Renunciar por algum tempo ou renunciar até o fim da vida?
Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||
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Este é o desafia de quem
fez seus votos no matrimônio ou no celibato.
Estive a lembrar os
casamentos e os juramentos que vi. Lembrei os casais ajoelhados e as trocas de
alianças e o que aconteceu 5 ou 15 anos depois.
Lembrei também os padres e
as freiras que se deitaram no chão de um convento ou catedral jurando que
aquilo seria para sempre. Mas não deu. Dez ou vinte anos depois pediram
dispensa daqueles votos.
Muitas vezes a solidão dói
demais no casal ou nos religiosos!
***
O que seria viver pelo
povo e para sempre? O que é viver por um outro alguém? O que é viver pelo país
ou pela Igreja?
***
Há uma dor chamada
PERSEVERANÇA que nem todos conseguem suportar por toda a vida! A Igreja pede
para não julgarmos quem mudou de rumo e de propósito de vida.
Não se julga quem
interrompeu a caminhada ou mudou de afeto!
Mateus registra isso no
capítulo 7,1-6. Jesus deixou claro que este é um assunto para Deus e não para
nós, até porque nenhum de nós tem certeza de que não vai se cansar mais adiante
…
Penso nos pregadores
severos e radicais demais, ou nos bonzinhos e radicais demais: quase sempre
erram na dose!…
Dores de alma não se
resolvem no púlpito ou diante de um microfone ou de uma câmera. A direção
espiritual, o aconselhamento e a psicologia existem para quem assumiu o dom da escuta!
O ditado assim reza: “Deus
nos deu dois ouvidos e apenas uma boca. Ouçamos muito e falemos menos”.

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