quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 27 - Quinta-feira

19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração na comunidade do Uruguaia

19h30 - Celebração na comunidade dos Lucianos

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Dia 28 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

19h - Celebração nas comunidades Eldorado, Andorinhas e Santa Luzia (Bela Vista)

19h - Grupo de oração Maranathá na capela da Soledade

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Dia 29 - Sábado

9h -  Ordenação Presbiteral do diác. Leonardo Henrique em Congonhal

19h -  Missa na matriz e na comunidade São Geraldo

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Dia 30 - 22º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

14h - Encontro de espiritualidade

e formação com os catequistas no Colégio Santa Ângela

18h - Missa na igreja de Santo Antônio     19h - Missa na matriz

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Papa, nesta quarta, sobre a reforma litúrgica:

a participação dos fiéis não pode ser passiva

Leão XIV dedicou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (26/08) às razões que levaram o Concílio Vaticano II a promover a reforma litúrgica. O Pontífice destacou que a liturgia é uma realidade viva, inserida na tradição da Igreja, e deve favorecer a participação consciente, ativa e piedosa. "Os fiéis não podem nem devem continuar a permanecer em silêncio e passivos. A sua presença material não pode coexistir com a sua ausência espiritual", afirmou.

A reforma litúrgica não surgiu de maneira repentina nem representou uma ruptura com o passado. Foi o que afirmou o Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira, 26 de agosto, realizada na Basílica de São Pedro, em sua última catequese dedicada à Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II. Segundo o Pontífice, esse caminho amadureceu no interior da Igreja e foi preparado pelo Movimento Litúrgico e pelo Magistério ao longo do século XX. Ao retomar as razões da reforma, Leão XIV recordou uma carta de 1962 do então arcebispo de Milão, cardeal Giovanni Battista Montini, futuro São Paulo VI, que definia a liturgia como expressão do divino e do humano e como voz do diálogo com Deus.

Fiéis não podem permanecer passivos

Na carta, Montini afirmava que os fiéis “não podem nem devem continuar a permanecer em silêncio e passivos” e que a presença material não pode coexistir com a ausência espiritual. Leão XIV observou que essas palavras estão em sintonia com a Sacrosanctum Concilium, que pede aos cristãos que não entrem no mistério da fé como estranhos ou espectadores mudos, mas participem da ação sagrada de modo consciente, ativo e piedoso:

“Uma vez que os gestos e as palavras da sagrada liturgia são decisivos para concretizar esta experiência, a participação dos fiéis não pode ser passiva.”

Por meio das ações rituais da Igreja, explicou o Papa, realiza-se a memória da obra da salvação e os fiéis podem viver uma verdadeira relação com Deus, entrando em contato com o acontecimento salvífico. Os gestos e as palavras da celebração são, portanto, essenciais para que essa experiência se concretize.

A liturgia, uma realidade viva

Ao colocar no centro o que constitui o cerne da experiência eclesial, a reforma buscou tornar a riqueza dos textos bíblicos e das orações mais acessível a todos os fiéis e simplificar a estrutura das celebrações em relação à prevista nos livros litúrgicos então em vigor:

“A reforma conciliar, ao colocar no centro aquilo que constitui o cerne da experiência eclesial, procurou fazer resplandecer a liturgia como ‘fonte primeira da vida divina que nos é comunicada’.”

A liturgia, recordou Leão XIV, é uma realidade viva e esteve sempre sujeita a evoluções e mudanças. Com respeito pelo patrimônio da tradição, o Concílio distinguiu os elementos divinos e imutáveis daqueles que podem ser modificados com o passar do tempo, para que os textos e os ritos expressem com maior clareza as realidades santas e favoreçam uma celebração plena, ativa e comunitária. Essa distinção, acrescentou, já havia sido apresentada por Pio XII na encíclica Mediator Dei, de 1947.

Um caminho preparado antes do Concílio

O desejo de uma “reforma geral” não surgiu de repente, observou Leão XIV, mas já se manifestava na ação dos Papas desde o início do século XX, em sintonia com as solicitações do Movimento Litúrgico. A constituição apostólica Divini Cultus, de Pio XI, também já havia retomado a necessidade de os fiéis não assistirem às celebrações como estranhos ou espectadores mudos. Pio XII, por sua vez, reorganizou os ritos da Semana Santa, recolocando-os nos horários correspondentes aos acontecimentos pascais, depois de terem sido antecipados por séculos para o período da manhã. São João XXIII também promoveu uma simplificação das rubricas do Breviário e do Missal por meio do motu proprio Rubricarum instructum, de 25 de julho de 1960, remetendo ao futuro Concílio Ecumênico a definição dos princípios fundamentais de uma reforma litúrgica.

Tradição viva da Igreja

Esse percurso histórico, explicou o Pontífice, ajuda a compreender a reforma litúrgica em continuidade com a vida da Igreja. Leão XIV advertiu, porém, que alguns princípios da reforma foram absolutizados ou interpretados de maneira equivocada no período pós-conciliar: “A reforma litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II se insere, portanto, na tradição viva da Igreja.”

Uma compreensão correta da reforma, acrescentou, permite rejeitar esses abusos. O Papa recordou ainda que as ações litúrgicas não são privadas, mas celebrações da Igreja, povo santo reunido e ordenado sob a direção dos bispos. Elas pertencem a todo o Corpo da Igreja e o manifestam.

Uma liturgia de nobre simplicidade

Ao concluir a catequese, o Santo Padre ressaltou a responsabilidade dos bispos e de cada sacerdote de zelar pela liturgia e promovê-la no respeito às normas, para que as celebrações manifestem a Igreja una, santa, católica e apostólica:

“É, portanto, responsabilidade primordial dos pastores, dos bispos, mas também de cada sacerdote, zelar e promover uma liturgia que, no respeito pelas normas litúrgicas, brilhe por sua nobre simplicidade e manifeste assim a Igreja una, santa, católica e apostólica.”

Uma liturgia assim, concluiu Leão XIV, torna-se um veículo fundamental de evangelização e um instrumento de graça, por meio do qual os fiéis aprendem a oferecer a si mesmos e, pela mediação de Cristo, crescem na unidade com Deus e entre si.

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 Assista:

Thulio Fonseca - Vatican News

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                                            Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Reflexão necessária e oportuna:

Católicos devem ou não devem fazer política? 

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Política partidária no púlpito ou no altar? Não! Padres candidatos? O bispo decide! Leigos candidatos? Não só podem como devem! Padres não devem dizer em quem votar. Mas devem mostrar as orientações da nossa Igreja e deixem o povo decidir de maneira serena.

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RELIGIÃO e POLÍTICA REALMENTE NÃO SE MISTURAM, mas não se iluda: a Igreja sempre pediu que os leigos se envolvam na administração da coisa pública.

Só rezar não basta. Os leigos qualificados uma vez eleitos devem agir para fazer leis mais justas!

Se algum pregador radical lhe ensinou errado, ouça os bispos. Sim, a igreja faz política sim! Jesus não aderiu a nenhum dos nove partidos em Israel, mas pregou em favor de políticas mais justas. Se você nunca leu isso é porque você não tem lido direito o Novo Testamento.

Além disso há um livro chamado COMPÊNDIO DE DOUTRINA SOCIAL, o documento 16 do Concilio de 60 anos atrás; e há mais de 46 encíclicas que falam de POLÍTICA e das necessidades do povo!

Então, não é honesto ensinar aos féis que política é coisa do demônio! Pode ser coisa de Deus! Depende de nós denunciar e mudar o que está injusto!

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Muitos santos foram políticos e até morreram pelo povo. Na Bíblia fala-se de bons e maus reis.

No cristianismo houve muitos bons políticos, hoje venerados como santos entre os quais, reis, rainhas, príncipes e advogados. Fizeram política honesta.

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Seu catequista ou palestrante padre ou leigo exagerou ou não estudou direito a Moral Católica.

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Há rios limpos que acabam sujos e há rios sujos que acabam limpos.

Pode-se purificar a política e pode-se purificar a religião, porque também há pregadores fanáticos pró direita ou pró esquerda que andam caluniando o Papa, a CNBB e todos os padres porque ousam pregar a Doutrina Social. Podemos e devemos falar de política no devido lugar e na ocasião adequada!

Mas a missa não é este lugar!

Santo Ambrósio foi prefeito de Milão! Thomas Morus morreu por defender a Igreja contra um rei devasso e ditatorial.

Faz 150 anos, que, desde Leão XIII até Leão XIV, a Igreja ensina que católicos devem fazer política.

Faça você também, ao invés de ver o demônio em tudo!

Igreja purificada e política purificada? Isto depende do povo daquela região. Não culpemos os rios, nem aquelas águas.

É claro que padre não deve servir a nenhum partido. Isto depende do bispo!

Culpemos os católicos pessimistas e detonadores que não aprenderam o que era a POLIS, ou o CIVES na Grécia e em Roma

“Polis” significava CIDADE. “Urbis” também. Ora, alguém tem que administrar um povo, uma cidade, uma aldeia e até um condomínio!

A igreja vê isso como um chamado de Deus.

Então, mude seu coração e sua mente. Se quer ajudar seu povo, faça mais do que adorar Jesus. Vá servir o povo do seu país ou da sua cidade.

Meta-se em política! Só não se torne fanático adorando um político ou um partido.

Seja inteligente! Nem tudo é do demônio. Servir o povo é coisa de Deus.

Entendeu ou quer que eu desenhe?

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Leão XIV em mensagem nesta manhã:

que a liturgia alimente a fé,
gerando caridade fraterna e paz

Em uma mensagem assinada pelo secretário de Estado, cardeal Parolin, o Papa saúda os participantes da 76ª Semana Litúrgica Nacional, que ocorre em Catânia – sul da Itália - de 24 a 27 de agosto, e destaca a “importância especial” que o tema escolhido, liturgia e iniciação cristã, reveste hoje na vida da Igreja. O Pontífice encoraja os responsáveis pela pastoral a ensinar a “riqueza dos gestos litúrgicos”, dos quais brotam a “comunhão” e a “reconciliação”.

Somente uma fé que brota e é forjada pela liturgia é capaz de alcançar as “ruas da humanidade” e trazer “frutos de bem, de reconciliação e de paz” . Esse é o cerne da mensagem, assinada pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, que Leão XIV faz chegar, por meio do arcebispo metropolita de Catanzaro, dom Claudio Maniago, aos participantes da 76ª Semana Litúrgica Nacional, que ocorre em Catânia, na Sicília, sul da Itália, de 24 a 27 de agosto. O Pontífice define o tema do encontro, “Uma Igreja que gera. Liturgia e Iniciação Cristã”, como de “especial importância”, retomando as palavras que proferiu aos bispos italianos durante a 82ª Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana.

A Igreja nasce da liturgia e da catequese

A iniciação cristã, baseada na oferta catequética, argumenta o Bispo de Roma, não deve ser concebida como mera “preparação para os sacramentos”, mas deve ser, antes, o “ventre” no qual uma comunidade gera para a fé e “introduz à vida pascal”. Foi justamente essa sinergia entre catequese e celebração que caracterizou as origens da vida da Igreja: os irmãos absorviam, por um lado, “o ensinamento dos Apóstolos” e, por outro, partiam o pão juntos, “na comunhão”. Leão XIV convida, portanto, a retornar a essa fonte, “reforçando e, quando necessário, recuperando, na formação cristã, o valor da Liturgia, na qual o mistério de Cristo nos envolve, nos transforma e nos faz nascer como criaturas novas”.

Um tema que o próprio Pontífice escolheu aprofundar em suas catequeses semanais, durante a audiência geral de quarta-feira, centradas nos grandes documentos do Concílio Vaticano II, entre os quais a Sacrosanctum Concilium: a constituição conciliar que destaca como a “liturgia cristã” não é um simples “revestimento exterior do mistério sacramental”, mas “a mediação eclesial por meio da qual o dom divino nos alcança”. Daí a importância de recuperar a “gestualidade” e a “simbolística litúrgica”, educando o povo de Deus — e especialmente aqueles que estão dando os primeiros passos no caminho da fé — a estilos de celebração que “favorecem a abertura do coração à ação atual e real de Deus em nós”.

Uma celebração autêntica traz frutos de caridade

A liturgia celebrada pela Igreja é uma educação contínua para a comunhão. Para que essa transmissão seja eficaz, é necessário ensinar a cultivar a “sobriedade solene dos gestos litúrgicos”, ajudando as pessoas a compreender o significado dos ritos “em toda a sua riqueza”. O teste decisivo da autenticidade de toda celebração, como reiterava o Papa Francisco na carta apostólica Desiderio desideravi, é sua capacidade de evangelizar, ou seja, de produzir, em última instância, um “testemunho de caridade”.

Mas a liturgia é também “um lugar privilegiado para a escuta da Palavra de Deus”, que a Igreja oferece aos fiéis ao proclamar os textos sagrados e explicá-los. Nesse sentido, observa o Pontífice, o Concílio Vaticano II deu uma enorme contribuição para o “enriquecimento da quantidade e variedade dos textos”, um patrimônio do qual devemos “fazer tesouro”. É “fundamental” torná-lo conhecido àqueles que se aproximam da iniciação cristã, fornecendo-lhes instrumentos interpretativos adequados, que os tornem capazes de “mergulhar frequentemente” na riqueza da Palavra.

No final da mensagem — antes de confiar à intercessão de Maria o “pleno bom êxito” dos trabalhos da assembleia —, o Papa resume as atitudes necessárias para que a liturgia possa representar um “espaço gerador” da iniciação cristã. Os responsáveis pela pastoral devem “ter a peito” o acolhimento, ensinar o significado dos mistérios sagrados e zelar para que a celebração litúrgica traga de fato frutos concretos na vida, promovendo a caridade e a reconciliação.

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                                                          Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Leão XIV nesta segunda-feira:

reconhecer Cristo
nos mais vulneráveis nos faz crescer como sociedade

O Papa recebeu nesta segunda-feira (24/08) os membros da Federação Marsodeto, de Toledo, que celebra 45 anos de atuação junto a pessoas com deficiência intelectual e paralisia cerebral. O Pontífice destacou valores como solidariedade, defesa da dignidade humana e plena inclusão, e recordou que o cuidado oferecido aos mais frágeis é expressão concreta da fé.

Reconhecer, na vida das pessoas mais frágeis e vulneráveis, “o olhar de Cristo que nos interpela” é algo que faz crescer a sociedade, tanto humana quanto cristã. Foi o que afirmou o Papa Leão XIV na manhã desta segunda-feira, 24 de agosto, ao receber os membros da Federação Marsodeto, de Toledo, na Espanha, em peregrinação à Sé de Pedro por ocasião dos 45 anos da instituição.

Ao saudar o grupo, o Pontífice manifestou sua alegria pelo encontro e se uniu à ação de graças pelos frutos alcançados ao longo dessas mais de quatro décadas de trabalho, pedindo ao Senhor que continue abençoando a missão desenvolvida pela Federação.

Cristo no rosto dos mais vulneráveis

Leão XIV reconheceu que se trata de uma tarefa exigente, marcada também por muito trabalho realizado de forma silenciosa, “que ninguém vê e que somente Deus pode recompensar”. Ao mesmo tempo, ressaltou a alegria de poder descobrir, no rosto de cada pessoa assistida, o próprio Jesus Cristo. O Papa recordou, nesse sentido, as palavras do Evangelho de Mateus: “Em verdade vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes”. E acrescentou:

“Saber reconhecer, na vida dos mais frágeis e vulneráveis, o olhar de Cristo que nos interpela é algo que nos faz crescer como sociedade humana e cristã.”

Solidariedade, dignidade e inclusão

Ao falar do trabalho desenvolvido junto às pessoas com deficiência intelectual e paralisia cerebral, Leão XIV destacou três valores que caracterizam a atuação da Federação: “a solidariedade, a defesa da dignidade humana e a plena inclusão”.

Segundo o Pontífice, esse compromisso também conseguiu despertar o apoio de uma ampla representação institucional, testemunhando a responsabilidade compartilhada com a atividade realizada pela Federação e com o bem comum. O Papa também recordou a inspiração de padre Marcelino Casas Puente, que, há mais de quatro décadas, deu início ao que então parecia apenas um sonho: fazer com que nenhuma família com uma pessoa com deficiência intelectual permanecesse desamparada. Hoje, observou Leão XIV, aquela iniciativa se tornou uma realidade capaz de chegar a tantas pessoas.

Manter o olhar voltado para o Senhor

Retomando palavras pronunciadas durante sua recente visita à Espanha, o Pontífice ressaltou que a missão da Federação torna concreta a relação entre fé e caridade:

“O amor de Cristo nos impele em direção aos irmãos, e a caridade e a solicitude com que respondemos aos seus impulsos são a prova da nossa fé.”

Ao concluir, Leão XIV confiou os membros da Federação à proteção materna de Maria Santíssima, pedindo que ela os acompanhe continuamente na missão, os encoraje nos momentos de maior dificuldade e os ajude a manter sempre o olhar voltado para o Senhor. Assim, desejou o Papa, a Federação poderá continuar sendo “uma autêntica obra de referência eclesial e social”.

Thulio Fonseca - Vatican News

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                                                         Fonte: vaticanews.va     Fotos: (@Vatican Media

Apelo de dom Diamantino Prata de Carvalho:

Valorizemos os leigos e leigas na ação evangelizadora!


O mês de agosto é vivido pela Igreja Católica no Brasil como um tempo propício de reflexão, oração e animação vocacional. Ao longo das semanas, a comunidade eclesial volta o seu olhar para os diferentes chamados com os quais o Espírito Santo enriquece o Corpo de Cristo. No quarto domingo deste mês vocacional, a liturgia e a pastoral dedicam uma atenção especial à vocação de todos os leigos e leigas. Neste ano, por contarmos com um quinto domingo, a Igreja reserva esse encerramento do mês para celebrar com ainda mais destaque o Dia do Catequista — homens e mulheres que, impulsionados pela graça batismal e pela vocação laical, assumem o compromisso de fazer ecoar o Evangelho no coração do povo de Deus.

Para compreender a grandeza da vocação leiga, é preciso retornar à fonte de toda vida cristã: o Batismo. É por meio dele que cada fiel é enxertado em Cristo e tornado participante de sua tríplice missão como sacerdote, profeta e rei. Por muito tempo, existiu a percepção equivocada de que os leigos seriam meros colaboradores ou assistentes da hierarquia eclesial. No entanto, desde o Concílio Vaticano II — de modo especial com as constituições Lumen Gentium e Apostolicam Actuositatem — e com a exortação Christifideles Laici de São João Paulo II, a Igreja reafirma que o leigo é sujeito ativo e indispensável na evangelização.

O Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), intitulado “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”, sublinha essa identidade madura: o leigo não está “na” Igreja como um espectador, ele é Igreja. Diferente dos ministros ordenados e dos religiosos consagrados, cuja missão se desenvolve com forte centralidade no serviço comunitário e nos sacramentos, a índole própria e específica dos leigos é a secularidade. Isso significa que o altar do leigo está erguido no meio das realidades temporais.

Na família, os leigos respondem ao seu chamado promovendo o amor, o perdão e a transmissão da fé entre as gerações. No trabalho e na economia, o fazem pautando as relações profissionais pela ética, justiça e solidariedade. Na política e no meio social, atuam defendendo a dignidade da vida humana, os direitos fundamentais e a promoção do bem comum. Nas artes, na educação e na cultura, transformam as estruturas sociais com os valores do Evangelho. Deste modo, o leigo é chamado a ser “fermento na massa”, atuando onde muitas vezes a voz do bispo ou do padre não consegue chegar. É na fábrica, no escritório, na universidade, no hospital, na política e no lar que a luz de Cristo brilha através do testemunho silencioso e coerente dos fiéis.

Aos amados cristãos leigos e leigas, neste mês vocacional, a Igreja olha para cada um de vocês com profunda gratidão e esperança. Não desanimem diante dos desafios do tempo presente, das incompreensões ou do cansaço que por vezes bate à porta. O seu trabalho diário, as suas dores oferecidas em silêncio, a sua honestidade no trabalho e o seu sim generoso nas pastorais são pedras preciosas na edificação do Reino de Deus.

Lembrem-se das palavras do Papa Francisco: a Igreja precisa de leigos corajosos, com o olhar focado no horizonte da esperança e com os pés firmes na realidade das periferias humanas e existenciais. Não tenham medo de ocupar os espaços da sociedade com a força do Evangelho. Sejam presença reconciliadora onde houver divisão, voz dos sem voz onde houver injustiça e sinal da misericórdia de Deus onde houver sofrimento. Que Maria, a leiga por excelência que soube escutar e guardar a Palavra no coração, interceda por cada leigo e leiga de nossas comunidades, renovando todos os dias a alegria de seguir a Cristo.

Dom Diamantino Prata de Carvalho - Bispo Emérito da Campanha (MG)

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                                                       Fonte: cnbb.org.br    Imagem:catequesecnbb.org.br

domingo, 23 de agosto de 2026

Papa no Angelus deste domingo:

quem é Jesus para você?

A partir do Evangelho deste domingo (23/08), Leão XIV propõe um exercício de discernimento aos fiéis sobre o caminho da fé, válido tanto para o percurso pessoal, da Igreja e para as escolhas pastorais: "para mim, quem é realmente Jesus?". Papa alerta para não nos contentarmos com "lugares-comuns" sobre a fé cristã, mas experimentar novas práticas, perguntando com frequência: "O que me pede hoje o seu Evangelho? Que passos e que escolhas deveria tomar?".

O Papa Leão XIV, após voltar da jornada intensa deste sábado (22/08) de visita pastoral ao norte da Itália - quando cumpriu agenda na República de San Marino e Rimini, rezou a oração mariana do Angelus com os peregrinos presentes na Praça São Pedro. Ao refletir o Evangelho (Mt 16, 13-20) deste domingo (23/08), propôs inclusive um exercício de discernimento aos fiéis sobre o caminho da fé: "para mim, quem é realmente Jesus?". A pergunta, que foi dirigida diretamente aos discípulos, é retomada pelo Pontífice e orientada "para cada um de nós", como "um passo fundamental para os discípulos de todos os tempos", permitindo que a nossa fé seja renovada continuamente:

"A fé não nos é dada de uma vez para sempre; pelo contrário, precisamos constantemente redescobrir o rosto de Cristo e o seu Evangelho, aprofundar a sua mensagem e renovar as escolhas da nossa vida, para que sejam coerentes com o que professamos, vencendo a tentação de pensar que já sabemos tudo e de transformar a fé num costume."

Essa pergunta – quem é Jesus para mim e qual o significado da sua presença na minha vida –, continua o Papa, é colocada diariamente na nossa vida através da oração e ao meditar o Evangelho, "mas também quando nos deparamos com as feridas e as necessidades dos irmãos, ou nas relações e situações que mais interpelam a nossa consciência". É uma oportunidade, refletiu Leão XIV, para avaliar se Jesus "é apenas uma grande figura da história que disse e fez coisas importantes ou se é o Cristo de Deus", enviado para transformar a nossa vida.

Como manter uma relação autêntica com Cristo

Ao final do Angelus, antes de invocar Nossa Senhora para ajudar a nos guiar sempre no caminho da fé, o Papa alertou para "não nos fecharmos nas nossas convicções e certezas religiosas", mas para nos "mantermos abertos a uma relação autêntica com Cristo". Leão XIV orientou como fazer isso, começando a não nos contentarmos com os "lugares-comuns" sobre a fé cristã, com o "ouvimos dizer" durante a vida, "talvez até com boas intenções", mas de experimentar novas práticas:

“Jesus nos chama a uma resposta pessoal, a conhecê-Lo de perto, a nos deixarmos escrutinar a partir da amizade com Ele, em um encontro sempre novo que pode nos exigir percorrer caminhos inéditos e fazer escolhas diferentes das que imaginávamos. Isso é válido tanto para o nosso percurso pessoal, como para o caminho da Igreja e para as escolhas pastorais, onde, por vezes, pensamos que basta continuar a fazer como sempre fizemos. É importante, pelo contrário, nos perguntarmos frequentemente: para mim, quem é o Senhor? Conheço-O realmente? O que me pede hoje o seu Evangelho? Que passos e que escolhas deveria tomar?”

Andressa Collet - Vatican News

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                                                         Fonte: vaticanews.va     Fotos: (@Vatican Media