terça-feira, 21 de abril de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 22 - Quarta-feira

19h - Missa votiva em louvor a São José na matriz

19h - Celebração na comunidade dos Moreiras

19h - CReunião com a Pastoral Familiar

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Dia 23 - Quinta-feira

  19h - Terço dos homens na matriz

19h - Celebração na comunidade Boa Vista II

19h - Celebração na comunidade da Serra da Usina

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Dia 24 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

  19h - Grupo de oração Maranathá na capela da Soledade

19h - Celebração na comunidade da Vila São Luiz

19h - Celebração na comunidade da Ponte do Neneco

19h - Celebração na comunidade de Serrinha

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Dia 25 - Sábado

16h -  Celebração na comunidade da Bomba

19h -  Missa na Matriz

19h - Celebração na comunidade São Geraldo

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Dia 26 - 4º Domingo de Páscoa

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Leão recorda Francisco:

doou muito e foi um grande dom para a Igreja e o mundo

No voo de Angola para a Guiné Equatorial, última etapa da viagem apostólica, o Papa recorda com carinho o seu predecessor no primeiro ano da sua morte: “ele doou muito com a sua vida e a sua proximidade aos pobres. Pregou a mensagem da misericórdia. Rezemos para que esteja desfrutando da misericórdia do Senhor”.

Papa Leão no túmulo de Francesco na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, em 3 de novembro de 2025

“Gostaria de recordar, neste primeiro aniversário da sua morte, o Papa Francisco, que deixou e doou muito à Igreja com a sua vida, o seu testemunho, as suas palavras e os seus gestos. Pelo que fez, vivendo verdadeiramente a proximidade aos mais pobres, aos pequeninos, aos doentes, às crianças, aos idosos”. É o dia da viagem de Angola à Guiné Equatorial, última etapa da viagem apostólica pela África, mas é também um dia especial: o primeiro aniversário da morte do Papa Francisco, falecido na madrugada de 21 de abril de 2025. Uma data comemorada com grande participação nestas horas em todas as partes do mundo. E também o Papa, durante o voo para Malabo, não quis deixar de expressar seu pensamento pessoal pelo predecessor, compartilhado com os cerca de 70 jornalistas que o acompanhavam.

A promoção da fraternidade

Uma lembrança repleta de afeto e gratidão por um Pontífice que – disse ele – “deixou muito à Igreja com o seu testemunho e a sua palavra”. “Muitas coisas” poderiam ser lembradas de Jorge Mario Bergoglio, mas Leão XIV recorda, antes de tudo, a exortação incessante à “fraternidade universal”: Francisco procurou verdadeiramente “promover um respeito autêntico por todos os homens, todas as mulheres, promovendo um espírito de fraternidade, de sermos irmãos e irmãs, todos, de procurar como viver a mensagem que encontramos no Evangelho”.

A mensagem da misericórdia

A outra “mensagem” de Francisco que o Papa Leão recorda é a da “misericórdia”, expressa desde o primeiro Angelus no domingo após a eleição de 13 de março de 2013. “Naquela primeira vez no Angelus, mas também na Santa Missa que celebrou ainda antes da inauguração do pontificado, em 17 de março de 2013”, quando, na paróquia de Santa Ana, no Vaticano, “pregou sobre a mulher que foi encontrada em adultério” e “falou com o coração da misericórdia de Deus, falou com o coração desse grande amor, do perdão e da generosa expressão de misericórdia do Senhor”. Esse “espírito” Francisco quis compartilhá-lo “com toda a Igreja”, reiterou o Papa, lembrando também a “belíssima celebração de um Jubileu extraordinário da misericórdia”.

Presente para todos

“Rezemos para que ele já esteja desfrutando da misericórdia do Senhor”, concluiu Leão XIV, “agradecemos ao Senhor pelo grande dom que foi a vida de Francisco para toda a Igreja e para o mundo inteiro”.

Salvatore Cernuzio – no voo de Luanda a Malabo

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Missa na Casa Santa Marta
no aniversário da morte do Papa Francisco

A celebração foi presidida pelo núncio apostólico Luigi Travaglino na capela do edifício onde Bergoglio residia. Na homilia preparada pelo cardeal Acerbi e lida durante a celebração, o prelado recordou a figura do Pontífice: "Ainda o sentimos perto de nós". As celebrações em memória de Francisco continuam ao longo desta terça-feira, 21 de abril. Às 17h, na Basílica de Santa Maria Maior, haverá a recitação do Terço seguida de uma Missa de sufrágio, presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re.

Missa na Casa Santa Marta presidida por dom Luigi Travaglino no aniversário da morte do Papa Francisco

"Agora não é o momento de nos determos no desenrolar de sua vida diária, aqui repleta de trabalho, reuniões e orações na pequena Capela do segundo andar. Tenho certeza de que o Papa Francisco se afeiçoou a esta casa, e nós nos afeiçoamos a ele. Tal permanece o espírito de nossas orações de sufrágio neste primeiro ano de sua partida. Ainda o sentimos perto de nós", afirmou o cardeal Angelo Acerbi na homilia lida pelo arcebispo Luigi Travaglino, núncio apostólico que presidiu a Missa na Casa Santa Marta no primeiro aniversário da morte do Papa Francisco.

O cardeal Acerbi enfatizou ainda em sua homilia: "Quero apenas recordar a coragem apostólica com que ele enfrentou os anos de seu Pontificado, mesmo quando, apesar de suas limitações físicas, quis cumprir sua missão apostólica até os extremos confins da terra."


"Voltamos também nossos pensamentos para a Basílica de Santa Maria Maior, onde o Papa Francisco quis ser sepultado, ao lado da Capela de Maria 'Salus populi romani', que ele frequentava antes e depois de cada uma de suas viagens apostólicas e que certamente o acolheu no final de sua vida", acrescentou dom Travaglino.

As celebrações em memória de Francisco continuam ao longo do dia desta terça-feira, 21 de abril. Às 17h, na Basílica de Santa Maria Maior, haverá a recitação do Terço seguida de uma Missa de sufrágio, presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio cardinalício.

Padre Paweł Rytel-Andrianik - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va

Editorial do Vatican News - Andrea Tornielli:

A viagem que revela o pontificado

O desejo de visitar, antes de tudo, a África, revela o coração do Papa missionário.

O primeiro dia da viagem de Leão XIV à África e os dois seguintes foram marcados, do ponto de vista midiático, por comentários sobre as declarações do presidente Donald Trump. Uma polêmica que o próprio Papa procurou minimizar diante do risco de que cada palavra sua dita durante a viagem fosse interpretada na ótica das relações entre a Santa Sé e a Casa Branca.

Assim, ficou em segundo plano, e quase esquecida, uma frase particularmente significativa que o Sucessor de Pedro pronunciou na manhã de segunda-feira, 13 de abril, em sua primeira saudação aos jornalistas no voo que acabara de decolar rumo a Argel: a viagem à África "deveria ser a primeira viagem do pontificado". "Já no ano passado, em maio, eu havia dito que a primeira viagem gostaria de fazê-la à África." Assim, logo após ser eleito, Leão XIV havia expresso aos seus colaboradores esse específico desejo, que acabou não podendo ser realizado por razões logísticas, mas que diz muito sobre como o primeiro Papa nascido nos Estados Unidos concebe sua missão. De fato, não se deve esquecer um aspecto fundamental da biografia de Robert Francis Prevost: o de ser um religioso missionário, uma característica única e rara na história dos últimos séculos do papado.

Leão serviu por muitos anos como missionário e pároco no Peru e depois retornou para lá para se tornar bispo, a pedido do Papa Francisco. É à luz dessa vocação que podemos entender seu desejo por sua primeira viagem à África e o que está acontecendo nestes dias, com o Papa sorridente e à vontade enquanto acompanha os ritmos das canções e danças tradicionais que acompanham as celebrações eucarísticas; enquanto se dedica a encontrar e abraçar as crianças, enquanto passa muito tempo apertando mãos e saudando. Mas, acima de tudo, enquanto fala da novidade do Evangelho, que encontra culturas e povos, tornando-se uma força motriz para a paz e a mudança.

Isso foi visto em Bamenda, nos Camarões, onde o Bispo de Roma chegou para apoiar a construção da paz e da convivência em um contexto dramaticamente marcado pela guerra civil. Ou em Yaoundé, quando, dirigindo-se ao mundo universitário, falou da importância de "formar consciências livres e santamente inquietas" como "condição para que a fé cristã se apresente como uma proposta plenamente humana, capaz de transformar a vida dos indivíduos e da sociedade, de desencadear mudanças proféticas em relação às tragédias e à pobreza do nosso tempo".

Não por acaso que Leão XIV tenha indicado a retomada e o aprofundamento da Exortação Apostólica de Francisco, "Evangelii Gaudium", como programa de trabalho para o próximo consistório. Esse documento programático de seu antecessor, cujo primeiro aniversário de falecimento ocorre hoje, é mais uma vez recomendado à Igreja porque esclarece a essência de sua missão: o Kerygma, isto é, o anúncio da essência da fé; o rosto de uma Igreja que sabe estar perto daqueles que sofrem, compartilhando as tragédias da humanidade; e o compromisso de transformar a sociedade de uma forma mais humana e justa. Uma Igreja, como lemos na exortação "Dilexi te", que reconhece o amor pelos pobres como parte essencial da mensagem cristã, porque "o contato com aqueles sem poder e grandeza é uma forma fundamental de encontrar o Senhor da história".

A insistência sobre paz, no retorno à negociação e no respeito ao direito internacional — intervenções que provocaram reações nos últimos dias — fazem parte deste contexto. E ajudam a esclarecer mais uma vez a natureza do serviço da Igreja, e em particular o do Sucessor de Pedro, que age não como político, mas como pastor. Mas é inerente ao seu ser pastor, longe de qualquer redução espiritualista e desencarnada, ter no coração a paz, a justiça, o diálogo, o encontro, a construção de sociedades mais justas, a proximidade com os perseguidos ou discriminados, a proximidade com as vítimas inocentes da guerra, a profecia daqueles que se preocupam com o destino da humanidade nesta "hora dramática da história".

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Fonte: vaticanews.va

Sábia catequese:

Quando minha irmã Maria morreu!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Padre Zezinho

Conto esta história para mostrar minha formação ecumênica. Minha irmã, que era filha de Maria, ao casar deixou de ser católica e adotou a Igreja do marido; um grande cunhado, excelente homem, respeitoso para com nossa Igreja. Mas ela decidiu frequentar os metodistas.

Na minha casa não se discutia religião. Vivia-se. Tiveram cinco filhos e cada qual teve o respeito da mãe do pai ao escolherem sua própria igreja!

Maria da Conceição tinha um amor imenso pela mãe de Jesus, mas seguia o marido. Anos depois, acometida de diabetes, a mesma enfermidade que levou minha mãe Valdivina, que também levou meus tios e está exigindo cuidados imensos de mim, numa tarde ensolarada ela me chamou.

Felizmente, eu não estava em viagens de pregação. Fui vê-la.

Assim, como minha mãe e meu pai, ela previu que chegara sua hora. Foi uma conversa de irmã e irmão padre. Meu cunhado retirou-se para nos deixar a sós!

Sabendo da amizade do pastor Elcio aconselhei-a a chamar o seu pastor, já que ela tinha escolhido outro pastor para sua vida. Eu era mais do que seu pastor nesta terra: eu era seu irmão caçula de quem sentia enorme orgulho.

Pastor Elcio chegou e administrou os ritos da sua igreja, rito quase igual à da minha! Rezamos juntos. Naquela mesma madrugada ela foi morar com Jesus.

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Se eu acho que ela está no céu? Sim, eu acho! Se acho que ela agora vive com Jesus e com os santos? Acho! Se lá no céu ela está com o Jarmuth, seu esposo que viveu 98 anos? Sim.

No Céu é tudo diferente. Vale o quanto respeitamos e amamos as pessoas. Vale a caridade.

Ela sabia o que está escrito em Mateus 25,31-46. Eu, indo para os 85 anos, espero estar indo para o mesmo lugar onde meus pais e meus irmãos estão. Só sobrei eu aqui na terra! Todos eles já se foram. Todos receberam avisos. Todos me disseram que estavam indo. Não vi nenhum medo neles!

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Acho que alguém do Céu avisa quem chegou aos últimos dias ou momentos.

Sou um padre católico e não sou dono de almas. Nem mesmo da minha. É por isso que rezo todos os dias, na Ave Maria; ROGA POR NÓS, PECADORES, AGORA E NAQUELA HORA FINAL. Esta hora chegará para mim e para você que está lendo esta minha postagem!

Minha irmã Maria sabia! Meus pais sabiam. Meus irmãos sabiam.

Já cantei isso:

VIVER COMO QUEM SABIA QUE IRIA MORRER,

MORREU COMO QUEM SABIA QUE IRIA VIVER

AO LADO DE JESUS E

AONDE ELE FOI

E ONDE ELE ESTÁ …

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Leão XIV hoje em Angola:

ser fiel a Cristo
é anunciar a paz sem desistir de denunciar injustiças

O Papa, no último compromisso em Angola nesta segunda-feira (20/04), encontrou a Vida Consagrada em Luanda e incentivou a formação permanente na Escola de Cristo, para ser coerente com o Evangelho e sem medo de espelhar a caridade do Senhor. A fidelidade a Cristo, especialmente em Angola, hoje é particularmente vinculada ao anúncio da paz, sem desistir "de denunciar injustiças": não se separem do povo, especialmente dos pobres, e evitem a procura dos privilégios, recomendou ainda o Pontífice.

A segunda-feira (20/04) do Papa Leão em Angola, que cumpriu agenda inclusive na diocese de Saurimo, ao leste do país, a cerca de 1h30 de voo de Luanda, onde vivem muitos migrantes que fugiram da guerra, foi finalizada na própria capital do país ao encontrar bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados, catequistas e agentes pastorais. Esse foi o último compromisso do Pontífice em Angola nestes 4 dias de passagem pelo país.

Na igreja da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, que inclusive tem na sua base uma pedra proveniente da cidade portuguesa, o Pontífice foi acolhido pelo pároco local e por dom José Manuel Imbamba, presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, que deu as boas-vindas, agradecendo pela presença de Leão XIV após as visitas de João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009. Dom José também enalteceu a presença no encontro de representantes das Igrejas Cristãs (CICA) e da Comunidade Islâmica (CISA) junto aos rostos católicos "de uma Igreja em saída, que não teme as periferias e tudo faz para levar o Evangelho a cada canto do país".

Como sinal concreto do compromisso com a ação missionária, através do início do processo de criação do Instituto Missionário Mamã Muxima, o Papa também ouviu três testemunhos: de um sacerdote, que explanou sobre a importância de ser padre não para ser chefe, mas para servir os irmãos e através das comunidades mais pobres do país; do catequista Manuel Almeida, com 7 filhos e os sacrifícios de 35 anos a serviço da evangelização - como fazer 10km diários a pé; e das religiosas Ir. Natália Miguel e Ir. Margarida Adelaide Kundjutu, respectivamente, presidente e secretária da CIRA, a Conferência dos Institutos Religiosos de Angola, que reúne hoje 166 congregações religiosas masculinas e femininas e está presente em todas as dioceses do país ajudando tanto na formação quanto na defesa dos direitos humanos.

Sem medo de dizer 'sim' a Cristo

Em discurso, o Papa procurou responder ao questionamento das duas religiosas sobre orientações aos consagrados em Angola, um país onde a maioria da população é jovem. Em especial, Leão XIV encorajou os inúmeros jovens dos seminários e casas de formação a quem o Senhor dá a alegria de serem discípulos-missionários, através de um dom enviado pelo Espírito Santo "que dignifica e engrandece, compromete e responsabiliza":

"Não tenham medo de dizer 'sim' a Cristo, de configurar completamente a vida de vocês com a d’Ele! Não tenham medo do amanhã: pertençam totalmente ao Senhor. E vale a pena segui-l’O na obediência, na pobreza e na castidade! Ele não tira nada! A única coisa que tira dos nossos ombros e põe aos seus é o pecado."

Uma missão compartilhada inclusive pelo ministério dos catequistas que, assim como aos consagrados, foi dirigido o agradecimento do Papa "a todos os que serviram e servem o Evangelho em Angola", um trabalho de evangelização realizado pela esperança de Cristo e pela caridade para com os mais pobres, "sobre os sólidos alicerces da reconciliação e da paz". Leão XIV reconheceu essa missão por causa do Evangelho, mas recordou que é o Senhor quem dá a recompensa, quem "conhece a generosidade com que abraçaram a vocação". O Papa também recordou que às vezes pode surgir a tentação de pensar que Ele vem para nos tirar alguma coisa, mas «Ele não tira nada, Ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo» (Bento XVI, Homilia no início do Ministério Petrino, 24 de abril de 2005). 

A formação permanente na Escola de Cristo

Os discípulos do Senhor, continuou o Pontífice, têm o dever de se doar segundo a lei da caridade. "Na base do agir de vocês, está o ser discípulo de Cristo", afirmou Leão XIV, enaltecendo sobre a tarefa de imitar gestos, palavras e ações de Cristo, permanecendo "estreitamente unidos a Ele (cf. Jo 15, 1-8). Tudo o resto virá por acréscimo". Os caminhos que o Senhor abre à Igreja em Angola, então, continuou o Papa, primeiramente é o da fidelidade a Cristo. Por isso, a recomendação para continuar valorizando a formação permamente, vigiando sobre a coerência de vida e perseverando no anúncio da Boa Nova da paz.

Na Escola de Cristo, disse ainda o Papa, "há sempre muito a aprender". O Pontífice recordou sobre a importância das dimensões contemplativa, formal e institucional da formação permanente que vão muito além: "diz respeito à unidade da vida interior, ao cuidado de nós mesmos e do dom de Deus que recebemos (cf. 2 Tim 1, 6), recorrendo para isso à literatura, à música, ao desporto, às artes em geral, e principalmente à oração de adoração e contemplação":

"De modo especial nos momentos de abatimento e provação, «é doce permanecer diante de um crucifixo ou de joelhos diante do Santíssimo Sacramento, e fazê-lo simplesmente para estar à frente dos seus olhos! Como nos faz bem deixar que Ele volte a tocar a nossa vida e nos envie [de novo] para comunicar a sua vida nova!» (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 264). Sem esta dimensão contemplativa, deixamos de ser coerentes com o Evangelho e de espelhar a força do Ressuscitado."

A unidade a Cristo e aos irmãos

A fidelidade de Cristo "é o verdadeiro impulso da nossa fidelidade. Uma fidelidade que não pode prescindir e é facilitada pela unidade dos presbíteros com o seu bispo e com os irmãos do presbitério, dos consagrados e das consagradas com o respetivo superior e entre si", disse o Papa. Ele acrescentou que é uma fidelidade que, em Angola, mas também no mundo inteiro, hoje é particularmente vinculada ao anúncio da paz, educando para a concórdia e o perdão, sem desistir "de denunciar injustiças, apresentando propostas segundo a caridade cristã. Continuem sendo uma Igreja generosa, que colabora para o desenvolvimento integral do país". E o Papa Leão XIV finalizou:

“Queridos irmãos e irmãs, alimentem a fraternidade entre vocês com franqueza e transparência, não cedam à prepotência nem à autorreferencialidade, não se separem do povo, especialmente dos pobres, evitem a procura dos privilégios. Para a sua fidelidade e, portanto, para a sua missão, a família sacerdotal ou a família religiosa são indispensáveis, mas também o é a família na qual nasceram e cresceram. A Igreja estima muito a instituição familiar, ensinando que o lar é lugar da santificação de todos os seus membros.”

Andressa Collet - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va

Reflexão para esta segunda-feira:

Um Pastor que fascina 

Dom Juarez Albino Destro  - Bispo Auxiliar de Porto Alegre (RS)

O papa Leão XIV aborda a descoberta do dom interior de Deus em sua primeira mensagem por ocasião do 63º Dia Mundial de Oração pelas Vocações (DMOV), que será no 4º Domingo da Páscoa, em 26 de abril, Domingo do Bom Pastor. O texto foi publicado no dia 16 de março. Desde o ano de 1964, quando o DMOV foi instituído por São Paulo VI, os papas enviam mensagem ao povo de Deus, refletindo uma temática específica e animando a todos para, juntos, recordarmos da importância de não apenas rezarmos pelas vocações, mas sermos, todos nós, “operários na messe”, ou seja, sermos discípulos missionários de Jesus, ajudando na construção de um mundo de comunhão, paz e amor, onde a vida prevaleça! 

Interessante observar um detalhe no endereçamento da primeira mensagem de Leão XIV ao DMOV. Se João Paulo II, em suas 27 mensagens, sempre utilizou o “Veneráveis irmãos no Episcopado, caros filhos e filhas de todo o mundo”, com uma pequena variação nas duas últimas, omitindo o “de todo o mundo”; se Bento XVI iniciou da mesma forma suas 8 mensagens, alterando, com o tempo, para simplesmente “Caros irmãos e irmãs”; se Francisco, em suas 12 cartas, manteve a simplicidade, utilizando o endereçamento direto aos irmãos e irmãs, com apenas uma exceção em 2023, onde acrescentou “Caríssimos jovens”; Leão XIV, em sua primeira mensagem, recupera exatamente esse endereçamento de Francisco de 2023: “Caros irmãos e irmãs, caríssimos jovens”. Parece um mero detalhe, mas, certamente, significa algo muito importante: a mensagem é, sim, para todo o Povo de Deus – cristãos leigos e leigas, pessoas de vida consagrada, ministros ordenados – , mas, especialmente, aos jovens e, por acréscimo, aos que estão no serviço de animação da juventude! 

A primeira das 15 mensagens de Paulo VI, 1964, foi por rádio, concluindo com uma oração vocacional que, posteriormente, foi adaptada e, hoje, é rezada – de memória – por muitas comunidades eclesiais do Rio Grande do Sul e de outros estados do Brasil: “Ó Jesus, divino pastor das almas, que chamastes os apóstolos para fazer deles pescadores de homens, atraí a vós ainda almas ardentes e generosas de jovens, para torná-los vossos seguidores e vossos ministros…”. Hoje rezamos assim: “Jesus, mestre divino, que chamastes os apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos… e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens…”. Não se observa no início da maioria das cartas de Paulo VI o endereçamento como vemos hoje nas demais mensagens. Em suas três últimas, porém, utilizou: “A todos os Irmãos e Filhos da Igreja Católica”. No corpo das mensagens, no entanto, percebe-se o destaque aos jovens. 

São, ao todo, 63 mensagens vocacionais, escritas por cinco papas, de diferentes nacionalidades: italiano, polonês, alemão, argentino e norte-americano. Formam um verdadeiro tesouro vocacional! 

Na mensagem deste ano o papa Leão XIV apresenta uma reflexão sobre a “dimensão interior da vocação, entendida como descoberta do dom gratuito de Deus que floresce no mais profundo do coração de cada um de nós”. Os grifos são nossos para destacar algumas palavras fortes: dimensão interior, descoberta, dom gratuito, coração, vocação. O convite é para percorrermos, juntos, “o caminho de uma vida verdadeiramente bela, que o Pastor nos indica”, afirmou o papa! Vamos? 

Beleza. Leão XIV resgata a expressão original em grego presente no evangelho de João, onde Jesus define-se como o pastor belo (Jo 10,11). Sim, estamos acostumados a conhecer o Bom Pastor e não o Pastor Belo. Alguns estudiosos, inclusive, associam o termo grego Kalos (belo) ao termo Kalien, que significa “chamar”. Mesma raiz. Mais que valor estético, artístico, o “belo” está ligado a uma bondade que assume conotações de obediência e compreensão do chamado, possibilitando uma resposta de adesão convicta. “A expressão indica um pastor perfeito, autêntico, exemplar, na medida em que se mostra disposto a dar a vida pelas suas ovelhas, manifestando, assim, o amor de Deus. É o Pastor que fascina: quem olha para ele descobre que a vida é realmente bela se o seguir. Para conhecer esta beleza, não bastam apenas os olhos do corpo ou critérios estéticos: são necessárias a contemplação e a interioridade. Só quem se detém, escuta, reza e acolhe o seu olhar pode dizer com confiança: Acredito nele, com ele a vida pode ser realmente bela, quero percorrer a via desta beleza. E o mais extraordinário é que, ao nos tornarmos seus discípulos, tornamo-nos também belos: a sua beleza transfigura-nos”, escreve o papa na mensagem. 

Conhecer. Citando a frase “O Senhor da vida conhece-nos e ilumina o nosso coração com o seu olhar de amor” (n. 5), de sua Carta Apostólica, Uma fidelidade que gera futuro – publicada recentemente, em 8 de dezembro, por ocasião dos 60 anos dos Decretos Conciliares Optatam Totius e Presbyterorum Ordinis, o primeiro sobre a formação sacerdotal e o segundo sobre o ministério e a vida dos sacerdotes – , o papa Leão recordou, na mensagem, que “Deus nos conhece profundamente, contou os cabelos da nossa cabeça (cf. Mt 10,30) e para cada um pensou um caminho único de santidade e serviço”. Em contrapartida, “somos convidados a conhecer Deus através da oração, da escuta da Palavra, dos Sacramentos, da vida da Igreja e da doação aos irmãos e irmãs […]. Deus habita no nosso coração: a vocação é um diálogo íntimo com ele que, apesar do ruído por vezes ensurdecedor do mundo, nos chama, convidando-nos a responder com verdadeira alegria e generosidade”. 

Confiar. “Do conhecimento nasce a confiança”, lembrou o papa. “Atitude que é filha da fé, essencial tanto para acolher a vocação como para perseverar nela. A vida, efetivamente, revela-se como um contínuo confiar e abandonar-se ao Senhor, mesmo quando os seus planos perturbam os nossos”. E citou São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus, “ícone de confiança total no desígnio de Deus: confia mesmo quando tudo à sua volta parece ser trevas e negatividade, quando as coisas parecem ir na direção oposta à prevista”. O Jubileu da Esperança, celebrado em 2025, ensinou-nos a “cultivar uma confiança sólida e permanente nas promessas de Deus, sem nunca ceder ao desespero, superando medos e incertezas, certos de que o Ressuscitado é o Senhor da história do mundo e da nossa história pessoal […]. Graças à luz e à força do seu Espírito que, mesmo através de provações e crises, podemos ver a nossa vocação amadurecer, refletindo cada vez mais a beleza daquele que nos chamou, uma beleza feita de fidelidade e confiança, apesar de nossas feridas e quedas”. 

Amadurecer. A vocação é um processo dinâmico de amadurecimento, recordou o papa Leão na mensagem. Para “crescer” na vocação devemos “estar com Jesus, deixar o Espírito Santo agir nos corações e nas situações da vida e reler tudo à luz do dom recebido”. O discernimento e a reflexão são importantes “para que uma vocação possa realizar-se em toda a sua beleza”. 

Convite feito: conhecer, confiar, amadurecer. E para todos nós – famílias, paróquias, comunidades religiosas, bispos, sacerdotes, diáconos, catequistas, educadores e fiéis leigos. Devemos criar ambientes favoráveis ao despertar, discernir, cultivar, acompanhar vocações, para que possam dar fruto abundante. “Somente se os nossos ambientes brilharem pela fé viva, pela oração constante e pelo acompanhamento fraterno, o apelo de Deus poderá florescer e amadurecer, tornando-se caminho de felicidade e salvação para cada um e para o mundo. Caminhando pela via que Jesus, o Bom Pastor, nos indica, aprendemos então a conhecermo-nos melhor a nós mesmos e a conhecer mais de perto Deus, que nos chamou”, afirma o papa. 

Convite especial aos jovens, para que escutem a voz do Senhor e descubram como poderão se doar no caminho do matrimônio ou do sacerdócio, ou do diaconato permanente, ou na vida consagrada, religiosa ou secular. “Cada vocação é um dom imenso para a Igreja e para quem a acolhe com alegria. Conhecer o Senhor significa, antes de tudo, aprender a confiar nele e na sua Providência, que superabunda em cada vocação”. Uma beleza a ser constantemente compreendida e vivenciada! 

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Fonte: cnbb.org.br      Foto: vaticanews.va

domingo, 19 de abril de 2026

Leão XIV na oração do Terço:

"É o amor que deve triunfar, não a guerra!"

O Santuário mariano de "Mamã Muxima" ficou tomado de fiéis que aguardavam o Santo Padre para, com ele, rezarem o terço. Em seu pronunciamento, se inspirou no Coração de Maria para pedir a construção de um "mundo melhor, acolhedor, onde não haja mais guerras, nem injustiças, nem miséria, nem desonestidade".

Na tarde deste domingo, o Papa deixou Luanda de helicóptero em direção a Muxima, após percorrer cerca de 110 quilômetros. Neste município se encontra o Santuário de Mamã Muxima (“Mãe do Coração” em kimbundu, uma das línguas mais faladas no norte de Angola), construído no século XVII pelos portugueses, em uma elevação com vista para o rio Kwanza, o maior rio angolano. Por quase 300 anos, este local foi um ponto de encontro para os escravos que eram conduzidos para a costa, para iniciar sua viagem sem volta ao continente americano.

O Santuário tem uma arquitetura simples, no estilo português; foi incendiado pelos colonos holandeses em 1641, para depois ser reconstruído e reformado. Ali é venerada uma imagem da Imaculada Conceição muito antiga, à qual os fiéis reservam grande devoção. Todos os anos, de agosto a setembro, são organizadas peregrinações nacionais, das quais participam milhares de pessoas, que prestam homenagem com fé a Maria, percorrendo a igreja de joelhos e participando de uma sugestiva procissão noturna com velas. 

Mamã Muxima acolhe todos, escuta todos e reza por todos

E foi neste cenário que Leão XIV rezou o Terço com milhares de fiéis, que acamparam no local para garantir o seu lugar. Após a recitação dos Mistérios Gloriosos, o Pontífice tomou a palavra para expressar sua alegria em partilhar com eles o "frescor da fé e a força do Espírito".

“Encontramo-nos num Santuário onde, durante séculos, tantos homens e mulheres rezaram, quer em momentos de alegria, quer em circunstâncias tristes e muito dolorosas da história deste país. Aqui, há muito tempo, Mama Muxima se empenha de forma discreta a manter vivo e pulsante o coração da Igreja, um coração feito de corações: os vossos e os de tantas pessoas que amam, rezam, festejam. (...) Mama Muxima acolhe todos, escuta todos e reza por todos.”

Tal como Maria, disse o Papa, também nós fomos feitos para o Céu, e caminhamos com alegria olhando para Ela, Mãe bondosa e modelo de santidade, para levar a luz do Ressuscitado aos irmãos e irmãs que encontramos.

Este Santuário, dedicado à Imaculada Conceição, foi espontaneamente “rebatizado” pelos fiéis como Santuário da “Mãe do coração”. "É um título belíssimo", disse o Santo Padre, que nos faz pensar no Coração de Maria: um coração límpido e sábio. Assim, rezar o Terço "compromete-nos a amar cada pessoa com coração maternal, de forma concreta e generosa, e a dedicar-nos ao bem uns dos outros, especialmente dos mais pobres".

É o amor que deve triunfar!

Que a ninguém falte o amor e, com ele, o necessário para viver com dignidade e ser feliz, prosseguiu o Santo Padre: para que quem tem fome tenha com que se alimentar, para que todos os doentes possam receber os cuidados necessários, para que às crianças seja garantida uma adequada instrução, para que os idosos vivam serenamente os anos da sua maturidade. "Uma mãe pensa em todas estas coisas: Maria pensa em todas estas coisas e convida-nos também a nós a partilhar a sua solicitude."

Na sequência, Leão XIV recordou que neste lugar está em curso a construção de um novo Santuário, com maior capacidade de acolhimento. E dirigindo-se aos jovens, pediu que vejam neste projeto um sinal, e acolham o projeto que Nossa Senhora lhes reservou, que é "construir um mundo melhor, acolhedor, onde não haja mais guerras, nem injustiças, nem miséria, nem desonestidade, e onde os princípios do Evangelho inspirem e moldem cada vez mais os corações, as estruturas e os programas, para o bem de todos".

“É o amor que deve triunfar, não a guerra! É isso que nos ensina o coração de Maria, o coração da Mãe de todos. Partamos, pois, deste Santuário como “anjos-mensageiros” de vida, para levar a todos a carícia de Maria e a bênção de Deus.”

Leão XIV concluiu com alguns versos do hino a Mama Muxima, na língua local, com o convite a oferecer tudo a Maria, para acolher a bênção do Senhor e, assim, a levar a todos que encontrarem.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va