domingo, 10 de maio de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 12 - Terça-feira

15h - Missa pelas vocações e pelos enfermos na matriz

19h - Terço das mulheres na matriz

19h - Reunião do Conselho Setorial de Pastoral (COSEPA) no CPSJ

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Dia 13 - Quarta-feira

18h30 - Missa na Casa da Criança

19h - Missa em louvor a São José na matriz

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Dia 14 - Quinta-feira

  19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração na comunidade Santa Luzia (Bela Vista)

19h - Celebração na comunidade da Pedra Branca

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Dia 15 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

  15h - Missa no Asilo São Vicente de Paulo

19h - Celebração na comunidade Nossa Senhora Aparecida (Lavapés)

19h - Celebração na comunidade da Serra da Usina

19h - Grupo de oração maranathá na capela da Soledade

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Dia 16 - Sábado

14h -  Encontro de formação com os catequista no CPSJ

19h -  Missa na matriz

19h - Celebração na comunidade São Francisco

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Dia 17 - 6º Domingo da Ascensão do Senhor

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

14h -  Momento de espiritualidade com os catequizandos adultos no CPSJ

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Papa no Regina Cæli deste domingo:

o amor de Deus
é a condição para a nossa justiça, e não o contrário

“É o amor de Deus a condição para a nossa justiça”. Foi o que disse o Papa Leão XIV na alocução que precedeu o Regina Cæli na Praça São Pedro, na presença de milhares de fiéis e peregrinos, neste VI Domingo da Páscoa.

“Hoje, no Evangelho, escutámos algumas palavras que Jesus dirige aos seus discípulos durante a Última Ceia. Ao fazer do pão e do vinho o sinal vivo do seu amor, Cristo diz: «Se me tendes amor, cumprireis os meus mandamentos». Esta afirmação liberta-nos de um equívoco, ou seja, da ideia de sermos amados se observarmos os mandamentos: a nossa justiça seria então condição para o amor de Deus. É o amor de Deus, pelo contrário, a condição para a nossa justiça”. Foi o que disse o Papa Leão XIV na alocução que precedeu o Regina Cæli na Praça São Pedro, na presença de milhares de fiéis e peregrinos, neste VI Domingo da Páscoa.

Observamos verdadeiramente os mandamentos, - continuou o Papa - segundo a vontade de Deus, se reconhecermos o seu amor por nós, tal como Cristo o revela ao mundo. As palavras de Jesus são, portanto, um convite à relação, não uma chantagem ou uma incerteza.

“Eis por que o Senhor manda que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou: é o amor de Jesus que gera em nós o amor. O próprio Cristo é o critério, o paradigma do verdadeiro amor: que é fiel para sempre, puro e incondicional”.


“Aquele que não conhece nem “mas” nem “talvez”; que se doa sem querer possuir; que dá vida sem levar nada em troca. Porque Deus nos ama primeiro, também nós podemos amar; e quando amamos de verdade a Deus, amamo-nos de verdade uns aos outros”.

Acontece o mesmo com a vida, acrescentou o Papa: “só quem a recebeu pode viver, e assim só quem foi amado pode amar”.

“Os mandamentos do Senhor são, por isso, uma regra de vida que nos cura dos falsos amores; são um estilo espiritual, que é caminho para a salvação”.

Precisamente porque nos ama - afirmou o Papa - o Senhor não nos deixa sozinhos nas provações da vida: promete-nos o Paráclito, ou seja, o Advogado defensor, o «Espírito da Verdade».


“É um dom que «o mundo não pode receber», enquanto se obstinar no mal que oprime o pobre, exclui o fraco, mata o inocente”.

Quem, pelo contrário, - destacaou o Papa - corresponde ao amor que Jesus nutre por todos, encontra no Espírito Santo um aliado que nunca falha: "Vós é que O conheceis – diz Jesus – porque permanece junto de vós, e está em vós". Sempre e em toda a parte podemos, então, testemunhar Deus, que é amor: esta palavra não significa uma ideia da mente humana, mas a realidade da vida divina, pela qual todas as coisas foram criadas do nada e salvas da morte.

O Santo Padre sublinhou em seguida que ao oferecer-nos o amor verdadeiro e eterno, Jesus partilha conosco a sua identidade de Filho amado: “Eu estou no meu Pai, e vós em mim, e Eu em vós”. Esta envolvente comunhão de vida desmente o Acusador, ou seja, o adversário do Paráclito, o espírito contrário ao nosso defensor. Com efeito, enquanto o Espírito Santo é força de verdade, este Acusador é “pai da mentira”, que quer opor o homem a Deus e os homens entre si: precisamente o oposto do que faz Jesus, salvando-nos do mal e unindo-nos como povo de irmãos e irmãs na Igreja.

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Assista:

Silvonei José – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va  Vídeo e fotos: (@Vatican Media)

Desta forma é que devemos viver:

Ao modo de Jesus

José Antonio Pagola

Jesus está se despedindo de seus discípulos. Ele os amou apaixonadamente, com o mesmo amor que o Pai o amou. Agora tem que deixá-los. Conhece o egoísmo deles. Não sabem amar-se mutuamente. Jesus os vê discutindo entre si para obter os primeiros postos. O que será deles?

As palavras de Jesus adquirem um tom solene. Hão de ficar bem gravadas em todos: “Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”. Jesus não quer que seu modo de amar desapareça entre os seus. Se um dia o esquecerem, ninguém poderá reconhecê-los como discípulos seus.

De Jesus permaneceu uma lembrança inapagável. As primeiras gerações assim resumiam sua vida: “Passou por toda parte fazendo o bem”. Era bom encontrar-se com Ele, pois buscava sempre o bem das pessoas, ajudava a viver. Sua vida foi uma Boa Notícia. Nele se podia descobrir a boa proximidade de Deus.

Jesus tem um modo de amar inconfundível. É muito sensível ao sofrimento das pessoas. Não pode passar ao largo de quem está sofrendo. Um dia, ao entrar na pequena aldeia de Naim, encontrou-se com um enterro: uma viúva em pranto estava levando seu filho único à sepultura. Do íntimo de Jesus brota seu amor por aquela desconhecida: “Mulher, não chores”. Quem ama como Jesus vive aliviando o sofrimento e secando lágrimas.

Os evangelhos lembram em diversas ocasiões como Jesus captava com seu olhar o sofrimento das pessoas. Olhava-as e se comovia: via-as sofrendo ou abatidas, como ovelhas sem pastor. Rapidamente se punha a curar as pessoas mais enfermas ou a alimentá-las com suas palavras. Quem ama como Jesus, aprende a olhar os rostos das pessoas com compaixão.

É admirável a disponibilidade de Jesus para fazer o bem. Ele não pensa em si mesmo. Está sempre atento a qualquer chamado, disposto a fazer o que pode. A um mendigo cego que lhe pede compaixão enquanto vai passando, Ele o acolhe com estas palavras: “O que queres que faça por ti?” Com esta atitude anda pela vida quem ama como Jesus.

Jesus sabe estar junto dos mais desvalidos. Nem precisam pedir-lhe e Ele faz o que pode para curar suas doenças, libertar suas consciências ou transmitir sua confiança em Deus. Mas não pode resolver todos os problemas daquela gente.

Então se dedica a fazer gestos de bondade: abraça as crianças da rua: não quer que ninguém se sinta órfão; abençoa os enfermos: não quer que se sintam esquecidos por Deus; acaricia a pele dos leprosos: não quer que se vejam excluídos. Assim são os gestos de quem ama como Jesus.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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sábado, 9 de maio de 2026

Reflexão de frei Almir Guimarães para o seu dia:

“Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós”

Os cristãos são narradores da esperança. (Luciano Manicardi)

 Estamos vivendo as alegrias da Páscoa. Cinquenta dias nos são propostos para aprofundar esse evento único: aquele Jesus que percorreu nossos caminhos e que se entregou livremente nas mãos dos que lhe tiraram a vida, vive. Vive do que chamamos de vida eterna, vida com a Vida no Pai. Não se trata ter o mesmo corpo reanimado. A humanidade de Jesus foi assumida na glória do Pai. Não ocupa mais os espaços físicos do mundo, mas é capaz de passar por portas fechadas. Durante semanas, a liturgia da Igreja nos pede a delicadeza de ouvir esses antigos relatos que esquentam o coração e nos falam da presença do Senhor. O Espírito vem em nosso socorro.

