segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis (MG):

 Horários de missa e outros eventos

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Dia 18 - Terça-feira

15h - Missa pelas vocações e pelos enfermos na matriz

19h - Terço das mulheres na matriz

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Dia 19 - Quarta-feira

19h - Missa em louvor ao São José na matriz

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Dia 20 - Quinta-feira

19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração nas comunidades dos Jacintos e Serra dos Pereiras

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Dia 21 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

19h - Celebração nas comunidades de Áreas, dos Martins e de Nossa Senhora Aparecida (Bela Vista)

19h - Grupo de oração Maranathá na capela da Soledade

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Dia 22 - Sábado

19h -  Primeira missa do Pe. Lucas Lázaro na matriz

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Dia 23 - 21º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio   19h - Missa na matriz

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Reflexão para este início de semana:

Consagrados para cuidar do povo de Deus!

Dom Antônio Carlos Altieri - Arcebispo Emérito de Passo Fundo (RS)

Mensalmente, a Igreja no Brasil dedica-se a refletir sobre temas pertinentes tanto em sentido ad intra como ad extra. Neste mês voltamo-nos para a dimensão vocacional e, ao meditarmos sobre a pluralidade de dons com que o Espírito Santo enriquece a Igreja, a reflexão sobre a Vida Religiosa Consagrada nos convida a contemplar uma presença tão discreta quanto revolucionária. Para além dos claustros, existe uma multidão de consagrados e consagradas que atuam no coração do mundo secular, de forma quase “invisível” aos olhos desatentos, mas profundamente transformadora: os missionários da Educação e da Saúde.

Distantes dos holofotes, estes homens e mulheres encarnam a emblemática metáfora evangélica do sal da terra e do fermento na massa. Eles não estão nos altares das grandes igrejas, revestidos de túnicas solenes, mas fazem de suas ações e de seus ambientes cotidianos o altar de sua consagração, o lugar teológico do exercício de seus “ministérios”, de seu sacerdócio existencial e batismal; revestidos do avental do serviço, do jaleco para o atendimento ou para a docência. Desde tal perspectiva, a atuação da Vida Consagrada nas ciências da saúde e nas ciências humanas não é fruto do improviso, mas de uma rigorosa e ampla formação integral.

Os consagrados compreendem que, para dialogar com a sociedade contemporânea e sanar as feridas mais profundas da humanidade, é preciso unir a fé à razão, a espiritualidade à técnica. Por isso, ao lado da densa bagagem filosófica e teológica, religiosos e religiosas dedicam anos de suas vidas ao domínio de disciplinas diversas: Ciências da Educação como Pedagogia, Licenciaturas, Psicologia do Desenvolvimento e Gestão Escolar; Ciências da Saúde como Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Bioética, Nutrição e Gestão Hospitalar; Ciências Humanas e Sociais como Serviço Social, Filosofia, História e Sociologia.

Ao ocuparem gabinetes de pesquisa, salas de aula do ensino básico às universidades, e consultórios ou leitos de UTI, esses missionários oferecem ao mundo uma competência técnica irretocável, mas impregnada de um “algo a mais”: a visão integral da pessoa humana criada à imagem e semelhança de Deus. Esta presença profissional e humanizadora no meio da sociedade ajuda a resgatar a imensa dignidade da vocação dos Irmãos Religiosos e das Irmãs Consagradas, agentes pastorais diversos que não pertencem ao ministério ordenado, mas que demonstram que no Corpo Místico de Cristo, a grandeza da vocação não se mede pelo grau hierárquico ou sacramental, mas pela radicalidade do amor doado.

O Irmão consagrado e a Irmã consagrada, o agente pastoral no seu ofício diário, recordam a toda a Igreja a fraternidade fundamental do Evangelho. Quando um irmão religioso leciona física em uma escola ou uma irmã médica realiza uma cirurgia complexa, eles proclamam que o mundo do trabalho e do conhecimento humano é lugar teológico, espaço sagrado de santificação e de encontro com Deus.

