Pergunta
humilde e necessária
Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||
_____________________________
Muito tristes, começaram a perguntar um após outro: “Por acaso sou eu, Senhor?” (São Mateus 26, 22)
_______________________________
Eis uma
catequese que deveria mexer conosco, mas raramente mexe. “Será que fui eu?”
Abra as páginas
da Internet e com certeza vai encontrar essas acusações:
- Só podia um pregador da TL - Só podia alguém da RCC - Só podia ser um protestante - Só podia ser um católico - Só podia ser comunista - Só podia ser um conservador.
Raramente se lê - O traidor pode ser um dos nossos …
A tendência é
acusar o outro grupo, acusar o outro pregador, ou quem não ora nem prega como
nós, ou quem não nos frequenta.
Se tem dúvidas,
pesquise a rede social por uma semana! Vai achar dezenas de pregadores exigindo
mudança de vida dos outros, mas raramente se incluindo.
Com veemência pregam sobre o comportamento dos outros. Gostam de olhar a câmera e dizer VOCÊ! VOCÊS! Mas quase sempre falta: - “NÓS que também às vezes erramos …”
Raramente dirão: - “nós pecadores” “nós que também pecamos”
***
Mateus registrou
a humilde tristeza dos colegas apóstolos. - “Mestre, por acaso fui eu?”
Quem nunca se fez esta pergunta é porque ainda cresceu na fé. Ainda não entendeu o KYRIE ELEISON nem o TENDE PIEDADE DE NÓS. Ainda não entendeu a súplica ao Cordeiro de Deus”, nem o “POR MINHA CULPA, TÃO GRANDE CULPA”.
***
Faz parte da
ascese católica incluir-se entre os pecadores. Na missa há dois grandes
momentos nos quais o nosso dedo aponta para nós mesmos: no início e antes da
comunhão.
***
O ato de
humildade dos onze mostrou o quanto amavam o Mestre. Judas também perguntou,
mas ele sabia que o traidor era ele! Não ficou para ver o final daquela missa!
A leitura desse
domingo traz outra vez um sério exame de consciência!
SERÁ QUE CAÍ DE
NOVO?

Nenhum comentário:
Postar um comentário