sexta-feira, 19 de junho de 2026

12º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

_______________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________

1ª Leitura: Jr 20,10-13

Leitura do Livro do Profeta Jeremias

Jeremias disse: “Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: ‘Denunciai-o, denunciêmo-lo’. Todos os amigos observavam minhas falhas: ‘Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele’. Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga!

Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa.

Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus”.

_______________________________________________________

Responsório: Sl 68

— Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

— Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

— Por vossa causa é que sofri tantos insultos,/ e o meu rosto se cobriu de confusão;/ eu me tornei como um estranho a meus irmãos,/ como estrangeiro para os filhos de minha mãe./ Pois meu zelo e meu amor por vossa casa/ me devoram como fogo abrasador.

— Por isso elevo para vós minha oração,/ neste tempo favorável, Senhor Deus!/ Respondei-me pelo vosso imenso amor,/ pela vossa salvação que nunca falha!/ Senhor, ouvi-me, pois suave é vossa graça,/ ponde os olhos sobre mim com grande amor!

— Humildes, vede isto e alegrai-vos:/ o vosso coração reviverá,/ se procurardes o Senhor continuamente!/ Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres,/ e não despreza o clamor de seus cativos./ Que céus e terra glorifiquem o Senhor,/ com o mar e todo ser que neles vive!

_______________________________________________________

2ª Leitura: Rm 5,12-15

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos: O pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram.

Na realidade, antes de ser dada a Lei, já havia pecado no mundo. Mas o pecado não pode ser imputado, quando não há lei. No entanto, a morte reinou, desde Adão até Moisés, mesmo sobre os que não pecaram como Adão, o qual era a figura provisória daquele que devia vir. Mas isso não quer dizer que o dom da graça de Deus seja comparável à falta de Adão! A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos.

_______________________________________________________
Evangelho: Mt 10,26-33

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: “Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!

Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.

______________________________________________________________________________

Reflexão do padre Johan Konings:

Perseguição e firmeza

Inúmeros – hoje mais que nunca – são os perseguidos, martirizados e mortos por defenderem a justiça e a solidariedade. Quem é profeta é perseguido, mas, se permanece fiel à sua missão, Deus não o abandona. Quem luta por Deus pode contar com ele. É o que nos ensina a primeira leitura.

Jesus enviou seus discípulos para anunciar e implantar o reino de Deus. No evangelho de hoje, ele ensina aos discípulos-seguidores a firmeza profética. Ensina-os a não ter medo daqueles que matam o corpo, mas a viver em temor diante daquele que tem poder para destruir corpo e alma no inferno, o Juiz supremo (Mt 10,28).

Jesus representa o Pai, e o Pai endossa a obra de Jesus. Quem for testemunha fiel de Cristo será por ele recomendado a Deus. Isso era válido no tempo em que o evangelho foi escrito, quando se apresentavam as perseguições e as deserções. Continua válido hoje. Se formos fiéis a Cristo, que nos associa à sua missão, podemos confiar que Deus mesmo não nos deixará afundar. Em Jesus está nossa firmeza. Por isso respondemos com convicção “Amen” (= “está firme”) à invocação “por Cristo, com Cristo e em Cristo” no fim da oração eucarística. Se, porém, deixarmos de dar nosso testemunho e cedermos diante dos ídolos (poder, lucro, manipulação etc.), espera-nos a sorte dos ídolos: o vazio, o nada… É uma questão de opção.

Proclamar o Reino em solidariedade com Cristo significa, hoje, empenho pela justiça. Empenho colocado à prova por forças externas (perseguições, matanças de agentes pastorais junto ao povo) e internas (desânimo, acomodação etc.). No nosso engajamento, podemos confiar em Deus e em sua providência; e, por causa de Deus, podemos confiar em nosso engajamento, permanecer firmes naquilo que assumimos, mesmo correndo perigo de vida. Pois é melhor morrer do que desistir do sentido de nossa vida. É melhor morrer em solidariedade com Cristo do que viver separado dele.

A mensagem principal do evangelho de hoje é a posição central de Jesus em nossa vida. É isso que devemos dar a conhecer por nossas palavras e ações. É segundo nossa fé professada em Jesus ou segundo nossa negação dele que nossa vida é julgada diante de Deus. Isso não é ambição desmedida de Jesus, mas mero realismo. O caminho que Jesus nos mostra, e a respeito do qual ele pede nosso testemunho, é o caminho da vida. Não podemos, diante do mundo, professar o contrário, pois então negamos, sob os olhos de Deus, o caminho de vida que, em Jesus, ele nos proporciona. É uma questão que diz respeito a Deus, referência última do nosso viver. Não podemos concordar com um sistema econômico, social, político e até pretensamente cultural que exclui, cada dia mais, as pessoas da paz e do bem-estar comum e, inclusive, leva ao abismo o próprio ambiente da vida humana. Não é para um sistema de morte que Jesus deu sua vida. Devemos professar Jesus que deu sua vida para que todos tenham vida e possam viver na abundância da graça que ele trouxe ao mundo.

_____________________________________________________________

PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

______________________________________________________________________________
Fonte: franciscanos.org.br  Imagem: diocesedesaojoaodelrei.com.br  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

CNBB: Pesquisa Nacional

“Evangelização da Juventude no Brasil-2025

A pesquisa levantou dados sobre a pertença e prática religiosa, o uso das redes sociais e os impactos do ambiente digital em suas vidas e suas posições sociopolíticas e quanto a questão ambiental. 98% dos jovens afirmaram ser católicos e 61% disseram ter sido conduzidos à Igreja a partir da experiência dos pais e avós.

Willian Bonfim, assessoria CNBB

Durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, a Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, por meio do bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão, dom Vilsom Basso, apresentou aos bispos os dados da “Pesquisa Nacional Evangelização da Juventude no Brasil 2025”.

O relatório da pesquisa foi apresentado pela coordenadora do Observatório Juventudes, da PUC-RS e coordenadora do grupo de pesquisa, doutora Patrícia Espíndola Teixeira. Os resultados foram condensados num relatório de 140 páginas. Dom Vilson destacou que até setembro serão impressos 20 mil exemplares a serem distribuídos para toda Igreja no Brasil.

A pesquisa ouviu 11.498 jovens de todo o país, ligados ao universo religioso, entre abril a junho de 2025. Destes, 55,6% são mulheres, 44,4% homens. O maior grupo de idade da mostra 64,8% concentra-se na faixa etária de 18 a 24 anos, 32,5% entre 25 a 29 anos e 2,7% adolescentes de 12 a 17 anos.

Saúde e resiliência

Um dos aspectos abordados no levantamento foram os aspectos de “sofrimento expressivo”. 50% dos jovens afirmaram não se sentirem bem de forma plena; 37,6% apontaram a dificuldade de concentração associada a exposição permanente às telas o que gera ansiedade e privação do sono; 36,7% se sentem inseguros na maior parte do tempo, com impacto sobre a autoestima, tomada de decisões e abertura à fé.

Em contrapartida, a religião aparece como um importante elemento para ajudar os jovens na resiliência. 64,0% dos jovens pesquisados disseram que a espiritualidade os ajuda a enfrentar os problemas no dia a dia; 55,8% que a presença pastoral os fortalecem; 43,4% afirmaram que apesar das dificuldades, apresenta esperança quanto ao futuro.

Relação com a Igreja

A pesquisa levantou dados sobre a pertença e prática religiosa, o uso das redes sociais e os impactos do ambiente digital em suas vidas e suas posições sociopolíticas e quanto a questão ambiental. 98% dos jovens afirmaram ser católicos e 61% disseram ter sido conduzidos à Igreja a partir da experiência dos pais e avós. 93% Já receberam os sacramentos da iniciação à vida cristã.

Religião e espiritualidade são os temas mais buscados na internet por esses jovens respondentes acima de entretenimento, educação e política. 43,3% dos jovens afirmaram usar as redes sociais, aplicativos de mensagens, fóruns de discussão e sites de relacionamentos. Redes sociais (Instagram, TikTok, X, Facebook) com 26,4% e Apps de mensagens (WhatsApp) com 16,2%.

Igreja como a 3ª maior fonte de informação

A Igreja é a 3ª maior fonte de informação para 13,5% dos jovens. Influencers digitais e youtubers correspondem a 12,4% da preferência de busca por informação. Mais de 41% dos jovens não se mobilizam coletivamente, porém 23% disseram ter simpatia individual por pautas mais coletivas.

A pesquisa investigou uma série de outros pontos sobre a relação dos jovens com a Igreja e o seu protagonismo nos ambientes eclesiais, como percebem a Igreja Católica, o que os atraem e afastam e sobre vocação e projeto de vida.

