sexta-feira, 26 de junho de 2026

Papa, hoje, na Missa de abertura do Consistório extraordinário:

"A Igreja nunca toma partido, é para todos"

Na Missa de abertura do Consistório extraordinário, Leão XIV convidou os cardeais a oferecerem a Deus "as comunidades e os povos" que trazem no coração e indicou três orientações para os trabalhos: viver a liberdade da fé, promover a paz na unidade e fortalecer a concórdia na obediência à Palavra. O Pontífice recordou ainda que "a paz é um dever de justiça" e reafirmou que "a guerra nunca é digna do homem e nunca é abençoada por Deus".

“Caríssimos irmãos, reunimo-nos em redor do altar do Senhor, junto ao túmulo de São Pedro, para dar início ao Consistório. Vindos de todas as partes do mundo, estamos a celebrar esta Eucaristia: com a nossa vida, ofereçamos a Deus as comunidades e os povos que trazemos no coração, bem como os projetos e as experiências pastorais, alegres e trabalhosas.”

Foi com esse convite que o Papa Leão XIV iniciou sua homilia, na manhã desta sexta-feira (26/06), durante a Missa de abertura do Consistório extraordinário, celebrada na Basílica de São Pedro. Ao longo de dois dias, os cardeais reunidos no Vaticano aprofundam, em espírito sinodal, temas ligados à vida da Igreja e aos desafios do mundo contemporâneo, refletindo sobre questões como a paz, a implementação do Sínodo e a missão evangelizadora. Inspirado nas leituras do dia e na proximidade da solenidade dos Santos Pedro e Paulo, o Santo Padre apresentou três orientações para o discernimento dos participantes.

A verdadeira liberdade nasce da fé

O primeiro convite foi a redescobrir a liberdade que nasce da relação com Cristo. Segundo o Papa, o exemplo dos apóstolos Pedro e Paulo recorda que é a comunhão com o Senhor que liberta do pecado e do medo e torna fecunda a missão da Igreja. "A Igreja viva é a Igreja que acredita", afirmou Leão XIV, recordando que a fé "precede a nossa e pede para ser testemunhada com ardor". Por isso, destacou que anunciar o Evangelho, celebrar os sacramentos e servir o povo de Deus somente produzem frutos quando permanecem enraizados em Cristo, a verdadeira videira.



"A guerra nunca é digna do homem"

O segundo eixo da reflexão foi dedicado à paz. Diante das tensões internacionais e dos conflitos que atingem a humanidade, o Papa recordou que continuam surgindo iniciativas que promovem a dignidade humana, a justiça e o respeito ao próximo, sinais concretos de esperança. Quando a dignidade da pessoa humana é ferida, observou, toda a humanidade sofre. Por isso, afirmou com firmeza:

“A guerra nunca é digna do homem e nunca é abençoada por Deus, pois o Criador dotou-nos de inteligência e vontade para resolver os conflitos como seres humanos e não como animais, eventualmente dotados de armas hipertecnológicas.”


Leão XIV ressaltou ainda que "a unidade da família humana precede cada povo e cada Estado" e sublinhou: "A paz é um dever de justiça, porque somos uma única família humana, uma magnifica humanitas que encontra em Cristo a sua Cabeça e Redentor." Ao retomar sua encíclica Magnifica humanitas, promulgada em 15 de maio, o Pontífice afirmou ser necessário prosseguir o caminho indicado por São Paulo VI na construção da "civilização do amor", promovendo um desenvolvimento humano integral. Nesse horizonte, acrescentou:

"Ao anunciar o Evangelho, entre alegrias e perseguições, a Igreja nunca toma partido: é para todos, e a cada um dirige a mesma palavra de conversão e salvação."

Caminhar juntos na escuta

Como terceira orientação, o Papa convidou os cardeais a viverem "a concórdia na obediência", entendida como a escuta da Palavra viva, que é Cristo. Segundo ele, é o Espírito Santo quem orienta a Igreja, indicando os desafios pastorais, purificando intenções e conduzindo todos no caminho comum. Leão XIV afirmou que a implementação do Sínodo convida toda a Igreja a avançar "na unidade da fé, na promoção da paz e na obediência à Palavra viva", encontrando novas linguagens para anunciar o Evangelho sem perder a sua permanente novidade. Por fim, destacou que a colegialidade episcopal resume a sinodalidade vivida por todo o povo de Deus e dirigiu-se aos cardeais com um pedido de colaboração humilde no exercício do ministério petrino:

"A ajuda que me podereis prestar, no exercício do ministério petrino, encontra em mim alguém que pede, e não alguém que manda. Efetivamente, a autoridade do primado é própria de quem escuta e, só por causa disso, guia; de quem aprende e, só por causa disso, ensina, sempre no seguimento do único Mestre", concluiu.


Thulio Fonseca - Vatican News

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Leão XIV aos cardeais:

"Preciso do apoio de vocês". Peço franqueza e lealdade.

No discurso de abertura do Consistório Extraordinário, Leão XIV foi sincero com os cardeais, pedindo apoio "forte, explícito e público" para que a Igreja continue a anunciar o Evangelho com maior fidelidade, liberdade e credibilidade. A missão, recordou, é a nossa razão de ser.

"Como podemos ajudar hoje nossas Igrejas a anunciar o Evangelho com maior fidelidade, liberdade e credibilidade?" Esta foi a pergunta que Leão XIV dirigiu aos cardeais reunidos para o Consistório Extraordinário, em andamento no Vaticano.

Depois da Santa Missa na Basílica Vaticana, o Pontífice fez seu discurso de abertura na Sala Paulo VI, afirmando que a missão não é uma das muitas tarefas da Igreja, mas sua razão de ser. E é por isso, que se torna também o critério que orienta o discernimento.

Aprende-se caminhando, ressaltou o Santo Padre, explicando os quatro temas "profundamente interligados" que guiarão os trabalhos que hoje se iniciam. Não somos guardiões de interesses particulares, recordou, mas "discípulos e testemunhas do Reino de Deus, chamados a ser, em Cristo, fermento de fraternidade universal".


Quatro temas que convergem na missão da Igreja

O primeiro tema, portanto, é contemplar o mundo no qual a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho. Antes de se questionar o que fazer, afirmou, é preciso deter-se diante da realidade, olhando-a com os olhos da fé e deixando-nos questionar pela escuta dos irmãos. Jesus habita os lugares de nossa vida cotidiana, e a Igreja é chamada a reconhecer a sua presença.

O segundo tema é a reflexão sobre a cultura do poder e a civilização do amor. "Muitos de vocês vêm de terras marcadas pela guerra, pela violência, pela polarização social ou religiosa. Mas nenhum de nós está alheio às muitas formas de conflito, de opressão e de divisão que hoje atravessam nossas sociedades. Por isso, o discernimento que somos chamados a realizar diz respeito a todos e interpela a missão da Igreja em todos os contextos."

Leão XIV indicou a Encíclica "Magnifica humanitas", que pode oferece chaves de interpretação para este tempo. Ao Papa, interessa saber como essas páginas ressoam nas Igrejas particulares, através dos questionamentos suscitados, das perspectivas abertas e dos passos sugeridos. 

O terceiro tema é justamente o aprofundamento desta Encíclica, questionando-se sobre a contribuição que a Igreja pode oferecer para a construção do bem comum. "Vivemos em uma época em que cresce a tentação da fragmentação e os interesses particulares prevalecem com facilidade. A Doutrina Social da Igreja nos lembra que o bem comum não surge espontaneamente, mas exige responsabilidades compartilhadas."

Para a Igreja, acrescentou, isso se traduz num estilo sinodal a serviço da missão do Reino, em que as decisões são tomadas e as responsabilidades exercidas, com transparência, avaliação e corresponsabilidade.

Já o último tema diz respeito à implementação do Sínodo. "Diante das feridas do mundo, da construção do bem comum e da missão da Igreja, a sinodalidade indica um modo de proceder: ouvir, discernir e assumir juntos a responsabilidade pelas escolhas que o Senhor nos confia. A sinodalidade não é, antes de tudo, um conjunto de procedimentos; como já tive oportunidade de dizer várias vezes, a sinodalidade é uma atitude, uma abertura, uma disposição para compreender."

Não se trata de uma diminuição da autoridade; pelo contrário, ajuda a compreender mais profundamente o seu significado, que existe para guardar a comunhão, favorecer a participação de todos e orientar o caminho comum da Igreja.

A missão é a razão de ser da Igreja

Para o Santo Padre, todos estes temas convergem em uma única pergunta: como podemos ajudar hoje nossas Igrejas a anunciar o Evangelho com maior fidelidade, liberdade e credibilidade?

