sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 19 - Sábado

9h -  Missa na capela Santa Luzia

19h -  Missa na matriz e na comunidade São Francisco

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Dia 20 - 25º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

9h - Missa na comunidade São Geraldo

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio       19h - Missa na matriz

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Leão XIV em Assembleia da Diocese de Roma nesta sexta:

partilhar um estilo pastoral, não uniformizar experiências

Na Assembleia da Diocese de Roma na Basílica de São João de Latrão, o Papa convidou a Igreja em Roma a encontrar Cristo, gerar comunidades "livres e reconciliadas" e servir a cidade como um "local de missão". Leão XIV anunciou que aprovou com alegria a abertura do processo de canonização do pe. Di Liegro, fundador da Caritas de Roma, que nos ensina que o Evangelho não pode se encarnar sem escutar a realidade.

O Papa Leão XIV presidiu a Assembleia da Diocese de Roma, nesta sexta-feira (18/09), na Basílica de São João de Latrão.

O Santo Padre iniciou o seu discurso, recordando o que aconteceu na manhã de Páscoa, num jardim e num túmulo vazio. Maria Madalena estava lá. "Um homem se aproxima dela, que ela confunde com o jardineiro, e lhe faz duas perguntas: 'Por que você está chorando? Quem você está procurando?'"

Leão XIV disse que essas duas perguntas podem inspirar "o caminho imediato da Diocese de Roma", pois podemos "ouvi-las hoje dirigidas à nossa Igreja e a toda a cidade", sublinhou.

"Maria Madalena acorda antes do amanhecer e corre para o túmulo, porque nela há vida, há esperança! Assim, em Roma, há muitas pessoas que recomeçam a cada manhã, mas também comunidades paroquiais, associações, movimentos, grupos e entidades eclesiais que trabalham generosamente na evangelização, na caridade, no serviço à oração litúrgica. Claro que, ao lado dessa riqueza, vocês reconheceram honestamente algumas dificuldades. É o desânimo de quem não consegue encontrar o Senhor. Uma experiência que partilhamos com muitos irmãos e irmãs, mas que também vivenciamos. Às vezes, as propostas, as atividades e os encontros se multiplicam, e o centro, o sentido evangélico do que fazemos, se perde", disse o Papa.

“Em nossas comunidades, podemos permanecer anônimos, invisíveis e incompreendidos, ou podemos ser vistos, conhecidos e chamados pelo nome. E quem realmente encontra Cristo, como Maria Madalena, sente o coração cheio e, então, não consegue ficar parado; corre e vai anunciar. "Eu vi o Senhor!", diz a mulher aos discípulos. Não uma lembrança, não um assunto privado, mas uma alegria profunda que gera comunidade.”

Um momento do encontro na Basílica de São João de Latrão

O método da verificação pastoral

O Papa disse que não estava ali para apresentar "um novo programa pastoral". "Não estamos começando do zero, e nada do que vivemos deve ser arquivado. Nosso trabalho sobre as "doenças espirituais" nos ensinou a reconhecer o que, em nossa vida eclesial, precisa de cura, correção ou conversão. O Caminho Sinodal nos ensinou a escutar e discernir juntos, corresponsáveis ​​pela única missão", disse Leão XIV, convidando a desenvolver a dimensão "da verificação pastoral".

“Verificar, sob a luz do Espírito Santo, significa parar, reler o que aconteceu, reconhecer o que deu frutos, compreender o que não funcionou e buscar juntos as razões. Significa, em suma, estabelecer a verdade. Convido vocês a fazerem essa verificação envolvendo toda a comunidade e, sempre que possível, ouvindo também aqueles que não fazem parte dela e que veem as coisas, por assim dizer, "de fora".”

Para fazer essa verificação pastoral, o Papa sugeriu alguns pontos: primeiro, encontrar Cristo e fazer com que os outros o encontrem. "A Igreja não existe para si mesma, mas para conduzir cada pessoa a um encontro com o Senhor." Segundo, gerar comunidade. "A partir da Páscoa de Cristo, nascem novas comunidades livres e reconciliadas." Terceiro, habitar e servir a cidade. "Roma não é o cenário indiferente de nossas comunidades: é o local da nossa missão." "A essas três vertentes de verificação soma-se uma quarta, que abrange todas elas: a formação do Povo de Deus", acrescentou o Papa.

“O Bispo não está pedindo que vocês planejem novas atividades: está propondo um método compartilhado de escuta, discernimento, verificação e conversão. Os conteúdos e as prioridades continuam sendo de responsabilidade de suas comunidades, nos cinco âmbitos que são a catequese e a iniciação cristã, juventude, família, caridade e vocações, porque o objetivo é partilhar um estilo pastoral, não uniformizar as experiências. Nesse sentido, as Prefeituras são chamadas a se tornarem cada vez mais lugares de encontro, diálogo e elaboração pastoral compartilhada.”

O testemunho de uma família


Inicia o processo de canonização do pe. Di Liegro 

Uma grande aplauso saudou o anúncio de Leão XIV a propósito do início do processo de canonização do pe. Luigi Di Liegro — fundador e posteriormente diretor da Caritas de Roma e promotor, em 1974, da histórica conferência diocesana sobre "A responsabilidade dos cristãos diante das expectativas de caridade e justiça na cidade de Roma", conhecida como "a conferência sobre os males de Roma".

Aos presentes, representantes das 334 paróquias de um território de 881 quilômetros quadrados, o Papa indicou o pe. Di Liegro como referência para uma ação pastoral autêntica e concreta. O Pontífice reiterou que o testemunho desse sacerdote para a caminhada da Igreja "não reside primordialmente nas obras que realizou: o padre Luigi, antes de construir qualquer coisa, queria 'ver'. Em 1969, encomendou um levantamento sobre a religiosidade romana, pois aprendera que não há encarnação da mensagem sem escutar a realidade. Em seu último discurso, poucas semanas antes de morrer, pe. Luigi disse à sua equipe: "O discernimento é esta pergunta: Senhor, onde você está?"

Que os presbíteros sejam homens de escuta

A seguir, o Papa enfatizou que Roma precisa de sacerdotes que sejam homens de escuta e discernimento, homens que permanecem "diante do Senhor" para conduzir outros a um encontro verdadeiramente vivido com Ele. Sacerdotes que refletem sua vocação todos os dias.

“O sacerdote não concentra toda a responsabilidade em si mesmo. Ele reconhece carismas, forma consciências e possibilita a corresponsabilidade dos leigos: não por falta de força, mas por fidelidade à natureza da Igreja. Uma comunidade em que tudo depende do pároco é uma comunidade frágil, e presidir não significa fazer tudo. Significa gerar comunhão, valorizar as energias dos outros, conectar pessoas e realidades e preservar a unidade.”

"O sacerdote integra-se e deseja pertencer a uma comunidade capaz de compreender seu entorno, compartilhar suas feridas e esperanças, responsável pela vida de todos, mesmo daqueles que nunca entram na Igreja. Esta é a forma que a caridade assume na presidência pastoral, e é o que impede uma paróquia de se autopreservar", sublinhou.

O presbitério é uma fraternidade

"O presbitério não é a soma de sacerdotes que se reúnem para fins organizacionais: é uma fraternidade, e é o primeiro lugar para verificar se o que fazemos realmente gera comunhão", disse Leão XIV. O Papa convidou os seminaristas a deixarem-se "formar tanto pelos livros, necessários para o encontro com bons mestres, quanto pelos rostos: dos pobres, dos doentes, do povo de nossas paróquias. A vocês e aos seus formadores, expresso minha gratidão e minha confiança. Os jovens não se entregam a um papel, mas seguem homens e mulheres felizes com o que são".

O Papa concluiu, dizendo: "Queridos irmãos e irmãs de Roma, não tenham medo de se deixarem chamar pelo nome! O Senhor vivo se deixa encontrar por quem, como Maria no amanhecer da Páscoa, ainda têm a coragem de procurá-lo, mesmo em lágrimas, mesmo na escuridão. Que a Mãe de Deus, Salus Populi Romani, os acompanhe".

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Assista:


Mariangela Jaguraba – Vatican News

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                                                     Fonte: vaticanews.va    Fotos e vídeo: (@Vatican Media

25º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Is 55,6-9

Leitura do livro do profeta Isaías

Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão.

Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra.

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Responsório: Sl 144

— O Senhor está perto/ da pessoa que o invoca!

— O Senhor está perto/ da pessoa que o invoca!

— Todos os dias haverei de bendizer-vos,/ hei de louvar o vosso nome para sempre./ Grande é o Senhor e muito digno de louvores,/ e ninguém pode medir sua grandeza.

— Misericórdia e piedade é o Senhor,/ ele é amor, é paciência, é compaixão./ O Senhor é muito bom para com todos,/ sua ternura abraça toda criatura.

— É justo o Senhor em seus caminhos,/ é santo em toda obra que ele faz./ Ele está perto da pessoa que o invoca,/ de todo aquele que o invoca lealmente.

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2ª Leitura: Fl 1,20c-24.27a

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

Irmãos: Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher.

Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo — o que para mim seria de longe o melhor — mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. Só uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo.

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Evangelho: Mt 20,1-16

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

«De fato, o Reino do Céu é como um patrão, que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha.

Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo. Viu outros que estavam desocupados na praça, e lhes disse: ‘Vão vocês também para a minha vinha. Eu lhes pagarei o que for justo’. E eles foram.

O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que vocês estão aí o dia inteiro desocupados?’ Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Vão vocês também para a minha vinha’.

Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chame os trabalhadores, e pague uma diária a todos. Comece pelos últimos, e termine pelos primeiros’. Chegaram aqueles que tinham sido contratados pelas cinco da tarde, e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida chegaram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. No entanto, cada um deles recebeu também uma moeda de prata.

Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: ‘Esses últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor do dia inteiro!’ E o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto com você. Não combinamos uma moeda de prata?  Tome o que é seu, e volte para casa. Eu quero dar também a esse, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você. Por acaso não tenho o direito de fazer o que eu quero com aquilo que me pertence? Ou você está com ciúme porque estou sendo generoso?’ Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.»

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Reflexão do padre Johan Konings:

O Reino de Deus é de graça

O evangelho de hoje é “escandaloso”. O patrão sai a contratar diaristas para a safra da uva. Sai de manhã cedo, às nove, ao meio-dia, às três da tarde, e ainda uma vez às cinco da tarde. Na hora do pagamento, começa pelos últimos contratados, paga-lhes a diária completa; e depois, paga a mesma quantia aos que passaram o dia todo no serviço…

Será justo que alguém que trabalhou apenas uma hora pode ganhar tanto quanto o que trabalhou o dia inteiro?

Alguém que viveu uma vida irregular, mas se converte na última hora, pode entrar no céu igual aos piedosos? Aos que se escandalizam com isso, o “senhor”responde: “Estás com inveja porque eu estou sendo bom?” Quando Deus usa da mesma bondade para com os que pouco fizeram e para com os que labutaram o dia todo, ele não está sendo injusto, mas bom. Já no Antigo Testamento, Deus se defende contra a acusação de injustiça por perdoar ao pecador (1ª leitura).

Deus não pensa como a gente. Nós raciocinamos em termos de discriminação; Deus, em termos de comunhão. Nós pensamos em economia material, Deus segue a economia da salvação. Sua graça é infinita; ninguém a merece propriamente, e todos podem participar, por graça, se estão em comunhão com ele. Nós, facilmente achamos que os outros não fazem o suficiente para participar do Reino; não se engajam, não se esforçam… Mas quem faz o suficiente? O que importa não é o quanto fazemos: será sempre insuficiente! Importa que queiramos participar, ainda que tarde. E uma vez que está participando, a gente faz tudo…

O dom de Deus não pode ser merecido; é graça. Claro, quem trabalha na vinha do Senhor, se esforça. Mas esse esforço não é para “merecer”, mas por gratidão e alegria, por termos sido convidados, ainda que tarde – pois, em relação ao antigo Israel, nós “pagãos”somos os da undécima hora… Nosso empenho não é trabalho forçado, mas participação. Não somos movidos pelo moralismo, mas pela graça. Se entendermos bem isso, valorizaremos mais aquela humilde, mas autêntica boa vontade daqueles que sempre foram marginalizados, na Igreja e na sociedade, e que agora começam a participar mais plenamente: a Igreja dos pobres.