 Uma das mais doloridas experiências que os humanos podem fazer é, seguramente, a da orfandade. Crianças, adolescentes e jovens que, por diferentes razões, perdem o pai e/ou a mãe experimentam uma punhalada: perdem carinho, apoio, nutrimento pela vida, confiança, esperança. Nada substitui completamente os pais. Multiplicam-se sentimentos de solidão, abandono, insegurança. Os apóstolos ao sentirem a iminência da partida de Jesus ficam atônitos. Jesus afirma que não os deixará órfãos.

 “Eu virei a vós…”. Trata-se da vinda do Espírito, alma da comunidade, força, água, energia, fogo. Esse Espírito o mundo não é capaz de receber. Receberão os discípulos do Senhor que não querem errar o Caminho. Haverão de suplicar essa força como vento e calor, como fogo e refrigério. Jesus afirma que esse Sopro será enviado por ele e pelo Pai. Na hora das decisões, nos momentos de reflexão sobre o amanhã do mundo, da comunidade e de nossa vida pessoal não estaremos em estado de orfandade. Ele estará dentro de nós. Luciano Manicardi afirma que os cristãos são “narradores da esperança”.

 “Como é descrito o Espírito? Vem descrito como um fogo, como um sopro enérgico, uma luz, um ânimo, um desassombro, um alento que nos faltava para podermos ser. Essa imagem, que é também uma experiência do Espírito que, penso, todos fazemos – pois em algum momento sentimos que a amizade com Deus nos atravessa de uma forma total – conduz-nos certamente à verdade de Deus, mas descrevendo-a como experiência de plenitude” (José Tolentino Mendonça, Nenhum caminho será longo, Paulinas, p. 56).

 “Quem me ama, será amado por meu Pai e eu o amarei e manifestarei a ele”. Amar Jesus. Ter em mente esse Jesus ressuscitado. Esse que percorreu os caminhos dos homens e vive. Desde nossa mais terna infância o “conhecemos”. Quem sabe ao longo do tempo da vida fomos nos aproximando dele ou ele querendo aproximar-se de nós. Na candura de nossa fé o acolhemos. Convicção de que ele vive. Fomos afirmando nossa adesão a ele… “A quem iremos?”. Cremos não apenas que ele vive, mas acreditamos que o caminho que ele andou traçando é aquele que abraçamos, apesar de falhas e do pecado. Tentamos estar com Jesus na eucaristia de todos dias. Sabemos que ele anda marcando encontros conosco nos mais abandonados. Queremos, nem sempre conseguindo, dizer com São Paulo que para nós viver é Cristo. Amamos o Senhor, queremos ama-lo. Temos fé que assim ele se nos manifestará. O que é, de fato, amar a Jesus? Fazer nossa a sua causa. Simplesmente. Gastar o tempo da vida por ele e seus sonhos.

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Texto para reflexão

Precisamos  que alguém nos faça lembrar  a verdade de Jesus.  Se  a esquecermos, não saberemos  quem somos  nem o  que estamos chamados a ser.   Vamos desviar-nos sempre de novo do Evangelho e defender em seu nome causas e interesses que pouco têm a ver  com ele. Vamos desfigurando a verdade , ao mesmo tempo  em que achamos estarem posse dela.  E preciso que o  Espírito ative nossa memória de Jesus,  sua presença viva,  sua imaginação criadora. Não se trata de despertar uma  lembrança do passado:  sublime, comovente, entranhável, mas  sempre uma lembrança. O que Espírito do Ressuscitado faz conosco é  abrir nosso coração ao encontro com Jesus como  alguém vivo. Só esta relação afetiva e cordial com Jesus Cristo é capaz de transformar-nos   e gerar em nós uma maneira  nova de ser e de viver. (Pagola,  João,  p.201).

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

6º Domingo da Páscoa:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: At 8,5-8.14-17

Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. Era grande a alegria naquela cidade. Os apóstolos, que estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus e enviaram lá Pedro e João. Chegando ali, oraram pelos habitantes da Samaria, para que recebessem o Espírito Santo. Porque o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; apenas tinham recebido o batismo em nome do Senhor Jesus. Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.

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Responsório: Sl 65(66)

- Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / cantai salmos a seu nome glorioso!

- Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / cantai salmos a seu nome glorioso!

1. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / cantai salmos a seu nome glorioso, /dai a Deus a mais sublime louvação! / Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras!

2. Toda a terra vos adore com respeito / e proclame o louvor de vosso nome!” /Vinde ver todas as obras do Senhor: / seus prodígios estupendos entre os homens!

