obcecados
por ter e possuir, Jesus nos convida a abraçar a Cruz
No Angelus
dominical, Leão XIV agradeceu aos peregrinos que, numerosos, compareceram à
Praça São Pedro não obstante o calor. Muitos se refugiaram sob a colunata de
Bernini para se reparar do sol e da onda de calor que atinge toda a Europa.
Comentando o Evangelho do dia, o Pontífice indicou três atitudes: desapego,
perda e acolhimento.
O forte calor em
Roma - com máxima de 37 graus e sensação térmica superior - não impediu que
milhares de pessoas comparecessem à Praça São Pedro para rezar o Angelus com o
Papa Leão. Em sua alocução, o Pontífice comentou o Evangelho deste 13º Domingo do Tempo Comum, em que Jesus
faz algumas exortações para vivermos o seguimento e sermos testemunhas do
seu Reino. Não se trata de uma ação exterior, explicou o Papa, mas de nos
dedicarmos totalmente a uma relação de amor com Ele. E para dar fruto, o amor
requer três atitudes, como indicou o Santo
Padre: desapego, perda e acolhimento.
Em primeiro
lugar, o desapego. Jesus diz que quem ama mais os pais ou filhos não é
digo Dele. Quando começa a enviar os seus Apóstolos em missão, o Senhor deseja
que eles estejam livres de qualquer vínculo, pois até os afetos mais
importantes encontram a sua plenitude graças ao amor que Cristo nos dá. Santo
Agostinho afirma que «é doloroso separar-se do que se ama. Mas também o
agricultor perde temporariamente o que semeia».
Amar também é
perder
Neste sentido, o
amor é também perda. É difícil compreendê-lo, afirmou o Pontífice,
"especialmente num mundo no qual perder parece ser uma fraqueza e no qual
se vive obcecados por ter e possuir. O amor, porém, só produz fruto ao
doar-se". Ou seja, quando estamos dispostos a perder um pouco do nosso
“eu” para dar espaço ao outro. Diz o Evangelho: Quem conserva a vida apenas
para si mesmo, na realidade, perde-a, porque ela não se abre à alegria do amor
e torna-se estéril.
“Por isso, Jesus
convida-nos a abraçar a Cruz: Ele ofereceu-se, perdeu-se a si mesmo e,
precisamente assim, pudemos receber a sua vida em abundância. Da mesma forma,
se vivermos segundo a lógica do dom, também nós seremos capazes de gerar vida
nova nas nossas relações.”
Por fim, o
acolhimento. O amor, na verdade, expressa-se em escolhas e ações concretas, num
empenho feito de pequenos gestos quotidianos. Jesus, ao enviar os discípulos à
sua frente, pede-lhes para irem sem provisões, pois assim poderão suscitar acolhimento
naqueles que encontrarem. Deste modo, acolhendo quem vem em nome de Jesus,
acolhe-se a Ele e ao Pai celeste que O enviou. "O amor ao Senhor passa
sempre pelo acolhimento dos irmãos", recordou.
Leão XIV
concluiu pedindo que rezemos à Virgem Maria, que amou o seu Filho sabendo-o
também perder: "Que Ela nos ajude a ser testemunhas humildes e alegres do
amor de Cristo".
A pergunta de Jesus: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” continua pedindo ainda uma resposta aos crentes do nosso tempo. Nem todos temos a mesma imagem de Jesus. E isto não só pelo caráter inesgotável de sua personalidade, mas, sobretudo, porque cada um de nós vai elaborando sua imagem de Jesus a partir de seus interesses e preocupações, condicionado por sua psicologia pessoal e pelo meio social ao qual pertence, e marcado pela formação religiosa que recebeu.
E, não obstante, a imagem que nos fazemos de Cristo tem importância decisiva para nossa vida, pois condiciona nossa maneira de entender e viver a fé. Uma imagem empobrecida, unilateral, parcial ou falsa de Jesus nos conduzirá a uma vivência empobrecida, unilateral, parcial ou falsa da fé. Daí a importância de evitar possíveis deformações de nossa visão de Jesus e de purificar nossa adesão a Ele.
Por outro lado, é pura ilusão pensar que alguém crê em Jesus Cristo porque “crê” em um dogma, ou porque está disposto a crer “no que a Santa Madre Igreja crê”. Na realidade, cada crente crê no que ele crê, isto é, no que pessoalmente vai descobrindo em seu seguimento a Jesus Cristo, ainda que, naturalmente, o faça dentro da comunidade cristã.
Infelizmente, não são poucos os cristãos que entendem e vivem sua religião de tal maneira que, provavelmente, nunca poderão ter uma experiência um pouco viva do que é encontrar-se pessoalmente com Cristo.
Já numa época bem cedo de sua vida se fizeram uma ideia infantil de Jesus, quando talvez ainda não se tinham feito, com suficiente lucidez, as questões e perguntas que Cristo pode responder.
Mais tarde não voltaram mais a repensar sua fé em Jesus Cristo, ou porque a consideram algo trivial e sem importância para sua vida, ou porque não se atrevem a examiná-la com seriedade e rigor, ou ainda porque se contentam em conservá-la de maneira indiferente e apática, sem eco algum em seu ser.
Infelizmente, não suspeitam o que Jesus poderia ser para eles. Marcel Légaut escrevia esta frase dura, mas talvez bem real: “Esses cristãos ignoram quem é Jesus e estão condenados por sua própria religião a não descobri-lo jamais”.
JOSÉ ANTONIO PAGOLAcursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.
Deus deseja a paz. A violência não terá a última palavra.
Leão XIV conclui o encontro com os cardeais com a esperança renovada: "Estes dias fortalecem minha esperança. Não apenas pelo que compartilhamos, mas pela maneira como o fizemos. Em uma época marcada pela polarização, até mesmo a maneira como a Igreja escuta e dialoga torna-se parte de seu anúncio".
"Desejo expressar a nossa solidariedade — minha e de todo o Colégio Cardinalício — à população da Venezuela, duramente atingida pelo violento terremoto dos últimos dias." Antes de passar às considerações finais do Consistório Extraordinário, o Papa Leão dirigiu seu pensamento aos venezuelanos, assegurando orações pelas vítimas, por suas famílias e por todos aqueles que sofrem as consequências da tragédia ocorrida quarta-feira passada. O Pontífice confiou ao Senhor todos aqueles que estão empenhados nos trabalhos de socorro, pedindo a solidariedade da comunidade internacional.
Cardeais reunidos, motivo de consolo e de esperança
Já aos cardeais que participaram desses dois dias de reuniões, o sentimento do Santo Padre foi de gratidão "pela liberdade, pela fraternidade e pelo espírito eclesial" com que participaram dos trabalhos. "Levo comigo não apenas o conteúdo de suas reflexões, mas também a experiência que as tornou possíveis", afirmou.
“Ver cardeais provenientes de Igrejas, culturas e situações tão diversas ouvindo-se mutuamente e buscando juntos o que melhor serve ao Evangelho foi para mim motivo de consolo e de esperança.”
Se a imagem do bom samaritano guiou o início do evento, Leão XIV concluiu com a imagem dos discípulos de Emaús: "Caminhamos juntos, ouvimos uns aos outros e, se deixamos espaço para o Senhor, Ele reacendeu a esperança em nossos corações e agora nos remete às nossas Igrejas para retomarmos a caminhada com um olhar renovado".
Clima fraterno na Sala Paulo VI
Sinodalidade, um estilo espiritual
Esse caminho traz à tona o tema da sinodalidade. A questão, afirmou, não é sobre quem tem o poder de decisão, mas como guardar juntos o dom que o Senhor confiou à sua Igreja. "Quando essa pergunta se torna o centro do nosso discernimento, também as questões da autoridade, da corresponsabilidade e das decisões encontram seu devido lugar", disse o Papa, confiando aos cardeais, mais uma vez, o caminho de implementação do Sínodo nas Igrejas particulares.
Citando o pronunciamento do cardeal Grech, o Pontífice reiterou que a sinodalidade não é um conjunto de reuniões nem um método de trabalho. "É um estilo espiritual", em que se destaca a qualidade evangélica dos encontros, não o número.
De um coração reconciliado podem nascer palavras desarmadas
Em seguida, o Santo Padre falou dos assuntos debatidos, como guerras, violência, pobreza e injustiças. Por trás dessas dramas, os cardeais reconheceram um sofrimento ainda mais profundo: a solidão, a crise das relações, a perda da esperança, a dificuldade de se reconhecerem mutuamente como irmãos e irmãs. Isso impacta sobretudo a vida dos jovens e das famílias. A propósito, o Papa citou o encontro de outubro com os líderes das Igrejas orientais e os presidentes das Conferências Episcopais para avaliar os passos dados após a Amoris laetitia, inclusive com a participação de algumas famílias para compartilharem suas experiências.
Essas feridas, disse ainda Leão, revelam o coração do homem: "É justamente ali, no coração, que se decide também a paz. Antes de se manifestar na história, a guerra nasce dentro de nós, quando a desconfiança toma o lugar da confiança, o medo, da esperança, e o outro é percebido como uma ameaça. Mas é nesse mesmo coração que Cristo continua a nos encontrar, a falar conosco e a nos converter. De um coração reconciliado podem nascer palavras desarmadas, novas relações e uma paz capaz de alcançar até mesmo os povos".
O Papa chegando para os trabalhos (@Vatican Media)
Não violência e legítima defesa
O Pontífice declarou-se satisfeito com as reflexões sobre a Encílica Magnifica humanitas, que adverte para uma cultura do poder que permeia nossa maneira de pensar, de lidar com a economia, a tecnologia e até mesmo com a religião.
Isso exige reconstruir a cultura de cooperação e do diálogo, inclusive ecumênico e inter-religioso, dando nova força também ao multilateralismo. O Papa definiu "valiosa" a abordagem dos cardeais sobre a não violência. "Trata-se de uma forma profundamente evangélica de viver a história, fruto da contemplação da maneira de agir de Jesus. Não consiste em renunciar ao conflito nem em adotar uma atitude passiva, mas em optar por enfrentá-lo sem reproduzir sua lógica. (...) Essa é a força do Crucificado ressuscitado: uma força que não destrói o inimigo, mas torna possível reencontrar um irmão." Nessa perspectiva, Leão XIV defendeu o aprofundamento do tema da legítima defesa, com o necessário rigor teológico e pastoral.
A Igreja é chamada a tornar-se cada vez mais aquilo que proclama
A Doutrina Social da Igreja e o bem comum também foram citados, assim como a importância do testemunho, da proximidade, da formação das consciências e da construção de comunidades fraternas e confiáveis. "A Igreja é chamada a tornar-se cada vez mais aquilo que proclama", afirmou, ressaltando a necessidade de reformas das estruturas, das instituições e dos processos:
“Estes dias fortalecem minha esperança. Não apenas pelo que compartilhamos, mas pela maneira como o fizemos. Em uma época marcada pela polarização, até mesmo a maneira como a Igreja escuta e dialoga torna-se parte de seu anúncio.”
O próprio evento destes dias faz parte deste diálogo. Não se trata de um parlamento nem de um congresso em que prevalecem opiniões ou interesses, "mas uma experiência de comunhão a serviço da missão", afirmou Leão XIV anunciando que até o final do ano comunicará a data de um novo Consistório:
"Este Consistório foi um momento precioso, mas não deve permanecer um evento isolado", disse o Papa. Ouvir-se, rezar, discernir e caminhar juntos é a essência do caminho de implementação do Sínodo, acrescentou, afirmando que este será também o espírito do próximo encontro dedicado à Amoris laetitia e de muitas outras iniciativas futuras. "O que importa não é multiplicar os encontros, mas aprender a viver encontros nos quais, ao nos ouvirmos mutuamente, aprendamos juntos a ouvir o Senhor."
A foto de grupo
A violência não terá a última palavra
Por fim, uma palavra sobre a paz, que surgiu como um apelo unânime neste Consistório: "Deus deseja a paz para cada nação e para cada povo. Por isso, não devemos nos resignar à violência. A violência não terá a última palavra. Deus continua a abrir, na história, caminhos de reconciliação e de paz. Temos a responsabilidade de trilhá-los com coragem e de ajudar o mundo a reconhecê-los".
Leão XIV se despediu agradecendo "de todo o coração" pela contribuição dos cardeais: "Obrigado por me ajudarem, mais uma vez, a reconhecer a obra que Cristo continua a realizar no meio de seu povo e no mundo. Confiemos os frutos deste Consistório à intercessão da Virgem Maria, Mãe da Igreja. Que ela nos ensine a preservar a unidade na diversidade e a servir o Evangelho da paz com humildade, coragem e esperança".
para a missão do Papa e ocorre neste final de
semana
No próximo
domingo, dia 28 de junho, quando a Igreja no Brasil celebra a Solenidade de São
Pedro e São Paulo, será realizada a coleta do Óbolo de São Pedro. Essa
iniciativa também é realizada em todo o mundo como forma concreta de apoiar o
Santo Padre na sua missão ao serviço da Igreja universal.
O Óbolo de São
Pedro é considerado um gesto concreto de comunhão com o Santo Padre e de
solidariedade com a sua missão de levar o Evangelho por todo o mundo. Os
recursos contribuem desde o anúncio do Evangelho até a promoção do
desenvolvimento humano integral, da educação, da paz e da fraternidade entre os
povos.
As doações para
o Óbolo de São Pedro também contribuem para a missão pontifícia que se estende
a todo o mundo por meio das atividades de serviço desenvolvidas pelos
dicastérios, entidades e organismos da Santa Sé, além das iniciativas
caritativas do Santo Padre em favor das pessoas e famílias em dificuldade, as
populações afetadas por catástrofes naturais ou guerras, e aquelas que
necessitam de assistência humanitária ou ajuda para o desenvolvimento.
Dia do Papa no
Brasil
Aqui no Brasil,
por determinação da VII Assembleia da CNBB, há a motivação de piedosa e
generosa contribuição na coleta do Óbolo de São Pedro. As indicações daquela
ocasião dizem respeito à comemoração do Dia do Papa, com pregações e orações
que traduzam amor, comunhão, respeito e obediência ao Vigário de Cristo na
terra, Cabeça da Santa Igreja universal em todas as igrejas e oratórios,
mosteiros, conventos e colégios.
Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja
Celebramos com muita alegria a memória de Pedro e Paulo, dois baluartes de nossa Igreja. Impulsionados pela força do alto os dois chegaram até Roma: Pedro o primeiro bispo de Roma e pastor da Igreja universal; Paulo, o andarilho, o lutador, o corajoso empreendedor, o inflamado. O Prefácio desta solenidade faz uma solene declaração a respeito das duas colunas: “ Hoje (Pai santo), vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos São Pedro e São Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o Evangelho da Salvação”.
A Igreja vai fazendo seu caminho ao longo dos milênios, santa e imaculada, mas sempre precisando que seus membros, santos e pecadores, se animem e tomem gosto pelo projeto de Jesus.
Neste dia do Papa, queremos enriquecer este momento com palavras do próprio Papa Francisco a quem aprendemos a estimar com filial afeto:
♦ A medida de Deus… é sem medida
O Papa conversa sobre o amor, mas o amor a todo e um amor sem medida.
Qual é a medida de Deus? Sem medida! A medida de Deus é sem medida! Tudo! Tudo! Tudo! Não pode ser medido o amor de Deus: é sem medida! E então nos tornamos capazes de amar até aqueles que não nos amam, e isso não é fácil… amar a quem não nos ama… Não é fácil! Porque sabemos que uma pessoa não nos ama também somos levados a não amar. Mas não!
Devemos amar também aqueles que não nos amam! Opormo-nos ao mal com o bem, perdoando, compartilhando, acolhendo. Graças a Jesus e seu Espírito, também a nossa vida se torna “pão repartido” para nossos irmãos. E vivendo dessa maneira, descobrimos a verdadeira alegria. Alegria de ser um presente, para retribuir o grande dom que nós, primeiramente, recebemos, sem merecimento nosso. Isso é belo: nossa vida se torna um presente! Isto é imitar Jesus, eu gostaria de lembrar estas duas coisas: Primeiro: a medida do amor de Deus é sem medida. Isso está claro? E a nossa vida com o amor de Jesus, recebendo a Eucaristia, se torna um dom como foi a vida de Jesus. Não se esqueça destas duas coisas: a medida do amor de Deus é amar sem medida. E seguindo Jesus, nós, com a Eucaristia, façamos de nossa vida um presente. (Angelus, 22 de junho de 2014)
♦ Reze com sua família
Que beleza quando os membros de uma família colocam-se juntos diante de Deus. O Papa sugere e deseja que as famílias rezem no sacrossanto espaço do lar.
Vocês costumam rezar em família? Alguns sim, eu sei. Mas muitos me dizem: Como se faz isso? Faz-se como fez o publicano, é claro, humildemente, diante de Deus. Cada um, humildemente, se coloca diante do Senhor e lhe pede sua bondade, que ele venha até nós. Mas, em família, como se faz? Porque parece que a oração é algo pessoal e, além disso, nunca se tem um momento adequado, tranquilo em família… Sim, é verdade mas é também questão de humildade, de reconhecer que precisamos de Deus, como o publicano! E todas as famílias têm necessidade de Deus: Todas! Necessidade de sua ajuda, de sua força, de sua bênção, de sua misericórdia, de seu perdão! É preciso simplicidade para rezar em família. Rezar juntos o Pai-nosso ao redor da mesa não é algo extraordinário, é fácil . Rezar o rosário em família, é muito bonito, fortalece tanto. E também rezar um pelo outro, o marido pela mulher e a mulher pelo marido, ambos juntos pelos filhos e dos filhos pelos pais, pelos avós… Rezar um pelo outro: isso é rezar em família, e isso fortalece a família, a oração (Homilia, 27 de outubro de 2013).
♦ A Igreja que eu amo
Sim, a Igreja é para ser amada. Ela é esposa do cordeiro. Ela nasceu do lado aberto de Jesus e no fogo de Pentecostes. Queridos amigos, esta é a Igreja, esta é a Igreja que todos nós amamos, esta é a Igreja que eu amo: uma mãe que se importa com o bem de seus filhos e que é capaz de dar a vida por eles. Nos não devemos esquecer, porém, que a Igreja não são apenas os sacerdotes ou nos bispos; somos todos! Todos somos a Igreja! Tudo bem? Além disse, nós também somos filhos, mas também mães de outros cristãos. Todos os batizados, homens e mulheres, juntos somos a Igreja. Quantas vezes, em nossa vida não damos testemunho dessa maternidade da Igreja’! Quantas vezes somos covardes! (Audiência geral, 3 de setembro de 2014).