quarta-feira, 20 de maio de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 21 - Quinta-feira

  19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração na comunidade de Áreas

19h - Celebração na comunidade da Penha

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Dia 22 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

15h - Missa em louvor a Santa Rita de Cássia na matriz

19h - Celebração no Residencial I - Santa Marta

19h - Celebração na comunidade dos Cochos

19h - Celebração na comunidade do Ribeirão Vermelho

19h - Grupo de oração maranathá na capela da Soledade

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Dia 23 - Sábado

15h -  Atendimento de confissões de adultos para a Crisma na matriz

19h -  Missa na matriz

19h - Celebração na comunidade São Geraldo

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Dia 24 - Domingo de Pentecostes

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz com a 1ª Eucaristia e Crisma de adultos

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Leão XIV na catequese desta quarta-feira:

a liturgia celebrada deve ser traduzida em vida

O Papa iniciou um ciclo de catequeses sobre a Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium. A "liturgia está ao serviço do mistério de Cristo" e "sustenta os fiéis, mergulhando-os sempre e de novo na Páscoa do Senhor". De acordo com o Papa, "a participação dos fiéis na ação litúrgica é simultaneamente «interior» e «exterior»" e exige "uma existência fiel, capaz de concretizar o que foi vivido na celebração".

O Papa Leão XIV iniciou na Audiência Geral desta quarta-feira (20/05), realizada na Praça São Pedro, uma série de catequeses sobre o primeiro documento promulgado pelo Concílio Vaticano II: a Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium.

“Ao elaborar esta Constituição, os Padres conciliares pretenderam não só empreender uma reforma dos ritos, mas também conduzir a Igreja a contemplar e a aprofundar aquele vínculo vivo que a constitui e a une: o mistério de Cristo.”

Cristo, princípio interior do mistério da Igreja

"A liturgia, com efeito, toca o próprio coração deste mistério: ela é simultaneamente o espaço, o tempo e o contexto em que a Igreja recebe de Cristo a sua própria vida", frisou o Papa, recordando o "Mistério cristão: o evento pascal, ou seja, a paixão, a morte, a ressurreição e a glorificação de Cristo, que precisamente na liturgia nos é tornado sacramentalmente presente, de modo que cada vez que participamos na assembleia reunida 'em seu nome' estamos imersos neste Mistério".

“O próprio Cristo é o princípio interior do mistério da Igreja, povo santo de Deus, nascido do seu lado traspassado na cruz. Na santa liturgia, com o poder do seu Espírito, Ele continua a agir. Santifica e associa a Igreja, sua esposa, à sua oferta ao Pai. Exerce o seu sacerdócio absolutamente único, Ele que está presente na Palavra proclamada, nos sacramentos, nos ministros que celebram, na comunidade reunida e, em grau supremo, na Eucaristia.”

A seguir, Leão XIV recorda "que, segundo Santo Agostinho, ao celebrar a Eucaristia, a Igreja «recebe o Corpo do Senhor e torna-se aquilo que recebe»: torna-se o Corpo de Cristo, «morada de Deus, por meio do Espírito». Esta é «a obra da nossa Redenção», que nos configura a Cristo e nos edifica na comunhão".

"Na sagrada liturgia, essa comunhão realiza-se «por meio duma boa compreensão dos ritos e orações»", disse o Papa, citando o número 48 da Sacrosanctum Concilium. "A ritualidade da Igreja expressa a sua fé e ao mesmo tempo, molda a identidade eclesial", sublinhou.

"Se a liturgia está ao serviço do mistério de Cristo, compreende-se por que razão foi definida como «simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força». É verdade que a ação da Igreja não se limita apenas à liturgia; no entanto, todas as suas atividades, a pregação, o serviço aos pobres, o acompanhamento das realidades humanas, convergem para este «culminar»", disse ainda Leão XIV.

