sexta-feira, 13 de março de 2026

Renunciar por algum tempo ou renunciar até o fim da vida?

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Este é o desafia de quem fez seus votos no matrimônio ou no celibato.

Estive a lembrar os casamentos e os juramentos que vi. Lembrei os casais ajoelhados e as trocas de alianças e o que aconteceu 5 ou 15 anos depois.

Lembrei também os padres e as freiras que se deitaram no chão de um convento ou catedral jurando que aquilo seria para sempre. Mas não deu. Dez ou vinte anos depois pediram dispensa daqueles votos.

Muitas vezes a solidão dói demais no casal ou nos religiosos!

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O que seria viver pelo povo e para sempre? O que é viver por um outro alguém? O que é viver pelo país ou pela Igreja?

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Há uma dor chamada PERSEVERANÇA que nem todos conseguem suportar por toda a vida! A Igreja pede para não julgarmos quem mudou de rumo e de propósito de vida.

Não se julga quem interrompeu a caminhada ou mudou de afeto!

Mateus registra isso no capítulo 7,1-6. Jesus deixou claro que este é um assunto para Deus e não para nós, até porque nenhum de nós tem certeza de que não vai se cansar mais adiante …

Penso nos pregadores severos e radicais demais, ou nos bonzinhos e radicais demais: quase sempre erram na dose!…

Dores de alma não se resolvem no púlpito ou diante de um microfone ou de uma câmera. A direção espiritual, o aconselhamento e a psicologia existem para quem assumiu o dom da escuta!

O ditado assim reza: “Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca. Ouçamos muito e falemos menos”.

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

quinta-feira, 12 de março de 2026

É tempo de agradecer a Deus

pela vida de nosso querido Padroeiro e seguir seus exemplo!





































































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São José, o guardião das famílias:

a fé que atravessa a história e o cinema

Filme estreia nesta quinta (12/03) no Brasil e apresenta relatos reais para mostrar o Patrono da Igreja como guia diante das crises contemporâneas; diácono Léo Dominus comenta sua missão como embaixador da obra.

Pe. Rodrigo Rios – Vatican News

Léo Dominus, diácono permanente da Diocese de São José dos Campos (SP), embaixador do filme no Brasil, comenta a importância da produção para as famílias contemporâneas

A figura de São José tem ganhado um relevo ainda maior no coração dos fiéis, especialmente após o ano jubilar dedicado a ele por toda a Igreja. Agora, essa devoção chega às telas com o filme "O Guardião - Sob a Proteção de São José". Dirigida por Dariusz Regucki e distribuída no Brasil pela Kolbe Arte, a produção polonesa de 90 minutos inova ao mesclar a jornada de Robert e Dominika, um casal em crise profunda matrimonial, com testemunhos reais de fé, incluindo relatos de sobreviventes do campo de concentração de Dachau e a história do Santuário de Kalisz. Para falar sobre a relevância deste lançamento e o papel de São José como modelo para os homens de hoje, conversamos com o diácono permanente e artista católico Léo Dominus, que assume a missão de embaixador do filme no Brasil.

Como surgiu o convite para ser embaixador deste filme e o que essa missão representa para você, pessoalmente e como comunicador católico?

Durante muito tempo, eu tenho divulgado a devoção a São José nas minhas redes sociais. Já tive muitas experiências da atuação de São José em minha vida. Sou diácono permanente, esposo, trabalhador e pai; acredito que essa junção de fatores motivou o convite, já que o filme fala de família e de São José atuando nela. Receber esse convite, para mim, foi uma alegria muito grande, pois percebi que o meu amor por São José foi notado. Como comunicador, senti-me muito honrado e grato.

Esta produção chega em um momento de buscas, em nossa sociedade, por referências de paternidade. Como você vê o papel de São José como um modelo atual para os homens de hoje?

Muitos problemas que vemos em nossa sociedade, nos dias atuais, ocorrem por falta de referências dentro da família, principalmente da referência paterna. São José é uma referência de fidelidade, de intimidade com Deus, de paternidade, de proteção e de tantas outras coisas. É uma verdadeira referência do homem que assume o seu papel dentro da família, que sabe da sua responsabilidade e atua para tornar o mundo um lugar melhor.

Como embaixador, qual é o seu principal desafio ao tentar furar a "bolha" católica e levar a mensagem deste filme para o grande público?

O filme conta a história de uma família que enfrenta seus desafios. Não é um filme que fala apenas do "santo" José como "figura distante". Isso é um desafio: trazer o exemplo de um santo para dentro do cotidiano da vida. É aquilo que dizia o Papa São João Paulo II na Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte: devemos experimentar as coisas de Deus não no extraordinário da vida, mas sim no ordinário. Para mim, esse é o grande desafio: fazer com que o católico vivencie as coisas de Deus nas situações simples da vida e não busque apenas o extraordinário.

O Papa Francisco dedicou um ano inteiro a São José recentemente. Você acredita que este filme é um desdobramento direto desse "redescobrimento" do Santo pela Igreja?

De fato, o ano dedicado a São José fomentou muito essa devoção. Além disso, o Papa Francisco incluiu nas Orações Eucarísticas II, III e IV o nome de São José, ajudando ainda mais nesse movimento. Por isso, nós, como Igreja, temos que fazer São José ser cada vez mais conhecido, não apenas como um santo, mas como nosso grande, intenso e presente protetor.

O cinema de temática religiosa tem crescido exponencialmente. Qual a sua leitura acerca desse fenômeno?

Acredito que tenha crescido, sim, devido a iniciativas bonitas de produtoras que têm entregado muito conteúdo bom, graças também ao trabalho da Kolbe Arte, que acredita no cinema católico. Mas acho que o católico precisa fazer a sua parte, frequentando as salas e divulgando; caso contrário, o trabalho se torna cada vez mais difícil.

Qual é a "mensagem de ouro" que você espera que as pessoas levem consigo ao sair da sala de cinema?

Eu espero que as pessoas saiam do cinema amando mais São José, crendo que ele está mais presente na nossa vida do que podemos imaginar e tendo a certeza, no coração, de que a intercessão de São José é, de fato, poderosa. Como dizia Santa Teresa de Ávila: “Nunca vi ninguém que tenha recorrido a São José e tenha ficado sem resposta”.

Cidades confirmadas para exibição

O filme já conta com sessões garantidas em diversas capitais e municípios brasileiros, com uma lista que segue em constante atualização. Na Região Sudeste, o estado de São Paulo concentra o maior número de exibições, com sessões na capital (Cinemark, Cinesystem e Cinépolis) e em diversas cidades do interior e litoral, como Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Jundiaí, Bauru, Barueri, Sorocaba, Taubaté, Guarulhos, Marília, Barretos, Caraguatatuba, Hortolândia, Itapecerica da Serra, Itapetininga, Lençóis Paulista, Limeira, Mogi Guaçu, Penápolis, Pindamonhangaba, Praia Grande, Presidente Prudente, Santa Bárbara D'Oeste e Araraquara. No Rio de Janeiro, o filme estará em cartaz na capital e em Niterói, enquanto em Minas Gerais as sessões ocorrem em Belo Horizonte, Uberlândia, Montes Claros, Poços de Caldas e Divinópolis. No Espírito Santo, o público poderá assistir em Vila Velha, Guarapari e Cachoeiro do Itapemirim.

Na Região Sul, a produção será exibida em Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel, no Paraná. Em Santa Catarina, as sessões acontecem em Florianópolis, São José e Blumenau. Já no Rio Grande do Sul, as cidades confirmadas são Porto Alegre e Caxias do Sul. No Centro-Oeste, o Distrito Federal terá exibições em Brasília, Ceilândia e Taguatinga. Em Goiás, o filme chega a Goiânia e Valparaíso de Goiás, enquanto no Mato Grosso as sessões ocorrem em Cuiabá, Várzea Grande, Campo Verde e Primavera do Leste. No Mato Grosso do Sul, o longa estará em Campo Grande e Ponta Porã.

Nas regiões Norte e Nordeste, a presença de São José nas telas alcança as capitais Maceió (AL), Manaus (AM), Macapá (AP), Salvador (BA), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Belém (PA), João Pessoa (PB), Recife (PE), Teresina (PI), Natal (RN) e Aracaju (SE). Além das capitais, o filme será exibido em cidades como Eusébio e Sobral (CE), Mossoró (RN), Jaboatão dos Guararapes e Olinda (PE), Parnaíba (PI) e Itabaiana (SE). As principais redes parceiras incluem Cinépolis, Cinemark, Cinesystem, Cineflix, Centerplex, Multicine, Grupo Cine e Circuito Cinema, além de cinemas locais como o Cine Villa Rica e AFA Cine Ritz.
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Assista ao trailer abaixo e prepare-se para viver essa experiência no cinema.

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Sessões exclusivas em outras cidades

Para cidades que ainda não estão na lista, é possível organizar sessões exclusivas. Paróquias, movimentos, grupos eclesiais e comunidades podem mobilizar grupos a partir de 150 pessoas e solicitar a exibição do filme em sua cidade.

Os interessados podem entrar em contato com a Kolbe Arte:

E-mail: contato@kolbearte.com.br          WhatsApp: (11) 95297-5501

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                                            Fonte: vaticannews.va   Foto e vídeo: (@Vatican Media

quarta-feira, 11 de março de 2026

Papa Leão XIV nesta quarta:

na Igreja há e deve haver lugar para todos

O Papa continuou a reflexão sobre a Constituição Dogmática Lumen Gentium na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, refletindo sobre o tema da Igreja, povo de Deus. "Mesmo aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão, de algum modo, orientados para o Povo de Deus, e a Igreja, cooperando na missão de Cristo, é chamada a difundir o Evangelho por toda a parte e a todos, para que todos possam entrar em contato com Cristo", disse o Pontífice.

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (11/03), o Papa Leão XIV continuou a reflexão sobre a Constituição Dogmática Lumen Gentium, focando no segundo capítulo, dedicado ao Povo de Deus.

Leão XIV disse que Deus "realiza a sua obra de salvação na história escolhendo um povo específico e habitando entre ele". "Com os filhos de Abraão, depois de os libertar da escravidão, Deus faz uma aliança, acompanha-os, cuida deles e reúne-os sempre que se desviam", frisou. De acordo com o Papa, "a identidade deste povo é dada pela ação de Deus e pela fé n’Ele. São chamados a tornar-se luz para as outras nações, como um farol que atrairá todos os povos, toda a humanidade".

O Concílio afirma que «todas estas coisas aconteceram como preparação e figura da nova e perfeita Aliança que em Cristo havia de ser estabelecida e da revelação mais completa que seria transmitida pelo próprio Verbo de Deus feito carne». É, de fato, Cristo que, no dom do seu Corpo e Sangue, reúne definitivamente este povo em si. Agora, é composto por pessoas de todas as nações; é unificado pela fé n’Ele, pela adesão a Ele, por viver a sua própria vida animada pelo Espírito do Ressuscitado.

"Esta é a Igreja: o povo de Deus que extrai a sua existência do corpo de Cristo e que é ele próprio o corpo de Cristo; não um povo como os outros, mas o povo de Deus, chamado por Ele e composto por mulheres e homens de todos os povos da terra. O seu princípio unificador não é uma língua, uma cultura, uma etnia, mas a fé em Cristo", sublinhou.

É um povo messiânico, precisamente porque o seu guia é Cristo, o Messias. Os seus membros não ostentam méritos nem títulos, mas apenas o dom de serem, em Cristo e por meio d’Ele, filhos e filhas de Deus. Antes de qualquer tarefa ou função, portanto, o que realmente importa na Igreja é ser enxertado em Cristo, ser filho de Deus pela graça. Este é também o único título honorífico que deveríamos procurar como cristãos.

