doou muito e foi um grande dom para a Igreja e o mundo
No voo de Angola para a Guiné Equatorial, última etapa da viagem apostólica, o Papa recorda com carinho o seu predecessor no primeiro ano da sua morte: “ele doou muito com a sua vida e a sua proximidade aos pobres. Pregou a mensagem da misericórdia. Rezemos para que esteja desfrutando da misericórdia do Senhor”.
| Papa Leão no túmulo de Francesco na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, em 3 de novembro de 2025 |
“Gostaria de
recordar, neste primeiro aniversário da sua morte, o Papa Francisco, que deixou
e doou muito à Igreja com a sua vida, o seu testemunho, as suas palavras e os
seus gestos. Pelo que fez, vivendo verdadeiramente a proximidade aos mais
pobres, aos pequeninos, aos doentes, às crianças, aos idosos”. É o dia da
viagem de Angola à Guiné Equatorial, última etapa da viagem apostólica pela
África, mas é também um dia especial: o primeiro aniversário da morte do Papa
Francisco, falecido na madrugada de 21 de abril de 2025. Uma data comemorada
com grande participação nestas horas em todas as partes do mundo. E também o
Papa, durante o voo para Malabo, não quis deixar de expressar seu pensamento
pessoal pelo predecessor, compartilhado com os cerca de 70 jornalistas que o
acompanhavam.
A promoção da
fraternidade
Uma lembrança
repleta de afeto e gratidão por um Pontífice que – disse ele – “deixou muito à
Igreja com o seu testemunho e a sua palavra”. “Muitas coisas” poderiam ser
lembradas de Jorge Mario Bergoglio, mas Leão XIV recorda, antes de tudo, a
exortação incessante à “fraternidade universal”: Francisco procurou
verdadeiramente “promover um respeito autêntico por todos os homens, todas as
mulheres, promovendo um espírito de fraternidade, de sermos irmãos e irmãs,
todos, de procurar como viver a mensagem que encontramos no Evangelho”.
A mensagem da
misericórdia
A outra
“mensagem” de Francisco que o Papa Leão recorda é a da “misericórdia”, expressa
desde o primeiro Angelus no domingo após a eleição de 13 de março de 2013.
“Naquela primeira vez no Angelus, mas também na Santa Missa que celebrou ainda
antes da inauguração do pontificado, em 17 de março de 2013”, quando, na
paróquia de Santa Ana, no Vaticano, “pregou sobre a mulher que foi encontrada
em adultério” e “falou com o coração da misericórdia de Deus, falou com o
coração desse grande amor, do perdão e da generosa expressão de misericórdia do
Senhor”. Esse “espírito” Francisco quis compartilhá-lo “com toda a Igreja”,
reiterou o Papa, lembrando também a “belíssima celebração de um Jubileu
extraordinário da misericórdia”.
Presente para
todos
“Rezemos para
que ele já esteja desfrutando da misericórdia do Senhor”, concluiu Leão XIV,
“agradecemos ao Senhor pelo grande dom que foi a vida de Francisco para toda a
Igreja e para o mundo inteiro”.
Salvatore Cernuzio – no voo de Luanda a Malabo
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A celebração foi
presidida pelo núncio apostólico Luigi Travaglino na capela do edifício onde
Bergoglio residia. Na homilia preparada pelo cardeal Acerbi e lida durante a
celebração, o prelado recordou a figura do Pontífice: "Ainda o sentimos
perto de nós". As celebrações em memória de Francisco continuam ao longo
desta terça-feira, 21 de abril. Às 17h, na Basílica de Santa Maria Maior,
haverá a recitação do Terço seguida de uma Missa de sufrágio, presidida pelo
cardeal Giovanni Battista Re.
| Missa na Casa Santa Marta presidida por dom Luigi Travaglino no aniversário da morte do Papa Francisco |
"Agora não
é o momento de nos determos no desenrolar de sua vida diária, aqui repleta de
trabalho, reuniões e orações na pequena Capela do segundo andar. Tenho certeza
de que o Papa Francisco se afeiçoou a esta casa, e nós nos afeiçoamos a ele.
Tal permanece o espírito de nossas orações de sufrágio neste primeiro ano de
sua partida. Ainda o sentimos perto de nós", afirmou o cardeal Angelo
Acerbi na homilia lida pelo arcebispo Luigi Travaglino, núncio apostólico que
presidiu a Missa na Casa Santa Marta no primeiro aniversário da morte do Papa
Francisco.
O cardeal Acerbi
enfatizou ainda em sua homilia: "Quero apenas recordar a coragem
apostólica com que ele enfrentou os anos de seu Pontificado, mesmo quando,
apesar de suas limitações físicas, quis cumprir sua missão apostólica até os
extremos confins da terra."
"Voltamos
também nossos pensamentos para a Basílica de Santa Maria Maior, onde o Papa
Francisco quis ser sepultado, ao lado da Capela de Maria 'Salus populi romani',
que ele frequentava antes e depois de cada uma de suas viagens apostólicas e
que certamente o acolheu no final de sua vida", acrescentou dom
Travaglino.
As celebrações
em memória de Francisco continuam ao longo do dia desta terça-feira, 21 de
abril. Às 17h, na Basílica de Santa Maria Maior, haverá a recitação do Terço
seguida de uma Missa de sufrágio, presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re,
decano do Colégio cardinalício.
Padre Paweł Rytel-Andrianik - Vatican News
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Fonte: vaticanews.va
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