terça-feira, 7 de julho de 2020

"Viu, sentiu compaixão e cuidou dele"

Projeto Bom Samaritano
A Paróquia São José, em Paraisópolis MG, através do Projeto Bom Samaritano, deseja ajudar as pessoas que estão passando por necessidades neste período da pandemia.
Nossas Pastorais, Movimentos e Comunidades unem suas forças para consolidar o Pilar da Caridade, de acordo com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, oferecida pela CNBB, e também a promoção da vida plena para todos, proposta pela Arquidiocese de Pouso Alegre.
Já estamos contando com a ajuda de várias pessoas e também com instituições parceiras como Lions Club e Rede Unissul de Supermercados.
Se você puder partilhar o que é e possui com os mais necessitados, entre em contato com nossa Paróquia! Deus abençoe e recompense!
                                                                                                     Pe. Leandro Carvalho - Pároco
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Confira as informações:

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                                                                    Fonte: https://www.facebook.com/paroquiaparaisopolis

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Papa recorda 7 anos da

visita a Lampedusa com Missa na Santa Marta

Na quarta-feira, no aniversário de sua primeira viagem realizada em 8 de julho de 2013, na ilha símbolo do sofrimento de muitos migrantes no Mediterrâneo, o Papa Francisco celebrará uma Missa na capela da Casa Santa Marta, na qual tomarão parte somente os funcionários da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
Alessandro Di Bussolo - Cidade do Vaticano Também neste ano o Papa Francisco quer recordar com a celebração de uma Missa o aniversário de sua visita a Lampedusa, na ilha entre a Tunísia e a Itália, em frente a um trecho de mar, o "Canal da Sicília" que, ao invés de ser um caminho de esperança, transformou-se em um caminho de morte para milhares de migrantes.
Será nesta quarta-feira - agora que a Audiência Geral está suspensa durante todo o mês de julho - na capela da Casa Santa Marta, das 11 às 12. Dada a atual situação sanitária, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, comunica que somente o pessoal da Seção de Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral irá participar..
Em 2019,  Missa no altar da Cátedra na Basílica de São Pedro
No ano passado, o Papa celebrou a Santa Missa no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro, com a presença de cerca de 250 pessoas, entre migrantes, refugiados e aqueles que trabalharam para salvar suas vidas.
Em sua primeira viagem fora do Vaticano, Francisco quis denunciar a "globalização da indiferença", que deixa insensível ao clamor dos outros, oportunidade em que deu alguns sinais claros sobre aspectos que marcariam seu Pontificado: as periferias, os últimos, os gestos cheios de significado.
Em uma entrevista que abre o livro "In viaggio" de Andrea Tornielli, o Papa Francisco diz que se sentiu "tocado e comovido" pelas notícias sobre migrantes que morreram no mar "afogadas": pessoas comuns, crianças, mulheres, homens que continuam a perder a vida ainda hoje, sete anos depois daquela viagem, em travessias desesperadas, a bordo de barcos improvisados, confiados e gerenciados por pessoas sem escrúpulos.
"Caímos na globalização da indiferença"
No lugar simbólico do sofrimento no Mediterrâneo, ainda ressoa o grito do Papa: "Neste mundo da globalização, caímos na globalização da indiferença", "nos acostumamos ao sofrimento do outro, não nos diz respeito, não nos interessa, não é assunto nosso"!  "Nos foi tirada a capacidade de chorar".
A oração foi então a de pedir ao Senhor "perdão pela indiferença para com tantos irmãos e irmãs", "perdão para aqueles que se acomodaram e se fecharam em seu próprio bem-estar, o que leva à anestesia do coração", "perdão para aqueles que com suas decisões globais, criaram situações que levam a esses dramas", para que o mundo tenha "a coragem de acolher aqueles que buscam uma vida melhor ".
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Recorde a visita à Lampedusa:


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domingo, 5 de julho de 2020

Reflexão interessante e oportuna:

Não ter medo de ter coragem
O tema da coragem vem muito à tona neste tempo pandêmico. É preciso ter coragem até mesmo para enfrentar o medo. Daí a compreensão bem existencial do enunciado: não ter medo de termos coragem. Se formos medrosos em sermos corajosos, a paralisia toma conta de nós seres humanos. E diante da eminência da paralisia ao faltar coragem, logo vem-me à mente o episódio, narrado pelo evangelista Lucas no seu escrito bíblico neotestamentário, de Jesus sendo defrontado por um paralítico. Quais passos foram vivenciados neste episódio?
Dom Jacinto Bergmann
Primeiro passo: Jesus exercia seu ministério magistral (no duplo sentido da palavra: como mestre e como forma de excelência) na presença dos entendidos da época – “fariseus e doutores da lei”, vindos até ele da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. Todos estavam buscando no Mestre, Jesus de Nazaré, o sentido da vida.
Segundo passo: Enquanto Jesus ensinava, alguns homens trouxeram, sobre uma maca, um paralítico, e tentavam levá-lo para dentro da moradia onde ele estava e colocá-lo diante dele; não encontrando lugar, devido à multidão, não titubearam em abrir um buraco pelo telhado e assim chegaram ao intento. Esses homens tiveram a coragem de crer que Jesus é a solução da paralisia do irmão; a fé deles foi tal que cometeram a loucura corajosa de abrir brechas no caminho até Jesus.
Terceiro passo: Jesus viu a fé dos carregadores e do carregado; dirigiu-se então ao paralítico e disse: “Homem, teus pecados estão perdoados”. Jesus agiu profundamente: primeiro, percebeu no gesto corajoso de trazer o paralítico uma confiança total nele e na solução que ele mesmo era; segundo, por ele ter “ido a fundo”, entendeu que a causa e a solução da paralisia do homem na maca eram profundas – a paralisia tinha “raízes pecaminosas profundas”. Jesus, então, corajosamente enfrentou a paralisia radical do paralítico.
Quarto passo: Diante das críticas superficiais dos entendidos (eles não foram capazes de “ir a fundo”), Jesus também curou a paralisia exterior. Dirigiu-se ao paralítico: “Eu te digo; levanta-te, pega a tua maca e vai para tua casa”; ele assim o fez, libertando-se da maca, ficando senhor dela e não mais escravo, e glorificando a Deus para o maravilhamento de todos. Jesus, além de causar a libertação da paralisia “interior”, também proporcionou a libertação “exterior”: ambas recuperaram o sonho divino em relação ao paralítico de ele novamente ser “imagem e semelhança”, provocando o maravilhamento em todos os outros.
Ensina-nos este episódio do paralítico:
– Não termos medo de ter coragem em buscar o sentido da vida no Filho de Deus – Ele é a Verdade segura do nosso “buscar” humano.
– Não termos medo de ter coragem em abrir novas brechas no caminho – “buracos no telhado” para chegar ao Filho de Deus – Ele é o Caminho certo do nosso “caminhar” humano.
– Não termos medo de ter coragem em confiar a nossa paralisia radical ao Filho de Deus – Ele é a Vida plena do nosso “viver” humano.
– Não termos medo de ter coragem em acolhermos a proposta de “levantar-se e tomar a maca” – ser “imagem e semelhança divinas”, provocando “maravilhamento” ao derredor, feita pelo Filho de Deus. Ele é Alfa e o Ómega de todo o ser humano.
Não deixemos o coronavirus roubar a nossa coragem; não tenhamos medo de ter coragem.
                                                                              Dom Jacinto Bergmann - Arcebispo de Pelotas
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                                                                                                                            Fonte: cnbb.org.br

Papa no Angelus deste domingo:

Alívio oferecido por Jesus não é apenas psicológico ou esmola

O mundo exalta o rico e o poderoso, não importa com que meios, e por vezes espezinha a pessoa humana e a sua dignidade. E nós vemos isso todos os dias, os pobres espezinhados. E é uma mensagem para a Igreja, chamada a viver obras de misericórdia e a evangelizar os pobres, ser mansos, humildes. Assim o Senhor quer que seja a sua Igreja, isto é, nós.
Vatican News - Antes de rezar o Angelus neste XIV Domingo do Tempo Comum,, o Papa Francisco propôs a seguinte reflexão aos peregrinos presentes na Praça São Pedro:
Queridos  irmãos e irmãs, bom dia!
O trecho evangélico deste domingo (cf. Mt 11, 25-30) articula-se em três partes: primeiro, Jesus eleva um hino de bênção e ação de graças ao Pai, pois revelou aos pobres e ao simples o mistério do Reino dos céus; depois manifesta a relação íntima e única entre ele e o Pai; e por fim convida-nos a estar com ele e segui-lo para encontrar alívio.
Em primeiro lugar, Jesus louva o Pai, porque escondeu os segredos do seu Reino, da sua Verdade, escondidos «aos sábios e aos entendidos» (v. 25). Chama-os assim com um véu de ironia, porque presumem ser sábios, entendidos e por isso têm o coração fechado, tantas vezes. A verdadeira sabedoria vem também do coração, não é somente entender ideias. A verdadeira sabedoria também entra no coração. E se tu sabes tantas coisas e tens o coração fechado, tu não és sábio. Jesus fala sobre os mistérios do seu Pai revelando-os aos «pequeninos», àqueles que confiantemente se abrem à sua Palavra de salvação, abrem o coração à Palavra da salvação, sentem necessidade d'Ele e esperam tudo d'Ele. O coração aberto e confiante em relação ao Senhor.
Jesus explica que recebeu tudo do Pai e chama-lhe “meu Pai”, para afirmar a singularidade da sua relação com Ele. De facto, só entre o Filho e o Pai existe reciprocidade total: um conhece o outro, um vive no outro. Mas esta comunhão única é como uma flor que desabrocha, para revelar gratuitamente a sua beleza e bondade. E assim, eis o convite de Jesus: «Vinde a mim...» (v. 28). Ele quer dar o que provém do Pai. Quer dar-nos a Verdade, e a Verdade de Jesus é sempre gratuita, é um dom, é o Espírito Santo, a Verdade.
Tal como o Pai tem preferência pelos «pequeninos», também Jesus se dirige aos «cansados e aos oprimidos». Com efeito, Ele coloca-se entre eles, porque é «manso e humilde de coração»: diz para ser assim. Como na primeira e terceira bem-aventuranças, a dos humildes ou pobres de espírito; e a dos mansos (cf. Mt 5, 3.5): a mansidão de Jesus.
Assim, Jesus, «manso e humilde», não é um modelo para os resignados nem simplesmente uma vítima, mas é o Homem que vive «de coração» esta condição em plena transparência ao amor do Pai, ou seja, ao Espírito Santo. Ele é o modelo dos “pobres em espírito” e de todos os outros “bem-aventurados” do Evangelho, que fazem a vontade de Deus e dão testemunho do seu Reino.
E depois Jesus diz que se formos até ele encontraremos alívio: o “alívio” que Cristo oferece aos cansados e oprimidos não é apenas psicológico ou esmola, mas a alegria dos pobres de serem evangelizados e construtores da nova humanidade: este é o alívio. A alegria. A alegria que nos dá Jesus. É única. É a alegria que ele mesmo tem. É uma mensagem para todos nós, para todas as pessoas de boa vontade, que Jesus transmite ainda hoje no mundo que exalta aqueles que se tornam ricos e poderosos. Mas, quantas vezes dizemos: “Ah, eu gostaria de ser como aquele, como aquela, que é rico, tem tanto poder, não lhe falta nada..”. O mundo exalta o rico e o poderoso, não importa com que meios, e por vezes espezinha a pessoa humana e a sua dignidade. E nós vemos isso todos os dias, os pobres espezinhados. E é uma mensagem para a Igreja, chamada a viver obras de misericórdia e a evangelizar os pobres, ser mansos, humildes. Assim o Senhor quer que seja a sua Igreja, isto é, nós.
Maria, a mais humilde e nobre das criaturas, implore de Deus a sabedoria do coração – a sabedoria do coração -  para nós, para que possamos discernir os seus sinais na nossa vida e participar daqueles mistérios que, escondidos aos soberbos, são revelados aos humildes.
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Pedido do Papa:
Um cessar-fogo global imediato por um futuro de paz
Como havia feito no Angelus de 29 de março, o Papa Francisco voltou neste domingo a pedir um cessar-fogo global imediato para enfrentar as consequências da pandemia de Covid-19.
Criança síria refugiada na fronteira com a Turquia (AFP or licensors)
Vatican News - No Angelus deste domingo o Papa Francisco voltou a lançar um apelo por um cessar-fogo global imediato, para que as consequências da pandemia de coronavírus possam ser melhor enfrentadas e ajudas humanitárias possam chegar às populações civis atingidas por conflitos:
“Nesta semana, o Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou uma resolução que dispõe algumas medidas para enfrentar as devastadoras consequências do vírus Covid-19, de maneira particular para as áreas já palco de conflitos. É louvável o pedido de um cessar-fogo global e imediato, que permitiria a paz e a segurança indispensáveis para fornecer a assistência humanitária tão urgentemente necessárias”.  
“Faço votos – disse o Francisco ao concluir - que tal decisão seja implementada de maneira eficaz e imediata para o bem de tantas pessoas que estão sofrendo. Que esta resolução do Conselho de Segurança possa se tornar um primeiro passo corajoso para um futuro de paz.”
Semelhante apelo já havia sido feito pelo Papa Francisco no Angelus do domingo 29 de março, quando se uniu ao pedido lançado pelo secretário-geral da ONU António Guterres de um cessar-fogo imediato global em todas as partes do mundo para, entre outros, melhor combater a pandemia de coronavírus e favorecer a criação de corredores de ajudas humanitárias.
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                                                                                                                      Fonte: vaticannews.va

sábado, 4 de julho de 2020

Dom Majella preside Missa dos 120 anos da Arquidiocese

no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida


O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado-C.Ss.R., presidiu neste sábado a Eucaristia das 9h no Santuário Nacional de Aparecida. Do clero de Pouso Alegre concelebraram 12 sacerdotes. Esta seria a data em que estava programada a romaria para render graças a Deus pelos 120 anos de criação de nossa Diocese.
A Arquidiocese esteve representada pelos padres coordenadores dos 9 setores pastorais, pelo Vigário Geral, cônego Wilson Mário de Moraes, pelo reitor do Seminário, padre Ivan Paulo Moreira, e pelo coordenador de pastoral, padre Edson Aparecido.
"O templo de pedra é símbolo da igreja viva,a comunidade Cristã, que já os apóstolos Pedro e Paulo nas suas cartas significava como edifício espiritual construído por Deus com as pedras vivas que são os Cristãos sobre o único fundamento que é Jesus Cristo por sua vez que é comparado com a pedra principal ,a pedra angular,o Apóstolo Paulo nos recorda que a comunidade é templo Santo de Deus e morada do Espírito Santo; que nos ajuda a refletir: será que nossas comunidades hoje, são este templo? "
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                                                                                                           Fonte: arquidiocese-pa.org.br
Roteiro para a Celebração do Dia do Senhor em seu lar

Vivendo a dignidade de povo sacerdotal conferida pelo batismo, as famílias brasileiras são chamadas a celebrar em seus lares o Dia do Senhor. A Igreja celebra neste domingo, 5 de julho, o 14º Domingo do Tempo Comum e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, oferece mais uma vez o roteiro “Celebrar em família”.
No centro da celebração da Palavra está o Evangelho de Mateus 11, dos versículos 25 ao 30, “A revelação aos pequenos”:
[…] Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados, sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de  coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mt 11, 28-30). 
Neste contexto de pandemia, o roteiro pode ser uma valiosa opção para continuar em comunhão com a Igreja, principalmente às pessoas impossibilitadas por motivo de saúde ou idade, ou porque pertencem ao denominado ‘grupo de risco’, que devem ainda abster-se de participar das celebrações comunitárias dominicais, nos locais em que as missas já retornaram.
O roteiro tem uma oração pelo fim da pandemia extraída da mensagem Urbi et Orbi do Papa Francisco na Páscoa deste ano.
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sexta-feira, 3 de julho de 2020

14º Domingo do Tempo Comum

Leituras e reflexão
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1ª Leitura: Zc 9,9-10
Leitura da Profecia de Zacarias:
Assim diz o Senhor: “Exulta, cidade de Sião! Rejubila, cidade de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu encontro; ele é justo, ele salva; é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria da jumenta.  Eliminará os carros de Efraim, os cavalos de Jerusalém; ele quebrará o arco de guerreiro, anunciará a paz às nações. Seu domínio se estenderá de um mar a outro mar, e desde o rio até aos confins da terra”. 
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 Salmo: 144
Bendirei, eternamente, vosso nome, ó Senhor!
Bendirei, eternamente, vosso nome, ó Senhor!
- Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu Rei,/ e bendizer o vosso nome pelos séculos./ Todos os dias haverei de bendizer-vos,/ hei de louvar o vosso nome para sempre.
- Misericórdia e piedade é o Senhor,/ ele é amor, é paciência, é compaixão./ O Senhor é muito bom para com todos,/ sua ternura abraça toda criatura.
- Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,/ e os vossos santos com louvores vos bendigam!/ Narrem a glória e o esplendor do vosso reino/ e saibam proclamar vosso poder!
- O Senhor é amor fiel em sua palavra,/ é santidade em toda obra que ele faz./ Ele sustenta todo aquele que vacila/ e levanta todo aquele que tombou.
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2ª Leitura: Rm 8,9.11-13
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.
E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós. Portanto, irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne. Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo Espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis.
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Evangelho:  Mt 11,25-30
Leitura do Evangelho de São Mateus:
Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.  Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.


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Reflexão:
Encontrar-se com Deus

“Vinde a mim, todos vós que estais cansados de carregar as vossas pesadas cargas, e eu vos darei descanso”

A liturgia deste 14º. Domingo do Tempo Comum ensina-nos onde encontrar Deus. Garante-nos que Deus não Se revela na arrogância, no orgulho, na prepotência, mas sim na simplicidade, na humildade, na pobreza, na pequenez. “Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, oráculo do Senhor!”(Is 55,8).não nos é facilmente compreendida e aceita a humilhação de Cristo, que conseguiu a salvação. Os caminhos de Deus não se deixam limitar por nossas categorias humanas. Deus sempre nos ultrapassa, mas, em sua bondade e sabedoria, ele nos ultrapassa não pelo caminho da grandeza e do poder, mas pelo da humildade e da fragilidade. A encarnação de Cristo, seus padecimentos na cruz, sua morte ignominiosa, são eventos que não são facilmente compreendidos e assimilados.
A primeira leitura (cf. Zc 9,9-10) apresenta-nos um enviado de Deus que vem ao encontro dos homens na pobreza, na humildade, na simplicidade; e é dessa forma que elimina os instrumentos de guerra e de morte e instaura a paz definitiva.
Dom Eurico dos Santos Veloso
No Evangelho (cf. Mt 11,25-30), Jesus louva o Pai porque a proposta de salvação que Deus faz aos homens (e que foi rejeitada pelos “sábios e inteligentes”) encontrou acolhimento no coração dos “pequeninos”. Os “grandes”, instalados no seu orgulho e autossuficiência, não têm tempo nem disponibilidade para os desafios de Deus; mas os “pequenos”, na sua pobreza e simplicidade, estão sempre disponíveis para acolher a novidade libertadora de Deus. Jesus nos convida porque conhece o nosso coração e sabe que só n’Ele teremos descanso, pois Ele mesmo justifica isso quando diz: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendeis de mim, porque sou manso e humilde de coração. Pois o meu jugo é suave e meu fardo é leve.” Jesus não nos convida até Ele para nos condenar, mas nos convida para tirar de nós tudo que não nos faz bem, inclusive nosso sentimento de culpa em relação aos nossos pecados e fraquezas. Ele anseia e deseja muito que O busquemos para nos dar o descanso necessário para uma boa caminhada. Não importa se estás passando por esta crise, pensando que ninguém se importa, que ninguém se preocupa, o que eu quero dizer-te são Palavras do Mestre: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados de carregar as vossas pesadas cargas, e eu vos darei descanso.” Neste texto Jesus demonstra o seu amor para contigo. Ele se importa contigo e por isso te chama. Faz-te um convite. E este é para os que têm problemas, para os cansados e os oprimidos; os que estão com cargas tão pesadas e tão grandes que não dão conta de carregar sozinhos; os que perderam a esperança até mesmo para esperar; os que estão feridos e com traumas profundos; os que não têm mais caminho para caminhar; os que perderam o rumo da vida, para os que perderam a direção. O convite é para ti que estás com o coração quebrado, arrebentado, porque há reabilitação, há cura; é para ti que desperdiçaste a tua vida no mal, pois ainda há possibilidade para fazer o bem; para ti que já não tens mais perspectiva na vida, expectativa de um novo começo; para ti que te sentes desesperado, desprezado; para ti que te sentes doente, perdido na vida; para ti que estás longe, e morto em delitos e pecados. Talvez tu digas: “Minha vida não tem jeito, porque o pau que nasce torto, cresce torto e morre torto”. Mas te digo: Tem sim! Porque o pau que nasce torto, só é torto antes de chegar nas mãos do carpinteiro de Nazaré. Depois de passar pelas Suas mãos, sai um móvel precioso, raríssimo de encontrar! Ele te oferece uma nova oportunidade. Jesus é o Deus do impossível, é o Deus capaz de fazer: do vilão, um herói; do bandido, um santo; do perseguidor, um defensor do Evangelho.
Na segunda leitura (cf. Rm 8,9.11-13), Paulo convida os cristãos - comprometidos com Jesus desde o dia do Batismo - a viverem "segundo o Espírito" e não "segundo a carne". A vida "segundo a carne" é a vida daqueles que se instalam no egoísmo, orgulho e autossuficiência; a vida "segundo o Espírito" é a vida daqueles que aceitam acolher as propostas de Deus.
Que a graça de Deus nos ajude a crescer no conhecimento dessa humildade, dessa pequenez que Cristo assumiu para nos salvar e que esse conhecimento também nos torne pequenos a fim de atravessarmos a porta estreita e cabermos em suas veredas, para também experimentarmos a leveza de seu fardo e a suavidade de seu jugo.

                                                   Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora
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                          Fontecnbbleste2.org.br    Banner: cnbb.org.br    Ilustração: franciscanos.org.br