a partir das reflexões dos bispos do Brasil
Às portas do
início da Semana Santa, alguns dos bispos que oferecem artigos ao Portal da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escreveram sobre a
espiritualidade deste momento central para a fé cristã, ajudando o povo de Deus
a mergulhar nos mistérios celebrados.
As celebrações
da Semana Santa
O arcebispo da
arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta, introduz ao
mistério celebrado no Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, abrindo a Semana
Maior e mais importante do calendário cristão.
“As celebrações desta semana são muito ricas e cheias de significado. Caso não seja possível participar de todas as celebrações devido ao trabalho ou aos estudos, meditemos os textos sagrados em casa e procuremos acompanhar as celebrações pela televisão, rádio ou internet. Hoje concluímos também a Campanha a Fraternidade com o nosso gesto concreto que é a Coleta da Solidariedade”.
O arcebispo
motiva a intensificar a oração, participar das celebrações e viver
profundamente o Tríduo Pascal. “Caminhemos com Cristo na cruz, para com Ele
ressuscitarmos para uma vida nova”.
Leia o
artigo de dom Orani na íntegra.
Força redentora
Em outro artigo,
também inspirado pelo contexto da Semana Santa, dom Orani reflete sobre a força redentora que
emana da entrega total de Jesus na cruz. Nesse ato de solidariedade extrema,
segundo dom Orani, Ele assume nossas dores e transfigura o sofrimento em
caminho de salvação. “Aqui, a força não é um exercício de poder dominador, mas
de entrega sacrificial que gera vida nova”, escreveu.
“Do silêncio orante do Getsêmani à entrega total na cruz, passando pela dor, pela aparente derrota e pela esperança silenciosa do Sábado Santo, aprendemos que a verdadeira força nasce da confiança radical em Deus. O que celebramos nesses dias não pode permanecer apenas na memória, mas deve transformar a vida”.
Paradoxo
fascinante e desconcertante
O bispo de
Frederico Westphalen (RS), dom Antonio Carlos Rossi Keller, escreveu sobre o “paradoxo
fascinante e desconcertante” apresentado na liturgia do Domingo de Ramos:
“aclamamos um Rei montado num jumentinho. Gritamos ‘Hosana!’ e, poucos dias
depois, gritaremos ‘Crucifica-o!’. Agitamos ramos festivos e, em seguida,
mergulhamos no silêncio sombrio do Calvário”.
Para dom Antonio
Carlos, o Domingo de Ramos não é apenas a abertura da Semana Santa, mas “o espelho da nossa
própria alma”, uma vez que “revela a fragilidade das nossas aclamações, a
instabilidade da nossa fé, mas,
sobretudo, a fidelidade absoluta de Jesus, Servo obediente que abraça o amor até o fim”.
Além de explicar
sobre os elementos e cada texto bíblico oferecido pela liturgia, dom Antônio
indica como viver bem a Semana Santa.
“É um tempo de graça único, oferecido pela Igreja como oportunidade de transformação interior. Mas só nos transforma se nos dispormos a vivê-la com presença, com coração aberto”.
Leia o
artigo de dom Antonio Rossi Keller na íntegra.
Celebrar todo o
mistério pascal
Dom Rodolfo
Weber, arcebispo de Passo Fundo (RS) também destaca a liturgia da Semana Santa,
na qual serão lidos e refletidos “ricos e vastos textos bíblicos sobre os
fundamentos teológicos e litúrgicos da vida cristã”. Ele orienta que “não
podemos nos deter em um aspecto, mas celebrar o todo do mistério pascal”.
Ele reflete
sobre o contexto da guerra no Oriente Médio e sobre a missão da Igreja de
estar ao lado de Cristo crucificado e de todos os crucificados.
“O triunfo de Cristo não é aquele imperial, mas o humilde e sofrido da cruz. É o que liberta e salva. Jesus entra em Jerusalém não para ocupar a chefia de um exército e de um Estado, mas para oferecer-se como ‘rei manso e humilde'”.
Leia o artigo de
dom Rodolfo na íntegra.
Participar com
Cristo
O bispo de
Campos (RJ), dom Roberto Francisco Ferreria Paz, escreveu sobre o início da
Semana Santa com o Domingo de Ramos, quando participamos de todo o trajeto de
Jesus desde a sua entrada em Jerusalém até a sua vitória sobre a morte. Ele
motiva à participação ativa nas celebrações.
“No coração do Ano Litúrgico não fiquemos no palco ou assistindo o mistério e o drama da nossa salvação como meros espectadores ou turistas espirituais mas mergulhemos de cheio não só nos ritos mas no itinerário espiritual das trevas para a luz, do ódio para o amor, do desespero e indiferença para a esperança, do medo para a confiança e entrega, configurando-nos com o Crucificado e identificando-nos com seus sentimentos, dores e angústias para vencer com Ele a morte”.
Leia
o artigo de dom Roberto Paz na íntegra
Lugar para todos
Dom Itacir
Brassiani, bispo de Santa Cruz do Sul, reflete a partir dos sonhos e utopias
que a humanidade carrega e a missão de Jesus. Ele motiva reafirmar, no início
da Semana Santa, o sonho de um mundo que tenha lugar para todos.
“Acompanhando Jesus de Nazaré em sua chegada à capital do seu país, reafirmamos nosso sonho de um mundo onde haja lugar e vida plena para todos, que não criminalize os profetas e os sonhadores, que dê primazia aos mais vulneráveis. Em Jesus, o sonho é vivido e testemunhado no dom de si mesmo, sem reservas. Por isso, vive e é imortal”.
Leia na
íntegra o artigo de dom Itacir
Meditar a
seriedade do amor
Dom Lindomar
Rocha, bispo de São Luís de Montes Belos (GO), fez uma narração poética do
mistério da encarnação de Jesus e da redenção trazida por Ele a partir do mote
“A seriedade do amor”. Seu artigo pode auxiliar em meditações e reflexões
durante a Semana maior.
“O Altíssimo entrou na história como caminhante. Seus pés tocaram a poeira. Sua voz chamou os perdidos. Sua fidelidade desceu até a morte. Sua vida abriu a manhã do terceiro dia. E, todo aquele que o ouve, cedo ou tarde, encontra dentro de si o vestígio dessa verdade”.
Leia
e medite com o artigo de dom Lindomar
Luiz Lopes Jr

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