quinta-feira, 9 de julho de 2026

Posicionamento dos arcebispos de São Paulo e de Niterói:

Em comunhão com a Igreja

Dom Odilo Pedro Scherer – Cardeal Arcebispo de São Paulo

No dia 1º de julho passado, aconteceu a excomunhão de dois bispos ligados à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, por terem ordenado quatro bispos novos, também ligados à mesma Fraternidade, sem terem o Mandato Pontifício, com a aprovação e nomeação dos novos bispos, sempre requerido para ordenar um novo bispo. Falou-se muito na imprensa e nas mídias sobre o fato; mesmo assim, desejo apresentar algumas reflexões e esclarecimentos. Afinal, não é todos os dias que acontecem cismas e excomunhões na Igreja, graças a Deus!

Dom Odilo Pedro Scherer

A excomunhão é a pena mais grave que a Igreja impõe a um fiel (clérigo, religioso ou leigo) por alguma falta muito grave cometida por ele, com a consequente exclusão da comunhão com a Igreja. O efeito principal da excomunhão é a separação (cisma) da comunhão visível com a Igreja e, portanto, também a suspensão dos direitos que fazem parte da comunhão eclesial, como a recepção válida dos Sacramentos e, para os clérigos, a exclusão da celebração dos Sacramentos. A excomunhão, em determinados casos previstos pela norma da Igreja, é automática; em outros, ela pode ser declarada e imposta a alguém após o devido processo canônico. No caso que tratamos, ela foi automática.

Quem são e o que fizeram os novos excomungados para receberem pena tão grave? A Fraternidade São Pio X foi fundada em 1970 pelo Arcebispo francês Marcel Lefebvre, que não aceitou o Concílio Vaticano II e se opôs ostensivamente à sua aplicação. Na Fraternidade, foram sendo acolhidos outros católicos, que igualmente não aceitam o Concílio Vaticano II e toda a Igreja pós-conciliar. Não se trata apenas de rezar a missa em latim e de costas para o povo, na forma pre-conciliar, mas de muito mais. De fato, significa não aceitar a Igreja pós-conciliar, que consideram desviada e fora da autêntica “tradição” católica; por isso, ela já não seria mais a verdadeira Igreja de Cristo. Alguns mais extremados chegam a negar a legitimidade de todos os Papas que sucederam a Pio XII: São João XXIII, São Paulo VI, João Paulo I, São João Paulo II, Bento XVI, Francisco e Leão XIV. E isso, naturalmente, é muito grave e espalha uma grande confusão, insegurança e divisão no meio da Igreja.

Se isso já não bastasse, o próprio Dom Marcel Lefebvre, junto com outros dois bispos cismáticos, ordenou alguns bispos da linha dele, sem a aprovação do Papa, em 1988, sendo excomungado junto com os outros bispos ordenantes e os bispos ordenados por ele. E agora, dia 1º de julho, foram ordenados outros quatro bispos novos, também sem o Mandato Pontifício, ou seja, sem a aprovação do Papa, que é o único que aprova a nomeação de bispos na Igreja Católica. Leão XIV, em diversas ocasiões, pediu e até suplicou paternalmente à Fraternidade São Pio X que não o fizesse. E a Santa Sé deixou claro que, com esse ato, os bispos ordenantes e os bispos ordenados incorreriam automaticamente na pena de excomunhão. Ainda no dia 30 de junho, véspera da ordenação, o Papa Leão XIV fez um último apelo aos responsáveis da Fraternidade para que não fizessem a ordenação. Tudo inútil. A ordenação foi feita e, portanto, os autores desse ato incorreram em excomunhão. O que a Santa Sé fez, através do Dicastério para a Doutrina da Fé, foi apenas formalizar a excomunhão, já acontecida com a decisão e atitude dos citados bispos.

Tratou-se, portanto, de um ato cismático, ou seja, de separação da comunhão da Igreja, para escolher autonomamente um caminho fora da comunhão da Igreja. E foi uma desobediência gravíssima ao Papa e à própria Igreja, que tem a autoridade para estabelecer as suas normas sobre a reta ordem e para assegurar o maior bem dos fiéis. Sobre as questões doutrinais em jogo, é preciso ir mais a fundo e não seria o lugar de fazê-lo aqui, mediante este breve artigo. Mas é certo que não se tratou apenas de desobediência ao Papa e às normas da Igreja, mas foi ferida a própria fé na Igreja Católica e no Espírito Santo, que conduz a Igreja através dos seus legítimos Pastores, sobretudo em referência ao Papa, o que é, de forma prática, negado pela Fraternidade São Pio X.

Nestes últimos anos, a Igreja está refletindo muito sobre a “comunhão eclesial” que, lamentavelmente, é ferida e até rompida de diversas formas. A comunhão eclesial refere-se à aceitação da mesma fé, afirmada no “Creio em Deus Pai” e explicada oficialmente pelo Magistério da Igreja, sobretudo no Catecismo da Igreja Católica, nos documentos conciliares, nos escritos e na voz do Papa e dos bispos em comunhão com ele. Mas refere-se também na comunhão litúrgica, ou seja, na forma de celebrar os mistérios da fé na forma aprovada pelo Magistério da Igreja. E a Igreja conclama a todos a viverem e testemunharem essa comunhão na caridade fraterna, no serviço evangélico ao reino de Deus no mundo e na esperança na salvação prometida.

A celebração da Eucaristia representa o momento visível mais forte dessa comunhão invisível da Igreja. Que nossas celebrações eucarísticas unam sempre mais a Igreja e que todos os que se reúnem em torno do altar (que representa Cristo), ouvem a Palavra de Deus e acolhem o Pão da Vida sejam sempre mais um só corpo, sem divisões.

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Dom José Francisco Rezende Dias:

Estamos com Pedro

No doloroso impasse de ver alguém ser excluído da totalidade dos bens espirituais comuns aos fiéis, nada nos resta dizer, senão, que estamos com Pedro. Afinal, Pedro esteve com Jesus e, antes de tudo, Jesus esteve com Pedro.

Dom José Francisco

Se as últimas notícias nos encheram de tristeza, também nos deram a confiança na continuidade de Pedro: essa continuidade traz a marca da identidade e da segurança.

Identidade e segurança são achados preciosos no incerto momento atual. Nunca nossa espécie esteve tão insegura de encontrar segurança. Nunca a marca da identidade faltou tanto a uma geração consumidora de novidades.

O que mais pesa no momento é a ruptura de alguns, apenas em prol de si mesmos, como se tivessem encontrado a chave que abre todas as portas.

Quando nenhum apelo parece suficiente para não rasgarem a túnica inconsútil de Cristo, é a hora da verdade abrir caminho.

Por isso, ficamos com Pedro onde encontramos a identidade e a segurança da verdade sob a guarda do Espírito.

Nesse momento, o Evangelho é a nossa luz.

Vem dele a imagem, três vezes repetida, de Jesus andando sobre o lago de Cafarnaum, à noite, com o vento contrário e sob forte neblina, na direção dos discípulos. Todos estão amedrontados e Pedro assim como os outros.

Foi quando eles se assustaram com um fantasma, antes de distinguir quem vinha caminhando sobre as águas.

Então, Pedro sai ao encontro de Jesus munido só das suas certezas. Mas aí, ele afunda e grita. Jesus estende os braços e o agarra. Ao subirem à barca, o vento cessou.

A Igreja é feita de homens dispostos a irem ao encontro de Jesus. Homens parecidos com Pedro. O caminho, todos sabemos. Agora, só nos resta seguir.

Estamos com Pedro na barca de Jesus. Estamos com ele aonde ele nos levar. Porque Pedro sempre esteve com Jesus. E Jesus nunca o abandonou.

Dom José Francisco Rezende Dias - Arcebispo Metropolitano de Niterói

João Dias

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  Fontes: osaopaulo.org.br    arqnit.org.br

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 9 - Quinta-feira

19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração nas comunidades Nossa Senhora Aparecida (Lavapés) e da Serra da Usina

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Dia 10 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

19h - Celebração na comunidade da Vila São Luiz

19h - Celebração nas comunidades dos Martins e da Serra dos Pereiras - Festa de Nossa Senhora Aparecida

19h - Grupo de oração maranathá na capela da Soledade

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Dia 11 - Sábado

19h -  Missa na matriz

18h -  Celebração na comunidade São Geraldo

19h - Celebração na comunidade da Serra dos Pereiras - Festa de Nossa Senhora Aparecida

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Dia 12 - 15º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

11h -  Missa da festa de Nossa Senhora Aparecida na Serra dos Pereiras

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Reflexão para esta quarta-feira:

A gratuidade de nossa oração pequena e sincera! 

Dom Antônio Carlos Altieri - Arcebispo Emérito de Passo Fundo (RS)

Se olharmos atentamente ao nosso redor, e talvez para dentro de nós mesmos, perceberemos que a nossa época carrega uma marca muito dolorosa. Cientistas sociais e filósofos costumam chamar o tempo em que vivemos de “Sociedade do Cansaço”. Nunca fomos tão cobrados e nunca nos cobramos tanto. O Mercado exige hiperprodutividade; as empresas exigem metas cada vez mais intangíveis; as escolas e universidades impõem uma competição feroz; e até as redes sociais nos pressionam a exibir uma vida perfeita, feliz e incansável. O resultado? Uma geração esgotada, ansiosa, vivendo sob o peso do Burnout (o esgotamento físico e mental) e de fardos invisíveis que parecem esmagar a alegria de viver. 

É exatamente no coração dessa frenesi pós-moderna que a voz de Jesus ecoa hoje com uma atualidade cortante: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). A pós-modernidade se orgulha de ser a era da informação, da inteligência artificial, dos “sábios e intelectuais” da tecnologia e das finanças. No entanto, toda essa engrenagem falha em nos dar paz. Por quê? Porque a lógica do mundo diz que o seu valor é igual à sua utilidade. Você vale o que produz, vale o que consome, vale o status que ostenta. Jesus quebra essa lógica e louva ao Pai porque o Reino é revelado aos pequeninos (Mt 11,25).  

O “pequenino” na pós-modernidade é aquele que tem a coragem de dizer: “Eu não sou uma máquina. Eu tenho limites. Eu sou humano”. Os humildes compreendem que o amor de Deus por nós é gratuito. Deus não nos ama pelo que fazemos, mas pelo que somos: seus filhos queridos. Descer da arrogância de tentar dar conta de tudo sozinhos é o primeiro passo para a cura. Mas precisamos compreender bem o que Jesus está nos oferecendo. O descanso em Deus não significa esmorecimento, preguiça ou uma fuga covarde das responsabilidades da vida. Jesus não nos promete anestesia ou isenção dos problemas. Logo após oferecer descanso, Ele diz: “Tomai sobre vós o meu jugo” (Mt 11,29). Ora, o jugo continua sendo uma ferramenta de trabalho. 

O descanso que Jesus oferece é uma recuperação profunda das forças, da saúde e das energias. É parar o ativismo estéril para reencontrar o sentido das coisas. Na engrenagem do mundo, nós paramos apenas quando o corpo adoece e quebra. Em Jesus, o descanso é um ato de confiança: nós paramos para lembrar que o mundo não gira em torno de nós, mas nas mãos de Deus. É um repouso que nos refaz por dentro, que devolve o oxigênio à alma e a sanidade à mente, para que possamos nos levantar novamente e carregar a cruz de cada dia com dignidade e esperança. 

Ao nos convidar a aprender d’Ele, que é “manso e humilde de coração”, Jesus propõe um estilo de vida alternativo à pressa doentia do nosso tempo. Ele nos convida a caminhar no seu ritmo. Quando dividimos o jugo com Ele, a nossa carga se torna suportável. O trabalho continua existindo, os boletos continuam chegando, os desafios familiares permanecem, mas o peso interno muda. Não carregamos mais a vida com o desespero de quem está sozinho, mas com a paz de quem caminha ao lado do Senhor da História. 

Irmãos e irmãs, que esta celebração seja hoje o nosso oásis. Deixemos no altar do Senhor as nossas fadigas, as cobranças do Mercado, as ansiedades pelo amanhã e a exaustão que nos rouba o sono. Sejamos pequenos o suficiente para aceitar que precisamos parar e receber o abraço de Deus. Que o Senhor nos restaure hoje, nos devolva a saúde do corpo e do espírito, para que continuemos nossa jornada firme e fielmente até o fim, até o dia em que, cruzada a linha de chegada desta vida, Ele mesmo tirará definitivamente todo jugo de nossos ombros e nos acolherá no descanso eterno de Suas moradas. Amém. 

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  Fonte: cnbb.org.br     Foto: (@Vatican Media)

terça-feira, 7 de julho de 2026

É difícil explicar o catecismo a eles!...

Não aceitam nenhuma catequese que não seja do seu grupo!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Padre Zezinho

Lembram o sujeito que só leu os trechos de Bíblia que seu pregador preferido usou e que seu grupo usa. O resto não é importante!

Qualquer explicação bíblica, teológica ou sociológica ou eclesiológica ou histórica, eles nunca leram e nunca lerão porque aquilo nada lhes acrescenta! Já conhecem Jesus e já receberam o Espírito Santo.

Paulo pensava diferente ante os Efésios. Ele atualizou e acrescentou em Ef 3,1-21. A catequese anterior era só introdução à fé. Agora vinha o que estava faltando!

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Lembram o sujeito que vai ao restaurante e no seu prato só põe feijão, arroz e ovo frito. É sua escolha. É o que ele gosta!

Mas começa a errar quando critica o restaurante, os garçons, o cozinheiro e quem experimenta outras iguarias. Critica o que decidiu nunca provar!…

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É o que tem acontecido na nossa Igreja. Há várias teologias (estudo sobre Deus) várias maneiras de viver a espiritualidade católica, várias maneiras de pregar a fé católica, e todas aprovadas pelos Papas, mas ele ou ela, sem nunca ler ou estudar uma fé mais culta e mais informada, insiste no seu catecismo de primeira comunhão. Catequese da vovó! O básico: umas Ave Marias, um terço de vez em quando e alguma devoção que vovó rezava. Pronto: eis aí um católico adulto que vai à missa e ouve o sermão do domingo e nunca lê nada nada nada!

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Muitos decidem por uma sociologia de direita ou de esquerda, pelo capitalismo ou pelo comunismo, mas nunca por uma sociologia católica cristã! Nem sabem o que é CVII, CIC, DSI ou que é uma ENCÍCLICA ou DOCUMENTO. Muitas vezes a culpa é dos padres que usam a missa para mostrar o livro ou comentar sobre a nova CARTA ENCÍCLICA DO PAPA. Ninguém fica sabendo: os padres não falam!

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Os manuais existem, os livros existem e os cursos existem, mas estes leigos seguem um raciocínio político que ouviram de um padre pró direita ou pró esquerda.

As 45 ou 48 encíclicas sociais destes últimos 150 anos eles nunca leram. Também nunca leram os evangelhos, nem os primeiros catequistas ou padres apostólicos como Irineu, Justino, Tertuliano, Origenes, Ambrósio, Agostinho, Tomás de Aquino, Duns Scotus.

Ambrósio foi prefeito de Milão? Eles não sabiam. Então os bispos eram políticos nos anos 400? E hoje sal santos? Como assim? Não é proibido misturar política com religião?

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Tais leigos doutores em alguma matéria são cultos porque estudaram em alguma universidade, mas nunca buscaram a cultura da fé. Mal era importante!

Em matéria de fé católica a maioria continua no primeiro ano do antigo ginásio.

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Alguns nunca leram a Bíblia, mas leram Sartre e A Divina Comédia, mas nunca leram um livro de História da Igreja ou das Igrejas,

Contudo decidiram que tal padre ou tal bispo é herege porque prega a TL mesmo que se trate de Teologia Bíblica da Libertação.

Para eles tudo é marxista ou comunista. Nunca lhe passou pela cabeça ler os Salmos, Isaías, Jeremias, Amos, Oseas, Joel, Macabeus, Judite, Esdras, Neemias, a maioria dos profetas, os quatro evangelhos Jesus, Paulo, Tiago as epistolas… Todos são TLB.

Se lessem saberiam que a Bíblia registra todas as tendências políticas e sociais nesses 4 mil anos, mas aponta para Jesus e seu projeto do Reino de Deus.

Mas, como preferem não saber quase nada de catolicismo, e ainda por cima ficam furiosos quando um padre catequista escreve na sua página, cinco passagens de Mateus ou de João sobre inferno e salvação . Dizem que aquilo não pode ser verdade. Mas está nos evangelhos que eles nunca leram !

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Mal informados e mal evangelizados preferem apenas louvar ou só contestar politicamente, quando os evangelhos dizem claramente que Jesus pregava LIBERTAÇÃO, SALVAÇÃO e ensinava a VIVER e CONVIVER e DIALOGAR e amar até os que nos magoam. E bateu de frente com o rei e com os políticos da época!

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Como ensinar a repercutir a fé que nunca estudaram? Catechein é palavra grega que significa: PASSAR ADIANTE O QUE NOS JA NOS PASSARAM! Mas como passarão , se nem sequer abrem suas bíblias e seu Manual de Catequese?

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Não admira que escolhem Bolsonaro ou seus filhos ou Lula e seus companheiros ao invés de lerem as encíclicas dos sete Papas desde 1958.

Escolhem um passado que não conhecem direito e um futuro sem perspectivas. Era só terem lido e estudado os livros católicos, além de biografias de santos ou livros de orações. Mas faltou o CVII, o CIC e o DSI. Não tem os tais livros na sua estante …

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Poderiam, como em Efésios 3,1-21 ter progredido na fé. Mas isso eles nunca acharam importante! Nem querem ler. Preferem caluniar os padres catequistas que ousam mostrar as atualizações desses últimos 60 anos.

Essas atualizações eles rejeitam porque não aceitam as palavras PARTILHA e COMUNHÃO que para eles soa como doutrina política perigosa.

Não sabem que faz 150 anos desde Leão XIII até Leão XIV que a Igreja está criticando o capitalismo, o comunismo, as doutrinas liberais e a sociedade da mais valia, que ensina que só tem valor quem tem sucesso na vida.

Esquecem o pregador derrotado que morreu pobre na cruz e morreu pregando SOLIDARIEDADE e COMPAIXÃO! Mas isso eles nunca leram! Acham isto absurdo! Garantem que Jesus nunca disse isso! Jesus nunca aderiu a algum partido, mas falou de políticas direitos humanos mais de 50 vezes!

Resultado: Estamos diante de católicos que deram o coração para Jesus, mas continuam negando-lhe o cérebro … Aceitam AMAR COMO JESUS AMOU, mas não aceitam PENSAR COMO JESUS PENSOU.

Estou exagerando ou dizendo a verdade? Pz

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Em tempo de Copa do Mundo:

Jesus vai a um estádio de futebol 

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispode Campos ( RJ)

Acompanhando a Copa Mundial de Futebol da FIFA, gostaria de compartilhar esta historinha criada pelo Pe. Anthony de Mello, que nos traz alguns aspectos e valores esquecidos no atual certame.  

Mostra Jesus acompanhando com interesse um jogo de futebol e de repente um time faz um gol, e ele se levanta e festeja. Depois de certo tempo o outro time rival faz um gol e empata e ele também se levanta e festeja. Quem estava a seu lado pergunta afinal por quem você torce? Jesus responde: vim ver o jogo e apreciar a arte de todos os jogadores não me importa quem ganhe, mas a alegria dos que jogam e a beleza do esporte.  

Nunca deveríamos esquecer que todo esporte tem por finalidade melhorar e tornar mais plenas as pessoas, e não apenas um resultado. O futebol sem essa mística esportiva humanizadora, pode tornar-se uma guerra, um fator de rivalidade e divisão, e uma forma de escravizar os jogadores e alienar os espectadores, como acontecia em Roma nas lutas de gladiadores e certas formas de luta “livre” de hoje.  

Não reparamos as vezes que detrás de uma camiseta existe um povo, uma história que devemos incorporar e também acolher no respeito e na fraternidade universal como faziam os gregos nas olimpíadas.  

Sempre me lembro de uma copa passada quando um jogador japonês interpelou a um jogador rival por ter trapaceado e fingido uma falta. Se não respeitamos as normas do jogo que mérito tem nossa vitória e estaríamos ensinando de forma errada que vencer é levar vantagem.  

Outro aspecto é a empatia com os jogadores que sofrem por uma lesão ou por ter falhado,nunca esquecerei do goleiro do Brasil Barboza no mundial de 1950, que ficou arrasado e desconsolado pela derrota na final, culpando-se da derrota. O capitão do time uruguaio deixou de ir à festa para celebrar a vitória para ficar com ele toda a noite para confortá-lo e aliviá-lo. Importa observar também como comportamo-nos no festejo dos gols e no final dos jogos, a alegria deve ser abundante e contagiante, mas não precisa de foguetes que causem sofrimento a crianças e adultos autistas ou neurodivergentes e animais domésticos que padecem transtornos e ficam profundamente confusos e estremecidos. Muito menos debochar dos que perderam, ou provocá-los mostrando animosidade agressiva. 

É bonito ver a confraternização de torcedores, a partilha e camaradagem, pois isso gera novas atitudes, desarma os corações, possibilitando que nos olhemos como irmãos que habitam o mesmo planeta, que imitando as crianças brincam juntas, e tornam-se amigas trocando como fazem os atletas as camisetas após o jogo que oportuniza a cultura da paz, do encontro e da ternura. Deus seja louvado! 

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  Fonte: cnbb.org.br     Foto: (@Vatican Media)

domingo, 5 de julho de 2026

Leão XIV no Angelus deste domingo:

o amor e a sabedoria de Deus
cuidam da humanidade ferida pelo mal

A sabedoria de Deus, e não dos homens, ensina que Cristo é libertação, esperança e perdão diante de uma humanidade ferida. Jesus cuida dos que mais sofrem, dos cansados e oprimidos, correspondendo com "o seu amor e partilhando a sua vida até a cruz": "como pode ser 'leve' e 'suave' o peso da cruz? Só por uma razão: porque o Senhor o carrega primeiro e com todos nós, sem nunca nos deixar sozinhos diante do que nos oprime".

O Papa Leão XIV, um dia após a visita pastoral a Lampedusa, no sul da Itália, voltou a enaltecer a importância de se aprender com Deus através da sua "confidência cheia de amor" por nós. Um amor que torna mais suave o fardo aparentemente pesado da vida e de realidades como aquela vivida na ilha do Mar Mediterrâneo pelos migrantes e por que os acolhe. Na homilia da missa no sábado (04/07), o Papa convidou a entrar em um "movimento do amor" liderado por Jesus que confirma que "não há amor a Deus sem amor ao próximo, e não há próximo se eu não me aproximar". Um apelo à "civilização do amor" reforçado também na alocução que precedeu o Angelus deste domingo (05/07). 

Leia a íntegra das palavras do Papa Leão XIV

Cerca de 18 mil pessoas rezaram com o Papa a oração mariana do Angelus


Corresponder ao amor de Jesus até a cruz

Através da reflexão do Evangelho da liturgia de hoje (Mt 11, 25-30), do louvor do Filho de Deus ao Pai, feito homem, Leão XIV exortou a reconhecer a presença de Cristo que gosta de se revelar «aos pequeninos», enquanto permanece escondido «aos sábios e aos entendidos», aqueles "cheios das próprias ideias", fruto da "sabedoria humana que se torna em arrogância":

"A verdadeira sabedoria de Deus revela-se na humildade da carne e o seu ensinamento dirige-se àqueles que passam por maiores dificuldades: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos», diz o Senhor. Ir ao encontro de Jesus significa corresponder ao seu amor e partilhar a sua vida até à cruz."

É precisamente o dom de si mesmo por amor, explicou o Papa, que constitui o “jugo” de Jesus, ou seja, "a síntese do seu ensinamento, o cerne da sua sabedoria, ardente de caridade para com todos":

"Irmãos e irmãs, como pode ser 'leve' e 'suave' o peso da cruz? Só por uma razão: porque o Senhor o carrega primeiro e com todos nós, sem nunca nos deixar sozinhos diante do que nos oprime. Como autêntico mestre, Jesus toma sobre si a humanidade ferida pelo mal, para cuidar dela. A sabedoria que Ele nos dá é um anúncio de salvação e o seu jugo levanta-nos de todas as quedas."

O consolo que vem da cruz de Cristo

Ao seguir Cristo, comentou Leão XIV, o nosso caminho "é uma escola de liberdade, que leva a sério o drama da história e ilumina sempre o seu sentido, sobretudo nos momentos mais sombrios". Como Filho de Deus e com a força do Espírito Santo, Jesus se torna nosso irmão e consegue mostrar que "só na cruz o mal é redimido: só na sua paixão é que o nosso cansaço mortal encontra consolo e resgate":

“Em situações de escravidão, Cristo é libertação. No flagelo da guerra, Cristo é esperança. Na hora do pecado, Cristo é perdão. Esta é a verdadeira sabedoria, ou seja, o caminho que queremos percorrer juntos, unidos como discípulos em seu nome.”

Andressa Collet - Vatican News

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O Papa em português: 

"dou as boas-vindas aos peregrinos do Brasil!"

Em português mesmo! Leão XIV voltou a saudar os brasileiros, desta vez aqueles presentes na Praça São Pedro, munidos de bandeiras do país e inclusive vestindo a camiseta verde-amarela, numa bonita coincidência com a data: neste domingo, 5 de julho, a Seleção Brasileira enfrenta a Noruega pelas oitavas de final da Copa Mundo nos Estados Unidos. Ao final do Angelus, o Papa também saudo os fiéis provenientes da Polônia.

“Saúdo com carinho todos vocês presentes hoje na Praça São Pedro! Dou as boas-vindas aos peregrinos do Brasil!”

O Papa Leão XIV voltou a falar em português ao final do Angelus deste domingo (05/07), saudando os brasileiros presentes na Praça São Pedro, numa bonita coincidência com a data, já que o Brasil enfrenta a Noruega pelas oitavas de final da Copa Mundo nos Estados Unidos. A Seleção Brasileira, liderada pelo treinador italiano Carlo Ancelotti, entra em campo às 17h do Horário de Brasília deste domingo (05/07) no MetLife Stadium em Nova Jersey, em Nova York. O time canarinho continua sendo o maior campeão com cinco troféus, e a Argentina é a atual vencedora. Pela primeira vez na história, 48 seleções disputam o título até 19 de julho em três sedes: além dos EUA, no Canadá e México. Poucas palavras do Pontífice foram o suficiente para entusiasmar os brasileiros em meio aos 18 mil fiéis presentes na Praça São Pedro, munidos de bandeiras do país ou vestindo a camiseta verde-amarela.

Os peregrinos brasileiros que puderam ouvir a saudação do Papa em português


A saudação do Papa aos fiéis provenientes da Polônia

Em seguida à saudação em português, o Papa também fez menção - em espanhol - ao Coro da Universidade de Mérida, da Venezuela, e, em italiano, aos grupos de fiéis italianos provenientes de Bellagio, do Lago de Como, e da Sicília. Leão XIV também saudou os peregrinos da Polônia, como os novos sacerdotes dos Frades Menores Capuchinhos da Província de Cracóvia; o Coro Infantil da Arquidiocese de Łódź, acompanhado pelo bispo auxiliar; e o grupo proveniente da diocese de Legnica.

As cores da bandeira da Polônia eram visivelmente identificadas em meio aos 18 mil peregrinos


O apoio aos obreiros do Evangelho

O Papa também recordou da beatificação de 2 de julho no Santuário de Tac Say, no Vietnã, do Pe. Francisco Xavier Tru’o’ng Bǚu, assassinado em 1946 por ódio à fé. A celebração foi presidida pelo cardeal Louis Antonio Gokim Tagle, pro-prefeito do Dicastério para a Evangelização, que definiu o sacerdote como um missionário por excelência. Leão XIV o indicou como exemplo de proximidade:

“Em um contexto de opressão e violência, ele se colocou como defensor dos direitos do povo e não abandonou seus paroquianos. Que a sua intercessão e a sua oração apoiem os obreiros do Evangelho que, ainda hoje, se encontram em situações de perseguição.”

Andressa Collet - Vatican News 

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  Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media)

Reflexão para este domingo:

Deus é para gente simples

José Antonio Pagola

Há muitos anos, na Escola Bíblica de Jerusalém, um mestre em exegese nos iniciava na difícil arte de desentranhar o Evangelho de Mateus. Tudo parecia pouco para captar o sentido último do texto: crítica textual, análise literária, estrutura da passagem. Um dia chegamos a esses versículos nos quais Jesus exclama: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos”. O professor fez um longo silêncio. Depois disse bem devagar: “Não esqueçam nunca essas palavras. Todo o mais vocês podem esquecer”. Esta foi provavelmente a melhor lição de exegese que recebi. Depois, ao longo dos anos, pude ver que é exatamente assim.

Sempre que tive a impressão de estar junto a uma pessoa próxima de Deus, tratava-se de alguém de coração simples. Às vezes uma pessoa sem grandes conhecimentos, outras vezes alguém de notável cultura, mas sempre um homem ou mulher de alma humilde e limpa, pura.

Em mais de uma ocasião pude comprovar que não basta falar de Deus para despertar a fé. Para muita gente, certos conceitos religiosos estão muito gastos e, ainda que se trate de tirar-lhes todo o vigor e sabor que tiveram em sua origem, Deus continua como que “fossilizado” em suas consciências. No entanto, encontrei-me com pessoas simples que parecem não necessitar de grandes ideias nem de raciocínios. Intuem logo depois que Deus é “um Deus oculto”, e de seu coração nasce espontânea uma invocação: “Senhor, mostra-me teu rosto”.

Encontrei-me também com pessoas que se movem sempre no terreno do útil. Algumas abandonam a Deus porque Ele lhes é inteiramente inútil; outras o retêm e lhe prestam culto porque lhes é útil. Mas também pude conhecer pessoas simples que vivem dando graças a Deus. Desfrutam do bom da vida, suportam com paciência os males; sabem viver e fazer viver. Não sei como o conseguem, mas de seu coração parece estar sempre brotando o louvor ao Criador. Sua vida é um acerto.

Expus muitas vezes temas religiosos e falei de Deus diante de pessoas as mais diversas. Em certas ocasiões encontrei-me com pessoas que faziam perguntas e mais perguntas sobre todo tipo de questões teológicas, sem mostrar o menor interesse em querer encontrar-se com Deus. Mas também vi gente simples cujos olhos brilhavam de forma especial quando eu lia textos como este do Profeta Isaías: “Eu sou o Senhor, teu Deus … Já que contas muito para mim, me és caro e eu te amo … Não tenhas medo, pois estou contigo!” (Is 43,4); ou quando pronunciava o SlI 103: “Como um pai ama seus filhos com ternura, assim o Senhor se enternece por aqueles que o temem, pois Ele sabe de que somos feitos, lembra-se de que somos pó (Sl 103,l3-14). Sim, Deus se revela às pessoas simples.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos