diante de Deus não há lugar para invejas nem divisões
Deus tem
caminhos diferentes e pensamentos novos também para aqueles que se consideram
os primeiros e acham que conseguiram o que são por si mesmos, que mereceram os
resultados que alcançaram. No entanto, todos nós experimentamos alegria,
inteligência e futuro quando a lei do amor interrompe a do cálculo, a
experiência da misericórdia amplifica a do mérito, o dom da paz coloca fim às
rivalidades e nos aproxima na gratidão: disse o Papa no Angelus deste domingo
(20/09), XXV do Tempo comum.
Os desígnios de
Deus são infinitamente maiores e, digamos até, mais “humanos” do que aqueles
que nós, homens e mulheres marcados pelo pecado, podemos conceber e realizar.
Foi o que destacou o Papa no Angelus deste domingo (20/09) - XXV Domingo do
Tempo Comum -, comentando a liturgia do dia. Na alocução que precedeu a oração
mariana, o Pontífice ressaltou que pela boca do profeta Isaías, o Senhor nos dá
um grande motivo de esperança, dizendo que os seus pensamentos não são os
nossos pensamentos e os seus caminhos não são os nossos caminhos (cf. Is 55,
8). Por isso, acrescentou, eis – mais atual do que nunca – o apelo do profeta:
abandonar os nossos caminhos tortuosos e regressar ao Senhor, que é
misericórdia e perdão.
Atendo-se à
página do Evangelho dominical, o Santo Padre ressaltou aos 20 mil fiéis e
peregrinos presentes na Praça São Pedro que as parábolas de Jesus descrevem a
novidade do que Deus tem reservado para nós, mas, em geral, também manifestam a
resistência que estamos dispostos a opor a uma justiça mais generosa e a um
amor maior. Hoje, em particular - observou -, escutamos a história dos
trabalhadores chamados para a vinha (cf. Mt 20, 1-16): uns por um dia inteiro,
outros apenas por algumas horas, outros ainda já quase ao pôr-do-sol.
Mas o núcleo da parábola está no momento da remuneração, quando o dono da vinha cumpre a palavra dada aos trabalhadores da primeira hora e lhes paga conforme acordado, embora queira que eles vejam a sua bondade tratando, diante dos seus olhos, os últimos da mesma forma.
Há um pormenor
que não nos deve escapar. O dono dá ao capataz uma ordem precisa a seguir: os
trabalhadores devem ser pagos «começando pelos últimos até aos primeiros».
Assim, a reação negativa daqueles que tinham trabalhado o dia inteiro poderia
facilmente ter sido evitada; no entanto, foi intencional, porque a revelação da
bondade de Deus é para todos, não apenas para alguns.
Deus tem caminhos diferentes e pensamentos novos também para aqueles que se consideram os primeiros e acham que conseguiram o que são por si mesmos, que mereceram os resultados que alcançaram. No entanto, todos nós experimentamos alegria, inteligência e futuro quando a lei do amor interrompe a do cálculo, a experiência da misericórdia amplifica a do mérito, o dom da paz coloca fim às rivalidades e nos aproxima na gratidão.
Por fim, o
Pontífice afirmou que é uma graça sermos colaboradores de Deus, trabalhar na
Sua vinha, servir o Seu Reino de justiça e paz! Onde irrompe a novidade de
Deus, não há lugar para invejas nem divisões. Procuremos, pois, o Senhor
enquanto Ele se pode encontrar, invoquemo-Lo enquanto está perto; abandonemos
os caminhos tortuosos e os pensamentos iníquos! - disse Leão XIV ecoando as
palavras de exortação do profeta Isaías, concluindo em seguida:
Olhemos para a nossa Mãe Santíssima: é uma criatura como nós, mas sem mancha; por isso, Ela ajuda-nos a esperar em Deus e a confiar na sua misericórdia, para que os seus caminhos se tornem os nossos caminhos e os seus pensamentos os nossos pensamentos.
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Assista:
Raimundo de Lima – Vatican News
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