terça-feira, 13 de outubro de 2026

Pesquisa Nacional sobre Evangelização da Juventude no Brasil

 ganha relatório completo

A Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a FTD Educação, lançou o livro do relatório completo da Pesquisa Nacional: Evangelização da Juventude no Brasil – 2025. A publicação foi apresentada no final de setembro, durante o Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil, dando continuidade à divulgação dos resultados iniciada em junho deste ano, quando foi apresentado o relatório parcial.

O estudo reúne dados de 11.498 adolescentes e jovens, de todas as regiões do país, e busca contribuir para uma compreensão mais ampla das realidades, experiências, desafios, expectativas e vivências de fé das juventudes. A coleta foi realizada entre maio e julho de 2025, por meio de questionário on-line estruturado.

A pesquisa foi realizada pela Comissão Episcopal para a Juventude em parceria com o Observatório Juventudes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília (UCB) e o Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

 

Uma escuta das juventudes

O relatório foi elaborado como instrumento de escuta das juventudes e está inserido no processo de reflexão e revisão das orientações da Igreja para a evangelização dos jovens. A pesquisa procurou reunir informações que ultrapassam a participação religiosa e eclesial, contemplando diferentes dimensões da vida juvenil.

Foram 11 dimensões analisadas: dados demográficos, educacionais, socioeconômicos, familiares, socioculturais, saúde integral e bem-estar, juventudes e vulnerabilidades, projeto de vida e perspectivas de futuro, dados socioambientais, dados religiosos e espirituais e dados eclesiais e pastorais.

Na apresentação da publicação, a Comissão Episcopal para a Juventude destaca que os dados podem contribuir para estudos, conferências, artigos, seminários e para o planejamento da ação pastoral.

“Para servir melhor às juventudes, precisamos conhecê-las, refletir sobre sua realidade, escutá-las e caminhar com os jovens e as jovens”, afirma Dom Vilsom Basso, presidente da Comissão para a Juventude.

O que os dados apresentam

Entre os participantes, 98,3% declararam-se católicos. A pesquisa também identificou uma forte presença dos jovens na vida comunitária e sacramental da Igreja. Entre os respondentes, 68,5% afirmaram frequentar regularmente a Igreja semanalmente e 25,1%, diariamente.

A família aparece como uma das principais referências na transmissão da fé. Pais foram mencionados por 46,4% dos participantes como referência para o conhecimento da fé, seguidos pelos avós, com 18,7%. A Igreja institucional aparece com 13,2%, enquanto amigos e internet registram percentuais próximos, de 6,4% e 6,3%, respectivamente.

Os dados também mostram a importância dos grupos juvenis como espaços de convivência e pertencimento. Entre as principais motivações para participar de grupos, pastorais e movimentos estão o conhecimento da fé (17,3%), a espiritualidade cristã (16,4%), o desejo de construir amizades (11%) e de sentir-se parte de algo maior ou sagrado (9,8%).

Ao mesmo tempo, a pesquisa identifica desafios para a participação. Entre os 538 jovens que afirmaram não participar de grupos, pastorais ou movimentos juvenis católicos, 55,3% apontaram a ausência de espaços compatíveis com sua faixa etária ou momento de vida como principal motivo. Outros 32,8% mencionaram dificuldades relacionadas a aspectos organizacionais, espirituais ou doutrinários das propostas existentes.

Participação e protagonismo juvenil

A pesquisa também buscou compreender como os jovens percebem seu espaço de participação na Igreja. Para 26,5% dos participantes, os jovens têm espaço para opinar e suas contribuições geram mudanças na maioria das vezes. Outros 23% afirmaram que a Igreja oferece espaço, mas há pouco interesse juvenil em participar; o mesmo percentual considera que os jovens são frequentemente mobilizados para executar tarefas, sem necessariamente participar dos processos de decisão.

Os resultados indicam, assim, a necessidade de continuar refletindo sobre escuta, corresponsabilidade e participação efetiva dos jovens nos processos pastorais.

A pesquisa também aponta que os jovens participantes valorizam os processos de formação. Mais da metade, 53,2%, afirma que os jovens participam ativamente do próprio processo formativo, enquanto 48,9% reconhecem o uso de metodologias participativas. Ao mesmo tempo, o relatório aponta possibilidades de avanço na atualização das linguagens e metodologias, especialmente no diálogo com a cultura digital.

Juventudes e realidade social

A investigação também apresenta aspectos relacionados às condições concretas de vida dos participantes. A maioria vive em áreas urbanas, correspondendo a 86,3% da amostra, enquanto 13,7% vivem em áreas rurais. A faixa etária predominante é de 18 a 24 anos, com 64,8% dos respondentes.

No campo do trabalho, 65,4% dos jovens declararam trabalhar, enquanto 30,6% não trabalham. Metade dos participantes (50,4%) estuda e trabalha simultaneamente. O relatório chama atenção para a necessidade de considerar essa realidade na organização das atividades pastorais, uma vez que as rotinas de estudo e trabalho interferem diretamente na disponibilidade para a participação comunitária.

Também foram identificadas diferentes configurações familiares. Apenas 30,9% dos participantes vivem em domicílios compostos por pai, mãe e irmãos, enquanto 69,1% vivem em outras configurações familiares. O dado integra uma das dimensões que ajudam a compreender as condições concretas nas quais os jovens vivem sua formação humana, social e religiosa.

Fé, formação e projeto de vida

Entre os temas que mais despertam interesse nos jovens católicos, santidade e fé cristã aparece em primeiro lugar, com 16,7%. Na sequência estão formação integral; mente, coração, espírito e prática, com 11,9%, e saúde mental, com 10,3%. Música, arte e cultura; diálogo entre fé e razão; e ética cristã também aparecem entre os temas citados.

Os resultados apontam para a importância de uma formação que considere a pessoa em suas diferentes dimensões e estabeleça diálogo com as questões concretas vividas pelas novas gerações.

Outro aspecto identificado pelo estudo é a presença do ambiente digital na experiência juvenil. Redes sociais, aplicativos de mensagens, comunidades virtuais e conteúdos religiosos fazem parte das formas contemporâneas de relacionamento, aprendizagem, busca de sentido e vivência da fé. O relatório também registra experiências de pertencimento religioso mediadas digitalmente, sem deixar de destacar a importância da convivência presencial, da vida comunitária e da celebração sacramental.

Apresentação do relatório em setembro 2026 | Foto: reprodução/Jovens Conectados


Um instrumento a serviço da pastoral juvenil

A Comissão Episcopal para a Juventude pretende que o relatório seja utilizado como subsídio por dioceses, Regionais da CNBB, pastorais, movimentos, novas comunidades, grupos juvenis e demais expressões que atuam junto às juventudes.

Para ampliar esse acesso, os Regionais da CNBB receberão uma remessa de mais de mil exemplares impressos da publicação. A versão digital do relatório também está disponível para download.

A proposta é que os dados possam alimentar processos de escuta, reflexão, formação e planejamento pastoral, ajudando a Igreja a reconhecer as diferentes realidades juvenis e a construir formas de acompanhamento mais próximas da vida dos jovens.

A publicação se apresenta, assim, como mais um instrumento para a missão da Igreja junto às juventudes. Conhecer os dados, refletir sobre eles e colocá-los em diálogo com a realidade de cada comunidade pode ajudar a fortalecer uma pastoral capaz de escutar, acompanhar e caminhar com os jovens e as jovens.

Acesse o relatório

O relatório completo da Pesquisa Nacional: Evangelização da Juventude no Brasil – 2025 está disponível em versão digital para consulta e download.

Por Jovens Conectados

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                                                                                                                    Fonte: cnbb.org.br

Reflita com dom João Santos Cardoso:

Não decidir somente por ouvir dizer 

“Ele não julgará pela aparência, nem decidirá somente por ouvir dizer. Mas com justiça julgará os necessitados e defenderá os direitos dos pobres” (Is 11,3-4). 

Essa profecia de Isaías, escrita séculos antes de Cristo, impressiona por sua atualidade. Ao anunciar o Messias, o Ungido sobre o qual repousa o Espírito do Senhor, o profeta destaca uma importante característica de sua missão: ele agirá com justiça, pois não se deixará conduzir pelas aparências nem pelo simples “ouvir dizer”. 

Quem lida com pessoas e instituições encontra frequentemente situações delicadas. Não é raro receber relatos, acusações e diferentes versões sobre pessoas e acontecimentos. Algumas vezes, referem-se a fatos graves que precisam ser apurados com responsabilidade. Outras vezes, porém, são informações construídas a partir de impressões, interpretações ou relatos de segunda e terceira mão: “disseram que…”, “ouvi falar…”, “todos sabem…”. 

O mundo digital potencializou enormemente esse fenômeno. Uma afirmação é publicada, compartilhada, comentada e repetida inúmeras vezes. Aos poucos, perde-se a origem da informação. Já não se sabe quem viu, quem presenciou ou onde está o fato. Sobra a narrativa. E, porque muitos a repetem, ela começa a adquirir aparência de verdade. Mas a repetição não transforma uma narrativa em fato. 

Isaías oferece um critério precioso de discernimento. O Messias não julga pelas aparências nem decide simplesmente pelo que escuta dos outros. Seu juízo não se constrói sobre impressões, mas se orienta pela verdade e pela justiça. Jesus agiu segundo esse mesmo princípio: esteve atento às pessoas concretas, especialmente aos pequenos e vulneráveis, sem se deixar aprisionar pelos rótulos, preconceitos e julgamentos que a sociedade lhes impunha. 

Essa antiga sabedoria bíblica encontra eco também no Direito. No processo penal brasileiro, discute-se o valor do testemunho indireto, conhecido como testemunho de “ouvir dizer”. A jurisprudência tem advertido que decisões tão graves quanto levar alguém a julgamento ou condená-lo não podem fundamentar-se exclusivamente em relatos indiretos, sem outros elementos que lhes deem sustentação. 

Esse princípio de cautela ultrapassa o âmbito jurídico e oferece uma referência importante para diferentes espaços da convivência humana e institucional. Isso não significa desprezar denúncias, silenciar quem sofre ou deixar de investigar situações graves. Ao contrário, a seriedade de uma denúncia exige que ela seja acolhida e examinada com responsabilidade, buscando os fatos, ouvindo as pessoas envolvidas e distinguindo o que pode ser comprovado daquilo que permanece no campo das interpretações. Escutar é necessário, mas escutar não significa concluir imediatamente. Entre ouvir e julgar há um caminho indispensável de discernimento. 

Essa sabedoria adquire particular importância em um tempo no qual informações circulam com enorme rapidez. Antes que uma versão se converta em juízo sobre uma pessoa, algumas perguntas são indispensáveis: o que realmente se sabe? Quais são os fatos? O que pode ser verificado? O que permanece apenas no campo do “ouvir dizer”? 

A justiça exige que rumores não se convertam em sentenças e que a força da repetição não substitua a verdade dos fatos. Preservar essa distinção é também proteger a dignidade das pessoas e contribuir para relações e instituições mais justas, responsáveis e verdadeiramente humanas.

Dom João Santos Cardoso - Arcebispo de Natal (RN)

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                                                                   Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticannews.va

Associação Nacional de Escolas Católicas e CNBB lançam

roteiro de celebração e benção para o Dia do Educador 2026

Com o tema “Mapas de Esperança” e o lema “Educadores: juntos, desenhando novos mapas de esperança”, a iniciativa convida instituições e comunidades a promoverem momentos de homenagem, oração e bênção.

A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) e a Comissão Episcopal para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) oferecem subsídios para a celebração do Dia do Educador, comemorado em 15 de outubro.

De acordo com o assessor do Setor Educação da Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB, padre Júlio Cézar Resende, a  proposta de 2026 busca reconhecer e valorizar quem dedica sua vida à formação de crianças, jovens e adultos, na Educação Básica e no Ensino Superior.

“No conhecimento compartilhado, nos sonhos acolhidos e nas oportunidades abertas para cada estudante, os educadores contribuem para construir uma sociedade mais justa, solidária e fraterna”, disse padre Júlio.

Mapas de Esperança

Sob o tema “Mapas de Esperança” e o lema “Educadores: juntos, desenhando novos mapas de esperança”, a iniciativa destaca a educação como caminho de encontro, cuidado e transformação.

Em sintonia com a reflexão proposta pela Carta Apostólica Desenhar Novos Mapas de Esperança, a celebração reforça que a missão educativa se realiza em comunidade. Educadores, estudantes, famílias e instituições são convidados a compartilhar responsabilidades e fortalecer relações de diálogo, acolhimento e cooperação.

Roteiro de celebração e bênção

O material reúne acolhida, proclamação da Palavra de Deus, reflexão, preces, oração de bênção e envio, além de uma leitura para reflexão inspirada na carta apostólica. O roteiro pode apoiar celebrações em escolas, universidades, paróquias e comunidades, bem como momentos de oração na abertura de reuniões de professores ou em outros encontros.

As instituições podem enriquecer a proposta com elementos de seu carisma e de sua cultura local, observando as orientações do subsídio. Nas celebrações fora da Missa, a Palavra de Deus e a oração de bênção devem ser preservadas como elementos centrais. Quando realizada dentro da Missa, antes da bênção final, a proposta orienta utilizar apenas a oração de bênção indicada.

Músicas, vídeos e propostas de participação

O subsídio também apresenta sugestões de músicas, vídeos e atividades de transposição didático-pastoral, aproximando o tema da realidade das comunidades educativas.

Entre as propostas estão a memória de educadores que marcaram a vida dos participantes, a partilha de experiências e o registro de compromissos concretos de escuta, acolhimento, diálogo e cuidado. Esses compromissos podem compor um “Mapa de esperança da comunidade educativa”, a ser retomado em encontros posteriores.

A ANEC e a CNBB convidam as instituições educacionais e as comunidades eclesiais a promoverem suas ações em 15 de outubro ou em datas próximas, conforme a realidade local. A intenção é expressar gratidão aos educadores e renovar o compromisso coletivo com a missão de educar.

Acesse o roteiro de celebração e bênção dos educadores, clicando aqui

Sobre a ANEC e a Comissão para a Cultura e a Educação

A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil reúne instituições católicas de Educação Básica e Ensino Superior e atua em favor de uma educação comprometida com a formação integral, os valores cristãos e a construção de uma sociedade justa e fraterna.

A Comissão acompanha e anima a atuação pastoral da Igreja nos campos da cultura e da educação, promovendo o diálogo entre fé, conhecimento e sociedade, em compromisso com a dignidade humana e o bem comum.

Por Willian Bonfim com informações ANEC e Setor Educação

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                                                                                                                    Fonte: cnbb.org.br

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 13 - Terça-feira

15h - Missa pelas vocações e pelos enfermos na matriz

19h - Terço das mulheres na matriz

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Dia 14 - Quarta-feira

19h - Missa em louvor a São Geraldo

19h - Missa na comunidade da Pedra Branca

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Dia 15 - Quinta-feira

7h - Missa na matriz em ação de graças pelo Dia do Professor

19h - Terço dos homens na matriz

19h - Missa em louvor a São Geraldo

19h - Missa na comunidade da Serrinha

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Dia 16 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

15h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Procissão com a imagem de São Geraldo da matriz ao Centro Pastoral onde será celebrada a missa da festa

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Dia 17 - Sábado

14h - Encontro de formação dos novos MESC

19h - Missa na matriz

19h - Missa na comunidade São Geraldo

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Dia 18 - 29º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa da festa na comunidade São Geraldo

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio

18h - Missa na matriz

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Papa Leão XIV se submeterá a uma cirurgia no pulmão;

CNBB enviou mensagem
na qual expressa proximidade, afeto filial e comunhão

O Papa Leão XIV anunciou, ao final do Angelus do domingo, 11 de outubro, que deverá se submeter a uma cirurgia para retirar um nódulo circunscrito no pulmão. A cirurgia será realizada nos próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem ao Santo Padre expressando proximidade fraterna, afeto filial e comunhão na oração. Às vésperas da festa de Nossa Senhora Aparecida, a CNBB confia a saúde do Papa e seu ministério à intercessão da Padroeira do Brasil. Segue, abaixo, a íntegra da mensagem.

Ao Santo Padre, Papa Leão XIV

Santidade,

Ao recebermos a notícia da intervenção cirúrgica à qual Vossa Santidade será submetido nos próximos dias, expressamos, em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, nossa proximidade fraterna, nosso afeto filial e nossa comunhão na oração.

Acolhemos seu pedido de orações e nos unimos aos bispos, presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas e a todo o povo de Deus no Brasil, suplicando ao Senhor que o sustente com sua paz, ilumine os profissionais responsáveis por seus cuidados e lhe conceda uma plena recuperação.

Às vésperas da festa de Nossa Senhora Aparecida, confiamos sua saúde e seu ministério à intercessão da Padroeira do Brasil. Que Maria o acompanhe com sua ternura materna e o fortaleça na missão de confirmar os irmãos na fé e conduzir a Igreja nos caminhos da comunhão e da paz.

Santo Padre, receba o abraço afetuoso da Igreja no Brasil. Permanecemos unidos a Vossa Santidade na fé, na esperança e na oração.

Em Cristo, 

Dom Jaime Cardeal Spengler 
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB 

Dom João Justino de Medeiros Silva 
Arcebispo de Goiânia (GO)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB 

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa 
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
Segundo Vice-Presidente da CNBB 

Dom Ricardo Hoepers 
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-geral da CNBB 

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                                                                                                                Fonte: cnbb.org.br

Leão XIV sobre o Círculo São Pedro:

uma obra louvável que cumpre o mandamento da caridade

Ao receber a antiga associação em audiência, o Papa agradeceu aos membros e voluntários pelo seu compromisso, que contribui "para formar o rosto bonito da Igreja", no testemunho do "Evangelho entre os pobres e os desfavorecidos", e recomendou que o mandamento do amor esteja na base dos compromissos e das orações.

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (12/10), na Sala das Bênçãos, no Vaticano, os sócios do Círculo São Pedro, realidade de assistência e ajuda aos pobres.

O Pontífice iniciou o seu discurso, recordando que desde 1869, esta "digna associação tem estendido a mão, em nome do Papa, a muitas pessoas necessitadas na nossa amada cidade de Roma, oferecendo refeições que distribuem diariamente, abrigos noturnos para os sem-teto, alojamento para famílias carentes e outros serviços".

Oração, ação e sacrifício

“É uma obra louvável, que cumpre o mandamento do Senhor de uma caridade que, em segredo, espera a sua recompensa só de Deus. Contribui para moldar o bonito rosto da Igreja, que dá testemunho do Evangelho entre os pobres e desfavorecidos.”

Refletindo sobre os três pilares do carisma do Círculo São Pedro, "oração, ação e sacrifício", o Papa ofereceu-lhes "uma palavra que os une em perfeita harmonia: caridade".


"Em primeiro lugar, a oração é o fundamento da caridade. Não é por acaso que a primeira palavra do seu lema se refere ao vínculo com Deus. Só se pode dar o que se recebe. A oração é precisamente essa relação através da qual recebemos a mesma caridade que somos chamados a dar", disse Leão XIV, encorajando-os sempre "a retornar à Palavra de Deus e à oração como a fonte inesgotável de sua dedicação".

A segunda palavra do lema da associação, "ação, indica a direção para a qual voltar o amor recebido de Deus". "A oração, de fato, torna-se eficaz quando se volta para o próximo. A caridade gerada pelo Espírito Santo é o amor de Deus derramado em nossos corações: um amor que se torna compromisso de vida e serviço. Esse amor deve tornar-se meta, estilo e sentido da nossa vida", sublinhou o Papa.

O terceiro eixo em torno do qual gira carisma do Círculo São Pedro, "o sacrifício, remete ao cerne da caridade, indicando-nos a maneira de viver o equilíbrio entre oração e ação". A seguir, Leão XIV citou Santo Agostinho: «Verdadeiro sacrifício é toda obra pela qual nos comprometemos a nos unir em santa comunhão com Deus. Portanto, mesmo o bem com que se socorre o homem, se não for realizado em relação a Deus, não é sacrifício. De fato, embora o sacrifício seja realizado e oferecido pelo homem, é algo divino».


Participar da própria obra de Cristo

“Ao oferecerem seu tempo, seu entusiasmo e também seu esforço em favor dos pequeninos, vocês participam da própria obra de Cristo, que nos amou e deu a vida por nós. Unidos ao seu sacrifício, portanto, já não somos nós que vivemos, mas o próprio Cristo vive em nós.”

O Papa pediu aos membros da associação "que a caridade seja sempre fonte de sua oração, alma de sua ação, expressão de seu sacrifício espiritual". Agradeceu-lhes pelo Óbolo de São Pedro entregue a ele "como sinal de sua fidelidade e devoção ao Santo Padre. Sua devoção está sempre presente em mim, pois sempre levo comigo o presente que me deram no momento da minha eleição, e agradeço-lhes sinceramente". Voltando ao Óbolo de São Pedro, o Pontífice disse que "ele sustenta a solicitude do Bispo de Roma por esta cidade e é, ao mesmo tempo, uma ajuda às necessidades da Sé Apostólica no serviço a toda a Igreja".

Leão XIV concluiu, confiando o Círculo São Pedro "à proteção da Virgem Maria, Salus Populi Romani".

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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                                                            Fonte: vaticanews.va   Imagens: (@Vatican Media

Celebramos neste 12 de outubro a Padroeira do Brasil,

Seis décadas depois de criada a Vila de Guaratinguetá, um certo capitão José Correia Leite, adquiriu terras em Tetequeras, nas margens do Rio Paraíba do Sul, cerca,de três léguas abaixo de Pindamonhangaba. O Porto existente em sua fazenda, ficou então conhecido pelo nome de Porto José Correia Leite (atual Porto Itaguaçú).

Em dezembro de 1716, o rei D. João V, nomeou D. Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conhecido como Conde de Assumar, para governar como Capitão General a Capitania de São Paulo e Minas Gerais, que pouco depois seria desmembrada em duas, por sugestão dele mesmo. Foi homem importante, viria a ser mais tarde vice-rei da Índia. Embarcou no Rio de Janeiro para Angra dos Reis, Parati e Santos, daí galgou a Serra do Mar e foi a São Paulo, onde tomou posse em 04 de setembro de 1717. Pouco depois seguiu para Minas Gerais, pela chamada estrada real, hospedando-se com toda sua comitiva em Guaratinguetá de 17 a 30 de outubro, à espera de suas bagagens que deixara no porto de Parati.

A Câmara Municipal da Vila de Santo Antonio de Guaratinguetá viu-se em apuros para abastecer a mesa de tão ilustre visitante, por isso convocou os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, e os mesmos saíram em pescaria pelo Rio Paraíba. Desceram e subiram o rio várias vezes e nada conseguiram, chegando ao Porto “José Correia” o pescador João Alves arremessando sua rede às águas do Rio Paraíba sentiu que algo ali se prendera, puxou-a de volta ao barco e viu que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça. Arremessou novamente a rede e apanhou a cabeça da imagem. Os três pescadores sem nada entender continuaram a pescaria, quando para surpresa de todos os peixes surgiram em abundância para aqueles homens.

O' Senhora Aparecida abençoai-nos!

Segundo o relato daquelas humildes pessoas, foram tantos peixes logo conseguido, depois de “aparecida” a imagem, que a canoa ficou cheia. Até ameaçava afundar. Alegraram-se muito com o ocorrido e foram levar o pescado à Câmara Municipal de Santo Antonio de Guaratinguetá, mas primeiro passaram pela casa de Felipe Pedroso e deixaram a preciosa encomenda confiada aos cuidados de Silvana da Rocha, mãe de João, esposa de Domingos e irmã de Felipe. Puseram-na dentro de um baú, enrolada em panos, separada uma parte da outra.

A casa de Silvana foi o primeiro oratório que teve aquela imagem, e ficou com ela cerca de nove anos, até 1726, data provável de seu falecimento. O marido e o filho, Deus já os chamara antes. Assim tornou-se herdeiro da imagem seu irmão, Felipe Pedroso, o único sobrevivente da milagrosa pescaria. Sua casa foi o segundo oratório, por seis anos, perto da Ponte Sá (proximidade da atual Estação Ferroviária) e também o terceiro, por mais sete anos, na Ponte Alta, para onde se mudara. Em 1739, Felipe Pedroso mudou-se mais uma vez, já velho, para o Itaguaçu, e fez a entrega da imagem a seu filho Atanásio. Até então a imagem ficava dentro do baú, guardada, e só era tirada de lá nas horas das preces, quando era posta sobre uma mesa. Na casa de Atanásio Pedroso, que ficou sendo seu quarto oratório, ela passou a ter altar e oratório de madeira, feitos por ele. Chamava sempre parentes e amigos e com eles rezava o terço e entoava cânticos. O número de devotos começou a aumentar, alguns sentiram-se favorecidos por graças e até por milagres, que apregoavam. A fama da Santa Aparecida foi crescendo e a notícia dos prodígios chegou aos ouvidos do vigário da Paróquia, Padre José Alves, que mandou seu sacristão, João Potiguara, assistir as rezas e observar. Baseado nas informações desse, e tendo ouvido outras pessoas, resolveu o vigário construir uma capelinha ao lado da casa de Atanásio, que, nessas alturas, estava morando no Porto Itaguaçu, onde a imagem fora encontrada.

Reprodução do encontro da imagem

Consta que o vigário quis levar a imagem para Guaratinguetá, levou-a por duas ou três vezes, mas o povo ia às escondidas e a trazia de volta. Depois corria a notícia de que a imagem fugira de volta para o bairro Itaguaçu. Resolveu o padre José Alves Vilela, no ano de 1743, construir uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, a qual terminou sua construção dois anos depois, abrindo a visitação pública em 26 de julho de 1745 (dia consagrado a Santa Ana), dia em que foi celebrada a primeira missa.

Assim, 28 anos depois de “aparecida” a imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, ela teve sua capela, que iria durar 138 anos, até 1883.

Em 1894, chegou em Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

No dia 8 de setembro de 1904, D. José Camargo de Barros coroou solenemente a Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Em 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, passados vinte anos, no dia 17 de dezembro de 1928, a vila que se formou ao redor da Igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município, e em 1929, Nossa senhora foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI.

Com o passar do tempo o aumento do número de romeiros foi aumentando e a Basílica tornou-se pequena. Foi então que os Missionários Redentoristas e os senhores Bispos iniciaram no dia 11 de novembro de 1955 a construção da atual Basílica Nova, o maior Santuário Mariano do Mundo. Em 1980, ainda em construção, recebeu o título de Basílica Menor pelo Papa João Paulo II. Em 1984, foi declarada oficialmente Basílica de Aparecida Santuário Nacional, pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

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