terça-feira, 3 de maio de 2016

Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre

estabelece normas para fiéis se prevenirem do vírus da gripe

O Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R, emitiu em 3 de maio um decreto com determinação de medidas preventivas a serem adotadas na Arquidiocese, devido a ocorrência do vírus “Influenza A H1n1”.
Dom Majella
O decreto subscrito pelo Chanceler do arquiepiscopado, Pe. Jésus Andrade Guimarães, inicia saudando a todos com o desejo de saúde e paz no Senhor. Destinado ao clero, religiosos e religiosas, povo de Deus, e em especial ao Ministros Extraordinários da distribuição eucarística e membros da liturgia, o decreto determina que:
- a comunhão eucarística seja distribuída aos fiéis somente na espécie do pão consagrado e somente na mão;
- nas celebrações, nos grupos de oração e em reuniões pastorais seja omitido o gesto da paz e que não seja promovido nenhum outro movimento ou oração que levem os fiéis ao contato;
- os locais sejam arejados por ventiladores, portas e janelas (antes, durante e depois das celebrações);
- o atendimento aos enfermos seja feito com especial atenção;
- sejam observadas as normas básicas de higiene.
O decreto deverá ser cumprido até que haja uma determinação em contrário e também deverá ser lido nas celebrações de todas as comunidades da Arquidiocese, bem como ser amplamente divulgado nos meios de comunicação.
Leia a íntegra do Decreto Influenza
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       Fonte: arquidiocese-pa.org.br (Texto com alterações formais)       Foto:  redevida.com.br

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

 reflete sobre situações migratórias
Celebrações ocorrerão de 8 a 15 de maio, nas comunidades cristãs do Brasil
O lema bíblico “Chamados e chamadas para proclamar os altos feitos do Senhor” (1Pe2.9) inspira a Semana de Oração pela Unidade Cristã 2016. Este ano, a atividade ocorrerá, no Brasil, de 8 a 15 de maio e sugere reflexão sobre a realidade migratória no mundo. 
A proposta foi elaborada pelo movimento ecumênico da Letônia e adaptado para o Brasil pelo Movimento Ecumênico de Curitiba (MOVEC). 
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é promovida mundialmente pelo Conselho Pontifício para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI). No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados.
Na carta, por ocasião da SOUC 2016, as igrejas cristãs recordam que o ano de 2015 foi caracterizado pelas ondas migratórias. “Também no início deste ano, vimos, na Europa, migrantes e refugiados desesperados em busca de novas condições de vida. Seus países foram destruídos por guerras e catástrofes ambientais”.
Ao final, da mensagem, as lideranças expressam proximidade com os povos refugiados. “Somos chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor! Que essa proclamação se traduza em posturas de diálogo, acolhida e respeito para com aquelas pessoas que vêm ao nosso país em busca de novas oportunidades de vida”. 
Confira a íntegra da carta:
SOUC 2016: Carta das Igrejas
Queridas irmãs e irmãos das comunidades cristãs brasileiras!
“Chamados e chamadas para proclamar os altos feitos do Senhor” (1Pe2.9). Este é o lema bíblico que inspira a Semana de Oração pela Unidade Cristã 2016.
A Semana de Oração foi preparada pelas Igrejas da Letônia. Participaram diretamente do processo de elaboração do material as Igrejas: Católica Apostólica Romana, Luterana, Ortodoxa e Batista. 
O povo letão, no final do século XIX e primeira metade do século XX, foi obrigado a migrar por ocasião da ocupação russa. Parte dessa migração ocorreu por causa da perseguição religiosa. A Letônia foi submissa aos czares, que tentaram impor a religião oficial como expressão de fé. As pessoas de outras expressões religiosas, entre elas Judaísmo, Cristianismo (catolicismo e protestantismo) e o Islã, foram perseguidas.
Essa realidade mudou com o passar do tempo. Hoje, a Letônia é bem diferente. É possível o convívio entre diferentes expressões de fé. A realização e preparação da Semana de Oração pela Unidade é o exemplo concreto disso. 
Nossos irmãos e nossas irmãs da Letônia escolheram o texto do apóstolo Pedro, que lembra que nós, pessoas batizadas, somos “chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor”. Proclamar os altos feitos de Deus significa não esquecermos a perspectiva de que através do Batismo que somos declarados filhos e filhas de Deus. O Batismo jamais deve ser banalizado. Ele é um sacramento que nos apresenta o desafio permanente de praticarmos e proclamarmos o amor gratuito de Deus pela humanidade. Uma das formas de proclamar esse amor é assumindo posturas de diálogo e de acolhida, em especial, com as pessoas que são diferentes de nós: de outras igrejas, religiões e culturas.
O ano de 2015 foi caracterizado pelas ondas migratórias. Também no início deste ano, vimos, na Europa, migrantes e refugiados desesperados em busca de novas condições de vida. Seus países foram destruídos por guerras e catástrofes ambientais. Alguns países optaram por fechar suas fronteiras para evitar a entrada de migrantes. Outros estão pensando nessa possibilidade. 
No Brasil, a situação não é tão dramática como é na Europa. Mas também aqui aumentou o número de pessoas migrantes e refugiadas. Muitas delas buscam o nosso país na esperança de encontrar amparo e resgatar a dignidade de vida. Infelizmente, no ano de 2015, alguns migrantes foram agredidos e sofreram preconceito. Atitudes racistas e preconceituosas não são coerentes com os altos feitos de Deus. Também é oportuno lembrar que é expressivo o número de grupos étnicos que, em tempos idos, vieram ao Brasil por razões de fome e guerra, aqui encontrando acolhida e amparo.
O Batismo nos conclama ao respeito pelo migrante. Mais do que tolerantes, precisamos ser respeitosos. A tolerância deveria ser uma convicção passageira. Ela deveria conduzir ao reconhecimento do direito à dignidade que é inerente a cada ser humano. 
Somos chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor! Que essa proclamação se traduza em posturas de diálogo, acolhida e respeito para com aquelas pessoas que vêm ao nosso país em busca de novas oportunidades de vida. 
Que nossas Igrejas sejam motivadas para esse testemunho permanente de acolhida!
Na unidade de Cristo,
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Pastor Dr. Nestor Paulo Friedrich - Pastor Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
Dom Francisco de Assis da Silva - Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Presbítero Wertson Brasil de Souza - Moderador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
Dom Paulo Titus - Arcebispo da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia
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Papa na missa desta terça-feira:

