Não é exagero
dizer que hoje vemos uma sociedade marcada pela força incisiva da
competição e pelo individualismo. Uma realidade que é alimentada pelos
propósitos ao decidir pelas guerras assassinas, pelas diversas
organizações criminosas, na polarização das escolhas políticas,
sociais, econômicas e religiosas. Interessante que Jesus, alheio a isso,
diz: “Quem me vê, vê o Pai” (cf. Jo 14,9).
Encerramos a 62ª
Assembleia Geral da Conferência dos Bispos, em Aparecida, com a presença
de mais de trezentos bispos de todas as dioceses do Brasil. Foram dez
dias de intenso trabalho para ouvir e sentir as realidades que atingem o povo brasileiro.
Foi um olhar para o hoje da realidade
e descoberta de como evangelizar para ajudar as pessoas na
superação de suas dificuldades.
A Igreja sempre
teve um olhar atento para as realidades cotidianas. Isto já era
consolidado entre os primeiros cristãos. Assim aconteceu quando os
apóstolos pediram a comunidade para escolher sete homens de confiança para
serem enviados para a missão de olhar as dificuldades dos mais
fragilizados e atendê-los (cf. At 6,3). O olhar de Deus se faz
através da ação do Espírito Santo.
Ao olhar para o
mundo, particularmente, para as realidades que estão perto de nós, torna-se
desafio para quem procura fazer o bem. Vemos muitas “desgraças” de todos
os tipos e cantos. Às vezes, o mal parece vencer, mas não é isto que
deve pensar quem acredita na ação divina, na certeza do bem. O mal é pedra no
caminho dos honestos, mas Cristo é pedra de tropeço para os maus
(cf. IPd 2,4).
Em ano de
eleições, o que vemos hoje, no país? Como está o olhar do povo brasileiro
diante de tantas narrativas contagiosas e apimentadas por uma forte
trajetória ideológica com a finalidade de convencer as pessoas? São
realidades que causam muitas incertezas e preocupação em relação ao
futuro do país. Sabemos que um voto mal dado traz consequências
desastrosas para todo o povo.
Aproxima-se a
festa da Ascensão do Senhor. O destino das pessoas é a pátria celeste, onde não
haverá mais ideologias e nem necessidade da escolha de autoridades. A
Autoridade é Deus, para quem devemos olhar com olhar de esperança, seguindo o
que Jesus diz: “Ninguém vai ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Então,
conhecê-lo é a condição para a pessoa acessar o Pai, que está no céu.
Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG)
Da homenagem a
Santo Agostinho, na Argélia, até a missa celebrada em Malabo, na Guiné
Equatorial, passando por Camarões e Angola. Essas são as etapas da terceira
viagem apostólica de Leão XIV à África, iniciada em 13 de abril.
Os momentos mais
bonitos e mais significativos para relembrar a terceira viagem apostólica do
Papa Leão, que passou por quatro países: Argélia, Camarões, Angola e Guiné
Equatorial. Encontros institucionais e inter-religiosos, o abraço às Igrejas
locais, aos jovens, às famílias, ao mundo da cultura e do sistema prisional,
além do encontro com os doentes e os idosos: inúmeras ocasiões para reafirmar a
centralidade de Cristo e oferecer, por parte do Pontífice, uma mensagem de paz.
Jesus vem para nos guiar, não para roubar nossa liberdade
"Hoje, o Evangelho convida-nos a confiar no Senhor: Ele não vem para nos roubar nada; pelo contrário, é o Bom Pastor, que multiplica a vida e nos a oferece em abundância", disse Leão XIV ao comentar o Evangelho do domingo do "Bom Pastor".
Após celebrar a Santa Missa com a ordenação de dez sacerdotes para a diocese de Roma, o Papa Leão rezou a oração do Regina Caeli com milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro. Em sua alocução, comentou o Evangelho deste IV Domingo de Páscoa, em que Jesus se compara a um pastor e também à porta do redil (cf. Jo 10, 1-10).
Jesus contrapõe o pastor ao mercenário. A diferença é evidente: o pastor tem uma ligação especial com as suas ovelhas e, por isso, pode entrar pela porta do redil; se, pelo contrário, alguém precisa de transpor a cerca, então é certamente um ladrão que quer roubar as ovelhas.
Conosco, Jesus está ligado por uma relação de amizade: Ele nos conhece, nos chama pelo nome, nos guia, tal como o pastor faz com as suas ovelhas, vem à nossa procura quando nos perdemos e trata das nossas feridas quando estamos doentes:
“Jesus não vem, como um ladrão, roubar a nossa vida e a nossa liberdade, mas conduzir-nos pelos caminhos direitos. Não vem sequestrar ou enganar a nossa consciência, mas iluminá-la com a luz da sua sabedoria. Não vem corromper as nossas alegrias terrenas, mas abri-las a uma felicidade mais plena e duradoura. Quem confia n’Ele não tem nada a temer: Ele não vem atormentar a nossa vida, mas vem para nos dá-la em abundância.”
Cuidado com os ladrões do nosso redil
O convite do Papa é para vigiar "o redil do nosso coração e da nossa vida", porque quem nele entrar pode multiplicar a alegria ou, como um ladrão, pode roubá-la. Os “ladrões”, explicou, podem ter muitos rostos: são aqueles que, apesar das aparências, sufocam a liberdade ou não respeitam a nossa dignidade; são convicções e preconceitos que nos impedem de ter um olhar sereno sobre os outros e sobre a vida; são ideias erradas que podem levar-nos a escolhas negativas; são estilos de vida superficiais ou marcados pelo consumismo, que nos esvaziam interiormente e nos levam a viver sempre à margem de nós mesmos. Sem contar aqueles “ladrões” que, saqueando os recursos da terra, combatendo guerras sangrentas ou alimentando o mal nas suas diversas formas, não fazem mais do que roubar a todos a possibilidade de um futuro de paz e tranquilidade.
Leão XIV então concluiu: "Hoje, o Evangelho convida-nos a confiar no Senhor. Ele não vem para nos roubar nada; pelo contrário, é o Bom Pastor, que multiplica a vida e a oferece em abundância. Que a Virgem Maria nos acompanhe sempre ao longo do caminho e interceda por nós e pelo mundo inteiro".
sacerdotes são canal, não filtro. São de todos para todos!
Ao ordenar dez
novos sacerdotes para a diocese de Roma, Leão XIV revelou três
"segredos" da vida sacerdotal, que consistem na comunhão com Cristo,
na atitude de não ter medo diante dos males do mundo e de serem um canal, e não
um filtro, para o encontro com Jesus.
O Papa Leão
presidiu à Santa Missa com ordenações sacerdotais neste IV Domingo de Páscoa,
conhecido como “Domingo do Bom Pastor”, e 63º Dia Mundial de Oração pelas
Vocações. "Este é um domingo cheio de vida!", exclamou o Papa no
início da sua homilia. Ainda que a morte nos rodeie, a promessa de Jesus já se
cumpre: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância"
(Jo 10, 10).
A reflexão do
Pontífice foi direcionada sobretudo aos recém-ordenados, como um norte com o
qual se orientar para a missão que os aguarda. Leão XIV revelou inclusive três
"segredos" da vida do sacerdote. O primeiro é a comunhão:
"Caríssimos ordenandos, quanto mais profundo for o vínculo com Cristo,
tanto mais radical será a sua pertença à humanidade comum. Não há oposição, nem
competição, entre o céu e a terra: em Jesus, eles unem-se para sempre. Este
mistério vivo e dinâmico compromete o coração num amor indissolúvel:
compromete-o e enche-o".
Tal como o amor
dos cônjuges, prosseguiu o Santo Padre, também o amor que inspira o celibato
pelo Reino de Deus deve ser cuidado e sempre renovado, pois todo o verdadeiro
afeto amadurece e torna-se fecundo com o tempo. Os sacerdotes então são
chamados a um específico, delicado e difícil modo de amar e, mais ainda, de se
deixar amar, na liberdade. Um modo que poderá fazer de vocês, acrescentou o
Papa, além de bons sacerdotes, também cidadãos honestos, disponíveis,
construtores de paz e de amizade social.
A denúncia não
deve se tornar renúncia
Leão XIV revelou
na sequência o segundo "segredo" para a vida sacerdotal: a realidade
não deve causar medo, pois quem chama é o Senhor da vida. "Caríssimos, que
o ministério que lhes é confiado possa transmitir a paz daquele que, mesmo entre
os perigos, sabe por que razão está seguro. Hoje, a necessidade de
segurança torna os ânimos agressivos, leva as comunidades a fecharem-se sobre
si mesmas e induz à procura de inimigos e bodes expiatórios. O medo anda
frequentemente à nossa volta e, talvez, esteja dentro de nós."
Jesus conheceu a
crueldade do mundo, mas isso não o impediu de doar a sua vida. A denúncia
não deve se tornar renúncia, afirmou, e o perigo não deve levar à fuga. A
segurança do sacerdote, explicou, não reside no cargo que ocupa, mas na vida, morte
e ressurreição de Jesus, na história da salvação da qual participam com o povo
que lhe é confiado. É uma salvação que já atua em tanto bem realizado
silenciosamente, entre pessoas de boa vontade, nas paróquias e ambientes
frequentados.
Canal, não
filtro
Além se de
descrever como "pastor", Jesus a certo ponto muda metáfora e diz:
"Eu sou a porta das ovelhas" (Jo 10, 7). Era uma referência a
Jerusalém, onde havia uma porta perto da piscina de Betzatá, por onde entravam
no templo ovelhas e cordeiros, previamente imersos na água para depois serem
destinados aos sacrifícios - uma imagem que remete ao Batismo. Assim, a porta
convida a atravessar o limiar da Igreja. Em alguns casos, a pia batismal era
construída no exterior, como a antiga piscina de Betzatá, sob cujos pórticos
"jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos" (Jo 5,
3). E então Leão XIV se dirigiu aos novos sacerdotes:
"Queridos
ordenandos, sintam-se parte desta humanidade que sofre e que espera a vida em
abundância. Ao iniciar outros na fé, reavivarão a própria fé. Com os outros
batizados, atravessarão todos os dias o limiar do Mistério, aquele limiar que
tem o rosto e o nome de Jesus. Nunca escondam esta porta santa, não a obstruam,
não sejam um impedimento para quem deseja entrar."
Os
sacerdotes são de todos e para todos!
"Mantenham
a porta aberta!", exortou o Pontífice, revelando o terceiro segredo: os
sacerdotes são um canal, não um filtro. É preciso deixar entrar e estar sempre
pronto a sair, orientou o Papa, sobretudo hoje, quando os números parecem
indicar um distanciamento entre as pessoas e a Igreja. Os sacerdotes devem ser
reflexo da paciência e da ternura de Cristo. "Vocês são de todos e para
todos! Que este seja o traço fundamental da sua missão: manter livre essa
soleira e indicá-la, sem necessidade de muitas palavras."
O Papa insistiu:
"Todos procuramos abrigo, descanso e cuidado: a porta da Igreja está
aberta. Não para nos afastarmos da vida: ela não se esgota na paróquia, na
associação, no movimento, no grupo. Quem é salvo 'sai e encontra
pastagem'". Leão XIV concluiu com palavras de encorajamento:
"Caríssimos,
vão e descubram a cultura, as pessoas, a vida! Maravilhem-se com o que Deus faz
crescer sem que nós o tenhamos semeado." Algumas vezes, alertou, terão a
sensação de não conhecer os mapas. Mas o Bom Pastor os possui, e é a sua voz, tão
familiar, que devem ouvir. Quantas pessoas hoje se sentem perdidas, sem
orientação. Então, não há testemunho mais precioso do que aquele que confia em
Jesus. "Irmãos, irmãs, queridos jovens: que assim seja!"
Para os primeiros cristãos, Jesus não é só um pastor, mas o verdadeiro e autêntico pastor. O único líder capaz de orientar e dar verdadeira vida ao ser humano. Esta fé em Jesus como verdadeiro pastor e guia adquire uma atualidade nova numa sociedade massificada como a nossa, onde as pessoas correm o risco de perder sua própria identidade e ficar aturdidas diante de tantas vozes e reclamos.
A publicidade e os meios de comunicação social impõem ao indivíduo não só a roupa que deve vestir, a bebida que deve tomar ou a música que deve ouvir. Impõem também os hábitos, os costumes, as ideias, os valores, o estilo de vida e a conduta que deve adotar.
Os resultados são palpáveis. São muitas as vítimas desta “sociedade-aranha”. Pessoas que vivem “segundo a moda”. Pessoas que já não agem por própria iniciativa. Homens e mulheres que buscam sua pequena felicidade, esforçando-se para adquirir aqueles objetos, ideias e comportamentos que lhes são ditados de fora.
Expostos a tantos chamarizes e reclamos, corremos o risco de não escutar mais a voz do próprio interior. É triste ver as pessoas esforçando-se para viver um estilo de vida “imposto” de fora, que simboliza para elas o bem-estar e a verdadeira felicidade.
Nós, cristãos, cremos que só Jesus pode ser guia definitivo do ser humano. Só com Ele podemos aprender a viver. O cristão é precisamente aquele que, a partir de Jesus, vai descobrindo dia a dia qual é a maneira mais humana de viver. Seguir a Jesus como Bom Pastor é interiorizar as atitudes fundamentais que Ele viveu, e esforçar-nos para vivê-las hoje a partir de nossa própria originalidade, prosseguindo a tarefa de construir o reino de Deus que Ele começou.
Mas, enquanto a meditação for substituída pela televisão, o silêncio interior pelo ruído e o seguimento da própria consciência pela submissão cega à moda, será difícil escutarmos a voz do Bom Pastor que pode ajudar-nos a viver no meio desta “sociedade do consumo” que consome seus consumidores.
JOSÉ ANTONIO PAGOLAcursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.
Parlamentares do
Partido Popular Europeu foram recebidos em audiência pelo Pontífice, que pediu
um contato "analógico" com a população. "A presença entre as
pessoas e o seu envolvimento no processo político são o melhor antídoto contra
os populismos, que buscam apenas o consenso fácil, e contra os elitismos, que
tendem a agir sem consenso: duas tendências generalizadas no panorama político
atual. Uma política 'popular' exige tempo, compartilhamento de projetos e amor
pela verdade."
O Papa recebeu
em audiência na manhã de sábado, 25 de abril, os membros do Partido Popular
Europeu, cuja inspiração política se baseia nos "pais fundadores" da
Europa contemporânea, como Adenauer, De Gasperi e Schuman.
Este projeto
nasceu das cinzas da II Guerra Mundial para evitar que o conflito se repetisse,
mas também com um ideal mais amplo, dando vida a uma colaboração que colocasse
fim a séculos de divisões e permitisse aos povos do continente de redescobrirem
o patrimônio humano, cultural e religioso que os une, reconhecendo sua
herança cristã como fator de união.
A ideologia
subjuga o homem
A principal
missão de toda ação política, afirmou o Santo Padre, é oferecer um horizonte
ideal, pois a política exige uma visão ampla do futuro, sem receio de tomar
decisões difíceis e até mesmo impopulares, quando isso for necessário para o
bem comum. Todavia, advertiu, perseguir um ideal não significa exaltar uma
ideologia. Esta última, de fato, é sempre fruto de uma distorção da realidade e
de uma violência contra ela.
“Qualquer
ideologia distorce as ideias e subjuga o homem ao seu próprio projeto,
reprimindo suas verdadeiras aspirações, seu anseio por liberdade, felicidade e
bem-estar pessoal e social. A Europa contemporânea surge justamente da
constatação do fracasso dos projetos ideológicos que a destruíram e dividiram.”
Evocando De
Gasperi, Leão XIV recordou que perseguir um ideal significa colocar a pessoa
humana no centro. O próprio nome da legenda - Partido Popular Europeu -
expressa o vínculo constitutivo com o povo, que não deve ser visto como sujeito
passivo, mas copartícipe de toda ação política. "A presença entre as
pessoas e o seu envolvimento no processo político são o melhor antídoto contra
os populismos, que buscam apenas o consenso fácil, e contra os elitismos, que
tendem a agir sem consenso: duas tendências generalizadas no panorama político
atual. Uma política 'popular' exige tempo, compartilhamento de projetos e amor
pela verdade."
Do
"digital" ao "analógico"
Para o
Pontífice, a falta de sintonia e colaboração entre o povo e seus representantes
constitui um dos problemas da política atual. Recorrendo a uma metáfora, o Papa
afirmou que na era do "triunfo digital", a ação política orientada ao
bem comum exige um regresso ao “analógico”.
“Talvez seja
este o verdadeiro antídoto para uma política muitas vezes esbravejada, feita
apenas de slogans, incapaz de responder às necessidades reais das pessoas. Para
superar certa desilusão com a política, é preciso reconquistar as pessoas indo
ao encontro delas pessoalmente e reconstruindo uma rede de relações no
território, de modo que todos possam se sentir parte de uma comunidade e
participantes de seu destino.”
O
"manual" do político católico
Neste contexto,
para quem se confessa cristão, fazer política significa deixar que o Evangelho
ilumine as decisões a serem tomadas, mesmo que sejam impopulares:
"Ser
cristão engajado na política exige ter uma visão realista, que parta dos
problemas concretos das pessoas, que se preocupe, antes de tudo, em promover
condições de trabalho dignas que estimulem a criatividade e o talento das
pessoas diante de um mercado cada vez mais desumanizante e pouco gratificante;
que permita superar o medo, aparentemente muito europeu, de constituir família
e ter filhos, de enfrentar as causas profundas da migração, cuidando de quem
sofre, mas também levando em conta as reais possibilidades de acolhimento e
integração dos migrantes na sociedade. Da mesma forma, exige enfrentar de
maneira não ideológica os outros grandes desafios que se colocam em nossos
dias, como o cuidado da criação e a inteligência artificial. Esta última oferece
grandes oportunidades, mas, ao mesmo tempo, está repleta de perigos."
Ainda, ser
cristãos engajados na política, concluiu o Santo Padre, significa por fim
investir na liberdade ancorada na verdade, que proteja a liberdade religiosa,
de pensamento e de consciência em todos os lugares e em todas as condições
humanas, evitando alimentar um “curto-circuito” dos direitos humanos, que acaba
por abrir espaço à força e à opressão. Leão XIV se despediu dos parlamentares
concedendo sua bênção apostólica.