domingo, 26 de julho de 2026

Leão XIV no Angelus deste domingo: a indústria do consumo

envenena o coração. Deus nos abre à alegria.

No Ângelus rezado na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, Leão XIV alertou para os riscos de um mercado que "altera o paladar" e não sacia, exortou a deixar-se surpreender com o encontro com Jesus, "o tesouro escondido, a pérola preciosa, a rede que recolhe os dispersos". Recordou que "Deus não faz distinção de pessoas e que a sua eleição é predileção, especialmente por quem é pequeno e rejeitado".

O Papa Leão XIV rezou a oração mariana do Angelus deste domingo (26/07) da Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, onde permanece até segunda-feira, 27 de julho, para um período de descanso de verão.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice ressaltou que "no centro do ensinamento de Jesus está o mistério do Reino de Deus, que o Evangelho" deste domingo "compara a uma pérola e a um tesouro".

De acordo com Leão XIV, "as parábolas dão a entender a surpresa de quem encontra algo que nem sequer podia esperar, a tal ponto que vender ou deixar tudo já não aparece como uma renúncia, mas sim como um ganho". Segundo o Papa, "os evangelistas, desde as primeiras páginas, descrevem como irresistível o chamado de Jesus a segui-lo: livre, certamente, mas urgente e capaz de suscitar uma resposta imediata e movida pelo desejo".

“Este é um primeiro e importante aspecto do modo como Deus está próximo e se deixa encontrar: o encontro com o seu Reino é uma reviravolta que não restringe, mas alarga a vida. Se algo tem agora de mudar, é para trazer mais possibilidades, não menos.”

Igreja, comunhão de pessoas diferentes

O Papa citou "um segundo aspecto ao qual Jesus parece dar muita importância: quem encontra o tesouro escondido no campo é provavelmente um agricultor; a pérola, por sua vez, é reconhecida como sendo de grande valor por um negociante, talvez um viajante". "Seguem-se outras duas parábolas, nas quais os protagonistas são pescadores e um escriba entendido em coisas antigas e novas. Existem outras, ainda, em que o Reino se deixa vislumbrar numa mulher que amassa a farinha, noutra que arruma a casa, num rei que prepara a guerra, num homem que projeta construir uma torre, em administradores que gerem pagamentos ou investimentos, em pastores e agricultores. O Reino de Deus, em suma, revela a sua beleza inestimável de diversas formas, mas chama todos – homens e mulheres, jovens e idosos, pobres e ricos – a uma profunda renovação. Todos podem compreendê-lo e são atraídos por ele", disse o Papa Leão, acrescentando:

“Também hoje a Igreja é uma comunhão de pessoas diferentes quanto à sua origem, à cultura, às competências e ao nível de responsabilidade, mas todas chamadas a reconhecerem-se como “um” em Jesus Cristo: é Ele o tesouro escondido, a pérola preciosa, a rede que recolhe os dispersos. Com efeito, desde o princípio, Jesus chamou e reuniu em torno de si pessoas que, de outro modo, nunca se teriam relacionado. Precisamente assim demonstrou que Deus não faz distinção de pessoas e que a sua eleição é predileção, especialmente por quem é pequeno e rejeitado.”

Aprender a perceber o que realmente importa

De acordo com o Pontífice, "só nos resta pedir um dom, o mesmo que o jovem rei Salomão invocou. É o dom de distinguir a pérola de grande valor, de saber reconhecer o tesouro pelo qual vale a pena vender tudo".

“Enquanto a indústria do consumo nos altera o paladar, suscitando sempre novas necessidades para depois nos vender respostas que não saciam e, por vezes, envenenam o coração, temos de aprender a perceber o que realmente importa, o tesouro da relação com Deus, que nos abre à alegria e ajuda a viver da melhor maneira as relações entre nós.”

Leão XIV concluiu, pedindo a Maria, Sede da Sabedoria, para que "oriente para Jesus o nosso desejo de vida, a fim de que se realize em plenitude".

Mariangela Jaguraba – Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Vídeo e fotos: (@Vatican Media

Reflexão para este domingo:

Descobrir o projeto de Deus

José Antonio Pagola

Não era fácil crer em Jesus. Alguns se sentiam atraídos por suas palavras. Em outros, pelo contrário, surgiam não poucas dúvidas. Seria razoável seguir a Jesus, ou seria uma loucura? Hoje acontece o mesmo: vale a pena comprometer-se em seu projeto de humanizar a vida, ou é mais prático ocupar-nos com o nosso próprio bem-estar? Neste ínterim, pode nossa vida passar sem tomarmos nenhuma decisão.

Jesus conta duas breves parábolas. Em ambos os relatos, o respectivo protagonista se encontra com um tesouro sumamente valioso ou com uma pérola de valor incalculável. Ambos reagem do mesmo modo: vendem tudo o que têm e se fazem com o tesouro ou a pérola. É, sem dúvida, o mais sensato e razoável que podem fazer.

O Reino de Deus está “oculto”. Muitos não descobriram ainda o grande projeto de Deus para um mundo novo. Mas não é um mistério inacessível. Está “oculto” em Jesus, em sua vida e em sua mensagem. Uma comunidade cristã que não descobriu o Reino de Deus, não conhece bem a Jesus, não pode seguir seus passos.

A descoberta do Reino de Deus muda a vida de quem o descobre. Sua “alegria” é inconfundível. Encontrou o essencial, o melhor de Jesus, o que pode transformar sua vida. Se nós cristãos não descobrimos o projeto de Jesus, na Igreja não haverá alegria.

Os dois protagonistas das parábolas tomam a mesma decisão: “vendem tudo o que têm”. Nada é mais importante do que “buscar o Reino de Deus e sua justiça”. Tudo o mais vem depois, é relativo e há de ficar subordinado ao projeto de Deus.

Esta é a decisão mais importante a ser tomada na Igreja e nas comunidades cristãs: libertar-nos de tantas coisas acidentais para comprometer-nos no Reino de Deus. Despojar-nos do supérfluo. Esquecer-nos de outros interesses. Saber “perder” para “ganhar” em autenticidade. Se o fizermos, estaremos colaborando na conversão da Igreja.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

sábado, 25 de julho de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 26 - 17º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Reflexão do frei Almir Guimarães para este sábado:

Ouvi dizer que há um tesouro escondido...

♦ “O Reino de Deus está oculto. Muitos ainda não descobriram o grande tesouro do projeto de Deus para um mundo novo. Mas não é um mistério inacessível. Está oculto em Jesus, em sua vida e sua mensagem. Uma comunidade cristã que não descobriu o Reino de Deus, não conhece bem a Jesus e não pode seguir seus passos” (Pagola, Mateus, p. 169).

♦ Viver. Fundamental viver e viver com toda intensidade. Não deslizar pelas coisas. Parar, escutar, observar, respeitar, acolher. Viver, no entanto, é empreendimento complexo e cheio de curvas. Cave-nos arrumar as coisas para a viagem. Ajeitamos as abóboras no caminhãozinho da vida. Sacolejamos. Há pistas melhor conservadas que nos permitem “deslizar”. Há outras esburacadas. Homem, mulher, trabalho, descanso, relacionamentos, filhos, parentes, viagens, sede, ser homem, ser mulher, saúde, doenças, preocupações, dívidas…vida…

♦ Carregamos perguntas e questionamentos. Por vezes tudo abafamos. Muitos questionamentos: Para onde vamos? Por que conflitos e dilaceramentos? O que quer viver na verdade? A quem farei falta quando morrer? O que transmitir aos nossos filhos? Será que desperdiçamos a vida? Qual o saldo de nossa existências? Para que ou para quem eu conto? Deixamos que as pessoas pudessem sentar-se na sala de visitas de nosso coração? Por vezes penso que melhor do que respostas deveríamos nos deter mais nas perguntas. As respostas se encontram mais facilmente, quando as perguntas são bem formuladas. Carregam as respostas.

♦ O homem que soube que existia um tesouro no campo não perdeu tempo. O mesmo se deu com o comerciante de pérolas. Ficaram quietos para que ninguém soubesse. Esse tesouro não seria o Mistério? Não seria um voz a nos invadir e querer que a ouçamos a partir do nó de nossa vida? Não poderia ser despontar de uma luz para o viver?

♦ Antes de chegar ao tesouro é preciso não dizer nada a ninguém, guardar silêncio, pensar, perscrutar. “O que ou quem está querendo mexer com a minha vida?”. O desejo de Deus, o desejo do amor é escondimento. Quando vivemos para sermos vistos, falseamos a verdade. Quando vivemos só de ação, tornamo-nos possessivos. O tempo que precede alcançar o tesouro que é o amor de Deus, é tempo de noviciado, de purificação, de baixar o preço do que vendemos ou mesmo de dar tudo para que aconteça a festa do encontro, de preparar as bodas.

♦ Encontrar o tesouro muda a vida dos protagonistas das parábolas. Há neles uma explosão de alegria. Encontraram o essencial, o melhor de Jesus. O importante é buscar o Reino e tudo o mais será dado de acréscimo.

♦ Venderam o que tinham. Agora é o tesouro. Tesouro, amor, vida plena, o próprio Altíssimo. Tesouro: certeza de que somos amados pelo Senhor e que deu provas disto. Tesouro que é a vida de Jesus que no alto da cruz como que dizia a Adão e a nós: “Onde tu estás”. Tesouro do amor de Deus.

♦ Tesouro, modo novo de viver: ter a certeza de que contamos aos olhos do Senhor, desapropriar-nos de nós mesmos e sermos dádiva, dom; esposos que se amam e se respeitam, que organizam sua vida segundo os ditames da Sermão das Bem-aventuranças, trabalhadores e profissionais que exercem bem o que precisam fazer e que com sua dedicação vislumbram seres humanos para além das máquinas, das burocracia, da rotina.

♦ O Reino começa quando deixarmos de dançar em torno de nosso mesquinho e pequeno mundinho.

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Para a reflexão

Mas afinal, que tesouro é esse?

A experiência de quem encontra um tesouro e vende tudo por ele é, na realidade a experiência de quem ouve a Palavra que lhe diz: “Tu és precioso aos meus olhos e Eu te amo. Eu entrego populações em troca de ti” (Is 43,4). É este amor o segredo da alegria da radicalidade de uma vida cristã, é este o amor, o bem precioso a proteger e salvaguardar, este o amor do Senhor e pelo Senhor que pode renovar vidas tentadas pelo envelhecimento, cansaço, insensibilidade, cinismo, indiferença. A nós que, na oração dizemos ao Senhor “és tu o meu Senhor, não há nenhum bem além de ti” e “tu és o meu único bem” (Sl 16,2), e, ainda, “em ti ó Deus se alegra o meu coração, exulta o meu íntimo” (Sl 16,9), é pedido que nos ponhamos à prova para saber se Cristo habita em nós(cf.2Cor 13,5). E isto porque nós habitamos lá, onde está o nosso tesouro: é o tesouro que nos assenta, que nos situa. Se Cristo habita em nós, nós habitamos em Cristo e então podemos gozar a alegria indizível no caminho para o Reino. Trata-se apenas de redescobrirem cada dia a preciosidade do dom recebido, combatendo a tentação do banal, do adquirido, do “tudo é devido”. (Luciano Manicardi – Comentário à Liturgia Dominical e Festiva – Paulinas (Portugal), p. 126)

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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sexta-feira, 24 de julho de 2026

17º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: 1Rs 3,5.712

Leitura do Primeiro Livro dos Reis

Naqueles dias, em Gabaon, o Senhor apareceu a Salomão, em sonho, e lhe disse: “Pede o que desejas, e eu te darei”.

E Salomão disse: “Senhor meu Deus, tu fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular. Dá, pois, ao teu servo, um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?”

Esta oração de Salomão agradou ao Senhor. E Deus disse a Salomão: “Já que pediste esses dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti nem haverá depois de ti”.

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Responsório: Sl 118(119)

- Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

- Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

1. É esta a parte que escolhi por minha herança: observar vossas palavras, ó Senhor! A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.

2. Vosso amor seja um consolo para mim, conforme a vosso servo prometestes. Venha a mim o vosso amor e viverei, porque tenho em vossa lei o meu prazer!

3. Por isso amo os mandamentos que nos destes, mais que o ouro, muito mais que o ouro fino! Por isso eu sigo bem direito as vossas leis, detesto todos os caminhos da mentira.

4. Maravilhosos são os vossos testemunhos, eis por que meu coração os observa! Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina, ela dá sabedoria aos pequeninos.

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2ª Leitura: Rm 8,28-30

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos: Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes a imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos.

E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou.

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Evangelho: Mt 13,44-52

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo.

O Reino dos Céus é também como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola.

O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”.

Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo o mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”.

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Reflexão do padre Johan Konings:

Escolher é renunciar

Renunciar não está na moda, é contrário à economia do mercado, ao consumo irrestrito… O evangelho, porém, mostra a atualidade eterna da renúncia. E para entender isso melhor, a liturgia nos lembra primeiro o exemplo de Salomão. Quando Deus o convidou para pedir o que quisesse, ele não escolheu poder e riqueza, mas, sim, sabedoria, para julgar com justiça (1ª leitura). Jesus ensina o povo a escolher o que vale mais: o Reino de Deus. Para participar deste, vale colocar tudo em jogo, como faz um negociante para comprar um campo que esconde um tesouro, ou para adquirir uma pérola cujo valor resiste a qualquer inflação…

O que se contrapõe, nestas leituras, são por um lado as riquezas imediatas (materiais), por outro, o dom que Deus nos dá (para Salomão, a sabedoria no julgar; para nós, o Reino). Na hora de escolher, o dom de Deus é que deve prevalecer, e o resto tem que ser sacrificado, se for preciso.

Qual será o dom de Deus hoje? Aquilo que queremos ter em nosso poder, aquilo que com tanta insistência agarramos e procuramos segurar? Nossas posses, privilégios de classe, status etc? Ou não será antes a participação na comunhão fraterna, superar o crescente abismo entre ricos e pobres e transformar as estruturas de nossa sociedade, para que todos possam participar da construção do mundo e da História que Deus nos confia? “Os pobres, nosso tesouro”. Queremos investir tudo, os nossos bens materiais, culturais etc., para uma sociedade que encarne melhor a justiça de Deus?

Às vezes, a gente preferiria não escolher, para ficar com tudo: a riqueza, o poder, e, além disso, Deus…. Mas quem não se decide, não se realiza. Optar e renunciar é que nos torna gente. O grande escultor Miguel Ângelo disse que realizava suas obras de arte cortando fora o que havia demais. (Podemos meditar neste sentido sobre a 2ª leitura: Deus, artesão perfeito, quer fazer de nós uma obra de arte: conhece o material, projeta, escolhe, endireita… até coroar sua obra que somos nós, feitos imagens de seu Filho).

O cristão deve, de maneira absoluta, renunciar ao pecado; é essa uma das promessas de nosso batismo. Mas, se for preciso para servir melhor o Reino de Deus, ele deve renunciar também a coisas que não são más em si (riqueza, prestígio etc). Pois o Reino vale mais do que tudo.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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              Fonte: franciscanos.org.br  Imagem: catequisar.com.br  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 23 de julho de 2026

CNBB apresenta identidade visual, oração

e a letra do hino da Campanha da Fraternidade 2027

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a identidade visual, a letra do hino e a oração da Campanha da Fraternidade 2027, que terá como tema “Fraternidade e o Cuidado das Crianças” e como lema “Quem recebe uma criança em meu nome, a mim recebe” (Mt 18,5).