Jesus é o caminho, mas muitos cristãos são teimosos

Cidade do Vaticano (RV) – Jesus é o caminho justo da vida cristã e é importante verificar constantemente se o estamos seguindo com coerência ou se a experiência de fé foi perdida ou interrompida ao longo do caminho. Este foi o centro da reflexão feita pelo Papa na missa da manhã desta terça-feira, (03/05), na Casa Santa Marta.
Sigamos o caminho que é Jesus!
A vida da fé é um caminho e ao longo dele se encontram vários tipos de cristãos. O Papa fez uma breve lista deles: cristãos-múmias, cristãos errantes, cristãos teimosos, cristãos meio-termo – aqueles que se encantam diante de um belo panorama e ficam parados. Gente que por uma ou outra razão se esqueceu que o único caminho justo – como recorda o Evangelho do dia – é Jesus, que confirma a Tomé: “Eu sou o caminho, quem me viu, viu o Pai”.
“Múmias espirituais”
Francisco examinou cada uma destas tipologias de cristãos confusos, começando antes de tudo pelo cristão que ‘não caminha’, que dá a ideia de ser um pouco ‘embalsamado’: 
“Um cristão que não caminha, que não percorre a estrada, é um cristão um pouco ‘paganizado’: fica ali, parado, não vai avante na vida cristã, não faz florescer as bem-aventuranças em sua vida, não faz obras de misericórdia... É estático. Desculpem-me a palavra, mas é como se fosse uma ‘múmia’, uma ‘múmia espiritual’. Parados... Não fazem mal, mas não fazem bem”.
Os teimosos e os errantes
Eis então que surge o cristão obstinado. Quando se caminha – explicou Francisco – pode-se errar a estrada, mas isso não é o pior. Para o Papa, “a tragédia é ser teimosos e dizer ‘este é o caminho’ e não deixar que a voz do Senhor nos diga ‘volte atrás e retome o caminho certo’. E depois, existe a quarta categoria, a dos cristãos que caminham, mas não sabem para onde vão”. 
“São errantes na vida cristã, vagantes. A vida deles é vagar, aqui e ali, e perdem assim a beleza de se aproximar de Jesus na vida de Jesus. Perdem o caminho porque vagam e, muitas vezes, esse vagar, vagar errante, os levam a uma vida sem saída: o muito vagar se transforma em labirinto e depois não sabem sair. Perderam o chamado de Jesus. Não têm bússola para sair e vagam; procuram. Há outros que no caminho são seduzidos por uma beleza, por algo e param na metade do caminho, fascinados por aquilo que veem, por aquela ideia, por aquela proposta, por aquela paisagem … E param! A vida cristã não é um fascínio: é uma verdade! É Jesus Cristo!”.
O momento das perguntas
Observando o quadro, refletiu Francisco, podemos nos questionar. Como vai o “caminho cristão que iniciei no Batismo? Está parado? Errei o caminho? Vago continuamente e não sei aonde ir espiritualmente? Paro diante das coisas que gosto: a mundanidade, a vaidade” ou vou “sempre adiante”, tornando “concretas as Bem-aventuranças e as Obras de misericórdia?”. Porque “o caminho de Jesus – concluiu – é tão cheio de consolações, de glória e também de cruzes. Mas sempre com paz na alma”:
“Esta é a nossa pergunta do dia, façamo-la, cinco minutinhos … Como eu sou neste caminho cristão? Parado, errante, vagando, parando diante das coisas de que gosto ou diante de Jesus ‘Eu sou o caminho’? E peçamos ao Espírito Santo que nos ensine a caminhar bem, sempre! E quando nos cansarmos, façamos uma pequena pausa e avante. Peçamos esta graça”. (bf/cm)
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                                                                                                Fonte: radiovaticana.va

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Papa na missa desta segunda-feira:

Ataques e perseguição, o preço do testemunho cristão

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco começou a semana celebrando a Missa na capela de sua residência, a Casa Santa Marta. Próximos da celebração de Pentecostes, as leituras falam sempre mais do Espírito Santo. De fato, os Atos dos Apóstolos referem que o Senhor abriu o coração de uma mulher de nome Lídia, uma comerciante de púrpura que na cidade de Tiatira ouvia as palavras de Paulo.
“Esta mulher sentiu algo dentro de si, que a levou a dizer: ‘Isso é verdade! Eu estou de acordo com aquilo que este homem diz, este homem que testemunha Jesus Cristo. O que ele diz é verdade!’. Mas quem tocou o coração desta mulher? Quem lhe disse: ‘Ouça, porque é verdade’? Foi precisamente o Espírito Santo que fez com que esta mulher sentisse que Jesus era o Senhor; fez com que sentisse que a salvação estava nas palavras de Paulo; fez com que esta mulher ouvisse um testemunho. O Espírito dá testemunho de Jesus. E todas as vezes que nós sentimos no coração algo que nos aproxima de Jesus, é o Espírito que trabalha dentro de nós”, refletiu Francisco.
Perseguição
O Evangelho fala de um testemunho duplo: o Espírito que testemunha Jesus e o nosso testemunho. Nós somos testemunhas do Senhor com a força do Espírito. Jesus convida os discípulos a não se escandalizarem, porque o testemunho carrega consigo as perseguições. Das “pequenas perseguições das fofocas”, das críticas, àquelas grandes perseguições, de que “a história da Igreja está repleta, que leva os cristãos à prisão e os leva até mesmo a dar a vida”:
“É o preço do testemunho cristão, disse Jesus. ‘Expulsarão vocês das sinagogas e chegará a hora em que alguém, ao matar vocês, pensará que está oferecendo um sacrifício a Deus’. O cristão, com a força do Espírito, testemunha que o Senhor vive, que o Senhor ressuscitou, que o Senhor está entre nós, que o Senhor celebra conosco sua morte e ressurreição, toda vez que nos dirigimos ao altar. O cristão dá também testemunho, ajudado pelo Espírito, em sua vida cotidiana, com o seu modo de agir, mas muitas vezes este testemunho provoca ataques, provoca perseguições.”
“O Espírito Santo que nos fez conhecer Jesus”, concluiu o Papa, “é o mesmo que nos impele a torná-lo conhecido, não tanto com palavras, mas com o testemunho de vida”:
“É bom pedir ao Espírito Santo que venha ao nosso coração para dar testemunho de Jesus; dizer-lhe: Senhor, que eu não me distancie de Jesus. Ensina-me o que Jesus ensinou. Faz-me lembrar o que Jesus disse e fez, e ajuda-me a testemunhar estas coisas. Que a mundanidade, as coisas fáceis, as coisas que vem do pai da mentira, do príncipe deste mundo, o pecado, não me distanciem do testemunho”. (BF/MJ)
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Francisco aos mercedários: 
Renovar-se para responder aos desafios do mundo

O Papa Francisco concluiu sua série de audiências na manhã de segunda-feira, (02/05), recebendo cerca de 50 mercedários por ocasião do Capítulo Geral no VIII centenário da Ordem.
Comentando o lema do Capítulo - “As Mercês: memória e profecia nas periferias da liberdade” – o Pontífice afirmou em seu discurso que há muito o que recordar nesses oito séculos: a obra de redenção dos prisioneiros, a missão audaz no novo mundo, os santos da Ordem, mas também os erros. Todavia, advertiu, essa lembrança não se deve limitar a uma exposição do passado, mas a uma avaliação das conquistas sem esquecer dos limites e, sobretudo, dos desafios que a humanidade apresenta.
“A verdadeira vida da Ordem deve ser buscada no constante esforço para adequar-se e renovar-se, a fim de poder dar uma resposta generosa às necessidades reais do mundo e da Igreja, sendo fiéis ao patrimônio perene de que são depositários”, afirmou Francisco.
Misericórdia divina
Com este espírito, prosseguiu, podemos falar realmente de profecia. Porque ser profeta é emprestar nossa voz humana à Palavra eterna, esquecermos de nós mesmos para que seja Deus a se manifestar. Os mercedários têm a missão de seguir Cristo levando a boa nova do Evangelho aos pobres e para a libertação dos prisioneiros. “Queridos irmãos, nossa profissão religiosa é um dom e uma grande responsabilidade, pois a levamos em vasos de barro. Não confiemos em nossas próprias forças, mas nos entreguemos sempre à misericórdia divina.”
O profeta, disse ainda o Papa, sabe ir às periferias, como fizeram inúmeros membros da Ordem. “Segui-los é assumir que, para libertar, devemos nos fazer pequenos, unirmo-nos ao prisioneiro, na certeza de que assim não só cumpriremos nosso  propósito de redimir, mas encontramos também nós a verdadeira liberdade".
Pedido do Papa
Francisco concluiu seu discurso com uma exortação: “No oitavo centenário da Ordem, não deixem de proclamar o ano de graça a todos aqueles aos quais são enviados: aos perseguidos por causa da fé e aos que estão privados de liberdade, às vítimas do tráfico, aos jovens de suas escolas, e aos fiéis de suas paróquias e missões”.
A Ordem fundada pelo leigo São Pedro Nolasco nasceu em 1218, na Espanha. Hoje, está presente em 23 países. O XVI Capítulo Geral se realiza em Roma de 23 de abril a 14 de maio. Entre os participantes, está o Provincial do Brasil, Frei Rogério Russo Soares. (BF)
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                                                                                                Fonte: radiovaticana.va

