amigo do Noivo, aquele que aponta para Cristo e deixa que Ele cresça. Essa doação exige coragem para ser uma Igreja “em saída”, que vai ao encontro das periferias existenciais e geográficas com a lâmpada da fé acesa.

Todos os padres somos chamados a ser alegres servidores da misericórdia divina! Aos nossos sacerdotes, os da amada Diocese da Campanha, os meus confrades franciscanos, nestes 800 anos de paz e bem do nosso seráfico Pai, e aos que comigo trabalham na missão de levar saúde aos mais pobres, enfim, neste dia dedicado a vós dedicado, em sintonia com as orações em torno ao “Mês Vocacional”, que o eco das palavras de Jesus continue a ressoar no fundo do coração: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16). Não tenhais medo de renovar hoje a vossa entrega. O mundo precisa da vossa paternidade, do vosso testemunho de esperança e da vossa capacidade de perdoar e abençoar. Que Nossa Senhora, Mãe dos Sacerdotes, guarde a vossa vocação e vos ensine a dizer, diariamente, um “sim” confiante, alegre e generoso em favor do Povo de Deus. Parabéns a todos os sacerdotes pelo seu dia e pelo seu serviço frutuoso à Igreja!

_____________________________________________________________________
 Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticannews.va

domingo, 2 de agosto de 2026

Leão XIV no Angelus deste domingo:

no deserto da guerra e da arrogância
redescobrir a lógica da partilha e da caridade

“Cristo sacia verdadeiramente a fome da humanidade, a nossa fome de verdade e de vida”. O Papa durante o Angelus deste 18º Domingo do Tempo Comum, realizado da janela do Palácio Apostólico, na Praça de São Pedro, com uma catequese dedicada ao Evangelho da multiplicação dos pães.

“No deserto da guerra e da arrogância”, os cristãos são chamados a redescobrir a lógica da partilha e da caridade, que encontra seu ápice na Eucaristia. Foi o que disse o Papa Leão XIV durante o Angelus deste 18º Domingo do Tempo Comum, conduzido da janela do Palácio Apostólico, na Praça de São Pedro, com uma catequese dedicada ao Evangelho da multiplicação dos pães.

Recordando o gesto de Jesus que “levantou os olhos ao céu, proferiu a bênção, partiu os pães e os deu” aos discípulos para que os distribuíssem à multidão, o Pontífice convidou a reconhecer nesse milagre o modelo de uma fraternidade capaz de vencer a violência, o egoísmo e a indiferença. Essas mesmas ações, observou, encontram sua plenitude na Última Ceia, quando Cristo se entrega como pão de vida para a humanidade. Daí o convite para traduzir a celebração eucarística em gestos concretos.


“Enquanto saboreamos a graça da Eucaristia, comprometamo-nos a testemunhar sua beleza em nossos gestos cotidianos”, disse Leão XIV, indicando como primeiro sinal “a bênção da mesa”, quando o pão é compartilhado “em família e entre amigos”.

E o Papa afirmou:

“Caríssimos, Cristo sacia verdadeiramente a fome da humanidade, a nossa fome de verdade e de vida. Ao mesmo tempo, o seu gesto ensina que nada se desperdiça quando é partilhado. A acumulação e o desperdício, por outro lado, são duas faces do mesmo mal: a ganância”.

Esta doença da alma faz perder o juízo, - continuou o Papa -, “porque embriaga de riquezas, ao ponto de ignorar aqueles que choram de fome e clamam de sede. E assim, perante a opulência das coisas que perecem, estão as mãos estendidas de quem não tem o que comer, as casas incendiadas de quem não tem paz”.

Peçamos, à Virgem Maria, concluiu o Papa, mãe atenciosa, que nos faça crescer na caridade, para que a ninguém falte o pão de cada dia.

_____________________________________________________________________________________

Assista:

Silvonei José – Vatican News

____________________________________________________________________
  Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media

Reflexão para o 18º Domingo do Tempo Comum:

Dai-lhes vós de comer

José Antonio Pagola

O Evangelista Mateus não se preocupa com os detalhes do relato. Só lhe interessa emoldurar a cena apresentando Jesus no meio da “multidão” em atitude de “compaixão”. Também o faz em outras ocasiões. Esta compaixão está à origem de toda sua atuação.

Jesus não vive de costas para o povo, encerrado em suas ocupações religiosas e indiferente à dor daquele povo. “Vê a multidão, sente compaixão e cura os enfermos”. Sua experiência de Deus o faz viver aliviando o sofrimento e saciando a fome daquela pobre gente. Assim deve viver a Igreja, se quiser fazer Jesus presente no mundo de hoje.

O tempo passa e Jesus continua ocupado em curar. Os discípulos o interrompem com uma sugestão: “Já é muito tarde; seria melhor ‘despedir’ a multidão para que cada um ‘compre’ o que comer”. Não aprenderam nada de Jesus. Não se importam com os famintos e os abandonam à sua sorte: que cada um “compre sua comida”. O que farão os que não podem comprar?

Jesus lhes responde com uma ordem taxativa que os cristãos satisfeitos dos países ricos não querem nem escutar: “Dai-lhes vós de comer”. Diante do “comprar”, Jesus propõe “dar de comer”. Não pode dizê-lo de maneira mais clara. Ele vive gritando ao Pai: “Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia”. Deus quer que todos os seus filhos e filhas tenham pão, também aqueles que não podem comprá-lo.

Os discípulos continuam céticos. Entre a multidão só se encontram cinco pães e dois peixes. Para Jesus é suficiente: se compartilhamos o pouco que temos, pode-se saciar a fome de todos, inclusive podem até “sobrar” doze cestos de pão. Esta é sua alternativa: uma sociedade mais humana, capaz de compartilhar seu pão com os famintos, terá recursos suficientes para todos.

Num mundo onde morrem de fome milhões de pessoas, nós cristãos só podemos viver envergonhados. A Europa não tem alma cristã e “despede” como delinquentes aqueles que vêm buscando pão. E, neste nosso tempo, quem são na Igreja os que caminham na direção marcada por Jesus? Infelizmente, a maioria de nós cristãos vivemos surdos a seu apelo, distraídos por nossos interesses, discussões, doutrinas e celebrações. Por que nos chamamos seguidores de Jesus?

______________________________________________________________________

JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

____________________________________________________
                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos