sábado, 5 de setembro de 2026

Dom Valdir de Castro e padre Arnaldo Rodrigues destacam

a responsabilidade dos católicos no combate à desinformação

A disseminação de notícias falsas, o uso de inteligência artificial e a circulação de conteúdos manipulados estão entre os desafios para o exercício consciente da cidadania nas Eleições de 2026. O tema é abordado em mais um episódio da série de podcasts “Discernimento Católico – Eleições 2026”, produzida a partir da mensagem dos bispos ao povo de Deus para o período eleitoral. 

Nesta edição, o jornalista Luiz Lopes Júnior conversa com o presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Valdir José de Castro, e com o assessor de Comunicação da entidade, padre Arnaldo Rodrigues. Os dois refletem sobre o enfrentamento à desinformação, o papel dos católicos e das forças comunicativas da Igreja e os cuidados necessários diante de conteúdos produzidos ou manipulados com inteligência artificial.

Assista na íntegra:

Fake news colocam em risco a paz social e a democracia

Dom Valdir recorda que a preocupação da Igreja com as notícias falsas não é recente. Em 2018, o Papa Francisco dedicou sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais ao tema “A verdade vos tornará livres: fake news e jornalismo de paz”. Para o bispo, as reflexões apresentadas naquela ocasião permanecem atuais, especialmente em períodos eleitorais, quando a circulação de desinformação tende a se intensificar. 

“A preocupação da Igreja em relação às fake news é que, por não se pautarem na verdade, elas colocam em risco a própria paz social e o bem comum. As notícias falsas tendem sempre a criar polarização e conflitos, e isso, evidentemente, interfere na paz e coloca em risco também a própria democracia”, afirma. 

Nesse cenário, dom Valdir ressalta que os católicos têm responsabilidade pessoal sobre aquilo que recebem e compartilham, especialmente no ambiente digital. A recomendação é verificar a procedência das informações e interromper a circulação de conteúdos quando houver dúvida sobre sua autenticidade. 

“Cada pessoa, cada cristão católico, busque distinguir as informações verdadeiras das falsas, verificando a origem das mensagens e não compartilhando quando a gente vê que aquela mensagem é duvidosa. Se a gente tem dúvida, não mandemos para frente. Vamos primeiro nos certificar se ali tem mesmo a verdade”, orienta. 

Critérios para avaliar candidatos

O discernimento também deve alcançar a escolha dos candidatos. Segundo dom Valdir, além de conhecer as propostas apresentadas durante a campanha, o eleitor deve buscar informações sobre a trajetória daqueles que disputam os cargos públicos. 

Entre os critérios indicados pelo bispo estão o compromisso com a justiça, o cuidado com os pobres, a defesa da casa comum e a promoção da dignidade humana. 

“A gente tem que saber quem ele é. Não é um nome que aparece de repente. Mesmo se aparece de repente um nome, vamos buscar conhecer mais profundamente essa pessoa”, afirma. 

Para dom Valdir, os católicos também são chamados a observar se as propostas apresentadas estão em sintonia com valores que promovam integralmente a pessoa humana. “É ver se nas propostas desse candidato estão os sinais do Evangelho, aqueles sinais que têm a ver com os valores do Reino, com os valores que promovem o ser humano na sua integralidade.” 

Papel da Pastoral da Comunicação

Ao tratar especificamente da missão da Pastoral da Comunicação (Pascom), dos veículos de inspiração católica e dos missionários digitais, dom Valdir destaca a importância de ampliar a divulgação das orientações oficiais da Igreja para o período eleitoral. 

Segundo o bispo, documentos e mensagens produzidos pela CNBB e por seus regionais oferecem elementos para a reflexão dos eleitores sobre o voto consciente, a ética na política e a defesa do bem comum. 

Além de divulgar essas orientações, dom Valdir considera que as forças comunicativas da Igreja são chamadas, à luz da Doutrina Social da Igreja, a promover o diálogo e a comunhão e a denunciar conteúdos que não correspondam à verdade dos fatos. 

Para isso, devem ser utilizados tanto os meios tradicionais de comunicação quanto as plataformas digitais. “A Pastoral da Comunicação deve utilizar todos os meios técnicos para fazer um forte apelo e trabalhar insistentemente no combate à desinformação”, destaca. 

Inteligência artificial e deepfakes

Na segunda parte do episódio, o assessor de Comunicação da CNBB, padre Arnaldo Rodrigues, apresenta orientações práticas sobre inteligência artificial e deepfakes, especialmente diante da presença cada vez maior dessas tecnologias nas redes sociais. 

O sacerdote explica que conteúdos gerados por inteligência artificial podem incluir textos, imagens, áudios e vídeos. A utilização da tecnologia, ressalta, não significa necessariamente que o material seja falso ou produzido com intenção de enganar. 

“É importante ressaltar que um conteúdo criado por inteligência artificial não é necessariamente falso ou mal-intencionado. Depende muito de quem vai utilizá-lo”, explica. 

O cenário é diferente quando se trata dos chamados deepfakes. Segundo padre Arnaldo, eles utilizam recursos tecnológicos para produzir uma representação falsa e convincente de determinada pessoa, fazendo parecer, por exemplo, que alguém disse algo que nunca falou, praticou uma ação que não realizou ou esteve em um lugar onde nunca esteve. 

“O deepfake pode envolver rosto, voz e também movimento. Um exemplo clássico seria um vídeo em que o rosto de uma pessoa é colocado no corpo de outra. Ou a pessoa estar em um lugar em que ela nunca esteve, fazendo algo que nunca fez”, explica. 

No contexto eleitoral, esse tipo de manipulação pode ser empregado para interferir na percepção dos eleitores sobre candidatos e outras pessoas envolvidas no debate público. 

Como identificar conteúdos suspeitos

Padre Arnaldo recomenda que, antes de compartilhar qualquer conteúdo, o usuário procure confirmar a informação em fontes seguras e confiáveis. A orientação é ainda mais importante quando uma publicação apresenta declarações ou situações surpreendentes ou que destoem daquilo que normalmente se conhece sobre determinada pessoa. 

“Não saia compartilhando logo, de imediato. Recebeu, nem leu e já compartilhou. A primeira coisa é verificar se aquilo é real”, orienta. 

Há também alguns sinais que podem levantar suspeitas sobre vídeos manipulados. Entre eles, padre Arnaldo cita movimentos estranhos da boca, expressões faciais pouco naturais, iluminação ou sombras inconsistentes, entonações incomuns na voz e cortes suspeitos. 

O assessor pondera, no entanto, que o avanço tecnológico torna essas manipulações cada vez mais sofisticadas e difíceis de identificar apenas pela observação. Por isso, reforça uma orientação básica: diante da dúvida, não compartilhar e buscar a confirmação da informação. 

“Se você desconfia de que aquilo não é real, não compartilhe. Ou não simplesmente aceite aquilo ali como verdade imediata sem ter uma comprovação”, afirma. 

Responsabilidade também ao compartilhar

Além da responsabilidade ética, padre Arnaldo chama a atenção para possíveis implicações decorrentes da divulgação de conteúdos ilícitos. Segundo ele, o usuário precisa considerar as consequências daquilo que decide reproduzir em suas redes sociais e aplicativos de mensagens. 

“Precisamos ter um certo cuidado para não sermos manipulados por pessoas que, às vezes, utilizam as plataformas e a tecnologia para criar uma narrativa e, muitas vezes, prejudicar outras pessoas”, afirma. 

Para o assessor, esse cuidado deve estar relacionado tanto aos valores cristãos quanto à responsabilidade diante da legislação. Ao final do episódio, padre Arnaldo reforça a importância de buscar informações em canais oficiais e fontes confiáveis. 

“Esperamos que, cada vez mais, as pessoas busquem sempre a verdade em fontes autênticas e oficiais”, afirma. Para ele, essa postura faz parte também da responsabilidade dos cristãos na vida pública: “Vamos exercer cada vez mais não apenas os nossos direitos, mas, principalmente, a nossa vocação cristã de conduzir e ajudar a sociedade na busca pelo bem comum e pela dignidade do próximo”. 

A série “Discernimento Católico – Eleições 2026” aprofunda, a cada episódio, aspectos da mensagem dos bispos ao povo de Deus para o período eleitoral, oferecendo reflexões e orientações para a participação consciente dos católicos na vida política e social do país. 

Por Larissa Carvalho

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                                                                                                              Fonte: cnbb.org.br

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 7 - 23º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

9h - Missa na comunidade São Geraldo

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio   19h - Missa na matriz

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Importante reflexão do frei Almir Guimarães para este sábado:

O delicado tema da correção de um irmão

O encorajamento, como a correção fraterna, é uma das facetas da caridade. (Missal da Paulus)

O amor que emana do Evangelho manda que corrijamos o irmão quando ele se desvia do bom caminho e envereda por trilhas perigosas. O bem-querer profundo ordena que, sem pretensões de superioridade, alertemos os que podem perder a alegria de viver e escapar da claridade do Evangelho. Tema sempre delicado esse da correção fraterna. Alguém que vive por viver, que sorve de todas as águas, que se mostra indiferente às dores do irmão, dores que escondem ou mostram as dores de Cristo presentes na vida do irmão. Com cuidado faremos a correção., não se pode omitir. Quanto receio… Pisamos em ovo…

O evangelista tem como pano de fundo uma intensa vida de comunidade. Não uma multidão de pessoas que se encontram frequentemente em vários contextos. Pessoas que se conhecem, que percorrem juntas uma parte da estrada. Comunidades celebrantes diferentes de nossas assembleias de “desconhecidos”. Estas últimas pessoas que mal e mal se veem. Indubitavelmente, o cristianismo se vive mais fácil e densamente, em comunidades menores, sempre abertas ao mundo e não refúgio de pessoas timoratas.

Normal que aqueles que tomam consciência da necessidade de corrigir o irmão estejam empenhados seriamente em corrigir-se a si mesmos ouvindo a voz de seu interior, cultivando delicadeza de consciência e compreendendo o mais pessoalmente possível os apelos ou ordens do Evangelho de corrigir. Uma lição antigo do catecismo dizia que a correção dos que erram é obra de misericórdia.

Estas palavras de Luciano Manicardi devem nos fazer pensar: “A correção fraterna opõe-se ao silêncio cúmplice, à passividade de quem não quer brigar com o outro, aos mecanismos de autojustificação sempre prontos a encontrar bons motivos para não intervir e não denunciar o mal ali, onde é cometido. Em nível eclesial, a correção corresponde a uma palavra audaz e profética pronunciada a qualquer preço, porque no meio está o Evangelho. Um dos mais frequentes pecados de omissão é abster-se da denúncia do mal e do pecado, é abster-se da correção fraterna” (Comentários à Liturgia, p.137).

Num linguajar jurídico, o Evangelho fala de alguns passos no movimento da correção: primeira etapa é falar em particular com aquele que erra, em seguida abordagem a dois e depois uma denúncia a Igreja. Estamos nitidamente num quadro de vida em as pessoas estão numa comunidade concreta. Há um pormenor que gostaria de realçar: se, em conversa particular, o irmão acolher correção ele estará salvo. Salvo de quê? De uma condenação eterna? Não em primeiro lugar. Ele passa a ser membro de uma comunidade em que Cristo se faz presente. Passa a ser membro viçoso e não peça morta. O meu amor por ele é tal que desejo que ele seja muito, mas muito feliz readquirido o amor de Cristo, a vontade de fazer morrer o homem velho, a ter saudade de Deus.

Corrigimos a quem vive perto de nós e que amamos. Por vezes hesitamos em fazer a correção com medo de “perder o amigo”. Novamente Manicardi: “A correção fraterna é entendida do ponto de vista de quem a recebe, que é sempre um irmão, um membro da comunidade cristã. É necessária muita humildade e disponibilidade para se corrigir e para recomeçar. A correção fraterna autêntica não é um juízo, e ainda menos uma condenação, mas um acontecimento sacramental que faz reinar Cristo como terceiro entre quem a pratica e quem a recebe. Ela requer a coragem da palavra: coragem que apenas pode nascer enraizando sua própria palavra na Palavra do Evangelho (Idem, p. 138).

Pagola: “Quanto bem pode fazer a todos nós essa crítica amistosa e leal, essa observação oportuna, esse apoio sincero no momento em que nos havíamos desorientado. Toda pessoa é capaz de sair de seu pecado e voltar à razão e a bondade. Mas frequentemente precisa encontrar alguém que a ame de verdade, a convide a interrogar-se e possa contagiá-la com um novo desejo de verdade e generosidade” (Mateus, p. 229).

Cabe aqui ainda uma observação: nossos desvios, nossos pecados, as correções que nos são feitas… tudo podemos levar ao fundo de nossa verdade e celebrar o perdão no sacramento da reconciliação. Nossa vida, por mais alegre que possa ser, é também marcada pela condição de penitente. Até que ponto valorizamos o sacramento da confissão? Somos pessoas em estado “penitencial”? Há posturas que assumimos que precisam de um perdão que vai além do carinho do irmão, ou seja, a celebração do perdão na Igreja? Tudo o que ligares…

Não podemos deixar de levar para nossa vida o último versículo do Evangelho hoje proclamado: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”. Será que vivenciamos isso. Uma presença do Ressuscitado. Onde existe amor de verdade, atenção, é terra sagrada… hora de tirar a sandália dos pés.

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Oração

Senhor,
minha vida, minha única vida.
Quero viver intensamente.
Não tolero que empurremos a vida como
se empurra um carrinho com bagagens no aeroporto.
Vivo, corre, faço, desfaço, amo, odeio, choro, canto.
Minha vida meio louca… meio sem eixo.
Seria tão bom que alguém que me ama de verdade
viesse sentar do meu lado e me corrigir
Assim não mais perderia o vigor
dessa aventurosa empreitada da vida.
Dá-me, Senhor, quem corrija meus passos.

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Catequese profunda e necessária:

 Jesus e sua proposta de paz

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Ele não pregava bla, bla, bla! Era direto e sem rodeios no seu discurso de paz: amar e nunca desejar nem causar a morte do outro!

- Ele propôs a paz o tempo todo.
- Falou sobre o que acontece quando ela é desprezada .
- Saudava a todos com gesto de paz.
- Chorou sobre Jerusalém porque a cidade não aceitou sua proposta de paz.
- Mandou Pedro guardar a espada e não usá-la.
- Dialogou com um comandante-chefe invasor romano.
- Dialogou com a samaritana.
- Elogiou gente de outra religião.
- Curou gente de outra fé.
- Conversou com o governador Pilatos.
- Calou-se perante o devasso Herodes que tentou espezinha-lo e tinha assassinado João Batista.
- Mandou perdoar os inimigos.
- Morreu perdoando e salvando.
- Falou de paz mais de 200 vezes.
- Foi duro contra os caluniadores.
- Foi contra quem julgava o próximo sem ser juiz.
- Falou contra os maus juízes.
- Criticou os fanáticos fariseus e escribas .
- Condenou quem posava de profeta.
- Deu paz e semeou a paz.
- Mandou caminhar com os inimigos para tentar fazer a paz antes de ter que encarar o juiz.
- Mandou-nos andar o dobro em sinal de paz a quem foi gentil conosco.
- Mandou dar o outro lado da cara a quem nos estapeou.
- Aconselhou-nos a ser gentis também com os desconhecidos.
- Mandou perdoar sempre quem nos fez algum mal. A punição e a vingança cabem a Deus.
- Ensinou-nos a nunca pagar o mal com o mal.
- Foi super severo contra desrespeitasse uma criança.
- Propôs fidelidade no casamento.
- Não abrandou o divórcio, que a Lei de Moisés permitia.
- Salvou uma mulher de ser apedrejada: só ela seria morta? Onde estava o homem que adulterou com ela?

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Mas ultimamente maus conselheiros de internet, que se dizem piedosos e crentes e até convertidos em Jesus por obra do Espírito Santo, andam caluniando e xingando de câncer da Igreja quem prega teologia da libertação, mesmo que seja esta teologia seja totalmente bíblica e católica! Culpam qualquer pregador como pecador e comunista sem saber que os 72 livros da Bíblia falam que Deus liberta!

Estes mesmos irmãos que não veem os outros como irmãos, a não ser que pertençam ao seu grupo, andam defendendo a antiga tradição do “olho por olho e dente por dente, pontapé por pontapé e mal por mal”.

Mas não foi isso o que Jesus ensinou e viveu.

Estão voltando aos costumes de 3000 anos atrás e ignorando a doutrina de diálogo, de paz e de perdão. E o pregador que ouse relembrar estes mandamentos de Jesus acaba sendo xingado e ridicularizado como sujeito ultrapassado e perigoso!

Acham-se mais iluminados do que os outros. Vejo isso todos os dias na internet. Eles estão sempre certos e os outros estão sempre errados.

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Lá fora, porém, aumenta a violência, a droga corre solta e a corrupção drena os bens do país; religiosos insistem em pregar teologias de vantagens e lucro e prosperidade, quando Jesus escolheu viver como pobre e em defesa dos pobres e oprimidos

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Jesus era severo e exigente, mas era pacifista e misericordioso e educador.

Estão propondo vingar-se e vencer a qualquer preço! Querem voltar aos métodos de GEDEÃO, SANSÃO e ABIMELEQUE e à mentalidade do passado de esmagar o outro antes que nos esmaguem.

A tribo de Dan cometeu a injustiça de trair e atacar e dizimar o Pacífico povo de Lais. (Jz 18, 7-29) E ainda acharam que Javé os aplaudiu! Selvageria em nome da fé!

Jesus veio amansar e educar o ser humano! Morreu tentando isto!

Hoje nem mesmo famosos pregadores de internet ousam divulgar Jo 17,1-26 e Mt 25,31-46. Falam pouco desses versículos!

Aceitam qualquer barbaridade em nome do seu líder, do seu partido ou da sua ideologia política radical. Tudo, menos perdoar quem não crê ou não vê o mundo com as lentes deles: muitas vezes, lentes embaçadas ou distorcidas!…

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

23º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Ez 33,7-9

Leitura do livro do profeta Ezequiel

Assim diz o Senhor: “Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os deves advertir em meu nome. Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e tu não lhe falares, advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por própria culpa, mas eu te pedirei contas da sua morte. Mas, se advertires o ímpio a respeito de sua conduta, para que se arrependa, e ele não se arrepender, o ímpio morrerá por própria culpa, porém tu salvarás tua vida”.

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Responsório: Sl 94(95)

- Não fecheis o coração; ouvi hoje a voz de Deus!

- Não fecheis o coração; ouvi hoje a voz de Deus!

1. Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos o rochedo que nos salva! / Ao seu encontro caminhemos com louvores / e, com cantos de alegria, o celebremos!

2. Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! / Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, / as ovelhas que conduz com sua mão.

3. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / “Não fecheis os corações como em Meriba, / como em Massa, no deserto, aquele dia, † em que outrora vossos pais me provocaram, / apesar de terem visto as minhas obras”.

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2ª Leitura: Rm 13,8-10

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos, não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei. De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “não matarás”, ”não roubarás”, “não cobiçarás” e qualquer outro mandamento se resumem neste: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei.

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Evangelho: Mt 18,15-20

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

«Se o seu irmão pecar, vá e mostre o erro dele, mas em particular, só entre vocês dois. Se ele der ouvidos, você terá ganho o seu irmão. Se ele não lhe der ouvidos, tome com você mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Caso ele não dê ouvidos, comunique à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele der ouvidos, seja tratado como se fosse um pagão ou um cobrador de impostos. Eu lhes garanto: tudo o que vocês ligarem na terra, será ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra, será desligado no céu. E lhes digo ainda mais: se dois de vocês na terra estiverem de acordo sobre qualquer coisa que queiram pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está no céu. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles.»

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Reflexão do padre Johan Konings:

Correção fraterna

Conforme lemos na 1ª leitura, Deus estabelece o profeta como “sentinela do povo”. Ele tem de avisar os irmãos a respeito de sua conduta, para que não se percam. Deus cobrará dele esse serviço! Na mesma linha, o evangelho nos ensina a prática da “correção fraterna”. Jesus aconselha isso para a comunidade como tal – não apenas para os conventos, fora do mundo… Imagine só que em nossas paróquias qualquer cristão fosse corrigir seu “irmão”ou sua “irmã”!

Jesus ensina, concretamente, o que fazer com o pecador na comunidade eclesial, não para castigá-lo, mas para ganhá-lo e ele não se perder. Primeiro, é preciso falar-lhe em particular (mais ou menos como se faz na confissão); depois, fale-se a ele na presença de algumas testemunhas; finalmente, se não se corrigir, seja interpelado perante a comunidade. E se isto não der resultado, aguente ele o afastamento da comunidade.

Ninguém é uma ilha. A vida de nosso irmão nos concerne. Repartimos com ele nosso espaço vital, nosso trabalho, nosso lazer. Então, somos também, em parte, responsáveis por seu caminho. Devemos avisar nosso irmão quando este parece desviar-se (pois ele mesmo nem sempre enxerga). Isso não é arvorar-se em juiz da vida alheia, mas é serviço fraterno. E devemos também nos deixar corrigir.

“Ninguém tem algo a ver com a minha vida privada”. Mas será que ela é tão privada assim? Hoje, religião e moral são muito privatizadas, mas isso não é necessariamente um progresso! Pode ser uma estratégia do “Adversário” para diminuir a consciência e a força moral do povo. A fuga na privacidade torna difícil o trabalho de transformação: as drogas, a pornografia, a alienação religiosa têm algo a ver com isso.

Devemos ter a coragem de denunciar – com amor e conforme o procedimento do evangelho – os erros dos irmãos, sejam ricos ou pobres, poderosos ou subalternos. Aos abastados, devemos lembrar a “hipoteca social”, a dívida dos ricos com os pobres; aos pobres, importa ensinar uma solidariedade disciplinada, para construir verdadeira fraternidade e comunhão nas coisas materiais. E não tenhamos medo de chamar a atenção para os desvios particulares das pessoas, antes que se tornem um perigo público. Muitos dos males de nosso país e de nossa Igreja provêm do encobrimento daquilo que está errado. É como um câncer descoberto tarde demais…

A 2ª leitura de hoje (Rm 13,8-10) ensina que o amor é o pleno cumprimento da lei. Uma forma de amar é advertir o irmão. Não é agradável. Mas, quem disse que o amor deve sempre ser agradável? O médico que cura uma ferida nem sempre consegue fazer isso sem dor. Corrigir o irmão – sem se pretender superior a ele – faz parte do “amor exigente”.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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                 Fonte: franciscanos.org.br  Imagem: vaticannews.va  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O cuidado com a Criação

 é uma questão teológica

A Comissão Teológica Internacional publica o documento “Cuidar da nossa Casa comum”, que convida a uma “resposta responsável e fraterna ao Deus trinitário”. A questão ecológica é uma questão teológica: a maneira como cuidamos da Criação revela e molda a relação com Deus. A deterioração do meio ambiente é alarmante; é necessária uma ação urgente em prol da sustentabilidade do planeta. Tudo está interligado: ouvir o clamor da Terra e dos pobres.

Como responder, de uma perspectiva cristã, à “crise ecológica e social”, “míope e suicida”, na qual a humanidade se encontra? Essa é a questão que está na base do novo documento da Comissão Teológica Internacional (CTI), intitulado “Cuidar de nossa Casa comum – Resposta responsável e fraterna ao Deus trinitário”. Publicado esta quarta-feira, 2 de setembro, com a autorização de Leão XIV, o texto é fruto de reflexões realizadas entre 2022 e 2025. O ponto de partida é a “tripla mutação” que levou, ao longo dos anos, à perda da percepção espontânea da natureza como criação de Deus; ao surgimento de uma visão cada vez mais antropocêntrica e predatória na relação entre o homem e a Criação; e à propagação de uma crise planetária.

Ninguém é uma mônada, tudo está interligado

O documento está dividido em três capítulos: no primeiro – “A Casa Comum, obra do Deus trinitário” – destaca-se “a marca não apenas divina, mas também trinitária” presente na Criação. Essa marca apresenta os traços da sacramentalidade – ou seja, é sinal de “uma realidade sagrada e oculta” que encontra sua “máxima elevação” na Eucaristia – e da inter-relação, pois o ser humano responde à sua vocação desenvolvendo corretamente as relações com Deus, com os outros e com a Criação. “Nada nem ninguém é uma mônada – lê-se no documento – Tudo está inter-relacionado” para formar “uma única comunidade de vida”.

A origem do universo segundo a ciência e a fé

O primeiro capítulo desenvolve, ademais, o diálogo com algumas visões científicas e filosóficas do cosmos, ilustrando como a fé no Deus criador oferece algo que a ciência não consegue proporcionar, embora indague “legitimamente” as primeiras fases do universo. De fato, se a cosmologia reflete sobre como o mundo surgiu, a fé explica o porquê: Deus dá ao universo uma origem metafísica, não simplesmente física, e chama livremente à existência aquilo que, por si só, não existiria.

À imagem e semelhança de Deus

O segundo capítulo – “O ser humano na Casa comum” – começa com uma reflexão sobre o homem criado à “imagem e semelhança de Deus”, o que serve de ponto de partida para reafirmar que as diferenças – de etnia, gênero, cultura, status social ou econômico – não implicam, de forma alguma, em uma hierarquia. Utilizá-las para discriminar ou subjugar o outro afasta-se do desígnio de Deus.

Apelo à conversão ecológica

A CTI resume, portanto, alguns dados “muito alarmantes sobre a deterioração ecológica”: o desaparecimento da diversidade biológica; a poluição atmosférica; a piora da qualidade da água; a guerra que acelera “brutalmente” a destruição do meio ambiente; as repercussões “extremamente graves” de tudo isso sobre os mais pobres, explorados em seus recursos naturais e forçados à migração. Daí o forte apelo lançado pela Comissão: diante de uma crise ecológica “sem precedentes”, são necessárias não apenas soluções científicas e técnicas, mas também e sobretudo “uma mudança nos valores culturais”, uma verdadeira conversão ecológica no modo de vida.

O pecado contra a Criação e contra o Criador

O documento propõe, ainda, falar de “pecado contra a Criação e contra o Criador”, uma formulação teológica que une o dano ambiental à rejeição do desígnio divino da criação, evitando tanto a linguagem puramente científica (como “ecocídio”) quanto a dispersão da responsabilidade. O momento histórico atual, de fato, “exige de todos, a começar por aqueles que são responsáveis pela vida pública, uma ação urgente em favor da sustentabilidade do planeta e da habitabilidade da Casa Comum. Não se trata apenas de uma exigência ética, mas também teológica”.

A Eucaristia, “escola ecológica”

O olhar da fé leva a rejeitar também “dois extremos inaceitáveis”: o antropocentrismo predatório, que considera a humanidade como “dona absoluta de toda a criação”, e o biocentrismo ou ecocentrismo, que absolutiza a natureza. A proposta cristã, por outro lado, é a de um “antropocentrismo situado” (expressão do Papa Francisco retomada por Leão XIV) que coloca o ser humano como “administrador e servidor da Criação”. Essa dupla vocação encontra seu ápice na Eucaristia, “escola ecológica” graças à qual se promove “uma atitude positiva e proativa em relação à natureza”.

A lógica jubilar e a espiritualidade ecológica

O terceiro capítulo – “O cuidado da Casa comum” – oferece algumas diretrizes operacionais, articuladas em torno de cinco relações fundamentais da pessoa. Da relação com Deus deriva a “lógica jubilar”: baseada na fraternidade, na solidariedade, na gratuidade e na humildade, ela conduz à justiça social. Da relação consigo mesmo brota “uma espiritualidade ecológica” que convida a um estilo de vida saudável, atento ao consumo (“cada ato de compra é um ato moral”) e responsável.

O clamor da Terra e dos pobres

Da relação com a Criação decorrem princípios como a reverência; a sustentabilidade; a escuta do “clamor comovente” da Terra, “tragicamente ligado ao clamor dos pobres”; o respeito pela vida (que permite ao homem utilizar os recursos naturais, mas com moderação e de acordo com as necessidades); a ascese e o jejum (resposta moral à superexploração dos recursos, especialmente nos países ricos); e um compromisso diferenciado de acordo com as responsabilidades das diversas nações.

A sacralidade da vida humana e a rejeição da guerra

Além disso: da relação com o próximo emergem a sacralidade da vida humana (direito incondicional e inalienável que os Estados devem proteger e promover, inclusive por meio da rejeição da guerra); a destinação universal dos bens (a Casa comum deve ser cuidada também para as gerações futuras); a fraternidade (antídoto contra um individualismo “falso, egoísta, atroz e ávido”); a misericórdia; e a opção preferencial pelos pobres.

A colaboração inter-religiosa

Como quinta e última relação, a CTI reflete sobre a oferecida contribuição das diversas religiões para o cuidado da Criação. Destacam-se, em particular, os elementos mais comuns: a interconexão entre tudo o que existe; o dever de respeitar todos os seres vivos; a responsabilidade do homem. Portanto, “do ponto de vista da fé cristã, as portas estão abertas para uma colaboração inter-religiosa na tarefa comum de cuidar respeitosamente de toda a Criação”.

Responsabilidade moral

Na conclusão do documento, a Comissão reafirma que a questão ecológica é uma questão teológica: a maneira como cuidamos da Criação molda a relação com o próprio Deus. O texto convida a uma “virada ecológica” seguindo o exemplo de São Francisco de Assis e encerra-se com uma nota de esperança: a crise ambiental, por mais grave que seja, não abala a confiança em Deus, que faz “novas todas as coisas”.

Isabella Piro – Vatican News

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                                                     Fonte: vaticanews.va    Imagem: (@Vatican Media

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

“Igreja e política – Diálogo dos Cardeais do Brasil”:

contribuição da Igreja Católica
para a formação da consciência cidadã

Os principais desafios relacionados às eleições de 2026 e a contribuição da Igreja Católica para a formação da consciência cidadã estiveram no centro do programa especial “Igreja e política – Diálogo dos Cardeais do Brasil”, realizado nesta quarta-feira, 2 de setembro, das 21h às 23h, diretamente dos estúdios da Rede Vida, em Brasília (DF).

A iniciativa reuniu sete cardeais brasileiros para um momento de diálogo e reflexão sobre temas relacionados à política e às eleições, à luz do Magistério e dos documentos da Igreja Católica. Participaram dom Odilo Pedro Scherer, dom Orani João Tempesta, dom Jaime Spengler, dom Sérgio da Rocha, dom Paulo Cezar Costa, dom Raymundo Damasceno Assis e dom João Braz de Aviz.

Apresentado pelo jornalista Paulo Júnior, o programa foi transmitido ao vivo e teve duas horas de duração. A proposta é oferecer ao público elementos para a reflexão sobre a realidade brasileira, incentivando o diálogo, a responsabilidade e o compromisso com o bem comum.

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                               Fonte: cnbb.org.br  Vídeo: Rede Catedral de Comunicação Católica