Até os ateus os admiravam
Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||
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| Santa Dulce dos Pobres |
Havia lá católicos, evangélicos, ateus, gente sem religião, mas todos reconheciam o amor que ela devotava aos pobres.
Segui a
cerimônias de beatificação do arcebispo Fulton Sheen. Eu o seguia pela
televisão quando estudei nos Estados Unidos. Era um fenômeno de comunicação
católica. Foi um dos pioneiros da televisão e do rádio católico.
Agora, segui a
missa de beatificação de três padres martirizados pelos alemães nos anos 1930.
Um deles era o dehoniano padre Martino.
| Beato Fulton Sheen |
Ele sabia que
seria morto, mostrou-se pronto para o martírio. Gostava de pobres, era a favor
da democracia, e não aceitava nenhuma invasão do seu país. Foi lá consolar as
famílias massacradas pelo invasor! Foi preso por ir consolar os enlutados. Foi
assassinado dois dias depois.
E fez isto sem
nenhum ódio.
***
Qual a conclusão
dessas canonizações beatificações? É que a igreja considera heroico quem viveu
pelos pobres, viveu pela comunicação, e viveu pelo seu povo. E, tudo isso, sem
ódio nenhum por quem os odiava. É possível discordar sem odiar e defender-se
sem ofender.
Quem amou desse
jeito está no céu e merece ser admirado e venerado. Não os adoramos, mas
prestamos homenagem a quem viveu pelos outros e pelo seu povo!
É tão difícil
entender essas coisas? …

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