domingo, 9 de agosto de 2026

Leão XIV no Angelus deste domingo:

em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona.

O Evangelho de hoje ensina-nos algo importante: a não perdermos a esperança, nem mesmo nos momentos de escuridão, quando nos sentimos impotentes perante os problemas que, apesar dos nossos esforços, nos fazem pensar que estamos a recuar em vez de avançar. Em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona. Foi o que disse o Papa no Angelus ao meio-dia deste domingo, 9 de agosto, XIX Domingo do Tempo Comum, ao rezar a oração mariana com os fiéis peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Quando o Mestre entra no barco, a tempestade acalma, e então brota espontaneamente do coração dos discípulos a profissão de fé: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!» Foi o que ressaltou o Santo Padre aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro ao explicar o Evangelho deste XIX Domingo do Tempo Comum, no habitual encontro dominical do Angelus. Na alocução que precedeu a oração mariana, Leão XIV ateve-se ao Evangelho do dia (Mt 14, 22-33), em que Jesus, caminhando sobre as águas do mar da Galileia, vai ter com os discípulos no meio de uma tempestade.

Após o milagre dos pães e dos peixes, ressaltou o Papa, o Mestre obriga os seus discípulos a embarcar e ir adiante para a outra margem, enquanto Ele se retira num monte, sozinho, para rezar. Longe da costa, porém, encontram-se à mercê do vento e têm dificuldade em avançar. Depois de uma experiência bem-sucedida, na qual tinham sido protagonistas de um sinal prodigioso, encontram-se agora impotentes e assustados perante a ameaça das ondas e do vento contrário.

No final da noite, Jesus vai ao encontro deles sobre as águas agitadas, e, assustados, confundem-no com um fantasma. Mas Ele diz-lhes: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»

A presença do Senhor muda tudo

“A presença do Senhor muda tudo: Pedro chega até mesmo a dar alguns passos sobre as ondas na direção d’Ele; depois assusta-se, começa a afundar e Jesus salva-o. Quando o Mestre entra no barco, a tempestade acalma, e então brota espontaneamente do coração dos discípulos a profissão de fé: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»”

Para chegar a este ponto, prosseguiu o Pontífice, não lhes bastou assistir a um milagre, nem ter tido bom êxito diante das pessoas: tiveram de passar pela experiência da própria fraqueza, reconhecendo nela a presença de Deus. Só assim conseguiram verdadeiramente abrir os olhos e o coração à sua proximidade, reencontrando a paz mesmo no meio da tempestade.

Um dia, mais tarde, Jesus dir-lhes-á: «Se tiverdes fé e não duvidardes […], se disserdes a este monte: “Tira-te daí e lança-te ao mar”, assim acontecerá». E foi precisamente isso que eles experimentaram no lago: a paz de Cristo, que tinha estado na montanha a rezar, alcançou-os no meio da fúria das águas.

Não perder a esperança, nem mesmo nas horas de escuridão

Com efeito, observou Leão XIV, este milagre ensina-nos algo importante: em primeiro lugar, a não nos vangloriarmos pelo sucesso e a nunca nos considerarmos superiores aos outros; depois, a não perdermos a esperança, nem mesmo nos momentos de escuridão, quando nos sentimos impotentes perante os problemas que, apesar dos nossos esforços, nos fazem pensar que estamos a recuar em vez de avançar.

“Em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona e, se o acolhermos humildemente no barco da nossa vida – através da oração, dos Sacramentos e da escuta da Palavra –, n’Ele encontraremos a paz, a luz e a força para o nosso caminho.”

Que Maria nos ajude a viver assim, com confiante abandono em Deus, Ela que foi proclamada bem-aventurada pela sua fé, rezou por fim o Santo Padre.

Raimundo de Lima – Vatican News

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O Papa:

o Senhor converta

os corações daqueles que semeiam a violência

No Angelus deste domingo, 9 de agosto, mais um veemente apelo do Santo Padre em favor da paz, com um olhar para a trágica situação no Sudão, expressando sua proximidade espiritual com todo o povo daquele país, e o pedido de uma cessação dos ataques sobre os civis por parte da Rússia e da Ucrânia, lembrando que a guerra apenas gera mais guerra e provoca enorme sofrimento: “É hora de interromper a espiral de violência e dar espaço à diplomacia e ao diálogo para abrir caminho à paz”, exorta o Papa.

Bombardeios russos na Ucrânia (ANSA)

“Continuo acompanhando com preocupação a trágica situação no Sudão, especialmente na cidade de El-Obeid. Ao expressar minha proximidade espiritual com todo o povo daquele país, renovo meu apelo às autoridades para que garantam corredores humanitários para a população civil. Ao mesmo tempo, exorto a comunidade internacional a apoiar os esforços destinados a alcançar um cessar-fogo imediato. Rezemos para que o Senhor sustente aqueles que sofrem, converta os corações daqueles que semeiam a violência e conceda a tão esperada paz.”

Foi o veemente apelo do Pontífice no Angelus deste domingo, 9 de agosto, ao manifestar sua proximidade espiritual com todo o povo daquele país africano que já de há muito vem sofrendo com as violências, pedindo um cessar-fogo imediato.

Ucrânia e Rússia, outra realidade de sofrimento

O olhar do Santo Padre voltou-se também para outra realidade de sofrimento, desta vez na Ucrânia e Rússia, de onde continuam a chegar notícias dolorosas de pessoas inocentes mortas e feridas, frisou o Papa:

Episódios trágicos se sucedem, ou melhor, se multiplicam, causando cada vez mais vítimas civis, entre as quais também crianças. Faço-me próximo das famílias das vítimas, dos feridos e de todos aqueles que sofrem por causa do conflito em curso. Diante de tanta dor, renovo um apelo veemente para que se respeite o direito humanitário e cessem, por ambas as partes, os ataques que atingem alvos civis. A guerra apenas gera mais guerra e provoca enormes sofrimentos. É hora de interromper a espiral de violência e dar espaço à diplomacia e ao diálogo para abrir caminho à paz.

Testemunhas luminosas do Evangelho

Após ressaltar a presença de muitos jovens, que escolhem dedicar alguns dias de férias a atividades formativas e de amizade, como um sinal de esperança, Leão XIV lembrou o evento dos jovens franciscanos que teve a alegria de encontrar na última quinta-feira em Assis, recordando, em seguida, que nestes dias o calendário litúrgico propõe algumas figuras luminosas de Santos e Santas, convidando-os a conhecê-las melhor e a se deixarem entusiasmar por estas testemunhas exemplares o Evangelho: 

Ontem, São Domingos, fundador dos Frades Pregadores; hoje, Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, carmelita assassinada em Auschwitz e co-padroeira da Europa; amanhã, São Lourenço, diácono da Igreja de Roma; depois de amanhã, Santa Clara de Assis, que abandonou uma vida confortável para seguir Jesus, pobre e humilde, seguindo o exemplo de seu conterrâneo São Francisco. Queridos jovens, deixai-vos inspirar por essas testemunhas exemplares do Evangelho!

Raimundo de Lima – Vatican News
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  Fonte: vaticanews.va     Vídeo e foto: (@Vatican Media

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