Nas escolas e universidades, os Consagrados e agentes pastorais se estabelecem pela primazia da formação do pensamento crítico, da educação em valores, da escuta de jovens em crise e da humanização do saber. Nos hospitais e consultórios, pela primazia da defesa

incondicional da vida desde a concepção até a morte natural, do consolo aos enfermos e da acolhida às famílias. Nos gabinetes e nas instâncias de gestão, pela primazia das decisões pautadas pela ética, pela justiça social e pela promoção do bem comum acima do lucro.

Aos jovens e leigos que sentem no coração a inquietação vocacional e a paixão pela Educação, pela Medicina, pela Enfermagem ou pelas Humanidades: não tenham medo de consagrar a sua profissão a Deus! Se você percebe que o seu desejo de cuidar, ensinar, pesquisar e educar transcende a busca por um simples salário ou carreira secular, escute a voz do Mestre. A Igreja e o mundo precisam urgentemente de profissionais que sejam, antes de tudo, apaixonados por Cristo e pela humanidade.

Colocar o seu diploma, a sua inteligência e as suas mãos nas esteiras da Saúde e da Educação como um consagrado é uma das formas mais belas de evangelização do nosso tempo. É ser o sal que dá sabor às realidades áridas da sociedade e o fermento silencioso que faz levedar a cultura da paz, do cuidado e da verdade. Que os santos educadores e cuidadores, como São João Bosco, São José de Calasanz, São Camilo de Lellis e Santa Dulce dos Pobres, intercedam por todos os que já doam suas vidas nesses campos e inspirem novas e generosas vocações!

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 Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticanews.va

domingo, 16 de agosto de 2026

3ª Semana Vocacional:

Consagrados pelo Reino de Deus! 

Dom Diamantino Prata de Carvalho - Bispo Emérito da Campanha (MG)

Dando continuidade à celebração do mês vocacional, após refletirmos sobre os dons das vocações ordenadas e matrimoniais, uma partindo da comemoração pelo “Dia do Padre” e outra pelo “Dia dos Pais”, avançamos neste terceiro domingo com a reflexão em torno dos dons das vocações religiosas e à vida consagrada. A Vida Religiosa não nasce de uma simples escolha profissional ou de um projeto humano de filantropia; nasce de um encontro transformador com a pessoa de Jesus Cristo.

Em um mundo frequentemente marcado pelo individualismo, pelo consumo desenfreado e pelo imediatismo, os conselhos evangélicos professados pelos religiosos funcionam como uma profecia viva. A Pobreza nos lembra que o maior tesouro do coração humano é Deus e que a solidariedade e a partilha devem se sobrepor ao acúmulo material. A Castidade proclama a capacidade de amar a todos com coração livre, doando-se sem posse, espelhando o amor incondicional do Pai. A Obediência ensina a escuta atenta da vontade divina em comunhão com os irmãos, oposta à autossuficiência e ao egocentrismo.

Seja no silêncio dos mosteiros contemplativos, onde homens e mulheres sustentam a Igreja invisivelmente pela oração contínua, seja no dinamismo da vida ativa, presente nas escolas, hospitais, periferias e terras de missão, a vida consagrada manifesta a maternidade e o cuidado de Deus pela humanidade. A história da Igreja confunde-se com a atuação dos carismas religiosos. Onde há dor, abandono ou fome, tanto física quanto espiritual, há a presença de um religioso ou de uma religiosa. Eles são os braços estendidos da Igreja que chegam às geografias e às existências mais distantes. Como afirmava o Papa Francisco: “A vida consagrada é a história de um amor apaixonado pelo Senhor e pela humanidade. Onde estão os religiosos, há alegria e profecia.”

Pela vida contemplativa, a Igreja se faz presente e atuante na sociedade através da oração incessante, da intercessão e do testemunho da primazia de Deus no silêncio dos claustros. Pela vida missionária e ativa, a Igreja contribui significativamente com uma evangelização encarnada, no sentido de que esta supera os vãos discursos, concretizando-se por meio de obras em favor da justa educação, saúde, assistência aos marginalizados e defesa dos direitos humanos. Por fim, pelos Institutos Seculares e novas comunidades, a Igreja se põe em saída através de uma consagração no meio do mundo, santificando as realidades temporais no cotidiano.

De modo geral, contemplamos a partir dos Consagrados uma ampla e plural frente de atuação da Igreja. Tamanha riqueza, no tocante à Caridade, nos provoca a uma atenção particular ao testemunho de nossos irmãos religiosos e religiosas, aos quais precisamos constantemente dizer: A Igreja precisa do seu sim diário!

Neste ano de 2026, ao celebrarmos o Mês Vocacional, renovamos o nosso agradecimento pela doação silenciosa, pelas orações na madrugada, pelas mãos gotejantes de trabalho nas missões e pelo testemunho de fé que não esmorece diante das dificuldades do tempo presente. Vocês são a prova viva de que o Evangelho é viável, de que vale a pena entregar tudo por Cristo e de que a santidade é um caminho aberto e fascinante.

Que a Virgem Maria, Nossa Senhora da Assunção, modelo perfeitíssimo de consagração e resposta fiel ao Pai, cubra cada missionário e missionária com seu manto materno, sustentando a perseverança e renovando o ardor vocacional. E a toda a comunidade eclesial, fica o convite: rezemos pelas vocações à Vida Religiosa Consagrada, promovamos em nossas famílias e paróquias uma cultura vocacional onde os jovens sintam a coragem de responder ao chamado do Mestre e apoiemos com carinho e gratidão aqueles que já entregaram suas vidas por nós e pelo Reino.

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 Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticanews.va

Padre Lucas Lázaro

preside sua primeira missa

Neste domingo da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, às 9h, na matriz de sua terra natal, Conceição dos Ouros, o padre Lucas Lázaro presidiu sua Primeira Missa.

O templo acolheu grande número de fiéis da cidade e de diversos outros municípios. Concelebram o pároco, cônego José Donizete Moreira, que acolheu a todos os participantes e ao novo padre, e o padrinho de ordenação no novo sacerdote, padre Reinaldo dos Santos. Assistiu a celebração no ofício de cerimoniário o padre Tainan Francisco de Paula.

A homilia foi proferida pelo padre Reinaldo, que, após algumas belas considerações sobre a Nossa Senhora, relembrou a caminhada vocacional do padre Lucas Lázaro e o saudou como seu novo irmão no ministério sacerdotal.

No final da Eucaristia, os pais e o irmão do sacerdote foram convidados ao presbitério e rezaram juntos com ele e com a assembleia a consagração a Nossa Senhora da Conceição.

Encerrada a missa, padre Lucas Lázaro acolheu os presentes para os cumprimentos e fotos.

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Papa no Angelus em Castel Gandolfo neste domingo:

a mesa de Deus é para todos,
a ninguém estão reservadas só as migalhas

Aos fiéis reunidos na Praça da Liberdade em Castel Gandolfo, Leão XIV comentou a liturgia deste XX Domingo do Tempo Comum, que apresenta o episódio da mulher cananeia. "À luz desta fé, as desigualdades, as discriminações e as barreiras que pisam a dignidade de tantos filhos e filhas de Deus tornam-se insuportáveis", disse o Santo Padre.

O Angelus dominical do Papa Leão XIV foi em Castel Gandolfo, para onde se dirigiu por ocasião da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, celebrada em 15 de agosto. Nesta festa, afirmou o Pontífice, contempla-se Nossa Senhora na sua inseparável relação com o Filho: nem mesmo a morte conseguiu interromper essa comunhão de alma e corpo, que é vida eterna. Assim, todos os domingos, Ela nos recorda que essa mesma plenitude está reservada a quem segue Jesus: a sua ressurreição não é um acontecimento do passado, mas uma vida nova que nos envolve.

Comunicar a paz de Cristo para além das fronteiras

Isso é demonstrado hoje pela mulher cananeia, protagonista do Evangelho proclamado na liturgia (Mt 15, 21-28). Apesar de não pertencer ao seu povo e de viver numa região estrangeira, ela procura insistentemente falar com Jesus, desejando a paz para a sua filha atormentada. Os discípulos veem-na como uma pessoa incômoda, e o próprio Jesus resiste aos seus pedidos. Em certo momento, porém, acontece algo inesperado, Jesus se deixa tocar pelo que vê e ouve. Por fim, diz: «Mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas».

"Também hoje a Igreja pode deixar-se surpreender pela obra de Deus e comunicar a paz de Cristo para além das fronteiras já traçadas", disse Leão XIV. A sua missão é antecipada pela graça divina, que atua no segredo das consciências, de modo que, em cada encontro, mesmo naqueles que perturbam os nossos planos, "é preciso prestar atenção, abrir os olhos e abrir o coração ao que Deus nos quer dizer".

Desigualdades e discriminações são insuportáveis

Para o Santo Padre, da mulher cananeia devemos aprender a humildade e a determinação:

“Graças à sua fé, aprendemos que a mesa de Deus está preparada para todos e que a ninguém estão reservadas só as migalhas porque cada um, junto do Pai, tem o seu lugar. À luz desta fé, as desigualdades, as discriminações e as barreiras que pisam a dignidade de tantos filhos e filhas de Deus tornam-se insuportáveis.”

O Pontífice concluiu recordando aos fiéis que "somos a Igreja de Jesus Cristo num mundo atormentado, que procura a paz. A Maria, nossa Mãe, pedimos que interceda por nós".

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Vídeo e fotos: (@Vatican Media

Reflexão para este domingo:

 Traços característicos de Maria

José Antonio Pagola

A visita de Maria a Isabel permite ao evangelista Lucas pôr em contato o Batista e Jesus, antes mesmo de nascer. A cena está carregada de uma atmosfera muito especial. As duas mulheres vão ser mães. As duas foram chamadas a colaborar no plano de Deus. Não há varões. Zacarias ficou mudo. José está surpreendentemente ausente. As duas mulheres ocupam toda a cena.

Maria, que veio apressadamente de Nazaré, transforma-se na figura central. Tudo gira em torno dela e de seu Filho. Sua imagem brilha com certos traços mais genuínos do que muitos outros que lhe foram acrescentados ao longo dos séculos, a partir de invocações e títulos alheios aos evangelhos.

Maria, “a mãe de meu Senhor”. Assim o proclama Isabel em alta voz e cheia do Espírito Santo. Isto é certo: para os seguidores de Jesus, Maria é, antes de tudo, a Mãe de nosso Senhor. Daí parte sua grandeza. Os primeiros cristãos nunca separam Maria de Jesus. Eles são inseparáveis. “Bendita por Deus entre todas as mulheres”, ela nos oferece Jesus, “fruto bendito de seu ventre”.

Maria, a crente. Isabel proclama Maria feliz porque ela “acreditou”. Maria é grande não simplesmente por sua maternidade biológica, mas por ter acolhido com fé o chamado de Deus para ser Mãe do Salvador. Ela soube ouvir a Deus; guardou sua Palavra dentro de seu coração; meditou-a; a pôs em prática cumprindo fielmente sua vocação. Maria é mãe crente.

Maria, a evangelizadora. Maria oferece a todos a salvação de Deus, que ela acolheu em seu próprio Filho. Essa é sua grande missão e seu serviço. De acordo com o relato, Maria evangeliza não só com seus gestos e palavras, mas porque traz consigo, para onde vai, a pessoa de Jesus e seu Espírito. Isto é o essencial do ato evangelizador.

Maria, portadora de alegria. A saudação de Maria comunica a alegria que brota de seu Filho Jesus. Ela foi a primeira a ouvir o convite de Deus: “Alegra-te…, o Senhor está contigo”. Agora, a partir de uma atitude de serviço e de ajuda a quem precisa, Maria irradia a Boa Notícia de Jesus, o Cristo, que ela sempre traz consigo. Ela é para a Igreja o melhor modelo de uma evangelização prazerosa.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

sábado, 15 de agosto de 2026

Leão XIV na missa da Solenidade da Assunção:

o amor é o mais belo ornamento do ser humano

Na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, Leão XIV convida os fiéis a redescobrirem a verdadeira beleza, que não está na aparência exterior, mas nos sinais de um amor capaz de transformar e elevar. Na homilia da Missa celebrada em Castel Gandolfo, o Pontífice alertou ainda para os padrões estéticos impostos pelo mundo, que podem nos aprisionar “naquilo que realmente não tem valor nem dura para sempre”.

Neste sábado, 15 de agosto, a Igreja celebra a Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, uma das principais festividades marianas do calendário litúrgico e também feriado nacional na Itália. Como no ano passado, o Papa Leão XIV escolheu celebrar a data junto aos fiéis de Castel Gandolfo, cidade próxima a Roma e local de sua residência de verão. Ali, o Pontífice presidiu à Santa Missa na Paróquia Pontifícia de São Tomás de Villanova, que fica a poucos metros do Palácio Pontifício.

A liturgia recorda Maria que, terminado o curso de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória do Céu. E foi justamente a partir da imagem de Nossa Senhora da Assunção que Leão XIV desenvolveu sua homilia, propondo uma reflexão sobre a verdadeira beleza: aquela que não procura esconder as marcas do tempo, mas deixa transparecer os sinais de um amor que não passa.

A verdadeira beleza

O Papa recordou que muitas obras de arte representam Nossa Senhora da Assunção como uma jovem belíssima que se eleva da terra em direção ao Céu. Uma imagem que, à primeira vista, contrasta com a experiência humana do envelhecimento e com as marcas que os anos deixam no corpo.

“A glorificação de Maria, em corpo e alma, ensina-nos que a nossa verdadeira beleza não consiste em esconder os sinais do tempo que passa, mas em mostrar, impressos também na nossa carne, os sinais do amor que não tem fim.”

A partir dessa reflexão, Leão XIV convidou a rever os padrões estéticos impostos pelo mundo, “predominantemente de caráter hedonista e consumista”, que correm o risco de aprisionar as pessoas em condicionamentos e levá-las a desperdiçar energias “naquilo que realmente não tem valor nem dura para sempre”. Para o Pontífice, a experiência cotidiana mostra onde reside a verdadeira beleza: há pessoas cujos rostos são marcados pelos anos e pelos sofrimentos e que, ainda assim, são capazes de irradiar serenidade, benevolência e paz.


A beleza divina, prosseguiu o Papa, pode ser reconhecida em todas as fases e circunstâncias da existência: “no rosto terno de uma criança” e “nas rugas de um idoso”, na vivacidade dos jovens, na maturidade dos adultos e também na simplicidade das roupas e dos instrumentos de trabalho.

“É o amor o mais belo ornamento do homem: o amor que transfigura, transforma, enobrece, eleva; que torna leves, livres, próximos de Deus, mesmo através das vicissitudes da vida.”

Trazer um pouco do Céu à terra

O mistério celebrado neste 15 de agosto, ressaltou Leão XIV, não deve ser procurado longe da vida cotidiana. A verdadeira caridade pode ser encontrada nos olhos dos pais que regressam cansados do trabalho, mas felizes por estar com os filhos; nos avós que, apesar dos limites da idade, encontram uma energia inesperada ao cuidar dos netos; e nos jovens que procuram crescer íntegros e honestos, mesmo quando isso significa ir contra a corrente. Ela está também na vida de tantos homens e mulheres que, “diariamente, com fé e dedicação, contribuem para trazer um pouco do Céu à terra e levar a terra para o Céu”. E acrescentou:

“Queridos irmãos, o belíssimo rosto de Nossa Senhora da Assunção é único, ultrapassa qualquer representação possível. No entanto, ao mesmo tempo, é familiar: é o rosto das pessoas que estão ao nosso lado, mesmo neste momento, dos irmãos e irmãs com quem partilhamos, na fé, a oferta diária da nossa vida. […] Na sua humanidade santa, pela graça de Deus, está também a nossa; lá estamos também nós, chamados a viver a sua mesma plenitude de vida e a partilhar a sua mesma glória.”

Ao concluir a homilia, o Papa convidou os fiéis a seguir “a luz do Ressuscitado”, mudando de rumo quando necessário, e a olhar para Maria, que Deus deu à humanidade como “Mãe, guia, companheira de viagem e protetora no caminho para o Céu”.

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Assista:

Thulio Fonseca – Vatican News

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Papa no Angelus:

Papa confia a Maria todos os povos necessitados de consolação

Na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, Leão XIV rezou a oração mariana do Angelus, explicando aos fiéis as duas iconografias que nos fazem contemplar o mistério da da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria. Na sequência, confiou a Maria todos os povos necessitados de consolação

“Santa Maria, rogai por nós!”: com esta súplica, o Papa Leão confiou todos os povos que necessitam especialmente serem consolados e continuarem a ter esperança.

“Penso nos irmãos e irmãs da Terra Santa, que é, por excelência, também a Terra de Maria. Penso no povo ucraniano e no povo russo, ambos unidos pela devoção filial à Santa Mãe de Deus. Penso nos cristãos que sofrem discriminação ou até mesmo perseguição. Continuo rezando nestes dias pelas populações colombianas que sofrem por causa do terremoto.”

Ao final da oração mariana do Angelus, o Pontífice recordou que a Santíssima Maria, assumida na glória do céu, é para todo o povo de Deus um sinal de esperança e de consolo. Por isso, invocou sua intercessão maternal em nome daquelas comunidades que vivem em contextos difíceis.

A iconografia da solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria

Já em sua alocução, o Pontífice recordou que esta festa tem grande importância, seja para a teologia católica, seja para a devoção popular. Para contemplar este mistério da fé, o Papa recorreu a dois modelos iconográficos. O primeiro, o mais antigo, que foi o único durante quase um milênio, é o da “dormição” da Mãe de Deus: ela aparece deitada num catafalco, adormecida na morte; à sua volta estão os Apóstolos, que a veneram comovidos em oração; no centro, de pé, está Jesus ressuscitado, que segura nos braços a alma de Maria, como uma criança recém-nascida. Ele veio buscá-la para a levar consigo para a glória de Deus.

Este primeiro modelo realça a verdade central: é Cristo, morto e ressuscitado, que nos conduz à meta para a qual estamos desde sempre destinados, a vida eterna. É isto que gerações e gerações de fiéis contemplaram ao rezarem perante os ícones da Dormição.

Corpo glorificado da Virgem

A iconografia mais recente, que se desenvolveu posteriormente no Ocidente, mostra, por sua vez, a Virgem Maria de corpo inteiro, no céu, envolta de luz, frequentemente rodeada por anjos e santos. Aqui, no centro, encontra-se o corpo glorificado da Virgem, em consonância com o que se lê no Livro do Apocalipse: «Apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de Sol, com a Lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça» (Ap 12, 1).

Alguns artistas combinaram os dois esquemas, representando, na parte superior, a Virgem gloriosa e, na parte inferior, o seu túmulo vazio, frequentemente repleto de flores multicoloridas, e os Apóstolos com o olhar voltado para ela, no céu.

Este segundo modelo realça a verdade de que Maria foi elevada em corpo e alma, ou seja, na integridade da sua pessoa. Aquela mulher que, na terra, deu corpo e sangue ao Verbo encarnado e o seguiu até à união perfeita no sacrifício de amor, foi por Ele atraída para sempre à glória.

Para o Santo Padre, esta iconografia permite contemplar o nosso destino último: "A plenitude de vida, que hoje admiramos com alegria em Maria, espera-nos também a nós, no fim dos tempos, quando, como diz São Paulo, Cristo Ressuscitado «transfigurará o nosso pobre corpo, conformando-o ao seu corpo glorioso», revestindo o que é corruptível de incorruptibilidade e o que é mortal de imortalidade. Então, com a nossa carne transformada pelo amor do Redentor, viveremos eternamente, na festa sem fim. Louvemos o Senhor, que fez grandes coisas na sua e nossa Santíssima Mãe!".

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeos: (@Vatican Media