sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

                      Horários de missa e outros eventos

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Dia 17 - Sábado

14h - Encontro de formação dos novos MESC

19h - Missa na matriz

19h - Missa na comunidade São Geraldo

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Dia 18 - 29º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa da festa na comunidade São Geraldo

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio

18h - Missa na matriz

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29º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Is 45,1.4-6

Leitura do livro do profeta Isaías

Isto diz o Senhor sobre Ciro, seu Ungido: “Tomei-o pela mão para submeter os povos ao seu domínio, dobrar o orgulho dos reis, abrir todas as portas à sua marcha, e para não deixar trancar os portões.

Por causa de meu servo Jacó, e de meu eleito Israel, chamei-te pelo nome; reservei-te, e não me reconheceste. Eu sou o Senhor, não existe outro: fora de mim não há deus. Armei-te guerreiro, sem me reconheceres, para que todos saibam, do oriente ao ocidente, que fora de mim outro não existe. Eu sou o Senhor, não há outro”.

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Responsório: Sl 95

— Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!

— Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo,/ cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!/ Manifestai a sua glória entre as nações,/ e entre os povos do universo seus prodígios!

— Pois Deus é grande e muito digno de louvor,/ é mais terrível e maior que os outros deuses,/ porque um nada são os deuses dos pagãos./ Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus.

— Ó família das nações, dai ao Senhor,/ ó nações, dai ao Senhor poder e glória,/ dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!/ Oferecei um sacrifício nos seus átrios.

— Adorai-o no esplendor da santidade,/ terra inteira, estremecei diante dele!/ Publicai entre as nações: “Reina o Senhor! ”,/ pois os povos ele julga com justiça.

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2ª Leitura: 1Ts 1,1-5b

Leitura da Carta de São Paulo aos Tessalonicenses

Paulo, Silvano e Timóteo, à Igreja dos tessalonicenses, reunida em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: a vós, graça e paz! Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos sempre em nossas orações. Diante de Deus, nosso Pai, recordamos sem cessar a atuação da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.

Sabemos, irmãos amados por Deus, que sois do número dos escolhidos. Porque o nosso Evangelho não chegou até vós somente por meio de palavras, mas também mediante a força que é o Espírito Santo; e isso, com toda a abundância.

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Evangelho: Mt 22,15-21

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Então os fariseus se retiraram, e fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. Mandaram os seus discípulos, junto com alguns partidários de Herodes, para dizerem a Jesus: «Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e que ensinas de fato o caminho de Deus. Tu não dás preferência a ninguém, porque não levas em conta as aparências. Dize-nos, então, o que pensas: É lícito ou não é pagar imposto a César?» Jesus percebeu a maldade deles, e disse: «Hipócritas! Por que vocês me tentam? Mostrem-me a moeda do imposto.» Levaram então a ele a moeda. E Jesus perguntou: «De quem é a figura e inscrição nesta moeda?» Eles responderam: «É de César». Então Jesus disse: «Pois deem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.»

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Reflexão do padre Johan Konings:

O Reino de Deus e a política

“Devolvei a César o que é de César, e a Deus, o que é de Deus”. Esta frase do evangelho (Mt 22,15-21) será uma declaração política? De fato, tem peso político, mas talvez de outro modo do que se pensa. Qual é o fato? Os judeus pagavam dízimo ao templo, com prazer, pois era “para Deus”. Mas além disso, a potência estrangeira que ocupava o país, o Império Romano, cobrava dos judeus um imposto pessoal, em troca de um estatuto protegido no seio do Império. Em vista disso, os especialistas da Lei judaica perguntam a opinião de Jesus, querendo obrigá-lo a escolher entre os judeus e César, o imperador romano. Pensavam que sua pergunta fosse “queimar” Jesus de um ou de outro lado. Jesus deu a resposta que conhecemos. É como se dissesse: “Se vocês negociam com César em troca desse imposto, paguem-no, já que vocês aceitam o estatuto especial que ele lhes dá em compensação. Mas não esqueçam que também a Deus estão devendo, e não pouca coisa, já que lhes deu tudo!”

Deus não recusa a mediação política para o seu projeto. Serve-se até de um rei estrangeiro para libertar Israel do exílio, e ainda o chama de “meu ungido” (o rei persa, Ciro, na 1ª leitura, Is 45, 1.4-6). Mas esse rei é um “servo” de Deus: ele tem quem está acima dele. Deus confia aos seres humanos as responsabilidades humanas. As questões políticas devem ser tratadas em nível político, isto é, com vistas ao “bem comum”do povo. Um governo é bom se governa, o melhor que pode, para todos. Então, ele é bom para Deus também. Senão, que o povo se livre desse governo… Mas existe também o nível de Deus, que é o “fim último”, o nível da vocação humana a ser filho de Deus e a realizar semelhança com Deus (cf. Gn 1,26). A política, aos olhos dos fiéis, sempre será uma mediação para chegar a esse projeto de Deus, embora ela tenha suas regras específicas. Sem Deus, um governante poderia proclamar que o “bem comum” está sendo atendido quando os “inadaptados” são eliminados da sociedade. Quem , porém, quer “dar a Deus o que é de Deus” nunca poderá dizer isso.

“A Igreja não deve fazer política!”. Se essa frase significa que a hierarquia da Igreja não deve se colocar no lugar da administração civil, está certa. Mas não pode significar que os cristãos não devem, como qualquer cidadão, assumir sua responsabilidade política. Cristo ensinou a realizar a fraternidade humana. Ora, esta se encarna num projeto político, numa determinada maneira de entender o bem comum. Por isso, os cristãos, como cidadãos inspirados por Cristo, mexem com reforma agrária, levam os politicamente marginalizados a se organizarem, propõem alternativas para a política econômica etc. Tudo isso é retribuir a Deus o que é de Deus, a saber, os dons que Deus deu a todos… mesmo quando para isso é preciso tirar de César o que não é dele.

Enquanto, pois, se exerce a responsabilidade civil, deve-se pensar em dar a Deus o tributo devido, que é: reconhecê-lo como aquele que indica a norma última, o amor a Deus e ao próximo (ensinado por Jesus logo depois, em Mt 23,34-40).

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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          Fonte: franciscanos.org.br  Imagem: diocesedecrato.org  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

Papa, em conversa telefônica com Putin,

pede trégua humanitária na região de Kherson

Conversa entre o presidente russo e Leão XIV, internado no Gemelli. O Pontífice fez um apelo por uma trégua em Oleshky para permitir a chegada de ajuda alimentar e médica, bem como a evacuação voluntária e segura da população civil. Reiterou “o compromisso da Santa Sé com o diálogo e a paz”. É a segunda ligação entre os dois, após a realizada em 4 de junho de 2025. O cardeal Parolin: espero que o presidente Putin concorde em colocar em prática o que o Papa lhe pediu.

Internado no Hospital Policlínico Gemelli, mas Leão XIV não desiste de sua missão de paz e, na tarde desta sexta-feira, 16 de outubro, manteve uma conversa por telefone com o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin. A informação foi divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, explicando que o Papa – internado no hospital romano após a cirurgia para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar – expressou a Putin sua preocupação com a crise humanitária que se verifica em Oleshky, localidade situada ao longo da linha de combate na região de Kherson, às margens do rio Dnepr, ocupada pelos russos, onde os habitantes estão à beira do colapso.

O comunicado da Santa Sé

“Durante a conversa – segundo o comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé –, o Santo Padre expressou profunda preocupação com a grave situação humanitária na cidade de Oleshky, na região de Kherson, pedindo uma trégua para permitir a chegada de ajuda alimentar e médica e a evacuação voluntária e segura da população civil”. Leão XIV, informa ainda o comunicado, “reafirmou, por fim, o compromisso da Santa Sé em prol do diálogo e da paz”.

