quarta-feira, 17 de junho de 2026

Papa nesta quarta-feira:

acolhida na Espanha
revela necessidade de unidade sem ideologias

Na Audiência Geral desta quarta-feira (17/06), o Papa Leão XIV retomou os principais momentos da sua quarta viagem apostólica, realizada na semana passada à Espanha, e afirmou que a acolhida calorosa recebida em todo o país revela uma necessidade profunda da sociedade contemporânea: reencontrar a unidade a partir de um fundamento verdadeiro, capaz de superar divisões, interesses particulares e contraposições ideológicas.

Da Praça São Pedro, nesta quarta-feira, 17 de junho, o Papa Leão XIV fez questão de dedicar sua catequese à recente viagem à Espanha, percorrendo os principais locais por onde passou: Madri, Barcelona, a Abadia de Montserrat e as Ilhas Canárias, e agradecendo ao povo espanhol, ao rei, às autoridades civis, aos bispos e às comunidades eclesiais pela recepção entusiasmada. Segundo o Pontífice, a participação expressiva dos fiéis não foi algo óbvio nem previsível, mas um sinal de que há um desejo generalizado de reencontrar a unidade:

“Isso demonstra a necessidade generalizada de estarmos unidos sobre um fundamento verdadeiro e profundo, não ideológico nem baseado em interesses particulares. Esse fundamento, que só Cristo, em última instância, pode assegurar.”

O Papa explicou que uma das missões próprias do Sucessor de Pedro é, precisamente, promover a comunhão, o diálogo e a unidade na diversidade, adaptando esse serviço às diferentes realidades eclesiais e sociais encontradas durante as viagens apostólicas.

Um patrimônio a ser preservado para responder aos desafios atuais

Ao recordar os encontros nas grandes catedrais, nos modernos estádios, a oração do Terço na Abadia de Montserrat e a Missa celebrada na Basílica da Sagrada Família, Leão XIV destacou a capacidade da Europa de unir tradição e contemporaneidade.

“Este encontro entre o antigo e o moderno, entre a tradição católica e a cultura contemporânea, fez-me perceber ao vivo o carácter próprio da Europa, a sua riqueza inestimável, como uma realidade atual, não ultrapassada.”

Segundo o Pontífice, esse patrimônio precisa ser preservado e colocado a serviço dos grandes desafios do mundo atual, entre eles a paz, a ecologia integral, o desenvolvimento equitativo e sustentável e o respeito pela dignidade humana. Leão XIV recordou ainda que essas questões já haviam sido identificadas pelo Concílio Vaticano II e continuam sendo aprofundadas pelo Magistério da Igreja, inclusive em sua recente encíclica Magnifica humanitas, dedicada à proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial.

O Evangelho da esperança para uma humanidade ferida

Ao longo da viagem, o Papa evidenciou que percebeu uma necessidade comum em todos os encontros: ouvir, como Sucessor de Pedro, o anúncio da esperança para uma humanidade marcada pelas consequências negativas de um modelo de desenvolvimento que chamou de “enganador”:

“Esta necessidade, que se expressou nos muitos testemunhos que pude ouvir – testemunhos por vezes comoventes, por vezes edificantes –, reconheci-a também e sobretudo nos rostos das crianças e dos pobres que encontrei: da criança que, na paróquia, me leu a sua carta; de algumas vítimas de abuso, que pedem para ser ouvidas; dos reclusos que me esperavam na prisão; dos jovens cheios de inquietude e de projetos; dos migrantes nos centros de acolhimento nas Ilhas Canárias.”


As Ilhas Canárias e a construção da “civilização do amor”

O Santo Padre afirmou ainda que a última etapa da viagem, nas Ilhas Canárias, ofereceu uma visão mais ampla dos desafios contemporâneos, especialmente diante da realidade migratória vivida pelo arquipélago, porta de entrada de milhares de migrantes provenientes, sobretudo, da África. Leão XIV afirmou reconhecer a complexidade do fenômeno migratório e a necessidade de respostas articuladas, mas destacou que essa realidade também oferece uma nova chave de leitura do Evangelho:

“E um desses frutos é precisamente o diálogo entre as pessoas e entre os povos, o encontro num espírito de fraternidade, que permite descobrir e apreciar mutuamente os valores de que o outro é portador. Este caminho não é fácil, requer boa vontade e a ajuda de Deus, mas é o caminho que conduz à civilização do amor.”

“Levantemos os nossos olhos”

Ao concluir a catequese, o Papa retomou o lema da viagem apostólica, Alzad la mirada (“Levantai os olhos”), inspirado nas palavras de Jesus aos seus primeiros discípulos:

“Levantemos os nossos olhos! Aprendamos com Jesus a olhar para o próximo, para as pessoas e para o mundo ‘com os olhos de Deus’, isto é, com amor, respeito e compaixão.”

Por fim, Leão XIV agradeceu a todos aqueles que rezaram pelo êxito da viagem, dirigindo uma menção especial às numerosas comunidades de religiosas contemplativas presentes na Espanha, e pediu que continuem a rezar para que, pela intercessão da Virgem Maria, as sementes lançadas durante a visita produzam frutos abundantes.

Assista:

Thulio Fonseca – Vatican News

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Leão XIV:
triste pela Ucrânia
e satisfeito com o acordo entre EUA e Irã

Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (17/06), Leão XIV expressa satisfação pela conclusão do acordo que será assinado em 19 de junho em Lucerna e se mostra grato aos países que contribuíram para isso: “é o resultado de um trabalho paciente de diálogo e negociação”. O Pontífice, ao se referir ao conflito que “se alarga” na Ucrânia, lança um apelo para “abrir caminhos de diálogo e extinguir o ódio”.

Satisfação e gratidão, por um lado, pelo Acordo entre o Irã e os Estados Unidos, o chamado “Memorando de Islamabad” — assim denominado devido à mediação do Paquistão —, que pode contribuir para a “segurança” e a “estabilidade” no Oriente Médio. Por outro lado, tristeza e angústia por uma guerra – a da Ucrânia – que continua a se alargar, ceifando mais vítimas e fazendo arder as chamas que destroem igrejas e locais históricos, mas também as chamas do ódio. Leão XIV contempla os dois conflitos que dilaceram esta época e compartilha seus pensamentos, apelos e sentimentos com os milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro para a Audiência Geral desta quarta-feira, 17 de junho.

Trabalho de diálogo

Fora do texto escrito, antes das saudações em italiano, o Papa expressa, antes de tudo, as esperanças em relação ao Acordo EUA-Irã que será assinado na sexta-feira, 19 de junho, em uma cerimônia que, segundo informações do governo suíço, será realizado em um hotel no Burgenstock, uma montanha que domina o Lago de Lucerna e de difícil acesso. O Pontífice diz acolher “com satisfação” esse protocolo de entendimento, “resultado encorajador de um trabalho paciente de diálogo e negociação”.

"Expresso gratidão aos países que se empenharam em promover o encontro entre as partes e tornar possível esse acordo."

Segurança e estabilidade no Oriente Médio

Já nesta terça-feira (16/05), em Castel Gandolfo, questionado justamente sobre o Memorando e os trabalhos do G7 em andamento até esta quarta-feira (17/06) em Evian, na França, Leão XIV comentou: “graças a Deus, existe esse acordo”. E expressou o desejo de que ele pudesse representar “realemente uma solução para a guerra, que a guerra de fato tenha acabado e que possamos seguir em frente para o bem de todos. Eliminar as armas nucleares, isso sim; buscar o bem de todos os povos; procurar resolver também os problemas em nível econômico e social, que foram criados neste período”. Também nesta quarta-feira (17/06), na Praça São Pedro, o Pontífice reitera o desejo de que esse acordo seja um primeiro, mas não o último passo rumo a uma solução definitiva de paz.

"Espero que este acordo possa contribuir para fortalecer a confiança recíproca, a segurança e a estabilidade no Oriente Médio, promovendo caminhos de diálogo e cooperação entre os povos."

A dor pela Ucrânia

Ao mudar a perspectiva, muda também o olhar. O do Papa se ensombra devido às “notícias dolorosas” que chegam nestes dias sobre a guerra na Ucrânia. Guerra que, após 4 anos, “continua a se alastrar”. Prova disso, entre tantas outras, é o ataque com mísseis russo na noite entre 14 e 15 de junho, que provocou pelo menos 11 mortos e causou um grave incêndio que devastou o telhado da Catedral da Dormição, em Kiev, um dos símbolos religiosos mais importantes do país e patrimônio mundial da UNESCO.

"Tantas vítimas inocentes, socorristas mortos, igrejas e locais do patrimônio cultural devastados pelas chamas."

Abrir caminhos para o diálogo

O Papa Leão se diz “próximo” àqueles “que choram seus entes queridos”, aos “feridos” e àqueles “que, em meio à violência, continuam a servir a vida com coragem”. Daí surge um apelo claro, acompanhado de uma invocação a Deus:

"Convido todos a rezarem para que esta guerra termine. Peçamos ao Senhor que abra caminhos de diálogo, que apague o ódio e que torne possível uma paz justa e duradoura."

Salvatore Cernuzio - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media)

terça-feira, 16 de junho de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 17 - Quarta-feira

19h - Missa na matriz

19h - Celebração na comunidade do Ribeirão Vermelho

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Dia 18 - Quinta-feira 

19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração na comunidade dos Martins

19h - Celebração na comunidade Santa Luzia - Bela Vista

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Dia 19 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

19h - Grupo de oração maranathá na capela da Soledade

19h - Celebração nas comunidades do Goiabal, dos Cochos e dos Moreiras

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Dia 20 - Sábado

14h30-  Encontro de formação para a Pastoral Litúrgica no CPSJ

19h -  Missa na matriz

19h -  Celebração nas comunidades São Francisco e Santa Vitória

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Dia 21 - 12º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

15h - Missa na comunidade de Santa Vitória

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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CNBB lança novas

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil
para o período 2026-2032

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, na próxima quarta-feira, 17 de junho, às 18h30, durante a reunião de seu Conselho Permanente, o lançamento oficial das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032, aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em abril deste ano, em Aparecida (SP). 

O Documento, de número 114 da CNBB, apresenta as orientações que irão inspirar e nortear a ação evangelizadora da Igreja no Brasil nos próximos seis anos, oferecendo referências pastorais para dioceses, paróquias, comunidades, movimentos e organismos eclesiais em todo o país. 

A cerimônia de lançamento ocorrerá no Auditório Dom Hélder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília (DF), e contará com transmissão ao vivo pelas redes sociais da CNBB (@cnbbnacional) e das Edições CNBB (@cnbbedicoes). 

Acompanhe no link da transmissão abaixo:

Participantes do lançamento

Participam do evento o presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS); o arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom Leomar Antônio Brustolin, responsável pela coordenação da redação das novas Diretrizes; o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers; e o diretor-geral das Edições CNBB, monsenhor Jamil Alves de Souza. 

Durante a cerimônia, os participantes apresentarão o processo de elaboração do documento, suas principais inspirações e perspectivas pastorais, além de indicarem os próximos passos para sua implementação nas diversas realidades eclesiais do país.  

As DGAE e seu processo de construção

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil constituem um importante instrumento de comunhão, planejamento e animação pastoral, contribuindo para que a missão evangelizadora da Igreja responda aos desafios do tempo presente à luz do Evangelho e da caminhada sinodal. Com validade até 2032, o documento orientará a ação pastoral da Igreja no Brasil a partir de compromissos missionários, formativos e sinodais assumidos pelo episcopado brasileiro. 

As novas Diretrizes são fruto de um amplo processo de escuta, participação e discernimento iniciado em 2022. Ao longo de quatro anos, bispos, dioceses, organismos eclesiais e agentes de pastoral contribuíram para a construção do texto, em sintonia com o caminho da sinodalidade vivido pela Igreja. O processo incluiu consultas às Igrejas particulares, estudos pastorais, debates em âmbito regional e nacional e a análise de mais de 1.500 emendas apresentadas pelos bispos durante a Assembleia Geral da CNBB. O texto aprovado propõe a imagem da “tenda do encontro” como inspiração para a missão evangelizadora, expressando uma Igreja acolhedora, missionária e aberta à participação de todos. 

Serviço

Lançamento das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032 

Data: 17 de junho de 2026 (quarta-feira)
Horário: 18h30
Local: Auditório Dom Hélder Câmara – sede da CNBB, em Brasília (DF)
Transmissão: Redes sociais da CNBB (@cnbbnacional) e das Edições CNBB (@cnbbedicoes)
Contato: Padre Arnaldo Rodrigues | Assessoria de Comunicação da CNBB | (61) 2103-8300 | imprensa@cnbb.org.br  

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Fonte: cnbb.org.br

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Leão XIV em mensagem muito importante:

retomem o bom hábito de visitar os idosos

"Eu nunca te esquecerei" é o tema da mensagem do Papa para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Leão XIV exorta a levar, com esta mensagem e presença, "a proximidade e o carinho do Papa". "Fazei com que as palavras do profeta 'Eu nunca te esquecerei' assumam a forma de um encontro terno e afetuoso." Convida os idosos a se unirem a ele "numa oração incessante para que a paz chegue em breve a todo o mundo".

Leão XIV visita o lar de idosos "Santa Marta" em Castel Gandolfo, 21 de julho de 2025 (ANSA)

Foi divulgada, nesta segunda-feira (15/06), a mensagem do Papa Leão XIV para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos que será celebrado em 26 de julho próximo. "Eu nunca te esquecerei" é o tema da mensagem extraído do Livro do Profeta Isaías.

"Pela boca do Profeta Isaías, o Senhor promete que nunca se esquecerá de nenhum de nós. Assegura-nos que traz os nossos rostos gravados nas palmas das mãos e que o seu amor é maior do que o de uma mãe pelo seu filho." Com estas palavras, o Papa inicia o texto, ressaltando que "o profeta permite-nos vislumbrar um diálogo íntimo e intenso, no qual Deus se dirige a cada um e ao próprio povo, tratando todos por “tu”. Também hoje podemos ler referidas a nós estas palavras, e cada um pode ouvir aquele “nunca te esquecerei” dirigido a si mesmo. Trata-se de palavras que enchem de consolação e confiança".

De acordo com Leão XIV, estas "são a resposta a um sentimento angustiante que agita o coração: «O Senhor abandonou-me, o meu dono esqueceu-se de mim». Quantas vezes, na Sagrada Escritura, em particular nos Salmos, a oração nasce do desamparo de quem tem a impressão de que a sua vida não interessa a ninguém e é negligenciada! A dolorosa sensação de ser esquecido é, infelizmente, comum a muitas pessoas e, entre elas, não poucas são idosas".

O Papa escreve na mensagem que "o amor de Deus, que, pelo contrário, não esquece ninguém, oferece-se como um ato de justiça e uma resposta ao anonimato, no qual, com demasiada frequência, a vida humana acaba por perder-se". "Sobre a existência de muitos idosos, em particular, parece estender-se um véu que esbate as feições dos rostos e relega ao esquecimento. É o que acontece nas casas onde reina a solidão, e também naqueles asilos onde a singularidade de cada pessoa corre o risco de ser reduzida ao número da sua cama ou à sua patologia", ressalta.

"A celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é uma oportunidade para redescobrir que a Igreja é chamada a ser mãe de todos e que é sempre possível, em qualquer idade, descobrir-se filhos e filhas de Deus. Que este Dia seja, portanto, um estímulo para todos, em particular os mais jovens, retomarem o bom hábito de visitar os seus avós, os idosos da família e também aqueles que não recebem nenhuma visita. Levai-lhes, com esta mensagem e com a vossa presença, a proximidade e o carinho do Papa. Fazei com que as palavras do profeta “Eu nunca te esquecerei” assumam a forma de um encontro terno e afetuoso. «Numa época que tende a acelerar e a fragmentar, a carne humana continua pedindo para ser cuidada e reconhecida por mãos capazes de ternura, por mentes atentas e por palavras bondosas. A cultura digital multiplica as conexões e oferece novas possibilidades de encontro; no entanto, o coração humano conserva uma necessidade inalienável de proximidade»", escreve o Papa Leão, citando um trecho de sua Carta Encíclica Magnifica humanitas.

De acordo com Leão XIV, "a Igreja conhece o sofrimento dos seus filhos mais idosos, sabe bem que demasiadas vezes se olha para eles com preconceitos e são considerados um fardo; está ciente de que uma economia centrada no lucro enfraquece os laços familiares; sabe que muitos idosos são abandonados pelos filhos, obrigados a migrar ou, em alguns casos, a combater na guerra. Por todas estas razões, alegra-se em anunciar a promessa do Senhor: 'Eu nunca te esquecerei!'".

Leão XIV recorda que "para muitos, a descoberta da ternura de Deus, no decorrer da vida, acontece precisamente na sua última etapa. Cada vez mais, na realidade, ao contrário do que acontecia no passado, é possível chegar à velhice sem ter tido uma verdadeira experiência de fé. Neste caso, a idade avançada, a partir das questões que nesta fase da vida se colocam com maior premência, pode tornar-se o momento oportuno para iniciar ou retomar a vida espiritual". "A Deus, que se faz próximo e que aprendemos a reconhecer na sua ternura, podemos então dirigir-nos com confiança filial na oração. Nunca é tarde demais para a Ele nos começarmos a dirigir", escreve o Papa.

Leão XIV ressalta que "um homem e uma mulher podem renascer na velhice e reconhecer, com o profeta: «A vossa salvação está na conversão e em terdes calma; a vossa força está em terdes confiança». Uma força que, para garantir a convivência humana, pode tornar-se convite a não recorrer aos caminhos da arrogância e do poder, mas aos caminhos da reconciliação e da verdadeira paz". "Neste tempo, marcado de forma tão dura pela violência bélica e social, muitos questionam-se sobre como será o mundo em que crescerão os próprios netos. Exorto-vos, caríssimos, para que vos unais comigo numa incessante oração para que a paz chegue em breve a todo o mundo", sublinha o Papa, agradecendo aos idosos por apoiá-lo com suas orações, especialmente com a oração do Terço. "Retribuo-o de coração, deixando-vos este desejo: que o Senhor nos renove sempre na fé, na esperança e na caridade, Ele que nunca se esquece de nós", conclui.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Foto: (ANSA)

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus inspira

reflexão de dom Leomar ao falar sobre as novas DGAE

Na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, celebrada na sexta-feira, 12 de junho, o arcebispo de Santa Maria, dom Leomar Antônio Brustolin, convida os fiéis a redescobrirem o fundamento da vida cristã e da ação evangelizadora da Igreja. Em artigo intitulado “Tudo começa em Jesus: o coração da fé que renova a missão”, o prelado assina a sétima edição da série especial “Olhar da Fé”, dedicada ao aprofundamento das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2026-2032).

Aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre os dias 15 e 24 de abril de 2026, as novas Diretrizes apresentam os caminhos e prioridades que deverão orientar a missão evangelizadora da Igreja no país nos próximos anos.

Em sua reflexão, dom Leomar destaca que, ao final do percurso de estudo das Diretrizes, emerge uma convicção central: “tudo começa em Jesus Cristo”. Segundo ele, Cristo não é apenas o ponto de partida da evangelização, mas seu centro permanente, fonte e horizonte de toda a vida e missão da Igreja.

O arcebispo ressalta que iniciativas pastorais, projetos, formações e estruturas são importantes, mas perdem sua força quando deixam de conduzir ao essencial: o anúncio de Jesus Cristo e o encontro vivo com Ele.

“O essencial é anunciar Jesus Cristo, conduzir as pessoas ao encontro vivo com Ele e ajudá-las a viverem como seus discípulos missionários”, afirma.

O Querigma como eixo da evangelização

Um dos aspectos centrais do artigo é a importância do Querigma, compreendido como o primeiro anúncio da fé cristã. Para dom Leomar, ele não pode ser tratado como uma etapa isolada da evangelização, mas deve atravessar toda a vida da Igreja.

“O primeiro anúncio precisa estar presente em cada celebração, catequese, encontro comunitário e ação pastoral, abrindo caminhos para o encontro com Cristo vivo, morto e ressuscitado”, escreve.

Segundo o arcebispo, quando esse encontro acontece, a fé deixa de ser apenas tradição ou obrigação e se torna uma resposta amorosa a Deus. Da mesma forma, a comunidade cristã transforma-se em espaço de pertença, fraternidade e acolhida, enquanto a missão passa a ser vivida como expressão da alegria do Evangelho.

Uma Igreja em saída

Dom Leomar também destaca o chamado das novas Diretrizes para uma Igreja em saída, missionária e próxima das pessoas. Para ele, a evangelização exige disposição para ir ao encontro daqueles que estão afastados da vida comunitária, especialmente dos que vivem situações de sofrimento, exclusão ou perda de sentido.

“Não apenas acolher quem chega, mas buscar quem está distante”, resume o texto.

Essa postura, observa o arcebispo, requer coragem para rever práticas, enfrentar desafios e dialogar com uma sociedade em constante transformação, seguindo o exemplo de Jesus, que se aproximava especialmente dos pobres, dos feridos e dos esquecidos.

Comunidades vivas e discípulos missionários

Outro ponto enfatizado pelo artigo é a necessidade de fortalecer comunidades vivas e próximas das pessoas. As Diretrizes incentivam a formação de pequenos grupos e comunidades onde a fé possa ser escutada, celebrada, partilhada e amadurecida em um ambiente de fraternidade e corresponsabilidade.

Nesses espaços, explica dom Leomar, o anúncio do Evangelho ganha concretude por meio da escuta da Palavra, da partilha da vida e da experiência da comunhão.

Ao concluir sua reflexão, o arcebispo recorda que o objetivo de toda a ação evangelizadora é formar discípulos missionários: homens e mulheres que encontraram Jesus Cristo, amadurecem na fé e sentem-se chamados a testemunhar o Evangelho.

“A série das Diretrizes termina, mas o caminho começa”, afirma. Para ele, cada paróquia, comunidade, pastoral e agente de evangelização é convidado a responder a uma pergunta fundamental: “O que podemos fazer, hoje, para que mais pessoas encontrem Jesus Cristo e nele descubram a alegria do Evangelho?”.

Confira os outros artigos da série:

Na série especial “Olhar da Fé”, dom Leomar Antônio Brustolin apresenta e aprofunda as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Confira os artigos da série:

Uma Igreja que existe para anunciar: voltar ao essencial – CNBB

Deus continua falando: aprender a escutar os sinais  – CNBB

Caminhar juntos: quando a igreja aprende a discernir  – CNBB

Mudar para ser fiel: a conversão que renova a Igreja – CNBB

Os caminhos da missão: palavra, fé, comunidade, liturgia e caridade  – CNBB

Tudo começa em Jesus: o coração da fé que renova a missão – CNBB

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Fonte: cnbb.org.br

domingo, 14 de junho de 2026

O Papa no Angelus deste domingo:

Deus vê as feridas das guerras e o vazio do consumismo

“Jesus vê e ama. Ele ama e sofre por nós, conosco: sua compaixão expressa não apenas proximidade fraterna, mas também a vontade de redenção”. O Papa Leão, ao introduzir a recitação do Angelus, comentou o Evangelho deste domingo (14/06) para sublinhar que “o Filho de Deus olha para as pessoas, olha para a humanidade.

O Papa, durante o Angelus neste 11º Domingo do Tempo Comum, ao comentar o Evangelho do dia com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, destacou que "Deus está atento aos sofrimentos do homem e sofre com ele.” Tendo-se feito nosso irmão, o Filho de Deus olha para as pessoas, olha para a humanidade: vê a opressão que subjuga e a violência que tira as forças. Vê as feridas das guerras e o vazio do consumismo. "Ele vê rostos reduzidos a máscaras, famílias destruídas pelo mal e jovens iludidos por falsos ideais. Jesus vê e ama. Ele ama e sofre por nós e conosco: a sua compaixão expressa não apenas proximidade fraterna, mas também a vontade de redenção”.

“Ele, com efeito, - disse o Papa - conhece o nosso coração e cuida dele: diante de tantas pessoas que são como "ovelhas sem pastor, Cristo dedica-se a todas elas enquanto bom pastor e, na qualidade de senhor da messe, envia trabalhadores para o campo do mundo”.

Leão também lembrou que entre os doze apóstolos escolhidos por Jesus para sua missão estão “Simão, chamado Pedro, o primeiro, e também Judas Iscariotes, o último, para nos lembrar que é possível seguir Jesus e traí-lo, mas o Evangelho permanece para todos uma palavra viva e verdadeira”.

A Boa Nova que atravessa os séculos é idêntica, sempre jovem, fresca e libertadora: "O Reino do Céu está perto! Sim, está próximo porque, em Jesus Cristo, Deus aproxima-se de cada homem e mulher, de cada povo e nação".

Quando este Evangelho é anunciado e praticado - sublinhou o Santo Padre -, o mal desmorona como uma doença que chega ao fim, como uma noite que dá lugar à aurora, como a morte vencida pelo Ressuscitado.

É assim – acrescentou o Papa -, "que o olhar de Jesus transforma a realidade: a sua iniciativa, cheia de amor, dá vida a um povo novo – a Igreja –, chamado a continuar a missão dos apóstolos: Recebestes de graça, dai de graça".

"Sim, o dom de Jesus é totalmente gratuito, porque o seu valor ultrapassa toda a medida: é impossível merecê-lo ou “comprá-lo”. Esta graça é o belíssimo nome da misericórdia de Deus, que nos alcança em qualquer lugar, para nos levar até a si”.

A Igreja é, portanto, chamada a dar continuidade à obra dos apóstolos: “a tarefa de evangelizar nasce do dom de Deus que em Cristo se torna perdão para o mundo, serviço aos mais pequenos e pobres, empenho pela justiça”.

Peçamos a ajuda da Virgem Maria, cheia de graça, a fim de respondermos com alegria e coragem à missão para a qual Jesus nos chama, concluiu o Pontífice.

Assista:

Silvonei José – Vatican News

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Papa recorda
a beatificação de padre Nazareno Lanciotti, no Brasil

Ao final do Angelus deste domingo na Pração são Pedro, no Vaticano, o Papa Leão quis recordar alguns novos Beatos, entre eles o padre Nazareno Lanciotti. Recordando ainda sua recente Viagem Apostólica à Espanha, e o terremoto nas Filipinas.

Ao final do Angelus, o Papa Leão quis recordar alguns novos Beatos: os sacerdotes diocesanos Venceslao, Drobla e João Bula, da Morávia (República Tcheca); e João Swierc e oito companheiros, sacerdotes salesianos poloneses.

“Todos foram beatificados como mártires – disse o Papa - porque foram vítimas das perseguições dos regimes totalitários devido à sua fidelidade a Cristo.


Em seguida o Santo Padre recordou que neste sábado, no Mato Grosso, no Brasil, foi beatificado Nazareno Lanciotti, sacerdote romano e missionário.

“Ele também foi mártir porque, em nome do Evangelho, defendia os mais pobres. Que o exemplo e a intercessão desses corajosos testemunhos sustentem a missão dos presbíteros e de toda a Igreja”, acrescentou o Papa.

Padre Nazareno Lanciotti atuou em Jauru (MT) a partir de 1972, onde fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar e ficou conhecido pelo trabalho evangelizador e social. Denunciou crimes como exploração de menores, prostituição e tráfico de drogas. Foi assassinado em 2001 após ser baleado em casa. A cerimônia de beatificação, neste sábado (13/06), foi presidida pelo cardeal João Braz de Aviz, prefeito emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.

Agradecimento à Espanha

Ainda após a Oração do Angelus o Papa, recordando a sua recente Viagem Apostólica à Espanha, manifestou sua gratidão aos bispos, religiosas e religiosos e a todos os fiéis espanhóis que, em cada etapa de sua visita, o receberam com grande alegria e carinho. Antes de abençoar todo o país, o Papa agradeceu de maneira especial ao soberano, o rei Felipe VI.

Em primeiro lugar, expresso minha gratidão ao Senhor pela viagem apostólica que Ele me permitiu realizar à Espanha. Agradeço ao povo espanhol que me acolheu com grande entusiasmo e devoção. Sou especialmente grato à Sua Majestade, o rei. Agradeço com carinho aos bispos, a todas as comunidades que visitei e a toda a Igreja que está na Espanha. Que Deus abençoe sempre a Espanha!

Solidariedade com a população das Filipinas atingida pelo terremoto

Seus pensamentos se dirigem, em seguida, à população das ilhas das Filipinas, atingida na última segunda-feira, 8 de junho, por um terremoto de magnitude 7,8, concentrado sobretudo na ilha de Mindanao, no sul do país, que causou mais de 40 mortos, centenas de feridos e mais de 32 mil desabrigados.

Asseguro minha proximidade às populações das Filipinas atingidas há alguns dias por um forte terremoto. Rezo pelos falecidos e seus familiares, pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa desta calamidade.

Silvonei José – Vatican News

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Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media)

Reflexão para este domingo:

Programa libertador

José Antonio Pagola

Muitos cristãos pensam estar vivendo sua fé com responsabilidade, porque se preocupam em cumprir determinadas práticas religiosas e tratam de ajustar seu comportamento a leis morais e normas eclesiásticas.

Do mesmo modo, muitas comunidades cristãs pensam que estão cumprindo fielmente sua missão, porque se esfalfam em oferecer serviços de catequese e educação da fé, e se esforçam por celebrar com dignidade o culto cristão.

Será que é só isto que Jesus queria pôr a caminho ao enviar seus discípulos pelo mundo afora? É esta a vida que Ele queria infundir no coração da história?

Precisamos ouvir de novo as palavras de Jesus para redescobrir a verdadeira missão dos cristãos no meio desta sociedade. Assim resume o evangelista a ordem de Jesus: “Ide e proclamai que o Reino dos Céus está próximo. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, dai de graça”.

Nossa primeira tarefa também hoje é proclamar que Deus está perto de nós, empenhado em salvar a felicidade da humanidade. Mas este anúncio de um Deus salvador não se faz só através de discursos e palavras sugestivas. Não se assegura só com catequese, ou com aulas de religião. Jesus nos lembra a maneira de proclamar Deus: trabalhar gratuitamente para infundir nos seres humanos nova vida.

“Curar os enfermos” quer dizer libertar as pessoas de tudo que lhes rouba vida e as faz sofrer. Sarar a alma e o corpo dos que se sentem destruídos pela dor e angustiados pela dureza impiedosa da vida diária.

“Ressuscitar os mortos” quer dizer libertar as pessoas daquilo que bloqueia sua vida e mata sua esperança. Despertar novamente o amor à vida, a confiança em Deus, a vontade de lutar e o desejo de liberdade em tantos homens e mulheres nos quais a vida vai morrendo pouco a pouco.

“Limpar os leprosos’: quer dizer limpar esta sociedade de tanta mentira, hipocrisia e convencionalismo. Ajudar as pessoas a viver com mais verdade, simplicidade e honradez.

“Expulsar os demônios”,isto é, libertar as pessoas de tantos ídolos que as escravizam e pervertem nossa convivência. Onde se está libertando as pessoas, ali se está anunciando a Deus.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos