a evangelização no Brasil nos próximos 6 anos
Os bispos do
Brasil aprovaram, nesta manhã, 23 abril, as novas Diretrizes Gerais da Ação
Evangelizadora da Igreja no Brasil. O documento, que orientará as ações da
Igreja nos próximos seis anos, foi aprovado por unanimidade dos bispos,
reunidos durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil (CNBB), que trouxe como tema central a discussão e aprovação das
diretrizes.
Desde o início
da assembleia, no dia 15 de abril, os bispos tem se dedicado a analisar o texto
das diretrizes, apresentado pela Comissão de elaboração das diretrizes.
Divididos em grupos por regionais, o episcopado apresentou um total de 656 emendas ao texto original, que foram acatadas pela comissão e está presente, em quase sua totalidade, no texto final apresentado nesta manhã aos bispos.
Expressão da
caminhada comum
Antes da
aprovação, dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e
presidente da comissão responsável pelas diretrizes, apresentou ponto a ponto o
novo texto com a inclusão das emendas. Segundo o bispo, quase 90% das emendas
recebidas foram incorporadas ao texto final. “Sempre preservando a unidade, a
coerência e o horizonte global do texto”, destacou dom Leomar. “Fizemos o
melhor possível para que esse texto seja a expressão real da nossa caminhada
comum.”
Ao final da
apresentação das diretrizes por dom Leomar, os bispos aplaudiram de pé,
reconhecendo todo trabalho da comissão e o empenho em espírito de verdadeira
comunhão, como destacou dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e
presidente da CNBB. “Creio que temos em mãos um verdadeiro pentecostes, isto é
obra do Espírito, não nossa, é do Espírito de Deus”, falou dom Jaime.
Após a correção
do texto, as diretrizes estarão disponíveis, de forma impressa pelas Edições
CNBB, em quatro semanas.
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| Parte da equipe que conduziu o processo de aprovação das diretrizes durante a 62ª AG CNBB. | Fotos: Jaison Alves. |
19º Congresso
Eucarístico Nacional
Dom João
Justino, arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), falou aos bispos sobre 19º Congresso
Eucarístico Nacional, que será realizado em setembro de 2027 em Goiânia (GO). O
evento é organizado pela Arquidiocese de Goiânia em colaboração com as dioceses
do regional Centro-Oeste da CNBB, que abrange o Distrito Federal e o estado de
Goiás.
O tema desta edição será “Hóstias vivas, no mundo, para a glória do Pai”. Jesus, que desejou ardentemente comer a páscoa com seus discípulos (cf. Lc 22,15), instituiu em seu Corpo e Sangue a Nova Aliança com a humanidade, ordenando que seus discípulos repetissem aquele gesto em sua memória. Ao final da fala de dom Justino, os bispos rezaram juntos a oração do 19º Congresso Eucarístico Nacional.
Edições CNBB
Monsenhor Jamil
Alves de Souza, diretor-geral das Edições CNBB, falou aos bispos sobre a
editora, destacando algumas produções publicadas. As Edições CNBB são a editora
oficial voltada à publicação, divulgação e distribuição de documentos e
subsídios da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e de outras instâncias
da Igreja. Seu catálogo abrange livros, folhetos, revistas e conteúdos
digitais, com foco no apoio à missão evangelizadora.
Monsenhor Jamil
apresentou também uma novidade que está sendo preparada pelas Edições CNBB: um
aplicativo para celular da Bíblia e a biblioteca CNBB Digital, com os textos
oficiais para dispositivos móveis. “O projeto contempla uma trilha de leitura
orientada pelo método da Lectio Divina, o acesso integral à liturgia da palavra
e comentários bíblicos oficiais. No ambiente web, a biblioteca CNBB Digital vai
centralizar todo o acervo de documentos da Igreja com pesquisa de palavras e
outros termos contidos nos documentos”.
Fundo
Patrimonial para o Patrimônio Cultural da Igreja
Os bispos
aprovaram também, nesta manhã, a criação do Fundo Patrimonial para o Patrimônio
Cultural da Igreja Católica no Brasil. O objetivo é a preservação do patrimônio
cultural da Igreja Católica, com estudos iniciados em 2025. A iniciativa visa
captar recursos para restaurar e manter bens sacros.
Em setembro de 2025, a Presidência da CNBB aprovou e constituiu o “Grupo de Trabalho sobre o Fundo Patrimonial Filantrópico para o Patrimônio Cultural da Igreja Católica no Brasil”. Desde então, o grupo de trabalho realizou diversas reuniões para o estudo técnico sobre o tema e a elaboração da proposta conceitual.
Por Juliana
Mastelini - 62ª AG CNBB.
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Fonte: cnbb.org.br




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