grande operário na vinha do Senhor!
No Angelus na
Praça São Pedro, ao comentar a Liturgia deste XXVII Domingo do Tempo Comum,
Leão XIV recordou os 800 anos da morte do Pobrezinho de Assis e exortou:
"Enquanto celebramos o ano jubilar franciscano, imploremos com
perseverança o dom da paz e comprometamo-nos sinceramente a construir a
concórdia entre os povos".
Edificar a nossa vida sobre o alicerce de Cristo: para Leão XIV, este é o ensinamento deixado por São Francisco, ao recordar no Angelus dominical os 800 anos da morte do Pobrezinho de Assis.
Comentando a
Liturgia do dia, a parábola evangélica fala da vida de Jesus e esclarece o
sentido da sua missão (cf. Mt 21, 33-43). Ele é o Filho de Deus enviado ao
mundo, mas rejeitado precisamente por aqueles que deveriam tê-lo acolhido de
braços abertos. Aquele que veio para trazer a salvação recebe uma condenação;
aquele que quer dar a vida é condenado à morte. "Ao mesmo tempo que nos
faz refletir sobre as tantas crueldades que assolam o mundo e a história dos
povos, o ensinamento de Cristo revela a misericórdia cada vez maior do seu
Pai", afirmou o Papa.
Com efeito, essa
rejeição violenta não quebra a vontade de Deus, que, na sua infinita justiça,
transforma o mal em redenção: "É assim que o Todo-Poderoso guia a
história, socorrendo-nos em todas as nossas quedas: Deus nunca descarta a nossa
vida!".
LEIA
A ALOCUÇÃO DO SANTO PADRE
São Francisco,
homem de oração ardente
De acordo com
a imagem utilizada na parábola, a vinha a cultivar com justiça é a Igreja,
que podemos construir ou prejudicar com as nossas escolhas:
“A este respeito, precisamente hoje, no oitavo centenário da sua morte, desejo recordar um operário que trabalhou com grande fruto na vinha do Senhor: São Francisco de Assis, a quem o próprio Jesus pediu que reparasse a sua Igreja. Inspirado pelo Crucificado, Francisco edificou, antes de mais, a sua própria vida sobre o alicerce de Cristo, partilhando a sua pobreza, a sua alegria e os seus sofrimentos, até ao sinal místico dos estigmas.”
O Santo Padre o
definiu um "homem de oração ardente, cheio de caridade para com
todos", um exemplo para os primeiros frades que partilharam a sua ascese
como condição autêntica para a reforma da Igreja. "São Francisco reparou-a
em virtude da fé no Senhor Jesus, sanando as fissuras da discórdia com o
testemunho do amor fraterno."
O carisma de São
Francisco, ressaltou o Papa, continua a dar frutos ainda hoje, após oito
séculos: disso dão testemunho não só a grande e viva família franciscana, mas
também os muitos dons que o seu legado espiritual difunde no Povo de Deus. Por
isso, exortou, "enquanto celebramos o ano jubilar franciscano, imploremos
com perseverança o dom da paz e comprometamo-nos sinceramente a construir a
concórdia entre os povos".
Ao concluir,
pedindo a intercessão de Maria Santíssima, Leão XIV convidou os presentes a se
unirem espiritualmente aos fiéis reunidos no Santuário de Pompeia para elevar a
Súplica à Virgem do Santo Rosário.
Bianca Fraccalvieri - Vatican News
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Leão XIV:
O Pontífice
pediu aos fiéis que intensifiquem a oração do Terço neste mês de outubro em
particular pela Terra Santa e pelas vítimas inocentes da violência. Ao final do
Angelus, o Papa recordou ainda a realização de um encontro no Vaticano sobre os
10 anos da Exortação Apostólica Amoris laetitia.
| Na Sala de Imprensa da Santa Sé, a coletiva sobre o encontro dez anos depois de Amoris laetitia |
Ao final do Angelus, Leão XIV recordou que domingo passado, em Lourdes, convidou os fiéis a rezarem o Santo Rosário durante o mês de outubro, com a intenção especial de que "cessem as guerras e se construa a paz".
Entre os
primeiros a rezar estiveram as crianças, e continuam a fazê-lo através da
iniciativa promovida pela Fundação "Ajuda à Igreja que sofre" de 1º a
7 de outubro, intitulada "Um milhão de crianças reza o Santo Rosário"
“Agradeço de coração a todas as crianças que, em tantas partes do mundo, se unem a esta oração. Sigamos todos o seu exemplo, invocando a intercessão da Virgem Maria para que os povos sejam libertados do flagelo da guerra. Em particular, rezemos pela Terra Santa e pelas vítimas inocentes da violência.”
Famílias, sinal
de esperança e riqueza inestimável
O Pontífice
recordou ainda um importante evento que terá lugar no Vaticano nos próximos
dias, por ocasião do décimo aniversário da Exortação Apostólica Amoris
laetitia. Trata-se de um encontro convocado pelo próprio Papa do qual foram
convidados os líderes das Igrejas Orientais Católicas e os Presidentes das
Conferências Episcopais de todo o mundo.
"Será um
momento de discernimento sinodal, para identificar os passos a dar para
anunciar hoje o Evangelho junto das famílias e das jovens gerações", disse
o Santo Padre, confiando à oração dos fiéis este compromisso e, sobretudo, das
famílias, que "são sinal de esperança e riqueza inestimável para a Igreja
e para a sociedade".
Bianca Fraccalvieri - Vatican News


