sexta-feira, 28 de junho de 2019

A Espiritualidade da Misericórdia

 que brota do Coração de Jesus
"Amei-te com amor eterno; por isso atrai-te a mim cheio de misericórdia...” (Jr 31, 3).
Esta passagem de Jeremias nos permite ver o núcleo da relação de Deus com suas criaturas. Deus nos ama e esse amor se expressa em sua misericórdia infinita por cada um de nós. Nas palavras do Papa Francisco: “Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado”. E esse caminho fica particularmente evidente quando contemplamos o Sagrado Coração de Jesus.
No documento chamado Haurietis Aquas, sobre o culto do Sagrado Coração de Jesus, podemos ler que “ao mostrar o Senhor o Seu Coração Sacratíssimo, de modo extraordinário e singular, quis atrair a consideração dos homens para a contemplação e a veneração do amor misericordioso de Deus para com o gênero humano”.
No Coração de Jesus, podemos ver essa chama ardente de amor misericordioso, que consome a cruz e os espinhos dos nossos pecados, para nos lembrar que a força do Amor de Deus é infinitamente maior que as nossas falhas.
Jesus, manso e humilde de coração,
fazei o nosso coração semelhante ao vosso!
"No Coração de Jesus podemos ver essa chama ardente de amor misericordioso que consome a cruz e os espinhos dos nossos pecados".
Chama a atenção que tanto a passagem bíblica como o documento da Igreja falem de atração.“Atrai-te a mim” e “quis atrair a consideração”. Penso ser uma palavra que expressa bem odesejo mais íntimo de Deus de que Lhe entreguemos os nossos corações. Essa palavra manifesta a incansável busca de Deus por nós, mas também deixa claro que Ele nunca atropela a nossa liberdade; Ele atrai, não nos toma. É sempre uma decisão nossa deixar-nos atrair por Ele ou não.
É fácil lembrar aqui aquela passagem do Apocalipse que diz: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Ap 3, 20). Ele nunca vai arrombar essa porta. Mas, da mesma maneira que nunca vai deixar de bater, também não se cansa em mostrar-se rico em misericórdia, esperando que um dia lhe concedamos nossos corações, ou que lhe abramos a porta.
Quando celebramos o Sagrado Coração de Jesus, devoção que infunde inumeráveis riquezas celestiais nas almas dos fiéis, estamos celebrando o culto à Pessoa do Verbo Encarnado, a segunda da Santíssima Trindade. E como nos diz o Papa Francisco, Jesus Cristo é o rosto da Misericórdia do Pai. Em Cristo, podemos ver o tamanho da misericórdia de Deus.
Enquanto caminhou pela Terra, Cristo passou fazendo o bem, irradiando, desde seu Sagrado Coração, a Divina Misericórdia. Com esse olhar atraiu os homens de ontem e quer continuar atraindo os de hoje. Quanto mais crescermos nessa devoção, mais nos deixaremos atrair pelo amor de Deus.
Junto à devoção do Sagrado Coração, e também com a intenção de render-lhe um culto mais digno, é importante unir a devoção ao Imaculado Coração de Maria, não apenas celebrando-os em dias sucessivos (como sabiamente o escolheu fazer a Igreja), mas unindo-os em nossas vidas. O Coração de Maria é quem melhor nos leva ao Coração de Jesus. Quanto mais nos aproximamos da Mãe de Cristo, mais ela vai nos ensinando a assemelhar o nosso coração com o de seu Filho.
Que na Solenidade do Sagrado Coração deixemo-nos atrair um pouco mais pela misericórdia infinita que jorra desse Coração. Não lhe fechemos as portas; pelo contrário, façamos um esforço por abri-las de par em par, para que recebamos com sinceridade tudo aquilo que Deus quer nos dar.
                                                                                                                  João Antônio Johas.................................................................................................................................................
                                                                  Fonte: Portal A12.com     Ilustrações: cancaonova.com
Dia de Oração pela Santificação Sacerdotal:
Reze pelos sacerdotes e pelo Papa Francisco
Por ocasião da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, Dia da Santificação Sacerdotal, o Papa Francisco pediu ao final da Audiência Geral as orações dos fiéis pelos sacerdotes e por seu ministério petrino, “para que toda ação pastoral seja marcada pelo amor que Cristo tem por cada homem”.
Cidade do VaticanoTodos os anos, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus se celebra o Dia da Santificação Sacerdotal.
Quarta-feira passada, ao final da Audiência Geral, o Papa Francisco pediu as orações dos fiéis pelos sacerdotes e por seu ministério petrino, “para que toda ação pastoral seja marcada pelo amor que Cristo tem por cada homem”.
Na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate sobre a chamada à santidade no mundo atual, o Pontífice recorda que a Igreja não precisa de sacerdotes muitos burocratas e funcionários, “mas de missionários apaixonados, devorados pelo entusiasmo de comunicar a verdadeira vida. Os santos surpreendem, desinstalam, porque a sua vida nos chama a sair da mediocridade tranquila e anestesiadora” (138).
“O sacerdote - afirma - é o mais pobre dos homens se Jesus não o enriquece com a sua pobreza, é o mais inútil servo se Jesus não o chama amigo, o mais tolo dos homens se Jesus não o instrui pacientemente como Pedro, o mais indefeso dos cristãos se o Bom Pastor não o fortifica em meio ao rebanho. Ninguém é mais pequenino do que um sacerdote abandonado às suas próprias forças.”
.............................................................................................................................................................
Assista:
.................................................................................................................................................
                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Papa nesta manhã:

