a presença de Cristo e a centralidade da pessoa humana
A solenidade de Corpus Christi, celebrada nesta quinta-feira, 4 de junho, renova a profissão pública de fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia e convida os fiéis a testemunharem essa fé nas ruas e na vida cotidiana. Em artigo publicado por ocasião da data, o bispo da diocese de Apucarana (PR), dom Carlos José, destaca a importância da celebração como expressão de comunhão, esperança e missão.
Segundo o bispo,
a Eucaristia permanece como o maior tesouro deixado por Cristo à humanidade. Ao
recordar a instituição deste sacramento na Última Ceia, dom Carlos afirma que
cada Santa Missa torna presente o mistério do amor de Deus, reunindo os fiéis, fortalecendo
a Igreja e impulsionando os cristãos à missão evangelizadora.
“A procissão de
Corpus Christi manifesta visivelmente essa fé. Ao percorrer as ruas de nossas
cidades, levamos o Santíssimo Sacramento ao encontro das pessoas, recordando
que Cristo caminha conosco nas alegrias e desafios da vida cotidiana”, escreve
o bispo.
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| Foto: Pascom da Paróquia Catedral Nossa Senhora do Bom Sucesso – Cruz das Almas – Bahia |
Dom Carlos
também ressalta o significado dos tradicionais tapetes confeccionados pelas
comunidades, expressão da criatividade, da dedicação e da devoção dos fiéis.
Para ele, essas manifestações transformam o percurso da procissão em um
testemunho concreto de unidade e fé.
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| Foto: Pascom do Santuário Sagrado Coração de Jesus – Vera Cruz – São Paulo |
Eucaristia e desafios da cultura digital
No artigo, o
bispo relaciona a celebração de Corpus Christi aos desafios apresentados pela
cultura digital contemporânea. Inspirado na encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, ele recorda que o
desenvolvimento da inteligência artificial e das novas tecnologias exige
discernimento ético e responsabilidade moral para preservar a dignidade da
pessoa humana.
| Encíclica Magnifica Humanitas. Foto: Vatican Media |
Dom Carlos
observa que o Santo Padre alerta para os riscos de uma sociedade marcada pela
despersonalização e pela redução das pessoas a dados, algoritmos e critérios de
eficiência. Nesse contexto, a Eucaristia surge como sinal da centralidade da
pessoa humana e da vocação ao encontro.
“Ao redor da mesa eucarística, ninguém é reduzido a um dado ou a uma estatística; cada pessoa é reconhecida em sua dignidade única e irrepetível”, destaca o bispo.
Para ele, a
comunhão eucarística fortalece os laços de fraternidade, promove relações
autênticas e recorda que homens e mulheres foram criados para viver em comunhão
com Deus e com os irmãos.
Convite à
vivência da fé
Dom Carlos
convida as comunidades a celebrarem Corpus Christi com gratidão e renovado
ardor missionário. Ele reforça que a Eucaristia é o centro da vida da Igreja e
a fonte que sustenta a ação evangelizadora.
O bispo também
confia a celebração à intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira de sua
diocese, pedindo que Maria conduza os fiéis ao encontro de Cristo presente na
Eucaristia e fortaleça as famílias, comunidades e vocações.
“Que sejamos sempre uma Igreja alimentada pelo Pão da Vida e missionária da esperança”, conclui dom Carlos José.
__________________________________________________ Fonte: cnbb.org.br



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