"A missão não é uma das muitas tarefas da Igreja. É sua razão de ser e, justamente por isso, torna-se também o critério que orienta nosso discernimento. Quando aprendemos a ouvir uns aos outros, a compartilhar responsabilidades, a reconhecer a ação do Espírito nas diversas Igrejas, não estamos apenas melhorando nossa maneira de trabalhar: estamos nos tornando uma Igreja mais capaz de encontrar os homens e as mulheres do nosso tempo e de testemunhar a eles a alegria do Evangelho."

Um conselho sincero é sempre um ato de comunhão

Leão XIV pediu então uma ajuda especial aos cardeais: 

“O ministério que o Senhor me confiou não pode ser vivido sozinho. Ele precisa da experiência de vocês, da sabedoria pastoral de vocês, do conhecimento que têm das Igrejas e dos povos que lhes foram confiados. Conto com vocês para que me ajudem a discernir o que o Espírito diz hoje à Igreja. Preciso do apoio de vocês: forte, explícito e público. Preciso sentir-me apoiado por vocês como irmãos.”

O pedido do Papa se estende para além desses dias de trabalho, através de "conselhos sinceros". "Ajudem-me a ouvir o que surge nas Igrejas, a reconhecer os sinais de esperança que muitas vezes crescem no silêncio, mas também a não ignorar as dificuldades, as incompreensões e as resistências que podem retardar o caminho. Preciso da liberdade de vocês, de sua franqueza e de sua lealdade. Um conselho sincero é sempre um ato de comunhão."

Por fim, mais um pedido, de que os cardeais apoiem esse estilo de discernimento eclesial, que exige paciência e, às vezes, suscita questionamentos. "No entanto, estou convencido de que o Senhor está nos ensinando uma maneira mais evangélica de viver juntos a responsabilidade que nos confiou. Daí também depende a credibilidade do nosso testemunho e a fecundidade da nossa missão."

O trabalho em grupos pode parecer inabitual para conduzir um Consistório, acrescentou o Papa, mas também isso faz parte do caminho pelo qual o Senhor está conduzindo a Igreja. "A comunhão nunca é um resultado conquistado de uma vez por todas: continua sendo uma conversão diária, que se concretiza na oração e por meio de atitudes concretas, relações de confiança e disponibilidade para nos ouvirmos reciprocamente."

Além do espaço para intervenções pessoais, Leão XIV reforçou que todos os participantes podem se sentir livres para lhe enviar observações ou reflexões confidenciais. "Mas peço que participem com confiança desse exercício eclesial. Nós também aprendemos a sinodalidade praticando-a; aprendemos juntos a crescer na comunhão. Agradeço-lhes desde já por sua disponibilidade, por sua liberdade interior e por seu amor à Igreja", concluiu o Santo Padre.

"Confiamos estes dias ao Espírito Santo, para que nos torne dóceis à sua voz e nos conceda a graça de buscar juntos o que melhor serve ao Evangelho e ao bem do Povo de Deus. Obrigado."

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media)

Reflexão para o seu dia:

Louvar ou libertar? Não deveria fazer diferença.

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Seu pregador direitista disse isto? Seu pregador esquerdista disse aquilo? Seu pregador centrista disso outra coisa? Que tal ouvir Jesus e os apóstolos para começarem a dialogar como gente fraterna? …

Padre Zezinho

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A falta de leitura e conhecimento das escrituras e dos postulados da moral católica já criou muita calúnia e confusão no púlpito, no palco e na internet! Isto em todas as igrejas!

Na Bíblia, os conceitos de salvação e libertação estão mais do que claros a significar que Deus “salva e liberta”. No Novo Testamento está claríssimo. Jesus é Salvador e Libertador. Salvou e libertou!

Cantamos o Benedictus, o Magnificat, o Glória, o Credo, o Santo e o Cordeiro de Deus sem perceber que estamos falando de libertação espiritual e política.

Cantamos o Santo em português e em latim, sem saber que HOSANA é expressão hebraica que significava SALVA-NOS, LIBERTA-NOS e liberta-nos não só do pecado, mas de toda e qualquer opressão!

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De repente pregamos e cantamos os salmos de libertação de um povo prisioneiro e oprimido como se fosse apenas canções de libertação e salvação da alma, quando está claríssimo no texto que se tratava de teologia da libertação bíblica e que na época era uma TL. Era teologia: Javé libertava e salvava!

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Hoje a conotação virou blasfêmia, como se todos nós que pregamos TL fôssemos comunistas. O que somos é CATEQUISTAS!

Na verdade, eram e são conceitos hebraicos, judeus e Cristão e Católicos.

Os hinos e cantos hebreus eram canções religiosas de libertação espiritual e política. E continuam sendo!

O trabalhador que há meses não recebe seu salário, ou o salário vem com um desconto injusto ao clamar por seus direitos está vivendo uma TL Bíblica e Cristã e está longe de ser um sujeito Marxista.

Quem usa o viés (desvio) capitalista ou marxista, ou comunista está deturpando o verdadeiro sentido da LIBERTAÇÃO! Se alguns indivíduos fizeram ou fazem isto vai por conta deles ou delas, porque para nós é DOUTRINA SOCIAL da NOSSA IGREJA (DSI).

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Os profetas, os salmos, os hinos, os evangelhos, as pregações de Jesus e dos apóstolos não visavam apenas a SALVAÇÃO DA ALMA, mas também da pessoa ou comunidades e do todo o povo. É verdade que somos todos chamados a salvar nossa alma e as almas de quem precisa de mudança de rumo. Mas não se alma só a alma. Jesus salvou da angústia, da fome e da opressão e aquilo também era salvar a pessoa por inteiro! A mulher que ele salvou do apedrejamento foi salva de corpo e alma. Ou não foi?

São Tiago criticou quem abençoa e manda um sujeito ir em paz sem ter lhe dado comida ou algo que o salvasse da fome ou da ferida. Na parábola do bom samaritano, o bom leigo samaritano salva um sujeito roubado e espancado e o liberta da morte mesmo sem saber que ele era!

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Aquelas bombas e drones e mísseis que matam milhões de inocentes são instrumentos de OPRESSÃO a serviço de alguma ideologia. A Bíblia, sobretudo os evangelhos e as epístolas são instrumentos de teologia da LIBERTAÇÃO.

Onde quer que alguém estiver sendo caluniado, espancado, oprimido, expulso de sua terra, porque alguém invadiu e roubou seu país ...

onde quer que alguém não sabe mais o que fazer para viver em paz, aí está a TL B a dizer que ensinar a teologia da libertação ou da salvação é doutrina de 3.800 anos.

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Libertemo-nos e libertemos quem está sendo oprimido, salvemo-nos se e salvemos quem está sendo oprimido. Não oprima e não se deixe oprimir. Jesus ensinou a fazê-lo sem violência e sem ódio.

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Você acha que isto é impossível? Que temos que andar armados e devolver olho por olho e dente por dente?

Vai achar essa postura nos salmos. Mas não vai achá-la nos evangelhos e nas epístolas. É isto que se chama NOVO TESTAMENTO.

Quem escolhe viver segundo o Velho Costume e não segundo o NOVO JEITO, não se proclame seguidor de Jesus. Simplesmente isso!

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 26 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

15h - Missa no Asilo São Vicente de Paulo

19h - Grupo de oração maranathá na capela da Soledade

19h - Celebração no Eldorado e nas comunidades da Pedra Branca e da Serrinha

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Dia 27 - Sábado

14h30-  Encontro de formação dos Meces no CPSJ

15h -  Celebração na comunidade da Bomba

19h -  Missa na matriz

19h -  Celebração nas comunidades São Geraldo

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Dia 28 - 13º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Conheça o caminho proposto pelas Diretrizes Gerais

 da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032

O arcebispo de Santa Maria (RS) e também coordenador do Grupo de Trabalho das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, dom Leomar Brustolin, apresenta no vídeo abaixo as ideias centrais contidas no documento nº 114 da Conferência Nacional Dos Bispos do Brasil (CNBB).

Aprovadas na 62ª Assembleia Geral da CNBB, em abril de 2026, as Diretrizes da Ação Evangelizadora traduzem em linhas de ação por onde a Igreja no Brasil vai caminhar nos próximos anos para anunciar Jesus Cristo em comunidades missionárias.

Dom Leomar destaca que a palavra “Missão” é fundamental para entender as novas diretrizes. “Ir ao encontro as pessoas, num caminho cada vez mais sinodal. Isto é, caminhamos juntos, formamos uma família em torno de Jesus Cristo que busca anunciar a boa nova do Reino a tantas outras pessoas”, aponta.

Dom Leomar fala também dos compromissos assumidos no documento pelos bispos do Brasil reunidos em Assembleia. Conheça, no vídeo abaixo, o caminho proposto pelas novas diretrizes gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período de 2o26 a 2032.

Assista:

Por Willian Bonfim

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Fonte: cnbb.org.br

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Papa na catequese desta quarta-feira:

a Eucaristia é antídoto
contra as divisões que minam o nosso mundo

Depois da visita à Espanha e da catequese dedicada a esta viagem apostólica, Leão XIV retomou esta quarta-feira o ciclo dedicado aos documentos conciliares. O comentário de hoje foi sobre o mistério eucarístico, a partir da Constituição "Sacrosanctum Concilium" (SC) sobre a Liturgia.

Mesmo sob forte sol, com temperatura acima dos 35 graus, milhares de fiéis se reuniram na Praça São Pedro para a última Audiência Geral antes da pausa de verão. Como de costume, no mês de julho são canceladas todas as audiências no Vaticano. O único momento público do Papa é a oração do Angelus todos os domingos. Leão XIV deu continuidade às catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, em particular sobre a Constituição Sacrosanctum Concilium (SC) sobre a Liturgia, destacando a influência de Santo Agostinho neste texto.

"Para os cristãos, participar na ceia do Senhor significa, de fato, «ser instruídos pela palavra de Deus; alimentar-se à mesa do Corpo do Senhor; dar graças a Deus». É ao recebê-Lo na Sua Palavra e na Eucaristia que nos tornamos aquilo que recebemos. Tornamo-nos o Corpo cuja Cabeça é o Cristo ressuscitado, sentado à direita do Pai, que nos prepara um lugar nos céus."

A Eucaristia é oblação

Assim, explicou o Pontífice, a Eucaristia é "o sacramento do Reino que vem". É o Pão do caminho, que nos conduz para a Pátria celestial. A Eucaristia é a forma do sacrifício espiritual dos cristãos, na medida em que é o caminho da união com Deus e da união recíproca. Ao participarem dela, aprendem a oferecer-se a si mesmos, a adotar o estilo de vida do próprio Senhor Jesus, marcado pela doação gratuita. Esta doação, prosseguiu o Papa, nos faz entrar na dinâmica da unidade, "que oferece um poderoso antídoto contra os fermentos de divisão que minam o nosso mundo, as nossas comunidades, as nossas famílias, o nosso coração".

Deste modo, quando participamos da Missa, somos convidados a ouvir a Palavra de Deus e a alimentar-nos à mesa do Senhor. A Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística estão intimamente ligadas entre si a ponto de formarem um só ato de culto.

O Lecionário, fruto da reforma litúrgica

No que diz respeito à Palavra, Leão XIV recordou que não se trata apenas de adquirir um conhecimento intelectual sobre as Escrituras, mas de receber a Palavra «viva e eficaz», dirigida por Deus a todos e, ao mesmo tempo, a cada um; Palavra que, juntamente com o Pão eucarístico, nos nutre e alimenta e nos faz passar da decadência do pecado para a vida nova em Cristo. 

O Vaticano II pediu que os fiéis fossem bem preparados para receber "os tesouros da Bíblia". Fruto da reforma litúrgica foi, portanto, o Lecionário, ou seja, o livro que reúne todas as leituras bíblicas para as celebrações litúrgicas, de modo a conjugar «fidelidade à tradição» com a «abertura a um progresso legítimo».

"Queridos irmãos e irmãs, bebamos com fé desta fonte de vida divina e deixemo-nos transformar pelo mistério que celebramos", foi o apelo de Leão XIV na conclusão de sua catequese.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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Assista:

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Fonte: vaticanews.va     Foto e vídeo: (@Vatican Media)

João Batista

nos aponta o Cordeiro de Deus! 

Dom Diamantino Prata de Carvalho - Bispo Emérito da Campanha (MG)

Para além da diversidade cultural e até mesmo folclórica por detrás dos festejos juninos, estes embalados pelas tradições vinculadas ao popular São João, somos convidados pela Igreja a debruçarmo-nos com solene e grande alegria sobre a Natividade de São João Batista, à luz do Evangelho de Lucas 1,57-66.80, o qual descreve tamanho acontecimento. 

 Enriquecidos por tão bela narrativa, apoiados nos escritos dos santos Padres, a Natividade de São João Batista não só causa admiração pelo conhecimento dos sagrados mistérios, senão pela meditação impetrada a partir dos mesmos, meditação esta que, ultrapassando gerações, produz efeitos espirituais profundamente vivos e pertinentes ao tempo presente, bem como ao vindouro da Igreja e de cada filho seu. 

Sob a auspiciosa sabedoria de Santo Agostinho, podemos contemplar tal Solenidade em uma perspectiva sumamente cristocêntrica, uma vez que o mesmo, partindo de João Batista, nos leva até Cristo e sua Igreja; isto considerando a eloquente afirmação de que “João nasce de uma anciã estéril; Cristo nasce de uma jovem virgem”. 

Último dos profetas da Antiga Aliança, João é a síntese de todo percorrido do Povo de Israel até os tempos da plenitude com a esperada vinda do Messias. Síntese não só por sua sabedoria expressada aos quatro cantos, apontando o Cordeiro, mas síntese também por que resume um tempo antes de Cristo marcado por vãos lampejos de certeza rumo à verdadeira Esperança. 

A estéril de que nos fala Agostinho, Isabel, representa as antigas investidas do Povo de Israel, muitas vezes calcadas em erros e corações endurecidos, incapazes do Amor, mais tarde engendrado do seio de Maria Santíssima. Povo que ao corromper-se pela ganância e vãs ambições, tornou-se por demais estéril e distante do projeto de Deus. Povo que se vê renovado, por dom e graça de Deus, mediante o mistério mais sublime na história da humanidade. 

A encarnação de Cristo, Mistério por excelência, traduz-se assim como a fonte mais pura e bela da reconciliação e restauração plena do povo de Deus, que outrora tropeçava em sua dureza de coração, mas que agora firma seus passos naqu’Ele que é verdadeiramente o Caminho, a Verdade e a Vida. Tal mistério, pelos desígnios do Altíssimo, exigiu antes o anúncio feito por João, voz que clamava no deserto, pavimentando os corações daqueles que porventura se deixavam guiar pelas veredas dos Céus.  

Se João, pois, resumia a jornada de Israel antes de Cristo, Cristo por sua vez introduz uma nova era na história da Salvação. Sinal de contradição, na contramão dos malfeitores que usurpavam do poder religioso e do prestígio reservado aos santos sacerdotes, Jesus introduz renovada Esperança, superando a estéril Aliança, não a abolindo, mas dando-lhe pleno cumprimento. Nosso Senhor elege para o mundo e a partir deste a Senhora que, diferente da estéril, apresenta-se agora virgem, pura, reluzente, repleta de força e vigor para a geração de uma nova humanidade. 

Assim Maria Santíssima traduz a Igreja, novo povo de Deus, que já não se restringe a um punhado de fiéis errantes, mas sim a uma vasta gama de povos e nações que, ainda hoje, abandonando suas estéreis verdades, dedicam-se à Verdade que é Cristo; que escutando a voz do precursor, dedicam-se a seguir o Caminho, comungando do Santo Sacrifício, do Cordeiro de Deus que de uma vez por todas tira o Pecado do Mundo, e o refaz para jamais jazer no erro, na escuridão. 

A exemplo do precursor, renovados pela profecia que nos liberta de toda escravidão, possamos anunciar com esmero e convicção o mesmo Cristo de ontem, hoje e sempre, perpetuando este reinado de amor e esperança, que rompendo a estéril tristeza da humanidade, a eleva à fértil alegria do novo que nos anuncia Cristo e sua Igreja para toda a eternidade. 

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Fonte: cnbb.org.br   Imagem: (@Vatican Media)

Leão XIV a escritores nesta manhã:

Deus se revela em meio a histórias muito humanas dos livros

Por ocasião dos 100 anos da Livraria Editora Vaticana, a editora oficial da Santa Sé, Leão XIV encontrou um grupo de 50 escritores e refletiu sobre as formas de compreender Jesus através também dos livros, já que "escrever é um ato de verdade", amplia a nossa humanidade e nos deixa mais próximos de Deus: "é ali, em meio a histórias muito humanas, que Deus se revela", na libertação da escravidão, no nascimento do filho, no amor misericordioso, "por meio de fatos e encontros, rostos e histórias".

O Papa Leão XIV, antes da Audiência Geral desta quarta-feira (24/06), encontrou um grupo de 50 escritores provenientes de várias partes do mundo, reunidos em Roma por ocasião dos 100 anos da Livraria Editora Vaticana (LEV). A editora oficial da Santa Sé, fundada em 1926 pelo Papa Pio XI, já serviu 9 Pontífices, "divulgando o magistério como contribuição para a difusão do Evangelho no mundo", como recordou Leão XIV no início de maio, na audiência de aniversário do centenário da editora da Igreja Católica Romana.

Escrever é um ato de verdade

No escritório junto à Sala Paulo VI nesta quarta-feira (24/06), Prevost recebeu os escritores e falou sobre a importância do livro e da própria escrita, "uma forma de expressão humana da qual vocês são, com variedade de estilos e de linguagens, mestres e modelos". Recordando São Paulo VI, enfatizou o quanto precisamos dos artistas, "da sua imaginação, da sua fantasia narrativa, da sua vivacidade de pensamento. Precisamos disso para criar espaços de liberdade e autenticidade, nos quais a graça divina possa fazer ressoar uma promessa de consolo e de paz". O Papa, então, agradeceu "por todas as vezes em que semearam a reconciliação, o encontro e a amizade", além de pedir que "sejam capazes de suscitar o interesse pela verdade, pois vocês mesmos são atraídos por ela":

"Escrever – da maneira como vocês o fazem – é um ato de verdade, de revelação. Escrever nos diz quem somos, aquilo em que acreditamos e esperamos, o mundo para o qual nos dirigimos, o futuro com que sonhamos. Nessa tensão pela verdade, percebemos como ela é discreta, como se apresenta a nós no diálogo interior com Deus e no diálogo aberto e respeitoso com o próximo. «A verdade não é um território a ser defendido, mas um bem a ser compartilhado» (Magnifica humanitas, 25). Nunca somos senhores da verdade; é ela, de fato, que nos 'conquista'."

Escrever é um gesto de humanidade

Para falar sobre a escrita que amplia a nossa humanidade, Leão XIV citou o dramaturgo e poeta romano Terêncio, que foi eternizado pela célebre frase “Sou um ser humano; nada do que é humano me é estranho”; além do próprio Papa Francisco, que escreveu uma Carta sobre o Papel da Literatura na Educação, argumentando sobre o valor formativo da literatura através das experiências humanas. A escrita, aprofundou Prevost através das palavras de Bergoglio, ativa "o poder empático da imaginação", veículo fundamental para levar a sentimentos como a solidariedade, a partilha, a compaixão e a misericórdia:

"É nisso que reside a grande escola de humanidade que vocês fazem os leitores experimentarem, pois quem lê, de certa forma, vive muitas vidas além da própria. E isso nos ajuda a descobrir as diversidades de pontos de vista, a não absolutizar o nosso e a compor, como em um mosaico, o perfil daquela verdade que sempre passa por nós."

Escrever não é estranho a Cristo

Por fim, finalizou o Papa em discurso, "escrever tem a ver com Deus. Pode parecer ousado dizer isso, mas vários teólogos refletiram e escreveram sobre a consonância entre a forma da escrita e a revelação do Deus bíblico". Leão XIV, então, citou o renomado frade dominicano, teólogo e escritor britânico, cardeal Timothy Radcliffe, que, retomando Terêncio, afirmou que, para os cristãos, "nada do que é humano é estranho a Cristo. Toda tentativa de dar resposta às questões fundamentais da nossa vida – como amar, ser justo, ser livre, enfrentar o sofrimento e a morte – nos ajuda a compreender Cristo, aquele que é o mais humano de todos" (T. Radcliffe, Acender a imaginação, Verona 2021, p. 29). E o Pontífice acrescentou:

“Quando chegamos ao âmago da nossa humanidade, não estamos distantes de Deus: é ali, em meio a histórias muito humanas, que Deus se revela. O Deus da Bíblia se manifesta na libertação da escravidão, no nascimento inesperado de um filho, no amor misericordioso e fiel. Fala por meio de fatos e encontros, rostos e histórias. «Deus opera na nossa vida através do que fazemos e do que somos, e através das muitas pessoas que encontramos».”

Andressa Collet - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Fotos: (@Vatican Media)