Parolin: iniciativa do Papa em prol de uma cidade sitiada

“Foi o Santo Padre quem tomou a iniciativa de defender a causa dessa cidade sitiada, na qual se encontram cerca de 2 mil civis que precisam de vias de saída, vias humanitárias de saída”, explicou, à margem de um congresso na Universidade Católica, o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin. “O Papa pediu que haja, justamente, uma trégua para permitir tanto a chegada de ajuda humanitária, sobretudo alimentos, quanto a evacuação daqueles que desejam sair da cidade”.

“Eu — acrescentou Parolin — espero que, diante de um pedido do Santo Padre, o presidente Putin concorde em colocar em prática o que o Papa lhe pediu. O fato de ter atendido à ligação, de ter conversado, na minha opinião — aliás, espero que seja um bom auspício — pode realmente significar a execução, a concretização do que o Papa pediu”.

Primeira ligação em junho de 2025

Não se trata da primeira ligação entre o Papa Leão e Putin, mas sim da segunda, após a realizada em 4 de junho de 2025, menos de um mês após a eleição de Robert Francis Prevost no Conclave. Desde o início, o Pontífice estadunidense fez-se portador da paz no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, convidando os dois presidentes, Putin e Zelensky, a dialogar e a utilizar a própria Cidade do Vaticano como espaço de negociação.

Na ligação telefônica do ano passado, o Papa havia feito um apelo para que a Rússia realizasse um gesto em prol da paz, ressaltando “a importância do diálogo” para buscar “contatos positivos” e “soluções para o conflito”. Além disso, falou-se “da situação humanitária, da necessidade de facilitar a ajuda onde for necessário e dos esforços contínuos para a troca de prisioneiros”. Essa última missão está no centro da ação humanitária da Santa Sé no contexto do conflito na Ucrânia, impulsionada pelas recentes visitas do cardeal Matteo Maria Zuppi, presidente da CEI, que esteve duas vezes em Moscou (a segunda, no final de setembro passado), e de dom Paul Richard Gallagher, secretário das Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, que passou três dias em agosto na capital russa.

O apelo no Angelus

No último Angelus, o Papa — antes de anunciar a cirurgia — havia reiterado, mais uma vez, a necessidade de chamar a atenção não apenas para o dramático número de vítimas e a destruição das infraestruturas nos dois países, mas também para as graves repercussões do conflito sobre as populações mais pobres do mundo, com o impedimento do transporte seguro de cereais no Mar Negro. “O pão de cada dia de milhões de pessoas”, afirmava Leão, “não pode ser refém da guerra”.

Salvatore Cernuzio - Vatican News

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                                                            Fonte: vaticanews.va   Imagem: (@Vatican Media

Papa celebra missa no hospital:

exames confirmam melhora constante da saúde

Na nova atualização da Sala de Imprensa da Santa Sé nesta sexta-feira (16/10), com os resultados de exames realizados que "confirmaram a melhora constante de seu estado geral", Leão XIV celebrou missa no Hospital Gemelli, de Roma. O Pontífice continua fazendo sessões de fisioterapia respiratória e "a recuperação pós-operatória permite ao Papa realizar normalmente as atividades cotidianas com total autonomia".

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou no início da tarde desta sexta-feira (16/10) uma nova atualização sobre o estado de saúde do Papa Leão XIV. Ele está internado no Hospital Gemelli de Roma desde terça-feira (13/10), quando foi submetido a uma cirurgia para remoção de um adenocarcinoma pulmonar. Eis a íntegra do comunicado:

"Esta manhã, o Santo Padre realizou exames de sangue e uma radiografia do tórax, que confirmaram a melhora constante de seu estado geral. Prosseguem as sessões de fisioterapia respiratória. A recuperação pós-operatória permite ao Papa realizar normalmente as atividades cotidianas com total autonomia."

Na homilia da missa celebrada aos funcionários, o Papa agradeceu "pelo que fizeram e fazem por ele" no Hospital Gemelli

Ainda segundo um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, com a boa evolução pós-operatória, o Pontífice presidiu uma celebração eucarística a alguns funcionários:

"Às 12h de hoje, 16 de outubro, o Papa Leão XIV celebrou a Santa Missa na sala preparada no 10º andar do Hospital Gemelli. Estavam presentes membros da equipe médica e de enfermagem do hospital, que naquele momento estavam de folga, e do Corpo de Gendarmeria do Estado da Cidade do Vaticano. Na sua homilia, o Papa agradeceu a toda a equipe — médicos, enfermeiros, auxiliares — pelo trabalho que realizam diariamente, cuidando dos doentes e da fragilidade deles e, de maneira especial, pelo que fizeram e fazem por ele."

Quanto ao Angelus deste domingo (18/10), a Sala de Imprensa informa que o encontro dominical de oração do Papa com os fiéis de todo o mundo “será realizado”.

atualização às 14h27

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                                                            Fonte: vaticanews.va   Imagem: (@Vatican Media

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Catequese com o padre Zezinho:

O verbo arrepender-se

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Sentir pesar vem de “pentire”. Re-pentire é sentir de verdade. Estar realmente pesaroso pelo que fizemos!

Não posso me arrepender no lugar do outro. Será eu diante de Deus. Errou? Admita e tente consertar o seu erro. Mas ninguém pode se arrepender-se por você.

Podemos até arrepender-nos coletivamente, mas sempre será atitude pessoal.

A mãe não pode arrepender-se pelo filho. Pode até chorar junto, mas a decisão é do filho que pecou. Quem tem que pedir perdão é mudar de atitude é o filho! Somos todos filhos e somos todos pecadores. Mas a decisão é nossa! Ou… ou!

Podemos até reparar pelos que pecaram, mas a decisão de mudar de vida é nossa; é pessoal!

Isto posto, posso motivar alguém ao arrependimento, mas nunca com dureza. Jesus não foi duro com a Samaritana nem com a mulher em perigo de apedrejamento, nem com nenhum pecador. Mas exortou-os a que mudassem de atitude.

Com os fariseus, porém, ele foi duro e sem leveza. É que os fariseus eram de dura cerviz, cabeça dura, pecadores cheios de ódio e mentiras.

Jesus estava agonizando e houve gente que riu dele. Havia pessoas chorando e morrendo de COVID e houve quem riu diante das câmeras fazendo troca de quem não conseguia respirar!

É essa corja, raça de víboras venenosas, que pagarão muito caro no dia do julgamento. Está na Bíblia!

Não quiseram a misericórdia que Deus oferecia! Tiveram chance e a desperdiçaram muitas vezes. Mas eles conheciam o certo. Diziam crer em Deus, mas fizeram o contrário!

Sem dúvida há pessoas mais pecadoras e mais impenitentes do que as outras. Os salmos 4,3; 5,3-7 e mais de 40 salmos são taxativos! Ou mudam de vida ou não ficará por isso mesmo! Com religião não se brinca! Menos com Deus.

Deus não é vingativo, mas é justo. Não quiseram? Riram dele? Então arquem com as consequências!

Leiamos Mt 25,31-46. Leiamos o salmo 1.

Há dois caminhos finais. A escolha é nossa. Esta vida tem continuidade. Agora, sem o corpo, mas haverá consequências. Amou direito? Será salvo. Amou errado? Até para isso há chance. Nós, católicos, aceitamos a existência da expiação no purgatório. O prazo será de Deus.

Mas foi mau e sem piedade, riu de quem chorava e pisou nos outros? Jesus diz que haverá consequências!

Arrepender-se na última hora? Até acontece. Mas isso, só Deus sabe se foi sincero! Esta vida tem um depois! A eternidade existe! Pz

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Do Hospital Gemelli, em Roma:

Papa apresenta boa recuperação do pulmão

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, nesta quinta-feira, 15 de outubro, uma atualização sobre o estado de saúde de Leão XIV, internado no Hospital Gemelli após a cirurgia realizada no dia 13 para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar. Segundo os médicos, a evolução pós-operatória segue normalmente.

