sexta-feira, 21 de agosto de 2026

21º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Is 22,19-23

Leitura do livro do profeta Isaías

Assim diz o Senhor a Sobna, o administrador do palácio: “Eu vou te destituir do posto que ocupas e demitir-te do teu cargo. Acontecerá que nesse dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias, e o vestirei com a tua túnica e colocarei nele a tua faixa, porei em suas mãos a tua autoridade; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém poderá fechar; ele fechará, e ninguém poderá abrir. Hei de fixá-lo como estaca em lugar seguro e aí ele terá o trono de glória na casa de seu pai”.

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Responsório: Sl 137

— Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!

— Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!

— Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,/ porque ouvistes as palavras dos meus lábios!/ Perante os vossos anjos vou cantar-vos/ e ante o vosso templo vou prostrar-me.

— Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,/ porque fizestes muito mais que prometestes;/ naquele dia, em que gritei, vós me escutastes/ e aumentastes o vigor da minha alma.

— Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres,/ e de longe reconhece os orgulhosos./ Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Eu vos peço: não deixeis inacabada/ esta obra que fizeram vossas mãos!

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2ª Leitura: Rm 11,33-36

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? Na verdade, tudo é dele, por ele e para ele. A ele a glória para sempre. Amém!

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Evangelho: Mt 16,13-20

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Jesus chegou à região de Cesaréia de Filipe, e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» Eles responderam: «Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias, ou algum dos profetas.» Então Jesus perguntou-lhes: «E vocês, quem dizem que eu sou?» Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.» Jesus disse: «Você é feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que lhe revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre essa pedra construirei a minha Igreja, e o poder da morte nunca poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu.» Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.

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Reflexão do padre Johan Konings:

O poder das chaves

O Papa detém o “poder das chaves”, dizemos. Mas que significa isso? A liturgia de hoje nos proporciona maior compreensão a respeito. Pela 1ª leitura aprendemos que “o poder das chaves” significa a administração da casa ou da cidade. O administrador do palácio do rei, Sobna, será substituído por Eliacim, o qual receberá “as chaves da casa de Davi”. No evangelho, Pedro, em nome dos doze apóstolos, proclama Jesus Messias e Filho de Deus. Jesus, em compensação, proclama Pedro fundamento da Igreja e confia-lhe “as chaves do Reino dos Céus”. Dá-lhe também o poder de “ligar e desligar”, o que significa obrigar e deixar livre, ou seja, o poder de decisão na comunidade (em Mt 18,18, este poder é dado à Igreja como tal).

“As chaves do Reino dos Céus” é uma figura que significa o ministério/serviço pastoral, portanto, uma realidade no nível da fé. Nesta expressão, “Reino dos Céus” não é o céu como vida do além, mas o Reino de Deus (os judeus chamavam a Deus de “os Céus”). Trata-se do Reino de Deus entendido como comunidade, contraproposta às “portas do inferno”, a cidade do Satanás, que não prevalecerá contra a comunidade da qual Pedro recebe as chaves. Trata-se, pois, de duas cidades que se enfrentam aqui na terra. Pedro é o prefeito da cidade de Deus aqui na terra.

Pedro, respondendo pelos Doze, administra as responsabilidades da fé e da evangelização. Na medida em que a Igreja realiza algo do Reino de Deus neste mundo, Jesus pode dizer que Pedro tem “as chaves do Reino dos Céus”, isto é, do domínio de Deus. Ele administra a comunidade de Deus no mundo. Quem exerce este serviço hoje é o Papa, bispo de Roma e sucessor de Pedro.

Mas já os antigos romanos diziam: o prefeito não deve se meter nas mínimas coisas. Pedro e seus sucessores não exercem sua responsabilidade sozinhos. A responsabilidade ordinária está com os bispos como pastores das “igrejas particulares” (= dioceses). Pedro e seus sucessores devem cuidar especificamente dos problemas que dizem respeito a todas as igrejas particulares. O Papa é o “servo da Unidade”.

Há quem não gosta de que se fale em “poder” na Igreja; muito menos, no poder papal. Mas quem já teve de coordenar um serviço sabe que precisa de autoridade, pois, senão, nada acontece. No desprezo da “administração pastoral” da Igreja pode haver um quê de antiautoritarismo juvenil. Aliás, os jovens de hoje, pelo menos de modo confuso, já estão cansados do antiautoritarismo e percebem a falta de autoridade. Sem cair no autoritarismo de épocas anteriores, convém ter uma compreensão adequada da autoridade como serviço na Igreja. O evangelho nos ensina que essa autoridade tem um laço íntimo com a fé. Pedro é responsável pelo governo porque “respondeu pela fé” dos Doze.

Por outro lado, se é verdade que Pedro e seus sucessores têm a última palavra na responsabilidade pastoral, eles devem também escutar as “penúltimas” palavras de muita gente. Devemos chegar a uma obediência adulta na Igreja: colaborar com os responsáveis num espírito de unidade, sabendo que se trata de uma causa comum, que não é nossa, mas de Deus. Nem mistificação da autoridade, nem anarquia.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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            Fonte: franciscanos.org.br  Imagem: diocesedecrato.org  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

Papa em mensagem para o XI Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação:

a paz começa no coração e se estende ao cuidado da criação

Na mensagem para o XI Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, celebrado em 1º/09, Leão XIV alerta para as feridas provocadas pelas guerras e pela degradação ambiental e recorda que a construção da paz exige uma conversão pessoal e coletiva. “As verdadeiras ferramentas para construir a paz não são as armas de destruição, mas sim a verdade, o diálogo, a paciência, a bondade, a justiça, a misericórdia, a compreensão, o cuidado e o amor.”

“Transformarão as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices.” É a partir das palavras do profeta Isaías que o Papa Leão XIV desenvolve sua mensagem para o XI Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que será celebrado em 1º de setembro. O Pontífice convida os cristãos a contemplarem o dom da vida e a valorizarem a terra que a sustenta, num momento marcado por crises, sofrimento humano e pelo agravamento do desequilíbrio da criação. Realidades que, segundo o Papa, constituem “um único apelo à cura e à paz, proveniente dum mundo ferido”.

As feridas da guerra atingem também a criação

Leão XIV chama a atenção para o contraste entre a paz oferecida por Cristo e uma realidade mundial na qual tantos esforços continuam direcionados à violência e à guerra. Os conflitos, recorda, não apenas ceifam vidas, separam famílias e obrigam milhões de pessoas a abandonar suas casas, mas deixam também uma destruição social e ecológica que pode perdurar por gerações.

A relação entre conflitos armados e degradação ambiental, adverte o Papa, alimenta um ciclo que destrói ecossistemas, contamina recursos essenciais, como o ar e a água, compromete a segurança alimentar e aumenta a pobreza, a desigualdade e as tensões sociais. A guerra, afirma Leão XIV, “não se trata apenas dum fracasso político, mas também moral e espiritual” e se apresenta como “um contratestemunho do Evangelho da paz”.

Papa no Borgo Laudato si’   (@Vatican Media)


Uma conversão que começa no coração

Diante dessas crises, o Pontífice pede uma conversão capaz de alcançar não apenas as estruturas, mas o próprio coração humano. As feridas da guerra e a degradação da terra, explica, estão intimamente ligadas àquilo que acontece dentro de cada pessoa. Por isso, para construir uma sociedade pacífica, é necessário renovar os corações e superar a vontade de domínio, a busca do lucro imediato e a incapacidade de reconhecer a dignidade de cada ser humano.

É nesse sentido que o apelo de Isaías para transformar “as espadas em relhas de arados” se torna também um chamado pessoal e coletivo. Para Leão XIV, a verdadeira conversão ecológica nasce do encontro com Cristo e se manifesta na relação com o próximo e com o mundo: “A paz, então, começa no coração e flui para as nossas relações, comunidades e para o mundo inteiro.”

As verdadeiras ferramentas da paz

O Papa convida ainda a imaginar um mundo no qual as energias atualmente investidas na guerra sejam destinadas ao desenvolvimento humano integral, à superação da pobreza, à proteção da dignidade humana e à reconciliação entre os povos. “As verdadeiras ferramentas para construir a paz não são as armas de destruição, mas sim a verdade, o diálogo, a paciência, a bondade, a justiça, a misericórdia, a compreensão, o cuidado e o amor.”

Ao concluir, Leão XIV encoraja os fiéis a se tornarem colaboradores da obra de renovação de Deus, permitindo que a transformação interior se traduza no cuidado com a criação e na construção da paz: “Lenta, mas certamente, passaremos do deserto ao jardim, da divisão à comunhão e da violência à paz.”

Thulio Fonseca - Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Vídeo e fotos: (@Vatican Media

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis (MG):

Horários de missa e outros eventos

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Dia 21 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

19h - Celebração nas comunidades de Áreas, dos Martins e de Nossa Senhora Aparecida (Bela Vista)

19h - Grupo de oração Maranathá na capela da Soledade

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Dia 22 - Sábado

19h -  Primeira missa do Pe. Lucas Lázaro na matriz

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Dia 23 - 21º Domingo do Tempo Comum

7h -  Missa na matriz

9h -  Missa do Jubileu de vida consagrada da Ir. Maria Chiodi na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio   19h - Missa na matriz

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Um Papa otimista e magnífico pregando sobre

uma Humanidade Magnífica!
Sim, o ser humano tem conserto!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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O papa leão 14 começou a sua encíclica magnífica Humanitas dizendo:

“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje perante uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel, ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos.

Cada geração recebe em herança a tarefa de dar forma ao seu tempo: de fazer amadurecer a História como um lugar, onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada sobre cada época... porém paira o risco se construir um mundo desumano e mais injusto”

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Para escrever a sua encíclica o Papa consultou cerca de 40 outras encíclicas de outros papas desde Leão 13 até o Papa Francisco.

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Eis a sabedoria da nossa igreja e dos Papas e dos estudiosos de comportamento humano!

Seus ensinamentos fluem como um rio que vem de longe, desde a nascente, e continua em cada Papa, em cada carta para o povo de Deus, em cada reflexão sobre os novos tempos, em cada reflexão sobre as novas conquistas da humanidade,

mas também em cada alerta sobre os novos perigos de cada nova invenção.

O rio da humanidade muda a cada nova enchente. Às vezes corre manso, limpo, sereno. Mas este mesmo rio, às vezes tem corredeiras, saltos e cacheiras, enchentes, suas águas inundam regiões inteiras, afogam muita gente, e faz muitas vítimas.

Nenhum rio é sempre manso. Tem quer ser canalizado e controlado! O ser humano precisa de um bom porquê para ser mais humano.

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A tarefa dos sumos pontífices é construir pontes!

Bispos, padres, pastores, professores, especialistas, governantes, cientistas, gente de cultura, empreendedores e construtores é controlar este rio.

Quem não o controla perece, quem o controla traz luz, água para agricultura, alimentos, progresso e civilização. Políticos e religiosos descontrolados são um desastre para a humanidade!

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Estou amando a nova encíclica que é uma carta do Papa Leão XIV sobre os novos progressos da técnica e da ciência.

Eu a tinha lido através da internet, mas finalmente comprei o livro e, agora posso estudar e rabiscar e aprender com tudo que o Papa está dizendo na sua nova carta aos católicos do mundo inteiro.

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Você também, se tiver o preço de um bom lanche na esquina num shopping, seja curioso: compre esta carta do Papa e leia sobre a “humanidade magnífica” que o papa admira

O Papa elogia, mas não tem medo de corrigir nosso tempo :é a missão dele e também é nossa missão.

Amemos o nosso tempo. Não sejamos como aqueles pregadores que só veem pecado no mundo. São pessimistas e derrotistas!

O mundo está cheio de gente boa, pura e sincera, de crianças inteligentes e queridas, e de filhos e querendo ser alguém

O catolicismo é isso! Somos otimistas! Ninguém é ninguém; todos somos alguém; e somos todos um grande talvez.

Será meu próximo livro, inspirado nos últimos 150 anos da Igreja, desde Leão 13 até Leão 14.

E enquanto isso leiamos o que os Papas disseram nesses 150 anos sobre as “novas coisas que não deixam de ser magníficas” porque foi Deus quem nos criou.

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                         Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc    Imagem: (@Vatican Media)

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Papa na catequese desta quarta-feira:

na liturgia,
música não é decoração, cantar e tocar significa rezar

Leão XIV dedicou a catequese da Audiência Geral à música sacra e à sua função na celebração litúrgica. O Pontífice recordou que o canto favorece a comunhão e destacou a importância de músicas e textos adequados à grandeza daquilo que se celebra. “Na liturgia, cantar e tocar significa rezar, sintonizando o próprio coração com o das irmãs e dos irmãos e com Deus.”

A música sacra foi o tema da reflexão do Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira, 19 de agosto, realizada pela terceira semana consecutiva na Basílica de São Pedro. O Santo Padre deu continuidade ao ciclo de catequeses dedicado à Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II, detendo-se desta vez no sexto capítulo do documento, dedicado à música na liturgia.

Logo no início, Leão XIV recordou as palavras do Concílio, que define a tradição musical da Igreja como “um tesouro de inestimável valor” e o canto sagrado, quando intimamente unido ao texto, como parte necessária ou integrante da liturgia solene.

“Cantar é próprio de quem ama”

Ao aprofundar a função ministerial da música, o Papa ressaltou que ela não é um elemento meramente decorativo, mas faz parte da própria ação litúrgica.

“A música, de fato, faz parte da ação litúrgica e não é mera decoração da celebração. Na liturgia, cantar e tocar significa rezar, sintonizando o próprio coração com o das irmãs e dos irmãos e com Deus, na participação ativa no mistério celebrado. Em particular, a música expressa a dimensão afetiva da oração, como afirma Santo Agostinho: «Cantare amantis est», ou seja, «cantar é próprio de quem ama». Isto é muito importante, porque ajuda a abrir o coração à ação de Deus na graça e a deixar-se moldar por ela.”

O canto, prosseguiu Leão XIV, possui uma dimensão comunitária: “através da sinfonia das vozes, contribui para a união dos espíritos, superando as diferenças entre as pessoas e reunindo todos no louvor a Deus. Torna-se assim uma epifania da Igreja, uma manifestação tangível da comunhão que pertence à sua própria natureza.”

Para além das modas

A importância teológica do canto sacro, explicou o Pontífice, exige também atenção àquilo que é escolhido para cada celebração: “Para além das modas ou das sensibilidades particulares dos autores, este deve corresponder, a todos os níveis, ao que é mais adequado para o momento celebrativo. A forma, por sua vez, especialmente no seu aspecto melódico, deve ser simultaneamente nobre e simples, de elevada qualidade musical e de fácil execução, sobretudo quando se destina a ser cantada por toda a assembleia.” O mesmo cuidado deve ser dedicado aos textos:

“O Concílio recomenda que também os textos sejam adequados, profundos e, ao mesmo tempo, de fácil compreensão, inspirados principalmente na Sagrada Escritura, nos livros litúrgicos e na Tradição espiritual da Igreja. É necessário velar por isso, para que se mantenha viva e cresça a dinâmica expressa no antigo princípio «lex orandi lex credendi», ou seja, a lei da oração é também a lei da fé.”

Participação dos fiéis e silêncio sagrado

Leão XIV abordou ainda a participação ativa dos fiéis, recordando que ela nasce de uma maior consciência do mistério celebrado e de sua relação com a vida cotidiana. No âmbito da música sacra, a Sacrosanctum Concilium indica um equilíbrio entre as diferentes formas de participação e os momentos de silêncio, e completou: “promovam-se as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cânticos” e “um silêncio sagrado”.

O Papa recordou que o Concílio atribui grande valor ao canto gregoriano, sem excluir outros gêneros de música sacra, e dedica especial atenção ao órgão. Outros instrumentos também podem ser utilizados, desde que sejam adequados ao uso sacro, respeitem a dignidade do templo e favoreçam a edificação dos fiéis.

O patrimônio musical e as diferentes culturas

A catequese abordou também o tema da inculturação. Segundo o Concílio, as tradições musicais dos diferentes povos devem ser levadas em consideração como parte de sua vida religiosa e social, promovendo, quando possível, sua presença também nas escolas e nas celebrações. Leão XIV destacou ainda a missão dos compositores, chamados a preservar o patrimônio musical da Igreja e, ao mesmo tempo, criar novas composições a serviço da liturgia:

“O compositor de música sacra é chamado a conhecer e a preservar o património musical da Igreja, deixando-se inspirar por ele para dar vida a novas composições ao serviço da liturgia, no respeito pela sensibilidade contemporânea e pelas diversas tradições culturais.”

Promover uma formação adequada

O Papa ressaltou ainda a importância de promover a formação e a prática da música sacra nos seminários, noviciados, casas de formação religiosa, institutos e escolas católicas, além de assegurar uma sólida formação litúrgica aos músicos e cantores. Leão XIV encerrou a catequese recordando a importância atribuída pelos Padres da Igreja ao canto litúrgico como símbolo da comunhão eclesial e citando as palavras de Santo Inácio de Antioquia:

“Vós, um por um, tornai-vos um coro a fim de que, harmoniosos no acorde e assumindo a tonalidade de Deus na unidade, canteis em uníssono por meio de Jesus Cristo ao Pai, para que vos ouça e, pelas boas obras que realizais, reconheça que sois membros do seu Filho.”

Thulio Fonseca – Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Vídeo e fotos: (@Vatican Media

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Nesta terça, às 20h, acompanhe a terceira live da série

“Diretrizes e Sínodo: três conversões”

Como fortalecer a comunhão entre pessoas, comunidades e Igrejas? Essa é a pergunta que irá iluminar as reflexões da terceira live da série “Diretrizes e Sínodo: três conversões”, que ocorrerá nesta terça-feira, 18 de agosto, às 20h, no Youtube da CNBB.

Promovida pela Equipe Nacional de Animação do Sínodo, a transmissão on-line será oportunidade de refletir sobre a “conversão dos vínculos”, proposta contida no Documento Final da Assembleia Sinodal sobre a Sinodalidade e no texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2026-2032)

Padre Marcus Barbosa será o mediador. Os convidados são Mariana Venâncio, membro da Equipe Nacional de Animação do Sínodo e a irmã Rose Bertoldo, da Rede um Grito pela Vida.

Série de lives

O objetivo da série de lives formativas é favorecer a recepção do Documento Final do Sínodo nas Igrejas particulares e nos diversos organismos do Povo de Deus no Brasil. Esse itinerário pretende ajudar a compreender, discernir e colocar em prática as três conversões propostas pelo Sínodo: a conversão das relações, a conversão dos processos e a conversão dos vínculos. 

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Reflexão para este início de semana:

Consagrados para cuidar do povo de Deus!

Dom Antônio Carlos Altieri - Arcebispo Emérito de Passo Fundo (RS)

Mensalmente, a Igreja no Brasil dedica-se a refletir sobre temas pertinentes tanto em sentido ad intra como ad extra. Neste mês voltamo-nos para a dimensão vocacional e, ao meditarmos sobre a pluralidade de dons com que o Espírito Santo enriquece a Igreja, a reflexão sobre a Vida Religiosa Consagrada nos convida a contemplar uma presença tão discreta quanto revolucionária. Para além dos claustros, existe uma multidão de consagrados e consagradas que atuam no coração do mundo secular, de forma quase “invisível” aos olhos desatentos, mas profundamente transformadora: os missionários da Educação e da Saúde.

Distantes dos holofotes, estes homens e mulheres encarnam a emblemática metáfora evangélica do sal da terra e do fermento na massa. Eles não estão nos altares das grandes igrejas, revestidos de túnicas solenes, mas fazem de suas ações e de seus ambientes cotidianos o altar de sua consagração, o lugar teológico do exercício de seus “ministérios”, de seu sacerdócio existencial e batismal; revestidos do avental do serviço, do jaleco para o atendimento ou para a docência. Desde tal perspectiva, a atuação da Vida Consagrada nas ciências da saúde e nas ciências humanas não é fruto do improviso, mas de uma rigorosa e ampla formação integral.

Os consagrados compreendem que, para dialogar com a sociedade contemporânea e sanar as feridas mais profundas da humanidade, é preciso unir a fé à razão, a espiritualidade à técnica. Por isso, ao lado da densa bagagem filosófica e teológica, religiosos e religiosas dedicam anos de suas vidas ao domínio de disciplinas diversas: Ciências da Educação como Pedagogia, Licenciaturas, Psicologia do Desenvolvimento e Gestão Escolar; Ciências da Saúde como Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Bioética, Nutrição e Gestão Hospitalar; Ciências Humanas e Sociais como Serviço Social, Filosofia, História e Sociologia.

Ao ocuparem gabinetes de pesquisa, salas de aula do ensino básico às universidades, e consultórios ou leitos de UTI, esses missionários oferecem ao mundo uma competência técnica irretocável, mas impregnada de um “algo a mais”: a visão integral da pessoa humana criada à imagem e semelhança de Deus. Esta presença profissional e humanizadora no meio da sociedade ajuda a resgatar a imensa dignidade da vocação dos Irmãos Religiosos e das Irmãs Consagradas, agentes pastorais diversos que não pertencem ao ministério ordenado, mas que demonstram que no Corpo Místico de Cristo, a grandeza da vocação não se mede pelo grau hierárquico ou sacramental, mas pela radicalidade do amor doado.

O Irmão consagrado e a Irmã consagrada, o agente pastoral no seu ofício diário, recordam a toda a Igreja a fraternidade fundamental do Evangelho. Quando um irmão religioso leciona física em uma escola ou uma irmã médica realiza uma cirurgia complexa, eles proclamam que o mundo do trabalho e do conhecimento humano é lugar teológico, espaço sagrado de santificação e de encontro com Deus.

Nas escolas e universidades, os Consagrados e agentes pastorais se estabelecem pela primazia da formação do pensamento crítico, da educação em valores, da escuta de jovens em crise e da humanização do saber. Nos hospitais e consultórios, pela primazia da defesa

incondicional da vida desde a concepção até a morte natural, do consolo aos enfermos e da acolhida às famílias. Nos gabinetes e nas instâncias de gestão, pela primazia das decisões pautadas pela ética, pela justiça social e pela promoção do bem comum acima do lucro.

Aos jovens e leigos que sentem no coração a inquietação vocacional e a paixão pela Educação, pela Medicina, pela Enfermagem ou pelas Humanidades: não tenham medo de consagrar a sua profissão a Deus! Se você percebe que o seu desejo de cuidar, ensinar, pesquisar e educar transcende a busca por um simples salário ou carreira secular, escute a voz do Mestre. A Igreja e o mundo precisam urgentemente de profissionais que sejam, antes de tudo, apaixonados por Cristo e pela humanidade.

Colocar o seu diploma, a sua inteligência e as suas mãos nas esteiras da Saúde e da Educação como um consagrado é uma das formas mais belas de evangelização do nosso tempo. É ser o sal que dá sabor às realidades áridas da sociedade e o fermento silencioso que faz levedar a cultura da paz, do cuidado e da verdade. Que os santos educadores e cuidadores, como São João Bosco, São José de Calasanz, São Camilo de Lellis e Santa Dulce dos Pobres, intercedam por todos os que já doam suas vidas nesses campos e inspirem novas e generosas vocações!

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 Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticanews.va