A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), unida a todos os que elevam suas preces pelo sucesso da operação que o
Santo Padre está sendo submetido hoje, invoca a Virgem Maria, Nossa Senhora
Aparecida, para que interceda pelo Papa Francisco dando a ele completo
reestabelecimento da saúde. Que ele seja cada vez mais fortalecido na sua missão.
Diante das relíquias de Santa Teresa do
Menino Jesus, Francisco anunciou a publicação de uma Carta Apostólica por
ocasião dos 150 anos de nascimento da Padroeira das Missões.
O Papa dedicou sua catequese desta
quarta-feira à Santa Teresa do Menino Jesus, que foi enriquecida com a presença
na Praça São Pedro de suas relíquias e a de seus santos pais, Luís e Zélia. O Pontífice
anunciou que pretende dedicar à santa de Lisieux uma Carta Apostólica por
ocasião dos seus 150 anos de nascimento, que se celebram neste ano de 2023.
Dirigindo-se aos milhares de fiéis,
Francisco destacou o título de Padroeira universal das Missões de Santa
Teresinha, embora nunca tenha saído em missão. Mas o seu desejo – escreve ela –
era ser missionária, e não só durante alguns anos, mas por toda a vida; mais
ainda, por toda a eternidade. Ela era uma monja carmelita e sua vida foi
marcada pela pequenez e pela fraqueza: ela mesma se autodefinia "um
pequeno grão de areia". De saúde frágil, ela morreu com somente 24 anos.
O Pontífice narrou dois episódios que
transformaram sua vida: o primeiro em âmbito familiar e, o segundo, com um
condenado à morte. A partir de então, "voltou o seu zelo para os
outros, para que encontrassem Deus e, em vez de buscar consolações para si
mesma, se propôs a "consolar Jesus, fazendo com que as almas o
amassem"
A fé nasce por atração
Do Carmelo, acompanhava os missionários por
carta, com a oração e oferecendo por eles todos os sacrifícios que a vida lhe
pedia. Teresa intercedia pelas missões e as abençoava. Na verdade, disse o
Papa, não é missionário apenas quem deixa a sua pátria e vai para longe,
aprende línguas novas e nelas anuncia a Boa Nova de Jesus; mas toda a pessoa
que, no lugar onde vive, serve como instrumento do amor de Deus e tudo faz para
que Jesus passe para os outros.
Dizia ela que "Jesus está doente de
amor, e a doença do amor só se cura com o amor". Para a Igreja, concluiu o
Papa, mais importante do que a abundância de meios, métodos e estruturas, que
às vezes até a distraem do essencial, é ter muitos corações como o de Teresa,
corações que atraem ao amor e aproximam de Deus.
“Este é o zelo apostólico que, nos
recordemos sempre, nunca funciona por proselitismo - nunca - ou por pressão -
nunca-, mas por atração: a fé nasce por atração. Ninguém se torna cristão porque
forçado por alguém, não, mas porque tocado pelo amor.”
"Peçamos à santa - temos as relíquias
aqui - a graça de superar o nosso egoísmo e peçamos a paixão de interceder, de
interceder para que esta atração seja maior nas pessoas e para que Jesus seja
conhecido e amado", concluiu o Papa.
Ao peregrinos de língua portuguesa, o Papa
fez votos que nas comunidades, "a começar pela própria família, procurem
consolidar-se imitando Jesus que Se deu na Eucaristia fazendo-se alimento para
os irmãos! Sede seus comensais devotos e assíduos adoradores!"
Ao final da Audiência Geral, inspirado pela
festa de Corpus Christi que celebra a "Eucaristia, centro e
fonte da vida da Igreja", o Papa dirigiu seu pensamento aos jovens,
doentes, idosos e recém-casados, acompanhado por um convite:
Aproximai-vos com frequência e com devoção
a Jesus, o Pão da vida que dá força, luz e alegria, e Ele se tornará a fonte de
vossas escolhas e ações.
Antes ainda, saudou os peregrinos de língua
portuguesa, com as seguintes palavras:
Saúdo os peregrinos de língua portuguesa,
de modo particular quantos vieram do Brasil e Portugal. A todos vos abençoo,
desejando que as vossas comunidades, a começar pela própria família, procurem
consolidar-se imitando Jesus que Se deu na Eucaristia fazendo-se alimento para
os irmãos! Sede seus comensais devotos e assíduos adoradores!
Já aos peregrinos de língua alemã, desejou
que "a Santíssima Eucaristia, Sacramento da Caridade", seja seu
"nutrimento celeste" na "pequena via" à qual Santa Teresa
de Lisieux convida a seguir o Senhor.
Devido a nova cirurgia a qual será
submetido na Policlínica Gemelli, o Papa Francisco não presidirá a celebração
de Corpus Christi neste ano.
Corpus Christi ("Corpus Domini")
é certamente uma das solenidades mais caras à piedade popular, quer pelo seu
significado, que recorda a presença real de Cristo na Eucaristia, quer pelo
estilo da celebração. De fato, em quase todas as dioceses, é acompanhada por
procissões, uma representação visual de Jesus caminhando pelas ruas do homem.
Em muitas localidades, os fiéis preparam com esmero tapetes para Jesus
Eucarístico passar, criativamente adornados com figuras religiosas coloridas,
feitas com diversos materiais, principalmente serragem, mas também sementes,
terra, areia, entre outros.
A festa foi instituída no século XIII na
Bélgica graças à visão mística de uma freira de Liège, a Beata Juliana de
Retìne. Dois anos mais tarde, o Papa Urbano IV a estendeu para toda a
cristandade após o milagre eucarístico de Bolsena, no qual algumas gotas de
sangue brotaram da hóstia para testemunhar a real presença do Corpo de Cristo.
É celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, embora em
alguns países como a Itália tenha sido transferido para o domingo seguinte.
A internação durará vários dias para
permitir o normal decurso pós-operatório e a plena retomada funcional.
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o
seguinte comunicado:
"No final da Audiência Geral, o Santo
Padre se dirigiu ao Hospital Universitário A. Gemelli onde, no início da tarde,
será submetido a uma laparotomia e a uma cirurgia plástica da parede abdominal
com prótese, sob anestesia geral. A operação, planejada nos últimos dias pela
equipe médica que assiste o Santo Padre, tornou-se necessária devido a uma
laparocele encarcerada que está causando síndromes suboclusivas recorrentes,
dolorosas e agravadas. A permanência no hospital durará vários dias para
permitir o curso normal do pós-operatório e a recuperação funcional
completa."
a meta de controlar a degradação dos recursos naturais”
Nesta segunda-feira, 5 de
junho, é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi criada pela
Organização das Nações Unidas, mais especificamente pelo Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente, em 1974. Para marcar a data e mobilizar à
sociedade para a importância da conservação dos ecossistemas naturais e de
todos os seres vivos foi criado o ‘Junho
Verde’, uma campanha que institui a celebração do mês temático como parte
das atividades educativas na relação com o meio ambiente. Esse projeto foi
proposto ao Congresso Nacional pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB) e virou lei.
Com o número 14.393/2022, a lei altera a Política Nacional de Educação
Ambiental e segundo o texto sancionado, tem como objetivo “desenvolver
o entendimento da população acerca da importância da conservação dos
ecossistemas naturais e de todos os seres vivos e do controle da poluição e da
degradação dos recursos naturais, para as presentes e futuras gerações”.
O arcebispo de Belo
Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo foi quem liderou a criação dessa
campanha enquanto esteve presidente da CNBB entre 2019-2023. Em artigo
publicado no site da arquidiocese de BH, dom Walmor faz referência a campanha
como um avanço significativo à Política Nacional de Educação Ambiental.
Segundo dom Walmor, “a
união de todos é fundamental para que seja alcançada a inadiável meta de
controlar a poluição e a degradação dos recursos naturais”, pontua no artigo.
O arcebispo de Belo
Horizonte ressalta no texto que a lei federal amplia a responsabilidade do
poder público federal, estadual, distrital e municipal, que deve trabalhar em
parceria com escolas, universidades, igrejas, empresas, comunidades tradicionais,
populações indígenas e outros segmentos para uma necessária reação: urge
consolidar novos estilos de vida, em contraponto às ações e opções predatórias
em relação ao meio ambiente.
Dom Walmor destaca ainda
que a campanha traz o conceito de ecologia integral, que sublinha o
indissociável vínculo entre a dimensão social e os diferentes desafios
ambientais. “O conceito de ecologia integral possibilita essa
compreensão mais adequada graças às riquezas herdadas da Carta Encíclica
Laudato Si’, do Papa Francisco, sobre o cuidado com a casa comum”, destaca no
texto.
Confira a íntegra do artigo:
Apelos do Junho Verde
A Campanha Junho Verde
significa um avanço à Política Nacional de Educação Ambiental, pois contribui
para um entendimento cada vez mais qualificado sobre a importância da
conservação dos ecossistemas naturais, com a proteção de todos os seres vivos.
Instituída a partir da lei federal 14393/2022, a Campanha Junho Verde é
iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em diálogo com
o Congresso Nacional. A união de todos é fundamental para que seja alcançada a
inadiável meta de controlar a poluição e a degradação dos recursos naturais.
Sublinhe-se que a lei federal 14393/2022 amplia a responsabilidade do poder
público federal, estadual, distrital e municipal, que deve trabalhar em
parceria com escolas, universidades, igrejas, empresas, comunidades
tradicionais, populações indígenas e outros segmentos para uma necessária
reação: urge consolidar novos estilos de vida, em contraponto às ações e opções
predatórias em relação ao meio ambiente.
Evoca-se a importância de
lutar para que sejam efetivadas políticas públicas e legislações capazes de
barrar a voracidade do extrativismo e enfrentar a hegemonia da lógica do lucro
a todo custo. Esse extrativismo e essa lógica deixam consequências terríveis.
Por isso, a sociedade precisa investir na consolidação de posturas coerentes
com a salvaguarda do meio ambiente, sob pena de sofrer, de modo cada vez mais
grave, as consequências de crimes ambientais, que não raramente levam cidadãos
e cidadãs à morte. A Campanha Junho Verde é, pois, uma iniciativa educativa e
política de especial importância, convocando todos para a adoção de um novo
estilo de vida, capaz de preservar a casa comum.
Na Campanha Junho Verde é
observado o conceito de ecologia integral, que sublinha o indissociável vínculo
entre a dimensão social e os diferentes desafios ambientais. O conceito de
ecologia integral possibilita essa compreensão mais adequada graças às riquezas
herdadas da Carta Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, sobre o cuidado com
a casa comum. As orientações do Pontífice, ao mesmo tempo que inspiram nova
mentalidade para lidar com a natureza, têm força para alavancar mudanças nos
cenários sociais. À luz do princípio da ecologia integral, pode-se reconhecer
que há, por exemplo, uma relação entre o grave problema da fome que massacra
milhões de brasileiros com a predatória mineração que contamina o meio
ambiente.
Tenha-se presente a
interpelante afirmação do Papa Francisco, em referência ao planeta Terra: “Esta
irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do
abuso dos bens que Deus nela colocou”. Assim, é significativo e esperançoso
convocar a sociedade, envolvendo órgãos governamentais, para reconhecer os
fundamentos da ecologia integral e, consequentemente, buscar reverter dinâmicas
que levam ao esgotamento dos recursos naturais. A pauta da ecologia integral
não pode ser simplesmente bandeira da militância política e ambiental. Deve ser
compromisso também vinculado à autêntica vivência da espiritualidade, pois quem
professa a fé cristã deve reagir a tudo que leva à deterioração humana e
social. Nesse sentido, a Campanha Junho Verde alimenta reações, com o
reconhecimento de que a crise ecológica atual tem raiz humana.
O Papa Francisco profetiza
sobre a existência de um modo desordenado de conhecer a vida e a ação do ser
humano. Para constituir, pois, um horizonte luminoso e qualificado é importante
acolher, especialmente, as ricas interpelações do capítulo quarto da Carta
Encíclica Laudato Si’, que detalha o conceito de ecologia integral, evidenciando
o vínculo entre as dimensões ambiental, econômica e social. Ao enfrentar os
problemas contemporâneos, deve-se reconhecer que tudo está interligado. O Papa
Francisco sublinha a importância de melhor compreender a ecologia da vida
cotidiana, ao explicar o que significa um progresso autêntico: investir na
melhoria global da qualidade de vida do ser humano. Para isso, são necessários
investimentos na construção de diálogos e de políticas públicas.
A união de todos para a
defesa do meio ambiente e a promoção do desenvolvimento integral pede que cada
pessoa assuma a sua responsabilidade na construção de um forte sentido de
comunidade. Pede ainda uma especial capacidade de solicitude e uma criatividade
mais generosa, um amor apaixonado pela própria terra. Conforme indica o
princípio da ecologia integral, é urgente promover transparência e diálogos nos
processos decisórios, superando a corrupção motivada pela busca do lucro, que
esconde o verdadeiro impacto ambiental de diferentes projetos. Ao lado da adequada
abordagem sociopolítica do conceito de ecologia integral, deve estar a dimensão
espiritual, fonte que alimenta a solidariedade e permite superar exclusões. Os
apelos da Campanha Junho Verde sensibilizam para a necessidade de uma busca
comum pela defesa da vida no planeta, um compromisso cidadão e cristão com a
justiça social, uma indispensável plataforma para a prática da amizade
social.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo - Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Em discurso aos membros da Fundação
Centesimus Annus, Francisco indicou a prática do “fazer espaço”. Isto é, cada
um retrai um pouco o próprio “eu” para permitir ao outro de existir. Para isso,
acrescentou, é preciso que o fundamento da comunidade seja a ética do dom e não
a da troca.
O Papa recebeu em audiência na manhã desta
segunda-feira os membros da Fundação Centesimus Annus, que está celebrando seus
30 anos com um Congresso Internacional em andamento em Roma.
A Fundação nasceu inspirada na Encíclica de
São João Paulo II, que, por sua vez, foi escrita para comemorar o centenário da
histórica Rerum novarum. Publicada em 1891, este documento pontifício marcou o
nascimento da Doutrina Social da Igreja, pois, com ele, Leão XIII buscou dar
soluções para os problemas dos operários europeus da Segunda Revolução
Industrial, à luz do Evangelho.
Os temas, portanto, que unem as duas
Encíclicas e a Fundação são a centralidade da pessoa, o bem comum, a
solidariedade e a subsidiariedade. Temas contidos nos documentos de
Francisco, como a Evangelii gaudium, a Laudato si’ e a Fratelli
tutti.
Foi justamente uma frase da última
Encíclica do Papa a inspirar o tema do Congresso Internacional da Fundação “A
memória para construir o futuro: pensar e agir em termos de comunidade”.
Para isso, afirmou Francisco, é preciso
lutar contra as causas estruturais da pobreza, da desigualdade, da falta de
trabalho, terra e casa e da negação dos direitos sociais e
profissionais. É fazer frente aos efeitos destruidores do império do
dinheiro:
“Vem-me à mente – eu falei de dinheiro – um
trecho do Evangelho, quando Jesus nos diz que não se pode servir a dois
senhores: ou você serve a Deus, um Senhor, ou você serve - eu esperava que
dissesse ao diabo - e não diz diabo, diz dinheiro. Ou você serve a Deus ou você
serve ao dinheiro. Pior que o diabo. Devemos tentar entender o que Jesus quer
dizer com isto, há uma mensagem. Ou serve a Deus ou você é servo do dinheiro.
Não é livre.”
Menos eu, mais outro
Mas para que a comunidade se torne
realmente um lugar para os excluídos, o Papa indicou a prática do “fazer
espaço”. Isto é, cada um retrai um pouco o próprio “eu” para permitir ao outro
de existir. Para isso, acrescentou, é preciso que o fundamento da comunidade seja
a ética do dom e não a da troca.
“Queridos irmãos e irmãs, pensar e agir em
termos de comunidade é, portanto, fazer espaço aos outros, é imaginar e
trabalhar por um futuro onde cada um possa encontrar o seu lugar e ter o seu
espaço no mundo. Uma comunidade que saiba dar voz a quem não tem voz é o que
todos nós precisamos.”
Francisco concluiu fazendo votos de que o
trabalho da Fundação Centesimus Annus seja também este: contribuir para um
pensamento e uma ação que favoreçam o crescimento de uma comunidade na qual
caminhar juntos na estrada da paz.
Vejo que os seguidores de padres, nos
templos, na rede social, na TV, nos movimentos e na mídia em geral, escolheram
um ou dez padres, cuja pregação mais condiz com a espiritualidade que lhes diz
alguma coisa!
ISTO inclui os leigos com alguma
notoriedade na catequese católica.
E isto deveria ser normal! A Igreja não
batiza, nem crisma, nem ordena tijolos.
Jesus também não chamou corações de pedras
iguaizinhas e lapidadas para ficarem iguaizinhas. Formou, mas não formatou!
Chamou 12 e ao todo 72 discípulos, mais
tarde 120, cada com seu temperamento e experiência de vida.
Todos eles entenderam que deveriam ser
unidos, mas bem por isso Jesus os uniformizou. Nenhum deles perdeu sua identidade.
Apenas acrescentou os valores que Jesus lhes foi oferecendo.
Jesus forma, mas não formata. A pedagogia
da terra e a do céu, respeita o “eu” de cada pessoa. Mas este “eu” precisa
conviver com o “nós” da comunidade familiar, da vizinhança, da cidade, da Igreja.
Os outros existem!
****
Hoje em dia está difícil explicar esta
catequese para certos padres, seminaristas, irmãs e leigos que confundem
carisma com carimbo!
O selo de Deus nem sempre é visível.
Leva-se uma vida de fidelidade e de serviço fraterno para alguém ser chamado
servo de Deus.
E não é o indivíduo que se nomeia servo,
beato ou santo. É a Igreja que decide, depois de ver o equilíbrio, a serenidade
e a paz de alguém que viveu “em” e “com” Jesus!
Alguns infelizmente confundem cristão
carismático com cristão carimbado! … Não foi carimbado pelo grupo, ou pelo
Espírito Santo, não fala do mesmo jeito? Então não é dos nossos! E daí, se eles
são do Cristo?
***
Ora, os carismas são inúmeros, e Deus os
distribui generosamente por toda a Igreja e os derrama onde existir algum ser
humano de BOA VONTADE!…
É o que rezamos no Glória! Paz a todos os
humanos de “boa vontade” e aos “que Deus amou e ama” O GLÓRIA inclui todos os
caridosos do mundo.
O mesmo pensamento está em Mateus 25,31-46.
Nestes versículos Jesus canoniza os humanos que viveram amando e ajudando os outros!
Releia este trecho!
****
Então, se alguém está se sentindo excluído,
talvez seja porque alguém de fato os está excluindo.
Jesus veio “incluir” logo depois de propor
conversão, caridade, e fraternidade. Alguém que amou e serviu a todos com
sinceridade, nunca ficará fora do abraço e do colo de Deus.
*****
Vejo, na minha página de catequese, que há
muita gente irada e malcriada, praticando escaramuças, paliçadas e trincheiras para,
dali, lançar morteiros contra quem ousa ser do outro grupo, de outra Igreja, de
outro movimento, ou de outra tendência política. O mundo tem muitos crentes excludentes.
****
Eles acham que acharam, e por isso não
admitem que outros também acharam! Jesus não se revelou somente a eles! E não
escolheu só um grupinho. Escolheu milhões de filhos e irmãos de sonhos e de esperança!
*****
Nestes quase 60 anos de serviço à fé cristã,
já fui xingado de câncer na Igreja, traidor da tradição, traidor da ortodoxia,
tudo por eu ter dito que prego a Teologia da Libertação Bíblica. Garantem que
isto não existe, e que qualquer TL é comunista e marxista! Ora, a minha é TL
nunca foi comunista porque sempre foi catequista. Leio os profetas, os salmos e
a história dos povos. O povo quer liberdade, libertação e compaixão e partidos
políticos não conseguem oferecer o que os pobres e oprimidos pedem. Aí entram
as teologias. Uma delas é a Teologia da Libertação em Jesus! Sem partidarismos!…
****
Faz mais de 50 anos que canto hinos e
textos de TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO. E todos os bispos e padres e irmãs e leigos
que me viram num palco ou num templo já ouviram a minha Teologia da Libertação
Bíblica e Católica.
Eu sempre me baseei na Bíblia, no CVII, na
DSI, no CIC nas encíclicas dos últimos 70 anos. Quase tudo era catequese e
teologia de libertação!
*****
Ultimamente, porém, alguns leigos
ultramontanistas resolveram me pichar como “padre sem espiritualidade” e “padre
comunista” porque canto ao Cristo Libertador. E é isto que Ele é!
Esqueceram os mais de 100 livros e as mais
de 1800 músicas que há gravei, ensinando espiritualidade, doutrina social e
catequese católica.
******
Quem resolveu me excluir? Leigos e padres
defensores de credos políticos de esquerda ou de direita que acham que minha
catequese de doutrina social é perigosa! Então os Papas são perigosos! ... Eles
pregam isto!
A DSI é uma proposta totalmente católica.
Acho que os que vão contra a DSI, contra o CVII e contra o Papa, são eles que,
na verdade, se afastaram da nossa Igreja.
Quem escolheu o lado errado foram eles, ao
bater de frente contra o Papa e contra a CNBB.
Eu apenas os defendo! A Igreja está certa!
Estes católicos excessivamente politizados, na verdade partiram para o
confronto ao “escolherem um partido ao invés de escolher uma catequese”!
o sinal da cruz é o abraço de Deus que
jamais nos abandona
Na Solenidade da Santíssima Trindade, o
Papa falou da "comunhão de amor" que une o Pai, o Filho e o Espírito
Santo numa única família na qual a Igreja deve se espelhar.
O Papa rezou o Angelus com milhares de
fiéis na Praça São Pedro neste Domingo em que a Igreja celebra a Solenidade da
Santíssima Trindade.
O Evangelho é extraído do diálogo de Jesus
com Nicodemos, membro do Sinédrio. Apaixonado pelo mistério de Deus, Nicodemos
reconhece em Jesus um mestre divino e, sem que o vejam, vai falar com Ele.
Jesus o ouve e lhe revela o coração do mistério, dizendo que Deus amou tão
profundamente a humanidade a ponto de enviar o seu Filho ao mundo. Jesus,
portanto, o Filho, nos fala do Pai e do seu amor imenso.
Francisco ressaltou a relação familiar
de Pai e Filho. "É uma imagem familiar que, se pensarmos,
desequilibra o nosso imaginário sobre Deus. A própria palavra 'Deus', com
efeito, nos sugere uma realidade singular, majestosa e distante, enquanto ouvir
falar de um Pai e de um Filho nos leva de volta para casa."
Para o Pontífice, podemos pensar Deus
através da imagem de uma família reunida à mesa, onde se compartilha a
vida, já que a mesa é ao mesmo tempo um altar, símbolo com o qual alguns ícones
representam a Trindade.
“Mas não é somente uma imagem, é uma
realidade! É realidade porque o Espírito Santo nos faz degustar a presença de
Deus: presença próxima, compassiva e terna. O Espírito Santo faz conosco o
mesmo que Jesus faz com Nicodemos: nos introduz no mistério do novo nascimento,
nos revela o coração do Pai e nos torna partícipes da própria vida de Deus.”
Sinal da cruz: abraço de amor
O convite, portanto, explicou o Papa, é
estar à mesa com Deus para compartilhar o seu amor. Isto é o que acontece em
cada Missa, no altar do banquete eucarístico, onde Jesus se oferece ao Pai e se
oferece por nós.
"Sim, irmãos e irmãs, o nosso Deus
é comunhão de amor: assim Jesus nos revelou. E sabem como podemos fazer
para recordá-lo? Com o gesto mais simples que aprendemos desde crianças: o
sinal da cruz. Traçando a cruz sobre o nosso corpo nos recordamos quanto Deus
nos amou, a ponto de dar a vida por nós; e repetimos a nós mesmos que o seu
amor nos envolve completamente, de cima a baixo, da esquerda à direita, como um
abraço que jamais nos abandona. E, ao mesmo tempo, nos comprometemos a
testemunhar Deus-amor, criando comunhão em seu nome."
Amar de modo familiar
Antes de concluir, Francisco propôs algumas
perguntas aos fiéis: Testemunhamos Deus-amor? Ou Deus-amor se tornou, por sua
vez, um conceito, algo já conhecido, que não estimula e não provoca mais a
vida? Se Deus é amor, as nossas comunidades o testemunham? Sabem amar? São
famílias? Mantemos a porta sempre aberta, sabemos acolher a todos, ressalto
todos, como irmãos e irmãs? Oferecemos a todos o alimento do perdão de Deus e o
vinho da alegria evangélica? Respira-se uma atmosfera doméstica ou parecemos
mais um escritório ou um lugar reservado onde entram somente os eleitos?
"Que Maria nos ajude a viver a Igreja
como aquela casa em que se ama de modo familiar, a glória de Deus Pai e Filho e
Espírito Santo", foi a exortação final do Pontífice.
Ele é a eterna surpresa. Nosso Deus não é o
Deus dos filósofos, mas é o Pai de Jesus Cristo, é o próprio Cristo, é o
Espírito de Amor.
Hoje, de um modo especial, celebramos Deus.
Mas quem é Deus? Como explicá-lo? Como defini-lo? Como conhecê-lo?
Nenhuma pergunta sobre Deus pode ser
respondida por nós humanos. Deus nos supera!
Temos noção de quem Ele é, mas não
conseguimos defini-lo. É impossível! Ele é a eterna surpresa. Nosso Deus não é
o Deus dos filósofos, mas é o Pai de Jesus Cristo, é o próprio Cristo, é o
Espírito de Amor.
Para conhecê-lo deveremos abrir a Sagrada
Escritura, principalmente o Novo Testamento, e ver o que Jesus, o Verbo
Encarnado, nos diz.
O Evangelho de hoje, tirado de São João,
nos fala que Deus é o Amigo do Homem, não apenas o seu Criador, mas o seu
Redentor, aquele que o protege e que foi capaz de sofrer e morrer para que o
Homem tivesse a plena felicidade.
Já São Paulo em sua Carta aos Coríntios nos
orienta sobre a resposta a ser dada ao Deus Amigo. O homem deverá deixar-se
transfigurar através dos dons, das qualidades divinas, especialmente pelo
amor, pelo perdão e pelo serviço.
Falar com Jesus é falar com Deus. Sua
bondade foi tanta que Ele se revelou a nós na pessoa de Jesus.
Filipe, quem me vê, vê o Pai. Dirijamo-nos
ao Deus de Amor, a esse Deus que, por amor, rasgou seu coração, e sintamos a
plenitude de seu querer bem a nós. Se o mandamento se resume em amar a Deus
sobre todas as coisas, e ao próximo, do mesmo modo como Ele nos amou, saibamos
que antes de tudo o Senhor não só nos criou, mas, por amor a nós, se entregou
até a morte.