quarta-feira, 7 de junho de 2023

Unidos em oração pela saúde do Papa Francisco,

que passará por cirurgia, na tarde desta quarta-feira

O Papa Francisco, de 86 anos, vai ser operado tarde desta quarta-feira, 7 de junho, no hospital Gemelli, em Roma. O comunicado foi feito pela Sala de Imprensa do vaticano. A cirurgia foi planejada pelos médicos que atendem o Papa para a reparação de uma laparocele, um tipo de hérnia que se forma sob uma cicatriz na região abdominal. Segundo a Santa Sé, Francisco ficará internado por alguns dias para recuperação completa do pós-operatório. Em 2021, Francisco foi operado para tratar uma estenose diverticular do cólon.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), unida a todos os que elevam suas preces pelo sucesso da operação que o Santo Padre está sendo submetido hoje, invoca a Virgem Maria, Nossa Senhora Aparecida, para que interceda pelo Papa Francisco dando a ele completo reestabelecimento da saúde. Que ele seja cada vez mais fortalecido na sua missão.

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Papa Francisco na catequese desta quarta:

que Santa Teresinha
nos ajude a amar Jesus e superar nosso egoísmo

Diante das relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus, Francisco anunciou a publicação de uma Carta Apostólica por ocasião dos 150 anos de nascimento da Padroeira das Missões.

O Papa dedicou sua catequese desta quarta-feira à Santa Teresa do Menino Jesus, que foi enriquecida com a presença na Praça São Pedro de suas relíquias e a de seus santos pais, Luís e Zélia. O Pontífice anunciou que pretende dedicar à santa de Lisieux uma Carta Apostólica por ocasião dos seus 150 anos de nascimento, que se celebram neste ano de 2023.

Dirigindo-se aos milhares de fiéis, Francisco destacou o título de Padroeira universal das Missões de Santa Teresinha, embora nunca tenha saído em missão. Mas o seu desejo – escreve ela – era ser missionária, e não só durante alguns anos, mas por toda a vida; mais ainda, por toda a eternidade. Ela era uma monja carmelita e sua vida foi marcada pela pequenez e pela fraqueza: ela mesma se autodefinia "um pequeno grão de areia". De saúde frágil, ela morreu com somente 24 anos.

O Pontífice narrou dois episódios que transformaram sua vida: o primeiro em âmbito familiar e, o segundo, com um condenado à morte. A partir de então, "voltou o seu zelo para os outros, para que encontrassem Deus e, em vez de buscar consolações para si mesma, se propôs a "consolar Jesus, fazendo com que  as almas o amassem"

A fé nasce por atração

Do Carmelo, acompanhava os missionários por carta, com a oração e oferecendo por eles todos os sacrifícios que a vida lhe pedia. Teresa intercedia pelas missões e as abençoava. Na verdade, disse o Papa, não é missionário apenas quem deixa a sua pátria e vai para longe, aprende línguas novas e nelas anuncia a Boa Nova de Jesus; mas toda a pessoa que, no lugar onde vive, serve como instrumento do amor de Deus e tudo faz para que Jesus passe para os outros.

Dizia ela que "Jesus está doente de amor, e a doença do amor só se cura com o amor". Para a Igreja, concluiu o Papa, mais importante do que a abundância de meios, métodos e estruturas, que às vezes até a distraem do essencial, é ter muitos corações como o de Teresa, corações que atraem ao amor e aproximam de Deus.

“Este é o zelo apostólico que, nos recordemos sempre, nunca funciona por proselitismo - nunca - ou por pressão - nunca-, mas por atração: a fé nasce por atração. Ninguém se torna cristão porque forçado por alguém, não, mas porque tocado pelo amor.”

"Peçamos à santa - temos as relíquias aqui - a graça de superar o nosso egoísmo e peçamos a paixão de interceder, de interceder para que esta atração seja maior nas pessoas e para que Jesus seja conhecido e amado", concluiu o Papa.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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Assista:

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Francisco:

Jesus, Pão da vida que dá força, luz e alegria

Ao peregrinos de língua portuguesa, o Papa fez votos que nas comunidades, "a começar pela própria família, procurem consolidar-se imitando Jesus que Se deu na Eucaristia fazendo-se alimento para os irmãos! Sede seus comensais devotos e assíduos adoradores!"

Ao final da Audiência Geral, inspirado pela festa de Corpus Christi que celebra a "Eucaristia, centro e fonte da vida da Igreja", o Papa dirigiu seu pensamento aos jovens, doentes, idosos e recém-casados, acompanhado por um convite:

Aproximai-vos com frequência e com devoção a Jesus, o Pão da vida que dá força, luz e alegria, e Ele se tornará a fonte de vossas escolhas e ações.

Antes ainda, saudou os peregrinos de língua portuguesa, com as seguintes palavras:

Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, de modo particular quantos vieram do Brasil e Portugal. A todos vos abençoo, desejando que as vossas comunidades, a começar pela própria família, procurem consolidar-se imitando Jesus que Se deu na Eucaristia fazendo-se alimento para os irmãos! Sede seus comensais devotos e assíduos adoradores!

Já aos peregrinos de língua alemã, desejou que "a Santíssima Eucaristia, Sacramento da Caridade", seja seu "nutrimento celeste" na "pequena via" à qual Santa Teresa de Lisieux convida a seguir o Senhor.

Devido a nova cirurgia a qual será submetido na Policlínica Gemelli, o Papa Francisco não presidirá a celebração de Corpus Christi neste ano.

Corpus Christi ("Corpus Domini") é certamente uma das solenidades mais caras à piedade popular, quer pelo seu significado, que recorda a presença real de Cristo na Eucaristia, quer pelo estilo da celebração. De fato, em quase todas as dioceses, é acompanhada por procissões, uma representação visual de Jesus caminhando pelas ruas do homem. Em muitas localidades, os fiéis preparam com esmero tapetes para Jesus Eucarístico passar, criativamente adornados com figuras religiosas coloridas, feitas com diversos materiais, principalmente serragem, mas também sementes, terra, areia, entre outros.

A festa foi instituída no século XIII na Bélgica graças à visão mística de uma freira de Liège, a Beata Juliana de Retìne. Dois anos mais tarde, o Papa Urbano IV a estendeu para toda a cristandade após o milagre eucarístico de Bolsena, no qual algumas gotas de sangue brotaram da hóstia para testemunhar a real presença do Corpo de Cristo. É celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, embora em alguns países como a Itália tenha sido transferido para o domingo seguinte.

Jackson Erpen - Cidade do Vaticano

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Papa volta ao Hospital Gemelli para ser operado

A internação durará vários dias para permitir o normal decurso pós-operatório e a plena retomada funcional.

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o seguinte comunicado:

"No final da Audiência Geral, o Santo Padre se dirigiu ao Hospital Universitário A. Gemelli onde, no início da tarde, será submetido a uma laparotomia e a uma cirurgia plástica da parede abdominal com prótese, sob anestesia geral. A operação, planejada nos últimos dias pela equipe médica que assiste o Santo Padre, tornou-se necessária devido a uma laparocele encarcerada que está causando síndromes suboclusivas recorrentes, dolorosas e agravadas. A permanência no hospital durará vários dias para permitir o curso normal do pós-operatório e a recuperação funcional completa."

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segunda-feira, 5 de junho de 2023

Dom Walmor:

“A união de todos é fundamental para se alcançar
a meta de controlar a degradação dos recursos naturais”

Nesta segunda-feira, 5 de junho, é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas, mais especificamente pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em 1974. Para marcar a data e mobilizar à sociedade para a importância da conservação dos ecossistemas naturais e de todos os seres vivos foi criado o ‘Junho Verde, uma campanha que institui a celebração do mês temático como parte das atividades educativas na relação com o meio ambiente. Esse projeto foi proposto ao Congresso Nacional pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e virou lei.

Com o número 14.393/2022, a lei altera a Política Nacional de Educação Ambiental e segundo o texto sancionado, tem como objetivo “desenvolver o entendimento da população acerca da importância da conservação dos ecossistemas naturais e de todos os seres vivos e do controle da poluição e da degradação dos recursos naturais, para as presentes e futuras gerações”.

O arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo foi quem liderou a criação dessa campanha enquanto esteve presidente da CNBB entre 2019-2023. Em artigo publicado no site da arquidiocese de BH, dom Walmor faz referência a campanha como um avanço significativo à Política Nacional de Educação Ambiental.

Segundo dom Walmor, “a união de todos é fundamental para que seja alcançada a inadiável meta de controlar a poluição e a degradação dos recursos naturais”, pontua no artigo.

O arcebispo de Belo Horizonte ressalta no texto que a lei federal amplia a responsabilidade do poder público federal, estadual, distrital e municipal, que deve trabalhar em parceria com escolas, universidades, igrejas, empresas, comunidades tradicionais, populações indígenas e outros segmentos para uma necessária reação: urge consolidar novos estilos de vida, em contraponto às ações e opções predatórias em relação ao meio ambiente.

Dom Walmor destaca ainda que a campanha traz o conceito de ecologia integral, que sublinha o indissociável vínculo entre a dimensão social e os diferentes desafios ambientais.  “O conceito de ecologia integral possibilita essa compreensão mais adequada graças às riquezas herdadas da Carta Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, sobre o cuidado com a casa comum”, destaca no texto.

