domingo, 23 de agosto de 2026

Papa no Angelus deste domingo:

quem é Jesus para você?

A partir do Evangelho deste domingo (23/08), Leão XIV propõe um exercício de discernimento aos fiéis sobre o caminho da fé, válido tanto para o percurso pessoal, da Igreja e para as escolhas pastorais: "para mim, quem é realmente Jesus?". Papa alerta para não nos contentarmos com "lugares-comuns" sobre a fé cristã, mas experimentar novas práticas, perguntando com frequência: "O que me pede hoje o seu Evangelho? Que passos e que escolhas deveria tomar?".

O Papa Leão XIV, após voltar da jornada intensa deste sábado (22/08) de visita pastoral ao norte da Itália - quando cumpriu agenda na República de San Marino e Rimini, rezou a oração mariana do Angelus com os peregrinos presentes na Praça São Pedro. Ao refletir o Evangelho (Mt 16, 13-20) deste domingo (23/08), propôs inclusive um exercício de discernimento aos fiéis sobre o caminho da fé: "para mim, quem é realmente Jesus?". A pergunta, que foi dirigida diretamente aos discípulos, é retomada pelo Pontífice e orientada "para cada um de nós", como "um passo fundamental para os discípulos de todos os tempos", permitindo que a nossa fé seja renovada continuamente:

"A fé não nos é dada de uma vez para sempre; pelo contrário, precisamos constantemente redescobrir o rosto de Cristo e o seu Evangelho, aprofundar a sua mensagem e renovar as escolhas da nossa vida, para que sejam coerentes com o que professamos, vencendo a tentação de pensar que já sabemos tudo e de transformar a fé num costume."

Essa pergunta – quem é Jesus para mim e qual o significado da sua presença na minha vida –, continua o Papa, é colocada diariamente na nossa vida através da oração e ao meditar o Evangelho, "mas também quando nos deparamos com as feridas e as necessidades dos irmãos, ou nas relações e situações que mais interpelam a nossa consciência". É uma oportunidade, refletiu Leão XIV, para avaliar se Jesus "é apenas uma grande figura da história que disse e fez coisas importantes ou se é o Cristo de Deus", enviado para transformar a nossa vida.

Como manter uma relação autêntica com Cristo

Ao final do Angelus, antes de invocar Nossa Senhora para ajudar a nos guiar sempre no caminho da fé, o Papa alertou para "não nos fecharmos nas nossas convicções e certezas religiosas", mas para nos "mantermos abertos a uma relação autêntica com Cristo". Leão XIV orientou como fazer isso, começando a não nos contentarmos com os "lugares-comuns" sobre a fé cristã, com o "ouvimos dizer" durante a vida, "talvez até com boas intenções", mas de experimentar novas práticas:

“Jesus nos chama a uma resposta pessoal, a conhecê-Lo de perto, a nos deixarmos escrutinar a partir da amizade com Ele, em um encontro sempre novo que pode nos exigir percorrer caminhos inéditos e fazer escolhas diferentes das que imaginávamos. Isso é válido tanto para o nosso percurso pessoal, como para o caminho da Igreja e para as escolhas pastorais, onde, por vezes, pensamos que basta continuar a fazer como sempre fizemos. É importante, pelo contrário, nos perguntarmos frequentemente: para mim, quem é o Senhor? Conheço-O realmente? O que me pede hoje o seu Evangelho? Que passos e que escolhas deveria tomar?”

Andressa Collet - Vatican News

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                                                         Fonte: vaticanews.va     Fotos: (@Vatican Media

4º Domingo do Mês Vocacional - Leigo e leiga:

a vocação de cada batizado no coração da Igreja

Cardeal Orani João Tempesta - Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Leigos, religiosas, diáconos e presbíteros reunidos com o professor, Pe. Joachim Andrade, no Centro Cultural Missionário em Brasília/DF (@Pe. Rodrigo Rios)

Vivemos este mês vocacional como um tempo de escuta profunda, um período em que a Igreja para, respira e se pergunta de onde vêm as vocações que a sustentam e para onde elas conduzem o povo de Deus. E é dentro deste horizonte que celebramos o dia de orações pelos serviços e ministérios do Leigo e da Leiga na Igreja, uma semana que merece muita atenção e orações.

Quando pensamos em vocação, quase sempre nossa mente vai direto ao sacerdócio ou à vida religiosa. É natural, e essas vocações são dons preciosos para a Igreja. Mas se pararmos diante do Evangelho deste domingo, o de Mateus 16,13-20, vamos perceber algo que costuma passar despercebido. Antes de ser apóstolo, antes de receber qualquer investidura, Simão Pedro é um pescador. Um homem do povo, com as mãos calejadas pelo trabalho, sem formação religiosa formal, sem lugar de destaque na sinagoga. É a esse homem simples que Jesus faz a pergunta mais importante de toda a Escritura: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

A primeira leitura deste domingo – Isaías 22,19-23 – fala de Eliacim, um administrador leigo do palácio, a quem Deus confia uma responsabilidade enorme: a chave da casa de Davi. O profeta descreve com clareza que essa chave será colocada sobre os ombros de Eliacim, e que ele se tornará, nas palavras da Escritura, “um pai para os habitantes de Jerusalém”. Não se trata de um sacerdote do templo, mas de um homem com função administrativa, alguém que hoje chamaríamos simplesmente de leigo. E Deus o escolhe para uma missão de cuidado com o povo.

Isso ilumina o que comemoramos nesta semana. O leigo e a leiga recebe, cada um à sua maneira, uma chave própria. A chave da família, a chave do ambiente de trabalho, a chave da escola, do hospital, da vida pública, dos espaços onde a Igreja muitas vezes não tem outra presença senão a deles.

O Concílio Ecumênico Vaticano II já havia recordado com força que todo batizado participa, à sua maneira, do sacerdócio, do profetismo e da realeza de Cristo. Isso significa que o leigo e a leiga não recebem sua missão como um favor da hierarquia, mas como fruto direto do batismo. É por serem batizados, que homens e mulheres leigos são chamados a evangelizar a partir de dentro das realidades mais concretas da vida.

Penso em nossa realidade aqui no Rio de Janeiro, cidade que o Cristo Redentor abraça do alto do Corcovado, uma cidade de contrastes profundos, de fé popular intensa e de desafios sociais que exigem presença cristã em todos os ambientes. Quem leva o Evangelho para dentro de uma empresa, de um hospital, de uma sala de aula, da política, de uma comunidade carente, na grande maioria das vezes, é o leigo e a leiga. Não porque o padre não possa estar lá, mas porque é o leigo quem vive ali todos os dias, quem conhece as dores e as alegrias daquele lugar por dentro.

Quando Pedro responde “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”, Jesus lhe diz algo fundamental: “não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu” (Mt 16,17). Essa frase vale para Pedro, mas vale também para cada leigo e leiga que hoje, em silêncio, confessa sua fé com gestos simples, um cuidado, uma palavra de consolo, uma decisão ética tomada em ambiente hostil. Essa confissão de fé não depende de vestes litúrgicas nem de posição eclesiástica. Ela nasce do coração tocado pela graça.

A segunda leitura deste domingo, – Carta aos Romanos 11,33-36 – nos lembra que os caminhos de Deus são insondáveis e que tudo vem dele, é por ele e para ele. Isso deveria nos libertar de qualquer tentação de hierarquizar vocações como se algumas fossem mais valiosas que outras diante de Deus. O que importa não é o lugar que ocupamos na estrutura visível da Igreja, mas a fidelidade com que respondemos ao chamado recebido.

Celebrar a semana da vocação aos serviços e ministérios na igreja, ou seja, a vocação do Leigo e da Leiga dentro deste mês vocacional é, portanto, uma oportunidade preciosa. É momento de agradecer a Deus por tantos homens e mulheres que sustentam catequeses, pastorais, movimentos, obras sociais e comunidades inteiras, muitas vezes sem reconhecimento público, quase sempre com grande generosidade. E é também momento de renovar o envio. Como recorda meu lema episcopal, inspirado em João 17,21, “Ut omnes unum sint”, para que todos sejam um, a unidade da Igreja não se constrói apenas no santuário, mas se estende a cada esquina da cidade onde um leigo, com humildade, carrega sua parte da chave.

Que cada leigo e cada leiga que lerem estas palavras a olhar para esta semana com novos olhos. O cuidado que vocês têm com os filhos, a honestidade no trabalho, a paciência com um colega difícil, a disposição para servir na paróquia, tudo isso é resposta ao mesmo chamado que Jesus fez a Pedro. “E vós, quem dizeis que eu sou?” A resposta de vocês, dada na vida cotidiana, também constrói a Igreja.

Que o Senhor, que não deixa inacabada a obra de suas mãos, como recorda o salmista no Salmo 137(138),8bc, continue confirmando cada leigo e leiga em sua missão. E que Nossa Senhora, discípula fiel entre os discípulos, nos ensine a viver com simplicidade e alegria a vocação que recebemos no batismo.

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                                                               Fonte: cnbb.org.br    Imagem: vaticannews.va

Reflexão para este domingo:

Confessar a Jesus com a vida

José Antonio Pagola

“Quem dizeis vós que Eu sou?” Todos os evangelistas sinóticos citam esta pergunta dirigida por Jesus a seus discípulos na região de Cesareia de Filipe. Para os primeiros cristãos era muito importante lembrar sempre de novo a quem estavam seguindo, como estavam colaborando em seu projeto e por quem estavam arriscando sua vida.

Quando escutamos hoje esta pergunta, temos a tendência de pronunciar as fórmulas que foram sendo cunhadas pelo cristianismo ao longo dos séculos: Jesus é o Filho de Deus feito homem, o Salvador do mundo, o Redentor da humanidade … Será que basta pronunciar estas palavras para converter-nos em “seguidores” de Jesus?

Infelizmente se trata com frequência muito mais de fórmulas aprendidas numa idade infantil, aceitas de maneira mecânica, repetidas de forma ligeira e afirmadas verbalmente, do que vividas seguindo os passos de Jesus.

Confessamos a Cristo por costume, por piedade ou por disciplina, mas vivemos na maioria das vezes sem captar a originalidade de sua vida, sem escutar a novidade de seu apelo, sem deixar-nos atrair por seu amor apaixonado, sem contagiar-nos por sua liberdade e sem esforçar-nos em seguir sua trajetória. Nós o adoramos como “Deus”, mas Ele não é o centro de nossa vida.

Nós o confessamos como “Senhor’: mas vivemos de costas para seu projeto, sem saber muito bem qual era esse projeto e o que pretendia. Nós o chamamos de “Mestre”, mas não vivemos motivados pelo que motivava a vida dele. Vivemos como membros de uma religião, mas não somos discípulos de Jesus.

Paradoxalmente, a “ortodoxia” de nossas fórmulas doutrinais pode dar-nos segurança, dispensando-nos de um encontro mais vivo com Jesus. Há cristãos muito “ortodoxos” que vivem uma religiosidade instintiva, mas não conhecem por experiência o que é nutrir-se de Jesus. Sentem-se “proprietários” da fé, vangloriam-se inclusive de sua ortodoxia, mas não conhecem o dinamismo do Espírito de Cristo.

Não devemos enganar-nos. Cada um de nós deve colocar-se diante de Jesus, deixar-se olhar diretamente por Ele e escutar do fundo do seu ser esta pergunta que Ele nos faz: Quem sou eu realmente para vós? Responde-se a esta pergunta muito mais com a vida do que com palavras sublimes.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

sábado, 22 de agosto de 2026

Eis uma boa notícia:

o informativo paroquial Anunciai! está de volta

No final das missas deste sábado (22) e do domingo (23) você receberá a 140ª edição do informativo paroquial Anunciai!.

Matérias em destaque - Editorial: Que alegria! Estamos de volta -  Ser dizimista é sinal de gratidão a Deus! - Entrevistas: Pe. João Bosco, Pe. Lucas Lázaro e Irª Maria Chiodi - Fatos em Fotos: eventos paroquiais - Exortação Apostólica Dilexi te e Encíclica Magnifica humanitas do Papa Leão XIV - Mês Vocacional - Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032 - Mês da Bíblia: Livro de Daniel.

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Reflexão do frei Almir Guimarães para este sábado:

Na face de Jesus, o rosto de Deus
“E vós, quem dizeis que eu sou?”

Todos os cristãos, em qualquer lugar e situação que se encontrem, estão convidados a renovar hoje mesmo seu encontro pessoal com Jesus Cristo, ou ao menos, a tomar a decisão de deixar-se encontrar por ele, de procurá-lo dia a dia, sem cessar. (Papa Francisco, A alegria do Evangelho, n.3)

♦ Jesus, Jesus Cristo, Cristo Jesus… quem ignora este nome? Trata-se de um nome e de uma figura familiar. Muitos de nós viemos ao mundo cercados de símbolos que para ele apontavam. Talvez, mesmo inconscientemente, deitados em nosso berço de bebê, fomos nos acostumando com um crucifixo diante dos olhos no quarto em que dormíamos. Depois nos disseram que era o “Papai do céu” (sic). Missas, quadros, crucifixos, imagens do Coração de Jesus. Ele foi entrando em nossas vidas. Bem ou não tão bem compreendido. Afeiçoamo-nos a ele. Talvez tenhamos vivido a vida toda de sua lembrança, como uma pessoa excepcional que vivera no passado e que com seus nascimento dividira as eras.

♦ Meio rapidamente fomos sendo levados a afirmar, no final da infância, que era Deus, poderoso, capaz de fazer milagres. Essa ideia daquele que opera gestos excepcionais talvez tenha ficado dentro de nós por um bom tempo. Quem sabe tenhamos nos acostumado a comungar todos os domingos. Algumas vezes com convicção. Outras vezes por costume e fomos perdendo o encanto com sua figura. Ele passou entrar na rotina da vida. Diria, quem dera que esteja enganado, muitos ficaram por ai num catolicismo de rotina, de ritos, de obrigações religiosas…em o encanto de terem abraçado a fé em Cristo.

♦ Nesse contexto é que surge a urgência de um encontro pessoal com Cristo Jesus. Verdade é que não poucos cristãos e não cristãos, em certos momentos cruciais de suas vidas, encontraram e encontram dentro de si uma sede louca de um Absoluto que apenas vislumbram. Passam a ser buscadores. Muitos encontram-se com o Evangelho e por detrás de suas páginas, dos eventos, encontros desencontros de seus personagens, começam a sentir um fascínio por Cristo Jesus e pelo Pai do qual ele fala com muito carinho. Querem conhecê-lo, juntam-se a pessoas que sinceramente buscam esse rabi da Galileia que tem palavras tão fortes, no dizer de Simão Pedro, “palavras de vida eterna”.

♦ Uns se deixam impressionar pelo diálogo de Jesus com a samaritana. Jesus insinua que tem uma água. Outros são daqueles que, como Zaqueu sobem a uma árvore para verem Jesus passar e esperam seu convite de entrar em nosso interior. Outros ainda sussurram a Jesus como o ladrão crucificado a seu lado: “Lembra-te de mim quando estiveres no teu reino”. Não posso deixar de lembrar a importância da parábola do Filho pródigo na vida de tantos e tantas. Sentem vontade de receber abraço apertado do Pai bondoso a convite da parábola contado por Jesus. Homem humano como ele não existiu. Digo bem humano: abraça as crianças, interrompe o caminho para atender a cegos, paralíticos, presta atenção na mulher que enterra seu filho único, chora a morte de Lázaro. Transpira suor e sangue. Humano. Não etéreo, não indiferente aos homens. Mas humano ao extremo. Alguém que ama, sai de si, anda atrás.

♦ Na sua fala mostra que vem do Pai, que ele e o Pai são um. Chora, dorme, senta-se à mesa, mas seu “lugar” é no Pai, com o Pai. Defende o homem, anda atrás do homem, humaniza a história porque foi mandado pelo amor do Pai. É caminho, verdade, água, pastor, pão. No alto da cruz é homem e Deus que dá a vida pelo homem. Amando até o fim diz a Adão, ali, elevado entre o céu e a terra: “Adão, homem, onde tu estás? Vê até que ponto te amo!”

♦ Somos cristãos, discípulos. Nossa vida está escondida no Ressuscitado. Vivemos, amamos, choramos, trabalhamos, sofremos, batalhamos por um mundo segundo o coração de Deus, alegram-nos com sua companhia na Palavra e no Pão, no rosto do irmãos. Ele vive…nossa vida se confunde com sua vida. Vemos em seu rosto, em seus gestos o rosto do PAI. A que teríamos a pretensão de ir se só ele tem palavras de vida eterna? Fazemos nossas as afirmações de Paulo que tem como lixo tudo o que não é Cristo Jesus e que afirma: “Pra mim, viver e Cristo”.

♦ “Antes de tudo, nós, crentes, devemos reavivar nossa adesão profunda à pessoa de Jesus Cristo. Só quando vivemos “seduzidos” por ele e trabalhados pela força regeneradora de sua pessoa, poderemos transmitir também hoje seu espírito e sua visão de vida. Do contrário, proclamaremos com os lábios doutrinas sublimes, mas continuaremos vivendo uma fé medíocre e pouco convincente” (Pagola, Mateus, p. 204).

Oração

 Já que ressuscitou

Já que Cristo ressuscitou,
podemos começar uma vida nova
de mulheres e de homens ressuscitados,
e irmãos agora mesmo.
Já que Cristo ressuscitou,
temos seu Espírito entusiasta,
e queremos trazê-lo bem visível
para que contagie muitos.
Já que Cristo ressuscitou,
estamos em sua renovação permanente;
é preciso transformar o mundo
a partir dos fundamentos.
Já que Cristo ressuscitou,
é preciso construir uma cidade solidária
onde o homem não seja lobo,
mas companheiro e irmão.
Já que Cristo ressuscitou,
cremos numa terra nova
onde haverá amor e casa para todos. (P.Loidi)

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis (MG):

Horários de missa e outros eventos

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Dia 23 - 21º Domingo do Tempo Comum

7h -  Missa na matriz

9h -  Missa do Jubileu de vida consagrada da Ir. Maria Chiodi na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio   19h - Missa na matriz

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21º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Is 22,19-23

Leitura do livro do profeta Isaías

Assim diz o Senhor a Sobna, o administrador do palácio: “Eu vou te destituir do posto que ocupas e demitir-te do teu cargo. Acontecerá que nesse dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias, e o vestirei com a tua túnica e colocarei nele a tua faixa, porei em suas mãos a tua autoridade; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém poderá fechar; ele fechará, e ninguém poderá abrir. Hei de fixá-lo como estaca em lugar seguro e aí ele terá o trono de glória na casa de seu pai”.

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Responsório: Sl 137

— Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!

— Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!

— Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,/ porque ouvistes as palavras dos meus lábios!/ Perante os vossos anjos vou cantar-vos/ e ante o vosso templo vou prostrar-me.

— Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,/ porque fizestes muito mais que prometestes;/ naquele dia, em que gritei, vós me escutastes/ e aumentastes o vigor da minha alma.

— Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres,/ e de longe reconhece os orgulhosos./ Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Eu vos peço: não deixeis inacabada/ esta obra que fizeram vossas mãos!

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2ª Leitura: Rm 11,33-36

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? Na verdade, tudo é dele, por ele e para ele. A ele a glória para sempre. Amém!

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Evangelho: Mt 16,13-20

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Jesus chegou à região de Cesaréia de Filipe, e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» Eles responderam: «Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias, ou algum dos profetas.» Então Jesus perguntou-lhes: «E vocês, quem dizem que eu sou?» Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.» Jesus disse: «Você é feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que lhe revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre essa pedra construirei a minha Igreja, e o poder da morte nunca poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu.» Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.

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Reflexão do padre Johan Konings:

O poder das chaves

O Papa detém o “poder das chaves”, dizemos. Mas que significa isso? A liturgia de hoje nos proporciona maior compreensão a respeito. Pela 1ª leitura aprendemos que “o poder das chaves” significa a administração da casa ou da cidade. O administrador do palácio do rei, Sobna, será substituído por Eliacim, o qual receberá “as chaves da casa de Davi”. No evangelho, Pedro, em nome dos doze apóstolos, proclama Jesus Messias e Filho de Deus. Jesus, em compensação, proclama Pedro fundamento da Igreja e confia-lhe “as chaves do Reino dos Céus”. Dá-lhe também o poder de “ligar e desligar”, o que significa obrigar e deixar livre, ou seja, o poder de decisão na comunidade (em Mt 18,18, este poder é dado à Igreja como tal).

“As chaves do Reino dos Céus” é uma figura que significa o ministério/serviço pastoral, portanto, uma realidade no nível da fé. Nesta expressão, “Reino dos Céus” não é o céu como vida do além, mas o Reino de Deus (os judeus chamavam a Deus de “os Céus”). Trata-se do Reino de Deus entendido como comunidade, contraproposta às “portas do inferno”, a cidade do Satanás, que não prevalecerá contra a comunidade da qual Pedro recebe as chaves. Trata-se, pois, de duas cidades que se enfrentam aqui na terra. Pedro é o prefeito da cidade de Deus aqui na terra.

Pedro, respondendo pelos Doze, administra as responsabilidades da fé e da evangelização. Na medida em que a Igreja realiza algo do Reino de Deus neste mundo, Jesus pode dizer que Pedro tem “as chaves do Reino dos Céus”, isto é, do domínio de Deus. Ele administra a comunidade de Deus no mundo. Quem exerce este serviço hoje é o Papa, bispo de Roma e sucessor de Pedro.

Mas já os antigos romanos diziam: o prefeito não deve se meter nas mínimas coisas. Pedro e seus sucessores não exercem sua responsabilidade sozinhos. A responsabilidade ordinária está com os bispos como pastores das “igrejas particulares” (= dioceses). Pedro e seus sucessores devem cuidar especificamente dos problemas que dizem respeito a todas as igrejas particulares. O Papa é o “servo da Unidade”.

Há quem não gosta de que se fale em “poder” na Igreja; muito menos, no poder papal. Mas quem já teve de coordenar um serviço sabe que precisa de autoridade, pois, senão, nada acontece. No desprezo da “administração pastoral” da Igreja pode haver um quê de antiautoritarismo juvenil. Aliás, os jovens de hoje, pelo menos de modo confuso, já estão cansados do antiautoritarismo e percebem a falta de autoridade. Sem cair no autoritarismo de épocas anteriores, convém ter uma compreensão adequada da autoridade como serviço na Igreja. O evangelho nos ensina que essa autoridade tem um laço íntimo com a fé. Pedro é responsável pelo governo porque “respondeu pela fé” dos Doze.

Por outro lado, se é verdade que Pedro e seus sucessores têm a última palavra na responsabilidade pastoral, eles devem também escutar as “penúltimas” palavras de muita gente. Devemos chegar a uma obediência adulta na Igreja: colaborar com os responsáveis num espírito de unidade, sabendo que se trata de uma causa comum, que não é nossa, mas de Deus. Nem mistificação da autoridade, nem anarquia.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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            Fonte: franciscanos.org.br  Imagem: diocesedecrato.org  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos