sábado, 18 de abril de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

  Horários de missa e outros eventos

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Dia 19 - 3º Domingo de Páscoa

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Bela reflexão para este sábado:

Emaús, a “avenida” que andamos percorrendo

Frei Almir Guimarães

Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?  (Lc 24,32)

A Igreja não comemora a Ressurreição do Senhor apenas no domingo de Páscoa.  Durante todo o tempo pascal vamos aprofundando nosso conhecimento do Ressuscitado e de sua ação em nosso meio.  Neste domingo, diante de nós, dois personagens, conhecidos como os discípulos de Emaús.  Um deles chamava-se Cléofas.  Do outro nem o nome sabemos. Na caminhada que empreendem encontram um peregrino misterioso que haveria de os cativar.  Naquele momento chegava de tristeza.  Nada de dar as costas a Jerusalém.

“A fé em Cristo ressuscitado não nasce em nós de maneira automática e segura. Ela vai despertando em nosso coração de maneira frágil e humilde. No começo é quase só um desejo. Geralmente cresce rodeada de dúvidas e questionamentos (…). Crer no Ressuscitado não é questão de um dia. É um processo que pode durar anos. O importante é nossa atitude interior. Confiar sempre em Jesus. Reservar-lhe muito mais lugar em cada um de nós e em nossas comunidades cristãs” (Pagola, Lucas, p. 366).

Passados os dias da paixão e o sepultamento de Jesus os discípulos entraram numa nuvem escura.  Penetram na noite da dúvida.  Teria sido tudo um sonho? Teriam se enganado com aquele que lhes havia falado com tanta veemência da vida?  Agora estava morto.  Com ele os discípulos sepultaram esperanças e sonhos. Cléofas e seu companheiro deram as costas a Jerusalém, cabisbaixos, caminhando na direção de Emaús. Emaús passou a ser um nome mágico sinônimo de comunhão, intimidade, beleza e contemplação.  Muitas casas de retiro e de revigoramento espiritual são designadas de Emaús.

Os dois caminhavam com tristeza.  Esse Jesus que havia suscitado tanto entusiasmo, alento, esperança morrera no alto da cruz. Quantas punhaladas do coração?  Era melhor fugir.

Um peregrino misterioso, porém, se associa ao caminhar do dois.  Fala-lhes das Escrituras com paixão e convicção. Procura lembrar aos dois passagens que falavam do Messias, palavras de confiança e de esperança.  Promessas feitas aos pais da fé, de modo especial a Abraão… Lembra-lhes, afinal de contas, sua falta de fé. Aos poucos, o coração dos dois começa a arder. Um fogo, um ardor, uma ponta de esperança.

O que valeu para eles, vale para nós. Se em nossa caminhada nos reunimos para recordar Jesus, escutar sua mensagem, conhecer sua ação profética, meditar sua entrega, sua crucifixão, se percebemos que as palavras de Jesus nos comovem então nosso coração começa a arder.  Em nosso grupo, ele caminha conosco.  Ontem como hoje, trata-se de conviver com as Escrituras. Ele como que salta das páginas. Será fundamental não alimentar cegueira e surdez.

O peregrino ameaça ir adiante.  Os discípulos pedem que entre na pousada de Emaús.  “A cena é simples e afetuosa. Uns viajantes, cansados de seu longo caminhar, sentam-se como amigos para compartilhar a mesma experiência. É então que Jesus repete exatamente os quatro gestos que, de acordo com a tradição, havia feito na ceia de despedida: Tomou o pão, pronunciou a bênção, o partiu e deu a eles.  Nos discípulos desperta a fé: Seus olhos se abriram e o reconheceram.  Descobrem a Jesus como alguém que alimenta suas vidas, os sustenta no cansaço e os fortalece no caminho” (Pagola, Grupos de Jesus, p. 308).

Felizes, transformados, sem sinais de cansaço, quase correndo os dois voltam a Jerusalém na pressa de anunciar aos outros a boa nova:  Jesus os havia nutrido com seu pão e eles o reconheceram de modo especial, na fração do pão.

