sexta-feira, 3 de julho de 2020

Arquidiocese divulga Plano de retomada das atividades litúrgicas e pastorais.

Missas retornam em agosto

O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., divulgou na manhã desta sexta-feira (3), o Plano de retomada gradual das atividades litúrgicas e pastorais da arquidiocese em tempos de pandemia da COVID-19. É preciso ressaltar que se trata de uma transição que será feita em fases e que sua aplicação depende das condições sanitárias do momento e também das orientações da Secretaria de Saúde e Vigilância sanitária de cada município. O retorno das celebrações da Santa Missa com a presença de fiéis será em agosto, sendo a primeira missa celebrada na Catedral Metropolitana no dia 1º de agosto. Nas paróquias, as missas retornam no dia 2 de agosto
A decisão foi tomada após uma avaliação prudente, tendo ouvido a Comissão Gestora para o Tempo de Pandemia e o Conselho de Presbíteros da arquidiocese. Cada pároco deve validar esse plano na secretaria de saúde do município.
“Oferecemos um plano de retomada em sintonia com as orientações da CNBB, que acontecerá por fases, em um processo gradual, sempre em permanente diálogo dos párocos com as autoridades sanitárias de cada município da Arquidiocese, para sua efetivação de acordo com as condições de cada realidade. Por isso, nenhuma paróquia iniciará a execução deste plano sem antes apresentá-lo à Secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária do município, solicitando por escrito sua validação, que deve ser afixada em todos os locais de sua execução e conservadas no arquivo paroquial para fins jurídicos e documentais. O plano prevê a preparação das equipes e elementos necessários para esse retorno, bem como a avaliação e o alargamento das possibilidades, assim que cada etapa for bem sucedida. No entanto, em havendo necessidade de revogação ou recuo em alguma das decisões aqui elencadas, por razões justas, sobretudo aquelas ligadas efetivamente à defesa da vida das pessoas, eles serão feitos”, disse dom Majella.
Estão canceladas, neste ano de 2020, as visitas pastorais do senhor arcebispo, bem como as celebrações regulares do sacramento da Confirmação.
O plano apresentado pela arquidiocese se dará por fases:
1ª FASE: 
Primeira quinzena de julho:
- Conscientização do clero e dos fiéis;
- Cadastramento e treinamento das equipes de voluntários;
- Atendimento de confissões, bênçãos e orientação espiritual na igreja ou secretaria paroquial;
Segunda quinzena de julho:
- Sacramento do Batismo;
- Sacramento do Matrimônio;
- Sacramento da Unção dos Enfermos;
- Exéquias;
2ª FASE:
Agosto:
- Retorno da celebração da Santa Missa com a presença de fiéis (Catedral Metropolitana e igrejas matrizes);
Os itens referentes às demais fases serão divulgados em momento oportuno, visto que se trata de um processo gradual, e a consolidação das etapas anteriores oferecerão elementos para orientar os passos seguintes, ou seja, ainda não têm uma data para serem aplicadas.
Dentro das outras fases estão: a retomada das missas nas comunidades, a distribuição da Sagrada Comunhão aos Enfermos a iniciação sacramental dos adultos (3ª fase); reuniões pastorais e dos movimentos e a retomada da catequese (4ª fase); os encontros de pastoral e dos movimentos e as festas dos padroeiros (5ª fase).
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Saiba como será o retorno
das celebrações da Santa Missa com a presença dos fiéis
O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., divulgou na manhã desta sexta-feira (3), o Plano de retomada gradual das atividades litúrgicas e pastorais da arquidiocese em tempos de pandemia da COVI-19. É preciso ressaltar que se trata de uma transição que será feita em fases e que sua aplicação depende das condições sanitárias do momento e também das orientações da Secretaria de Saúde e Vigilância sanitária de cada município. Dentro do planejamento, as celebrações da Santa Missa retornarão em agosto, sendo a primeira missa celebrada na Catedral Metropolitana no dia 1º de agosto. Nas paróquias, as missas retornam no dia 2 de agosto.
“Aproxima-se o momento tão esperado por nós todos de retornarmos às atividades litúrgicas e pastorais em nossas comunidades paroquiais da arquidiocese. Unidos ao povo que festejava a volta do exílio (Sl 126[125]) e, convictos de que ‘Deus foi grande conosco! (v. 3), fazemos ressoar nossa alegria de também, em breve, estarmos reunidos como assembleia orante para as nossas celebrações, e nosso entusiasmo para a retomada das atividades de evangelização”, escreveu dom Majella.
É importante que as transmissões de missas, como vêm acontecendo em cada paróquia, continuem, já que muitos fiéis não poderão participar presencialmente.
Nessa fase, as missas com a presença de fiéis podem ser celebradas na Catedral e na igreja matriz de cada paróquia, mas, a critério do pároco, se houver na paróquia outros templos proporcionais ou maiores que a matriz, pode-se também utilizá-los, “desde que com a referida autorização. Sempre buscando o diálogo com o município, nunca sem ele, caso necessário, solicite-se a visita prévia das autoridades sanitárias para avaliação do local, antes de iniciar qualquer atividade, evitando-se, de antemão, quaisquer contratempos”.
Quanto ao número de missas dominicais e feriais, o indicado é que se conserve, preferencialmente, o costume paroquial, mas o pároco poderá escolher. Em casos de mais de uma missa, observe-se o intervalo de duas horas entre o final de uma e o início da outra, para limpeza e higienização do espaço.
Sobre os fiéis
As missas acontecerão com número reduzido de fiéis, conforme orientações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das autoridades sanitárias.
“Para cada celebração, admita-se o número de participantes de acordo com as legislações próprias de cada município, lembrando que, nesse número, são contados todos os que estiverem dentro do templo, sem exceção, incluindo o ministro ordenado e a equipe de celebração”.
Os fiéis que fazem parte dos grupos de risco, como os doentes e idosos acima de 60 anos, sejam orientados a permanecerem em suas casas, nutrindo a fé como indicado inicialmente. Sugere-se, também, que as crianças que não fizeram a primeira eucaristia fiquem em casa. Para participarem da celebração, será necessário que cada pessoa faça um cadastro, conforme meio adotado e orientado por cada paróquia, como retirada de senhas, inscrição em plataformas digitais etc. É de suma importância que todas as informações se concentrem na secretaria paroquial para facilitar o gerenciamento do processo e a comunicação.
“Que cada paróquia seja rigorosa no respeito ao número permitido de fiéis para a celebração, incluídas as pessoas dos ministérios litúrgicos, de acordo com as normas sanitárias municipais. Reforçamos que, para fins de fiscalização, é contado o número total de pessoas que se encontram dentro do templo, sem exceção”.
Os fiéis, sem exceção, devem higienizar as mãos logo na entrada da igreja com álcool em gel ou outro produto desinfetante, conforme orientações sanitárias. Assim, também, todos deve estar usando máscara de proteção, a qual deve ser retirada, apenas, para a recepção da Comunhão Eucarística, sendo recolocada logo em seguida.
Na chegada, enquanto os procedimentos de acolhida, higienização e encaminhamento dos fiéis acontece, cuide-se para que seja respeitado o distanciamento de 2 metros. Assim também será dentro do templo, já que o fiel deverá sentar especificamente no lugar indicado pela equipe de acolhida. Esse espaço obedece às normas de segurança sanitária, ou seja, 4 metros quadrados.
A Comunhão Eucarística poderá ocorrer de duas formas, sendo o pároco o responsável por escolher umas delas. A primeira é a mais comum, em que o fiel forma a fila. Aqui, que se obedeça o distanciamento conforme as indicações no piso. Na segunda forma, o padre ou o Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão se dirige até o local onde o fiel esteja sentado. Nos dois casos, “a Eucaristia será distribuída exclusivamente nas mãos, devendo todos comungar na frente do ministro. A forma mais segura de colocar a hóstia na mão do fiel será com os braços em extensão máxima, sejam os braços de quem entrega a hóstia, sejam os braços da pessoa que a recebe, favorecendo assim a distância de dois metros entre elas, em fila, com sinalização adequada no piso. O fiel, na hora de comungar, deverá retirar momentaneamente a máscara, receber a hóstia na mão e coloca-la na boca, e recolocar a máscara. Comunhões sob duas espécies estão suspensas até segunda ordem”.
O diálogo individual da Comunhão (“Corpo de Cristo” - “Amém”) será realizado uma única vez por quem preside e de forma coletiva depois da resposta “Senhor, eu não sou digno…”, distribuindo-se, portanto, a Eucaristia em silêncio.   
As ofertas deverão ser feitas ao final da celebração, onde urnas para esse fim estarão à disposição nas portas de saída. Os fiéis devem ser orientados a deixar a igreja, seguindo uma ordem, respeitando as regras de distanciamento e não se aglomerando diante da igreja.
Sobre a organização do templo
Sempre que possível, as portas de entrada sejam distintas das de saída e que haja indicadores de percursos de sentido único, de modo a evitar que as pessoas se cruzem. Para a entrada na igreja, deve ser respeitado o distanciamento de dois metros entre as pessoas, em fila, para realização dos protocolos. Não haja distribuição de folhetos litúrgicos, folhas de canto ou qualquer outro impresso aos fieis;
“Deve-se respeitar a distância mínima de segurança de dois metros entre os fiéis (o que equivale a quatro metros quadrados por pessoa). Para isso, garanta-se a organização prévia do espaço com medidas e sinalização adequadas (por ex.: fechando-se o acesso a alguns bancos ou alterando filas, afastando cadeiras; marcando os lugares com cores ou outros sinais). O fiel só poderá sentar no local demarcado e indicado pela equipe. Onde for possível, sugere-se a substituição dos bancos por cadeiras, para facilitar a organização do ambiente e a higienização”.
As portas e janelas das igrejas devem estar bem abertas para uma adequada ventilação, mas os ventiladores ou aparelhos similares devem ficar desligados. É preciso ter cuidado para que os fiéis não toquem ou tenham qualquer tipo de contato com puxadores e maçanetas.
O plano de retomada também cuidado quanto aos recipientes de água benta e as imagens que ficam para veneração dos fiéis.
“Os recipientes de água benta junto às entradas da igreja devem estar vazios. Recomenda-se colocar, em torno das imagens populares e acessíveis ao público, uma fita de isolamento, para que os devotos não toquem ou beijem as mesmas”.
O uso dos banheiros ou bebedouros que existem nas igrejas ou outros espaços da paróquia deve ser proibidos. Caso o fiel precise tomar água, que ele leve sua garrafinha com água de casa.
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Neste mês de julho,

