domingo, 29 de março de 2026

Papa confia à Maria os crucificados de hoje:

rejeitar a guerra com o Rei da paz

Neste Domingo de Ramos, momento importante do ano litúrgico para celebrar a entrada de Jesus em Jerusalém, Leão XIV nos convida a percorrer o caminho da cruz com Cristo, Rei da paz, que diante da violência, ao invés de se armar, permaneceu firme na mansidão, deixando-se cravar na cruz. À Maria, que chora pelo Filho e pelos crucificados de hoje, o clamor por um Deus que é amor e rejeita a guerra, "que ninguém pode usar para justificar a guerra".

Neste Domingo de Ramos e da Paixão, que dá início à Semana Santa com a liturgia que celebra a entrada de Jesus em Jerusalém, o Papa Leão XIV fez um convite para seguir Cristo, "que se apresenta como Rei da paz", luz do mundo e que permanece firme na mansidão, diante de uma violência que o rodeia, inclusive com o plano de uma condenação à morte:

“Enquanto Jesus percorre o caminho da cruz, coloquemo-nos atrás d’Ele, sigamos os seus passos. E, caminhando com Ele, contemplemos a sua paixão pela humanidade, o seu coração que se parte, a sua vida que se torna dom de amor.”

Leia a íntegra da homilia do Papa


Em Jesus, Rei da paz, vemos os crucificados da humanidade

O pedido foi feito neste domingo (29/03) numa Praça São Pedro que ficou lotada de cerca de 40 mil fiéis. Fiéis que carregavam ramos, de diferentes espécies e tipos, unidos pelo único desejo de caminhar juntos pela mesma fé compartilhada, como foi feito logo no início da celebração: após a bênção dos ramos pelo Pontífice e a proclamação do Evangelho que narra a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, a procissão solene com cantos recordou os judeus no tempo de Jesus.

Na homilia voltada para o mistério da Paixão, o Papa recordou Jesus, como Rei da paz, em diferentes circunstâncias, desde quando entrou "em Jerusalém montado num jumento, não num cavalo, cumprindo a antiga profecia que convidava a exultar pela chegada do Messias", até quando foi "carregado com os nossos sofrimentos e traspassado pelas nossas culpas". Em todo momento Jesus "não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra. Manifestou o rosto manso de Deus, que sempre rejeita a violência, e, em vez de se salvar a si mesmo, deixou-se cravar na cruz, para abraçar todas as cruzes erguidas em cada tempo e lugar da história da humanidade":

"Irmãos, irmãs, este é o nosso Deus: Jesus, Rei da paz. Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue»."

Convidados a olhar para Jesus, "que foi crucificado por nós, vemos os crucificados da humanidade", disse o Papa: mulheres e homens feridos, "sem esperança, doentes, sozinhos". Mas, "sobretudo, ouvimos o gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra. Da sua cruz, Cristo, Rei da paz, ainda clama: Deus é amor! Tende piedade! Deponde as armas, lembrai-vos de que sois irmãos!".


O clamor à Maria pelos crucificados de hoje

Ao final da homilia, Leão XIV usou das palavras do Servo de Deus, o bispo italiano Tonino Bello (1935-1993), conhecido como "profeta da paz" e "bispo dos últimos" pelo empenho junto aos pobres e injustiçados, para confiar à Maria Santíssima, "que está ao pé da cruz do Filho e chora também aos pés dos crucificados de hoje", o seguinte clamor:

"«Santa Maria, mulher do terceiro dia, dá-nos a certeza de que, apesar de tudo, a morte já não terá mais poder sobre nós. Que os dias das injustiças dos povos estão contados. Que os clarões das guerras se estão a reduzir a luzes crepusculares. Que os sofrimentos dos pobres chegaram aos seus últimos suspiros. […] E que, finalmente, as lágrimas de todas as vítimas da violência e da dor em breve secarão, como a geada ao sol da primavera» (Maria, mulher de nossos dias)."

Andressa Collet - Vatican News

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Assista:

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Medite a espiritualidade da Semana Santa

 a partir das reflexões dos bispos do Brasil 

Às portas do início da Semana Santa, alguns dos bispos que oferecem artigos ao Portal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escreveram sobre a espiritualidade deste momento central para a fé cristã, ajudando o povo de Deus a mergulhar nos mistérios celebrados.

As celebrações da Semana Santa

O arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta, introduz ao mistério celebrado no Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, abrindo a Semana Maior e mais importante do calendário cristão.

“As celebrações desta semana são muito ricas e cheias de significado. Caso não seja possível participar de todas as celebrações devido ao trabalho ou aos estudos, meditemos os textos sagrados em casa e procuremos acompanhar as celebrações pela televisão, rádio ou internet. Hoje concluímos também a Campanha a Fraternidade com o nosso gesto concreto que é a Coleta da Solidariedade”.

O arcebispo motiva a intensificar a oração, participar das celebrações e viver profundamente o Tríduo Pascal. “Caminhemos com Cristo na cruz, para com Ele ressuscitarmos para uma vida nova”.

Leia o artigo de dom Orani na íntegra.

Força redentora

Em outro artigo, também inspirado pelo contexto da Semana Santa, dom Orani reflete sobre a força redentora que emana da entrega total de Jesus na cruz. Nesse ato de solidariedade extrema, segundo dom Orani, Ele assume nossas dores e transfigura o sofrimento em caminho de salvação. “Aqui, a força não é um exercício de poder dominador, mas de entrega sacrificial que gera vida nova”, escreveu.

“Do silêncio orante do Getsêmani à entrega total na cruz, passando pela dor, pela aparente derrota e pela esperança silenciosa do Sábado Santo, aprendemos que a verdadeira força nasce da confiança radical em Deus. O que celebramos nesses dias não pode permanecer apenas na memória, mas deve transformar a vida”.

Paradoxo fascinante e desconcertante

O bispo de Frederico Westphalen (RS), dom Antonio Carlos Rossi Keller, escreveu sobre o “paradoxo fascinante e desconcertante” apresentado na liturgia do Domingo de Ramos: “aclamamos um Rei montado num jumentinho. Gritamos ‘Hosana!’ e, poucos dias depois, gritaremos ‘Crucifica-o!’. Agitamos ramos festivos e, em seguida, mergulhamos no silêncio sombrio do Calvário”.

Para dom Antonio Carlos, o Domingo de Ramos não é apenas a abertura da Semana Santa, mas “oespelho da nossa própria alma, uma vez que revela a fragilidade das nossas aclamações, a instabilidade da nossa fé, mas, sobretudo, a fidelidade absoluta de Jesus, Servo obediente que abraça o amor até o fim.

Além de explicar sobre os elementos e cada texto bíblico oferecido pela liturgia, dom Antônio indica como viver bem a Semana Santa.

“É umtempo de graça único, oferecido pela Igreja como oportunidade de transformação interior. Mas só nos transforma se nos dispormos a vivê-la com presença, com coração aberto”.

Leia o artigo de dom Antonio Rossi Keller na íntegra.

Celebrar todo o mistério pascal

Dom Rodolfo Weber, arcebispo de Passo Fundo (RS) também destaca a liturgia da Semana Santa, na qual serão lidos e refletidos “ricos e vastos textos bíblicos sobre os fundamentos teológicos e litúrgicos da vida cristã”. Ele orienta que “não podemos nos deter em um aspecto, mas celebrar o todo do mistério pascal”.

Ele reflete sobre o contexto da guerra no Oriente Médio e sobre a missão da Igreja de estar ao lado de Cristo crucificado e de todos os crucificados.

“O triunfo de Cristo não é aquele imperial, mas o humilde e sofrido da cruz. É o que liberta e salva. Jesus entra em Jerusalém não para ocupar a chefia de um exército e de um Estado, mas para oferecer-se como ‘rei manso e humilde'”.

Leia o artigo de dom Rodolfo na íntegra.

Participar com Cristo

O bispo de Campos (RJ), dom Roberto Francisco Ferreria Paz, escreveu sobre o início da Semana Santa com o Domingo de Ramos, quando participamos de todo o trajeto de Jesus desde a sua entrada em Jerusalém até a sua vitória sobre a morte. Ele motiva à participação ativa nas celebrações.

“No coração do Ano Litúrgico não fiquemos no palco ou assistindo o mistério e o drama da nossa salvação como meros espectadores ou turistas espirituais mas mergulhemos de cheio não só nos ritos mas no itinerário espiritual das trevas para a luz, do ódio para o amor, do desespero e indiferença para a esperança, do medo para a confiança e entrega, configurando-nos com o Crucificado e identificando-nos com seus sentimentos, dores e angústias para vencer com Ele a morte”.

Leia o artigo de dom Roberto Paz na íntegra

Lugar para todos

Dom Itacir Brassiani, bispo de Santa Cruz do Sul, reflete a partir dos sonhos e utopias que a humanidade carrega e a missão de Jesus. Ele motiva reafirmar, no início da Semana Santa, o sonho de um mundo que tenha lugar para todos.

“Acompanhando Jesus de Nazaré em sua chegada à capital do seu país, reafirmamos nosso sonho de um mundo onde haja lugar e vida plena para todos, que não criminalize os profetas e os sonhadores, que dê primazia aos mais vulneráveis. Em Jesus, o sonho é vivido e testemunhado no dom de si mesmo, sem reservas. Por isso, vive e é imortal”.

Leia na íntegra o artigo de dom Itacir 

Meditar a seriedade do amor

Dom Lindomar Rocha, bispo de São Luís de Montes Belos (GO), fez uma narração poética do mistério da encarnação de Jesus e da redenção trazida por Ele a partir do mote “A seriedade do amor”. Seu artigo pode auxiliar em meditações e reflexões durante a Semana maior.

“O Altíssimo entrou na história como caminhante. Seus pés tocaram a poeira. Sua voz chamou os perdidos. Sua fidelidade desceu até a morte. Sua vida abriu a manhã do terceiro dia. E, todo aquele que o ouve, cedo ou tarde, encontra dentro de si o vestígio dessa verdade”.

Leia e medite com o artigo de dom Lindomar

Luiz Lopes Jr

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                                                                                                           Fonte: cnbb.org.br

Reflexão para este domingo:

O caminho para salvar o ser humano

José Antonio Pagola

Para um cristão, a cruz de Cristo não é mais um acontecimento que se perde no passado. É o acontecimento decisivo no qual Deus salva a humanidade. Por isso, a vida de Jesus entregue até a morte nos revela o caminho para libertar e salvar o ser humano.

A cruz nos revela, em primeiro lugar, que é importante “tomar sobre si o pecado”. É claro que devemos eliminar o mal e a injustiça, devemos combatê-los de todas as formas possíveis. Mas devemos também estar dispostos a assumir esse mal até onde for preciso. Jesus redime sofrendo. Só aqueles que se comprometem até sofrer o mal em sua própria carne humanizam o mundo.

Além disso, a cruz nos revela que o amor redime da crueldade. Muitos dirão que o importante é a defesa da democracia e de seus valores. Para que queremos o amor? O amor é necessário para chegarmos a ser simplesmente humanos. Esquece-se que o próprio Iluminismo baseou a democracia na “liberdade, igualdade e fraternidade”. Hoje insiste-se muito na liberdade, bem pouco se fala da igualdade e nada se diz da fraternidade. Cristo redime amando até o final. Uma democracia sem amor fraterno não levará a uma sociedade mais humana.

A cruz também revela que a verdade redime da mentira. Costuma-se pensar que, para combater o mal, o que é importante é a eficácia das estratégias. Isso não é certo. Se não há vontade de verdade, se difundimos a mentira ou encobrimos a realidade, estamos obstaculizando o caminho que leva à reconciliação. Cristo redime dando testemunho da verdade até o fim. Só aqueles que buscam a verdade acima de seus próprios interesses humanizam o mundo.

Nossa sociedade continua necessitando urgentemente de amor e verdade. É inegável que devemos concretizar suas exigências entre nós. Mas concretizar o amor e a verdade não significa desvirtuá-los ou manipulá-los: menos ainda eliminá-los. Aqueles que “tomam sobre si o pecado” de todos, e continuam lutando até o final para pôr amor e verdade entre os humanos, geram esperança. O teólogo alemão Iürgen Moltmann faz esta afirmação: “Nem toda vida é motivo de esperança, mas sim esta vida de Jesus que, por amor, toma sobre si a cruz e a morte”.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

sábado, 28 de março de 2026

Coleta Nacional da Solidariedade –

a caridade quaresmal 

Dom Leomar Antônio Brustolin - Arcebispo de Santa Maria (RS)

A Campanha da Fraternidade, vivida anualmente pela Igreja no Brasil durante a Quaresma, nasceu como um caminho pastoral que une oração, reflexão e compromisso concreto com a vida do povo. Inspirada pelo Evangelho e pela tradição da Igreja, ela expressa o desejo de viver a conversão cristã também em sua dimensão social e comunitária. 

Comunhão, conversão e partilha 

Desde suas origens, a Campanha da Fraternidade assumiu três dimensões inseparáveis: comunhão, conversão e partilha. Comunhão, porque convida toda a Igreja a caminhar unida na busca de uma sociedade mais fraterna. Conversão, porque chama os cristãos a se deixarem transformar pelo Evangelho, revisando critérios, atitudes e estilos de vida. E partilha, porque a fé em Cristo não pode permanecer apenas no plano das palavras, mas precisa traduzir-se em gestos concretos de solidariedade. 

Nesse contexto, a Coleta Nacional da Solidariedade, realizada nas celebrações do Domingo de Ramos, torna-se um dos sinais mais visíveis desse compromisso. Ela não é apenas uma arrecadação financeira, mas um gesto eclesial que expressa a responsabilidade comum de cuidar da vida e da dignidade humana. Trata-se de uma partilha que nasce da consciência cristã e da adesão ao chamado do Evangelho. 

A Campanha da Fraternidade surgiu, inicialmente, também como uma coleta destinada a sustentar a ação sociocaritativa da Igreja no Brasil. Ao longo de mais de seis décadas, essa prática permaneceu fiel à sua inspiração original. A Coleta da Solidariedade continua sendo um gesto concreto que une comunidades, paróquias e dioceses em todo o país. 

Um gesto concreto que transforma realidades  

Do valor arrecadado, 60% permanecem na própria (arqui)diocese, constituindo o Fundo Diocesano de Solidariedade, destinado ao apoio de projetos sociais que respondem às necessidades locais. Os outros 40% são destinados ao Fundo Nacional de Solidariedade, administrado pela CNBB, que apoia iniciativas em diversas regiões do Brasil. Dessa forma, a partilha realizada nas comunidades transforma-se em ações concretas de promoção humana, de cuidado com os mais vulneráveis e de defesa da vida. 

Mais do que uma coleta, trata-se de um verdadeiro processo de formação da consciência cristã. A Campanha da Fraternidade procura despertar o espírito comunitário, educar para a fraternidade e renovar o compromisso dos fiéis com a construção de uma sociedade justa e solidária. 

O Concílio Vaticano II recorda que a penitência quaresmal não deve ser apenas interior e individual, mas também externa e social (Sacrosanctum Concilium, 110). A Coleta da Fraternidade expressa justamente essa dimensão da conversão cristã: reconhecer que nossa fé em Cristo nos impele a cuidar dos irmãos e irmãs, especialmente dos mais pobres. 

Assim, ao participar desse gesto no Domingo de Ramos, os cristãos unem sua oferta ao mistério pascal de Cristo. A partilha torna-se sinal concreto de que a Páscoa já começa a transformar o mundo por meio da caridade, da justiça e da solidariedade. 

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                                                      Fonte: cnbb.org.br   Imagem:arqmariana.com.br

Semana Santa na Paróquia São José - Paraisópolis- MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 29 - Domingo de Ramos

8h - Bênção de Ramos na praça Cel. José Vieira (praça da concha acústica), procissão e missa na matriz

9h - Celebração com Bênção de Ramos nas comunidades São Francisco e São Geraldo

11h - Bênção e missa de Ramos na igreja de Santa Edwiges

15h - Celebração com Bênção de Ramos nas comunidades do Goiabal, da Serra dos Pereira e do Uruguaia

18h - Bênção e missa de Ramos na igreja de Santo Antônio

19h - Missa de Ramos na matriz

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Lembrete: nas missas e celebrações, será feita a Coleta da Solidariedade - Gesto concreto da Campanha da Fraternidade e da Quaresma

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Dia 30 - Segunda-feira Santa

9h -  Visita a escolas e enfermos

14h às 16h30 - Atendimento de confissões na matriz

19h - Missa na matriz seguida da procissão do Senhor dos Passos até a capela da Soledade

19h - Celebração da Palavra nas comunidades dos Coqueiros e Lucianos

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Dia 31 - Terça-feira Santa

9h -  Visita a escolas e enfermos

9h às 11h30 - 14h às 16h30 - Atendimento de confissões na matriz

15h -  Missa da Saúde com Unção de enfermos e idosos na matriz

19h - Missa na matriz seguida da procissão de Nossa Senhora das Dores até o Colégio santa Ângela

19h - Celebração da Palavra nas comunidades da Bela Vista e Santa Vitória

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Dia 1º de abril - Quarta-feira Santa

9h -  Visita a escolas e enfermos

9h às 11h30 - 14h às 16h30 - Atendimento de confissões na matriz

19h - Missa na capela da Soledade e no Colégio Santa Ângela, seguidas da procissão do Encontro e sermão em frente à matriz

19h - Celebração da Palavra na comunidade

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Dia 2 - Quinta-feira Santa - Início do Tríduo Pascal

9h - Missa do Crisma na Catedral Metropolitana em Pouso Alegre

15h às 16h30 - Atendimento de confissões na matriz

17h - Celebração com Lava-Pés na Matriz (presença das Crianças e Adolescentes, principalmente os da Catequese)

15h - Celebração com a cerimônia do Lava-Pés nas comunidades São Francisco e São Geraldo

  19h - Missa da Ceia do Senhor com a cerimônia do Lava-Pés nas na Matriz e na igreja de Santo Antônio

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Dia 3 - Sexta-feira Santa

5h30 - Via-Sacra da Matriz até o Cruzeiro

9h -  Início da Novena da Divina Misericórdia na Matriz

9h às 11h30 - Atendimento de confissões na matriz

10h - Via-Sacra com as Crianças, Adolescentes e Jovens na Igreja Matriz

15h - Celebração da Paixão e Morte de Jesus nas igrejas Matriz, São Antônio, São Geraldo e São Francisco

  19h - Descimento de Jesus da Cruz e Procissão do Senhor Morto na praça da Matriz (Trazer Vela)

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Dia 4 - Sábado Santo

9h às 11h - Atendimento de confissões na matriz

15h -  Celebração das Sete Dores de Maria na Matriz

20h - Vigília Pascal na Matriz, Santo Antônio, São Geraldo e São Francisco (Trazer Vela)

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Dia 5 - Domingo da Páscoa do Senhor Jesus

7h e 9h Missa de Páscoa na Matriz

9h - Celebração de Páscoa nas comunidades São Francisco e São Geraldo

11h - Missa de Páscoa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa de Páscoa na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa de Páscoa na Matriz

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Leão XIV aos católicos de Mônaco:

Jesus Cristo é nosso advogado junto do Pai

“Manter o olhar fixo em Jesus Cristo, nosso advogado junto do Pai, gera uma fé capaz de transformar a vida e renovar a sociedade”. Palavras do Papa Leão XIV no encontro com a Comunidade Católica do Principado de Mônaco neste sábado, 28 de março.

Após a visita de cortesia ao Príncipe de Mônaco, o Papa Leão XIV encontrou a Comunidade Católica na Catedral da Imaculada Conceição. O Santo Padre iniciou com as seguintes palavras “Temos um advogado perante Deus e junto a Deus: Jesus Cristo, o Justo (cf. 1 Jo 2, 1-2)”. Explicando que o Apóstolo João ajuda-nos a compreender o mistério da salvação, pois Jesus Cristo, como vítima expiatória enviado por Deus, “tomou sobre si o mal do homem e do mundo, carregou-o conosco e por nós, passou por ele transformando-o e libertou-nos para sempre”. “Cristo é o centro dinâmico, é o coração da nossa fé”, e olhando Cristo como “advogado” o Papa propôs algumas reflexões.

Leia a íntegra da homilia do Papa Leão XIV

No encontro com a comunidade católica, o segundo discurso do Papa na viagem apostólica

O dom da comunhão

A primeira diz respeito ao dom da comunhão. Jesus Cristo, o Justo, não veio “para proferir um julgamento que condena, mas para oferecer a todos a sua misericórdia que purifica, cura, transforma e nos torna parte da única família de Deus”, disse o Papa. Recordando que não por acaso, “os gestos realizados por Jesus não se limitam à cura física ou espiritual da pessoa, mas abarcam também uma importante dimensão social e política: a pessoa curada é reintegrada, em toda a sua dignidade, na comunidade humana e religiosa da qual havia sido excluída”. Esclarecendo: “Esta comunhão é o sinal por excelência da Igreja, chamada a ser no mundo o reflexo do amor de Deus, que não faz distinção de pessoas”.

Cristo, nosso advogado junto do Pai

No sentido dessa comunhão Leão XIV, ressaltou que a Igreja do Principado de Mônaco possui uma grande riqueza: ser um lugar, uma realidade onde todos encontram acolhimento e hospitalidade, naquela combinação social e cultural que constitui uma característica típica. “Um pequeno Estado cosmopolita”, disse, “no qual à variedade de origens se associam também outras diferenças de natureza socioeconômica”.  Acrescentando sobre esse ponto:

“Na Igreja, tal pluralidade não se torna nunca motivo de divisão em classes sociais, mas, pelo contrário, todos são acolhidos enquanto pessoas e filhos de Deus e todos são destinatários de um dom de graça que encoraja a comunhão, a fraternidade e o amor mútuo. Este é o dom que provém de Cristo, nosso advogado junto do Pai”.

O anúncio do Evangelho em defesa do homem

Ao refletir sobre o segundo aspecto, o Papa Leão falou sobre o anúncio do Evangelho em defesa do homem. Neste ponto ressaltou que Jesus assume o papel de “advogado”, sobretudo em defesa daqueles que eram considerados abandonados por Deus e que são tidos como esquecidos e marginalizados. “Penso numa Igreja chamada a tornar-se ‘advogada’, ou seja, a defender o homem: o homem integral e todo o ser humano. Trata-se de um caminho de discernimento crítico e profético”, explicou, “destinado a promover um ‘desenvolvimento integral’ da humanidade”.

“Este é o primeiro serviço que o anúncio do Evangelho deve realizar: iluminar a pessoa humana e a sociedade para que, à luz de Cristo e da sua Palavra, descubram a própria identidade, o sentido da vida humana, o valor das relações e da solidariedade social, o fim último da existência e o destino da história”.

O encontro foi realizado na Catedral da Imaculada Conceição


Conter as investidas do secularismo

Após estas palavras o Papa incentivou todos a servir a evangelização de modo apaixonado e generoso.

“Anunciai o Evangelho da vida, da esperança e do amor; levai a todos a luz do Evangelho, para que a vida de cada homem e mulher seja defendida e promovida desde a sua concepção até ao seu fim natural”, continuando disse ainda, “oferecei novos mapas de orientação capazes de conter aquelas investidas do secularismo que ameaçam reduzir o homem ao individualismo e fundar a vida social na produção de riqueza”.

Por fim o Santo Padre recomendou: “Manter o olhar fixo em Jesus Cristo, nosso advogado junto do Pai, gera uma fé enraizada na relação pessoal com Ele, uma fé que se torna testemunho, capaz de transformar a vida e renovar a sociedade”.

Papa: "Iluminar a pessoa humana e a sociedade à luz de Cristo para que descubram a própria identidade"
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                                              Fonte: vaticannews.va   Vídeo e fotos: (@Vatican Media



Bela reflexão do frei Almir Guimarães:

A porta de entrada na Semana das Semanas

 “Vinde, subamos juntos ao Monte das Oliveiras e corramos ao encontro de Cristo que hoje volta de Betânia e se encaminha voluntariamente para aquela venerável e santa Paixão, a fim de realizar o mistério da nossa salvação” (Santo André de Creta, Lecionário Monástico II, p. 511).

 Chegamos aos dias da Semana Santa. Um duplo sentimento toma conta de nós quando acompanhamos os passos da liturgia: alegria pelo Rei que entra triunfantemente em Jerusalém, mas humildemente sentado num burrico. Aqueles que esperavam a redenção imediata para o povo, cantam, acenam ramos, atapetam o caminho por onde ele deve passar. Quando a procissão dos ramos penetra no templo, tudo é austeridade: leitura das dores do servo de Javé. Paulo escreve aos Filipenses falando daquele que, de condição divina, agora era obediente até a morte e morte de cruz. Tudo culminando com a leitura da Paixão quando ouvimos o grito de abandono: “Meu Deus, meu Deus! Por que me abandonaste?”.

♦ A meditação de todas essas passagens nos mergulha num clima de reconhecimento de nossas faltas e também faz nascer em nós desejo enorme de pedido de perdão. No final da liturgia sentimos que passamos por uma porta que vai nos permitir acompanhar os passos do amor sem limites. O amor do Senhor foi tão grande que esta semana só pode ser um tempo de recolhimento, de silêncio e de imersão total no abismo do amor de Deus. Passaremos o tempo batendo no peito e dizendo: “Piedade, Senhor, piedade!”.

 Um pouco antes de entrar em Jerusalém, Jesus havia estado em casa de Marta, Maria e Lázaro, seus amigos. Sentira aperto no coração? Experimentara frio e solidão? Precisava de fôlego que lhe seria dado pelos que o amavam e estimavam? É assim. Na hora da dor, os amigos podem nos valer.

 A Procissão dos Ramos evoca, pois, a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. O formulário da bênção das palmas suplica o olhar do Altíssimo sobre os ramos que os fiéis carregam em sinal de sua adesão a Cristo Rei que ingressa em sua cidade sentado num burrico. A festa de hoje é exaltação do Cristo-Rei. Os paramentos são vermelhos e lembram o fogo do amor e do martírio. Em toda a Semana Santa o que ocorre é esse paradoxo de dor e de alegria.

 Carregamos em nossas mãos ramos. Acompanhamos o Cristo na procissão de entrada. Ele é nosso Rei. Não somos donos de nós mesmos. Ele é o centro de nossa vida, de nossa vida de cristãos, de nossa família. Para ele, orientamos o melhor de nós mesmos. Fazemos questão de guardar o ramo deste domingo em nossa casa. Haveremos de olhar para ele como um sacramental, um sinal de uma vivência religiosa profunda.

 “O Senhor vem, mas não rodeado de pompa como se fosse conquistar a glória. Ele não discutirá, diz a Escritura, nem gritará, nem ninguém ouvirá sua voz. Pelo contrário, será manso e humilde se apresentará com vestes pobres e aparência modesta” (André de Creta, ut supra, p. 511).

 Jesus entra em Jerusalém montado num jumento. O gesto marca a pobreza e a simplicidade do Messias. Pede que lhe providenciem um asno que depois haverá de devolver. O burrico é a cavalgadura do Messias pobre e humilde de Zacarias (9,9). Insistamos: o burrico é apenas emprestado. Por sua vez, o cortejo que acompanha Jesus mostra características reais expressas nos mantos estendidos pelo chão e nas palavras de ovação. Há diferença entre a maneira como Jesus de um lado e as pessoas encaram a situação.

 “Em vez de ramos e mantos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo, revestido dele próprio – vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo (Gl 3,27) – prostremo-nos a seus pés com mantos estendidos” (André de Creta, ut supra, p. 512).

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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