Em meio à vida de injustiças no mar,
o serviço da escuta a pescadores e agentes marítimos
Na audiência desta quinta-feira (27), Francisco recebeu uma centena de capelães, voluntários e diretores nacionais do Apostolado do Mar. O Papa denunciou a vida precária e angustiante do mundo marítimo e encorajou o “serviço da escuta”, com “compaixão e discrição”, para enfrentar as violações dos direitos humanos de quem trabalha no mar.
Cidade do Vaticano - O Papa Francisco, entre a série de audiências na manhã desta quinta-feira (27), recebeu uma centena de capelães, voluntários e diretores nacionais do Apostolado do Mar na Sala Clementina, no Vaticano. O grupo, que trabalha nos portos europeus, participou de um encontro em Roma neste mês de junho.
No discurso, o Papa começou lembrando da atuação do apostolado Stella Maris há mais de 300 anos presente em todos os portos do mundo para “oferecer assistência espiritual e material” aos agentes da navegação marítima, pescadores e suas famílias. Sem eles, afirmou Francisco, “a economia global pararia” e “muitas partes do mundo sofreriam a fome”. Afinal, mais de 90% do comércio mundial é transportado pelos navios de todos os tipos, criando “uma dependência indiscutível” da nossa sociedade em relação à indústria marítima, explicou o Pontífice, numa rotina profissional vivida por “longos períodos, a milhares de quilômetros de distância” do país de origem e dos familiares.
Papa denuncia injustiças e abusos no mundo marítimo
A fala do Pastor
“A vida de marítimo ou de pescador não é marcada somente pelo isolamento e pelo afastamento. Às vezes também é ferida por experiências vergonhosas de abusos e injustiças; pelas insídias dos traficantes de pessoas humanas; pelas chantagens do trabalho forçado. Outras vezes não recebem o salário devido ou são abandonados em portos distantes. Além dos perigos da natureza – tempestades e tornados – devem enfrentar aqueles dos homens, como os piratas e os ataques terroristas. Navegam os oceanos e os mares do mundo, desembarcando em portos onde nem sempre são bem acolhidos.”
A hora da escuta no mar
Com a realidade vivida pelo mundo marítimo, “às vezes serena ou inquieta ou angustiante”, o Papa encoraja capelães e voluntários do Stella Maris a seguir na missão de visitar diariamente os navios com “compaixão e discrição”, dando a possibilidade de que as pessoas “abram o coração” num serviço importante de escuta.
Francisco e os participantes
“A escuta depois leva à ação. Encorajo, então, a multiplicar os esforços para enfrentar questões que são muito frequentemente o resultado da ganância humana. Penso ao tráfico de seres humanos, ao trabalho forçado e às violações dos direitos humanos e do trabalho de tantos homens e mulheres que vivem e trabalham nos mares. Com esse serviço, vocês podem contribuir a restituir o sentido da dignidade a essas pessoas.”
Serviço pastoral no mar para reencontrar a esperança
O Papa também lembrou em discurso que, em 2020, será celebrado o centenário do Apostolado do Mar com um Congresso Mundial em Glasgow, na Escócia. Uma ocasião, disse Francisco, para “discernir o presente e traçar o futuro” do serviço pastoral e segundo “as exigências do nosso tempo”. Invocando Maria, Estrela do Mar, o Pontífice concedeu a bênção apostólica para ser levada às pessoas encontradas pelos mares, principalmente às mais vulneráveis, para que possam “reencontrar a esperança de um futuro melhor”.
“O empenho de vocês pode ajudá-las a não desistir diante de uma vida precária e às vezes marcada pela exploração. A presença de vocês nos portos, pequenos e grandes, já por si deveria ser uma demonstração da paternidade de Deus e ao fato de que, perante Ele, somos todos filhos e irmãos; um chamado ao valor primário da pessoa humana antes e sobre qualquer interesse; e um estímulo a todos, a partir dos mais pobres, a se empenhar pela justiça e pelo respeito dos direitos fundamentais.”
..............................................................................................................................................................
Papa à FAO:
Falta de alimento se combate com compaixão e vontade política
Na origem do drama da fome, o Papa apontou sobretudo a falta de compaixão, o desinteresse de muitos e uma escassa vontade social e política no momento de responder às obrigações internacionais. Francisco agradeceu "de coração" o trabalho de Graziano da Silva, que deixa a direção da FAO depois de dois mandatos.

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco recebeu no final da manhã desta quinta-feira (27/06) os cerca de 500 participantes da 41ª Sessão da Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O tema em debate é “Migrações, agricultura e desenvolvimento rural”.
No início do seu discurso, o Pontífice manifestou o seu agradecimento e reconhecimento ao Diretor-Geral, José Graziano da Silva, que daqui poucas semanas concluirá o seu serviço à frente da FAO. "Obrigado de coração por seu trabalho." O Papa felicitou o sucessor, também presente na audiência, o chinês Qu Dongyu.
Desafio do "Fome Zero"
Em mérito ao tema da Conferência, Francisco afirmou que o objetivo “Fome Zero” permanece ainda um grande desafio, mesmo reconhecendo que nas últimas décadas houve um grande avanço.
As palavras do Papa apontam o rumo certo
O Pontífice recordou que para combater a falta de alimento e acesso à água potável, é preciso trabalhar sobre as causas que as provocam. E na origem deste drama, o Papa apontou sobretudo a falta de compaixão, o desinteresse de muitos e uma escassa vontade social e política no momento de responder às obrigações internacionais.
“A falta de alimento e de água não é um assunto interno e exclusivo dos países mais pobres e frágeis, mas diz respeito a cada um de nós. Todos estamos chamados a escutar o grito desesperado de nossos irmãos.”
Como um dos meios a nosso alcance, Francisco indicou a redução do desperdício de alimentos e de água; para isso, a educação e a sensibilização social é um investimento a curto e longo prazos.
O problema de um é o problema de todos
O Papa reiterou a conexão que existe entre a fragilidade ambiental, a insegurança alimentar e os movimentos migratórios.
“O aumento do número de refugiados no mundo durante os últimos anos nos demonstrou que o problema de um país é o problema de toda a família humana”, afirmou Francisco.
Para isso, é necessário promover um desenvolvimento agrícola nas regiões mais vulneráveis, fortalecendo a resiliência e a sustentabilidade do território.
O Pontífice reforçou a legitimidade da FAO como instituição para coordenar medidas incisivas, em parceria com outras organizações internacionais. “O esforço conjunto de todos fará tornar realidade as metas e os compromissos assumidos.”
O Papa concluiu reafirmando a disponibilidade da Santa Sé em cooperar com a FAO, apoiando o esforço internacional para a eliminação da fome no mundo e garantindo um futuro melhor para o nosso planeta e para a humanidade inteira.
.................................................................................................................................................
                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Apresentado ao Conselho Permanente da CNBB o

Instrumento de Trabalho para o Sínodo da Pan-Amazônia
O monsenhor Raimundo Possidônio, da arquidiocese de Belém (PA), apresentou ao Conselho Permanente, na manhã deste dia 26, o Instrumento de Trabalho (Instrumentum laboris) para o Sínodo dos Bispos da região Paz-Amazônica, a ser realizado em outubro deste ano no Vaticano. O monsenhor é um dos brasileiros especialistas que participou da elaboração do Instrumento de Trabalho preparatório. Ele é um estudioso da história da Amazônia e colabora na REPAM.
Ele destacou que o documento é fruto de um processo de escuta que teve início com a visita do Papa Francisco a Puerto Maldonado (Peru) em janeiro de 2018, prosseguiu com a consulta ao Povo de Deus em toda a Região Amazônica por todo o ano e se concluiu com a II Reunião do Conselho Pré-Sinodal, em maio passado.
Foto: Repam/Paulo Martins
O Instrumento de Trabalho deste Sínodo para a Região Pan-Amazônica foi publicado em três idiomas: espanhol, italiano e português. O texto é composto por 147 pontos divididos em 21 capítulos separados por três partes. A primeira parte se titulada “a voz da Amazônia” e tem a finalidade de apresentar a realidade do território e de seus povos.
Na segunda parte deste texto vaticano, intitulada “Ecologia integral: o clamor da terra e dos pobres”, adverte-se sobre a “destruição extrativista” e abordam questões relevantes como “os povos indígenas em isolamento voluntário (PIAV)” e outros fenômenos de interesse mundial, como “a migração”, “a urbanização”, “a família e a comunidade”, “a saúde”, “a educação integral” e “a corrupção”.
Na terceira parte do Instrumentum laboris, reflete-se sobre os desafios e esperanças da região e incentiva a Igreja a ter um papel “profético na Amazônia”, apresentando “a problemática eclesiológica e pastoral” da região.
Os bispos que integram o Conselho Permanente apresentaram sua visão sobre o Instrumento de Trabalho após a apresentação. Segundo o arcebispo de São Paulo, o cardeal dom Odilo Scherer, é necessário reforçar que trata-se, por hora, de um “instrumento de trabalho” preparatório e que ainda não é nenhum documento conclusivo, o que só é publicado como documento oficial após a Assembleia e ser transformada numa Exortação Apostólica do papa Francisco.
Ele chamou a atenção para o risco de a mídia e a opinião pública reduzirem os debates do Sínodo a poucos aspectos. “Cabe aos bispos assegurar um amplo debate em torno da temática desta Assembleia do Sínodo”, observou.
O bispo de Roraima e vice-presidente da CNBB, dom Mário Antônio da Silva, destacou a beleza do processo de escutas sinodais realizada em toda região Amazônica que integra um conjunto de nove países. Um ponto bem destacado pelos bispos foi a metodologia e o processo de escuta e preparação deste relatório que, por meio de diferentes metodologias, ouviu e sistematizou a voz e a visão dos diferentes povos que vivem na região amazônica.
Dom Canisio Klaus, bispo de Sinop/MT e presidente do regional Oeste 2, disse que o trabalho para se chegar ao Documento de Trabalho foi muito real e feito junto às bases. “Eu mesmo me sentei com eles, os indígenas, as comunidades, eu participei. O Documento são palavras deles, não nossas”, frisou Dom Canísio. Para o bispo de Sinop é preciso, a partir de agora, compromisso com o que veio das escutas. “Se não tivermos amor, dedicação e profetismo teremos muitas barreiras. O Papa nos pediu para escutar e sermos fiéis à essas escutas”, destacou.
Uma série de encontros estão programados para que os bispos, sobretudo os bispos da região Amazônica do Brasil, que participarão do Sínodo, aprofundem o texto preparatório e ainda possam sugerir propostas e alterações.
Comissão Episcopal Especial para a Amazônia
Após a apresentação do Documento de Trabalho, o Conselho Permanente aprovou a continuidade da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia/CEA. Com o objetivo de animar o espírito missionário da Igreja e sensibilizar a sociedade brasileira em relação à Amazônia, a CEA foi criada em 2003 e tem sido responsável por uma série de iniciativas e articulações de projetos e ações na região.
Com a aprovação da Comissão pelo Conselho Permanente, os membros da CEA permanecem os mesmos, pelo menos até o Sínodo, de forma a garantir a continuidade dos processos já iniciados. Fazem parte da Comissão o Cardeal Claudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo (SP), na função de presidente; Dom Ervin Krautler, bispo emérito de Xinguú (PA), como secretário; Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho (RO); Dom Sérgio Eduardo Castriani, arcebispo de Manaus (AM); Dom Vicente Costa, bispo de Jundiai (SP); e Ir. Maria Irene Lopes, no serviço da assessoria
O Instrumento de Trabalho pode ser acessado aqui: http://repam.org.br
.................................................................................................................................................
                                                                                                                     Fonte: cnbb.org.br

Papa na Audiência desta quarta:

Não há lugar para o egoísmo na alma do cristão
A primeira comunidade cristã foi o tema da catequese do Pontífice. O Papa Francisco fará uma pausa nas Audiências Gerais no mês de julho. O próximo encontro está marcado para 7 de agosto.
Cidade do Vaticano - O Papa Francisco se reuniu com cerca de 15 mil fiéis e peregrinos na Praça São Pedro para a Audiência Geral desta quarta-feira (26/06) – a última antes da pausa de verão. De fato, o Pontífice retomará seu encontro semanal no dia 7 de agosto.
Sob um forte sol - os doentes foram acomodados na Sala Paulo VI -, o Papa deu continuidade ao seu ciclo sobre os Atos dos Apóstolos e hoje comentou a vida da primeira comunidade cristã de Jerusalém.
O extraordinário se faz ordinário
Esta primeira comunidade nasceu no dia de Pentecostes com a efusão do Espírito Santo e é considerada o paradigma de toda a comunidade. Cerca de três mil pessoas ingressaram naquela fraternidade, que é o “habitat” dos fiéis e o fermento eclesial da obra de evangelização. “O extraordinário se faz ordinário e a cotidianidade se torna o espaço da manifestação de Cristo vivo”, explicou o Papa.
Francisco chega para a Audiência
A narração de Lucas permite observar dentro dos muros da “domus” onde os primeiros cristãos se recolhem como família de Deus, espaço da “koinonia”, isto é, da comunhão de amor entre irmãos e irmãs em Cristo.
Eles vivem de uma maneira bem clara: “perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, na fração do pão e nas orações” (2, 42).
Eis os traços do bom cristão: ouvir assiduamente o ensinamento apostólico, praticar uma alta qualidade de relações interpessoais, fazer memória do Senhor através da Eucaristia e dialogar com Deus na oração.
Divisões não têm vez
Diferentemente da sociedade humana, onde se tende a fazer os próprios interesses, inclusive em detrimento dos outros, a comunidade dos fiéis baniu o individualismo para favorecer a compartilha e a solidariedade. Autorreferencialidade, antagonismos e divisões não têm vez.
Pastor e ovelhinha
“Não há lugar para o egoísmo na alma do cristão. Se o seu coração é egoísta, você não é cristão. Você é um mundano que pensa no próprio lucro. A proximidade e a unidade são o estilo dos redimidos.”
Francisco recordou a importância de se colocar no lugar do outro, de se preocupar, não para fofocar, mas para ajudar, dar esmola, visitar os doentes e quem necessita de consolação.
E nessa estrada de comunhão e partilha com os necessitados, os primeiros cristãos eram capazes de seguir uma autêntica vida litúrgica.
O Papa então concluiu: “Peçamos ao Espírito Santo para que faça de nossas comunidades locais nas quais acolher e praticar a vida nova, as obras de solidariedade e de comunhão, locais em que as liturgias sejam encontro com Deus, que se torna comunhão com os irmãos e irmãs, locais que sejam portas abertas sobre a Jerusalém celeste.”
............................................................................................................................................................
Assista:
.................................................................................................................................................
                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

terça-feira, 25 de junho de 2019

Reunião do Conselho Permanente da CNBB

 tem pauta extensa de trabalhos
“A nossa fé e a força do amor que nos move” concorram para que a reunião seja uma profunda e fecunda” experiência da colegialidade dos bispos, disse o presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, no início da encontro do Conselho Permanente da entidade que teve início na manhã desta terça-feira, 25 de junho, e se estende até quinta-feira, 27 de junho, quando a Presidência vai conceder uma Entrevista Coletiva.
Pauta
Dom Joel Portella, secretário-geral da CNBB, apresentou aos bispos, a pauta do encontro. Entre os principais assuntos estão: observações sobre a conjuntura, avaliação da 57ª Assembleia Geral, escolha do tema central da Assembleia Geral de 2020, Sínodo da Amazônia, Comissão para a Ecologia Integral e Mineração. O Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello, estará presente na primeira parte da reunião, na quinta-feira.
Os presidentes dos 18 regionais da CNBB terão a palavra, durante o encontro. Os bispos também terão um tempo para discutir a “Visita Ad Limina”, movimento normal que os bispos fazem na Igreja, indo à Santa Sé, de cinco em cinco anos. As datas ainda não foram definidas pela Congregação para os Bispos, mas terão que definir a divisão dos grupos.
Ainda na primeira parte da manhã desta terça-feira, teve a palavra o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer. Ele é primeiro vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam). Ele anunciou que o Conselho, nos próximos dois anos, irá fazer uma revisão e avaliação do papel do organismo. Dom Odilo disse ainda que há sinais de que pode-se iniciar uma preparação para uma nova conferência episcopal do episcopado latino-americano, uma vez que já completamos 12 anos da Conferência de Aparecida.
Dom Walmor, que também participou do primeiro encontro do Celam, acrescentou informações demonstrando que o episcopado brasileiro será considerado no movimento de reflexão e avaliação do Conselho.
Participantes
Além da presidência, participam do Conselho Permanente, representantes dos 18 regionais. Eles deverão oferecer ao conjunto do Conselho, as perspectivas pastorais diante das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas na última Assembleia da CNBB, realizada em maio, em Aparecida (SP).
.................................................................................................................................................
                                                                                                                     Fonte: cnbb.org.br

Papa preside

reunião do Conselho de Cardeais
Na quinta-feira, o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, ilustrará aos jornalistas credenciados os resultados da 30ª reunião, com a presença do secretário do Conselho, Dom Marcello Semeraro, Bispo de Albano.
Cidade do Vaticano O Papa Francisco preside a partir desta terça-feira (25/06) a mais uma reunião do Conselho de Cardeais para a reforma da Cúria Romana. Trata-se do 30º encontro desde que o organismo foi criado em 2013.
Até quinta-feira, se reúnem no Vaticano os cardeais Pietro Parolin, Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, Reinhard Marx, Séan Patrick O’Malley, Giuseppe Bertello e Oswald Gracias. Além destes, o secretário do Conselho, Dom Marcello Semeraro, e o secretário adjunto, Mons. Marco Mellino.
As sessões de trabalho se realizaram pala manhã das 9h às 12h30 e, na parte da tarde, das 16h30 às 19h locais. O Papa se ausenta na manhã de quarta-feira devido à Audiência Geral.
Nova Constituição Apostólica
Na última reunião, realizada em abril, foi estabelecido o procedimento para a consulta sobre a nova Constituição Apostólica, cujo título provisório é Praedicate evangelium.
O esboço da nova Constituição foi enviado aos presidentes das Conferências episcopais nacionais, aos Sínodos das Igrejas Orientais, aos Dicastérios da Cúria Romana, às Conferências dos Superiores e das Superioras Maiores e a algumas Pontifícias Universidades, aos quais será solicitado que enviem observações e sugestões.
Coletiva de imprensa
Na quinta-feira, o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé ilustrará aos jornalistas credenciados os resultados da 30ª reunião, com a presenta do secretário do Conselho, Dom Marcello Semeraro, Bispo de Albano.
A coletiva poderá ser acompanhada ao vivo no canal YouTube do Vatican Media e no aplicativo do Vatican News.
.................................................................................................................................................
                                                                                                                Fonte: vaticannews.va

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Três bispos brasileiros

vão receber o pálio das mãos do Papa
No próximo sábado, 29 de junho, três arcebispos brasileiros receberão o pálio das mãos do Papa Francisco: Dom Dario Campos, da Arquidiocese de Vitória (ES), Dom João Inácio Muller, da Arquidiocese de Campinas (SP) e Dom João Justino de Medeiros Silva, de Montes Claros (MG).
Cidade do Vaticano - Na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa Francisco preside à tradicional Missa durante a qual entrega o Pálio aos novos arcebispos metropolitanos.
Desta vez, os brasileiros serão três: Dom Dario Campos, da Arquidiocese de Vitória (ES), Dom João Inácio Muller, da Arquidiocese de Campinas (SP) e Dom João Justino de Medeiros Silva, de Montes Claros (MG).
A cerimônia será transmitida ao vivo, com comentários em português, a partir das 09h30 locais (04h30 no horário de Brasília). Após a celebração, o Pontífice conduz a oração mariana do Angelus aos meio-dia – sempre com transmissão ao vivo da Rádio Vaticano/Vatican News.
.................................................................................................................................................
                                                                                                                Fonte: vaticannews.va