Francisco pede aos fiéis que rezem pelas famílias
“A família tem que ser protegida”: é a premissa do Papa Francisco ao pedir a oração dos fiéis. “A Igreja tem que animar e estar ao lado das famílias, ajudando-as a descobrir caminhos que lhes permitam superar todas estas dificuldades.”
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano - “Para que as famílias no mundo de hoje sejam acompanhadas com amor, respeito e conselho”: por esta intenção, o Papa Francisco pede a oração dos fiéis neste mês de julho.
No vídeo que acompanha a intenção, o Santo Padre destaca os tempos difíceis que as famílias estão enfrentando hoje, marcados pelo estresse de um mundo em crise.
“A família tem que ser protegida”: é a premissa de Francisco. “Às vezes, os pais esquecem-se de brincar com os filhos.”
Com o ritmo de vida intenso, o Pontífice chama em causa a Igreja e o Estado.
“A Igreja tem que animar e estar ao lado das famílias, ajudando-as a descobrir caminhos que lhes permitam superar todas estas dificuldades.”
Já o Estado tem a função de protegê-las.
Colocar-se a serviço das famílias
Comentando esta intenção, o diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, Pe. Frédéric Fornos S.J., observa que os efeitos da pandemia continuam a ser sentidos em muitas partes do mundo.
“Existem muitas famílias necessitadas e inseguras sobre o seu presente e futuro no trabalho. Diante das dificuldades e enfermidades do mundo, como essas famílias podem ser acompanhadas?”, questiona o jesuita.
O Papa nos lembra que “a família é a base da sociedade e a estrutura mais adequada para garantir às pessoas o bem integral necessário ao seu desenvolvimento permanente”.
Ao afirmar que os Estados têm a obrigação de proteger as famílias, Francisco enfatiza mais uma vez que a família não é simplesmente um assunto privado, mas um fato social.
“Neste tempo em que vivemos, as famílias precisam ser apoiadas, fortalecidas 'acompanhadas com amor, respeito e conselho'." Rezar por essa intenção, afima Pe. Fornos, "significa colocar-se a serviço das famílias, apoiar as associações que as ajudam a enfrentar seus vários desafios, uma vez que a verdadeira oração se encarna em nossas vidas".
“Durante este mês de julho, dediquemos todos os dias um tempo livre para nossa família; cada pessoa sabe concretamente o que isso significa.”
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Assista ao Vídeo do Papa:


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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Missa, bênção do Papa e projeção no Cristo

marcam tributo às vítimas da Covid-19



A ventania que atingiu o Rio de Janeiro (RJ) nesta quarta-feira, 1° de julho, não impediu a realização do tributo às vítimas da Covid-19 que foram lembradas na Santa Missa celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta.
Todos juntos para cada vida
A celebração que seria realizada no Santuário do Cristo Redentor – uma das sete maravilhas do mundo, considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO – por questões climáticas e de segurança foi transferida para a Paróquia São José da Lagoa.
A abertura do evento “Para Cada Vida”, organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Cáritas Brasileira, com apoio do Verificado, iniciativa da Organização das Nações Unidas para combate à desinformação, foi feita pela atriz Cris Viana, que explicou o motivo da celebração não acontecer nos pés do Cristo Redentor e leu uma mensagem de apoio e força a todos os brasileiros.
Em seguida, foi exibida uma mensagem do arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, em que destaca que vivemos em um mundo de muitas chagas, de feridas expostas em razão das muitas pandemias, última delas a da Covid-19.
“Somos chamados a lançar nosso olhar sobre esse mundo ferido, somos chamados a lançar nosso olhar em razão do nosso compromisso cidadão e por sermos interpelados a uma solidariedade profunda. Voltamos nosso olhar para todas as famílias enlutadas compartilhando essa dor e, juntos pela força da solidariedade, transformando essa dor numa experiência bonita de fortaleza, de caminho que continua e precisamos percorrer na força desse amor”.
Assista ao vídeo:
Durante a celebração da Missa, o cardeal Orani João Tempesta falou da importância e do simbolismo do Cristo Redentor ter sido escolhido para ser espaço para esse momento de oração e explicou que a ventania impediu a celebração da Eucaristia no alto do Corcovado.
Na homilia, o cardeal destacou que o Cristo Redentor é o altar do mundo e que a ventania que atingiu o Rio de Janeiro o fez lembrar da celebração do Papa Francisco na praça São Pedro, quando ele fala do barco no meio do mar, acoitado pelos ventos.
Dom Orani durante a missa
“Neste momento a nossa Conferência Nacional dos Bispos do Brasil junto com o secretariado geral da Organização das Nações Unidas nos fazem pensar sobre essa presença do Senhor em nossa história. Diante da nossa fragilidade e vulnerabilidade é importante descobrir um momento propício para responder a pergunta buscando o único sentido na existência, repensando a nossa vida pessoal, familiar, repensando as nossas atitudes de cooperação e comunhão entre os povos. Superando as diferenças e valorizando o bem que se supõe viver como família das nações e não somente países fechados em sua geografia e história para salvaguardar os interesses particulares”.
E continuou: “quando nós rezamos a Deus pelo descanso eterno daqueles que partiram do mundo inteiro nós reeducamos o sentido mais profundo e amplo do nosso viver a fraternidade do amor, do dar uns para os outros, da importância de que toda pessoa é digna de atenção, afeto e preocupação, independente da sua raça, condição social ou convicções pessoais”.
Dom Orani lembrou ainda uma oração do Papa Francisco no mês de maio onde se refere a esse momento de dor e pede a Virgem Maria que volte os olhos misericordiosos para essa pandemia e para que conforte o coração daqueles que se sentem perdidos e choram pelos familiares que perderam a vida e tiveram de ser sepultados sem a presença da família.
Oração pelas vítimas da Pandemia
“Sustentai aqueles que estão angustiados pelas pessoas enfermas de quem não se pode aproximar para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre economia e trabalho. Essa oração do Papa Francisco, nós colocamos essa intenção por todos os que choram seus familiares mortos e que por vezes foram sepultados de uma maneira que fere a alma com a distância, com a dificuldade de aproximação, como convém nesse momento sabemos disso, mas que marca toda nossa humanidade, nossa vida humana”, ressaltou.
Dom Orani finalizou a homilia dizendo que “Nós queremos iniciar esse segundo semestre com esperança e paz”.
Depois do momento eucarístico foi exibida uma mensagem do Papa Francisco com imagens da presença dele no Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Na mensagem, Francisco conforta o coração dos brasileiros.
Papa Francisco envia mensagem
“Deus é o mais forte, Deus é a nossa esperança. Olhem para frente com confiança. A travessia é longa e cansativa, mas, olhem para frente. Existe um futuro incerto que se coloca numa perspectiva diferente relativamente a propostas ilusórias do mundo. Mas que dá impulso e nova força a vida”.
O Papa dá a bênção apostólica ao povo brasileiro e diz estar com saudades do Brasil. “O Brasil necessita hoje de homens e mulheres cheias de esperança e firmes na fé que deem testemunho de que o amor manifestado na solidariedade e na partilha é mais forte que as trevas do egoísmo. Com saudades do Brasil, com saudades do Brasil…Concedo-lhes a bênção apostólica pedindo a Nossa Senhora Aparecida que interceda por todos nós. Assim seja”, finalizou.
Após a bênção final, foi exibida as imagens projetadas no Cristo Redentor e novamente a atriz Cris Viana ressaltou que a celebração foi um momento de solidariedade às famílias afetadas pelas perdas nesta pandemia, de gratidão aos trabalhadores e voluntários anônimos, assim como aos profissionais da saúde, e de esperança a todos os brasileiros. Em seguida, o evento foi encerrado com um show da consagrada cantora com 48 anos de carreira Alcione.
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Vídeo com pensamentos do Papa Francisco sobre o evento:


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Refletindo com Dom Paulo

Sábios e entendidos

Com a evolução dos tempos a humanidade vem acumulando sabedoria através de variados tipos de experiências, umas positivas e outras negativas, possibilitando o surgimento de posições diferentes entre as pessoas. Disse Jesus em suas palavras: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11,25).
Dom Paulo Peixoto
Parece ser difícil entender essa prática de Jesus. É preciso saber o que significa ser sábio e entendido e ser pequenino. Sempre dizemos que a sabedoria é um dom de Deus, mas sim quando é colocada a serviço do bem das pessoas. Essa prática acaba não acontecendo porque há o domínio da vaidade e do endeusamento da sabedoria adquirida, fechando o coração para Deus e o irmão.
Os chamados pequeninos, na visão de Jesus, são as pessoas totalmente despidas de autorreferenciamento, despojadas das vaidades cotidianas e totalmente abertas para acolhimento das propostas do Evangelho. Não que sejam os mais entendidos, mas são aqueles que levam consigo a verdadeira sabedoria divina no coração. Eles são sensíveis para acolher as propostas do Reino de Deus.
 Temos na sociedade muitos sábios e entendidos nas coisas do mundo, mas não como sabedoria divina, porque não apontam e nem praticam suas virtudes em benefício do bem comum. O que identifica o saber humano é a capacidade da solidariedade e do comprometimento com a vida das pessoas. Essa foi a prática de Jesus, que revelou sua sabedoria e entendimento nas coisas de Deus.
Diante de um vírus invisível, do covid-19, que se alastra com tanta facilidade, e mata com tamanha rapidez, toda pessoa deve agir com um mínimo de sabedoria, de autodefesa, sabendo entender que a defesa pessoal deve ser também defesa do alheio. Por isto é importante seguir as orientações do Ministério da Saúde no uso dos meios capazes de conter a elasticidade da contaminação.
Como expressão concreta de sabedoria divina, as pessoas precisam entender que é o Espírito de Cristo quem conduz a existência humana. O seu fardo é leve e suave quando assumido com critérios responsáveis e de abertura para o sentido verdadeiro da vida. Mas quem usa de sabedoria para dificultar o bem viver das pessoas, sem seguir o exemplo de Cristo, alveja a si mesmo.
                                                          Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba
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A oração do Papa Francisco


por Georg Ratzinger

O Pontífice escreveu ao seu predecessor expressando sua proximidade espiritual pela morte de seu irmão.
Vatican News - Uma oração de sufrágio por Monsenhor Georg Ratzinger, irmão de Bento XVI, e uma oração pelo Papa emérito, para que ele seja consolado neste momento de dor.
Foi o que o Papa Francisco garantiu em uma carta enviada ao seu antecessor pela morte de seu amado irmão, que Joseph Ratzinger visitou em 18 de junho passado, enfrentando o cansaço de uma viagem à Alemanha para poder vê-lo pela uma última vez e dar-lhe adeus.
 “O senhor", escreve o Papa Francisco a Bento XVI, "teve a delicadeza de me informar por primeiro da notícia da morte de seu amado irmão Mons. Georg. Desejo renovar-lhe a expressão de minhas sinceras condolências e proximidade espiritual neste momento de dor".
"Asseguro minha oração de sufrágio pelo seu irmão - continua o Papa - para que o Senhor da vida, em sua bondade misericordiosa, o receba na pátria do céu e lhe conceda o prêmio preparado para os fiéis servos do Evangelho".
"E rezo também pelo senhor, Santidade - conclui -, invocando do Pai, por intercessão da Santíssima Virgem Maria, o apoio da esperança cristã e do terno consolo divino. Sempre unidos na adesão ao Cristo Ressuscitado, fonte de esperança e de paz".
Francisco conclui a carta com as significativas palavras "filialmente e fraternalmente", expressando assim o afeto e a devoção que o une a seu antecessor.
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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Faleceu Georg Ratzinger,

o irmão do Papa emérito
O idoso prelado bávaro encontrava-se em Regensburg, na Baviera, a cidade onde viveu e onde há poucos dias recebeu a última visita do seu irmão. Tinham sido ordenados sacerdotes juntos.
Vatican News - Georg Ratzinger, irmão mais velho do Papa emérito, faleceu com a idade de 96 anos. Encontrava-se em Regensburg, a cidade onde viveu a maior parte da sua longa vida. Com a sua morte, Joseph Ratzinger, que em 18 de junho último desejou enfrentar uma viagem de avião para ver novamente o seu irmão moribundo, perdeu o único membro da família ainda vivo. Ordenados sacerdotes no mesmo dia, os dois irmãos - um músico e maestro de um famoso coral, o outro teólogo e depois bispo, cardeal e Papa - foram sempre muito unidos.
Nascido em Pleiskirchen, Baviera, em 15 de janeiro de 1924, Georg Ratzinger tocava órgão na igreja paroquial desde os 11 anos de idade. Em 1935 entrou no seminário menor de Traunstein, mas em 1942 foi alistado nas Reichsarbeitsdienst, e mais tarde na Wehrmacht, com a qual combateu também na Itália. Capturado pelos Aliados em março de 1945, permaneceu prisioneiro em Nápoles durante alguns meses antes de ser libertado e autorizado a regressar à sua família. Em 1947, junto com o seu irmão Joseph, entrou no seminário de Herzogliches Georgianum, em Munique. Em 29 de junho de 1951, ambos os irmãos, juntamente com cerca de quarenta outros companheiros, foram ordenados sacerdotes na Catedral de Freising pelo cardeal Michael von Faulhaber.
Depois de se tornar maestro de capela em Traunstein, durante trinta anos, de 1964 a 1994, foi o diretor do coral da Catedral de Regensburg, o coral dos “Regensburger Domspatzen”. Viajou o mundo fazendo inúmeros concertos e dirigiu muitas gravações para a Deutsche Grammophon, Ars Musici e outras importantes empresas discográficas com produções dedicadas a Bach, Mozart, Mendelssohn e outros compositores.
Em 22 de agosto de 2008, agradecendo ao prefeito de Castel Gandolfo que concedeu a Georg a cidadania honorária, Bento XVI disse de seu irmão: "Desde o início da minha vida meu irmão sempre foi para mim não só um companheiro, mas também um guia confiável. Ele foi para mim um ponto de orientação e referência com a clareza e determinação de suas decisões. Ele sempre me mostrou o caminho a seguir, mesmo em situações difíceis".
"O meu irmão e eu - dissera Georg Ratzinger 11 anos atrás durante uma entrevista - éramos ambos coroinhas, ambos ajudávamos na Missa. Ficou logo claro, primeiro para mim e depois para ele, que a nossa vida seria a serviço da Igreja". E partilhou recordações da sua infância: "Em Tittmoning Joseph tinha recebido a crisma do cardeal Michael Faulhaber, o grande arcebispo de Munique. Ele tinha ficado impressionado e disse que também ele queria tornar-se cardeal. Mas, poucos dias depois daquele encontro, observando o pintor que pintava os muros da nossa casa, disse também que quando crescesse queria ser pintor...".
Georg Ratzinger era um homem simples e pouco habituado à diplomacia. Por exemplo, nunca escondeu o fato de não ter exultado com a eleição do irmão em abril de 2005: "Devo admitir que não esperava - disse ele - e fiquei um pouco decepcionado... Tendo em conta os seus onerosos compromissos, compreendi que a nossa relação teria de ser muito reduzida. Em todo o caso, por detrás da decisão humana dos cardeais está a vontade de Deus, e a ela devemos dizer sim".
Em 2011, Georg Ratzinger, entrevistado por uma revista alemã, dissera: "Se ele não conseguisse mais do ponto de vista físico, o meu irmão deveria ter a coragem de se demitir". E ele esteve entre os primeiros a receber, com meses de antecedência, a decisão histórica do Pontífice de renunciar ao ministério petrino por razões relacionadas à idade. "A idade faz-se sentir", comentou Georg após o anúncio em fevereiro de 2013 - "O meu irmão deseja mais tranquilidade na velhice". Apesar dos problemas com as pernas e com a visão, o irmão mais velho do Papa emérito continuou a viajar de Regensburg para Roma, permanecendo no mosteiro Mater Ecclesiae durante vários períodos, fazendo muitas vezes companhia a Bento XVI.
Também apareceu, com alguns trechos de entrevista, no documentário de 29 minutos realizado pelo jornalista Tassilo Forchheimer para a Bayerischer Rundfunk, uma emissora pública local da Baviera, que foi ao ar em janeiro de 2020.
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Nesta quarta, às 15h30, reze pelo Brasil com

o Terço da Esperança e da Solidariedade

A Igreja no Brasil se une toda quarta-feira, às 15h30, para rezar o Terço da Esperança e da Solidariedade, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em prol do país, que visa trazer conforto neste momento de enfrentamento da pandemia do Coronavírus.
O terço vai ser conduzido pelo padre Wagner Calegário, pró-reitor do Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade, diretamente do estúdio da TV Horizonte, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A transmissão ocorrerá nesta quarta-feira, 1º de julho, às 15h30, simultaneamente pelas emissoras de TV e rádio de inspiração católica do país e pelas páginas da CNBB no Facebook, YouTube e Twitter.
Para compartilhar os momentos de oração nas redes sociais use a hashtag adotada pelo Papa Francisco: #rezemosjuntos
Acompanhe:
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