Concretizar o que foi vivido na celebração

De acordo com o Papa, "no sentido inverso, a liturgia sustenta os fiéis, mergulhando-os sempre e de novo na Páscoa do Senhor e, por isso, através da proclamação da Palavra, da celebração dos sacramentos e da oração comum, eles são revigorados, encorajados e renovados no seu empenho de fé e na sua missão. Por outras palavras, a participação dos fiéis na ação litúrgica é simultaneamente «interior» e «exterior»", disse o Pontífice, acrescentando:

“Isso significa também que ela é chamada a manifestar-se concretamente ao longo de toda a vida quotidiana, numa dinâmica ética e espiritual, de modo que a liturgia celebrada se traduza em vida e exija uma existência fiel, capaz de concretizar o que foi vivido na celebração: é assim que a nossa vida se torna «sacrifício vivo, santo, agradável a Deus», realizando o nosso «culto espiritual».”

"Desta forma, a liturgia «edifica os que estão na Igreja em templo santo no Senhor» e forma uma comunidade aberta e acolhedora para com todos. Ela é, de fato, habitada pelo Espírito Santo, introduz-nos na vida de Cristo, torna-nos o seu Corpo e, em todas as suas dimensões, representa um sinal da unidade de toda a humanidade em Cristo", disse ainda o Papa Leão.

Por fim, Leão XIV convidou a nos deixar "moldar interiormente pelos ritos, pelos símbolos, pelos gestos e, sobretudo, pela presença viva de Cristo na liturgia", sublinhando que outros aprofundamentos serão feitos nas próximas catequeses.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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Papa Leão XIV recorda

encíclica de João Paulo II sobre o Espírito Santo

Às vésperas da festa de Pentecostes, Papa Leão XIV recorda a Carta Encíclica Dominum et vivificantem do Sumo Pontífice João Paulo II sobre o Espírito Santo na vida da Igreja e do mundo.

Na Audiência Geral desta quarta-feira, 20, o Papa Leão XIV fez referência à encíclica Dominum et Vivificantem, publicada por São João Paulo II em 1986 e dedicada ao Espírito Santo. O Santo Padre, ao saudar os peregrinos de língua polaca, recordou que “há quarenta anos, São João Paulo II publicou a encíclica Dominum et Vivificantem, na qual recordava que o Espírito Santo é a luz dos corações e nos permite chamar o bem e o mal pelo nome". E continuou “Enquanto aguardamos  Pentecostes, peçamos ao Espírito de Deus para despertar as consciências humanas com seus dons para nos afastar da injustiça, da violência e da guerra, e de renovar a face da Terra.” A citação foi em um momento significativo para a Igreja, que se prepara para celebrar a solenidade de Pentecostes no próximo domingo.

O documento, cujo título significa “O Senhor que dá a vida”, é considerado um dos textos mais importantes do magistério contemporâneo sobre a ação do Espírito Santo na vida da Igreja. Na encíclica, João Paulo II destaca que o Espírito Santo continua agindo na história humana, conduzindo os fiéis à verdade, à unidade e à renovação espiritual.

A encíclica mostra o Espírito Santo presente desde a criação do mundo até a missão salvadora de Cristo e a continuidade da Igreja. Entre os principais temas estão a relação do Espírito Santo com a Santíssima Trindade, sua atuação na Encarnação e na missão de Jesus, a presença do Espírito na consciência humana, no combate ao pecado e na renovação espiritual da humanidade. A encíclica também enfatiza que o Espírito Santo conduz a Igreja na evangelização, fortalece a unidade entre os cristãos e inspira esperança diante dos desafios do mundo contemporâneo.

Ao recordar o texto durante a catequese, Leão XIV retomou justamente essa dimensão viva da presença do Espírito Santo, em sintonia com o caminho litúrgico que conduz os cristãos à festa de Pentecostes, celebrada cinquenta dias após a Páscoa.

Durante a audiência geral, o Papa deu início a um novo documento no ciclo de catequeses inspirado no Concílico Vaticano II. Nesta quarta-feira, o Santo Padre iniciou as reflexões sobre a constituição conciliar Sacrosanctum Concilium, documento dedicado à Sagrada Liturgia. O texto, promulgado em 1963 por São Paulo VI, foi fundamental para a renovação litúrgica da Igreja e reforça a importância da participação ativa nas celebrações.

Pentecostes recorda a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos no Cenáculo, narrada nos Atos dos Apóstolos. A partir daquele momento, os discípulos deixam o medo e começam a anunciar publicamente o Evangelho.

A proximidade da celebração ajuda também a compreender a atual insistência do Papa sobre o papel do Espírito Santo na vida da Igreja. Em diversas intervenções recentes, Leão XIV tem destacado a necessidade de uma Igreja aberta à escuta, à missão e à esperança, conduzida não apenas por estruturas humanas, mas pela ação do Espírito.

Na Dominum et Vivificantem, João Paulo II afirma que o Espírito Santo é aquele que “convence o mundo quanto ao pecado” e ao mesmo tempo renova a face da terra, despertando no coração humano o desejo de Deus.

A referência feita pelo Papa Leão XIV nesta audiência geral reforça o convite aos fiéis para viverem intensamente o tempo que antecede Pentecostes, buscando renovar a própria fé e abrir espaço para a ação do Espírito Santo no cotidiano da vida cristã.

Camila Morais - Cidade do Vaticano

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Fonte: vaticanews.va     Vídeo e foto: (@Vatican Media)

terça-feira, 19 de maio de 2026

Catequese para esta semana:

O que aconteceu entre a Ascensão e o Pentecostes?

Maria e os apóstolos ficaram em oração esperando o Santo Espírito, promessa de Cristo para todos nós

Escrito por Alberto Andrade - Editado por Beatriz Nery

“Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Paráclito para ficar sempre convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece. Mas vós o conheceis, porque ele mora convosco e estará em vós” (Jo 14,16-17

No domingo seguinte à Ascensão do Senhor, a Igreja festeja a Solenidade de Pentecostes, a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, que estavam reunidos no mesmo lugar, em Jerusalém, como um vento impetuoso, que encheu toda a casa e onde apareceram como que línguas de fogo que pousavam sobre cada um deles e ficaram repletos deste Paráclito e Defensor.

Pentecostes é a festa da unidade na diversidade, é a festa da luz diante das trevas do pecado e da morte. É a festa do amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. Listamos aqui os fatos que aconteceram neste intervalo, do que os apóstolos fizeram entre a Ascensão de Jesus e o Pentecostes.

Dedicação total à oração

Quando o Senhor elevou-se ao Céu, os discípulos e Nossa Senhora deixaram o Monte das Oliveiras, voltaram a Jerusalém e se reuniram no Cenáculo para orar, local onde Cristo realizou a Última Ceia, às vésperas de sua crucificação.

“Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, o Zelota; e Judas, filho de Tiago. Todos estes, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos dele”. (At 1, 12-14

Matias no lugar de Judas

Além de continuarem nas orações, as atividades dos seguidores de Cristo continuaram, como é relatado nos Atos dos Apóstolos, quando Matias é eleito para substituir Judas Iscariotes, após trair Jesus por algumas moedas.

Sua eleição foi feita por um sorteio, após a Ascensão do Senhor, pela proposta de Pedro, que em poucas palavras fixou três requisitos para o ministério apostólico: pertencer ao grupo de Jesus desde o começo, ser chamado e enviado.

“Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste para ocupar o lugar que Judas abandonou, no ministério do apostolado, para dirigir-se ao lugar que era o seu. Lançaram sortes sobre eles, e a sorte veio a cair em Matias, que foi então contado entre os doze apóstolos”. (At 1, 24-26)

A preparação da festa judaica de Pentecostes

Os discípulos e Nossa Senhora também fizeram os preparativos necessários para o pentekosté, nome grego para o festival conhecido como Festa das Semanas ou Festa da Colheita, quando o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da Aliança do Sinai.

Trata-se, juntamente com o Pessach (Páscoa Judaica) e o Sucot (Festa das Tendas), de uma das três festas de peregrinação de Israel, durante as quais cada homem adulto era obrigado a estar presente em Jerusalém (Ex 23, 14-17). 

Isso ajuda a explicar por que estavam todos presentes na cidade e também nos dá uma ideia do que podem ter feito durante aquele período.

A partir desse momento, da efusão do Santo Espírito, nasce a Igreja Missionária, que conta com os discípulos para anunciar o Reino de Deus. Jesus deu o exemplo, pregou a Boa Nova, se entregou à morte na cruz e, a partir da sua Ressurreição, deu a missão de evangelizar aos discípulos. Mas não os deixou jogados à própria sorte, pois enviou o Espírito Santo.

Este é o dom dado por Deus para que possamos guardar e compreender as palavras de Jesus. Através desse espírito, os discípulos compreenderam a linguagem do amor. É esse amor, anunciado por Cristo em todos os seus atos, até se entregar à morte na cruz, que deve ser o sinal do cristão.

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Assista:


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Fonte: A12.com     Imagem: salvemariaimaculada.com.br

O Papa responde a um jovem "inquieto":

o tempo é um mestre e cura as feridas

Leão XIV responde a um estudante calabrês na revista "Piazza San Pietro" que sente "tanta inquietação e confusão, que afeta principalmente as relações e os laços" construídos "ao longo do tempo". O Pontífice tranquiliza: "O Senhor não decepciona os desejos que Ele mesmo acendeu no coração".

Papa Leão XIV durante o encontro com os jovens da Diocese de Roma (foto de arquivo)  (ANSA)

"Não se apresse em compreender tudo de uma vez. O tempo é um mestre paciente e cura as feridas. A oração diária, mesmo que simples e breve, a escuta da Palavra de Deus, a celebração dos sacramentos e o convívio com pessoas sábias ajudarão você a reconhecer quais relações valorizar e fazer crescer, e quais cultivar sem julgamento." Este foi o conselho de Leão XIV a Pietro, um jovem estudante de Reggio Calabria. Numa carta publicada na revista Piazza San Pietro, da Basílica Vaticana, dirigida pelo franciscano conventual Enzo Fortunato, ele confidenciou ao Pontífice que sentia "muita inquietação e confusão interior", especialmente no que diz respeito às relações e aos laços construídos ao longo do tempo.

"Você é amado por Jesus"

"Tenho medo", escreve Pietro na edição de maio, "de perder todas as amizades que conquistei nesta fase da minha vida, não só na escola, mas também na paróquia e no meu dia a dia." O Papa tranquiliza o jovem, lembrando-o: "Você é amado por Jesus. Não de forma abstrata, mas pessoalmente, exatamente como você é hoje, com suas perguntas e seus sonhos, seus medos e seus desejos. Esse amor o precede e sempre o acompanhará; não depende das escolhas que você irá fazer ou dos caminhos que você percorrerá", acrescenta o Bispo de Roma, recordando que "Jesus conhece bem a experiência da amizade. Ele chamou seus discípulos de amigos, compartilhou o pão e a caminhada com eles, foi amigo de Lázaro, Marta e Maria. Ele viveu laços verdadeiros e autênticos, até mesmo ao ponto de viver a luta da separação e da traição."

Por isso, continua o Papa, “Jesus seria o primeiro a compreender o seu medo de perder as amizades que marcaram estes anos. Para você, nem tudo permanecerá igual, mas o que foi autêntico não se perde; aliás, o verdadeiro amor não se dissolve e permanece para sempre, amadurecendo mesmo quando muda de forma”. Na carta, Pietro confidencia que sonha “em caminhar com alguém na estrada” do amor de Cristo, mas — continua ele — “as minhas certezas relacionais estão vacilando; temo não conseguir sequer discernir quais são os laços autênticos que valem a pena preservar e nutrir e quais são os menos sinceros dos quais posso prescindir. Santo Padre”, conclui a carta, “por tudo isto e pelo meu futuro imediato, peço-lhe que interceda por mim, para que eu possa compreender como conviver com este sentimento de inquietação e nostalgia que me acompanha e ser capaz de seguir serenamente o meu caminho, fazendo sempre a vontade de Deus”.

A família: um dom precioso para a Igreja

Em sua resposta, o Papa tranquiliza o jovem, destacando como seu sonho "de uma família fundada no amor de Cristo" é também um dom precioso para a Igreja; proteja-o com confiança. O Senhor não decepciona os desejos que Ele mesmo acendeu no coração. Asseguro-lhe minhas orações. Peço para você a graça da paz interior, da confiança e de uma visão clara de sua vida. Confio-o a Maria", conclui Leão XIV, "que, ainda jovem, aprendeu a confiar, apesar de guardar no coração perguntas maiores do que Ela."

Francesco Ricupero – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Fotos: ANSA

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Magnifica humanitas,

a primeira encíclica de Leão XIV. Publicação em 25 de maio

O documento sobre o tema "da salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial" foi assinado pelo Papa em 15 de maio, aniversário da encíclica Rerum Novarum de Leão XIII. A apresentação ocorrerá na próxima segunda-feira, no Salão Novo do Sínodo, na presença do Papa.

"Magnifica humanitas". Este é o título da primeira encíclica de Leão XIV, "sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial". O documento será publicado em 25 de maio e leva a assinatura do Papa com a data de 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII.

A apresentação de "Magnifica humanitas" ocorrerá no mesmo dia de sua publicação, 25 de maio, às 11h30, no Salão Sinodal, com a presença do próprio Leão XIV.

Os oradores serão os cardeais Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, e Michael Czerny, S.J., prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Na sequência, a professora Anna Rowlands, teóloga e professora da Durham University, no Reino Unido; Christopher Olah, cofundador da Anthropic (EUA) e responsável pela pesquisa sobre a interpretabilidade da inteligência artificial; a professora Leocadie Lushombo i.t., docente de teologia política e pensamento social católico na Jesuit School of Theology de Santa Clara, Califórnia.

A conclusão da apresentação estará a cargo do cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin. Em seguida, haverá um discurso e uma bênção do Papa Leão XIV.

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Fonte: vaticanews.va     Fotos: (@Vatican Media)

A comunicação que nasce do coração:

um chamado à esperança 

Dom Anuar Battisti - Arcebispo Emérito de Maringá (PR)

Meus caros irmãos e irmãs em Cristo. Ao celebrarmos o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais, meu coração se enche de uma serena e profunda alegria. Já se passaram seis décadas desde que a Igreja, inspirada pelos ventos renovadores do Concílio Ecumênico Vaticano II, instituiu este dia para que pudéssemos refletir sobre o dom maravilhoso que é a capacidade humana de nos conectarmos, de partilharmos a vida e, sobretudo, de anunciarmos a Boa Nova. É um marco histórico que nos convida a olhar para trás com gratidão, mas também a olhar para o futuro com uma esperança renovada. 

Hoje, mais do que em qualquer outra época da história da humanidade, vivemos imersos em um vasto oceano de informações. A tecnologia encurtou as distâncias de uma maneira que nossos antepassados mal poderiam sonhar. Podemos falar com quem está do outro lado do mundo em frações de segundo. No entanto, o Santo Padre tem nos lembrado com profunda sabedoria, em sua mensagem para esta ocasião, que a verdadeira comunicação vai muito além da mera troca de dados virtuais. A comunicação autêntica não nasce nos teclados ou nas telas brilhantes; ela nasce e ganha vida no coração. 

Muitas vezes, em nosso cotidiano apressado, corremos o risco de nos tornarmos indivíduos incrivelmente “conectados”, porém profundamente isolados em nossas próprias ilhas. A tela do celular pode ser uma maravilhosa janela para o mundo, mas corremos o perigo de transformá-la em um espelho, onde buscamos enxergar apenas as nossas próprias opiniões e certezas. O convite da Igreja para este 60º Dia Mundial é, portanto, um chamado à comunhão verdadeira. Como cristãos, somos convidados a desarmar nossas palavras, a buscar a conciliação e a construir pontes exatamente onde o mundo, infelizmente, ainda insiste em erguer muros. 

A primeira e mais importante escola da comunicação é, sem dúvida, a nossa casa, a nossa família. É no convívio diário, no sentar-se à mesa, no olhar para os pais, para os filhos e para os avós, que aprendemos a conjugar o verbo amar. É ali que aprendemos a pedir licença, a pedir perdão e a dizer “muito obrigado”. Quando a comunicação familiar é permeada pelo respeito e pela ternura, ela transborda para a sociedade e a transforma de dentro para fora. 

Comunicar, na perspectiva do Evangelho, é acima de tudo um ato de amor. Quando abrimos a boca para falar, ou quando digitamos uma mensagem para enviar, devemos fazer a nós mesmos três breves perguntas: Isso edifica? Isso traz paz? Isso reflete a luz e a misericórdia de Cristo? Em um tempo em que o ruído excessivo muitas vezes sufoca a verdade, a nossa voz precisa ser um instrumento de pacificação. Não precisamos de mais confrontos ou de palavras que ferem; a humanidade anseia desesperadamente pelo bálsamo da compreensão mútua. 

O documento pontifício para este ano nos convida a resgatar a beleza da “escuta com o coração”. É um desafio exigente, porém belíssimo! Escutar não é apenas ficar em silêncio enquanto o outro fala, esperando ansiosamente a nossa vez de responder e argumentar. A verdadeira escuta exige um esvaziar-se de si mesmo para acolher com reverência o mistério e a dor do outro. Foi exatamente assim que Jesus caminhou entre nós. Ele escutava os marginalizados, os entristecidos, os aflitos. E, ao escutar com amor, Ele curava. Nós também podemos ser pequenos instrumentos dessa mesma cura através de uma escuta atenta e de palavras temperadas com a doçura do Espírito Santo. 

Que Nossa Senhora, a Virgem do Silêncio e da Palavra Encarnada, nos ensine a guardar em nossos corações aquilo que é bom e a proclamar com a nossa própria vida a alegria perene do Evangelho. Que cada família, e cada pessoa que lê estas singelas linhas, sinta-se chamada por Deus a ser um comunicador da esperança. O mundo ao seu redor precisa da sua palavra amiga, do seu sorriso acolhedor e do seu testemunho sereno de fé. 

Com minha bênção fraterna, 

Dom Anuar Battisti

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Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticannews.va

domingo, 17 de maio de 2026

Reflita com dom Lindomar:

O último lugar onde viram o Senhor


A despedida de Jesus no monte da Galileia e depois nas proximidades de Jerusalém é a lembrança de um evento que mais tarde revelará tudo. Pertencente àquela ordem misteriosa das ausências fecundas, em que alguém se retira para que sua presença, deixando de ser vista de fora, comece a trabalhar por dentro.

Os onze subiram ao monte que lhes fora indicado. Já não eram os mesmos homens que haviam fugido e fechado as portas, mas traziam aquele cansaço que sucede às grandes transformações do coração. Tinham visto a morte em toda a sua brutalidade e ouvido o silêncio da tarde cair sobre o Calvário. Tinham conhecido o sábado sem explicação, a lentidão das horas dormentes, a impressão de que todas as promessas haviam sido sepultadas junto com o corpo amado. E, no entanto, Ele estava ali.

“Quando o viram, prostraram-se; mas alguns duvidaram”. Como é humana, e por isso mesmo tão verdadeira, esta frase. A adoração e a dúvida ajoelhadas no mesmo chão é o retrato da fé e a hesitação convivendo no mesmo espaço. O coração querendo acreditar e a inteligência fadigando ante a última névoa da dor. Dificuldade de acreditar que a morte, tão exata em sua violência, tivesse sido desmentida.

E então Ele diz: “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra, portanto, ide.” Uma despedida que começa com um envio.

Quem ama e se despede costuma querer reter os seus e multiplicar recomendações, como se as palavras pudessem atrasar a ausência. Jesus, porém, despede-se abrindo o mundo para que os seus não fiquem fechados em suas lembranças, mas sejam lançados na estrada da missão para ser e fazer discípulos.

A despedida não é mais para consolar, mas para entregar uma tarefa. Mesmo sem compreender os discípulos são enviados. Isso os impedirá, mais tarde, de anunciar o Evangelho com arrogância, pois pesava em suas memórias o fato de que eles mesmos haviam sido alcançados na dispersão.

A melancolia daquela hora não estava em perder Jesus, pois Ele mesmo prometia permanecer. A melancolia vinha da consciência de que o modo antigo de o ter chegava ao fim. Já não poderiam retê-lo como antes, à beira do lago ou nas noites de pergunta e espanto. A intimidade afetuosa dos dias da Galileia entrava agora numa forma mais alta e mais exigente. Teriam de aprender a presença do ausente e a reconhecer o Mestre nos sinais, na Palavra, no pão, nos pobres, na assembleia, no Espírito que sopra onde quer.

Retirar uma forma de presença para inaugurar outra é uma das passagens delicadas da fé. Nós, que somos feitos de lembranças, sofremos quando a graça muda sua feição. Queremos o mesmo caminho, o mesmo modo, a mesma doçura antiga. Mas o Senhor nos educa e tira-nos da dependência sensível para nos introduzir numa fidelidade mais profunda e alargada.

Ele parte, mas permanece. Sobe, mas acompanha. Retira-se dos olhos, mas não da história. A esperança nasce dessa tensão. O Ressuscitado, antes de partir, quis acostumar-nos à nova gramática da sua presença. Não basta recordar, é preciso esperar e receber o Espírito Santo.

Há na Ascensão uma beleza quase dolorosa. Os discípulos permanecem olhando para o alto, como quem tenta conservar, no último contorno visível, a presença que se afasta. Tentativa falida de reter a imagem, fixá-la na memória, impedir que o tempo a desfizesse. Um desses instantes em que o olhar se torna avarento como se a memória pudesse defender-se contra a perda recolhendo minúcias. Por isso continuavam olhando.

Então aparecem dois homens vestidos de branco e impede que a saudade se transforme em melancolia. Os discípulos foram impedidos de permanecer prisioneiros do último lugar onde viram o Senhor. O céu para onde Ele subiu não os dispensa da terra para onde são enviados.

A esperança fica, então, estendida entre duas vindas. A primeira, humilde e pascal; a última, gloriosa e definitiva. Entre elas, vive a Igreja. Vive de memória e promessa, de saudade e missão. Ela sabe que o Esposo partiu, mas não a abandonou.

A despedida final de Jesus foi a passagem do Evangelho para a vida da Igreja. Enquanto os discípulos o viam subir, começava uma nova forma de existência – Cristo estaria no anúncio dos apóstolos, na água do batismo e na travessia de todos os que, mesmo sem tê-lo visto, continuariam amando-o.

O monte da Galileia e o monte da Ascensão formam, assim, uma única narrativa. Na Galileia, Jesus prometeu que estaria conosco até o fim dos tempos; em Jerusalém, anunciou que receberíamos o Espírito. As duas cenas se completam como duas faces de uma mesma despedida. E nós, seus discípulos, que tínhamos ficado olhando para o alto, descemos de novo para o chão duro da vida, pois a esperança católica não se sustenta apenas olhando para o céu, mas caminhando na terra com a certeza de que o céu já foi aberto.

A melancolia daquela hora era a penumbra entre a última visão e a primeira missão, entre o rosto que se retirava e o Espírito que viria, entre a saudade dos olhos e a confiança do coração.

Dom Lindomar Rocha Mota - Bispo de São Luís de Montes Belos (GO)

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Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticannews.va