segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 13 - Terça-feira

15h - Missa pelas vocações e pelos enfermos na matriz

19h - Terço das mulheres na matriz

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Dia 14 - Quarta-feira

19h - Missa em louvor a São Geraldo

19h - Missa na comunidade da Pedra Branca

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Dia 15 - Quinta-feira

7h - Missa na matriz em ação de graças pelo Dia do Professor

19h - Terço dos homens na matriz

19h - Missa em louvor a São Geraldo

19h - Missa na comunidade da Serrinha

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Dia 16 - Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

15h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Procissão com a imagem de São Geraldo da matriz ao Centro Pastoral onde será celebrada a missa da festa

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Dia 17 - Sábado

14h - Encontro de formação dos novos MESC

19h - Missa na matriz

19h - Missa na comunidade São Geraldo

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Dia 18 - 29º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa da festa na comunidade São Geraldo

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Missa na igreja de Santo Antônio

18h - Missa na matriz

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Papa Leão XIV se submeterá a uma cirurgia no pulmão;

CNBB enviou mensagem
na qual expressa proximidade, afeto filial e comunhão

O Papa Leão XIV anunciou, ao final do Angelus do domingo, 11 de outubro, que deverá se submeter a uma cirurgia para retirar um nódulo circunscrito no pulmão. A cirurgia será realizada nos próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem ao Santo Padre expressando proximidade fraterna, afeto filial e comunhão na oração. Às vésperas da festa de Nossa Senhora Aparecida, a CNBB confia a saúde do Papa e seu ministério à intercessão da Padroeira do Brasil. Segue, abaixo, a íntegra da mensagem.

Ao Santo Padre, Papa Leão XIV

Santidade,

Ao recebermos a notícia da intervenção cirúrgica à qual Vossa Santidade será submetido nos próximos dias, expressamos, em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, nossa proximidade fraterna, nosso afeto filial e nossa comunhão na oração.

Acolhemos seu pedido de orações e nos unimos aos bispos, presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas e a todo o povo de Deus no Brasil, suplicando ao Senhor que o sustente com sua paz, ilumine os profissionais responsáveis por seus cuidados e lhe conceda uma plena recuperação.

Às vésperas da festa de Nossa Senhora Aparecida, confiamos sua saúde e seu ministério à intercessão da Padroeira do Brasil. Que Maria o acompanhe com sua ternura materna e o fortaleça na missão de confirmar os irmãos na fé e conduzir a Igreja nos caminhos da comunhão e da paz.

Santo Padre, receba o abraço afetuoso da Igreja no Brasil. Permanecemos unidos a Vossa Santidade na fé, na esperança e na oração.

Em Cristo, 

Dom Jaime Cardeal Spengler 
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB 

Dom João Justino de Medeiros Silva 
Arcebispo de Goiânia (GO)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB 

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa 
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
Segundo Vice-Presidente da CNBB 

Dom Ricardo Hoepers 
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-geral da CNBB 

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                                                                                                                Fonte: cnbb.org.br

Leão XIV sobre o Círculo São Pedro:

uma obra louvável que cumpre o mandamento da caridade

Ao receber a antiga associação em audiência, o Papa agradeceu aos membros e voluntários pelo seu compromisso, que contribui "para formar o rosto bonito da Igreja", no testemunho do "Evangelho entre os pobres e os desfavorecidos", e recomendou que o mandamento do amor esteja na base dos compromissos e das orações.

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (12/10), na Sala das Bênçãos, no Vaticano, os sócios do Círculo São Pedro, realidade de assistência e ajuda aos pobres.

O Pontífice iniciou o seu discurso, recordando que desde 1869, esta "digna associação tem estendido a mão, em nome do Papa, a muitas pessoas necessitadas na nossa amada cidade de Roma, oferecendo refeições que distribuem diariamente, abrigos noturnos para os sem-teto, alojamento para famílias carentes e outros serviços".

Oração, ação e sacrifício

“É uma obra louvável, que cumpre o mandamento do Senhor de uma caridade que, em segredo, espera a sua recompensa só de Deus. Contribui para moldar o bonito rosto da Igreja, que dá testemunho do Evangelho entre os pobres e desfavorecidos.”

Refletindo sobre os três pilares do carisma do Círculo São Pedro, "oração, ação e sacrifício", o Papa ofereceu-lhes "uma palavra que os une em perfeita harmonia: caridade".


"Em primeiro lugar, a oração é o fundamento da caridade. Não é por acaso que a primeira palavra do seu lema se refere ao vínculo com Deus. Só se pode dar o que se recebe. A oração é precisamente essa relação através da qual recebemos a mesma caridade que somos chamados a dar", disse Leão XIV, encorajando-os sempre "a retornar à Palavra de Deus e à oração como a fonte inesgotável de sua dedicação".

A segunda palavra do lema da associação, "ação, indica a direção para a qual voltar o amor recebido de Deus". "A oração, de fato, torna-se eficaz quando se volta para o próximo. A caridade gerada pelo Espírito Santo é o amor de Deus derramado em nossos corações: um amor que se torna compromisso de vida e serviço. Esse amor deve tornar-se meta, estilo e sentido da nossa vida", sublinhou o Papa.

O terceiro eixo em torno do qual gira carisma do Círculo São Pedro, "o sacrifício, remete ao cerne da caridade, indicando-nos a maneira de viver o equilíbrio entre oração e ação". A seguir, Leão XIV citou Santo Agostinho: «Verdadeiro sacrifício é toda obra pela qual nos comprometemos a nos unir em santa comunhão com Deus. Portanto, mesmo o bem com que se socorre o homem, se não for realizado em relação a Deus, não é sacrifício. De fato, embora o sacrifício seja realizado e oferecido pelo homem, é algo divino».


Participar da própria obra de Cristo

“Ao oferecerem seu tempo, seu entusiasmo e também seu esforço em favor dos pequeninos, vocês participam da própria obra de Cristo, que nos amou e deu a vida por nós. Unidos ao seu sacrifício, portanto, já não somos nós que vivemos, mas o próprio Cristo vive em nós.”

O Papa pediu aos membros da associação "que a caridade seja sempre fonte de sua oração, alma de sua ação, expressão de seu sacrifício espiritual". Agradeceu-lhes pelo Óbolo de São Pedro entregue a ele "como sinal de sua fidelidade e devoção ao Santo Padre. Sua devoção está sempre presente em mim, pois sempre levo comigo o presente que me deram no momento da minha eleição, e agradeço-lhes sinceramente". Voltando ao Óbolo de São Pedro, o Pontífice disse que "ele sustenta a solicitude do Bispo de Roma por esta cidade e é, ao mesmo tempo, uma ajuda às necessidades da Sé Apostólica no serviço a toda a Igreja".

Leão XIV concluiu, confiando o Círculo São Pedro "à proteção da Virgem Maria, Salus Populi Romani".

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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                                                            Fonte: vaticanews.va   Imagens: (@Vatican Media

Celebramos neste 12 de outubro a Padroeira do Brasil,

Seis décadas depois de criada a Vila de Guaratinguetá, um certo capitão José Correia Leite, adquiriu terras em Tetequeras, nas margens do Rio Paraíba do Sul, cerca,de três léguas abaixo de Pindamonhangaba. O Porto existente em sua fazenda, ficou então conhecido pelo nome de Porto José Correia Leite (atual Porto Itaguaçú).

Em dezembro de 1716, o rei D. João V, nomeou D. Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conhecido como Conde de Assumar, para governar como Capitão General a Capitania de São Paulo e Minas Gerais, que pouco depois seria desmembrada em duas, por sugestão dele mesmo. Foi homem importante, viria a ser mais tarde vice-rei da Índia. Embarcou no Rio de Janeiro para Angra dos Reis, Parati e Santos, daí galgou a Serra do Mar e foi a São Paulo, onde tomou posse em 04 de setembro de 1717. Pouco depois seguiu para Minas Gerais, pela chamada estrada real, hospedando-se com toda sua comitiva em Guaratinguetá de 17 a 30 de outubro, à espera de suas bagagens que deixara no porto de Parati.

A Câmara Municipal da Vila de Santo Antonio de Guaratinguetá viu-se em apuros para abastecer a mesa de tão ilustre visitante, por isso convocou os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, e os mesmos saíram em pescaria pelo Rio Paraíba. Desceram e subiram o rio várias vezes e nada conseguiram, chegando ao Porto “José Correia” o pescador João Alves arremessando sua rede às águas do Rio Paraíba sentiu que algo ali se prendera, puxou-a de volta ao barco e viu que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça. Arremessou novamente a rede e apanhou a cabeça da imagem. Os três pescadores sem nada entender continuaram a pescaria, quando para surpresa de todos os peixes surgiram em abundância para aqueles homens.

O' Senhora Aparecida abençoai-nos!

Segundo o relato daquelas humildes pessoas, foram tantos peixes logo conseguido, depois de “aparecida” a imagem, que a canoa ficou cheia. Até ameaçava afundar. Alegraram-se muito com o ocorrido e foram levar o pescado à Câmara Municipal de Santo Antonio de Guaratinguetá, mas primeiro passaram pela casa de Felipe Pedroso e deixaram a preciosa encomenda confiada aos cuidados de Silvana da Rocha, mãe de João, esposa de Domingos e irmã de Felipe. Puseram-na dentro de um baú, enrolada em panos, separada uma parte da outra.

A casa de Silvana foi o primeiro oratório que teve aquela imagem, e ficou com ela cerca de nove anos, até 1726, data provável de seu falecimento. O marido e o filho, Deus já os chamara antes. Assim tornou-se herdeiro da imagem seu irmão, Felipe Pedroso, o único sobrevivente da milagrosa pescaria. Sua casa foi o segundo oratório, por seis anos, perto da Ponte Sá (proximidade da atual Estação Ferroviária) e também o terceiro, por mais sete anos, na Ponte Alta, para onde se mudara. Em 1739, Felipe Pedroso mudou-se mais uma vez, já velho, para o Itaguaçu, e fez a entrega da imagem a seu filho Atanásio. Até então a imagem ficava dentro do baú, guardada, e só era tirada de lá nas horas das preces, quando era posta sobre uma mesa. Na casa de Atanásio Pedroso, que ficou sendo seu quarto oratório, ela passou a ter altar e oratório de madeira, feitos por ele. Chamava sempre parentes e amigos e com eles rezava o terço e entoava cânticos. O número de devotos começou a aumentar, alguns sentiram-se favorecidos por graças e até por milagres, que apregoavam. A fama da Santa Aparecida foi crescendo e a notícia dos prodígios chegou aos ouvidos do vigário da Paróquia, Padre José Alves, que mandou seu sacristão, João Potiguara, assistir as rezas e observar. Baseado nas informações desse, e tendo ouvido outras pessoas, resolveu o vigário construir uma capelinha ao lado da casa de Atanásio, que, nessas alturas, estava morando no Porto Itaguaçu, onde a imagem fora encontrada.

Reprodução do encontro da imagem

Consta que o vigário quis levar a imagem para Guaratinguetá, levou-a por duas ou três vezes, mas o povo ia às escondidas e a trazia de volta. Depois corria a notícia de que a imagem fugira de volta para o bairro Itaguaçu. Resolveu o padre José Alves Vilela, no ano de 1743, construir uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, a qual terminou sua construção dois anos depois, abrindo a visitação pública em 26 de julho de 1745 (dia consagrado a Santa Ana), dia em que foi celebrada a primeira missa.

Assim, 28 anos depois de “aparecida” a imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, ela teve sua capela, que iria durar 138 anos, até 1883.

Em 1894, chegou em Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

No dia 8 de setembro de 1904, D. José Camargo de Barros coroou solenemente a Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Em 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, passados vinte anos, no dia 17 de dezembro de 1928, a vila que se formou ao redor da Igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município, e em 1929, Nossa senhora foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI.

Com o passar do tempo o aumento do número de romeiros foi aumentando e a Basílica tornou-se pequena. Foi então que os Missionários Redentoristas e os senhores Bispos iniciaram no dia 11 de novembro de 1955 a construção da atual Basílica Nova, o maior Santuário Mariano do Mundo. Em 1980, ainda em construção, recebeu o título de Basílica Menor pelo Papa João Paulo II. Em 1984, foi declarada oficialmente Basílica de Aparecida Santuário Nacional, pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

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domingo, 11 de outubro de 2026

Catequese mariana:

Jesus pode e Maria pede e nos ensina a pedir!
Vamos a Aparecida para isso!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Fonte: A12.com

Talvez não tenham dito a vocês, mas a maioria dos romeiros que buscam Aparecida, em grande parte vai lá também para INTERCEDER. Vai rezar por um outro!

Muitos vão para agradecer, outros para pedir, mais um grande número vai lá pensando num filho, numa filha, na esposa, no esposo, nos amigos, num parente, e em geral, para alguma cura.

99% são católicos devotos e generosos que oram por quem precisa! Pensam nos outros!

No caminho trocam sorrisos, alegria, gentilezas e encontram os grupos de apoio, também eles gentis e acolhedores.

Romaria é ir lá por alguém não pode ir e em companhia de alguém que decidiu caminhar 100, 300, 400 kms por penitência ou simplesmente para ORAR como católico, já que, pelo próprio termo KAT HOLOS, fazemos parte de um grande todo, somos inclusivos, não excluímos ninguém, e rezamos até por quem vive nos excluindo …

Muitos também vão pedir pela conversão de um parente.

Aquele confessionário já viu muitos milagres. Aqueles bancos já testemunharam muitas curas. Aquele altar já deu forças para muitos que foram comungar pedindo a quem pode nos ajudar!

Naquela basílica está Jesus, como está em todas as igrejas católicas do mundo.

Mas em Aparecida a imagem fica lá no fundo. Ao lado há algum crucifixo e o sacrário.

É ali que o romeiro ganha forças para sua fé sincera!

Frequento parecida há mais de 70 anos eu já vi muitas mudanças de vida, lindas conversões. Em muitos casos quem foi interceder voltou para ver o parente que se curou naqueles dias. É claro que ali há curas, mas sem alarde. Ninguém grita na hora.

Humildemente depois testemunha que foi ali que recebeu aquela graça!

Foi Maria? Não foi ela. Mas ela intercedeu e quem fez a cura foi JESUS, o filho dela.

É por isso que Aparecida tem um altar no meio. É ali que as coisas acontecem. Mas a imagem, lá do fundo, lembra a mãe Intercessora.

Afinal, nós também somos intercessores, já que não podemos operar milagres.

Então nós pedimos, e alguém que sabe orar melhor do que nós intercede conosco e as curas e as conversões acontecem.

Se outras igrejas não acreditam nisso nós acreditamos. Santos também não tem poder, mas sabem interceder e pedir. Não é o que fazem os pastores na televisão? Eles também intercedem. “Dizem na TV - ESTAREI ORANDO POR CURAS E REVELAÇÕES!”

Eles rezam pelos seus santos na TV e nos seus templos, e nós rezamos pelos santos que já estão Céu.

E quem está no céu tem muito mais capacidade de interceder do que nós, que ainda somos pecadores aqui embaixo.

É verdade que Maria não faz milagres, mas ela ensina como se reza. Foi que ela fez a vida inteira. E continua fazendo lá, ao lado do filho.

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Tenho pena daquele pregador que anda dizendo que Maria está dormindo. Quem ainda não acordou é ele!

Na verdade, ele está dizendo que Jesus ainda não conseguiu levar nem mesmo a mãe dele para o Céu. Que tipo de igreja é essa? Afinal, Jesus tem ou não tem poder de salvar e curar? Levou ou não levou a mãe dele para o céu?

Os católicos vão em Romaria para aprender a interceder do jeito como Maria fez, sabendo que quem PODE é o Filho e que quem PEDE é a mãe. Que nós também podemos pedir ao Deus que pode!

Ficou clara esta catequese de hoje? Pz

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Papa recorda a martirizada Ucrânia:

o pão de milhões não pode ser refém da guerra

Leão XIV fez um novo apelo pelas populações atingidas pelas consequências do conflito e pediu às partes que garantam o transporte seguro de cereais pelo Mar Negro. Após o Angelus, o Pontífice recordou ainda as vítimas de acidentes de trabalho, a nova beata Maria Inácia Isacchi e saudou os devotos do Senhor dos Milagres, agradecendo pelas orações em vista de sua próxima visita ao Peru.

“O pão de cada dia de milhões de pessoas não pode ficar refém da guerra.” Foi o apelo do Papa Leão XIV neste domingo, 11 de outubro, ao voltar o olhar para a atormentada Ucrânia e, desta vez, também para as consequências do conflito que chegam muito além de suas fronteiras.

Após a oração do Angelus, na Praça São Pedro, o Pontífice destacou sobretudo a situação dos países mais pobres, onde muitas pessoas dependem da importação de cereais, e pediu às partes envolvidas na guerra que permitam o transporte seguro desses alimentos pelo Mar Negro.

O pão não pode ser refém da guerra

“A guerra na martirizada Ucrânia continua a causar sofrimento muito além das suas fronteiras, sobretudo nos países mais pobres, onde tantas pessoas dependem da importação de cereais. Dirijo um sentido apelo às partes em conflito para que permitam o transporte seguro de cereais no Mar Negro. O pão de cada dia de milhões de pessoas não pode ficar refém da guerra.”

O apelo chama a atenção para um dos efeitos da guerra que atinge diretamente populações distantes da região do conflito: a insegurança alimentar, especialmente nos países economicamente mais frágeis e dependentes da importação de cereais.

Prevenção para proteger vidas no trabalho

Leão XIV dirigiu também seu pensamento às pessoas que perderam a vida ou sofreram acidentes durante o exercício de suas atividades profissionais. Neste domingo, a Itália celebra o Dia das Vítimas de Acidentes de Trabalho, ocasião em que o Papa reforçou a importância da prevenção:

“Hoje celebra-se em Itália o Dia das Vítimas de Acidentes de Trabalho. Saúdo a Associação Nacional dos Mutilados e Inválidos do Trabalho e encorajo os esforços em prol da prevenção.”

O exemplo de uma nova beata

Entre as saudações após o Angelus, o Papa recordou ainda a beatificação, celebrada no sábado em Mântua, da irmã Maria Inácia Isacchi, fundadora da Congregação das Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus. A religiosa dedicou sua vida especialmente à educação e à assistência das pessoas mais necessitadas. Leão XIV apontou sua caridade como exemplo para os cristãos de hoje:

“Ontem, em Mântua, foi beatificada a Irmã Maria Inácia Isacchi, fundadora da Congregação das Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus. Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, dedicou-se com corajosa caridade aos necessitados e desfavorecidos. Que o seu exemplo reavive em todos nós o desejo de ser, no mundo, testemunhas do amor evangélico para com todos.”

Senhor dos Milagres e a próxima visita ao Peru

Um momento particularmente ligado à história pessoal de Leão XIV foi a saudação aos membros da Hermandad del Señor de los Milagros presentes em Roma. Os fiéis participaram de uma procissão com a venerada imagem do Cristo crucificado, uma das devoções mais populares do Peru.

“Saúdo os membros da Hermandad del Señor de los Milagros em Roma e todos os que participaram na procissão com a venerada imagem do Crucificado. Obrigado pelas vossas orações em vista da Visita pastoral que realizarei ao Peru.”

Conhecida também como devoção ao “Cristo Moreno”, sua origem remonta ao século XVII, em Lima, quando uma imagem de Cristo crucificado foi pintada por um escravo angolano em uma parede de adobe. A imagem permaneceu de pé após fortes terremotos que atingiram a capital peruana, dando origem a uma devoção que, todos os anos no mês de outubro, leva multidões às ruas vestidas com o tradicional hábito roxo.

A devoção não é desconhecida de Leão XIV. Durante os anos em que viveu no Peru, Robert Prevost participou diversas vezes das celebrações em honra ao Senhor dos Milagres. Em outubro de 2020, por exemplo, presidiu uma celebração dedicada à devoção quando era bispo de Chiclayo e administrador apostólico do Callao. Já como cardeal, em outubro de 2024, participou em Roma da celebração na Basílica de São Pedro e da procissão do Cristo Moreno. A saudação deste domingo ganha ainda mais significado diante da próxima viagem de Leão XIV ao país onde exerceu por anos seu ministério pastoral. O Papa chegará a Lima em 11 de novembro e, ao longo da visita, passará também por Chiclayo, Cusco e Pucallpa, antes de retornar a Roma em 16 de novembro.

Thulio Fonseca – Vatican News

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Papa Leão:
decidi me submeter
a uma cirurgia para retirar um nódulo no pulmão

Ao final do Angelus, Leão XIV anunciou aos fiéis que deverá passar por uma intervenção médica para retirar um nódulo “circunscrito no pulmão”, identificado “em uma fase muito inicial” e “bem localizado” durante alguns exames. A cirurgia será realizada nos próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli.

O Papa Leão XIV anunciou, ao final do Angelus deste domingo, 11 de outubro, que deverá se submeter a uma cirurgia para retirar um nódulo circunscrito no pulmão. Diante das numerosas pessoas reunidas na Praça São Pedro, o Papa explicou:

“Recentemente, durante alguns exames, os médicos encontraram em mim um nódulo circunscrito no pulmão. Foi identificado em uma fase muito inicial e está bem localizado. Os médicos consideram oportuno intervir. E então, seguindo os conselhos deles, decidi me submeter a uma cirurgia para retirá-lo.”

A intervenção já está programada para os próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli.

Leão XIV agradeceu a todos os fiéis, tanto os presentes na Praça São Pedro quanto aqueles que acompanhavam o Angelus de várias partes do mundo, “pela proximidade espiritual”. “Confio-me às suas orações! Bom domingo!”, concluiu o Papa.

Em resposta às perguntas dos jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, esclareceu “que a intervenção está prevista para os primeiros dias da próxima semana e que o período previsto de internação pós-operatória é de cerca de uma semana”.

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Assista:

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                                               Fonte: vaticanews.va   Imagens e vídeo: (@Vatican Media

Reflexão para o seu domingo:

O convite de Deus

José Antonio Pagola

Ao que parece, a Parábola do Banquete foi muito popular entre as primeiras gerações cristãs, pois consta no Evangelho de Lucas, Mateus e também no evangelho apócrifo de Tomé. Mas as versões são tão diferentes e as aplicações extraídas dela tão diversas que só podemos abordar os elementos essenciais do relato original.

Deus está preparando uma última festa para todos os seus filhos, pois a todos quer ver sentados, junto com Ele, em torno de uma mesma mesa, desfrutando para sempre de uma vida plena. Esta foi certamente uma das imagens mais queridas por Jesus para “sugerir” o desfecho final da história humana. Ele não se contentava só em dizê-lo com palavras, mas se sentava à mesa com todos e comia até com pecadores e indesejáveis, pois queria que todos pudessem ver figurativamente algo do que Deus desejava levar a cabo.

Por isso Jesus entendeu sua vida como um grande convite em nome de Deus. Não impunha nada, não pressionava ninguém. Anunciava a boa notícia de Deus, despertava a confiança no Pai, acabava com os medos, avivava a alegria e o desejo de Deus. A todos devia chegar seu convite, sobretudo aos mais necessitados de esperança.

Jesus era realista. Sabia que o convite podia ser recusado. Na versão de Mateus são descritas diversas reações. Uns o recusam de maneira consciente: “não queremos ir”. Outros respondem com a indiferença: “não fizeram caso”. Importam-lhes mais suas terras e negócios. Houve também aqueles que reagiram de maneira hostil contra os criados.

São muitos os que já não escutam mais algum convite de Deus. Basta-lhes responder de si para si mesmos. Sem talvez tomar consciência disto, vivem uma vida “solitária”, encerrados num monólogo perpétuo consigo mesmos. O risco é sempre o mesmo: viver cada dia mais surdos a todo apelo que possa transformar radicalmente sua vida.

Talvez uma das tarefas mais importantes da Igreja hoje seja criar espaços e facilitar experiências onde as pessoas possam escutar de maneira simples, transparente e alegre o convite de Deus proclamado no Evangelho de Jesus.

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JOSÉ ANTONIO PAGOLA cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Este comentário é do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, da Editora Vozes.

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                                          Fonte: franciscanos.org.br   Banner: Frei Fábio M. Vasconcelos