quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 30 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

19h - Missa na comunidade dos Cochos

19h - Missa na comunidade do Uruguaia

19h - Grupo de oração Maranathá na igreja da Soledade

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Dia 31 - Sábado

19h - Missa na matriz

19h - Missa na comunidade São Francisco

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Dia 1º de novembro - Solenidade de Todos os Santos

7h e 9h -  Missa na matriz

9h - Missa da festa na comunidade São Geraldo

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

15h30 - Concentração na Praça Centenário, caminhada até a frente da matriz, onde, às 17h, haverá Missa Campal

18h - Missa na igreja de Santo Antônio

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Reflita com dom Oriolo:

é possível evangelizar sem evangelizadores?

Jesus Cristo é a própria Boa-Nova, o Evangelho vivo. Ele veio para que “todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo 10,10) e a Igreja continua sua presença e ação no mundo, sempre a serviço da vida.

Dom Oriolo

A Igreja tem a missão de evangelizar. Desde o seu início, ela reconhece a necessidade de anunciar a Boa-Nova, conforme a ordem de Jesus: “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15). Ela sempre se preocupou em responder a esta nobilíssima vocação de ser portadora da Boa-Nova e sacramento universal de salvação (cf. LG, n.48)

Jesus Cristo é a própria Boa-Nova, o Evangelho vivo. Ele veio para que “todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo 10,10) e a Igreja continua sua presença e ação no mundo, sempre a serviço da vida. Os documentos Redemptoris Missio (cf. n.21) e Evangelii Gaudium (cf. n.19) afirmam que a evangelização ocorre em obediência ao mandato missionário e que o Espírito Santo confere força aos apóstolos para levar a Boa-Nova.

Atualmente, a Inteligência Artificial (IA), generativa, preditiva, conversacional e analítica, está transformando profundamente a maneira como interagimos com o mundo, com as pessoas, com Deus e, principalmente, com as informações e o conhecimento. Sua incorporação à vida cotidiana ocorre em uma velocidade que desafia nossa capacidade de reflexão profunda e compreensão crítica, nem sempre acompanhada de uma formação filosófica, ética e humanística capaz de orientar seu desenvolvimento e sua utilização.

Diante desse cenário, a IA passa a exercer influência crescente em diferentes dimensões da existência humana, como no mundo jurídico, na fé, na medicina, na psicologia, no mercado de trabalho, nas relações interpessoais etc. Sua presença suscita, por um lado, incertezas quanto ao futuro das relações sociais, da autonomia humana e dos valores que solidificam a vida em sociedade; por outro, oferece possibilidades inéditas de inovação, tecnologia e pesquisa. O desafio consiste em compreender como essas transformações podem contribuir para a construção de uma Sociedade 5.0, na qual a tecnologia esteja a serviço das pessoas, sem comprometer sua dignidade.

É nesse horizonte que surge a provocação expressa no título “É Possível Evangelizar sem Evangelizadores?”. Quando uma máquina dialoga conosco, emprega palavras adequadas, simula empatia, reconhece nossas perguntas e oferece respostas capazes de despertar confiança e afinidade, estabelece-se uma forma de interação que pode influenciar nossas percepções, decisões e até mesmo nossa busca por sentido.

Em abril de 2025, Adam Raine, de dezesseis anos, na Califórnia, tirou a própria vida, após meses de confidenciar a um sistema de IA generativa. No processo judicial que seus pais moveram contra OpenAI, argumentaram que o sistema havia se tornado seu “confidente mais próximo” e, em última instância, seu “instigador do suicídio”. Um sistema de IA generativa tornou-se um interlocutor crucial por meio do qual um jovem interpretou seu sofrimento e caminhou rumo a uma decisão fatal.

No entanto, se a IA passa a atuar como interlocutora em questões existenciais e religiosas, inclusive naquelas relacionadas à fé e à experiência cristã de Deus, torna-se necessário perguntar: até que ponto essas tecnologias podem contribuir para o anúncio da Boa-Nova do Evangelho? A questão central não é apenas se podemos evangelizar por meio das máquinas, mas o que significa evangelizar quando a tecnologia assume parte da comunicação da fé, sem substituir a presença, o discernimento e a responsabilidade dos evangelizadores humanos.

O critério fundamental para discernir o uso da IA na missão evangelizadora não é a busca por meio de engajamento, mas sim o tipo de engajamento que ela provoca. Trata-se de gerar uma interação capaz de conduzir à verdadeira conversão: aquela que, respeitando a dignidade humana e a verdade do Evangelho, amplia o anúncio da Boa-Nova, favorece o encontro pessoal com Cristo e alimenta a comunhão eclesial, sem jamais substituir o testemunho e a presença viva dos evangelizadores.

Como a IA transforma nossas formas de aprender, ensinar, dialogar e acessar o conhecimento, podemos utilizá-la para renovar as práticas evangelizadoras, desde que permaneça a serviço da missão da Igreja, fundamentada na Palavra, no Mistério Pascal e na vida sacramental. Nessa perspectiva, a reflexão de São Paulo VI sobre a centralidade da Palavra e do Mistério Pascal (cf. EN, n. 42-47) e as orientações das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil/2026-2032 (cf. Objetivo Geral) devem iluminar o discernimento sobre as possibilidades e os limites dessas tecnologias.

Entretanto, a proposta de evangelizar sem evangelizadores deve ser compreendida na perspectiva do processamento de dados, conforme nos ensina o papa Leão XIV ao afirmar que esses sistemas imitam algumas funções da inteligência humana. Ao fazê-lo, muitas vezes a superam em velocidade e capacidade de cálculo, oferecendo benefícios concretos em numerosos campos. No entanto, esse poder permanece exclusivamente ligado ao processamento de dados: as chamadas inteligências artificiais não vivenciam experiências, não possuem um corpo, não experimentam a alegria e a dor, nem amadurecem na compreensão do amor, do trabalho, da amizade e da responsabilidade (cf. MH, n. 99).

As inteligências artificiais tampouco possuem consciência moral: não julgam o bem e o mal, não apreendem o sentido último das situações, nem assumem o peso de suas consequências. Podem imitar linguagens, comportamentos e avaliações, bem como simular empatia ou compreensão, mas não compreendem verdadeiramente aquilo que produzem, pois não penetram o horizonte afetivo, relacional e espiritual no qual o ser humano desenvolve a sabedoria (cf. MH, n. 99).

Portanto, que a provocação do título “É Possível Evangelizar sem Evangelizadores?” nos faça lembrar da exortação de Paulo:  "Tudo é permitido, mas nem tudo convém" (1 Cor, 6,12; 10,23).

Dom Edson José Oriolo dos Santos - Bispo da Igreja Particular de Leopoldina - MG

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                                                                                                           Fonte: cnbbleste2.org.br

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Papa na catequese desta quarta-feira:

a fé é chamada
a se tornar cultura para alcançar todas as pessoas

Na Praça São Pedro, Leão XIV deu continuidade ao ciclo sobre os documentos conciliares, analisando hoje o tema da cultura segundo Constituição Pastoral Gaudium et spes. Neste documento, a Igreja exorta a comunidade internacional a garantir que todos possam ter acesso aos bens culturais fundamentais, superando o analfabetismo e a falta de instrução.

A cultura e as suas relações com a fé cristã foram o tema da catequese do Santo Padre na Audiência Geral desta quarta-feira, 28 de outubro.

Leão XIV se ateve ao segundo capítulo da segunda parte da Constituição Gaudium et spes (GS), que descreve como a Igreja Católica foi determinante para o desenvolvimento da civilização ocidental não só por meio da criação de escolas e universidades, mas também na promoção da arte. 

LEIA A CATEQUESE

A relação entre fé e cultura, explicou Leão XIV, encontra o seu fundamento principal na Encarnação: se o Verbo divino se fez carne e veio habitar entre nós, então a fé é também uma realidade encarnada, entrelaçada com a cultura em que está imersa. Deste modo, a fé torna-se cultura através das tradições e das manifestações artísticas. 

“A fé pode encarnar-se em qualquer cultura, porque não se identifica com nenhuma delas de forma específica. Ela habita-as, moldando-as a partir de dentro segundo a «forma» de Jesus Cristo, ou seja, com a caridade, o serviço e o reconhecimento filial da paternidade de Deus.”

Garantir acesso à cultura

Assim, acrescentou o Pontífice, a Igreja capta nas diversas culturas o que há de bom, de belo e de verdadeiro, para encarnar e transmitir a mensagem do Evangelho. Ela é capaz de entrar em comunicação com as diversas formas de cultura porque não está exclusiva e indissoluvelmente ligada a nenhuma raça ou nação, a nenhuma tradição antiga ou moderna.

A cultura é um bem em si mesma, através da qual o ser humano pode realizar a sua vocação na terra. "Por esta razão, a Gaudium et spes exorta a comunidade internacional a garantir que todos possam ter acesso aos bens culturais fundamentais, superando o analfabetismo e a falta de instrução", disse ainda o Santo Padre, ressaltando que o Concílio já afirmava a importância da participação das mulheres na vida cultural.

A Gaudium et spes defende, assim, a necessidade para os cristãos de cultivar uma unidade fecunda do saber:"Embora tenham recebido da Revelação as respostas às grandes questões da existência, isso não os dispensa de uma formação intelectual e cultural paciente; pelo contrário, os seus conhecimentos humanos e científicos devem avançar a par dos conteúdos da sua fé", defendeu o Papa.

Por fim, o documento conciliar recomenda que não se viva a fé num espírito de oposição ou de hostilidade em relação ao mundo, à cultura e às suas expressões humanas. "Alcançar uma síntese madura e responsável entre fé e cultura é, com efeito, uma condição necessária para a perseverança na vocação cristã, mas também um requisito indispensável para testemunhar a fé ao mundo e comunicá-la aos outros de forma crível", concluiu o Santo Padre.

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Assista:

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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                                                  Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Catequese com o padre Zezinho:

Medo de divulgar a verdade?

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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A minha e a sua verdade podem não ser a verdade verdadeira!!! O diálogo fraterno e sereno pode nos fazer mais cristãos!

Se você tem medo de ser odiado e atacado por ensinar o catecismo católico e as orientações dos Papas, não entre na internet. Vai ser ofendido! Em alguns casos gravemente.

Se entrar e tiver que sair por um tempo, volte com a mesma coragem.

Haverá milhares tentando calar sua voz, mas haverá milhares querendo ouvir suas catequeses.

Jesus e os apóstolos também foram agredidos pelo que ensinavam.

Mas nenhum deles teve medo e nenhum deles se calou. Um deles o traiu, um deles viveu até a uma santa velhice e dez deles mais Paulo morreram porque eram catequistas …

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Papa nesta segunda-feira:

numa sociedade como a nossa,
a dimensão da caridade é fundamental

Na audiência com as Irmãs da Caridade, Leão XIV destacou o legado da fundadora, Santa Joana Antida Thouret, que colocou Cristo no centro de sua vida, dedicando-se aos pobres, aos enfermos e aos mais necessitados. Um ensinamento que hoje deve nos levar a cultivar e difundir a atenção ao próximo, "ao bem integral, espiritual e temporal, do próximo".

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (26/10), na Sala do Consistório, no Vaticano, as participantes do Capítulo Geral eletivo das Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret, religiosa francesa, fundadora da Congregação das Irmãs da Caridade.

“O Capítulo Geral de uma família religiosa é sempre um contexto privilegiado para a ação do Espírito Santo em favor do Povo de Deus. Nos dias de graça que vocês vivenciaram, em atitude de docilidade às suas inspirações, vocês exerceram o discernimento comunitário, que é em si mesmo uma experiência edificante.”

Colocar Cristo no centro de nossa existência e de nossos pensamentos

Leão XIV prosseguiu o seu discurso, ressaltando que "Santa Joana Antida Thouret compreendeu muito bem a importância dessa 'doação conjunta' na Igreja, demonstrando, ao longo de sua vida, grande amor e respeito pelo Sucessor de Pedro, mesmo ao custo de enfrentar dolorosos mal-entendidos e sacrifícios pelo bem e pela unidade das pessoas que lhe foram confiadas".

A seguir, recordou o tema escolhido pelas Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret para os trabalhos do capítulo, "Raízes em Cristo, missão no mundo", afirmando que "ele descreve com muita propriedade a essência de sua consagração e do seu apostolado".

“Ter raízes em Cristo significa, de fato, seguindo o exemplo de Santa Joana Antida, colocar somente Ele no centro de nossa existência e de nossos pensamentos, acostumando-nos a sentir e celebrar Sua presença a cada instante, confiantes de que, unidos a Ele, estaremos cada vez mais próximos uns dos outros e mais capazes de ajudar os outros de acordo com seus desígnios.”

Valorizar a dimensão da caridade

O Papa recordou um aspecto importante do legado carismático que a santa fundadora deixou para as suas religiosas: "Prestar atenção ao bem integral, espiritual e temporal dos outros".

“Recordo isso porque, numa sociedade como a nossa, que tende a fragmentar o ser humano, dividindo as pessoas não apenas entre si, mas também — e de forma mais grave — dentro de si mesmas, essa dimensão da caridade é fundamental para a recuperação, a promoção e o autêntico respeito pela dignidade de cada um, especialmente dos mais pobres e necessitados. Valorizem-na, cultivem-na e difundam-na.”

Leão XIV disse ainda que "neste ano do bicentenário do nascimento para o Céu da Santa Madre Thouret, é reconfortante notar o quanto o Senhor abençoou e acompanhou a sua caminhada ao longo do tempo". "Isso é testemunhado na riqueza e diversidade de sua expansão apostólica, agora presente em trinta e dois países, onde vocês mantêm vivo o 'carisma da Caridade' graças ao trabalho de religiosas, leigos, jovens, voluntários e colaboradores de todas as idades e origens", sublinhou.

O Papa concluiu, incentivando as religiosas a continuarem "seu trabalho generosamente", pois "ele é precioso aos olhos de Deus e da Igreja. Obrigado por tudo o que vocês fazem". 

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                                                                    Fonte: vaticanews.va Foto: (@Vatican Media

CNBB publica

“Mensagem aos eleitos e eleitas nas Eleições de 2026”

Após a conclusão do processo para eleições gerais no Brasil, no domingo, (25), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou, nesta segunda-feira (26), a “Mensagem aos eleitos e eleitas nas Eleições de 2026”, com a qual dirige sua saudação aos cidadãos e cidadãs escolhidos pelo povo brasileiro para o exercício de responsabilidades públicas na Presidência da República, nos governos estaduais e do Distrito Federal, no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Ao cumprimentar os eleitos e eleitas, a CNBB reconhece, na mensagem, a importância da participação popular e das instituições democráticas para a vida da nação e reforça que o voto expressa a confiança depositada pelos cidadãos naqueles que recebem  a missão de representá-los e de servir ao interesse público.

Por outro lado, a  eleição, para a CNBB, não constitui apenas uma conquista política. “Representa, sobretudo, a assunção de uma responsabilidade diante de todo o povo brasileiro, inclusive daqueles que fizeram escolhas diferentes nas urnas”, afirma.

A Conferência dos Bispos do país afirma na mensagem que o “Brasil continua diante de desafios que exigem responsabilidade compartilhada: a superação da pobreza e da fome, a redução das desigualdades, a promoção do trabalho digno, o acesso à saúde, à educação e à moradia, a proteção das famílias, a segurança pública, o cuidado com a Casa Comum e a defesa incondicional da vida e da dignidade humana, desde a concepção até seu fim natural”.

A CNBB aponta ainda que “a pluralidade de ideias, própria da democracia, não deve impedir a busca de convergências em torno daquilo que é essencial para a vida e a dignidade do povo brasileira”. Essas responsabilidades, aponta a CNBB, exigem políticas públicas consistentes, diálogo entre os poderes e compromisso com a correta utilização dos recursos destinados à população.

Na mensagem, a CNBB reafirma sua disposição de continuar contribuindo para o diálogo e a construção de caminhos que promovam a justiça, a paz, a fraternidade e a solidariedade.  “Nossa contribuição nasce do compromisso com o Evangelho de Jesus Cristo, especialmente com os pobres, os pequenos e os que sofrem. Não se confunde com adesão partidária, mas expressa a responsabilidade da Igreja de colaborar para uma sociedade na qual ninguém seja privado das condições necessárias a uma vida digna”. Veja, abaixo, a íntegra da nota.

Mensagem aos eleitos e eleitas nas Eleições de 2026

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“Mensagem ao Presidente e Vice-presidente reeleitos”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de sua Presidência, enviou nesta segunda-feira, (26), uma mensagem ao Presidente e Vice-presidente reeleitos. Na mensagem, a Conferência expressa suas congratulações pela reeleição à Presidência da República, no segundo turno das eleições nacionais realizado em 25 de outubro de 2026.

Segundo a mensagem, o resultado das urnas expressa a decisão democrática do povo brasileiro e renova a responsabilidade confiada aos dois de conduzir os destinos da nação. A CNBB expressa seus desejos de que “o novo mandato seja marcado pela sabedoria, pelo espírito de serviço e pelo compromisso com o bem comum, fundamento de toda autêntica responsabilidade política”.

A CNBB destaca, na mensagem, que as eleições se encerraram, “mas permanece diante de todos nós uma tarefa que ultrapassa os resultados eleitorais: cuidar da unidade do país e reconstruir os caminhos do diálogo, da confiança e da convivência fraterna entre os brasileiros”.

Na mensagem, a CNBB aponta que polarização, que atravessou a sociedade brasileira, não pode determinar o horizonte do próximo período de governo. “O Brasil necessita de gestos concretos de pacificação, de respeito às diferenças e de valorização das instituições democráticas”, afirma a instituição.

No texto, a CNBB aponta que desenvolvimento de uma nação não pode ser avaliado apenas por seus indicadores econômicos, mas também pela capacidade de assegurar condições dignas de existência àqueles que permanecem à margem das oportunidades e dos direitos fundamentais.

A Conferência reafirma ainda a importância do fortalecimento das instituições, do respeito à Constituição Federal, da promoção da paz social e do combate à corrupção e a toda forma de violência. “O país precisa de políticas públicas que enfrentem seus problemas estruturais com seriedade, continuidade e responsabilidade, preservando as conquistas democráticas e promovendo a participação da sociedade na construção de soluções”.

Por fim, a CNBB, respeitando a legítima autonomia entre a Igreja e o Estado, reafirma sua disposição de manter um diálogo institucional construtivo e de colaborar em iniciativas voltadas à defesa da vida e da dignidade do ser humano, ao bem comum, especialmente na promoção da justiça, da fraternidade, da solidariedade e da paz. Essa disposição nasce da fidelidade à missão da Igreja e de sua responsabilidade de contribuir, com liberdade e espírito de serviço, para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Veja, abaixo, o texto da mensagem na íntegra.

Mensagem ao Presidente e ao Vice-presidente eleitos

Foto da capa: Pedro França - Agência Senad

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                                                                                                                     Fonte: cnbb.org.br

Catequese com dom Lindomar Rocha Mota

A justiça evangélica e política 

Dom Lindomar

A grandeza de uma sociedade pode ser medida pela maneira como vivem aqueles que menos possuem. Para conhecer um país, é preciso observar a vida dos pobres, as oportunidades oferecidas às crianças, a condição dos trabalhadores e a segurança daqueles que, depois de uma existência inteira de esforços, envelheceram. É nesses lugares, afastados dos centros de decisão, que uma sociedade revela o seu caráter moral. 

Jesus Cristo introduziu na história humana uma compreensão extraordinária da dignidade das pessoas. Sua atenção aos últimos, aos enfermos e aos excluídos manifestava uma nova maneira de compreender as relações. Quando anunciou, na sinagoga de Nazaré, que havia sido enviado para levar a Boa-Nova aos pobres e libertar os oprimidos (Lc 4,18), colocou no centro de sua missão aqueles que a organização social marginalizava, e declarou que cada pessoa possui um valor anterior ao mérito. 

No capítulo 25 de Mateus, o destino moral da humanidade é considerado a partir do tratamento dispensado aos mais pequeninos. A relação com Deus é uma expressão concreta da responsabilidade pelo outro, sobretudo quando ele se encontra ameaçado. 

Na parábola do bom samaritano (Lc 10,25-37), a proximidade humana nasce da disposição de reconhecer o sofrimento alheio como uma responsabilidade própria. O samaritano percebe o homem ferido, aproxima-se, cuida de suas necessidades e providencia meios para sua recuperação. Seu gesto ultrapassa as fronteiras sociais e religiosas que poderiam justificar a indiferença. 

No encontro entre essa perspectiva e a perspectiva política, a compaixão pessoal puxa sua necessária continuidade em instituições capazes de proteger as pessoas. Uma sociedade solidária precisa cultivar virtudes humanas e organizar estruturas justas. A generosidade que alimenta uma família faminta constitui um gesto precioso e, nela, a caridade alcança sua expressão pública. 

É precisamente nesse horizonte que a Doutrina Social da Igreja faz afirmações muito relevantes. A destinação universal dos bens, a dignidade do trabalho, o bem comum e a opção preferencial pelos pobres recordam que a economia possui uma finalidade humana. Os recursos materiais são instrumentos destinados a sustentar a vida e favorecer seu desenvolvimento. A propriedade, a iniciativa econômica e a capacidade produtiva encontram sua legitimidade social no serviço que prestam à comunidade. Uma ordem econômica que multiplica riquezas, mas conserva multidões privadas das condições elementares de existência precisa ser reavaliada. 

A sociedade brasileira, bastante precária, oferece um campo largo para essa reflexão. Vivemos num país de grande capacidade produtiva, riqueza natural e criatividade humana. Ao mesmo tempo, permanecem grandes distâncias entre as condições de vida de seus habitantes. O lugar de nascimento, a renda familiar e o acesso desigual aos serviços públicos continuam exercendo influência considerável sobre o futuro das pessoas. A superação dessas circunstâncias exige políticas capazes de ampliar oportunidades, valorizar o trabalho e proteger os idosos, assegurar educação de qualidade e, não apenas implementar projetos econômicos liberais que não funcionam nem para quem os inventou. 

A pobreza é uma questão que alcança a própria consciência moral de uma civilização. A necessidade de organizar instituições capazes de preservar a liberdade e a igualdade dos cidadãos, dando atenção especial à condição dos menos favorecidos, é uma exigência evangélica do amor e abre o horizonte de responsabilidade que interpela governos e instituições da humanidade.

Dom Lindomar Rocha Mota - Bispo de São Luís de Montes Belos (GO) 

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                                                                                                                     Fonte: cnbb.org.br