quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Catequese com dom Pedro Cipollini:

O essencial no cristianismo

Perguntamos sobre o que é mais importante, diante de situações conflitivas, que requerem tomada de decisão. É um pouco assim, em tudo na vida: devemos escolher! Diante do embate entre fé cristã e política, surge a pergunta sobre o que é essencial no cristianismo. Quem realmente está seguindo Jesus ou está se aproveitando de seu nome, para levar avante, não o projeto de Deus, expresso por Jesus, mas sim os projetos pessoais ou de grupos de interesse. 

O que é essencial no Cristianismo? É Jesus Cristo, sua pessoa, o modo como ele viveu. Seguir Jesus, imitando seu modo de agir e vivendo o que ele ensinou, isto é cristianismo. E o que Jesus ensinou? Está no Sermão da Montanha (Mt 5), núcleo do Evangelho,  resumido por Jesus no mandamento do amor: “Amar a Deus acima de tudo e amar o próximo como Ele amou” (Jo 13,34). O mandamento do amor é a lei maior do cristianismo. Um amor que se faz serviço ao próximo. É um modo de vida, uma escolha pessoal. Não existe amor sem misericórdia, perdão, fraternidade, partilha, justiça, proximidade e união (1Cor 13, 1-8). 

Geralmente se confunde o essencial do cristianismo com ritos, hierarquias, leis, doutrinas, etc. Tudo isto é próprio de uma religião e se faz necessário para dar suporte ao que é essencial. Porém quando o essencial perde a força, ficam somente estes elementos, que tendem a se radicalizarem e o essencial acaba esquecido ou ficando em segundo plano. E é aí que a manipulação política da religião acontece. 

Faço esta reflexão a respeito da declaração do Papa Leão XIV ao afirmar em entrevista durante sua volta da viagem à França (28/09/2026) que a associação de posições de extrema direita com determinadas manifestações religiosas na Alemanha não representa uma “expressão autêntica do cristianismo”. Segundo ele, os valores do Evangelho estão ligados à compreensão e à compaixão, e não ao “ódio e à divisão” vividos nestes embates políticos. O papa respondia a uma pergunta sobre a redução do número de fiéis cristãos e o crescimento de grupos de extrema direita na Alemanha. 

Leão XIV disse que há manifestações que combinam posições extremistas, com determinadas formas de religião e lembrou que lideranças das Igrejas Católica e Protestante na Alemanha já se posicionaram contra esse movimento. “Isso não constitui uma expressão autêntica do cristianismo”, afirmou. “Os valores do Evangelho não são valores de ódio e divisão, mas de compreensão, compaixão e acompanhamento.” 

Os cristãos, disse o papa, devem participar na política em vista do bem comum, da justiça e da paz. Mas não se pode misturar o discurso da fé com ideologias, tanto de direita como de esquerda. Isto desvirtua a essência do que é cristão, principalmente quando se usam ódio, divisão e vingança. O contrário do que ensinou Jesus. 

Assim como a árvore tem o exterior e o interior que é a seiva que a sustenta. Também o cristianismo tem o exterior e a seiva interior que o sustenta. A manipulação do cristianismo para fins políticos, retira dele a seiva, por isso é sempre manipulação indevida. 

Atenção: nem tudo o que brilha é ouro!

                                              Dom Pedro Cipollini - Bispo de Santo André (SP)

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                                                                    Fonte: cnbb.org.br   Imagem: vaticannews.va

Papa Leão em homilia:

mesmo ferida,
uma família pode sempre crescer a partir do amor

A homilia preparada pelo Papa Leão XIV foi lida pelo cardeal Tagle, que presidiu a missa desta manhã na Praça São Pedro, concluindo o encontro que marcou o 10° aniversário da publicação da Exortação Apostólica Amoris laetitia. Foram feitas orações por Leão XIV, para que, após a cirurgia no Hospital Gemelli, ele sinta o consolo do Senhor, o apoio de toda a Igreja, e "para que tenha uma convalescença tranquila, para uma recuperação rápida e completa".

O decano do Colégio Cardinalício, cardeal Luís Antônio Tagle, celebrou a missa, na Praça São Pedro, na manhã desta quarta-feira (14/10), por ocasião do 10º aniversário da Exortação Apostólica Amoris laetitia.

O Papa Leão XIV, que celebraria a missa, encontra-se internado no Hospital Agostino Gemelli, desde a última terça-feira (13/10), onde foi submetido a uma cirurgia para a remoção total de um adenocarcinoma pulmonar.

O cardeal Tagle leu a homilia preparada pelo Papa Leão, que começa com a frase inicial da Exortação Apostólica Amoris laetitia do Papa Francisco: «A alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja».

Celebramos hoje a Eucaristia apresentando ao Senhor os frutos do trabalho que, durante este período, foi realizado sobre o Documento, procurando assimilar a sua riqueza e pôr em prática as suas orientações pastorais.

O capítulo quarto da Exortação Apostólica Amoris laetitia coloca o “hino à caridade” de São Paulo "na base de uma rica meditação sobre as virtudes do matrimônio cristão, uma união «afetiva, espiritual e oblativa», ícone do amor de Deus". "A verdadeira alegria do amor é uma lenta fusão, na qual a peculiaridade de cada um floresce, na doação, através da presença do outro", disse ainda o cardeal Tagle.

É esta a caridade que a Amoris laetitia nos convida a colocar como fundamento das nossas famílias. É o amor verdadeiro que nos exorta, de forma particular, a educar os jovens que se preparam para o Matrimónio, ensinando-lhes «a importância das virtudes», dentre as quais ocupa um lugar especial a castidade, «condição preciosa para o crescimento genuíno do amor interpessoal». Para esse fim, são louváveis os caminhos que com empenho se percorrem a nível paroquial ou nas zonas pastorais.

O Papa recorda no texto que "esses percursos são insuficientes se não forem precedidos e apoiados por uma educação para o amor que acompanhe, desde a infância, todo o crescimento. A tal propósito, o Papa Francisco observava que «aprender a amar alguém não é algo que se improvisa, nem pode ser o objetivo dum […] curso antes da celebração do matrimónio». E explicava: «Na realidade, cada pessoa prepara-se para o matrimônio, desde o seu nascimento», e tudo o que um jovem vive na família deve contribuir para torná-lo «capaz dum compromisso pleno e definitivo»".

A seguir, Leão XIV ressalta que "merecem ser valorizados e apoiados os esforços de tantas famílias que, nas nossas cidades e aldeias, vivem a sua vocação e missão dia após dia, sem ruído, mas com fidelidade por vezes heroica. Elas são, para todos, uma resposta generosa e compreensível às palavras de Jesus que ouvimos no Evangelho: «Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós e vos destinei a ir e a dar fruto, e fruto que permaneça». Através do testemunho destes pais, filhos, avós, jovens e idosos, pequenos e grandes, a mensagem de verdade e plenitude de vida do Evangelho difunde-se eficazmente pelo mundo".

Recordando a mensagem simples e clara que Jesus nos deixou no final da sua vida terrena, «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei», Leão XIV escreve:

Ponhamo-la em prática, para crescermos como Igreja que é «família de famílias», num clima de cuidado recíproco do qual todos beneficiaremos: os jovens casados, que se sentirão encorajados ao iniciar o seu caminho conjugal; os pais, que receberão ajuda para enfrentar os exigentes desafios ligados ao crescimento dos filhos e à gestão da vida familiar; os idosos, que verão reconhecido e valorizado o seu papel de testemunhas de sabedoria e virtude à medida que as forças físicas diminuem. Aqui, rodeado de afeto e protegido de julgamentos e preconceitos, encontrará apoio e motivação também quem é mais frágil ou vive situações difíceis e momentos de crise. Lembremo-nos de que, «por mais ferida que uma família possa estar, ela pode sempre crescer a partir do amor».

"Nesta caridade, fundamental para a nossa própria existência e convivência como seres humanos, encontram também raízes os valores da abertura e do respeito pela vida, desde a concepção até ao seu fim natural. A família é a guardiã por excelência desses valores, como um farol para o bem da humanidade. O Papa Francisco, nesse sentido, sublinhava que «nenhuma união precária ou fechada à transmissão da vida garante o futuro da sociedade». O mundo não tem futuro sem famílias sólidas, abertas ao dom dos filhos, atentas à sua educação e crescimento", escreve o Papa Leão.

O Pontífice recorda "que a família é um lugar privilegiado de oração. Infelizmente, é preciso reconhecer que atualmente, em muitas partes do mundo, o hábito de rezar juntos no seio da família – antes das refeições, no início e no fim do dia, ou em ocasiões especiais – enfraqueceu consideravelmente. Amoris laetitia recorda-nos que fazê-lo é fundamental, ao afirmar que «é preciso sublinhar a importância da espiritualidade familiar, da oração e da participação na Eucaristia dominical»; e recomenda que também as famílias se reúnam «regularmente para promoverem o crescimento da vida espiritual e a solidariedade nas exigências concretas da vida». A oração comum e os Sacramentos têm um papel muito relevante na vida familiar porque, ao abrirem os corações à ação de Deus, permitem chegar juntos até onde, sozinhos, nunca se poderia chegar. São um alimento sólido e um remédio salutar; por isso, exorto calorosamente todos a redescobrir e a promover esta prática".

Ao ler a homilia do Papa Leão XIV, o cardeal Tagle recordou que teve a honra de presidir esta celebração "com um mandato especial do Santo Padre Leão XIV, a fim de manifestar publicamente a comunhão eclesiástica por ele concedida a Sua Beatitude Polis III Nona, Patriarca de Bagdá dos Caldeus, que participa desta Eucaristia". "A comunhão de um Patriarca com o Sucessor de Pedro", continuou ele, "evoca um antigo costume que sancionava a unidade na fé e na caridade de uma Igreja patriarcal com a Sé de Roma e, na época, das próprias Igrejas entre si. Tal prática não representa, portanto, uma mera formalidade, mas uma realidade viva que tem a sua razão de ser na Comunhão eucarística, fonte e ápice da unidade da Igreja em Cristo".

Dirigindo-se ao patriarca, ele enfatizou que "sua presença nos ajuda a compreender melhor o nosso ser como Igreja, comunhão em Cristo, Senhor das Igrejas de vários ritos e tradições, numa unidade visivelmente manifestada com o Sucessor de Pedro", e assegurou-lhe "o afeto de toda a Igreja Católica, bem como as orações pelos fiéis confiados aos seus cuidados pastorais, que sendo há muito provados, se mantêm firmes e, com frequência, heroicos no testemunho da fé em Jesus, no meio de tantas adversidades".

Por fim, o Papa Leão "confia todas as famílias e a Igreja inteira à Sagrada Família de Nazaré, retomando a oração proposta pelo Papa Francisco no final da Amoris laetitia":

«Sagrada Família de Nazaré,

tornai também as nossas famílias

lugares de comunhão e cenáculos de oração,

autênticas escolas do Evangelho

e pequenas igrejas domésticas. […]

que nunca mais haja nas famílias

episódios de violência, de fechamento e divisão;

e quem tiver sido ferido ou escandalizado

seja rapidamente consolado e curado.

[…] fazei que todos nos tornemos conscientes

do carácter sagrado e inviolável da família,

da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,

ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém» (AL, 325).

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Assista:

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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                                               Fonte: vaticanews.va   Imagem e vídeo: (@Vatican Media

Comissão Sociotransformadora da CNBB disponibiliza

material de apoio para a Jornada Mundial dos Pobres

A Igreja Católica no Brasil celebra, de 8 a 15 de novembro, a X Jornada Mundial dos Pobres (10ª JMP), que traz o lema bíblico “O Senhor é o refúgio do pobre” (cf. Sl 14, 6) e o chamado mobilizador “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”.

Animada pela Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (Cepast) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a mobilização convoca paróquias, dioceses, pastorais sociais e a sociedade civil a avançar do assistencialismo para um compromisso estrutural com a justiça social, a defesa dos territórios e a escuta ativa das populações mais vulneráveis.

Instituída pelo Papa Francisco em 2016 e celebrada anualmente no 33º Domingo do Tempo Comum, a JMP chega neste ano de 2026 à sua 10ª edição e inspira também a memória dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis. A mensagem pontifícia para esta edição enfatiza uma mudança profunda de paradigma: os empobrecidos não são meros destinatários de ajuda ou de distribuição pontual de alimentos, mas sim os verdadeiros sujeitos e protagonistas de sua própria história e da missão da Igreja.

Diferente de um evento isolado, a edição de 2026 foi estruturada como uma caminhada missionária: propõe o despertar, a mobilização e as ações concretas, promovendo um pacto de compromissos que podem se estender ao longo dos próximos 12 meses.

A proposta fundamenta-se no tripé:

Acolher (a Igreja como refúgio): tornar paróquias e comunidades espaços seguros de cuidado, proteção e garantia de direitos.

Escutar (os pobres como sujeitos): Romper com a postura de “falar sobre” os vulneráveis para construir a dinâmica de “falar e aprender com” eles, reconhecendo sua sabedoria e voz.

Transformar (da solidariedade à justiça): avançar na incidência política, na organização popular, na garantia da moradia digna, na soberania alimentar e na superação das desigualdades.
Subsídio e reflexão social.

Materiais de apoio

Para apoiar paróquias e movimentos, a Comissão preparou o subsídio X Jornada Mundial dos Pobres, que reúne sugestões para iniciativas locais; propostas para mobilização de comunicação; propostas litúrgicas, com o Ofício Divino das Comunidades e artigos temáticos assinados por lideranças pastorais.

O subsídio ancora sua reflexão em dados alarmantes da realidade brasileira, onde a pobreza monetária ainda atinge 25,1% da população (mais de 53 milhões de pessoas em extrema vulnerabilidade) e a crise habitacional se expressa em mais de 350 mil pessoas em situação de rua.

O tema da moradia conecta-se diretamente à continuidade dos debates da Campanha da Fraternidade 2026.

Acesse o Subsídio (aqui) e os materiais de mobilização e visibilidade (aqui)

Um processo contínuo de transformação

A identidade visual da X Jornada Mundial dos Pobres nasce da imagem de um Cristo próximo, acolhedor e profundamente unido à vida dos pobres.

A ilustração de Anderson Augusto Pereira apresenta Jesus no centro, envolvido por pessoas, comunidades, crianças, trabalhadores, famílias, envolve também a natureza, revelando a dimensão da justiça socioambiental, além de paisagens do cotidiano. Não é um Cristo distante da realidade: é o Cristo que caminha com o povo, participa de sua vida e se torna refúgio, presença e esperança.

O tema “Deus é o refúgio dos pobres” encontra na obra uma tradução visual sensível e vigorosa. O refúgio não aparece como um lugar de fuga ou isolamento, mas como uma presença que protege, reúne, alimenta e devolve dignidade. Em torno de Jesus, a vida se organiza como uma grande comunidade, marcada pela partilha, pela solidariedade e pelo cuidado.

A X Jornada Mundial dos Pobres encontra, nessa obra, uma imagem de fé encarnada: Deus é refúgio dos pobres quando a comunidade se torna casa, a mesa se torna partilha e a esperança se transforma em compromisso com a vida.

Gestos concretos e alianças nos territórios

A Cepast sugere às comunidades um “cardápio” de ações práticas que fortalecem a convivência e a cidadania:

Mesas compartilhadas: Momentos de alimentação onde voluntários e acolhidos sentam-se lado a lado à mesa, quebrando relações hierárquicas.

Cozinhas solidárias e hortas comunitárias: Incentivo à economia solidária e à segurança alimentar.

Cidadania e direitos: Mutirões de documentação e acesso ao Cadastro Único em parceria com a Defensoria Pública e órgãos governamentais.

Presença nos territórios: Visitas a ocupações, vilas periféricas e mutirões de melhoria habitacional.

Assembleias locais: Mapeamento da pobreza no bairro para definir prioridades concretas de ação pastoral para o ano seguinte.

Breve cronograma de ações

8 de outubro de 2026: Lançamento Nacional da JMP 2026 nas redes e site da Cepast-CNBB.

29 de outubro de 2026: Live de mobilização da 10ª JMP, às 19h30, no perfil da Cepast e parceiros no YouTube. 

8 a 15 de novembro de 2026: Mobilização nos regionais, territórios, pastorais, com as iniciativas sugeridas no subsídio ou outras criadas localmente.

15 de novembro de 2026: Dia Mundial dos Pobres, com destaque nas celebrações eucarísticas e iniciativas com as pessoas empobrecidas.

Será importante fortalecer a mobilização da JMP nas redes sociais usando as hashtags: #XJMP #JMP2026 #DiaMundialdosPobres #MinhaComunidadeTransforma e sugerindo a collab com o perfil do Instagram @cepastcnbb.

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                                                                                                                    Fonte: cnbb.org.br

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 14 - Quarta-feira

19h - Missa em louvor a São Geraldo

19h - Missa na comunidade da Pedra Branca

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Dia 15 - Quinta-feira

7h - Missa na matriz em ação de graças pelo Dia do Professor

19h - Terço dos homens na matriz

19h - Missa em louvor a São Geraldo

19h - Missa na comunidade da Serrinha

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Dia 16 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

15h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Procissão com a imagem de São Geraldo da matriz ao Centro Pastoral onde será celebrada a missa da festa

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Dia 17 - Sábado

14h - Encontro de formação dos novos MESC

19h - Missa na matriz

19h - Missa na comunidade São Geraldo

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Dia 18 - 29º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa da festa na comunidade São Geraldo

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio

18h - Missa na matriz

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Pesquisa Nacional sobre Evangelização da Juventude no Brasil

 ganha relatório completo

A Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a FTD Educação, lançou o livro do relatório completo da Pesquisa Nacional: Evangelização da Juventude no Brasil – 2025. A publicação foi apresentada no final de setembro, durante o Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil, dando continuidade à divulgação dos resultados iniciada em junho deste ano, quando foi apresentado o relatório parcial.

O estudo reúne dados de 11.498 adolescentes e jovens, de todas as regiões do país, e busca contribuir para uma compreensão mais ampla das realidades, experiências, desafios, expectativas e vivências de fé das juventudes. A coleta foi realizada entre maio e julho de 2025, por meio de questionário on-line estruturado.

A pesquisa foi realizada pela Comissão Episcopal para a Juventude em parceria com o Observatório Juventudes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília (UCB) e o Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

 

Uma escuta das juventudes

O relatório foi elaborado como instrumento de escuta das juventudes e está inserido no processo de reflexão e revisão das orientações da Igreja para a evangelização dos jovens. A pesquisa procurou reunir informações que ultrapassam a participação religiosa e eclesial, contemplando diferentes dimensões da vida juvenil.

Foram 11 dimensões analisadas: dados demográficos, educacionais, socioeconômicos, familiares, socioculturais, saúde integral e bem-estar, juventudes e vulnerabilidades, projeto de vida e perspectivas de futuro, dados socioambientais, dados religiosos e espirituais e dados eclesiais e pastorais.

Na apresentação da publicação, a Comissão Episcopal para a Juventude destaca que os dados podem contribuir para estudos, conferências, artigos, seminários e para o planejamento da ação pastoral.

“Para servir melhor às juventudes, precisamos conhecê-las, refletir sobre sua realidade, escutá-las e caminhar com os jovens e as jovens”, afirma Dom Vilsom Basso, presidente da Comissão para a Juventude.

O que os dados apresentam

Entre os participantes, 98,3% declararam-se católicos. A pesquisa também identificou uma forte presença dos jovens na vida comunitária e sacramental da Igreja. Entre os respondentes, 68,5% afirmaram frequentar regularmente a Igreja semanalmente e 25,1%, diariamente.

A família aparece como uma das principais referências na transmissão da fé. Pais foram mencionados por 46,4% dos participantes como referência para o conhecimento da fé, seguidos pelos avós, com 18,7%. A Igreja institucional aparece com 13,2%, enquanto amigos e internet registram percentuais próximos, de 6,4% e 6,3%, respectivamente.

Os dados também mostram a importância dos grupos juvenis como espaços de convivência e pertencimento. Entre as principais motivações para participar de grupos, pastorais e movimentos estão o conhecimento da fé (17,3%), a espiritualidade cristã (16,4%), o desejo de construir amizades (11%) e de sentir-se parte de algo maior ou sagrado (9,8%).

Ao mesmo tempo, a pesquisa identifica desafios para a participação. Entre os 538 jovens que afirmaram não participar de grupos, pastorais ou movimentos juvenis católicos, 55,3% apontaram a ausência de espaços compatíveis com sua faixa etária ou momento de vida como principal motivo. Outros 32,8% mencionaram dificuldades relacionadas a aspectos organizacionais, espirituais ou doutrinários das propostas existentes.

Participação e protagonismo juvenil

A pesquisa também buscou compreender como os jovens percebem seu espaço de participação na Igreja. Para 26,5% dos participantes, os jovens têm espaço para opinar e suas contribuições geram mudanças na maioria das vezes. Outros 23% afirmaram que a Igreja oferece espaço, mas há pouco interesse juvenil em participar; o mesmo percentual considera que os jovens são frequentemente mobilizados para executar tarefas, sem necessariamente participar dos processos de decisão.

Os resultados indicam, assim, a necessidade de continuar refletindo sobre escuta, corresponsabilidade e participação efetiva dos jovens nos processos pastorais.

A pesquisa também aponta que os jovens participantes valorizam os processos de formação. Mais da metade, 53,2%, afirma que os jovens participam ativamente do próprio processo formativo, enquanto 48,9% reconhecem o uso de metodologias participativas. Ao mesmo tempo, o relatório aponta possibilidades de avanço na atualização das linguagens e metodologias, especialmente no diálogo com a cultura digital.

Juventudes e realidade social

A investigação também apresenta aspectos relacionados às condições concretas de vida dos participantes. A maioria vive em áreas urbanas, correspondendo a 86,3% da amostra, enquanto 13,7% vivem em áreas rurais. A faixa etária predominante é de 18 a 24 anos, com 64,8% dos respondentes.

No campo do trabalho, 65,4% dos jovens declararam trabalhar, enquanto 30,6% não trabalham. Metade dos participantes (50,4%) estuda e trabalha simultaneamente. O relatório chama atenção para a necessidade de considerar essa realidade na organização das atividades pastorais, uma vez que as rotinas de estudo e trabalho interferem diretamente na disponibilidade para a participação comunitária.

Também foram identificadas diferentes configurações familiares. Apenas 30,9% dos participantes vivem em domicílios compostos por pai, mãe e irmãos, enquanto 69,1% vivem em outras configurações familiares. O dado integra uma das dimensões que ajudam a compreender as condições concretas nas quais os jovens vivem sua formação humana, social e religiosa.

Fé, formação e projeto de vida

Entre os temas que mais despertam interesse nos jovens católicos, santidade e fé cristã aparece em primeiro lugar, com 16,7%. Na sequência estão formação integral; mente, coração, espírito e prática, com 11,9%, e saúde mental, com 10,3%. Música, arte e cultura; diálogo entre fé e razão; e ética cristã também aparecem entre os temas citados.

Os resultados apontam para a importância de uma formação que considere a pessoa em suas diferentes dimensões e estabeleça diálogo com as questões concretas vividas pelas novas gerações.

Outro aspecto identificado pelo estudo é a presença do ambiente digital na experiência juvenil. Redes sociais, aplicativos de mensagens, comunidades virtuais e conteúdos religiosos fazem parte das formas contemporâneas de relacionamento, aprendizagem, busca de sentido e vivência da fé. O relatório também registra experiências de pertencimento religioso mediadas digitalmente, sem deixar de destacar a importância da convivência presencial, da vida comunitária e da celebração sacramental.

Apresentação do relatório em setembro 2026 | Foto: reprodução/Jovens Conectados


Um instrumento a serviço da pastoral juvenil

A Comissão Episcopal para a Juventude pretende que o relatório seja utilizado como subsídio por dioceses, Regionais da CNBB, pastorais, movimentos, novas comunidades, grupos juvenis e demais expressões que atuam junto às juventudes.

Para ampliar esse acesso, os Regionais da CNBB receberão uma remessa de mais de mil exemplares impressos da publicação. A versão digital do relatório também está disponível para download.

A proposta é que os dados possam alimentar processos de escuta, reflexão, formação e planejamento pastoral, ajudando a Igreja a reconhecer as diferentes realidades juvenis e a construir formas de acompanhamento mais próximas da vida dos jovens.

A publicação se apresenta, assim, como mais um instrumento para a missão da Igreja junto às juventudes. Conhecer os dados, refletir sobre eles e colocá-los em diálogo com a realidade de cada comunidade pode ajudar a fortalecer uma pastoral capaz de escutar, acompanhar e caminhar com os jovens e as jovens.

Acesse o relatório

O relatório completo da Pesquisa Nacional: Evangelização da Juventude no Brasil – 2025 está disponível em versão digital para consulta e download.

Por Jovens Conectados

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                                                                                                                    Fonte: cnbb.org.br

Reflita com dom João Santos Cardoso:

Não decidir somente por ouvir dizer 

“Ele não julgará pela aparência, nem decidirá somente por ouvir dizer. Mas com justiça julgará os necessitados e defenderá os direitos dos pobres” (Is 11,3-4). 

Essa profecia de Isaías, escrita séculos antes de Cristo, impressiona por sua atualidade. Ao anunciar o Messias, o Ungido sobre o qual repousa o Espírito do Senhor, o profeta destaca uma importante característica de sua missão: ele agirá com justiça, pois não se deixará conduzir pelas aparências nem pelo simples “ouvir dizer”. 

Quem lida com pessoas e instituições encontra frequentemente situações delicadas. Não é raro receber relatos, acusações e diferentes versões sobre pessoas e acontecimentos. Algumas vezes, referem-se a fatos graves que precisam ser apurados com responsabilidade. Outras vezes, porém, são informações construídas a partir de impressões, interpretações ou relatos de segunda e terceira mão: “disseram que…”, “ouvi falar…”, “todos sabem…”. 

O mundo digital potencializou enormemente esse fenômeno. Uma afirmação é publicada, compartilhada, comentada e repetida inúmeras vezes. Aos poucos, perde-se a origem da informação. Já não se sabe quem viu, quem presenciou ou onde está o fato. Sobra a narrativa. E, porque muitos a repetem, ela começa a adquirir aparência de verdade. Mas a repetição não transforma uma narrativa em fato. 

Isaías oferece um critério precioso de discernimento. O Messias não julga pelas aparências nem decide simplesmente pelo que escuta dos outros. Seu juízo não se constrói sobre impressões, mas se orienta pela verdade e pela justiça. Jesus agiu segundo esse mesmo princípio: esteve atento às pessoas concretas, especialmente aos pequenos e vulneráveis, sem se deixar aprisionar pelos rótulos, preconceitos e julgamentos que a sociedade lhes impunha. 

Essa antiga sabedoria bíblica encontra eco também no Direito. No processo penal brasileiro, discute-se o valor do testemunho indireto, conhecido como testemunho de “ouvir dizer”. A jurisprudência tem advertido que decisões tão graves quanto levar alguém a julgamento ou condená-lo não podem fundamentar-se exclusivamente em relatos indiretos, sem outros elementos que lhes deem sustentação. 

Esse princípio de cautela ultrapassa o âmbito jurídico e oferece uma referência importante para diferentes espaços da convivência humana e institucional. Isso não significa desprezar denúncias, silenciar quem sofre ou deixar de investigar situações graves. Ao contrário, a seriedade de uma denúncia exige que ela seja acolhida e examinada com responsabilidade, buscando os fatos, ouvindo as pessoas envolvidas e distinguindo o que pode ser comprovado daquilo que permanece no campo das interpretações. Escutar é necessário, mas escutar não significa concluir imediatamente. Entre ouvir e julgar há um caminho indispensável de discernimento. 

Essa sabedoria adquire particular importância em um tempo no qual informações circulam com enorme rapidez. Antes que uma versão se converta em juízo sobre uma pessoa, algumas perguntas são indispensáveis: o que realmente se sabe? Quais são os fatos? O que pode ser verificado? O que permanece apenas no campo do “ouvir dizer”? 

A justiça exige que rumores não se convertam em sentenças e que a força da repetição não substitua a verdade dos fatos. Preservar essa distinção é também proteger a dignidade das pessoas e contribuir para relações e instituições mais justas, responsáveis e verdadeiramente humanas.

Dom João Santos Cardoso - Arcebispo de Natal (RN)

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                                                                   Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticannews.va

Associação Nacional de Escolas Católicas e CNBB lançam

roteiro de celebração e benção para o Dia do Educador 2026

Com o tema “Mapas de Esperança” e o lema “Educadores: juntos, desenhando novos mapas de esperança”, a iniciativa convida instituições e comunidades a promoverem momentos de homenagem, oração e bênção.

A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) e a Comissão Episcopal para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) oferecem subsídios para a celebração do Dia do Educador, comemorado em 15 de outubro.

De acordo com o assessor do Setor Educação da Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB, padre Júlio Cézar Resende, a  proposta de 2026 busca reconhecer e valorizar quem dedica sua vida à formação de crianças, jovens e adultos, na Educação Básica e no Ensino Superior.

“No conhecimento compartilhado, nos sonhos acolhidos e nas oportunidades abertas para cada estudante, os educadores contribuem para construir uma sociedade mais justa, solidária e fraterna”, disse padre Júlio.

Mapas de Esperança

Sob o tema “Mapas de Esperança” e o lema “Educadores: juntos, desenhando novos mapas de esperança”, a iniciativa destaca a educação como caminho de encontro, cuidado e transformação.

Em sintonia com a reflexão proposta pela Carta Apostólica Desenhar Novos Mapas de Esperança, a celebração reforça que a missão educativa se realiza em comunidade. Educadores, estudantes, famílias e instituições são convidados a compartilhar responsabilidades e fortalecer relações de diálogo, acolhimento e cooperação.

Roteiro de celebração e bênção

O material reúne acolhida, proclamação da Palavra de Deus, reflexão, preces, oração de bênção e envio, além de uma leitura para reflexão inspirada na carta apostólica. O roteiro pode apoiar celebrações em escolas, universidades, paróquias e comunidades, bem como momentos de oração na abertura de reuniões de professores ou em outros encontros.

As instituições podem enriquecer a proposta com elementos de seu carisma e de sua cultura local, observando as orientações do subsídio. Nas celebrações fora da Missa, a Palavra de Deus e a oração de bênção devem ser preservadas como elementos centrais. Quando realizada dentro da Missa, antes da bênção final, a proposta orienta utilizar apenas a oração de bênção indicada.

Músicas, vídeos e propostas de participação

O subsídio também apresenta sugestões de músicas, vídeos e atividades de transposição didático-pastoral, aproximando o tema da realidade das comunidades educativas.

Entre as propostas estão a memória de educadores que marcaram a vida dos participantes, a partilha de experiências e o registro de compromissos concretos de escuta, acolhimento, diálogo e cuidado. Esses compromissos podem compor um “Mapa de esperança da comunidade educativa”, a ser retomado em encontros posteriores.

A ANEC e a CNBB convidam as instituições educacionais e as comunidades eclesiais a promoverem suas ações em 15 de outubro ou em datas próximas, conforme a realidade local. A intenção é expressar gratidão aos educadores e renovar o compromisso coletivo com a missão de educar.

Acesse o roteiro de celebração e bênção dos educadores, clicando aqui

Sobre a ANEC e a Comissão para a Cultura e a Educação

A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil reúne instituições católicas de Educação Básica e Ensino Superior e atua em favor de uma educação comprometida com a formação integral, os valores cristãos e a construção de uma sociedade justa e fraterna.

A Comissão acompanha e anima a atuação pastoral da Igreja nos campos da cultura e da educação, promovendo o diálogo entre fé, conhecimento e sociedade, em compromisso com a dignidade humana e o bem comum.

Por Willian Bonfim com informações ANEC e Setor Educação

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                                                                                                                    Fonte: cnbb.org.br