"A Paróquia São José, em Paraisópolis MG, através do Projeto Bom Samaritano, deseja ajudar as pessoas que estão passando por necessidades neste período da pandemia.
Nossas Pastorais, Movimentos e Comunidades unem suas forças para consolidar o Pilar da Caridade, de acordo com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, oferecida pela CNBB, e também a promoção da vida plena para todos, proposta pela Arquidiocese de Pouso Alegre.
Já estamos contando com a ajuda de várias pessoas e também com instituições parceiras como Lions Club e Rede Unissul de Supermercados.
Se você puder partilhar o que é e possui com os mais necessitados, entre em contato com nossa Paróquia! Deus abençoe e recompense!"
Roteiro para
celebração de Corpus Christi em família
Além das orientações divulgadas
na última semana, a Comissão Arquidiocesana para a Liturgia (CAL) da
arquidiocese de Pouso Alegre apresenta um roteiro para que as pessoas possam
celebrar Corpus Christi em família. A Solenidade ocorre no dia 11 de
junho.
"A celebração
é para ser realizada com as pessoas da família que residem na mesma casa.
Deve ser celebrada em horário diferente das celebrações de sua Paróquia que
serão transmitidas, pelo rádio, internet, TV ou redes sociais. É bom que todos
os membros da família participem da preparação do ambiente e que as funções de
dirigente e leitores sejam divididas entre os membros da família que
desejarem e puderem participar", traz a apresentação do material.
A Celebração de
Corpus Christi recorda a Instituição da Eucaristia, na Quinta-feira Santa,
quando Jesus, sabendo de tudo o que estava para acontecer, quis comer a Páscoa
com seus apóstolos. Durante a ceia, Jesus tomou o Pão e o Vinho, os abençoou e
deu aos seus discípulos, selando a aliança de Deus com a humanidade por meio do
seu Corpo que seria entregue e do seu Sangue que seria derramado. Esta
celebração é um convite à manifestação da fé e devoção a este Sacramento de
piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade. Um dia especial para festejar a
presença viva de Jesus Cristo Ressuscitado na Eucaristia.
"A Solenidade
do Corpo e Sangue de Cristo nos faz experimentar, de forma mística e concreta,
o mistério da entrega de Jesus. O Senhor alimentou seu povo com a flor, o trigo
e com mel do rochedo o saciou! Comer da carne e beber do sangue de Cristo na
Eucaristia significa assumir sua vida, doada por amor até a cruz na
solidariedade com os irmãos. Alimentar-se continuamente de Jesus leva ao
compromisso com a vida digna de todos, na busca de saciar a fome de
justiça".
“Abraão parte.
Escuta a voz de Deus e confia na sua palavra. Isso é importante: confia na
palavra de Deus”, reiterou Francisco, afirmando que “com essa partida nasce uma
nova maneira de compreender a relação com Deus".
Mariangela
Jaguraba - Vatican News - “A oração de
Abraão” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral,
desta quarta-feira (03/06), na Biblioteca do Palácio Apostólico.
“Há uma voz que
ressoa improvisamente na vida de Abraão. Uma voz que o convida a empreender um
caminho que parece absurdo: uma voz que o encoraja a sair de sua pátria, das
raízes de sua família, para ir em direção a um futuro novo, um futuro
diferente. Tudo isso baseado numa promessa, na qual apenas é preciso confiar.
Confiar numa promessa não é fácil, é preciso coragem. E Abraão confiou”, disse
o Pontífice no início de sua catequese.
A Bíblia se cala
sobre o passado do primeiro patriarca. A lógica faz pensar que ele adorasse
outras divindades, “talvez fosse um homem sábio, acostumado a examinar o céu e
as estrelas. O Senhor promete a ele que sua descendência será numerosa como as
estrelas que pontilham o céu”.
Abraão é o homem
da palavra
“Abraão parte.
Escuta a voz de Deus e confia na sua palavra. Isso é importante: confia na
palavra de Deus”, reiterou Francisco, afirmando que “com essa partida nasce uma
nova maneira de compreender a relação com Deus. É por esse motivo que o
patriarca Abraão está presente nas grandes tradições espirituais judaica,
cristã e islâmica como o homem perfeito de Deus, capaz de se submeter a Ele,
mesmo quando sua vontade se revela árdua, se não até mesmo incompreensível”.
Abraão é o homem
da Palavra. Quando Deus fala, o homem se torna receptor dessa Palavra e sua
vida o lugar onde ela pede para se encarnar. Esta é uma grande novidade no caminho
religioso do homem: a vida do fiel começa a ser entendida como uma vocação, ou
seja, chamado, como um lugar onde uma promessa se realiza; e ele se move no
mundo não tanto sob o peso de um enigma, mas com a força dessa promessa, que um
dia se realizará. Abraão acreditou na promessa de Deus. Acreditou e foi, sem
saber para onde ia, assim diz a Carta aos Hebreus. Mas ele confiou.
A fé se torna
história na vida de Abraão
Quando lemos o
Livro do Gênesis, “descobrimos como Abraão viveu a oração em contínua fidelidade
a essa Palavra, que periodicamente aparecia ao longo de seu caminho”, disse o
Papa, acrescentando:
Em síntese,
podemos dizer que, na vida de Abraão, a fé se torna história. A fé se torna
história. De fato, Abraão, com sua vida, com seu exemplo, nos ensina esse
caminho, esse caminho no qual a fé se torna história. Deus não é mais visto
apenas nos fenômenos cósmicos, como um Deus distante, que pode incutir terror.
O Deus de Abraão se torna o “meu Deus”, o Deus da minha história pessoal, que
guia os meus passos, que não me abandona, o Deus dos meus dias, o companheiro
das minhas aventuras, o Deus Providência. Eu me pergunto e pergunto a
vocês: nós temos essa experiência de Deus, o “meu Deus”, o Deus que me
acompanha, o Deus da minha história pessoal, o Deus que guia meus passos, que
não me abandona, o Deus dos meus dias? Temos essa experiência? Pensemos um
pouco...
O Deus que é
certeza
Segundo o Papa,
essa experiência de Abraão também é testemunhada por um dos textos mais
importantes da história da espiritualidade: o Memorial de Blaise
Pascal que começa assim: «Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó, não
dos filósofos e dos sábios. Certeza, certeza. Sentimento. Alegria. Paz. Deus de
Jesus Cristo».
“Esse memorial,
escrito num pequeno pergaminho, e encontrado depois de sua morte costurado
dentro de um traje do filósofo, não expressa uma reflexão intelectual que um
homem sábio como ele pode entender sobre Deus, mas o sentido vivido e
experimentado de sua presença. Pascal anota o momento preciso em que sentiu
essa realidade, finalmente encontrada, na noite de 23 de novembro de 1654. Não
é o Deus abstrato ou o Deus cósmico: não. Ele é o Deus de uma pessoa, de um
chamado, o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó. O Deus que é certeza, que é
sentimento, que é alegria”, disse ainda Francisco.
«A oração de
Abraão se expressa, primeiramente, com ações: homem de silêncio, em cada etapa
constrói um altar ao Senhor», frisou o Pontífice, citando um trecho do
Catecismo da Igreja Católica.
“Abraão não
edifica um templo, mas espalha o caminho de pedras que recordam o trânsito de
Deus, um Deus surpreendente, como quando o visita na figura de três hóspedes,
que ele e Sara acolhem com zelo e que anunciam o nascimento de seu filho
Isaac. Abraão tinha 100 anos e sua esposa 90, mais ou menos. E eles acreditaram.
Confiaram em Deus e Sara, sua esposa, concebeu. Com aquela idade! Este é o Deus
de Abraão, o nosso Deus, que nos acompanha”, sublinhou o Papa.
Deste modo,
“Abraão se familiariza com Deus, discute com Ele, mas sempre fiel. Fala com
Deus e discute. Até a provação final, quando Deus pede que ele sacrifique seu
próprio filho Isaac, o filho da velhice, o único, o herdeiro. Abraão vive a fé
como um drama, como um caminhar tateando à noite, sob um céu desta vez sem
estrelas. Muitas vezes acontece conosco também, de caminhar no escuro, mas com
fé. Deus detém a mão de Abraão pronta para golpear, pois viu sua
disponibilidade realmente total”.
Aprendamos com
Abraão a rezar com fé
O Papa concluiu
sua catequese, convidando-nos a "aprender com Abraão a rezar com fé: ouvir
o Senhor, caminhar, dialogar até discutir”, e acrescentou:
Não tenhamos medo
de discutir com Deus. Direi uma coisa que pode parecer uma heresia. Muitas
vezes ouvi pessoas me dizerem: “Mas o senhor sabe, me aconteceu isso e eu
fiquei bravo com Deus”. “Mas você teve a coragem de ficar bravo com Deus?”.
“Sim, fiquei bravo!” Esta é uma forma de oração, porque apenas um filho é capaz
de ficar zangado com seu pai e depois reencontrá-lo. Aprendamos com Abraão a
rezar com fé, a dialogar, a discutir, mas sempre dispostos a acolher a palavra
de Deus e colocá-la em prática. Com Deus, aprendemos a falar como um filho a
seu pai. Ouvi-lo, responder e discutir, mas transparente, como um filho com o
pai. Assim, Abraão nos ensina a rezar.
................................................................................................................................................................ Papa na Audiência:
Nenhuma
tolerância ao racismo, mas não à violência
Ao saudar os fiéis
de língua inglesa na Audiência Geral desta quarta-feira, Francisco falou dos
protestos nos Estados Unidos depois do assassinato de George Floyd: não podemos
pretender defender a sacralidade de cada vida humana e fechar os olhos para o racismo
e a exclusão.
Vatican News - Não ao racismo e à
violência: o Papa Francisco se manifestou a respeito dos protetos nos Estados
Unidos, afirmando que acompanha “com grande preocupação” as dolorosas desordens
depois da “trágica morte do senhor George Floyd”.
“Queridos amigos,
não podemos tolerar nem fechar os olhos para qualquer tipo de racismo ou de
exclusão e pretender defender a sacralidade de cada vida humana. Ao mesmo
tempo, devemos reconhecer que a violência das últimas noites é autodestrutiva e
autolesionista. Nada se ganha com a violência e muito se perde.”
Francisco se une à
Igreja de São Paulo em Minneapolis, e de todos os Estados Unidos ao rezar pelo
repouso da alma de George Floyd e de todos os outros que perderam a vida por causa
do “pecado do racismo”.
O Papa reza ainda
pelo “conforto das famílias e dos amigos e pede a oração de todos pela
reconciliação nacional e pela paz que ansiamos.
“Nossa Senhora de
Guadalupe, Mãe da América, interceda por todos os que trabalham pela paz e a
justiça” nos Estados Unidos e no mundo.
Esta foi mais uma
noite de manifestações no país, na maioria pacíficas, mas com exceções. Em Nova
Iorque, foi decretado o toque de recolher até domingo. Nas últimas horas, 40
pessoas foram detidas na cidade.
Os Tempos
Litúrgicos estão fortemente inseridos no tempo cronológico para que, celebrando
os Mistérios de Cristo, possamos nos santificar, melhorar nosso ser, nutrir e
aumentar a nossa fé, dar sentido novo à nossa existência terrena, produzir bons
frutos e crescer no Amor, sempre à luz de Cristo, nosso Salvador e Senhor do
tempo e da história. O dramático e triste tempo da pandemia, coincidiu com
Tempos Litúrgicos de abundantes Graças, de conversão, penitência, dor, vitória,
alegria, Ressurreição, esperança e vida nova, com os quais estamos conseguindo
enfrentar de modo mais sereno esse difícil tempo, com a consciência de que “nada
poderá nos separar do Amor de Deus e que “tudo contribui para o bem daqueles
que amam a Deus”.
Dom Luiz Antonio Lopes Ricci
No dia 26 de
fevereiro iniciamos o Tempo da Quaresma com a Campanha da Fraternidade 2020 que
apresentou o tema da vida, como “dom e compromisso”, e o lema “viu, sentiu
compaixão e cuidou”. Vinte dias após, em 17 de março, no meio do itinerário
quaresmal, iniciamos, por conta da pandemia, o tempo de quarentena e isolamento
social, sem participação presencial na Santa Missa. Celebramos com dor e
esperança a Semana Santa e a Páscoa do Senhor, também em quarentena. Hoje,
estamos encerrando o Tempo Pascal com a Solenidade de Pentecostes, ainda em
isolamento e distanciamento social. Portanto, metade da Quaresma, Semana Santa
e Tempo Pascal sem poder participar presencialmente da Santa Missa, visitar,
abraçar, conviver, trabalhar… Amanhã, voltaremos ao Tempo Comum, com esperança
certamente renovada e fortalecida, não obstante o cansaço e as incertezas.
Embora não tenhamos passado pelo Tempo Litúrgico do Advento, esse período de
pandemia foi certamente inundado pelo sentido profundo da espera vigilante e
contributiva, associada à certeza do advento (chegada) de um novo tempo, que
está sendo gestado no Útero de Deus.
Durante esse
período de quase 80 dias, o que vivenciamos? Medo, insegurança, incertezas,
ansiedade, preocupação? Aceitação, esperança, coragem, fé, amor,
autoconhecimento, resiliência, salutar convivência familiar e consigo mesmo?
Desemprego, redução salarial, crise financeira, falta de recursos? Luto, dor,
tristeza, indignação?
Infelizmente,
nesse período, quase 30 mil pessoas já morreram no Brasil, vítimas da Covid-
19. Há doentes que aguardam atendimento digno, doentes internados, hospitais no
limite, promessas não cumpridas, desprezo e descaso de Autoridades que deveriam
cuidar da vida e garantir acesso à saúde para todos. Quantas crises geradas e
ou evitáveis, quantas tensões inúteis, gritaria, violência verbal e digital,
ódio, intolerância, desrespeito, corrupção, crise política e desamor? Deixar de
chorar os mortos e de lutar pela vida, em tempo de pandemia, é desprezo que
fere a alma. É quase o mesmo que adentrar em um funeral apenas para gerar
conflito ao invés de consolar, propor e ajudar. Não é o lugar, nem o momento!
Vivenciar o luto, com respeito e solidariedade, especialmente pelas
Autoridades, é condição fundamental para adequada retomada progressiva das
atividades diárias. Sem o substrato humano e humanizante, todo projeto está
fadado ao insucesso! É hora de “focar”, todos e todas, na dor e na vida! Precisamos,
como os Apóstolos e Maria, estarmos “todos reunidos no mesmo lugar” (At 2,1).
Precisamos estar todos unidos na mesma pauta, intenção e direção! Deixemos as
diferenças justas e democráticas de lado e busquemos conjugar os esforços para
ver, sentir compaixão e cuidar da vida. Haverá muito tempo para outras
discussões civilizadas, sadias e necessárias. É hora da sinergia dialógica,
fruto de um “consenso mínimo” que garanta o indispensável para defender e
cuidar da vida. O que está em nossa pauta e agenda? Quais os principais e reais
problemas que flagelam nosso povo e país? A fé cristã deve incidir diretamente
na vida e pautar prioridades coerentes com os ensinamentos de Cristo. O
Mandamento do Amor, por conta da fé, deve estar acima de tudo, até mesmo de
nossas convicções e liberdade de expressão. Sabemos que o direito e a defesa da
vida são anteriores em relação ao direito de liberdade. Justifica-se esta
afirmação pelo fato de que, para ser livre, é preciso estar vivo e, por isso, a
vida é condição indispensável para o exercício da liberdade responsável. A vida
sempre em primeiríssimo lugar!
Urge
reaprender a conviver com as diferenças e naturais divergências de ideias e
opiniões. Reaprender a debater ideias sem ofender pessoas. Deus condena o pecado
e não o pecador. Precisamos condenar o mal, não as pessoas. “Ouvistes o que foi
dito: amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai
os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5,44). O que pensa
diferente de mim, não é meu inimigo e, mesmo se o fosse, não poderia ser
odiado, se queremos seguir Jesus. Se o ódio e julgamentos são desprezíveis em
situações normais, quanto mais o são em situação de pandemia, dor e morte!
“O fruto do
Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade,
mansidão, domínio próprio. Se vivemos pelo Espírito, procedamos também segundo
o Espírito, corretamente” (Gl 5,22-23). Não podemos concordar com divisões
dentro e fora da Igreja, unificada e conduzida pelo Espírito Santo que opera
também dentro e fora da Igreja. “O amor haveria de reunir na Igreja de Deus
todos os povos da terra. Esta é a casa de Deus, edificada com pedras vivas.
Nela o Eterno Pai gosta de morar; nela seus olhos jamais devem ser ofendidos
pelo triste espetáculo da divisão entre seus filhos” (Dos Sermões de um Autor
africano anônimo, do séc. VI).
Sobre a
defesa da vida, acolhida como dom e compromisso, como não recordar com gratidão
sincera os profissionais da saúde, os trabalhadores dos serviços essenciais, os
voluntários de diversas instituições, projetos e iniciativas religiosas e civis
que incansavelmente não deixaram de visitar e socorrer os mais vulneráveis,
pobres, necessitados e população em situação de rua? Como não recordar e
agradecer as doações feitas por pessoas, grupos, empresas e instituições para o
enfrentamento da pandemia? Como não reconhecer os esforços do Estado, Poder
Público e Autoridades, embora ainda insuficientes, para salvar vidas, distribuir
recursos e salvar empresas e empregos? Como não recordar e agradecer ao Bom
Deus a cura de milhares de infectados pela Covid-19? Enfim, no retorno ao Tempo
Comum, que tem a cor verde, sendo um tempo da esperança, como não encorajar a
todos e todas a manter a esperança invencível, mesmo diante do cenário incerto?
É um Tempo para frutificar a vida e os dons recebidos, em vista do bem comum:
“produzir frutos no Amor para a vida do mundo” (OT, n.16).
Quantas
experiências, sentimentos e fatos nesse dramático tempo? O que aprendemos e
desaprendemos? Em que melhoramos e pioramos? O que perdemos e ganhamos? Qual a
nossa avaliação desse tempo cronológico, vivido, é claro, à luz da fé em
Cristo? Não se trata de um tempo para se esquecer, mas para evoluir e nos
humanizar ainda mais. O que é mais difícil, vencer um vírus ou modificar a
maneira de pensar e de agir? Converter-nos o não mudar? O que, por meio
de mim e de nós, viralizou nesse tempo? Amor ou ódio, proximidade ou
distanciamento, entendimento ou confusão, fé ou descrença, compaixão ou
indiferença, esperança ou pessimismo, verdade ou desinformação, babel ou
Pentecostes?
O Espírito
Santo que nos foi dado, habita em nós. Portanto, somos habitação do Amor.
Estamos capacitados para perseverar no Amor, mesmo num cenário adverso e
dramático. Revestidos do Alto, podemos passar do momento babel para o momento
Pentecostes. Eis um nobre propósito pessoal e coletivo: buscar o diálogo, o
entendimento e a aproximação, em vista da emergencial opção primeira que é salvar
vidas e vencer a pandemia. Qual a minha e nossa opção: babel ou Pentecostes? À
luz da fé cristã a resposta é clara. Deixar-nos guiar pelo Espírito Santo e
viver segundo o Espírito é o mesmo que Amar e fazer a Vontade de Deus e o bem,
sempre, sobretudo em situações adversas. Por feliz providência encerramos,
neste ano, o Tempo Pascal com a festa da Visitação de Maria. Ela foi
apressadamente visitar sua prima Isabel, idosa e grávida. Ela nos visita! Maria
está atenta às nossas dores e necessidades. Ela pede a seu Filho por nós! É
hora de imitar a nossa Mãe Maior e nos dirigirmos apressadamente para
Pentecostes, deixando de lado as “babéis”, internas e externas, criadas ou
persistentes. Essa é a nossa única opção como cristãos e membros da família
humana. A linguagem do Amor é a única capaz de produzir entendimento e unidade
na diversidade. “Nossa única possibilidade de sobrevivência humana está
depositada no preceito cristão da caridade” (G.Vattimo), no Mandamento do Amor.
Dirigir-nos apressadamente para fazer o bem; esperar paciente e prudentemente o
novo normal; fazer o bem e evitar o mal; voltar ao litúrgico Tempo Comum,
desejando viver o tempo de modo comum e novo. Vamos em frente, com esperança
renovada. Vem Espirito Criador, nos recriar e renovar a face da terra.
Renova-nos Senhor, para que renovados, renovemos o mundo e nosso amado Brasil.
Rezemos: “Iluminai todos os seres humanos com a luz do vosso Espírito, e
afastai para longe as trevas do nosso tempo, para que o ódio se transforme em
amor, o sofrimento em alegria e a guerra em paz” (Prece, I Vésperas de
Pentecostes). Vem Espírito Santo vem, vem iluminar! Vem nos recordar o
essencial e ensinar o que ainda falta para sermos melhores, mais humanos e
conforme ao querer de Deus. Vem nos recriar, para frutificar e ser sinal de
Vossa Luz. Amém! Vem Maria vem, vem nos ajudar! Vem nos visitar!
Com o meu
abraço fraterno, proximidade, gratidão e benção.
Dom Luiz Antonio Lopes Ricci - Bispo de Nova Friburgo
Dom Giovanni d’Aniello, até então núncio no
Brasil
No Santuário
Nacional de Aparecida (SP), em maio de 2014, na missa de acolhida aos novos
bispos na 52ª Assembleia Geral do episcopado do Brasil, inspirado no Santo
Padre, o núncio apostólico no Brasil dom Giovanni d’Aniello afirmou que os
bispos “precisam ser pastores com cheiro de ovelhas”. Esse princípio
conduziu a presença do representante do Santo Padre no Brasil ao
longo desses 8 anos, desde que foi nomeado para o Brasil em 10 de
fevereiro de 2012.
No Brasil, dom
Giovanni sempre foi uma presença próxima às Igrejas particulares, ora visitando
as dioceses para conhecer as diferentes realidades de perto, inaugurando Igrejas,
seminários, concedendo o pálio episcopal aos prelados. Sempre esteve
acompanhado, de perto, a trajetória da CNBB, participando de suas reuniões e da
Assembleia Geral (AG) dos bispos do Brasil todos os anos. Acompanhou a
Igreja, sem contudo deixar de exercer com esmero seu papel como
diplomata junto aos governos brasileiros.
Núncio no Brasil participa de expedição do barco Papa Franscico, no Pará, em fevereiro.
O arcebispo
italiano substituirá dom Celestino Migliore, que foi transferido
para Paris. Dom d’Aniello é o representante diplomático da Santa
Sé e do Papa no Brasil desde 10 de fevereiro de 2012. Antes de vir ao
Brasil, dom Giovanni exerceu a nunciatura na Tailândia e no Camboja e foi
delegado apostólico em Myanmar.
Dom Giovanni tem
65 anos, nasceu em Aversa (Itália), foi ordenado sacerdote em
dezembro de 1978. É doutor em Direito Canônico. Ingressou no Serviço
Diplomático da Santa Sé em 1983, tendo desempenhado a sua atividade junto às
Representações Pontifícias do Burundi, Tailândia, Líbano, Brasil e Seção para
as Relações com os Estados da Secretaria de Estado, no Vaticano. Foi
nomeado núncio apostólico na República Democrática do Congo, em 2001, e em
2010, foi transferido para a Tailândia e Camboja.
O núncio
apostólico é o representante da Santa Sé e tem status de Embaixador.
O Brasil foi o primeiro país fora da Europa a receber um
representante papal. O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Walmor Oliveira de Azevedo,
gravou um vídeo agradecendo a dom Giovanni pelos serviços e tempo dedicado ao
Brasil. Veja abaixo:
Tradicionalmente
no mês de junho, a piedade cristã nos apresenta com mais intensidade a devoção
ao Sagrado Coração de Jesus, veneração que tem suas origens na meditação da
Paixão do Senhor e de suas Santas Chagas, de modo especial na ferida aberta no
Seu lado transpassado.
Muitos poetas e
santos discorreram sobre essa devoção e incentivaram os fiéis para a mesma.
Entretanto, foi no século XVII, com a aparição de Nosso Senhor a Santa
Margarida Maria Alacoque que a devoção se tornou mais conhecida.
Em suas visitas,
Jesus mostrou a Santa Margarida Seu lado aberto, a incumbiu de revelar seu
Sagrado Coração ao mundo, manifestou o desejo de que fosse instituída a Festa
ao seu Sagrado Coração e nos deixou doze grandes promessas aos que tributassem
essa divina honra e divulgassem a devoção.
Honrar o Sagrado
Coração de Jesus é precisamente reconhecer o coração que tanto amou os homens,
que por amor se deixou crucificar. Aberto pela lança do soldado, o Divino
Coração derrama sobre a humanidade o amor que nos sacia. Ao venerá-lo,
contemplamos o coração do Cristo total, que bateu no ventre de Maria, que amou
São José, de onde fluíram palavras tão certeiras para cada um que encontrava,
lugar onde São João reclinou e foi profundamente amado.
Neste mês te
convidamos a além de meditar e a contemplar o Sagrado Coração de Jesus, a
apresentar o seu coração ao d’Ele. Santa Paula Frassinetti disse que “no
Coração de Jesus existe tudo o que precisamos: fortaleza para os fracos,
coragem para os tímidos, luz e conselho para os hesitantes; e para todos:
humildade, paz, caridade e alegria de viver”.
Na primeira
segunda-feira após Pentecostes, a Igreja celebra a memória da Virgem Maria Mãe
da Igreja, um título que tem raízes profundas, e que foi inserido no Calendário
Litúrgico em 2018, por desejo do Papa Francisco.
Adriana Masotti -
Cidade do Vaticano - Nesta Solenidade, elevemos “nosso pensamento a Maria. Ela
estava lá, com os apóstolos, quando veio o Espírito Santo, protagonista com a
primeira comunidade da admirável experiência de Pentecostes, e rezemos a ela
para que obtenha para a Igreja o ardente espírito missionário".
Nestas palavras
proferidas no domingo noRegina
Coeli, quando reencontrou os fiéis na Praça de São Pedro, o Papa
Francisco enfatizou a estreita ligação entre o Espírito e Maria, entre a
Solenidade do Pentecostes, portanto, e a memória de hoje da Bem-aventurada
Virgem Maria Mãe da Igreja.
O Espírito Santo é
a alma da Igreja e Maria sua esposa. A Igreja é o corpo místico de Cristo,
Maria é a Mãe de Jesus que ele mesmo confia no alto da Cruz, a João, confiando
ao mesmo tempo o apóstolo a Maria.
O decreto que
instituiu a memória que a Igreja celebra hoje
A memória que é
celebrada nesta segunda-feira foi inserida no Calendário Romano em 21 de maio
de 2018, por desejo do Papa Francisco.
No Decreto "Ecclesia
Mater" da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos,
divulgado em 3 de março de 2018, mas com data de 11 de fevereiro de 2018, fica
estabelecido que a recorrência seja celebrada na segunda-feira após
Pentecostes, com o objetivo de "favorecer o crescimento do senso materno
da Igreja nos pastores, religiosos e fiéis, bem como da genuína piedade
mariana".
"Esta
celebração nos ajudará a recordar que, para crescer, a vida cristã deve estar
ancorada ao mistério da Cruz, à oblação de Cristo no banquete Eucarístico, a
Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos remidos”, lê-se no documento. De fato, a
união de Maria com Cristo culmina na hora da Cruz, quando Maria acolhe a
vontade do Filho e aceita, num certo sentido perdendo-o, de se tornar Mãe de
toda a humanidade.
A maternidade de
Maria e a maternidade da Igreja
"Todas as
palavras de Nossa Senhora são palavras de mãe", desde o momento da
"Anunciação até o fim, ela é mãe". O Papa Francisco o havia dito na
Casa Santa Marta, na primeira Missa celebrada em memória da Bem-Aventurada
Virgem Maria, Mãe da Igreja, em 21 de maio de 2018. E explicava como os
Padres da Igreja haviam entendido que a maternidade de Maria era a maternidade
da Igreja.
Ao salientar a
dimensão feminina da Igreja e também a importância da mulher, afirmou:
"Sem a mulher a Igreja não vai em frente, porque ela é mulher, e essa
atitude da mulher vem de Maria, porque Jesus assim o desejou".
Naquela ocasião,
Francisco indicou a ternura como aquela atitude materna que deve distinguir a
Igreja, acrescentando: "também uma alma, uma pessoa que vive essa pertença
à Igreja, sabendo que também é mãe, deve seguir o mesmo caminho: uma pessoa mansa,
humilde, terna, sorridente, cheia de amor”.
As raízes
profundas do título de Maria Mãe da Igreja
Se o título de
Maria Mãe da Igreja tem raízes nos primeiros tempos do cristianismo - e já está
presente no pensamento de Santo Agostinho e São Leão Magno, no Credo de Nicéia
de 325, e já os Padres do Concílio de Éfeso (430) haviam definido Maria como
"verdadeira mãe de Deus" - ele retorna ao Magistério de Bento XIV e
Leão XIII.
Mas foi o Papa
Paulo VI, no final da terceira sessão do Concílio Vaticano II, em 21 de
novembro de 1964, a declarar a Bem-Aventurada Virgem "Mãe da Igreja, isto
é, de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos pastores que a chamam de
Mãe amantíssima".
Mais tarde, em
1980, João Paulo II inseriu nas Ladainhas Lauretanas a veneração a Nossa
Senhora como Mãe da Igreja, até chegar o Decreto desejado pelo Papa Francisco
que, na memória de um ano atrás, em 10 de junho de 2019, escreveu em um tweet
que continua atual: "Maria, mãe da Igreja, ajuda-nos a entregar-nos
plenamente a Jesus, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e
de cruz, quando nossa fé é chamada a amadurecer”. ..............................................................................................................................................................
Editorial do Vaticano:
Sem o Espírito
Santo a missão é propaganda
Em sua homilia de
Pentecostes e em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões, Francisco retomou
os temas contidos no texto recentemente enviado às Pontifícias Obras
Missionárias.
Andrea Tornielli -
Em 5 de julho de 1968, falando à Assembleia Geral do Conselho Mundial de
Igrejas, Inácio, então Metropolita de Laodicéia, dizia da ação do Espírito na
vida da Igreja e em cada fiel com estas palavras: "Ele é a novidade que
opera no mundo, é a presença de Deus conosco e 'se une ao nosso espírito'. Sem
o Espírito Deus está longe, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra
morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade domínio, a missão
propaganda, o culto uma simples evocação e o agir humano uma moral de
escravos".
No dia da alegria
de Pentecostes, tornado ainda mais festivo pelo regresso do Papa à janela com a
Praça São Pedro mais uma vez povoada de fiéis, a Igreja volta a tomar
consciência da sua tarefa missionária. Uma tarefa que não brota de projetos ou
planos pastorais, mas da grata reverberação de um dom recebido, vivido na
simplicidade e na ordinariedade da vida cristã. "A missão, a 'Igreja em
saída', não são um programa, uma intenção a ser realizada por esforço de
vontade - escreve Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões
2020, citando um trecho de sua entrevista no livro 'Sem Ele nada podemos fazer'
- É Cristo que faz a Igreja sair de si mesma. Na missão de proclamar o
Evangelho, você se move porque o Espírito impulsiona você e o carrega".
No dia de
Pentecostes, disse o Papa na homilia da Missa celebrada em São Pedro,
"descobrimos a primeira obra da Igreja: o anúncio". E ainda vemos que
os apóstolos não preparam uma estratégia; quando estavam fechados ali, no
Cenáculo, não fazem estratégias, não, não preparam um plano pastoral...".
Tanto a homilia quanto a mensagem para o Dia Mundial das Missões estão ligadas
a outra mensagem importante, a que Francisco enviou nos dias passados às
Pontifícias Obras Missionárias (POM). Nesse documento – arquivado rapidamente
ou interpretado como confirmação de projetos já em andamento - o Papa lembrou
que o horizonte da missão da Igreja é a normalidade da vida cotidiana, não os
cenáculos elitistas, e que Jesus encontrou seus primeiros discípulos enquanto
eles estavam empenhados em seu trabalho diário, "não em uma conferência,
ou em um seminário de formação, ou no templo". Para a rede das Pontifícias
Obras Missionárias, Francisco não propôs planos de reforma ou uma nova
fundação. Falando evidentemente de um risco muito presente e atual, pediu
às Pontifícias Obras Missionárias que não complicassem o que é simples,
sugerindo, ao invés disso, que elas continuem a ser um instrumento a serviço do
Papa e das Igrejas locais.