a fé que atravessa a história e o cinema
Filme estreia nesta quinta (12/03) no
Brasil e apresenta relatos reais para mostrar o Patrono da Igreja como guia
diante das crises contemporâneas; diácono Léo Dominus comenta sua missão como
embaixador da obra.
Pe. Rodrigo Rios – Vatican News
| Léo Dominus, diácono permanente da Diocese de São José dos Campos (SP), embaixador do filme no Brasil, comenta a importância da produção para as famílias contemporâneas |
A figura de São José tem ganhado um relevo
ainda maior no coração dos fiéis, especialmente após o ano jubilar dedicado a
ele por toda a Igreja. Agora, essa devoção chega às telas com o filme "O
Guardião - Sob a Proteção de São José". Dirigida por Dariusz Regucki e
distribuída no Brasil pela Kolbe Arte, a produção polonesa de 90 minutos inova
ao mesclar a jornada de Robert e Dominika, um casal em crise profunda
matrimonial, com testemunhos reais de fé, incluindo relatos de sobreviventes do
campo de concentração de Dachau e a história do Santuário de Kalisz. Para falar
sobre a relevância deste lançamento e o papel de São José como modelo para os
homens de hoje, conversamos com o diácono permanente e artista católico Léo
Dominus, que assume a missão de embaixador do filme no Brasil.
Como surgiu o convite para ser embaixador
deste filme e o que essa missão representa para você, pessoalmente e como
comunicador católico?
Durante muito tempo, eu tenho divulgado a
devoção a São José nas minhas redes sociais. Já tive muitas experiências da
atuação de São José em minha vida. Sou diácono permanente, esposo, trabalhador
e pai; acredito que essa junção de fatores motivou o convite, já que o filme
fala de família e de São José atuando nela. Receber esse convite, para mim, foi
uma alegria muito grande, pois percebi que o meu amor por São José foi notado.
Como comunicador, senti-me muito honrado e grato.
Esta produção chega em um momento de
buscas, em nossa sociedade, por referências de paternidade. Como você vê o
papel de São José como um modelo atual para os homens de hoje?
Muitos problemas que vemos em nossa
sociedade, nos dias atuais, ocorrem por falta de referências dentro da família,
principalmente da referência paterna. São José é uma referência de fidelidade,
de intimidade com Deus, de paternidade, de proteção e de tantas outras coisas.
É uma verdadeira referência do homem que assume o seu papel dentro da família,
que sabe da sua responsabilidade e atua para tornar o mundo um lugar melhor.
Como embaixador, qual é o seu principal
desafio ao tentar furar a "bolha" católica e levar a mensagem deste
filme para o grande público?
O filme conta a história de uma família que
enfrenta seus desafios. Não é um filme que fala apenas do "santo"
José como "figura distante". Isso é um desafio: trazer o exemplo de
um santo para dentro do cotidiano da vida. É aquilo que dizia o Papa São João
Paulo II na Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte: devemos experimentar
as coisas de Deus não no extraordinário da vida, mas sim no ordinário. Para
mim, esse é o grande desafio: fazer com que o católico vivencie as coisas de
Deus nas situações simples da vida e não busque apenas o extraordinário.
O Papa Francisco dedicou um ano inteiro a
São José recentemente. Você acredita que este filme é um desdobramento direto
desse "redescobrimento" do Santo pela Igreja?
De fato, o ano dedicado a São José fomentou
muito essa devoção. Além disso, o Papa Francisco incluiu nas Orações
Eucarísticas II, III e IV o nome de São José, ajudando ainda mais nesse
movimento. Por isso, nós, como Igreja, temos que fazer São José ser cada vez
mais conhecido, não apenas como um santo, mas como nosso grande, intenso e
presente protetor.
O cinema de temática religiosa tem crescido
exponencialmente. Qual a sua leitura acerca desse fenômeno?
Acredito que tenha crescido, sim, devido a
iniciativas bonitas de produtoras que têm entregado muito conteúdo bom, graças
também ao trabalho da Kolbe Arte, que acredita no cinema católico. Mas acho que
o católico precisa fazer a sua parte, frequentando as salas e divulgando; caso
contrário, o trabalho se torna cada vez mais difícil.
Qual é a "mensagem de ouro" que
você espera que as pessoas levem consigo ao sair da sala de cinema?
Eu espero que as pessoas saiam do cinema
amando mais São José, crendo que ele está mais presente na nossa vida do que
podemos imaginar e tendo a certeza, no coração, de que a intercessão de São
José é, de fato, poderosa. Como dizia Santa Teresa de Ávila: “Nunca vi ninguém
que tenha recorrido a São José e tenha ficado sem resposta”.
Cidades confirmadas para exibição
O filme já conta com sessões garantidas em
diversas capitais e municípios brasileiros, com uma lista que segue em
constante atualização. Na Região Sudeste, o estado de São Paulo concentra
o maior número de exibições, com sessões na capital (Cinemark, Cinesystem e
Cinépolis) e em diversas cidades do interior e litoral, como Campinas, Ribeirão
Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Jundiaí, Bauru, Barueri,
Sorocaba, Taubaté, Guarulhos, Marília, Barretos, Caraguatatuba, Hortolândia,
Itapecerica da Serra, Itapetininga, Lençóis Paulista, Limeira, Mogi Guaçu,
Penápolis, Pindamonhangaba, Praia Grande, Presidente Prudente, Santa Bárbara
D'Oeste e Araraquara. No Rio de Janeiro, o filme estará em cartaz na capital e
em Niterói, enquanto em Minas Gerais as sessões ocorrem em Belo Horizonte,
Uberlândia, Montes Claros, Poços de Caldas e Divinópolis. No Espírito Santo, o
público poderá assistir em Vila Velha, Guarapari e Cachoeiro do Itapemirim.
Na Região Sul, a produção será exibida
em Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel, no Paraná. Em Santa Catarina, as
sessões acontecem em Florianópolis, São José e Blumenau. Já no Rio Grande do
Sul, as cidades confirmadas são Porto Alegre e Caxias do Sul. No Centro-Oeste,
o Distrito Federal terá exibições em Brasília, Ceilândia e Taguatinga. Em
Goiás, o filme chega a Goiânia e Valparaíso de Goiás, enquanto no Mato Grosso
as sessões ocorrem em Cuiabá, Várzea Grande, Campo Verde e Primavera do Leste.
No Mato Grosso do Sul, o longa estará em Campo Grande e Ponta Porã.
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Sessões exclusivas em outras cidades
Para cidades que ainda não estão na lista,
é possível organizar sessões exclusivas. Paróquias, movimentos, grupos
eclesiais e comunidades podem mobilizar grupos a partir de 150 pessoas e
solicitar a exibição do filme em sua cidade.
Os interessados podem entrar em contato com
a Kolbe Arte:

