sexta-feira, 29 de maio de 2026

Solenidade da Santíssima Trindade:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Êx 34,4-6.8-9

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, Moisés levantou-se, quando ainda era noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”. Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.

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Responsório: Dn 3

- A vós louvor, honra e glória eternamente!

- A vós louvor, honra e glória eternamente!

1. Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.

2. Sede bendito, nome santo e glorioso.

3. No templo santo onde refulge a vossa glória.

4. E em vosso trono de poder vitorioso.

5. Sede bendito, que sondais as profundezas.

6. E superior aos querubins vos assentais.

7. Sede bendito no celeste firmamento.

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2ª Leitura: 2Cor 13,11-13

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos, alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.

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Evangelho: Jo 3,16-18

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João

Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele. Quem acredita nele, não está condenado; quem não acredita, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus.

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Reflexão do padre Johan Konings:

Três pessoas em um só Deus

Para muitas pessoas, inclusive cristãs, a SS. Trindade não passa de um problema de matemática: como pode haver três pessoas divinas em um só Deus? Parece que nada tem a ver com sua vida.

Se a Trindade fosse um problema matemático, deveríamos procurar uma “solução”. Mas, na realidade, não se trata de uma fórmula matemática, mas de um resumo de duas certezas de nossa fé: 1) Deus é um só; 2) o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus. Isso nos convida à “contemplação” do mistério de Deus. Pois um mistério não é para a gente colocá-lo dentro da cabeça, mas para colocar a cabeça nele…

Na 1ª Leitura, Moisés invoca o nome de Deus: “O Senhor (Javé), Deus misericordioso e clemente, lento para a ira, rico em amor e fidelidade…”. São essas as primeiras qualidades de Deus. Deus é um Deus que ama. Segundo o evangelho, Jesus revela em que consiste a manifestação maior do amor de Deus para com o mundo: ele deu o seu Filho, que quis morrer por amor a nós. O Pai e o Filho estão unidos num mesmo amor por nós. Em sua carta, João retoma o mesmo ensinamento: “Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu filho único ao mundo, para que tenhamos a vida por ele” (1 Jo 4,9)

Assim, tanto no Antigo Testamento como no Novo, Deus é conhecido como sendo “amor e fidelidade”. Estas são as qualidades que se manifestam com toda a clareza em Cristo (a “graça e verdade” de que fala Jo 1,14). Em Jesus, Deus aparece como comunhão de amor: o Pai, Jesus e o Espírito que age no mundo, esses três estão unidos no mesmo amor por nós. Um solitário não ama. Deus não é um ancião solitário. Deus é amor (1Jo 4,8), pois ele é comunidade em si mesmo, amor que transborda até nós.

Se Deus é comunidade de amor, também nós devemos sê-lo, nele. Se tanto ele nos amou, a ponto de enviar seu Filho, que deu sua vida por nós, nós também devemos dar a vida pelos irmãos, amando-os com ações e de verdade (cf. 1Jo 3,16-18). No amor que nos une, realizamos a “imagem e semelhança de Deus”, a vocação de nossa criação (Gn 1,26).

O conceito clássico do homem é individualista. Isso não é cristão… Se Deus é comunidade, e nós também devemos sê-lo, não realizaremos nossa vocação vivendo só para nosso sucesso individual, propriedade privada e liberdade particular. A Trindade serve de modelo para o homem novo, que é comunhão. Devemos cultivar os traços pelos quais o povo se assemelha ao Deus-Trindade: bondade, fidelidade, comunicação, espírito comunitário etc.

Como pode haver três pessoas em um só Deus? Pelo mistério do amor, que faz de diversas pessoas um só ser. Deus é comunidade, e nós também devemos sê-lo.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

____________________________________________________          Fonte: franciscanos.org.br    Imagem: vaticannews.va    Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

Papa renova o convite parao mundo rezar pela paz

neste sábado, 30 de maio

Todos os santuários do mundo estão convidados a se unirem ao Terço pela Paz do próximo sábado, 30 de maio, a partir da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, nos Jardins do Vaticano. O próprio Santuário da Bem-Aventurada Virgem do Rosário, em Fátima, Portugal, já aderiu à iniciativa que também será transmitida pelos telões da Praça São Pedro e pelos canais do Vatican News a partir das 19h do horário local, 14h no Horário de Brasília.

O Papa Leão XIV volta a convocar todos para rezar um Terço pela Paz no próximo sábado, 30 de maio, a partir da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, nos Jardins do Vaticano. O convite é feito após a Vigília de Oração celebrada na Basílica de São Pedro no último dia 11 de abril, quando o Pontífice uniu as forças morais do mundo que repudia a guerra para invocar a paz com a oração do terço, para romper "a cadeia demoníaca do mal" que até usa o Santo Nome de Deus em "discursos de morte": "quem reza não mata nem ameaça com a morte", disse naquela oportunidade o Papa, porque "virou as costas ao Deus vivo", sacrificando valores e esperando que "o mundo inteiro se ajoelhe". "Basta com a idolatria de si mesmo e do dinheiro!" e com "a loucura da guerra", exortou Leão XIV, e que se cultive o cuidado da vida com a oração em "casas de paz".

O Terço pela Paz no sábado, 30 de maio

Ao final do mês mariano, então, neste sábado, 30 de maio, o Pontífice irá presidir a recitação do terço a partir das 19h do horário local, 14h no Horário de Brasília. Para quem estiver em Roma, será possível participar presencialmente através de bilhetes gratuitos que poderão ser retirados, sem necessidade de reserva prévia, na Via della Conciliazione, n. 7, nos dias que antecedem a iniciativa, ou seja, nas datas de 28, 29 e 30 de maio, das 9h30 às 17h30, e até se esgotarem os ingressos. O acesso ao Estado da Cidade do Vaticano no dia da iniciativa será permitido após as verificações realizadas pelas forças de segurança, por isso, recomenda-se chegar com antecedência ao local. O trajeto até a Gruta de Lourdes será indicado por voluntários e, para quem tiver dificuldade de locomoção, haverá um serviço de transporte até o local de oração.

Na Praça São Pedro, como informam os organizadores da Seção para as Questões Fundamentais da Evangelização no Mundo do Dicastério para a Evangelização, os telões instalados irão transmitir o momento de oração para que mais fiéis possam se unir e invocar a paz no mundo. Os próprios canais do Vatican News irão disponibilizar o mesmo serviço, com transmissão ao vivo, direto da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, nos Jardins do Vaticano, com comentários em português.

Para a ocasião, todos os santuários do mundo estão convidados a se unir, através dos seus peregrinos e fiéis, em oração com o Pontífice. Já aderiram à iniciativa o próprio Santuário da Bem-Aventurada Virgem do Rosário, em Fátima, Portugal, assim como: o Santuário da Mãe de Deus de Zarvanytsia,  naUcrânia; o Santuário Internacional de Nossa Senhora da Paz e da Boa Viagem de Antipolo, nas Filipinas; o Santuário de Nossa Senhora Rainha da Paz de Medjugorje, na Bósnia e Herzegovina; o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes em Lourdes, na França; o Santuário de São Charbel Annaya de Byblos, no Líbano; e o Santuário Pontifício da Santa Casa na cidade de Loreto, na Itália. O Dicastério solicita que todos os santuários que participarão do Terço pela Paz, ao término da oração, respondam ao questionário disponível aqui: https://forms.gle/HdwajcHYeMNV99ui7.

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Belíssima reflexão para o seu dia:

Um milagre atrás do outro 

 Dom Lindomar Rocha Mota - Bispo de São Luís de Montes Belos (GO) 

O céu não parece estar acima de nós, mas dentro de nós, e sua imensidão encontra no peito humano, uma segunda abóbada para se repetir. Levantamos os olhos, e aquilo que chamamos firmamento nos devolve uma espécie de vertigem. Estrelas antigas, distâncias que não cabem em nossos números, luzes que chegam quando a sua fonte já morreu, constelações que nossos antepassados nomearam para não fracassar diante do indizível. E, no entanto, aqui estamos, frágeis, pensantes, inquietos, feitos de pó e pergunta, caminhando sobre uma rocha suspensa no escuro que aprendemos chamar de Terra. Uma nave sem paredes, girando no infinito. 

Já isso bastaria para o assombro, mas tem mais. Um milagre parece nunca vir sozinho. Primeiro, o milagre de haver algo em vez de nada. Depois, o milagre de haver ordem suficiente para que esse algo não se dissolva. Depois, o milagre de uma estrela com a distância justa, de um planeta com a temperatura possível, de águas reunidas, de minerais, de atmosferas, de células, de uma vida que aprende a insistir contra a morte. E, por fim, o milagre de uma vida que depois de tantos ensaios, tenha produzido um ser capaz de perguntar pelo seu próprio milagre. 

Nós somos esse espanto que se interroga. Não nos basta viver, queremos saber por que vivemos. Não nos basta nem mesmo morrer, queremos saber o que é a morte. Há, portanto, em nós, uma desproporção existencial. 

Há uma maravilha escondida nesse infinito. Perambular por essa imensidão é procurar uma verdade, e não um lugar. 

O pequeno príncipe encontrava em cada astro uma forma de solidão. O rei sem súditos, o vaidoso sem amor, o homem ocupado demais para olhar, o bêbado prisioneiro de si mesmo, o acendedor fiel a uma ordem que já ninguém compreendia. Assim, nós vamos descobrindo que o essencial não se entrega facilmente, que uma rosa pode pesar mais que todos os jardins, que uma amizade torna único aquilo que parece comum. 

Caminhar é tarefa infinita e o pensar exige a concretude do amor, assim como a terra precisa do céu para não se tornar estreita. 

Sem Deus, não ficamos necessariamente mais lúcidos; ficamos apenas mais conformados ao possível. Aprendemos a administrar o pequeno, a calcular o conveniente, a chamar de maturidade a renúncia das grandes perguntas. A ausência de Deus pode produzir uma inteligência satisfeita consigo mesma, exata nas medições e pobre na esperança. Mas nós não fomos feitos para o possível. O possível é pouco quando já pressentimos o infinito. 

Deus permanece como despertador que impede ao pensamento adormecer e adoecer. Pensar Deus é aceitar que a razão tem uma vocação maior do que a utilidade. É admitir um milagre atrás do outro na história secreta da criação. A matéria que desperta em vida. A vida que desperta em consciência. A consciência que desperta em pergunta. A pergunta que irrompe em oração. A oração que desperta em amor. E o amor devolve-nos ao começo de tudo, levando-nos a compreender que o universo inteiro foi, desde sempre, uma imensa preparação para que alguém pudesse dizer, com assombro e gratidão que existe, pense e ama. 

Então, estarmos perdidos entre estrelas, já não parece apenas um acidente luminoso no meio da noite cósmica. Parece, antes, um peregrinar que vaga no universo como viajantes minúsculos, levando uma lâmpada que nenhuma galáxia possui. Tudo o que temos visto até agora, parece repetir a mesma notícia de que a vida é um milagre atrás do outro. 

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                                 Fonte: cnbb.org.br     Imagem: diocesedesaojoaodelrei.com.br

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 29 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

19h - Grupo de oração maranathá na capela da Soledade

19h - Celebração na comunidade da Vila São Luiz

19h - Celebração na comunidade do Uruguaia

19h30 - Celebração na comunidade dos Lucianos

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Dia 30 - Sábado

14h30 -  Encontro da liderança paroquial no CPSJ

19h -  Missa na matriz

19h - Celebração na comunidade São Francisco

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Dia 31 - Solenidade da Santíssima Trindade

Ação de Graças pelos 176 anos da Paróquia São José

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

15h - Encontro de formação para membros e agentes da Pastoral do Batismo

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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O Papa à CEI:

a Igreja não se mede
por números. A força está na lógica da pequenez.

O Pontífice encontrou-se com os participantes da 82ª Assembleia Geral e os exortou a prosseguirem no Caminho Sinodal. Ele espera por "comunidades vivas e hospitaleiras" e convida os bispos a "escutarem atentamente" o povo e os "sinais dos tempos". A organização deve ser moldada de acordo com as necessidades da missão e as condições históricas, afirmou. "O Senhor não nos pede para medir a fecundidade da Igreja pelos critérios de números, visibilidade ou influência".

“Colocar novamente o Evangelho no centro” — esta deve ser a “prioridade” da Igreja hoje, a “urgência” que deve impelir os cristãos “no contexto” em que são “chamados a agir”, enfrentando “desafios antropológicos inéditos”. Leão XIV fez este pedido aos bispos italianos, que se reuniram na manhã desta quinta-feira, 28 de maio, na Sala do Sínodo, ao término da 82ª Assembleia Geral, iniciada na última segunda-feira. O convite do Papa é para refletir, antes de tudo, sobre “qual face de Deus” se deixa “transparecer na pregação, na catequese, na liturgia, na caridade” e nas “comunidades”, sobre como se favorece “o encontro com Cristo”, e como dedicar “atenção renovada à iniciação cristã, que não pode ser pensada apenas como preparação aos sacramentos”. Porque “trata-se de redescobrir o Batismo como uma realidade viva e existencial”.

Vendo com os olhos de Deus

Olhando "para todas as Igrejas na Itália", o Pontífice aproveitou a ocasião para expressar seu afeto por todos os que a elas pertencem, "os jovens, os idosos, os pobres, os doentes", e aqueles que "vivem sua fé na simplicidade da vida cotidiana" e que "talvez sem se darem conta, carregam em seus corações uma sede de Deus". Ele recordou suas "recentes visitas a Pompeia, Nápoles e Acerra" e as realidades que encontrou, voltou a fazer referência ao Evangelho.

“Muitos sinais nos falam de cansaço, fragmentação e solidão. Em nossas comunidades, às vezes sentimos a fadiga de transmitir a fé, a dificuldade de envolver as novas gerações. Mas o Evangelho nos desperta.”

Portanto, a "tarefa" dos fiéis é acolher "o olhar do Senhor", não se queixar dos "terrenos áridos" e não se deter "simplesmente em estatísticas, mas saber ver com os olhos do Ressuscitado".

A escuta e o Caminho Sinodal

Leão XIV espera "comunidades vivas e hospitaleiras, capazes de rezar e escutar", porque em tais contextos "a fé é transmitida e cresce". Comunidades "em que a Palavra de Deus não é deixada à margem, mas ilumina as escolhas", "onde os pobres" não são "destinatários externos de um serviço, mas irmãos e irmãs nos quais o Senhor nos fala", onde haja diálogo com os "jovens", "onde as famílias não são deixadas sozinhas e as feridas não são escondidas, mas humildemente levadas ao Senhor". Em suma, ele exortou a uma "fé" que se torna "compromisso efetivo na sociedade, na política e na cultura".

“Nós, bispos, somos chamados a uma escuta profunda: escutar a Palavra de Deus, escutar o Povo de Deus e, portanto, escutar os sinais dos tempos, escutar também aquilo que põe em questão nossos hábitos pastorais. Onde a escuta é verdadeira, a comunidade não se fecha em si mesma, mas se torna um lugar de discernimento e missão e, para isso, sabe se renovar. Este é o significado do Caminho Sinodal.”

O Papa falou sobre a intenção dos bispos italianos de fazer do Caminho Sinodal um "estilo permanente", especificando que "uma Igreja sinodal é aquela em que cada pessoa, segundo a sua própria vocação, pode oferecer o dom recebido do Espírito para a edificação comum" e que a "participação" é fundamental, "é uma exigência da comunhão e missão e, portanto, deve tornar-se um método, uma responsabilidade e uma verificação", envolvendo os "diferentes carismas e ministérios" e respeitando a "tarefa própria do bispo".

Uma organização que melhor anuncia o Evangelho

O Pontífice concentrou-se então nos "órgãos participativos", que o Documento de síntese do Caminho Sinodal das Igrejas na Itália identifica como "lugares onde o discernimento das comunidades pode tomar forma", e advertiu: "É necessário verificar se eles realmente funcionam". Ele também recomendou que "as várias estruturas da CEI" continuem "realizando seu serviço de comunhão, coordenação, discernimento e apoio às Igrejas locais", e que "a organização da Conferência Episcopal" seja "modelada à luz das necessidades da missão e das condições históricas mutáveis". Mas não se trata de "reduzir tudo à eficiência administrativa". Em vez disso, precisamos "nos perguntar qual estrutura ajuda os pastores hoje" e as Igrejas individualmente "a melhor anunciar o Evangelho, a caminhar juntos, a possibilitar uma participação eficaz, efetiva e fecunda".

“O Senhor não nos pede para medir a fecundidade da Igreja pelos critérios de números, visibilidade ou influência. "Quando olhamos com os olhos de Deus, descobrimos que Ele escolheu o caminho da pequenez, para descer entre nós. [...] Essa lógica da pequenez é a verdadeira força da Igreja."”

A coragem do essencial

Recordando o discurso no Encontro de Oração realizado em Istambul em novembro passado, Leão XIV reiterou que a força da Igreja vem da "luz do Cordeiro" e da "força do Espírito Santo", "não reside em seus recursos e estruturas" e que "os frutos de sua missão" não "vêm do consenso numérico, do poder econômico ou da relevância social".

“Tenhamos a coragem do essencial! A coragem de comunidades menos preocupadas em preservar tudo e mais livres para anunciar Cristo. A coragem de uma catequese que seja um caminho de iniciação e formação contínua na vida cristã. A coragem de paróquias acolhedoras e missionárias, onde as famílias se reúnem e se renovam com a essência do Evangelho. A coragem de organizações participativas e vibrantes. A coragem de escutar os jovens sem domesticar suas perguntas. A coragem de nos deixarmos evangelizar pelos pobres.”

Na prática, o que se faz necessário é "uma estrutura nacional cada vez mais a serviço da comunhão missionária das Igrejas", concluiu o Papa, confiando o caminho da Igreja italiana a Maria, para que ela ajude os bispos a estarem "arraigados" em Deus, "firmes na fé", "a guardar o essencial", "a caminhar com o Povo de Deus" e "a reconhecer a voz do Senhor que ainda chama, consola e envia".

Tiziana Campisi – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media)

Reflexão obrigatória

 40 séculos de fake news

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Naquele tempo não havia internet. Era tudo transmitido de boca a boca ou por cuneiforme, mais tarde papiros. Mas os mentirosos já existiam.

Padre Zezinho

Jacó já enganava Labão. E no tempo dos juízes os cidadãos honestos e pacíficos de Laís já eram mortos por generais e guerreiros sem lei nem escrúpulos, que usavam o nome de Deus para enganar e dominar os outros! Eram eram tão selvagens como os outros povos, mas achavam que Javé abençoava aqueles banhos de sangue. Eram religiosos sanguinários!

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Sabe aquilo que diziam que Jesus tinha dito? Pois é! Jesus não disse o que eles disseram que ele disse. Na verdade, o que Jesus disse foi o contrário do que eles disseram que Jesus disse… (!)

Caluniadores maldosos inventaram calúnias contra Jesus. Diziam que Jesus dizia o que ele não deveria ter dito! Afinal estavam defendendo a “verdade” de Abraão e Moisés. Mas aquilo era apenas a verdade do seu partido: o partido dos fariseus!

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Já naquele tempo havia notícias falsas que hoje se traduz como Fake News. Há 2 mil anos, os fariseus e escribas e alguns doutores da lei deturpavam quase tudo que Jesus dizia. Iam atrás , vigiando suas pregações e tumultuando seus encontros. Faziam de tudo para provar Jesus era herege e tinha pacto com o Belzebu! Certíssimo era o seu partido, que defendia da “ verdade verdadeira” de Moisés! Não era teologia, nem sociologia : era política vale-tudo.

Aceitavam as leis dos dominadores estrangeiros , mas não aceitavam quem defendia os pobres e os sem terra e os sem teto!

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Mateus e João, 2000 anos atrás, relatavam que os fariseus tinham inventado que Jesus teria dito que destruiria o templo de Jerusalém : crime de lesa-pátria…

Mas Jesus não estava falando do templo de pedras. Ele estava profetizando que se o matassem , ele ressuscitaria em três dias . Era como se dissesse: “mexam comigo, mas não com a verdade do meu Pai”.

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O povo simples não entendeu a metáfora. Tomou a frase ao pé da letra. Também naquele tempo pouquíssimos sabiam ler. Hoje, mesmo com celular poucos leem livros! Tudo vem a conta-gotas!

Os simples seguiam cegamente os doutores da lei, os fariseus e os escribas. A verdade não estava na Bíblia, mas com o seu partido!… Havia nove partidos em Israel e Jesus não apoiava nenhum deles ! Eram mentirosos . Havia gente boa, mas os maus dominavam as cúpulas. Era como é hoje!

Os maus, cheios de ódio contra Jesus, entenderam muito bem que era metáfora. Mas viram ali uma chance de complicar a vida do novo Mestre Galileu que surgira em Nazaré .

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E assim, calúnia depois de outra calúnia, mentira após mentira, os opositores de Jesus conseguiram levar Jesus ao julgamento e à cruz. O assunto não fé: era política!

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Hoje há milhares de malfeitores especializados em caluniar quem é de outra igreja ou, mesmo sendo da mesma igreja, incomodam-se pelo que ele prega e ensina.

O assunto, novamente não é fé: é política. É sempre um novo “ismo”; menos cristianismo. Não estão defendendo Jesus: estão apenas defendendo sua ideologia ou o seu partido ou facção embora posem de defensores da verdade da fé cristã!

Os fanáticos vivem detonando a verdade dos outros, mas odeiam quem detona a verdade deles! Garantem que estão sempre certos e que os outros estão sempre errados!

São cabeças e corações confuso . Ainda não descobriram Jesus mas falam como se fossem seus secretários …

Como fariseus modernos, caçam as páginas dos pregadores que propõem mudanças. Estão fazendo isto há 60 anos. Não engolem o Concílio de 1962-1965.

Na verdade, os 7 Papas desse período pregaram e pregam o que Jesus dizia. Atualizaram o conceito de misericórdia e piedade (Raham) e repetem o que Jesus dizia sobre os “pequenos e os sem nada” . Primeiro os que mais precisam e só depois quem já chegou lá !

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Mas existe um tipo de elite maldosa que faz de tudo para jogar o povo simples contra Papa, bispos, Padres, ou leigos fiéis ao Concílio de 60 anos atrás. Fazem de tudo para esconder as encíclicas e documentos de hoj . Para eles a Igreja Católica parou em 1959. Nada quem vem agora eles aceitarão! A DILEXIT TE e a DILEXIT NOS e a MAGNÍFICA HUMANITAS não leram e não lerão! São contra tudo que veio depois de 1960.

Estes católicos insatisfeitos herdaram a riqueza ou os bens que têm, ou lutaram para chegar ao conforto de hoje, mas agem com ressentimento porque os governos federal , estadual ou municipal dá ao povo o mínimo necessário para sobreviver.

Porque talvez três por cento dos pobres brasileiros não querem trabalhar, eles maldosamente espalham que mais de 97% dos que vivem de bolsa família é gente preguiçosa .

No milagre da multiplicação dos pães Jesus viu que o povo estava com fome. Não perguntou quem tinha emprego ou salário. Alimentou a todos e até sobraram 12 cestos.

Não creem nessa narrativa? Os fariseus daquele tempo também não creram! Por isso mataram Jesus.

Como sempre acharam um jeito de dizer que aquilo não foi bem assim. Afinal, Jesus estava propondo um novo reino, no qual os que mais precisassem fossem mais atendidos. Está nos evangelhos , mas essas passagens eles pulam ao dizer que Jesus veio apenas para salvar almas!

Na verdade Ele se encarnou para fazer muito mais do que isso ! Não viu quem não quis! Não vê quem não quer…

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Leão XIV nesta manhã:

a era hipermidiática gera pobreza espiritual

Em discurso aos participantes da plenária do Dicastério para a Evangelização na manhã desta quinta-feira (28/05), o Papa constata a “indiferença religiosa generalizada” do Ocidente, que delega à “cultura tecnológica” as respostas às questões não resolvidas da vida. Leão XIV exorta a dirigir-se às novas gerações sem depender de relevância social ou consenso momentâneo.

Resolver a “crise da fé” atual pareceria fácil, confiando à “cultura tecnológica, que deveria responder a todas as necessidades”, às grandes questões existenciais do homem. No entanto, a aridez do espírito não parece se acalmar quando inundada pelas ofertas das “sociedades hipermidiáticas e consumistas”, que acabam diluindo o Evangelho, reduzindo-o a “uma opinião entre tantas” em vez de apontá-lo como “o caminho que dá sentido à vida”. Para reverter essa apatia, é errado confiar no consenso ou na relevância social do momento; é necessário, ao contrário, ir ao encontro dos crentes de amanhã: aqueles que, ao descobrirem “o segredo para serem verdadeiramente felizes”, acolhem o Evangelho sem preconceitos e nunca mais o abandonam. O Papa Leão XIV analisa as problemáticas, mas também oferece soluções, ao se encontrar na manhã desta quinta-feira (28/05) com os participantes da plenária do Dicastério para a Evangelização – Seção de Questões Fundamentais da Evangelização no Mundo. No encontro na Sala do Consistório do Palácio Apostólico Vaticano estava inclusive o cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo.

Leia aqui a íntegra do discurso do Papa Leão XIV

Continuar a anunciar a esperança

A primeira parte do discurso foi dedicada ao passado recente e ao “grande trabalho” realizado pelo Dicastério durante o Jubileu da Esperança. Um “esforço organizacional” que se transformou em uma “acolhida feliz” para os numerosos peregrinos – “Qual foi o número final, quantos eram?”, pergunta o Papa de improviso, recebendo como resposta o dado: mais de 33 milhões – que chegaram em Roma, com especial atenção à “dimensão espiritual” que caracterizou todo o Ano Santo. A esperança, proclamada várias vezes ao longo de 2025, é indicada pelo Pontífice como a “irmã mais nova” das virtudes, mas também aquela de que o mundo tem “mais sede do que nunca” e que, silenciosamente, sustenta as outras duas maiores: fé e caridade.


"Não interrompamos,  portanto,  este anúncio, sustentado pela promessa do Senhor Jesus de permanecer sempre conosco; ele se torna visível no testemunho que somos chamados a oferecer para sermos discípulos fiéis à sua palavra."

O Papa com o arcebispo Rino Fisichella, pro-prefeito do Dicastério para a Evangelização, responsável pela organização do Jubileu 2025

Não subestimar a “crise da fé”

A evangelização, afirma então o Papa, representa o requisito fundamental de toda ação da Igreja e das comunidades locais. Somente assim a Igreja pode se redescobrir sempre nova “na sua beleza” e expressar plenamente a sua credibilidade, oferecendo uma esperança que não é uma “proposta utópica”, mas um testemunho concreto do chamado “ao amor e à verdade”.

"Não podemos subestimar o fato de que, sobretudo nos países do Ocidente, a crise da fé, junto a outros fatores socioculturais, deu origem a uma indiferença religiosa generalizada. Para muitos, a fé parece não ter mais relevância para a própria vida. O perigo subjacente, cuja gravidade nem sempre é percebida, é que se perca o fôlego para o que há de mais propriamente humano, ou seja, a busca pelo sentido. As grandes questões existenciais permanecem sem resposta, enquanto se alastra uma cultura tecnológica que deveria atender a todas as necessidades."

Evangelii gaudium como bússola

Encontrar Jesus significa, ao contrário, dar plenitude “de significado e valor” à própria existência, ressaltou Leão XIV, lembrando que ninguém pode substituir a Igreja nessa tarefa fundamental, chamada a oferecer “alicerces confiáveis para o futuro da humanidade”. Para lançá-los, o bispo de Roma convida a utilizar como bússola a Exortação Apostólica Evangelii gaudium do Papa Francisco que, como afirmado em uma carta aos cardeais de abril de 2026, representa “um ponto de referência decisivo”, na medida em que “não introduz simplesmente novos conteúdos, mas recentra tudo no kerigma”, isto é, no anúncio evangélico, “como coração da identidade cristã e eclesial”.

"Convido, portanto, também vocês a retomarem a Evangelii gaudium em seu trabalho em todos os níveis, para promover uma missão cristocêntrica e kerigmática, que nasce de um encontro com Cristo capaz de transformar a vida."

As buscas espirituais dos jovens

Na evangelização, prossegue Leão XIV, surge hoje uma “forte busca por espiritualidade” por parte dos jovens, que se manifestou com particular evidência durante o Jubileu dedicado a eles:

"A nova geração não tem preconceitos em relação ao Evangelho; pelo contrário, muitos, ao redescobri-lo, desejam conhecê-lo melhor, pois percebem que nele se esconde o segredo para serem verdadeiramente felizes."

Uma mensagem que deve ser anunciada confiando sobretudo à “orientação do Espírito Santo”, mais do que à “eficiência das estruturas”, à “relevância social” ou ao “consenso que se pode obter em algum momento”.

Leão XIV com uma cópia da Encíclica "Magnifica humanitas" 


Os problemas da sociedade hipermidiática

Levar a mensagem de Jesus ao mundo, observa ainda o Papa, significa hoje se confrontar com dinâmicas profundamente alteradas em relação às gerações passadas, a ponto de se interromper a própria transmissão da fé em algumas regiões do mundo:

"As causas dessa situação são conhecidas e múltiplas; o que resulta disso, porém, nas jovens gerações, é uma 'pobreza' espiritual, uma carência de motivações e de instrumentos para poder amadurecer em plena liberdade aquela adesão à fé que dá sentido à vida."

Para contrariar essa deriva, há as “numerosas e variadas” expressões da vida da comunidade cristã, que escutam e dialogam com as novas gerações, afirma o Papa:

"O clima cultural predominante nas sociedades hipermidiáticas e consumistas reduz a capacidade de aprender com paciência e de trilhar, com esforço, um caminho de busca pessoal da verdade, com perseverança e senso crítico. Toda mensagem corre o risco de ser percebida como apenas mais uma opinião entre tantas."

Homens tocados por Deus

A fé, portanto, transmite-se antes de tudo através do encontro, da alegria vivida e da coerência com o Evangelho, reforça Leão XIV:

"Certamente não é diluindo os conteúdos e suavizando as exigências que se pode tornar o cristianismo atraente, mas testemunhando com humildade e coragem 'o caminho, a verdade e a vida' que converteu e santificou tantas pessoas."

A esse respeito, Leão XIV cita Bento XVI: “o que precisamos neste momento da história são homens que, por meio de uma fé iluminada e vivida, tornem Deus credível neste mundo”. O Papa Ratzinger já destacava a necessidade de homens “que sejam tocados por Deus”, para que Ele possa “retornar aos homens”:

"A santidade da vida, portanto, permanece sempre a forma mais convincente da beleza da fé cristã que transcende os tempos e se propõe a todas as culturas."

O acompanhamento aos catecúmenos e crismandos

No final do discurso, o Bispo de Roma se detém à catequese, convidando a uma atenção especial aos catecúmenos, cujo acompanhamento não pode se esgotar com a celebração do Sacramento, mas deve prosseguir, oferecendo-lhes “um ambiente no qual encontrem resposta às expectativas que os levaram a aderir a Cristo e à sua Igreja”. O mesmo cuidado, conclui o Papa, deve ser reservado também aos crismandos, tornando as propostas dirigidas a eles “verdadeiramente eficazes” graças a uma atenção pessoal a cada um, reflexo do “amor único e pessoal do Senhor”.

Edoardo Giribaldi – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Fotos: (@Vatican Media)