sexta-feira, 31 de julho de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 1º de agosto - Sábado

14h -  Terço com as crianças no CPSJ

15h -  Momento de espiritualidade com acólitos e coroinhas na igreja matriz

18h -  Terço com o membros do Movimento dos Restauradores do Coração de Maria na matriz

19h -  Missa na matriz

19h -  Celebração na comunidade São Francisco

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Dia 2 - 18º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Intenção de oração do Papa para o mês de agosto:

rezemos para que ninguém
se sinta invisível nas grandes cidades

Na intenção de oração para o mês de agosto, divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa, Leão XIV convida os fiéis a rezarem para que, em meio ao anonimato e à solidão que marcam a vida urbana, surjam novas formas de anunciar o Evangelho e de construir comunidades acolhedoras, onde ninguém se sinta invisível.

“Rezemos para que, nas grandes cidades, muitas vezes marcadas pelo anonimato e pela solidão, encontremos novas formas de anunciar o Evangelho, descobrindo caminhos criativos para construir comunidade.”

Este é o convite de Leão XIV na intenção de oração para o mês de agosto, divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa em colaboração com o Dicastério para a Comunicação. O Pontífice pede aos fiéis que voltem o olhar para as grandes cidades, reconhecendo nelas não apenas os desafios da vida urbana, mas também um campo fecundo para a missão evangelizadora da Igreja.

Na oração, Leão XIV dirige-se a Jesus, o Bom Pastor, recordando que o Senhor percorre ruas e praças, entra nos edifícios altos e nos bairros mais humildes e acompanha, em silêncio, milhões de pessoas que procuram um sentido para a vida em meio ao ruído e à pressa. O Papa reconhece que, embora as cidades sejam chamadas a ser lugares de liberdade e oportunidades, elas também podem transformar-se em espaços de anonimato e isolamento. Por isso, pede a graça de um olhar renovado, capaz de descobrir na realidade urbana um terreno fértil para anunciar o Evangelho.

Tornar visível quem é esquecido

Ao concluir a oração, Leão XIV suplica o dom de uma fé "criativa e profunda", que não permaneça apenas nas palavras, mas se traduza em gestos concretos de proximidade. O Pontífice pede que a Igreja seja verdadeiramente "em saída", capaz de estender a mão às periferias, consolar quem vive na solidão e semear fraternidade onde prevalece a indiferença.

O Papa reza ainda para que as comunidades cristãs nas cidades se tornem "lares abertos e acolhedores", onde a esperança seja partilhada, "ninguém se sinta invisível" e a alegria do Evangelho ilumine a vida escondida de tantos irmãos e irmãs. A intenção reforça o chamado para uma evangelização que se faça presente no cotidiano, especialmente junto àqueles que passam despercebidos em meio às multidões.

Um dos grandes campos de missão do nosso tempo

Atualmente, cerca de 45% da população mundial vive em áreas urbanas, tornando as grandes cidades um dos maiores desafios e, ao mesmo tempo, uma das maiores oportunidades para a missão da Igreja. O crescimento das metrópoles trouxe consigo fenômenos como o isolamento social, relações cada vez mais superficiais e a perda do sentido de comunidade, realidade que afeta de modo particular os jovens, mesmo em uma sociedade permanentemente conectada pelas tecnologias digitais.

Nesse contexto, a intenção de oração de agosto convida os cristãos a testemunhar o Evangelho justamente onde a vida parece mais acelerada e impessoal. A proposta é redescobrir, no coração das cidades, espaços de encontro, proximidade e fraternidade, tornando visível o amor de Deus por meio de gestos simples, capazes de transformar a realidade ao redor. Como recordou Leão XIV no encontro anual da International Catholic Legislators Network, em agosto de 2025, "o futuro do florescimento humano depende de qual amor escolhemos para organizar a nossa sociedade: um amor egoísta, voltado para si mesmo, ou o amor a Deus e ao próximo". É essa escolha que, segundo o Papa, pode transformar as cidades em lugares onde a esperança, a solidariedade e o Evangelho encontrem espaço para florescer.

Thulio Fonseca – Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Vídeo: (@Vatican Media

Papa assina

a nova “Constituição” do Estado da Cidade do Vaticano

Leão XIV promulgou nesta sexta-feira, 31 de julho, uma nova Lei Fundamental, que substitui a de 2023 para responder à necessidade de “levar em consideração novas exigências de governo e algumas importantes alterações normativas ocorridas nos últimos anos”. A nova legislação incorpora em um único texto a modificação já introduzida pelo Motu Proprio de novembro de 2025, relativa à presidência da Pontifícia Comissão, que deixa de ser reservada exclusivamente aos cardeais.

O Papa Leão XIV assinou nesta sexta-feira, 31 de julho, memória de Santo Inácio de Loyola, a nova Lei Fundamental do Estado da Cidade do Vaticano que, conforme explica o preâmbulo, responde à necessidade de “levar em consideração novas exigências de governo e algumas importantes alterações normativas ocorridas nos últimos anos”. A norma entra em vigor imediatamente e substitui a anterior, vigente desde 13 de maio de 2023.

Nova norma sobre a presidência da Pontifícia Comissão

Promulgada de forma significativa por Leão XIV no início do seu pontificado, esta Lei confirma e integra essas modificações, que dizem respeito às funções legislativa, executiva e judiciária. Em particular, no que se refere à função legislativa, a nova legislação incorpora em um único texto a alteração já introduzida pelo Motu Proprio de 19 de novembro de 2025, relativa à presidência da Pontifícia Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano, organismo que exerce tanto a função legislativa quanto a executiva.

O Motu Proprio de 2025 e a nova Lei

Naquela ocasião, o Pontífice revogou o artigo 8, nº 1, da anterior Lei Fundamental do Estado da Cidade do Vaticano, que previa que apenas cardeais pudessem exercer o cargo de presidente da Comissão. Atualmente, a função é desempenhada pela irmã Raffaella Petrini, que também preside o Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano. O artigo 8 da nova Lei Fundamental estabelece, de fato, que “A Pontifícia Comissão é composta por cardeais e por outros membros, entre os quais o presidente, nomeados pelo Sumo Pontífice para um mandato de cinco anos”.

As funções executiva e judiciária

No que diz respeito à função executiva, por um lado é confirmada a missão do Governatorato que, por meio de sua estrutura organizacional, contribui para a missão própria do Estado e está a serviço do Sucessor de Pedro, a quem responde diretamente. Por outro lado, são especificadas as atribuições do presidente e do secretário-geral, bem como a relação de colaboração entre ambos. Quanto à função judiciária, o artigo 22, nº 1, confirma expressamente que o regime jurídico dos órgãos judiciais é estabelecido pela Lei sobre o Ordenamento Judiciário. Trata-se de uma legislação que, graças às importantes intervenções realizadas nos últimos anos, garante plenamente o serviço de administração da justiça.

Uma Lei para dar “fisionomia constitutiva” ao Estado

Com essa estrutura rigorosa, a nova Lei Fundamental, que, assim como as anteriores, foi elaborada, conforme especifica o preâmbulo, “para dar fisionomia constitutiva ao Estado da Cidade do Vaticano”, aos seus poderes e ao exercício das funções deles decorrentes, permanece como fundamento e referência de toda a legislação do Estado, confirmando a singularidade e a autonomia do ordenamento jurídico vaticano.

A missão do Governatorato

Ainda no preâmbulo da Lei, esclarece-se que é reafirmada “a missão do Governatorato, que contribui para a missão própria do Estado e está a serviço do Sucessor de Pedro, a quem responde diretamente”. Como já ocorria anteriormente, conclui o preâmbulo, “aos órgãos de governo e a todos aqueles que, exercendo diferentes funções de responsabilidade e animados por um verdadeiro espírito eclesial, desempenham de forma estável o seu serviço para o Estado, é confiado o exercício de todos os poderes correspondentes no território definido pelo Tratado de Latrão e nos imóveis e áreas onde atuam instituições do Estado ou da Santa Sé e onde vigoram, em virtude do direito internacional, garantias e imunidades pessoais e funcionais”.

Alessandro Di Bussolo – Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media

18º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Is 55,1-3

Leitura do livro do profeta Isaías

Assim diz o Senhor: “Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite sem nenhuma paga. Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi”.

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Responsório: Sl 144(145)

- Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos.

- Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos.

1. Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. / O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura.

2. Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam / e vós lhes dais no tempo certo o alimento; / vós abris a vossa mão prodigamente / e saciais todo ser vivo com fartura.

3. É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. / Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente.

