sábado, 7 de maio de 2016

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

reflete sobre situações migratórias

O lema bíblico “Chamados e chamadas para proclamar os altos feitos do Senhor” (1Pd 2.9) inspira a Semana de Oração pela Unidade Cristã 2016. Este ano, a atividade ocorrerá, no Brasil, de 8 a 15 de maio e sugere reflexão sobre a realidade migratória no mundo. 
A proposta foi elaborada pelo movimento ecumênico da Letônia e adaptado para o Brasil pelo Movimento Ecumênico de Curitiba (MOVEC). 
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é promovida mundialmente pelo Conselho Pontifício para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI). No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados.
Na carta, por ocasião da SOUC 2016, as igrejas cristãs recordam que o ano de 2015 foi caracterizado pelas ondas migratórias. “Também no início deste ano, vimos, na Europa, migrantes e refugiados desesperados em busca de novas condições de vida. Seus países foram destruídos por guerras e catástrofes ambientais”.
Ao final, da mensagem, as lideranças expressam proximidade com os povos refugiados. “Somos chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor! Que essa proclamação se traduza em posturas de diálogo, acolhida e respeito para com aquelas pessoas que vêm ao nosso país em busca de novas oportunidades de vida”. 
Confira a íntegra da carta:
SOUC 2016: Carta das Igrejas
Queridas irmãs e irmãos das comunidades cristãs brasileiras!
“Chamados e chamadas para proclamar os altos feitos do Senhor” (1Pe2.9). Este é o lema bíblico que inspira a Semana de Oração pela Unidade Cristã 2016.
A Semana de Oração foi preparada pelas Igrejas da Letônia. Participaram diretamente do processo de elaboração do material as Igrejas: Católica Apostólica Romana, Luterana, Ortodoxa e Batista. 
O povo letão, no final do século XIX e primeira metade do século XX, foi obrigado a migrar por ocasião da ocupação russa. Parte dessa migração ocorreu por causa da perseguição religiosa. A Letônia foi submissa aos czares, que tentaram impor a religião oficial como expressão de fé. As pessoas de outras expressões religiosas, entre elas Judaísmo, Cristianismo (catolicismo e protestantismo) e o Islã, foram perseguidas.
Essa realidade mudou com o passar do tempo. Hoje, a Letônia é bem diferente. É possível o convívio entre diferentes expressões de fé. A realização e preparação da Semana de Oração pela Unidade é o exemplo concreto disso. 
Nossos irmãos e nossas irmãs da Letônia escolheram o texto do apóstolo Pedro, que lembra que nós, pessoas batizadas, somos “chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor”. Proclamar os altos feitos de Deus significa não esquecermos a perspectiva de que através do Batismo que somos declarados filhos e filhas de Deus. O Batismo jamais deve ser banalizado. Ele é um sacramento que nos apresenta o desafio permanente de praticarmos e proclamarmos o amor gratuito de Deus pela humanidade. Uma das formas de proclamar esse amor é assumindo posturas de diálogo e de acolhida, em especial, com as pessoas que são diferentes de nós: de outras igrejas, religiões e culturas.
O ano de 2015 foi caracterizado pelas ondas migratórias. Também no início deste ano, vimos, na Europa, migrantes e refugiados desesperados em busca de novas condições de vida. Seus países foram destruídos por guerras e catástrofes ambientais. Alguns países optaram por fechar suas fronteiras para evitar a entrada de migrantes. Outros estão pensando nessa possibilidade. 
No Brasil, a situação não é tão dramática como é na Europa. Mas também aqui aumentou o número de pessoas migrantes e refugiadas. Muitas delas buscam o nosso país na esperança de encontrar amparo e resgatar a dignidade de vida. Infelizmente, no ano de 2015, alguns migrantes foram agredidos e sofreram preconceito. Atitudes racistas e preconceituosas não são coerentes com os altos feitos de Deus. Também é oportuno lembrar que é expressivo o número de grupos étnicos que, em tempos idos, vieram ao Brasil por razões de fome e guerra, aqui encontrando acolhida e amparo.
O Batismo nos conclama ao respeito pelo migrante. Mais do que tolerantes, precisamos ser respeitosos. A tolerância deveria ser uma convicção passageira. Ela deveria conduzir ao reconhecimento do direito à dignidade que é inerente a cada ser humano. 
Somos chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor! Que essa proclamação se traduza em posturas de diálogo, acolhida e respeito para com aquelas pessoas que vêm ao nosso país em busca de novas oportunidades de vida. 
Que nossas Igrejas sejam motivadas para esse testemunho permanente de acolhida!
Na unidade de Cristo,
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Pastor Dr. Nestor Paulo Friedrich - Pastor Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
Dom Francisco de Assis da Silva - Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Presbítero Wertson Brasil de Souza - Moderador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
Dom Paulo Titus - Arcebispo da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia
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Francisco na manhã deste sábado:

