domingo, 11 de outubro de 2026

Catequese mariana:

Jesus pode e Maria pede e nos ensina a pedir!
Vamos a Aparecida para isso!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

_____________________________

Fonte: A12.com

Talvez não tenham dito a vocês, mas a maioria dos romeiros que buscam Aparecida, em grande parte vai lá também para INTERCEDER. Vai rezar por um outro!

Muitos vão para agradecer, outros para pedir, mais um grande número vai lá pensando num filho, numa filha, na esposa, no esposo, nos amigos, num parente, e em geral, para alguma cura.

99% são católicos devotos e generosos que oram por quem precisa! Pensam nos outros!

No caminho trocam sorrisos, alegria, gentilezas e encontram os grupos de apoio, também eles gentis e acolhedores.

Romaria é ir lá por alguém não pode ir e em companhia de alguém que decidiu caminhar 100, 300, 400 kms por penitência ou simplesmente para ORAR como católico, já que, pelo próprio termo KAT HOLOS, fazemos parte de um grande todo, somos inclusivos, não excluímos ninguém, e rezamos até por quem vive nos excluindo …

Muitos também vão pedir pela conversão de um parente.

Aquele confessionário já viu muitos milagres. Aqueles bancos já testemunharam muitas curas. Aquele altar já deu forças para muitos que foram comungar pedindo a quem pode nos ajudar!

Naquela basílica está Jesus, como está em todas as igrejas católicas do mundo.

Mas em Aparecida a imagem fica lá no fundo. Ao lado há algum crucifixo e o sacrário.

É ali que o romeiro ganha forças para sua fé sincera!

Frequento parecida há mais de 70 anos eu já vi muitas mudanças de vida, lindas conversões. Em muitos casos quem foi interceder voltou para ver o parente que se curou naqueles dias. É claro que ali há curas, mas sem alarde. Ninguém grita na hora.

Humildemente depois testemunha que foi ali que recebeu aquela graça!

Foi Maria? Não foi ela. Mas ela intercedeu e quem fez a cura foi JESUS, o filho dela.

É por isso que Aparecida tem um altar no meio. É ali que as coisas acontecem. Mas a imagem, lá do fundo, lembra a mãe Intercessora.

Afinal, nós também somos intercessores, já que não podemos operar milagres.

Então nós pedimos, e alguém que sabe orar melhor do que nós intercede conosco e as curas e as conversões acontecem.

Se outras igrejas não acreditam nisso nós acreditamos. Santos também não tem poder, mas sabem interceder e pedir. Não é o que fazem os pastores na televisão? Eles também intercedem. “Dizem na TV - ESTAREI ORANDO POR CURAS E REVELAÇÕES!”

Eles rezam pelos seus santos na TV e nos seus templos, e nós rezamos pelos santos que já estão Céu.

E quem está no céu tem muito mais capacidade de interceder do que nós, que ainda somos pecadores aqui embaixo.

É verdade que Maria não faz milagres, mas ela ensina como se reza. Foi que ela fez a vida inteira. E continua fazendo lá, ao lado do filho.

***

Tenho pena daquele pregador que anda dizendo que Maria está dormindo. Quem ainda não acordou é ele!

Na verdade, ele está dizendo que Jesus ainda não conseguiu levar nem mesmo a mãe dele para o Céu. Que tipo de igreja é essa? Afinal, Jesus tem ou não tem poder de salvar e curar? Levou ou não levou a mãe dele para o céu?

Os católicos vão em Romaria para aprender a interceder do jeito como Maria fez, sabendo que quem PODE é o Filho e que quem PEDE é a mãe. Que nós também podemos pedir ao Deus que pode!

Ficou clara esta catequese de hoje? Pz

________________________________________________________________________________
                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Papa recorda a martirizada Ucrânia:

o pão de milhões não pode ser refém da guerra

Leão XIV fez um novo apelo pelas populações atingidas pelas consequências do conflito e pediu às partes que garantam o transporte seguro de cereais pelo Mar Negro. Após o Angelus, o Pontífice recordou ainda as vítimas de acidentes de trabalho, a nova beata Maria Inácia Isacchi e saudou os devotos do Senhor dos Milagres, agradecendo pelas orações em vista de sua próxima visita ao Peru.

“O pão de cada dia de milhões de pessoas não pode ficar refém da guerra.” Foi o apelo do Papa Leão XIV neste domingo, 11 de outubro, ao voltar o olhar para a atormentada Ucrânia e, desta vez, também para as consequências do conflito que chegam muito além de suas fronteiras.

Após a oração do Angelus, na Praça São Pedro, o Pontífice destacou sobretudo a situação dos países mais pobres, onde muitas pessoas dependem da importação de cereais, e pediu às partes envolvidas na guerra que permitam o transporte seguro desses alimentos pelo Mar Negro.

O pão não pode ser refém da guerra

“A guerra na martirizada Ucrânia continua a causar sofrimento muito além das suas fronteiras, sobretudo nos países mais pobres, onde tantas pessoas dependem da importação de cereais. Dirijo um sentido apelo às partes em conflito para que permitam o transporte seguro de cereais no Mar Negro. O pão de cada dia de milhões de pessoas não pode ficar refém da guerra.”

O apelo chama a atenção para um dos efeitos da guerra que atinge diretamente populações distantes da região do conflito: a insegurança alimentar, especialmente nos países economicamente mais frágeis e dependentes da importação de cereais.

Prevenção para proteger vidas no trabalho

Leão XIV dirigiu também seu pensamento às pessoas que perderam a vida ou sofreram acidentes durante o exercício de suas atividades profissionais. Neste domingo, a Itália celebra o Dia das Vítimas de Acidentes de Trabalho, ocasião em que o Papa reforçou a importância da prevenção:

“Hoje celebra-se em Itália o Dia das Vítimas de Acidentes de Trabalho. Saúdo a Associação Nacional dos Mutilados e Inválidos do Trabalho e encorajo os esforços em prol da prevenção.”

O exemplo de uma nova beata

Entre as saudações após o Angelus, o Papa recordou ainda a beatificação, celebrada no sábado em Mântua, da irmã Maria Inácia Isacchi, fundadora da Congregação das Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus. A religiosa dedicou sua vida especialmente à educação e à assistência das pessoas mais necessitadas. Leão XIV apontou sua caridade como exemplo para os cristãos de hoje:

“Ontem, em Mântua, foi beatificada a Irmã Maria Inácia Isacchi, fundadora da Congregação das Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus. Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, dedicou-se com corajosa caridade aos necessitados e desfavorecidos. Que o seu exemplo reavive em todos nós o desejo de ser, no mundo, testemunhas do amor evangélico para com todos.”

Senhor dos Milagres e a próxima visita ao Peru

Um momento particularmente ligado à história pessoal de Leão XIV foi a saudação aos membros da Hermandad del Señor de los Milagros presentes em Roma. Os fiéis participaram de uma procissão com a venerada imagem do Cristo crucificado, uma das devoções mais populares do Peru.

“Saúdo os membros da Hermandad del Señor de los Milagros em Roma e todos os que participaram na procissão com a venerada imagem do Crucificado. Obrigado pelas vossas orações em vista da Visita pastoral que realizarei ao Peru.”

Conhecida também como devoção ao “Cristo Moreno”, sua origem remonta ao século XVII, em Lima, quando uma imagem de Cristo crucificado foi pintada por um escravo angolano em uma parede de adobe. A imagem permaneceu de pé após fortes terremotos que atingiram a capital peruana, dando origem a uma devoção que, todos os anos no mês de outubro, leva multidões às ruas vestidas com o tradicional hábito roxo.

A devoção não é desconhecida de Leão XIV. Durante os anos em que viveu no Peru, Robert Prevost participou diversas vezes das celebrações em honra ao Senhor dos Milagres. Em outubro de 2020, por exemplo, presidiu uma celebração dedicada à devoção quando era bispo de Chiclayo e administrador apostólico do Callao. Já como cardeal, em outubro de 2024, participou em Roma da celebração na Basílica de São Pedro e da procissão do Cristo Moreno. A saudação deste domingo ganha ainda mais significado diante da próxima viagem de Leão XIV ao país onde exerceu por anos seu ministério pastoral. O Papa chegará a Lima em 11 de novembro e, ao longo da visita, passará também por Chiclayo, Cusco e Pucallpa, antes de retornar a Roma em 16 de novembro.

