como Pedro
e Paulo, sejamos construtores de unidade
Na Solenidade
dos Santos Pedro e Paulo, Leão XIV presidiu à Santa Missa na Basílica de São
Pedro, durante a qual impôs o pálio aos arcebispos metropolitanos nomeados nos
últimos 12 meses. Entre eles, há quatro brasileiros.
"Rezemos a São Pedro e São Paulo, para que nos apoiem no caminho da comunhão, seguindo as pegadas do Salvador." Este foi o auspício formulado pelo Papa Leão XIV, ao presidir à celebração eucarística na Solenidade dos santos padroeiros da cidade e da diocese Roma. Como recordou o Pontífice, "neles veneramos duas colunas da Igreja".
Esta cerimônia é
repleta de particularidades. Uma delas é a tradicional presença de uma
delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. A Santa Sé retribui este
gesto fraterno enviando, por sua vez, um representante para a Festa de Santo
André, em 30 de novembro, padroeiro da Igreja de Constantinopla. Com efeito, o
Pontífice e o Metropolita de Calcedônia, Sua Eminência Emmanuel, enviado de Sua
Santidade Bartolomeu, rezam diante dos restos de Pedro, guardados sob o altar
principal da Basílica Vaticana.
O Papa se detém em oração também diante da imagem de bronze de São Pedro, que se encontra na nave principal, à direita do altar principal e do baldaquino de Bernini. Nesta ocasião, a imagem é revestida de um manto vermelho. Outro símbolo característico é o grande cesto colocado na entrada da Basílica Vaticana, em referência à expressão "pescador de homens".
| Papa reza diante do túmulo de São Pedro |
Podemos ser
apóstolos e construtores de unidade
Já em sua homilia, Leão XIV se deteve nas características mais marcantes dos dois
santos. Pedro, guardião do Povo de Deus, aparece muitas vezes no Novo
Testamento empenhado em conservar a comunhão entre os irmãos. Esta
grandeza de espírito, observou o Papa, não significa que Pedro seja perfeito.
Durante a Paixão, nega o Mestre, para depois chorar lágrimas sinceras de
arrependimento. Porém, sabe reconhecer os seus erros e arrepender-se.
Esta solicitude
fiel e paciente pela unidade está representada no símbolo das chaves, com o
qual é identificado. Com efeito, uma chave não derruba portas, mas abre e
fecha-as de acordo com a situação. Da mesma forma, comparou o Papa, "a
comunhão na Igreja não se constrói endurecendo nas próprias posições, mas
procurando, no coração de todos, os pontos de encontro na Verdade, à luz da
qual cada um se torna, para o outro, instrumento de crescimento".
Assim, o exemplo
de Pedro é também um convite a cada cristão se tornar construtor de unidade,
colocando Deus no centro da sua existência. Este é também o ensinamento de
Paulo, que o Santo Padre definiu como "incansável anunciador da Boa
Nova". Os seus símbolos distintivos são o livro e a espada, estreitamente
unidos entre si. O Apóstolo dos gentios deixou-se transformar pelo poder
da Palavra de Deus, que o tirou à violência para o conduzir pelo caminho do
amor.
"Caríssimos,
hoje para nós é importante olhar para estes dois santos – Pedro e Paulo – a fim
de compreender como, no que nos diz respeito, podemos ser apóstolos e
construtores de unidade, servos generosos da verdade na caridade", exortou
o Papa.
| Papa com os arcebispos que receberam o pálio |
Tomar sobre os
próprios ombros os irmãos
É com este
espírito que se realiza o antigo e sugestivo rito da entrega dos pálios aos
arcebispos metropolitas. Estas faixas de lã branca embelezadas com cruzes,
explicou, expressam na verdade o compromisso de cada Pastor – mas também de
cada cristão – "de tomar sobre os próprios ombros os irmãos e irmãs que
lhe são confiados e de sacrificar por eles forças, tempo, canseiras e até mesmo
a vida, para que o Evangelho chegue a todos e o mundo inteiro encontre nele
harmonia e concórdia".
Após saudar os
membros da Delegação ecumênica, o Pontífice concluiu: "Rezemos a São Pedro
e São Paulo, para que nos apoiem no caminho da comunhão, seguindo as pegadas do
Salvador. É a via que Ele traçou, pela qual intercedeu ao Pai na Última Ceia, a
meta que nos ensinou a ansiar com esperança confiante".
A cerimônia
prosseguiu com a bênção e imposição do pálio aos novos arcebispos
metropolitanos. Eram 35 no total, dos quais quatro do Brasil. São eles: Dom
Júlio Endi Akamine, arcebispo de Belém do Pará (PA), Dom José Roberto Fortes
Palau, arcebispo de Sorocaba (SP), Dom Marco Aurélio Gubiotti, arcebispo de
Juiz de Fora (MG), e Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida
(SP).
Bianca Fraccalvieri - Vatican News
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