A Campanha tem como objetivo geral promover um caminho de conversão cristã para a corresponsabilidade no cuidado das crianças, reconhecendo, à luz do Reino de Deus, a infância como tempo sagrado de desenvolvimento integral, em um ambiente de relações seguras, marcadas pelo amor e pelo respeito.

Segundo o secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, a principal intenção da CF 2027 é fazer com que a reflexão sobre o cuidado e a proteção das crianças alcance as diferentes realidades e comunidades da Igreja no Brasil:

“A principal intuição, o principal desejo da Campanha da Fraternidade de 2027 é fazer chegar às nossas comunidades mais distantes e aos grupos de coroinhas, de catequese, de Infância e Adolescência Missionária e às diversas pastorais e movimentos das nossas comunidades a consciência de que precisamos promover uma cultura do cuidado e da proteção das crianças e, com elas, também dos adolescentes e adultos vulneráveis”, afirma.

A proposta da CF 2027 busca colocar no centro da reflexão o cuidado, a proteção, os direitos, a inclusão, a família e o desenvolvimento integral das crianças. Ao mesmo tempo, chama a atenção para realidades que ameaçam a infância, como situações de exploração, tráfico, abusos, violações, omissões e marginalização.

Para o secretário-executivo, a temática ultrapassa as fronteiras do Brasil e dialoga com desafios enfrentados em diferentes partes do mundo:

“Essa é uma pauta relevante não apenas para o nosso Brasil, mas para o mundo. Era uma preocupação do Papa Francisco a situação das crianças no mundo. As guerras, os refugiados e tantas outras situações de abandono, descuido e abuso das nossas crianças tornam esse tema muito relevante e necessário para a nossa conversão pessoal, comunitária e social”, destaca padre Jean Poul.

Uma identidade visual em movimento

A identidade visual da Campanha da Fraternidade 2027 foi concebida como um sistema adaptável, escalável e dinâmico, capaz de assumir diferentes configurações e aplicações em cartazes, materiais impressos, livros, vídeos, redes sociais, sites, camisetas, outdoors, telões e outros formatos de comunicação.

Segundo o autor da identidade visual, Francenilton Klava, da Assessoria de Comunicação da CNBB, a proposta foi pensada desde o início como um sistema visual, e não apenas como um cartaz:

“A Campanha da Fraternidade alcança diferentes contextos e mídias, por isso era importante que a linguagem fosse flexível e se adaptasse a diversos formatos. Além disso, os elementos visuais foram criados para estimular a interação, permitindo que crianças, escolas e comunidades também possam se apropriar dessa identidade de forma criativa”, explica.

A composição visual utiliza recortes e colagens de papel que remetem às experiências criativas próprias da infância. Fotografias de crianças se unem a símbolos relacionados à família, à fé, à educação e aos valores cristãos. A proposta é comunicar o cuidado com as crianças a partir de uma perspectiva positiva e inspiradora, apresentando-as acolhidas, felizes e saudáveis.

De acordo com o designer, essa escolha buscou evitar uma abordagem centrada apenas nas situações de vulnerabilidade:

“Desde a concepção do cartaz, procuramos evitar uma abordagem apelativa ou centrada apenas nas situações de vulnerabilidade. A ideia foi destacar aquilo que é próprio da infância: o brincar, a imaginação, a experimentação e a criatividade. O cuidado com as crianças aparece justamente na defesa do direito de viver plenamente essa fase da vida, com alegria, dignidade e esperança”, afirma Francenilton.


Cores vibrantes, uma tipografia de caráter lúdico e elementos gráficos inspirados no universo infantil ajudam a expressar conceitos como alegria, esperança e desenvolvimento integral.

Também são utilizadas ilustrações com traços orgânicos, irregulares e texturizados, inspirados nos desenhos feitos pelas próprias crianças e na linguagem do giz de cera e do desenho manual. Entre os símbolos estão elementos como a casa, a cruz, o coração, o livro, peças de quebra-cabeça, a pomba, a flor, a bola, a borboleta, a pipa e o arco-íris. Mais do que recursos decorativos, eles buscam reforçar valores como cuidado, acolhimento, proteção, fé e esperança.

De acordo com padre Jean Poul, secretário-executivo de Campanhas da CNBB, a identidade visual também tem a missão de despertar as comunidades para a construção de uma cultura do cuidado, na qual as crianças possam crescer e viver plenamente. Para ele, um dos destaques da proposta visual é justamente a presença das crianças e a perspectiva de alegria e esperança que atravessa as diferentes aplicações:

“O que me encanta no cartaz deste ano é a presença das crianças e o seu tom pascal. Embora a Campanha da Fraternidade comece no tempo da Quaresma, a Quaresma existe em função da Páscoa, é um tempo de preparação para a celebração solene dos mistérios pascais. Por isso, o cartaz deste ano já traz esse tom da alegria, do cuidado, da vida e do bem viver das crianças no meio de nós e nas nossas comunidades cristãs”, explica.

Para o autor da identidade visual, Francenilton Klava, participar da criação da identidade da Campanha da Fraternidade 2027 também representa a realização de um sonho de infância:

“Na infância, sonhava em ser desenhista. Passei grande parte da minha infância desenhando e criando histórias na imaginação. Hoje, poder desenvolver a identidade visual de uma campanha que celebra justamente esse universo lúdico e criativo da infância é algo muito significativo para mim, tanto profissionalmente quanto pessoalmente”, relata Francenilton.

O sol como símbolo de cuidado e vida

Um dos elementos presentes na identidade visual é o sol, representado com traços que remetem aos desenhos infantis. O símbolo expressa a simplicidade, a alegria e a esperança próprias da infância e aponta para a necessidade de garantir às crianças cuidado, proteção e oportunidades para seu pleno desenvolvimento.

Na perspectiva da fé cristã apresentada pela identidade da Campanha, o sol também remete a Jesus Cristo, apresentado como o Sol da Justiça. Assim como o sol ilumina, aquece e sustenta a vida, a imagem recorda Cristo que, por meio de sua Palavra e de seu amor, acompanha cada criança em seu caminho de crescimento.

Cores que retomam a história da Campanha da Fraternidade

A escolha das cores também estabelece um diálogo com a trajetória histórica da Campanha da Fraternidade. A paleta foi inspirada em cartazes de edições anteriores que abordaram questões relacionadas à fraternidade, à defesa da vida, à superação da violência e ao cuidado com a dignidade humana. 

Entre as referências estão as Campanhas da Fraternidade de 1967, sobre corresponsabilidade; de 1983, sobre fraternidade e violência; e de 1984, sobre fraternidade e vida. A proposta busca, assim, estabelecer uma ponte entre diferentes momentos da caminhada da Igreja no Brasil e reafirmar o cuidado com as crianças como parte de uma missão permanente de acolhimento, proteção e promoção da vida. 

A identidade visual pode ser baixada (aqui)

Atualização da marca da CF

Além da identidade visual da CF 2027, este ano marca a renovação da logo da Campanha da Fraternidade. Criada em 1995, o símbolo da CF ganha agora um traço mais leve e desenhado, atualização que preserva os elementos reconhecidos pelo público ao longo de três décadas, resultando em uma marca mais atual e ao mesmo tempo fiel à sua origem.

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Oração da CF 2027

Confira, abaixo, a oração da CF 2027: 

Deus Pai, fonte da vida, 

cada criança é um milagre! 

O pecado, contudo, gera exclusão, violência e morte. 

O abuso, que é um crime, gera feridas que precisam ser curadas 

e que clamam por justiça. 

Suscitai em nós, em nossas famílias, comunidades 

e na sociedade inteira, 

atitudes concretas de conversão 

à ternura, à escuta, à proteção e à cultura do cuidado. 

Senhor Jesus, 

vós que acolhestes e abençoastes as crianças, 

ensinai-nos a ser semelhantes a elas, 

para entrarmos no Reino dos Céus, 

que buscamos e para o qual caminhamos. 

  

Espírito Santo, 

vós que inspirastes a mãe Maria 

a bem cuidar do menino Deus, 

ajudai-nos a acolher, proteger, respeitar e 

amar as crianças, 

reconhecendo-as e valorizando-as 

como expressão do vosso amor. 

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Confira, abaixo, a letra do hino da CF 2027: 

Hino da Campanha da Fraternidade 2027

Letra: Ismael Oliveira do Nascimento
Melodia: João Vitor de Oliveira Teixeira

O cuidado e a atenção aos pequeninos,
missão de todos, compromisso de amor.
“Quem recebe uma criança em meu nome
A mim recebe”, ensinou nosso Senhor.

Em Nazaré manifestou-se a alegria
do céu trazida na imagem da criança,
que foi cuidada com o amor da Mãe Maria,
e entre nós se fez grandeza e aliança.

São nossos filhos dom de Deus, diz a Escritura,
e do Senhor já se confirma sua herança.
Do Pai a imagem em bondade e em ternura,
em Jesus Cristo nos foi dada em esperança.

Ao garantir o crescimento integral,
toda criança tem direito à plena vida
É a família sua base essencial
refúgio próprio de aconchego e acolhida.

Em nosso meio, nos pequenos acolhidos,
a plena face de Jesus se reconhece.
Todo serviço que protege a infância,
por nossa voz, em nosso canto, se faz prece.

Por Larissa Carvalho

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  Fonte: cnbb.org.br

Sábia catequese para esta quinta-feira:

Noites de misericórdia!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Um grande colega padre sugeriu um título para as noites de Louvor na sua paróquia . Queria incluir duas horas de louvor e duas horas de AMOR SOLIDÁRIO. Pediu que eu fundamentasse os encontros. Acha que sou bom para criar títulos! kkk

Mandei a ele os títulos de encíclicas que os animadores poderiam citar para unirem adoração e conhecimento dos 135 anos da RERUM NOVARUM e das res novae de agora.

Seriam cerca de 15 encíclicas de Leão XIII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI, Papa Francisco, trechos São Francisco de Assis, e Leão XIV. De acréscimo, trechos dos evangelhos e das epístolas.

Na sua encíclica MAGNÍFICA HUMANITAS o Papa Leão XIV, no número 3, explica que hoje, a doutrina social da Igreja é patrimônio de sabedoria para “discernir, julgar, e encontrar orientações para agir e dialogar com todas as pessoas” e também entender a IA.

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As coisas novas (RERUM NOVARUM) de 135 anos atrás, hoje enfrenta as res novae de agora, porque o mundo avançou assustadoramente. Um católico tem que saber orar e pensar sobre os graves problemas do nosso tempo!

O colega padre gostou da ideia. Ele também é bom de pastoral! Mostrei as 15 encíclicas. A equipe de comunicação publicou um pequeno trabalho de 15 páginas com pequenos trechos para meditar, recitar e orar. Coisa da paróquia!

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Agora, aquelas noites de oração são NOITES DE LOUVOR E PREOCUPAÇÃO SOCIAL. Leva o título da encíclica de São João Paulo II: NOITES DE MISERICÓRDIA que começa com a leitura da encíclica SOLICITUDO REI SOCIALIS de 1987.

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Talvez alguns paroquianos mais radicais parem de frequentar por motivos óbvios: não gostam de mudanças. Mas a maioria dos paroquianos aceitará porque são adoradores evangelizados! A maioria quer mais catequese e mais louvor! Os católicos leem pouco, mas gostam de ouvir bons pregadores. E o Padre deles é muito culto. Não dou o nome porque ele não quer publicidade! Para ele é uma experiência. Talvez dê certo, talvez não! As noites de Louvor serão Noites de Misericórdia. É claro que haverá oposição da parte de algumas lideranças!

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Não sou profeta, mas acho que muitas paróquias farão o mesmo. Nossa Igreja precisa de louvor, mas também precisa de misericórdia. É que aumentou a violência no mundo e até na sua paróquia cidade. A resposta será orar e pensar como Jesus orava e pensava e agia ... Pz

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc