segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis (MG):

Horários de missa e outros eventos

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Dia 10 - Terça-feira

15h - Missa pelas vocações e pelos enfermos na matriz

19h - Terço das mulheres na matriz

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Dia 11 - Quarta-feira

19h - Missa votiva em louvor a São José na matriz

19h - Celebração da Palavra na gruta de Nossa Senhora de Lourdes no Uruguaia

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Dia 12 - Quinta-feira

19h - Missa na Serra dos Pereiras

19h - Celebração da Palavra na Ponte do Neneco

19h - Terço dos homens na matriz

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 Dia 13 - Sexta-feira

19h - Missa na comunidade da Ponte de Ferro

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Dia 14 - Sábado

19h - Missa na matriz

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Dia 15 - 6º Domingo do Tempo Comum

7h - Missa na matriz          9h - Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges      16h - Missa na igreja de Santo Antônio

19h - Missa na matriz

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CF: mais de 60 anos unindo fé, solidariedade e compromisso social;

em 2026, a moradia volta ao centro do debate

Criada há mais de seis décadas, a Campanha da Fraternidade (CF) se consolidou como uma das principais iniciativas evangelizadoras e sociais da Igreja no Brasil. Realizada todos os anos durante a Quaresma, a ação mobiliza comunidades católicas em todo o país para unir oração, reflexão e atitudes concretas em favor dos mais vulneráveis. Em 2026, o tema escolhido retoma um desafio histórico do país: o direito à moradia digna.

Como surgiu a Campanha da Fraternidade?

A Campanha da Fraternidade nasceu na Quaresma de 1962, em Nísia Floresta (RN), por iniciativa de dom Eugênio de Araújo Sales. Desde o início, foi pensada como uma mobilização ampla, com tempo determinado e arrecadação financeira, uma verdadeira campanha de solidariedade voltada à promoção da fraternidade cristã por meio da ajuda aos mais necessitados.

Logo da CF

No ano seguinte, a experiência foi ampliada para as três dioceses do Rio Grande do Norte e mais 13 dioceses do Nordeste, alcançando grande adesão, especialmente em Fortaleza (CE), sob o impulso de dom José de Medeiros Delgado.

Ainda em 1963, durante o Concílio Vaticano II, os bispos brasileiros decidiram levar a iniciativa para todo o país. A decisão foi comunicada por dom Helder Camara, então secretário-geral da CNBB. Assim, em 1964, a CF passou a ser realizada em âmbito nacional, sob os cuidados da Cáritas e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Desde então, tornou-se expressão de comunhão, conversão e partilha, alcançando comunidades em todos os cantos do Brasil.

Por que a CF aborda temas sociais?

A fraternidade é o foco permanente da Campanha. Já o tema anual busca iluminar situações concretas em que essa fraternidade está ameaçada ou ausente, exigindo conversão pessoal e transformação social.

Ao longo dos anos, a CF passou a ter um caráter formativo e participativo, ajudando a construir consciência cristã e cidadã. Além da reflexão, mantém o chamado “gesto concreto”: a Coleta Nacional da Solidariedade.

Do valor arrecadado, 60% permanecem nas arquidioceses, formando os Fundos Arquidiocesanos de Solidariedade, que apoiam projetos locais. Os outros 40% compõem o Fundo Nacional de Solidariedade, destinado a iniciativas sociais em todo o Brasil.

Dessa forma, fé e ação caminham juntas, fortalecendo a dimensão sociocaritativa da Igreja.

CF 2026: Fraternidade e Moradia

A cada ano, os bispos do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (CONSEP) acolhendo as sugestões vindas dos regionais, dos organismos do Povo de Deus, das Ordens e Congregações Religiosas e dos fiéis leigos e leigas, escolhem um tema e um lema para chamar a atenção sobre uma situação que, na sociedade atual, necessita de conversão, em vista da fraternidade, do bem comum. 

Para 2026, acolhendo sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas, os bispos escolheram o tema “Fraternidade e Moradia”, com o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

A proposta convida os cristãos a refletirem sobre a realidade habitacional do país. Embora a moradia digna seja um direito garantido pela Constituição, milhões de brasileiros ainda vivem sem casa ou em condições precárias.

Atualmente 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e 328 mil pessoas vivem em situação de rua.

Para a Campanha, a moradia digna é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem ela, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. A CF 2026 quer estimular comunidades, poder público e sociedade civil a buscar soluções concretas para enfrentar o déficit habitacional e fortalecer políticas públicas de habitação.

“É bom que todos nos perguntemos: por que estão sem casa estes nossos irmãos? Não tem um teto, por quê?”

A moradia já foi tema da CF em 1993

Esta não é a primeira vez que a Igreja coloca a questão da moradia em destaque. Em 1993, a Campanha da Fraternidade trouxe o tema “Moradia” e o lema “Onde moras?” (Jo 1,39).

Naquele ano, a CF denunciou a desigualdade urbana e o contraste entre a “cidade legal”, planejada e estruturada, e a “cidade irregular”, marcada por favelas, cortiços, ocupações e moradias precárias.

A reflexão apontou problemas como especulação imobiliária; má distribuição do solo urbano; falta de saneamento e investimentos públicos; crescimento de favelas em áreas de risco e histórico de exclusão habitacional das populações pobres.

Entre as propostas estavam a regularização de áreas ocupadas, construção de moradias populares, subsídios habitacionais, infraestrutura urbana e fortalecimento de associações comunitárias e da Pastoral da Moradia.

A edição de 1993 reafirmou o compromisso evangélico da Igreja com os mais pobres e defendeu a casa própria como condição básica para a dignidade, a vida familiar e o exercício da cidadania.

Fé que se transforma em ação

Ao retomar a temática da moradia em 2026, a Campanha da Fraternidade reforça sua missão histórica: transformar a espiritualidade quaresmal em compromisso concreto com a justiça social.

Mais do que uma iniciativa anual, a CF segue sendo um convite permanente à conversão do coração e das estruturas, para que a fraternidade se torne realidade na vida do povo brasileiro.

Saiba mais

CNBB lança cartaz da Campanha da Fraternidade 2026 com foco na moradia digna – CNBB

CNBB apoiou, em 2025, 234 projetos de Ecologia Integral com R$ 7.236.241,96 que impactam 918.969 pessoas em todo país – CNBB

Campanhas – CNBB

Por Larissa Carvalho | Ascom CNBB

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                                                                                                            Fonte: cnbb.org.br

Pelas crianças com doenças incuráveis:

Papa Leão XIV propõe intenção de oração para fevereiro

Pelas crianças que enfrentam doenças incuráveis. Esta é a intenção de oração confiada pelo Papa Leão XIV a toda a Igreja neste mês de fevereiro. A proposta foi divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa, em parceria com o Dicastério para a Comunicação, e convida os fiéis a se unirem em solidariedade espiritual diante do sofrimento infantil.

A iniciativa integra a campanha internacional “Reze com o Papa”, lançada em janeiro, que reúne mensalmente O Vídeo do Papa e O Áudio do Papa, conteúdos que apresentam as intenções do Santo Padre e estimulam a oração pessoal e comunitária.

Ao direcionar o olhar para as crianças que vivem situações de dor e fragilidade extrema, o Papa também recorda suas famílias e todos aqueles que se dedicam ao cuidado desses pequenos, como profissionais da saúde, voluntários e cuidadores. A intenção é reforçar a importância do acolhimento, da compaixão e do apoio concreto a quem enfrenta o peso da doença.

Com esse apelo, Leão XIV convida a comunidade cristã e as pessoas de boa vontade a transformarem a oração em gestos de proximidade, esperança e cuidado, tornando visível a ternura de Deus junto aos que mais sofrem.

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Assista o vídeo na íntegra:

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                                                                                                          Fonte: cnbb.org.br

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Leão XIV no Angelus deste domingo:

ser a luz de Jesus
a quem precisa, com "amor que não faz barulho"

Através da passagem do Evangelho deste domingo (08/02), quando Jesus diz aos discípulos que são sal da terra e luz do mundo (Mt 5, 13-14), o Papa refletiu sobre a importância de se fazer "gestos concretos de abertura aos outros e de atenção, aqueles que reacendem a alegria". Acolhendo a palavra das Bem-aventuranças e os ensinamentos do Evangelho, acrescentou Leão XIV, "até a ferida mais profunda será curada", reacendendo a alegria com uma vida de doação, com um "amor que não faz barulho".

O Papa Leão XIV, antes de rezar a oração mariana do Angelus com os fiéis presentes na Praça São Pedro neste domingo (08/02), refletiu sobre o trecho do Evangelho em que Jesus diz a seus discípulos que eles são o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5, 13-14). Foi logo após ter proclamado as Bem-aventuranças, quando Cristo procura mostrar que "é a verdadeira alegria que dá sabor à vida e traz à luz o que antes não existia".

O sabor e a alegria de uma vida de doação

Essa alegria, comentou o Pontífice, é irradiada do estilo de vida que escolhemos. Com Jesus, os gestos e palavras têm novo sabor e "parece insípido e opaco tudo o que se afasta da sua pobreza de espírito, da sua mansidão e simplicidade de coração, da sua fome e sede de justiça, que despertam a misericórdia e a paz como dinâmicas de transformação e reconciliação". O próprio profeta Isaías vem em auxílio, para fazer surgir uma luz "grande como o sol" e para cicatrizar as feridas, apresentando uma lista de gestos concretos que põem fim à injustiça: "partilhar o pão com o faminto, acolher em casa os miseráveis, os sem-abrigo, vestir quem vemos nu, sem esquecer os vizinhos e as pessoas da nossa casa".  É doloroso, porém, quando se perde o sabor e se renuncia à alegria:

"Quantas pessoas – talvez já tenha acontecido também conosco – se sentem descartáveis, imperfeitas. É como se a sua luz tivesse sido escondida. Jesus, porém, anuncia-nos um Deus que nunca nos descartará, um Pai que guarda o nosso nome, a nossa singularidade. Qualquer ferida, mesmo a mais profunda, será curada ao acolhermos a palavra das Bem-aventuranças e ao voltarmos a caminhar pela via do Evangelho."

São os gestos de abertura aos outros e de atenção, enfatizou Leão XIV, aqueles que reacendem a alegria e dão o verdadeiro sabor, como "a vida doada, o amor que não faz barulho":

“Irmãos e irmãs, deixemo-nos alimentar e iluminar pela comunhão com Jesus. Sem qualquer tipo de ostentação, seremos como uma cidade no monte, não apenas visível, mas também atrativa e hospitaleira: a cidade de Deus, onde, no fundo, todos desejam habitar e encontrar a paz.”

Andressa Collet - Vatican News

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                                                         Fonte: vaticannews.va   Vídeo: (@Vatican Media

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Interessante reflexão do arcebispo de Natal (RN):

O sofrimento como condição da existência humana

Existir é, simultaneamente, dom e provação. Não se trata de um paradoxo retórico, mas de uma verdade estrutural da condição humana. Desde que o ser humano tomou consciência de si, percebeu que a vida não se oferece como um caminho linear de satisfação, mas como uma travessia marcada por tensões, perdas, frustrações, desejos não cumpridos e dores que escapam à lógica da razão instrumental. 

A filosofia moderna, especialmente a tradição pessimista alemã, ousou nomear essa ferida constitutiva da existência sem subterfúgios. Entre seus expoentes, destaca-se Arthur Schopenhauer, para quem o sofrimento não é um acidente da vida, mas o seu traço estrutural. Sofremos não porque algo deu errado, mas porque existimos. Essa afirmação, à primeira vista dura, não pretende negar a beleza da vida, mas libertá-la de ilusões ingênuas. Existir é uma dádiva, porém exigente, que cobra lucidez, maturidade e coragem interior. 

Em sua obra O Mundo como Vontade e Representação, Schopenhauer sustenta que a essência última da realidade não é a razão, mas a Vontade: um impulso cego, incessante e irracional que impele o ser humano a desejar continuamente. O sofrimento nasce exatamente desse movimento incessante da vontade. Enquanto desejamos, sofremos pela falta; quando alcançamos o objeto desejado, sofremos pela saciedade, da qual brotam o tédio e o vazio interior. A existência oscila, assim, entre dois polos igualmente inquietantes: a carência e o tédio. 

Essa estrutura não é episódica, mas universal: ninguém escapa a essa condição. Mudam apenas os objetos do desejo: amor, reconhecimento, sucesso, prestígio, segurança financeira, pertencimento, aceitação social. O sofrimento não se dissolve com a posse do objeto desejado; ao ser alcançado, ele apenas se transforma, assumindo novas formas. 

O primeiro grande modo do sofrimento é a carência. Sofremos porque nos falta algo ou alguém: amor correspondido, amizade leal, reconhecimento, compreensão, estabilidade, segurança. A falta fere porque revela nossa vulnerabilidade radical. Esse sofrimento se intensifica quando nasce da não aceitação, da frustração de expectativas alheias projetadas sobre nós. Quando o sujeito percebe que não corresponde aos ideais de perfeição exigidos por pessoas próximas, a dor deixa de ser apenas emocional e se torna existencial: sofre-se não apenas pelo que falta, mas pelo que se é ou pelo que se julga ser. 

Aqui o sofrimento toca a dignidade. A alma nobre, sensível e profundamente humana é, muitas vezes, a mais vulnerável a esse tipo de dor, justamente porque sente com profundidade e não se protege com o cinismo. 

Paradoxalmente, quando a carência é satisfeita, não encontramos a paz prometida. Surge, então, o segundo grande sofrimento: o tédio. Uma inquietação silenciosa instala-se como sombra persistente sobre a existência. Essa experiência é retratada de modo magistral e profundamente irônico na canção Ouro de Tolo, de Raul Seixas, na qual o sujeito constata ter alcançado tudo aquilo que socialmente lhe foi apresentado como sinônimo de felicidade — emprego estável, reconhecimento, bens, conforto e sucesso — e, ainda assim, vê emergir o vazio e o tédio, revelando a insuficiência dessas conquistas para conferir sentido último à vida. A crítica não se dirige ao sucesso em si, mas à ilusão de que ele seja capaz de redimir a condição humana. Assim, a saciedade não liberta; ao contrário, evidencia a falta de sentido quando a existência é reduzida à lógica da posse. 

Há ainda um terceiro nível de sofrimento: a dor propriamente dita — física, psíquica, emocional e espiritual, a dor da alma. Essa dor não se resolve com distrações nem com argumentos; exige presença, escuta, tempo e, muitas vezes, silêncio. Negá-la ou rebelar-se contra ela apenas intensifica o drama. A dor que não é acolhida torna-se corrosiva. 

Schopenhauer ensina que o sofrimento é inevitável porque existir é desejar. A fé cristã, contudo, acrescenta uma palavra decisiva: o sofrimento não é definitivo.

Dom João Santos Cardoso - Arcebispo de Natal (RN)

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                                                                 Fonte: cnbb.org.br   Foto: (@Vatican Media

Catequese para o seu dia:

Eles afirmam crer no Espírito Santo!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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NO estudo de Dogmática Católica há uma parte que trata da Pneumatologia. Não tem nada a ver com pneu. E É muito mais do que sopro ou ar ou respiração! Tem mais a ver com ILUMINAÇÃO.

Vem da língua grega (Pneuma) e do hebraico (Ruah) e do latim (Spiritu). Na falta de vocábulos os autores usavam de analogias.

Análogo é algo que lembra um fato ou uma realidade, mas é mais do que isso! Não conseguindo definir, usamos de comparações.

Lembro-me do meu professor esforçando -se para nos ensinar os mais de 50 documentos e definições desde os primeiros séculos até o Concílio que acontecia no ano 1964.

Tínhamos que ler cerca de 80 páginas sobre Spiritu, Ruah, Pneuma, Ghost, e é claro que continuava difícil colocar isso em palavras comuns, em inglês ou espanhol.

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O que foi ficando evidente é que os sinais ainda não eram e não são claros. Nunca serão. É mistério! Não é fácil pregar sobre Pentecostes.

Sem os fundamentos bíblicos, sem a presentificação, continuação e consumação de Deus em Jesus Cristo a maioria dos pregadores católicos, evangélicos ou pentecostais que vemos na TV e nos acampamentos e retiros fica tudo como mergulhar no raso.

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Num rio ou num lago, alguns conseguem ir a dois ou quatro metros de profundidade ou tocar o piso da piscina. Mas isto é pouquíssimo! No oceano é ainda mais desafiador. Pouquíssimos mergulham a mais de três metros. A profundidade é sempre um desafio.

É preciso treino e fôlego para ir a 20 metros e, mesmo com o auxílio de aparelhos, praticamente ninguém consegue maior profundidade. Um em cada 1000 consegue!

No estudo de teologia, cristologia e pneumatologia a maioria é como o nadador ou mergulhador que não passa mais de três metros.

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Muitos dos que pregam ou dão testemunho de vida dizendo que o Espírito Santo disse, falou, fez isso mais aquilo neles, estão guiados mais pelo sentimento do que pelo conhecimento.

Os apóstolos e evangelistas usavam muito a palavra CONHECER...

Jesus respondeu aos fariseus que achavam que entendiam tudo de Escrituras: “Vós estais enganados! Não compreendeis nem as Escrituras nem o poder de Deus”. (São Mateus 22, 30).

São Paulo exclama:

“Ó abismo da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são insondáveis suas decisões e incompreensíveis seus caminhos! Com efeito, “quem jamais conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?” (Romanos 11, 33-34).

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Se para quem conviveu com os apóstolos ou recebeu as primeiras catequeses era difícil explicar o Cristo, Pentecostes, Ruah e Pneuma, imaginem quem mal abre sua Bíblia e vive apenas de trechos de palestras ou frases de livros de piedade? Estão preparados para pregar sobre o Espírito Santo?

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Falo por mim que vivo estudando documentos e livros e encíclicas e, mesmo assim, não arrisco dizer que recebi tal ou qual revelação do Espírito Santo. Não falo do que não vivo. Deus nunca falou comigo! O que sei veio da Bíblia e de mestres em Bíblia!

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Parabéns para quem mergulha fundo e diz que toca fundo em Pentecostes. Eu vou até onde eu consigo. Mergulhar ou repousar no Espírito não é para qualquer pregador. A doutrina da GRAÇA exige muita humildade.

Aprendi a nunca dizer que DEUS ME TOCOU ou me disse coisas ao OUVIDO. Cito a Bíblia e jamais digo que recebi algum recado particular do Céu. A revelação terminou com o último apóstolo a morrer.

20 séculos depois a gente TRANSMITE, REPERCUTE e CATEQUIZA, mas não inventa novas revelações.

Deus nunca falou comigo, mas me motiva a ler e estudar o que veio com Jesus e com os apóstolos há 20 séculos.

Não sou vidente nem profetizo. Se alguém sente vidente, considera-se profeta e apóstolo vá em frente! Depende do que viu e ouviu. Nossa Igreja aceitou alguns videntes e até os canonizou, mas eles nunca foram contra os evangelhos e as epístolas.

Quem ousou inventar suas próprias revelações e sua própria visão moral, e politicamente jogou seus seguidores contra a unidade, acabou fundando sua própria igreja. De profeta e crente acabou dissidente e renitente e impenitente …

Pregar e repercutir a unidade é uma graça: a de querer transmitir o pensar e o sentir do CRISTO … Esses católicos não brincam de ser porta vozes do Espírito Santo.

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O triste é que alguns porta-vozes de Pentecostes e do Espírito Santo pouco falam de Cristo. Aderiram a Montano (150-20) e Mani (216-276) e que, com suas novas revelações, substituíram Jesus pelo Espírito Santo e pregaram o bem e o mal sem nenhuma misericórdia. O Deus deles era castigador e vingativo.

Prestem atenção ao que eles pregam nos seus mega encontros e retransmitem pela Internet.

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Falam da Era do Espírito como se a Era do Filho estivesse ultrapassada! Como se a justiça fosse mais importante do que a compaixão. São altamente seletivos: escolhem os versículos que mais se coadunam com seus propósitos de esquerda ou de direita.

No fundo, são mais políticos do que religiosos. Pregam a teologia do Domínio: “os outros que se convertam porque nós já encontramos o Jesus que procurávamos ”!… Será?

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Papa na catequese desta quarta-feira:

Deus fala através da Bíblia,
devemos interpretá-la sem fundamentalismos

Na Audiência Geral desta quarta-feira (4/02), Leão XIV destacou que Deus continua a falar aos homens e mulheres de todos os tempos por meio da Bíblia, mas que essa Palavra divina se exprime em linguagem humana e, por isso, deve ser acolhida e interpretada sem reducionismos.

“A Constituição Conciliar Dei Verbum, sobre a qual temos refletido nas últimas semanas, aponta na Sagrada Escritura, lida na Tradição viva da Igreja, para um espaço privilegiado de encontro no qual Deus continua a falar aos homens e mulheres de todos os tempos, para que, ao ouvi-Lo, possam conhecê-Lo e amá-Lo”, afirmou o Papa Leão XIV no início da catequese, ao dar continuidade ao ciclo de reflexões sobre o Concílio Vaticano II, na Audiência Geral desta quarta-feira, 4 de fevereiro, realizada na Sala Paulo VI, com a presença de milhares de fiéis.

Leão XIV recordou que os textos bíblicos não foram escritos em uma linguagem celestial ou sobre-humana, mas em línguas humanas, marcadas pela história e pela cultura dos seus autores. Assim, Deus escolheu comunicar-se assumindo a linguagem dos homens, como já havia feito ao encarnar-se em Jesus Cristo.

A colaboração entre Deus e os autores humanos

O Papa explicou que, ao longo da história da Igreja, refletiu-se amplamente sobre a relação entre o Autor divino e os autores humanos da Escritura. Se durante séculos se insistiu quase exclusivamente na inspiração divina, hoje a Igreja reconhece também o verdadeiro papel dos hagiógrafos. Deus é o principal autor da Escritura, mas os escritores sagrados são, ao mesmo tempo, “verdadeiros autores” dos livros bíblicos, e completou:

“Deus nunca menospreza o ser humano e as suas potencialidades!”

Evitar leituras fundamentalistas

Segundo o Santo Padre, uma interpretação correta dos textos sagrados não pode ignorar o contexto histórico em que se desenvolveram e as formas literárias:

“Abandonar o estudo das palavras humanas usadas por Deus corre o risco de resultar em leituras fundamentalistas ou espiritualistas da Escritura que traem o seu significado. Este princípio também se aplica ao anúncio da Palavra de Deus: se perde o contato com a realidade, com as esperanças e os sofrimentos da humanidade, se utiliza uma linguagem incompreensível, incomunicativa ou anacrônica, é ineficaz. Em cada época, a Igreja é chamada a reapresentar a Palavra de Deus com uma linguagem capaz de se encarnar na história e de chegar aos corações.”

A Escritura como Palavra viva para hoje

Por outro lado, o Pontífice advertiu contra o risco oposto: considerar a Escritura apenas como um texto do passado ou como objeto de estudo técnico. Especialmente quando proclamada na liturgia, a Palavra de Deus é destinada a falar à vida dos fiéis hoje, iluminando escolhas e decisões.

Isso só é possível quando os textos são lidos sob a ação do mesmo Espírito que os inspirou. Nesse sentido, Leão XIV citou Santo Agostinho: “Quem crê, compreendeu as Sagradas Escrituras [...]; se, por meio dessa compreensão, não for capaz de edificar a dupla caridade, para com Deus e para com o próximo, ainda não as compreendeu”.

A Palavra que conduz à vida plena

O Papa concluiu destacando que o Evangelho não pode ser reduzido a uma mensagem meramente filantrópica ou social, pois é o anúncio da vida plena e eterna oferecida por Deus em Jesus Cristo.

“Queridos irmãos e irmãs, demos graças ao Senhor porque, em sua bondade, não permite que nossas vidas fiquem sem o alimento essencial da sua Palavra”, exortou o Pontífice, pedindo também que as palavras e a vida dos cristãos não obscureçam o amor de Deus que nela se manifesta.

Thulio Fonseca – Vatican News

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Assista:

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                                            Fonte: vaticannews.va   Fotos e vídeo: (@Vatican Media