na qual expressa proximidade, afeto filial e comunhão
O Papa Leão XIV
anunciou, ao final do Angelus do domingo, 11 de outubro, que deverá se
submeter a uma cirurgia para retirar um nódulo circunscrito no pulmão. A
cirurgia será realizada nos próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli. A
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem ao Santo Padre
expressando proximidade fraterna, afeto filial e comunhão na oração. Às
vésperas da festa de Nossa Senhora Aparecida, a CNBB confia a saúde do Papa e
seu ministério à intercessão da Padroeira do Brasil. Segue, abaixo, a íntegra
da mensagem.
Ao Santo Padre,
Papa Leão XIV
Santidade,
Ao recebermos a
notícia da intervenção cirúrgica à qual Vossa Santidade será submetido nos
próximos dias, expressamos, em nome da Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil, nossa proximidade fraterna, nosso afeto filial e nossa comunhão na
oração.
Acolhemos seu
pedido de orações e nos unimos aos bispos, presbíteros, diáconos, consagrados e
consagradas e a todo o povo de Deus no Brasil, suplicando ao Senhor que o
sustente com sua paz, ilumine os profissionais responsáveis por seus cuidados e
lhe conceda uma plena recuperação.
Às vésperas da
festa de Nossa Senhora Aparecida, confiamos sua saúde e seu ministério à
intercessão da Padroeira do Brasil. Que Maria o acompanhe com sua ternura
materna e o fortaleça na missão de confirmar os irmãos na fé e conduzir a
Igreja nos caminhos da comunhão e da paz.
Santo Padre,
receba o abraço afetuoso da Igreja no Brasil. Permanecemos unidos a Vossa
Santidade na fé, na esperança e na oração.
uma obra louvável que cumpre o mandamento da caridade
Ao receber a
antiga associação em audiência, o Papa agradeceu aos membros e voluntários pelo
seu compromisso, que contribui "para formar o rosto bonito da
Igreja", no testemunho do "Evangelho entre os pobres e os
desfavorecidos", e recomendou que o mandamento do amor esteja na base dos
compromissos e das orações.
O Papa Leão XIV
recebeu em audiência, nesta segunda-feira (12/10), na Sala das Bênçãos, no
Vaticano, os sócios do Círculo São Pedro, realidade de assistência e ajuda aos
pobres.
O Pontífice
iniciou o seu discurso, recordando que desde 1869, esta "digna associação
tem estendido a mão, em nome do Papa, a muitas pessoas necessitadas na nossa
amada cidade de Roma, oferecendo refeições que distribuem diariamente, abrigos
noturnos para os sem-teto, alojamento para famílias carentes e outros serviços".
Oração, ação e
sacrifício
“É uma obra
louvável, que cumpre o mandamento do Senhor de uma caridade que, em segredo,
espera a sua recompensa só de Deus. Contribui para moldar o bonito rosto da
Igreja, que dá testemunho do Evangelho entre os pobres e desfavorecidos.”
Refletindo sobre
os três pilares do carisma do Círculo São Pedro, "oração, ação e
sacrifício", o Papa ofereceu-lhes "uma palavra que os une em perfeita
harmonia: caridade".
"Em
primeiro lugar, a oração é o fundamento da caridade. Não é por acaso que a
primeira palavra do seu lema se refere ao vínculo com Deus. Só se pode dar o
que se recebe. A oração é precisamente essa relação através da qual recebemos a
mesma caridade que somos chamados a dar", disse Leão XIV, encorajando-os
sempre "a retornar à Palavra de Deus e à oração como a fonte inesgotável
de sua dedicação".
A segunda
palavra do lema da associação, "ação, indica a direção para a qual voltar
o amor recebido de Deus". "A oração, de fato, torna-se eficaz quando
se volta para o próximo. A caridade gerada pelo Espírito Santo é o amor de Deus
derramado em nossos corações: um amor que se torna compromisso de vida e
serviço. Esse amor deve tornar-se meta, estilo e sentido da nossa vida",
sublinhou o Papa.
