terça-feira, 30 de junho de 2026

Reflexão para esta terça-feira:

Ato de simplicidade 

Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG)

Quanto mais simples, mais misterioso. Assim é Deus, pois, de tão simples, se torna mistério incompatível com a capacidade cognitiva da pessoa humana. Ele se deixa conhecer nas diversas formas de atuação da criação, principalmente do ser humano. Isto está bem visível na vida das pessoas mais sofridas e sem expressão de popularidade, escondidas no mundo dos sem vez e sem voz. 

O mundo da violência e guerras inconsequentes, daquelas que tiram a paz, não conhece a lógica e a força da simplicidade, do respeito e do diálogo. O que falta mesmo é perceber a mensagem da paz, revelada na Palavra de Deus, que acolhe o coração dos simples e abate, mais cedo ou mais tarde, a intransigência dos poderosos e envaidecidos pelo poder de força e de destruição que têm. 

Na visão do apóstolo Paulo, muitas pessoas vivem segundo a carne e não segundo o Espírito (cf. Rm 8,5). Com isto, não conseguem entender as surpresas de Deus nos fatos ligados à vida. Sem ater-se a essas divinas e inspiradas referências, a dignidade da pessoa humana é colocada em risco e, em última instância, a morte. É isto que estamos presenciando, cotidianamente, no mundo. 

Usaram todo tipo de artimanha e violência contra Jesus. Ele, sendo Deus, tinha toda força de poder para vingar. Mas, seu poder estava na humildade, na capacidade de diálogo e na misericórdia, naquilo que falta ser colocado em prática em nosso tempo. Vemos o Brasil totalmente mergulhado em atitudes desonestas, revelando um poder corroído, sem humildade, humanidade e irresponsável.  

A política tornou-se instrumento de corrupção. É pena que isto esteja acontecendo, porque é campo de fazer justiça, através de uma boa administração. Creio que as Eleições sejam espaço próprio para se eliminar, de vez, os falsos políticos. Cada eleitor deve votar com mais responsabilidade, porque isto traz consequências sérias na vida. Políticos, em vez da simplicidade e do serviço, exploram. 

No cenário nacional, é bem percebível, que há uma imagem distorcida sobre Deus. Aliás, usam muito “o nome de Deus em vão”, principalmente quando ele é invocado em vista de poder, do dinheiro e da prosperidade simplesmente material. São práticas que eliminam o Deus verdadeiro e a simplicidade, que é rica de poder, desaparece. Quando nos despimos do poder, damos lugar para Deus agir. 

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Fonte: cnbb.org.br   Imagem: vaticannews.va

Último apelo do Papa aos lefebvrianos:

não rasguem a túnica de Cristo

A carta enviada por Leão XIV ao superior da Fraternidade São Pio X traz a data de 29 de junho, festa dos Santos Pedro e Paulo, véspera da anunciada consagração episcopal sem mandato pontifício, que constituiria um novo ato cismático.

Um breviário com a fotografia do fundador da Fraternidade São Pio X, o já falecido bispo Marcel Lefebvre  (AFP or licensors)

Como havia anunciado nos últimos dias ao encontrar os jornalistas em Castel Gandolfo, o Papa Leão enviou um último apelo à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, pedindo que não prossiga com a consagração de quatro novos bispos sem mandato pontifício, prevista para a manhã de 1º de julho, em Écône, na Suíça.

“Com sentimentos paternos, desejo dirigir-me a Vossa Reverência e, por seu intermédio, aos bispos, sacerdotes, seminaristas e fiéis vinculados à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, consciente da responsabilidade que o Senhor me confiou como Sucessor do Apóstolo Pedro. A Igreja reconhece o apreço pela vida litúrgica, o empenho na formação sacerdotal, o zelo apostólico e o desejo de fidelidade à Tradição que caracterizam muitas pessoas e comunidades vinculadas a essa Fraternidade. Tudo isto motivou a atenção e a benevolência que os meus Predecessores vos manifestaram constantemente.”

“Neste espírito, e repleto de afeto cristão, peço-vos e suplico-vos do fundo do coração: Reconsiderai! Exorto-vos a ter em conta, com muita atenção, o bem espiritual dos fiéis, porque a ação cismática que cometeríeis privá-los-ia da recepção lícita e, n'alguns casos, até mesmo válida dos Sacramentos que eles amam e procuram para a sua santificação.”

“A Igreja – lê-se ainda na carta papal, redigida em francês e dirigida ao Superior-Geral da Fraternidade, padre Davide Pagliarani – está disponível a um caminho de diálogo e de entendimento, que o Espírito Santo pode tornar possível e fecundo. Rezo por vós, pois rasgar a Túnica inconsútil de Cristo é um pecado de extrema gravidade. Que o Senhor ilumine as vossas consciências e toque os vossos corações. Pela autoridade que recebi de Cristo, com o coração entristecido, mas ainda cheio de esperança, sinto o dever de vos pedir para desistirdes do vosso propósito, confiando estas intenções ao Coração Imaculado de Maria, Mãe do Bom Conselho.”

O Papa, portanto, pede mais uma vez aos lefebvrianos que renunciem a levar adiante o ato cismático das consagrações episcopais sem mandato pontifício. É significativo que o argumento mais forte apresentado na carta seja o bem das almas dos fiéis da Fraternidade São Pio X, uma vez que tal ato tornaria ilícitos e, em alguns casos (como na confissão sacramental e no matrimônio) também inválidos os sacramentos celebrados.

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  Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media) 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 30 - Terça-feira

15h - Missa pelas vocações e pelos enfermos na matriz

19h - Terço das mulheres na matriz

19h - Celebração na comunidade dos Jacintos

19h30 - Reunião com a Pastoral Familiar - Preparação da Semana da Família

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Dia 1º de julho - Quarta-feira

19h - Missa em louvor a São José na matriz

19h - Celebração na comunidade do Uruguaia

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Dia 2 - Quinta-feira

19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração nas comunidades da Ponte de Ferro e da Ponte do Neneco

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Dia 3 - 1ª Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

14h - Hora Santa seguida de missa na matriz

18h - Hora Santa seguida de missa na matriz

19h - Grupo de oração maranathá na capela da Soledade

19h - Celebração na comunidade dos Inácios

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Dia 4 - Sábado

9h -  Romaria arquidiocesana à Aparecida

19h -  Missa na matriz

19h -  Celebração nas comunidades São Francisco

19h -  Celebração na comunidade São Benedito de Áreas - Festa do Padroeiro

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Dia 5 - 14º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

11h -  Missa da festa de São Benedito na comunidade de Áreas

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Leão XIV na Santa Missa desta segunda-feira:

como Pedro e Paulo, sejamos construtores de unidade

Na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, Leão XIV presidiu à Santa Missa na Basílica de São Pedro, durante a qual impôs o pálio aos arcebispos metropolitanos nomeados nos últimos 12 meses. Entre eles, há quatro brasileiros.

"Rezemos a São Pedro e São Paulo, para que nos apoiem no caminho da comunhão, seguindo as pegadas do Salvador." Este foi o auspício formulado pelo Papa Leão XIV, ao presidir à celebração eucarística na Solenidade dos santos padroeiros da cidade e da diocese Roma. Como recordou o Pontífice, "neles veneramos duas colunas da Igreja". 

Esta cerimônia é repleta de particularidades. Uma delas é a tradicional presença de uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. A Santa Sé retribui este gesto fraterno enviando, por sua vez, um representante para a Festa de Santo André, em 30 de novembro, padroeiro da Igreja de Constantinopla. Com efeito, o Pontífice e o Metropolita de Calcedônia, Sua Eminência Emmanuel, enviado de Sua Santidade Bartolomeu, rezam diante dos restos de Pedro, guardados sob o altar principal da Basílica Vaticana.

O Papa se detém em oração também diante da imagem de bronze de São Pedro, que se encontra na nave principal, à direita do altar principal e do baldaquino de Bernini. Nesta ocasião, a imagem é revestida de um manto vermelho. Outro símbolo característico é o grande cesto colocado na entrada da Basílica Vaticana, em referência à expressão "pescador de homens". 

Papa reza diante do túmulo de São Pedro


Podemos ser apóstolos e construtores de unidade

Já em sua homilia, Leão XIV se deteve nas características mais marcantes dos dois santos. Pedro, guardião do Povo de Deus, aparece muitas vezes no Novo Testamento empenhado em conservar a comunhão entre os irmãos. Esta grandeza de espírito, observou o Papa, não significa que Pedro seja perfeito. Durante a Paixão, nega o Mestre, para depois chorar lágrimas sinceras de arrependimento. Porém, sabe reconhecer os seus erros e arrepender-se.

Esta solicitude fiel e paciente pela unidade está representada no símbolo das chaves, com o qual é identificado. Com efeito, uma chave não derruba portas, mas abre e fecha-as de acordo com a situação. Da mesma forma, comparou o Papa, "a comunhão na Igreja não se constrói endurecendo nas próprias posições, mas procurando, no coração de todos, os pontos de encontro na Verdade, à luz da qual cada um se torna, para o outro, instrumento de crescimento".

Assim, o exemplo de Pedro é também um convite a cada cristão se tornar construtor de unidade, colocando Deus no centro da sua existência. Este é também o ensinamento de Paulo, que o Santo Padre definiu como "incansável anunciador da Boa Nova". Os seus símbolos distintivos são o livro e a espada, estreitamente unidos entre si. O Apóstolo dos gentios deixou-se transformar pelo poder da Palavra de Deus, que o tirou à violência para o conduzir pelo caminho do amor.

"Caríssimos, hoje para nós é importante olhar para estes dois santos – Pedro e Paulo – a fim de compreender como, no que nos diz respeito, podemos ser apóstolos e construtores de unidade, servos generosos da verdade na caridade", exortou o Papa.

Papa com os arcebispos que receberam o pálio


Tomar sobre os próprios ombros os irmãos

É com este espírito que se realiza o antigo e sugestivo rito da entrega dos pálios aos arcebispos metropolitas. Estas faixas de lã branca embelezadas com cruzes, explicou, expressam na verdade o compromisso de cada Pastor – mas também de cada cristão – "de tomar sobre os próprios ombros os irmãos e irmãs que lhe são confiados e de sacrificar por eles forças, tempo, canseiras e até mesmo a vida, para que o Evangelho chegue a todos e o mundo inteiro encontre nele harmonia e concórdia".

Após saudar os membros da Delegação ecumênica, o Pontífice concluiu: "Rezemos a São Pedro e São Paulo, para que nos apoiem no caminho da comunhão, seguindo as pegadas do Salvador. É a via que Ele traçou, pela qual intercedeu ao Pai na Última Ceia, a meta que nos ensinou a ansiar com esperança confiante".

A cerimônia prosseguiu com a bênção e imposição do pálio aos novos arcebispos metropolitanos. Eram 35 no total, dos quais quatro do Brasil. São eles: Dom Júlio Endi Akamine, arcebispo de Belém do Pará (PA), Dom José Roberto Fortes Palau, arcebispo de Sorocaba (SP), Dom Marco Aurélio Gubiotti, arcebispo de Juiz de Fora (MG), e Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida (SP).

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media) 

29 de junho – Pedro e Paulo:

diferentes na missão, unidos no amor a Cristo

Dom Leomar Brustolin - Arcebispo de Santa Maria (RS)

Entre as grandes celebrações da Igreja, poucas possuem um significado tão profundo quanto a Solenidade de São Pedro e São Paulo. O Prefácio da Missa deste dia resume com admirável beleza, o lugar singular que ambos ocupam na vida da Igreja: Pedro foi o primeiro a proclamar a fé; Paulo, o mestre que a anunciou aos povos. Pedro reuniu os primeiros discípulos vindos de Israel; Paulo levou o Evangelho até os confins do mundo. Distintos em seus caminhos e dons, tornaram-se um só testemunho de Cristo. 

Pedro era pescador. Homem simples, impulsivo, marcado por generosidades e fragilidades. Foi ele quem, em nome dos discípulos, professou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Sobre essa fé, Cristo edificou sua Igreja. Paulo, por sua vez, era homem culto, cidadão romano, profundo conhecedor das Escrituras. De perseguidor dos cristãos, tornou-se ardoroso anunciador do Evangelho após encontrar-se com Cristo ressuscitado no caminho de Damasco. 

A Igreja não celebra dois homens iguais. Celebra dois santos profundamente diferentes. Um representa a estabilidade da rocha; o outro, o dinamismo da missão. Um guarda a unidade; o outro abre caminhos. Um confirma os irmãos na fé; o outro atravessa mares e fronteiras para anunciar Cristo. No entanto, ambos encontraram sua verdadeira identidade não em suas qualidades pessoais, mas na experiência transformadora do encontro e do amor ao Senhor. 

Num tempo em que tantas diferenças se transformam em divisões, Pedro e Paulo recordam que a unidade não exige uniformidade. A Igreja é rica justamente porque reúne diversos carismas, sensibilidades, culturas e vocações. A comunhão nasce quando todos reconhecem que Cristo é maior do que nossas preferências e opiniões e projetos pessoais. 

Os dois apóstolos terminaram seus dias em Roma, derramando o próprio sangue pelo Evangelho. Aquilo que começou de maneira tão diferente encontrou sua plenitude no mesmo testemunho de fé. A mesma cidade acolheu seus martírios; a mesma Igreja conserva sua memória; o mesmo amor a Cristo sustentou sua fidelidade até o fim. 

Pedro nos ensina a permanecer firmes. Paulo nos ensina a partir em missão. Juntos, recordam à Igreja de todos os tempos que a fé precisa de raízes profundas e de horizontes amplos. A rocha e o caminho, a unidade e a missão, a permanência e a saída missionária: eis o legado dos dois grandes apóstolos, que continuam a fortalecer a Igreja com sua intercessão e a inspirar os discípulos de Cristo pelo testemunho de suas vidas. 

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São Pedro e São Paulo 

Dom Rodolfo Luís Weber - Arcebispo de Passo Fundo (RS)

Celebramos solenemente o martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo. “Pedro, o primeiro a confessar a fé em Cristo; fundou a Igreja sobre a herança de Israel; Paulo, mestre e doutor da fé, iluminou as profundezas do mistério e anunciou o Evangelho a todas as nações. Assim, por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, a mesma veneração”, reza o prefácio da missa da solenidade de São Pedro e São Paulo (Atos 12,1-11, Salmo 33(34), 2 Timóteo 4,6-8.17-18 e Mateus 16,13-19). Os dois prestaram o seu testemunho através de martírio em pouco tempo e espaço um do outro em Roma. Pedro foi crucificado e Paulo foi decapitado. 

A tradição cristã considerou Pedro e Paulo inseparáveis um do outro, embora cada um tenha tido uma missão diferente a cumprir na Igreja. Depois de Pedro professar que Jesus “é o Messias, o Filho do Deus vivo”; Ele lhe diz: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”, “eu te darei as chaves” para “ligar” e “desligar”. Paulo confessa: “o Senhor esteve ao meu lado e me deu forças; ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações”. Com carismas e qualidades humanas diferentes trabalharam por uma única causa: o anúncio do Evangelho para construção da Igreja de Cristo. 

Através do Novo Testamento podemos reconstruir o itinerário da vida de Pedro e Paulo. Pedro era pescador no mar da Galileia. Durante uma pesca Jesus o chamou e seu irmão: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mc 1,17). A partir daí, iniciou uma extraordinária aventura de seguimento de Jesus na Galileia e na Judeia. Testemunhou todo a pregação do mestre, presenciou os acontecimentos pascais da prisão, condenação, morte e ressurreição de Jesus. Depois de ter recebido o mandato de anunciar o Evangelho anda pela Palestina, se transfere para Antioquia e termina a missão em Roma. Lá repousam seus restos mortais na Basílica de São Pedro. 

Paulo nasceu em Tarso, hoje sul da Turquia, filho de pais hebreus. Estava em Jerusalém durante os dias em que Jesus foi morto e ressuscitou estudando e aprofundando os escritos de Moisés e dos profetas. Um homem zeloso pelas tradições do seu povo. Quando surge a comunidade cristã a partir dos ensinamentos de Cristo, vê nela uma ameaça a ser combatida. Durante uma expedição para prender cristãos em Damasco acontece com ele um fato extraordinário. Uma forte experiência de Deus o derruba, e uma voz o chama:  “Saul, Saul, porque me persegues? Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor? A voz respondeu: Eu sou Jesus a quem estás perseguindo”. A partir daí sua vida tomou um novo rumo. De perseguidor dos cristãos se tornou um missionário que não mediu esforços, nem limites geográficos ou sofrimentos físicos ou morais o impediram de anunciar Jesus Cristo. Ao final da vida confessa: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim. Minha vida atual na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim” (Gal 2,20). “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”. 

A solenidade de Pedro e Paulo recorda os fundamentos da Igreja. Ela é a comunidade edificada por Cristo que colocou como fundamento os apóstolos, entre estes merecem destaque Pedro e Paulo. Foram escolhidos por Cristo como primeiras pedras do edifício espiritual da Igreja. Nasce assim uma das características da Igreja. Somos uma Igreja apostólica.  

Hoje quem exerce a missão de São Pedro é Leão XIV, 267º Papa da Igreja Católica. O Código de Direito Canônico, no cânon 331, resume assim quem é o papa. “O Bispo da Igreja de Roma, no qual permanece o múnus concedido pelo Senhor de forma singular a Pedro, o primeiro dos Apóstolos, para ser transmitido aos seus sucessores, é a cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e Pastor da Igreja Universal neste mundo”. 

Hoje todos os católicos são convidados a fazer o que fizeram os primeiros cristãos por Pedro: “a Igreja rezava continuamente a Deus por Pedro”. Supliquemos a intercessão de São Pedro e de São Paulo pelo Papa e por toda a Igreja. 

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Fonte: cnbb.org.br    Imagens: misericordia.com.br      imaculadaipiranga.org/br  

domingo, 28 de junho de 2026

Papa no Angelus deste domingo:

obcecados por ter e possuir, Jesus nos convida a abraçar a Cruz

No Angelus dominical, Leão XIV agradeceu aos peregrinos que, numerosos, compareceram à Praça São Pedro não obstante o calor. Muitos se refugiaram sob a colunata de Bernini para se reparar do sol e da onda de calor que atinge toda a Europa. Comentando o Evangelho do dia, o Pontífice indicou três atitudes: desapego, perda e acolhimento.

O forte calor em Roma - com máxima de 37 graus e sensação térmica superior - não impediu que milhares de pessoas comparecessem à Praça São Pedro para rezar o Angelus com o Papa Leão. Em sua alocução, o Pontífice comentou o Evangelho deste 13º Domingo do Tempo Comum, em que Jesus faz algumas exortações para vivermos o seguimento e sermos testemunhas do seu Reino. Não se trata de uma ação exterior, explicou o Papa, mas de nos dedicarmos totalmente a uma relação de amor com Ele. E para dar fruto, o amor requer três atitudes, como indicou o Santo Padre: desapego, perda e acolhimento.

Em primeiro lugar, o desapego. Jesus diz que quem ama mais os pais ou filhos não é digo Dele. Quando começa a enviar os seus Apóstolos em missão, o Senhor deseja que eles estejam livres de qualquer vínculo, pois até os afetos mais importantes encontram a sua plenitude graças ao amor que Cristo nos dá. Santo Agostinho afirma que «é doloroso separar-se do que se ama. Mas também o agricultor perde temporariamente o que semeia».

Amar também é perder

Neste sentido, o amor é também perda. É difícil compreendê-lo, afirmou o Pontífice, "especialmente num mundo no qual perder parece ser uma fraqueza e no qual se vive obcecados por ter e possuir. O amor, porém, só produz fruto ao doar-se". Ou seja, quando estamos dispostos a perder um pouco do nosso “eu” para dar espaço ao outro. Diz o Evangelho: Quem conserva a vida apenas para si mesmo, na realidade, perde-a, porque ela não se abre à alegria do amor e torna-se estéril.

“Por isso, Jesus convida-nos a abraçar a Cruz: Ele ofereceu-se, perdeu-se a si mesmo e, precisamente assim, pudemos receber a sua vida em abundância. Da mesma forma, se vivermos segundo a lógica do dom, também nós seremos capazes de gerar vida nova nas nossas relações.”

Por fim, o acolhimento. O amor, na verdade, expressa-se em escolhas e ações concretas, num empenho feito de pequenos gestos quotidianos. Jesus, ao enviar os discípulos à sua frente, pede-lhes para irem sem provisões, pois assim poderão suscitar acolhimento naqueles que encontrarem. Deste modo, acolhendo quem vem em nome de Jesus, acolhe-se a Ele e ao Pai celeste que O enviou. "O amor ao Senhor passa sempre pelo acolhimento dos irmãos", recordou.

Leão XIV concluiu pedindo que rezemos à Virgem Maria, que amou o seu Filho sabendo-o também perder: "Que Ela nos ajude a ser testemunhas humildes e alegres do amor de Cristo".

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media) 

Reflexão para o seu domingo:

Nossa imagem de Jesus

José Antonio Pagola

A pergunta de Jesus: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” continua pedindo ainda uma resposta aos crentes do nosso tempo. Nem todos temos a mesma imagem de Jesus. E isto não só pelo caráter inesgotável de sua personalidade, mas, sobretudo, porque cada um de nós vai elaborando sua imagem de Jesus a partir de seus interesses e preocupações, condicionado por sua psicologia pessoal e pelo meio social ao qual pertence, e marcado pela formação religiosa que recebeu.

E, não obstante, a imagem que nos fazemos de Cristo tem importância decisiva para nossa vida, pois condiciona nossa maneira de entender e viver a fé. Uma imagem empobrecida, unilateral, parcial ou falsa de Jesus nos conduzirá a uma vivência empobrecida, unilateral, parcial ou falsa da fé. Daí a importância de evitar possíveis deformações de nossa visão de Jesus e de purificar nossa adesão a Ele.

Por outro lado, é pura ilusão pensar que alguém crê em Jesus Cristo porque “crê” em um dogma, ou porque está disposto a crer “no que a Santa Madre Igreja crê”. Na realidade, cada crente crê no que ele crê, isto é, no que pessoalmente vai descobrindo em seu seguimento a Jesus Cristo, ainda que, naturalmente, o faça dentro da comunidade cristã.

Infelizmente, não são poucos os cristãos que entendem e vivem sua religião de tal maneira que, provavelmente, nunca poderão ter uma experiência um pouco viva do que é encontrar-se pessoalmente com Cristo.

Já numa época bem cedo de sua vida se fizeram uma ideia infantil de Jesus, quando talvez ainda não se tinham feito, com suficiente lucidez, as questões e perguntas que Cristo pode responder.

Mais tarde não voltaram mais a repensar sua fé em Jesus Cristo, ou porque a consideram algo trivial e sem importância para sua vida, ou porque não se atrevem a examiná-la com seriedade e rigor, ou ainda porque se contentam em conservá-la de maneira indiferente e apática, sem eco algum em seu ser.

Infelizmente, não suspeitam o que Jesus poderia ser para eles. Marcel Légaut escrevia esta frase dura, mas talvez bem real: “Esses cristãos ignoram quem é Jesus e estão condenados por sua própria religião a não descobri-lo jamais”.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                                               Fonte: franciscanos.org.br   Imagem: vaticannews.va