domingo, 1 de maio de 2016

Reflexão para seu início de mês

Maria e o Rosário em maio
Ao iniciar o mês de Maio, a tradição católica nos remete a Maria, cujo mês é a ela dedicado. Aqui na Arquidiocese do Rio de Janeiro, no Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Penha, iniciaremos este mês com uma grande concentração do movimento “terço dos homens”, que congrega milhares de homens em quase todas as paróquias da cidade. A tradição do terço mariano deve ser retomada com mais entusiasmo e piedade tanto pessoalmente, como em família ou na comunidade. Aproveitemos o mês de maio, mês de Maria, para fazer do Rosário a oportunidade de contemplar os mistérios de nossa salvação junto com Maria, nossa mãe.
No Santo Rosário, temos a oração mariana mais recomendada pela Igreja ao longo dos séculos. A piedade mostra-nos um resumo das principais verdades da fé cristã; através da consideração de cada um dos mistérios, a Santíssima Virgem ensina-nos a contemplar a vida do seu Filho. Em alguns deles, Maria tem certo destaque; em outros fala-nos do Senhor, mas, mesmo sendo uma devoção de cunho mariano o Santo Rosário é completamente Cristológico. Maria fala-nos sempre do Senhor: da alegria do seu nascimento, da sua vida pública, da sua morte, da sua ressurreição e da ascensão gloriosa.
Nossa Senhora do Rosário, abençoai-nos!
O nome Rosário vem do latim rosarius – relativo às rosas, e foi chamado assim devido à prática popular de coroar Maria com rosas no final do saltério. O valor espiritual do Rosário consiste na característica de ser uma oração simples e profunda. Uma oração contemplativa que educa o espírito humano à meditação dos mistérios da vida de Cristo, e sua intrínseca relação à compaixão de Maria nos momentos de alegria e de dor. Uma oração catequética, pois apresenta e ensina, com um método simples, o núcleo do conteúdo da fé católica. Uma oração que respeita os ritmos da vida, uma vez que harmoniza a disposição corporal com o movimento do espírito que, por sua vez, produz frutos de paz e serenidade diante das tribulações da vida. Uma oração criativa que ajuda comparar os nossos sentimentos com os de Cristo durante a meditação de cada passo, desde o mistério da Encarnação até o mistério da Ressurreição. E, por fim, uma oração que introduz a liturgia por sua natureza comunitária, cristocêntrica e bíblica. É nesse sentido que o Papa Paulo VI diz na sua Exortação Apostólica Marialis Cultus: “O rosário é, por isso mesmo, uma prece de orientação profundamente cristológica” (MC 61).
O Concílio Ecumênico Vaticano II pede “a todos os filhos da Igreja que promovam generosamente o culto à Bem-aventurada Virgem, que deem grande valor às práticas e aos exercícios de piedade recomendados pelo Magistério no curso dos séculos” (Lumen Gentium, 67). Sabemos bem com que insistência a Igreja sempre recomendou a oração do Santo Rosário. Concretamente, é “uma das mais excelentes e eficazes orações em comum que a família cristã é convidada a rezar” (Marialis Cultus, 54). 
O Rosário em família é uma fonte de bens para todos, pois atrai a misericórdia de Deus sobre o lar. Dizia São João Paulo II: “Tanto a recitação do Ângelus como a do Terço devem ser para todo o cristão e muito mais para as famílias cristãs como que um Oásis espiritual no decorrer do dia, para ganharem coragem e confiança” (Ângelus em Otranto, 05/10/1980). E, ainda, insistia São João Paulo II: “conservai zelosamente esse terno e confiado amor à Virgem que vos caracteriza. Não o deixeis esfriar nunca. Sede fiéis aos exercícios de piedade mariana tradicionais na Igreja: a oração do Ângelus, o mês de Maria, e, de modo muito especial, o Terço. Oxalá ressurgisse o belo costume de rezar o terço em família”! (Homilia de 12/10/1980).
São João Paulo II vai dizer na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae: “O Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz, precisamente porque consiste na contemplação de Cristo, Príncipe da paz e “nossa paz” (Ef 2, 14). Quem assimila o mistério de Cristo – e o Rosário visa isto mesmo – apreende o segredo da paz e dele faz um projeto de vida. Além disso, devido ao seu carácter meditativo, com a serena sucessão das “Ave Marias”, exerce uma ação pacificadora sobre quem o reza, predispondo-o a receber e experimentar no mais fundo de si mesmo e a espalhar ao seu redor aquela paz verdadeira, que é um dom especial do Ressuscitado (Jo 14, 27; 20, 21)” (Rosarium Virginis Mariae, 40).
Rezemos o Santo Rosário!
Quanto aos mistérios e a suas distribuições conforme cada dia, nos diz a Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae: “O Rosário pode ser recitado integralmente todos os dias, não faltando quem louvavelmente o faça. Acaba assim por encher de oração as jornadas de tantos contemplativos, ou servir de companhia a doentes e idosos que dispõem de tempo em abundância. Mas é óbvio – e isto vale com mais forte razão ao acrescentar-se o novo ciclo dos mysteria lucis – que muitos poderão recitar apenas uma parte, segundo uma determinada ordem semanal. Esta distribuição pela semana acaba por dar às sucessivas jornadas desta uma certa “cor” espiritual, de modo análogo ao que faz a Liturgia com as várias fases do ano litúrgico. Segundo a prática corrente, a segunda e a quinta-feira são dedicadas aos “mistérios da alegria”, a terça e a sexta-feira aos “mistérios da dor”, a quarta-feira, o sábado e o domingo aos “mistérios da glória”. Onde se podem inserir os “mistérios da luz”? Atendendo a que os mistérios gloriosos são propostos em dois dias seguidos –sábado e domingo – e que o sábado é tradicionalmente um dia de intenso carácter mariano, parece recomendável deslocar para ele a segunda meditação semanal dos mistérios gozosos, nos quais está mais acentuada a presença de Maria. E assim fica livre a quinta-feira precisamente para a meditação dos mistérios da luz”. (Rosarium Virginis Mariae, 38).
Neste Ano Santo Jubilar da Misericórdia somos chamados a redescobrir a oração do Rosário como uma obra de misericórdia para com os doentes, os moribundos, os que vivem em situações de risco ou mesmo aqueles que vivem titubeando na fé. Observamos, com júbilo, crescer o movimento de “Reza do Terço nas praças”. Rezar o terço nos logradouros públicos é uma eloquente manifestação pública de devoção mariana e de pertença a Cristo Rei do Universo. 
Que tenhamos cada vez mais grupos que, rezando nas praças, nas comunidades, nas famílias e nas nossas paróquias, possam fortalecer a sua fé, cientes de que “por Maria chegamos ao Seu Filho Jesus Cristo!” Que a Virgem Maria nos ilumine e faça que aprendamos este grande meio de devoção para chegar ao seu coração e, assim, ao seu Amado Filho, Nosso Senhor. Que em cada Terço rezado, coloquemos as intenções pela Igreja, pela paz e pelas famílias. 
Virgem do Rosário, velai por nós! Amém.
       Cardeal Orani João Tempesta - Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) 
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                Fonte: cnbb.org.br   Ilustrações: basilicadocarmocampinas.org.br   cleofas.com.br
Papa Francisco:
O egoísmo impede de nos amarmos como irmãos

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco conduziu a oração mariana do Regina Coeli, deste domingo (1º/05), com os fieis e peregrinos provenientes de várias partes do mundo que se reuniram na Praça São Pedro.
“O Evangelho deste domingo nos conduz ao cenáculo”, disse o pontífice que enfatizou dois aspectos da missão do Espírito Santo.
“Durante a última ceia, antes de sofrer a Paixão e Morte na cruz, Jesus promete aos Apóstolos o dom do Espírito Santo, que terá a tarefa de ensinar e recordar as suas palavras à comunidade dos discípulos. Jesus mesmo diz: ‘O Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele lhes ensinará todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu lhes disse’. “Ensinar e recordar. É o que faz o Espírito Santo em nossos corações”, frisou o Santo Padre.
Amemos fraternalmente a todos!
“No momento em que Ele está para retornar ao Pai, Jesus preanuncia a vinda do Espírito que primeiramente ensinará aos discípulos a compreender cada vez mais plenamente o Evangelho, a acolhê-lo em sua existência e a fazê-lo vivo e operante com o testemunho”, sublinhou o Papa.
“Enquanto está para confiar aos Apóstolos, que significa ‘enviados’, a missão de levar o anúncio do Evangelho a todo o mundo, Jesus promete que não estarão sozinhos: Estará com eles o Espírito Santo, o Paráclito, que ficará ao lado deles, aliás, estará neles, para defendê-los e sustentá-los. Jesus retorna ao Pai, mas continua  acompanhando e ensinando os seus discípulos por meio do dom Espírito.”
O segundo aspecto da missão do Espírito Santo consiste em ajudar os apóstolos a recordar as palavras de Jesus. “O Espírito tem a tarefa de despertar a memória, recordar as palavras de Jesus”, disse o pontífice.
“O divino Mestre já comunicou tudo aquilo que pretendia confiar aos Apóstolos: Com Ele, Verbo encarnado, a revelação é completa. O Espírito recordará os ensinamentos de Jesus nas diversas circunstâncias concretas da vida para que sejam colocados em prática. Isto acontece ainda hoje na Igreja, guiada pela luz e pela forca do Espírito Santo, para que possa levar a todos o dom da salvação, isto é, o amor e a misericórdia de Deus. Por exemplo, quando vocês lerem um trecho, uma passagem do Evangelho, peçam ao Espírito Santo que está em nossos corações: ‘Que eu entenda e me lembre estas palavras de Jesus.”
“Nós não estamos sozinhos: Jesus esta perto de nós, no meio de nós, dentro de nós! A sua nova presença na história se realiza mediante o Espírito Santo, através do qual e possível instaurar uma relação viva com Ele, o Senhor Ressuscitado. O Espírito, derramado em nós com os Sacramentos do Batismo e da Crisma, age na nossa vida. Ele nos guia no modo de pensar, de agir, de distinguir aquilo que é bem e o que e mal, nos ajuda a praticar a caridade de Jesus, o seu doar-se aos outros, especialmente aos mais necessitados”, disse ainda o Santo Padre.
“Não estamos sós”, repetiu o Papa. “E o sinal da presença do Espírito Santo é também a paz que Jesus doa aos seus discípulos: ‘Eu lhes dou a minha paz’. Essa paz é diferente daquela que os homens se desejam e tentam realizar. A paz de Jesus jorra da vitória sobre o pecado, sobre o egoísmo que nos impede de nos amar como irmãos. É dom de Deus e sinal da sua presença. Cada discípulo, chamado hoje a seguir Jesus levando a cruz, recebe em si a paz do Senhor Ressuscitado na certeza da sua vitória e na espera de sua vinda definitiva.”
“Que a Virgem Maria nos ajude a acolher o Espírito Santo com docilidade, como Mestre interior e como Memória viva de Cristo no caminho cotidiano”, concluiu Francisco. (MJ/FB)
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Papa recorda a Síria, os trabalhadores
e pede punição para quem abusa de menores

Depois da oração mariana do Regina Coeli, o Papa recordou os irmãos das Igrejas do Oriente que celebram a Páscoa, neste domingo. “O Senhor Ressuscitado leve a todos os dons de sua luz e sua paz”, disse Francisco.
Lembrando a situação de conflito na Síria o Papa disse:
“Recebo com profundo pesar as notícias dramáticas provenientes da Síria, sobre a espiral de violência que continua piorando a desesperada situação humanitária do país, sobretudo na cidade de Aleppo, e ceifando vítimas inocentes, até mesmo entre as crianças, os doentes e aqueles que, com grande sacrifício, estão comprometidos em prestar ajuda ao próximo. Exorto todas as partes envolvidas no conflito a respeitar o cessar das hostilidades e a reforçar o diálogo em andamento, único caminho que conduz à paz.”
Peçamos a Deus que mova os corações para a paz!
A seguir, o Papa disse que terá início nesta segunda-feira (02/05), em Roma, a Conferência Internacional sobre o tema “O desenvolvimento sustentável e as formas mais vulneráveis de trabalho”. “Desejo que o evento possa sensibilizar as autoridades, as instituições políticas e econômicas e a sociedade civil a fim de que se promova um modelo de desenvolvimento que considere a dignidade humana, no respeito pleno das normativas sobre o trabalho e o ambiente”, frisou Francisco.
O Santo Padre saudou os peregrinos provenientes da Itália, e os de Madri e Barcelona, na Espanha, os de Varsóvia, na Polônia, como também a Comunidade Abraão, engajada em projetos de evangelização na Europa.
Francisco saudou a Associação “Meter” que há vários anos luta contra toda forma de abuso infantil. “Isto é uma tragédia! Não devemos tolerar abusos contra menores! Temos de defender as crianças e devemos punir severamente quem abusa dos menores”, disse o Papa que agradeceu a associação pelo seu compromisso e a exortou a continuar este trabalho com coragem. (MJ)
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São José Operário

