sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Segundo Domingo da Quaresma:

Leituras e reflexão

_____________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________

1ª Leitura: Gn 12,1-4a

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. Farei de ti um grande povo e te abençoarei; engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”. E Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito.

_______________________________________________________

Responsório: Sl 32

— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!

— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!

— Pois reta é a palavra do Senhor,/ e tudo o que ele faz merece fé./ Deus ama o direito e a justiça,/ transborda em toda a terra a sua graça.

— Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,/ e que confiam esperando em seu amor,/ para da morte libertar as suas vidas/ e alimentá-los quando é tempo de penúria.

— No Senhor nós esperamos confiantes,/ porque ele é nosso auxílio e proteção!/ Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ da mesma forma que em vós nós esperamos!

_______________________________________________________

2ª Leitura: 2Tm 1,8b-10

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo

Caríssimo: Sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 9Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade. 10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho.

_______________________________________________________
Evangelho: Mt 17,1-9

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, os irmãos Tiago e João, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E se transfigurou diante deles: o seu rosto brilhou como o sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisso lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra, e disse a Jesus: «Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.» Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra, e da nuvem saiu uma voz que dizia: «Este é o meu Filho amado, que muito me agrada. Escutem o que ele diz.» Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito assustados, e caíram com o rosto por terra. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: «Levantem-se, e não tenham medo.» Os discípulos ergueram os olhos, e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou-lhes: «Não contem a ninguém essa visão, até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos.»

______________________________________________________________________________

Reflexão do padre Johan Konings:

Vocação e Promessa

Viver é ser chamado por Deus a entregar-se à sua palavra. No Antigo Testamento, Abraão é o exemplo disso. Tem de deixar toda segurança e confiar-se cegamente à promessa de Deus (1ª leitura). Jesus, no Novo Testamento, é a plentitude dessa atitude (evangelho). Antes de iniciar seu caminho rumo a Jerusalém, ele encontra Deus na oração, na montanha. Aí, Deus o confirma na sua vocação.

E, ao mesmo tempo, dá aos discípulos segurança para que sigam Jesus: mostra-lhes Jesus transfigurado pela glória e proclama que este seu Filho é o portador de seu bem-querer, de seu projeto. Se incluímos em nossa meditação a 2ª leitura de hoje, aprendemos que nossa “santa vocação” não é um peso, mas uma graça de Deus. Portanto, não deve nos assustar.

A prática cristã exige conversão permanente, para largarmos as falsas seguranças que a publicidade da sociedade consumista e as ideologias do proveito próprio e do egoísmo generalizado nos prometem, para arriscar uma nova caminhada, unida a Cristo e junto com os irmãos. Somos convidados a dar ouvidos ao Filho de Deus, como diz o evangelho, e a receber de Cristo nossa vocação, para caminhar atrás dele – até a glória, passando pela cruz. Assim como Abraão escutou a voz de Deus e saiu de sua cidade em busca da terra que Deus lhe prometeu, devemos também nós largar o que nos prende, para seguir o chamado do Senhor.

Isso é impossível sem renúncia (para usar um termo que saiu de moda). Renúncia não é algo negativo, mas positivo: é a liberdade que nos permite escolher um bem maior. Isso vale para ricos e pobres. De fato, o povo explorado deve descobrir a renúncia libertadora. Não privação, mas renúncia. O povo precisa renunciar ao medo, ao individualismo e a outros vícios que aprende dos poderosos. Então saberá assumir sua vocação. E os ricos e poderosos, se quiserem ser discípulos do Cristo, terão de considerar aquilo que possuem como um meio, não para dormir, mas para servir mais, colocando-o à disposição de uma sociedade mais justa e mais fraterna.

_________________________________________________________________

PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

____________________________________________________          Fonte: franciscanos.org.br    Imagem: vaticannews.va    Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis (MG):

Horários de missa e outros eventos

_____________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________

 Dia 27 - Sexta-feira

5h30 - Missa, procissão da penitência e Oração das Mil Misericórdias na matriz

19h - Grupode oração Maranathá na capela da Soledade

19h - Missa na comunidade dos Coqueiros

19h - Missa na comunidade da Lagoa   19h - Missa na comunidade da Pedra Branca

______________________________________________________________________________

Dia 28 - Sábado

17h - Missa na comunidade do Uruguaia

19h - Missa na matriz   19h - Missa na igreja de São Francisco

______________________________________________________________________________

Dia 1º de março - 2º Domingo da Quaresma

7h - Missa na matriz          9h - Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges      18h - Missa na igreja de Santo Antônio

19h - Missa na matriz

______________________________________________________________________________

SBCC, UFN e CNBB lançam curso de extensão online e gratuito

sobre Inteligência Artificial e missão pastoral

Em parceria inédita, a Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos (SBCC), a Universidade Franciscana (UFN) e o Setor Universidades da CNBB e com apoio da ANEC (Associação Nacional de Educação Católica) promovem o curso “Inteligência Artificial e missão pastoral: caminhos para um discernimento sinodal”. A iniciativa reafirma o compromisso da Igreja com o diálogo entre fé e ciência diante dos desafios do mundo contemporâneo.

Com inscrições gratuitas, a formação acontece de 24 de fevereiro a 12 de março, em formato EaD, com encontros às quartas-feiras, das 20h às 22h — totalizando 12 horas de conteúdo com certificação.

O curso oferece uma introdução acessível aos fundamentos da Inteligência Artificial e uma reflexão pastoral sobre seus impactos, limites e possibilidades na evangelização e na missão eclesial. Inspirada no magistério recente da Igreja, a proposta sublinha que a IA não substitui a inteligência humana nem possui moralidade própria, exigindo discernimento ético e responsabilidade em sua aplicação.

A quem se destina

A formação é voltada a bispos, padres, religiosos e religiosas, agentes de pastoral — especialmente da Pastoral da Comunicação e da Pastoral Universitária —, gestores, professores e profissionais da educação católica, além de pessoas com formação superior interessadas no tema.

Programação

24/02 — Inteligência Artificial e Missão Eclesial: impactos, limites e responsabilidade social da Igreja. Palestrante: Dom Edson Oriolo

26/02 — Fundamentos e evolução da IA: conceitos centrais para não especialistas. Palestrante: Prof. Dr. Rodrigo Clemente (UFPR)

03/03 — Sinodalidade e cultura digital: magistério recente e discernimento pastoral. Palestrante: Pe. Danilo Pinto (Fundação Dom Avelar/ INAPAZ)

05/03 — IA na comunicação e na evangelização: estratégias e desafios. Palestrante: Ms. Janaína Santos (Celam)

10/03 — Princípios éticos e critérios para o uso responsável da IA. Palestrante: Prof. Dr. Everthon Oliveira (CEFET-MG)

12/03 — Seminário integrador e orientações para o Módulo II. Palestrantes: Prof. Dr. Márcio Paulo Cenci (UFN)

Mais informações e inscrições

proext@ufn.edu.br | (55) 3220-1253 | www.ufn.edu.br

https://site.ufn.edu.br/pagina/inscricoes-abertas-para-capacitacao-em-ia-e-missao-pastoral

___________________________________________________________________________
                                                                                                          Fonte: cnbb.org.br

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Palavras esclarecedoras do Papa Leão XIV:

mesmo quem não tem fé pode ser alguém que procura Deus

Leão XIV responde na edição de fevereiro da revista “Piazza San Pietro” à carta de um homem que se define como “um ateu que ama a Deus”: o verdadeiro problema não é acreditar ou não acreditar em Deus, mas buscá-Lo, e é aí que reside a dignidade e a beleza da nossa vida.

“Não pode ser ateu quem ama a Deus, quem O busca com coração sincero”. Assim responde o Papa Leão, citando Santo Agostinho, a Rocco de Reggio Calabria - sul da Itália -, que enviou uma carta à revista “Piazza San Pietro”, editada pela Basílica Vaticana. Na edição de fevereiro, o Pontífice agradece pela poesia de Rocco, que pede ajuda e questiona se é possível definir-se ateu e, ao mesmo tempo, amar a Deus.

Encontrar Deus dentro de si mesmo

“Acredito que não acredito, absolutamente certo do nada, continuo a ansiar por Deus. O meu drama – acrescenta Rocco na sua poesia – é Deus! A minha inquietação é Deus!”. “O que você afirma – responde o Papa – me fez lembrar imediatamente o que meu amado pai Santo Agostinho escreve nas Confissões: ‘Tu estavas dentro de mim, e eu fora. E lá eu te procurava’”. Uma citação que bem destaca como a busca por Deus é desejo.

Na busca de seu rosto reside a dignidade da vida humana

“O verdadeiro problema da fé – continua Leão XIV – não é acreditar ou não acreditar em Deus, mas procurá-Lo! Ele deixa-se encontrar pelo coração que O procura e, talvez, a distinção correta a fazer não seja tanto entre crentes e não crentes, mas entre aqueles que procuram e aqueles que não procuram Deus”. E então o Papa acrescenta que se pode pensar que se é crente sem buscar o rosto de Deus e, portanto, sem amá-lo; ao contrário, pode-se estar convencido de não acreditar e, em vez disso, “ser um buscador ardente de seu rosto, amá-lo – conclui dirigindo-se a Rocco – como você faz. Eis que todos nós somos desejosos de Amor, buscadores de Deus. E aqui reside a dignidade e a beleza de nossa vida”.

___________________________________________________________________________
                                                         Fonte: vaticannews.va   Foto: (@Vatican Media

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Catequese com o padre Zezinho:

Noites de louvor e noites de solidariedade

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

_____________________________

Com o Jesualdo, ao frequentar as noites de louvor e as noites de solidariedade acabaram as suas noites de solidão.

Os dois filhos em Portugal em Coimbra e a esposa Semíramis há três anos no Céu, a casa ficou vazia.

Ele que não era muito de rezar além da missa das 9 horas na paróquia, aceitou o convite do Heitor, também ele viúvo. Ambos, donos de lojas em São Paulo, foram ver alguns católicos em ação. Há vários movimentos católicos que ajudam os pobres. Não pense só no seu grupo! São centenas os que oram e colaboram!

Jesualdo descobriu que aqueles católicos de oração também eram católicos de ação! Depois daquele sábado sua PIEDADE passou a rimar com SOLIDARIEDADE.

***

Não sendo nem de centro, nem de esquerda e nem de direita, Jesualdo e Heitor não tinham políticos nem partidos de estimação. Mas depois daquelas noites começaram a estimar mais a Igreja que vai aos pobres. Ouviram os Papas…

***

Os cobertores e os ingredientes da sopa das sextas-feiras ficaram a cargo deles. Outros católicos já tinham assumido as sopas da quarta e os lanches do domingo. Nos outros dias iam ao CEASA e aos sítios onde se desperdiça muita coisa.

***

O jovem pároco era dinâmico e simpático. Pronto! Para eles continuava a saudade das esposas, mas acabaram as noites de solidão! Até dormir nas outras noites o Jesualdo conseguiu.

***

Catolicismo sólido não deixa a fé resvalar para partidos e ideologias.

Ela segura os terrenos aluviosos. Vai fundo na oração e na ação!

***

Católicos sólidos oram pelos pobres e vão lá ver o que os verdadeiros pobres têm nos armários e nas geladeiras …

Com um salário de R$2.300,00 e com seis pessoas família: esposa e sogra doentes , dois filhos na escola, aluguel de preferia acima dos 700 reais muitos não chegam nem perto de ter moradia decente e comida que sustenta.

O governo do Estado dá um subsídio que não cobre tudo. É aí que entram os católicos que oram e colaboram! Perto deles ninguém passa fome. Há evangélicos e até muçulmanos que fazem o mesmo!

A religião não precisa rimar com solidão. Também pode rimar com SOLUÇÃO!…

________________________________________________________________________________
                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Catequese com dom Vital Corbellini:

A Quaresma na Igreja Antiga
e a sua relação com Campanha da Fraternidade 2026

A Quaresma é um tempo de conversão e de preparação à Páscoa do Senhor. No Brasil nós temos um tema muito importante, que diz respeito à nossa relação social da fé e da caridade, e está sendo aprofundado, estudado nos grupos, nas assembleias, que é o da Campanha da Fraternidade sobre Moradia e Fraternidade. O seu lema é: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Jesus se encarnou na realidade humana e assumiu tudo o que é humano, para dar a todas as pessoas a redenção, a salvação. A Igreja antiga colocou a importância da Quaresma, como período de quarenta dias sendo um período de ascese à Páscoa, de conversão, de vida nova para o Senhor Ressuscitado dentre os mortos, como primícias de nossa vida futura. A Igreja antiga convocava a todas as pessoas às práticas caritativas.  

Como é que foi a quaresma? 

Segundo Eusébio de Cesareia e também Santo Atanásio, a Quaresma era um período de seis semanas incluída também a própria semana santa, um período de ascese que dizia respeito ao jejum, orações, práticas de caridade e acolhida de pessoas estrangeiras. Aqui entra a importância da Campanha da Fraternidade deste ano que diz também respeito às pessoas que vinham de outras localidades, países para serem acolhidas e a palavra de Jesus que diz: “Eu era estrangeiro e vós me acolhestes” (Mt 25,35).  

A sua observância  

Segundo alguns estudiosos da Igreja antiga a Quaresma estava sendo observada, assumida a partir da Epifania do Senhor. Ela estava em profunda imitação de Jesus Cristo, que apenas batizado, foi no deserto, para preparar-se para a missão evangelizadora, como Enviado do Pai para a humanidade (cfr. Mt 4, 1-11). A Quaresma era concluída com o batismo e outros sacramentos da Iniciação à Vida Cristã, conferidos aos catecúmenos e às catecúmenas em unidade em a Páscoa do Senhor. Para outras pessoas a Quaresma foi um período de jejum surgido nos séculos III e IV e oficializada em Nicéia, no ano de 325, por sua natureza ligada à festa móvel da Páscoa.  

O número quarenta 

Santo Agostinho convidava o povo de Deus a viver bem os quarenta dias antes da Páscoa com atitudes de humildade, de amor ao próximo, para viver em comunhão com a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus. O mistério que se celebrava no número quarenta foi porque o próprio Senhor jejuou durante este tempo após o seu batismo. Em comunhão com os catecúmenos, sendo as pessoas que iriam ser batizadas, o Bispo de Hipona convidava as pessoas cristãs também a jejuar e praticar obras de caridade neste período tão importante da vida cristã.  

O tempo da Quaresma

Santo Agostinho também afirmava ao seu povo a necessidade de oferecer a Deus obras que estivessem de acordo com o período especial da Quaresma. Ele tinha presentes a oração, o jejum, a esmola, conforme o Senhor recomendou no evangelho de Mateus, para que tudo se realizasse na maior descrição, e o Pai do céu que vê o que é secreto, dará a recompensa para os seus filhos e filhas (cfr. Mt ). A cada ano havia uma repetição da solenidade da Quaresma na qual Cristo Senhor sofreu por nós na sua única morte. Há uma perpétua memória de sua Paixão, Morte e Ressurreição.  

Ele veio morar entre nós (Jo 1,14)

É o lema que nós refletimos neste período da Quaresma proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) da qual nós estamos unidos e fazemos parte da Igreja do Senhor. Jesus se encarnou na realidade humana, assumindo tudo o que é próprio do ser humano, menos o pecado. Ele nos redimiu dos pecados, venceu a morte e está vivo para nós lutarmos por moradia digna, com políticas públicas que ajudem a todas as pessoas terem uma casa, um local onde possam viver bem e atuar em favor do Senhor, de seu Reino.  

Se a Igreja antiga com os seus pastores exortavam na Quaresma obras de jejum, de oração e de caridade conforme a Palavra do Senhor, hoje a Igreja exorta à práticas de vida, em unidade com as pessoas sofredoras, para que tenham terra, teto, trabalho. Nós somos chamados a viver bem o período da Quaresma em profunda unidade com o Senhor e com todas as pessoas que necessitam de moradia digna, aqui e agora, e um dia na eternidade.

Dom Vital Corbellini - Bispo de Marabá (PA)

____________________________________________________________________________
                                                              Fonte: cnbb.org.br    Imagem: vaticannews.va

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Papa no Angelus deste domingo:

silenciar
televisores e smartphones para escutar Deus nesta Quaresma

No Angelus deste I Domingo da Quaresma, Leão XIV convidou os fiéis a redescobrir o valor do silêncio e da escuta interior, propondo um jejum não apenas de alimentos, mas também de ruídos e distrações digitais: “Silenciemos um pouco as televisões, os rádios, os smartphones”, exortou o Pontífice.

O céu ensolarado, embora o clima ainda seja marcado pelo frio típico da reta final do inverno europeu, acolheu os peregrinos e fiéis reunidos na Praça São Pedro para a oração mariana do Angelus com o Papa Leão XIV, neste I Domingo da Quaresma, 22 de fevereiro. Em sua reflexão, o Santo Padre deteve-se no Evangelho proposto pela liturgia (cf. Mt 4,1-11), que apresenta Jesus conduzido pelo Espírito ao deserto, onde é tentado pelo diabo após quarenta dias de jejum.

O Papa recordou que Cristo experimenta o cansaço e as provações próprias da condição humana: a fome no plano físico e as tentações no plano espiritual. Resistindo ao demônio, porém, mostra a todos como vencer os enganos e as insídias do mal. A Quaresma, explicou, é um “itinerário luminoso” no qual, por meio da oração, do jejum e da esmola, os fiéis são chamados a renovar a própria cooperação com Deus na realização da “obra-prima única” que é a própria vida.

Entre as falsas promessas e a verdadeira alegria

Leão XIV advertiu para o risco de se deixar seduzir por formas fáceis e imediatas de gratificação, como a riqueza, a fama e o poder, que também estiveram presentes nas tentações enfrentadas por Jesus. Essas propostas, sublinhou, são apenas substitutos pobres da alegria para a qual o ser humano foi criado e acabam por deixar o coração inquieto, vazio e insatisfeito.

Recordando o ensinamento de São Paulo VI, o Pontífice destacou que a penitência não empobrece a pessoa, mas a enriquece, purificando-a e fortalecendo-a no caminho que tem como finalidade o amor e o abandono confiante em Deus. Assim, a penitência torna o cristão mais consciente das próprias limitações, ao mesmo tempo que lhe dá a força para superá-las com a ajuda divina.


Redescobrir o silêncio em um mundo barulhento

Na parte central de sua mensagem, o Papa insistiu na necessidade de criar espaços contínuos de escuta a Deus:

“Demos espaço ao silêncio: silenciemos um pouco as televisões, os rádios, os smartphones. Meditemos a Palavra de Deus, aproximêmo-nos dos Sacramentos; escutemos a voz do Espírito Santo, que nos fala ao coração.”

Segundo Leão XIV, este exercício de escuta não se limita à relação pessoal com Deus, mas se estende também aos vínculos humanos: é preciso aprender a ouvir os outros nas famílias, nos ambientes de trabalho e nas comunidades. O Papa exortou ainda a dedicar tempo a quem vive na solidão, especialmente aos idosos, aos pobres e aos doentes, renunciando ao supérfluo para partilhar com quem carece do necessário. 

Afastar-se do mal e praticar o bem

Por fim, citando Santo Agostinho, o Santo Padre recordou que uma oração acompanhada de humildade, caridade, jejum e esmola “alcança o Céu e nos dá paz”, quando se traduz em atitudes concretas de perdão, de afastamento do mal e de prática do bem.

Ao concluir, o Papa confiou o caminho quaresmal de toda a Igreja à Virgem Maria, “Mãe que sempre assiste os seus filhos nas provações”.

Thulio Fonseca - Vatican News

___________________________________________________________________________
                                            Fonte: vaticannews.va   Vídeo e foto: (@Vatican Media