sábado, 3 de outubro de 2026

Oportuna e sábia reflexão:

Façamos política, mas do jeito certo!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Quando você diz que não devemos fazer política no púlpito e no altar eu concordo: altar e púlpito não são lugares para isso!

Mas, quando você acha que nossa Igreja não deve ensinar a fazer política, você mesmo já está politizando. Já escolheu o seu partido ao achar que devemos nos abster de assuntos políticos! A Igreja diz que sim! Devemos fazer política, mas do jeito certo!

Ou você pode, mas bilhões de católicos não podem, só porque você acha que isto é errado? E se sua opinião estiver errada? E se você estiver errado?

Você tem Bíblia, Catecismo, Livros de Teologia, História da Igreja, Sociologia, Filosofia?

Se já leu vai descobrir que, em mais de 50 livros da Bíblia que você tem mas não lê, o assunto sempre foi

- justiça, libertação, política, direitos de um povo que esperava ser livre em busca da própria felicidade e da felicidade do seu povo. (livros sapienciais e proféticos).

E sempre houve gente que achava que Deus resolveria nossos problemas de lá do Céu.

Ora, o Filho de Deus, segundo você mesmo crê, veio aqui para nos ensinar a conviver e melhorar a vida para todos! Morreu por isso! Ele não aderiu a nenhum partido, mas claramente viveu defendendo os pobres e os injustiçados.

É isso não é fazer política? Ele ensinou a melhor de todas as políticas, porque ensinou a solidariedade, a caridade e a fraternidade e, se preciso, a dar a própria vida pelos outros!

Vá lá e vote. Vote com consciência! Mas vote direito! Católico faz política sem ódio, mas também sem medo.

Pz

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Reflexão do frei Almir Guimarães para este sábado:

Àquele que nos envolve com seu amor
UMA RESPOSTA DE AMOR

Amo-te, Senhor, com uma consciência não vacilante, mas firme.
Feriste o meu coração com tua palavra e eu amei-te. (Santo Agostinho)

O Senhor quer estabelecer pacto, aliança, núpcias com o Povo de Israel. Através dos profetas do Antigo Testamento e de Jesus, no alvorecer dos novos tempos, o tema sempre retorna. As imagens da vinha e da esposa parecem se entrelaçar nos escritos bíblicos. Há uma calorosa atmosfera de intimidade, tanto no relato de Isaías quanto na parábola dos vinhateiros. Vinha e núpcias falam, pois, de uma certa qualidade do amor do Senhor e, naturalmente, num amor tão denso que atinge até o último dos irmãos. Contudo, nem sempre as pessoas responderam ao apelo do amor. Estamos diante de textos com luzes e sombras. Há um quê de irritação.

Estamos diante do tema do amor. Todos já vivemos experiências de dom de nós mesmos. Aqui e ali damo-nos conta de que somos seres feitos para sair do cercado de nós mesmos e buscar espaço para querer bem, soerguer, incentivar, acolher, promover, desculpar. Na medida da intensidade de nosso querer bem somos seres livres, alegres, sem azedume. A prova de que amamos a Deus é que nos acercamos daqueles que ele ama. Os dois amores se confundem.

Dois amores num só. Concomitantemente há esse enamoramento do Senhor e pelo Senhor que nos envolve. Ouvimos sua voz. Ele quer nos levar para o deserto, para nosso interior, para uma terra árida, seca, sem brilho para nos sussurrar palavras de amor e para que aceitemos o seu convite para deixar a porta de nossa vida apenas entreaberta para que o sopro de nosso peito se misture ao Hálito do Espirito. O belo, o Altíssimo, o Todo Outro se torna um esposo desejoso de ser nosso amável companheiro na tarefa de amar até o fim.

Não estaríamos necessitando, sem pieguices e melosidade, ouvir os passos e a voz do amado, quer dizer, parar um pouco e contemplar. “Se tiramos da vida todo elemento contemplativo ela acaba por sofrer de uma hiperatividade mortal. No seu próprio fazer o homem se sufoca. A revitalização da vida contemplativa (vita contemplativa) é necessário para abrir espaços de respiração” (Byung-Chul Han).

Deus, o mais belo, o mais luminoso, o mais impenetrável quer que joguemos nossa aventura de viver nele e que em nome dele nos abeiremos de nossos companheiros de viagem: um pedaço de pão, alívio de suas dores, luta em prol da justiça, oferta de tempo para ouvi-los, parar para que eles tenham a certeza de que existem com a ternura e atenção de nosso coração.

Pequenas regras para que o Senhor seja ouvido e sua vontade observada:

♦ demorar-se diante do Mistério: uma oração simples, desinteressada, gratuita, um abrir-se diante daquele que nos inventou e pede a melhor atenção de nossa parte;

♦ rever seriamente nosso jeito de nos colocar diante do  Senhor na oração e no dia a dia: respeito carinhoso, postura de pessoas cobertas de dons do Senhor; dimensão contemplativa da vida;

♦ dar uma resposta pessoal às visitas do  Senhor;

♦ colocar-se diante do Senhor numa postura de pessoas que tudo receberam e que precisam tudo restituir, porque a Esposa que ouve sussurros de amor passa necessariamente esse amor adiante; o amor ama aqueles que são amados pelo  Amado;

♦ cultivar sempre uma atitude de atenção aos que circulam à nossa volta e olhar com os olhos interiores de  quanto amor precisam, sempre lembrando que existimos para a vida pelos irmãos; passar da fala para atos;

♦ a Igreja é a vinha do Senhor: ele enviou o seu Filho no lugar dos vinhateiros homicidas; o Senhor contava com uvas de verdade, mas produziu uvas selvagens.

Por fim, ficamos admirados diante do fato que o senhor da parábola envia seu filho que o vinhateiros matam. Mais não era possível!!!

Para sua reflexão

♦ “Na vinha de Deus não há lugar para os que não produzem frutos. No projeto do Reino de Deus, anunciado e promovido por Jesus, não podem continuar ocupando lugar os “lavradores” indignos que não reconhecem o senhorio de seu Filho porque se sentem proprietários e senhores do Povo de Deus. Hão de ser substituídos por um povo que produza frutos” (Pagola).

♦ “A parábola põe-nos diante do enigma da violência que pode escandalosamente tornar-se presente num espaço religioso. No terreno eclesial a violência não reveste normalmente formas ostensivas como a violência física, porém mais sutis, como a não escuta, a rejeição, a marginalização, o desprezo, o não acolhimento, o desinteresse, a pressão e o abuso psicológico (Manicardi).

Oração

Senhor, tu és a nossa luz.
Senhor, tu és a verdade.
Senhor, tu és a nossa paz.
Querendo acompanhar-nos
te fizeste peregrino;
compartilhas nossa vida,
nos mostras o caminho.
Não basta rezar a ti,
dizendo que te amamos;
devemos imitar-te,
amar-te nos irmãos.
Tu pedes que tenhamos
humilde confiança;
teu amor saberá encher-nos
de vida e esperança.

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 3 - Sábado

14h - Terço das crianças no Centro pastoral São José

16h -  Encontro de espiritualidade com os Ministros Extraordinários da Comunhão eucarística

18h - Início da Novena em louvor a Nossa Senhora Aparecida na Matriz

18h30 - Terço com o Movimento dos Restauradores do Imaculado Coração de Maria

19h -  Missa na matriz e no Goiabal 

19h - Missa do 3º dia do tríduo na comunidade São Francisco

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Dia 4 - 27º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

9h - Missa na comunidade São Geraldo

11h - Missa da festa na comunidade São Francisco

18h - Missa na igreja de Santo Antônio e no Goiabal

18h - Novena em louvor a Nossa Senhora Aparecida na matriz

19h - Missa na matriz

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Leão XIV a artistas nesta sexta:

a Igreja precisa de vocês,
especialmente nesta era da inteligência artificial

O Papa recebeu artistas e curadores no âmbito do encontro "A arte da possibilidade: tecer juntos", promovido pelo Dicastério para a Cultura e a Educação. "Torna-se urgente distinguir a arte humana daquilo que é produzido pelas máquinas", disse Leão XIV, recordando que "para a Igreja, a arte é um lugar fundamental de escuta, onde se pode aprender sobre as aspirações e as feridas da humanidade, sobre sua sede de beleza, justiça e paz, sobre sua busca por sentido".

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta sexta-feira (02/10), na Sala do Consistório, no Vaticano, os artistas e curadores que participam do encontro intitulado "A arte da possibilidade: tecer juntos", promovido pelo Dicastério para a Cultura e a Educação.

O Pontífice iniciou o seu discurso, agradecendo aos artistas e curadores pela colaboração deles com a Santa Sé nos últimos anos, "em particular pela montagem do Pavilhão da Bienal de Veneza e pelos projetos de arte contemporânea promovidos pelo Dicastério para a Cultura e a Educação". "Obrigado pela confiança com que aceitaram caminhar ao lado da Igreja, inclusive por novos caminhos", ressaltou Leão XIV.

A seguir, o Papa recordou que o Papa Francisco visitou o pavilhão montado no Cárcere Feminino da Ilha da Giudecca, situada a sul do centro de Veneza, na Itália.

“Quem já passou por lá sabe que não se tratava de levar a arte para a prisão, mas de permitir que o cárcere, com sua verdade muitas vezes ignorada, ensinasse algo à arte e a todos nós. Pois «a pessoa humana é 'digna' pelo simples fato de existir e de ter como fim a eternidade», e é sempre maior do que sua fragilidade ou seus erros.”

Depois, recordou o lema, inspirado em Santa Hildegarda de Bingen, do Pavilhão de Veneza deste ano: "O ouvido é o olho da alma", e disse que "a arte, como uma antena, capta as grandes questões do coração humano, às vezes semelhantes a um grito, mas frequentemente como um sussurro, e as torna audíveis, visíveis e compartilháveis".

De acordo com o Papa, "Santo Agostinho nos deixou um testemunho imortal da inquietação do coração humano em busca da verdade. A arte, quando autêntica, é animada por essa inquietação. Por isso, a Igreja jamais considerou a arte um acessório".

“Para a Igreja, a arte é um lugar fundamental de escuta, onde se pode aprender sobre as aspirações e as feridas da humanidade, sobre sua sede de beleza, justiça e paz, sobre sua busca por sentido.”

"Vivemos na era dos mecanismos de busca, que nos oferecem milhares de respostas em um segundo. Mas eles, por mais poderosos que sejam, apresentam o que já existe e tendem a nos dar o que já queremos", sublinhou Leão XIV, acrescentando:

“Na era da tecnologia e do consumo, o grande perigo não é mais apenas a censura, mas a uniformização; não apenas o silêncio imposto, mas o ruído que torna impossível ouvir.”

De acordo com o Papa, "a arte é outro tipo de 'mecanismo de busca'. Ela não funciona por indexação, mas por interrogação. Sua pergunta é uma atenção tensa, que não se contenta com a mera soma dos fatos, pois não para de cavar mais fundo, buscando a trama que os une". "A arte de vocês", sublinhou o Papa, "quando resiste à uniformização, quando desacelera o olhar, quando obriga a parar diante do que não se deixa consumir, é uma forma de regeneração cultural e espiritual".

A seguir, Leão XIV recordou o Papa São Paulo VI que "proferiu palavras que permanecem um marco na relação da Igreja com os artistas": "Precisamos de vocês", disse Paulo VI na homilia da missa com os artistas em maio de 1964. "Nosso ministério precisa da colaboração de vocês. Porque, como vocês sabem, nosso ministério é pregar e tornar acessível e compreensível, aliás, comovente, o mundo do espírito, do invisível, do inefável, de Deus. E nessa tarefa, que traduz o mundo invisível em fórmulas acessíveis e compreensíveis, vocês são mestres", disse ainda o Papa Giovanni Battista Montini.

“Hoje, eu também lhes digo: a Igreja precisa de vocês. Especialmente nesta era da inteligência artificial, em que se torna urgente distinguir a arte humana daquilo que é produzido pelas máquinas.”

De acordo com o Papa Leão, "há uma diferença ontológica, antes mesmo de estética, entre a arte e o que uma máquina pode gerar por meio de cálculos estatísticos a partir de milhões de imagens de outras pessoas. Faltam aos algoritmos a centelha do humano". «A cultura e a arte, quando são autênticas, conservam essa centelha», disse o Papa, citando um trecho de sua Encíclica Magnifica humanitas.

Leão XIV reiterou que "a Igreja deseja renovar uma aliança com artistas e instituições culturais: uma aliança para proteger o ser humano". Recordou suas palavras proferidas durante sua recente visita à sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris, no âmbito de sua viagem à França: «É impossível promover a educação, as ciências e a cultura sem promover a vida do homem e da mulher, que são seus protagonistas».

"Queridos artistas, queridos curadores, saibam que a Igreja olha para vocês com estima, gratidão e esperança, que precisa de vocês e que deseja caminhar ao lado de vocês, para que, juntos, possamos zelar pela magnífica humanidade que nos foi confiada", concluiu.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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                                                                  Fonte: vaticanews.va   Foto: (@Vatican Media

27º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Is 5,1-7

Leitura do livro do profeta Isaías

Vou cantar para o meu amado o cântico da vinha de um amigo meu: Um amigo meu possuía uma vinha em fértil encosta. Cercou-a, limpou-a de pedras, plantou videiras escolhidas, edificou uma torre no meio e construiu um lagar; esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens.

Agora, habitantes de Jerusalém e cidadãos de Judá, julgai a minha situação e a de minha vinha. O que poderia eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz? Eu contava com uvas de verdade, mas por que produziu ela uvas selvagens?

Pois agora vou mostrar-vos o que farei com minha vinha: vou desmanchar a cerca, e ela será devastada; vou derrubar o muro, e ela será pisoteada. Vou deixá-la inculta e selvagem: ela não será podada nem lavrada, espinhos e sarças tomarão conta dela; não deixarei as nuvens derramar a chuva sobre ela. Pois bem, a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá, sua dileta plantação; eu esperava deles frutos de justiça — e eis a injustiça; esperava obras de bondade — e eis a iniquidade.

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Responsório: Sl 79

— A vinha do Senhor é a casa de Israel.

— A vinha do Senhor é a casa de Israel!

— Arrancastes do Egito esta videira,/ e expulsastes as nações para plantá-la;/ até o mar se estenderam seus sarmentos,/ até o rio os seus rebentos se espalharam.

— Por que razão vós destruístes sua cerca,/ para que todos os passantes a vindimem,/ o javali da mata virgem a devaste,/ e os animais do descampado nela pastem?

— Voltai-vos para nós, Deus do universo!/ Olhai dos altos céus e observai./ Visitai a vossa vinha e protegei-a!

— Foi a vossa mão direita que a plantou;/ protegei-a, e ao rebento que firmastes!

— E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus!/ Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!/ Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo,/ e sobre nós iluminai a vossa face!/ Se voltardes para nós, seremos salvos!

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2ª Leitura: Fl 4,6-9

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

Irmãos: Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor.

Praticai o que aprendestes e recebestes de mim, ou que de mim vistes e ouvistes. Assim, o Deus da paz estará convosco.

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Evangelho: Mt 21,33-43

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

«Escutem essa outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, cercou-a, fez um tanque para pisar a uva, e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha para alguns agricultores, e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos agricultores para receber os frutos. Os agricultores, porém, agarraram os empregados, bateram num, mataram outro, e apedrejaram o terceiro. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu próprio filho, pensando: ‘Eles vão respeitar o meu filho’. Os agricultores, porém, ao verem o filho, pensaram: ‘Esse é o herdeiro. Venham, vamos matá-lo, e tomar posse da sua herança’. Então agarraram o filho, o jogaram para fora da vinha, e o mataram. Pois bem: quando o dono da vinha voltar, o que irá fazer com esses agricultores?» Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: «É claro que mandará matar de modo violento esses perversos, e arrendará a vinha a outros agricultores, que lhe entregarão os frutos no tempo certo.» Então Jesus disse a eles: «Vocês nunca leram na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra mais importante; isso foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos’? Por isso eu lhes afirmo: o Reino de Deus será tirado de vocês, e será entregue a uma nação que produzirá seus frutos.

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Reflexão do padre Johan Konings:

Deus rejeitou o povo que elegera?

As leituras de hoje suscitam uma pergunta: se Deus escolheu Israel como povo eleito, por que mudou de ideia? Será que rejeitou os judeus? No evangelho, Jesus narra uma parábola a respeito disso. No Antigo Testamento, o povo de Israel é a “vinha de Deus”. O profeta Isaías denuncia que ela não produz frutos (1ª leitura). Jesus, no evangelho, diz que são os arrendatários – os chefes de Israel – que não querem pagar sua parte ao “Senhor da vinha”. Mais: quando este manda seu filho, matam-no, querendo apoderar-se de sua herança… Mas a vinha lhes é tirada e dada a “outro povo”, que entregará seus frutos no devido tempo.

Jesus se refere à sua própria missão e também ao nascimento do novo povo de Deus, a Igreja, a partir da ressurreição de Cristo, “pedra rejeitada pelos construtores, mas que se tornou pedra angular”. Os líderes do antigo povo de Deus não queriam produzir frutos para Deus. Queriam a vinha para si. É como os opressores de hoje, que querem o poder pelo poder e pelo proveito, e não como liderança responsável para, junto com o povo, produzir “frutos de justiça”. Jesus e seus fiéis constituem uma denúncia viva contra tais usurpadores. E, como na parábola, também hoje acontece que os enviados do “senhor da vinha” são rechaçados e mortos. Porém, como Deus fundou seu novo povo sobre seu enviado e “mártir” (testemunha) por excelência, que é Jesus Cristo, assim também o sangue dos mártires da América Latina hoje será embasamento do povo de Deus.

Os opressores matam os enviados, os profetas. Mas os que sentem arder em si a voz profética de Deus devem reclamar da sociedade humana “frutos de justiça”. Por outro lado, os que são constituídos no poder (os arrendatários) devem considerar o poder como um serviço, a fim de produzir com o povo a justiça que Deus espera. O povo não é sua propriedade. O único senhor do povo é Deus.

Deus não “rejeitou os judeus”, mas rechaça os líderes que dominam o povo para proveito próprio e não estão a serviço da justiça e do amor. Israel recebeu a missão de ser o povo-testemunha de Deus; mas quando seus líderes rejeitaram Jesus, que veio inaugurar o reinado de Deus, este reuniu em torno do seu Cristo o novo povo-testemunha, constituído de todas as nações: a Igreja, comunidade dos seguidores de Jesus.

Por outro lado, também nesta Igreja existe o perigo de querer guardar os frutos para si. O evangelista João diz expressamente que a glória do Pai se manifesta nos frutos do amor fraterno produzido por aqueles que estão unidos à videira que é Cristo (Jô 15, 1-8). E os que se separarem da videira e não produzirem esse fruto serão cortados fora. Fique, pois, claro; que ser a vinha de Deus não é um privilégio irrevogável, mas uma missão para produzir fruto, e isso vale tanto para o povo no tempo de Jesus como para sua Igreja hoje.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Fonte: franciscanos.org.br Imagem: parsaovicentedepaulo.com.br  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Papa na intenção de oração para o mês de outubro:

que a Igreja seja
uma casa aberta para quem sofre com ansiedade e depressão

Na intenção de oração para o mês de outubro, Leão XIV pede que a pastoral da saúde mental seja integrada em toda a Igreja, ajudando a combater o estigma e a discriminação e a acompanhar, sem julgamentos, as pessoas que sofrem com ansiedade, depressão e outras doenças mentais. “Faz com que a tua Igreja seja uma casa aberta, um espaço seguro onde todos tenham lugar”, reza o Pontífice.

“Rezemos para que a pastoral da saúde mental se integre em toda a Igreja, ajudando a superar o estigma e a discriminação contra as pessoas com doenças mentais.” É a intenção de oração de Leão XIV para o mês de outubro, divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa.

Uma intenção que dirige o olhar para uma realidade que atinge mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Segundo os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais estão entre as principais causas de incapacidade, enquanto persistem grandes desigualdades no acesso aos cuidados. O gasto público com saúde mental representa, em média, apenas 2% dos orçamentos destinados à saúde, percentual que permanece inalterado desde 2017.

“Feridas silenciosas que, às vezes, ninguém vê”

Na oração que acompanha a intenção deste mês, Leão XIV tem nas mãos uma imagem de Santa Dimpna, tradicionalmente invocada como padroeira das pessoas que sofrem com transtornos mentais e daqueles que delas cuidam. Dirigindo-se ao “Deus da vida”, o Papa recorda as “feridas silenciosas que, às vezes, ninguém vê”:

“Hoje apresentamos-Te os nossos irmãos e irmãs que enfrentam desafios na sua saúde mental, que sofrem em silêncio a ansiedade, a depressão ou outra doença mental. Tu chamas cada um pelo nome, com ternura, e em Ti encontram dignidade e esperança.”

O Pontífice pede também perdão pelas vezes em que a comunidade cristã desviou o olhar, contribuindo para alimentar o estigma e a discriminação contra as pessoas com doenças mentais:

“Faz com que a tua Igreja seja uma casa aberta, um espaço seguro onde todos tenham lugar, uma comunidade que acompanha e não exclui, que escuta sem julgar e se aproxima sem medo.”

Uma Igreja que acompanha

A oração se estende ainda aos profissionais, familiares e voluntários que acompanham as pessoas que sofrem com ansiedade, depressão e outras doenças mentais. Para eles, o Papa pede “força e compaixão para amparar”. Leão XIV invoca, por fim, o Espírito Santo para que o cuidado com a saúde mental seja integrado “na vida e na missão” das comunidades cristãs e de toda a Igreja, tornando-as sinal da misericórdia de Deus “que nunca abandona e sempre restaura”.

A intenção de outubro chama a atenção também para a necessidade de uma pastoral capaz de acompanhar sem pretender substituir o trabalho dos profissionais da área. Como recorda o bispo de Phoenix, nos Estados Unidos, dom John Dolan, que em 2022 criou na diocese um Ministério da Saúde Mental, esse serviço não consiste em “diagnosticar, prescrever ou tratar”, mas em caminhar ao lado de quem atravessa momentos difíceis e ajudá-lo a reconhecer a própria dignidade. “Este ministério consiste em amar e acompanhar.”

“Não podemos fazer isso sozinhos”

O tema da saúde mental já havia sido abordado diretamente pelo Santo Padre durante a viagem apostólica à Espanha. Na Vigília de oração com os jovens, realizada em Barcelona, em 9 de junho, uma jovem compartilhou com o Papa sua experiência com a depressão e uma tentativa de suicídio. Em sua resposta, o Pontífice chamou a atenção para o fato de que a saúde mental está “cada vez mais ameaçada” mesmo em sociedades que se consideram avançadas. Para Leão XIV, trata-se de um sinal de que existe algo profundamente equivocado em uma determinada concepção de progresso que submete as pessoas a pressões, expectativas e tensões capazes de comprometer equilíbrios fundamentais.

Diante do sofrimento, da angústia e da solidão, o Papa recordou que Cristo assumiu sobre si a dor da humanidade e revelou o rosto de um Deus que permanece ao lado de quem sofre. Uma presença que recorda também a necessidade de caminhar juntos: “Não podemos fazer isso sozinhos”. É nesse horizonte que a intenção de oração de outubro convida toda a Igreja a transformar a proximidade em compromisso concreto: acolher, escutar e acompanhar, combatendo o estigma e a discriminação para que ninguém que enfrente ansiedade, depressão ou outra doença mental se sinta sozinho ou excluído.

Thulio Fonseca - Vatican News

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                                                                Fonte: vaticanews.va   Vídeo: (@Vatican Media

Dom Geraldo dos Reis Maia - Bispo de Araçuaí:

Eleições e discernimento

Dom Geraldo dos Reis Maia

Chegar a um novo processo eleitoral é oportunidade de esperança diante das possibilidades de transformações sociais que se descortinam no horizonte. Sim, somos movidos pela “esperança que não decepciona” (Rm 5,5). Sonhamos com um mundo novo, a ser edificado com o processo de participação cidadã, para a escolha de pessoas comprometidas com o bem comum e a justiça social, capazes de promover políticas públicas que contribuam para melhorar as condições de saúde, educação, alimentação, moradia, urbanismo, meio ambiente…

Lutamos juntos pelo respeito à dignidade humana, garantido as condições mínimas para se viver dignamente, a partir de um desenvolvimento integral que satisfaça as necessidades básicas das pessoas, das famílias, das comunidades e de seus territórios, cuidando da Casa Comum com responsabilidade socioambiental. É esse o caminho do verdadeiro progresso que almejamos, orientado por exigências éticas e evangélicas.

A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos políticos. Ela apresenta critérios, mediante os quais a pessoa possa escolher livremente seus/suas candidatos/as para os vários cargos em disputa. “Movida pelo Evangelho e pela missão de anunciá-lo. (a Igreja) promove a vida, a dignidade humana e serve à construção do bem comum. Ela parte da fé em Jesus Cristo e da convicção, reafirmada pela Doutrina Social da Igreja, de que a política, quando orientada pela ética, constitui uma das mais elevadas formas de caridade” (CNBB, mensagem ao povo brasileiro – eleições, 2026).

Neste pleito eleitoral, vamos eleger nossos/as representantes no Poder Legislativo e Executivo, no nível estadual e federal. Para que se possa buscar o perfil de cada candidato/a, é preciso entender a missão de cada cargo público a ser escolhido. É preciso indagar e buscar respostas: o que faz um deputado estadual? E o deputado federal? O que caracteriza a função de um/a senador/a da República? Por que serão eleitos/as dois/duas senadores/as dessa vez? Quais são as atribuições de um governador de Estado? E o presidente da República?

No entanto, não é suficiente conhecer as funções para as quais vamos eleger os/as candidatos/as. É preciso conhecer a vida, a história, o passado, a formação e os compromissos de cada candidato/a. Vale a pena indagar: com quem esse/a candidato/a está comprometido/a? O que ele/a fez em outros mandatos? Se já teve mandato de deputado/a ou senador/a, ou, ainda, para cargos do Executivo, do lado de quem ele/a estava? Que tipo de interesses ele/a representou? Quais são as suas propostas?

Também não basta conhecer as funções e os/as candidatos/as. É preciso conhecer o partido que ele/a está filiado/a. Esse partido é a favor ou contra as demandas populares? Esse partido defende políticas públicas para garantir o desenvolvimento integral do ser humano? O partido desse/a candidato/a defende os direitos dos mais necessitados e a soberania nacional ou defende os interesses de empresas exploradoras? Defende o respeito pela Ecologia Integral e promove os direitos socioambientais ou é favorável à degradação ambiental, beneficiando o lucro fácil, a exploração dos territórios e a dizimação de comunidades e de pessoas em situação de vulnerabilidade?

Realmente, não é fácil refletir sobre tudo isso: cargo a ser preenchido, histórico do/a candidato/a e partido político. Por isso, é preciso acompanhar de perto o processo eleitoral, conversar com pessoas de confiança, buscar informações e não se deixar ludibriar por propagandas enganosas. Num mundo de Inteligência Artificial e Fake News, é fácil ser enganado. Os “filhos desse mundo” estão cada vez mais espertos e quase sempre enganam os “filhos da luz” (cf. Lc 16,8). Pior ainda é quem se deixa comprar, quem vende o seu voto… Conhecemos o ditado: “voto não tem preço, tem consequência”.

Finalizamos com um forte apelo dos Bispos do Brasil, que são os pastores do Povo de Deus: “Convidamos cada eleitor e eleitora a assumir sua responsabilidade. A abstenção não é a melhor escolha. O discernimento cristão exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos. O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social” (CNBB, mensagem ao povo brasileiro – eleições, 2026).

Que o nosso voto seja responsável, consciente, gratuito e completamente livre. Não nos deixemos ser enganados!

Que possamos construir pontes, superando toda polarização e divisão em nossas famílias e nossas comunidades!

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                                                                                                              Fonte: cnbb.org.br