sábado, 26 de setembro de 2026

Reflexão do frei Almir Guimarães para este sábado:

Um sim que seja sim

Nós, cristãos, temos o privilégio de dispor de um outro método, relativamente à mundanidade, para nos avizinharmos da verdade: o arrependimento. (Christos Yannaras)

♦ Um sim que, na realidade pode ser não, ou um não que venha transformar-se em sim. Mais uma parábola. A dos dois filhos. Um diz que faz as obras do Senhor. Mas não faz. O outro, diz que não, mas volta atrás e faz. O sentido da parábola de Jesus parece claro. No seguimento de Jesus, na construção do Reino há pessoas que dizem sim. Aparentemente vivem dentro dos bons padrões. E de outro lado há os que dizem não. Tudo claro até aqui. Há, no entanto, uma sorte de inversão. Os bons parece que colocaram em si uma etiqueta de bondade, mas que, na realidade esconde um pedaço de inverdade. Consideram-se justos, mas falta-lhes o fogo interior e sua fidelidade tem tudo do legalismo. Dizem que vão, mas não vão. Estão satisfeitos com o mundinho que criaram com tintas de religiosidade. Os que disseram não se arrependem e com ardor transformam o não em sim. Mudam de ideia. Arrependem-se. Convertem-se.

♦ De maneira clara Manicardi aborda nosso tema: “Naquele ‘mudar de ideia’ está o diálogo interior, está a tomada de consciência da realidade, está a audácia de olhar de frente para si próprio, um passo preliminar essencial para o agir responsável. Em suma, está um movimento em direção à responsabilidade, da decisão de passar a irresponsabilidade para a responsabilidade. Nesse sentido, longe de ser um sinal de fraqueza, o arrependimento é sinal de coragem e força. Embora seja raro e impopular, mesmo na Igreja, o gesto de quem reconhece ter errado, de quem admite ter tomado posições que se revelaram pouco conformes com o Evangelho e muda a sua posição, procurando ser mais fiel ao Evangelho, é sinal e grandeza humana e espiritual” (Luciano Manicardi, Comentário à Liturgia Dominical e Festiva, Ano A, Paulinas de Portugal, p.144).

♦ A vida, muitas vezes, é um madrasta desalmada. Acrescentei o adjetivo desalmada porque imagino que existam madrastas com alma. Há pessoas que, na realidade tiveram uma trajetória extremamente acidentada. Um certo mocinho cresceu num ambiente em que pessoas de seu relacionamento assaltavam e ele mesmo passou ser “sócio” do crime. Um mocinha bonita, jeitosa começa a se interessar por aventuras amorosas e receber recompensas e compensações, menina que nunca fora valorizada. Pessoas que pouco visitaram seu interior. Nunca questionaram o que vem a ser voz da consciência. Por um ou outro caminho foram tocadas. A moça sonhava com um companheiro único e a formação de uma família. O rapaz depois de cumprir um tempo de prisão, olhando-se no espelho queria ser diferente. Nessas e em tantas vidas pode irromper Cristo, sobretudo através do testemunho de pessoas que se tornaram evangelho vivo. Os que haviam dito não, disseram um sim cheio de ardor.

♦ Jesus se aproxima dos mais discriminados. Senta-se para comer com publicanos. Deixa que uma pecadora beije seus pés. É conhecido como amigo dos pecadores. Quem suspeita hoje realmente que os bêbados, os mendigos e todos os que formam o refugo, a escória da sociedade podem ser os primeiros do Reino? Quem podia imaginar que os aidéticos, dependentes de drogas poderiam preceder a alguns figurões da religião… (cf. Pagola, Mateus, p. 250.)

♦ A graça do arrependimento. Sim, trata-se de uma graça. Ter-se acostumado a usufruir das coisas e dos bens para si. Ter lucrado percorrendo os caminhos da noite. Ter usado o corpo dos outros…Todas essas páginas escuras. Arrepender-se quer dizer experimentar dor pelo que se cometeu, sobretudo de termos machucado aos outros, a nós mesmos e termos descuidado de responder ao amor do Senhor.

♦ O coração contrito é a única brecha por onde Deus pode entrar numa vida. Uma vida “acostumada” com as coisas da fé é impermeável a Deus e ao seu alvissareiro convite. O homem pode desviar o seu caminho, da primeira orientação de vida. O homem vive longe de seu ser verdadeiro. O coração contrito é um coração deslumbrado pela beleza e misericórdia de Deus. O coração contrito deixa Deus ser Deus. Éloi Leclerc: “O coração contrito é uma brecha íntima por onde pode entrar ainda qualquer coisa nova. É uma abertura ao Deus vivo e imprevisível; o Deus que vem”.

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Oração

NÃO TENHAS MEDO

Não tenhas medo
de olhar para trás,
descobrirás que o amor está a um passo de ti.

Não tenhas medo
de olhar-Me nos olhos.
Eu acolherei a tua inquietação
e a tua incompleta purificação de luz.

Não tenhas medo,
Eu abençoarei a tua misericórdia
quando se faz abraço,
a tua piedade quando se faz ternura,
a tua dor quando se faz pão.

Não tenhas medo,
a paz existirá para ti também,
porque o Meu coração se recolhe ao lado do teu.   (Luigi Verdi)

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 26 - Sábado

14h - 2º Encontro de Formação dos MESC

16h -  Missa na igreja de Santo Antônio - Retiro de São Miguel Arcanjo

19h -  Missa na matriz e na comunidade São Francisco

19h - 3º dia da festa no Asilo São Vicente de Paulo

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Dia 27 - 26º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

9h - Missa na comunidade São Geraldo

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges e no Asilo São Vicente de Paulo (festa)

18h - Missa na igreja de Santo Antônio       19h - Missa na matriz

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Papa na França:

proteger a vida e promover a paz, que não é equilíbrio de forças

Leão XIV, no primeiro discurso no Palácio do Eliseu em Paris, recordou uma França iluminada pelo patrimônio cultural e religioso, mas também exortou as consciências sobre o respeito à dignidade humana, aos direitos e às liberdades das pessoas, independentemente das origens. Insistiu no tema da proteção à vida, diante dos desvios atuais da sociedade, e exortou o país a continuar sendo "artífice incansável da paz", especialmente "no interior da nossa querida Europa" para que o mundo tenha vida.

O Papa Leão XIV pronunciou o primeiro discurso da viagem apostólica à França na manhã desta sexta-feira (25/09), primeiro dos quatro dias no país, que além de Paris, ainda terá etapas em Lourdes e Metz. No Palácio do Eliseu, sede da Presidência da República, o Pontífice encontrou autoridades políticas e religiosas, representantes da sociedade civil, da cultura e do corpo diplomático. Leão se pronunciou logo após o presidente do país, Emmanuel Macron, na Salle des fêtes.

Leia a íntegra do discurso do Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV durante discurso na "Salla des fêtes", no Palácio do Eliseu  


A França e os brilhos da Cidade-Luz

Logo no início do discurso, o Papa agradeceu o convite feito pelo presidente Macron para visitar o país, feito em audiência no Vaticano, quando foi recebido em 10 de abril deste ano. Junto às saudações oficiais, também recordou o povo francês, formado por uma "diversidade de origens" que ajuda a "enriquecer a convivência e a vida democrática" em um país que é "patrimônio cultural e religioso". Um povo que também faz parte das origens familiares do Papa, bem recordadas por Leão, ao citar as raízes nas regiões francesas da Normandia e de Béarn.

Ao se direcionar à sua quinta viagem apostólica, o Papa salientou que parte da própria capital da França, Paris, "frequentemente designada como a Cidade-Luz" de um país que "brilha como um farol cultural, artístico e espiritual, não só na Europa, mas em todo o mundo". O país "contribuiu para formar a inteligência dos povos, muito além das suas fronteiras", para "o bem da humanidade, desde que estejam orientadas para a busca do belo, do bem e do verdadeiro, para que o mundo tenha vida". O savoir-faire, disse o Papa, o "saber fazer", é sinônimo de excelência em muitas áreas, como aconteceu com a grande obra de restauro da Catedral de Notre-Dame de Paris. A recente reabertura "não é apenas o coroamento de uma proeza técnica", mas testemunho "de unidade alcançada por meio do esforço comum", que serve de inspiração, disse o Papa, para agentes da vida política, social e religiosa do país.

O respeito à dignidade humana, aos direitos e liberdades

A França é também uma terra com ricas raízes cristãs, continuou o Papa em discurso, do humanismo, dos pensadores do Renascimento e do Iluminismo que, a partir do país, proporcionaram ao mundo várias conquistas como "o reconhecimento dos direitos humanos inscritos na natureza da própria pessoa, em particular a liberdade religiosa. Esta atenção permanente à dignidade inerente a toda a pessoa humana encontra eco no vosso lema nacional: liberdade, igualdade e fraternidade". Em Paris, por exemplo, foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos do Homem para "criar uma consciência geral da dignidade inalienável da pessoa humana". 

A questão do respeito da dignidade humana e dos direitos e liberdades fundamentais "deve acompanhar a evolução da sociedade e o progresso técnico". O Papa justificou assim a razão pela qual tratou da Inteligênia Artificial na sua primeira Carta Encíclica, a Magnifica humanitas, já que o progresso, sem responsabilidade e "quando não orientado para o bem é capaz de causar danos":

"Para não perdermos a nossa humanidade no meio do 'paraíso das máquinas', que invade e condiciona o nosso quotidiano, é urgente formar os espíritos para um discernimento ético, capaz de distinguir o que é moralmente bom. Esta exigência é fundamental para reconhecer o verdadeiro bem que faz o homem crescer de acordo com a sua vocação primordial, no respeito incondicional pela sua liberdade interior e pela sua dignidade sagrada."

Diálogo urgente na França para proteger a diversidade

Uma sociedade livre, continuou o Papa, "não impõe a uniformidade, mas protege a diversidade de consciências". Esse diálogo "é ainda mais urgente no contexto da França de hoje, onde pessoas de diferentes origens culturais e religiosas são chamadas a viver juntas e a dar o seu contributo para a construção da sociedade". Pela atenção à riqueza do tecido social e à solidariedade, a própria Igreja no país "nunca deixou de agir em prol dos mais desfavorecidos, tornando-se o rosto vivo da ternura e da compaixão de Deus. São testemunhos de "uma autêntica escola de humanidade sobre a grandeza do cuidado e um apelo comovente para o valor único e insubstituível de cada ser humano":

"São também um convite a uma fraternidade renovada, pois exige que aprendamos a acolher a vida incondicionalmente, a amparar a fragilidade com ternura, a acompanhar com respeito e confiança mútua cada etapa da existência e a defender com coragem e compaixão aqueles que não têm voz ou que não se sentem suficientemente apoiados. É por isso que reafirmo «com veemência que a salvaguarda do direito à vida constitui o fundamento imprescindível de todos os outros direitos humanos»"

A proteção à vida é responsabilidade de todos

O Papa insistiu sobre a proteção à vida no discurso às autoridades, alertando sobre "a tentação de esperar da ciência solução e conforto para todos os nossos sofrimentos". As soluções imediatas são um risco enorme para se desviar do bem, afirmou Leão XIV, ao acrescentar:

“Por vezes, constato com preocupação os desvios atuais das sociedades, que correm o risco de deturpar a ciência e a tecnologia, transformando-as em empreendimentos lucrativos que favorecem as manipulações genéticas, a maternidade de substituição, o tráfico de órgãos ou a oferta de uma morte programada. Não esqueçamos que o respeito mútuo e a proteção da vida de uma só pessoa são uma responsabilidade de todos e de cada um, que começa com uma conversão da inteligência e do coração e que exige um compromisso real e desinteressado para com os nossos irmãos e irmãs.”

A laicidade não é ameaça 

O discurso do Pontífice, então, também seguiu para a importância de se respeitar também a laicidade, que "não exclui a dimensão religiosa, mas, pelo contrário, sabe valorizá-la como um recurso educativo". Leão XIV citou o exemplo das escolas católicas presentes na França, que ajudam a dialogar e a respeitar dentro da sociedade:

"Uma correta laicidade não consiste, portanto, em excluir a religião do espaço público ou do ensino, mas em trabalhar em prol do diálogo entre o Estado e as instituições religiosas, para que unam forças ao serviço do bem comum, para que o mundo tenha vida."

O presidente da França, Emmanuel Macron, no encontro no Palácio do Eliseu


Uma paz desarmada e desarmante também pela França

O Papa, ao citar o lema da viagem ao país, "Para que o mundo tenha vida", insistiu sobre o respeito ao próximo e a serví-lo com dignidade, "independentemente da sua origem", constitui um contributo valioso para o diálogo entre os povos, para a defesa dos direitos das pessoas, bem como ao serviço da paz. E mesmo à distância, já que Leão citou diferentes colaborações a partir da França e da sua Igreja que prestam apoio às populações mais vulneráveis do Oriente Médio. Ao falar daquela região de conflitos, o Pontífice lembrou dos "atormentados pelo flagelo da guerra":

"Não podemos permanecer indiferentes perante tais sofrimentos, que ferem a dignidade humana e clamam justiça a Deus. A gravidade destas situações deve interpelar-nos, convidando cada um, onde quer que se encontre, a uma verdadeira conversão do coração e a uma mudança de atitude. É reconhecendo humildemente a necessidade que temos uns dos outros que juntos poderemos empenhar-nos ainda mais na construção da civilização do amor no meio do mundo, que se tornou tão complexo e interdependente."

A saudação entre Leão XIV e Emmanuel Macron na "Salle des fêtes"


Ao citar o pensamento do seu predecessor João XXIII, Leão XIV exortou novamente que "se pare com essa corrida ao poderio militar", que "sejam banidas as armas atômicas; e, finalmente, que se chegue a um acordo para a gradual diminuição dos armamentos, na base de garantias mútuas e eficazes". A posse de armas nucleares, observou o Pontífice, não é garantia de segurança: "na verdade, a paz não é um equilíbrio de forças, mas constrói-se dia a dia com o diálogo e a justiça". Não é para se resignar à perspectiva de uma guerra, considerando-a “inevitável”, disse o Papa, mas a promover incansavelmente o diálogo e a diplomacia:

“Perante os rumores de guerra e as crises multifacetadas que abalam o nosso mundo, a França tem a vocação de continuar a ser uma artífice incansável da paz e do multilateralismo, especialmente no interior da nossa querida Europa. Possa a França, fiel aos seus valores, abrir caminho para uma paz desarmada e desarmante, e oferecer, com responsabilidade, o seu contributo insubstituível em prol da paz; que a sua liberdade cresça incessantemente no cuidado pelo bem comum; que a sua fraternidade abrace toda a humanidade; e que a igualdade a que aspiram se baseie sempre nos alicerces da justiça e da caridade, sem suprimir as diferenças entre as pessoas, mas fazendo-as frutificar harmoniosamente em benefício de toda a sociedade.”

No Palácio do Eliseu, Leão XIV pronunciou o primeiro discurso da viagem de 4 dias à França


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Assista:

Andressa Collet - Vatican News

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                                                     Fonte: vaticanews.va    Fotos e vídeo: (@Vatican Media

26º Domingo do tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Ez 18,25-28

Leitura do livro do profeta Isaías

Assim diz o Senhor: “Vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’. Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta?

Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre. Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá, não morrerá”.

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Responsório: Sl 24

— Recordai, Senhor meu Deus,/ vossa ternura e compaixão.

— Recordai, Senhor meu Deus,/ vossa ternura e compaixão.

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,/ e fazei-me conhecer a vossa estrada!/ Vossa verdade me oriente e me conduza,/ porque sois o Deus da minha salvação;/ em vós espero, ó Senhor, todos os dias!

— Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura/ e a vossa compaixão que são eternas!/ Não recordeis os meus pecados quando jovem,/ nem vos lembreis de minhas faltas e delitos!/ De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia/ e sois bondade sem limites, ó Senhor!

— O Senhor é piedade e retidão,/ e reconduz ao bom caminho os pecadores./ Ele dirige os humildes na justiça,/ e aos pobres ele ensina o seu caminho.

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2ª Leitura: Fl 2,1-11

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

Irmãos: Se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus.

Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.

Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor!” — para a glória de Deus Pai

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Evangelho: Mt 21,28-32

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

«O que vocês acham disto? Certo homem tinha dois filhos. Ele foi ao mais velho, e disse: ‘Filho, vá trabalhar hoje na vinha’. O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois arrependeu-se, e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho, e disse a mesma coisa. Esse respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?» Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: «O filho mais velho.» Então Jesus lhes disse: «Pois eu garanto a vocês: os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vocês no Reino do Céu. Porque João veio até vocês para mostrar o caminho da justiça, e vocês não acreditaram nele. Os cobradores de impostos e as prostitutas acreditaram nele. Vocês, porém, mesmo vendo isso, não se arrependeram para acreditar nele.»

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Reflexão do padre Johan Konings:

Formalismo religioso e verdadeiro serviço a Deus

Na 1ª leitura, Ezequiel ensina que o justo, quando se desvia, se perde, enquanto o pecador que corrige sua vida se salva. Jesus, no evangelho, denuncia a atitude dos supostos “justos”. Não se converteram à pregação de João Batista; os publicanos e as prostitutas, sim. Referindo-se a isso, Jesus faz uma comparação: o “bom filho” diz ao pai que fará, mas não faz; o filho rebelde diz que não fará, mas faz… Qual dos dois, então, é o verdadeiro “justo”?

Não adianta ter o rótulo de justo por causa de habitual bom comportamento e por dizer piedosamente “sim” a Deus. Importa fazer de fato o que Deus espera. E se fizermos o que Deus espera de nós, não importa que antes tenhamos sido pecadores. Fazendo o que Deus espera, o pecador torna-se justo; não o fazendo, o justo torna-se pecador. O “estar bem com Deus” nunca é “direito adquirido”. Não há assentos cativos no céu… Um ladrão, acostumado desde o instituto de menores a viver de bens alheios, arrisca sua vida para salvar um banhista no mar; populares, não casados na Igreja, organizam uma vaquinha para ajudar uma família sem meios de sustento; um beberrão torna-se crente e deixa de beber, para sustentar melhor sua família. Pelo outro lado: padres e religiosos proclamam a “opção pelos pobres”, mas só têm tempo para os ricos e os inteligentes… Qual deles é o justo?

Apliquemos na prática o critério de discernimento que Cristo mesmo sugere na parábola: que é o que a pessoa diz e o que ela faz? Descobriremos com perspicácia o que é acomodação e o que é conversão, também em nós mesmos.

Importa reconhecer a justiça dos que não têm a fama, mas a praticam. E denunciar – para o bem deles e de todos; – os que têm fama de justiça, mas não a praticam. Neste sentido, para ser fiel a Jesus, a comunidade cristã deve expulsar o formalismo religioso, que consiste em observar as coisas formais e exteriores da religião, sem fazer de verdade o que Deus espera de nós: a contínua conversão e a prática da justiça e da solidariedade para com o irmão.

Convém meditar neste sentido o que fez o filho por excelência, Jesus: não se apegou a privilégios de divindade, mas fez a vontade do Pai, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz (2ª leitura).

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Fonte: franciscanos.org.br Imagem: diocesedesaojoaodelrei.com.br Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Editorial - Andrea Tornielli - Vatican News:

A Europa e o desafio de permanecer humanos

O Papa Leão e a viagem de quatro dias à França.


Ele havia escrito isso na Magnifica humanitas, sua primeira encíclica, um texto que continua sendo discutido e comentado internacionalmente: temos o “dever urgente” de permanecer humanos. Diante da tecnologia que se transforma em tecnocracia, diante dos ataques contra a vida e a dignidade do homem, diante da desumanidade da guerra e da tentativa de fazê-la parecer “normal” e “inevitável” para justificar o desperdício de enormes quantias de dinheiro na louca corrida ao rearmamento, o apelo do Papa Leão XIV para que continuemos sendo humanos é realmente uma urgência que não pode ser adiada.

O inerme Sucessor de Pedro, que prega Cristo e sua paz “desarmada e desarmante”, não se move segundo a lógica do poder que hoje parece tão vitoriosa, e não tem outro interesse senão o de fazer ressoar a voz dos pobres, dos sofredores, daqueles que têm sede de justiça, daqueles que anseiam por ver reconhecida a dignidade da vida, dos artífices da paz.

O convite a permanecer humanos é particularmente significativo também para a França, outrora chamada de “filha primogênita da Igreja”, o país que se tornou a pátria do Iluminismo e da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Uma nação em que as raízes cristãs são atestadas pelo esplendor da arte e das catedrais construídas ao longo dos séculos, e continuam vivas graças à presença de uma comunidade católica ativa e dinâmica.

O Bispo de Roma parte, portanto, para sua quinta viagem internacional para visitar Paris, Lourdes e Metz, no coração da velha Europa. Uma peregrinação eminentemente pastoral, que tem como objetivo confirmar na fé as comunidades francesas e, ao mesmo tempo, transmitir uma mensagem de paz e unidade capaz de ir além do recinto dos cristãos e dos crentes, para falar a todos, a partir do reconhecimento do que nos une como seres humanos.

Leão não chega à Ville lumière para condenar ninguém, nem para entrar de cabeça no debate político francês, que está polarizado como em qualquer outro país da Europa. Ele vem como Pastor para encontrar um povo, sua história e sua cultura. Vem para encorajar aqueles que não se rendem à desumanidade. Vem trazendo apenas a Palavra do Evangelho. Mas a Palavra evangélica não está destinada a ficar suspensa no ar, relegada apenas ao âmbito das ideias ou das mensagens banais. É, ao contrário, uma Palavra que penetra na carne viva da história, enfrentando as feridas do nosso tempo e lançando uma luz de verdade para dissipar a névoa da mentira. É uma Palavra que nos convida a nos deixarmos ferir pelo sofrimento daqueles que morrem sob as bombas de guerras consideradas “inevitáveis”, que talvez pudessem ser detidas se prevalecessem a criatividade diplomática e um compromisso sério com as negociações, em vez de ceder aos interesses inconfessáveis dos grandes mercadores de armas. É uma palavra que nos pede para assumirmos o fardo do sofrimento daqueles que estão gravemente doentes e precisariam ser amados e acompanhados, em vez de serem deixados sozinhos, à mercê do desejo desesperado de pôr fim à própria vida. É uma palavra que nos coloca diante da responsabilidade de não desviarmos o olhar diante dos rostos daqueles que chegam ao Velho Continente após atravessarem o Mediterrâneo em busca de um futuro.

Desta terra da França, tão orgulhosa de suas raízes antigas, de sua história e de seu papel no mundo, o Papa Leão se dirigirá a toda a Europa. Uma Europa que corre o risco de perder sua identidade, caindo no abismo das ideologias belicistas e tecnocráticas, e que, ao invés, é chamada a redescobrir as razões profundas de sua unidade, a urgência da paz e a necessidade de defender a “magnifica humanitas” de cada pessoa em todas as fases de sua existência.

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                                                                   Fonte: vaticanews.va    Foto: (@Vatican Media

Pe. Zezinho, scj celebra seis décadas de sacerdócio

e uma trajetória pioneira
na música, na comunicação e na catequese

Ordenado no contexto do Concílio Vaticano II, sacerdote construiu uma trajetória entre novas linguagens e hoje, aos 85 anos, define sua fase atual como a do “sol poente”.

Gabi Buonvechio - Cidade do Vaticano

Em uma sociedade marcada pela tecnologia e pelo acesso imediato à informação, o novo rapidamente cede lugar ao próximo. A cada dia, surgem novos nomes no cenário religioso: cantores, pregadores, missionários e influenciadores que encontram nas plataformas digitais novos espaços de evangelização. O microfone, antes restrito a poucos, tornou-se acessível a muitos. No palco físico ou virtual, multiplicam-se as vozes.

Mas nem sempre foi assim. Esse caminho está marcado por pessoas que, num passado não tão distante, resolveram arriscar e assumir as consequências que o pioneirismo exige.

Há seis décadas, um sacerdote começou a trilhar um desses caminhos. Iniciativas que hoje parecem corriqueiras, como abrir espaço para que jovens tocassem violão e cantassem na Santa Missa, podiam ser recebidas, naquele contexto, como uma heresia. Em uma fase de transformações na Igreja, marcado pelo Concílio Vaticano II, José Fernandes de Oliveira, mais conhecido como Pe. Zezinho, scj, compreendeu que seu ministério também seria chamado a dialogar com um novo tempo.

Anos depois, aquele período de mudanças ajuda a compreender parte do percurso que Pe. Zezinho, scj, construiu ao longo de seu ministério. O sacerdote completou 60 anos de sacerdócio nesta segunda-feira, 21 de setembro. O jubileu reúne diferentes capítulos de uma trajetória que passa pela música, pela catequese, pela comunicação e pela literatura.

Do Zezé ao seminarista

Mineiro de nascimento, José Fernandes de Oliveira deixou sua terra natal aos três anos de idade, quando sua família se mudou para o interior de São Paulo em busca de melhores condições de vida. Em Taubaté, cresceu a poucos metros do Convento Sagrado Coração de Jesus, conhecido como Conventinho.

Foi na convivência com os padres dehonianos que o desejo pelo sacerdócio começou a ganhar forma. Aos 12 anos, ingressou no Seminário Menor da Escola Apostólica Dehonista, em Lavras (MG).

Entre todos os lugares por onde passou durante o período de formação, Corupá, em Santa Catarina, ocupou um espaço particular em sua história. Foi ali, entre 1954 e 1959, que completou o ensino médio e viveu experiências que contribuíram para que José Fernandes se desprendesse do menino Zezé.

Ainda adolescente, o seminarista já demonstrava sensibilidade artística. Seu interesse pela música, porém, nem sempre encontrou espaço entre os formadores. Em determinado período, chegou a ser impedido de aprender a tocar instrumentos. Podia participar de atividades e apresentações, mas muitas vezes apenas nos bastidores.

Foi também nessa época que começou a escrever. Diante das restrições, encontrou uma maneira de continuar: criava pseudônimos e pedia a colegas que declamassem seus poemas. A música e a escrita, que naquele momento pareciam apenas inclinações pessoais, acabariam se tornando instrumentos centrais de seu ministério.

Um padre do Sagrado Coração de Jesus

Em 1963, José Fernandes foi enviado para Hales Corners, nos Estados Unidos, onde estudou Teologia e aprofundou seus conhecimentos em Comunicação e Psicologia.

Em 17 de junho de 1966, recebeu a ordenação diaconal pela imposição das mãos de dom William Cousins. Três meses depois, em 21 de setembro, foi ordenado sacerdote pelo mesmo bispo.

Para o ministério que iniciava, escolheu como lema: “Ajoelhei-me na consciência da minha pequenez, e o Senhor me ergueu pequeno, mas sacerdote para sempre”.

Sua ordenação ocorreu no ano em que o Concílio Vaticano II chegava ao fim. A Igreja atravessava um período de renovação, e Pe. Zezinho viveria seu ministério justamente nesse contexto de novas linguagens e novas formas de participação na vida eclesial.

Em 1967, retornou ao Brasil e foi destinado ao Santuário São Judas Tadeu, no Jabaquara, em São Paulo. Ali, dedicou-se especialmente aos jovens e às escolas, participando da criação da pastoral da juventude.

Foi nesse ambiente que seu modo de catequizar por meio da música, da arte e de uma linguagem próxima do cotidiano ganhou maior projeção.

O trabalho chamou a atenção da Ir. Maria Nogueira, então diretora da gravadora Paulinas. Veio o convite para uma gravação de teste. A partir dali, a música se tornaria uma das principais formas pelas quais o sacerdote comunicaria a fé.

Uma voz entre diferentes realidades

Sua produção musical percorre diferentes dimensões da experiência cristã. Há espaço para a espiritualidade, mas também para questões sociais e fraternidade. Canções como “Estou Pensando em Deus” e “Oração pela Família” convivem, em seu repertório, com composições como “Por um Pedaço de Pão” e “Mataram Mais um Irmão”.

Essa diversidade também fez com que, ao longo das décadas, suas posições fossem interpretadas de maneiras distintas. Pe. Zezinho chegou a ser alvo de classificações políticas opostas e, em determinado período, permaneceu na Espanha após ser perseguido pela ditadura ao defender o direito dos jovens ao voto.

Em meio às diferentes interpretações, uma referência marca sua trajetória: a Igreja em diálogo com a realidade do mundo, como expressa a Gaudium et Spes, constituição pastoral do Concílio Vaticano II.

Para Pe. Zezinho, comunicar a fé também significa cantar as alegrias e as dores do povo.

O retorno às origens

Aos 85 anos, o sacerdote vive atualmente no Conventinho, em Taubaté, o mesmo endereço que marcou sua infância e o despertar de sua vocação junto aos dehonianos. Depois de décadas entre viagens, palcos, estúdios, livros e programas de TV e rádio, a rotina tornou-se mais tranquila.

A atividade, no entanto, permanece: Pe. Zezinho continua compondo, escrevendo e gravando. Ao longo de 60 anos de sacerdócio, o que marca sua trajetória não é apenas o volume da obra, com cerca de 1.800 canções e mais de 120 livros, mas a forma simples como essa mensagem chegou às pessoas. Seja em orações feitas em família, em celebrações ou em salas de aula, seu repertório traduziu a fé em linguagem cotidiana e acompanhou diferentes gerações.

Ao falar sobre o envelhecimento, o sacerdote recorre à imagem do sol poente:

“Envelhecer é a fase do sol poente. A aurora é bonita, mas o poente também é rico de experiências”

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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Leão XIV na catequese desta quarta-feira:

a caridade deve orientar o progresso.
Deus e o homem não são rivais

Cerca de 25 mil pessoas participaram da Audiência Geral de hoje na Praça São Pedro. Em sua catequese, o Pontífice deu prosseguimento ao ciclo sobre os documentos do Concílio Vaticano II.

Qual é o valor da atividade humana no mundo e, por conseguinte, do progresso técnico, social e científico? Esta é a pergunta que norteou a catequese desta quarta-feira do Papa Leão XIV. O Pontífice deu continuidade à análise da Constituição Pastoral Gaudium et spes do Concílio Ecumênico Vaticano II, comentando hoje o terceiro capítulo, intitulado: "A atividade humana no mundo". 

"Criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano é um agente de progresso. Com a liberdade e a inteligência, ele amplia os seus conhecimentos, fazendo assim progredir toda a sociedade", afirmou o Santo Padre. Isso é facilmente visível quando se consideram as melhorias nas condições de vida ao longo das sucessivas gerações. 

LEIA A CATEQUESE DO SANTO PADRE

O ser humano e Deus não são rivais, reiterou o Papa. E o progresso técnico-científico não é antagonista da fé cristã, como os humanismos pós-cristãos defenderam. 

A essas considerações, o Concílio foi claro: as vitórias do gênero humano manifestam a grandeza de Deus. Ele colocou nas mãos do homem e da mulher uma criação ainda in statu viae, ou seja, em caminho, em crescimento, para que eles a conduzam à plenitude através da sua atividade sensata.

Santificar o cotidiano

Desta perspectiva, prosseguiu o Papa, surge uma verdade importante: para encontrar Deus, o ser humano não deve abandonar as ocupações terrenas, mas pode viver plenamente a sua vocação, desempenhando bem o trabalho quotidiano e santificando-o.

E não só: para se tornar um autêntico progresso humano — isto é, de todo o homem e de todos os homens —, o progresso técnico e científico deve ser animado e orientado pela caridade. Só assim poderá estar sempre ao serviço da defesa da dignidade do homem e promover as condições de vida de todos, especialmente dos mais desfavorecidos. O Santo Padre então concluiu:

“Queridos irmãos e irmãs, o Concílio Vaticano II convida-nos a partilhar o pão do conhecimento e do saber-fazer, para que cada homem e cada povo possa desenvolver o seu potencial e, juntos, possamos construir, com a ajuda de Deus, um futuro melhor.”

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Assista: 

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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