"Igreja não é uma 'clínica para VIP'"

Cidade do Vaticano (RV) – Cerca de 9 mil pessoas participaram na manhã de sábado (07/05) de um encontro na Sala Paulo VI em homenagem à ONG ‘Cuamm, Médicos com a África’. O evento teve início às 10h30 com uma série de testemunhos, mas o ápice foi às 12h, com a chegada do Papa.
ONG tem 65 anos de atuação na África
Devemos crescer na solidariedade
Esta organização foi a primeira no campo da saúde a ser reconhecida na Itália e é a maior na promoção e tutela da saúde dos povos africanos.
Fundada em 1950 por um médico missionário, Francesco Canova, e pelo então bispo de Pádua, Dom Girolamo Bortignon, a ONG trabalha hoje em sete países da África sub-Saraiana pelo direito da saúde de mães, crianças, doentes de Hiv/Aids e tuberculose, portadores de deficiências e pessoas mais pobres.
Saúde não é um 'bem de consumo'
Negada em várias partes do mundo e em muitas regiões da África, “a saúde não é um bem de consumo e nem pode ser considerada ‘um privilégio’, mas um direito universal”, disse Francisco ao grupo.
“O Senhor envia vocês como ‘bons samaritanos’ para atravessar a ‘porta’ que conduz do primeiro ao terceiro mundo. E esta é a sua ‘porta santa’”, continuou.
Gestantes e bebês são prioridade
A ONG, com seus médicos, voluntários e colaboradores, atua entre as faixas mais vulneráveis da população, como gestantes e recém-nascidos. Na África, muitas mulheres morrem no parto e seus bebês não superam o primeiro mês de vida por causa da desnutrição e das grandes endemias.
Francisco os encorajou a serem ‘expressão da Igreja-mãe, que se inclina sobre os mais frágeis e os assiste’.
Trabalhar 'com' e promover crescimento
“Cuamm é Médicos ‘com’ a África, e não ‘para’ a África, e esta denominação”, referiu o Papa, significa que “são chamados a envolver os africanos no processo de crescimento, caminhando juntos, compartilhando dramas e alegrias, dores e entusiasmos”.
“Exorto-os a manter esta particular abordagem junto às comunidades, ajudando-as a crescer e deixando-as quando forem capazes de prosseguir autonomamente, em uma perspectiva de desenvolvimento e sustentabilidade”.
Igreja não é 'clínica para VIPs'
Concluindo, o Pontífice encorajou os membros do Cuamm a levarem avante esta obra inspirando-se em uma missionariedade evangelicamente fecunda, expressão de uma Igreja que não é uma ‘clínica para VIP’, mas um ‘hospital de campanha’: “Uma Igreja de coração grande, próxima dos feridos e humilhados da história, a serviço dos mais pobres”. 
Um dos participantes da audiência era Andrea Atzeri, responsável pelas relações internacionais da CUAMM. Ele conversou com a RV e falou das maiores preocupações na atuação de seu trabalho na África. (CM)
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Papa aos guardas suíços:
"Fé, universalidade e fraternidade no trabalho"

Na manhã de sábado (07/05), o Papa recebeu na Sala Clementina, no Vaticano, os guardas suíços que prestaram juramento sexta-feira (06/05),
Francisco encontrou o grupo, com familiares e amigos, para agradecer pelo “serviço, disponibilidade e fidelidade à Santa Sé”, como afirmou no início de um breve discurso.
“É belo ver jovens dedicarem alguns anos de suas vidas à Igreja: é uma ocasião única para crescer na fé, experimentar a universalidade da Igreja e fazer experiência de fraternidade”.
A serviço da Igreja
Crescer na fé aproveitando o tempo que passam em Roma – coração do cristianismo – para aprofundar a amizade com Jesus e caminhar rumo à santidade orando, ouvindo a palavra de Deus e participando da missa com devoção.
Experimentar a universalidade da Igreja encontrando pessoas de diferentes línguas, tradições e culturas, todos irmão, pois acomunados pela fé em Cristo.
Fazer experiência de fraternidade valorizando a vida comunitária, a compartilha de momentos felizes e difíceis, prestando atenção a quem precisa de um sorriso e de um gesto de amizade. Assumindo tal atitude, “enfrentar com diligencia e perseverança os pequenos e grandes deveres de cada dia, testemunhando gentileza e espírito de acolhimento, altruísmo e humanidade com todos”.
Terminando, o Pontífice fez votos que estes jovens vivam intensamente seu período de trabalho, sólidos na fé e generosos na caridade com as pessoas que encontrarem. (CM)
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Leituras do

Domingo da Ascensão do Senhor Jesus


1ª Leitura: At 1,1-11
No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo aos apóstolos que tinha escolhido. Foi a eles que Jesus se mostrou vivo depois de sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus.
Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: ‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias’”.
Então, os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel?”
Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”.
Depois de dizer isto, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo. Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus, que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.
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Salmo: 46
 Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta. 
 Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta. 
 Povos todos do universo, batei palmas,/ gritai a Deus aclamações de alegria!/ Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,/ o soberano que domina toda a terra.
 Por entre aclamações Deus se elevou/ o Senhor subiu ao toque da trombeta./ Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,/ salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!
 Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,/ ao som da harpa acompanhai os seus louvores!/ Deus reina sobre todas as nações./ Está sentado no seu trono glorioso. 
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2ª Leitura: Ef 1,17-23
Irmãos: O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente.
Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa mencionar, não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro.
Sim, ele pôs tudo sob seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.
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Evangelho:  Lc 24,46-53
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 46“Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vós sereis testemunhas de tudo isso. Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”.
Então Jesus levou-os para fora, até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu. Eles o adoraram. Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria. E estavam sempre no Templo, bendizendo a Deus.
Reflexão
O Espírito do Senhor Jesus e nossa missão
A 1ª leitura e o evangelho nos contam como os apóstolos viveram as últimas aparições de Jesus ressuscitado: como despedida provisória e como promessa. Jesus não voltaria até a consumação do mundo, mas deixou nas mãos deles a missão de levar a salvação e o perdão dos pecados a todos que quisessem converter-se, no mundo inteiro. E prometeu-lhes o Espírito Santo, a força de Deus, que os ajudaria a cumprir sua missão.
A vitalidade e juventude da Igreja, até hoje, tem sua raiz nesta herança que Deus lhe deixou. “É bom para vocês que eu me vá – diz Jesus no evangelho de João – porque, senão, não recebereis o Paráclito, o Espírito da Verdade” (1016,7). Jesus salvou o mundo movido pelo Espírito e dando a sua vida pelos homens. Agora, nós devemos dar continuidade a esta obra, geração após geração. O Espírito de Jesus e do Pai deve animar em nós, e através de nós, um testemunho igual ao de Jesus: deve fazer revi ver Jesus em nós. O que salva o mundo não é a presença física de Jesus para todas as gerações, mas sim o Espírito que ele gerou em nós pela morte por amor – o Espírito do Pai e dele mesmo.
A Igreja não caiu no vazio depois da Ascensão de Jesus. Antes, entrou com ele na plenitude do tempo da salvação e da reconciliação, embora não de vez e por completo. Tem que lutar para realizar o que Jesus já vive em plenitude. Ainda não está na mesma glória, na mesma união definitiva com Deus em que está o seu fundador, mas vive movida pelo mesmo Espírito, e este nunca lhe faltará até a hora do reencontro completo. A Igreja terá que expor às claras as contradições, as injustiças, as opressões que impedem a reconciliação e o perdão. Terá que urgir opção e posicionamento, e também transformação dos corações e das estruturas do mundo, para que um dia o Cristo glorioso seja a realidade de todos nós.
                               Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
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                                            Reflexão e ilustração: franciscanos.org.br  Banner: cnbb.org.br  

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Francisco na missa desta sexta-feira:

Alegria e esperança cristãs caminham juntas

Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta sexta-feira (06/05), o Papa presidiu à missa na Capela Santa Marta. Sua homilia foi centrada na Leitura do Dia, extraída do Evangelho de João.
Jamais percamos a alegria e a esperança
Antes da Paixão, Jesus adverte os discípulos que ficarão tristes, mas que esta tristeza se transformará num grito de alegria. E usa a imagem de uma mulher ao dar à luz: “É na dor porque chegou a sua hora; mas quando dá à luz o menino, esquece o sofrimento: espera na dor e exulta na alegria”.
“Isto é o que fazem a alegria e a esperança juntas em nossa vida quando estamos em tribulação, em meio a problemas, quando sofremos. Não é uma anestesia. A dor é dor, mas vivida com alegria e esperança abre as portas à alegria de um fruto novo. Esta imagem do Senhor nos deve ajudar nas dificuldades; dificuldades por vezes árduas, que nos levam até a duvidar de nossa fé... Mas com a alegria e a esperança vamos adiante, porque depois da tempestade chega um homem novo, como a mulher quando dá à luz. E Jesus diz que esta alegria e esperança são duradouras, não passam”. 
Alegria e esperança caminham juntas
“Uma alegria sem esperança é simples divertimento, uma alegria passageira. Uma esperança sem alegria não é esperança, não vai além de um saudável otimismo; mas alegria e esperança vão juntas e as duas fazem esta explosão que a Igreja, em sua liturgia, quase grita, sem pudor: “Exulte a tua Igreja!, exulte de alegria. Sem formalidades, porque quando uma alegria é forte, não existe formalidade: é alegria”. 
“O Senhor – afirma Francisco – nos diz que existirão problemas na vida e que esta alegria e esperança não são um ‘carnaval’, mas outra coisa: 
“A alegria fortalece a esperança e a esperança floresce na alegria. E assim vamos adiante, mas todas as duas – com este comportamento que a Igreja quer dar a estas duas virtudes cristãs – indicam um ‘sair de nós mesmos’. A pessoa alegre não se fecha em si mesma; a esperança a leva lá, é precisamente uma âncora na praia do céu que nos faz sair de nós mesmos, com alegria e esperança”. 
Alegria verdadeira
“A alegria humana – explica o Papa – pode ser extraída de qualquer coisa, inclusive das dificuldades. Jesus, ao contrário, quer nos dar uma alegria que ninguém pode nos tirar: “É duradoura, até nos momentos mais sombrios”. É o que acontece na Ascensão do Senhor: “Os discípulos, quando o Senhor vai embora e não o veem mais, ficam olhando para o céu com um pouco de tristeza, mas os anjos vêm a despertá-los”. E Lucas refere que “voltaram felizes, repletos de alegria”. “Aquela alegria de saber que a nossa humanidade entrou no céu, pela primeira vez!”, diz o Papa. 
“A esperança de viver e de chegar ao Senhor se torna uma alegria que se apodera de toda a Igreja. Que o Senhor nos dê esta graça – conclui o Papa – de uma alegria grande, que seja a expressão da esperança, uma esperança forte, que se torne alegria em nossa vida. Que o Senhor custodie esta alegria e esta esperança, para que ninguém as tire de nós”. (CM)
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O sonho de Francisco: 
"Europa seja mãe acolhedora"

