quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Dom Geraldo dos Reis Maia - Bispo de Araçuaí:

Eleições e discernimento

Dom Geraldo dos Reis Maia

Chegar a um novo processo eleitoral é oportunidade de esperança diante das possibilidades de transformações sociais que se descortinam no horizonte. Sim, somos movidos pela “esperança que não decepciona” (Rm 5,5). Sonhamos com um mundo novo, a ser edificado com o processo de participação cidadã, para a escolha de pessoas comprometidas com o bem comum e a justiça social, capazes de promover políticas públicas que contribuam para melhorar as condições de saúde, educação, alimentação, moradia, urbanismo, meio ambiente…

Lutamos juntos pelo respeito à dignidade humana, garantido as condições mínimas para se viver dignamente, a partir de um desenvolvimento integral que satisfaça as necessidades básicas das pessoas, das famílias, das comunidades e de seus territórios, cuidando da Casa Comum com responsabilidade socioambiental. É esse o caminho do verdadeiro progresso que almejamos, orientado por exigências éticas e evangélicas.

A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos políticos. Ela apresenta critérios, mediante os quais a pessoa possa escolher livremente seus/suas candidatos/as para os vários cargos em disputa. “Movida pelo Evangelho e pela missão de anunciá-lo. (a Igreja) promove a vida, a dignidade humana e serve à construção do bem comum. Ela parte da fé em Jesus Cristo e da convicção, reafirmada pela Doutrina Social da Igreja, de que a política, quando orientada pela ética, constitui uma das mais elevadas formas de caridade” (CNBB, mensagem ao povo brasileiro – eleições, 2026).

Neste pleito eleitoral, vamos eleger nossos/as representantes no Poder Legislativo e Executivo, no nível estadual e federal. Para que se possa buscar o perfil de cada candidato/a, é preciso entender a missão de cada cargo público a ser escolhido. É preciso indagar e buscar respostas: o que faz um deputado estadual? E o deputado federal? O que caracteriza a função de um/a senador/a da República? Por que serão eleitos/as dois/duas senadores/as dessa vez? Quais são as atribuições de um governador de Estado? E o presidente da República?

No entanto, não é suficiente conhecer as funções para as quais vamos eleger os/as candidatos/as. É preciso conhecer a vida, a história, o passado, a formação e os compromissos de cada candidato/a. Vale a pena indagar: com quem esse/a candidato/a está comprometido/a? O que ele/a fez em outros mandatos? Se já teve mandato de deputado/a ou senador/a, ou, ainda, para cargos do Executivo, do lado de quem ele/a estava? Que tipo de interesses ele/a representou? Quais são as suas propostas?

Também não basta conhecer as funções e os/as candidatos/as. É preciso conhecer o partido que ele/a está filiado/a. Esse partido é a favor ou contra as demandas populares? Esse partido defende políticas públicas para garantir o desenvolvimento integral do ser humano? O partido desse/a candidato/a defende os direitos dos mais necessitados e a soberania nacional ou defende os interesses de empresas exploradoras? Defende o respeito pela Ecologia Integral e promove os direitos socioambientais ou é favorável à degradação ambiental, beneficiando o lucro fácil, a exploração dos territórios e a dizimação de comunidades e de pessoas em situação de vulnerabilidade?

Realmente, não é fácil refletir sobre tudo isso: cargo a ser preenchido, histórico do/a candidato/a e partido político. Por isso, é preciso acompanhar de perto o processo eleitoral, conversar com pessoas de confiança, buscar informações e não se deixar ludibriar por propagandas enganosas. Num mundo de Inteligência Artificial e Fake News, é fácil ser enganado. Os “filhos desse mundo” estão cada vez mais espertos e quase sempre enganam os “filhos da luz” (cf. Lc 16,8). Pior ainda é quem se deixa comprar, quem vende o seu voto… Conhecemos o ditado: “voto não tem preço, tem consequência”.

Finalizamos com um forte apelo dos Bispos do Brasil, que são os pastores do Povo de Deus: “Convidamos cada eleitor e eleitora a assumir sua responsabilidade. A abstenção não é a melhor escolha. O discernimento cristão exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos. O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social” (CNBB, mensagem ao povo brasileiro – eleições, 2026).

Que o nosso voto seja responsável, consciente, gratuito e completamente livre. Não nos deixemos ser enganados!

Que possamos construir pontes, superando toda polarização e divisão em nossas famílias e nossas comunidades!

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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 1º de outubro - Quinta-feira

7h - Missa na matriz

19h - Missa do 1º dia do tríduo na comunidade São Francisco

19h - Terço dos homens na matriz

19h - Missa ns comunidades dos Carneiros e dos Inácios

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Dia 2 - 1ª Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

15h - Missa na matriz

19h - Missa na capela de Nossa Senhora da Soledade

19h - Missa do 2º dia do tríduo na comunidade São Francisco

19h - Missa na comunidade São Benedito no Goiabal

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Dia 3 - Sábado

14h - Terço das crianças no Centro pastoral São José

16h -  Encontro de espiritualidade com os Ministros Extraordinários da Comunhão eucarística

18h - Início da Novena em louvor a Nossa Senhora Aparecida na Matriz

18h30 - Terço com o Movimento dos Restauradores do Imaculado Coração de Maria

19h -  Missa na matriz e no Goiabal 

19h - Missa do 3º dia do tríduo na comunidade São Francisco

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Dia 4 - 27º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

9h - Missa na comunidade São Geraldo

11h - Missa da festa na comunidade São Francisco

18h - Missa na igreja de Santo Antônio e no Goiabal

18h - Novena em louvor a Nossa Senhora Aparecida na matriz

19h - Missa na matriz

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Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB

promove, de 1º a 8 de outubro, a Semana Nacional da Vida

Começa nesta quinta-feira (1º/10) a Semana Nacional da Vida. Até o dia 8 de outubro, Dia do Nascituro, os fiéis de todo o país são convidados a viver este momento especial para a Igreja no Brasil e a celebrar a defesa da vida. Neste ano, o tema a ser desenvolvido será “O sentido da vida” e o lema: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10). O subsídio Hora da Vida está no mesmo livreto utilizado para a Semana Nacional da Família.

“Essa reflexão é urgente em uma sociedade marcada por avanços científicos e tecnológicos, mas também por solidão, ansiedade, violência, cultura do descarte, fragilidade dos vínculos familiares e perda da esperança. Perguntar pelo sentido da vida é tocar as inquietações de crianças, jovens, adultos, idosos, enfermos e famílias”, completa o assessor da Comissão Vida e Família, padre Rodolfo Chagas Pinho.

Para marcar o início da Semana, a Comissão Episcopal para a Vida e a Família sugere que, no dia 1º de outubro, abertura da Semana Nacional da Vida, seja celebrado o Sinal da Alegria, fazendo ressoar os sinos de nossas igrejas. Já no dia 8 de outubro, Dia do Nascituro, os fiéis são chamados a viver o Sinal da Esperança, acendendo velas e rezando juntos a Oração do Nascituro, em unidade com toda a Igreja no Brasil.

Confira os temas para cada dia da Semana Nacional da Vida:

1º Encontro – Eu vim para que todos tenham Vida

2º Encontro – A vida é um presente de Deus

3º Encontro – Para além das curtidas: o sentido da vida dentro e fora das telas

4º Encontro – Você não está sozinho(a)

5º Encontro – Juntos na Jornada da Vida

6º Encontro – Redescobrindo o valor e o sentido em cada fase da vida

7º Encontro – O sentido da vida no serviço ao próximo

8 de outubro – Celebração do Dia do Nascituro

Baixe a apresentação:

A Comissão Episcopal para a Vida e a Família também disponibilizou uma apresentação para apoiar os organizadores na condução dos encontros durante a Semana Nacional da Vida. Acesse (aqui)

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                                                                                                              Fonte: cnbb.org.br

Leão XIV na Audiência geral desta quarta-feira:

o renascimento da fé na França
é uma esperança para toda a Igreja

Na Audiência Geral, Leão XIV fala sobre a recente viagem apostólica ao país, ainda com impressões "tão vivas" e relembra os momentos vividos com os fiéis e a “inesquecível” Vigília dos jovens. A Catedral de Notre-Dame restaurada é um sinal de que é possível a “colaboração entre a Igreja, o Estado, as instituições públicas e a sociedade civil” e “a sinergia em prol do bem comum”. De Metz, a lição de que a Europa pode se renovar como um projeto de paz.

O Papa Leão XIV procurou compartilhar com os fiéis presentes na Praça São Pedro as suas reflexões e impressões "ainda tão vivas" da recente viagem apostólica à França que teve como tema “Pour que le monde ait la vie” — “Para que o mundo tenha vida” (cf. Jo 6, 51). Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (30/09), o Pontífice deu detalhes dos quatro dias no país, divididos em três etapas: Paris, Lourdes e Metz. Após os agradecimentos pela acolhimento e organização, tanto a autoridades e pastores da Igreja como "à multidão que quis encontrar o Papa ou simplesmente saudá-lo nas ruas como apóstolo de Cristo e mensageiro da paz. Obrigado a todos!".

O renascimento da Catedral de Notre-Dame

Ao começar a falar sobre a visita pastoral realizada de 25 a 28 de setembro, o Pontífice quis destacar o grande símbolo da Catedral de Notre-Dame em Paris que, há apenas 7 anos, "parecia mortalmente ferida" pelo incêndio de grandes proporções que sofreu. Mas ela foi reconstruída e está mais resplandecente do que nunca, tanto que o Papa celebrou as Vésperas em honra da Santíssima Virgem Maria no local, com uma liturgia solene e jubilosa. A catedral de Paris, continuou o Pontífice, "com o drama que viveu", ensina que a Igreja e a sociedade civil podem trabalhar juntas pelo bem comum, "oferecendo uma chave de leitura que eu resumiria numa única palavra: renascimento":

"Tal sinergia em prol do bem comum deveria ser o padrão de atuação para as instituições, forças políticas e sociais, e para todos aqueles que detêm responsabilidades cívicas e econômicas. É esta a mensagem que desejei transmitir às autoridades francesas, bem como aos membros da Unesco — a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, com sede em Paris —, ao destacar o critério fundamental sobre o qual tal colaboração deve assentar: a dignidade da pessoa humana."

Fazendo um paralelo com outro compromisso na capital francesa, a vigília dos jovens no Stade de France, "dois cenários completamente diferentes, mas dois acontecimentos complementares — quase espiritualmente unidos. O que os unia? A Igreja, que não é feita de pedra nem de cimento, mas de pessoas que amam Jesus Cristo porque foram amadas por Ele", disse o Papa. Assim como foi o encontro no lar Maison Bakhita que acolhe pessoas em situação de necessidade, um lugar com o "compromisso diário de servir a dignidade da pessoa humana com amor".

A verdadeira reconstrução da Igreja na França

A renovação da Igreja na França também se manifesta pelo número notável e crescente de jovens e adultos que pedem o Batismo. Uma "bela 'surpresa' de Deus", disse o Papa, que também pode encontrar e incentivar a caminhada dos catecúmenos e neófitos. E não só:

"O ponto alto da minha visita à capital foi a Missa na Place de la Concorde. Ali, um sinal de renascimento manifestou-se de modo notável: a assembleia litúrgica — reunindo sacerdotes, o coro e uma vasta multidão naquela praça espaçosa — estendia-se por toda a Avenue des Champs-Élysées, chegando ao Arco do Triunfo e mais além. No momento da Comunhão, todos puderam aproximar-se da Eucaristia, que foi distribuída por toda a área. Eis a verdadeira reconstrução, a restauração da Igreja que só Deus pode realizar, por intercessão da Virgem Maria."

Depois de Paris, a peregrinação a Lourdes para venerar a Mãe da Igreja que, através do cuidado materno, dá esperança a milhares de peregrinos e, especialmente, "aos que sofrem no corpo e no espírito", disse Leão XIV, ao acrescentar:

“Toda a vida humana, em qualquer condição — mesmo na de mais extrema fragilidade —, conserva a sua dignidade inviolável e merece ser cuidada, acompanhada e aliviada do sofrimento com compaixão humana e o auxílio de meios oferecidos pela ciência. Por isso, Lourdes apresenta-se ao mundo inteiro como um santuário da civilização do amor.”

O Papa também recordou o encontro que teve em Lourdes com pessoas que sofreram abusos, quando pediu que o ajudassem "a transmitir — também a outras vítimas — a minha determinação e a de toda a Igreja em ouvi-las e caminhar com elas na busca da cura, reconhecendo a dor causada nas suas vidas e trabalhando para prevenir abusos".

Renovar o mundo com o exemplo de Metz

Na última etapa da viagem apostólica, o Papa recordou dos encontros com representantes de diversas tradições religiosas na cidade de Metz, "situada numa região de França e da Europa marcada pelas cicatrizes da Segunda Guerra Mundial. Foi aí que Robert Schuman — uma das figuras-chave que inspirou o processo de unificação europeia — desenvolveu o seu trabalho". Leão XIV teve a oportunidade de recordar os horrores do conflito e o sonho de uma Europa unida, que "nasceu precisamente como um projeto de paz, na sequência da devastação da guerra", fundada em valores cristãos, entre eles, a abertura ao diálogo, tanto que foi assinado o "Apelo de Metz" pela paz:Andressa Collet - Vatican News

"Podemos dizer que aquilo que aconteceu à Catedral de Notre-Dame de Paris com o incêndio, já havia ocorrido na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Contudo, a Europa renasceu, alicerçada em princípios de democracia, solidariedade e fraternidade entre os povos — princípios que muito devem às suas raízes cristãs. Ainda hoje, é sobre estes fundamentos e com esta 'seiva' vital que o projeto europeu pode se renovar num mundo muito mais globalizado, onde o diálogo inter-religioso desempenha um papel crucial."

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                                                                Fonte: vaticanews.va   Vídeo: (@Vatican Media

Linha do tempo: o que os bispos do Brasil disseram

sobre política e eleições nos últimos anos?

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é a instituição permanente que reúne os bispos da Igreja Católica no País e assim promover a vida da Igreja e responder aos desafios de cada época, colocando-se à serviço da edificação de uma sociedade justa e fraterna. Ao longo dos anos, a Conferência tem publicado orientações e reflexões sobre as eleições e a participação dos cristãos na vida pública.

Em diferentes processos eleitorais, a Conferência tem chamado a atenção para temas como democracia, cidadania, bem comum, dignidade humana, participação política e responsabilidade no exercício do voto.

Abaixo, confira alguns desses pronunciamentos para recordar que a Igreja não apoia partidos nem candidatos e que a participação na vida pública também faz parte da responsabilidade cristã.

2018 – “O bem do país está acima de ideologias e interesses particulares”

56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil –

Nas eleições de 2018, a CNBB divulgou uma mensagem de compromisso e esperança. Os bispos chamaram a atenção para a crise democrática, a polarização, a intolerância, a violência e a disseminação de notícias falsas. No pronunciamento, defenderam eleições realizadas dentro dos princípios democráticos e éticos e lembraram que o voto não encerra a participação cidadã.

Leia na íntegra aqui.

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2020 – Mensagem por ocasião das Eleições Municipais

Na ocasião os bispos chamaram atenção para a compra e a venda de votos: práticas que “constituem crimes eleitorais que atentam contra a honra do eleitor e a cidadania”.

Vender ou comprar votos significa transformar um direito de cidadania em objeto de troca. Para a Igreja, participar da vida política também exige responsabilidade, consciência e compromisso com o bem comum.

Leia a mensagem na íntegra.

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2022 – Condenação ao uso da religião como ferramenta de campanha eleitoral

A nota da Presidência da CNBB por ocasião do 2º turno das Eleições de 2022, lamentou a exploração da fé e da religião para conseguir votos. Naquele pleito, a Conferência também promoveu orientações para a checagem de informações e alertou para a circulação de conteúdos falsos durante o processo eleitoral.

“Ratificamos que a CNBB condena, veementemente, o uso da religião por todo e qualquer candidato como ferramenta de sua campanha eleitoral. Convocamos todos os cidadãos e cidadãs, na liberdade de sua consciência e compromisso com o bem comum, a fazerem deste momento oportunidade de reflexão e proposição de ações que foquem na dignidade da pessoa humana e na busca por um país mais justo, fraterno e solidário”, escreveram os bispos na ocasião.

Leia na íntegra a nota.

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2022 – Acompanhar os eleitos e reconciliar

“O exercício da cidadania não se esgota com o fim do processo eleitoral”, recordaram os bispos da Presidência da CNBB após a conclusão do processo eleitoral de 2022. 

Na mensagem, a orientação foi acompanhar, exigir e fiscalizar a atuação dos eleitos. Também houve um chamado à reconciliação, depois de um processo eleitoral marcado por forte polarização.

“Todos possam caminhar unidos para a construção da política melhor, aquela que está a serviço do bem comum, conforme define o nosso amado Papa Francisco. São os votos da CNBB. É o que suplicamos em preces para o nosso país.”

Confira na íntegra.

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2024 – A corrupção compromete os caminhos da democracia

Às vésperas das eleições municipais de 2024, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Jaime Spengler, ofereceu no portal da CNBB uma série de orientações sobre pontos importantes para a realidade dos municípios brasileiros.

Dom Jaime chamou atenção para a corrupção:

“E não podemos esquecer que o governo justo, deve-se superar toda forma de corrupção. Não só no período eleitoral, mas em todo o percurso de governo. É necessário, da parte do povo, acompanhar, vigiar e analisar criticamente os atos dos escolhidos para o serviço público. A corrupção, seja de que proporção for, está intimamente ligada ao autoritarismo, à ganância de quem detém o poder e à falta de inteligência nos mecanismos de controle. Ela destrói valores, prejudica a representatividade e compromete os caminhos da democracia”, afirmou o presidente da CNBB.

Leia a matéria completa aqui.

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2026 – A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos

A Mensagem da CNBB por ocasião das Eleições 2026 foi divulgada pelo Conselho Permanente, em junho. O texto retoma temas como dignidade humana, bem comum, justiça social, democracia, verdade, participação cidadã, respeito às instituições, combate à corrupção e à desinformação.

“As eleições são oportunidades privilegiadas para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social. Mais do que escolher governantes e representantes, somos chamados a renovar nosso compromisso com os valores que sustentam a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade”, escreveram os bispos.

Leia a mensagem na íntegra.

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                                                                                                              Fonte: cnbb.org.br

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Papa Leão XIV:

comunicar com
"um novo olhar" e atenção na era do "caça-cliques"

No tema escolhido para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2027, Leão XIV ressalta que "comunicar não é captar nem vender a atenção" com uma manchete sensacionalista, um "clickbait", "caça-cliques", mas olhar e se abrir para o outro e para a verdade, sem superficialidade ou preconceito.

Clickbait, na internet ou nas redes sociais, é um conteúdo que tenta atrair a atenção do maior número possível de usuários com títulos chamativos ou sensacionalistas 

Foi divulgado, nesta terça-feira (29/09), dia em que a Igreja recorda os Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, o tema escolhido pelo Papa Leão XIV para o 61° Dia Mundial das Comunicações Sociais 2027 intitulado "Um novo olhar: 'prestar atenção' na era do clickbait".

O termo clickbait significa "caça-cliques" e tem como objetivo chamar a atenção do maior número possível de usuários com títulos chamativos ou sensacionalistas, conduzindo o usuário a páginas que não têm a informação anunciada. Essa tática não tem necessariamente a intenção de informar, mas criar o maior volume possível de cliques, visualizações e engajamento do conteúdo publicado, que se transformam em receita para os portais e redes sociais.

Conversão do nosso olhar

Num comunicado, o Dicastério para a Comunicação explica o tema escolhido pelo Pontífice, ressaltando que "a economia da atenção, com a sua luta por alguns instantes de interesse no fluxo rápido e interminável de conteúdos, está transformando não só as nossas capacidades cognitivas, mas também a profundidade da nossa comunicação interpessoal".

De acordo com a nota do organismo vaticano, o Papa Leão XIV nos convida "a uma conversão do nosso olhar: a renová-lo, com atenção e com amor. Só assim conseguiremos ver o mundo, os outros e também nós mesmos como Cristo nos vê: chamados pelo nome e amados. A nossa comunicação muda quando o nosso olhar opta por encontrar o outro em vez de o julgar".

Redescobrir uma higiene da atenção

"A falta de uma verdadeira atenção, alimentada pela cultura digital, habituou-nos a uma rotina de reações imediatas, a uma superficialidade nas relações, a uma facilidade em rotular e rejeitar os outros. A atenção é, pelo contrário, uma forma preciosa de generosidade: 'atenção' deriva de ad-tendere, tender em direção ao outro e à verdade. A comunicação cristã pode redescobri-la como dom e como olhar – o de Jesus, que viu e se deixou tocar."

"Comunicar não é captar nem vender a atenção, mas guardá-la como um recurso precioso de relação. Para comunicar na era do clickbait, somos chamados a 'prestar atenção', a redescobrir uma higiene da atenção", ressalta o comunicado do Dicastério para a Comunicação, que conclui, sublinhando que "a comunicação não se resume apenas em palavras: envolve a pessoa na sua totalidade e pede-nos que voltemos a olhar, a ouvir e a sentir, para podermos responder ao apelo que Cristo nos dirige".

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                                                                Fonte: vaticanews.va   Vídeo: (@Vatican Media

Reflita com dom Paulos Mendes Peixoto:

Configuração da vida

Configurar a vida é organizá-la de forma a dar-lhe sentido e motivações para uma existência feliz. Por outro lado, desorganização é reflexo de descontrole interno, que dificulta a condução saudável das ações do cotidiano. Consequentemente, é importante repensar, com certa frequência, o real caminho que está sendo percorrido e encontrar a direção certa e segura para atingir seus objetivos.

O mês de setembro é celebrado como o mês da Palavra de Deus, mês da bíblia. A configuração da vida das pessoas deve estar consolidada a partir da Palavra orientadora do Senhor, que cria uma cultura particular na forma de se viver ao construir a própria história pessoal. É pautar um olhar de esperança numa utopia de futuro, mas com convicção firme de que ela poderá ser realizada.

A construção é caminho de configuração, de conduta da vida pessoal, mas também da vida social. Tudo supõe responsabilidade e querer realizar o bem, principalmente o bem comum na sociedade. Estamos no momento bonito das eleições, espaço de fazer acontecer a configuração do Brasil, porque vamos escolher pessoas responsáveis pela conduta do nosso país. Isto exige responsabilidade.

O eleitor precisa ter uma vista clínica neste momento, olhar que ultrapasse seus interesses particulares e com uma visão do todo da sociedade. O bem comum não é um bem individual, intimista e exclusivista, fechado em si mesmo. Isto tem fundamento bíblico, pois a Palavra fala de ter o sentimento de fraternidade, convicto de que o voto tem força comunitária e ajuda a toda a comunidade.

O clima eleitoral tem um histórico de tensão. A Palavra de Deus diz: “aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade” (Fl 2,2). Mas é a disputa pelo poder, que pode ser uma armadilha para dificultar as relações de fraternidade e desenvolvimento do país. Aí está a importância de escolher pessoas aparelhadas com a prática do bem comum.

A vida tem seus erros e acertos, aquilo que pode acontecer também numa eleição. As tensões têm que ser harmonizadas, cada um sabendo ganhar ou perder. Assim é a trajetória da vida, mesmo com polarizações e extremismos, é possível apaziguar os ânimos, entender as paixões como limites do humano e projetar um futuro de sociedade onde o bem de todos seja construído.

Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG)

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                                                                     Fonte: cnbb.org.br   Imagem: vaticannews.va