Concluindo:

“Não basta celebrar missas nem ler trechos bíblicos de qualquer maneira.  O relato de Emaús fala de duas experiências básicas. Os discípulos não leem um texto, ouvem a voz inconfundível de Jesus, que faz arder seu coração. Não celebram uma liturgia, sentam-se como amigos à mesma mesa e descobrem juntos que é o próprio Jesus que os alimenta.  Para que continuar a fazer as coisas de uma maneira que não transforma?  Não precisamos antes de mais nada, de um contato mais real com Jesus?  De uma nova simplicidade? De uma fé diferente?  Não precisamos aprender a viver com mais verdade e a partir de uma dimensão nova?  Se Jesus desaparece de nosso coração, todo o resto é inútil” (Pagola, Lucas, p.361-362).

Emaús é um pedaço de nossa aventura humana e cristã.  Quando deixamos que a Palavra nos perpasse e quando alimentamo-nos com o Pão da vida temos a certeza da presença entre nós daquele que deixou vazio o sepulcro da morte.  Fazemos nossa a memória da Igreja que conservou nela, no âmbito da fé, a Ressurreição do Senhor.

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Para reflexão 

A presença do Ressuscitado é invisível e silenciosa.  Torna-se visível no rosto de um desconhecido, de um peregrino que se torna companheiro improvisado de caminho, e fala através das palavras da Escritura.  A Bíblia e o outro homem, a Palavra de Deus contida nas Escrituras e o rosto do outro, sobretudo do estranho e do pobre, são lugares por excelência em que a presença do Ressuscitado pode encontrar-nos, recordando-nos o mandamento evangélico: ama Deus e o teu próximo. (Luciano Manicardi)

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Oração

Fica, Senhor, porque já está ficando tarde,
o caminho é longo e o cansaço é grande.
Fica para dizer-nos tuas palavras vivas,
que aquietam a mente e inflamam a alma.
Mantém inquietos nossos corações lerdos,
dissipa nossas dúvidas e temores.
Olha-nos com teus olhos de luz e vida,
devolve-nos a  ilusão perdida.
Fica e limpa-nos  o rosto e as entranhas;
queima esta tristeza, dá-nos esperança.
Fica e renova valores e sonhos:
dá-nos de novo tua alegria e tua paz.
Fica, Senhor, porque já está ficando tarde,
o caminho é longo e o cansaço grande  (F. Ulibarri).

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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Catequese para o seu dia:

Mais do que salvar almas!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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SOU PADRE CATÓLICO e faz 60 anos que meus superiores me designaram para ensinar a catequese do Concílio Vaticano II.

O Concílio terminou em 1965 e em 1966 fui ordenado sacerdote dehoniano para pregar a mística da REPARAÇÃO (aquele que é chamado a consertar e a reparar o que precisa de reparos)

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Também fui chamado a pregar as ATUALIZAÇÕES DO CONCILIO de 1962-1965.

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Mas eu só poderia atualizar, se conhecesse o básico do que se ensinava antes.

Então nunca foi rompimento: foi AGGIORNAMENTO, ATUALIZAÇÃO, foi um COLOCAR EM TERMOS DE HOJE e em PROPOSTAS DE HOJE, o que eu tinha estudado em Santo Agostinho, em Santo Tomás, nos grandes teólogos do passado e nos 19 Concílios anteriores da nossa Igreja.

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Eu fui ordenado para continuar estudando a catequese (kat houlou) termo que significa: repercutir, passar adiante aquilo que me ensinaram!

Faz 15O anos, que desde Leão XIII, até Leão XIV, a igreja prega a sua DOUTRINA SOCIAL (DSI)

Ela nunca se curvou às ideologias de direita ou de esquerda ou de centro. Nem a partidos nem a ditadores. Nem ao comunismo nem ao capitalismo.

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Ela tem sua visão sócio-política ancorada nos evangelhos e nos profetas, que sempre, como nos salmos,

1 - LOUVA,

2 - PEDE PERDÃO E

3 - PROCLAMA A LIBERTAÇÃO DO INDIVÍDUO E DO POVO OPRIMIDO!

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Quem vê isso como comunismo errou feio: pregamos o cristianismo e o catolicismo.

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E é por isso que os católicos pró capitalismo nos acusam de sermos pró comunismo. É calúnia! Uns poucos fizeram isso. Mas 98% seguem os Papas. Que mais ataca os Papas são ultraconservadores. Ainda não aceitaram o Concílio!

Na verdade, somos pró diálogo e pró direitos humanos e pró liberdade, coisa que não se vê nas ditaduras atuais, com presidentes desmiolados e com ditadores e países cada dia mais gastando trilhões em armas, invadindo outras nações com drones e ogivas carregadas de morte e apontando para gente inocente.

Tentam acertar nos inimigos, mas em geral acertam escolas, hospitais e gente inocente.

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É isso que Paulo VI, João Paulo II denunciavam e Francisco de Buenos de Aires e agora Leão XIV denunciam.

É isso o que prego há 60 anos. Eu repercuto a DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA CATÓLICA.

Alguém não gosta? E daí? Desde o vigésimo Concílio os Papas estão falando claro em favor do povo que é mais sacrificado.

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Não gostam desses Papas? E daí? Estes Papas estão repercutindo Jesus que também bateu de frente contra os donos do poder daquela época.

Os fariseus não aceitavam nenhuma atualização! Mas Jesus insistia no seu “DORAVANTE, no seu daqui por diante” …

Ele renovou e inovou e conservou o que era bom, mas não hesitou em propor mudanças radicais em favor dos mais pobres e mais oprimidos!

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Concluindo: Ele não veio apenas para salvar almas! Quem prega isso não deve ter estudado Bíblia nem Teologia!...

Ele veio salvar pessoas, corpo e alma, e veio salvar nações. E veio ensinar pessoas e povos a conviver fraternalmente! E isto é mais que salvar almas! …

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Papa aos universitários:

sede construtores de um mundo mais justo e mais humano

A África e o mundo precisam de pessoas que se empenhem em viver segundo o Evangelho e em colocar as suas competências ao serviço do bem comum. Não traiais este nobre ideal! Foi a exortação de Leão XIV no Encontro com o mundo universitário - na Universidade Católica da África Central -, em Iaundê, esta sexta-feira (17/04), no último compromisso do Santo Padre em seu terceiro dia em terras camaronesas.

Leão XIV concluiu esta sexta-feira, 17 de abril, seu terceiro dia em terras camaronesas encontrando em Iaundê o mundo universitário, um dos eventos mais aguardados de sua visita ao país africano.

Após as saudações de boas-vindas do reitor da Universidade Católica da África Central e do testemunho de representantes do mundo docente e discente, o Pontífice proferiu seu discurso definindo, inicialmente, a instituição fundada em 1989 como um centro de excelência para investigação, a transmissão do conhecimento e a formação de tantos jovens. O Santo Padre afirmou que a instituição católica constitui um farol a serviço da Igreja e da África, na busca da verdade e na promoção da justiça e da solidariedade.

O Papa ressaltou que hoje, mais do que nunca, é necessário que as Universidades, e ainda mais aquelas católicas, se tornem verdadeiras comunidades de vida e investigação, que introduzam estudantes e docentes a uma fraternidade no saber. O que o Evangelho e a doutrina da Igreja estão atualmente chamados a promover, é uma autêntica cultura do encontro, antes – bem se poderia dizer – uma cultura do encontro entre todas as culturas autênticas e vitais, graças a um intercâmbio recíproco dos respetivos dons no espaço de luz desvendado pelo amor de Deus para todas as suas criaturas, acrescentou Leão XIV, frisando que a Universidade é, por excelência, um lugar de amizade, cooperação e, ao mesmo tempo, de interioridade e reflexão.

Erosão dos pontos de referência morais

Caríssimos, a África pode contribuir de maneira fundamental para alargar os horizontes demasiado estreitos de uma humanidade que tem dificuldade em ter esperança. No vosso magnífico continente, a investigação é particularmente desafiada a abrir-se a perspetivas interdisciplinares, internacionais e interculturais. Atualmente, temos uma necessidade urgente de pensar a fé dentro dos cenários culturais e dos desafios atuais, de modo a fazer emergir a sua beleza e credibilidade em diferentes contextos, especialmente naqueles mais marcados por injustiças, desigualdades, conflitos, degradação material e espiritual.

Nas sociedades contemporâneas – e, portanto, também em Camarões –, observa-se uma erosão dos pontos de referência morais que outrora orientavam a vida coletiva. Os cristãos, e muito especialmente os jovens católicos africanos, não devem ter medo das “coisas novas”.

A vossa Universidade pode formar pioneiros de um novo humanismo no contexto da revolução digital, da qual o continente africano conhece bem não só os aspetos sedutores, mas também o lado obscuro das devastações ambientais e sociais provocadas pela busca desenfreada de matérias-primas e terras raras. Não desvieis a vossa atenção: é um serviço à verdade e a toda a humanidade. Sem este esforço educativo, a adaptação passiva às lógicas dominantes será confundida com competência, e a perda de liberdade com progresso.


A África precisa ser libertada da chaga da corrupção

Outro tema desenvolvido pelo Santo Padre foi o da questão migratória, tão presente na realidade africana, e não somente. A esse propósito, Leão XIV afirmou que perante a compreensível tendência migratória, que pode levar a acreditar que noutro lugar se pode encontrar facilmente um futuro melhor, “convido-vos, em primeiro lugar – disse -, a responder com um ardente desejo de servir o vosso país e de colocar, em benefício dos vossos concidadãos, os conhecimentos que aqui estais a adquirir. Eis a razão de ser da vossa Universidade, fundada há trinta e cinco anos para formar pastores de almas e leigos empenhados na sociedade: são estes os testemunhos de sabedoria e de equidade que o continente africano precisa”. A esse ponto de seu discurso, dirigindo-se aos estudantes e, em seguida, aos professores, o Pontífice fez uma premente exortação:

“Queridos estudantes, aprendei a tornar-vos construtores do futuro dos vossos respetivos países e de um mundo mais justo e mais humano. Queridos professores, a vossa função é fundamental. Por isso, encorajo-vos a encarnar os valores que desejais transmitir, sobretudo a justiça e a equidade, a integridade, o sentido de serviço e de responsabilidade. A África e o mundo precisam de pessoas que se empenhem em viver segundo o Evangelho e em colocar as suas competências ao serviço do bem comum. Não traiais este nobre ideal! Para além de guias intelectuais, sede modelos cuja exatidão científica e honestidade pessoal eduquem a consciência dos vossos alunos. Com efeito, a África precisa de ser libertada da chaga da corrupção. E, para um jovem, essa consciência deve consolidar-se desde os anos de formação, graças ao rigor moral, ao desinteresse e à coerência de vida dos seus educadores e professores. Dia após dia, fundai os alicerces indispensáveis para a construção de uma coerente identidade moral e intelectual.”

Ao dardes testemunho da verdade, considerando especialmente as ilusões da ideologia e das modas, disse por fim Leão XIV, criai um ambiente em que a excelência acadêmica se une naturalmente à retidão humana.

Raimundo de Lima – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va       Fotos: ANSA

3º Domingo da Páscoa:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: At 2,14.22-33

Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos

No dia de Pentecostes, Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: “Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis. Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua e até minha carne repousará na esperança. Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção. Deste-me a conhecer os caminhos da vida, e a tua presença me encherá de alegria’.Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu sepulcro está entre nós até hoje. Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção’. Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas. E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo”.

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Responsório: Sl 15

— Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

— Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

— Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!/ Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor:/ nenhum bem eu posso achar fora de vós!”/ Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,/ meu destino está seguro em vossas mãos!

— Eu bendigo o Senhor, que me aconselha,/ e até de noite me adverte o coração./ Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,/ pois se o tenho a meu lado não vacilo.

— Eis por que meu coração está em festa,/ minha alma rejubila de alegria,/ e até meu corpo no repouso está tranquilo;/ pois não haveis de me deixar entregue à morte,/ nem vosso amigo conhecer a corrupção.

— Vós me ensinais vosso caminho para a vida;/ junto a vós, felicidade sem limites,/ delícia eterna e alegria ao vosso lado!

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2ª Leitura: 1Pd 1,17-21

Leitura da Primeira Carta de São Pedro

Caríssimos: Se invocais como Pai aquele que sem discriminação julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo. Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu, por amor de vós. Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus.

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Evangelho: Jo 24,13-35

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?”

Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.

Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?”

E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

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Reflexão do padre Johan Konings:

A memória de Cristo na Palavra e na Eucaristia

A saudade é a gostosa presença do ausente. Quando alguém da família ou uma pessoa querida está longe, a gente procura se lembrar dessa pessoa. É o que aconteceu com os discípulos de Emaús (evangelho de hoje). Jesus tinha sumido… mas, sem que o reconhecessem, estava caminhando com eles. Explicava-lhes as Escrituras. Mostrava-lhes as passagens do Antigo Testamento que falavam dele. Pois existe no Antigo Testamento um veio escondido que, à luz daquilo que Jesus fez, nos faz compreender que Jesus é o Messias: os textos que falam do Servo Sofredor, que salva o povo por seu sofrimento (Is 52-53); ou do Messias humilde e rejeitado (Zc 9-12); ou do povo dos pobres de Javé (Sf 2-3) etc.

Jesus ressuscitado abriu, para os discípulos de Emaús esse veio.Textos que eles já tinham ouvido, mas nunca relacionado com aquilo que Jesus andou fazendo… e sofrendo. Isso é uma lição para nós. Devemos ler a Sagrada Escritura através da visão de Jesus morto e ressuscitado, dentro da comunidade daqueles que nele creem. É o que fazem os apóstolos na sua primeira pregação, quando anunciam ao povo reunido em Jerusalém a ressurreição de Cristo, explicando os textos que, no AT falam dele (1ª leitura). Para a compreensão cristã da Bíblia é preciso “ler a Bíblia na Igreja, reunidos em torno de Cristo ressuscitado”.

O que aconteceu em Emaús, quando Jesus lhes abriu as Escrituras, é parecido com a primeira parte de nossa celebração dominical, a liturgia da palavra. E muito mais parecido ainda com a segunda parte: Jesus abençoa e parte o pão, e nisso os discípulos o reconhecem presente. Desde então a Igreja repete este gesto da fração do pão e acredita que nele Cristo mesmo se torna presente. É o rito eucarístico de nossa missa.

Emaús nos ensina duas maneiras fundamentais para ter Cristo presente em sua ausência: ler as escrituras à luz de sua memória e celebrar a fração do pão, o gesto pelo qual ele realiza sua presença real, na comunhão de sua vida, morte e ressurreição. É a presença do Cristo pascal, glorioso – já não ligado a tempo e espaço, mas acessível a todos os que o buscam na fé e se reúnem em seu nome.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Editorial Vatican News - Andrea Tornielli:

Os Papas e as guerras na era contemporânea

Diante do poder destrutivo das armas modernas, é muito difícil falar, como se fazia nos séculos passados, da possibilidade de uma "guerra justa". Já em 1963, João XXIII, na Pacem in Terris, escreveu que, na era atômica, é quase impossível pensar na guerra como instrumento de justiça. Leão XIV segue essa linha, fazendo da paz um dos temas centrais de seu pontificado.

Leão XIV durante a vigília de oração pela paz, sábado, 11 de abril, na Basílica de São Pedro 


Enquanto se volta a falar de “guerra justa”, vale a pena recordar o magistério de paz dos Pontífices que se sucederam na Cátedra de Pedro nos últimos cem anos. Um magistério que foi-se enriquecendo e aprofundando gradualmente, chegando a definir como cada vez mais difícil a possibilidade de que exista uma “guerra justa”. As reflexões sobre a teologia dos séculos passados e sobre as possíveis justificativas para a guerra não levam em conta o fato de que, quando os teólogos do passado escreviam sobre esses temas, as guerras eram travadas com espadas e bastões, e não com bombas e drones controlados por máquinas — um fato que abre questões morais de intensidade dramática. De fato, amadureceu cada vez mais a consciência de que a guerra não é um caminho a seguir.

Desde a carta de Bento XV aos beligerantes, de 1917, que define a Primeira Guerra Mundial como um “massacre inútil”, até às tentativas de Pio XII de evitar o início da Segunda Guerra Mundial; das palavras de João XXIII na “Pacem in terris”, que já em 1963 escrevia que “é quase impossível pensar que, na era atômica, a guerra possa ser utilizada como instrumento de justiça”, ao grito de Paulo VI na ONU “nunca mais a guerra”, até às tentativas ignoradas de João Paulo II de evitar os desastrosos conflitos no Oriente Médio; os Sucessores de Pedro não deixaram de levantar a sua voz, marcada pela profecia e pelo realismo, infelizmente, na maioria das vezes, sem serem ouvidos.

O texto de referência é, antes de tudo, o Catecismo da Igreja Católica, que contempla o direito à legítima defesa, mas impõe “condições restritas” também à guerra defensiva: “É necessário, contemporaneamente: que o dano causado pelo agressor à nação ou à comunidade das nações seja duradouro, grave e certo; que todos os outros meios de eliminá-lo se tenham revelado impraticáveis ou ineficazes; que haja condições fundamentadas de sucesso; que o recurso às armas não provoque males e desordens mais graves do que o mal a eliminar. Na avaliação dessa condição, a potência dos meios modernos de destruição tem um peso enorme”. Quem pode negar que a humanidade se encontra hoje à beira do abismo justamente por causa da escalada do conflito e da potência dos “meios modernos de destruição”?

O “não” à guerra foi reiterado com cada vez mais força também durante o pontificado do Papa Francisco, que na Encíclica “Fratelli tutti” escreveu: “É fácil optar pela guerra, invocando todo tipo de desculpas aparentemente humanitárias, defensivas ou preventivas, recorrendo inclusive à manipulação da informação. De fato, nas últimas décadas, todas as guerras alegaram ter uma ‘justificativa’ (...). A questão é que, a partir do desenvolvimento de armas nucleares, químicas e biológicas, e das enormes e crescentes possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias, foi conferido à guerra um poder destrutivo incontrolável, que atinge muitos civis inocentes. Na verdade, “nunca a humanidade teve tanto poder sobre si mesma e nada garante que o utilizará bem”. Portanto, não podemos mais pensar na guerra como solução, já que os riscos provavelmente serão sempre superiores à hipotética utilidade que se lhe atribui. Diante dessa realidade, hoje é muito difícil defender os critérios racionais desenvolvidos em outros séculos para falar de uma possível ‘guerra justa’. Nunca mais a guerra!”

Seu sucessor, Leão XIV, fez da paz um dos temas centrais de seu pontificado: diante da loucura da escalada bélica e dos gastos desmedidos com o rearmamento, ele trilha com igual realismo e profecia o caminho já aberto por seus antecessores, clamando por paz, diálogo e negociação. Os massacres de civis perpetrados nos últimos anos abalam as consciências de bilhões de pessoas em todo o mundo, que voltam os olhos para o Bispo de Roma. O Papa Leão, como fez Jesus no Getsêmani, convida com veemência a colocar a espada na bainha: “Por toda parte, se ouvem ameaças em vez de apelos à escuta e ao encontro”, disse ele durante a Vigília de oração no sábado, 11 de abril, explicando que “quem reza não mata nem ameaça com a morte, mas tem consciência dos próprios limites. Em vez disso, é escravo da morte aquele que virou as costas ao Deus vivo, para fazer de si mesmo e do próprio poder o ídolo mudo, cego e surdo, ao qual sacrifica todos os valores e diante do qual pretende que o mundo inteiro se ajoelhe. Basta com a idolatria de si mesmo e do dinheiro! Basta com a ostentação da força! Basta com a guerra! A verdadeira força manifesta-se no serviço à vida”.

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Fonte: vaticanews.va       Foto: (@Vatican Media)

Bispos reunidos em Aparecida, São Paulo,

iniciam 62ª Assembleia Geral da CNBB

Acolhendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu, na manhã desta quarta-feira, 15 de abril, sua 62ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP). Reunidos sob o olhar materno de Nossa Senhora, os bispos do Brasil se encontram para refletir os desafios e as oportunidades do tempo presente, à luz do Evangelho e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora.

Acolhida da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Foto: Fiama Tonhá


Compuseram a mesa de honra da solenidade de abertura a presidência da CNBB, dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente da conferência; dom João Justino, arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente; dom Paulo Jackson, arcebispo de Olinda e Recife e segundo vice-presidente, dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília e secretário geral da CNBB; o núncio apostólico no Brasil, dom Giambatista Diquattro; o arcebispo da Arquidiocese de Aparecida, dom Orlando Brandes, o arcebispo nomeado de Aparecida, dom Mário Antônio da Silva; o reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, padre Eduardo Catalfo; e, o prefeito da cidade de Aparecida, José Luiz Rodrigues.

Em sua fala, dom Jaime Spengler convidou os bispos a um momento de silêncio e oração pelo Papa Francisco, falecido no ano passado, dias antes da data prevista para a assembleia dos bispos. Também deu graças a Deus pelo novo sucessor de Pedro, o Papa Leão XIV.

Lembrando que a Assembleia Geral é o órgão supremo da conferência, exercício de colegialidade e comunhão, o presidente da CNBB falou da importância de testemunhar a verdade, a transparência e verdade profética. Fez votos de que a assembleia transcorra em espírito de união e fraternidade. “Bom e frutuoso trabalho a todos!”, desejou dom Jaime.

Após a fala do presidente, foi lida a mensagem e bênção apostólica enviada pelo Papa Leão XIV aos bispos e à assembleia. Nela, o Papa voltou a destacar o tema da paz: “O Senhor Ressuscitado diz-nos novamente a todos: ‘A paz esteja convosco!’ (Jo 20, 19).”

Apresentação da mensagem do Papa. Foto: Jaison Alves da Silva


Num mundo marcado por violentos conflitos armados, é urgente suplicar ao Príncipe da Paz luzes para os corações e as mentes dos líderes das nações envolvidas nas guerras atuais, escreveu o Sumo Pontífice. “Entretanto, sabemos que a verdadeira paz não é somente a ausência de conflitos. A convivência pacífica nasce do reconhecimento do valor do outro, da consciência de que somos todos irmãos, criados por Deus à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26).”

Além da mensagem, o Papa Leão XIV se faz próximo da assembleia através da presença do núncio apostólico no Brasil, dom Giambatista Diquattro. Dom Giambatista renovou o convite a cada pastor do Brasil a uma Igreja missionária, que abre os braços e vai falar ao povo.

“Que esta assembleia seja aurora de comunhão, que Nossa Senhora Aparecida interceda por nós e por todo povo brasileiro”, finalizou o Núncio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também enviou uma mensagem ao episcopado brasileiro reunido na 62ª Assembleia Geral da CNBB. Na mensagem, o presidente destacou a realização da assembleia no contexto das comemorações dos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, falando da contribuição da Igreja Católica na promoção de ações sociais e no apoio às populações mais vulneráveis ao longo desse período.

Em seguida, a Presidência da CNBB deu continuidade à Assembleia, com a memória dos acontecimentos dos últimos dois anos na Igreja no Brasil, a pauta do encontro e o início das votações. Na parte da tarde haverá retiro, com a pregação de dom Armando Bucciol, e às 18h a missa de abertura no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, presidida pelo cardeal dom Jaime Spengler.

Por Juliana Mastelini | Arquidiocese de Londrina (PR) | 62ª AG CNBB

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Papa Leão XIV envia mensagem
à 62ª Assembleia Geral da CNBB e reforça apelo pela paz

O Papa Leão XIV enviou uma mensagem aos bispos reunidos na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP) até o dia 24, manifestando proximidade, esperança e um forte apelo pela paz diante dos conflitos armados no mundo. O subsecretário adjunto geral da CNBB, padre Leandro Megeto, leu a mensagem.

Na mensagem, o Santo Padre saudou cordialmente os participantes do encontro, reunidos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, e recordou a alegria da Ressurreição de Cristo como fonte de esperança para a missão da Igreja.

“Com a alegria e a esperança que nos vêm da boa nova da Ressurreição do Senhor, saúdo cordialmente a todos vós”, escreveu o Papa.

Leão XIV retomou também a saudação “A paz esteja convosco”, dirigida aos fiéis na Praça São Pedro após sua eleição como Sucessor de Pedro. Segundo ele, a atual realidade internacional, marcada por guerras e tensões, exige uma oração insistente pela paz.

“Num mundo marcado por violentos conflitos armados, devemos com urgente insistência suplicar ao Príncipe da Paz que ilumine os corações e as mentes dos líderes das nações envolvidas nas guerras atuais”, afirmou.

O Papa destacou ainda que a verdadeira paz não se resume à ausência de conflitos, mas nasce do reconhecimento da dignidade de cada pessoa e da fraternidade entre os povos.

Na mensagem, Leão XIV recordou o ensinamento da Encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco, ao afirmar que todos são “iguais nos direitos, nos deveres e na dignidade”.

A 62ª Assembleia Geral da CNBB reúne bispos de todo o Brasil para momentos de oração, reflexão e deliberação sobre temas importantes para a vida da Igreja no país. Entre os assuntos debatidos estão as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, além de temas pastorais e sociais.

A mensagem do Papa foi recebida com gratidão pelos participantes da Assembleia, reforçando a comunhão entre a Igreja no Brasil e a Santa Sé.

Confira (aqui) a mensagem na íntegra.

Por Larissa Carvalho

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Fonte: cnbb.org.br