No dia 1º de maio, Dia de São José Operário, comemoramos o Dia do Trabalhador. São João Paulo II, em sua encíclica sobre o trabalho humano  Laborem exercens , recordou com muita clareza que a Igreja é a favor da luta pela justiça. Com efeito, pregando o respeito pelos direitos humanos, a Igreja não pode deixar de se engajar, a seu modo, repudiando os métodos violentos, numa luta pela justiça. Assim faz a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB –, assim cada batizado é chamado a fazer. E é o que cada um é chamado a fazer em nome do Evangelho de Jesus Cristo.
Para celebrar este dia, de modo próprio, a Igreja, pela ação do Romano Pontífice Pio XII, introduziu a Festa de São José Operário. A solenidade do Pai Adotivo de Jesus ocorre no dia 19 de março, quando ele é focalizado como Padroeiro da Igreja e dos Agonizantes (da Igreja, que é o Corpo de Cristo, de quem ele foi na Terra o Pai de Criação; e dos Agonizantes, porque São José teve na hora de sua morte a presença de Cristo e de Maria). A 1º de maio nos é apresentado o Homem do Trabalho, pobre, que ganhou o pão de cada dia com o suor de seu rosto. O exemplo de São José é contemplado pelo do próprio Jesus, que até os 30 anos de idade trabalhou também como operário. 
Jesus e seu pai José na carpintaria de Nazaré
A Igreja ensina a dignidade do trabalho humano, qualquer que ele seja. Cristo dignificou o trabalho por seu exemplo. São Paulo nos fala, na Carta aos Tessalonicenses que quem não trabalha não deve comer, enunciando assim uma obrigatoriedade do trabalho.
Sinteticamente podemos dizer que o pensar da Igreja acerca do trabalho consiste em que o trabalho dignifica o homem e deve aperfeiçoá-lo e deve ser uma contribuição para a sociedade. Quem trabalha se realiza, constrói a sociedade e presta um serviço aos irmãos e irmãs. Existem, porém, os que exploram seus semelhantes formando uma sociedade injusta e perversa. Além disso, existem as situações de “trabalho escravo”, ainda hoje, que tiram toda a beleza da dignidade humana. Portanto, ao lado de tanta beleza da importância do trabalho não podemos nos esquecer das situações injustas. E neste tempo, especificamente em nosso país, o grande número de desempregados, que não têm como sustentar sua família devido à situação de crise nacional.
Toda sociedade e nosso Brasil dependerá de se integrar à dignidade do trabalho ou não na ‘civilização do trabalho’, como dizia Alceu Amoroso Lima. Afinal, o trabalho é a base da sociedade, pois o trabalho não é apenas uma condição de sobrevivência, mas uma forma necessária de realização da personalidade.
O Santo Padre, o Papa Francisco, nos convida neste Ano Santo Jubilar da Misericórdia a vivermos gestos concretos de compaixão. Precisamos viver a solidariedade e promover a geração de emprego e renda. Lembra o Papa Francisco, profeticamente, que: “Eu gostaria de estender a todos o convite à solidariedade e, aos chefes do setor público, convidá-los ao encorajamento, a fazer de tudo para dar um novo impulso ao emprego; isso significa se preocupar com a dignidade da pessoa, mas, acima de tudo, vos exorto a não perderem a esperança; São José também teve momentos difíceis, mas nunca perdeu a confiança e soube superá-los, na certeza de que Deus não nos abandona. E agora gostaria de falar especialmente a vocês, meninos e meninas, a vocês jovens: se esforcem em suas tarefas diárias, no estudo, no trabalho, nas relações de amizade, contribuindo com os outros, o vosso futuro também depende de como vocês vão viver esses preciosos anos de vida. Não tenham medo do compromisso, do sacrifício e não olhem para o futuro com medo, mantenham viva a esperança: há sempre uma luz no horizonte ”.
Reflitamos sobre a dignidade do trabalho humano, consagrado pelo exemplo de São José Operário e do próprio Cristo, e nos preparemos para a luta pela justiça social! A luta pela justiça, na qual todos nós devemos estar empenhados, sem deixar de ser luta, não é uma luta contra os outros. Que São José interceda por todos os trabalhadores e por aqueles que ainda não têm um trabalho, mas buscam sem cansar para suster a dignidade humana.
Nestes tempos de tantos obstáculos, a solidariedade entre os cristãos deve ser concretizada em gestos que ajudem a minimizar as dificuldades dos desempregados, a luta pela melhoria do país para que volte a ter emprego para seus filhos, a busca de dignidade do trabalho para todos. Este Dia do Trabalhador, de modo especial, nos empenha seriamente em um tempo de compromisso sério com a dignidade do trabalho e na luta pela justiça social.
Dom Orani João Tempesta - Cardeal Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
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                        Fonte: cnbb.org.br     Banner: news.va    Ilustração: instituto.cancaonova.com