terça-feira, 21 de abril de 2026

Leão recorda Francisco:

doou muito e foi um grande dom para a Igreja e o mundo

No voo de Angola para a Guiné Equatorial, última etapa da viagem apostólica, o Papa recorda com carinho o seu predecessor no primeiro ano da sua morte: “ele doou muito com a sua vida e a sua proximidade aos pobres. Pregou a mensagem da misericórdia. Rezemos para que esteja desfrutando da misericórdia do Senhor”.

Papa Leão no túmulo de Francesco na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, em 3 de novembro de 2025

“Gostaria de recordar, neste primeiro aniversário da sua morte, o Papa Francisco, que deixou e doou muito à Igreja com a sua vida, o seu testemunho, as suas palavras e os seus gestos. Pelo que fez, vivendo verdadeiramente a proximidade aos mais pobres, aos pequeninos, aos doentes, às crianças, aos idosos”. É o dia da viagem de Angola à Guiné Equatorial, última etapa da viagem apostólica pela África, mas é também um dia especial: o primeiro aniversário da morte do Papa Francisco, falecido na madrugada de 21 de abril de 2025. Uma data comemorada com grande participação nestas horas em todas as partes do mundo. E também o Papa, durante o voo para Malabo, não quis deixar de expressar seu pensamento pessoal pelo predecessor, compartilhado com os cerca de 70 jornalistas que o acompanhavam.

A promoção da fraternidade

Uma lembrança repleta de afeto e gratidão por um Pontífice que – disse ele – “deixou muito à Igreja com o seu testemunho e a sua palavra”. “Muitas coisas” poderiam ser lembradas de Jorge Mario Bergoglio, mas Leão XIV recorda, antes de tudo, a exortação incessante à “fraternidade universal”: Francisco procurou verdadeiramente “promover um respeito autêntico por todos os homens, todas as mulheres, promovendo um espírito de fraternidade, de sermos irmãos e irmãs, todos, de procurar como viver a mensagem que encontramos no Evangelho”.

A mensagem da misericórdia

A outra “mensagem” de Francisco que o Papa Leão recorda é a da “misericórdia”, expressa desde o primeiro Angelus no domingo após a eleição de 13 de março de 2013. “Naquela primeira vez no Angelus, mas também na Santa Missa que celebrou ainda antes da inauguração do pontificado, em 17 de março de 2013”, quando, na paróquia de Santa Ana, no Vaticano, “pregou sobre a mulher que foi encontrada em adultério” e “falou com o coração da misericórdia de Deus, falou com o coração desse grande amor, do perdão e da generosa expressão de misericórdia do Senhor”. Esse “espírito” Francisco quis compartilhá-lo “com toda a Igreja”, reiterou o Papa, lembrando também a “belíssima celebração de um Jubileu extraordinário da misericórdia”.

Presente para todos

“Rezemos para que ele já esteja desfrutando da misericórdia do Senhor”, concluiu Leão XIV, “agradecemos ao Senhor pelo grande dom que foi a vida de Francisco para toda a Igreja e para o mundo inteiro”.

Salvatore Cernuzio – no voo de Luanda a Malabo

__________________________________________________________

Missa na Casa Santa Marta
no aniversário da morte do Papa Francisco

A celebração foi presidida pelo núncio apostólico Luigi Travaglino na capela do edifício onde Bergoglio residia. Na homilia preparada pelo cardeal Acerbi e lida durante a celebração, o prelado recordou a figura do Pontífice: "Ainda o sentimos perto de nós". As celebrações em memória de Francisco continuam ao longo desta terça-feira, 21 de abril. Às 17h, na Basílica de Santa Maria Maior, haverá a recitação do Terço seguida de uma Missa de sufrágio, presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re.

Missa na Casa Santa Marta presidida por dom Luigi Travaglino no aniversário da morte do Papa Francisco

"Agora não é o momento de nos determos no desenrolar de sua vida diária, aqui repleta de trabalho, reuniões e orações na pequena Capela do segundo andar. Tenho certeza de que o Papa Francisco se afeiçoou a esta casa, e nós nos afeiçoamos a ele. Tal permanece o espírito de nossas orações de sufrágio neste primeiro ano de sua partida. Ainda o sentimos perto de nós", afirmou o cardeal Angelo Acerbi na homilia lida pelo arcebispo Luigi Travaglino, núncio apostólico que presidiu a Missa na Casa Santa Marta no primeiro aniversário da morte do Papa Francisco.

O cardeal Acerbi enfatizou ainda em sua homilia: "Quero apenas recordar a coragem apostólica com que ele enfrentou os anos de seu Pontificado, mesmo quando, apesar de suas limitações físicas, quis cumprir sua missão apostólica até os extremos confins da terra."


"Voltamos também nossos pensamentos para a Basílica de Santa Maria Maior, onde o Papa Francisco quis ser sepultado, ao lado da Capela de Maria 'Salus populi romani', que ele frequentava antes e depois de cada uma de suas viagens apostólicas e que certamente o acolheu no final de sua vida", acrescentou dom Travaglino.

As celebrações em memória de Francisco continuam ao longo do dia desta terça-feira, 21 de abril. Às 17h, na Basílica de Santa Maria Maior, haverá a recitação do Terço seguida de uma Missa de sufrágio, presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio cardinalício.

Padre Paweł Rytel-Andrianik - Vatican News

_____________________________________________________________________
                                                                                                        
Fonte: vaticanews.va

Nenhum comentário:

Postar um comentário