Leão XIV
prosseguiu com o ciclo de catequeses sobre a Constituição Conciliar Dei Verbum.
"A Igreja é o lugar próprio da Sagrada Escritura. Sob a inspiração do
Espírito Santo, a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de
Deus", disse o Papa, ressaltando que toda a Escritura proclama Jesus
Cristo e "a sua presença salvadora, para cada um de nós e para toda a
humanidade". "Abramos, pois, os nossos corações e mentes para acolher
este dom, na escola de Maria, Mãe da Igreja", sublinhou.
| O Papa diante da imagem de Nossa Senhora de Lourdes, na Audiência Geral |
O Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina na Audiência Geral, desta quarta-feira (11/02), realizada na Sala Paulo VI.
Na catequese de
hoje, o Pontífice se deteve no capítulo sexto da Constituição conciliar a
propósito da "profunda e vital ligação entre a Palavra de Deus e a
Igreja".
A Igreja é o lugar próprio da Sagrada Escritura. Sob a inspiração do Espírito Santo, a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de Deus. Na comunidade cristã, por assim dizer, tem o seu habitat: na vida e na fé da Igreja, encontra o espaço para revelar o seu sentido e manifestar a sua força.
O Papa recordou
que "a Igreja nunca deixa de refletir sobre o valor da Sagrada
Escritura" e que "após o Concílio, um momento muito importante a este
respeito foi a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema 'A
Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja', em outubro de 2008".
De acordo com
Leão XIV, "na comunidade eclesial, a Escritura encontra o contexto
necessário para cumprir a sua tarefa específica e alcançar o seu objetivo: dar
a conhecer Cristo e abrir ao diálogo com Deus".
A seguir, o Papa
citou esta expressão de São Jerônimo: «A ignorância da Escritura é, de fato, a
ignorância de Cristo». Ela nos lembra "o propósito último da leitura e da
meditação das Escrituras: conhecer Cristo e, por meio d’Ele, entrar em comunhão
com Deus, comunhão que pode ser entendida como uma conversa, um diálogo".
Leão XIV disse
ainda que "a Constituição Dei Verbum nos apresentou a Revelação
como um diálogo, em que Deus fala aos homens como amigos. Isto acontece quando
lemos a Bíblia numa atitude interior de oração: então Deus vem ao nosso
encontro e entra em diálogo conosco".
A Sagrada Escritura, confiada à Igreja, por ela guardada e explicada, desempenha um papel ativo: com efeito, com a sua eficácia e poder, dá sustento e força à comunidade cristã. Todos os fiéis são chamados a beber desta fonte, sobretudo na celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos.
Segundo o Papa,
"o amor pela Sagrada Escritura e a familiaridade com ela devem guiar
aqueles que exercem o ministério da Palavra: bispos, sacerdotes, diáconos,
catequistas. O trabalho dos exegetas e dos que praticam a ciência bíblica é
precioso; e a Escritura ocupa um lugar central na teologia, que encontra o seu
fundamento e a sua alma na Palavra de Deus".
Leão XIV
sublinhou que "o que a Igreja ardentemente deseja é que a Palavra de Deus
chegue a cada membro e alimente a sua caminhada de fé. Mas a Palavra de Deus
também impele a Igreja para além de si mesma, abrindo-a continuamente à missão
de chegar a todos".
De fato, vivemos rodeados de tantas palavras, mas quantas delas são vazias! Por vezes, ouvimos até palavras sábias que, no entanto, não tocam o nosso destino final. A Palavra de Deus, pelo contrário, sacia a nossa sede de sentido, de verdade sobre as nossas vidas. É a única Palavra que é sempre nova: revelando-nos o mistério de Deus, é inesgotável, nunca deixa de oferecer as suas riquezas.
O Papa concluiu,
dizendo que "vivendo na Igreja, aprendemos que a Sagrada Escritura está
totalmente relacionada com Jesus Cristo e experimentamos que esta é a razão
profunda do seu valor e do seu poder. Cristo é o Verbo vivo do Pai, o Verbo de
Deus feito carne. Toda a Escritura proclama a sua Pessoa e a sua presença
salvadora, para cada um de nós e para toda a humanidade. Abramos, pois, os
nossos corações e mentes para acolher este dom, na escola de Maria, Mãe da
Igreja".
Mariangela Jaguraba - Vatican News
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