sexta-feira, 3 de julho de 2026

Reflexão necessária e oportuna:

Iniciam as férias escolares  

Cardeal Orani João Tempesta - Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Estamos em tempo de férias escolares. Algumas escolas já iniciaram o período de férias nesta semana, sobretudo as particulares, enquanto as redes municipais e estaduais entrarão em férias nos inícios de julho de 2026. Soma-se a isso o clima da Copa do Mundo, que envolve a todos e contribui para esse ambiente de descanso e lazer. 

O período de férias no meio do ano dura, em média, cerca de um mês, diferentemente das férias de fim de ano, que se estendem por aproximadamente dois meses. Essas férias do meio do ano servem para dar um respiro, fazer uma pausa e restaurar as forças para o segundo semestre que se aproxima. 

Nesse período de férias escolares das crianças, muitos pais também aproveitam para tirar férias juntamente com os filhos. Realizam passeios, visitam parentes e viajam. Muitas vezes, os pais dividem as férias ao longo do ano para aproveitar um tempo com os filhos em julho e em janeiro, sobretudo quando eles ainda são pequenos. 

É claro que nós, como cristãos católicos, tiramos férias da escola, do trabalho e de outros afazeres, mas não podemos tirar férias de Deus. Ou seja, devemos preservar, ao menos, a participação na Santa Missa dominical, que é um preceito para nós, católicos. Além disso, mesmo estando de férias, devemos procurar reservar alguns momentos do dia para a oração, pedindo e agradecendo ao Senhor, inclusive pela oportunidade de descansar e estar com a família. 

Se forem viajar para o interior, para outro local do Estado do Rio de Janeiro ou mesmo para outra região do país, procurem informar-se com vizinhos, parentes ou conhecidos sobre onde há uma Igreja Católica, para que, ao menos aos domingos, possam participar da Santa Missa. Os pais são os primeiros catequistas dos filhos, e a família é a Igreja doméstica. Por isso, cabe aos pais transmitir aos filhos os verdadeiros valores, sobretudo aqueles relacionados à fé. Os filhos seguirão o exemplo dos pais. Ao verem os pais rezando e participando da Missa, mesmo durante uma viagem, terão maior facilidade para fazer o mesmo no futuro. 

São os pais os principais responsáveis por transmitir a fé aos filhos. Eles não aprenderão os fundamentos da vida cristã na escola, na rua ou em qualquer outro ambiente, mas, antes de tudo, em casa e, consequentemente, na Igreja. Por isso, não tiramos férias de Jesus nem da Igreja; tiramos férias da escola e do trabalho. Não nos esqueçamos de Deus, pois Ele nunca se esquece de nós nem tira férias do cuidado por cada um de seus filhos. 

Algumas famílias optam por não viajar, seja por questões econômicas, seja por comodidade. Nesses casos, procurem participar da Santa Missa, especialmente aos domingos, em sua comunidade. Ao longo da semana, enquanto estiverem de férias, reservem um tempo para rezar o terço, meditar a Palavra de Deus e partilhar um pouco da vida com os filhos, netos ou afilhados, já que durante o restante do ano a rotina costuma ser muito corrida. Aproveitem também para desligar a televisão, o rádio e o celular por alguns instantes, fazendo silêncio para escutar a voz do Senhor. 

Muitas vezes, nas férias, preferimos acordar mais tarde, sobretudo as crianças. Passamos mais tempo diante da televisão, do celular, do videogame ou do computador. Também aproveitamos para organizar a casa, arrumar armários ou realizar tarefas que não conseguimos fazer durante o ano. No entanto, não nos esqueçamos de reservar, entre uma atividade e outra, entre um programa de televisão e outro ou entre um momento e outro no celular, alguns minutos para rezar e agradecer a Deus. Quem sabe seja também uma oportunidade para participar da Santa Missa durante a semana, e não apenas aos domingos. Talvez pela manhã, quando as crianças acordarem, ou à tarde, após o almoço, seja possível reservar um tempo para a oração. É justamente colocando Deus também no período de férias que pedimos a sua bênção sobre o segundo semestre que se aproxima. 

Agindo dessa forma, daremos um novo significado às nossas férias e às férias de nossa família, vivendo-as verdadeiramente como cristãos. Será também uma oportunidade de tornar as crianças pequenas missionárias. Quando retornarem às aulas, poderão contar aos colegas que, além dos passeios e momentos de lazer, também rezavam em família, meditavam a Palavra de Deus e participavam da Santa Missa. Assim, poderão incentivar outras crianças a fazerem o mesmo. 

Inclusive os diáconos, padres, seminaristas, religiosos e religiosas que tiram férias em julho ou em janeiro podem, naturalmente, viajar, descansar e estar com suas famílias, mas sem se esquecer de Deus e da oração. Para os religiosos, a participação na Santa Missa é diária, assim como os demais momentos de oração, como as Laudes, as Vésperas e a meditação da Palavra de Deus. Normalmente, iniciam o dia rezando as Laudes e participando ou celebrando a Santa Missa, aproveitando depois o restante do dia para o descanso, sem deixar de concluir a jornada com a oração das Vésperas. Portanto, como já dissemos, nunca tiramos férias de Deus, mas apenas das demais obrigações, pois é Ele quem conduz também o nosso descanso. 

Os religiosos conhecem bem as suas obrigações, mesmo durante as férias. Desde o seminário, os seminaristas aprendem a importância da oração e que ela jamais deve ser deixada de lado, mesmo nos períodos de descanso. Após a ordenação diaconal e, posteriormente, a sacerdotal, esse compromisso permanece. A celebração diária da Santa Missa continua sendo parte essencial da vida do sacerdote, inclusive durante as férias. 

Infelizmente, nos dias de hoje, percebemos que existem dificuldades cada vez maiores para tratar da religião em alguns ambientes escolares. Entretanto, é plenamente possível ensinar em casa aos filhos a importância da fé e da vivência católica. Eles poderão testemunhar esses valores também entre os colegas quando retornarem das férias. Se ensinarmos nossos filhos e netos a cultivarem o gosto pela oração, eles não desejarão rezar apenas durante as férias, mas pedirão, ao longo de todo o ano, que pais e avós interrompam por alguns instantes suas atividades para rezarem juntos. 

Portanto, meus irmãos, aproveitemos as férias para descansar e renovar as forças para o semestre que se aproxima. Mas que sejam férias verdadeiramente cristãs, nas quais, além do descanso, não nos esqueçamos da oração. Lembremo-nos sempre de que Deus nunca tira férias de nós; por isso, também não devemos tirar férias d’Ele. Aproveitemos esse tempo para aprofundar a nossa fé, ler algum documento da Igreja e, se as crianças frequentam a catequese, revisar com elas aquilo que aprenderam ao longo do semestre. Também seria muito proveitoso separar alguns filmes sobre a vida dos santos para que toda a família possa assisti-los reunida. Nada é melhor do que colocar, no centro das férias, o crescimento espiritual das famílias, especialmente das crianças. 

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  Fonte: cnbb.org.br   Vídeo: (@Vatican Media)

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Na Intenção de oração de julho, Papa pede respeito

pela vida humana em todas as suas etapas

No vídeo divulgado pela Rede Mundial de Oração do Papa, Leão XIV convida os fiéis a rezarem para que cada pessoa seja acolhida, protegida e respeitada desde a concepção até o fim natural da vida. O Pontífice também faz um apelo para combater a cultura do descarte e promover a dignidade de cada ser humano.

Aprender a acolher a vida sem condições.” Este é o convite de Leão XIV na intenção de oração para o mês de julho, divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa em colaboração com o Dicastério para a Comunicação. O Pontífice pede que os fiéis rezem para que toda vida humana seja reconhecida como um dom sagrado e respeitada em todas as fases da existência.

Na oração, o Papa dirige-se ao “Senhor da vida”, recordando que cada pessoa reflete o rosto de Deus e possui uma dignidade única e irrepetível. Por isso, suplica a graça de saber acolher a vida sem condições, sustentar com ternura a fragilidade, acompanhar com respeito cada etapa da existência e defender com coragem aqueles que não têm voz.

Uma casa aberta para todos

Leão XIV também expressa o desejo de que a Igreja seja um lugar de acolhida, onde ninguém se sinta excluído ou descartado. Na oração, pede que a comunidade cristã seja uma “casa aberta”, capaz de celebrar cada existência humana e de testemunhar concretamente o Evangelho da vida. O Pontífice reconhece ainda a necessidade de conversão diante das atitudes de indiferença que ferem a dignidade humana. Por isso, pede perdão pelas vezes em que prevalece a chamada “cultura do descarte”, expressão frequentemente utilizada pelo Papa Francisco para denunciar a exclusão dos mais vulneráveis.

Do primeiro instante ao último suspiro

A intenção de oração retoma uma reflexão já apresentada por Leão XIV durante sua recente viagem apostólica à Espanha. Na ocasião, o Papa afirmou que “toda vida humana deve ser reconhecida e protegida desde a sua concepção até o seu ocaso natural, em todas as circunstâncias da sua existência”. No vídeo deste mês, o Pontífice reforça a mesma mensagem ao recordar que cada ser humano é um “dom sagrado”, digno de respeito “desde o primeiro instante da sua existência até o último suspiro do seu caminho sobre a terra”.

Os desafios do mundo atual

A intenção de oração de julho encontra eco em diversas situações que desafiam a promoção e a proteção da vida humana. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 73 milhões de abortos induzidos ocorrem anualmente em todo o mundo. Paralelamente, a Anistia Internacional registrou pelo menos 2.707 execuções em 17 países ao longo de 2025, o maior número desde 1981.

Também entre os idosos persistem situações de vulnerabilidade. Segundo a OMS, uma em cada seis pessoas com mais de 60 anos sofre algum tipo de abuso. Diante desse cenário, Leão XIV convida os fiéis a renovar o compromisso com a defesa da dignidade humana, promovendo uma cultura da vida capaz de acolher, proteger e acompanhar cada pessoa, especialmente as mais frágeis e vulneráveis.

Thulio Fonseca – Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Vídeo: (@Vatican Media) 

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 3 - 1ª Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

14h - Hora Santa seguida de missa na matriz

18h - Hora Santa seguida de missa na matriz

19h - Grupo de oração maranathá na capela da Soledade

19h - Celebração na comunidade dos Inácios

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Dia 4 - Sábado

9h -  Romaria arquidiocesana à Aparecida

19h -  Missa na matriz

19h -  Celebração nas comunidades São Francisco

19h -  Celebração na comunidade São Benedito de Áreas - Festa do Padroeiro

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Dia 5 - 14º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

11h -  Missa da festa de São Benedito na comunidade de Áreas

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Consagrações episcopais dos lefebvrianos:

decretada a excomunhão

Um documento assinado pelo cardeal-prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé define como “ato de natureza cismática” o rito celebrado em 1º de julho. Em uma nota explicativa, são detalhadas as consequências da grave sanção canônica.

Os bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X Alfonso de Galarreta e Bernard Fellay (respectivamente, sagrante principal e co-sagrante), bem como os bispos recém-consagrados Pascal Schreiber, Michael Goldade, Michel Poinsinet de Sivry e Marc Hanappier, incorreram ipso facto na excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica por terem realizado “um ato de natureza cismática”, ou seja, a “consagração episcopal de quatro presbíteros sem mandato pontifício e contra a vontade do Sumo Pontífice”. É o que se lê no decreto assinado pelo cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, e referendado pelos dois secretários do mesmo Dicastério. Trata-se da conclusão, infelizmente anunciada, que chega vinte e quatro horas após a solene cerimônia celebrada em Écône, na Suíça, na manhã de 1º de julho de 2026.

O decreto de excomunhão e a nota explicativa do Dicastério para a Doutrina da Fé


O decreto do antigo Santo Ofício estabelece que, ao realizar a consagração, tanto os consagrantes quanto os consagrados incorreram na excomunhão prevista pelo direito canônico. É o doloroso desfecho, consequência da decisão tomada pelos lefebvrianos contra a vontade expressa repetidamente por Leão XIV. A excomunhão coloca novamente em situação de separação da Igreja de Roma tanto os bispos quanto os sacerdotes pertencentes à Fraternidade São Pio X. Quanto aos fiéis leigos, devem ser considerados excomungados aqueles que aderem formalmente à Fraternidade. Mais detalhes estão contidos em uma “Nota Explicativa”, publicada pelo Dicastério simultaneamente ao decreto de excomunhão, reproduzida integralmente a seguir.

A Nota do Dicastério

Desde os tempos de São Paulo VI até os mais recentes diálogos realizados neste Dicastério, as numerosas tentativas de reconduzir à plena comunhão com a Igreja Católica os membros do movimento iniciado por Dom Marcel Lefebvre revelaram-se infrutíferas. Essa situação agravou-se ainda mais em razão das recentes consagrações episcopais celebradas sem mandato pontifício, contra a vontade do Santo Padre e em manifesta violação do direito canônico.

Por isso, este Dicastério, no fiel exercício das funções que lhe foram confiadas, considera necessário reconhecer que tal ato configurou o delito de cisma, com as correspondentes consequências canônicas para os ministros sagrados e os fiéis leigos envolvidos. Com efeito, como já foi declarado em 1988, “tal desobediência — que implica uma rejeição prática do Primado Romano — constitui um ato cismático” (cf. João Paulo II, Carta Apostólica Ecclesia Dei, n. 3).

Diante disso, estabelece-se o seguinte:

1. Os ministros sagrados pertencentes à Fraternidade Sacerdotal São Pio X encontram-se em situação de cisma e, portanto, devem ser considerados cismáticos (cf. Ecclesia Dei, 5 c; Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, Nota Explicativa sobre a excomunhão por cisma incorrida pelos aderentes ao movimento do Bispo Marcel Lefebvre, 24.08.1996, nn. 5-6), estando sujeitos à excomunhão prevista pelo direito (cân. 1364 § 1 do Código de Direito Canônico).

2. No que diz respeito aos fiéis leigos, devem ser considerados cismáticos e excomungados aqueles que aderem formalmente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X nas condições estabelecidas pela Nota Explicativa do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos de 1996 (cf. ibidem, n. 7), ainda em vigor e assumida por este Dicastério.

3. Adverte-se, por fim, o santo Povo de Deus de que os ministros sagrados da Fraternidade Sacerdotal São Pio X administram ilicitamente os sacramentos e que o sacramento da penitência por eles administrado e o matrimônio por eles assistido são inválidos.

A Igreja, como mãe solícita, acolherá com sincero afeto e viva solicitude todos aqueles que desejarem retornar à plena comunhão. Os núncios apostólicos disporão dos procedimentos que os ordinários poderão utilizar nos diversos casos.

Por fim, exortam-se todos os fiéis a permanecer firmes na comunhão com o Romano Pontífice, com os bispos em comunhão com ele e com toda a Igreja (cf. Lumen Gentium, 22; cân. 751 do Código de Direito Canônico), abstendo-se de participar das celebrações e atividades promovidas pela referida Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

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  Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media) 

Dicastério para a Comunicação apresenta

“Leão em Roma”, o documentário

A Direção Editorial do Dicastério para a Comunicação apresenta o documentário “Leão em Roma”, com entrevistas, filmagens e imagens que retratam os anos vividos por Robert Francis Prevost, atual Papa Leão XIV, na Cidade Eterna. Uma produção dos jornalistas Felipe Herrera-Espaliat, Salvatore Cernuzio e Tiziana Campisi, com edição de Jaime Vizcaíno Haro.

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  Fonte: vaticanews.va     Vídeo: (@Vatican Media) 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Catequese para o seu dia:

O sonho e o propósito!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Padre Zezinho

Sonhar é uma coisa. Propor-se a viver este sonho com todas as consequências é outra.

Há sonhos bons e alvissareiros. Há sonhos sóbrios e serenos.

Há sonhos errados e perigosos, como o caso da Fraternidade São Pio X. Fazem o contrário do que São Pio X faria!

A maioria dos sonhadores não consegue ir até o fim, porque no decurso do projeto, houve desvios ou dificuldades intransponíveis, às vezes teimosias infantis!

Carreira, casamento, celibato, projetos inacabados, sempre pode faltar isto mais aquilo. Então a pessoa muda de sonho, ou de companhia, ou de amores ou de ideias políticas. O ser humano é muito mutável! Às vezes teimosamente imutável … Mas mudar por ser virtude. Paulo mudou! Os apóstolos mudaram. Os grandes santos mudaram! Sabiam no que mudar e porque mudar.

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Em muitíssimos casos houve um sonho, mas, anos depois, veio a realidade. Mas não falemos em fracasso! O fato de o indivíduo de não prosseguir, nem sempre é derrota. Mudar de rota nem sempre é mudar de rumo . Cada caso é único. Vejam os grandes convertidos da História!

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Para isso existem os psicólogos, os conselheiros e os orientadores de consciência. São formadores e não formatadores. Eles orientam, mas não obrigam!

Há um documento essencial do Concílio Vaticano II, que poucos católicos conhecem.

Fala das mudanças psicológicas, morais e religiosas, desequilíbrios e aspirações do ser humano. É a GAUDIUM ET SPES, sobre como viver como católico no mundo de hoje!

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Vários Papas aprofundaram este tema, sobretudo a FIDES ET RATIO de São João Paulo II, de 1998. Era uma reflexão sob o tema CONHECER-SE MELHOR antes de optar por algum grande sonho!

Fiz várias canções sobre o tema PENSAR COMO JESUS PENSOU e pensar como a IGREJA PENSA!

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O problema da maioria dos que vivem opinando sobre qualquer assunto é que mais empinam do que opinam. Não pensam no que falam e acabam dando o que pensar.

Pensar dói! Mas não pensar dói dez vezes mais!… pz

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

terça-feira, 30 de junho de 2026

Reflexão para esta terça-feira:

Ato de simplicidade 

Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG)

Quanto mais simples, mais misterioso. Assim é Deus, pois, de tão simples, se torna mistério incompatível com a capacidade cognitiva da pessoa humana. Ele se deixa conhecer nas diversas formas de atuação da criação, principalmente do ser humano. Isto está bem visível na vida das pessoas mais sofridas e sem expressão de popularidade, escondidas no mundo dos sem vez e sem voz. 

O mundo da violência e guerras inconsequentes, daquelas que tiram a paz, não conhece a lógica e a força da simplicidade, do respeito e do diálogo. O que falta mesmo é perceber a mensagem da paz, revelada na Palavra de Deus, que acolhe o coração dos simples e abate, mais cedo ou mais tarde, a intransigência dos poderosos e envaidecidos pelo poder de força e de destruição que têm. 

Na visão do apóstolo Paulo, muitas pessoas vivem segundo a carne e não segundo o Espírito (cf. Rm 8,5). Com isto, não conseguem entender as surpresas de Deus nos fatos ligados à vida. Sem ater-se a essas divinas e inspiradas referências, a dignidade da pessoa humana é colocada em risco e, em última instância, a morte. É isto que estamos presenciando, cotidianamente, no mundo. 

Usaram todo tipo de artimanha e violência contra Jesus. Ele, sendo Deus, tinha toda força de poder para vingar. Mas, seu poder estava na humildade, na capacidade de diálogo e na misericórdia, naquilo que falta ser colocado em prática em nosso tempo. Vemos o Brasil totalmente mergulhado em atitudes desonestas, revelando um poder corroído, sem humildade, humanidade e irresponsável.  

A política tornou-se instrumento de corrupção. É pena que isto esteja acontecendo, porque é campo de fazer justiça, através de uma boa administração. Creio que as Eleições sejam espaço próprio para se eliminar, de vez, os falsos políticos. Cada eleitor deve votar com mais responsabilidade, porque isto traz consequências sérias na vida. Políticos, em vez da simplicidade e do serviço, exploram. 

No cenário nacional, é bem percebível, que há uma imagem distorcida sobre Deus. Aliás, usam muito “o nome de Deus em vão”, principalmente quando ele é invocado em vista de poder, do dinheiro e da prosperidade simplesmente material. São práticas que eliminam o Deus verdadeiro e a simplicidade, que é rica de poder, desaparece. Quando nos despimos do poder, damos lugar para Deus agir. 

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Fonte: cnbb.org.br   Imagem: vaticannews.va