quarta-feira, 3 de junho de 2026

Leão XIV:

participar da liturgia
com todo o nosso ser, corpo, mente e coração

O Papa continuou sua reflexão sobre a Constituição conciliar Sacrosanctum Concilium na Audiência Geral, destacando "alguns elementos constitutivos da sagrada liturgia, tais como o rito, o sinal e o símbolo". Segundo o Pontífice, "através do rito sagrado, somos assim formados para a escuta da Palavra de Deus, para a ação de graças e a adoração, para a partilha fraterna e a comunhão eclesial". "A gramática do rito está entrelaçada com os sinais e símbolos próprios da liturgia", disse Leão XIV.

O Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição conciliar Sacrosanctum Concilium na Audiência Geral desta quarta-feira (03/06).

Com os fiéis presentes na Praça São Pedro, cerca de vinte mil, não obstante a chuva na Cidade Eterna, o Pontífice refletiu sobre "alguns elementos constitutivos da sagrada liturgia, tais como o rito, o sinal e o símbolo".


"O Concílio Vaticano II, aproveitando o valioso trabalho do Movimento Litúrgico, ajudou-nos a redescobrir uma verdade muito viva na consciência da Igreja antiga e no ensinamento dos Padres", ressaltando que "os ritos da liturgia cristã não são um revestimento exterior do mistério sacramental, um conjunto de cerimônias arbitrárias, mas são a mediação eclesial através da qual o dom divino nos alcança". "Por isso, o Concílio convida a compreender o Mysterium fidei que se realiza na liturgia através dos ritos e das orações", disse ainda o Papa Leão, acrescentando:

“O rito dá forma à ação litúrgica e, através dela, à nossa vida, gerando em nós uma sensibilidade espiritual que nos torna capazes de saborear a presença de Deus por meio de Jesus Cristo. Naturalmente, isto acontece se não nos mantivermos estranhos ou espectadores mudos em relação à liturgia, mas se nela participarmos com todo o nosso ser – corpo, mente e coração –, em obediência ao mandamento do Senhor.”

Segundo o Papa, "através do rito sagrado, somos assim formados para a escuta da Palavra de Deus, para a ação de graças e a adoração, para a partilha fraterna e a comunhão eclesial. Descobrimos que somos uma assembleia de muitos rostos, reunida pela mesma fé".



No rito, experimentamos uma lógica de gratuidade

De acordo com Leão XIV, "o ritual envolve-nos numa sequência bem definida de gestos e orações, que por vezes pode entrar em contradição com a nossa tendência individual para a espontaneidade. A sua lógica, porém, não é a de restringir a liberdade a esquemas".

“Pelo contrário, com a sobriedade solene dos seus ritmos, o rito interrompe as atividades frenéticas, reconduzindo-nos ao essencial. Descobrimos assim outra dimensão do agir, não guiada por cálculos produtivos, e outra experiência do tempo e do espaço. No rito, experimentamos uma lógica de gratuidade, encontramos uma pausa que regenera o coração, reconhecemos que somos precedidos pela graça divina, aprendemos a viver num ritmo habitado pelo Espírito Santo.”


Emblemático é o sinal da água

O Papa disse ainda que "a gramática do rito está entrelaçada com os sinais e símbolos próprios da liturgia. Nela, como afirma o Concílio, «os sinais sensíveis significam e, cada um à sua maneira, realizam a santificação dos homens»".

"Emblemático é o sinal da água: desde as origens da criação até ao dilúvio, desde a travessia do Mar Vermelho até ao Jordão, até à água que jorra do lado de Cristo e se torna sinal sacramental da imersão na sua morte e ressurreição", disse Leão XIV, acrescentando:

““Sinal” e “símbolo” são termos frequentemente utilizados como sinônimos. Na realidade, um sinal é simbólico quando é capaz de remeter não só para uma ideia, mas para todo um sistema de significados e valores. Assim, por exemplo, quando somos aspergidos com água benta, reaviva-se em nós a consciência do dom recebido no Batismo e a nossa adesão à vida nova em Cristo.”

