“Evangelização da Juventude no Brasil-2025”
A pesquisa
levantou dados sobre a pertença e prática religiosa, o uso das redes sociais e
os impactos do ambiente digital em suas vidas e suas posições sociopolíticas e
quanto a questão ambiental. 98% dos jovens afirmaram ser católicos e 61%
disseram ter sido conduzidos à Igreja a partir da experiência dos pais e avós.
Willian Bonfim,
assessoria CNBB
Durante a
reunião do Conselho Permanente da CNBB, a Comissão Episcopal para a Juventude
da CNBB, por meio do bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão, dom
Vilsom Basso, apresentou aos bispos os dados da “Pesquisa Nacional Evangelização da Juventude
no Brasil 2025”.
O relatório da
pesquisa foi apresentado pela coordenadora do Observatório Juventudes, da
PUC-RS e coordenadora do grupo de pesquisa, doutora Patrícia Espíndola
Teixeira. Os resultados foram condensados num relatório de 140 páginas. Dom
Vilson destacou que até setembro serão impressos 20 mil exemplares a serem
distribuídos para toda Igreja no Brasil.
A pesquisa ouviu
11.498 jovens de todo o país, ligados ao universo religioso, entre abril a
junho de 2025. Destes, 55,6% são mulheres, 44,4% homens. O maior grupo de idade
da mostra 64,8% concentra-se na faixa etária de 18 a 24 anos, 32,5% entre 25 a
29 anos e 2,7% adolescentes de 12 a 17 anos.
Saúde e
resiliência
Um dos aspectos
abordados no levantamento foram os aspectos de “sofrimento expressivo”. 50% dos
jovens afirmaram não se sentirem bem de forma plena; 37,6% apontaram a
dificuldade de concentração associada a exposição permanente às telas o que
gera ansiedade e privação do sono; 36,7% se sentem inseguros na maior parte do
tempo, com impacto sobre a autoestima, tomada de decisões e abertura à fé.
Em
contrapartida, a religião aparece como um importante elemento para ajudar os
jovens na resiliência. 64,0% dos jovens pesquisados disseram que a
espiritualidade os ajuda a enfrentar os problemas no dia a dia; 55,8% que a
presença pastoral os fortalecem; 43,4% afirmaram que apesar das dificuldades,
apresenta esperança quanto ao futuro.
Relação com a Igreja
Religião e
espiritualidade são os temas mais buscados na internet por esses jovens
respondentes acima de entretenimento, educação e política. 43,3% dos jovens
afirmaram usar as redes sociais, aplicativos de mensagens, fóruns de discussão
e sites de relacionamentos. Redes sociais (Instagram, TikTok, X, Facebook) com
26,4% e Apps de mensagens (WhatsApp) com 16,2%.
Igreja como a 3ª
maior fonte de informação
A Igreja é a 3ª
maior fonte de informação para 13,5% dos jovens. Influencers digitais e
youtubers correspondem a 12,4% da preferência de busca por informação. Mais de
41% dos jovens não se mobilizam coletivamente, porém 23% disseram ter simpatia
individual por pautas mais coletivas.
A pesquisa
investigou uma série de outros pontos sobre a relação dos jovens com a Igreja e
o seu protagonismo nos ambientes eclesiais, como percebem a Igreja Católica, o
que os atraem e afastam e sobre vocação e projeto de vida.
Ao final da
apresentação, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler chamou a atenção
para a importância de aprofundar e refletir os dados levantados pela pesquisa
em vista de melhor a evangelização dos jovens no Brasil.
Durante a tarde,
os bispos do Conselho Permanente também conheceram os dados da avaliação da
avaliação da 62ª Assembleia Geral da CNBB, cuja condução ficou por conta do
bispo de Nova Iguaçu (RJ) e presidente do regional Leste 1, dom Gilson Andrade
da Silva e também tiveram uma rodada de reunião reservada.
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