polarizações e desprezo pelas diferenças levam à destruição
"Hoje,
porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa",
disse Leão XIV em sua alocução antes de rezar o Angelus. "Quem não acolhe
este Espírito, envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem
alegria no coração".
Uma circulação
de amor que vivifica e une as três Pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito
Santo. Assim, no Angelus deste domingo, que encerra o mês
tradicionalmente dedicado à Virgem Maria, Leão XIV explica aos milhares de
fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o significado da Solenidade da
Santíssima Trindade celebrada neste domingo, 31 de maio. Um amor sempre ardente
ao qual a humanidade pode recorrer para criar unidade, para além de todas as
barreiras do ódio.
A vida em Jesus é uma comunhão dinâmica e fecunda
A Igreja,
observa o Papa em sua reflexão, é "sacramento de comunhão, espaço de
encontro". Portanto, é um reflexo desse amor trinitário alimentado pelo
fogo do Espírito. Esse Espírito de que Jesus falou a Nicodemos é relembrado na
Liturgia, cuja noite foi iluminada "com a verdade que, na festa de hoje,
ressoa em todas as nossas igrejas":
“Quem não acolhe este Espírito, envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração. Hoje, porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa.”
Ao celebrarmos
hoje o Mistério do Deus Trindade, é-nos oferecida a oportunidade de repensar o
caminho percorrido, a partir do seu centro: a vida de Deus que nos foi dada em
Jesus Cristo. Esta vida é uma comunhão dinâmica, inesgotável e fecunda, que
agora nos envolve: o Espírito que une o Pai e o Filho foi, efetivamente,
derramado nos nossos corações, de modo que no mundo toma forma a Igreja,
sacramento de comunhão, espaço de encontro, de amor e de vida, onde o céu e a
terra já se tocam.
A Trindade nos faz amar tudo e todos
Nicodemos era
membro do Sinédrio, o Conselho dos chefes de Israel. O Pontífice recorda como
ele não se juntou ao coro de desprezo por Jesus, convidando, em vez disso, a
todos a ouvi-lo antes de o condenarem. Ele havia vivenciado um encontro que o
transformaria profundamente, abrindo seu coração "para a nova verdade e a
verdadeira novidade", a da vida em Cristo. Leão XIV nos exorta a reviver a
jornada de Nicodemos e a celebrar com um espírito de alegria:
A vida de Deus é maravilhosa e envolvente, traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto, e faz-nos encontrar irmãos e irmãs na alegria do Espírito. A Trindade leva-nos a amar tudo e todos: descobrimos que cada criatura foi feita para a comunhão, a relação, o encontro. E, por contraste, compreendemos por que razão as divisões, as polarizações e o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez.
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Há uma semana, com a solenidade de Pentecostes, concluiu-se o Tempo Pascal. Ao celebrarmos hoje o Mistério do Deus Trindade, é-nos oferecida a oportunidade de repensar o caminho percorrido, a partir do seu centro: a vida de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo. Esta vida é uma comunhão dinâmica, inesgotável e fecunda, que agora nos envolve: o Espírito que une o Pai e o Filho foi, efetivamente, derramado nos nossos corações, de modo que no mundo toma forma a Igreja, sacramento de comunhão, espaço de encontro, de amor e de vida, onde o céu e a terra já se tocam.
O Evangelho da Liturgia de hoje (Jo 3, 16-18) apresenta-nos Nicodemos, uma importante personalidade de Israel, que se sentiu profundamente atraído por Jesus. Tanto assim que foi ter com Ele – à noite, para não ser visto –, ansioso por conhecer melhor este misterioso Mestre e de fazer-lhe algumas perguntas. Recebendo-o, o Senhor deu importância à sua busca. Surpreendeu-o, declarando-lhe que também um adulto podia renascer e deixou-o intuir que a vida de Deus poderia transformar a sua vida. Jesus falou a Nicodemos sobre o Espírito Santo, iluminou a sua noite com a verdade que, na festa de hoje, ressoa em todas as nossas igrejas: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (v. 16). E ainda: «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (v. 17).
Caríssimos, no Mistério de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, estamos em casa, tal como Nicodemos sentiu-se em casa junto de Jesus. A vida de Deus é maravilhosa e envolvente, traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto, e faz-nos encontrar irmãos e irmãs na alegria do Espírito. A Trindade leva-nos a amar tudo e todos: descobrimos que cada criatura foi feita para a comunhão, a relação, o encontro. E, por contraste, compreendemos por que razão as divisões, as polarizações e o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez.
Nicodemos fazia parte do Sinédrio, o Conselho dos chefes de Israel. Quando ouviu ali palavras de desprezo contra Jesus, convidou todos a ouvi-lo antes de o condenarem. Tinha recebido de Deus, por intermédio do próprio Cristo, o Espírito de comunhão, que abre o coração à nova verdade e à verdadeira novidade. Quem não acolhe este Espírito, envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração. Hoje, porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa. Por isso, São Paulo escreve aos Coríntios: «sede alegres, tendei para a perfeição, confortai-vos uns aos outros, tende um mesmo sentir, vivei em paz e o Deus do amor e da paz estará convosco» (2 Cor 13, 11).
E agora, com a oração do Angelus, dirigimo-nos à Virgem Maria: que no seu “sim” à Vontade divina floresça também o nosso “sim” ao amor da Santíssima Trindade.
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Assista:
Papa no final da tarde no Vaticano:
que Deus ilumine
a consciência de quem pode decidir sobre a paz
Após a oração do
Angelus, Leão XIV recordou que durante o mês maio, pela "corrente
ininterrupta" do Rosário, a Igreja invocou a paz, confiando "os povos
martirizados pela guerra" à intercessão de Maria. Rezou para que a
Sabedoria divina ilumine a consciência das autoridades para a busca do fim dos
conflitos.
No final da
tarde de sábado, o Papa Leão XIV rezou na Gruta de Lourdes dos Jardins
Vaticanos, pedindo a intercessão da Virgem Maria pelo dom da paz, que é um dom
de Deus. Junto com ele nos Jardins Vaticanos, cerca de 20 mil fiéis,
acompanhados por outros cem mil espalhados por mais de 200 santuários ao redor
do mundo. que acompanhavam a oração pela TV.
Um dia depois,
na Praça São Pedro, diante de 20 mil fiéis vindos de várias partes do mundo, o
Pontífice voltou a insistir no tema da paz, com particular referência a quem
detém autoridade:
Neste mês de maio, toda a Igreja elevou uma prece comum pela paz. Especialmente através da oração do Santo Rosário, como uma corrente ininterrupta, confiou à intercessão da Virgem Maria os povos martirizados pela guerra. Que a Sabedoria Divina ilumine a consciência de quem detém autoridade e oriente as decisões para a busca sincera de uma paz justa e duradoura.
"Dia do Alívio": propaguem a proximidade e o cuidado
O Santo Padre
recorda depois, que neste domingo a Itália celebra o 25º "Dia do
Alívio", intitulado este ano "Eu Cuido".
Sinto-me próximo das pessoas doentes e de todos os que cuidam delas; agradeço e encorajo quem promove a cultura da proximidade e do cuidado.
Promovido pelo
Ministério da Saúde, pela Conferência das Regiões e das Províncias Autônomas e
pela Fundação Nacional "Gigi Ghirotti", este Dia contará com
iniciativas de informação e sensibilização destinadas a propagar a cultura do
alívio do sofrimento físico e mental, com especial atenção aos cuidados
paliativos, à gestão da dor, à humanização dos cuidados e à formação de
voluntários para apoiar os doentes e as suas famílias.
Maria, Mãe da Justiça Social
Entre as
diversas saudações, também aquela dirigida aos participantes da grande
peregrinação ao Santuário de Piekary, na Polônia, onde Maria é venerada como
Mãe da Justiça Social.
Este local de
culto foi dedicado a Maria no século XVII. Segundo a tradição, a peregrinação
dos jovens e homens se realiza em maio, com dezenas de milhares de
participantes, enquanto a das jovens e mulheres ocorre no mês de agosto.


