quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos
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Dia 7 - 1ª Sexta-feira

6h - Oração das Mil misericórdias na matriz

18h - Hora Santa Vocacional

19h - Missa do 3º dia do Tríduo preparatório à ordenação presbiteral do Diác. Lucas Lázaro e do Jubileu da Irmã Maria Chiodi

19h - Grupo de oração Maranathá na capela da Soledade

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Dia 8 - Sábado

19h -  Missa na matriz

19h -  Celebração na comunidade São Geraldo

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Dia 9 - 19º Domingo do Tempo Comum

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa de abertura da Semana da Família na matriz

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Leão XIV em Assis:

a revolução do Evangelho
abate os muros que separam os seres humanos

Aos jovens reunidos em Assis para o Encontro da Juventude Franciscana, o Papa os exortou a construírem um mundo não para defender, mas para abraçar: "Confiar em Deus é reencontrar, tal como Francisco e Clara, um mundo de irmãos e irmãs a valorizar e servir, não a explorar nem a dominar".

O ápice da visita do Papa Leão a Assis foi a missa celebrada na Basílica de Santa Maria dos Anjos, com os jovens participantes do Encontro da Juventude Franciscana 2026, intitulado "Go!".

Em sua homilia, o Pontífice comentou o Evangelho do dia, da festa da Transfiguração: "Estamos em Assis, uma cidade para onde há séculos sobem muitos peregrinos – hoje também nós! –, porque aqui tudo sussurra que a nossa vida pode transformar-se, irradiar luz, reparar o mundo. Foi aqui que teve início a transfiguração de Francisco, de Clara e, depois, de milhares de outros jovens: acolheram o Evangelho sine glossa – sem reservas, diríamos nós – e a vida de Jesus recomeçou neles".

Vencer a resignação e o medo para escrever novas páginas de história

Neste tempo repleto de interrogações sobre o presente e o futuro, acrescentou o Papa, no Evangelho é possível encontrar um sentido e vislumbrar um caminho. "Não se pode permanecer apenas como espectadores", afirmou. "Somos, com efeito, chamados a ler as Escrituras com o Mestre, a interpretar o nosso tempo e a tomar decisões, seguindo o seu percurso. Estamos aqui para vencer a resignação e o medo, para dissipar as dúvidas que também nos detêm, tal como detinham os apóstolos. Jesus chama-nos a dialogar com a sua história, para escrever novas páginas de história."

A Transfiguração é a luz de um novo dia, para o qual estamos orientados, enquanto à nossa volta, e por vezes dentro de nós, ainda é escuro. Quando nos separamos de Deus, nós nos desfiguramos, mas nos transfiguramos através dos laços que alimentam e chamam à vida, como testemunha a espiritualidade franciscana. 

Ousar acreditar na palavra do Evangelho

Ao citar a sua Encíclica Magnifica humanitas, Leão XIV acrescentou que a razão pela qual São Francisco ainda nos atrai, oitocentos anos após a sua morte, reside na magnífica humanidade que o levou a abandonar caminhos já percorridos, para que se abrisse um novo, mais coerente com o caminho de Jesus. Algo revolucionário.

Assim fizeram os santos canonizados e uma infinidade de irmãos e irmãs que respondem ao mal com o bem. "Não estamos sozinhos!", recordou o Papa, acrescentando que a Europa e o mundo inteiro procuram nos jovens de hoje novos santos, que ousam acreditar na palavra do Evangelho, abraçando a "irmã pobreza":

“Go! Ide! Melhor ainda: vamos! Let’s go! Em direção às margens, onde a injustiça e a prepotência de poucos negam a dignidade e os sonhos de muitos, demasiados, filhos e filhas de Deus.”


Um mundo para abraçar, não defender

Leão XIV não deixou de citar seu predecessor, o Papa Francisco, que inspirando-se no Pobrezinho de Assis alertou para a tentação de ser cristãos que mantêm uma "prudente distância" das chagas do Senhor. Mas Jesus quer que toquemos a miséria humana:

"Como aconteceu com São Francisco, é possível que não sejamos compreendidos, mesmo pelos da própria casa. No entanto, evitar a cultura do poder e derrubar os muros que separam os seres humanos uns dos outros não é, de forma alguma, trair a família, a cidade ou a tradição, mas sim libertá-las dos seus fantasmas, dos inimigos inventados pelo medo e pela ignorância, da violência com que se quer impor o próprio pequeno ordenamento sobre uma realidade que nos ultrapassa por todos os lados. Confiar em Deus é reencontrar, tal como Francisco e Clara, um mundo de irmãos e irmãs a valorizar e servir, não a explorar nem a dominar. Um mundo não para defender, mas para abraçar."

Ao pedir que os jovens sejam "devotos" da civilização do amor, o Santo Padre concluiu a homilia com a famosa oração atribuída a São Francisco, com alguns acréscimos:

"Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Eis “para onde” ir! Go! Mas, em especial, eis “como” ir:

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe.

É perdoando que se é perdoado.

E é morrendo que se vive para a vida eterna."

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Assista:

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Fotos e vídeo: (@Vatican Media

Mês Vocacional | Primeira semana:

vocação do padre 

Dom Jailton Oliveira Lino - Bispo de Itabuna (BA)

A Fé que sustenta a travessia

Estamos vivendo o Mês Vocacional, um tempo de graça para reconhecer que Deus continua chamando homens e mulheres a colocar a própria vida a serviço do Reino. Nesta primeira semana, nossa oração se volta de modo especial para a vocação do padre, do sacerdote. A Igreja agradece por cada presbítero que, com suas fragilidades e generosidade, entrega-se para anunciar a Palavra, celebrar os sacramentos, cuidar do povo e tornar Cristo presente nas comunidades.

O Evangelho de Mateus nos mostra os discípulos em uma barca, enfrentando ondas fortes e vento contrário. É uma cena que fala muito aos nossos dias. Vivemos cercados por pressa, insegurança, desentendimentos, notícias que inquietam e tantos desafios que atingem as famílias e a vida em sociedade. Também a Igreja atravessa esse mar: precisa ser sinal de esperança, acolhimento e verdade, mesmo quando o ambiente parece difícil. Em meio à noite, Jesus se aproxima e diz: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”

Antes de ir ao encontro dos discípulos, Jesus sobe ao monte para rezar. Eis uma lição preciosa para todos, especialmente para o sacerdote. O padre não é chamado a ser um herói que resolve tudo sozinho; é chamado a ser homem de oração, servidor do Evangelho e irmão do povo. É da intimidade com Deus que ele encontra força para voltar à barca, escutar as dores das pessoas, celebrar a Eucaristia e conduzir a comunidade com caridade. Por isso, rezar pelos padres é um gesto concreto de amor à Igreja.

Pedro também nos ensina. Ele tem coragem de sair da barca e caminhar em direção a Jesus, mas começa a afundar quando passa a olhar somente para o vento. Quantas vezes nós fazemos o mesmo? A fé enfraquece quando damos mais atenção ao medo, à crítica, à má notícia e àquilo que parece impossível. No entanto, a oração de Pedro permanece atual: “Senhor, salva-me!” Jesus não demora a estender a mão. Ele não abandona quem reconhece a própria necessidade e confia nele.

Colocar este Evangelho em prática no dia a dia significa cultivar alguns minutos de oração antes de enfrentar as tarefas; falar com mais paciência dentro de casa; evitar julgamentos e palavras que ferem; ajudar quem está atravessando uma tempestade; e não se deixar vencer pelo desânimo. Neste Mês Vocacional, significa ainda agradecer pelo padre de nossa comunidade, rezar por sua perseverança e pedir que novos jovens tenham coragem de responder ao chamado de Deus.

Que nossas paróquias sejam barcas onde ninguém caminhe sozinho. Com os olhos fixos em Jesus, a travessia ganha sentido, o medo perde força e a esperança volta a florescer. Ele continua passando por nossas noites e repetindo, com amor: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”

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 Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticannews.va

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Papa Leão XIV na catequese desta quarta-feira:

redescobrir a oração
como dimensão fundamental da nossa humanidade

A oração "merece ser redescoberta na sua verdade", disse Leão XIV na Audiência Geral, dando continuidade à reflexão sobre a Constituição conciliar Sacrosanctum Concilium. "A Liturgia das Horas pede para ser cada vez mais acolhida e vivida na vida quotidiana dos batizados e das comunidades", sublinhou.

O Papa Leão XIV retomou a catequese sobre a Constituição conciliar sobre a liturgia, Sacrosanctum Concilium (SC), na Audiência Geral, desta quarta-feira (05/08), realizada na Basílica de São Pedro, devido ao calor.

O Santo Padre abordou o tema da dimensão eclesial da oração litúrgica. "Como sugere o Apóstolo Paulo, é o Espírito Santo que nos ensina a rezar" e "desde o dia de Pentecostes, o Espírito habita na Igreja, inspirando todas as suas atividades e, em particular, a oração".

Nos nossos dias, em contextos dominados por uma mentalidade centrada na eficiência e no consumismo, a oração pode parecer algo inútil e insignificante. Num mundo em que a ciência e a tecnologia pretendem dar todas as respostas, rezar pode parecer uma forma de evasão.

Além disso, mesmo em muitas famílias cristãs já não se transmite a tradição da oração, enquanto inúmeras pessoas correm o risco de a confundir com uma técnica entre outras, de natureza psicológica e voltada para o bem-estar pessoal. A oração, pelo contrário, enquanto dimensão fundamental da nossa humanidade, merece ser redescoberta na sua verdade.

"A Constituição Sacrosanctum Concilium levou a sério essa exigência", frisou o Papa Leão. "Na Constituição, de fato, o termo «a oração» designa toda a liturgia. Esta perspectiva é decisiva, pois orientou a reforma litúrgica, conferindo-lhe como eixo central a participação ativa dos fiéis. A liturgia é apresentada como o lugar do encontro, da iniciativa de Deus que se aproxima da humanidade no seu Filho, o «Verbo feito carne, ungido pelo Espírito Santo», a quem podemos responder “por Cristo, com Cristo e em Cristo, na unidade do Espírito Santo”, ou seja, graças à «oração que Cristo, unido ao seu Corpo, eleva ao Pai»", disse o Pontífice.

A seguir, Leão XIV sublinhou que o Papa São Paulo VI "desejava ardentemente que a Liturgia das Horas, ou seja, a oração pública diária da Igreja, indissociável da Eucaristia, permeasse profundamente, reavivasse, guiasse e expressasse toda a oração cristã e alimentasse eficazmente a vida espiritual do povo de Deus".

Para que esse desejo se concretize, a Liturgia das Horas pede para ser cada vez mais acolhida e vivida na vida quotidiana dos batizados e das comunidades. A tantas pessoas que desejam aprender a rezar, em particular aos catecúmenos, ela pode oferecer o caminho e a escola da oração cristã.

"Todas as semanas e todos os dias, a Eucaristia e a Liturgia das Horas são o sopro da vida da Igreja, que faz circular o Espírito Santo através do seu Corpo", disse ainda Leão XIV, sublinhando que "nesta oração, Cristo «une a si toda a humanidade e associa-a a este cântico divino de louvor»; assim, dia após dia, somos cada vez mais associados ao mistério pascal e conformados a Ele".

A seguir, o Papa citou Santo Agostinho que diz: «Quando falamos com Deus na oração, não devemos separar d’Ele o seu Filho; e quando reza o corpo do Filho, não deve separar de si a sua cabeça; que seja, portanto, o mesmo e único salvador do seu corpo, o nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, aquele que reza por nós, que reza em nós e a quem rezamos. Ele reza por nós como nosso sacerdote; reza em nós como nossa cabeça; a Ele rezamos como nosso Deus. Reconheçamos, portanto, n’Ele a nossa voz, e a Sua voz em nós».

A seguir, o Papa concluiu, dizendo:

Ligada à Eucaristia, cuja luz prolonga, a Liturgia das Horas santifica o tempo da nossa vida quotidiana: de manhã, começamos o dia com fé e gratidão; ao meio-dia, pedimos a força da fidelidade no meio das dificuldades; no fim da tarde, terminado o trabalho, as Vésperas acompanham o momento do pôr-do-sol; à noite, adormecemos confiando na paz de Deus. Cada Hora é um ato de esperança: durante a peregrinação terrena, vigiemos, aguardando com toda a Igreja o regresso glorioso do Senhor.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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  Fonte: vaticanews.va     Vídeo: (@Vatican Media

terça-feira, 4 de agosto de 2026

A Igreja comemora hoje

São João Vianney – Patrono dos Sacerdotes

O dia de hoje é dedicado pela Igreja a São João Maria Vianney, conhecido como Cura D'Ars.  Ars era uma pequena aldeia da França, onde o padre João Vianney se tornou cura (pároco). É também o Dia do Padre.

João Maria Vianney nasceu em Dardilly em 1786. De família simples e de muita fé, desde de cedo manifestou o desejo de se tornar padre. Dedicava grande amor a Jesus Cristo e era devoto de Nossa Senhora. Sua trajetória rumo ao sacerdócio foi penosa. Aprendeu a ler e escrever já com dezoito anos e apresentava dificuldades nos estudos, especialmente no aprendizado da língua latina, de filosofia e teologia.

Com a ajuda de um amigo padre, conseguiu realizar seu sonho, tornou-se presbítero, e foi nomeado pároco de Ars. Seu exemplo e pregação mudaram as características do lugarejo. De uma realidade distante dos valores do evangelho, o pequeno povoado transformou-se em um local abençoado. Para lá dirigiam-se peregrinos para confessar-se com o santo sacerdote. Foram quatro décadas de pastoreio. Chegava a permanecer dezoito no atendimento de confissões.

Viveu santamente 73 anos dedicados a Deus, aos fiéis que o procuravam e à conversão das ovelhas desgarradas do rebanho de Cristo.Devido às virtudes que marcaram toda a sua vida, foi declarado santo pela Igreja, e pela fidelidade ao sacerdócio, foi proclamado patrono dos sacerdotes. Por essa razão, 4 de agosto é também o Dia do Padre.

Nossas homenagens a todos os sacerdotes, especialmente aos nascidos em nossa terra, aos que dedicaram parte de sua vida à nossa paróquia e aos padres que assistem os fiéis da Paróquia São José: Leandro Carvalho (pároco) e Inácio Pires, (vigário), José Raimundo (residente) e Côn. Braz (pároco emérito)!

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Dia do Padre

“De fato todo sumo sacerdote é tomado do meio do povo e representa o povo nas suas relações com Deus"

Dom Eurico Santos Veloso

Iniciamos este mês de agosto instituído desde 1981, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como o mês Vocacional, onde é dedicado todos os dias deste mês à oração, reflexão e ações das comunidades direcionado aos temas vocacionais.

Nesta primeira semana, dedicamos nossas orações para a Vocação do Ministério Ordenado: diáconos, padres e bispos. Com a Páscoa Dominical, do primeiro domingo de Agosto, sendo o ápice para a dedicação para o Ministério Ordenado e, também, no dia 4 de agosto que comemora-se a memória de São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos e exemplo de vida sacerdotal.

As nossas orações aos nossos queridos sacerdotes é a certeza da continuação permanente do Cristo no meio de nós, afinal, “o Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo” (São João Maria Vianney). Além disto, o Padre é o único que, através das suas mãos ungidas, é capaz de transubstanciar o pão e o vinho, no próprio Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo; “carrega consigo a autoridade de Jesus para conceder o perdão aos pecadores arrependidos, transformando o seu coração na própria Porta Santa que acolhe a todos, sem exceção” (Padre José Luis Queimado, C.Ss.R.).

“Ao celebrarmos o dia do Padre, queremos pedir ao Senhor que ilumine a todos os padres do mundo inteiro, pois, a nossa missão é em primeiro lugar: ser portador do Cristo e assim levar Cristo para todos as pessoas” (Cardeal Dom Orani João Tempesta, O.Cist).

Rezemos por todos os presbíteros! Neste dia eu irei rezar por todos os padres que eu ordenei e que tanto bem fazem na Igreja. Que todos os fiéis nunca se esqueçam de rezar pelos padres de sua Paróquia e que passaram por sua vida. E, porventura, se o padre que o batizou, assistiu o seu casamento ou receberam benefícios espirituais reze por ele ou por eles. E se já estiverem no céu rezem pelo seu eterno descanso. Nunca esqueçamos dos padres falecidos que passaram por nossas vidas! Deus abençoe a todos os sacerdotes!

                         Dom Eurico Santos Veloso - Arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG)

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 Fonte: cnbbleste2.org.br     Imagem: vaticannews.va

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Comissão para a Vida e a Família da CNBB motiva celebração

da Semana Nacional da Família, a partir de 9 de agosto

Comunidades, paróquias e dioceses de todo o país vão celebrar, a partir do próximo domingo, 9 de agosto, a Semana Nacional da Família. Este momento de destaque à vocação ao matrimônio e à vida família é motivado pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).

As atividades celebrativas serão realizadas entre os dias 9 e 15 de agosto, com a reflexão do tema “Família, torna-te aquilo que és” e o lema: “O amor jamais acabará” (1Co 13,8). A temática escolhida está em sintonia com os 10 anos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, e os 45 anos da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, de São Paulo II.

Hora da Família

Para apoiar as famílias e grupos, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) preparou o subsídio Hora da Família, que chega à sua 30ª edição.

“Isso é motivo de grande alegria! São três décadas caminhando com as famílias, oferecendo apoio, formação e inspiração para que, em todas as paróquias, capelas e comunidades a Semana Nacional da Família seja vivida com fé, unidade e esperança”, comemora o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Bruno Elizeu Versari.

O material é vendido e distribuído pela CNPF. É possível adquirir pela loja virtual da CNPF ou no WhatsApp (61) 3443-2900.

Kit gráfico

Também está disponível o kit gráfico com arquivos, dicas de fontes e imagens para as coordenações locais começarem a organizar e divulgar a Semana Nacional da Família. O objetivo é possibilitar que as paróquias e comunidades de todo o país possam elaborar suas próprias artes para os encontros e divulgar o momento de reflexão sobre a família e sobre a defesa da vida.

Acesse os arquivos aqui

Luiz Lopes Jr com Portal Vida e Família

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  Fonte: cnbb.org.br
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Semana da Família em nossa paróquia


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Mês Vocacional - 1ª semana

Padres: alegres servidores da misericórdia divina!

Dom Diamantino Prata de Carvalho - Bispo Emérito da Campanha (MG)

Celebrar o “Dia do Padre” é, antes de tudo, fazer memória do amor gratuito de Deus que continua a passar pela fragilidade humana para abraçar o mundo. Em um tempo de tantas transformações, olhar para a vocação sacerdotal exige coragem, esperança e, acima de tudo, um profundo enraizamento naquele que nos chamou.

O Papa Francisco, ao longo de seu pontificado, destacou-se como uma voz incansável a nos recordar o núcleo do ministério presbiteral: a proximidade, a misericórdia e a doação sem reservas. Para Francisco, o padre não é um mero administrador do sagrado, mas um pastor com “o cheiro das ovelhas”, chamado a ter o próprio Coração de Cristo como bússola e refúgio. A vocação não é um evento estático que ficou perdido no dia da ordenação, ela é um organismo vivo que se alimenta da oração e da doação diária.

Como frequentemente nos lembrava Francisco, o sacerdote é alguém que experimentou o olhar misericordioso de Deus e, por isso, não pode reter essa graça apenas para si. Renovar o “sim” significa voltar constantemente ao primeiro amor. Nos dias de cansaço ou desânimo, o sacerdote é convidado a colocar a cabeça no peito do Mestre, como o discípulo amado, e reacender a chama da esperança. Esse “sim” renovado não se apoia nas próprias forças, mas na fidelidade daquele que prometeu estar conosco todos os dias.

Para ser um sacerdote segundo o Coração de Cristo, Papa Francisco nos apresentava o que ele chama de “estilo de Deus”. Este estilo se traduz em três atitudes fundamentais: proximidade com Deus; proximidade com o Bispo e com os Irmãos de Presbitério e a proximidade com o Povo de Deus. A proximidade com Deus deve ser alimentada na intimidade da Eucaristia, no silêncio da adoração e no escutar atento da Palavra. A proximidade com o Bispo e com os Irmãos de Presbitério deve ser cultivada pela fraternidade sacerdotal, evitando o isolamento e o individualismo. A proximidade com o Povo de Deus, ao cabo, deve se dar como que tece laços, de modo que o sacerdote, mais que um simples líder religioso, assume um papel fundamental de pai e irmão nas dores e alegrias da comunidade.

Um coração configurado ao de Jesus é um coração compassivo que não julga apressadamente, mas acolhe; que não fecha as portas, mas se torna porto seguro para os feridos da vida. O Reino de Deus não se constrói com estruturas rígidas ou autossuficiência, mas com o serviço humilde e a entrega generosa. O presbítero é um especialista em “descer do pedestal” para lavar os pés dos seus irmãos. Gastar a vida pelo Reino significa aceitar que os frutos do trabalho pastoral nem sempre serão colhidos por quem plantou. Exige a maturidade de ser apenas o amigo do Noivo, aquele que aponta para Cristo e deixa que Ele cresça. Essa doação exige coragem para ser uma Igreja “em saída”, que vai ao encontro das periferias existenciais e geográficas com a lâmpada da fé acesa.

Todos os padres somos chamados a ser alegres servidores da misericórdia divina! Aos nossos sacerdotes, os da amada Diocese da Campanha, os meus confrades franciscanos, nestes 800 anos de paz e bem do nosso seráfico Pai, e aos que comigo trabalham na missão de levar saúde aos mais pobres, enfim, neste dia dedicado a vós dedicado, em sintonia com as orações em torno ao “Mês Vocacional”, que o eco das palavras de Jesus continue a ressoar no fundo do coração: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16). Não tenhais medo de renovar hoje a vossa entrega. O mundo precisa da vossa paternidade, do vosso testemunho de esperança e da vossa capacidade de perdoar e abençoar. Que Nossa Senhora, Mãe dos Sacerdotes, guarde a vossa vocação e vos ensine a dizer, diariamente, um “sim” confiante, alegre e generoso em favor do Povo de Deus. Parabéns a todos os sacerdotes pelo seu dia e pelo seu serviço frutuoso à Igreja!

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 Fonte: cnbb.org.br     Imagem: vaticannews.va