sexta-feira, 3 de maio de 2019

Leituras do

3º Domingo da Páscoa
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1ª Leitura: At 5,27b-32.40b-41
Atos dos Apóstolos:
Naqueles dias, os guardas levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, dizendo:
“Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!”
Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”.
Então mandaram açoitar os apóstolos e proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e depois os soltaram. Os apóstolos saíram do Conselho, muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus.
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Salmo: 29
- Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes.
- Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes.
- Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes,/ e não deixastes rir de mim meus inimigos!/ Vós tirastes minha alma dos abismos/ e me salvastes, quando estava já morrendo!
- Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,/ dai-lhe graças e invocai seu santo nome!/ Pois sua ira dura apenas um momento,/ mas sua bondade permanece a vida inteira;/ se à tarde vem o pranto visitar-nos,/ de manhã vem saudar-nos a alegria.
- Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade!/ Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!/ Transformastes o meu pranto em uma festa,/ Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!
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2ª Leitura: Ap 5,11-14
Livro do Apocalipse de São João:
Eu, João, vi e ouvi a voz de numerosos anjos, que estavam em volta do trono, e dos Seres vivos e dos Anciãos. Eram milhares de milhares, milhões de milhões, e proclamavam em alta voz: “O Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória, e o louvor”.
Ouvi também todas as criaturas que estão no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles existe, e diziam: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder para sempre”. Os quatro Seres vivos respondiam: “Amém”, e os Anciãos se prostraram em adoração daquele que vive para sempre.
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Evangelho: Jo 21,1-19
Evangelho de São João:
Naquele tempo, Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”.
Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”.
Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”. Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”.
Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu.
Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe.
Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos. Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?”
Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”. E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta as minhas ovelhas”. Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?”
Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.
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Reflexão:
Reconheçamos o Senhor Ressuscitado!

"É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens" (cf  At 5,29)


A liturgia deste 3º Domingo do Tempo Pascal recorda-nos que a comunidade cristã tem por missão testemunhar e concretizar o projeto libertador que Jesus iniciou; e que Jesus, vivo e ressuscitado, acompanhará sempre a sua Igreja em missão, vivificando-a com a sua presença e orientando-a com a sua Palavra.
A primeira leitura (cf. At 5,27b-32.40b-41) apresenta-nos o testemunho que a comunidade de Jerusalém dá de Jesus ressuscitado. Embora o mundo se oponha ao projeto libertador de Jesus testemunhado pelos discípulos, o cristão deve antes obedecer a Deus do que aos homens.
A segunda leitura (cf. Ap 5,11-14) apresenta Jesus, o “cordeiro” imolado que venceu a morte e que trouxe aos homens a libertação definitiva; em contexto litúrgico, o autor põe a criação inteira a manifestar diante do “cordeiro” vitorioso a sua alegria e o seu louvor.
O Evangelho (cf. Jo 21,1-19) apresenta os discípulos em missão, continuando o projeto libertador de Jesus; mas avisa que a ação dos discípulos só será coroada de êxito se eles souberem reconhecer o Ressuscitado junto deles e se deixarem guiar pela sua Palavra. Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o a eles. E fez a mesma coisa com o peixe.
Dom Eurico dos Santos Veloso 
A vida retomou o seu ritmo para os apóstolos: reencontram a sua profissão, o seu barco e as redes, mesmo se a vida já não é como antes. Viram o Ressuscitado, Ele apareceu-lhes, reconheceram-n’O, o Espírito foi derramado sobre eles, mas a passagem do ver ao reconhecer não é evidente. João, já diante do túmulo vazio, viu e acreditou. É necessário o seu ato de fé proclamado – “É o Senhor!” – para que Pedro se lance à água para a pesca. Encontramos a espontaneidade tão humana de Pedro e, ao mesmo tempo, a sua espontaneidade de batizado. Os discípulos fazem, nesse dia, a experiência da prodigalidade do amor de Deus: não conseguem arrastar as redes, dada a quantidade de peixe. Fazem também a experiência da universalidade da salvação: havia 153 grandes peixes, número que evoca, segundo São Jerônimo, todas as espécies de peixes enumerados na época. É, então, graças a um sinal que os discípulos reconhecem o Ressuscitado. Jesus Cristo não tem mais necessidade de dizer quem Ele é. Eles sabem que Ele é o Senhor.
Após a Ressurreição de Jesus, há um novo tempo para os discípulos, um recomeço: o Ressuscitado renova a vocação dos apóstolos de serem pescadores de homens (cf. Lc 5,10) e confirma Pedro à frente do grupo apostólico e do seu rebanho, a sua Igreja (cf. Jo 21,15-17). A pesca foi abundante: a rede “estava cheia de 153 grandes peixes” (cf. Jo 21,11). Segundo São Jerônimo, no I século cristão pensava-se que a totalidade de espécies de peixes era de 153. Assim, uma pesca com esta cifra significa que pessoas de todas as classes e tempos seriam salvos através da pregação do Evangelho, realizada por Pedro e pelos apóstolos. Tal alcance da atividade evangelizadora é descrita na Primeira Leitura: os apóstolos, depois de Pentecostes, anunciavam a ressurreição do Senhor, por palavras e por milagres (cf. At 5,12). Este fato resultou na prisão deles. O sumo sacerdote e seus partidários proibiram-lhes expressamente de ensinar no nome de Jesus(cf. At 5,28). Diante disto, Pedro e os demais apóstolos disseram: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens!” (cf. At 5,29). Esta resposta, diante do Sinédrio, evidencia a liberdade e destemor que eles experimentavam na relação com as autoridades judaicas e, mais tarde, frente aos reis e governadores.
Os apóstolos, como arautos e testemunhas da ressurreição tinham o poder do testemunho e da conversão. O amor de Deus, derramado nos corações dos apóstolos, impulsionou-os para o testemunho do Ressuscitado e expulsou deles o temor de serem insultados, perseguidos e açoitados por causa do nome de Jesus (cf. At 5,41). Nestes dias, nós, os bispos católicos no Brasil, estamos reunidos para a nossa 57ª. Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida, SP. Rezemos, todos, com muita fé, pelos bispos em Assembleia para que a graça de Deus conduza o episcopado para que conforme o seu agir pastoral com a vontade de Jesus. Os apóstolos testemunharam que servem ao Cordeiro Imolado, e que todas as criaturas, do céu, da terra, e tudo o que neles existe, reconhecerão que a Deus e ao Cordeiro devem ser tributados todo louvor, honra, glória e poder (cf. Ap 5,13).
Vamos rezar juntos e peçamos ao Senhor nosso Deus para que Seu Filho Ressuscitado nos auxilie em tudo. E como apareceu aos discípulos que Ele nos ajude a crer incondicionalmente. Rezemos: Meu Senhor e meu Deus auxiliam-nos, a saber, ver-Te a nosso lado, acompanhando-nos em todos os momentos da nossa vida, de tal modo que o nosso coração inflamado por Ti, consiga transmitir a Tua constante presença, a fim de que saibamos, com ardor, comunicá-la a todos aqueles que nos rodeiam. Senhor Jesus, ajuda-nos a estarmos atentos à tua presença nos diversos momentos da nossa vida. Quando escutamos a Tua Palavra, que ela nos alegre, pois é a Tua presença; quando entramos na intimidade através da Eucaristia, que ela nos consiga a paz, quando Te conseguimos descobrir nos outros, que nos estimule o espírito missionário e de serviço.
Mas, temos o cansaço e muitas vezes a canseira do dia a dia nos torna quebrados e sem rumo para a nossa vida. Sem a Vossa presença o barco da nossa vida regressa do mar vazio, sem peixe. A nossa vida fica sem sabor e razão de viver. Só com a Tua presença. Tudo ganha sentido como foi para os dois discípulos no mar de Tiberíades. Temos a certeza de que convosco a canseira de uma noite inteira na faina de pescar resultara inútil. Pois à indicação da Vossa palavra, que se encontra na margem do nosso desespero, faz abundar de peixe as redes da nossa vida a ponto de quase se rebentarem.
Em outra parte do Evangelho Jesus prediz o martírio que lhe está destinado. Manifesta desse modo toda a confiança que deposita em São Pedro. Para nos dar um exemplo de amor e mostrar a melhor forma de amar, diz ele: Quando você era moço, você se aprontava e ia para onde queria. Mas eu afirmo a você que isto é verdade: quando for velho, você estenderá as mãos, alguém vai amarrá-las e o levará para onde você não vai querer ir. Era, aliás, o que Pedro tinha querido e desejado outrora; por isso é que Jesus lhe fala assim. Pedro dissera, com efeito: Eu darei a minha vida por ti! (Cf. Jo 13, 37). E, também: Ainda que eu tenha de morrer contigo, não te negarei! (Cf. Mt 26, 35; Mc 14, 31). Jesus consente o seu desejo. Fala-lhe desse modo não para amedrontá-lo, mas para reanimar seu ardor. Conhece seu amor e sua impetuosidade; pode anunciar-lhe o gênero de morte que lhe reserva no futuro. Pedro sempre desejara enfrentar perigos por Cristo. Tem confiança, diz Jesus, teus desejos serão satisfeitos; o que não suportaste em tua mocidade suportará na velhice. E, para nos chamar a atenção, São João acrescenta: Jesus disse isso para dar a entender com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E esta palavra nos ensina que a nossa honra e glória está em dar a nossa vida por Cristo em nossos irmãos e irmãs que lutam por um lugar ao sol.
Rezemos: Pai torna cada vez mais consistente meu amor por teu Filho Jesus na pessoa do pobre, do órfão, da viúva, do abandonado, do doente, do drogado, da prostituta, do homossexual, deficiente e de todos aqueles que por esta ou outra razão estão privados da sua dignidade de ser criado à Imagem e semelhança vossa e confirma minha condição de discípulo e missionário do vosso Filho para que no poder e a força do Espírito Santo todos tenham vida e a tenham em plenitude. Ajuda, Senhor, que O reconheçamos e o testemunhamos, Amém!
                                   Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
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                           Reflexão: cnbbleste2.org.br  Ilustrações: franciscanos.org.br  Banner: cnbb.org.br

Missa desta sexta, na 57ª Assembleia Geral da CNBB:

Doçuras e ardores do Bispo Emérito

Neste 3º dia da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as atividades foram iniciadas com a Santa Missa, às 7h30, dedicada aos bispos eméritos de todo o Brasil. O celebrante foi o Bispo Emérito de Mogi das Cruzes (SP), Dom Paulo Mascarenhas Roxo.
Durante a homilia, Dom Roxo ensinou pontos marcantes da vida de emérito. Como em todas as fases da vida, existem os fatos bons e fatos ruins de cada momento, que ele chama de “doçuras e ardores”. Destacamos abaixo o que o bispo ensina:
Doçuras
- Bispos Eméritos têm a possibilidade de dinamizar a dimensão mística e contemplativa da vocação episcopal estreitando ainda mais a vocação e laços com o Senhor;   - Têm mais tempo para a intimidade com Deus;   - Melhor frequência e profundidade na oração;   - Experiência mais aberta e forte com o Senhor;   - Diálogo tranquilo e sereno com a vida e a religião;   - Encontros silenciosos e confidenciais com o Pai.
Ardores
- Tristeza;   - Limitações da idade;   - Dependência;   - Se sentir esquecido.
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Bispo fala sobre
os desafios de transformar diretrizes em projetos pastorais
Documento quer enfatizar a formação de comunidades eclesiais missionárias.
Dando continuidade aos trabalhos da 57ª Assembleia Geral dos Bispos, os bispos atenderam a imprensa nesta sexta-feira (03) destacando o Sínodo dos Bispos sobre a Juventude, a realidade dos bispos eméritos e a aprovação final do texto das diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil.
Atenderam aos jornalistas o bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, Dom Vilsom Basso, o bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), Dom Leomar Antônio Brustolin, membro da Comissão de Redação do Tema Central da 57ª Assembleia Geral e arcebispo emérito de Mariana (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha.
Contribuições dos bispos eméritos
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Dom Geraldo Lyrio Rocha explicou aos jornalistas que, de acordo com o Código de Direito Canônico, os bispos eméritos não são membros da CNBB, não tem direito ao voto para eleição da nova presidência, mas tem direito a palavra.
“Como arcebispo emérito eu posso trazer minha modesta colaboração, partilhando com os irmãos minha experiência e pontos de vista. Isso constrói a caminhada de Igreja. É a beleza da unidade, do pluralismo de ideias, ações e propostas que construímos unidade em vista do bem do povo de Deus”, afirmou o arcebispo emérito.
Os jovens no coração da Igreja
Dom Vilson Basso destacou alguns pontos do documento Christus Vivit, resultado das conclusões do Sínodo dos Bispos para a Juventude, concluído em outubro do ano passado, no Vaticano. O bispo de Imperatriz destacou que a juventude é uma prioridade pastoral histórica para a Igreja, na qual se deve investir tempo, energia e recursos.
Dom Vilson Basso
Dom Vilson destacou os pontos centrais dos nove capítulos do documento: “O que diz a palavra de deus sobre os jovens?”; “Jesus Cristo sempre jovem”; “Vós sois o agora de Deus”; “O grande anúncio para todos os jovens”; “Percursos de juventude”; “Jovens com raízes”; “A pastoral dos jovens”; “A vocação”; “O discernimento”.
Segundo Dom Wilson, o texto do “Christus Vivit” é uma fala do Papa Francisco diretamente ao coração dos jovens, grande inspiração para toda a Igreja nos próximos anos. O bispo, que tem grande carisma entre os jovens, acredita que é necessário ouvir a juventude e se colocar ao lado deles. “Os jovens querem ser escutados, acolhidos e acompanhados. ”
Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora
Dom Leomar Brustolin acredita que as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) é expressão de colegialidade e missionariedade na Igreja. O bispo auxiliar de Porto Alegre destacou a preocupação da Igreja com a evangelização em grandes centros urbanos.
Dom Leomar Brustolin 
Segundo Dom Brustolin é preciso contemplar a influência da internet, os avanços tecnológicos e as grandes transformações da sociedade como a quarta revolução industrial. O bispo apontou alguns fatores que preocupam a CNBB como o individualismo, a solidão e o anonimato. Citou também o desafio de combater o suicídio e a crise do sentido da vida na realidade urbana.
Entre um dos elementos principais, Dom Leomar citou a comunidade como espaço de vida, sustentada por quatro pilares: A Palavra,olhar missionário, a iniciação à vida cristã e a Animação Bíblica. O Documento de Aparecida, fruto da V Conferência do CELAM realizada em 2007 em Aparecida (SP), é uma das fontes indispensáveis para a formulação das DGAE.
Dom Leomar enfatizou que o texto insiste na formação de comunidades eclesiais missionárias, onde as pessoas possam sair do anonimato, deixar a solidão, viver em torno da Palavra e dar seu testemunho cristão numa sociedade cada vez mais plural e cheia contrastes.
Ao final da coletiva, Dom Leomar disse que os bispos esperam encontrar caminhos que tornem os cristãos mais discípulos e missionários e que a maior preocupação não é com a quantidade de fiéis, mas sim com a qualidade do testemunho desses cristãos.
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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Papa na intenção de oração de maio:

Que a Igreja na África seja fermento de unidade.
Em "O Vídeo do Papa" de maio, Francisco agradece a religiosas, sacerdotes, leigos e missionários pelo trabalho em favor do diálogo e da reconciliação entre os diversos setores da sociedade africana.
Cidade do Vaticano - “As divisões étnicas, linguísticas e tribais da África podem ser superadas promovendo a unidade na diversidade”, é o que afirma o Papa Francisco na videomensagem, divulgada nesta quinta-feira (02/05), sobre a intenção de oração para este mês de maio.
O Santo Padre agradece “às religiosas, aos sacerdotes, leigos e missionários por seu trabalho em favor do diálogo e da reconciliação entre os diversos setores da sociedade africana”.
“Rezemos neste mês para que, por meio do compromisso dos próprios membros, a Igreja na África seja fermento de unidade entre os povos e sinal de esperança para este continente”, exorta o Papa Francisco, neste mês de maio, especialmente dedicado a Maria.
Como já assinalaram os bispos africanos, e tal como se afirma na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, muitas vezes se quer converter os países da África em simples “peças de um mecanismo e de uma engrenagem gigantesca”.
África soma 17,6% dos católicos do mundo
Isso acontece frequentemente com os meios de comunicação social, que, dirigidos majoritariamente por organizações do Hemisfério Norte, “nem sempre têm a devida consideração com as prioridades e os problemas próprios desses países, nem respeitam sua fisionomia cultural”.
A África soma 17,6% dos católicos do mundo, segundo dados do Anuário Pontifício de 2018. A Igreja Católica africana se caracteriza por ser muito dinâmica: o número de católicos aumentou de pouco mais de 185 milhões, em 2010, para mais de 228 milhões em 2016, com uma variação relativa de 23,2%.
A República Democrática do Congo é o país com o maior número de católicos batizados, com mais de 44 milhões, seguida por Nigéria, com 28 milhões, mas também Uganda, Tanzânia e Quênia registram cifras respeitáveis e em crescimento.
De fato, as circunscrições eclesiásticas aumentaram 3% na África, revelando-se o continente com maior dinamismo na demanda de serviços pastorais. Dos 15 países onde houve maior aumento na porcentagem de batizados, 4 estão no continente africano: República Democrática do Congo, Nigéria, Uganda e Angola.
Viver mais a unidade na diversidade
Por sua vez, o  diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Jovem, padre Frédéric Fornos SJ,  afirma que “para que a Igreja na África seja um fermento de unidade entre todos os povos, a comunidade cristã deverá viver mais esta unidade na diversidade, conforme o desejo do próprio Cristo: “que todos sejam um” (João 17,21).
“Os sinais de divisão entre os cristãos nos países que já estão despedaçados pela violência provocam mais motivos de conflitos da parte dos que deveriam ser um atrativo fermento de paz”, afirma o Papa Francisco na Exortação apostólica Evangelii Gaudim.
É urgente buscar caminhos de unidade devido à gravidade da divisão entre cristãos, particularmente na África. O empenho pela unidade entre cristãos ajudará a Igreja na África a ser sal e luz para seu próprio continente, um sinal de esperança para os povos.
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Assista:
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                                                                                  Fonte: vaticannews.va    Banner: acf.org.br

Coletiva 57ª AG CNBB desta quinta:

Detalhes da revisão e tradução do novo Missal Romano
Nesta quinta-feira (2), no 2º dia da 57ª Assembleia Geral da CNBB a coletiva de imprensa tratou do documento de ‘Orientações para a Mídia de Inspiração Católica’,o trabalho das Comissões Episcopais Pastorais e a revisão e tradução do Missal Romano.  Participaram do encontro com os jornalistas o Arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, Dom Darci José Nicioli, bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão para a Doutrina da Fé, Dom Pedro Carlos Cipollini e o bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia e Dom Armando Bucciol.
Dom Darci José Nicioli
Dom Darci iniciou as explanações trazendo detalhes sobre o documento ‘Orientações para a Mídia de Inspiração Católica’, que será apresentado aos bispos na tarde desta quinta-feira (2), para ser avaliado e encaminhado à nova presidência para aprovação. O arcebispo explicou as iniciativas para a elaboração documento, listando:
1  - primeiramente para que sirva como estudo;
2 - como orientação os comunicadores católicos, para que sejam evitados os excessos, como em assuntos relacionados ao diálogo inter-religioso;
3 - para que expresse a conduta adequada do veículo que auto se intitula católico.
“É necessário comunicar promovendo uma cultura de fidelidade ao pensamento integral da Igreja, se é um meio de inspiração católica deve haver fidelidade a Igreja, a Doutrina Social a partir das grandes linhas do Concílio Vaticano II, evitando reproduzir a visão particularizada de movimentos, de grupos de associações de fiéis”, afirmou Dom Darci. 
O bispo finalizou dizendo que não será possível uma aprovação do documento durante a assembleia, mas será pedido o encaminhamento do texto à presidência e a todos os regionais para a aprovação.
Dom Pedro Carlos Cipollini
O segundo tema ‘o trabalho das Comissões Episcopais Pastorais’, foi apresentado pelo bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão para a Doutrina da Fé, Dom Pedro Carlos Cipollini. Ele falou da composição da Comissão e da principal missão no contexto do episcopado, que é entre outras atribuições “assistir a CNBB no exercício do magistério doutrinal e promover a fidelidade a doutrina da Igreja e aintegridade na sua transmissão”.
Dom Pedro salientou as publicações que foram produzidas a partir da Comissão com a participação de peritos em teologia e bíblia. “Foram produzidos três estudos sobre o ‘Ensino da Filosofia’, como auxílio para a compreensão teológica, o ‘Exorcismos’ e também um muito importante, que é o ‘Fé e Laicidade’.”  Ele também reforçou o objetivo da Comissão que é promover encontros, debates, estudos e seminários visando a “transmissão da fé na sua integralidade”.
Para encerrar a coletiva, Dom Armando Bucciol bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia trouxe esclarecimentos sobre a revisão e tradução do Missal Romano.
Dom Armando Bucciol
O bispo salientou que foram 12 anos de trabalhos para a revisão dos mais de três mil textos litúrgicos que o Missal contém e mais de 40 encontros da Comissão. “Umtrabalho delicado, ao mesmo tempo complexo e precioso, importante porque a liturgia manifesta a fé, a liturgia é a fonte da fé da Igreja.” Dom Armando explicou que o próximo passo é uma “ultima revisão dos detalhes linguísticos, pedindo análise de teólogos, liturgistas e biblistas e também especialistas da linguagem para ver se tem alguma expressão que possa ser melhorada, sempre dentro da fidelidade ao texto aprovado pela Assembleia Geral”. O novo Missal não tem data para ser liberado, mas o bispo estima um período de um ano a um ano e meio.
A próxima coletiva da Assembleia dos Bispos acontece na sexta-feira (3), às 15h e pode ser acompanhada no a12.com/cnbb.
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Assista:
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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Santa Missa celebra abertura da

57ª Assembleia dos Bispos em Aparecida
Foi dada a largada para a 57ª Assembleia Geral da CNBB no Santuário de Aparecida, com a celebração eucarística às 7h30, no Altar Central. A Santa Missa foi presidida pelo Presidente da CNBB e Arcebispo de Brasília, Dom Sergio da Rocha, e concelebrada Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, vice-presidente da CNBB, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, em como por Dom Frei Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da CNBB e bispo auxiliar de Brasília.
A Santa Missa reuniu cardeais, arcebispos, bispos, presbíteros, diáconos e milhares de leigos que vieram celebrar na Casa da Mãe, o Dia do Trabalhador, comemorado neste dia 1º de maio.
Durante a homilia, Dom Sérgio pediu a oração da Igreja para os trabalhos da Assembleia, frisando a importância do encontro deste ano, que irá definir as novas diretrizes para a ação evangelizadora da Igreja no Brasil e eleger a nova coordenação da CNBB para os próximos quatro anos.
O Presidente da CNBB também saudou os trabalhadores, recordando São José Operário, homem justo, que fez tudo o que Deus lhe havia ordenado. “Com ele, queremos aprender a ser mais justos”.
Assembleia
De 1º a 10 de maio, mais de 300 bispos irão se dedicar nas discussões sobre diversos temas, como: relatório do quadriênio, assuntos de liturgia, textos litúrgicos – CETEL (Comissão Episcopal de Textos Litúrgicos), assuntos de Doutrina da Fé, relatório econômico e conjuntura eclesial, com a avaliação da Igreja no Brasil e da CNBB, a análise sociopolítica do Brasil, a Campanha da Fraternidade em 2021, definição das Comissões Episcopais Pastorais e a 6ª Semana Social Brasileira.
“Como bem sabemos, são inúmeros os desafios para a missão de Igreja no mundo de hoje. Pretendemos superar os desafios com a definição das novas ações evangelizadoras da Igreja. As dificuldades, meus irmãos e irmãs, não devem jamais nos desanimar. Diante dos desafios, nós temos a oportunidade de crescer na fé”, afirmou Dom Sergio.
Após a Santa Missa os membros da 57ª Assembleia Geral da CNBB seguiram para o Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida para o início oficial da 1ª sessão.
Acompanhe a cobertura completa da Assembleia dos Bispos no a12.com/cnbb.

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Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta:

Deus luta por nós, não contra nós.
    Na Audiência Geral, o Pontífice deu prosseguimento ao ciclo de catequese sobre o Pai-Nosso, explicando hoje a penúltima invocação: "Não nos deixeis cair em tentação" (Mt 6, 13).
Cidade do Vaticano - Este 1º de maio foi dia de trabalho para o Papa Francisco, que acolheu na Praça São Pedro milhares de fiéis e peregrinos para a Audiência Geral.
O Pontífice deu prosseguimento ao ciclo de catequese sobre o Pai-Nosso, explicando hoje a penúltima invocação: "Não nos deixeis cair em tentação" (Mt 6, 13).
Esta invocação, afirmou, nos introduz no âmago do drama, isto é, no terreno do confronto entre a nossa liberdade e as insídias do maligno. Independentemente da interpretação do texto, deve-se excluir que Deus seja o protagonista das tentações que pairam sobre o caminho do homem.
Sempre conosco
“Os cristãos não lidam com um Deus invejoso, em competição com o homem, ou que gosta de colocá-lo à prova", disse Francisco. Pelo contrário, quando o mal aparece na vida do homem, combate ao seu lado, para que possa ser libertado. “Um Deus que combate por nós, não contra nós. É um Pai. É nesse sentido que rezamos o Pai-Nosso."
Deus está sempre conosco, prosseguiu o Papa: "Quando nos dá a vida, durante a vida, nas alegrias, nas provações, na tristeza, nos fracassos quando pecamos. Mas sempre conosco porque é Pai, não pode nos abandonar".
Diabo não é coisa antiga
Se somos tentados em fazer o mal, negando a fraternidade com os outros e desejando um poder absoluto sobre tudo e todos, Jesus já combateu por nós essa tentação.
Atenção a todos
Jesus foi tentado no deserto pelo Satanás. A sua vida pública começou assim, recordou o Papa. Alguns recriminam: “Mas por que falar do diabo, é uma coisa antiga, não existe. Mas o Evangelho nos ensina que Jesus enfrentou o diabo. E saiu vitorioso".
Quando Jesus se retira para rezar no Getsêmani, seu coração é invadido por uma angústia indescritível, e Ele experimenta a solidão e o abandono a ponto de pedir aos seus amigos: "Ficai aqui e vigiai comigo" (Mt 26, 38). Eles adormeceram.
Mas no tempo em que o homem conhece sua provação, Deus ao invés vigia.
“Nos momentos mais difíceis da nossa vida, mais sofridos, mais angustiantes, Deus vigia conosco, luta conosco, sempre perto de nós. Por quê? Porque é Pai. Assim começamos a oração: Pai-Nosso. Um Pai não abandona seus filhos.”
É o nosso conforto na hora da provação: saber que aquele vale, desde que Jesus o atravessou, não está mais desolado, mas é abençoado pela presença do Filho de Deus. 
"Afasta portanto de nós, ó Deus, o tempo de provação e da tentação. Mas quando chegar para nós este tempo, mostra-nos que não estamos sozinhos, que o Cristo já tomou sobre si o peso dessa cruz, e nos chama a carregá-la com Ele, abandonando-nos confiantes no amor do Pai", foi a oração final do Pontífice.
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Assista:

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CNBB divulga mensagem por ocasião do

Dia do trabalhador e da trabalhadora do Brasil
Por ocasião do 1º de maio – data em que se celebra o Dia do Trabalhador (a), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga mensagem aos trabalhadores e às trabalhadoras brasileiros e se une eles manifestando-lhes estima, solidariedade e gratidão.
A mensagem afirma a urgência de assegurar o direito ao trabalho e reafirma “a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras, de modo a garantir seu justo sustento e de suas famílias, combatendo o desemprego, o trabalho escravo, a precarização das relações de trabalho e a perda de direitos trabalhistas, dentre outros problemas que têm causado tanto sofrimento ao povo brasileiro”.
Ainda segundo o documento, a presidência da CNBB manifesta, de modo especial, a preocupação com o grave problema do desemprego. “A flexibilização de direitos dos trabalhadores, institucionalizada pela lei 13.467 de 2017, como solução para superar  a crise, mostrou-se ineficiente. Além de suscitar questionamentos éticos, o desemprego aumentou e já são mais de treze milhões de desempregados. O Estado não pode abrir mão do seu papel de mediador das relações trabalhistas, numa sociedade democrática”.
Eis a íntegra da Mensagem:
Mensagem por ocasião do 1º de maio:
Dia do Trabalhador e da Trabalhadora
“Do trabalho de tuas mãos comerás, serás feliz, tudo irá bem” (Sl 128,2)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, através de sua Presidência, iluminada pela Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio, manifestando-lhes estima, solidariedade e gratidão.
O trabalho digno, para além de cumprir a necessária tarefa de prover as necessidades materiais, “constitui uma dimensão fundamental da existência do ser humano sobre a terra” (Laborem Exercens, 4) e de sua participação na obra do Criador. Urge assegurar o direito ao trabalho e reafirmar a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras, de modo a garantir seu justo sustento e de suas famílias, combatendo o desemprego, o trabalho escravo, a precarização das relações de trabalho e a perda de direitos trabalhistas, dentre outros problemas que têm causado tanto sofrimento ao povo brasileiro. Para tanto, é indispensável a atuação dos Poderes Públicos, bem como a participação da sociedade civil: empresários, sindicatos, igrejas, trabalhadores e trabalhadoras. Neste esforço, como ensina o Papa Francisco, “é preciso reconhecer um grande mérito àqueles empresários que, apesar de tudo, não deixaram de se comprometer, de investir e arriscar para garantir o emprego” (Papa Francisco, 22 de setembro de 2013). Ao mesmo tempo, devemos reconhecer o valor dos sindicatos, expressão do perfil profético da sociedade (Papa Francisco, 28 de junho de 2017).
Reafirmamos o princípio orientador da Doutrina Social da Igreja sobre a primazia do trabalho e do bem comum sobre o lucro e o capital. Nos nossos dias, difunde-se o paradigma da utilidade econômica como princípio das relações sociais e, por isso, de trabalho, almejando a maior quantidade possível de lucro, imediatamente e a todo o custo, em detrimento da dignidade e dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Manifestamos, de modo especial, a nossa preocupação com o grave problema do desemprego. A flexibilização de direitos dos trabalhadores, institucionalizada pela lei 13.467 de 2017, como solução para superar  a crise, mostrou-se ineficiente. Além de suscitar questionamentos éticos, o desemprego aumentou e já são mais de treze milhões de desempregados. O Estado não pode abrir mão do seu papel de mediador das relações trabalhistas, numa sociedade democrática.
A participação dos trabalhadores e dos sindicatos, na discussão da Previdência social, é fundamental para a preservação da dignidade dos trabalhadores e de sua justa e digna aposentadoria, especialmente dos que se encontram mais fragilizados na sociedade. Reconhecer a necessidade de avaliar o sistema não permite desistir da lógica da solidariedade e da proteção social através da capitalização, como propõe a PEC 06/2019. Também não é ético desconstitucionalizar regras da Previdência, inseridas na Constituição de 1988.
Nosso olhar volta-se também para os jovens. Segundo o Papa Francisco, o desemprego juvenil é a “primeira e mais grave” forma de exclusão e de marginalização dos jovens (Christus Vivit, 270). A impossibilidade de trabalho gera a perda do sentido da vida e, consequentemente, leva à pobreza e à marginalização.
Incentivamos os trabalhadores e trabalhadoras e as suas organizações a colaborarem ativamente na construção de uma economia justa e de uma sociedade democrática.
Trabalhadores e trabalhadoras, sobre cada um de vocês e de suas famílias, suplicamos as bênçãos de Deus, pela intercessão de São José Operário e Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
Cardeal Sergio da Rocha - Arcebispo de Brasília - Presidente da CNBB
Dom Murilo S.R. Krieger, SCJ - Arcebispo de São Salvador - Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo U. Steiner, OFM - Bispo Auxiliar de Brasília - Secretário-Geral da CNBB
Brasília-DF, 1º de maio de 2019
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                                                                                                                     Fonte: cnbb.org.br