O terceiro eixo
em torno do qual gira carisma do Círculo São Pedro, "o sacrifício, remete
ao cerne da caridade, indicando-nos a maneira de viver o equilíbrio entre
oração e ação". A seguir, Leão XIV citou Santo Agostinho: «Verdadeiro
sacrifício é toda obra pela qual nos comprometemos a nos unir em santa comunhão
com Deus. Portanto, mesmo o bem com que se socorre o homem, se não for
realizado em relação a Deus, não é sacrifício. De fato, embora o sacrifício
seja realizado e oferecido pelo homem, é algo divino».
Participar da
própria obra de Cristo
“Ao oferecerem
seu tempo, seu entusiasmo e também seu esforço em favor dos pequeninos, vocês
participam da própria obra de Cristo, que nos amou e deu a vida por nós. Unidos
ao seu sacrifício, portanto, já não somos nós que vivemos, mas o próprio Cristo
vive em nós.”
O Papa pediu aos
membros da associação "que a caridade seja sempre fonte de sua oração,
alma de sua ação, expressão de seu sacrifício espiritual". Agradeceu-lhes
pelo Óbolo de São Pedro entregue a ele "como sinal de sua fidelidade e
devoção ao Santo Padre. Sua devoção está sempre presente em mim, pois sempre
levo comigo o presente que me deram no momento da minha eleição, e
agradeço-lhes sinceramente". Voltando ao Óbolo de São Pedro, o Pontífice
disse que "ele sustenta a solicitude do Bispo de Roma por esta cidade e é,
ao mesmo tempo, uma ajuda às necessidades da Sé Apostólica no serviço a toda a
Igreja".
Leão XIV
concluiu, confiando o Círculo São Pedro "à proteção da Virgem Maria, Salus
Populi Romani".
Seis décadas
depois de criada a Vila de Guaratinguetá, um certo capitão José Correia Leite,
adquiriu terras em Tetequeras, nas margens do Rio Paraíba do Sul, cerca,de três
léguas abaixo de Pindamonhangaba. O Porto existente em sua fazenda, ficou então
conhecido pelo nome de Porto José Correia Leite (atual Porto Itaguaçú).
Em dezembro de
1716, o rei D. João V, nomeou D. Pedro Miguel de Almeida Portugal e
Vasconcelos, conhecido como Conde de Assumar, para governar como Capitão
General a Capitania de São Paulo e Minas Gerais, que pouco depois seria
desmembrada em duas, por sugestão dele mesmo. Foi homem importante, viria a ser
mais tarde vice-rei da Índia. Embarcou no Rio de Janeiro para Angra dos Reis,
Parati e Santos, daí galgou a Serra do Mar e foi a São Paulo, onde tomou posse
em 04 de setembro de 1717. Pouco depois seguiu para Minas Gerais, pela chamada
estrada real, hospedando-se com toda sua comitiva em Guaratinguetá de 17 a 30
de outubro, à espera de suas bagagens que deixara no porto de Parati.
A Câmara
Municipal da Vila de Santo Antonio de Guaratinguetá viu-se em apuros para
abastecer a mesa de tão ilustre visitante, por isso convocou os pescadores
Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, e os mesmos saíram em pescaria
pelo Rio Paraíba. Desceram e subiram o rio várias vezes e nada conseguiram,
chegando ao Porto “José Correia” o pescador João Alves arremessando sua rede às
águas do Rio Paraíba sentiu que algo ali se prendera, puxou-a de volta ao barco
e viu que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça.
Arremessou novamente a rede e apanhou a cabeça da imagem. Os três pescadores
sem nada entender continuaram a pescaria, quando para surpresa de todos os
peixes surgiram em abundância para aqueles homens.
O' Senhora Aparecida abençoai-nos!
Segundo o relato
daquelas humildes pessoas, foram tantos peixes logo conseguido, depois de
“aparecida” a imagem, que a canoa ficou cheia. Até ameaçava afundar.
Alegraram-se muito com o ocorrido e foram levar o pescado à Câmara Municipal de
Santo Antonio de Guaratinguetá, mas primeiro passaram pela casa de Felipe
Pedroso e deixaram a preciosa encomenda confiada aos cuidados de Silvana da
Rocha, mãe de João, esposa de Domingos e irmã de Felipe. Puseram-na dentro de
um baú, enrolada em panos, separada uma parte da outra.
A casa de
Silvana foi o primeiro oratório que teve aquela imagem, e ficou com ela cerca
de nove anos, até 1726, data provável de seu falecimento. O marido e o filho,
Deus já os chamara antes. Assim tornou-se herdeiro da imagem seu irmão, Felipe
Pedroso, o único sobrevivente da milagrosa pescaria. Sua casa foi o segundo
oratório, por seis anos, perto da Ponte Sá (proximidade da atual Estação
Ferroviária) e também o terceiro, por mais sete anos, na Ponte Alta, para onde
se mudara. Em 1739, Felipe Pedroso mudou-se mais uma vez, já velho, para o
Itaguaçu, e fez a entrega da imagem a seu filho Atanásio. Até então a imagem
ficava dentro do baú, guardada, e só era tirada de lá nas horas das preces,
quando era posta sobre uma mesa. Na casa de Atanásio Pedroso, que ficou sendo
seu quarto oratório, ela passou a ter altar e oratório de madeira, feitos por
ele. Chamava sempre parentes e amigos e com eles rezava o terço e entoava
cânticos. O número de devotos começou a aumentar, alguns sentiram-se
favorecidos por graças e até por milagres, que apregoavam. A fama da Santa
Aparecida foi crescendo e a notícia dos prodígios chegou aos ouvidos do vigário
da Paróquia, Padre José Alves, que mandou seu sacristão, João Potiguara,
assistir as rezas e observar. Baseado nas informações desse, e tendo ouvido
outras pessoas, resolveu o vigário construir uma capelinha ao lado da casa de
Atanásio, que, nessas alturas, estava morando no Porto Itaguaçu, onde a imagem
fora encontrada.
Reprodução do encontro da imagem
Consta que o
vigário quis levar a imagem para Guaratinguetá, levou-a por duas ou três vezes,
mas o povo ia às escondidas e a trazia de volta. Depois corria a notícia de que
a imagem fugira de volta para o bairro Itaguaçu. Resolveu o padre José Alves
Vilela, no ano de 1743, construir uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, a
qual terminou sua construção dois anos depois, abrindo a visitação pública em
26 de julho de 1745 (dia consagrado a Santa Ana), dia em que foi celebrada a
primeira missa.
Assim, 28 anos
depois de “aparecida” a imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, ela teve sua
capela, que iria durar 138 anos, até 1883.
Em 1894, chegou
em Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários
Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés
da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.
No dia 8 de
setembro de 1904, D. José Camargo de Barros coroou solenemente a Imagem de
Nossa Senhora Aparecida. Em 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de
Basílica Menor, passados vinte anos, no dia 17 de dezembro de 1928, a vila que
se formou ao redor da Igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se
Município, e em 1929, Nossa senhora foi proclamada Rainha do Brasil e sua
Padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI.
Com o passar do
tempo o aumento do número de romeiros foi aumentando e a Basílica tornou-se
pequena. Foi então que os Missionários Redentoristas e os senhores Bispos
iniciaram no dia 11 de novembro de 1955 a construção da atual Basílica Nova, o
maior Santuário Mariano do Mundo. Em 1980, ainda em construção, recebeu o
título de Basílica Menor pelo Papa João Paulo II. Em 1984, foi declarada
oficialmente Basílica de Aparecida Santuário Nacional, pela CNBB (Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil).
Talvez não
tenham dito a vocês, mas a maioria dos romeiros que buscam Aparecida, em grande
parte vai lá também para INTERCEDER. Vai rezar por um outro!
Muitos vão para
agradecer, outros para pedir, mais um grande número vai lá pensando num filho,
numa filha, na esposa, no esposo, nos amigos, num parente, e em geral, para
alguma cura.
99% são
católicos devotos e generosos que oram por quem precisa! Pensam nos outros!
No caminho
trocam sorrisos, alegria, gentilezas e encontram os grupos de apoio, também
eles gentis e acolhedores.
Romaria é ir lá
por alguém não pode ir e em companhia de alguém que decidiu caminhar 100, 300,
400 kms por penitência ou simplesmente para ORAR como católico, já que, pelo
próprio termo KAT HOLOS, fazemos parte de um grande todo, somos inclusivos, não
excluímos ninguém, e rezamos até por quem vive nos excluindo …
Muitos também
vão pedir pela conversão de um parente.
Aquele
confessionário já viu muitos milagres. Aqueles bancos já testemunharam muitas
curas. Aquele altar já deu forças para muitos que foram comungar pedindo a quem
pode nos ajudar!
Naquela basílica
está Jesus, como está em todas as igrejas católicas do mundo.
Mas em Aparecida
a imagem fica lá no fundo. Ao lado há algum crucifixo e o sacrário.
É ali que o
romeiro ganha forças para sua fé sincera!
Frequento
parecida há mais de 70 anos eu já vi muitas mudanças de vida, lindas
conversões. Em muitos casos quem foi interceder voltou para ver o parente que
se curou naqueles dias. É claro que ali há curas, mas sem alarde. Ninguém grita
na hora.
Humildemente
depois testemunha que foi ali que recebeu aquela graça!
Foi Maria? Não
foi ela. Mas ela intercedeu e quem fez a cura foi JESUS, o filho dela.
É por isso que
Aparecida tem um altar no meio. É ali que as coisas acontecem. Mas a imagem, lá
do fundo, lembra a mãe Intercessora.
Afinal, nós
também somos intercessores, já que não podemos operar milagres.
Então nós
pedimos, e alguém que sabe orar melhor do que nós intercede conosco e as curas
e as conversões acontecem.
Se outras
igrejas não acreditam nisso nós acreditamos. Santos também não tem poder, mas
sabem interceder e pedir. Não é o que fazem os pastores na televisão? Eles
também intercedem. “Dizem na TV - ESTAREI ORANDO POR CURAS E REVELAÇÕES!”
Eles rezam pelos
seus santos na TV e nos seus templos, e nós rezamos pelos santos que já estão
Céu.
E quem está no
céu tem muito mais capacidade de interceder do que nós, que ainda somos
pecadores aqui embaixo.
É verdade que
Maria não faz milagres, mas ela ensina como se reza. Foi que ela fez a vida
inteira. E continua fazendo lá, ao lado do filho.
***
Tenho pena
daquele pregador que anda dizendo que Maria está dormindo. Quem ainda não
acordou é ele!
Na verdade, ele
está dizendo que Jesus ainda não conseguiu levar nem mesmo a mãe dele para o Céu.
Que tipo de igreja é essa? Afinal, Jesus tem ou não tem poder de salvar e
curar? Levou ou não levou a mãe dele para o céu?
Os católicos vão
em Romaria para aprender a interceder do jeito como Maria fez, sabendo que quem
PODE é o Filho e que quem PEDE é a mãe. Que nós também podemos pedir ao Deus
que pode!
Leão XIV fez um
novo apelo pelas populações atingidas pelas consequências do conflito e pediu
às partes que garantam o transporte seguro de cereais pelo Mar Negro. Após o
Angelus, o Pontífice recordou ainda as vítimas de acidentes de trabalho, a nova
beata Maria Inácia Isacchi e saudou os devotos do Senhor dos Milagres,
agradecendo pelas orações em vista de sua próxima visita ao Peru.
“O pão de cada
dia de milhões de pessoas não pode ficar refém da guerra.” Foi o apelo do Papa
Leão XIV neste domingo, 11 de outubro, ao voltar o olhar para a atormentada
Ucrânia e, desta vez, também para as consequências do conflito que chegam muito
além de suas fronteiras.
Após a oração do
Angelus, na Praça São Pedro, o Pontífice destacou sobretudo a situação dos
países mais pobres, onde muitas pessoas dependem da importação de cereais, e
pediu às partes envolvidas na guerra que permitam o transporte seguro desses
alimentos pelo Mar Negro.
O pão não pode
ser refém da guerra
“A guerra na
martirizada Ucrânia continua a causar sofrimento muito além das suas
fronteiras, sobretudo nos países mais pobres, onde tantas pessoas dependem da
importação de cereais. Dirijo um sentido apelo às partes em conflito para que
permitam o transporte seguro de cereais no Mar Negro. O pão de cada dia de
milhões de pessoas não pode ficar refém da guerra.”
O apelo chama a
atenção para um dos efeitos da guerra que atinge diretamente populações
distantes da região do conflito: a insegurança alimentar, especialmente nos
países economicamente mais frágeis e dependentes da importação de cereais.
Prevenção para
proteger vidas no trabalho
Leão XIV dirigiu
também seu pensamento às pessoas que perderam a vida ou sofreram acidentes
durante o exercício de suas atividades profissionais. Neste domingo, a Itália
celebra o Dia das Vítimas de Acidentes de Trabalho, ocasião em que o Papa
reforçou a importância da prevenção:
“Hoje celebra-se
em Itália o Dia das Vítimas de Acidentes de Trabalho. Saúdo a Associação
Nacional dos Mutilados e Inválidos do Trabalho e encorajo os esforços em prol
da prevenção.”
O exemplo de uma
nova beata
Entre as
saudações após o Angelus, o Papa recordou ainda a beatificação, celebrada no
sábado em Mântua, da irmã Maria Inácia Isacchi, fundadora da Congregação das
Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus. A religiosa dedicou sua vida
especialmente à educação e à assistência das pessoas mais necessitadas. Leão
XIV apontou sua caridade como exemplo para os cristãos de hoje:
“Ontem, em
Mântua, foi beatificada a Irmã Maria Inácia Isacchi, fundadora da Congregação
das Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus. Entre o final do século XIX e
as primeiras décadas do século XX, dedicou-se com corajosa caridade aos
necessitados e desfavorecidos. Que o seu exemplo reavive em todos nós o desejo
de ser, no mundo, testemunhas do amor evangélico para com todos.”
Senhor dos
Milagres e a próxima visita ao Peru
Um momento
particularmente ligado à história pessoal de Leão XIV foi a saudação aos
membros da Hermandad del Señor de los Milagros presentes em Roma. Os fiéis
participaram de uma procissão com a venerada imagem do Cristo crucificado, uma
das devoções mais populares do Peru.
“Saúdo os
membros da Hermandad del Señor de los Milagros em Roma e todos os que
participaram na procissão com a venerada imagem do Crucificado. Obrigado pelas
vossas orações em vista da Visita pastoral que realizarei ao Peru.”
Conhecida também
como devoção ao “Cristo Moreno”, sua origem remonta ao século XVII, em Lima,
quando uma imagem de Cristo crucificado foi pintada por um escravo angolano em
uma parede de adobe. A imagem permaneceu de pé após fortes terremotos que
atingiram a capital peruana, dando origem a uma devoção que, todos os anos no
mês de outubro, leva multidões às ruas vestidas com o tradicional hábito roxo.
A devoção não é
desconhecida de Leão XIV. Durante os anos em que viveu no Peru, Robert Prevost
participou diversas vezes das celebrações em honra ao Senhor dos Milagres. Em
outubro de 2020, por exemplo, presidiu uma celebração dedicada à devoção quando
era bispo de Chiclayo e administrador apostólico do Callao. Já como cardeal, em
outubro de 2024, participou em Roma da celebração na Basílica de São Pedro e da
procissão do Cristo Moreno. A saudação deste domingo ganha ainda mais
significado diante da próxima viagem de Leão XIV ao país onde exerceu por anos
seu ministério pastoral. O Papa chegará a Lima em 11 de novembro e, ao longo da
visita, passará também por Chiclayo, Cusco e Pucallpa, antes de retornar a Roma
em 16 de novembro.
Ao final do
Angelus, Leão XIV anunciou aos fiéis que deverá passar por uma intervenção
médica para retirar um nódulo “circunscrito no pulmão”, identificado “em uma
fase muito inicial” e “bem localizado” durante alguns exames. A cirurgia será
realizada nos próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli.
O Papa Leão XIV
anunciou, ao final do Angelus deste domingo, 11 de outubro, que deverá se
submeter a uma cirurgia para retirar um nódulo circunscrito no pulmão. Diante
das numerosas pessoas reunidas na Praça São Pedro, o Papa explicou:
“Recentemente,
durante alguns exames, os médicos encontraram em mim um nódulo circunscrito no
pulmão. Foi identificado em uma fase muito inicial e está bem localizado. Os
médicos consideram oportuno intervir. E então, seguindo os conselhos deles,
decidi me submeter a uma cirurgia para retirá-lo.”
A intervenção já
está programada para os próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli.
Leão XIV
agradeceu a todos os fiéis, tanto os presentes na Praça São Pedro quanto
aqueles que acompanhavam o Angelus de várias partes do mundo, “pela proximidade
espiritual”. “Confio-me às suas orações! Bom domingo!”, concluiu o Papa.
Em resposta às
perguntas dos jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo
Bruni, esclareceu “que a intervenção está prevista para os primeiros dias da
próxima semana e que o período previsto de internação pós-operatória é de cerca
de uma semana”.
Ao que parece, a Parábola do Banquete foi
muito popular entre as primeiras gerações cristãs, pois consta no Evangelho de
Lucas, Mateus e também no evangelho apócrifo de Tomé. Mas as versões são tão
diferentes e as aplicações extraídas dela tão diversas que só podemos abordar
os elementos essenciais do relato original.
Deus está preparando uma última festa para
todos os seus filhos, pois a todos quer ver sentados, junto com Ele, em torno
de uma mesma mesa, desfrutando para sempre de uma vida plena. Esta foi
certamente uma das imagens mais queridas por Jesus para “sugerir” o desfecho
final da história humana. Ele não se contentava só em dizê-lo com palavras, mas
se sentava à mesa com todos e comia até com pecadores e indesejáveis, pois
queria que todos pudessem ver figurativamente algo do que Deus desejava levar a
cabo.
Por isso Jesus entendeu sua vida como um
grande convite em nome de Deus. Não impunha nada, não pressionava ninguém.
Anunciava a boa notícia de Deus, despertava a confiança no Pai, acabava com os
medos, avivava a alegria e o desejo de Deus. A todos devia chegar seu convite,
sobretudo aos mais necessitados de esperança.
Jesus era realista. Sabia que o convite
podia ser recusado. Na versão de Mateus são descritas diversas reações. Uns o
recusam de maneira consciente: “não queremos ir”. Outros respondem com a
indiferença: “não fizeram caso”. Importam-lhes mais suas terras e negócios.
Houve também aqueles que reagiram de maneira hostil contra os criados.
São muitos os que já não escutam mais algum
convite de Deus. Basta-lhes responder de si para si mesmos. Sem talvez tomar
consciência disto, vivem uma vida “solitária”, encerrados num monólogo perpétuo
consigo mesmos. O risco é sempre o mesmo: viver cada dia mais surdos a todo
apelo que possa transformar radicalmente sua vida.
Talvez uma das tarefas mais importantes da
Igreja hoje seja criar espaços e facilitar experiências onde as pessoas possam
escutar de maneira simples, transparente e alegre o convite de Deus proclamado
no Evangelho de Jesus.
JOSÉ ANTONIO PAGOLAcursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.