No final das
missas deste sábado (22) e do domingo (23) você receberá a 140ª edição do
informativo paroquial Anunciai!.
Matérias em destaque - Editorial: Que alegria! Estamos de volta - Ser dizimista é sinal de gratidão a Deus! - Entrevistas: Pe. João Bosco, Pe. Lucas Lázaro e Irª Maria Chiodi - Fatos em Fotos: eventos paroquiais - Exortação Apostólica Dilexi te e Encíclica Magnifica humanitas do Papa Leão XIV - Mês Vocacional - Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032 - Mês da Bíblia: Livro de Daniel.
Todos os cristãos, em qualquer lugar e situação que se encontrem, estão convidados a renovar hoje mesmo seu encontro pessoal com Jesus Cristo, ou ao menos, a tomar a decisão de deixar-se encontrar por ele, de procurá-lo dia a dia, sem cessar. (Papa Francisco, A alegria do Evangelho, n.3)
♦ Jesus, Jesus Cristo, Cristo Jesus… quem ignora este nome? Trata-se de um nome e de uma figura familiar. Muitos de nós viemos ao mundo cercados de símbolos que para ele apontavam. Talvez, mesmo inconscientemente, deitados em nosso berço de bebê, fomos nos acostumando com um crucifixo diante dos olhos no quarto em que dormíamos. Depois nos disseram que era o “Papai do céu” (sic). Missas, quadros, crucifixos, imagens do Coração de Jesus. Ele foi entrando em nossas vidas. Bem ou não tão bem compreendido. Afeiçoamo-nos a ele. Talvez tenhamos vivido a vida toda de sua lembrança, como uma pessoa excepcional que vivera no passado e que com seus nascimento dividira as eras.
♦ Meio rapidamente fomos sendo levados a afirmar, no final da infância, que era Deus, poderoso, capaz de fazer milagres. Essa ideia daquele que opera gestos excepcionais talvez tenha ficado dentro de nós por um bom tempo. Quem sabe tenhamos nos acostumado a comungar todos os domingos. Algumas vezes com convicção. Outras vezes por costume e fomos perdendo o encanto com sua figura. Ele passou entrar na rotina da vida. Diria, quem dera que esteja enganado, muitos ficaram por ai num catolicismo de rotina, de ritos, de obrigações religiosas…em o encanto de terem abraçado a fé em Cristo.
♦ Nesse contexto é que surge a urgência de um encontro pessoal com Cristo Jesus. Verdade é que não poucos cristãos e não cristãos, em certos momentos cruciais de suas vidas, encontraram e encontram dentro de si uma sede louca de um Absoluto que apenas vislumbram. Passam a ser buscadores. Muitos encontram-se com o Evangelho e por detrás de suas páginas, dos eventos, encontros desencontros de seus personagens, começam a sentir um fascínio por Cristo Jesus e pelo Pai do qual ele fala com muito carinho. Querem conhecê-lo, juntam-se a pessoas que sinceramente buscam esse rabi da Galileia que tem palavras tão fortes, no dizer de Simão Pedro, “palavras de vida eterna”.
♦ Uns se deixam impressionar pelo diálogo de Jesus com a samaritana. Jesus insinua que tem uma água. Outros são daqueles que, como Zaqueu sobem a uma árvore para verem Jesus passar e esperam seu convite de entrar em nosso interior. Outros ainda sussurram a Jesus como o ladrão crucificado a seu lado: “Lembra-te de mim quando estiveres no teu reino”. Não posso deixar de lembrar a importância da parábola do Filho pródigo na vida de tantos e tantas. Sentem vontade de receber abraço apertado do Pai bondoso a convite da parábola contado por Jesus. Homem humano como ele não existiu. Digo bem humano: abraça as crianças, interrompe o caminho para atender a cegos, paralíticos, presta atenção na mulher que enterra seu filho único, chora a morte de Lázaro. Transpira suor e sangue. Humano. Não etéreo, não indiferente aos homens. Mas humano ao extremo. Alguém que ama, sai de si, anda atrás.
♦ Na sua fala mostra que vem do Pai, que ele e o Pai são um. Chora, dorme, senta-se à mesa, mas seu “lugar” é no Pai, com o Pai. Defende o homem, anda atrás do homem, humaniza a história porque foi mandado pelo amor do Pai. É caminho, verdade, água, pastor, pão. No alto da cruz é homem e Deus que dá a vida pelo homem. Amando até o fim diz a Adão, ali, elevado entre o céu e a terra: “Adão, homem, onde tu estás? Vê até que ponto te amo!”
♦ Somos cristãos, discípulos. Nossa vida está escondida no Ressuscitado. Vivemos, amamos, choramos, trabalhamos, sofremos, batalhamos por um mundo segundo o coração de Deus, alegram-nos com sua companhia na Palavra e no Pão, no rosto do irmãos. Ele vive…nossa vida se confunde com sua vida. Vemos em seu rosto, em seus gestos o rosto do PAI. A que teríamos a pretensão de ir se só ele tem palavras de vida eterna? Fazemos nossas as afirmações de Paulo que tem como lixo tudo o que não é Cristo Jesus e que afirma: “Pra mim, viver e Cristo”.
♦ “Antes de tudo, nós, crentes, devemos reavivar nossa adesão profunda à pessoa de Jesus Cristo. Só quando vivemos “seduzidos” por ele e trabalhados pela força regeneradora de sua pessoa, poderemos transmitir também hoje seu espírito e sua visão de vida. Do contrário, proclamaremos com os lábios doutrinas sublimes, mas continuaremos vivendo uma fé medíocre e pouco convincente” (Pagola, Mateus, p. 204).
FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.
Assim diz o Senhor a Sobna, o administrador do palácio: “Eu vou te destituir do posto que ocupas e demitir-te do teu cargo. Acontecerá que nesse dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias, e o vestirei com a tua túnica e colocarei nele a tua faixa, porei em suas mãos a tua autoridade; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém poderá fechar; ele fechará, e ninguém poderá abrir. Hei de fixá-lo como estaca em lugar seguro e aí ele terá o trono de glória na casa de seu pai”.
— Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!
— Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!
— Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,/ porque ouvistes as palavras dos meus lábios!/ Perante os vossos anjos vou cantar-vos/ e ante o vosso templo vou prostrar-me.
— Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,/ porque fizestes muito mais que prometestes;/ naquele dia, em que gritei, vós me escutastes/ e aumentastes o vigor da minha alma.
— Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres,/ e de longe reconhece os orgulhosos./ Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Eu vos peço: não deixeis inacabada/ esta obra que fizeram vossas mãos!
Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? Na verdade, tudo é dele, por ele e para ele. A ele a glória para sempre. Amém!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus
Jesus chegou à região de Cesaréia de Filipe, e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» Eles responderam: «Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias, ou algum dos profetas.» Então Jesus perguntou-lhes: «E vocês, quem dizem que eu sou?» Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.» Jesus disse: «Você é feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que lhe revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre essa pedra construirei a minha Igreja, e o poder da morte nunca poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu.» Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.
O Papa detém o “poder das chaves”, dizemos. Mas que significa isso? A liturgia de hoje nos proporciona maior compreensão a respeito. Pela 1ª leitura aprendemos que “o poder das chaves” significa a administração da casa ou da cidade. O administrador do palácio do rei, Sobna, será substituído por Eliacim, o qual receberá “as chaves da casa de Davi”. No evangelho, Pedro, em nome dos doze apóstolos, proclama Jesus Messias e Filho de Deus. Jesus, em compensação, proclama Pedro fundamento da Igreja e confia-lhe “as chaves do Reino dos Céus”. Dá-lhe também o poder de “ligar e desligar”, o que significa obrigar e deixar livre, ou seja, o poder de decisão na comunidade (em Mt 18,18, este poder é dado à Igreja como tal).
“As chaves do Reino dos Céus” é uma figura que significa o ministério/serviço pastoral, portanto, uma realidade no nível da fé. Nesta expressão, “Reino dos Céus” não é o céu como vida do além, mas o Reino de Deus (os judeus chamavam a Deus de “os Céus”). Trata-se do Reino de Deus entendido como comunidade, contraproposta às “portas do inferno”, a cidade do Satanás, que não prevalecerá contra a comunidade da qual Pedro recebe as chaves. Trata-se, pois, de duas cidades que se enfrentam aqui na terra. Pedro é o prefeito da cidade de Deus aqui na terra.
Pedro, respondendo pelos Doze, administra as responsabilidades da fé e da evangelização. Na medida em que a Igreja realiza algo do Reino de Deus neste mundo, Jesus pode dizer que Pedro tem “as chaves do Reino dos Céus”, isto é, do domínio de Deus. Ele administra a comunidade de Deus no mundo. Quem exerce este serviço hoje é o Papa, bispo de Roma e sucessor de Pedro.
Mas já os antigos romanos diziam: o prefeito não deve se meter nas mínimas coisas. Pedro e seus sucessores não exercem sua responsabilidade sozinhos. A responsabilidade ordinária está com os bispos como pastores das “igrejas particulares” (= dioceses). Pedro e seus sucessores devem cuidar especificamente dos problemas que dizem respeito a todas as igrejas particulares. O Papa é o “servo da Unidade”.
Há quem não gosta de que se fale em “poder” na Igreja; muito menos, no poder papal. Mas quem já teve de coordenar um serviço sabe que precisa de autoridade, pois, senão, nada acontece. No desprezo da “administração pastoral” da Igreja pode haver um quê de antiautoritarismo juvenil. Aliás, os jovens de hoje, pelo menos de modo confuso, já estão cansados do antiautoritarismo e percebem a falta de autoridade. Sem cair no autoritarismo de épocas anteriores, convém ter uma compreensão adequada da autoridade como serviço na Igreja. O evangelho nos ensina que essa autoridade tem um laço íntimo com a fé. Pedro é responsável pelo governo porque “respondeu pela fé” dos Doze.
Por outro lado, se é verdade que Pedro e seus sucessores têm a última palavra na responsabilidade pastoral, eles devem também escutar as “penúltimas” palavras de muita gente. Devemos chegar a uma obediência adulta na Igreja: colaborar com os responsáveis num espírito de unidade, sabendo que se trata de uma causa comum, que não é nossa, mas de Deus. Nem mistificação da autoridade, nem anarquia.
PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.
a paz
começa no coração e se estende ao cuidado da criação
Na mensagem para
o XI Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, celebrado em 1º/09, Leão
XIV alerta para as feridas provocadas pelas guerras e pela degradação ambiental
e recorda que a construção da paz exige uma conversão pessoal e coletiva. “As
verdadeiras ferramentas para construir a paz não são as armas de destruição,
mas sim a verdade, o diálogo, a paciência, a bondade, a justiça, a
misericórdia, a compreensão, o cuidado e o amor.”
“Transformarão
as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices.” É a partir das
palavras do profeta Isaías que o Papa Leão XIV desenvolve suamensagem
para o XI Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que será celebrado
em 1º de setembro. O Pontífice convida os cristãos a contemplarem o dom da vida
e a valorizarem a terra que a sustenta, num momento marcado por crises,
sofrimento humano e pelo agravamento do desequilíbrio da criação. Realidades
que, segundo o Papa, constituem “um único apelo à cura e à paz, proveniente dum
mundo ferido”.
As feridas da
guerra atingem também a criação
Leão XIV chama a
atenção para o contraste entre a paz oferecida por Cristo e uma realidade
mundial na qual tantos esforços continuam direcionados à violência e à guerra.
Os conflitos, recorda, não apenas ceifam vidas, separam famílias e obrigam
milhões de pessoas a abandonar suas casas, mas deixam também uma destruição
social e ecológica que pode perdurar por gerações.
A relação entre
conflitos armados e degradação ambiental, adverte o Papa, alimenta um ciclo que
destrói ecossistemas, contamina recursos essenciais, como o ar e a água,
compromete a segurança alimentar e aumenta a pobreza, a desigualdade e as
tensões sociais. A guerra, afirma Leão XIV, “não se trata apenas dum fracasso
político, mas também moral e espiritual” e se apresenta como “um
contratestemunho do Evangelho da paz”.
Papa no Borgo Laudato si’ (@Vatican Media)
Uma conversão
que começa no coração
Diante dessas
crises, o Pontífice pede uma conversão capaz de alcançar não apenas as
estruturas, mas o próprio coração humano. As feridas da guerra e a degradação
da terra, explica, estão intimamente ligadas àquilo que acontece dentro de cada
pessoa. Por isso, para construir uma sociedade pacífica, é necessário renovar
os corações e superar a vontade de domínio, a busca do lucro imediato e a
incapacidade de reconhecer a dignidade de cada ser humano.
É nesse sentido
que o apelo de Isaías para transformar “as espadas em relhas de arados” se
torna também um chamado pessoal e coletivo. Para Leão XIV, a verdadeira
conversão ecológica nasce do encontro com Cristo e se manifesta na relação com
o próximo e com o mundo: “A paz, então, começa no coração e flui para as nossas
relações, comunidades e para o mundo inteiro.”
As verdadeiras
ferramentas da paz
O Papa convida
ainda a imaginar um mundo no qual as energias atualmente investidas na guerra
sejam destinadas ao desenvolvimento humano integral, à superação da pobreza, à
proteção da dignidade humana e à reconciliação entre os povos. “As verdadeiras
ferramentas para construir a paz não são as armas de destruição, mas sim a
verdade, o diálogo, a paciência, a bondade, a justiça, a misericórdia, a
compreensão, o cuidado e o amor.”
Ao concluir,
Leão XIV encoraja os fiéis a se tornarem colaboradores da obra de renovação de
Deus, permitindo que a transformação interior se traduza no cuidado com a
criação e na construção da paz: “Lenta, mas certamente, passaremos do deserto
ao jardim, da divisão à comunhão e da violência à paz.”
O papa leão 14
começou a sua encíclica magnífica Humanitas dizendo:
“A magnífica
humanidade criada por Deus encontra-se hoje perante uma escolha decisiva:
erguer uma nova torre de Babel, ou construir a cidade onde Deus e a humanidade
habitam juntos.
Cada geração
recebe em herança a tarefa de dar forma ao seu tempo: de fazer amadurecer a
História como um lugar, onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a
justiça promovida e a fraternidade possibilitada sobre cada época... porém
paira o risco se construir um mundo desumano e mais injusto”
***
Para escrever a
sua encíclica o Papa consultou cerca de 40 outras encíclicas de outros papas
desde Leão 13 até o Papa Francisco.
***
Eis a sabedoria
da nossa igreja e dos Papas e dos estudiosos de comportamento humano!
Seus
ensinamentos fluem como um rio que vem de longe, desde a nascente, e continua
em cada Papa, em cada carta para o povo de Deus, em cada reflexão sobre os
novos tempos, em cada reflexão sobre as novas conquistas da humanidade,
mas também em
cada alerta sobre os novos perigos de cada nova invenção.
O rio da
humanidade muda a cada nova enchente. Às vezes corre manso, limpo, sereno. Mas
este mesmo rio, às vezes tem corredeiras, saltos e cacheiras, enchentes, suas
águas inundam regiões inteiras, afogam muita gente, e faz muitas vítimas.
Nenhum rio é
sempre manso. Tem quer ser canalizado e controlado! O ser humano precisa de um
bom porquê para ser mais humano.
***
A tarefa dos
sumos pontífices é construir pontes!
Bispos, padres,
pastores, professores, especialistas, governantes, cientistas, gente de cultura,
empreendedores e construtores é controlar este rio.
Quem não o
controla perece, quem o controla traz luz, água para agricultura, alimentos,
progresso e civilização. Políticos e religiosos descontrolados são um desastre
para a humanidade!
***
Estou amando a
nova encíclica que é uma carta do Papa Leão XIV sobre os novos progressos da
técnica e da ciência.
Eu a tinha lido
através da internet, mas finalmente comprei o livro e, agora posso estudar e
rabiscar e aprender com tudo que o Papa está dizendo na sua nova carta aos
católicos do mundo inteiro.
***
Você também, se
tiver o preço de um bom lanche na esquina num shopping, seja curioso: compre
esta carta do Papa e leia sobre a “humanidade magnífica” que o papa admira
O Papa elogia,
mas não tem medo de corrigir nosso tempo :é a missão dele e também é nossa
missão.
Amemos o nosso
tempo. Não sejamos como aqueles pregadores que só veem pecado no mundo. São
pessimistas e derrotistas!
O mundo está
cheio de gente boa, pura e sincera, de crianças inteligentes e queridas, e de
filhos e querendo ser alguém
O catolicismo é
isso! Somos otimistas! Ninguém é ninguém; todos somos alguém; e somos todos um
grande talvez.
Será meu próximo
livro, inspirado nos últimos 150 anos da Igreja, desde Leão 13 até Leão 14.
E enquanto isso
leiamos o que os Papas disseram nesses 150 anos sobre as “novas coisas que não
deixam de ser magníficas” porque foi Deus quem nos criou.
música não é decoração, cantar e tocar significa rezar
Leão XIV dedicou
a catequese da Audiência Geral à música sacra e à sua função na celebração
litúrgica. O Pontífice recordou que o canto favorece a comunhão e destacou a
importância de músicas e textos adequados à grandeza daquilo que se celebra.
“Na liturgia, cantar e tocar significa rezar, sintonizando o próprio coração
com o das irmãs e dos irmãos e com Deus.”
A música sacra
foi o tema da reflexão do Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira,
19 de agosto, realizada pela terceira semana consecutiva na Basílica de São
Pedro. O Santo Padre deu continuidade ao ciclo de catequeses dedicado à
Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II, detendo-se
desta vez no sexto capítulo do documento, dedicado à música na liturgia.
Logo no início,
Leão XIV recordou as palavras do Concílio, que define a tradição musical da
Igreja como “um tesouro de inestimável valor” e o canto sagrado, quando
intimamente unido ao texto, como parte necessária ou integrante da liturgia
solene.
“Cantar é
próprio de quem ama”
Ao aprofundar a
função ministerial da música, o Papa ressaltou que ela não é um elemento
meramente decorativo, mas faz parte da própria ação litúrgica.
“A música, de
fato, faz parte da ação litúrgica e não é mera decoração da celebração. Na
liturgia, cantar e tocar significa rezar, sintonizando o próprio coração com o
das irmãs e dos irmãos e com Deus, na participação ativa no mistério celebrado.
Em particular, a música expressa a dimensão afetiva da oração, como afirma
Santo Agostinho: «Cantare amantis est», ou seja, «cantar é próprio de quem
ama». Isto é muito importante, porque ajuda a abrir o coração à ação de Deus na
graça e a deixar-se moldar por ela.”
O canto,
prosseguiu Leão XIV, possui uma dimensão comunitária: “através da sinfonia das
vozes, contribui para a união dos espíritos, superando as diferenças entre as
pessoas e reunindo todos no louvor a Deus. Torna-se assim uma epifania da
Igreja, uma manifestação tangível da comunhão que pertence à sua própria
natureza.”
Para além das
modas
A importância
teológica do canto sacro, explicou o Pontífice, exige também atenção àquilo que
é escolhido para cada celebração: “Para além das modas ou das sensibilidades
particulares dos autores, este deve corresponder, a todos os níveis, ao que é
mais adequado para o momento celebrativo. A forma, por sua vez, especialmente
no seu aspecto melódico, deve ser simultaneamente nobre e simples, de elevada
qualidade musical e de fácil execução, sobretudo quando se destina a ser
cantada por toda a assembleia.” O mesmo cuidado deve ser dedicado aos textos:
“O Concílio
recomenda que também os textos sejam adequados, profundos e, ao mesmo tempo, de
fácil compreensão, inspirados principalmente na Sagrada Escritura, nos livros
litúrgicos e na Tradição espiritual da Igreja. É necessário velar por isso,
para que se mantenha viva e cresça a dinâmica expressa no antigo princípio «lex
orandi lex credendi», ou seja, a lei da oração é também a lei da fé.”
Participação dos
fiéis e silêncio sagrado
Leão XIV abordou
ainda a participação ativa dos fiéis, recordando que ela nasce de uma maior
consciência do mistério celebrado e de sua relação com a vida cotidiana. No
âmbito da música sacra, a Sacrosanctum Concilium indica um equilíbrio
entre as diferentes formas de participação e os momentos de silêncio, e
completou: “promovam-se as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as
antífonas, os cânticos” e “um silêncio sagrado”.
O Papa recordou
que o Concílio atribui grande valor ao canto gregoriano, sem excluir outros
gêneros de música sacra, e dedica especial atenção ao órgão. Outros
instrumentos também podem ser utilizados, desde que sejam adequados ao uso
sacro, respeitem a dignidade do templo e favoreçam a edificação dos fiéis.
O patrimônio
musical e as diferentes culturas
A catequese
abordou também o tema da inculturação. Segundo o Concílio, as tradições
musicais dos diferentes povos devem ser levadas em consideração como parte de
sua vida religiosa e social, promovendo, quando possível, sua presença também
nas escolas e nas celebrações. Leão XIV destacou ainda a missão dos
compositores, chamados a preservar o patrimônio musical da Igreja e, ao mesmo
tempo, criar novas composições a serviço da liturgia:
“O compositor de
música sacra é chamado a conhecer e a preservar o património musical da Igreja,
deixando-se inspirar por ele para dar vida a novas composições ao serviço da
liturgia, no respeito pela sensibilidade contemporânea e pelas diversas
tradições culturais.”
Promover uma
formação adequada
O Papa ressaltou
ainda a importância de promover a formação e a prática da música sacra nos
seminários, noviciados, casas de formação religiosa, institutos e escolas
católicas, além de assegurar uma sólida formação litúrgica aos músicos e
cantores. Leão XIV encerrou a catequese recordando a importância atribuída
pelos Padres da Igreja ao canto litúrgico como símbolo da comunhão eclesial e
citando as palavras de Santo Inácio de Antioquia:
“Vós, um por um,
tornai-vos um coro a fim de que, harmoniosos no acorde e assumindo a tonalidade
de Deus na unidade, canteis em uníssono por meio de Jesus Cristo ao Pai, para
que vos ouça e, pelas boas obras que realizais, reconheça que sois membros do seu
Filho.”