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2ª Leitura: Rm 8,35.37-39

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos, quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! Tenho a certeza de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente, nem o futuro, nem as forças cósmicas, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor.

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Evangelho: Mt 14,13-21

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. Jesus disse: “Trazei-os aqui”. Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

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Reflexão do padre Johan Konings:

O dom do pão

Significativamente, depois da abundância da palavra de Cristo na pregação, o evangelho de Mt e a liturgia nos confrontam com a fartura de comida, na multiplicação dos pães. A 1ª leitura traz o convite de Deus para nos me saciarmos com o dom de sua instrução, na Lei e no culto verdadeiro, dom que não exige dinheiro para comprar como exigem as idolatrias do mundo. Neste sentido, na multiplicação dos pães segundo Mt (evangelho), não é a façanha de Jesus que está no centro da atenção, mas sua própria pessoa: ele é o Messias e Enviado do Pai. Depois de sua farta pregação na campanha da Galileia (Mt 5–13), terminada por uma inquietante nota a respeito do juízo (Mt 13,49s), defrontamo-nos com o mistério da incredulidade em várias formas: na pátria de Jesus (13,53-58) e na figura de Herodes, intrigado por Jesus, julgando-o João Batista redivivo (Mt 14,1-2) – pois o tinha mandado executar (14,3-12). Diante dessa incredulidade, Jesus muda de área, vai para o deserto (14,13), o lugar preferido para Deus encontrar sua gente. Aí afluem as multidões de pobres e humildes, os prediletos do Reino, e o Enviado de Deus é movido por compaixão (“graça”, hésed, a qualidade divina por excelência; Mt 14,14) e cura todos os seus enfermos. Quando, ao entardecer, chega a hora da refeição, Jesus realiza o que a 1ª leitura prefigurou: o banquete que não exige riqueza. Aos discípulos, que querem mandar a turma embora, ele diz que eles mesmos lhes dêem de comer – implicando-os assim, misteriosamente, na sua missão (como ele já fizera quando os chamou, cf. Mt 10,1; 11º dom. do T.C.): nas suas mãos, enquanto distribuem, multiplica-se a humilde comida de uns pãezinhos e peixes até uma fartura messiânica. A “compaixão”, a cura do povo, o deserto, a semelhança com o alimento que Deus aí deu aos antigos israelitas, o convite de Is 55 para ver nisto uma nova aliança: eis alguns elementos que caracterizam esta cena como uma manifestação messiânica de Jesus. Para os cristãos imbuídos do espírito da liturgia é uma prefiguração da Ceia da Nova Aliança.

As orações da presente liturgia, como também o canto da comunhão, sublinham o significado escatológico: a alimentação que recebemos aqui é recriação para a vida eterna. O salmo responsorial sublinha o carinho de Deus, que alimenta suas criaturas.

A 2ª leitura é a conclusão da primeira parte de Rm: a exposição sobre a salvação pela graça de Deus e a fé em Jesus Cristo. Paulo termina sua exposição por uma efusiva proclamação de fé e confiança na obra de Deus em Jesus Cristo. Se Deus é conosco (pois nos deu seu próprio Filho), quem será contra nós, quem nos condenará (Rm 8,31-34)? “Quem nos separará do amor de Cristo?”, inicia a leitura de hoje (Rm 8,35). “Amor de Cristo” significa o amor de Deus manifestado em Jesus Cristo (8,39), portanto, um amor que vence o mundo (8,37; cf. 1Jo 5,1-5). Não se trata de amor sentimental. Paulo trata de expressar o mesmo que escreve João: “Nós acreditamos no amor” (1Jo 4,16). Paulo está polemizando com os que situam a salvação em outras coisas que não o amor de Deus manifestado em Jesus Cristo: o legalismo farisaico, a cultura helenística e tantos outros pretensos caminhos da salvação. Não, me exclama Paulo com paixão: o que nos salvou é o amor que Deus nos mostrou em Jesus Cristo (cf. Rm 5,1-11), e este amor, não o largamos, ou melhor, ele não nos larga! Pois esse amor não é “criatura” (falta no elenco das criaturas nos v. 38-39a, que inclui até os anjos), mas graça de Deus mesmo.

Assim, a liturgia de hoje nos convida a ler no sinal do pão uma revelação da “compaixão”, do terno amor de Deus para conosco, que se revelou plenamente no dom de seu filho, do qual o pão também se tornou o sinal sacramental.

Para a práxis, uma sugestão a respeito do sentido messiânico (= realização escatológica da vontade de Deus) do “multiplicar o pão”: enfrentar o problema da fome, no espírito de Cristo (portanto, não por cálculo político mas por verdadeira “com-paixão”). Isso será certamente um sinal da presença de Deus e de seu Reino.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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                 Fonte: franciscanos.org.br  Imagem: vaticannews.va  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Leão XIV em entrevista às emissoras NBC e Telemundo:

amo dos EUA
a liberdade e o acolhimento de pessoas do mundo inteiro

Em entrevista às emissoras NBC e Telemundo, o Papa exorta os migrantes a não perderem a esperança, destacando a beleza que nasce da superação das diferenças e do reconhecimento da riqueza de cada ser humano. O Pontífice também manifesta o desejo de visitar os Estados Unidos e reafirma seu papel como pastor da Igreja universal, a serviço das pessoas de todo o mundo.

O sentido de liberdade, das oportunidades e o fato de, ao longo das gerações, ter acolhido pessoas vindas de todas as partes do mundo para fazerem parte de uma única nação. Esse é o aspecto mais profundo dos Estados Unidos da América que mais toca o coração do Papa Leão XIV, como emerge da entrevista concedida às emissoras NBC e Telemundo ao término do encontro de oração Cântico de Paz, realizado nesta quarta-feira, 29 de julho, no Borgo Laudato si', nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo, acompanhado pelas vozes de Andrea Bocelli e do coro ABF Voices. O Pontífice também manifestou o desejo de visitar seu país natal e voltou a abordar a questão dos migrantes, exortando-os a não perderem a esperança e a viverem “de maneira ordenada”. 

As crianças podem ensinar muito

Crianças provenientes de diferentes partes do mundo e pertencentes a diversas religiões, unidas pela beleza do canto e da música. O cenário proporcionado pelo Cântico de Paz representou, na visão do Papa, um convite a “olhar além” e a reconhecer a beleza que nasce — e da qual todos podem participar — “quando deixamos de lado algumas diferenças e reconhecemos a riqueza representada por cada ser humano, todos criados à imagem de Deus”. Leão XIV recordou ainda alguns trechos das orações recitadas pelas crianças, que dirigiam aos adultos uma pergunta tão simples quanto desarmante: “Por que existe a guerra e não a paz? Por que existe o ódio e não o amor?”.

“Acredito que as crianças podem nos ensinar muito e que precisamos redescobrir os valores, o tesouro que existe no ser humano, no fato de sermos todos irmãos e irmãs, percebendo que todos podemos realmente participar de uma sociedade que ama a paz, que busca a paz, que acolhe uns aos outros apesar das diferenças. Se todos trabalharmos para construir a paz, poderemos superar tantas situações que geram conflito e ódio.”

Primeiro Papa americano

A entrevista volta-se, em seguida, para a importância de Robert Francis Prevost ser o primeiro Pontífice proveniente dos Estados Unidos. Diante dessa consideração, o Bispo de Roma faz uma ressalva: “Penso em mim antes de tudo como o Papa que, apenas por circunstância, é americano.” Não se trata de diminuir o valor de sua pátria, pela qual o Pontífice afirma nutrir “um grande amor”, mas de reafirmar sua missão como “pastor da Igreja universal”, com uma voz e uma oportunidade de diálogo voltadas ao mundo inteiro.

“Por isso coloco as coisas nessa ordem e, ao mesmo tempo, reconheço que, tanto para mim quanto para o povo dos Estados Unidos, a julgar pela reação que vimos desde 8 de maio do ano passado, ser o primeiro Papa americano tem um grande significado.”

O sentido de liberdade e de oportunidade

Questionado sobre aquilo de que mais ama nos Estados Unidos, Leão XIV revela apreciar sobretudo os princípios que o país representa.

“Aquilo que a América representa: o sentido de liberdade, o sentido de oportunidade, o fato de, por gerações, ter convidado pessoas de todas as partes do mundo a fazerem parte da América.”

A riqueza dos Estados Unidos

O próprio Prevost recorda que, por parte dos avós, descende de uma família de imigrantes, enquanto, pelo lado materno, “há pessoas que foram tanto escravizadas quanto proprietárias de escravos”.

“A história (americana) de crescimento, e esse tipo de experiência, ajudam-me a reconhecê-la como uma das maiores riquezas dos Estados Unidos. E continuo a defender os princípios que, por tantos anos, fizeram parte do que significa ser americano. E isso continuará assim.”

“Vocês me verão lá”

Durante seu pontificado, Leão XIV dirigiu numerosas mensagens a diferentes realidades de seu país. Questionado sobre uma possível visita aos Estados Unidos, o Papa não escondeu o desejo de ir pessoalmente, para testemunhar com ainda “maior força” seu compromisso em favor da paz, do amor e do esforço comum para construir a harmonia.

“Vocês me verão lá. Por coincidência, justamente hoje estávamos olhando o calendário para os próximos dois anos. Ainda não há nada definitivo, mas espero sinceramente poder ir em breve.”

Que os migrantes tenham esperança

O pensamento conclusivo do Pontífice foi dirigido aos migrantes.

“Tenham esperança. Procurem, certamente, viver de maneira ordenada. É preciso reconhecer que, se alguém cometeu delitos ou crimes, não se pode construir uma sociedade dessa forma. Portanto, devemos aprender a viver em paz, mas também precisamos ter coragem e esperança, que sempre nos sustentem.”

Edoardo Giribaldi – Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media

O secretário-executivo de Campanhas da CNBB, Pe. Jean Poul Hansen:

Planejamento pastoral
deve priorizar processos, sinodalidade e abertura ao Espírito

O secretário-executivo de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Jean Poul Hansen, conduziu, nesta sexta-feira, 24 de julho, a conferência de encerramento do Encontro de Coordenadores de Pastoral, promovido pela CNBB, com uma reflexão sobre o planejamento pastoral à luz das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032.

Em sua exposição, intitulada “Planejamento pastoral e orientações práticas”, o sacerdote apresentou critérios e caminhos para que dioceses, regionais e paróquias elaborem seus planos pastorais em sintonia com as novas Diretrizes, destacando que o planejamento deve ser compreendido como um processo de discernimento comunitário e não apenas como a elaboração de um documento.

Logo no início da conferência, padre Jean Poul recordou uma reflexão do então padre José Tolentino de Mendonça, hoje cardeal: “É urgente passar de uma pastoral de eventos a uma pastoral de processos. E os eventos só são bem-vindos quando fazem parte dos processos”. A partir dessa provocação, afirmou que assembleias, encontros e iniciativas pastorais precisam ser compreendidos como etapas de um caminho contínuo de escuta, discernimento e participação, evitando que se reduzam a acontecimentos isolados.

Planejamento faz parte da história da Igreja no Brasil

Ao apresentar a primeira das 15 orientações, padre Jean Poul destacou que o planejamento pastoral integra a história da Igreja no Brasil há mais de um século. Recordou iniciativas como a Carta Pastoral Coletiva dos Bispos do Brasil e as Constituições Eclesiásticas de 1916, passando pelo Plano de Emergência de 1962, pelo Plano de Pastoral de Conjunto e pela evolução das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral até as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora.

Segundo ele, conhecer esse percurso ajuda a compreender que o planejamento pastoral não representa uma novidade, mas uma tradição consolidada da Igreja no país.

Prioridades e abertura ao Espírito

Entre as orientações apresentadas, padre Jean Poul explicou que planejar significa eleger prioridades, sem abandonar as demais ações pastorais. Para ele, estabelecer prioridades é direcionar os melhores recursos humanos, financeiros e materiais para determinados desafios, mantendo vivas todas as dimensões da ação evangelizadora.

O sacerdote também alertou para o risco de transformar os planos pastorais em “camisas de força”. Segundo ele, os processos de planejamento devem permanecer abertos à ação do Espírito Santo, favorecendo a capacidade de discernir os sinais dos tempos e responder aos novos desafios da missão da Igreja.

Os processos são mais importantes que os resultados

Outro ponto enfatizado foi a centralidade dos processos sinodais. Padre Jean Poul afirmou que assembleias pastorais, conselhos e espaços de participação precisam ser vividos como experiências de escuta, oração, discernimento e comunhão.

Na avaliação do assessor, são esses processos que formam os agentes de pastoral e fortalecem a vida das comunidades, enquanto o plano pastoral constitui apenas o registro do caminho percorrido. Por isso, insistiu na importância de cuidar da espiritualidade e da mística das assembleias, valorizando não apenas as decisões finais, mas todo o percurso realizado.

DGAE inspiram os planos diocesanos

Ao tratar da relação entre as Diretrizes Gerais e os planos das dioceses, padre Jean Poul explicou que as DGAE não devem ser simplesmente reproduzidas nos documentos locais. Conforme destacou, cabe às dioceses elaborar seus próprios planos em sintonia com as orientações da Conferência, considerando a realidade de cada território.

Nesse sentido, recordou que a CNBB oferece Diretrizes Gerais; as dioceses elaboram os planos pastorais; e as paróquias realizam o planejamento para colocar essas prioridades em prática na realidade local.

Sinodalidade, missão e avaliação permanente

Entre as demais orientações apresentadas, o secretário-executivo defendeu que os processos de planejamento sejam marcados por ampla escuta, discernimento comunitário e participação efetiva das diversas forças pastorais e dos diferentes territórios das dioceses. Também ressaltou que os planos precisam ultrapassar uma lógica de conservação e voltar-se para a missão, olhando especialmente para aqueles que estão distantes da vida eclesial.

Padre Jean Poul ainda recomendou que os planos contemplem mecanismos permanentes de avaliação participativa, com objetivos concretos e realistas, permitindo acompanhar o caminho percorrido e promover os ajustes necessários ao longo da implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora.

Encerrando sua reflexão, convidou os participantes a compreenderem o planejamento pastoral como um instrumento a serviço da construção do Reino de Deus já no presente, inspirando comunidades cada vez mais missionárias, sinodais e comprometidas com a evangelização.

Conheça as 15 orientações práticas citadas pelo Pe. Jean Poul

1. O planejamento pastoral faz parte da história da igreja no Brasil;

2. Planejar é eleger prioridades;

3. Não construir camisas de força, mas espaços de abertura ao Espírito;

4. Os processos (assembleias) são mais importantes que os resultados (planos);

5. Não tente colocar as DGAE dentro dos Planos Diocesanos de Pastoral, mas coloque o Plano Diocesano na sintonia/ frequência das DGAE;

6. A Conferência oferece Diretrizes Gerais; a diocese faz plano; a paróquia faz planejamento.

7. Realizem verdadeiras experiências sinodais, de escuta ampla e discernimento comunitário;

8. Contemplem forças e territórios;

9. Não fazer planos ad intra, apenas para a ovelha que está no redil. É preciso buscar as 99 ovelhas que estão perdidas, fora do redil;

10. Pensar na presença pública da igreja: ela serve ao mundo;

11. Não se ocupar em responder perguntas que ninguém fez/faz. Escutar as reais questões das pessoas e sociedades;

12. Contemplar, no plano, mecanismos regulares de avaliação participativa, a partir dos objetivos estabelecidos – que sejam realistas!;

13. Plano de Pastoral ou Plano de Ação Evangelizadora? Coordenador de Pastoral ou Coordenador da Ação Evangelizadora?

14. Os caminhos da missão são prioridades, não são estruturas;

15. Apontar o Reino como fim escatológico e não apenas o Céu. 

Por Larissa Carvalho

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  Fonte: cnbb.org.br

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Papa em concerto nesta noite:

a beleza da música conduz
ao encontro com Deus, "Aquele que é a própria Beleza"

Ao retornar a Castel Gandolfo na noite desta quarta-feira, 29 de julho, para um concerto promovido pela Andrea Bocelli Foundation, Leão XIV encontrou crianças e jovens de Uganda, da Terra Santa e da Itália e destacou que a música é capaz de unir diferentes povos e culturas, despertando no coração humano o desejo de encontrar Deus. O Pontífice também fez um apelo pela paz e agradeceu à fundação pelo trabalho desenvolvido em favor de jovens em situação de vulnerabilidade.

O Papa Leão XIV voltou a Castel Gandolfo na noite desta quarta-feira, 29 de julho, para participar do concerto Cântico de Paz, promovido pela Andrea Bocelli Foundation no Borgo Laudato Si'. A iniciativa reuniu o tenor italiano Andrea Bocelli e o coro ABF Voices, formado por 164 crianças e jovens da Terra Santa, de Uganda e da Itália, e integrou as celebrações pelos 800 anos da morte de São Francisco de Assis, propondo um itinerário artístico e espiritual inspirado no Cântico das Criaturas e na mensagem de paz do Pobrezinho de Assis. Ao longo da noite, cerca de sete apresentações musicais e momentos de reflexão alternaram-se com leituras da Sagrada Escritura, da oração atribuída a São Francisco, da encíclica Fratelli tutti, do Papa Francisco, e de textos de São Paulo VI e São João Paulo II sobre a paz.

