quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Importantes considerações de um padre catequista:

Só as passagens que interessam

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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A graça de querer saber mais!

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Não importa se o indivíduo é avançado ou conservador, esquerdista ou direitista, desse ou daquele movimento …  o fato é que poucos cristãos conseguem viver a fé com abrangência!

Não conseguindo abranger o básico da fé que, para um católico está na Bíblia, no Concílio, nas encíclicas; e nos principais documentos e livros católicos e, para um evangélico, nas “dietas” e confissões da sua igreja, esses crentes em Deus e em Jesus pregam só os trechos que lhes interessa repercutir e oram só daquele jeito …

E, com o tempo, quando se tornam multidão e adquirem algum poder midiático, determinam que só aquilo é católico ou evangélico ou pentecostal. O resto e o que não cabe nos seus “resumos” torna-se “o resto, os outros, os de fora, os menos eleitos”.

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Está na Bíblia, explicitamente em 1Cor 3,22 e 1Cor 1,12-13.

Refiro-me ao fato de que cada um de vós diz: “Eu sou de Paulo!” – “Eu sou de Apolo!” – “Eu sou de Cefas!” – “Eu sou de Cristo!”

Então, Cristo está dividido? É Paulo que foi crucificado por vós? Ou fostes batizados em nome de Paulo?

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A falta de abrangência e de CATEQUESE SÓLIDA levou e leva e levará muitos cristãos sem estudo e sem catecismo a pegar apenas alguns trechos da fé cristã e insistir que só aquilo é verdadeiro … ENCOLHEM SEU CRISTIANISMO …

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Vejo isso todos os dias quando ligo meu celular. Um rapazinho de 22 anos, sem nenhuma abrangência, malcriadamente escreveu:

 – “Então porque o senhor procura essas coisas? “

Acho que até agora ele não entendeu minha resposta:

– “Abro minha Internet todos os dias, porque sou padre católico, estudo Bíblia há 65 anos, sou professor de catecismo e de comunicação cristã, e estudei teologia e apologética. E um padre tem que saber mais do que um garoto de 22 anos que mal saiu de dois ou três retiros e de um acampamento em janeiro! Vai saber muito mais se continuar a estudar mais ... Ser católico exige mais abrangência do que você aprendeu até agora. Alargue seus horizontes, menino! Jesus é muito mais do que você ouviu até agora! ... Continue caminhando!…”

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Papa na intenção de oração para setembro:

descobrir a presença de Deus na criação
para sermos responsáveis em protegê-la

Leão XIV dedica o vídeo de intenção de oração de setembro à relação do ser humano com a criação e reza oração inédita em súplica a Deus: "ajuda-nos a descobrir a tua presença em toda criação" para que "nos sintamos e saibamos ser responsáveis por esta casa comum na qual nos convidas a cuidar, respeitar e proteger a vida em todas as formas e possibilidades". O vídeo é divulgado durante Tempo da Criação, os 800 anos do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis e os 10 anos da Laudato si'.

“Rezemos para que, inspirados em São Francisco, experimentemos a nossa interdependência com todas as criaturas, amadas por Deus e dignas de amor e respeito.”

Essas são as primeiras palavras de Leão XIV no vídeo para o mês de setembro, produzido pela Rede Mundial de Oração do Papa e divulgado nesta terça-feira (01/09), que está inserido num duplo aniversário: o de 800 anos do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis e dos 10 anos da Encíclica Laudato si’ do Papa Francisco, durante o Tempo da Criação - o período ecumênico de 1 de setembro a 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, une cristãos de diversas denominações em oração e ação pelo cuidado da terra. As imagens que acompanham a intenção de oração dedicada à relação do ser humano com a criação foram produzidas graças ao apoio do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

A oração inédita de Leão XIV

O vídeo traz uma oração inédita do Pontífice, que pede a Deus que saibamos reconhecer a presença de Deus na criação. Uma continuidade do magistério do Papa Leão XIV ao de Francisco, autor da encíclica Laudato si' (2015), especialmente evidenciada na referência a São Francisco: 

Senhor, Tu amas tudo o que criaste,

e nada existe fora do mistério da tua ternura.

Cada criatura, por mais pequena que seja,

é fruto do teu amor e tem um lugar neste mundo.

Mesmo a vida mais simples ou mais breve é envolvida pelo teu cuidado.

Como São Francisco de Assis, hoje também queremos dizer:

"Louvado sejas, meu Senhor!".

Através da beleza da criação,

Tu revelas-te como fonte de bondade. Nós te pedimos:

abre os nossos olhos para te reconhecer,

aprendendo com o mistério da tua proximidade a toda a criação

que o mundo é infinitamente mais do que um problema a resolver.

É um mistério a ser contemplado com gratidão e esperança.

Ajuda-nos a descobrir a tua presença em toda a criação,

para que, reconhecendo-a plenamente,

nos sintamos e saibamos responsáveis por esta casa comum

na qual nos convidas a cuidar, respeitar e proteger

a vida em todas as suas formas e possibilidades.

O vídeo de setembro

A interpretação franciscana da intenção de oração do Papa é narrada através de algumas imagens do documentário São Francisco de Assis – Sinal de Contradição, cedidas à Rede Mundial de Oração do Papa pela produtora norte-americana 10th Hour Production. Já o aniversário da Laudato si' está presente através da missa celebrada em 9 de julho, por Leão XIV, na “catedral natural” – como a definiu em homilia – do Borgo Laudato si' em Castel Gandolfo; uma celebração que seguiu o formulário da Missa pro custodia creationis (Missa pelo cuidado da criação), acrescentada pelo Pontífice ao Missal Romano precisamente por ocasião do aniversário de 10 anos da Encíclica do Papa Francisco.

Todos somos responsáveis pela casa comum

Entre os concelebrantes daquela missa esteve o cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que apoiou a realização deste Vídeo do Papa. “O Jubileu da Esperança e o aniversário de 10 anos da Encíclica Laudato si’ nos convidam a viver um tempo de gratidão, compromisso e cuidado com a nossa casa comum”, sublinha o cardeal. E acrescenta: “todas as criaturas, mesmo as mais pequenas, são expressão do amor de Deus; na oração reconhecemos o valor e a sacralidade de toda a vida. O Santo Padre nos exorta a descobrir a presença de Deus na criação. Contemplando-a, somos chamados a protegê-la, a reconciliá-la, a viver em harmonia, a defendê-la com espírito profético, a respeitar todos os seres humanos e a promover uma paz duradoura e sustentável”.

Justiça ambiental, uma necessidade urgente

Na mensagem “Sementes de paz e esperança” para a X Jornada Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação (celebrada em 1 de setembro), o Papa Leão XIV afirma que a destruição da natureza, consequência do pecado humano, afeta sobretudo os mais pobres e vulneráveis. A justiça ambiental, escreve o Pontífice, “representa uma necessidade urgente que vai além da simples proteção do meio ambiente. Na realidade, trata-se de uma questão de justiça social, econômica e antropológica”, além de uma exigência teológica. Sendo os mais frágeis aqueles que sofrem com maior intensidade os efeitos das alterações climáticas e da deterioração ambiental: “o cuidado da criação torna-se uma questão de fé e de humanidade”.

Nas pegadas de São Francisco

O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, Pe. Cristóbal Fones, sublinha que a intenção deste mês “nos recorda a interligação deste mundo: não se pode separar o bem-estar humano do bem-estar dos outros habitantes da Terra e do “estado de saúde” do nosso planeta”. “Este mês - continua o P. Fones -, o Papa nos convida a refletir sobre como as nossas ações afetam a natureza, obra de Deus, e a procurar modos de vida que promovam a restauração do equilíbrio natural e a harmonia entre o ser humano e o meio ambiente. Num mundo tão competitivo, agitado e dominado pela dinâmica do consumo, grande parte da humanidade anseia profundamente por um modo de viver bom, mais próximo da natureza, mais respeitoso com ela; um estilo que nos permita contemplá-la num silêncio atento que nos leve ao encontro com nós mesmos, com Deus e com os outros”.

Para Pe. Fones, São Francisco pode nos inspirar neste caminho para uma vida “mais simples, menos consumista; uma vida baseada numa relação fraterna com os outros e com a natureza, e numa relação filial, de amor e gratidão a Deus”. Por fim, no contexto do Ano Santo de 2025, O Vídeo do Papa adquire uma relevância especial, pois divulga as intenções de oração que o Pontífice leva no coração. Para receber adequadamente as graças da indulgência jubilar, é necessário, precisamente, rezar pelas intenções do Papa.

Andressa Collet - Vatican News

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                                                            Fonte: vaticannews.va     Vídeo: (@Vatican Media)

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Reportagem da Revista de Aparecida

sobre a Capelinha Missionária traz entrevista
com a Representante do movimento em nossa paróquia

Confira a reportagem e a entrevista com a Representante, Márcia Cristina Zorattini, que fala sobre o belo evento, que tem proporcionado graças e bênçãos para a Igreja e os participantes.

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A presença da Bíblia
durante as visitas da Capelinha Missionária

“E disse-lhes: ‘Ide pelo mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda criatura!’” (Mc 16,15)

Acervo pessoal

São Jerônimo, doutor da Igreja Católica, foi quem traduziu a Bíblia, e ele dizia: “Quando rezamos, falamos com Deus, quando lemos a Bíblia, é Deus que nos fala”. Neste mês de setembro, celebramos a Palavra de Deus, que está presente também durante as visitas do projeto Aparecida pelo Brasil.

A cada visita realizada, a presença da Capelinha Missionária reforça a evangelização por onde passa. A Representante Márcia Cristina Zorattini, de Paraisópolis (MG) diz que a Bíblia funciona como um “canal de tudo”. Para ela a visita da Capelinha Missionária serve como uma forma de evangelização.

“Estamos ali evangelizando, não só levando a Mãe de Jesus, mas também a Palavra Dele, a vivência Dele. Recordando o que ele viveu, o que passou e o que fez para nos salvar”, reflete Márcia.

Ela afirma que para realizar uma boa missão sempre reza um terço nas casas onde leva a Capelinha. “Nós rezamos o terço porque é uma reconciliação com Deus que nós fazemos, e essa prática do terço é nossa vivência do amor de Maria.”

A Representante diz que “a Palavra de Deus está presente em todo momento”, ela reforça que entre os mistérios do terço, o Evangelho de Lucas (1,26-38) é lido para uma breve reflexão entre o grupo, para assim “finalizar nosso encontro, e dar continuidade também na nossa fé”, completa ela.

Ainda em Minas Gerais, o Representante Marco Antônio de Sousa, de Uberlândia (MG), também apresenta a importância de manter a presença da Bíblia durante as visitas do projeto. Ele conta que o encontro se inicia com a leitura do Evangelho do dia. “Começamos com uma reflexão da Palavra de Deus.” E, assim como muitos Representantes, Marco também leva a Capelinha para as celebrações eucarísticas.

O Representante acredita que para se ter um bom encontro com a presença da Capelinha é necessário “reflexão e partilha” da Palavra. Para ele, “a Bíblia nos dá o direcionamento para que possamos mostrar o quão importante é Maria em nossas vidas”.

Se você ainda não faz parte dessa missão e assim como esses representantes também quer aprofundar a evangelização por meio do Aparecida pelo Brasil, torne-se Representante e leve a Capelinha Missionária. Ligue para 0 300 2 10 12 10 ou mande uma mensagem para o WhatsApp (12) 3104- 1212 e venha fazer parte!

Escrito por Revista de Aparecida
01 SET 2025 - 07H00
Texto por: Julia Silveira - Sob supervisão de Victor Hugo Barros
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Leão XIV na catequese desta quarta-feira:

a sede de Jesus na cruz é a nossa também.
Clamor de uma humanidade ferida

A catequese de Leão XIV na Audiência Geral foi marcada pelas palavras finais de Jesus na cruz: "Tenho sede" e "Tudo está consumado". "Se até o Filho de Deus escolheu não ser autossuficiente, então a nossa sede, de amor, de sentido, de justiça, não é um sinal de fracasso, mas de verdade", disse o Papa, ressaltando que "esta verdade, aparentemente tão simples, é difícil de aceitar", pois "vivemos numa época que preza a autossuficiência, a eficiência e o desempenho".

A Praça São Pedro acolheu milhares de fiéis para a Audiência Geral desta quarta-feira, 03 de setembro, em que o Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses dedicado ao tema “Jesus Cristo nossa Esperança”.

As palavras de Jesus "Tenho sede" e logo depois "Tudo está consumado", proferidas na cruz, foram o centro da catequese deste encontro semanal com os fiéis.

"São palavras finais, mas carregadas de uma vida inteira, que revelam o sentido de toda a existência do Filho de Deus. Na cruz, Jesus não aparece como um herói vitorioso, mas como um mendigo de amor. Não proclama, não condena, não se defende. Pede humildemente o que não pode dar a si mesmo", frisou o Pontífice, acrescentando:

“A sede do Crucificado não é apenas a necessidade fisiológica de um corpo torturado. É também, e sobretudo, a expressão de um desejo profundo: o de amor, de relação, de comunhão. É o grito silencioso de um Deus que, tendo querido partilhar tudo sobre a nossa condição humana, deixa-se passar também por essa sede.”

Abertura confiante aos outros

Um Deus que não se envergonha de pedir e com este gesto nos diz "que o amor, para ser verdadeiro, deve também aprender a pedir e não apenas a dar". Assim, Jesus "manifesta a sua humanidade e a nossa também". "Nenhum de nós é autossuficiente. Ninguém se pode salvar sozinho", disse ainda o Papa. "A vida 'consuma-se' não quando somos fortes, mas quando aprendemos a receber. Nesse momento, depois de ter recebido de estranhos uma esponja embebida em vinagre, Jesus proclama: Está consumado. O amor tornou-se carente e, precisamente por isso, consumou a sua obra", sublinhou.

“Este é o paradoxo cristão: Deus salva não fazendo, mas deixando-se fazer. Não vencendo o mal pela força, mas aceitando plenamente a fragilidade do amor. Na cruz, Jesus nos ensina que a realização humana não se alcança pelo poder, mas pela abertura confiante aos outros, mesmo quando hostis e inimigos.”

Capacidade de nos deixarmos amar 

Segundo Leão XIV, "a salvação não reside na autonomia, mas em reconhecer humildemente as próprias necessidades e saber exprimi-las livremente".

“A consumação da nossa humanidade no plano de Deus não é um ato de força, mas um gesto de confiança. Jesus não salva com uma reviravolta dramática, mas pedindo algo que Ele não pode dar a si mesmo. E aqui abre-se uma porta para a verdadeira esperança: se até o Filho de Deus escolheu não ser autossuficiente, então a nossa sede — de amor, de sentido, de justiça — não é um sinal de fracasso, mas de verdade.”

De acordo com o Papa, "esta verdade, aparentemente tão simples, é difícil de aceitar", pois "vivemos numa época que preza a autossuficiência, a eficiência e o desempenho. No entanto, o Evangelho nos mostra que a medida da nossa humanidade não é o que podemos conquistar, mas a nossa capacidade de nos deixarmos amar e, quando necessário, até mesmo ajudar".

A nossa fragilidade é uma ponte para o céu

"Jesus nos salva mostrando que pedir não é indigno, mas libertador. É a saída do esconderijo do pecado, para reentrar no espaço da comunhão. Desde o princípio, o pecado gerou vergonha. Mas o verdadeiro perdão surge quando conseguimos encarar a nossa necessidade e deixar de temer a rejeição", ressaltou.

“A sede de Jesus na cruz é a nossa também. É o clamor de uma humanidade ferida que ainda procura água viva. Essa sede não nos afasta de Deus, na verdade une-nos a Ele. Se tivermos a coragem de a reconhecer, podemos descobrir que até a nossa fragilidade é uma ponte para o céu. Precisamente no pedir — não no possuir — abre-se um caminho para a liberdade, porque deixamos de fingir que somos suficientes para nós mesmos.”

"Na fraternidade, na vida simples, na arte de pedir sem vergonha e de oferecer sem cálculos, reside uma alegria desconhecida para o mundo. Uma alegria que nos restitui à verdade original do nosso ser: somos criaturas feitas para dar e receber amor", sublinhou ainda Leão XIV que, concluindo sua catequese, disse que "na sede de Cristo podemos reconhecer toda a nossa sede e aprender que não há nada mais humano, nada mais divino, do que poder dizer: tenho necessidade. Não tenhamos medo de pedir, sobretudo quando sentimos que não merecemos. Não tenhamos vergonha de estender a mão. É aí, nesse gesto humilde, que se esconde a salvação".

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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                                                            Fonte: vaticannews.va     Vídeo: (@Vatican Media)

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Mês da Bíblia 2025:

a Palavra que sustenta nossa esperança 

Dom Anuar Battisti - Arcebispo Emérito de Maringá (PR) 

Chegamos a mais um mês de setembro, tempo especial para a Igreja no Brasil. Desde 1971, este mês se tornou ocasião privilegiada para aprofundarmos nosso amor pela Sagrada Escritura, promovendo em nossas comunidades momentos de estudo, oração e celebração em torno da Palavra de Deus. O chamado “Mês da Bíblia” nasceu para aproximar ainda mais o povo da Palavra, ajudando cada cristão a perceber que a Bíblia não é um livro distante, mas fonte de vida e alimento para a caminhada.

Em 2025, nosso olhar se volta para a Carta aos Romanos, obra profunda do apóstolo Paulo e uma das expressões mais ricas da fé cristã primitiva. O lema escolhido — “A esperança não decepciona” (Rm 5,5) — nos coloca diante de uma verdade que atravessa os séculos e chega até nós com força renovada. É o Espírito Santo, derramando o amor de Deus em nossos corações, que faz com que possamos esperar sem medo de ser enganados. 

Quando falamos de esperança, não nos referimos a uma ilusão ou a um simples desejo de que as coisas melhorem. Para o cristão, esperança é certeza: sabemos que Deus é fiel e que Sua promessa não falha. Paulo escreve aos cristãos de Roma que viviam em meio a tensões sociais e perseguições, para dizer-lhes que, apesar das dificuldades, eles não estavam sozinhos. O amor de Deus os sustentava, e essa mesma convicção deve sustentar também a nós, hoje. 

Quantos de nossos irmãos e irmãs se encontram sem esperança! Famílias desestruturadas, jovens que não encontram perspectivas, trabalhadores que sofrem com o desemprego, idosos abandonados, pessoas vítimas da violência e da pobreza. Muitas vezes a tentação do desânimo bate à porta. Mas a Palavra de Deus, neste Mês da Bíblia, nos recorda: “a esperança não decepciona”. Não porque confiamos em nossas forças, mas porque confiamos em Deus que é fiel. 

O Papa Leão XIV, neste Jubileu de 2025, tem insistido em que a Igreja seja testemunha de esperança em um mundo fragmentado. Ele nos lembra que, se a esperança vem de Deus, deve se traduzir em compromisso concreto com os irmãos. Celebrar a Palavra, portanto, não pode ficar apenas no estudo intelectual ou na devoção íntima: deve tornar-se prática de vida. A esperança cristã se manifesta em gestos de solidariedade, em palavras de conforto, em ações que promovem dignidade e paz. 

Ao olharmos para nossas comunidades, percebemos que a Palavra de Deus é força capaz de unir, de curar feridas e de apontar novos caminhos. Quantos grupos de círculos bíblicos, de leitura orante e de estudo comunitário se reúnem mês após mês, encontrando na Bíblia luz para discernir suas vidas! A Carta aos Romanos, em particular, nos ajuda a compreender que a fé não se reduz a normas ou tradições, mas é vida nova no Espírito, que nos dá coragem para seguir em frente. 

A esperança que Paulo anuncia não ignora o sofrimento. Pelo contrário, ele mesmo afirma que a tribulação produz perseverança, a perseverança produz virtude provada, e a virtude provada gera esperança (cf. Rm 5,3-4). É um caminho pedagógico: não se trata de negar a dor, mas de descobrir, dentro dela, a presença de Deus que fortalece. Essa é uma mensagem profundamente atual para nosso povo, que não raro enfrenta tantas cruzes no dia a dia. 

No Brasil, o Mês da Bíblia sempre foi oportunidade de crescimento espiritual e comunitário. Em cada ano, ao escolhermos um livro ou carta da Escritura para estudar, damos um passo a mais no caminho da maturidade da fé. Em 2025, ao mergulharmos na Carta aos Romanos, aprendemos que não estamos sozinhos em nossas lutas. A esperança não decepciona porque não depende da economia, da política ou de nossos planos, mas do amor eterno de Deus. 

Por isso, é urgente que cada paróquia, cada grupo de família, cada pastoral e movimento se empenhe em colocar a Bíblia no centro de suas atividades. Ler a Carta aos Romanos em grupo, rezar com ela, partilhar experiências de vida à luz da Palavra: tudo isso fortalece nossa fé e nos torna testemunhas mais autênticas. É na escuta fiel da Palavra que descobrimos forças para não desanimar e coragem para anunciar o Evangelho com alegria. 

Também nossa liturgia neste mês deve ser vivida com renovado fervor. Ao proclamar a Palavra nas celebrações, ao cantar os salmos, ao meditar o Evangelho, aprendemos que a esperança não é sentimento vago, mas graça que sustenta a caminhada cristã. Cada missa, cada encontro de oração, cada celebração comunitária torna-se ocasião para reavivar em nós a chama da esperança. 

É importante destacar que a esperança cristã não nos fecha em nós mesmos. Pelo contrário, ela nos abre aos outros. Quando acreditamos que Deus não falha, somos chamados a ser presença de esperança no mundo: visitar os doentes, consolar os aflitos, apoiar os que sofrem, lutar pela justiça. Uma Igreja da esperança é aquela que não cruza os braços diante da dor, mas caminha junto com os que choram e sofre com os que sofrem. 

Queridos irmãos e irmãs, o Mês da Bíblia 2025 nos convida a fazer da Palavra a lâmpada que ilumina nossos passos. Que cada cristão assuma o compromisso de não deixar a Bíblia fechada em uma estante, mas aberta em seu coração e em sua vida. Que cada comunidade redescubra a alegria de partilhar a Palavra e de anunciar, com gestos e palavras, que “a esperança não decepciona”. 

Peçamos à Virgem Maria, mulher da esperança e da fidelidade, que interceda por nós. Que ela nos ensine a confiar nas promessas de Deus, mesmo quando tudo parece perdido, e a perseverar na fé até que a esperança se transforme em plena realização na vida eterna. 

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                                                                                                                  Fonte: cnbb.org.br

Catequese com o padre Zezinho:

O bispo pode, mas eu não posso!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Um bispo católico acabou de opinar politicamente em quem ele votaria e em quem ele não votaria.

Ele pode porque é bispo. Eu não posso porque, como padre, não posso buscar aplauso do povo católico contra um candidato e vitupério contra o outro. Aprendi isso nos meus cursos de Teologia e de Eclesiologia!

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O bispo é autoridade, o presidente é autoridade e o ex presidente já foi autoridade. E todos devem assumir as consequências do que dizem ou fazem.

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Mas eu, padre sem mandato episcopal, tenho que pedir permissão para subir num palco, usar o microfone e nunca dizer em quem eu votei ou votaria. A Igreja me proibiu isso!

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Se eu declarasse meu voto eu dividiria milhões de católicos e jogaria um eleitor contra o outro…  Não posso ser “separador”, que em grego e latim significa DIABO.

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Vários PAPAS foram a países comunistas e capitalistas e, lá, disseram o que pensavam, mas eles eram Papas. E foram prudentes, porque pensaram nos fiéis que lá continuariam depois que o Papa subisse naquele avião.

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Eu, padre, não poderia subir a um palco e dizer as mesmas coisas que um bispo pode dizer.

Não fui ordenado para isso, e recebi a segunda ordem. Eu venho depois nesta hierarquia. Está na missa de ordenação de um padre! O bispo tem magistério episcopal. Eu só tenho o dever de repercutir o que dizem os papas e bispos dizem. E eles se apoiam em teólogos e pensadores que os assessoram.

Nunca fui consultado para isso. Sigo os documentos e o que os Papas ensinam e vejo como eles agem.

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Então eu distingo entre ser corajoso e ser prudente. Penso no mártir cardeal Mindsent da Hungria. Calou-se para não prejudicar o diálogo entre Roma e o governo comunista opressor. Pensou nos fiéis!

Não sendo bispo, sei que um bispo pode falar coisas que eu não posso!

Não posso ser da esquerda nem da direita, nem do centro político, porque sou catequista. Sou repercutidor e não posso falar em nome de Roma e nem da diocese.

Catequista REPERCUTE (katechein) cuidando no que pensa e no que vai dizer. Nem posso mudar os textos da missa nem, inventar louvores durante a consagração.

Eu estudo e obedeço e sei que aquele microfone não é meu. É da Igreja e da diocese!

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                                                                                  Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Tempo da criação:

Papa Leão XIV convida
a renovar o compromisso de cuidar da casa comum

“No espírito do Cântico do Irmão Sol, louvemos a Deus e renovemos o compromisso de não destruir o seu dom, mas de cuidar da nossa casa comum”, compartilhou o perfil oficial do Papa Leão XIV nas redes sociais, neste dia 1º de setembro, quando é celebrado o 10º Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. A data abre o Tempo da Criação, até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis.

Neste ano, o tema escolhido para o Tempo da Criação é “Paz com a criação”, inspirado em Isaías 32, 14-18. A reflexão proposta pelo Comitê Diretivo Ecumênico recorda a passagem retratada no livro do profeta Isaías de uma Criação desolada, desprovida de paz devido à injustiça e à ruptura da relação entre Deus e os homens.

“Cidades devastadas e terrenos baldios refletem o impacto destrutivo da humanidade na Terra. Embora o plano de Deus para a Criação esteja enraizado na justiça e na paz, o pecado humano perturba-o, deixando a Criação em ruínas – desde palácios ricos a terras agrícolas, florestas e oceanos pobres”.

A paz, ressalta o material oferecido, não é apenas a ausência de guerra, mas a restauração de relações quebradas – com Deus, entre os seres humanos e com a Criação.

“A humanidade faz guerra à Criação através da produção extrativa, do consumo excessivo e da perda de biodiversidade. A ganância das empresas e o consumismo conduzem a práticas insustentáveis, mas os indivíduos também são cúmplices”.

O Tempo da Criação é um tempo para renovar a relação da humanidade com Deus Criador e toda a criação através da celebração, da conversão e do compromisso coletivo. Durante o Tempo da Criação, cristãos de várias igrejas se unem em oração e ação pela nossa casa comum.

A Igreja Católica participa dessa iniciativa desde 2019, quando o Papa Francisco se somou à iniciativa. Desde 2015, porém, a Igreja celebra o Dia de Oração pelo Cuidado da Criação, celebrado pelos ortodoxos desde 1989.

Durante a celebração de um mês, os 2,2 bilhões de cristãos no mundo se unem pelo cuidado da nossa casa comum.

1700 anos do Concílio de Nicéia

A celebração dos 1700 anos do Concílio Ecumênico de Nicéia, que estabeleceu a profissão de fé comum entre as Igrejas Cristãs, também é recordada no Tempo da Criação.

“O Credo de Nicéia tornou-se um vínculo de paz e comunhão entre as igrejas. O nosso trabalho pela paz com a Criação pode apoiar-se nesta antiga e forte comunhão ecumênica. É uma expressão do Credo de Nicéia hoje”, sugere o material.

A confissão de fé e a comunhão ecumênica estabelecida em Nicéia, destacam os organizadores, fortalecem para os fiéis seguirem o apelo de Isaías e a permanecerem firmes no testemunho da promessa de paz de Deus para toda a Criação.

Para rezar com São Francisco de Assis, o Cântico do Irmão Sol:

Altíssimo, onipotente, bom Senhor,

teus são o louvor, a glória e a honra e toda a bênção.

Somente a ti, ó Altíssimo, eles convém,

e homem algum é digno de mencionar-te.

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas,

especialmente o Senhor Irmão Sol,

o qual é dia, e por ele nos iluminas.

E ele é belo e radiante com grande esplendor,

de ti, Altíssimo, traz o significado.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã lua e pelas estrelas,

no céu as formaste claras e preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento,

e pelo ar e pelas nuvens e pelo sereno e todo o tempo,

pelo qual às tuas criaturas dás sustento.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água,

que é mui útil e humilde e preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo

pelo qual iluminas a noite,

e ele é belo e agradável e robusto e forte.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa, a mãe terra

que nos sustenta e governa

e produz diversos frutos com coloridas flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor, por que perdoam pelo teu amor,

E suportam enfermidade e tribulação.

Bem aventurados aqueles que as suportarem em paz,

porque por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa, a morte corporal,

da qual nenhum homem vivente pode escapar.

Ai daqueles que morrerem em pecado mortal:

bem-aventurados os que ela encontrar na tua santíssima vontade,

porque a morte segunda não lhes fará mal!

Louvai e bendizei ao meu Senhor,

e rendei-lhe graças e servi-o com grande humildade.

Sementes de Paz e Esperança

O tema para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação deste ano, escolhido pelo Papa Francisco, é “Sementes de Paz e Esperança”. O Papa Leão XIV escreveu a mensagem para a data e ressaltou que, junto à oração, são necessárias vontades e ações concretas de cuidado da casa comum para fazer com que a justiça e o direito floresçam na “inospitalidade do deserto”.

“Os fenômenos naturais extremos, causados pelas alterações climáticas provocadas pelo homem, estão a aumentar de intensidade e frequência (cf. Exort. ap. Laudate Deum, 5), sem ter em conta os efeitos, a médio e longo prazo, de devastação humana e ecológica provocada pelos conflitos armados”, lamentou o pontífice.

“Chegou verdadeiramente o tempo de dar seguimento às palavras com obras concretas. «Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã» (ibid., 217). Trabalhando com dedicação e ternura, muitas sementes de justiça podem germinar, contribuindo para a paz e a esperança”.

Leia também:

Ecologia Integral: para o Papa Leão XIV, justiça ambiental é necessidade urgente e exigência teológica

“Cuidar da Criação torna-se uma questão de fé e de humanidade”

Plantando Esperança – Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação 2025

Luiz Lopes Jr

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                                                                                                                Fonte: cnbb.org.br