Ao final da apresentação, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler chamou a atenção para a importância de aprofundar e refletir os dados levantados pela pesquisa em vista de melhor a evangelização dos jovens no Brasil.

Durante a tarde, os bispos do Conselho Permanente também conheceram os dados da avaliação da avaliação da 62ª Assembleia Geral da CNBB, cuja condução ficou por conta do bispo de Nova Iguaçu (RJ) e presidente do regional Leste 1, dom Gilson Andrade da Silva e também tiveram uma rodada de reunião reservada.

_____________________________________________________________________
Fonte: cnbb.org.br

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

 Horários de missa e outros eventos

_____________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________

Dia 19 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

19h - Grupo de oração maranathá na capela da Soledade

19h - Celebração nas comunidades do Goiabal, dos Cochos e dos Moreiras

__________________________________________________________________________________

Dia 20 - Sábado

14h30-  Encontro de formação para a Pastoral Litúrgica no CPSJ

19h -  Missa na matriz

19h -  Celebração nas comunidades São Francisco e Santa Vitória

__________________________________________________________________________________

Dia 21 - 12º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

15h - Missa na comunidade de Santa Vitória

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

__________________________________________________________________________________

CNBB lança as novas DGAE 2026-2032

e reforça chamado
à conversão missionária da Igreja no Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou oficialmente, na noite da quarta-feira, 17 de junho, durante a reunião do Conselho Permanente, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032. O Documento 114 da CNBB é fruto de um amplo processo de escuta, discernimento e participação eclesial realizado ao longo de mais de três anos e pretende orientar a missão evangelizadora da Igreja no país nos próximos seis anos.

A cerimônia foi realizada no Auditório Dom Hélder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília (DF), e reuniu membros da presidência da Conferência, bispos, assessores, representantes das Edições CNBB e colaboradores da sede.

Ao abrir o evento, o presidente da CNBB, o cardeal Jaime Spengler, destacou que a publicação das Diretrizes representa a conclusão de um trabalho intenso que envolveu as diversas expressões da Igreja no Brasil.

“Estas Diretrizes orientam a presença da Igreja em nosso mundo, marcado por grandes possibilidades, mas também por desigualdades, injustiças e desafios que clamam por esperança, fé, cuidado e atenção à vida”, afirmou.

Dom Jaime ressaltou ainda que o documento é expressão da colegialidade do episcopado brasileiro e um convite à corresponsabilidade missionária. Segundo ele, as Diretrizes reafirmam que o compromisso com o Evangelho está inseparavelmente ligado ao compromisso com a vida, a justiça e a construção de uma sociedade mais integrada e fraterna.

Fruto de uma caminhada sinodal

Presidente da Comissão para a elaboração das Diretrizes e arcebispo de Santa Maria (RS), dom Leomar Antônio Brustolin, explicou que o documento amadureceu ao longo de um processo marcado pela metodologia sinodal, em sintonia com os trabalhos do Sínodo sobre a Sinodalidade.

“Estas Diretrizes são fruto de um longo processo de escuta, diálogo, discernimento e conversação no Espírito. Envolveram bispos, assessores, organismos, igrejas particulares e inúmeras expressões do povo de Deus”, afirmou.

Segundo dom Leomar, o texto passou por mais de vinte versões ao longo de sua elaboração e recebeu centenas de contribuições durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em abril deste ano, em Aparecida (SP).

Para o arcebispo, as duas palavras-chave que sintetizam o espírito do documento são “conversão” e “missão”.

“Não basta apenas organizar melhor a pastoral. Somos chamados a viver relações mais fraternas, processos mais participativos e uma autêntica conversão missionária”, destacou.

Cinco caminhos para a ação evangelizadora

Dom Leomar apresentou os cinco grandes caminhos que estruturam as novas Diretrizes.

O primeiro é a Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, reafirmando a centralidade da Palavra de Deus em toda a ação evangelizadora.

O segundo é a Iniciação à Vida Cristã, entendida como caminho de encontro pessoal com Jesus Cristo e formação de discípulos missionários.

O terceiro é a Comunidade de Discípulos Missionários, que busca fortalecer a corresponsabilidade na missão e a vida comunitária.

O quarto caminho é a Liturgia e a Piedade Popular, reconhecidas como fonte e expressão da vida cristã.

Por fim, o quinto caminho, denominado Serviço à Vida Plena, reúne três compromissos fundamentais: a opção evangélica e preferencial pelos pobres, o cuidado da Casa Comum à luz da ecologia integral e a promoção da dignidade humana desde a concepção até o seu fim natural.

“As novas Diretrizes nos convocam a ser uma Igreja cada vez mais sinodal, missionária e próxima das pessoas, capaz de renovar suas estruturas e colocar suas prioridades a serviço do Reino de Deus”, afirmou.

Fundamentos bíblicos das Diretrizes

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, apresentou os principais fundamentos bíblicos que inspiram o documento.

Segundo ele, uma das imagens centrais das Diretrizes é a da “tenda”, inspirada no texto de Isaías 54,2, que remete ao acolhimento, à hospitalidade e à abertura missionária da Igreja.

“A Igreja é tenda do encontro, aberta a todos. É lugar de acolhida, proteção e esperança para aqueles que buscam abrigo em meio às tempestades da vida”, explicou.

Dom Paulo também ressaltou a inspiração proveniente dos Atos dos Apóstolos, especialmente na construção de comunidades missionárias alimentadas pela Palavra, pela oração, pela Eucaristia e pela caridade.

Para ele, as Diretrizes apresentam uma visão de Igreja profundamente enraizada na Sagrada Escritura, orientada para a comunhão, a participação e a missão.

“Evangelizar e servir exige uma permanente escuta dos sinais dos tempos. Somente assim poderemos anunciar uma esperança capaz de responder aos desafios da humanidade contemporânea”, afirmou.

Documento já está disponível

Durante a cerimônia, o diretor-geral das Edições CNBB, monsenhor Jamil  Alves de Souza, destacou a importância da publicação para a vida pastoral da Igreja no Brasil e agradeceu às equipes envolvidas na produção editorial da obra.

Segundo ele, o Documento 114 não é apenas uma publicação institucional, mas um instrumento fundamental para orientar dioceses, paróquias, comunidades, pastorais e organismos eclesiais em sua missão evangelizadora.

“Trata-se de um texto que ilumina, fortalece e orienta a caminhada da Igreja no Brasil diante dos desafios do nosso tempo”, afirmou.

Monsenhor Jamil também informou que a publicação já está disponível no site das Edições CNBB, que ofereceram condições especiais de lançamento para facilitar o acesso ao documento.

Aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032 propõem uma Igreja em permanente estado de missão, fortalecida pela Palavra de Deus, pela vida comunitária, pela liturgia e pelo compromisso com os pobres, a justiça social e o cuidado com a Casa Comum.

Adquira (aqui) o documento.

Por Larissa Carvalho | Fotos: Luiz Lopes Jr.

_____________________________________________________________________
Fonte: cnbb.org.br

Catequese para esta quinta-feira:

Crentes enlatados e entalados

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

_____________________________

Padre Zezinho

A Rede Social está cada mais antissocial! Jesus falava isso a respeito dos fariseus: “Vocês não querem entrar no Reino e não deixam que outros entrem”.

***

“Ai de vós, doutores da lei, porque tirastes a chave da ciência: vós mesmos não entrastes e impedistes os que queriam entrar!” (Lc 11, 52)

***

Usando a sua mídia e invadindo a mídia alheia, ou novos fariseus e invasores criam um inferno para quem ousa querer um humilde lugarzinho no Céu.

***

Afinal acham que Deus escolheu apenas eles e que os outros humanos não são filhos de Deus.

Chegam a pregar que quem ainda não aderiu a seu grupo de “salvos” é porque ainda estão presos ao demônio! (1Cor 7,5)

Você já ouviu isto de pregadores de Tv ou INTERNET? Eu já ouvi! Aplicam a condenação aos outros, porque eles já são de Jesus.

Agem como o poderoso grupo de endinheirados que alugou todos os quartos de um hotel cinco estrelas embora três andares ficaram vazios, mas os gerentes, satisfeitos com a propina, deram o endereço de um hotel vizinho. Ali, quem não fosse milionário não entrava …

E isso aconteceu num resort brasileiro! Pagaram para ninguém ocupasse o resort naqueles três dias!

***

Nos dias de hoje há cristãos “especialíssimos” e “verdadeiríssimos” que também alugaram o Céu.

Se o sujeito não aderiu ao seu seleto grupo que recebeu a chancela do Espírito Santo será caluniado e diminuído, porque não recebeu línguas de fogo na cabeça …

Esquecem que o próprio Jesus dizia que, na imensa casa do Pai, há quartos para todos , pulam este trecho dos evangelhos. (Jo 14,2-3)

São tão exclusivistas que não aceitam morar no mesmo corredor e no mesmo andar do Reino de Deus … acham que no Céu terão um lugar privilegiado.

Este é o clube dos cristãos católicos ou evangélicos e pentecostais, todos seletos que acham que já estão salvos.

É pregam e cantam e postam isto todos os dias na Rede Social.

Diminuem os outros profetas do Reino para ressaltar apenas os seus profetas.

Usam o nome de Jesus (Mt 7,12-26) o dia inteiro; usam o Espírito Santo 24 horas por dia; mas raramente falam do Pai ou do mistério da Santa Trindade.

Param no seu pequeno e pobre conceito de Reino de Deus.

Jesus mandou olhar para os mais pobres e sem chances, mas eles raramente pregam a justiça e a paz dos evangelhos e das epístolas. Dizem que isto é comunismo!

Insistem que o Filho Eterno se encarnou há 2.000 anos para apenas SALVAR ALMAS. É claro que veio para isso, mas não exclusivamente para isso!

Para eles o resto é secundário. Mas, no Reino de Deus a salvação é por inteiro e não por compartimentos.

O CRISTO VEIO SALVAR a pessoa e não apenas a alma, porque não somos apenas almas penadas ou salvas. Somos mais que alma. Somos pessoas!

***

Não somos um carro possante do qual só se aproveita o motor. Fomos criados com muito mais recursos. Não somos como aqueles caminhões sem carrocerias que só tem boleia e frente! … Temos mais do que uma cabine!

***

Mas eles, os reacionários, pulam todos os trechos que dizem que o Reino do Céus é para os pobres e para quem precisa subir do porão da vida para o grande salão de festa do Reino. (Mt 22,8)

Agarram -se ao versículo no qual o festejado mandou expulsar quem não tinha a veste adequada (Mt 22,12)

Os outros versículos e parábolas eles apagam!

Exclusivistas em tudo, odeiam a ALTERIDADE tudo isso em nome da sua suposta AUTORIDADE de CONVERTIDOS porque garantem que já foram salvos naquele retiro ou naquela piscina do novo Siloé!

Muitos desses “convertidos “não aceitam a autoridade do Papa e dos bispos, sobretudo se Papas e Bispos ousam e ousam falar em SOLIDARIEDADE E ALTERIDADE.

***

Resumindo: os outros têm que ficar lá em baixo, no porão da barca do Senhor porque o convés convém apenas a eles …

Preste nesses discursos políticos e religiosos atuais.

Dizem que são conservadores, mas estão longe de serem inteligentes e fraternos como os bons conservadores são!

Conservar e atualizar são escolhas inteligentes e há lugar para muitas correntes de vivência cristã na nossa Igreja.

O problema dos exclusivistas de agora é que escolheram segregar os outros s estar longe do que Jesus pregava:

SÃO OS NOVOS REACIONÁRIOS como eram os fariseus de 20 séculos atrás .

Reagem a qualquer perigo de perderem seus privilégios…

Foi Jesus que os privilegiou? Não! Eles se privilegiaram. Muitíssimos deles subiram o Everest da vida, mas de helicóptero!…

Com raríssimas exceções, a maioria está lá em cima, não porque subiu, mas porque passou por cima dos outros!

Há bons e maus políticos e há bons e maus convertidos…  Se quer continuar católico não entre em qualquer tubulação espiritual. Você pode acabar entalado e não conseguirá ir adiante, nem retroceder.

Desenvolveram uma de enlatada e entalada!...

________________________________________________________________________________
                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Papa nesta quarta-feira:

acolhida na Espanha
revela necessidade de unidade sem ideologias

Na Audiência Geral desta quarta-feira (17/06), o Papa Leão XIV retomou os principais momentos da sua quarta viagem apostólica, realizada na semana passada à Espanha, e afirmou que a acolhida calorosa recebida em todo o país revela uma necessidade profunda da sociedade contemporânea: reencontrar a unidade a partir de um fundamento verdadeiro, capaz de superar divisões, interesses particulares e contraposições ideológicas.

Da Praça São Pedro, nesta quarta-feira, 17 de junho, o Papa Leão XIV fez questão de dedicar sua catequese à recente viagem à Espanha, percorrendo os principais locais por onde passou: Madri, Barcelona, a Abadia de Montserrat e as Ilhas Canárias, e agradecendo ao povo espanhol, ao rei, às autoridades civis, aos bispos e às comunidades eclesiais pela recepção entusiasmada. Segundo o Pontífice, a participação expressiva dos fiéis não foi algo óbvio nem previsível, mas um sinal de que há um desejo generalizado de reencontrar a unidade:

“Isso demonstra a necessidade generalizada de estarmos unidos sobre um fundamento verdadeiro e profundo, não ideológico nem baseado em interesses particulares. Esse fundamento, que só Cristo, em última instância, pode assegurar.”

O Papa explicou que uma das missões próprias do Sucessor de Pedro é, precisamente, promover a comunhão, o diálogo e a unidade na diversidade, adaptando esse serviço às diferentes realidades eclesiais e sociais encontradas durante as viagens apostólicas.

Um patrimônio a ser preservado para responder aos desafios atuais

Ao recordar os encontros nas grandes catedrais, nos modernos estádios, a oração do Terço na Abadia de Montserrat e a Missa celebrada na Basílica da Sagrada Família, Leão XIV destacou a capacidade da Europa de unir tradição e contemporaneidade.

“Este encontro entre o antigo e o moderno, entre a tradição católica e a cultura contemporânea, fez-me perceber ao vivo o carácter próprio da Europa, a sua riqueza inestimável, como uma realidade atual, não ultrapassada.”

Segundo o Pontífice, esse patrimônio precisa ser preservado e colocado a serviço dos grandes desafios do mundo atual, entre eles a paz, a ecologia integral, o desenvolvimento equitativo e sustentável e o respeito pela dignidade humana. Leão XIV recordou ainda que essas questões já haviam sido identificadas pelo Concílio Vaticano II e continuam sendo aprofundadas pelo Magistério da Igreja, inclusive em sua recente encíclica Magnifica humanitas, dedicada à proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial.

O Evangelho da esperança para uma humanidade ferida

Ao longo da viagem, o Papa evidenciou que percebeu uma necessidade comum em todos os encontros: ouvir, como Sucessor de Pedro, o anúncio da esperança para uma humanidade marcada pelas consequências negativas de um modelo de desenvolvimento que chamou de “enganador”:

“Esta necessidade, que se expressou nos muitos testemunhos que pude ouvir – testemunhos por vezes comoventes, por vezes edificantes –, reconheci-a também e sobretudo nos rostos das crianças e dos pobres que encontrei: da criança que, na paróquia, me leu a sua carta; de algumas vítimas de abuso, que pedem para ser ouvidas; dos reclusos que me esperavam na prisão; dos jovens cheios de inquietude e de projetos; dos migrantes nos centros de acolhimento nas Ilhas Canárias.”


As Ilhas Canárias e a construção da “civilização do amor”

O Santo Padre afirmou ainda que a última etapa da viagem, nas Ilhas Canárias, ofereceu uma visão mais ampla dos desafios contemporâneos, especialmente diante da realidade migratória vivida pelo arquipélago, porta de entrada de milhares de migrantes provenientes, sobretudo, da África. Leão XIV afirmou reconhecer a complexidade do fenômeno migratório e a necessidade de respostas articuladas, mas destacou que essa realidade também oferece uma nova chave de leitura do Evangelho:

“E um desses frutos é precisamente o diálogo entre as pessoas e entre os povos, o encontro num espírito de fraternidade, que permite descobrir e apreciar mutuamente os valores de que o outro é portador. Este caminho não é fácil, requer boa vontade e a ajuda de Deus, mas é o caminho que conduz à civilização do amor.”

“Levantemos os nossos olhos”

Ao concluir a catequese, o Papa retomou o lema da viagem apostólica, Alzad la mirada (“Levantai os olhos”), inspirado nas palavras de Jesus aos seus primeiros discípulos:

“Levantemos os nossos olhos! Aprendamos com Jesus a olhar para o próximo, para as pessoas e para o mundo ‘com os olhos de Deus’, isto é, com amor, respeito e compaixão.”

Por fim, Leão XIV agradeceu a todos aqueles que rezaram pelo êxito da viagem, dirigindo uma menção especial às numerosas comunidades de religiosas contemplativas presentes na Espanha, e pediu que continuem a rezar para que, pela intercessão da Virgem Maria, as sementes lançadas durante a visita produzam frutos abundantes.

Assista:

Thulio Fonseca – Vatican News

__________________________________________________________

Leão XIV:
triste pela Ucrânia
e satisfeito com o acordo entre EUA e Irã

Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (17/06), Leão XIV expressa satisfação pela conclusão do acordo que será assinado em 19 de junho em Lucerna e se mostra grato aos países que contribuíram para isso: “é o resultado de um trabalho paciente de diálogo e negociação”. O Pontífice, ao se referir ao conflito que “se alarga” na Ucrânia, lança um apelo para “abrir caminhos de diálogo e extinguir o ódio”.

Satisfação e gratidão, por um lado, pelo Acordo entre o Irã e os Estados Unidos, o chamado “Memorando de Islamabad” — assim denominado devido à mediação do Paquistão —, que pode contribuir para a “segurança” e a “estabilidade” no Oriente Médio. Por outro lado, tristeza e angústia por uma guerra – a da Ucrânia – que continua a se alargar, ceifando mais vítimas e fazendo arder as chamas que destroem igrejas e locais históricos, mas também as chamas do ódio. Leão XIV contempla os dois conflitos que dilaceram esta época e compartilha seus pensamentos, apelos e sentimentos com os milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro para a Audiência Geral desta quarta-feira, 17 de junho.

Trabalho de diálogo

Fora do texto escrito, antes das saudações em italiano, o Papa expressa, antes de tudo, as esperanças em relação ao Acordo EUA-Irã que será assinado na sexta-feira, 19 de junho, em uma cerimônia que, segundo informações do governo suíço, será realizado em um hotel no Burgenstock, uma montanha que domina o Lago de Lucerna e de difícil acesso. O Pontífice diz acolher “com satisfação” esse protocolo de entendimento, “resultado encorajador de um trabalho paciente de diálogo e negociação”.

"Expresso gratidão aos países que se empenharam em promover o encontro entre as partes e tornar possível esse acordo."

Segurança e estabilidade no Oriente Médio

Já nesta terça-feira (16/05), em Castel Gandolfo, questionado justamente sobre o Memorando e os trabalhos do G7 em andamento até esta quarta-feira (17/06) em Evian, na França, Leão XIV comentou: “graças a Deus, existe esse acordo”. E expressou o desejo de que ele pudesse representar “realemente uma solução para a guerra, que a guerra de fato tenha acabado e que possamos seguir em frente para o bem de todos. Eliminar as armas nucleares, isso sim; buscar o bem de todos os povos; procurar resolver também os problemas em nível econômico e social, que foram criados neste período”. Também nesta quarta-feira (17/06), na Praça São Pedro, o Pontífice reitera o desejo de que esse acordo seja um primeiro, mas não o último passo rumo a uma solução definitiva de paz.

"Espero que este acordo possa contribuir para fortalecer a confiança recíproca, a segurança e a estabilidade no Oriente Médio, promovendo caminhos de diálogo e cooperação entre os povos."

A dor pela Ucrânia

Ao mudar a perspectiva, muda também o olhar. O do Papa se ensombra devido às “notícias dolorosas” que chegam nestes dias sobre a guerra na Ucrânia. Guerra que, após 4 anos, “continua a se alastrar”. Prova disso, entre tantas outras, é o ataque com mísseis russo na noite entre 14 e 15 de junho, que provocou pelo menos 11 mortos e causou um grave incêndio que devastou o telhado da Catedral da Dormição, em Kiev, um dos símbolos religiosos mais importantes do país e patrimônio mundial da UNESCO.

"Tantas vítimas inocentes, socorristas mortos, igrejas e locais do patrimônio cultural devastados pelas chamas."

Abrir caminhos para o diálogo

O Papa Leão se diz “próximo” àqueles “que choram seus entes queridos”, aos “feridos” e àqueles “que, em meio à violência, continuam a servir a vida com coragem”. Daí surge um apelo claro, acompanhado de uma invocação a Deus:

"Convido todos a rezarem para que esta guerra termine. Peçamos ao Senhor que abra caminhos de diálogo, que apague o ódio e que torne possível uma paz justa e duradoura."

Salvatore Cernuzio - Vatican News

_____________________________________________________________________
Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media)