A música une

Ao saudar os participantes, o Pontífice agradeceu o empenho dos jovens e dos regentes na preparação do recital e ressaltou que a música manifesta, de maneira singular, a beleza da unidade: "A música tem a extraordinária capacidade de unir diferentes vozes em uma única harmonia, na qual cada uma contribui com algo único para o conjunto. Nesse sentido, o coro torna-se um símbolo ideal de harmonia e cooperação." Inspirando-se na tradição da Igreja, Leão XIV recordou que a Sagrada Escritura e a Liturgia falam dos "coros dos anjos e dos santos" para descrever a alegria do Céu. Segundo o Papa, essa imagem revela que a verdadeira felicidade nasce da comunhão com Deus.

A beleza conduz ao encontro com Deus

Dirigindo-se especialmente aos jovens, o Santo Padre explicou que a experiência da beleza desperta no coração humano o desejo de buscar um horizonte maior, capaz de conduzir ao encontro do Criador. Segundo o Pontífice, quando a pessoa se deixa guiar por essa beleza, descobre não apenas algo, mas Alguém: "A beleza da música nos convida a encontrar Aquele que é a própria Beleza".  O Papa também exortou os presentes a cultivarem os dons recebidos de Deus e a colocá-los a serviço do bem: "continuem cultivando os dons que Deus lhes concedeu e permitam que eles os conduzam até Ele", e completou:

“Deus é tudo aquilo que buscamos na vida, o único capaz de saciar os nossos corações inquietos. Lembrem-se de que vocês foram criados para grandes coisas e de que este mundo não é suficiente para saciar a sede de sentido e de felicidade que existe em cada um.”

Apelo pela paz

O tema da paz permeou toda a iniciativa, inspirada na espiritualidade franciscana. As próprias crianças também elevaram preces pelos povos atingidos pela guerra, pedindo um futuro de reconciliação e esperança. Ao expressar sua proximidade espiritual diante dessa realidade, Leão XIV assegurou suas orações e pediu pela paz nas zonas de conflito:

“Saibam também que o Santo Padre ama vocês e reza por vocês, por suas famílias e por seus países. De modo especial, rezo para que a paz reine em seus lares e em todos os lugares do mundo que continuam sofrendo com a violência.”

O compromisso da Andrea Bocelli Foundation

Ao concluir seu discurso, o Papa Leão XIV agradeceu à Andrea Bocelli Foundation pelo trabalho realizado em favor de crianças e jovens que enfrentam dificuldades educacionais e sociais. "Por meio da força da música", afirmou, "vocês contribuem para a missão da Igreja de promover o desenvolvimento integral de cada pessoa humana e servir ao bem comum." Em seguida, as crianças presentes recitaram, em diferentes idiomas, uma oração inspirada na espiritualidade de São Francisco de Assis:

"Pai, somos crianças e pedimos apenas poder brincar. Foi para isso que criastes para nós um belo jardim, onde pudéssemos viver felizes, mergulhados no vosso amor e em harmonia com todas as vossas criaturas, que São Francisco nos ensinou a chamar de irmãos e irmãs. Não soubemos cuidar desse jardim, e a alegria de habitá-lo deu lugar ao medo, levando-nos a esconder-nos. Mas o vosso amor, como quando brincamos de esconde-esconde, veio ao nosso encontro. Jesus, com a sua entrega na cruz, reconciliou-nos convosco, restabelecendo a comunhão convosco, entre nós e com toda a criação. Pedimos-Vos que nos ensineis a cuidar deste jardim, para que possamos viver felizes."

Ao final do evento, antes de conceder a Bênção Apostólica, Leão XIV convidou todos os presentes a rezarem o Pai-Nosso e a se saudarem com o abraço da paz. Em seguida, confiou cada participante à intercessão de Maria, nossa Mãe. O concerto foi encerrado com a interpretação da canção "Amazing Grace", seguida da entrega ao Pontífice de presentes preparados pelas crianças de seus respectivos países, como expressão de gratidão, amizade e esperança.

Thulio Fonseca – Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Fotos: (@Vatican Media