sábado, 28 de fevereiro de 2026

Reflexão para este sábado:

Quanto esplendor no rosto do Senhor!

Frei Almir Guimarães

Muitas vezes em horas avançadas da vida, assalta-nos a tentação de achar que tudo se passou e nada se construiu, que não há verdadeiramente um fundamento. Olhamos para as nossas mãos e estão vazias, nuas e a tentação é dizer: Será que valeu a pena?”, o que é que eu escutei?”, o que é que meus olhos viram?” (José Tolentino Mendonça)

 Sempre, neste segundo domingo da Quaresma, somos convidados a subir a montanha da transfiguração de Jesus com Pedro, Tiago e João. No final de todo o retiro quaresmal, vamos comemorar a Páscoa do Senhor. Na solene Vigília Pascal acenderemos o círio, luz, claridade. Páscoa é festa da luz. Jesus é beleza e luminosidade. Sua beleza mais deslumbrante manifestou-se em sua ressureição. No início de nossa caminhada quaresmal (ou na caminhada da vida) somos convidados a fazer uma pausa e subir a montanha. Antes de contemplar o semblante chagado, empoeirado, desrespeitado em sua paixão, temos, na montanha, uma prefiguração da glória do Senhor. O que ali vimos com os olhos da fé?

 Uma alta montanha… lugar de silêncio e propício para ouvir a voz do Senhor. A transfiguração se dá num espaço de silêncio, recolhimento, sem ruídos de dentro nem de fora, numa atmosfera de oração silenciosa. Jesus se coloca em união íntima com o Pai. Os dois se conhecem e se amam. Nesse misterioso face a face com o Pai o rosto do Filho ficou brilhante e suas vestes brancas. Um ofuscante banho de luz.

 Dois personagens se fazem presentes: Moisés e Elias. Moisés, aquele que falava com um Senhor como um amigo fala a um amigo. Moisés que, ao descer da montanha, tinha o rosto todo banhado de luz, da claridade do Senhor, como também se dizia de Santa Clara quando estava em oração. Elias, o homem cansado da luta, desgastado pela oposição, coloca-se à entrada da caverna e, quando a brisa suave acaricia seu rosto, ele se dá conta que era visitado pelo Senhor. Montanha, transfiguração, silêncio, oração. Oração que não é um mero balbuciar de fórmulas, mas êxtase de pobres que abraçam o Senhor. Tolentino gosta de dizer que rezar é abraçar a vida. Tempo do grande retiro quaresmal: tempo de oração com a porta do quarto fechada.

 Pedro exprime um desejo: “É bom estarmos aqui… vamos fazer três tendas e eternizar esse momento, estancar o tempo”. Experiência jubilosa de uma proximidade de Deus. O invisível como que se tornava palpável. Pode acontecer que muitas pessoas foram se desvencilhando de seus pequenos interesses e desobstruindo as portas de seu interior, de sua intimidade e venham a ter certeza da proximidade do Senhor. A quaresma não seria um tempo para vivenciarmos uma oração sem pressa, num simples estar com o Senhor, no silêncio?

 Quando Pedro ainda falava “apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Presença do Senhor. Os discípulos ficaram com medo de entrar na nuvem. Quando Deus nos cerca e nos coloca contra a parede, quando sua voz atinge o mistério mais profundo de nós mesmos, tudo pode ser diferente. Temos receio de lançarmo-nos de corpo inteiro na louca aventura da fé. A claridade de Deus nos ofusca e temos medo de não suportar. Ele nos seduz, mas temos medo de sermos seduzidos. Ora, vivemos nesse mundo para habilitar-nos a viver na Claridade. Ela será nossa pátria.

 “Este é meu filho amado no qual eu pus todo o meu agrado, escutai-o”. No coração da Quaresma, no alto da montanha, em clima de recolhimento e silêncio somos convidados a abrir nossa intimidade à audição do Filho amado. Escutar é mais do que acolher sons que chegam ao nosso aparelho auditivo. Trata-se de dar hospitalidade ao Mistério de Deus que se avizinha. E tirar todas as consequências.

 Aqui se insere todo o capítulo do seguimento de Jesus, do aprendizado de ser discípulo. Temos convicção de que não podemos viver apenas de uma fé infantil, não trabalhada, não assumida pessoalmente. Estamos convencidos de que precisamos ser discípulos. Bom seria se pudéssemos viver numa comunidade de pessoas sinceras e transparentes e respirarmos o mesmo ar de busca sem pieguices e infantilismos.

 “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do homem enha ressuscitado dos mortos”. Jesus não que os privilegiados discípulos divulguem o que experenciaram. Aquele não passava de um momento. Haveria uma outra montanha: Gólgota, Calvário, Crâneo. Esse Jesus haveria de lá estar pregado ao madeiro, desfigurado, sem beleza, as pessoas virando o rosto ao verem tanta feiura. Tudo vai terminar na entrega: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.

 “Mais do que nunca devemos atender ao apelo evangélico: Este é o meu Filho amado, de quem me agrado. Escutar”. Devemos parar, fazer silêncio e escutar mais a Deus revelado em Jesus Cristo. Esta escuta interior ajuda a viver a verdade, a saborear a vida em suas raízes, e não esbanja-la de qualquer maneira, a não passar superficialmente diante do essencial. Escutando a Deus encarnado em Jesus descobrimos nossa pequenez e pobreza, mas também nossa grandeza de seres amados infinitamente por Ele (Pagola, Mateus, p. 217).

 Escutar o Senhor é nascer para um mundo novo…

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Texto para meditação

Ouvir o silêncio

Diria isto: por vezes o que nos aproxima da autenticidade é o continuar, por vezes o parar. E só o saberemos no exercício paciente e inacabado da escuta. Mas esta audição de nós mesmos não se faz sem coragem e sem esvaziamento, E não podemos estar à espera de condições ideais. Acredito naquilo que o músico John Cage deixou escrito: em nenhuma parte do espaço ou do tempo existe isso que, de forma idealizada, nós chamamos de silêncio. À nossa volta tudo é som, por muito que tentemos encontrar um silêncio. E do mesmo modo se expressou Kafka, falando de sua trincheira, a literatura: “Nunca conseguimos estar o suficientemente sozinhos quando escrevemos, até mesmo a noite nunca é noite nunca é noite o suficiente”. Aquilo que chamamos de silêncio só se torna real e efetivo através de um processo de despojamento interior, e de nenhuma outra maneira”. (José Tolentino Mendonça – A mística do instante, Paulinas, p. 118)

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Para rezar

Desfigurações e transfigurações
Rostos desfigurados:
doentes se contorcendo no leito do sofrimentos,
migrantes sacudidos pelas turbulências vida,
meninos e meninas sofrendo abuso sexual,
crianças que perderam os pais na guerra d tráfico,
farrapos humanos encontrados mortos depois de um sequestro.
Rostos transfigurados:
pessoas em oração,
religiosa idosa sentada no quintal olhando as borboletas,
gente com rosto bonito visitando os abandonados,
pessoas livres de si mesmas.

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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Leão XIV sobre os Exercícios espirituais:

experiência profunda, senti-me convidado a refletir

Leão XIV interveio espontaneamente no final da semana de reflexão para a Quaresma na Capela Paulina com a Cúria Romana: “encontrarmo-nos todos juntos, um momento muito importante da nossa vida”. O Pontífice agradeceu ao pregador Erik Varden pelas meditações centradas no testemunho da vida monástica e destacou os temas da esperança, da liberdade e da verdade. Por fim, citando São Paulo, exortou a comportar-se “de maneira digna do Evangelho de Cristo”.

“Devo reconhecer que, pessoalmente, em alguns momentos, senti-me particularmente convidado a refletir. Por exemplo, esta manhã, quando falava da eleição do Papa Eugênio III e São Bernardo, ele disse: ‘O que vocês fizeram? Que Deus tenha piedade de vocês’”. Com uma breve intervenção improvisada – e uma piada que provocou o sorriso dos membros da Cúria Romana presentes na Capela Paulina –, Leão XIV concluiu esta noite, 27 de fevereiro, a semana de Exercícios Espirituais da Quaresma, iniciada na tarde do último domingo. O Pontífice interveio à noite, após a décima primeira e última meditação do pregador dom Erik Varden, bispo de Trondheim, na Noruega, a quem Leão expressou profunda gratidão por ter acompanhado ele e a Cúria nestes dias de oração e reflexão.

Experiência profunda

“Uma experiência profunda, espiritual, muito importante em nosso caminho quaresmal”, assim definiu Leão XIV os Exercícios, realizados em um local simbólico: a Capela Paulina. Ou seja, a capela onde todos os cardeais se reuniram em 8 de maio de 2025 – dia da eleição de Robert Francis Prevost – para a celebração eucarística. O que impressionou o Papa, hoje como então, foi a inscrição do versículo da Carta de São Paulo aos Filipenses: “para mim, viver é Cristo e morrer é lucro”. Uma leitura bíblica que Leão disse ter retomado durante os Exercícios Espirituais como “reflexão sobre a esperança e sobre a verdadeira fonte da esperança que é Cristo”. Do escrito paulino, o Papa citou também outra passagem, aquela em que o apóstolo exorta: “Comportem-se, portanto, de maneira digna do Evangelho de Cristo”. É precisamente este o convite que Leão XIV dirigiu a todos no final destes dias de oração: “Comportem-se, portanto, de maneira digna do Evangelho de Cristo”.

O Papa Leão XIV agradece ao pregador Varden   (@Vatican Media)


Liberdade, verdade, esperança

“Com esse espírito de comunhão, todos nós reunidos trabalhamos juntos”, disse ainda o Papa. Às vezes estamos “separados”, portanto, “encontrar-nos em oração” é “um momento muito importante da nossa vida, refletindo sobre tantas questões que são importantes para a nossa vida e para a Igreja”. Recordando rapidamente os dias que acabaram de passar, o Papa Leão retomou alguns dos temas que surgiram durante as onze meditações, começando pela referência a John Henry Newman, o cardeal inglês que ele proclamou Doutor da Igreja, e o poema “O sonho de Geronzio”, onde o teólogo leva o leitor a “contemplar seu próprio medo da morte e seu próprio sentimento de indignidade diante de Deus”. Depois, outros elementos como “a liberdade” e “a verdade” que, sublinhou, são “tão importantes na nossa vida”.

Encerramento dos Exercícios   (@Vatican Media)

O agradecimento à música que eleva o espírito a Deus

Ao concluir seu discurso improvisado, o Pontífice agradeceu novamente a dom Varden por ter compartilhado a “sabedoria” e o “testemunho” dele e da vida monástica de São Bernardo, pela “riqueza de suas reflexões” que continuarão por muito tempo a ser “fonte de bênção” e “de graça”. Agradecimento também aos colaboradores do Escritório de Celebrações Litúrgicas pela preparação do material e ao coro por ter acompanhado a oração com música, que, como destacou o Papa, “nos ajuda de uma maneira que as palavras não podem fazer, elevando nosso espírito ao Senhor”.

Salvatore Cernuzio – Vatican News

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Veja:
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                                          Fonte: vaticannews.va   Fotos e vídeo: (@Vatican Media

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis (MG):

Horários de missa e outros eventos

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Dia 28 - Sábado

17h - Missa na comunidade do Uruguaia

19h - Missa na matriz   19h - Missa na igreja de São Francisco

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Dia 1º de março - 2º Domingo da Quaresma

7h - Missa na matriz          9h - Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges      18h - Missa na igreja de Santo Antônio

19h - Missa na matriz

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Segundo Domingo da Quaresma:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Gn 12,1-4a

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. Farei de ti um grande povo e te abençoarei; engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”. E Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito.

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Responsório: Sl 32

— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!

— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!

— Pois reta é a palavra do Senhor,/ e tudo o que ele faz merece fé./ Deus ama o direito e a justiça,/ transborda em toda a terra a sua graça.

— Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,/ e que confiam esperando em seu amor,/ para da morte libertar as suas vidas/ e alimentá-los quando é tempo de penúria.

— No Senhor nós esperamos confiantes,/ porque ele é nosso auxílio e proteção!/ Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ da mesma forma que em vós nós esperamos!

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2ª Leitura: 2Tm 1,8b-10

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo

Caríssimo: Sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 9Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade. 10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho.

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Evangelho: Mt 17,1-9

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, os irmãos Tiago e João, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E se transfigurou diante deles: o seu rosto brilhou como o sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisso lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra, e disse a Jesus: «Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.» Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra, e da nuvem saiu uma voz que dizia: «Este é o meu Filho amado, que muito me agrada. Escutem o que ele diz.» Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito assustados, e caíram com o rosto por terra. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: «Levantem-se, e não tenham medo.» Os discípulos ergueram os olhos, e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou-lhes: «Não contem a ninguém essa visão, até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos.»

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Reflexão do padre Johan Konings:

Vocação e Promessa

Viver é ser chamado por Deus a entregar-se à sua palavra. No Antigo Testamento, Abraão é o exemplo disso. Tem de deixar toda segurança e confiar-se cegamente à promessa de Deus (1ª leitura). Jesus, no Novo Testamento, é a plentitude dessa atitude (evangelho). Antes de iniciar seu caminho rumo a Jerusalém, ele encontra Deus na oração, na montanha. Aí, Deus o confirma na sua vocação.

E, ao mesmo tempo, dá aos discípulos segurança para que sigam Jesus: mostra-lhes Jesus transfigurado pela glória e proclama que este seu Filho é o portador de seu bem-querer, de seu projeto. Se incluímos em nossa meditação a 2ª leitura de hoje, aprendemos que nossa “santa vocação” não é um peso, mas uma graça de Deus. Portanto, não deve nos assustar.

A prática cristã exige conversão permanente, para largarmos as falsas seguranças que a publicidade da sociedade consumista e as ideologias do proveito próprio e do egoísmo generalizado nos prometem, para arriscar uma nova caminhada, unida a Cristo e junto com os irmãos. Somos convidados a dar ouvidos ao Filho de Deus, como diz o evangelho, e a receber de Cristo nossa vocação, para caminhar atrás dele – até a glória, passando pela cruz. Assim como Abraão escutou a voz de Deus e saiu de sua cidade em busca da terra que Deus lhe prometeu, devemos também nós largar o que nos prende, para seguir o chamado do Senhor.

Isso é impossível sem renúncia (para usar um termo que saiu de moda). Renúncia não é algo negativo, mas positivo: é a liberdade que nos permite escolher um bem maior. Isso vale para ricos e pobres. De fato, o povo explorado deve descobrir a renúncia libertadora. Não privação, mas renúncia. O povo precisa renunciar ao medo, ao individualismo e a outros vícios que aprende dos poderosos. Então saberá assumir sua vocação. E os ricos e poderosos, se quiserem ser discípulos do Cristo, terão de considerar aquilo que possuem como um meio, não para dormir, mas para servir mais, colocando-o à disposição de uma sociedade mais justa e mais fraterna.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

SBCC, UFN e CNBB lançam curso de extensão online e gratuito

sobre Inteligência Artificial e missão pastoral

Em parceria inédita, a Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos (SBCC), a Universidade Franciscana (UFN) e o Setor Universidades da CNBB e com apoio da ANEC (Associação Nacional de Educação Católica) promovem o curso “Inteligência Artificial e missão pastoral: caminhos para um discernimento sinodal”. A iniciativa reafirma o compromisso da Igreja com o diálogo entre fé e ciência diante dos desafios do mundo contemporâneo.

Com inscrições gratuitas, a formação acontece de 24 de fevereiro a 12 de março, em formato EaD, com encontros às quartas-feiras, das 20h às 22h — totalizando 12 horas de conteúdo com certificação.

O curso oferece uma introdução acessível aos fundamentos da Inteligência Artificial e uma reflexão pastoral sobre seus impactos, limites e possibilidades na evangelização e na missão eclesial. Inspirada no magistério recente da Igreja, a proposta sublinha que a IA não substitui a inteligência humana nem possui moralidade própria, exigindo discernimento ético e responsabilidade em sua aplicação.

A quem se destina

A formação é voltada a bispos, padres, religiosos e religiosas, agentes de pastoral — especialmente da Pastoral da Comunicação e da Pastoral Universitária —, gestores, professores e profissionais da educação católica, além de pessoas com formação superior interessadas no tema.

Programação

24/02 — Inteligência Artificial e Missão Eclesial: impactos, limites e responsabilidade social da Igreja. Palestrante: Dom Edson Oriolo

26/02 — Fundamentos e evolução da IA: conceitos centrais para não especialistas. Palestrante: Prof. Dr. Rodrigo Clemente (UFPR)

03/03 — Sinodalidade e cultura digital: magistério recente e discernimento pastoral. Palestrante: Pe. Danilo Pinto (Fundação Dom Avelar/ INAPAZ)

05/03 — IA na comunicação e na evangelização: estratégias e desafios. Palestrante: Ms. Janaína Santos (Celam)

10/03 — Princípios éticos e critérios para o uso responsável da IA. Palestrante: Prof. Dr. Everthon Oliveira (CEFET-MG)

12/03 — Seminário integrador e orientações para o Módulo II. Palestrantes: Prof. Dr. Márcio Paulo Cenci (UFN)

Mais informações e inscrições

proext@ufn.edu.br | (55) 3220-1253 | www.ufn.edu.br

https://site.ufn.edu.br/pagina/inscricoes-abertas-para-capacitacao-em-ia-e-missao-pastoral

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                                                                                                          Fonte: cnbb.org.br

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Palavras esclarecedoras do Papa Leão XIV:

mesmo quem não tem fé pode ser alguém que procura Deus

Leão XIV responde na edição de fevereiro da revista “Piazza San Pietro” à carta de um homem que se define como “um ateu que ama a Deus”: o verdadeiro problema não é acreditar ou não acreditar em Deus, mas buscá-Lo, e é aí que reside a dignidade e a beleza da nossa vida.