Na tarde desta quinta-feira, 15 de outubro, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou uma nova atualização sobre o estado de saúde do Papa Leão XIV. Eis o comunicado na íntegra:

"O Dr. Luigi Carbone e o Prof. Stefano Margaritora comunicam o seguinte a respeito da evolução pós-operatória do Papa:

O Santo Padre realizou, esta manhã, os exames de rotina, cujos resultados estão dentro da normalidade. A radiografia do tórax revelou uma boa recuperação do pulmão operado. O Papa realizou suas atividades diárias de forma autônoma. A sessão de fisioterapia incluiu exercícios motores completos.

De modo geral, a evolução pós-operatória segue normalmente."

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                                                            Fonte: vaticanews.va   Imagem: (@Vatican Media

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Catequese com dom Pedro Cipollini:

O essencial no cristianismo

Perguntamos sobre o que é mais importante, diante de situações conflitivas, que requerem tomada de decisão. É um pouco assim, em tudo na vida: devemos escolher! Diante do embate entre fé cristã e política, surge a pergunta sobre o que é essencial no cristianismo. Quem realmente está seguindo Jesus ou está se aproveitando de seu nome, para levar avante, não o projeto de Deus, expresso por Jesus, mas sim os projetos pessoais ou de grupos de interesse. 

O que é essencial no Cristianismo? É Jesus Cristo, sua pessoa, o modo como ele viveu. Seguir Jesus, imitando seu modo de agir e vivendo o que ele ensinou, isto é cristianismo. E o que Jesus ensinou? Está no Sermão da Montanha (Mt 5), núcleo do Evangelho,  resumido por Jesus no mandamento do amor: “Amar a Deus acima de tudo e amar o próximo como Ele amou” (Jo 13,34). O mandamento do amor é a lei maior do cristianismo. Um amor que se faz serviço ao próximo. É um modo de vida, uma escolha pessoal. Não existe amor sem misericórdia, perdão, fraternidade, partilha, justiça, proximidade e união (1Cor 13, 1-8). 

Geralmente se confunde o essencial do cristianismo com ritos, hierarquias, leis, doutrinas, etc. Tudo isto é próprio de uma religião e se faz necessário para dar suporte ao que é essencial. Porém quando o essencial perde a força, ficam somente estes elementos, que tendem a se radicalizarem e o essencial acaba esquecido ou ficando em segundo plano. E é aí que a manipulação política da religião acontece. 

Faço esta reflexão a respeito da declaração do Papa Leão XIV ao afirmar em entrevista durante sua volta da viagem à França (28/09/2026) que a associação de posições de extrema direita com determinadas manifestações religiosas na Alemanha não representa uma “expressão autêntica do cristianismo”. Segundo ele, os valores do Evangelho estão ligados à compreensão e à compaixão, e não ao “ódio e à divisão” vividos nestes embates políticos. O papa respondia a uma pergunta sobre a redução do número de fiéis cristãos e o crescimento de grupos de extrema direita na Alemanha. 

Leão XIV disse que há manifestações que combinam posições extremistas, com determinadas formas de religião e lembrou que lideranças das Igrejas Católica e Protestante na Alemanha já se posicionaram contra esse movimento. “Isso não constitui uma expressão autêntica do cristianismo”, afirmou. “Os valores do Evangelho não são valores de ódio e divisão, mas de compreensão, compaixão e acompanhamento.” 

Os cristãos, disse o papa, devem participar na política em vista do bem comum, da justiça e da paz. Mas não se pode misturar o discurso da fé com ideologias, tanto de direita como de esquerda. Isto desvirtua a essência do que é cristão, principalmente quando se usam ódio, divisão e vingança. O contrário do que ensinou Jesus. 

Assim como a árvore tem o exterior e o interior que é a seiva que a sustenta. Também o cristianismo tem o exterior e a seiva interior que o sustenta. A manipulação do cristianismo para fins políticos, retira dele a seiva, por isso é sempre manipulação indevida. 

Atenção: nem tudo o que brilha é ouro!

                                              Dom Pedro Cipollini - Bispo de Santo André (SP)

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                                                                    Fonte: cnbb.org.br   Imagem: vaticannews.va