Os símbolos têm uma dimensão performativa e transformadora

"Em segundo lugar", disse ainda o Papa, "os símbolos têm essencialmente um caráter prático, sendo antes de tudo ações: mais simples e comuns, como ajoelhar-se e dar a paz, ou mais exigentes, como os atos constitutivos de cada Sacramento". Segundo Leão XIV, "os símbolos têm uma dimensão singular performativa e transformadora, tanto em relação aos elementos materiais que os compõem, como em relação àqueles que entram em contato com eles, gerando um sentimento de pertença, tocando o coração e a mente, suscitando relações eclesiais autênticas".

"Precisamos nos deixar educar pelos ritos da liturgia, cuidando com delicadeza e sem arbitrariedade da beleza das nossas celebrações e empenhando-nos numa autêntica mistagogia", concluiu o Papa, dizendo que "a experiência de uma liturgia viva e devota, acompanhada por uma catequese mistagógica oportuna, é o melhor recurso para despertar em todos aquela abertura ao encontro com Deus que, na lógica da encarnação, só pode acontecer envolvendo todo o homem: espírito, alma e corpo".

O Papa com os recém-casados


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Assista:


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Mariangela Jaguraba – Vatican News

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Papa:

participar das procissões de Corpus Christi
é um testemunho corajoso de fé

Leão XIV, durante várias saudações aos peregrinos de diferentes idiomas na Audiência Geral desta quarta-feira (03/006), recorda a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo: "que a participação nas procissões eucarísticas – sobretudo por parte das famílias, das crianças e dos jovens – seja um testemunho corajoso de fé".

Caminhar atrás do Santíssimo Sacramento para recordar que Deus está entre nós e ao nosso lado. É o que o Papa recorda nas saudações em várias línguas durante a Audiência Geral desta quarta-feira (03/06), referindo-se à Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, que se celebra nesta quinta-feira, 4 de junho. Dirigindo-se aos peregrinos italianos, o Papa recorda o sentido e a importância das procissões que se realizam neste dia:

"Na Eucaristia, contemplamos Jesus, pão partido e oferecido por cada um de nós. Expressão da piedade eucarística popular são as procissões com o Santíssimo Sacramento que se realizam nas ruas de tantos países; a esse respeito, encorajo a manter viva essa bela manifestação de testemunho público da fé."

Deus conosco

Um pensamento reiterado também na saudação aos fiéis poloneses, na qual recorda que Jesus está vivo e caminha conosco:

"Que a participação nas procissões eucarísticas – sobretudo por parte das famílias, das crianças e dos jovens – seja um testemunho corajoso de fé e lembre a todos que Deus está presente no meio do seu povo e o acompanha na vida cotidiana."

Testemunhas do seu amor

O Papa Leão, na saudação aos peregrinos de língua inglesa, detém-se então na força que a Eucaristia nos dá:

"Enquanto nos preparamos para a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, deixemo-nos fortalecer por este dom divino e tornemo-nos testemunhas do seu amor para com todos aqueles que encontramos."

Ao se despedir, o Papa Leão XIV dirige um pensamento aos sacerdotes e religiosos do Oriente Médio, aos quais garante orações e bênção pelo ministério e pelas “expectativas dos seus respectivos países”.

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Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media)

Leão XIV na intenção de oração deste mês:

que o esporte seja escola de fraternidade e instrumento de paz

Na intenção de oração deste mês de junho, o Papa convida a rezar "pelos valores do esporte" e para que o esporte seja espaço de diálogo entre culturas, promovendo o respeito, a solidariedade e o espírito de superação.

Foi divulgada, nesta terça-feira (02/06), a mensagem de vídeo do Papa Leão XIV com a intenção de oração do Pontífice para o mês de junho. Nela, o Papa convida a rezar para que o esporte seja um instrumento de paz, uma escola de fraternidade e espaço de encontro.

Nas vésperas da Copa do Mundo, o Papa convida os cristãos a se unirem a esta intenção. No início de sua oração, o Pontífice eleva sua súplica a Deus:

“Senhor da vida, agradecemos-Te pelo dom do esporte, por aqueles que glorificam a Deus com o exercício dos seus corpos, pelas amizades que nascem no campo e pela alegria de jogar em equipe.”

De acordo com o Santo Padre, o Senhor nos ensina "que na vida, como no jogo ninguém se salva sozinho. Precisamos dos outros para crescer, para aprender a respeitar, superar limites e celebrar juntos as vitórias alcançadas".

“Pedimos-Te que o esporte seja sempre escola de fraternidade e não de rivalidade vazia, espaço de encontro e não de exclusão, caminho de paz e não de violência.”

Construir comunhão e fraternidade na história

O Papa pede ao Senhor para fazer com que "aqueles que praticam, treinam ou apoiam descubram no esporte uma linguagem universal que aproxima culturas, une povos e semeia respeito, solidariedade e superação pessoal".

“Senhor Jesus, que cada esporte seja parábola de uma vida vivida contigo, colaborando com esforço e alegria, vivendo com humildade na derrota e com gratidão pela vitória que nos ofereces na tua ressurreição. Que nunca nos falte o teu Espírito, que faz de nós uma só equipe, unida contigo para construir comunhão e fraternidade na história. Amém.”

O esporte como um caminho para construir a paz

Em pouco mais de um ano de pontificado, não é a primeira vez que o Papa Leão XIV recorda à Igreja os valores do esporte. De fato, em 15 de junho de 2025, durante o Jubileu do Esporte celebrado em Roma, falou sobre o esporte como um instrumento de paz: “O esporte é um caminho para construir a paz, porque é uma escola de respeito e lealdade, que faz crescer a cultura do encontro e a fraternidade".

Em sua homilia da missa, desse mesmo dia, o Pontífice acrescentou ainda que "numa sociedade marcada pela solidão, na qual o individualismo exagerado deslocou o centro de gravidade do “nós” ao “eu”, terminando por ignorar o outro, o esporte, especialmente quando praticado em equipe, ensina o valor da colaboração, de caminhar juntos", convertendo-se assim em um importante instrumento de recomposição e encontro entre os povos.

Mais recentemente, no mês de abril deste ano, ao receber os atletas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Milão-Cortina, Leão XIV insistiu nesta mesma visão: "Nos tempos atuais, tão marcado por polarizações, rivalidades e conflitos que desembocam em guerras devastadoras, seu compromisso adquire um valor ainda maior: o esporte pode e deve converter-se verdadeiramente num espaço de encontro! Não uma exibição de força, mas um exercício de relação”.

Para o Papa, os esportistas são chamados a ser testemunhas de uma linguagem universal: "Competir sem odiar, ganhar sem humilhar, perder sem se perder".

Uma ponte de diálogo

A cultura do esporte como um instrumento de paz vem de séculos de história, desde as origens dos Jogos Olímpicos. A tradição da Trégua Olímpica — conhecida na Antiga Grécia como Ekecheiria — nasceu no século IX a.C. de um acordo entre cidades-estado em conflito para garantir a participação segura nos Jogos, convertendo o esporte numa ponte de diálogo e convivência pacífica.

Retomando esse espírito, o Comitê Olímpico Internacional (COI) retomou este conceito nos anos 90 com o objetivo de aproveitar o poder transformador do esporte como instrumento de paz e reconciliação.

Sobre a Rede Mundial de Oração do Papa

A Rede Mundial de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia confiada à Companhia de Jesus. Está presente em mais de 90 países e reúne uma comunidade espiritual de mais de 22 milhões de pessoas que procuram viver cada dia com disponibilidade para colaborar na missão de Cristo. No centro desta missão estão as intenções mensais de oração do Papa, que convidam a centrar-se nos desafios da humanidade e na missão da Igreja.

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Assista:

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Fonte: vaticanews.va     Foto e vídeo: (@Vatican Media)

terça-feira, 2 de junho de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 6 - Sábado

9h -  Meditação das Mil Ave-Marias em louvor a Nossa senhora, Rosa Mística

17h30h -  Terço do Movimento dos Restauradores do Imaculado Coração de Maria na capela do CPSJ

19h -  Missa na matriz

19h - Celebração na comunidade São Francisco

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Dia 7 - 10º Domingo Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Mudar para ser fiel:

a conversão que renova a Igreja

Dom Leomar Brustolin - Arcebispo de Santa Maria (RS)

Há uma palavra que atravessa toda a vida cristã e que as Diretrizes recolocam, com força, no centro da missão: conversão. Não como um peso, nem como cobrança, mas como caminho de vida. Converter-se não é perder algo, mas reencontrar o essencial. 

Muitas vezes, pensamos a conversão apenas no nível pessoal: abandonar erros, corrigir atitudes, crescer na fé. Tudo isso é verdadeiro. Mas as Diretrizes nos convidam a ir além: falam também de uma conversão pastoral, isto é, de uma mudança no modo de ser Igreja. Isso é exigente, porque não se trata apenas de fazer melhor aquilo que sempre fizemos, mas de perguntar com coragem: o que fazemos ainda evangeliza?
Aproxima as pessoas de Jesus? Quando a resposta é não — ou já não mais — é preciso mudar. 

A Igreja não muda por modismo. Muda para ser fiel: fiel a Jesus, fiel ao Evangelho, fiel à missão que recebeu. E essa missão é sempre a mesma: anunciar a todos o amor de Deus. As Diretrizes insistem que estamos vivendo uma mudança de época. Isso significa que as respostas de ontem nem sempre servem para hoje. As pessoas mudaram, as linguagens mudaram, os desafios mudaram. Permanecer igual pode significar, na prática, deixar de alcançar quem mais precisa. 

Por isso, a conversão pastoral pede coragem. Coragem para rever estruturas, para simplificar processos, para abandonar o que já não gera vida. E, ao mesmo tempo, coragem para experimentar caminhos novos. Mas há um critério fundamental: tudo precisa nascer do Evangelho. 

Não se trata de inventar uma Igreja diferente, mas de voltar à fonte. Olhar para Jesus e perguntar: como Ele evangelizava? Como se aproximava das pessoas? Como acolhia, como falava, como tocava a vida dos outros? 

Jesus não esperava que as pessoas viessem até Ele. Ele ia ao encontro. Entrava nas casas, sentava-se à mesa, caminhava com os que estavam perdidos. Sua presença despertava perguntas, gerava confiança, transformava vidas.  

Essa é a conversão que as Diretrizes pedem: passar de uma Igreja centrada em si mesma para uma Igreja em saída. Isso implica também uma mudança de mentalidade: sair da lógica da conservação — apenas manter o que já existe — para assumir a lógica da missão — ir ao encontro de quem ainda não encontrou Jesus. 

Outro aspecto importante é a conversão das relações. Não basta mudar estruturas externas. É preciso renovar o modo como nos tratamos, como trabalhamos juntos, como acolhemos as pessoas. Uma Igreja que fala de amor precisa viver o amor. 

A conversão, portanto, é sempre um processo. Não acontece de uma vez. É um caminho que se faz dia a dia, na escuta da Palavra, na oração e na vida comunitária. E aqui está a beleza: não caminhamos sozinhos. O Espírito Santo conduz a Igreja. Ele renova, inspira, fortalece. 

No fundo, converter-se é confiar: confiar que Deus continua agindo e que nos chama a colaborar com sua obra. A pergunta que as Diretrizes nos deixam é direta e necessária: o que precisamos mudar hoje para sermos mais fiéis a Jesus?  

Responder a essa pergunta é dar um passo decisivo na missão. Porque, quando a Igreja se converte, ela se renova. E quando se renova, volta a gerar vida. 

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Fonte: cnbb.org.br    Foto: (@Vatican Media)

Leão XIV nomeia uma leiga

como prefeita do Dicastério para a Comunicação

Atualmente presidente e diretora operacional da EWTN News, Maria Montserrat Alvarado sucederá a Paolo Ruffini em novembro, dando continuidade ao processo de reforma e renovação iniciado pelo Papa Francisco.

O Papa Leão XIV nomeou Maria Montserrat Alvarado, atualmente presidente e diretora operacional da EWTN News, prefeita do Dicastério para a Comunicação a partir de novembro de 2026. Alvarado iniciará sua missão no dia 1º de novembro de 2026.

Nascida na Cidade do México, Alvarado obteve seus diplomas acadêmicos na Florida International University e na George Washington University. De 2009 a 2023, ocupou cargos de liderança no Becket Fund for Religious Liberty, dedicando-se a iniciativas voltadas à defesa da liberdade religiosa e à promoção da dignidade humana. Desde 2023, ocupa o cargo de presidente e diretora operacional da EWTN News, a divisão jornalística da Eternal Word Television Network, supervisionando plataformas de mídia internacionais que produzem conteúdos em sete idiomas por meio de televisão, rádio, imprensa, mídia digital e redes sociais.

Com a nomeação de Alvarado, o Papa Leão XIV dá continuidade ao processo de reforma e renovação da Cúria Romana iniciado pelo Papa Francisco, que tem confiado a fiéis leigos, homens e mulheres, cargos de liderança e responsabilidades a serviço da Igreja universal. Alvarado é a primeira mulher leiga a ser nomeada prefeita de um dicastério da Santa Sé.

Instituído pelo Papa Francisco em 27 de junho de 2015 no âmbito da reforma da Cúria Romana, o Dicastério para a Comunicação supervisiona os sistemas de comunicação da Santa Sé, entre os quais Vatican News, Rádio Vaticano, L’Osservatore Romano, Vatican Media (serviços fotográficos, de áudio e vídeo), Sala de Imprensa da Santa Sé, Livraria Editora Vaticana, Tipografia Vaticana e Filmoteca Vaticana. Além das funções operacionais e tecnológicas que lhe foram atribuídas, o Dicastério também aprofunda e desenvolve os aspectos propriamente teológicos e pastorais da atividade da Igreja no campo da comunicação. Alvarado sucederá a Paolo Ruffini, que o Papa Francisco havia nomeado em 2018 como o primeiro prefeito leigo de um dicastério da Cúria Romana e que completará 70 anos no próximo mês de outubro.

Em uma declaração divulgada após o anúncio, Alvarado afirmou: “embora essa nomeação tenha sido inesperada, a recebo com o sincero desejo de servir ao Santo Padre no início de seu pontificado. Sou grata a Paolo Ruffini por sua orientação nos últimos anos e estou ansiosa para continuar, com amizade e esperança, o importante trabalho de fortalecimento do Dicastério, para que ele possa continuar a servir a Igreja em Roma e em todos os lugares, a fim de comunicar Cristo ao mundo”.

Ruffini enviou uma carta aos funcionários do Dicastério para a Comunicação e declarou: “o Dicastério tem gravado em seu DNA o dever de permanecer constantemente em sintonia com o mundo da comunicação em rápida evolução. Desde o momento em que nascemos como instituição, nossa estrela-guia foi e continua sendo esta: nunca parar, passar o bastão sem deixar de correr, estar presentes aqui e agora, neste exato instante, como pedra de comparação de uma comunicação que é instrumento de uma comunhão que cresce com o tempo. Entrei na reta final da corrida, antes do momento em que – na longa viagem que é a nossa vida profissional – tendo completado 70 anos, a idade prevista para a aposentadoria, passarei o bastão a Montserrat Alvarado como próxima prefeita. Nós nos conhecemos bem. E nos próximos meses trabalharemos em estreita colaboração, no espírito de comunhão que nos une na Igreja”.

“Sou grato à grande família do Dicastério – acrescentou ele – pelo caminho que percorremos juntos nestes oito anos. Estamos dando início agora ao processo, nos próximos meses, para uma transição tranquila, a fim de ajudar o Dicastério a continuar crescendo a serviço do Santo Padre e em sua missão de servir num espírito de unidade e abertura”.

Michael P. Warsaw, presidente do conselho de administração e diretor executivo da EWTN, afirmou que Alvarado conquistou “a confiança e o respeito de todos aqueles que tiveram o privilégio de trabalhar ao seu lado” durante os anos que passou na emissora. Ele acrescentou: “oferecemos a ela nossas orações, nosso incentivo e o total apoio da família EWTN ao iniciar esta importante missão a serviço do Papa Leão XIV e de seu pontificado”.

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Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media)

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Duas catequeses com o padre Zezinho:

Entre o Ah e o Há da nossa fé católica

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Nas igrejas cristãs existem o HÁ e o AH! Um mostra o presente ou o passado e conjuga-se expressando realidades passadas ou presentes. Vivemos do que passou e do que está passando!

Padre Zezinho

Mas existe um Ah! de exclamação, de encantamento ou de súplica, próprio de quem busca algo pouco visível.

- Ah, Senhor, ah Jesus, ah meu amigo! Em geral significa mais do que estamos expressando.

Quem não consegue se encantar ou até se espantar é porque ainda não conheceu o que está para além do que vemos.

A religião tem muito disso. Mas os crentes que exageram no ah! raramente vivem direito o seu há! Crer inclui o AH e o HÁ.

Os nefelibatas (vivem nas nuvens) viviam e vivem de AH, porém os realistas (pé no chão) vivem do aqui e agora. Olham para cima, para baixo, para o lado, para a frente e para o amanhã, mas levam a sério os salmos, os hinos e as profecias da Bíblia.

E, sobretudo, ouvem Paulo de Tarso em EFÉSIOS capítulo 3. Ele mandava olhar o passado, o presente e o futuro e as várias dimensões da fé em Jesus!

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Que Cristo habite pela fé em vossos corações e, assim, enraizados e consolidados no amor, possais compreender com todos os santos

qual a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que supera todo conhecimento, para serdes repletos de toda a plenitude de Deus. Efésios 3, 17-19

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Porque os apóstolos, os santos, os Papas, bispos, padres,
leigos e seus descendentes falam em DEPÓSITO DA FÉ?

Porque faz quase 40 séculos que Deus depositou suas verdades no mundo. E faz 20 séculos que Jesus depositou suas verdades em nós.

E agora depositamos, para os que estão vindo depois de nós, as verdades que a Santíssima Trindade foi depositando no mundo.

Somos herdeiros desse depósito. Faz quase 40 séculos que estamos vivendo do DEPÓSITO DA FÉ. Deus foi depositando suas verdades no mundo e estamos vivendo dessa riqueza espiritual.

E todos nós que cremos, pouco a pouco vamos vivendo e depositando para o futuro, todas as verdades que Deus vivendo depositando e postando para nós!

Entendeu o que é o DEPÓSITO DA FÉ!

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Papa leão XIV nesta segunda-feira:

promover
uma espiritualidade missionária cada vez mais fervorosa

Em sua audiência com os participantes da Assembleia Geral das Pontifícias Obras Missionárias, Leão XIV enfatizou a urgência de buscarem juntos maneiras de avançar na missão iniciada por Jesus e exortou a todos a se engajarem "com alegria e renovado zelo". Ele também lembrou a instituição do Dia Mundial das Missões, cem anos atrás, e a beatificação, em 24 de setembro, de Fulton J. Sheen, "um farol de fé, esperança e amor", por meio do rádio e da televisão.


O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (1°/06), na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes da Assembleia Geral das Obras Pontifícias Missionárias.

Em seu discurso, o Pontífice recordou que este ano se celebra o primeiro centenário do Dia Mundial das Missões instituído pelo Papa Pio XI, em 1926.

"Durante cem anos, este dia foi dedicado à oração, à reflexão e à contribuição para a missão de evangelização da Igreja, especialmente nas áreas onde o anúncio do Evangelho está apenas começando e onde a Igreja ainda é jovem", disse o Papa, recordando que no Dia Mundial das Missões "toda comunidade católica é convidada a rezar e a oferecer sacrifícios espirituais e materiais pelo trabalho missionário nas áreas de primeira evangelização e a apoiar as Igrejas jovens". Leão XIV expressou sua gratidão a todos que no mundo trabalham "na promoção do Dia Mundial das Missões em cada circunscrição eclesiástica na comunhão universal da Igreja".

Se me permitem acrescentar, um dos propósitos específicos do Dia Mundial das Missões é lembrar aos fiéis das Igrejas mais antigas, as chamadas Igrejas consolidadas, a importância de também elas se unirem ao espírito missionário de toda a Igreja.

Leão XIV lembrou que "graças aos fundos arrecadados no Dia Mundial das Missões, a Pontifícia Obra da Propagação da Fé consegue ajudar mais de 1.130 circunscrições eclesiásticas dependentes do Dicastério para a Evangelização, Seção para a Primeira Evangelização e Novas Igrejas Particulares, ajudando-os a estabelecer a infraestrutura eclesial necessária e a apoiar diversas iniciativas missionárias". O organismo "também apoia a administração de cinco colégios em Roma para a formação permanente de sacerdotes, consagrados e consagradas, que vêm à Cidade Eterna para estudar e se tornarem recursos preciosos para suas Igrejas locais, às quais retornam após a conclusão de seus estudos. Essas e muitas outras iniciativas missionárias são possíveis graças à generosidade dos fiéis no Dia Mundial das Missões", sublinhou.

O Papa recordou também que este ano "marca o centésimo décimo aniversário da fundação da Pontifícia União Missionária pelo Beato Paulo Manna, declarada Pontifícia pelo Papa Pio XII e definida por São Paulo VI como a "alma" das demais Pontifícias Obras Missionárias". O Papa Leão os encorajou "a participarem da sua missão de promover entre todos os batizados uma espiritualidade missionária cada vez mais fervorosa e um compromisso cada vez mais profundo com a missão universal de evangelização da Igreja nesta nova era missionária".

A seguir, Leão XIV recordou que neste ano, em 24 de setembro, em St. Louis, Missouri, será beatificado o venerável Fulton J. Sheen, um dos mais renomados diretores nacionais das Pontifícias Obras Missionárias. Ele "foi um farol de fé, esperança e amor que brilhou por décadas através do rádio e da televisão. Eu mesmo testemunhei sua evangelização quando era criança".

De acordo com o Papa, "suas transmissões alcançaram milhões de pessoas com a esperança do Evangelho, e suas iniciativas e esforços proporcionaram enorme assistência espiritual e material às Igrejas em áreas de primeira evangelização". "Que o nosso novo beato seja um exemplo para todos os Diretores Nacionais e Diocesanos das Pontifícias Obras Missionárias em todo o mundo", sublinhou. A seguir, acrescentou:

Num mundo cada vez mais marcado pela divisão, guerra e conflito entre nações e povos, as quatro Pontifícias Obras Missionárias, confiadas ao Dicastério para a Evangelização, Seção para a Primeira Evangelização e Novas Igrejas Particulares, prestam um precioso serviço à missão da Igreja de proclamar Cristo, Príncipe da Paz e revelação encarnada do Amor Divino, à humanidade.

A seguir, recordou que "a este respeito, a Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária realiza uma missão particularmente valiosa, levando a luz da fé e a consolação da caridade cristã às crianças de todo o mundo, especialmente nas regiões afetadas pelo ódio e pela violência". "Igualmente importante é a Pontifícia Obra Missionária de São Pedro Apóstolo, que promove e apoia a formação do clero e religiosos consagrados indígenas nos territórios da primeira evangelização. Em muitos lugares, sem o apoio da Obras, os seminaristas e noviços não teriam os meios necessários para sua formação humana, espiritual e pastoral", ressaltou Leão XIV.

O Papa lembrou que o tema do Dia Mundial das Missões deste ano — Um em Cristo, Unidos na missão — "destaca a unidade dos fiéis e marca o centenário aniversário desta celebração mundial.

Convida todos os membros da Igreja a uma comunhão mais profunda em Cristo e a uma unidade mais plena na sua divina missão de amor. Reflete o profundo desejo do Senhor, expresso na sua oração ao Pai antes da Paixão. Estes aspectos, expressos no tema deste ano, pedem uma renovação missionária na Igreja nos próximos anos. Por isso, encorajo-os a manter este ensinamento em mente, a viver uma autêntica espiritualidade de unidade e comunhão centrada em Cristo e a promovê-la através de suas atividades entre os fiéis.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media)