3. O mar ele mudou em terra firme, / e passaram pelo rio a pé enxuto. / Exultemos de alegria no Senhor! / Ele domina para sempre com poder!

4. Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: / vou contar-vos todo bem que ele me fez! / Bendito seja o Senhor Deus, que me escutou, † não rejeitou minha oração e meu clamor / nem afastou longe de mim o seu amor!

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2ª Leitura: 1Pd 3,15-18

Leitura da Primeira Carta de São Pedro

Caríssimos, santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir. Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. Pois será melhor sofrer praticando o bem, se essa for a vontade de Deus, do que praticando o mal. Com efeito, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito.

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Evangelho: Jo 14,15-21

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”.

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Reflexão do padre Johan Konings:

A iniciação cristã e a crisma

Continuando nossas reflexões sobre o batismo, consideramos hoje o sacramento da crisma. Antigamente, o dia da crisma era um dia muito especial para as comunidades, quando o bispo vinha “confirmar” as crianças (hoje, muitas vezes, é o vigário episcopal que faz isso). De onde vem esse costume? Na 1ª leitura lemos que o diácono Filipe batizou novos cristãos na Samaria. Depois, vieram os apóstolos Pedro e João de Jerusalém para confirmar os batizados, impondo-lhes as mãos, para que recebessem o Espírito Santo. Assim, os apóstolos predecessores dos bispos, completaram e “confirmaram” o batismo.

Como “alicerces” da Igreja, os apóstolos garantem aos recém-batizados o dom do Espírito, que lhes foi confiado por Cristo (evangelho) e expressam a unidade das igrejas (no caso, a de Jerusalém e a de Samaria). A confirmação do batismo pela imposição das mãos do bispo – sucessor dos apóstolos – tornou-se o sacramento da crisma: completa o batismo e realiza o dom do Espírito Santo. Chama-se “crisma”, isto é, “unção”, porque o bispo unge a fronte do crismado em sinal da dignidade e vocação do cristão. Antigamente era administrado na mesma celebração do batismo e da eucaristia, que com a crisma constituem a “iniciação cristã”.

Quando se introduziu o costume de batizar as crianças, a confirmação e a eucaristia ficaram para um momento ulterior, geralmente no início da adolescência, pelo que a crisma adquiriu o significado de “sacramento do cristão adulto”. O adolescente ou jovem é confirmado na sua fé, pelo dom do Espírito. Agora, ele terá de assumir pessoalmente o que, quando do batismo, os pais e padrinhos prometeram em seu nome. Pois a fé pode ser exigente (2ª leitura). Para a comunidade, a celebração da crisma significa também a unidade das diversas comunidades locais na “Igreja particular” ou diocese, graças à presença do bispo ou do vigário episcopal.

O evangelho de hoje nos ensina algo mais sobre o Espírito que Jesus envia aos seus. Muitos imaginam o Espírito de modo sensacionalista. Ora, Jesus envia o Espírito para que os fiéis continuem sua obra no mundo. Pois o lugar de Jesus “na carne” era limitado, no tempo e no espaço, e os fiéis são chamados a ampliar, com a força do Espírito-Paráclito, a sua obra pelo mundo afora. É este o sentido profundo da crisma, que assim completa nosso batismo.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Um ano de Leão:

viagens, apelos pela paz e a missão de pastorear o mundo

O Papa Leão XIV celebra o primeiro aniversário de sua eleição à Sé de Pedro em 8 de maio de 2026. Doze meses marcados por audiências, encontros, mensagens, grandes viagens ao Oriente Médio e à África, pelo Consistório com o Colégio Cardinalício, ajustes e renovações na Cúria Romana e por um compromisso com a paz expresso em vigorosos apelos e pelo trabalho diplomático nos bastidores.

O primeiro Habemus Papam, em 8 de maio de 2025, foi anunciado pela multidão reunida na Praça São Pedro ao ver o primeiro fio de fumaça branca que saiu da chaminé da Capela Sistina. Em seguida, veio o anúncio do Cardeal Protodiácono, às 19h12 locais: "Robertum Franciscum..." Por fim, a aparição do balcão central da Basílica Vaticana às 19h23 locais: vestindo uma murça vermelha, mãos unidas, um leve sorriso, olhos marejados de emoção. Robert Francisco Prévost é o 267º Sucessor de Pedro: Leão XIV.

“Que a paz esteja com todos vocês.”

Ao cair da tarde deste mesmo dia, doze meses atrás, a história bimilenar da Igreja iniciou um novo capítulo com a eleição de um novo Pontífice, escolhido num conclave rápido por 133 cardeais. O primeiro Papa oriundo dos Estados Unidos, nascido 69 anos atrás em Chicago, de espírito peruano depois de mais de 22 anos vividos naquele país latino-americano. Um "filho de Santo Agostinho", proveniente da Ordem Agostiniana, da qual serviu dois mandatos como Prior Geral. Um Papa de origens mistas, especialista em matemática, línguas e Direito Canônico, pároco e bispo de Chulucanas, Trujillo e Chiclayo, e cardeal prefeito do Dicastério para os Bispos. Um Pontífice com uma formação multifacetada, que se dirigiu ao mundo em sua primeira aparição em italiano, espanhol e latim, lendo um texto de sua autoria, no qual a palavra "paz" apareceu dez vezes.

O Papa, após a eleição, no balcão central da Basílica de São Pedro


Esforços pela paz

Por esta paz — "desarmada e desarmante", como ele a definiu em 8 de maio, com uma expressão que se tornou uma marca registrada de seu pontificado — o Papa Leão XIV fez apelos vigorosos ao longo deste ano: de o "Nunca mais a guerra!", no primeiro Regina Caeli do balcão central da Basílica Vaticana, ao apontar o dedo para os senhores da guerra cujas mãos "pingam sangue", durante a missa do Domingo de Ramos (29 de março), e ao denunciar quem é "escravo" da morte "para fazer de si mesmo e do próprio poder o ídolo mudo, cego e surdo ao qual sacrifica todos os valores e diante do qual pretende que o mundo inteiro se ajoelhe", expresso na Vigília de Oração pela Paz na Basílica de São Pedro, em 11 de abril.

Pela paz, Leão encontrou-se com representantes do Hezbollah no Líbano, recebeu os presidentes da Palestina e de Israel, Abbas e Herzog, para reiterar a ambos a urgência do cessar-fogo em Gaza e da solução de dois Estados, e manteve conversas telefônicas com vários líderes de nações em guerra, incluindo o presidente russo Vladimir Putin, que durante o pontificado anterior do Papa Francisco não havia mostrado nenhum sinal de interlocução.

O Papa durante a procissão de Corpus Christi

Apelos públicos e trabalho "nos bastidores"

Leão XIV promoveu o trabalho diplomático pela paz, talvez menos visível ao público em geral e aos holofotes da mídia, mas fundamental para a nobre causa do bem dos povos, objetivo primordial da Igreja. Esse trabalho acontece "nos bastidores", como ele próprio confidenciou a jornalistas no voo de retorno do Líbano, destino de sua primeira viagem apostólica junto com a Turquia: "Nosso trabalho não é, primordialmente, algo público que declaramos nas ruas; é algo que acontece 'nos bastidores'". É algo que já fizemos e continuaremos a fazer, para tentar, digamos, convencer as partes a abandonarem as armas, a violência e a se reunirem à mesa de diálogo".

O Papa em uma paróquia em Roma


Estas declarações do Papa são a chave para muitas iniciativas lançadas neste primeiro ano de pontificado, começando pela primeira disponibilidade, poucos dias após a sua eleição, de abrir as portas do Vaticano para acolher as negociações entre a Rússia e a Ucrânia. Esta proposta foi recebida com ceticismo por parte dos russos e entusiasmo por parte dos ucranianos, expresso pelo presidente Volodymyr Zelensky, com quem o Papa se encontrou três vezes. Duas dessas ocasiões foram em Castel Gandolfo, onde — após doze anos — Leão XIV retomou o retorno à residência de verão, deixando a Residência Papal como museu aberto ao público e passando a residir na Villa Barberini. Esta residência tornou-se familiar a muitos jornalistas que se encontram com o Papa todas as terças-feiras à noite, depois de ouvirem as suas declarações e observações sobre assuntos da atualidade. Ou apelos, mesmo que breves, mas sempre com o objetivo de instar os "grandes líderes mundiais" a "pôr fim à guerra" e trabalhar pela paz "não com armas", mas "com diálogo", ou a estimular a ação popular, como quando, após o ataque dos EUA ao Irã, ele exortou seus compatriotas estadunidenses a "encontrarem maneiras de se comunicar com os 'membros do Congresso', com as autoridades, para dizer que não queremos guerra, queremos paz!". Essa ação sem precedentes provocou uma reação da administração dos Estados Unidos, com o presidente Donald Trump criticando duramente o Pontífice no mesmo dia em que ele embarcava para a Argélia, destino, juntamente com Camarões, Angola e Guiné Equatorial, de sua até então viagem apostólica mais longa (13 a 23 de abril). Solicitado por jornalistas no avião, o Papa não respondeu a essas críticas, mas sim recordou seu papel e missão: o de "pastor" e não o de "político". Portanto, "nenhum debate" com Trump, nem "medo" de potenciais ataques daquela administração, mas apenas a missão de proclamar a "mensagem do Evangelho", que infelizmente alguns hoje abusam. Palavras reiteradas recentemente em Castel Gandolfo: "A Igreja proclama o Evangelho, prega a paz. Se alguém quiser me criticar, que o faça com a verdade."

O Papa na prisão de Bata, Guiné Equatorial


A peregrinação africana

O anúncio do Evangelho, como missão primordial do Sucessor de Pedro, Leão XIV reverberou pelas elegantes praças do Principado de Mônaco durante sua viagem em 28 de março, e depois nas ruas, estádios e igrejas dos quatro países africanos que visitou, em meio a filas e plateias de milhares de fiéis em clima de festa, apesar do calor escaldante e das chuvas tropicais. Os apelos do Pontífice por uma paz que "não deve ser inventada, mas sim acolhida" em um território como Bamenda, no noroeste de Camarões, devastado por guerras separatistas. Exortações à fraternidade numa Argélia 90% muçulmana; apelos por justiça — a "verdadeira" justiça que corrige e cura — proferidos na prisão de Bata, na Guiné Equatorial, diante de 630 detentos sob a chuva. E, mais uma vez, orações e invocações pela distribuição justa de recursos e pelo desenvolvimento integral em Angola, um país rico em petróleo e diamantes, onde, no entanto, 50% da população vive em extrema pobreza. O Papa também exortou os jovens a assumirem um papel de liderança, a respeitarem os direitos humanos, a defenderem a dignidade dos pobres e das mulheres e a preservarem a fé, um verdadeiro recurso que ninguém pode saquear. Estas são ideias e motivações para que o continente caminhe de cabeça erguida rumo ao futuro pelo qual os seus povos anseiam.

Leão XIV abraça uma menina durante uma missa em Camarões


A viagem à Turquia e ao Líbano

A viagem à África foi rica em imagens e palavras; uma viagem que Leão XIV desejava fazer, como revelou no voo para Argel, desde o início de seu pontificado, mas que adiou para priorizar a promessa e o desejo de seu antecessor, Francisco. Tratava-se de ir à Turquia para celebrar em Iznik, hoje Niceia, o aniversário de 1.700 anos do Concílio e depois ir ao Líbano para encontrar um povo exausto pela guerra, crises, pobreza, emigração e imigração. Esta também foi uma peregrinação — de 27 de novembro a 2 de dezembro — que revigorou o caminho ecumênico, com inúmeros encontros com o Patriarca Bartolomeu, oferecendo oportunidades de diálogo com líderes de outras religiões e proporcionando preciosos registros. Dentre eles, o Papa em oração silenciosa diante da devastação do porto de Beirute, palco da explosão de 2020, ou o Papa imerso no abraço coletivo de 15 mil jovens libaneses e de outras nacionalidades em Bkerké.

O Papa reza diante do memorial em homenagem às vítimas da explosão no porto de Beirute


Entre os jovens

O Papa Leão viu muitos jovens nos últimos meses, graças às numerosas celebrações do Jubileu da Esperança, aberto por Francisco e concluído por ele em 6 de janeiro, Solenidade da Epifania, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro. O momento culminante do Ano Santo foi, sem dúvida, o Jubileu dedicado aos jovens, de 28 de julho a 3 de agosto. Mais de um milhão de jovens, rapazes e moças, de diversas idades e origens, lotaram as ruas de Roma durante dias, e depois acorreram à Tor Vergata para a vigília e a missa com o Sucessor de Pedro. Foi um espetáculo de rostos, luzes, cores, bandeiras e celulares prontos para registrar as palavras do Pontífice, que encorajou as novas gerações a não se contentarem com a superficialidade, mas a construírem laços autênticos, superando a hiperconexão e a falta de comunicação, e aspirando à santidade.

Também ficou gravada na memória daqueles dias a surpresa da aparição do Papa num jipe ​​na Via della Conciliazione, na Praça São Pedro, para saudar a multidão reunida para a abertura das comemorações do Jubileu. "Vocês são a luz do mundo!", exclamou o Bispo de Roma na praça. E por falar em surpresas, não podemos esquecer a chegada do Papa a Óstia, no dia 17 de outubro, a bordo do Med25 Bel Espoir, o navio que percorreu os portos do Mediterrâneo transportando 25 jovens de diferentes nacionalidades e religiões. Ele, Leão XIV, estava no leme com eles, os marinheiros da paz, "sinais de esperança" em meio ao ódio e à violência.

Leão carrega a cruz do Jubileu com jovens em Tor Vergata


Rearmamento, violência e o domínio da força

Essa mesma violência que o Papa por vezes descreveu como "diabólica", como afirmou em seu discurso monumental na sessão plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO), condenando a "lógica da divisão e da retaliação", o comércio de armas que sufoca o desenvolvimento de escolas e hospitais e a "falsa propaganda do rearmamento". Esse apelo foi reiterado com força em sua mensagem para o 59º Dia Mundial da Paz, na qual o Pontífice denunciou "a irracionalidade de uma relação entre os povos" baseada "no medo e no domínio da força", mais do que na justiça, na confiança e no diálogo.

Diálogo é talvez a palavra que mais se repetiu nos discursos, homilias, saudações e reflexões de Leão XIV neste primeiro ano de seu pontificado. O diálogo é a chave para abrir todas as portas fechadas, uma ponte para superar todos os muros. O Papa tem apelado ao diálogo, inclusive dentro da Igreja, para superar essas "polarizações" que criam feridas no corpo eclesial. É o caso das fraturas no Vetus Ordo, pelas quais o Pontífice, como escreveu em mensagem aos bispos franceses, expressou preocupação, ao mesmo tempo que exortou a "soluções concretas que permitam a inclusão generosa de pessoas sinceramente" ligadass ao antigo rito, "de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Concílio Vaticano II sobre a liturgia".

A Via-Sacra no Coliseu


Divisões sobre a Liturgia

O tema da Liturgia também foi proposto entre os quatro temas que Leão XIV apresentou aos mais de 170 cardeais reunidos no Vaticano nos dias 7 e 8 de janeiro para o primeiro, mas não o último (o próximo será em junho), Consistório com os membros do Colégio Cardinalício. Com este evento, o Papa procurou iniciar um método de escuta, trabalho "em conjunto" e colegialidade. Assim, disse ele em seu discurso de abertura, "algo novo pode começar, algo que coloque o presente e o futuro em jogo". Dos quatro temas propostos, os cardeais reunidos durante dois dias no Vaticano votaram por uma clara maioria os temas sobre os quais refletir: Sínodo e Sinodalidade, Evangelização e missionariedade na Igreja, conforme interpretado pela Evangelii Gaudium.

O Papa Leão XIV abençoa a multidão na Praça São Pedro


Atenção aos migrantes

Dois temas representam fortes ligações com o pontificado do Papa Francisco, citado inúmeras vezes por Leão XIV em discursos públicos. Embora o atual Pontífice tenha revisto algumas das decisões de governança de seu antecessor (a reintegração do Setor Central da Diocese de Roma, a supressão da Comissão de Doações à Santa Sé e do Comitê para o Dia Mundial da Criança), ele também concentrou e revitalizou a questão da migração, denunciando o tratamento dispensado a milhares de migrantes: como se fossem "lixo", disse ele em seu discurso aos Movimentos Populares, ou "animais", declarou em sua viagem de retorno da Guiné Equatorial. O Papa irá ver de perto a tragédia migratória e suas consequências em sua visita a Lampedusa em 4 de julho, terra que ainda recorda a histórica visita do Papa Francisco em 2013, e sua parada nas Ilhas Canárias como parte de sua viagem apostólica à Espanha, de 6 a 12 de junho. Além de Madri e Barcelona, ​​o Papa também visitará Gran Canária e Tenerife, em meio ao fluxo de homens e mulheres que chegam a essas costas há anos.

Leão XIV reza no túmulo do Papa Francisco


Dilexi te e o foco nos últimos

A missão do Pontífice para os migrantes está livre de qualquer agenda política, sendo puramente pastoral, fruto de um foco nos últimos que estão no coração do Evangelho e da missão da Igreja. O Papa recordou isso na Dilexi te, a primeira exortação apostólica assinada em 4 de outubro. É um projeto iniciado por Francisco e relançado por Leão XIV sobre o tema do serviço aos pobres, em cujo rosto – lemos – encontramos “o sofrimento dos inocentes”. No texto magisterial, o Papa denuncia a economia que mata, a falta de igualdade, a violência contra as mulheres, a desnutrição, a crise educacional e “as estruturas de injustiça” que “devem ser destruídas com a força do bem”.

O Papa com uma criança doente


Ecumenismo e criação

Outros caminhos abertos por Bergoglio, e nos quais Prevost está trilhando, são os do diálogo, do ecumenismo e do respeito pela Criação. Esse compromisso foi reafirmado durante o momento histórico com os membros da realeza inglesa, Carlos III e Camilla, vivido na manhã de 23 de outubro, na Capela Sistina, onde ocorreu uma celebração em louvor a Deus Criador. Esse evento fortaleceu o caminho rumo à unidade, buscando superar divisões que hoje parecem ainda mais "escandalosas", como reiterou Leão XIV em sua audiência com a arcebispa de Cantuária, Sarah Mullally, a primeira mulher a ocupar o cargo de Primaz da Igreja Anglicana. Mullally foi recebida em 27 de abril, sessenta anos após o "encontro memorável" entre o arcebispo Michael Ramsey e São Paulo VI, que anunciou o primeiro diálogo teológico entre anglicanos e católicos.

O Papa em Santa Maria de Galeria


Visitas na Itália

Neste primeiro ano na Sé de Pedro — marcado por aproximadamente 50 audiências gerais, cerca de 100 audiências públicas e privadas e mais de 60 missas — também merece destaque a primeira visita do Papa à Itália, a Assis, em 20 de novembro, para a conclusão da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e a oração no túmulo de São Francisco, no oitavo centenário de sua morte. O Pontífice retornará à cidade da Úmbria em 4 de agosto, no âmbito de suas visitas pelas dioceses italianas em 2026, que começa na sexta-feira, 8 de maio, dia do primeiro aniversário de pontificado, com visitas a Pompeia e Nápoles. Ele visitará então Acerra, na Terra dos Fogos, a já mencionada Lampedusa e Assis, e participará do Encontro de Rimini (o primeiro Papa em quase 30 anos) e da missa com a Diocese de Rimini.

Leão XIV rezando no túmulo de São Francisco em Assis


Reformas da Cúria

Em 2026, o Papa também fez suas primeiras nomeações internas importantes: dois chefes de dicastérios, o arcebispo Filippo Iannone, prefeito para os Bispos, e o arcebispo Anthony Randazzo, prefeito para os Textos Legislativos; o novo substituto da Secretaria de Estado, o arcebispo Paolo Rudelli, que substituiu o arcebispo Edgar Peña Parra, nomeado núncio na Itália; o prefeito da Casa Pontifícia, Petar Rajič; o padre Agostiniano Edward Daniang Daleng, vice-regente da Prefeitura da Casa Pontifícia; o monsegnhor Anthony Onyemuche Ekpo, assessor da Secretaria de Estado; e as nomeações dos arcebispos de Nova York, Ronald Hicks, e de Westminster, Charles Phillip Richard Moth. Por meio de motu proprio, rescritos e quirógrafos, Leão XIV já iniciou o processo de reforma financeira do Vaticano, retirando do IOR seus direitos exclusivos de investimento e introduzindo uma "responsabilidade compartilhada" com a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA). Publicou o novo Regulamento da Cúria Romana e promoveu a inclusão de pessoas com deficiência na comunidade de trabalho da Santa Sé.

O Papa na Praça São Pedro


Rumo ao novo ano

Doze meses, portanto, de sinais e orientações, com algumas diretrizes já evidentes, como a centralidade da missão, a atenção às periferias e a diplomacia ativa em conflitos. Os próximos meses deixarão clara a marca do pontificado, com a publicação da primeira encíclica e outras viagens internacionais, incluindo uma à América Latina, desejada pelo Papa Leão.

Salvatore Cernuzio – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va  Vídeo e fotos: (@Vatican Media)