Thulio Fonseca – Vatican News

_____________________________________________________________

Papa Leão:
decidi me submeter
a uma cirurgia para retirar um nódulo no pulmão

Ao final do Angelus, Leão XIV anunciou aos fiéis que deverá passar por uma intervenção médica para retirar um nódulo “circunscrito no pulmão”, identificado “em uma fase muito inicial” e “bem localizado” durante alguns exames. A cirurgia será realizada nos próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli.

O Papa Leão XIV anunciou, ao final do Angelus deste domingo, 11 de outubro, que deverá se submeter a uma cirurgia para retirar um nódulo circunscrito no pulmão. Diante das numerosas pessoas reunidas na Praça São Pedro, o Papa explicou:

“Recentemente, durante alguns exames, os médicos encontraram em mim um nódulo circunscrito no pulmão. Foi identificado em uma fase muito inicial e está bem localizado. Os médicos consideram oportuno intervir. E então, seguindo os conselhos deles, decidi me submeter a uma cirurgia para retirá-lo.”

A intervenção já está programada para os próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli.

Leão XIV agradeceu a todos os fiéis, tanto os presentes na Praça São Pedro quanto aqueles que acompanhavam o Angelus de várias partes do mundo, “pela proximidade espiritual”. “Confio-me às suas orações! Bom domingo!”, concluiu o Papa.

Em resposta às perguntas dos jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, esclareceu “que a intervenção está prevista para os primeiros dias da próxima semana e que o período previsto de internação pós-operatória é de cerca de uma semana”.

______________________________________________________________

Assista:

_______________________________________________________________________
                                               Fonte: vaticanews.va   Imagens e vídeo: (@Vatican Media

Reflexão para o seu domingo:

O convite de Deus

José Antonio Pagola

Ao que parece, a Parábola do Banquete foi muito popular entre as primeiras gerações cristãs, pois consta no Evangelho de Lucas, Mateus e também no evangelho apócrifo de Tomé. Mas as versões são tão diferentes e as aplicações extraídas dela tão diversas que só podemos abordar os elementos essenciais do relato original.

Deus está preparando uma última festa para todos os seus filhos, pois a todos quer ver sentados, junto com Ele, em torno de uma mesma mesa, desfrutando para sempre de uma vida plena. Esta foi certamente uma das imagens mais queridas por Jesus para “sugerir” o desfecho final da história humana. Ele não se contentava só em dizê-lo com palavras, mas se sentava à mesa com todos e comia até com pecadores e indesejáveis, pois queria que todos pudessem ver figurativamente algo do que Deus desejava levar a cabo.

Por isso Jesus entendeu sua vida como um grande convite em nome de Deus. Não impunha nada, não pressionava ninguém. Anunciava a boa notícia de Deus, despertava a confiança no Pai, acabava com os medos, avivava a alegria e o desejo de Deus. A todos devia chegar seu convite, sobretudo aos mais necessitados de esperança.

Jesus era realista. Sabia que o convite podia ser recusado. Na versão de Mateus são descritas diversas reações. Uns o recusam de maneira consciente: “não queremos ir”. Outros respondem com a indiferença: “não fizeram caso”. Importam-lhes mais suas terras e negócios. Houve também aqueles que reagiram de maneira hostil contra os criados.

São muitos os que já não escutam mais algum convite de Deus. Basta-lhes responder de si para si mesmos. Sem talvez tomar consciência disto, vivem uma vida “solitária”, encerrados num monólogo perpétuo consigo mesmos. O risco é sempre o mesmo: viver cada dia mais surdos a todo apelo que possa transformar radicalmente sua vida.

Talvez uma das tarefas mais importantes da Igreja hoje seja criar espaços e facilitar experiências onde as pessoas possam escutar de maneira simples, transparente e alegre o convite de Deus proclamado no Evangelho de Jesus.

_______________________________________________________________________________

JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

____________________________________________________
                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

sábado, 10 de outubro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

 Horários de missa e outros eventos

_____________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________

Dia 11 - 28º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

9h - Missa na comunidade São Geraldo

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio

18h - Novena em louvor a Nossa Senhora Aparecida na matriz

18h - Missa na comunidade da Ponte de Ferro

___________________________________________________________________________________

Dia 12 - Festa de Nossa Senhora Aparecida

7h e 9h -  Missa na matriz

10h - Carreata com o andor de Nossa Senhora Aparecida da matriz à Ponte de Ferro

11h - Missa da festa na comunidade da Ponte de Ferro

15h - Missa nas comunidades Nossa Senhora Aparecida da Bela Vista, Ribeirão Vermelho e Serra dos Pereiras

18h - Missa na igreja de Santo Antônio e na comunidade os Jacintos

18h - Celebração na comunidade dos Coqueiros

19h - Missa na matriz

___________________________________________________________________________________

Reflexão do frei Almir Guimarães para o seu sábado:

No final de tudo, uma festa de casamento

Um dos inimigos mais insidiosos e difusos da fé, mais temível que o ateísmo e a oposição aberta é a indiferença. (Luciano Manicardi)

Almoço do Papa com pessoas pobres

Neste período do tempo litúrgico, eis-nos ouvindo parábolas recolhidas pelo evangelista Mateus. Algumas são claras e meridianas. Outras requerem amplo e profundo conhecimento da história do Povo de Israel para serem corretamente compreendidas. A historieta da vez fala da festa de casamento do filho do rei. O rei quer ver a sala cheia. Trata-se da convocação para um banquete final.

O que está por detrás da imagem do banquete? Reunião de pessoas que se estimam e fazem juntas uma refeição diferente, festiva. Para descrever e dar ideia do final, Jesus fala de uma imensa mesa de refeição: júbilo pelo encontro, uns perto dos outros, a alegria do vinho, o convívio carinhoso. Um final feliz.

De início, uma nota negativa. Deus, o belo, o generoso, o amor quer reunir homens e mulheres em torno de si. Ele os convoca por meio de seus enviados. Os empregados voltam dizendo que as pessoas não aceitaram o convite. Que se repita o convite, afinal contas os animais cevados já foram abatidos. A comida está pronta. Que venham à festa do amor daquele que a todos ama e sonha com o banquete. Nada de respostas: um foi para o campo, outro para seus negócios. Pior ainda: houve os que mataram os enviados do rei. Mortos são os profetas…os mensageiros do Amor.

O Senhor tem seus caminhos para chegar ao coração das pessoas. Há momentos em que o apelo acontece quando o coração do homem experimenta um vazio. Outras vezes no meio de uma alegria incontida. Outras vezes ainda numa viagem feita ao silêncio ou depois de sair de uma terrível tempestade. Ele tem seus caminhos. Chama-nos também pelos profetas de hoje e pelos sinais dos tempos.

Tudo indica que a porta está aberta para a festa do amor quando há uma sede que não se consegue dessedentar. Os autores de espiritualidade costumam lembrar que as respostas ao convite à intimidade e o labor evangelizador acontece quando o homem tem o coração contrito. Seres sequiosos de ventura, mas conscientes de suas incoerências. Estes balbuciam baixinho: “Olha Senhor para a fragilidade de teu amigo”. Nesses seres sinceros a Palavra produz seus frutos. É o começo da festa.

O desgosto do rei foi tão grande em ver a sala vazia que mandou que seus mensageiros convidassem todos os que encontrassem. Forçassem a entrar na sala. Talvez aqueles que nunca frequentaram religiões e templos, os que não tinham muito valor aos olhos de ninguém. Gente solta no espaço.

Sempre entusiasmante e ao mesmo tempo desafiador é o trabalho evangelizar, de chamar homens e mulheres para a sala do banquete. Se o Senhor não fizer seu trabalho em muitos corações nada acontece. Chamamos a atenção para alguns obstáculos. Há os que não quiseram, simplesmente porque não quiseram. Não basta que as pessoas sejam convidadas, mas é preciso corresponder por sua vontade ao serviço do chamamento. Há a negligência e a superficialidade, de quem não estima, não dá valor ao dom oferecido ou proposto. A pessoa fecha-se em seus afazeres e a vida passa. A parábola fala de pessoas que chegaram a matar os que lhe trouxeram o convite em mãos.

“Um dos inimigos mais insidiosos e difusos na fé, mais temível mesmo que o ateísmo e a oposição aberta, é a indiferença”. Não dar peso algum ao convite, preferir a rotina cotidiana, seus negócios, seus interesses. O grave é que esta indiferença deixa o que crê numa crise aguda porque denota que para ele a vida de fé é irrelevante e insignificante. Seriam, em parte, os mornos de que fala o Apocalipse.

Pode ser que muitos de nós tenhamos sido chamados e aceito o convite, mas circulemos nos espaços da sala do banquete sem a veste nupcial, quer dizer, não basta apenas ser chamado. O convite é gratuito, mas é preciso correspondência ao dom ao longo da vida. Deixar que a graça atue.

Fidelidade, reconhecimento, vontade de sempre começar tudo de novo.

_____________________________________________________________

Oração

Quando meu pecado me desanimar,
ajuda-me a crer que tu não deixas nunca
de semear no barro de minha mediocridade.
Quando o sofrimento me deixar sem forças,
ajuda-me a crer que tu estás semeando em mim
uma secreta fecundidade.
Quando a morte próxima me causar medo,
ajuda-me a crer que o grão que morre é semente
de uma espiga dourada.
Quando a desgraça dos oprimidos me entristecer
ajuda-me a crer que nosso amor solidário
é semente de justiça e liberdade.
Quando eu vir teus servidores infiéis à nossa missão,
ajuda-me a crer Tu semeias
no coração de nossas contradições. (Inspirado em Michel Hubaut)

_____________________________________________________________________________________

FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

_______________________________________________________________________________                                                                        Fonte: franciscanos.org.br      Imagem: vaticannews.va

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

28º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

____________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________

1ª Leitura: Is 25,6-10a

Leitura do livro do profeta Isaías

O Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações.

O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse.

Naquele dia, se dirá: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado; vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo”. E a mão do Senhor repousará sobre este monte.

_______________________________________________________

Responsório: Sl 22

— Na casa do Senhor habitarei, eternamente.

— Na casa do Senhor habitarei, eternamente.

— O Senhor é o pastor que me conduz;/ não me falta coisa alguma./ Pelos prados e campinas verdejantes/ ele me leva a descansar./ Pelas águas repousantes me encaminha,/ e restaura as minhas forças.

— Ele me guia no caminho mais seguro,/ pela honra de seu nome./ Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,/ nenhum mal eu temerei; estais comigo com bastão e com cajado;/ eles me dão a segurança!

— Preparais à minha frente uma mesa,/ bem à vista do inimigo,/ e com óleo vós ungis minha cabeça;/ o meu cálice transborda.

— Felicidade e todo bem hão de seguir-me/ por toda a minha vida;/ e na casa do Senhor habitarei/ pelos tempos infinitos.

____________________________________________________________

2ª Leitura: Fil 4,12-14.19-20

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

Irmãos: Sei viver na miséria e sei viver na abundância. Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me dá força. No entanto, fizestes bem em compartilhar as minhas dificuldades.

O meu Deus proverá esplendidamente com sua riqueza a todas as vossas necessidades, em Cristo Jesus. Ao nosso Deus e Pai a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

_______________________________________________________

Evangelho: Mt 22,1-14

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Jesus voltou a falar em parábolas aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo. Ele dizia: «O Reino do Céu é como um rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou seus empregados chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram ir. O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Falem aos convidados que eu já preparei o banquete, os bois e animais gordos já foram abatidos, e tudo está pronto. Que venham para a festa’. Mas os convidados não deram a menor atenção; um foi para o seu campo, outro foi fazer os seus negócios, e outros agarraram os empregados, bateram neles, e os mataram. Indignado, o rei mandou suas tropas, que mataram aqueles assassinos, e puseram fogo na cidade deles.

Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não a mereceram. Portanto, vão até as encruzilhadas dos caminhos, e convidem para a festa todos os que vocês encontrarem’. Então os empregados saíram pelos caminhos, e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí alguém que não estava usando o traje de festa. E lhe perguntou: ‘Amigo, como foi que você entrou aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrem os pés e as mãos desse homem, e o joguem fora na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes’. Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos.»

______________________________________________________________________________

Reflexão do padre Johan Konings:

"Poucos são os escolhidos"...

Há quem ensine que o número dos “eleitos” é limitado, preestabelecido. Os eleitos vivem conforme sua eleição, e os outros … se danem. Mas a Bíblia acentua a universalidade da salvação. Todos são chamados. O profeta Isaías descreve a felicidade do fim dos tempos como um banquete universal na montanha de Deus, em Jerusalém (1ª leitura). Inspirando-se nesta imagem, Jesus, no evangelho, fala de um rei que oferece um banquete para o casamento do seu filho (o Messias “esposo do povo”). Manda vir primeiro os convidados de praxe (os chefes de Israel), mas estes se esquivam. Então manda convidar todo o mundo: miseráveis, estropiados, aleijados … (a Igreja convocada entre toda espécie de gente). Depois, porém, Jesus acrescenta uma segunda parábola: um dos convidados não vestiu traje de festa … é expulso.

Todos são convidados, e os que declinam o convite perdem sua vez. Agora convidam-se até os mais pobres, mas isso não quer dizer que podem se apresentar dum jeito qualquer. No mínimo têm que vestir a melhor roupa: a fé e a prática que Cristo espera de nós. O convite é universal, feito sem acepção de pessoas, mas não sem exigências!

Os que recusam o convite não são apenas os chefes de Israel, mas todos aqueles que, bem instalados e satisfeitos consigo mesmos, são incapazes de se alegrarem com o convite universal. Ficam de cara feia, agora que a Igreja convida os pobres para serem realmente “sujeitos” na comunidade eclesial.

Por outro lado, até dos mais simples se exige que “vistam a camiseta”. Trata-se de combinar a disponibilidade para o convite do Senhor (a simplicidade, a alegria), com o empenho por corresponder à sua expectativa. O traje mais bonito que temos é a caridade. Quantas pessoas usam este traje para participar do “banquete eucarístico”?

“Muitos são chamados, nem todos são escolhidos”. Jesus quer dizer que o fato de ser chamado – que vale para todos – não é suficiente para contar com a eleição. Ora, o que decide se seremos eleitos ou não é a nossa disposição. Quem se alegra com o que Deus faz e revela em Jesus, quem na prática adere a esse modo de viver, sem dúvida poderá participar da festa. Deus convida a todos, mas os admitidos são aqueles que, por sua vida, correspondem ao convite. A “seleção” não é preestabelecida por Deus, mas é o efeito de nosso modo de responder dignamente ao apelo universal.

__________________________________________________________________

PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

________________________________________________________________________________
               Fonte: franciscanos.org.br  Imagem: vaticannews.va  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Bela e sábia reflexão:

Desenvolvimento integral 

Dom Geraldo dos Reis Maia - Bispo de Araçuaí (MG)

O termo “desenvolvimento integral” foi amplamente trabalhado pelo Papa Paulo VI em sua Carta encíclica Populorum Progressio, sobre o desenvolvimento dos povos, publicada em 26 de março de 1967, na esteira das preocupações sociais já apresentadas por seus predecessores Leão XIII, Pio XI, Pio XII e João XXIII. Assim, Paulo VI iniciou sua Encíclica: 

“O desenvolvimento dos povos, especialmente daqueles que se esforçam por afastar a fome, a miséria, as doenças endêmicas, a ignorância; que procuram uma participação mais ampla nos frutos da civilização, uma valorização mais ativa das suas qualidades humanas; que se orientam com decisão para o seu pleno desenvolvimento, é seguido com atenção pela Igreja” (PP, 1). 

