terça-feira, 23 de junho de 2026

CNBB divulga mensagem ao povo brasileiro

por ocasião das eleições de 2026

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de seu Conselho Permanente, divulgou na quinta-feira, 18 de junho, uma mensagem ao povo brasileiro por ocasião das eleições de 2026. No texto, os bispos reafirmam o compromisso da Igreja com a promoção da vida, da dignidade humana e do bem comum, ao mesmo tempo em que destacam a importância da participação consciente dos cidadãos no processo eleitoral.

Inspirada na passagem bíblica “Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5, 21), a mensagem recorda que a Igreja Católica não indica candidatos nem partidos políticos. Entretanto, ressalta que a fé cristã e a Doutrina Social da Igreja reconhecem a política, quando orientada pela ética, como uma das mais elevadas formas de caridade e serviço à sociedade.

Os bispos afirmam que as eleições representam uma oportunidade privilegiada para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social. Segundo o texto, mais do que escolher governantes e representantes, os brasileiros são chamados a renovar o compromisso com valores fundamentais para a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.

Desafios que afetam a vida pública

mensagem também faz um alerta diante de desafios que afetam a vida pública do país. A CNBB manifesta preocupação com a desigualdade social, a corrupção, a compra de votos, o uso indevido de recursos públicos e a disseminação deliberada de notícias falsas. Os bispos ressaltam ainda que o abuso do poder econômico e político, assim como as diversas formas de violência, fragilizam a confiança nas instituições democráticas e comprometem a convivência social.

Outro ponto destacado é a necessidade de fortalecer a democracia por meio do respeito às instituições da República, à Constituição Federal, ao Estado Democrático de Direito e aos mecanismos legítimos de apuração da vontade popular. O texto reafirma a importância da confiança no processo eleitoral, do respeito aos resultados das urnas e da observância da Lei da Ficha Limpa.

Ao dirigir-se aos eleitores, a CNBB convida cada cidadão a assumir sua responsabilidade no processo democrático. A mensagem observa que a abstenção não é a melhor escolha e propõe um discernimento que vá além das promessas de campanha, considerando a trajetória de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos.

“O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social”, afirmam os bispos.

A Conferência destaca, ainda, que a esperança cristã se expressa por meio da participação, do diálogo, da defesa da verdade, da proteção da democracia e da promoção da justiça. Os bispos convidam todos os homens e mulheres de boa vontade a serem promotores da paz social e construtores da fraternidade.

Ao final, a mensagem encerra com uma oração pela nação brasileira, confiando o país à proteção de Nossa Senhora Aparecida e pedindo que Deus ilumine cada eleitor e eleitora no exercício de sua responsabilidade cidadã.

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Acesse (aqui) a mensagem na íntegra.

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Assista à mensagem do presidente da CNBB: 

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                                                                                                           Fonte: cnbb.org.br

A copa da Paz:

quando o esporte se torna linguagem de esperança

Dom Leomar Brustolin - Arcebispo de Santa Maria (RS)

Em tempos marcados por guerras, divisões, intolerâncias e feridas abertas entre povos e nações, um evento esportivo pode parecer algo pequeno diante dos grandes desafios da humanidade. No entanto, o esporte possui uma força singular: é capaz de reunir pessoas, culturas, línguas e histórias diferentes em torno de uma experiência comum. Por isso, a Copa do Mundo pode ser contemplada também como um sinal de esperança, um convite a sonhar e a trabalhar por um mundo mais fraterno, reconciliado e justo.

A Igreja sempre reconheceu o valor humano, educativo e social do esporte. São João Paulo II afirmava que o esporte é uma verdadeira “escola de virtudes”, capaz de educar para a disciplina, a solidariedade, o respeito e a amizade. Bento XVI recordava que a atividade esportiva ajuda a superar barreiras culturais e linguísticas, favorecendo o encontro entre os povos. Já o Papa Francisco ensinou que o esporte possui a capacidade de construir pontes onde muitos erguem muros, tornando-se instrumento de paz, fraternidade e cultura do encontro.

Também o Papa Leão XIV tem insistido na necessidade do diálogo e da construção paciente da paz. Em uma de suas recentes manifestações, pediu que os povos tenham “o coração aberto ao diálogo” e trabalhem pela fraternidade entre as nações. Ao falar sobre futebol, em sua visita à Espanha, recordou que o Papa deve ser “de todos os times”, uma expressão simples, mas profundamente simbólica: acima das rivalidades, das cores e das bandeiras, existe uma pertença maior, que nos irmana como membros da única família humana.

O futebol é uma das mais belas metáforas da vida. A bola que corre pelo campo recorda os sonhos que carregamos no coração e que nunca devem permanecer parados. O gol aponta para os horizontes que buscamos alcançar, fruto de perseverança, esforço, esperança e confiança. Os jogadores nos ensinam que ninguém constrói uma vitória sozinho; é preciso confiar, colaborar e colocar os talentos pessoais a serviço da equipe. E a torcida, com sua paixão e seu entusiasmo, lembra-nos que o ser humano precisa caminhar acompanhado, sustentado pelo incentivo e pela presença dos outros.

Quando a bola rola, não se movimenta apenas um jogo: movimentam-se emoções, memórias, pertencimentos e esperanças. Por isso, o futebol continua sendo uma linguagem universal capaz de unir pessoas diferentes em torno da alegria de sonhar, lutar e celebrar juntas.

O esporte nos ensina que adversário não é inimigo. Ensina que regras existem para proteger a convivência. Ensina que a vitória só tem verdadeiro valor quando é alcançada com honestidade. Ensina, sobretudo, que ninguém vence sozinho.

Num mundo que frequentemente transforma diferenças em conflitos, a Copa nos recorda que é possível competir sem destruir, divergir sem odiar e celebrar sem excluir. Que cada partida seja, portanto, um convite a reconhecer no outro não um rival a ser vencido, mas um irmão com quem partilhamos o mesmo campo da existência.

A esperança nasce quando aprendemos a jogar juntos. E a paz começa quando descobrimos que pertencemos à mesma equipe: a família humana, sonhada e amada por Deus.

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                                                       Fonte: vaticanews.va      Vídeo: (@Vatican Media)

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 23 - Terça-feira

15h - Missa pelas vocações e pelos enfermos na matriz

19h - Terço das mulheres na matriz

19h - Celebração na comunidade Betel

19h - Celebração na comunidade da Serra da Usina

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Dia 24 - Quarta-feira

18h - Missa em louvor a São José na matriz

18h - Celebração na comunidade dos Inácios

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Dia 25 - Quinta-feira

 8h30 - Missa na capela do Colégio Santa Ângela

19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração na comunidade das Andorinhas

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Dia 26 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

15h - Missa no Asilo São Vicente de Paulo

19h - Grupo de oração maranathá na capela da Soledade

19h - Celebração no Eldorado e nas comunidades da Pedra Branca e da Serrinha

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Dia 27 - Sábado

14h30-  Encontro de formação dos Meces no CPSJ

15h -  Celebração na comunidade da Bomba

19h -  Missa na matriz

19h -  Celebração nas comunidades São Geraldo

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Dia 28 - 13º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Papa Leão nesta segunda-feira:

é mais fácil "alimentar" conflitos do que pessoas.
Deve-se apostar no multilateralismo.

Em sua primeira visita à sede do Programa Alimentar Mundial (World Food Programme), em Roma, Leão XIV reforçou que água, alimento e acesso à saúde não podem ser subordinados a considerações de mercado ou a interesses geopolíticos. E pediu uma renovada aliança entre as nações no combate à fome.

O Papa Leão deixou o Vaticano na manhã desta segunda-feira, 22 de junho, para visitar a sede do Programa Mundial de Alimentos (PAM), que fica na zona sul de Roma. As anfitriãs do Pontífice foram a ex-diretor executiva, Cindy McCain, que concluiu seu mandato há poucos dias, e a diplomata brasileira Carla Barroso Carneiro, presidente da assembleia, que discursaram antes do Santo Padre.

A convergência entre o PAM e a Igreja

Ao tomar a palavra, Leão XIV enalteceu o trabalho da instituição, que foi condecorado com o Nobel da Paz em 2020, e reforçou a convergência com a missão da Igreja Católica em proteger a dignidade humana e promover a fraternidade. "Juntos, compartilhamos a urgente tarefa de combater a fome e a desnutrição, enfrentando ao mesmo tempo as causas estruturais que as alimentam."

Entre essas causas, o Pontífice aponta as crises hodiernas que não são mais "eventos isolados", mas se transformaram em "realidades persistentes", caracterizadas por conflitos prolungados, insegurança alimentar crônica, volatilidade econômica e crescente vulnerabilidade climática. E não só, como observou na encíclica Magnifica humanitas, esta situação é fruto ainda da crise do sistema multilateral e da fragmentação da ordem mundial. Assim, não se trata somente de como intervir, mas compreender o motivo pelo qual este sistema produz os problemas que ele mesmo é forçado a corrigir. 

Esse clima de desconfiança, analisou Leão XIV, levou os Estados a destinarem progressivamente os próprios recursos à segurança nacional e à estabilidade interna, ignorando a cooperação internacional.

O paradoxo atual

Esta tendência gera o evidente paradoxo de uma “capacidade produtiva global sem precedentes” paralela “à expansão de áreas de extrema vulnerabilidade”, que o Papa assim sintetizou: "As mesmas forças que alimentam o crescimento econônimo muitas vezes agravam a exclusão e a marginalização". Assistimos a uma "burocratização da solidariedade" junto a uma "silenciosa mercantilização da vida humana". O resultado é que o acesso aos bens essenciais, inclusive ao alimento, é influenciado por considerações econômicas ou estratégicas. E quem não produz um valor quantificável corre o risco de se tornar invisível. 

A solidariedade impedida por "incompreensíveis decisões políticas"

Desta forma, a pessoa humana perdeu a sua centralidade, e como denunciou o Papa Francisco em 2016, nesta mesma sede, as ajudas são obstaculizadas "por intrincadas e incompreensíveis decisões políticas, por tendenciosas visões ideológicas ou por insuperáveis barreiras alfandegárias", enquanto "as armas não".

Sendo assim, é mais fácil "alimentar" conflitos do que pessoas. "Esta realidade reflete não apenas carências operativas, mas também um profundo desequelíbrio nas prioridades políticas e morais", denunciou Leão XIV.

O risco de perpetuar "ciclos de fragilidade"

As consequências da fome, prosseguiu, se estendem para além dos diretos interessados, podendo comprometer toda a coesão social, aumentando o risco de conflitos e migrações forçadas, “perpetuando assim cliclos de fragilidade que, em última análise, incidem sobre a comunidade internacional”. São instituições como o PAM, ressaltou o Papa, que impedem que crises humanitárias degenerem num "colapso irreversível". 

Retomar o multilateralismo

Para todas essas questões, o Pontífice propõe retomar a cooperação multilateral, porque nenhum Estado, hoje, pode enfrentar sozinho os desafios globais. A comunidade internacional deve estar unida pela preocupação por quem se encontra vulnerável, opondo-se à exclusão. Assim, o convite a caminhar juntos, em harmonia fraterna, deve se tornar o "princípio inspirador".

O encorajamento aos governos 

Eis então o apelo do Santo Padre aos governos de todo o mundo, para que "renovem e reforcem seu compromisso, aumentem os recursos destinados à luta contra a fome e às suas causas profundas e removam os obstáculos que impedem às ajudas de alcançar quem necessita".

Para traduzir essas palavras em fatos, é preciso reduzir a burocracia supérflua, de modo que a transparência e responsabilidade estejam a serviço das pessoas e não se tornem um obstáculo às ajudas. Onde os Estados vacilam e o acesso humanitário é limitado, a Igreja Católica tem um papel importante, pois com frequência alcança as populações mais vulneráveis em regiões inacessíveis. 

Resistir à mercantilização

Outro apelo do Papa é para resistir à "mercantilização das necessidades humanas fundamentais":

“Água, alimento e acesso à saúde não podem ser subordinados a considerações de mercado ou a interesses geopolíticos. O acesso ao alimento adequado é um direito humano fundamental radicado na dignidade de cada pessoa.”

Para Leão, não se trata somente de aliviar o sofrimento, mas enfrentar as causas de instabilidade geopolítica, já que a segurança alimentar é um componente essencial da segurança global e integral. 

Um novo percurso é possível

O Pontífice concluiu afirmando que o que está em jogo não é só a eficácia de uma agência, mas a credibilidade da própria cooperação internacional. Um novo percurso é possível, afirmou, partindo da simplificação do método, priorizando o essenvial, sem que nenhuma pessoa seja esquecida. 

"De fato, esse compromisso está enraizado no reconhecimento de que toda pessoa humana possui uma dignidade inerente e inalienável, que permanece intacta independentemente das circunstâncias, das condições ou da posição social. Enraizada no amor incondicional e ilimitado de Deus, essa dignidade pode ser descrita como infinita, pois nada pode diminuir, apagar ou negar o seu valor. É precisamente pela nossa fidelidade a essa verdade que se mede a humanidade da nossa política e, com ela, o futuro da comunidade internacional."

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Fonte: vaticanews.va     Vídeo: (@Vatican Media)

Reflexão com o padre Zezinho:

Línguas ferinas e venenosas!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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As leituras deste domingo mostram um tipo de crime muito em voga na mídia atual: Jr 20,10-13; Rm 5,12-15; Mt 10, 26-33

Quem precisa mostrar os defeitos e as fraquezas dos outros em artigos, livros, na TV, na Internet e no Rádio e em público deveria procurar um psicólogo. Algo está errado, não com os outros, mas com ele ou ela. É um detrator e diminuidor dos outros.

Precisa rebaixar o outro para ele crescer, ou precisa rebaixar a outra igreja para que a sua consiga mais adeptos.

Sempre houve detratores, já no tempo de Moisés, Jeremias, Jesus e Paulo.

Mateus registra esse grave desvio, ao lembrar que Jesus condenou veemente este comportamento em Mt 7,1-6.

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“Não julgueis os outros, e Deus não vos julgará. Pois com o mesmo critério com que julgardes os outros, sereis julgados. E a mesma medida que usardes para medir os outros será aplicada também a vós.

Por que observar o cisco que está no olho de teu irmão, se não enxergas a trave que está em teu olho?

Como tens coragem de dizer ao irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco de teu olho’, sendo que tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e então enxergarás bem para poder tirar o cisco do olho de teu irmão”. (Mt 7 1-5)

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Tais sujeitos diminuidores ou detratores dos outros raramente admitem que sua intenção é mostrar a fraqueza do outros sem nenhuma necessidade. Fazem o contrário do que João dizia sobre Jesus.

João dizia: QUE ELE CRESÇA E EU DIMINUA. No caso dos mostradores das fraquezas dos outros a ideia é detonar o outro: QUE EU CRESÇA E ELES DIMINUAM!

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O fofoqueiro sempre tem necessidade de jogar uma frase ou apelido maldoso sobre o outro, enquanto pinta uma imagem sempre positiva de si mesmo!

Jesus foi claro:

“Por que observar o cisco que está no olho de teu irmão, se não enxergas a graveto que está em teu olho?”

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Muitas amizades acabaram por causa dessa mania de revelar o cisco no olho do outro. Dificilmente esse sujeito aceita ajuda de um psicólogo. Na primeira consulta já vai sair da sala revelando o defeito do psicólogo que o atendeu …

O apóstolo Tiago fala dessas línguas de trapo:

“Assim também a língua é um pequeno membro, mas pode gloriar-se de grandes coisas. Vede que basta uma pequena chama para incendiar uma floresta imensa.

Mas a língua, ninguém a pode domar: é uma praga sem descanso, cheia de veneno mortal. Com ela bendizemos o Senhor e Pai e com ela maldizemos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca saem a bênção e a maldição. Ora, isto não deve ser assim, meus irmãos. (Tg 3,5-10)

Devemos corrigir algo em alguém? Sim! Jesus fazia isso! Mas não com fofocas e sempre com gentileza fraterna! Passar rasteira no sujeito do outro time é jogo sujo, sobretudo quando o outro nem sequer estava na jogada! … …. ….

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

domingo, 21 de junho de 2026

Papa neste domingo:

hostilidade e perseguição
a muitos cristãos, responder ao ódio com amor

Na alocução que precedeu ao Angelus dominical, o incentivo de Leão XIV para testemunhar o Evangelho “mesmo onde seu valor não é compreendido ou aceito”. O convite é para sermos mansos e perseverantes, enraizando a fé e a missão em uma relação intensa com Deus: a contemplação não é uma experiência exclusiva de certos eremitas. “Continuar a transmitir a todos, em todas as circunstâncias, sua mensagem de esperança, de amor e de paz. O mundo precisa muito disso!”

Como anunciar a Boa Nova para os discípulos em missão. Comentando o Evangelho de Mateus, que este domingo (21/06) XII Domingo do Tempo Comum, apresenta o trecho em que se destaca o estilo sugerido por Jesus — que não pode prescindir da “partilha de um encontro pessoal com Ele, único para cada um” —, Leão XIV exortou a recorrer continuamente à verdadeira fonte que deve inspirar cada ação e cada palavra do cristão. 

A técnica por si só não basta para anunciar o Evangelho

O Papa agostiniano, também na esteira de sua recente encíclica, lembrou que não é possível testemunhar aquilo de que não se teve experiência pessoal, apenas por ouvir dizer.

A força do apostolado, de fato, para além de técnicas e instrumentos, baseia-se na ação do Espírito Santo em nós e na autenticidade de nossa resposta.

Testemunhar mesmo onde não se é compreendido ou aceito

O que o Pontífice destaca é a integração entre fé e vida. O testemunho é o fruto inevitável de uma alimentação assídua baseada na relação com Deus. “Isso nos torna cada vez mais pessoas de fé sólida e consciente — ressaltou ele — e, consequentemente, apóstolos críveis e livres, homens e mulheres capazes de refletir a luz do Evangelho em todos os ambientes e em todas as situações da vida, e de testemunhá-lo mesmo onde seu valor não é compreendido ou aceito”. E acrescentou:

Não se deve pensar que “contemplar” seja uma experiência exclusiva, reservada a alguns santos ou aos monges e eremitas. Todos nós podemos fazê-lo, esforçando-nos por preservar, em meio aos compromissos do nosso dia a dia, momentos de quietude nos quais nos colocarmos em silêncio diante de Deus.

Responder com amor

Por fim, o Pontífice, relembrou a vida nada fácil das primeiras comunidades cristãs e citou seu predecessor Francisco na Evangelii gaudium. Assim, exorta a responder ao ódio com amor, à arrogância com mansidão, ao desânimo com perseverança, ali onde o Evangelho se mostra mais “incômodo”. As antigas hostilidades e perseguições, observou ele, se repetem ainda hoje em vários lugares: diante da tentação de desanimar e de se deixar vencer pelo cansaço ou pelo medo, o antídoto continua sendo sempre o mesmo.

É necessário que aprofundemos as raízes de nossa fé e de nossa missão em um relacionamento intenso com Ele. Isso nos dá a força para não desistirmos e continuarmos a transmitir a todos, em todas as circunstâncias, sua mensagem de esperança, de amor e de paz. O mundo precisa muito disso!

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Fonte: vaticanews.va     Vídeo: (@Vatican Media)

Reflexão para este domingo:

Libertar nossas comunidades do medo

José Antonio Pagola

As fontes cristãs apresentam Jesus dedicado a libertar as pessoas do medo. Ele se afligia ao ver as pessoas aterrorizadas pelo poder de Roma, intimidadas pelas ameaças dos mestres da lei, distanciadas de Deus pelo medo de sua ira, culpabilizadas por sua pouca fidelidade à lei. Do coração de Jesus, cheio de Deus, só podia brotar um desejo: “Não tenhais medo”. São palavras de Jesus que se repetem sempre de novo nos evangelhos. As que mais deveriam também repetir-se hoje em sua Igreja.

O medo se apodera de nós quando em nosso coração cresce a desconfiança, a insegurança ou a falta de liberdade interior. Este medo é o problema central do ser humano e só podemos libertar-nos dele enraizando nossa vida em um Deus que só busca o nosso bem.

Assim o via Jesus. Por isso dedicou-se, antes de tudo, a despertar a confiança no coração das pessoas. Sua fé profunda e simples era contagiosa: se Deus cuida com tanta ternura dos pardais do campo, os pequeninos pássaros da Galileia, como não vai cuidar de vós? Para Deus sois mais importantes e queridos que todos os pássaros do céu. Um cristão da primeira geração recolheu bem sua mensagem: “Descarregai em Deus tudo que vos abate ou oprime, pois a Ele só interessa o vosso bem”.

Com que força falava Jesus a cada enfermo: “Tem fé. Deus não se esqueceu de ti”. Com que alegria os despedia quando podia vê-los curados: “Vai em paz. Vive bem”. Seu grande desejo era que as pessoas vivessem em paz, sem medos nem angústias: “Não vos julgueis, nem vos condeneis mutuamente, não vos causeis dano. Vivei de maneira amistosa”.

São muitos os medos que fazem as pessoas sofrer em segredo. O medo causa dano, muito dano. Onde cresce o medo, perde-se Deus de vista e se afoga a bondade que há no coração das pessoas. A vida se apaga, a alegria desaparece.

Uma comunidade de seguidores de Jesus deve ser, antes de muitas outras coisas, um lugar onde as pessoas se libertem de seus medos e aprendam a viver confiando em Deus. Uma comunidade onde se possa respirar uma paz contagiosa e viver uma amizade entranhável que tornam possível escutar o apelo de Jesus: “Não tenhais medo!”

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos