sábado, 25 de abril de 2026

Paróquia São José - Paraisópolis - MG:

Horários de missa e outros eventos

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Dia 26 - 4º Domingo de Páscoa

7h e 9h -  Missa na matriz

11h - Missa na igreja de Santa Edwiges

18h - Celebração na igreja de Santo Antônio

  19h - Missa na matriz

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Papa Leão nesta manhã:

políticos recuperem
contato com o povo, antídoto contra populismos

Parlamentares do Partido Popular Europeu foram recebidos em audiência pelo Pontífice, que pediu um contato "analógico" com a população. "A presença entre as pessoas e o seu envolvimento no processo político são o melhor antídoto contra os populismos, que buscam apenas o consenso fácil, e contra os elitismos, que tendem a agir sem consenso: duas tendências generalizadas no panorama político atual. Uma política 'popular' exige tempo, compartilhamento de projetos e amor pela verdade."

O Papa recebeu em audiência na manhã de sábado, 25 de abril, os membros do Partido Popular Europeu, cuja inspiração política se baseia nos "pais fundadores" da Europa contemporânea, como Adenauer, De Gasperi e Schuman.

Este projeto nasceu das cinzas da II Guerra Mundial para evitar que o conflito se repetisse, mas também com um ideal mais amplo, dando vida a uma colaboração que colocasse fim a séculos de divisões e permitisse aos povos do continente de redescobrirem o patrimônio humano, cultural e religioso que os une, reconhecendo sua herança cristã como fator de união.

A ideologia subjuga o homem

A principal missão de toda ação política, afirmou o Santo Padre, é oferecer um horizonte ideal, pois a política exige uma visão ampla do futuro, sem receio de tomar decisões difíceis e até mesmo impopulares, quando isso for necessário para o bem comum. Todavia, advertiu, perseguir um ideal não significa exaltar uma ideologia. Esta última, de fato, é sempre fruto de uma distorção da realidade e de uma violência contra ela.

“Qualquer ideologia distorce as ideias e subjuga o homem ao seu próprio projeto, reprimindo suas verdadeiras aspirações, seu anseio por liberdade, felicidade e bem-estar pessoal e social. A Europa contemporânea surge justamente da constatação do fracasso dos projetos ideológicos que a destruíram e dividiram.”

Evocando De Gasperi, Leão XIV recordou que perseguir um ideal significa colocar a pessoa humana no centro. O próprio nome da legenda - Partido Popular Europeu - expressa o vínculo constitutivo com o povo, que não deve ser visto como sujeito passivo, mas copartícipe de toda ação política.  "A presença entre as pessoas e o seu envolvimento no processo político são o melhor antídoto contra os populismos, que buscam apenas o consenso fácil, e contra os elitismos, que tendem a agir sem consenso: duas tendências generalizadas no panorama político atual. Uma política 'popular' exige tempo, compartilhamento de projetos e amor pela verdade."

Do "digital" ao "analógico"

Para o Pontífice, a falta de sintonia e colaboração entre o povo e seus representantes constitui um dos problemas da política atual. Recorrendo a uma metáfora, o Papa afirmou que na era do "triunfo digital", a ação política orientada ao bem comum exige um regresso ao “analógico”.

“Talvez seja este o verdadeiro antídoto para uma política muitas vezes esbravejada, feita apenas de slogans, incapaz de responder às necessidades reais das pessoas. Para superar certa desilusão com a política, é preciso reconquistar as pessoas indo ao encontro delas pessoalmente e reconstruindo uma rede de relações no território, de modo que todos possam se sentir parte de uma comunidade e participantes de seu destino.”



O "manual" do político católico

Neste contexto, para quem se confessa cristão, fazer política significa deixar que o Evangelho ilumine as decisões a serem tomadas, mesmo que sejam impopulares: 

"Ser cristão engajado na política exige ter uma visão realista, que parta dos problemas concretos das pessoas, que se preocupe, antes de tudo, em promover condições de trabalho dignas que estimulem a criatividade e o talento das pessoas diante de um mercado cada vez mais desumanizante e pouco gratificante; que permita superar o medo, aparentemente muito europeu, de constituir família e ter filhos, de enfrentar as causas profundas da migração, cuidando de quem sofre, mas também levando em conta as reais possibilidades de acolhimento e integração dos migrantes na sociedade. Da mesma forma, exige enfrentar de maneira não ideológica os outros grandes desafios que se colocam em nossos dias, como o cuidado da criação e a inteligência artificial. Esta última oferece grandes oportunidades, mas, ao mesmo tempo, está repleta de perigos."

Ainda, ser cristãos engajados na política, concluiu o Santo Padre, significa por fim investir na liberdade ancorada na verdade, que proteja a liberdade religiosa, de pensamento e de consciência em todos os lugares e em todas as condições humanas, evitando alimentar um “curto-circuito” dos direitos humanos, que acaba por abrir espaço à força e à opressão. Leão XIV se despediu dos parlamentares concedendo sua bênção apostólica.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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Fonte: vaticanews.va

Reflita com o Frei Almir Guimarães:

O Pastor e os pastores

Vim para que tenham a vida e a tenham em abundância. (Jo 10,10)

Aqueles  que governam devem ter no pensamento  não o poder  que o cargo lhes confere,  mas a igualdade da condição  humana;  que eles se  alegrem não por dar ordens  aos homens, mas em lhes ser  úteis;  Por  conseguinte, a função suprema  é exercida como deve ser,  quando aquele que preside domina  mais sobre os vícios  do que  sobre os irmãos. (São Gregório Magno - Lecionário Monástico  III,  p.281)

O Pastor chamado Jesus

 Continuamos a viver o tempo pascal na liturgia de nossa Igreja. Todo esse período é marcado por textos que nos ajudam a fortalecer a fé na presença do Ressuscitado no meio de nós. Neste domingo temos a ver com o tema do Bom Pastor. Desde a nossa infância, santinhos no livro de reza da mãe, ilustrações nos textos de catecismo ou em pôsteres nas paredes das igrejas nos mostravam Jesus carregando nos ombros a ovelha desgarrada que ele encontrou no meio dos espinheiros ou fatídicos despenhadeiros. Afeiçoamo-nos a esta imagem e, adultos que somos, ela nada perdeu de sua força. Ele, o pastor nos procura. É o pastor que procuramos. Quando a loucura do pecado nos domina sempre nos lembramos desse carregava as ovelhas perdidas às costas.

 Jesus é verdade, caminho, vida, pão e também pastor, mais precisamente a “porta das ovelhas”. Os que passam pela porta de sua vida e de seus gestos chegam a pastos verdejantes. A imagem do pastor é muito vigorosa no ambiente em que Jesus vivia: homem forte, imensas mãos, demonstra carinho pelas ovelhas, conta-as quando voltam dos pastos, cura das machucadas. Misturam-se cuidado e ternura. Encantamento.

 Quando Jesus diz o “Eu sou…” faz nos lembrar a definição que Deus se dá na Antiga Aliança: “Eu sou o que sou…”. Há os que informam que o termo pastor vem da raiz indo-europeia que quer dizer alimentar. Daí provieram pão, pastor, pastoral. O pastor alimenta. Há o pastor e há mercenário, este que não é dono das ovelhas. Não dá a vida por elas. Aproveita-se delas. Quando vem o lobo, o mercenário foge. O pastor bom conhece suas ovelhas e elas o conhecem pelo assobio e pela flauta. Os pastores conhecem suas ovelhas. Jesus, o bom pastor, vem para que todos tenham vida e vida em abundância. “Eu sou a porta. Quem entra por mim será salvo, entrará e sairá e encontrará pastagem”. Podem, hoje em dias os pastores que são os bispos e padres conhecer suas ovelhas?

Pastores e Pastoral

 As ações da Igreja anunciando Jesus, a Boa nova, suscitando a conversão ao Senhor, alimentando e celebrando a fé, levando as pessoas a viverem uma intimidade com o Senhor, dando-lhes consciência de serem sal da terra, luz do mundo e fermento na massa, transformadores da sociedade na buscando justiça, colocando-se perto dos seres humanos para que possam ser respeitados em sua humanidade de modo particularíssimo os mais pobres, organizando ações para cuidar mais especificamente de crianças, jovens, casais, idosos, doentes, envelhecidos, encarcerados são designadas de ações pastorais. Por detrás está o “espírito” do Bom Pastor. Bispos, padres e leigos se tornam agentes de pastoral e tentam ser continuação do Bom Pastor.

 Os tempos mudaram. Há muito deixamos a cristandade em que bastava uma pastoral de conservação. A continuação de um determinado tipo de vida cristã sem fé personalizada foi fazendo que perdêssemos o gosto de saborear a novidade do Bom Pastor. Fomos ficando engessados numa religião sem vida. Temos a impressão de viver um tempo de igrejas esvaziadas e de cristãos sem ossatura. O nó das pessoas não foi atingido. Soa agradável a nossos ouvidos a palavra evangelização. Uma catequese nocional se tornou um obstáculo. Sair, buscar, evangelizar, não aprisionar o Evangelho…

 Pastor, pastoral. Trata-se voltar ao vigor do Evangelho. Necessário criar grupos pequenos de cristãos, que busquem juntos, rezem juntos, cresçam juntos. Padres e leigos haverão de insistir numa primeira conversão verdadeira ao Senhor que está no meio de nós. Os tempos falam de discípulos missionários. Sim, grupos pequenos, não apenas de “amiguinhos”, laboratórios de proximidade, auxílio mútuo, espaço de criação de um cristão vigoroso sem pretensões de reivindicações marcadas por estrelismo e promoções pessoais tão alheios ao modo de viver dos cristãos. Pastoral de leigos sem clericalizações. Pastoral dos padres sem adaptações às propostas volúveis de “modernizações” ineficazes. Sempre em saída.

 Pensamos na figura do padre. Vivemos perto de igrejas. Missas, batizados, casamentos (cada vez menos). Cursos de batismo, de crisma, de catequese… O padre está presente em tudo. Que padres para nossos tempos? Que tipo de homem líder da fé necessitamos ? Como estão sendo formados os padres diocesanos e religiosos? Transparece neles a figura do Bom Pastor?

 “É preciso cuidar para que no pastor, a bondade mostre aos súditos uma mãe, e o rigor moral de um pai. Deve-se prover com toda solicitude, para que a severidade não seja rígida nem frouxa a bondade” (São Gregório Magno).

 Costuma-se dizer, com certa razão, que “o padre é um outro Cristo”. Haverá de copiar em sua vida o perfil do Bom Pastor. Tal se concretizará num grande amor pelos que lhe foram confiados. Presença sensível na vida das crianças, dos jovens que precisam de sua voz. Ajudar as pessoas a tomar decisões importantíssimas em sua vida. Estar próximo dos que se casam e constituem a Igreja doméstica, dos sadios e dos doentes, dos que vivem e que morrem. Mesmo consciente de suas fragilidades, ele representa e refaz em sua vida a presença de Jesus do qual se diz que “amou-os até o fim”.

 O padre que é padre de verdade não se contenta em ser “funcionário” do sagrado e das coisas sagradas e “colocador” de gestos sacros. Ele terá paixão pelas pessoas. Não quer que ninguém se perca. Sofre porque muitos não procurem a Cristo e se fecham no universo do egoísmo e mesmo da maldade. O verdadeiro sacerdote é confidente e amigo de Deus. Vive de Deus. Consagra-lhe seu coração e seu corpo. Homem que reza. Reza no quarto e reza com os colegas de presbitério. Prepara- se bem para a missa. Cultiva silêncio interior e exterior. Vela para que os sacramentos sejam realizados condignamente. É pai, irmão, amigo.

 “Que o Pastor seja, pela humildade, um companheiro dos que fazem o bem; e contra os vícios dos que praticam o mal, possua um enérgico zelo de justiça. Nunca se considere melhor do que os outros homens de bem…” (São Gregório Magno).

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Oração

“Eu te escolhi…”

É o Senhor que fala:

Sacerdote, eu te escolhi gratuitamente do meio do meu povo
para que celebres dia após dia
minha nova e eterna Aliança de amor.
Nada fazes de mais grandioso do que oferecer
com mãos puras e coração ilibado esse sacrifício:
juntos o povo santo, tu e eu.
É a Pascoa libertadora em vista do Reino novo.
Tu haverás de fixar teu coração nessa mesa.

Eu te escolhi gratuitamente do meio do meu povo
para que sejas servidor de minha Palavra,
proclamada oportuna e inoportunamente.
Ela, em certos dias, vai arder em teu coração e teu espírito,
feito uma ferida antes de curar os corações machucados e feridos.
Não te imagines nunca possuir a Verdade;
procura humildemente no meio de teus irmãos dar um modesto testemunho dela.

Haverás de carregar comigo, em teus ombros, a ovelha perdida, perdoarás o filho que volta,
sentar-te-ás comigo à mesa dos que não contam,
farás com que os mudos cantem,
lavarás os pés dos pobres sem amor,
abrirás o ouvido dos surdos.

Mesmo com o cansaço da estrada
e para além dos medos e das dúvidas,
como Pedro, proclamarás a Vitória da fé.

Não te amedrontem os espinhos que em tua carne te humilham.
Aos olhos dos homens eles testemunham que a ti basta minha graça
e que meu Chamamento é um amor gratuito.

Homem de pouca fé e frágil,
haverás de gozar de minha força de ressurreição,
de libertação e de reconciliação num pobre vaso de argila.
Certamente aqui e ali tu conhecerás o fracasso
e não poderás dele escapar.
Deverás te despojar do peso de teus projetos pessoais
para atravessar o muro do impasse, para além do qual,
o sol de meu chamamento de novo haverá
de iluminar teu coração fiel.

Amando esta terra,
mas ardendo pelo Esplendor de meu Pai,
pela unção de minhas mãos, pelo poder do Espírito Santo
eu te associei ao meu único sacerdócio salvador
que te reveste de simples grandeza.
Eu te escolhi gratuitamente entre os homens.
Fiz de ti um pescador de homens.

(Inspirado em texto de Michel Hubaut)

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFM, ingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Quarto Domingo da Páscoa:

Leituras e reflexão

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1ª Leitura: At 2,14.36-41

Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos

No dia de Pentecostes, Pedro, de pé, no meio dos onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão. “Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes”. Quando ouviram isso, eles ficaram com o coração aflito e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: “Irmãos, o que devemos fazer?” Pedro respondeu: “Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar para si”. Com muitas outras palavras, Pedro lhes dava testemunho e os exortava, dizendo: “Salvai-vos dessa gente corrompida!” Os que aceitaram as palavras de Pedro receberam o batismo. Naquele dia, mais ou menos três mil pessoas se uniram a eles.

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Responsório: Sl 22(23)

- O Senhor é o pastor que me conduz; / para as águas repousantes me encaminha.

- O Senhor é o pastor que me conduz; / para as águas repousantes me encaminha.

1. O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma. / Pelos prados e campinas verdejantes / ele me leva a descansar. / Para as águas repousantes me encaminha / e restaura as minhas forças.

2. Ele me guia no caminho mais seguro, / pela honra do seu nome. / Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei; / estais comigo com bastão e com cajado: / eles me dão a segurança!

3. Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo, / e com óleo vós ungis minha cabeça; / o meu cálice transborda.

4. Felicidade e todo bem hão de seguir-me / por toda a minha vida; / e na casa do Senhor habitarei / pelos tempos infinitos.

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2ª Leitura: 1Pd 2,20-25

Leitura da Primeira Carta de São Pedro

Caríssimos, 20se suportais com paciência aquilo que sofreis por ter feito o bem, isso vos torna agradáveis diante de Deus. De fato, para isso fostes chamados. Também Cristo sofreu por vós, deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os seus passos. Ele não cometeu pecado algum, mentira nenhuma foi encontrada em sua boca. Quando injuriado, não retribuía as injúrias; atormentado, não ameaçava; antes, colocava a sua causa nas mãos daquele que julga com justiça. Sobre a cruz, carregou nossos pecados em seu próprio corpo, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Por suas feridas fostes curados. Andáveis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao pastor e guarda de vossas vidas.

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Evangelho: Jo 10,1-10

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. Jesus contou-lhes essa parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”

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Reflexão do padre Johan Konings:

Salvação - Só por Cristo?

No evangelho, Jesus narra uma parábola. Naquele tempo, os povoados tinham seu curral (redil) comunitário. O curral tinha um portão, por onde os pastores entravam para chamar as suas ovelhas (que conheciam a voz de seu pastor), e por onde as ovelhas passavam para ir pastar. Mas também apareciam sujeitos que abriam uma brecha na cerca em vez de entrar pela porta: os ladrões. Até aí a parábola (versos 1-5). Depois, Jesus explica: ele mesmo é essa porta por onde pastores e ovelhas devem passar. Pastor que não passa por ele, não serve para os fiéis. E também os fiéis têm de passar por ele para encontrar a vida que procuram.

Pastor mesmo é quem passa através de Jesus e faz o rebanho passar por ele. Neste sentido, as pregações apostólicas apresentadas nas leituras de hoje são eminentemente pastorais. São obra de pastores que passaram por Cristo e nos conduzem a ele e – através dele – ao Pai. Veja só, na 1ª leitura o apelo à conversão e a entrada no “rebanho” mediante o batismo, depois da pregação de Pedro. E, na 2ª leitura Pedro lembra aos fiéis que, outrora ovelhas desgarradas, eles estão agora junto ao verdadeiro pastor, Jesus.

O sentido fundamental da pastoral é ir aos homens por Cristo e conduzi-los através dele ao verdadeiro bem. As maneiras podem ser muitas; antigamente, mais paternalista talvez; hoje, mais participativa. Mas pode-se chamar de pastoral uma mera ação social ou política associada a setores da Igreja ou a suas instituições? Isso ainda não é, de per si, pastoral. Para ser pastoral, a atuação precisa ser orientada pelo projeto de Cristo, que ele nos revelou dando sua vida por nós.

Nesta ótica, os pastores devem ir aos fiéis (não aguardá-los de braços cruzados), através de Cristo (não através de mera cultura ou ideologia), para conduzi-los a Deus ( e não apenas à instituição da Igreja), fazendo-os passar por Cristo, ou seja, exigindo adesão à prática de Cristo. E os fieis devem discernir se seus pastores não são “ladrões e assaltantes”. O critério para discernir isso é este: se eles chegam através de Cristo e fazem passar os fiéis por ele.

Pelas palavras do Novo Testamento, parece que toda salvação passa por Cristo. Mas isso deve ser entendido num sentido inclusivo, não exclusivo. Todo caminho que verdadeiramente conduz a Deus, em qualquer religião e na vida de “todos aqueles que procuram de coração sincero”(Concílio Vaticano II; Oração Eucarística IV), passa de fato pela porta que é Jesus. Portanto – e é isso que acentua o evangelho de João, escrito para pessoas que já aderiram à fé em Jesus: não precisam procurar a salvação fora desse caminho. Isso vale ser repetido para os cristãos de hoje. Por outro lado, não é preciso que todos confessem o Cristo explicitamente; basta que, nas opções da vida, eles optem pela prática que foi, de fato, a de Cristo. Agir como Cristo é a salvação. E é a isso que a pastoral deve conduzir.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Bispos do Brasil divulgam mensagem ao povo

e alertam para violência, desigualdade e crise social

Reunidos no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, o episcopado brasileiro divulgou, nesta sexta-feira, 24, a tradicional Mensagem ao Povo Brasileiro durante o último dia da 62ª Assembleia Geral, que acontece no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida. O documento traz reflexões sobre o momento atual do país e do mundo, destacando tanto sinais de esperança quanto desafios urgentes.

Inspirados pelo tempo Pascoal, os bispos afirmam que há motivos para esperança, como iniciativas de solidariedade, promoção da cidadania e defesa da vida. No texto, também são valorizadas ações voltadas à economia solidária, à democracia e aos direitos humanos.

Apesar disso, a mensagem faz um alerta contundente sobre o cenário global e nacional. Segundo os bispos, o mundo vive “tempos de incertezas e sofrimentos”, marcados por guerras, fome e destruição. O documento cita ainda preocupações com a concentração de poder e interesses econômicos que impactam negativamente a vida das populações.

No contexto brasileiro, a mensagem chama atenção para o avanço da violência e do crime organizado. De acordo com o texto, práticas como o narcotráfico e a atuação de milícias têm fortalecido um ambiente de insegurança, especialmente nas periferias, onde essas organizações chegam a controlar territórios e enfraquecer instituições legítimas.

A mensagem também reforça a defesa da vida “desde a concepção até a morte natural” e destaca a necessidade de políticas públicas que garantam dignidade à população, sobretudo aos mais pobres.

Ao final, os bispos reafirmam o compromisso da Igreja Católica com a promoção da paz, da justiça social e da esperança, convidando a sociedade brasileira a construir caminhos de fraternidade e solidariedade.

Confira a mensagem na íntegra (aqui).

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Assista o vídeo com a divulgação da mensagem:

Foto de capa: Bia Braz - Studio Brazil

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Fonte: cnbb.org.br

Reflita com Dom Pedro Carlos Cipollini:

Por que calar o Papa?

Vivemos uma mudança de época, na qual tudo multiplicam-se os conflitos. Os embates são frequentes. Um exemplo são as críticas que o presidente dos Estados Unidos fez ao papa Leão XIV. Irritado pela pregação do papa, em favor da paz, ele o criticou de forma contundente e desaforada ao seu estilo. O papa, no entanto, segue os ensinamentos de Jesus Cristo que recusou a violência como método de ação. Jesus ensinou que são “Bem-aventurados os que promovem a paz” (Mt 5,9). 

 O cristão combate o mal pelo bem. A lógica da violência e da guerra só destroem. Com a guerra todos perdem, ninguém ganha. A proposta de Jesus Cristo irrita os donos do poder que preferem a lei da selva: o mais forte manda, os outros obedecem. É a lei da força em detrimento da razão e da fraternidade.   

Já vimos esse “filme” antes na história do século XVIII. O imperador da França, Napoleão Bonaparte, devastou a Europa com guerras sem fim. Confiscou os bens da Igreja e levou o papa prisioneiro para a França. O papa era submetido a constantes pressões para ceder à vontade do imperador. Devia estar subordinado, como instrumento a serviço do império napoleônico.  

Muitos julgaram que o papado tinha chegado ao fim. Porém, a Igreja, sem exército para defender-se, rezava, e o papa invocava o auxílio de Nossa Senhora Auxiliadora dos cristãos. Em 1814 o imperador perde a batalha de Leipzig e parte para o exílio, no qual morre. O papa volta para Roma e continua a sua missão. 

O argumento mais usado para calar a Igreja, submetê-la, e até expulsar a religião da sociedade é o “Estado laico”. A fé seria uma questão pessoal e privada, não devendo estar e nem se manifestar no espaço público. Contudo, isto não é “Estado laico”, é laicismo. 

Infelizmente permanece até nas sociedades democráticas, expressões de laicismo intolerante, que hostilizam qualquer forma de relevância política e cultural da fé, a não ser que estejam submetidas aos caprichos de quem governa. Procura-se desqualificar o empenho social e político dos cristãos, porque se reconhecem nas verdades ensinadas pela Igreja e obedecem ao dever moral de ser coerentes com a própria consciência: chega-se até a negar a ética natural. 

O papa Francisco, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 2013, disse que o Estado laico é aquele que, sem assumir como própria nenhuma posição confessional, respeita e valoriza a presença da dimensão religiosa na sociedade, favorecendo suas expressões mais concretas. O “Estado laico” longe de ser um “Estado ateu” – que nega a existência de Deus – protege a liberdade de consciência de crença de seus cidadãos, permitindo a coexistência de vários credos. 

O falso Estado laico que temos, inclusive no Brasil, é taxativo ao afirmar que, esse Estado laico, mas na verdade laicista.  Professa uma confessionalidade ideológica agnóstica, que ensina: “Quem tem convicção religiosa deve calar-se, quem é ateu ou agnóstico pode falar e impor-se aos outros. Assim, quem tem sempre razão é quem não tem religião e impõe o ateísmo como um dogma”.  

Não é um Estado de Direito Laico, democrático e pluralista, aquele no qual somente os ateus e agnósticos têm direito de falar e modelar as leis, e governar segundo os seus princípios. Ou ainda o Estado que pretende calar a voz das religiões e seus líderes, quando se sente incomodado. E pior ainda: colocar as religiões a seu serviço. 

A liberdade religiosa de a liberdade de expressão, são direitos universalmente reconhecidos. 

Dom Pedro Carlos Cipollini - Bispo de Santo André (SP)

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Fonte: cnbb.org.br    Foto do Papa em Angola: vaticannews.va

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Bispos aprovam novas Diretrizes que vão orientar

 a evangelização no Brasil nos próximos 6 anos

Os bispos do Brasil aprovaram, nesta manhã, 23 abril, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. O documento, que orientará as ações da Igreja nos próximos seis anos, foi aprovado por unanimidade dos bispos, reunidos durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que trouxe como tema central a discussão e aprovação das diretrizes.

Desde o início da assembleia, no dia 15 de abril, os bispos tem se dedicado a analisar o texto das diretrizes, apresentado pela Comissão de elaboração das diretrizes.

Divididos em grupos por regionais, o episcopado apresentou um total de 656 emendas ao texto original, que foram acatadas pela comissão e está presente, em quase sua totalidade, no texto final apresentado nesta manhã aos bispos.

Expressão da caminhada comum

Antes da aprovação, dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da comissão responsável pelas diretrizes, apresentou ponto a ponto o novo texto com a inclusão das emendas. Segundo o bispo, quase 90% das emendas recebidas foram incorporadas ao texto final. “Sempre preservando a unidade, a coerência e o horizonte global do texto”, destacou dom Leomar. “Fizemos o melhor possível para que esse texto seja a expressão real da nossa caminhada comum.”

Ao final da apresentação das diretrizes por dom Leomar, os bispos aplaudiram de pé, reconhecendo todo trabalho da comissão e o empenho em espírito de verdadeira comunhão, como destacou dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB. “Creio que temos em mãos um verdadeiro pentecostes, isto é obra do Espírito, não nossa, é do Espírito de Deus”, falou dom Jaime.

Após a correção do texto, as diretrizes estarão disponíveis, de forma impressa pelas Edições CNBB, em quatro semanas.

Parte da equipe que conduziu o processo de aprovação das diretrizes durante a 62ª AG CNBB. | Fotos: Jaison Alves.


19º Congresso Eucarístico Nacional

Dom João Justino, arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), falou aos bispos sobre 19º Congresso Eucarístico Nacional, que será realizado em setembro de 2027 em Goiânia (GO). O evento é organizado pela Arquidiocese de Goiânia em colaboração com as dioceses do regional Centro-Oeste da CNBB, que abrange o Distrito Federal e o estado de Goiás.

O tema desta edição será “Hóstias vivas, no mundo, para a glória do Pai”. Jesus, que desejou ardentemente comer a páscoa com seus discípulos (cf. Lc 22,15), instituiu em seu Corpo e Sangue a Nova Aliança com a humanidade, ordenando que seus discípulos repetissem aquele gesto em sua memória. Ao final da fala de dom Justino, os bispos rezaram juntos a oração do 19º Congresso Eucarístico Nacional.

Edições CNBB

Monsenhor Jamil Alves de Souza, diretor-geral das Edições CNBB, falou aos bispos sobre a editora, destacando algumas produções publicadas. As Edições CNBB são a editora oficial voltada à publicação, divulgação e distribuição de documentos e subsídios da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e de outras instâncias da Igreja. Seu catálogo abrange livros, folhetos, revistas e conteúdos digitais, com foco no apoio à missão evangelizadora.

Monsenhor Jamil apresentou também uma novidade que está sendo preparada pelas Edições CNBB: um aplicativo para celular da Bíblia e a biblioteca CNBB Digital, com os textos oficiais para dispositivos móveis. “O projeto contempla uma trilha de leitura orientada pelo método da Lectio Divina, o acesso integral à liturgia da palavra e comentários bíblicos oficiais. No ambiente web, a biblioteca CNBB Digital vai centralizar todo o acervo de documentos da Igreja com pesquisa de palavras e outros termos contidos nos documentos”.

Fundo Patrimonial para o Patrimônio Cultural da Igreja

Os bispos aprovaram também, nesta manhã, a criação do Fundo Patrimonial para o Patrimônio Cultural da Igreja Católica no Brasil. O objetivo é a preservação do patrimônio cultural da Igreja Católica, com estudos iniciados em 2025. A iniciativa visa captar recursos para restaurar e manter bens sacros.

Em setembro de 2025, a Presidência da CNBB aprovou e constituiu o “Grupo de Trabalho sobre o Fundo Patrimonial Filantrópico para o Patrimônio Cultural da Igreja Católica no Brasil”. Desde então, o grupo de trabalho realizou diversas reuniões para o estudo técnico sobre o tema e a elaboração da proposta conceitual.

Por Juliana Mastelini - 62ª AG CNBB.

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Fonte: cnbb.org.br