sexta-feira, 17 de julho de 2026

16º Domingo do Tempo Comum:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: Sb 12,13.16-19

Leitura do Livro da Sabedoria

Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e a quem devas mostrar que teu julgamento não foi injusto.

A tua força é princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente.

Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; e nos que te conhecem, castigas o seu atrevimento.

No entanto, dominando tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande consideração; pois, quando quiseres, está ao teu alcance fazer uso do teu poder.

Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores.

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Responsório: Sl 85(86)

- Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!
- Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

1. Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!

2. As nações que criastes virão adorar e louvar vosso nome. Sois tão grande e fazeis maravilhas; vós somente sois Deus e Senhor!

3. Vós, porém, sois clemente e fiel, sois amor, paciência e perdão. Tende pena e olhai para mim! Confirmai com vigor vosso servo!

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2ª Leitura: Rm 8,26-27

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos: O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis.

E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos.

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Evangelho: Mt 13,24-43

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’

O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’

O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!’”

Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”.

Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.

Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”.

Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!”

Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes.

Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

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Reflexão do padre Johan Konings:

Paciência na evangelização

O evangelho apresenta um Jesus muito tolerante. Isso pode até desagradar a quem gostaria de um Jesus mais radical. A Igreja parece tão pouco radical. Por que não romper de vez com os que não querem acompanhar? Ou será que a radicalidade do evangelho é outra coisa do que imaginamos? Neste evangelho (Mt 13, 24-43), Jesus descreve o Reino de Deus (o agir de Deus na história), em três parábolas. Na primeira, explica que junto com os frutos bons (o trigo) podem crescer frutos menos bons (o joio); é melhor deixar a Deus a responsabilidade de separá-los, na hora certa….Na segunda, ensina que o agir de Deus tem um alcance que sua humilde aparência inicial não deixa suspeitar (a sementinha).

Na terceira, adverte que a obra de Deus muitas vezes é escondida, enquanto na realidade penetra e leveda o mundo, invisivelmente, como o fermento da massa.

Nós gostamos de ver resultados imediatos. Somos impacientes e dominadores para com os outros. Deus tem tanto poder, que ele domina a si mesmo… Não é escravo de seu próprio poder. Sabe governar pela paciência e o perdão (1ª leitura). Seu “reino” é amor, e este penetra aos poucos, invisivelmente, como o fermento. Impaciência em relação ao Reino de Deus é falta de fé. O crescimento do Reino é “mistério”, algo que pertence a Deus.

No tempo de Mateus, a impaciência era explicável: espera-se a volta de Cristo (a Parusia) para breve. Hoje, já não é essa a razão da impaciência. A causa da impaciência bem pode ser o imediatismo de pessoas aparentemente “superengajadas”, e podemos questionar se muito ativismo é verdadeira generosidade a serviço de Deus ou apenas auto-afirmação. É preciso dar tempo às pessoas para que fiquem cativados pelo Reino. E a nós mesmos também. Isso exige maior fé e dedicação do que certo radicalismo mal-entendido, pelo qual são rechaçadas as pessoas que ainda estão crescendo.

Devemos ter paciência especial para com aqueles que, vivendo em condições subumanas, não conseguem assimilar algumas exigências aparentemente importantes da Igreja. Para com os jovens. Para com os que perderam a cabeça pelas complicações da vida moderna urbana, ou por causa da televisão, que pouco se preocupa em propor às pessoas critérios de vida equilibrada. Devemos dar tempo ao tempo… e entrementes dar força ao trigo, para que não se deixe sufocar pelo joio.

Em nossas comunidades, importa cativar os outros com paciência. Fanatismo só serve para dividir. Moscas não se apanham com vinagre. Importa ter confiança em Deus, sabendo que ele age, mesmo. E então nos sentiremos seguros para colaborar com ele, com “magnanimidade”, com grandeza de alma – pois é assim que se deveria traduzir o que geralmente se traduz com o termo desvirtuado “paciência”…. Deus reina por seu amor, e o amor não força ninguém, mas cativa a livre adesão.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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                   Fonte: franciscanos.org.br  Imagem: vaticanews.va  Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 17 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

19h - Celebração nas comunidades dos Carneiros e Ribeirão Vermelho

19h - Grupo de oração Maranathá na capela da Soledade

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Dia 18 - Sábado

14h30 -  Encontro de formação com a Pastoral do Dízimo

19h -  Missa na matriz

18h -  Celebração na comunidade São Francisco

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Dia 19 - 16º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Assinada a “Declaração de Roma”,

um compromisso sobre armas nucleares e IA

Seis pontos compõem o texto assinado por vencedores do Prêmio Nobel, especialistas e cientistas de projeção internacional, líderes religiosos e ex-chefes de Estado e de governo reunidos nesta quarta-feira, 16 de julho, no Capitólio, em Roma. O evento concluiu o congresso realizado no Borgo Laudato si’. O desarmamento, o desenvolvimento responsável das novas tecnologias e o compromisso de promover “uma paz desarmada e desarmante” são as linhas orientadoras da declaração.

“A humanidade encontra-se em um momento decisivo de sua história.” Assim começa a “Declaração de Roma por uma Paz Desarmada e Desarmante na Era da Inteligência Artificial, das Armas Nucleares e Autônomas, dos Novos Protocolos Digitais e dos Modelos Emergentes de Desenvolvimento Digital”, assinada na manhã desta quinta-feira, 16 de julho, no Capitólio, em Roma, ao término dos dois dias de trabalhos realizados no Borgo Laudato si’, sob o tema: “Assembleia Global dos Prêmios Nobel sobre Inteligência Artificial e Guerra Nuclear”. O evento contou com a participação de laureados com o Prêmio Nobel, importantes especialistas em inteligência artificial, ex-chefes de Estado e de governo, além de representantes de universidades e instituições de pesquisa entre as mais influentes do mundo.

Trata-se de um “desafio sem precedentes”, afirma o texto, que interpela a todos, sobretudo porque a inteligência artificial oferece grandes oportunidades, mas provavelmente provocará “uma perda massiva de postos de trabalho e acentuará a competição econômica entre as potências nucleares”. Concentrando-se nas mãos de poucos países e grandes empresas, a IA pode provocar profundas assimetrias de poder. Desenvolvendo-se em um ritmo sem precedentes, está destinada a produzir “transformações econômicas, militares e sociais de grande alcance”. A declaração destaca ainda que a crescente corrida armamentista nuclear caminha lado a lado com “uma corrida pela inteligência artificial igualmente perigosa”. Por isso, acolhendo o convite do Papa Leão XIV para promover “uma paz desarmada e desarmante”, os signatários rejeitam a ideia de que a segurança possa ser fundamentada no medo, na dominação, na ameaça e na destruição mútua.

Interesse da humanidade

Nos seis pontos que compõem o documento, faz-se um apelo para “desarmar a próxima corrida armamentista, tanto no campo da inteligência artificial quanto no nuclear, antes que sejam elas a determinar a face do próximo século”. É forte o convite dirigido aos desenvolvedores de sistemas de inteligência artificial para que atuem no interesse da humanidade, “em conformidade com o direito internacional e os direitos humanos”. Daí o apelo para que organizações e governos monitorem os processos totalmente automatizados nos sistemas de inteligência artificial.

Um tratado internacional para os sistemas de controle da IA

“A decisão final de empregar uma arma nuclear — afirma a declaração — jamais deve ser confiada a um sistema automatizado.” Por isso, pede-se a adoção de “um tratado internacional que proíba a integração irresponsável da inteligência artificial nos sistemas de comando, controle e lançamento de armas nucleares, garantindo que permaneça sempre um controle humano efetivo e significativo”. O objetivo é impedir o uso malicioso da IA em operações cibernéticas e em ataques contra infraestruturas nucleares. “Promovemos o desenvolvimento e o uso responsável da inteligência artificial — afirma o texto — para melhorar o bem-estar humano, acelerar o progresso científico e médico, proteger o meio ambiente, fortalecer a resiliência das sociedades e promover a paz, o desenvolvimento sustentável e o bem comum.”

Criar um bem comum digital

Os últimos pontos dizem respeito à necessidade de “identificar novos caminhos institucionais para uma governança global da inteligência artificial e favorecer, no futuro, a implementação de iniciativas de governança global nesse campo”. A declaração apoia iniciativas inspiradas na encíclica Magnifica humanitas do Papa Leão XIV e sustenta o Painel Científico Internacional Independente das Nações Unidas sobre Inteligência Artificial. O apelo dos signatários é para a criação de um “bem comum digital” (digital commons), que favoreça a coleta e o compartilhamento dos dados necessários para aprofundar o conhecimento e sustentar ações eficazes relacionadas às armas nucleares e à inteligência artificial. De fato, o mundo enfrenta múltiplas ameaças interligadas, cujas consequências recaem frequentemente sobre aqueles que não têm acesso nem controle sobre as tecnologias que as geram.

Desarmamento nuclear

Na conclusão da declaração, é solicitado com urgência o início de negociações para alcançar “a eliminação verificável e irreversível das armas nucleares”. São reafirmados, assim, os compromissos assumidos no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e no Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPNW). Daí o pedido aos Estados para que interrompam a corrida armamentista, apostando no diálogo e no cumprimento das obrigações assumidas. “As nações que possuem armas nucleares — lê-se no documento — devem promover políticas e doutrinas que reduzam progressivamente o papel desses armamentos, reforcem a estabilidade estratégica e diminuam o risco de seu primeiro uso e de uma guerra com consequências catastróficas.” “Está em jogo — escrevem os signatários — a nossa sobrevivência e a das futuras gerações.”

Benedetta Capelli - Vatican News 

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  Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Catequese com o padre Zezinho:

A nós descei, Divina Luz

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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O Espírito Santo age em nós!

NÃO CABE A MIM CORRIGIR VOCÊ, mas eu também já fui corrigido e aceitei a explicação e mudei.

Eu orava: VINDE ESPÍRITO SANTO e um bispo teólogo me ensinou a dizer: AGE EM NÓS, ESPÍRITO SANTO.

Entendi a ilação. O Espírito Santo de Deus age em tudo e em todos e não está apenas lá. Está aqui também.

Em Gênesis, se lê que o Espírito de Deus pairava sobre as águas (Gn 1,2). Ele criou tudo desde o princípio (Gn 1,1-30; 2,1-20)

São mais de 1000 passagens a falar que ele agiu e age (Gn 6,3) (Ex 35,31) na criação, em cada pessoa e em cada comunidade.

Então, aprendi a não pedir que ele “desça ou venha, porque ele já está aqui”.

A maneira de dizer “Venha e desça sobre nós” mostra nossa submissão de criaturas pequenas, mas, quando crescemos em catequese, aprendemos que Deus faz SHEKINAH e RAHAMIN: mora ao nosso lado e nos carrega no colo.

Faz 50 anos que não oro mais para que o Deus Uno e Trino faça descer seu Espírito sobre mim.

No batismo e em todos sacramentos que recebo, nem o Pai, nem o Filho, nem o seu Espírito Santo desce: “O Deus Trindade já está entre nós!”.

Então, por que ainda se pode orar ao Deus que atua de cima para baixo?

Porque nossa linguagem mostra que continuamos pequenos de entendimento.

- “Ninguém jamais viu a Deus. Mas se nos amarmos uns aos outros, Deus permanecerá em nós, porque seu amor é perfeito.”  (1ªSão João 4, 12)

E quem disse que viu Deus não agiu como quem o viu (Gn 32,30) (Gn 18,1 ) (Gn 33,25-28) Era um anjo ou era o próprio Deus? Por suas ações mostraram que não o vira.

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Acontece que se crescermos na compreensão de quem é Deus, na missa e nas pregações, aos poucos entenderemos que Deus não desce: ele está no meio de nós e atua e age no seu povo!

Na verdade, muito depende de como deixemos que Ele aja!

Se Deus nos criou livres, a decisão sempre será nossa, porque não somos pedras nem tijolos. Ele nos criou pensantes.

Quero ou não quero? Entendo ou não entendo?

Quero ou não quero saber mais sobre quem me criou? Amo ou não amo o Deus que me ama? Correspondo ou não correspondo ao seu convite?

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O estudo sobre a GRAÇA SANTIFICANTE nos levará a pensar diferente. Nem nós subimos nem Deus desce, mas dá sinais de cima para baixo ou mostra que já está entre nós! Aprendamos a olhar para os lados e não apenas para cima. Deus faz Shekinah, do verbo SHAKAM: veio habitar entre nós.

Segundo muitos tradutores, Javé teria dito a Moisés: “SOU QUEM SOU” ou VOCÊ saberá aos poucos como sou e ajo! Por enquanto você me verá na penumbra e pelas costas (Ex 33.23) (Ex 33,20) mas como não sou humano, não tenho um rosto humano. Você nunca verá meu rosto enquanto você vive.

EYEH ASCHER AHWEH tem sido traduzido como: “Para você irei sendo quem sou aos poucos! Vou me revelar aos poucos!”

E tem sido isto que Deus fez e faz e fará! É a pedagogia de Deus.

Tentemos saber como ele age. Não inventemos. Criou-nos você como almas pensantes. Então pensemos o universo com Ele! Há uma parte que cabe a mim e a você! Daí vem a palavra CONTEMPLAR. Não vemos, mas vivemos em situação de TEMPLO. Foi isso que os apóstolos pediram: “ensina-nos a orar como oras!”

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

terça-feira, 14 de julho de 2026

Catequese para esta terça-feira:

Busca da verdade 

Dom Geraldo dos Reis Maia - Bispo de Araçuaí (MG) 

“O que é a verdade?” (Jo 18,33-38a). Foi essa a pergunta desafiante que Pilatos dirigiu a Jesus, durante o rito sumário do processo que o condenou à morte cruel no madeiro da cruz. É essa mesma pergunta que fazemos hoje, diante de uma cultura de pós-verdade, em que as falsas notícias – Fake News – imperam nas redes sociais. Não se prima mais pela verdade dos fatos, mas pelas narrativas que são construídas para legitimar falsidades.

Dom Geraldo dos Reis Maia

Ao longo da história, houve várias tentativas de oferecer resposta satisfatória a essa pergunta. Busquemos o seu sentido semântico. A sua origem grega é Aletheia, que significa “não oculto”, “não escondido”, “não dissimulado” e “clareira” aberta numa mata fechada. Assim, verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito. A verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro é o evidente, ou o plenamente visível para a razão, diferente do pseudos, que é o falso e enganador. 

A origem latina da palavra é Veritas, que se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato no qual se diz, com detalhes, pormenores e fidelidade, o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, à linguagem enquanto narrativa de fatos acontecidos, refere-se a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos reais. Aqui, a verdade não se refere às próprias coisas e aos próprios fatos (como acontece com a aletheia), mas ao relato e ao enunciado, à linguagem. Seu oposto, portanto, é a mentira ou a falsificação. 

A língua hebraica também tem sua expressão Emunah, que significa confiança. Agora são as pessoas e Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são aqueles que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança. A verdade é uma crença fundada na esperança e na confiança, referidas ao futuro, ao que será ou virá. Sua forma mais elevada é a revelação divina e sua expressão mais perfeita é a profecia. 

Assim, Aletheia se refere ao que as coisas são; Veritas se refere aos fatos que foram; Emunah se refere às ações e as coisas que serão. Eis a síntese do que compreendemos por “verdade”: se refere às coisas presentes (a própria realidade), aos fatos passados (linguagem) e às coisas futuras (confiança-esperança). O desafio está em distinguir a verdade das falsas narrativas, que envolvem  um aspecto mais subjetivo e persuasivo. 

Voltemos a Pilatos. Ele nos apresenta Jesus: “Eis o homem” (Jo 19,1-5b). São Justino, filósofo, cristão leigo e mártir buscou a verdade na filosofia grega, depois no pensamento judaico e, por fim, encontrou a verdade na fé cristã. Aí saciou a sua sede. Para ele, a verdade não era um conceito, um conjunto de ideias. Justino se deparou com uma pessoa. Identificou a pessoa de Jesus Cristo, o Logos, a Razão eterna, com a verdade e apostou toda a sua vida na defesa dessa Verdade. Escreveu duas apologias, defendendo a Verdade da fé, além do “Diálogo com o judeu Trifão”. Por essa Verdade encontrada e “experienciada” derramou o seu sangue, juntamente com os companheiros de sua escola. 

No Evangelho, Jesus assim se apresenta: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). De fato, o encontro pessoal com Jesus nos faz deparar com a Verdade personificada (Jo 1, 35-42).  É esse o sentido que o Papa Bento XVI se refere: “Jesus Cristo é a Verdade que se fez Pessoa, que atrai a Si o mundo. A luz irradiada por Jesus é esplendor de verdade. Todas as outras verdades são uma centelha da Verdade que é Ele mesmo e que para Ele remete” (Discurso, 10/02/2006). 

E o Papa Francisco arrematou: “Isto é algo que nos faz pensar, cada encontro autêntico com Jesus permanece vivo na memória, nunca é esquecido. Esquecemos muitos encontros, mas o verdadeiro encontro com Jesus permanece sempre. (…) para cada um de nós, na vida, houve um momento em que Deus se fez presente com mais força, com uma chamada. Recordemo-lo. Voltemos àquele momento, para que a memória daquele momento nos renove sempre no encontro com Jesus” (Angelus, 17/01/2021). 

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  Fonte: cnbb.org.br

segunda-feira, 13 de julho de 2026

A palavra do Papa é sempre a do Pastor - Uma reflexão

sobre o papel do Sucessor de Pedro e sobre seu Magistério

Andrea Tornielli

Mesmo quando fala de paz e de guerra, de acolhimento aos migrantes ou de como permanecer humano na era da inteligência artificial, o Sucessor de Pedro é e continua sendo sempre um líder espiritual. O fato de o Bispo de Roma, em virtude dos Pactos Lateranenses de 1929 que resolveram a “Questão Romana”, ser também soberano do menor Estado do mundo – menos de meio quilômetro quadrado no coração da capital italiana – não significa, de fato, que ele aja ou se expresse como político quando aborda temas que dizem respeito aos acontecimentos da nossa humanidade.

Paulo VI explicou isso muito bem, ao discursar em 4 de outubro de 1965 na Assembleia Geral das Nações Unidas: “Este encontro, como todos vós compreendeis — disse o Papa Montini —, marca um momento simples e grandioso. Simples, porque tendes diante de vós um homem como vós; ele é vosso irmão e, entre vós, representantes de Estados soberanos, um dos menores, revestido também ele — se assim preferirdes nos considerar — de uma soberania temporal minúscula, quase simbólica, a quanto lhe basta para ser livre para exercer sua missão espiritual e para garantir a quem quer que trate com ele que é independente de qualquer soberania deste mundo”. O Papa, em visita aos Estados Unidos, acrescentou logo em seguida, falando de si mesmo: “Ele não possui nenhum poder temporal, nem qualquer ambição de competir convosco; de fato, não temos nada a pedir, nenhuma questão a levantar; se há algum desejo a expressar e uma permissão a solicitar, é o de poder servir-vos naquilo que Nos é dado fazer, com desprendimento, humildade e amor”.

É verdade que, para garantir a liberdade absoluta do Vigário de Cristo, há quase cem anos foi estabelecido que houvesse um minúsculo pedaço de terra onde o Bispo de Roma e Pastor da Igreja universal fosse também soberano, ou seja, chefe de Estado. Mas tratava-se, e trata-se, de uma convenção para reconhecer justamente essa necessidade de independência em relação a qualquer outro Estado, e não a afirmação de uma dupla missão. Qualquer exaltação ou supervalorização do papel do Pontífice como chefe de Estado, qualquer ênfase na importância desse papel, acaba sendo, portanto, enganosa, pois prejudica sua única e verdadeira missão de Pastor universal. Um Pastor que se dirige aos católicos, aos cristãos, aos crentes e a todos os homens de boa vontade com o único intuito de anunciar o Evangelho, sua mensagem de amor, de fraternidade e de paz “desarmada e desarmante”.

Isso foi bem destacado pelo então cardeal Giovanni Battista Montini, cardeal-arcebispo de Milão, em seu discurso no Capitólio em 10 de outubro de 1962, na véspera da inauguração do Concílio Ecumênico Vaticano II. Nesse discurso, o futuro Papa, ao falar do fim do poder temporal da Igreja com a queda do Estado Pontifício em 1870, disse: “Foi então que o papado retomou, com vigor inusitado, suas funções de mestre de vida e de testemunho do Evangelho, de modo a alcançar uma altura tão elevada no governo espiritual da Igreja e na irradiação moral sobre o mundo, como nunca antes”.

Quando pede que a vida humana seja sempre respeitada e protegida em todas as fases de sua existência, quando fala de paz pensando no bem dos povos e pede que se ponha fim à louca corrida ao rearmamento, superando até mesmo o conceito de “guerra justa”, quando convida ao diálogo e à negociação, invocando o Magistério da Doutrina Social, quando pede que os migrantes sejam considerados pessoas a serem acolhidas, sem jamais esquecer sua dignidade humana, quando nos lembra que os pobres estão no centro do Evangelho e que devemos construir sociedades mais justas e equitativas, quando defende o direito à liberdade religiosa, quando ressalta a importância de zelar pela Criação para transmiti-la aos nossos filhos e netos, o Sucessor de Pedro não está falando como chefe de Estado. Ele está simplesmente anunciando o Evangelho.

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  Fonte: vaticanews.va     Foto: (@Vatican Media)

domingo, 12 de julho de 2026

Angelus neste domingo em Castel Gandolfo:

Deus não deixa de acreditar em nós

No primeiro Angelus deste verão em Castel Gandolfo, diante de milhares de fiéis reunidos na Praça da Liberdade sob o calor de 31 graus, Leão XIV refletiu sobre a parábola do semeador e recordou que Deus continua a confiar em cada pessoa, mesmo diante das fragilidades e resistências do coração humano.

Entre o azul intenso do céu de verão e as águas tranquilas do Lago Albano, milhares de fiéis e peregrinos preencheram a Praça da Liberdade neste domingo, 12 de julho, para rezar o Angelus com o Papa Leão XIV em Castel Gandolfo.. A temperatura era mais amena do que em Roma, cerca de 31 graus contra os 34 registrados na capital italiana, mas suficiente para recordar que o verão chegou em cheio também à residência pontifícia dos Castelos Romanos.

Foi neste cenário que o Pontífice presidiu a oração mariana, retomando, como no ano passado, esta tradição profundamente ligada a Castel Gandolfo. Antes do Angelus, Leão XIV refletiu sobre a parábola do semeador, proposta pela liturgia do XV Domingo do Tempo Comum (cf. Mt 13,1-23), “que descreve a generosidade e a confiança com que Deus espalha a sua Palavra no nosso coração e o seu poder em nós”:

“O próprio Jesus, o Verbo que se fez homem, que deu a sua vida pela nossa salvação, é a semente que o Pai continua a espalhar pelo mundo para que, ao morrer, dê muito fruto (cf. Jo 12,24). É verdade que Ele, às vezes, encontra em nós um terreno duro e insensível; outras vezes, distraído, semelhante ao solo batido dos caminhos, ao terreno pedregoso ou aos arbustos espinhosos; mas há momentos em que encontra uma terra receptiva e fértil, e então desencadeiam-se milagres de amor capazes de mudar tudo, como certamente também nós já experimentamos na nossa vida. Por isso, o Pai não desiste de semear, porque sabe que o poder do seu amor é mais forte do que a nossa fraqueza (cf. 2 Cor 12,9-10).”

Deus acredita em nós

Em seguida, o Santo Padre sublinhou a confiança inabalável de Deus em cada ser humano. Citando São João Crisóstomo, Leão XIV explicou que aquilo que pareceria irracional para um agricultor, semear em terrenos difíceis, torna-se plenamente compreensível quando se trata do coração humano, capaz de mudar e de acolher a graça divina:

“A generosidade de Deus para conosco não é ingênua, mas sábia, e sabe aproveitar em nós a possibilidade de um bem do qual, por vezes, nem sequer percebemos. Por isso, o Senhor, que conhece o terreno do nosso coração melhor do que nós próprios, não deixa de acreditar em nós, em quem somos e em quem nos podemos tornar, dia após dia, se nos entregarmos a Ele com fé.”

Segundo Leão XIV, é precisamente dessa combinação entre a gratuidade com que Deus lança a semente e a disponibilidade com que ela é acolhida que nascem os frutos do Espírito Santo: amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e autodomínio. “Quanto o nosso mundo precisa destes frutos e de ser preenchido e transformado por eles!”, exclamou.




Tempo para escutar a Palavra

Ao concluir a reflexão, o Papa dirigiu um convite especial aos fiéis que vivem este período de férias. Sem descuidar do descanso e do lazer saudável, encorajou todos a reservar tempo para a escuta, a leitura e a meditação da Palavra de Deus, bem como para momentos de silêncio e oração, e completou:

“Retornaremos às nossas ocupações habituais renovados no corpo e no espírito, prontos para anunciar a Boa Nova do Evangelho e cada vez mais capazes de cooperar no crescimento do Reino de Deus. Que Maria, Rainha dos Apóstolos e Estrela da Evangelização, nos ajude nisto.”

Ao término da oração mariana, o Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

Thulio Fonseca – Vatican News

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Papa após o Angelus:
que os ventos da guerra
não apaguem a chama da esperança e da paz

Após rezar a oração do Angelus em Castel Gandolfo, Leão XIV voltou a fazer um forte apelo pela paz diante dos conflitos que atingem diversas regiões do mundo. O Pontífice recordou as populações afetadas pelas guerras no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras partes do planeta, pedindo que prevaleçam o diálogo, o encontro e a diplomacia.

Em seus apelos, ao término da oração mariana deste domingo, 12 de julho, na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, o Papa Leão XIV voltou a manifestar sua preocupação com os conflitos que continuam a provocar sofrimento em diversas regiões do mundo e renovou seu apelo em favor da paz:

“Infelizmente, voltam a soprar os ventos da guerra no Oriente Médio, na Ucrânia e em muitas outras partes do mundo, semeando violência, terror e morte e atingindo, mais uma vez, tantos inocentes. Não permitamos que esses ventos apaguem a chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parece frágil e vacilante. Reitero o meu apelo para que se prossiga com perseverança o caminho do diálogo, do encontro e da diplomacia, o único caminho capaz de conduzir a uma paz justa e duradoura, na qual os povos possam viver reconciliados, em segurança mútua e no respeito pela dignidade de cada pessoa.”

Domingo do Mar

Em seguida, o Papa recordou a celebração do “Domingo do Mar”, dirigindo um pensamento especial aos marinheiros, pescadores e trabalhadores portuários de todo o mundo. Leão XIV destacou aqueles que vivem marcados pela distância de seus familiares e, por vezes, pelo medo provocado pelos conflitos que atravessam as rotas marítimas, agradecendo o trabalho paciente e silencioso com que sustentam o comércio e a vida de muitos povos.

Saudação a Castel Gandolfo e aos fiéis poloneses

Por fim, o Santo Padre saudou os habitantes da "bela cidade de Castel Gandolfo", onde passa alguns dias de descanso, e acolheu com alegria os peregrinos vindos de diversas partes do mundo. O Papa também se uniu em oração aos numerosos fiéis poloneses reunidos na peregrinação anual diante do ícone de Jasna Góra, pedindo que, "como discípulos missionários, sejam testemunhas alegres do Evangelho".

Thulio Fonseca – Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media)