Para justificar que a missão da Igreja abrange também as questões socioeconômicas, Paulo VI declarou: “Depois do Concílio Ecumênico Vaticano II, uma renovada conscientização das exigências da mensagem evangélica traz à Igreja a obrigação de se pôr ao serviço dos homens, para os ajudar a aprofundarem todas as dimensões de tão grave problema e para os convencer da urgência de uma ação solidária neste virar decisivo da história da humanidade” (PP, 1). 

Após apresentar as principais aspirações do ser humano, o texto analisa a realidade da colonização e do colonialismo, constatando um desequilíbrio crescente. Em contrapartida, percebe-se uma tomada de consciência  cada vez  maior dessa realidade. Isso gera “o choque entre as civilizações tradicionais e as novidades da civilização industrial”, que acaba por quebrar “as estruturas que não se adaptam às novas condições” (PP, 10). 

O Papa apresenta a visão cristã do desenvolvimento, que “não se reduz a um simples crescimento econômico. Para ser autêntico, deve ser integral, quer dizer, promover todos os homens e o homem todo” (PP, 14). Um pouco mais à frente, Paulo VI explica melhor esse conceito: “O desenvolvimento integral do homem não pode realizar-se sem o desenvolvimento solidário da humanidade (…). Por isso, sugerimos a busca de meios de organização e de cooperação, concretos e práticos, para pôr em comum os recursos disponíveis e realizar, assim, uma verdadeira comunhão entre todas as nações” (PP, 43). 

Recentemente, o Papa Leão XIV retomou o conceito de desenvolvimento integral, inserindo-o no debate socioambiental diante dos desafios que enfrentamos, e nos advertiu: “a qualidade do desenvolvimento mede-se pela sua capacidade de manter juntas, sem as separar, a justiça para com as pessoas e a salvaguarda da Casa comum, favorecendo condições de vida dignas, acesso aos bens essenciais, relações sociais justas, cuidado da criação e atenção às gerações futuras” (MH, 84). 

Há um sério risco de se gerar um pretenso desenvolvimento para uma pequena classe de privilegiados, deixando cair apenas migalhas para a enorme multidão de explorados e descartados da sociedade. Continua o Papa: “Daí se conclui que não é verdadeiro progresso o que aumenta o bem-estar de alguns degradando os ecossistemas, descarregando os custos nas comunidades mais vulneráveis ou prejudicando as condições de vida de quem virá depois de nós” (MH, 84). 

Como Igreja, desejamos que a história da humanidade seja uma história de prosperidade, justiça, dignidade humana, compromisso socioambiental, concórdia e paz. Queremos que todos os seres humanos trilhem o caminho do desenvolvimento integral. Com os Titãs, cantamos e parafraseamos: “a gente não quer só comida, quer comida, diversão e arte” (Comida). 

A gente não quer só emprego; a gente quer emprego, respeito e justiça social.  

A gente não quer só um ar de desenvolvimento; a gente quer ar sem cheiro de explosivos e de contaminação de grandes empresas; 

A gente não quer só propaganda enganosa e migalhas; a gente quer acesso ao direito à saúde pública e tratamento adequado para nossas crianças e pessoas atingidas pelas explorações. 

A gente não quer só emprego; a gente quer emprego e desenvolvimento sustentável para todos, especialmente para as famílias e comunidades impactadas por aqueles que dizem trazer o desenvolvimento para nossas cidades. 

A gente não quer moradia só para alguns privilegiados; a gente quer que todos tenham direito à moradia digna, sem rachaduras; com suas mesas e chão sem poeira geradas pelas mineradoras e queimadas da monocultura. 

A gente não quer apenas retirada de nossas riquezas, deixando buracos revirados; a gente quer respeito ao meio ambiente, aos territórios de nossas comunidades tradicionais, aos nossos rios, matas e animais. 

Continuando a citar Titãs: “A gente não quer só dinheiro. A gente quer dinheiro e felicidade. A gente não quer só dinheiro. A gente quer inteiro e não pela metade” (Comida). 

_______________________________________________________________________
                                                               Fonte: cnbb.org.br    Imagem: (@Vatican Media