Em cerimônia no Vaticano, o Papa Francisco recebeu na manhã desta sexta-feira (06/05) o Prêmio ‘Carlos Magno' e proferiu às autoridades presentes um discurso reiterando, já no início, que este reconhecimento é dedicado a toda a Europa.
“Europa que, no século passado, deu testemunho à humanidade de que um novo começo era possível: depois de anos de trágicos confrontos, culminados na guerra mais terrível de que se tem memória, reencontrou-se a si mesma e começou a edificar a sua casa”, disse.  
No entanto, continuou o Pontífice, “esta família de povos nos últimos tempos parece sentir como menos suas as paredes da casa comum, distanciando-se do luminoso projeto arquitetado pelos Pais”.  
O que aconteceu com a Europa?
Diante de uma plateia prevalentemente europeia, o Papa retomou o questionamento já feito em sua visita de 2014 ao Parlamento Europeu, quando falou de uma “Europa avó, cansada e envelhecida, decadente e tentada mais a dominar espaços do que a gerar processos de inclusão e transformação”.
Migrante em Lesbos na Grécia
“O que te aconteceu, Europa humanista, paladina dos direitos humanos, da democracia e da liberdade? O que te aconteceu, Europa terra de poetas, filósofos, artistas, músicos, escritores? O que te aconteceu, Europa mãe de povos e nações, mãe de grandes homens e mulheres que souberam defender e dar a vida pela dignidade dos seus irmãos?”, perguntou.
A resposta, segundo Francisco, está na chamada “transfusão de memória”. “É preciso ouvir a voz dos nossos antepassados, evocar os Pais fundadores da Europa, que souberam procurar estradas alternativas, inovadoras naquele contexto marcado pelas feridas da guerra; procuraram soluções multilaterais para os problemas que pouco a pouco iam se tornando comuns”.
Integrar, dialogar e gerar
A este ponto, o Pontífice frisou o conceito da solidariedade de fato, a generosidade concreta que se seguiu à II Guerra Mundial, e que hoje nos devem inspirar, mais do que nunca, a construir pontes e a derrubar muros; ‘atualizar’ a ideia de Europa e gerar um novo humanismo baseado em três capacidades: a capacidade de integrar, a capacidade de dialogar e a capacidade de gerar.
Integrar as culturas mais diversas num encontro de civilizações e povos e assim, redescobrir a amplitude da alma europeia, sem ‘colonizações ideológicas’. Dialogar é abrir instâncias, reconhecer no outro um interlocutor válido, que nos permita ver o forasteiro, o migrante, a pessoa que pertence a outra cultura como sujeito a ser ouvido, considerado e apreciado. “A cultura do diálogo deveria constar em todos os currículos escolares como eixo transversal das disciplinas”, propôs Francisco.
Em relação à capacidade de gerar, papel preponderante têm os jovens, que com os seus sonhos forjam o espírito europeu. São eles os operadores das mudanças e transformações; os protagonistas. “Mas como podemos fazê-los partícipes desta construção quando os privamos de emprego, de trabalhos dignos que lhes permitam desenvolver-se com as suas mãos, a sua inteligência e as suas energias?”, questionou novamente.  
Justa distribuição dos frutos da terra e do trabalho
“A justa distribuição dos frutos da terra e do trabalho humano não é mera filantropia; é um dever moral”, afirmou, sugerindo que isto requer a busca de novos modelos econômicos, mais inclusivos e equitativos, orientados não para o serviço de poucos, mas para benefício do povo e da sociedade: “a passagem de uma economia líquida a uma economia social”. Na prática, deixar de lado a economia que visa o rendimento e o lucro com base na especulação, em prol de uma economia social, que invista nas pessoas criando postos de trabalho e qualificação.
Inclusão
A solução para um futuro digno, e de paz para as nossas sociedades está, segundo o Pontífice, na verdadeira inclusão: “a inclusão que dá o trabalho digno, livre, criativo, participativo e solidário”, que pode nos dar novamente a capacidade de sonhar aquele humanismo, cujo berço e fonte é a Europa.
Em relação ao papel da Igreja, recordou que o anúncio do Evangelho hoje, mais do que nunca, “se traduz sobretudo em sair ao encontro das feridas do homem, levando a presença forte e simples de Jesus, a sua misericórdia consoladora e encorajante”.  
Europa capaz de ser mãe
Concluindo, o Papa confiou aos presentes o seu sonho de Europa: “Um caminho constante de humanização; uma Europa jovem, capaz de ainda ser mãe, uma mãe que respeita a vida e dá esperanças de vida; que cuida da criança, que socorre como um irmão o pobre e quem chega à procura de acolhimento porque já não tem nada e pede abrigo. Sonho uma Europa que escuta e valoriza as pessoas doentes e idosas, para que não sejam reduzidas a objetos de descarte porque improdutivas. Sonho uma Europa onde ser migrante não seja delito, mas apelo a um maior compromisso com a dignidade de todos os seres humanos. Sonho uma Europa onde os jovens respirem o ar puro da honestidade, amem a beleza da cultura e duma vida simples, não poluída pelas solicitações sem fim do consumismo; onde casar e ter filhos sejam uma responsabilidade e uma alegria grande, não um problema criado pela falta de trabalho suficientemente estável. Sonho uma Europa das famílias, com políticas realmente eficazes, centradas mais nos rostos do que nos números, mais no nascimento dos filhos do que no aumento dos bens. Sonho uma Europa que promova e tutele os direitos de cada um, sem esquecer os deveres para com todos. Sonho uma Europa da qual não se possa dizer que o seu compromisso em prol dos direitos humanos constituiu a sua última utopia”. (CM)
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                                                                                                Fonte: radiovaticana.va

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Francisco nesta quinta na Vigília "para enxugar as lágrimas":

Pranto de Jesus ensina a assumir a dor dos outros

Cidade do Vaticano (RV) - “Precisamos de misericórdia, da consolação que vem do Senhor. Todos nós precisamos dela; é a nossa pobreza, mas também a nossa grandeza: invocar a consolação de Deus, que, com a sua ternura, vem enxugar as lágrimas do nosso rosto.”
Foi o que disse o Papa Francisco na Vigília “para enxugar as lágrimas” daqueles que têm necessidade de consolação, celebrada na tarde desta quinta-feira (05/05) na Basílica de São Pedro. Inserida no âmbito do Jubileu da Misericórdia, a Vigília foi dedicada aos que sofrem no corpo e na alma. Orações e histórias de vida, banhadas por lágrimas e enxugadas pela fé, marcaram a Vigília para expressar a obra de misericórdia espiritual “consolar os aflitos”.
Uma das famílias que testemunhou na Vigília
Após a leitura dos textos bíblicos propostos pela liturgia, intercaladas com alguns testemunhos, o Santo Padre fez a meditação da Vigília, durante a qual esteve exposta para a veneração dos fiéis um Relicário de Nossa Senhora das Lágrimas de Siracusa, para pedir a materna proteção de Maria no mês a ela dedicado.
O Pontífice começou invocando a presença do Espírito Santo:
“Seja Ele a iluminar a nossa mente, a encontrar as palavras certas e capazes de proporcionar conforto; seja Ele a abrir o nosso coração, para ter a certeza da presença de Deus que não nos abandona na provação”, exortou.
“Nos momentos de tristeza, na tribulação da doença, na angústia da perseguição e na desolação do luto, cada um de nós procura uma palavra de consolação”, disse Francisco, acrescentando que temos grande necessidade de alguém que esteja ao nosso lado e sinta compaixão por nós.
Descrevendo o sentimento de desolação com que muitas vezes vivemos os momentos da dor e do sofrimento, o Papa disse que “a razão, sozinha, não é capaz de iluminar o nosso íntimo, compreender a dor que sentimos e dar a resposta que esperamos”. Nestes momentos, observou, “temos mais necessidade das razões do coração, as únicas capazes de nos fazerem entender o mistério que envolve a nossa solidão”.
Recordando as tantas lágrimas derramadas em cada instante, no mundo, Francisco acrescentou que, diferente uma da outra, juntas, elas “formam como que um oceano de desolação, que invoca piedade, compaixão, consolação”. Após afirmar que “as mais amargas são as lágrimas causadas pela maldade humana”, o Papa enfatizou-as:
“As lágrimas de quem viu arrancar-lhe violentamente uma pessoa querida; lágrimas de avós, de mães e pais, de crianças... Há olhos que muitas vezes param fixos no pôr-do-sol e têm dificuldade em ver a alvorada de um novo dia.”
Nesta dor, não estamos sozinhos, “também Jesus sabe o que significa chorar pela perda duma pessoa amada”, acrescentou Francisco, lembrando uma das páginas mais comoventes do Evangelho, na qual Jesus chorou pela morte do amigo Lázaro.
O Santo Padre frisou que com esta passagem do Evangelho narrada por João, o evangelista quer mostrar como Jesus toma parte na tristeza dos seus amigos e se Se solidariza com o seu desconforto. Jesus “não abandona aqueles que ama”, disse, citando Santo Agostinho.
“Se Deus chorou, também eu posso chorar, ciente de que sou compreendido. O pranto de Jesus é o antídoto contra a indiferença face ao sofrimento dos meus irmãos. Aquele pranto ensina-me a assumir a dor dos outros, a tornar-me participante do incômodo e do sofrimento de quantos vivem nas situações mais dolorosas. Mexe comigo para fazer-me perceber a tristeza e o desespero de quantos viram até roubar-lhes o corpo dos seus entes queridos, e já não têm sequer um lugar onde possam encontrar consolação.”
“O pranto de Jesus não pode ficar sem resposta por parte de quem acredita n’Ele. Como Ele consola, assim somos chamados nós a consolar”, exortou Francisco.
O Papa lembrou que no momento do pavor, da comoção e do pranto, surge no coração de Cristo a oração ao Pai e frisou que “a oração é o verdadeiro remédio para o nosso sofrimento”. Na oração, disse ainda, “também nós podemos sentir a presença de Deus ao nosso lado”.
“A ternura do seu olhar consola-nos, a força da sua palavra sustenta-nos, incutindo esperança.” Precisamos de ter esta certeza:
“O Pai escuta-nos e vem em nosso auxílio. O amor de Deus, derramado nos nossos corações, permite-nos dizer que, quando se ama, nada e ninguém jamais poderá separar-nos das pessoas que amamos. Assim no-lo recorda, com palavras de grande consolação, o apóstolo Paulo: ‘Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?’”
“A força do amor transforma o sofrimento na certeza da vitória de Cristo e nossa, com Ele, e na esperança de que um dia estaremos juntos de novo e contemplaremos para sempre o rosto da Santíssima Trindade, fonte eterna da vida e do amor”, concluiu o Papa, lembrando que “junto de cada cruz, está sempre a Mãe de Jesus. Com o seu manto, Ela enxuga as nossas lágrimas. Com a sua mão, faz-nos levantar e acompanha-nos pelo caminho da esperança”. (RL)
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                                                                              Fonte: radiovaticana.va      news.va

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Vale a pena conferir

O pecado da corrupção

Uma das maiores causas da grave situação que vivemos está na relação estabelecida com o dinheiro em nossa sociedade. Aceitamos pacificamente seu domínio sobre tudo. “A crise financeira que atravessamos faz-nos esquecer que, na sua origem, há uma crise antropológica profunda: a negação da primazia do ser humano”, escreve o Papa Francisco (cf. EG n. 55). A síndrome da adoração do bezerro de ouro promove a especulação financeira e a autonomia absoluta do mercado. Em meio a tudo isso a corrupção corre solta como se fosse “regra do jogo”. A lei da selva que impõe o consumo como bem supremo, impõe também a ganância e a corrupção como parte do modo de vida regido pela mesma lei da selva na qual os mais espertos e mais fortes levam vantagem em tudo.
Ao contrário do que poderíamos pensar, a corrupção não é um fenômeno de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Está espalhada pelo mundo todo. A corrupção é considerada pela ONU o crime mais dispendioso de todos, causa de muitos outros. Ela tornou-se um dos traços característicos da sociedade pós-industrial. É um dos emblemas de nosso tempo: é a única “religião” que tem hoje uma vocação universal, sentencia Jean-Marie Guéhemo. A corrupção moral, referente aos costumes, grassa em todos os setores da vida social, mas a corrupção administrativa e financeira é geral. Hoje estamos em uma situação na qual desaparecem os referenciais éticos quando se trata de lidar com o dinheiro.
Ninguém nasce corrupto, corruptor ou ladrão. Antes de chegar a sê-lo, é certo que houve uma lenta preparação interior, formada de insensibilidade pelos direitos dos outros, sedução pelas presumidas vantagens do crime e enfim, as condições favoráveis que induzem à prática do crime já consentido no coração e na mente: a ocasião faz o ladrão! Os furtos diários, principalmente os praticados por pessoas ou gangues são chocantes, sobretudo quando se configuram como latrocínio. Porém, não deveriam ser menos chocantes os crimes de corrupção, em especial os de “colarinho branco”, que finalmente começam a ser investigados e punidos. O fato é que a corrupção também gera morte.
A burocratização da administração e da sociedade toda favorece a corrupção porque muitas pessoas e organismos acabam tomando decisão sobre vários assuntos e em meio a tantas pessoas e organismos que decidem, a corrupção é facilmente camuflada; e no fim, ninguém sabia de nada ou ninguém tem culpa de nada. Uma pergunta se impõe: é possível controlar a corrupção?
Somente uma reeducação para a justiça e o direito, no sentido de sobrepor o bem comum ao bem pessoal, a valorização dos princípios éticos no relacionamento social, poderiam coibir a corrupção. Torna-se necessária uma profilaxia moral, uma limpeza nas consciências e isto é em grande parte papel da educação. Aos que tem religião, se apela para que sejam praticantes, porque a prática da própria fé sempre indica o caminho da caridade, do altruísmo para com o próximo, o que exclui a exploração e a corrupção.
Na Bíblia podemos ler: “Não roubarás” (Dt 5,19), e ainda: “Nem ladrões nem os avarentos nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus” (1Cor 6,10). Este é o sétimo mandamento da Lei de Deus dada a nós por Moisés, que prescreve a prática da justiça e da caridade na administração. Este mandamento é aceito pelas três grandes religiões monoteístas que perfazem dois terços da humanidade: judaísmo, cristianismo e islamismo. É um mandamento contra os corruptos e corruptores.
Antigamente se dizia: “Ou o Brasil acaba com a saúva ou ela acaba com o Brasil”, hoje se pode dizer: “Ou o Brasil acaba com a corrupção ou ela acaba com o Brasil”. A corrupção é pecado porque destrói os relacionamentos na sociedade, é uma injustiça e passa a ideia de que não existe Deus além do dinheiro. É preciso combater a corrupção para sobrevivermos.
                                                        Dom Pedro CipolliniBispo de Santo André (SP)
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Francisco:
Deus não conhece a palavra “descartar”

Cidade do Vaticano (RV) – “Deus não conhece a atual ‘cultura do descarte’, isso não pertence a Ele”. Esta foi a reflexão do Papa Francisco durante a Audiência geral desta quarta-feira, (04/05), na Praça São Pedro.
Ao interpretar a parábola da ovelha perdida, o Pontífice reiterou que devemos refletir sobre ela com mais frequência e fez uma advertência aos cristãos: “não devemos ficar fechados, senão teremos cheiro de mofo. Devemos sair”.
Jesus se utiliza da parábola para a compreensão de todos sobre a Sua proximidade dos pecadores, que não deve ser motivo de escândalo. “Ao contrário” – sublinhou o Papa – deve “provocar em todos uma séria reflexão de como vivemos a nossa fé”.
O estilo de Deus
“O ensinamento que Jesus nos quer transmitir é que nenhuma ovelha pode se desgarrar. O Senhor não pode se resignar ao fato que mesmo uma só pessoa possa se perder. O agir de Deus é aquele de quem vai em busca dos filhos perdidos para depois festejar e rejubilar o reencontro junto com todos”, disse o Pontífice.
O critério de Jesus não se mede pelo peso que 99 ovelhas têm na balança contra uma só. “Estejamos todos conscientes: a misericórdia para com os pecadores é o estilo com o qual Deus age, e à tal misericórdia Ele é absolutamente fiel: nada nem ninguém poderá desviá-Lo da sua vontade de salvação”, afirmou Francisco.
Deus nos aguarda onde Ele está
“Deus não conhece a nossa atual ‘cultura do descarte’, isso não pertence a Ele. Deus não descarta nenhuma pessoa, ama todos, vai em busca de todos, todos, um por um, ele não conhece esta palavra ‘descartar’ as pessoas porque é Todo amor e Todo misericórdia”.
Para encontrar Cristo, devemos estar conscientes de que seu rebanho está sempre em caminho: não é proprietário do Senhor, e não pode se iludir em aprisiona-Lo em nossos esquemas e estratégias.
“O pastor será encontrado lá onde está a ovelha perdida. Portanto, o Senhor deve ser buscado lá onde Ele quer nos encontrar, não onde nós pretendemos encontrá-Lo”, discerniu o Papa.
Cristãos com cheiro de mofo
Francisco falou ainda de lugares vazios, de alguém que foi embora e deixou a comunidade cristã. “Às vezes, isso é desencorajante e leva a pensar que seja uma perda inevitável. É então que corremos o perigo de nos fecharmos dentro do redil, onde não haverá cheiro de ovelhas, mas de mofo. Nós cristãos não devemos estar fechados senão teremos cheiro de mofo. Devemos sair”, exortou o Papa.
“Isto devemos entender bem – concluiu Francisco – para Deus ninguém está definitivamente perdido. Nunca, até o último momento, Deus nos procura. Pensem ao bom ladrão...”.
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