quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 23 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

15h - Missa na igreja do Asilo São Vicente de Paulo

19h - Grupo de oração Maranathá na igreja da Soledade

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Dia 24 - Sábado

14h - Reunião do Conselho Paroquial de Pastoral no CPSJ

19h - Missa na matriz

19h - Missa na comunidade São Francisco

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Dia 25 - 30º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

9h - Missa da festa na comunidade São Geraldo

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio

18h - Missa na matriz

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Doutrina da Fé:

na crise da transmissão da fé, recomeçar a partir do Kerygma

“Vinde a Mim. Considerações sobre a transmissão da fé em uma mudança de época” é o título do documento do Dicastério para a Doutrina da Fé, divulgado hoje, quinta-feira, 22 de outubro. Em uma sociedade secularizada e permeada por uma nova cultura, “a transmissão da fé exige hoje, de maneira especial, a evangelização dos adultos e a superação de uma ação pastoral concentrada exclusivamente na catequese de crianças e adolescentes”.

Em uma mudança de época marcada pela crise na transmissão da fé, é preciso “recomeçar a partir de uma grande época de anúncio do Evangelho”, colocando no centro o primeiro anúncio, o kerygma: ‘Jesus Cristo ama-te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar’ (EG 164).

Este é o coração da exortação contida no documento “Vinde a Mim. Considerações sobre a transmissão da fé em uma mudança de época”, do Dicastério para a Doutrina da Fé, divulgado hoje, quinta-feira, 22 de outubro.

LEIA AQUI O TEXTO INTEGRAL DO DOCUMENTO "VENITE AD ME"

Na esteira do Concílio e do magistério dos Pontífices

As Considerações são um texto intenso, composto por oito capítulos, além de uma introdução e uma conclusão, repleto de referências ao magistério dos Pontífices, em particular de Leão XIV e do Papa Francisco, ao Concílio Vaticano II e a outros documentos.

Esclarece-se também que o gênero do documento é o de Considerações e não uma Nota doutrinária. Por isso, o texto examina “uma pluralidade de pontos de vista, sem, no entanto, pretender encerrar a questão, que permanece aberta a novas análises e desenvolvimentos”.

O objetivo específico é, portanto, sugerir “caminhos concretos para o anúncio do kerygma na mudança de época que estamos atravessando”.

O documento foi aprovado pelo Papa em 21 de agosto de 2026 e traz a assinatura do cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, e de monsenhor Armando Matteo, secretário da Seção Doutrinária do mesmo Dicastério. Foi valiosa a contribuição de muitas Conferências Episcopais para este trabalho, bem como os testemunhos — enviados pelos bispos — daqueles que descobriram ou redescobriram o Senhor Jesus, relatados no último capítulo destas Considerações.

Testemunhar a experiência pessoal do encontro com Cristo

O ponto de partida são as palavras de Jesus no Evangelho de Mateus: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso”. Trata-se, como indicado nas conclusões, de “um apelo aos fiéis para que retornem ao coração do patrimônio da fé cristã: o kerygma”, que “ilumina todos os conteúdos do depositum fidei, atraindo para a experiência de um encontro pessoal e comunitário com o Cristo vivo”, considerando também que, em algumas regiões do mundo, a transmissão da fé “está praticamente interrompida”.

O anúncio do amor do Pai

O primeiro capítulo começa justamente ressaltando que “Jesus é realmente a verdadeira luz que ilumina todo ser humano”. “Esta é a boa nova do Evangelho do Filho: Deus é, para sempre e para todos, amor”. A fé, ressalta-se, “não se transmite, em primeiro lugar, como um conjunto de conteúdos doutrinários ou de informações religiosas”, mas como “uma forma de vida eclesial na qual o crente é progressivamente introduzido”.

Pastoral também para adultos, não apenas para crianças e adolescentes

Ao analisar as formas de transmissão da fé, destaca-se como a Igreja se desenvolve “por atração”, como a família constitui “o primeiro e mais essencial lugar de transmissão da fé” e a importância da sinergia, nesse sentido, entre a Igreja e a família. Constata-se, porém, que a transmissão da fé nos contextos familiares “foi interrompida em muitas partes do mundo” e que “a transmissão da experiência da fé cristã às novas gerações não ocorre mais de forma, por assim dizer, automática”.

“É somente nesse momento, e em um segundo estágio, que a comunidade eclesial entra no processo de transmissão da fé”, afirma o documento, que constata como “nos países de antiga tradição cristã, esse contexto de transmissão da fé parece hoje comprometido, pois é caracterizado cada vez mais pela presença de ‘pessoas batizadas que, porém, não vivem as exigências do Batismo’, não sentem uma pertença cordial à Igreja e já não experimentam a consolação da fé”. Diante dessa realidade, o documento destaca que “a transmissão da fé exige hoje, particularmente, a evangelização dos adultos e a superação de uma ação pastoral concentrada exclusivamente na catequese de crianças e adolescentes”.

A mudança de época

O terceiro capítulo concentra-se no contexto, ou seja, na mudança de época que vivemos. A urgência de responder às perguntas sobre para onde estamos indo e qual direção escolher é manifestada por Leão XIV na Magnifica humanitas, justamente a respeito dessa mudança de época. Um aspecto característico, sobretudo no Ocidente, é justamente “a crise da transmissão geracional da fé cristã”. Observa-se, de fato, que “cada vez menos pais cumprem a tarefa de colocar seus filhos em contato com a luz viva da mensagem evangélica” e que é justamente desses contextos familiares que provém a maioria das pessoas que, apesar de terem frequentado os ambientes católicos da paróquia, acabam vivendo a transição para a idade adulta com uma atitude de indiferença religiosa substancial.

Uma nova cultura que relega a fé a uma questão privada

“A crise da modernidade, símbolo da mudança de época, contribuiu assim para o surgimento de uma nova cultura, que passou a competir com as estruturas tradicionais de transmissão da fé”, observa-se no documento. A tendência dessa cultura parece consistir na exaltação da “soberania do eu”, que é um dos aspectos mais evidentes do processo de secularização, o qual tende a reduzir a fé e a Igreja ao âmbito privado e íntimo.

O desafio não é tecnológico, mas antropológico

Outro dos sinais da mudança de época é a disseminação das tecnologias digitais. A inteligência artificial não apenas interfere nos ecossistemas informacionais, mas também invade o relacionamento entre as pessoas. “O desafio, por conseguinte, não é tecnológico, mas antropológico”, escreve Leão XIV na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2026.

Onde crescem as conversões, cresce também a dificuldade de perseverar

É verdade que, em algumas regiões do mundo altamente secularizadas, crescem as conversões e os retornos à Igreja, mas “constata-se uma dificuldade paralela na perseverança dos neófitos, que, muitas vezes, após um breve período após a recepção do Batismo, retornam a um estado de indiferença prática”. Portanto, a situação descrita “convida a redescobrir a importância da comunidade no acolhimento e no acompanhamento dos novos fiéis”.

A centralidade do kerygma

Salienta-se, portanto, a necessidade de “uma profunda renovação kerygmática da própria catequese”, com atenção também à linguagem, que deve caracterizar-se como “um apelo do coração”, e como uma relação interpessoal envolvente. O anúncio do kerygma deve “ser capaz de apresentar a boa nova do amor e da misericórdia de Deus de tal forma que aqueles que a recebem possam compreender efetivamente que é justamente a eles que esse amor e essa misericórdia se dirigem”.

Comunidade, Palavra de Deus, liturgia e testemunho

No centro do capítulo quinto está a importância da comunidade cristã em relação à Palavra de Deus, à liturgia e ao testemunho. “Parece absolutamente urgente, sobretudo nos países de evangelização antiga — ressalta-se —, insistir na importância de promover, em cada comunidade eclesial, grupos de escuta, meditação, partilha e oração da Palavra, para cuja realização sejam dedicados horários específicos e fixos, que acompanhem a celebração da Eucaristia dominical”.

A segunda consideração diz respeito à liturgia. “Se o coração do anúncio cristão é o encontro com o amor salvífico de Deus em Cristo — destaca-se —, a liturgia constitui o lugar privilegiado no qual esse mistério é celebrado e comunicado sacramentalmente”. A terceira consideração essencial diz respeito ao testemunho dos fiéis, que possui três dimensões: “o testemunho da santidade, o da proximidade e o da opção preferencial pelos pobres”. Uma quarta observação diz respeito à arte e à beleza, com destaque especial para a música.

Fé e cultura

O texto também aborda a inculturação da fé, que “constitui uma etapa necessária em sua transmissão”. Um exemplo particularmente significativo a ser considerado na construção de tal apresentação razoável da fé é, sem dúvida, a Doutrina Social da Igreja.

Algumas atenções específicas

A primeira dessas atenções é voltada para a piedade popular, que é “ainda hoje, um importante meio de transmissão da fé”, assim como são importantes as peregrinações de origem antiga e recente e o desejo de pertencer a alguma confraria. Em seguida, destaca-se o papel da homilia. Fala-se das atividades de voluntariado como oportunidades de aproximação à realidade da Igreja. Destaca-se ainda “a necessidade de ampliar os espaços de presença das mulheres na condução dos processos eclesiais”.

Conclusões

Essas Considerações pretendem, em resumo, relembrar com veemência que Cristo é a verdadeira luz. “Cabe agora a nós — exorta-se — transmitir esse mesmo dom aos homens e às mulheres do nosso tempo”, que também aguardam “poder iluminar sua existência com essa mesma fonte de toda graça, luz que resplandece no mundo”.

Debora Donnini – Vatican News

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                                                                  Fonte: vaticanews.va   Foto: (@Vatican Media

Conselho Permanente da CNBB reforça defesa da democracia

e incentiva voto consciente no segundo turno das eleições

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, na quarta-feira, 21 de outubro, uma mensagem ao povo brasileiro por ocasião do segundo turno das eleições nacionais de 2026. No documento, os bispos reforçam a importância da participação consciente dos eleitores, da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados das urnas.

A mensagem destaca a necessidade de garantir direitos fundamentais, como trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança, além da preservação do meio ambiente e da promoção da paz.

Os bispos também lembram que o voto é livre e secreto e condenam práticas de ameaças, pressões e negociação de votos. O documento incentiva os eleitores a considerarem a trajetória dos candidatos e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida da população.

Ao final, o Conselho Permanente pede a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para que os brasileiros construam uma convivência fundamentada na verdade, na fraternidade e na paz.

Confira a mensagem na íntegra (aqui).

Foto de capa: Fernando Frazão/Agência Brasil

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                                                                                                                     Fonte: cnbb.org.br

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Papa na catequese desta quarta-feira:

obrigado a Deus pela generosidade e aos fiéis pelas orações

A vida matrimonial e familiar foi o tema da catequese do Papa, inspirado na segunda parte da Constituição Pastoral "Gaudium et spes". Leão XIV recordou que os filhos são o maior dom do matrimônio, e os pais têm a responsabilidade de os acolher, proteger e educar, segundo a lei de Deus. Mas antes, um agradecimento especial aos fiéis!

Leão XIV retomou esta quarta-feira a Audiência Geral uma semana após a operação para a retirada de um tumor maligno no pulmão direito. O encontro semanal com os fiéis foi realizado na Praça São Pedro e o Pontífice manteve o giro de papamóvel entre os presentes.

Antes de sua catequese, Leão XIV agradeceu mais uma vez aos fiéis pelas orações: 

“A primeira coisa que gostaria de dizer a vocês é: obrigado! Obrigado pelo apoio de suas orações. Obrigado a Deus por sua generosidade. Renovemos todos nossa confiança na bondade e na misericórdia de Deus.”

Leia a íntegra da catequese

Vida matrimonial e familiar

Prosseguindo o ciclo sobre a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, o Papa refletiu acerca do bem da pessoa e da sociedade, que está intimamente ligado à vida matrimonial e familiar. 

Este documento define o matrimônio como "íntima comunidade da vida e do amor conjugal", fundada na entrega recíproca dos esposos, na fidelidade e na união indissolúvel, fortalecida pela graça de Cristo. A Gaudium et spes reforça que o amor conjugal não se limita à atração erótica, mas envolve toda a vontade dos cônjuges, "reavivando os afetos da alma e expressando-se através de sentimentos e gestos de ternura", explicou o Pontífice.

Iguais em dignidade, este amor permeia toda a vida dos cônjuges, abrindo-os à fecundidade. Com efeito, os filhos são "o maior dom do matrimônio" e os pais têm a responsabilidade humana e cristã de os acolher, proteger e educar, segundo a lei de Deus.

Papa saúda um casal de noivos


Proteger a vida desde a concepção

O documento reitera que vida humana nunca deve ser descartada e deve ser salvaguardada desde o primeiro momento da concepção, evitando o aborto e o infanticídio. Ao transmitirem a vida, os cônjuges tornam-se "cooperadores do amor de Deus criador ".

Por fim, o ensinamento da Gaudium et spes destaca a função social da família, definida como "uma escola de valorização humana" e "o fundamento da sociedade", exortando todos aqueles que têm responsabilidades sociais, especialmente nos âmbitos político e cultural, ao dever de "contribuir eficazmente para a promoção do matrimônio e da família".

Para o Santo Padre, este compromisso é mais urgente do que nunca. A Igreja está consciente deste desafio, como demonstra a solicitude pastoral dos Papas que se sucederam após o último Concílio, até à dupla Assembleia sinodal promovida pelo Papa Francisco. Leão XIV concluiu cofiando as as famílias de todo o mundo à Sagrada Família de Nazaré, para que as ilumine e proteja.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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                                                                 Fonte: vaticanews.va   Fotos: (@Vatican Media

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Para a CNBB, redução da maioridade penal

não enfrenta as causas da violência
nem oferece respostas para a segurança pública

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é contra a redução da maioridade penal. O tema retornou ao debate público nesta quarta-feira, 14, após o pedido para inserir no texto da PEC da Segurança Pública (Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2025) a alteração do artigo 228 da Carta Magna, reduzindo para dezesseis anos como regra geral e para quatorze anos em determinadas hipóteses.

Os bispos recordam a carta enviada aos parlamentares em junho deste ano, na qual chamam atenção de que “a redução da maioridade penal não enfrenta as causas da violência nem oferece respostas duradouras para a segurança pública”.

Para o Conselho Permanente, “o Brasil será mais seguro se investir na proteção, na educação e na promoção de sua juventude, e não ampliando o encarceramento precoce de adolescentes”.

Os bispos pediram, na ocasião, que o Congresso Nacional “priorize políticas públicas capazes de enfrentar as causas da violência: educação de qualidade, fortalecimento das famílias, proteção da infância e da adolescência, ampliação de oportunidades para os jovens e aperfeiçoamento das medidas socioeducativas”.

Leia a carta na íntegra:

Brasília – DF, 26 de junho de 2026

Aos

PARLAMENTARES

Ref.: Redução da maioridade penal.

Senhoras e Senhores Parlamentares,

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, fiel à missão evangelizadora da Igreja, dirige-se respeitosamente a Vossas Excelências diante das discussões e iniciativas legislativas que visam reduzir a maioridade penal em nosso país.

A CNBB reafirma sua posição contrária à redução da maioridade penal. Essa convicção nasce da defesa da dignidade da pessoa humana, especialmente dos adolescentes, que se encontram em processo de desenvolvimento e devem ser responsabilizados por seus atos sem serem privados da possibilidade de recuperação e reintegração social.

O ordenamento jurídico brasileiro já prevê mecanismos de responsabilização para adolescentes por meio das medidas socioeducativas estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo. O desafio não está na ausência de instrumentos legais, mas na fragilidade de sua implementação e na insuficiência de investimentos em educação, proteção social e oportunidades para a juventude.

O simples endurecimento das penas não reduz a violência. Adolescentes envolvidos em atos infracionais são também vítimas da pobreza, da exclusão educacional, da desestruturação familiar, da dependência química e do aliciamento pelo crime organizado. Inseri-los precocemente no sistema prisional tende a ampliar ciclos de violência e exclusão, comprometendo sua ressocialização.

Por isso, apelamos ao Congresso Nacional para que priorize políticas públicas capazes de enfrentar as causas da violência: educação de qualidade, fortalecimento das famílias, proteção da infância e da adolescência, ampliação de oportunidades para os jovens e aperfeiçoamento das medidas socioeducativas.

A redução da maioridade penal não enfrenta as causas da violência nem oferece respostas duradouras para a segurança pública. O Brasil será mais seguro se investir na proteção, na educação e na promoção de sua juventude, e não ampliando o encarceramento precoce de adolescentes.

Confiando à intercessão de Nossa Senhora Aparecida os trabalhos desta Casa Legislativa e o futuro da juventude brasileira, renovamos nossa estima e nossas orações por todos os que exercem o nobre serviço da representação popular.

Dom Jaime Cardeal Spengler - Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS - Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva - Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia – GO - 1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa - Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE - 2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers - Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília – DF - Secretário-Geral da CNBB

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                                                                                                                     Fonte: cnbb.org.br

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Catequese para o seu dia:

Jesus e sua proposta de paz

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Ele não pregava blá blá blá! Era direto e sem rodeios no seu discurso de paz: amar e nunca desejar nem causar a morte do outro!

- Ele propôs a paz o tempo todo. - Falou sobre o que acontece quando ela é desprezada . - Saudava a todos com gesto de paz. - Chorou sobre Jerusalém porque a cidade não aceitou sua proposta de paz. - Mandou Pedro guardar a espada e não usá-la. - Dialogou com um comandante-chefe invasor romano. - Dialogou com a samaritana. - Elogiou gente de outra religião. - Curou gente de outra fé. - Conversou com o governador Pilatos. - Calou-se perante o devasso Herodes que tentou espezinhá-lo e tinha assassinado João Batista. - Mandou perdoar os inimigos. - Morreu perdoando e salvando - Falou de paz mais de 200 vezes. - Foi duro contra os caluniadores. - Foi contra quem julgava o próximo sem ser juiz. - Falou contra os maus juízes. - Criticou os fanáticos fariseus e escribas . - Condenou quem posava de profeta. - Deu paz e semeou a paz - Mandou caminhar com os inimigos para tentar fazer a paz antes de ter que encarar o juiz. - Mandou-nos andar o dobro em sinal de paz a quem foi gentil conosco. - Mandou dar o outro lado da cara a quem nos estapeou. - Aconselhou-nos a ser gentis também com os desconhecidos. - Mandou perdoar sempre quem nos fez algum mal. A punição e a vingança cabem a Deus. - Ensinou-nos a nunca pagar o mal com o mal. - Foi super severo contra desrespeitasse uma criança. - Propôs fidelidade no casamento. - Não abrandou o divórcio , que a Lei de Moisés permitia. - Salvou uma mulher de ser apedrejada: só ela seria morta? Onde estava o homem que adulterou com ela?

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Mas ultimamente maus conselheiros de internet, que se dizem piedosos e crentes e até convertidos em Jesus por obra do Espírito Santo, andam caluniando e xingando de câncer da Igreja quem prega teologia da libertação, mesmo que seja esta teologia seja totalmente bíblica e católica! Culpam qualquer pregador como pecador e comunista sem saber que os 72 livros da Bíblia falam que Deus liberta!

Estes mesmos irmãos que não veem os outros como irmãos, a não ser que pertençam ao seu grupo, andam defendendo a antiga tradição do “olho por olho e dente por dente, pontapé por pontapé e mal por mal".

Mas não foi isso o que Jesus ensinou e viveu.

Estão voltando aos costumes de 3000 anos atrás e ignorando a doutrina de diálogo, de paz e de perdão. E o pregador que ouse relembrar estes mandamentos de Jesus acaba sendo xingado e ridicularizado como sujeito ultrapassado e perigoso!

Acham-se mais iluminados do que os outros. Vejo isso todos os dias na internet . Eles estão sempre certos e os outros estão sempre errados .

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Lá fora, porém, aumenta a violência, a droga corre solta e a corrupção drena os bens do país; religiosos insistem em pregar teologias de vantagens e lucro e prosperidade, quando Jesus escolheu viver como pobre e em defesa dos pobres e oprimidos.

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Jesus era severo e exigente, mas era pacifista e misericordioso e educador.

Estão propondo vingar-se e vencer a qualquer preço! Querem voltar aos métodos de GEDEÃO, SANSÃO e ABIMELEQUE e à mentalidade do passado de esmagar o outro antes que nos esmaguem.

A tribo de Dan cometeu a injustiça de trair e atacar e dizimar o Pacífico povo de Lais. (Jz 18, 7-29) E ainda acharam que Javé os aplaudiu! Selvageria em nome da fé!

Jesus veio amansar e educar o ser humano! Morreu tentando isto!

Hoje nem mesmo famosos pregadores de internet ousam divulgar Jo 17,1-26 e Mt 25,31-46. Falam pouco desses versículos!

Aceitam qualquer barbaridade em nome do seu líder, do seu partido ou da sua ideologia política radical. Tudo, menos perdoar quem não crê ou não vê o mundo com as lentes deles: muitas vezes, lentes embaçadas ou distorcidas!…

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Artigo de dom Itacir Brassiani, MSF:

A quem confiarei meu voto no próximo domingo?

Não é de hoje que a relação entre religião e política vem ocupando a reflexão dos cientistas sociais. No passado, essa relação se expressava em termos institucionais, mediante a declaração de um estado confessional, assentada na constituição, ou através de relações oficiais entre as autoridades do Estado e os legítimos representantes de uma religião ou Igreja. Em geral, era uma relação tranquila, embora não respeitasse as minorias religiosas.

A novidade recente, particularmente no Brasil, é uma espécie de captura da religião pelos interesses políticos e mercadológicos, e a entrada interesseira de várias Igrejas nas disputas políticas e no campo das atividades comerciais e financeiras. A partir da década de 1980, a pastoral social ensinou que “tudo é político” sem esquecer que “a política não é tudo”. Hoje se diz ou se pressupõe que “tudo é negócio”, inclusive a política e a religião.

Esta captura da religião e da política pelos interesses econômicos, no horizonte de uma ideologia liberal, conservadora e autoritária, acaba gerando desvios e confusões como os que estamos vivendo nas últimas semanas. Ao invés de discutir projetos de educação, de convivência e de desenvolvimento econômico e político, o povo brasileiro vê-se enredado em discussões de temas morais e religiosos de reduzida importância na vida da nação.

O que devemos escolher no próximo domingo não é a padroeira do Brasil, ou se é oportuno ou não consagrar o Brasil a Jesus Cristo. Escolheremos pessoas e partidos que ajudarão ou impedirão o desenvolvimento nacional, a autonomia das organizações civis e populares e a integração soberana do Brasil no concerto das nações. Sem menosprezar nenhum movimento político, nisso os dois agrupamentos majoritários seguem direções opostas.

Diversamente de algumas Igrejas, a Igreja católica não impõe nem indica aos seus fiéis partidos ou candidatos, nem pretende assegurar vantagens institucionais nos parlamentos e governos. Ela oferece critérios para que os fiéis decidam e votem: a busca do bem comum; a defesa dos direitos humanos, da democracia e da soberania nacional; o cuidado da casa comum; a primazia incondicional dos pobres e vulneráveis e a dignidade da vida de todos.

Há quem veja nestes critérios alinhamento com partidos, candidatos e movimentos de esquerda, e isso seria inaceitável para um cristão católico. Mas eu pergunto: é aceitável que um católico escolha, por amizade, conveniência ou descaso, candidatos e partidos que pleiteiam unicamente interesses privados, combatam os direitos humanos, relativizem a democracia e a soberania do país, promovam ou tolerem a destruição do meio ambiente, submetam tudo aos interesses dos ricos e relativizem a dignidade inviolável do ser humano?

Dom Itacir Brassiani, MSF - Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

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                                                                                                                     Fonte: cnbb.org.br