Então, tem ainda sentido falar em “merecer o céu”? Estritamente falando, é impossível. O céu não se paga. Mas se essa expressão significa nossa busca de estar em comunhão com Deus e viver em amizade com ele, tem sentido. Inclusive, essa busca já é o começo do céu.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Fonte: franciscanos.org.br Imagem: parsaovicentedepaulo.com.br  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

Reflita com dom Vilson Dias de Oliveira:

Mês da Bíblia – A fidelidade a Deus em tempos de incertezas

A vida pastoral da Igreja Católica no Brasil caracteriza-se por um dinamismo pedagógico singular que organiza o ano litúrgico e comunitário em torno de grandes eixos temáticos. Essa metodologia visa aprofundar aspectos essenciais da fé, da missão e da vida eclesial, permitindo que as comunidades paroquiais e os pequenos grupos de reflexão caminhem em sintonia em todo o território nacional.

A cada mês, o calendário pastoral propõe uma intenção central de reflexão e oração. Agosto, por exemplo, destaca-se tradicionalmente como o Mês Vocacional, tempo dedicado a rezar e discernir o chamado de Deus nas suas mais diversas formas, desde o ministério ordenado e a vida consagrada até a vocação da família e dos leigos. Em perfeita continuidade com essa caminhada de discernimento e amadurecimento espiritual, surge o mês de setembro, totalmente consagrado à Sagrada Escritura como fonte viva da fé e norma suprema da vida cristã.

A origem dessa dinâmica remonta às transformações promovidas pelo Concílio Vaticano II na década de 1960, que reapresentou a Bíblia como o coração da teologia e da pastoral, incentivando o acesso direto do povo de Deus aos textos sagrados. No Brasil, a experiência do Mês da Bíblia nasceu no início da década de 1970, mais precisamente na Arquidiocese de Belo Horizonte, impulsionada pelo desejo de fazer da Palavra de Deus um instrumento de formação, conscientização e renovação comunitária. A iniciativa obteve rápida adesão e foi gradativamente assumida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que passou a propor anualmente um livro ou tema específico da Escritura para ser estudado em todo o país.

A escolha de setembro para esse itinerário não ocorreu por acaso; o período foi estabelecido em razão da festa litúrgica de São Jerônimo, celebrada no dia 30 de setembro. Grande doutor da Igreja do século IV e tradutor dos textos bíblicos para o latim na célebre versão conhecida como Vulgata, São Jerônimo imortalizou o ensinamento de que ignorar as Escrituras equivale a ignorar o próprio Cristo. A celebração de sua memória tornou-se o ancoradouro ideal para impulsionar a leitura orante e o estudo sistemático das Sagradas Escrituras em solo brasileiro.

Ao longo de mais de cinco décadas de história, essa proposta evoluiu para além de uma simples celebração devocional, consolidando-se como um pilar da Animação Bíblico-Catequética e da Leitura Popular da Bíblia no país. A reflexão bíblica de cada ano busca lançar luz sobre os desafios sociais, políticos e existenciais vivenciados pelo povo, mostrando a atualidade do texto sagrado no cotidiano. Para o ano de 2026, a Igreja no Brasil convida os fiéis a mergulharem no Livro de Daniel, desdobrando suas intuições a partir do lema inspirador que afirma que o seu reino jamais será destruído, extraído da passagem de Dn 7,14.

A escolha do Livro de Daniel ganha relevância especial por se tratar de uma obra nascida em contexto de perseguição, exílio e forte pressão cultural e religiosa. Escrito predominantemente no gênero apocalíptico e narrativo, o texto bíblico resgata a figura de Daniel e seus companheiros no exílio da Babilônia para transmitir uma mensagem de firmeza, resistência e esperança inabalável às comunidades que enfrentavam a tentativa de apagamento de sua identidade de fé. Ao propor a leitura desse Livro, a reflexão de 2026 convida o cristão contemporâneo a renovar sua fidelidade a Deus em tempos de incertezas, fragilidades institucionais e transformações culturais aceleradas.

As histórias de resistência cotidiana presentes no Livro de Daniel lembram que a coerência cristã se molda nas pequenas decisões diárias, na recusa em dobrar os joelhos diante dos ídolos do poder e da opressão. A afirmação central de que o Reino de Deus sobressai e prevalece sobre a transitoriedade dos impérios humanos oferece um consolo profundo e um firme chamado à coragem pastoral. Assim, ao percorrer os capítulos do Livro de Daniel durante o mês de setembro, a Igreja Católica no Brasil não apenas celebra uma tradição histórica de amor à Palavra, mas reaviva nas comunidades a certeza de que, em meio às tempestades da história, a soberania e o amor de Deus permanecem inabaláveis.

Dom Vilson Dias de Oliveira - Bispo Emérito de Limeira (SP)

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                                                                                                                  Fonte: cnbb.org.br

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Nostra Aetate, 60 anos depois:

a Igreja renova o diálogo contra o ódio e a divisão

No aniversário da declaração conciliar, que abriu um novo capítulo na história das relações entre católicos e fiéis de outras religiões, os Dicastérios para a Doutrina da Fé, para a Promoção da Unidade dos Cristãos e para o Diálogo Inter-religioso publicam o documento "Um caminho de esperança". Um convite a combater o fundamentalismo e o extremismo, abandonar "lógicas de defesa, hostilidade ou conquista", proteger a liberdade religiosa e construir uma convivência fundada na fraternidade.

O Papa assina a nota “Um caminho de esperança” na presença dos cardeais prefeitos e dos secretários dos Dicastérios para a Doutrina da Fé, para a Promoção da Unidade dos Cristãos e para o Diálogo Inter-Religioso

Na época, foi um verdadeiro marco. Um marco nas relações entre católicos e judeus e com os fiéis de outras religiões, além de um farol de esperança no período pós-guerra. Hoje, sessenta anos depois, a Declaração Conciliar Nostra Aetate continua sendo um ponto de referência para “refundar essa esperança em nosso mundo devastado pela guerra e em nosso meio ambiente degradado”, além de um paradigma para orientar as escolhas pastorais e teológicas da Igreja, enquanto as divisões prevalecem sobre o diálogo, a liberdade religiosa é constantemente violada e o nome de Deus é traído e usado para legitimar a violência e o terrorismo.

LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA 

Não à discriminação e à perseguição

É por isso que, na sexta década desta "breve, mas ousada" declaração conciliar, três Dicastérios da Cúria Romana — para a Doutrina da Fé, para a Promoção da Unidade dos Cristãos e para o Diálogo Inter-religioso — publicam "Um caminho de esperança", um documento que repercorre as etapas essenciais do diálogo desde a Nostra Aetate, avaliando seus desafios e objetivos e delineando perspectivas para o futuro. Tudo isso para relançar uma mensagem atemporal:

A Igreja reprova, por isso, como contrária ao espírito de Cristo, toda e qualquer discriminação ou violência praticada por motivos de raça ou cor, condição ou religião.

O caminho do Concílio até hoje

A reflexão do documento se desdobra a partir de uma questão premente e de relevância atual: "Como viver concretamente o chamado à fraternidade universal em sociedades marcadas por crescente diversidade cultural e religiosa, guerras e violência, e caracterizadas por uma crescente tendência à secularização?" O documento, com aproximadamente vinte páginas, é de autoria dos prefeitos dos respectivos Dicastérios, os cardeais Víctor Manuel Fernández, Kurt Koch e George Koovakad, e seus secretários, os monsenhores Armando Matteo, Flavio Pace e Indunil Janakaratne Kodithuwakku Kankanamalage. O documento traça o caminho desde a gênese da Nostra Aetate, na época considerada "uma resposta às trágicas consequências do antissemitismo que culminaram no Holocausto". Sua publicação em 28 de outubro de 1965 marcou "uma mudança profunda", pois, pela primeira vez, a Igreja afirmou explicitamente que "não rejeita nada do que é verdadeiro e santo" em outras religiões e convidou os fiéis a considerarem esses preceitos e doutrinas "com estima e respeito". A outra declaração, Dignitatis Humanae, acrescentou um princípio: "Nenhuma relação respeitosa com outras religiões é sincera e praticável sem um respeito concomitante pela liberdade religiosa dos outros". Com a mesma "convicção", os signatários apelaram para "a mesma liberdade para os cristãos nos países onde são minoria", destacando a "perseguição" que os cristãos ainda sofrem hoje, em várias partes do mundo, por parte de grupos religiosos extremistas.

Toda perseguição motivada por religião é sempre uma violação da dignidade humana. É urgente encontrar uma resposta comum que, no espírito da Nostra Aetate, promova o respeito, o diálogo e a convivência pacífica entre todos.

A relação entre judeus e cristãos

O documento Vaticano dedica um espaço considerável à natureza específica da relação entre cristãos e judeus, desde as suas raízes comuns no Antigo Testamento até à recomendação do Concílio de "mútuo conhecimento e estima" e diálogo "fraterno". Um Caminho de esperança, seguindo a mesma linha, reitera que "a aliança de Deus com o povo judeu é irrevogável, e isso desafia constantemente a Igreja". Isto não significa que "a aliança com o povo judeu seja paralela ao caminho cristão da salvação": para a Igreja, "Cristo é o único redentor". Contudo, "esta aliança irrevogável tem um significado teológico"; consequentemente, "não podemos prescindir uns dos outros".

Luta comum contra o antissemitismo

A solidariedade ao povo judeu inclui também uma "luta comum" contra o antissemitismo. A Nostra Aetate deplorou o ódio e a perseguição antijudaica "em qualquer época e por qualquer pessoa", inclusive dentro da Igreja. Recordam-se as condenações dos Papas, particularmente contra o Holocausto. Observa-se que os conflitos que eclodiram no Oriente Médio também "deixaram sua marca" no diálogo entre judeus e cristãos. "Muitas pontes de comunicação vacilaram e continuam sendo testadas pela diferente leitura dos eventos subsequentes, muitas vezes não unânime mesmo dentro das respectivas comunidades religiosas", afirmam os Dicastérios, exortando a Igreja a manter e fortalecer ainda mais esse "mútuo conhecimento e estima" que se mantive forte ao longo de sessenta anos de "trabalho conjunto".

Frutos visíveis do diálogo

Este trabalho conjunto, destaca o texto, também produziu frutos "visíveis" no diálogo com o Islã e outras religiões, como o Hinduísmo, o Budismo, o Jainismo, o Sikhismo, o Xintoísmo, o Taoísmo, o Confucionismo, o Zoroastrismo, bem como com religiões tradicionais africanas.

Foram estabelecidas amizades duradouras entre líderes religiosos, foram lançados projetos educacionais e sociais conjuntos e declarações conjuntas foram publicadas diante de tragédias humanitárias, guerras ou crises ambientais.

Fundamentais a este respeito são o diálogo teológico entre especialistas ou o diálogo monástico inter-religioso, bem como a experiência vivida silenciosa e discreta de sacerdotes, religiosos e leigos em bairros multirreligiosos, "onde o simples fato de viver em paz, de estar presente uns para os outros — como vizinhos — já é um testemunho". Todos esses resultados, "às vezes embrionários, invisíveis, mas fecundos", encarnam a intuição da Nostra Aetate:

Viver no mundo como testemunhas do amor de Deus, em diálogo com todos.

Sem islamofobia

Os três Dicastérios, portanto, não poupam críticas às manifestações de "islamofobia" que "não distinguem adequadamente os casos de fundamentalismo e violência da convivência pacífica de outros muçulmanos que se integram e trabalham nos países que os acolhem". "Devemos agradecer às comunidades cristãs que cresceram num espírito de acolhimento e também numa maior compreensão e respeito pelos muçulmanos", lê-se num trecho.

Os pobres: "A bússola"

O documento Vaticano — que repercorre o magistério dos Papas de Paulo VI a Leão XIV — centra-se na importância do diálogo neste período histórico. Indica o "acolhimento ou a rejeição" dos pobres como um "critério de discernimento universal" para entender se estamos caminhando na direção certa. Eles são "a bússola": "A atenção concreta aos mais vulneráveis ​​é o indicador essencial para avaliar a correção de todo projeto, seja ele político, econômico, social, acadêmico, religioso ou cultural."

As dificuldades do diálogo

As "dificuldades do diálogo" hoje são destacadas entre quem teme o "relativismo doutrinário ou uma diluição da identidade religiosa", relações "historicamente conflituosas" ou a memória de "feridas antigas" que dificultam a confiança recíproca. Os próprios fundamentos do diálogo são minados pelo "crescimento do fundamentalismo, pela persistência de preconceitos, pela manipulação política das afiliações religiosas ou pela violência em nome de Deus". Soma-se a isso, nas sociedades secularizadas, a marginalização ou a instrumentalização do discurso religioso, "reduzido a folclore, opinião subjetiva ou completamente obscurecido".

Comportar-se como irmãos

O caminho, portanto, continua sendo "desafiador" e "exige humildade, coragem e discernimento". O diálogo, reitera o documento, não é uma "estratégia" nem uma renúncia à própria identidade, mas sim um "autêntico caminho evangélico", que pressupõe "uma clara consciência da própria identidade religiosa e cultural, junto com uma abertura real ao outro". "Respeito" e "estima" são "fundamentos imprescindíveis" para "superar atitudes de exclusão, desprezo ou indiferença que há muito prevalecem".

Não podemos invocar Deus como Pai de toda a humanidade se nos recusamos a nos comportar como irmãos daqueles criados à imagem de Deus.

Abandonar as lógicas de defesa, hostilidade ou conquista

Diante daqueles que hoje "fomentam divisões e preparam conflitos", os fiéis de diferentes tradições são chamados a "buscar, com clareza e esperança, as condições para a convivência pacífica". Para alcançar esse objetivo, devemos "abandonar as lógicas de defesa, hostilidade ou conquista e adotar uma atitude aberta, benevolente e corajosa".

Artesãos da paz

O apelo é dirigido a todos: "Tornar-se construtores de pontes, não de muros", "artesãos da paz e da fraternidade", capazes de "acolher os outros em suas diferenças" e "colaborar na construção de uma sociedade mais justa e humana".

Salvatore Cernuzio – Vatican News

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                                                      Fonte: vaticanews.va    Foto e vídeo: (@Vatican Media

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Papa na catequese desta quarta-feira:

não delegar decisões humanas aos algoritmos.
A diversidade não é ameaça.

A "comunidade humana" foi o tema da catequese do Santo Padre, inspirada na Constituição Pastoral "Gaudium et spes". O texto conciliar convida a eliminar as discriminações e superar a mentalidade individualista. Leão XIV alerta: "Corre-se o risco de nos habituarmos a delegar aos algoritmos decisões que competem exclusivamente à consciência humana".

O Papa Leão acolheu milhares de fiéis e peregrinos na Praça São Pedro para a Audiência Geral desta quarta-feira, 16 de setembro. O Pontífice deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, comentando o segundo capítulo da Constituição Gaudium et spes (GS). Esta parte do texto é dedicada à "comunidade humana", e convida a considerar a multiplicação das relações entre os homens como um dos principais aspectos do mundo contemporâneo.

Não delegar aos algoritmos decisões que competem à consciência humana

Por um lado, analisou o Papa, o desenvolvimento tecnológico, a difusão dos meios de comunicação em massa e das redes sociais, bem como o recurso cada vez maior à inteligência artificial, abrem novas possibilidades, derrubando barreiras e distâncias; por outro lado, as relações tendem a tornar-se cada vez menos pessoais, mais virtuais. E aplicando os ensinamentos conciliares à realidade atual, alertou:

“Corre-se o risco de nos habituarmos a delegar aos algoritmos decisões que competem exclusivamente à consciência humana.”

A contribuição que a comunidade cristã pode oferecer é justamente assegurar que as relações sociais tenham um significado real e uma profundidade pessoal. Para que sejam boas, essas relações devem ser estabelecidas a partir do projeto criador de Deus, que "quis que os homens formassem uma só família, e se tratassem uns aos outros como irmãos" (GS 24).

Nesta perspectiva, a Gaudium et spes afirma que a diversidade das pessoas e dos povos no mundo não deve ser considerada como um perigo ou uma ameaça, mas como um potencial de enriquecimento e de crescimento. Assim, é necessário abrir-se cada vez mais à lógica da reciprocidade, da partilha e do cuidado.

Eliminar as discriminações e superar a mentalidade individualista

Leão XIV apontou para algumas "conclusões" a que chegaram os Padres conciliares. Em primeiro lugar, o respeito pela pessoa humana. A Gaudium et spes considera "infamante" tudo o que se opõe à vida, como homicídio, genocídio, aborto, eutanásia. E ainda: escravidão, prostituição, comércio de pessoas e condições degradantes de trabalho.

A segunda conclusão refere-se ao respeito e ao amor também pelos adversários ou por quem pensa e age diferente de nós. Em terceiro lugar: a igualdade fundamental de todos os homens, que exige justiça social. Isso impõe eliminar qualquer forma social ou cultural de discriminação por razão do sexo, raça, cor, condição social, língua ou religião. Por fim, os Padres conciliares exortam a superar a mentalidade individualista e a assumir uma atitude de responsabilidade e participação.

O Papa então concluiu:

“Queridos irmãos e irmãs, esta visão da humanidade como «comunidade de pessoas» é um legado precioso que o Concílio Vaticano II nos deixou. Ela ajuda-nos a todos a realizar um discernimento pessoal e comunitário, para avaliar com responsabilidade os projetos sociais e políticos de hoje, com base nos critérios da dignidade da pessoa humana, da justiça social e da livre participação na construção do bem comum. Pois o futuro da humanidade depende do empenho de cada um em colaborar com Deus e com os irmãos na construção de um mundo mais humano.”

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Assista:

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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                                                      Fonte: vaticanews.va    Foto e vídeo: (@Vatican Media

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Sábia reflexão de dom Itacir Brassiani:

Nem ímpios, nem ungidos 

Dom Itacir Brassiani

Estamos avançando nas campanhas eleitorais para os parlamentos e governos estaduais e federal. As pessoas que têm consciência cidadã e política, mesmo num nível muito básico, têm o direito de esperar que este seja um tempo de debate sobre perspectivas e projetos para um país soberano e solidário e propostas que melhorem a vida do povo, reduzam as desigualdades ou imponham limites à sanha rapinadora dos mais fortes.  

Em vez disso, estamos sendo bombardeados por levas de acusações recíprocas entre os sujeitos que estão inscritos nas disputas, e enganados por empresas de comunicação que dirigem a nossa atenção sobre aspectos periféricos e jogam no esquecimento as questões que realmente importam. Mais grave ainda é o recurso à linguagem religiosa para ungir com o óleo da santidade alguns personagens e rotular outros como ímpios incuráveis. 

Neste contexto, um bispo católico, muito ativo nas redes digitais, vem afirmando que estamos sendo governados por ímpios. Ímpios são pessoas sem fé, que não acreditam em Deus, que não levam em conta ou se opõem às suas leis, ou fazem o mal sem remorsos. No horizonte religioso, os ímpios são pecadores típicos, pessoas que merecem nosso desprezo e precisamos combater e eliminar. De gente ímpia não pode vir nada de bom. 

Por outro lado, segmentos políticos e religiosos apresentam candidatos e ministros do seu campo ideológico como ungidos de Deus. Ungida é a pessoa escolhida ou eleita, purificada e consagrada pelo Espírito para ser seu agente e representante no governo ou no tribunal. Na perspectiva religiosa, não reconhecer ou contrariar uma pessoa ungida e escolhida por Deus significa opor-se a Ele e à sua vontade, ou seja, tornar-se ímpio… 

O recurso à linguagem religiosa para cabrestear o voto dos cidadãos, impor ou blindar candidatos e juízes, ou para disfarçar ideologias que, na prática, se opõem a Deus e ao seu povo, é pernicioso e condenável. É manipulação da ideia de Deus, esvaziamento da fé uma limitação à liberdade de escolha, uma ação que acaba destruindo a credibilidade da religião e abrindo as portas à intolerância, ao fanatismo e ao autoritarismo. 

E, quando uma liderança religiosa usa sua autoridade para distribuir acusações sem se dar ao tempo de analisar a realidade e sem levar em conta a complexidade da política e dos tribunais, se arvora em juiz contra o qual não cabe recurso. A profecia é legítima e necessária, mas não pode prescindir do discernimento lúcido e responsável. Somente os pobres e as vítimas têm o poder de nos julgar em nome de Deus (Mateus 25,31-46).

Dom Itacir Brassiani - Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

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                                                                                                                    Fonte: cnbb.org.br