“Não pode ser ateu quem ama a Deus, quem O busca com coração sincero”. Assim responde o Papa Leão, citando Santo Agostinho, a Rocco de Reggio Calabria - sul da Itália -, que enviou uma carta à revista “Piazza San Pietro”, editada pela Basílica Vaticana. Na edição de fevereiro, o Pontífice agradece pela poesia de Rocco, que pede ajuda e questiona se é possível definir-se ateu e, ao mesmo tempo, amar a Deus.

Encontrar Deus dentro de si mesmo

“Acredito que não acredito, absolutamente certo do nada, continuo a ansiar por Deus. O meu drama – acrescenta Rocco na sua poesia – é Deus! A minha inquietação é Deus!”. “O que você afirma – responde o Papa – me fez lembrar imediatamente o que meu amado pai Santo Agostinho escreve nas Confissões: ‘Tu estavas dentro de mim, e eu fora. E lá eu te procurava’”. Uma citação que bem destaca como a busca por Deus é desejo.

Na busca de seu rosto reside a dignidade da vida humana

“O verdadeiro problema da fé – continua Leão XIV – não é acreditar ou não acreditar em Deus, mas procurá-Lo! Ele deixa-se encontrar pelo coração que O procura e, talvez, a distinção correta a fazer não seja tanto entre crentes e não crentes, mas entre aqueles que procuram e aqueles que não procuram Deus”. E então o Papa acrescenta que se pode pensar que se é crente sem buscar o rosto de Deus e, portanto, sem amá-lo; ao contrário, pode-se estar convencido de não acreditar e, em vez disso, “ser um buscador ardente de seu rosto, amá-lo – conclui dirigindo-se a Rocco – como você faz. Eis que todos nós somos desejosos de Amor, buscadores de Deus. E aqui reside a dignidade e a beleza de nossa vida”.

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                                                         Fonte: vaticannews.va   Foto: (@Vatican Media

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Catequese com o padre Zezinho:

Noites de louvor e noites de solidariedade

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Com o Jesualdo, ao frequentar as noites de louvor e as noites de solidariedade acabaram as suas noites de solidão.

Os dois filhos em Portugal em Coimbra e a esposa Semíramis há três anos no Céu, a casa ficou vazia.

Ele que não era muito de rezar além da missa das 9 horas na paróquia, aceitou o convite do Heitor, também ele viúvo. Ambos, donos de lojas em São Paulo, foram ver alguns católicos em ação. Há vários movimentos católicos que ajudam os pobres. Não pense só no seu grupo! São centenas os que oram e colaboram!

Jesualdo descobriu que aqueles católicos de oração também eram católicos de ação! Depois daquele sábado sua PIEDADE passou a rimar com SOLIDARIEDADE.

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Não sendo nem de centro, nem de esquerda e nem de direita, Jesualdo e Heitor não tinham políticos nem partidos de estimação. Mas depois daquelas noites começaram a estimar mais a Igreja que vai aos pobres. Ouviram os Papas…

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Os cobertores e os ingredientes da sopa das sextas-feiras ficaram a cargo deles. Outros católicos já tinham assumido as sopas da quarta e os lanches do domingo. Nos outros dias iam ao CEASA e aos sítios onde se desperdiça muita coisa.

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O jovem pároco era dinâmico e simpático. Pronto! Para eles continuava a saudade das esposas, mas acabaram as noites de solidão! Até dormir nas outras noites o Jesualdo conseguiu.

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Catolicismo sólido não deixa a fé resvalar para partidos e ideologias.

Ela segura os terrenos aluviosos. Vai fundo na oração e na ação!

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Católicos sólidos oram pelos pobres e vão lá ver o que os verdadeiros pobres têm nos armários e nas geladeiras …

Com um salário de R$2.300,00 e com seis pessoas família: esposa e sogra doentes , dois filhos na escola, aluguel de preferia acima dos 700 reais muitos não chegam nem perto de ter moradia decente e comida que sustenta.

O governo do Estado dá um subsídio que não cobre tudo. É aí que entram os católicos que oram e colaboram! Perto deles ninguém passa fome. Há evangélicos e até muçulmanos que fazem o mesmo!

A religião não precisa rimar com solidão. Também pode rimar com SOLUÇÃO!…

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc