quarta-feira, 22 de abril de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 23 - Quinta-feira

  19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração na comunidade Boa Vista II

19h - Celebração na comunidade da Serra da Usina

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Dia 24 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

  19h - Grupo de oração Maranathá na capela da Soledade

19h - Celebração na comunidade da Vila São Luiz

19h - Celebração na comunidade da Ponte do Neneco

19h - Celebração na comunidade de Serrinha

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Dia 25 - Sábado

16h -  Celebração na comunidade da Bomba

19h -  Missa na Matriz

19h - Celebração na comunidade São Geraldo

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Dia 26 - 4º Domingo de Páscoa

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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O Papa em encontro com os jovens e as famílias nesta quarta:

a luz da caridade,
cultivada nos lares e vivida na fé, pode transformar o mundo

Testemunhemos todos os dias que amar é belo, que as maiores alegrias, em todos os ambientes, provêm da capacidade de dar e de se doar, especialmente quando nos inclinamos perante quem mais precisa. A luz da caridade, cultivada nos lares e vivida na fé, pode verdadeiramente transformar o mundo, inclusivamente nas suas estruturas e instituições, para que cada pessoa nele encontre respeito e ninguém seja esquecido: disse Leão XIV no Encontro com os jovens e as famílias, em Bata, na Guiné Equatorial.


O Encontro com os jovens e as famílias no Estádio de Bata, em Bata, cidade costeira da Guiné Equatorial, encerrou os compromissos do Papa esta quarta-feira, 22 de abril, em seu segundo e penúltimo dia no país africano.

O Estádio de Bata, uma das principais estruturas esportivas do país, reformado para a Copa da África de 2012 e com capacidade para 35 mil pessoas, transformou-se no cenário de um grande evento de luzes e cores, embalado pelo ritmo dos cantos juvenis e danças tradicionais com os trajes típicos dos principais grupos étnicos que formam o povo da Guiné Equatorial. A forte chuva que se abateu no Estádio até pouco antes da chegada do Papa não tirou o entusiasmo dos presentes.

Antes do discurso de Leão XIV, teve lugar a saudação de boas-vindas de dom Miguel Angel ao Papa, a apresentação dos grupos juvenis com danças e vestes tradicionais, seguida do testemunho de uma jovem trabalhadora, de um jovem casal, de um jovem seminarista e de um adolescente.


Cristo é alegria, sentido, inspiração e beleza para a nossa vida

No discurso, o Pontífice lembrou o lema desta viagem - Cristo, luz da Guiné Equatorial, rumo a um futuro de eseprança -, bem como o logotipo, em que se destaca a imagem de uma cruz dourada. Colhendo a inspiração bíblica deste Encontro com os jovens e as famílias “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12) e a ideia central do evento - Cristo é a Luz. Os jovens, iluminados por Ele, são esperança do país e a família é a primeira escola de luz -, o Santo Padre afirmou:

Aqui, a luz mais resplandecente é a dos vossos olhos, dos vossos rostos, do vosso sorriso, dos vossos cânticos, nos quais tudo é testemunho de que Cristo é alegria, sentido, inspiração e beleza para a nossa vida.

O Santo Padre ressaltou que a Guiné Equatorial é um país rico de história e tradições. “Vimo-lo há pouco - disse -, nas danças, nos trajes e nos símbolos com que cada grupo expressou a sua identidade, tornando ainda mais evidente e comovente o nosso estar juntos. Trouxestes objetos simples e do quotidiano – um bastão, uma rede, a reprodução de uma ilha, um barco, um instrumento musical – que falam da vossa vida e dos valores antigos e nobres que a animam, como o serviço, a unidade, o acolhimento, a confiança, a festa. É a herança luminosa e exigente da qual vós, queridos jovens, sois chamados a ser, na fé, o alicerce do vosso futuro e desta Terra”.


Promover sempre a dignidade de cada ser humano

Lembrando os testemunhos precedentemente apresentados, Leão XIV referiu-se ao de uma jovem trabalhadora. Ela afirmou que ser cristã não significa apenas participar na celebração eucarística, mas também trabalhar com dignidade e tratar todos com respeito, evocando ainda o desafio de ser mulher no mundo do trabalho.

Alicia falou-nos da importância de se ser fiel aos próprios deveres e de contribuir, através do trabalho quotidiano, para o bem da família e da sociedade. Partilhou conosco o seu sonho de uma terra “na qual os jovens, homens e mulheres, não procurem o sucesso fácil, mas optem pela cultura do esforço, da disciplina e do trabalho bem feito, e que este seja valorizado”.

Isto convida-nos a refletir sobre a importância do empenho fecundo e sobre a necessidade de promover sempre a dignidade de cada ser humano, frisou o Santo Padre, acrescentando:

O mesmo testemunhou Francisco Martin, referindo-se ao chamamento para o sacerdócio. Ele escancarou diante de nós uma janela para a belíssima realidade de tantos jovens que se entregam totalmente a Deus pela salvação dos irmãos. Não escondeu que teve dificuldade em encontrar coragem para dizer sim, seu fiat, sim Senhor, mas nas suas palavras todos nós compreendemos que confiar na vontade de Deus dá alegria e profunda serenidade. Uma vida entregue a Deus é uma vida feliz, que se renova todos os dias na oração, nos sacramentos e no encontro com os irmãos e irmãs que o Senhor coloca no nosso caminho.


Não tenhais medo de seguir as pegadas de Cristo

Na comunhão dos corações e na ação solícita para com os necessitados, renovam-se os milagres da caridade. Por isso, se sentis que Cristo vos chama a segui-lo num caminho de especial consagração – como sacerdotes, religiosas, religiosos, catequistas –, não tenhais medo de seguir as suas pegadas, exortou o Papa.

Leão XIV lembrou aos jovens que eles vieram a este encontro com suas famílias. “Elas são o terreno fértil no qual a árvore fresca e frágil do vosso crescimento humano e cristão afunda as suas raízes. Convido-vos, portanto, a agradecer juntos ao Senhor pelo dom dos vossos entes queridos”, a confiar-vos a Ele para que as vossas famílias possam crescer na união, acolher a vida como um dom a ser protegido e educado para o encontro com o Senhor, Caminho, Verdade e Vida.

Muitos de vós preparam-se para o sacramento do Matrimônio. Ser esposos e pais é uma missão entusiasmante, uma aliança a viver dia após dia, na qual vós descobrireis sempre novos um para o outro, artífices, com Deus, do milagre da vida e construtores de felicidade, para vós e para os vossos filhos.


Uma família que sabe acolher e amar é luz, é calor

Victor Antonio lembrou-nos que acolher a vida requer amor, empenho e cuidado, e estas palavras nos lábios de um adolescente devem levar-nos a refletir seriamente sobre o quão importante é tutelar e proteger a família e os valores que nela se aprendem. Uma família que sabe acolher e amar é luz, é calor.

Antes de despedir-se, o Santo Padre fez uma forte exortação aos jovens, aos pais e a todos os presentes, convidando-os a deixar-se entusiasmar pela beleza do amor, a ser testemunhas do amor que Jesus nos deu e ensinou: “Testemunhemos todos os dias que amar é belo, que as maiores alegrias, em todos os ambientes, provêm da capacidade de dar e de se doar, especialmente quando nos inclinamos perante quem mais precisa. A luz da caridade, cultivada nos lares e vivida na fé, pode verdadeiramente transformar o mundo, inclusivamente nas suas estruturas e instituições, para que cada pessoa nele encontre respeito e ninguém seja esquecido”.

“Façamos juntos disto mesmo um firme propósito e um compromisso alegre, para que Cristo, Crucificado e Ressuscitado, luz da Guiné Equatorial, da África e do mundo inteiro, possa guiar-nos a todos rumo a um futuro de esperança”, disse por fim.

Raimundo de Lima – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va

Importante reflexão de Dom Pedro Cipollini:

Mundo sem Deus? 

Dom Pedro Cipollini

O mundo sem Deus busca a Deus apesar de parecer o contrário. Estamos em um processo de secularismo, no qual vale o que se vê e o que dá lucro, com o triunfo do consumismo. Este processo vai minando as bases da fé e a vida com Deus. Será que a fé se extinguirá em nossa cultura? Jesus mesmo se perguntou: “Acaso o filho de do homem quando vier encontrará fé sobre a terra? (Lc 18, 8) 

Penso que esse processo de esquecimento de Deus é como uma noite escura. Nela se justifica a nossa imagem de Deus, a fim de que, aqueles que acreditam possam finalmente viver a fé pura e despida de falsos apoios, como escreveu Ignácio Larrañaga. 

A nossa imagem de Deus, foi muitas vezes contaminada por nossos medos e inseguranças, nossos interesses e sistemas, nossas ambições, nossas ignorâncias e limitações. Deus parecia a solução mágica para todas as coisas e não raro servia de muleta, manifestando-se na religiosidade. 

A secularização está derrubando essas falsas imagens de Deus para que possa aparecer seu verdadeiro rosto, conforme nos apresenta a Bíblia: um Deus que ama o ser humano, o interpela, incomoda e desafia. Não facilita, mas dificulta, não explica, mas complica, não nos mantém crianças, mas nos torna adultos. É o Deus libertador que nos ensina a enfrentar as inseguranças, as injustiças e ignorância.  

Aqui considero que existe fuga de Deus, mas do Deus falsificado que é apresentado e que não corresponde à sua imagem verdadeira. Existe uma grande busca de conhecer e experimentar, através de diversas religiões, o que pode nos sintonizar com Deus. Há uma busca mesmo que seja inconsciente de contato com o transcendente, com o último da alma. 

Milhares de jovens buscaram, em décadas passadas, o contato com o absoluto através de técnicas de meditação orientais e movimentos “neomísticos”. Hoje, essas experiências se dão nos grandes shows, nos quais multidões entram em delírio diante do som e do conteúdo de músicas que tocam os sentimentos. Quando não, o mundo das drogas pode representar uma busca inconsciente de encontrar com o sagrado, que faz sentir-se bem como num êxtase. 

Esses fatos demonstram que a técnica, a sociedade de consumo e o materialismo em geral, não são capazes de sufocar as fontes profundas do ser humano, de onde emana a eterna e inextinguível sede de Deus. 

Para muitas pessoas, a revitalização da vida com Deus, a recuperação do sentido de Deus é a primeira esperança para que o mundo volte a encontrar um equilíbrio, na qual a vida adquira um sentido. 

A quantidade impressionante de modalidades e experiências para promover o encontro consigo mesmo, o bem-estar psicológico, o encontro com Deus, indica que o Espírito Santo está despertando nos corações, vazios e cansados, o desejo de Deus, dirigindo os corações para as regiões mais profundas de intercomunicação com Deus.  

O ser humano deve correr o risco de submergir no oceano profundo, nas regiões insondáveis do mistério de Deus. Como resultado disso chegará a sentir a vertigem de Deus, que é um misto de fascínio, espanto e aniquilamento que o impulsiona para a autorrealização. 

As pessoas que retornarem desta aventura serão figuras trabalhadas a cinzel pela pureza, pela força e o fogo! Terão sido purificadas pela força arrebatadora de Deus, e sobre eles aparecerá a imagem deslumbrante de seu Filho Jesus. Serão testemunhas da presença de Deus entre nós, pois ele caminha conosco na história e isto faz toda a diferença. Sem Deus o homem não se explica, mas se complica. 

Dom Pedro Cipollini - Bispo de Santo André (SP)

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Fonte: cnbb.org.br

terça-feira, 21 de abril de 2026

Leão recorda Francisco:

doou muito e foi um grande dom para a Igreja e o mundo

No voo de Angola para a Guiné Equatorial, última etapa da viagem apostólica, o Papa recorda com carinho o seu predecessor no primeiro ano da sua morte: “ele doou muito com a sua vida e a sua proximidade aos pobres. Pregou a mensagem da misericórdia. Rezemos para que esteja desfrutando da misericórdia do Senhor”.

Papa Leão no túmulo de Francesco na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, em 3 de novembro de 2025

“Gostaria de recordar, neste primeiro aniversário da sua morte, o Papa Francisco, que deixou e doou muito à Igreja com a sua vida, o seu testemunho, as suas palavras e os seus gestos. Pelo que fez, vivendo verdadeiramente a proximidade aos mais pobres, aos pequeninos, aos doentes, às crianças, aos idosos”. É o dia da viagem de Angola à Guiné Equatorial, última etapa da viagem apostólica pela África, mas é também um dia especial: o primeiro aniversário da morte do Papa Francisco, falecido na madrugada de 21 de abril de 2025. Uma data comemorada com grande participação nestas horas em todas as partes do mundo. E também o Papa, durante o voo para Malabo, não quis deixar de expressar seu pensamento pessoal pelo predecessor, compartilhado com os cerca de 70 jornalistas que o acompanhavam.

A promoção da fraternidade

Uma lembrança repleta de afeto e gratidão por um Pontífice que – disse ele – “deixou muito à Igreja com o seu testemunho e a sua palavra”. “Muitas coisas” poderiam ser lembradas de Jorge Mario Bergoglio, mas Leão XIV recorda, antes de tudo, a exortação incessante à “fraternidade universal”: Francisco procurou verdadeiramente “promover um respeito autêntico por todos os homens, todas as mulheres, promovendo um espírito de fraternidade, de sermos irmãos e irmãs, todos, de procurar como viver a mensagem que encontramos no Evangelho”.

A mensagem da misericórdia

A outra “mensagem” de Francisco que o Papa Leão recorda é a da “misericórdia”, expressa desde o primeiro Angelus no domingo após a eleição de 13 de março de 2013. “Naquela primeira vez no Angelus, mas também na Santa Missa que celebrou ainda antes da inauguração do pontificado, em 17 de março de 2013”, quando, na paróquia de Santa Ana, no Vaticano, “pregou sobre a mulher que foi encontrada em adultério” e “falou com o coração da misericórdia de Deus, falou com o coração desse grande amor, do perdão e da generosa expressão de misericórdia do Senhor”. Esse “espírito” Francisco quis compartilhá-lo “com toda a Igreja”, reiterou o Papa, lembrando também a “belíssima celebração de um Jubileu extraordinário da misericórdia”.

Presente para todos

“Rezemos para que ele já esteja desfrutando da misericórdia do Senhor”, concluiu Leão XIV, “agradecemos ao Senhor pelo grande dom que foi a vida de Francisco para toda a Igreja e para o mundo inteiro”.

Salvatore Cernuzio – no voo de Luanda a Malabo

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Missa na Casa Santa Marta
no aniversário da morte do Papa Francisco

A celebração foi presidida pelo núncio apostólico Luigi Travaglino na capela do edifício onde Bergoglio residia. Na homilia preparada pelo cardeal Acerbi e lida durante a celebração, o prelado recordou a figura do Pontífice: "Ainda o sentimos perto de nós". As celebrações em memória de Francisco continuam ao longo desta terça-feira, 21 de abril. Às 17h, na Basílica de Santa Maria Maior, haverá a recitação do Terço seguida de uma Missa de sufrágio, presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re.

Missa na Casa Santa Marta presidida por dom Luigi Travaglino no aniversário da morte do Papa Francisco

"Agora não é o momento de nos determos no desenrolar de sua vida diária, aqui repleta de trabalho, reuniões e orações na pequena Capela do segundo andar. Tenho certeza de que o Papa Francisco se afeiçoou a esta casa, e nós nos afeiçoamos a ele. Tal permanece o espírito de nossas orações de sufrágio neste primeiro ano de sua partida. Ainda o sentimos perto de nós", afirmou o cardeal Angelo Acerbi na homilia lida pelo arcebispo Luigi Travaglino, núncio apostólico que presidiu a Missa na Casa Santa Marta no primeiro aniversário da morte do Papa Francisco.

O cardeal Acerbi enfatizou ainda em sua homilia: "Quero apenas recordar a coragem apostólica com que ele enfrentou os anos de seu Pontificado, mesmo quando, apesar de suas limitações físicas, quis cumprir sua missão apostólica até os extremos confins da terra."


"Voltamos também nossos pensamentos para a Basílica de Santa Maria Maior, onde o Papa Francisco quis ser sepultado, ao lado da Capela de Maria 'Salus populi romani', que ele frequentava antes e depois de cada uma de suas viagens apostólicas e que certamente o acolheu no final de sua vida", acrescentou dom Travaglino.

As celebrações em memória de Francisco continuam ao longo do dia desta terça-feira, 21 de abril. Às 17h, na Basílica de Santa Maria Maior, haverá a recitação do Terço seguida de uma Missa de sufrágio, presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio cardinalício.

Padre Paweł Rytel-Andrianik - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va

Editorial do Vatican News - Andrea Tornielli:

A viagem que revela o pontificado

O desejo de visitar, antes de tudo, a África, revela o coração do Papa missionário.

O primeiro dia da viagem de Leão XIV à África e os dois seguintes foram marcados, do ponto de vista midiático, por comentários sobre as declarações do presidente Donald Trump. Uma polêmica que o próprio Papa procurou minimizar diante do risco de que cada palavra sua dita durante a viagem fosse interpretada na ótica das relações entre a Santa Sé e a Casa Branca.

Assim, ficou em segundo plano, e quase esquecida, uma frase particularmente significativa que o Sucessor de Pedro pronunciou na manhã de segunda-feira, 13 de abril, em sua primeira saudação aos jornalistas no voo que acabara de decolar rumo a Argel: a viagem à África "deveria ser a primeira viagem do pontificado". "Já no ano passado, em maio, eu havia dito que a primeira viagem gostaria de fazê-la à África." Assim, logo após ser eleito, Leão XIV havia expresso aos seus colaboradores esse específico desejo, que acabou não podendo ser realizado por razões logísticas, mas que diz muito sobre como o primeiro Papa nascido nos Estados Unidos concebe sua missão. De fato, não se deve esquecer um aspecto fundamental da biografia de Robert Francis Prevost: o de ser um religioso missionário, uma característica única e rara na história dos últimos séculos do papado.

Leão serviu por muitos anos como missionário e pároco no Peru e depois retornou para lá para se tornar bispo, a pedido do Papa Francisco. É à luz dessa vocação que podemos entender seu desejo por sua primeira viagem à África e o que está acontecendo nestes dias, com o Papa sorridente e à vontade enquanto acompanha os ritmos das canções e danças tradicionais que acompanham as celebrações eucarísticas; enquanto se dedica a encontrar e abraçar as crianças, enquanto passa muito tempo apertando mãos e saudando. Mas, acima de tudo, enquanto fala da novidade do Evangelho, que encontra culturas e povos, tornando-se uma força motriz para a paz e a mudança.

Isso foi visto em Bamenda, nos Camarões, onde o Bispo de Roma chegou para apoiar a construção da paz e da convivência em um contexto dramaticamente marcado pela guerra civil. Ou em Yaoundé, quando, dirigindo-se ao mundo universitário, falou da importância de "formar consciências livres e santamente inquietas" como "condição para que a fé cristã se apresente como uma proposta plenamente humana, capaz de transformar a vida dos indivíduos e da sociedade, de desencadear mudanças proféticas em relação às tragédias e à pobreza do nosso tempo".

Não por acaso que Leão XIV tenha indicado a retomada e o aprofundamento da Exortação Apostólica de Francisco, "Evangelii Gaudium", como programa de trabalho para o próximo consistório. Esse documento programático de seu antecessor, cujo primeiro aniversário de falecimento ocorre hoje, é mais uma vez recomendado à Igreja porque esclarece a essência de sua missão: o Kerygma, isto é, o anúncio da essência da fé; o rosto de uma Igreja que sabe estar perto daqueles que sofrem, compartilhando as tragédias da humanidade; e o compromisso de transformar a sociedade de uma forma mais humana e justa. Uma Igreja, como lemos na exortação "Dilexi te", que reconhece o amor pelos pobres como parte essencial da mensagem cristã, porque "o contato com aqueles sem poder e grandeza é uma forma fundamental de encontrar o Senhor da história".

A insistência sobre paz, no retorno à negociação e no respeito ao direito internacional — intervenções que provocaram reações nos últimos dias — fazem parte deste contexto. E ajudam a esclarecer mais uma vez a natureza do serviço da Igreja, e em particular o do Sucessor de Pedro, que age não como político, mas como pastor. Mas é inerente ao seu ser pastor, longe de qualquer redução espiritualista e desencarnada, ter no coração a paz, a justiça, o diálogo, o encontro, a construção de sociedades mais justas, a proximidade com os perseguidos ou discriminados, a proximidade com as vítimas inocentes da guerra, a profecia daqueles que se preocupam com o destino da humanidade nesta "hora dramática da história".

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Fonte: vaticanews.va

Sábia catequese:

Quando minha irmã Maria morreu!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Padre Zezinho

Conto esta história para mostrar minha formação ecumênica. Minha irmã, que era filha de Maria, ao casar deixou de ser católica e adotou a Igreja do marido; um grande cunhado, excelente homem, respeitoso para com nossa Igreja. Mas ela decidiu frequentar os metodistas.

Na minha casa não se discutia religião. Vivia-se. Tiveram cinco filhos e cada qual teve o respeito da mãe do pai ao escolherem sua própria igreja!

Maria da Conceição tinha um amor imenso pela mãe de Jesus, mas seguia o marido. Anos depois, acometida de diabetes, a mesma enfermidade que levou minha mãe Valdivina, que também levou meus tios e está exigindo cuidados imensos de mim, numa tarde ensolarada ela me chamou.

Felizmente, eu não estava em viagens de pregação. Fui vê-la.

Assim, como minha mãe e meu pai, ela previu que chegara sua hora. Foi uma conversa de irmã e irmão padre. Meu cunhado retirou-se para nos deixar a sós!

Sabendo da amizade do pastor Elcio aconselhei-a a chamar o seu pastor, já que ela tinha escolhido outro pastor para sua vida. Eu era mais do que seu pastor nesta terra: eu era seu irmão caçula de quem sentia enorme orgulho.

Pastor Elcio chegou e administrou os ritos da sua igreja, rito quase igual à da minha! Rezamos juntos. Naquela mesma madrugada ela foi morar com Jesus.

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Se eu acho que ela está no céu? Sim, eu acho! Se acho que ela agora vive com Jesus e com os santos? Acho! Se lá no céu ela está com o Jarmuth, seu esposo que viveu 98 anos? Sim.

No Céu é tudo diferente. Vale o quanto respeitamos e amamos as pessoas. Vale a caridade.

Ela sabia o que está escrito em Mateus 25,31-46. Eu, indo para os 85 anos, espero estar indo para o mesmo lugar onde meus pais e meus irmãos estão. Só sobrei eu aqui na terra! Todos eles já se foram. Todos receberam avisos. Todos me disseram que estavam indo. Não vi nenhum medo neles!

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Acho que alguém do Céu avisa quem chegou aos últimos dias ou momentos.

Sou um padre católico e não sou dono de almas. Nem mesmo da minha. É por isso que rezo todos os dias, na Ave Maria; ROGA POR NÓS, PECADORES, AGORA E NAQUELA HORA FINAL. Esta hora chegará para mim e para você que está lendo esta minha postagem!

Minha irmã Maria sabia! Meus pais sabiam. Meus irmãos sabiam.

Já cantei isso:

VIVER COMO QUEM SABIA QUE IRIA MORRER,

MORREU COMO QUEM SABIA QUE IRIA VIVER

AO LADO DE JESUS E

AONDE ELE FOI

E ONDE ELE ESTÁ …

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Leão XIV hoje em Angola:

ser fiel a Cristo
é anunciar a paz sem desistir de denunciar injustiças

O Papa, no último compromisso em Angola nesta segunda-feira (20/04), encontrou a Vida Consagrada em Luanda e incentivou a formação permanente na Escola de Cristo, para ser coerente com o Evangelho e sem medo de espelhar a caridade do Senhor. A fidelidade a Cristo, especialmente em Angola, hoje é particularmente vinculada ao anúncio da paz, sem desistir "de denunciar injustiças": não se separem do povo, especialmente dos pobres, e evitem a procura dos privilégios, recomendou ainda o Pontífice.

A segunda-feira (20/04) do Papa Leão em Angola, que cumpriu agenda inclusive na diocese de Saurimo, ao leste do país, a cerca de 1h30 de voo de Luanda, onde vivem muitos migrantes que fugiram da guerra, foi finalizada na própria capital do país ao encontrar bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados, catequistas e agentes pastorais. Esse foi o último compromisso do Pontífice em Angola nestes 4 dias de passagem pelo país.

Na igreja da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, que inclusive tem na sua base uma pedra proveniente da cidade portuguesa, o Pontífice foi acolhido pelo pároco local e por dom José Manuel Imbamba, presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, que deu as boas-vindas, agradecendo pela presença de Leão XIV após as visitas de João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009. Dom José também enalteceu a presença no encontro de representantes das Igrejas Cristãs (CICA) e da Comunidade Islâmica (CISA) junto aos rostos católicos "de uma Igreja em saída, que não teme as periferias e tudo faz para levar o Evangelho a cada canto do país".

Como sinal concreto do compromisso com a ação missionária, através do início do processo de criação do Instituto Missionário Mamã Muxima, o Papa também ouviu três testemunhos: de um sacerdote, que explanou sobre a importância de ser padre não para ser chefe, mas para servir os irmãos e através das comunidades mais pobres do país; do catequista Manuel Almeida, com 7 filhos e os sacrifícios de 35 anos a serviço da evangelização - como fazer 10km diários a pé; e das religiosas Ir. Natália Miguel e Ir. Margarida Adelaide Kundjutu, respectivamente, presidente e secretária da CIRA, a Conferência dos Institutos Religiosos de Angola, que reúne hoje 166 congregações religiosas masculinas e femininas e está presente em todas as dioceses do país ajudando tanto na formação quanto na defesa dos direitos humanos.

Sem medo de dizer 'sim' a Cristo

Em discurso, o Papa procurou responder ao questionamento das duas religiosas sobre orientações aos consagrados em Angola, um país onde a maioria da população é jovem. Em especial, Leão XIV encorajou os inúmeros jovens dos seminários e casas de formação a quem o Senhor dá a alegria de serem discípulos-missionários, através de um dom enviado pelo Espírito Santo "que dignifica e engrandece, compromete e responsabiliza":

"Não tenham medo de dizer 'sim' a Cristo, de configurar completamente a vida de vocês com a d’Ele! Não tenham medo do amanhã: pertençam totalmente ao Senhor. E vale a pena segui-l’O na obediência, na pobreza e na castidade! Ele não tira nada! A única coisa que tira dos nossos ombros e põe aos seus é o pecado."

Uma missão compartilhada inclusive pelo ministério dos catequistas que, assim como aos consagrados, foi dirigido o agradecimento do Papa "a todos os que serviram e servem o Evangelho em Angola", um trabalho de evangelização realizado pela esperança de Cristo e pela caridade para com os mais pobres, "sobre os sólidos alicerces da reconciliação e da paz". Leão XIV reconheceu essa missão por causa do Evangelho, mas recordou que é o Senhor quem dá a recompensa, quem "conhece a generosidade com que abraçaram a vocação". O Papa também recordou que às vezes pode surgir a tentação de pensar que Ele vem para nos tirar alguma coisa, mas «Ele não tira nada, Ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo» (Bento XVI, Homilia no início do Ministério Petrino, 24 de abril de 2005). 

A formação permanente na Escola de Cristo

Os discípulos do Senhor, continuou o Pontífice, têm o dever de se doar segundo a lei da caridade. "Na base do agir de vocês, está o ser discípulo de Cristo", afirmou Leão XIV, enaltecendo sobre a tarefa de imitar gestos, palavras e ações de Cristo, permanecendo "estreitamente unidos a Ele (cf. Jo 15, 1-8). Tudo o resto virá por acréscimo". Os caminhos que o Senhor abre à Igreja em Angola, então, continuou o Papa, primeiramente é o da fidelidade a Cristo. Por isso, a recomendação para continuar valorizando a formação permamente, vigiando sobre a coerência de vida e perseverando no anúncio da Boa Nova da paz.

Na Escola de Cristo, disse ainda o Papa, "há sempre muito a aprender". O Pontífice recordou sobre a importância das dimensões contemplativa, formal e institucional da formação permanente que vão muito além: "diz respeito à unidade da vida interior, ao cuidado de nós mesmos e do dom de Deus que recebemos (cf. 2 Tim 1, 6), recorrendo para isso à literatura, à música, ao desporto, às artes em geral, e principalmente à oração de adoração e contemplação":

"De modo especial nos momentos de abatimento e provação, «é doce permanecer diante de um crucifixo ou de joelhos diante do Santíssimo Sacramento, e fazê-lo simplesmente para estar à frente dos seus olhos! Como nos faz bem deixar que Ele volte a tocar a nossa vida e nos envie [de novo] para comunicar a sua vida nova!» (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 264). Sem esta dimensão contemplativa, deixamos de ser coerentes com o Evangelho e de espelhar a força do Ressuscitado."

A unidade a Cristo e aos irmãos

A fidelidade de Cristo "é o verdadeiro impulso da nossa fidelidade. Uma fidelidade que não pode prescindir e é facilitada pela unidade dos presbíteros com o seu bispo e com os irmãos do presbitério, dos consagrados e das consagradas com o respetivo superior e entre si", disse o Papa. Ele acrescentou que é uma fidelidade que, em Angola, mas também no mundo inteiro, hoje é particularmente vinculada ao anúncio da paz, educando para a concórdia e o perdão, sem desistir "de denunciar injustiças, apresentando propostas segundo a caridade cristã. Continuem sendo uma Igreja generosa, que colabora para o desenvolvimento integral do país". E o Papa Leão XIV finalizou:

“Queridos irmãos e irmãs, alimentem a fraternidade entre vocês com franqueza e transparência, não cedam à prepotência nem à autorreferencialidade, não se separem do povo, especialmente dos pobres, evitem a procura dos privilégios. Para a sua fidelidade e, portanto, para a sua missão, a família sacerdotal ou a família religiosa são indispensáveis, mas também o é a família na qual nasceram e cresceram. A Igreja estima muito a instituição familiar, ensinando que o lar é lugar da santificação de todos os seus membros.”

Andressa Collet - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va