quinta-feira, 4 de junho de 2020

"Viu, sentiu compaixão e cuidou dele"

Projeto Bom Samaritano
"A Paróquia São José, em Paraisópolis MG, através do Projeto Bom Samaritano, deseja ajudar as pessoas que estão passando por necessidades neste período da pandemia.
Nossas Pastorais, Movimentos e Comunidades unem suas forças para consolidar o Pilar da Caridade, de acordo com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, oferecida pela CNBB, e também a promoção da vida plena para todos, proposta pela Arquidiocese de Pouso Alegre.
Já estamos contando com a ajuda de várias pessoas e também com instituições parceiras como Lions Club e Rede Unissul de Supermercados.
Se você puder partilhar o que é e possui com os mais necessitados, entre em contato com nossa Paróquia! Deus abençoe e recompense!"
                                                                                    Pe. Leandro Carvalho - Pároco
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Confira as informações:
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                                                                    Fonte: https://www.facebook.com/paroquiaparaisopolis

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Comissão Arquidiocesana de Liturgia divulga

Roteiro para celebração de Corpus Christi em família


Além das orientações divulgadas na última semana, a Comissão Arquidiocesana para a Liturgia (CAL) da arquidiocese de Pouso Alegre apresenta um roteiro para que as pessoas possam celebrar Corpus Christi em família. A Solenidade ocorre no dia 11 de junho. 
"A celebração é para ser realizada com as pessoas da família que residem na mesma casa. Deve ser celebrada em horário diferente das celebrações de sua Paróquia que serão transmitidas, pelo rádio, internet, TV ou redes sociais. É bom que todos os membros da família participem da preparação do ambiente e que as funções de dirigente e leitores sejam divididas entre os membros da família que desejarem e puderem participar", traz a apresentação do material.
A Celebração de Corpus Christi recorda a Instituição da Eucaristia, na Quinta-feira Santa, quando Jesus, sabendo de tudo o que estava para acontecer, quis comer a Páscoa com seus apóstolos. Durante a ceia, Jesus tomou o Pão e o Vinho, os abençoou e deu aos seus discípulos, selando a aliança de Deus com a humanidade por meio do seu Corpo que seria entregue e do seu Sangue que seria derramado. Esta celebração é um convite à manifestação da fé e devoção a este Sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade. Um dia especial para festejar a presença viva de Jesus Cristo Ressuscitado na Eucaristia.
"A Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo nos faz experimentar, de forma mística e concreta, o mistério da entrega de Jesus. O Senhor alimentou seu povo com a flor, o trigo e com mel do rochedo o saciou! Comer da carne e beber do sangue de Cristo na Eucaristia significa assumir sua vida, doada por amor até a cruz na solidariedade com os irmãos. Alimentar-se continuamente de Jesus leva ao compromisso com a vida digna de todos, na busca de saciar a fome de justiça".
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                                                                                                           Fonte: arquidiocese-pa.org.br

Papa Francisco na Catequese desta quarta:

Aprender com Abraão a rezar com fé,
a falar com Deus como um filho ao pai
“Abraão parte. Escuta a voz de Deus e confia na sua palavra. Isso é importante: confia na palavra de Deus”, reiterou Francisco, afirmando que “com essa partida nasce uma nova maneira de compreender a relação com Deus".
Mariangela Jaguraba - Vatican News“A oração de Abraão” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral, desta quarta-feira (03/06), na Biblioteca do Palácio Apostólico.
“Há uma voz que ressoa improvisamente na vida de Abraão. Uma voz que o convida a empreender um caminho que parece absurdo: uma voz que o encoraja a sair de sua pátria, das raízes de sua família, para ir em direção a um futuro novo, um futuro diferente. Tudo isso baseado numa promessa, na qual apenas é preciso confiar. Confiar numa promessa não é fácil, é preciso coragem. E Abraão confiou”, disse o Pontífice no início de sua catequese.
A Bíblia se cala sobre o passado do primeiro patriarca. A lógica faz pensar que ele adorasse outras divindades, “talvez fosse um homem sábio, acostumado a examinar o céu e as estrelas. O Senhor promete a ele que sua descendência será numerosa como as estrelas que pontilham o céu”.
Abraão é o homem da palavra
“Abraão parte. Escuta a voz de Deus e confia na sua palavra. Isso é importante: confia na palavra de Deus”, reiterou Francisco, afirmando que “com essa partida nasce uma nova maneira de compreender a relação com Deus. É por esse motivo que o patriarca Abraão está presente nas grandes tradições espirituais judaica, cristã e islâmica como o homem perfeito de Deus, capaz de se submeter a Ele, mesmo quando sua vontade se revela árdua, se não até mesmo incompreensível”.
Abraão é o homem da Palavra. Quando Deus fala, o homem se torna receptor dessa Palavra e sua vida o lugar onde ela pede para se encarnar. Esta é uma grande novidade no caminho religioso do homem: a vida do fiel começa a ser entendida como uma vocação, ou seja, chamado, como um lugar onde uma promessa se realiza; e ele se move no mundo não tanto sob o peso de um enigma, mas com a força dessa promessa, que um dia se realizará. Abraão acreditou na promessa de Deus. Acreditou e foi, sem saber para onde ia, assim diz a Carta aos Hebreus. Mas ele confiou.
A fé se torna história na vida de Abraão
Quando lemos o Livro do Gênesis, “descobrimos como Abraão viveu a oração em contínua fidelidade a essa Palavra, que periodicamente aparecia ao longo de seu caminho”, disse o Papa, acrescentando:
Em síntese, podemos dizer que, na vida de Abraão, a fé se torna história. A fé se torna história. De fato, Abraão, com sua vida, com seu exemplo, nos ensina esse caminho, esse caminho no qual a fé se torna história. Deus não é mais visto apenas nos fenômenos cósmicos, como um Deus distante, que pode incutir terror. O Deus de Abraão se torna o “meu Deus”, o Deus da minha história pessoal, que guia os meus passos, que não me abandona, o Deus dos meus dias, o companheiro das minhas aventuras, o Deus Providência. Eu me pergunto e pergunto a vocês: nós temos essa experiência de Deus, o “meu Deus”, o Deus que me acompanha, o Deus da minha história pessoal, o Deus que guia meus passos, que não me abandona, o Deus dos meus dias? Temos essa experiência? Pensemos um pouco...
O Deus que é certeza
Segundo o Papa, essa experiência de Abraão também é testemunhada por um dos textos mais importantes da história da espiritualidade: o Memorial de Blaise Pascal que começa assim: «Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó, não dos filósofos e dos sábios. Certeza, certeza. Sentimento. Alegria. Paz. Deus de Jesus Cristo».
“Esse memorial, escrito num pequeno pergaminho, e encontrado depois de sua morte costurado dentro de um traje do filósofo, não expressa uma reflexão intelectual que um homem sábio como ele pode entender sobre Deus, mas o sentido vivido e experimentado de sua presença. Pascal anota o momento preciso em que sentiu essa realidade, finalmente encontrada, na noite de 23 de novembro de 1654. Não é o Deus abstrato ou o Deus cósmico: não. Ele é o Deus de uma pessoa, de um chamado, o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó. O Deus que é certeza, que é sentimento, que é alegria”, disse ainda Francisco.
«A oração de Abraão se expressa, primeiramente, com ações: homem de silêncio, em cada etapa constrói um altar ao Senhor», frisou o Pontífice, citando um trecho do Catecismo da Igreja Católica.
“Abraão não edifica um templo, mas espalha o caminho de pedras que recordam o trânsito de Deus, um Deus surpreendente, como quando o visita na figura de três hóspedes, que ele e Sara acolhem com zelo e  que anunciam o nascimento de seu filho Isaac. Abraão tinha 100 anos e sua esposa 90, mais ou menos. E eles acreditaram. Confiaram em Deus e Sara, sua esposa, concebeu. Com aquela idade! Este é o Deus de Abraão, o nosso Deus, que nos acompanha”, sublinhou o Papa.
Deste modo, “Abraão se familiariza com Deus, discute com Ele, mas sempre fiel. Fala com Deus e discute. Até a provação final, quando Deus pede que ele sacrifique seu próprio filho Isaac, o filho da velhice, o único, o herdeiro. Abraão vive a fé como um drama, como um caminhar tateando à noite, sob um céu desta vez sem estrelas. Muitas vezes acontece conosco também, de caminhar no escuro, mas com fé. Deus detém a mão de Abraão pronta para golpear, pois viu sua disponibilidade realmente total”.
Aprendamos com Abraão a rezar com fé
O Papa concluiu sua catequese, convidando-nos a "aprender com Abraão a rezar com fé: ouvir o Senhor, caminhar, dialogar até discutir”, e acrescentou:
Não tenhamos medo de discutir com Deus. Direi uma coisa que pode parecer uma heresia. Muitas vezes ouvi pessoas me dizerem: “Mas o senhor sabe, me aconteceu isso e eu fiquei bravo com Deus”. “Mas você teve a coragem de ficar bravo com Deus?”. “Sim, fiquei bravo!” Esta é uma forma de oração, porque apenas um filho é capaz de ficar zangado com seu pai e depois reencontrá-lo. Aprendamos com Abraão a rezar com fé, a dialogar, a discutir, mas sempre dispostos a acolher a palavra de Deus e colocá-la em prática. Com Deus, aprendemos a falar como um filho a seu pai. Ouvi-lo, responder e discutir, mas transparente, como um filho com o pai. Assim, Abraão nos ensina a rezar.
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Assista à íntegra da Catequese:
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Papa na Audiência:
Nenhuma tolerância ao racismo, mas não à violência
Ao saudar os fiéis de língua inglesa na Audiência Geral desta quarta-feira, Francisco falou dos protestos nos Estados Unidos depois do assassinato de George Floyd: não podemos pretender defender a sacralidade de cada vida humana e fechar os olhos para o racismo e a exclusão.
Vatican NewsNão ao racismo e à violência: o Papa Francisco se manifestou a respeito dos protetos nos Estados Unidos, afirmando que acompanha “com grande preocupação” as dolorosas desordens depois da “trágica morte do senhor George Floyd”.
“Queridos amigos, não podemos tolerar nem fechar os olhos para qualquer tipo de racismo ou de exclusão e pretender defender a sacralidade de cada vida humana. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que a violência das últimas noites é autodestrutiva e autolesionista. Nada se ganha com a violência e muito se perde.”
Francisco se une à Igreja de São Paulo em Minneapolis, e de todos os Estados Unidos ao rezar pelo repouso da alma de George Floyd e de todos os outros que perderam a vida por causa do “pecado do racismo”.
O Papa reza ainda pelo “conforto das famílias e dos amigos e pede a oração de todos pela reconciliação nacional e pela paz que ansiamos.
“Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe da América, interceda por todos os que trabalham pela paz e a justiça” nos Estados Unidos e no mundo.
Esta foi mais uma noite de manifestações no país, na maioria pacíficas, mas com exceções. Em Nova Iorque, foi decretado o toque de recolher até domingo. Nas últimas horas, 40 pessoas foram detidas na cidade.
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Veja:
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terça-feira, 2 de junho de 2020

Refletindo com Dom Luiz Antônio

Tempo: o que aprendemos com ele?

Os Tempos Litúrgicos estão fortemente inseridos no tempo cronológico para que, celebrando os Mistérios de Cristo, possamos nos santificar, melhorar nosso ser, nutrir e aumentar a nossa fé, dar sentido novo à nossa existência terrena, produzir bons frutos e crescer no Amor, sempre à luz de Cristo, nosso Salvador e Senhor do tempo e da história. O dramático e triste tempo da pandemia, coincidiu com Tempos Litúrgicos de abundantes Graças, de conversão, penitência, dor, vitória, alegria, Ressurreição, esperança e vida nova, com os quais estamos conseguindo enfrentar de modo mais sereno esse difícil tempo, com a consciência de que “nada poderá nos separar do Amor de Deus e que “tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus”.
Dom Luiz Antonio Lopes Ricci
No dia 26 de fevereiro iniciamos o Tempo da Quaresma com a Campanha da Fraternidade 2020 que apresentou o tema da vida, como “dom e compromisso”, e o lema “viu, sentiu compaixão e cuidou”. Vinte dias após, em 17 de março, no meio do itinerário quaresmal, iniciamos, por conta da pandemia, o tempo de quarentena e isolamento social, sem participação presencial na Santa Missa. Celebramos com dor e esperança a Semana Santa e a Páscoa do Senhor, também em quarentena. Hoje, estamos encerrando o Tempo Pascal com a Solenidade de Pentecostes, ainda em isolamento e distanciamento social. Portanto, metade da Quaresma, Semana Santa e Tempo Pascal sem poder participar presencialmente da Santa Missa, visitar, abraçar, conviver, trabalhar… Amanhã, voltaremos ao Tempo Comum, com esperança certamente renovada e fortalecida, não obstante o cansaço e as incertezas. Embora não tenhamos passado pelo Tempo Litúrgico do Advento, esse período de pandemia foi certamente inundado pelo sentido profundo da espera vigilante e contributiva, associada à certeza do advento (chegada) de um novo tempo, que está sendo gestado no Útero de Deus.
Durante esse período de quase 80 dias, o que vivenciamos? Medo, insegurança, incertezas, ansiedade, preocupação? Aceitação, esperança, coragem, fé, amor, autoconhecimento, resiliência, salutar convivência familiar e consigo mesmo? Desemprego, redução salarial, crise financeira, falta de recursos? Luto, dor, tristeza, indignação?
Infelizmente, nesse período, quase 30 mil pessoas já morreram no Brasil, vítimas da Covid- 19. Há doentes que aguardam atendimento digno, doentes internados, hospitais no limite, promessas não cumpridas, desprezo e descaso de Autoridades que deveriam cuidar da vida e garantir acesso à saúde para todos. Quantas crises geradas e ou evitáveis, quantas tensões inúteis, gritaria, violência verbal e digital, ódio, intolerância, desrespeito, corrupção, crise política e desamor? Deixar de chorar os mortos e de lutar pela vida, em tempo de pandemia, é desprezo que fere a alma. É quase o mesmo que adentrar em um funeral apenas para gerar conflito ao invés de consolar, propor e ajudar. Não é o lugar, nem o momento! Vivenciar o luto, com respeito e solidariedade, especialmente pelas Autoridades, é condição fundamental para adequada retomada progressiva das atividades diárias. Sem o substrato humano e humanizante, todo projeto está fadado ao insucesso! É hora de “focar”, todos e todas, na dor e na vida! Precisamos, como os Apóstolos e Maria, estarmos “todos reunidos no mesmo lugar” (At 2,1). Precisamos estar todos unidos na mesma pauta, intenção e direção! Deixemos as diferenças justas e democráticas de lado e busquemos conjugar os esforços para ver, sentir compaixão e cuidar da vida. Haverá muito tempo para outras discussões civilizadas, sadias e necessárias. É hora da sinergia dialógica, fruto de um “consenso mínimo” que garanta o indispensável para defender e cuidar da vida. O que está em nossa pauta e agenda? Quais os principais e reais problemas que flagelam nosso povo e país? A fé cristã deve incidir diretamente na vida e pautar prioridades coerentes com os ensinamentos de Cristo. O Mandamento do Amor, por conta da fé, deve estar acima de tudo, até mesmo de nossas convicções e liberdade de expressão. Sabemos que o direito e a defesa da vida são anteriores em relação ao direito de liberdade. Justifica-se esta afirmação pelo fato de que, para ser livre, é preciso estar vivo e, por isso, a vida é condição indispensável para o exercício da liberdade responsável. A vida sempre em primeiríssimo lugar!
Urge reaprender a conviver com as diferenças e naturais divergências de ideias e opiniões. Reaprender a debater ideias sem ofender pessoas. Deus condena o pecado e não o pecador. Precisamos condenar o mal, não as pessoas. “Ouvistes o que foi dito: amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5,44). O que pensa diferente de mim, não é meu inimigo e, mesmo se o fosse, não poderia ser odiado, se queremos seguir Jesus. Se o ódio e julgamentos são desprezíveis em situações normais, quanto mais o são em situação de pandemia, dor e morte!
“O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio. Se vivemos pelo Espírito, procedamos também segundo o Espírito, corretamente” (Gl 5,22-23). Não podemos concordar com divisões dentro e fora da Igreja, unificada e conduzida pelo Espírito Santo que opera também dentro e fora da Igreja. “O amor haveria de reunir na Igreja de Deus todos os povos da terra. Esta é a casa de Deus, edificada com pedras vivas. Nela o Eterno Pai gosta de morar; nela seus olhos jamais devem ser ofendidos pelo triste espetáculo da divisão entre seus filhos” (Dos Sermões de um Autor africano anônimo, do séc. VI).
Sobre a defesa da vida, acolhida como dom e compromisso, como não recordar com gratidão sincera os profissionais da saúde, os trabalhadores dos serviços essenciais, os voluntários de diversas instituições, projetos e iniciativas religiosas e civis que incansavelmente não deixaram de visitar e socorrer os mais vulneráveis, pobres, necessitados e população em situação de rua? Como não recordar e agradecer as doações feitas por pessoas, grupos, empresas e instituições para o enfrentamento da pandemia? Como não reconhecer os esforços do Estado, Poder Público e Autoridades, embora ainda insuficientes, para salvar vidas, distribuir recursos e salvar empresas e empregos? Como não recordar e agradecer ao Bom Deus a cura de milhares de infectados pela Covid-19? Enfim, no retorno ao Tempo Comum, que tem a cor verde, sendo um tempo da esperança, como não encorajar a todos e todas a manter a esperança invencível, mesmo diante do cenário incerto? É um Tempo para frutificar a vida e os dons recebidos, em vista do bem comum: “produzir frutos no Amor para a vida do mundo” (OT, n.16).
Quantas experiências, sentimentos e fatos nesse dramático tempo? O que aprendemos e desaprendemos? Em que melhoramos e pioramos? O que perdemos e ganhamos? Qual a nossa avaliação desse tempo cronológico, vivido, é claro, à luz da fé em Cristo? Não se trata de um tempo para se esquecer, mas para evoluir e nos humanizar ainda mais. O que é mais difícil, vencer um vírus ou modificar a maneira de pensar e de agir? Converter-nos o  não mudar? O que, por meio de mim e de nós, viralizou nesse tempo? Amor ou ódio, proximidade ou distanciamento, entendimento ou confusão, fé ou descrença, compaixão ou indiferença, esperança ou pessimismo, verdade ou desinformação, babel ou Pentecostes?
O Espírito Santo que nos foi dado, habita em nós. Portanto, somos habitação do Amor. Estamos capacitados para perseverar no Amor, mesmo num cenário adverso e dramático. Revestidos do Alto, podemos passar do momento babel para o momento Pentecostes. Eis um nobre propósito pessoal e coletivo: buscar o diálogo, o entendimento e a aproximação, em vista da emergencial opção primeira que é salvar vidas e vencer a pandemia. Qual a minha e nossa opção: babel ou Pentecostes? À luz da fé cristã a resposta é clara. Deixar-nos guiar pelo Espírito Santo e viver segundo o Espírito é o mesmo que Amar e fazer a Vontade de Deus e o bem, sempre, sobretudo em situações adversas. Por feliz providência encerramos, neste ano, o Tempo Pascal com a festa da Visitação de Maria. Ela foi apressadamente visitar sua prima Isabel, idosa e grávida. Ela nos visita! Maria está atenta às nossas dores e necessidades. Ela pede a seu Filho por nós! É hora de imitar a nossa Mãe Maior e nos dirigirmos apressadamente para Pentecostes, deixando de lado as “babéis”, internas e externas, criadas ou persistentes. Essa é a nossa única opção como cristãos e membros da família humana. A linguagem do Amor é a única capaz de produzir entendimento e unidade na diversidade. “Nossa única possibilidade de sobrevivência humana está depositada no preceito cristão da caridade” (G.Vattimo), no Mandamento do Amor. Dirigir-nos apressadamente para fazer o bem; esperar paciente e prudentemente o novo normal; fazer o bem e evitar o mal; voltar ao litúrgico Tempo Comum, desejando viver o tempo de modo comum e novo. Vamos em frente, com esperança renovada. Vem Espirito Criador, nos recriar e renovar a face da terra. Renova-nos Senhor, para que renovados, renovemos o mundo e nosso amado Brasil. Rezemos: “Iluminai todos os seres humanos com a luz do vosso Espírito, e afastai para longe as trevas do nosso tempo, para que o ódio se transforme em amor, o sofrimento em alegria e a guerra em paz” (Prece, I Vésperas de Pentecostes). Vem Espírito Santo vem, vem iluminar! Vem nos recordar o essencial e ensinar o que ainda falta para sermos melhores, mais humanos e conforme ao querer de Deus. Vem nos recriar, para frutificar e ser sinal de Vossa Luz. Amém! Vem Maria vem, vem nos ajudar! Vem nos visitar!
Com o meu abraço fraterno, proximidade, gratidão e benção.
                                         Dom Luiz Antonio Lopes Ricci - Bispo de Nova Friburgo
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segunda-feira, 1 de junho de 2020

O Papa nomeou núncio apostólico na Rússia

Dom Giovanni d’Aniello, até então núncio no Brasil

No Santuário Nacional de Aparecida (SP), em maio de 2014, na missa de acolhida aos novos bispos na 52ª Assembleia Geral do episcopado do Brasil, inspirado no Santo Padre, o núncio apostólico no Brasil dom Giovanni d’Aniello afirmou que os bispos “precisam ser pastores com cheiro de ovelhas”.  Esse princípio conduziu a presença do representante do Santo Padre no Brasil ao longo desses 8 anos, desde que foi nomeado para o Brasil em 10 de fevereiro de 2012.  
No Brasil, dom Giovanni sempre foi uma presença próxima às Igrejas particulares, ora visitando as dioceses para conhecer as diferentes realidades de perto, inaugurando Igrejas, seminários, concedendo o pálio episcopal aos prelados. Sempre esteve acompanhado, de perto, a trajetória da CNBB, participando de suas reuniões e da Assembleia Geral (AG) dos bispos do Brasil todos os anos. Acompanhou a Igreja, sem contudo deixar de exercer com esmero seu papel como diplomata junto aos governos brasileiros. 
Núncio no Brasil participa de expedição
do barco Papa Franscico, no Pará, em fevereiro.
O arcebispo italiano substituirá dom Celestino Migliore, que foi transferido para Paris. Dom d’Aniello é o representante diplomático da Santa Sé e do Papa no Brasil desde 10 de fevereiro de 2012. Antes de vir ao Brasil, dom Giovanni exerceu a nunciatura na Tailândia e no Camboja e foi delegado apostólico em Myanmar. 
Dom Giovanni tem 65 anos, nasceu em Aversa (Itália), foi ordenado sacerdote em dezembro de 1978. É doutor em Direito Canônico. Ingressou no Serviço Diplomático da Santa Sé em 1983, tendo desempenhado a sua atividade junto às Representações Pontifícias do Burundi, Tailândia, Líbano, Brasil e Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado, no Vaticano. Foi nomeado núncio apostólico na República Democrática do Congo, em 2001, e em 2010, foi transferido para a Tailândia e Camboja. 
O núncio apostólico é o representante da Santa Sé e tem status de Embaixador. O Brasil foi o primeiro país fora da Europa a receber um representante papal. O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Walmor Oliveira de Azevedo, gravou um vídeo agradecendo a dom Giovanni pelos serviços e tempo dedicado ao Brasil. Veja abaixo:
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Junho, mês dedicado ao

Sagrado Coração de Jesus
Tradicionalmente no mês de junho, a piedade cristã nos apresenta com mais intensidade a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, veneração que tem suas origens na meditação da Paixão do Senhor e de suas Santas Chagas, de modo especial na ferida aberta no Seu lado transpassado.
Muitos poetas e santos discorreram sobre essa devoção e incentivaram os fiéis para a mesma. Entretanto, foi no século XVII, com a aparição de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque que a devoção se tornou mais conhecida.
Em suas visitas, Jesus mostrou a Santa Margarida Seu lado aberto, a incumbiu de revelar seu Sagrado Coração ao mundo, manifestou o desejo de que fosse instituída a Festa ao seu Sagrado Coração e nos deixou doze grandes promessas aos que tributassem essa divina honra e divulgassem a devoção.
Honrar o Sagrado Coração de Jesus é precisamente reconhecer o coração que tanto amou os homens, que por amor se deixou crucificar. Aberto pela lança do soldado, o Divino Coração derrama sobre a humanidade o amor que nos sacia. Ao venerá-lo, contemplamos o coração do Cristo total, que bateu no ventre de Maria, que amou São José, de onde fluíram palavras tão certeiras para cada um que encontrava, lugar onde São João reclinou e foi profundamente amado.
Neste mês te convidamos a além de meditar e a contemplar o Sagrado Coração de Jesus, a apresentar o seu coração ao d’Ele. Santa Paula Frassinetti disse que “no Coração de Jesus existe tudo o que precisamos: fortaleza para os fracos, coragem para os tímidos, luz e conselho para os hesitantes; e para todos: humildade, paz, caridade e alegria de viver”.
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1º de junho - Memória da Virgem Maria

O sentido da Mãe na Igreja
Na primeira segunda-feira após Pentecostes, a Igreja celebra a memória da Virgem Maria Mãe da Igreja, um título que tem raízes profundas, e que foi inserido no Calendário Litúrgico em 2018, por desejo do Papa Francisco.
Adriana Masotti - Cidade do Vaticano - Nesta Solenidade, elevemos “nosso pensamento a Maria. Ela estava lá, com os apóstolos, quando veio o Espírito Santo, protagonista com a primeira comunidade da admirável experiência de Pentecostes, e rezemos a ela para que obtenha para a Igreja o ardente espírito missionário".
Nestas palavras proferidas no domingo no Regina Coeli, quando reencontrou os fiéis na Praça de São Pedro, o Papa Francisco enfatizou a estreita ligação entre o Espírito e Maria, entre a Solenidade do Pentecostes, portanto, e a memória de hoje da Bem-aventurada Virgem Maria Mãe da Igreja.
O Espírito Santo é a alma da Igreja e Maria sua esposa. A Igreja é o corpo místico de Cristo, Maria é a Mãe de Jesus que ele mesmo confia no alto da Cruz, a João, confiando ao mesmo tempo o apóstolo a Maria.
O decreto que instituiu a memória que a Igreja celebra hoje
A memória que é celebrada nesta segunda-feira foi inserida no Calendário Romano em 21 de maio de 2018, por desejo do Papa Francisco.
No Decreto "Ecclesia Mater" da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, divulgado em 3 de março de 2018, mas com data de 11 de fevereiro de 2018, fica estabelecido que a recorrência seja celebrada na segunda-feira após Pentecostes, com o objetivo de "favorecer o crescimento do senso materno da Igreja nos pastores, religiosos e fiéis, bem como da genuína piedade mariana".
"Esta celebração nos ajudará a recordar que, para crescer, a vida cristã deve estar ancorada ao mistério da Cruz, à oblação de Cristo no banquete Eucarístico, a Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos remidos”, lê-se no documento. De fato, a união de Maria com Cristo culmina na hora da Cruz, quando Maria acolhe a vontade do Filho e aceita, num certo sentido perdendo-o, de se tornar Mãe de toda a humanidade.
A maternidade de Maria e a maternidade da Igreja
"Todas as palavras de Nossa Senhora são palavras de mãe", desde o momento da "Anunciação até o fim, ela é mãe". O Papa Francisco o havia dito na Casa Santa Marta, na primeira Missa celebrada em memória da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, em 21 de maio de 2018.  E explicava como os Padres da Igreja haviam entendido que a maternidade de Maria era a maternidade da Igreja.
Ao salientar a dimensão feminina da Igreja e também a importância da mulher, afirmou: "Sem a mulher a Igreja não vai em frente, porque ela é mulher, e essa atitude da mulher vem de Maria, porque Jesus assim o desejou".
Naquela ocasião, Francisco indicou a ternura como aquela atitude materna que deve distinguir a Igreja, acrescentando: "também uma alma, uma pessoa que vive essa pertença à Igreja, sabendo que também é mãe, deve seguir o mesmo caminho: uma pessoa mansa, humilde, terna, sorridente, cheia de amor”.
As raízes profundas do título de Maria Mãe da Igreja
Se o título de Maria Mãe da Igreja tem raízes nos primeiros tempos do cristianismo - e já está presente no pensamento de Santo Agostinho e São Leão Magno, no Credo de Nicéia de 325, e já os Padres do Concílio de Éfeso (430) haviam definido Maria como "verdadeira mãe de Deus" - ele retorna ao Magistério de Bento XIV e Leão XIII.
Mas foi o Papa Paulo VI, no final da terceira sessão do Concílio Vaticano II, em 21 de novembro de 1964, a declarar a Bem-Aventurada Virgem "Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos pastores que a chamam de Mãe amantíssima".
Mais tarde, em 1980, João Paulo II inseriu nas Ladainhas Lauretanas a veneração a Nossa Senhora como Mãe da Igreja, até chegar o Decreto desejado pelo Papa Francisco que, na memória de um ano atrás, em 10 de junho de 2019, escreveu em um tweet que continua atual: "Maria, mãe da Igreja, ajuda-nos a entregar-nos plenamente a Jesus, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e de cruz, quando nossa fé é chamada a amadurecer”.
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Editorial do Vaticano:
Sem o Espírito Santo a missão é propaganda
Em sua homilia de Pentecostes e em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões, Francisco retomou os temas contidos no texto recentemente enviado às Pontifícias Obras Missionárias.
Andrea Tornielli - Em 5 de julho de 1968, falando à Assembleia Geral do Conselho Mundial de Igrejas, Inácio, então Metropolita de Laodicéia, dizia da ação do Espírito na vida da Igreja e em cada fiel com estas palavras: "Ele é a novidade que opera no mundo, é a presença de Deus conosco e 'se une ao nosso espírito'. Sem o Espírito Deus está longe, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade domínio, a missão propaganda, o culto uma simples evocação e o agir humano uma moral de escravos".
No dia da alegria de Pentecostes, tornado ainda mais festivo pelo regresso do Papa à janela com a Praça São Pedro mais uma vez povoada de fiéis, a Igreja volta a tomar consciência da sua tarefa missionária. Uma tarefa que não brota de projetos ou planos pastorais, mas da grata reverberação de um dom recebido, vivido na simplicidade e na ordinariedade da vida cristã. "A missão, a 'Igreja em saída', não são um programa, uma intenção a ser realizada por esforço de vontade - escreve Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões 2020, citando um trecho de sua entrevista no livro 'Sem Ele nada podemos fazer' - É Cristo que faz a Igreja sair de si mesma. Na missão de proclamar o Evangelho, você se move porque o Espírito impulsiona você e o carrega".
No dia de Pentecostes, disse o Papa na homilia da Missa celebrada em São Pedro, "descobrimos a primeira obra da Igreja: o anúncio". E ainda vemos que os apóstolos não preparam uma estratégia; quando estavam fechados ali, no Cenáculo, não fazem estratégias, não, não preparam um plano pastoral...". Tanto a homilia quanto a mensagem para o Dia Mundial das Missões estão ligadas a outra mensagem importante, a que Francisco enviou nos dias passados às Pontifícias Obras Missionárias (POM). Nesse documento – arquivado rapidamente ou interpretado como confirmação de projetos já em andamento - o Papa lembrou que o horizonte da missão da Igreja é a normalidade da vida cotidiana, não os cenáculos elitistas, e que Jesus encontrou seus primeiros discípulos enquanto eles estavam empenhados em seu trabalho diário, "não em uma conferência, ou em um seminário de formação, ou no templo". Para a rede das Pontifícias Obras Missionárias, Francisco não propôs planos de reforma ou uma nova fundação. Falando evidentemente de um risco muito presente e atual,  pediu às Pontifícias Obras Missionárias que não complicassem o que é simples, sugerindo, ao invés disso, que elas continuem a ser um instrumento a serviço do Papa e das Igrejas locais.
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