Segundo o Papa, "estamos na Igreja para receber continuamente a vida do Pai e viver como seus filhos e irmãos uns dos outros. Consequentemente, a lei que anima as relações na Igreja é o amor, tal como o recebemos e o experimentamos em Jesus; e o seu objetivo é o Reino de Deus, para o qual ela caminha juntamente com toda a humanidade".

"Unificada em Cristo, Senhor e Salvador de todo o homem e mulher, a Igreja nunca poderá fechar-se sobre si mesma, mas estará aberta a todos e para todos", disse ainda Leão XIV. "Mesmo aqueles que ainda não receberam o Evangelho estão, de algum modo, orientados para o Povo de Deus, e a Igreja, cooperando na missão de Cristo, é chamada a difundir o Evangelho por toda a parte e a todos, para que todos possam entrar em contato com Cristo", sublinhou. "Isto significa que na Igreja há e deve haver lugar para todos, e que todo o cristão é chamado a anunciar o Evangelho e a dar testemunho em todos os ambientes em que vive e trabalha. Assim demonstra a catolicidade deste povo, acolhendo as riquezas e os recursos das diferentes culturas e, ao mesmo tempo, oferecendo-lhes a novidade do Evangelho para as purificar e elevar", disse ainda o Santo Padre, acrescentando:

É um grande sinal de esperança – sobretudo nos nossos dias, marcados por tantos conflitos e guerras – saber que a Igreja é um povo no qual, em virtude da fé, coexistem mulheres e homens de diferentes nacionalidades, línguas ou culturas: é um sinal colocado no próprio coração da humanidade, uma recordação e profecia daquela unidade e paz para as quais Deus Pai chama todos os seus filhos.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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                                                         Fonte: vaticannews.va   Foto: (@Vatican Media

terça-feira, 10 de março de 2026

Padre Lício de Araújo Vale:

Quaresma, tempo de Esperança

Para que a Quaresma seja vivida plenamente, a Igreja propõe três pilares fundamentais. A oração busca a conexão com o divino; o jejum trabalha o autodomínio e a disciplina; e a esmola (ou caridade) foca no olhar para o próximo.

A Quaresma é o período de 40 dias em que os cristãos se preparam para a Páscoa, a principal celebração do calendário litúrgico. O ciclo começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa, antes da Missa da Ceia do Senhor. Em 2026, a Quaresma se estende até o dia 2 de abril, quando se inicia o Tríduo Pascal.

O número 40 possui forte simbolismo bíblico e histórico. Ele faz referência direta aos 40 dias de Jesus no deserto em oração e jejum antes de seu ministério público, mas também ecoa os 40 anos do povo de Israel no Egito e os 40 dias do dilúvio de Noé. Para a teologia cristã, esse tempo não é de luto, mas de “retirada espiritual” para reflexão e mudança de vida. 

Para que a Quaresma seja vivida plenamente, a Igreja propõe três pilares fundamentais. A oração busca a conexão com o divino; o jejum trabalha o autodomínio e a disciplina; e a esmola (ou caridade) foca no olhar para o próximo

Por que os domingos não entram na contagem?

Embora o período entre a Quarta-feira de Cinzas e a Páscoa some 46 dias no calendário, a contagem oficial da Quaresma exclui os domingos. Isso ocorre porque, para a Igreja Católica, o domingo é sempre considerado um “dia santo” e de festa, celebrando a Ressurreição de Cristo. Por ter esse caráter festivo e de alegria, o domingo nunca é um dia de penitência ou jejum obrigatório, servindo como uma pausa nas privações quaresmais para que os fiéis se revigorem na celebração da vida.

O Jejum e a Reflexão

O jejum é uma prática comum durante a Quaresma, que vai além da simples abstinência de alimentos. Ele simboliza a renúncia ao que é material para se abrir ao transcendente. Para que a Quaresma seja vivida plenamente, a Igreja propõe três pilares fundamentais. A oração busca a conexão com o divino; o jejum trabalha o autodomínio e a disciplina; e a esmola (ou caridade) foca no olhar para a próximo que é também templo do Espírito. Através do jejum, os fiéis são incentivados a refletir sobre suas ações e a se reconectar com sua fé no Cristo Servo Sofredor. Essa prática pode ajudar a desenvolver um senso de autocontrole e disciplina, além de promover um olhar mais profundo sobre as realidades da vida.

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Assista:

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A Oração como Pilar

A oração é um meio essencial de comunicação com Deus. Durante a Quaresma, os cristãos são encorajados a intensificar suas práticas de oração. Isso pode incluir a participação em missas, a leitura das Escrituras e momentos de meditação. A oração não apenas fortalece a fé, mas também oferece consolo e esperança em tempos desafiadores. A conexão com Deus é uma fonte de renovação e força, especialmente quando as dificuldades da vida parecem insuperáveis.

A Caridade e o Amor ao Próximo

A Quaresma também enfatiza a importância da caridade. Ajudar os sofridos e marginalizados, fazer doações e se envolver em ações sociais são formas de expressar amor ao próximo. Este aspecto é crucial, pois a verdadeira prática religiosa deve se refletir em ações concretas. A caridade não apenas beneficia aqueles que recebem ajuda, mas também enriquece a vida de quem dá. Essa troca de solidariedade é um poderoso lembrete da interconexão entre todos os seres humanos.

A Esperança na Quaresma

Um dos temas centrais da Quaresma é a esperança. Embora o foco possa ser a penitência e a reflexão sobre os próprios pecados, é fundamental lembrar que a Quaresma culmina na Páscoa, a celebração da ressurreição de Cristo. Este é um momento de renovação, simbolizando a vitória da vida sobre a morte e a luz sobre as trevas.

A esperança é, portanto, um elemento vital nesse período. Ela nos encoraja a olhar além das dificuldades e a acreditar em um futuro melhor. A ressurreição de Cristo é um lembrete de que, mesmo nas situações mais sombrias, sempre há um caminho para a luz. Esta esperança pode ser uma âncora em tempos de crise, oferecendo conforto e motivação para continuar a caminhada.

A Quaresma é um tempo de transformação espiritual que oferece oportunidades de crescimento pessoal e comunitário. Ao praticar o jejum, a oração e a caridade, os fiéis são chamados a refletir sobre suas vidas e a cultivar a esperança. Este período não se trata apenas de renúncia, mas também de renovação e expectativa. A promessa da Páscoa nos lembra que, independentemente das tribulações enfrentadas, sempre há espaço para a esperança e a redenção. Portanto, ao vivenciar a Quaresma, que possamos nos abrir para a transformação que nos levará a uma vida mais plena e significativa.

Padre Lício de Araújo Vale - Diocese de São Miguel Paulista - SP
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                                     Fonte: vaticannews.va   Imagem e vídeo: (@Vatican Media

segunda-feira, 9 de março de 2026

A moradia na Campanha da Fraternidade 2026

e os padres da Igreja 

Dom Vital Corbellini - Bispo de Marabá (PA)

A moradia digna é o ponto fundamental, o objetivo central a ser alcançado pela Campanha da Fraternidade sendo esta uma alusão para ser promovida a partir da Boa Nova do Reino de Deus e também no espírito de conversão quaresmal, ser um direito e prioridade para todas as pessoas. No entanto como a moradia se tornou uma mercadoria especial, cara, é preciso rezar e trabalhar para que se formulem políticas públicas dos governos para que ajudem a todas as pessoas com a moradia, voltadas, sobretudo para as classes sociais mais necessitadas. A Igreja no Brasil estimula a reflexão sobre a moradia para que as pessoas vivam na paz e no amor através de suas casas, locais de convivência humana e espiritual. “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14): É o lema que norteia a CF 2026. Nós veremos a seguir a visão dos padres da Igreja, os primeiros escritores cristãos em relação à moradia.  

A criação unânime

A CF 2026 ressalta muito a casa como local de profundas relações para todas as pessoas. São João Crisóstomo, Bispo de Constantinopla nos séculos IV e V afirmou a criação de Deus em relação ao ser humano feita de uma forma unânime, em conjunto. O Senhor quis que tudo permanecesse na múltipla concórdia e boa ordem entre o homem e a mulher. Ao criar Deus o homem e depois a mulher disse que Ele iria dar-lhe uma ajudante (cfr. Gn 2,18), afirmando com isso que ela estava ao lado do homem para ajudá-lo e ele ser ajudado por ela, unindo desta forma ele e ela num profundo amor. As duas pessoas fazem parte da criação unânime de Deus Criador de todas as coisas. 

As relações se alargam com a constituição da família 

A CF 2026 concebe um ponto fundamental que a vida humana prossegue com a família tendo presente que Jesus veio morar entre nós (Jo 1,14). Ele nasceu dentro de uma família, com os pais adotivos, José e Maria. O Bispo de Constantinopla ainda ressaltou que as relações na família vão se alargando com a graça de Deus, o fato de que a pessoa ser da mesma substância faz o amor entre o homem e a mulher conduzir a criação de filhos e de filhas. Eles derivam de um e de outro. Disso nascem os múltiplos contatos de afeto na qual a família humana é convidada a amar o pai, o avô, e também a mãe, a avó, os netos e as netas como irmãos e irmãs. O Senhor também quis que as pessoas não se unissem com os próprios parentes, mas com pessoas estranhas, fora do contexto familiar (cfr. Lv 18,8.10) de modo que as relações familiares pudessem se alargar sempre mais e todos crescessem nos valores humanos e espirituais.  

A criação da amizade

A moradia possibilita a vida fraterna, a amizade entre os seus membros, conforme a CF 2026. Nesta linha está também a visão de São João Crisóstomo que tinha presentes muitos elementos provenientes do Senhor concedidos ao ser humano para que fossem cultivados na família, numa moradia. Ele dispôs que nós tivéssemos necessidade de uns aos outros, tornando a unidade, valor fundamental na convivência humana e com Deus. A amizade é dada também quando uma pessoa familiar passa pelo sofrimento, pela cruz onde todos se unem para aliviar o sofrimento da pessoa. No caso nosso quando a pessoa necessita de uma casa digna é preciso a unidade de todos os membros da família para ajudar a quem mais necessita.  

Os cristãos unidos com outras pessoas

A CF 2026 alude à convivência fraterna para a moradia, sobretudo para com as pessoas que a tem na sua precariedade. A Carta a Diogneto, escrito do século II ilustrou que os cristãos viviam nas casas, moradias como quaisquer outras pessoas. Não se distinguiam dos outros seres humanos, nem por terra, nem por língua ou costumes. Eles não moravam em cidades próprias, nem falavam língua estranha, nem tinham nenhum modo especial de viver. Eles viviam em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes do lugar, quanto à roupa, ao alimento testemunhavam um modo de vida social muito importante, parodoxal no seguimento a Jesus Cristo e à sua Igreja.   

A construção da casa

A CF 2026 alude às pessoas para fazerem obras que enalteçam o corpo de Cristo. Muitas pessoas perdem tudo por causa das enchentes ou por viverem em locais de risco para as suas vidas e de seus familiares. Santo Agostinho, bispo de Hipona dos séculos IV e V afirmou a unidade entre os seus membros que podem se ajudar mesmo estando de formas longíquas umas com as  outras, mas todas junto à Cabeça que é o Cristo Jesus. Se de fato habitássemos numa única casa, tornar-nos-emos de estar juntos quanto mais formamos a unidade pelo único corpo do Senhor. A verdade em Pessoa que é Jesus Cristo na Igreja, corpo de Cristo diz ao mesmo modo que a Igreja é casa de Deus (cfr. 1Tm 3,15). 

Casa eterna

O bispo de Hipona também disse que as pessoas vão se encaminhando para a casa da festa eterna, ressoando agora como uma harmonia agradável e doce aos ouvidos do coração. No entanto ele tem presente neste mundo a casa de passagem, como tenda aqui de baixo, que é o tempo de preparação em vista da eterna moradia, alimentada pela alegria, pelo bem, pelo amor realizados junto aos irmãos e irmãs que mais necessitam de moradias, para ter uma vida digna.  

A moradia na Campanha da Fraternidade 2026 alude a importância de que todas as pessoas tenham um local para viver, para rezar, para crescer nas relações com Deus com o próximo e consigo mesmo. As nossas comunidades fazem alguma coisa em vista do bem de nossos irmãos e irmãs. Os santos padres colocaram a importância em comunhão com a Palavra de Deus que a moradia é o local importante de vida e de amor ainda neste mundo e um dia na eternidade. 

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domingo, 8 de março de 2026

Papa Leão XIV no Angelus deste domingo:

Jesus é a resposta de Deus à nossa sede

Jesus “é a resposta de Deus à nossa sede”. Foi o que disse o Papa Leão XIV durante o Angelus na Praça São Pedro neste 3º Domingo da Quaresma. “Não é tempo de confrontos entre um templo e outro, entre o “nós” e os “outros”.

Jesus “é a resposta de Deus à nossa sede”. “Ainda hoje, quantas pessoas, em todo o mundo, procuram esta fonte espiritual”, disse o Santo Padre, que durante o Angelus falou sobre o episódio do Evangelho do diálogo entre Jesus e a mulher samaritana, acrescentando: “Às vezes – escrevia a jovem Etty Hillesum no seu diário – consigo alcançá-la, mas frequentemente ela está coberta por pedras e areia: Deus está, então, sepultado. É preciso, por isso, voltar a desenterrá-lo".

“Caríssimos, não há energia melhor empregada do que aquela que dedicamos a libertar o coração. Por isso, a Quaresma é um dom: estamos entrando na terceira semana e podemos, portanto, intensificar o caminho!”

No Evangelho também está escrito – recordou o Papa - que “chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele [Jesus] estar a falar com uma mulher". Sentem tanta dificuldade em aceitar a própria missão que o Mestre precisa desafiá-los: “Não dizeis vós: ‘Mais quatro meses e vem a ceifa’? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão dourados para a ceifa”. O Senhor diz também à sua Igreja: “Levanta os olhos e reconhece as surpresas de Deus!”.

Jesus está atento, disse o Papa. Segundo os costumes, Ele deveria simplesmente ignorar aquela mulher samaritana; mas, em vez disso, Jesus fala com ela, escuta-a, dá-lhe atenção, sem segundas intenções e sem desprezo.

“Quantas pessoas procuram na Igreja esta mesma delicadeza, esta disponibilidade! E como é belo quando perdemos a noção do tempo para dar atenção àqueles que encontramos, tal como são. Jesus chegava a esquecer-se de comer, de tal modo o alimentava a vontade de Deus chegar a todos em profundidade”.

Assim, a samaritana torna-se a primeira de muitas evangelizadoras, continuou o Papa. Por causa do seu testemunho, a partir da sua aldeia de desprezados e rejeitados, muitos vão ao encontro de Jesus e também neles brota a fé como água pura.

Daí a advertência: “Irmãs e irmãos, peçamos hoje a Maria, Mãe da Igreja, para podermos servir, com Jesus e como Jesus, a humanidade sedenta de verdade e justiça. Não é tempo de confrontos entre um templo e outro, entre o “nós” e os “outros”: os adoradores que Deus procura são homens e mulheres de paz, que O adoram em Espírito e verdade”.

Silvonei José – Vatican News

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Assista:

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                                       Fonte: vaticannews.va   Fotos e vídeo: (@Vatican Media