Confira a íntegra do artigo:

Apelos  do Junho Verde

A Campanha Junho Verde significa um avanço à Política Nacional de Educação Ambiental, pois contribui para um entendimento cada vez mais qualificado sobre a importância da conservação dos ecossistemas naturais, com a proteção de todos os seres vivos. Instituída a partir da lei federal 14393/2022, a Campanha Junho Verde é iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em diálogo com o Congresso Nacional. A união de todos é fundamental para que seja alcançada a inadiável meta de controlar a poluição e a degradação dos recursos naturais. Sublinhe-se que a lei federal 14393/2022 amplia a responsabilidade do poder público federal, estadual, distrital e municipal, que deve trabalhar em parceria com escolas, universidades, igrejas, empresas, comunidades tradicionais, populações indígenas e outros segmentos para uma necessária reação: urge consolidar novos estilos de vida, em contraponto às ações e opções predatórias em relação ao meio ambiente.  

Evoca-se a importância de lutar para que sejam efetivadas políticas públicas e legislações capazes de barrar a voracidade do extrativismo e enfrentar a hegemonia da lógica do lucro a todo custo. Esse extrativismo e essa lógica deixam consequências terríveis. Por isso, a sociedade precisa investir na consolidação de posturas coerentes com a salvaguarda do meio ambiente, sob pena de sofrer, de modo cada vez mais grave, as consequências de crimes ambientais, que não raramente levam cidadãos e cidadãs à morte. A Campanha Junho Verde é, pois, uma iniciativa educativa e política de especial importância, convocando todos para a adoção de um novo estilo de vida, capaz de preservar a casa comum.  

Na Campanha Junho Verde é observado o conceito de ecologia integral, que sublinha o indissociável vínculo entre a dimensão social e os diferentes desafios ambientais. O conceito de ecologia integral possibilita essa compreensão mais adequada graças às riquezas herdadas da Carta Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, sobre o cuidado com a casa comum. As orientações do Pontífice, ao mesmo tempo que inspiram nova mentalidade para lidar com a natureza, têm força para alavancar mudanças nos cenários sociais. À luz do princípio da ecologia integral, pode-se reconhecer que há, por exemplo, uma relação entre o grave problema da fome que massacra milhões de brasileiros com a predatória mineração que contamina o meio ambiente.  

Tenha-se presente a interpelante afirmação do Papa Francisco, em referência ao planeta Terra: “Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou”. Assim, é significativo e esperançoso convocar a sociedade, envolvendo órgãos governamentais, para reconhecer os fundamentos da ecologia integral e, consequentemente, buscar reverter dinâmicas que levam ao esgotamento dos recursos naturais. A pauta da ecologia integral não pode ser simplesmente bandeira da militância política e ambiental. Deve ser compromisso também vinculado à autêntica vivência da espiritualidade, pois quem professa a fé cristã deve reagir a tudo que leva à deterioração humana e social. Nesse sentido, a Campanha Junho Verde alimenta reações, com o reconhecimento de que a crise ecológica atual tem raiz humana.  

O Papa Francisco profetiza sobre a existência de um modo desordenado de conhecer a vida e a ação do ser humano. Para constituir, pois, um horizonte luminoso e qualificado é importante acolher, especialmente, as ricas interpelações do capítulo quarto da Carta Encíclica Laudato Si’, que detalha o conceito de ecologia integral, evidenciando o vínculo entre as dimensões ambiental, econômica e social. Ao enfrentar os problemas contemporâneos, deve-se reconhecer que tudo está interligado. O Papa Francisco sublinha a importância de melhor compreender a ecologia da vida cotidiana, ao explicar o que significa um progresso autêntico: investir na melhoria global da qualidade de vida do ser humano. Para isso, são necessários investimentos na construção de diálogos e de políticas públicas.  

A união de todos para a defesa do meio ambiente e a promoção do desenvolvimento integral pede que cada pessoa assuma a sua responsabilidade na construção de um forte sentido de comunidade. Pede ainda uma especial capacidade de solicitude e uma criatividade mais generosa, um amor apaixonado pela própria terra. Conforme indica o princípio da ecologia integral, é urgente promover transparência e diálogos nos processos decisórios, superando a corrupção motivada pela busca do lucro, que esconde o verdadeiro impacto ambiental de diferentes projetos. Ao lado da adequada abordagem sociopolítica do conceito de ecologia integral, deve estar a dimensão espiritual, fonte que alimenta a solidariedade e permite superar exclusões. Os apelos da Campanha Junho Verde sensibilizam para a necessidade de uma busca comum pela defesa da vida no planeta, um compromisso cidadão e cristão com a justiça social, uma indispensável plataforma para a prática da amizade social. 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo - Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
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Papa propõe a prática do "fazer espaço":

 menos eu e mais o outro

Em discurso aos membros da Fundação Centesimus Annus, Francisco indicou a prática do “fazer espaço”. Isto é, cada um retrai um pouco o próprio “eu” para permitir ao outro de existir. Para isso, acrescentou, é preciso que o fundamento da comunidade seja a ética do dom e não a da troca.

O Papa recebeu em audiência na manhã desta segunda-feira os membros da Fundação Centesimus Annus, que está celebrando seus 30 anos com um Congresso Internacional em andamento em Roma.

A Fundação nasceu inspirada na Encíclica de São João Paulo II, que, por sua vez, foi escrita para comemorar o centenário da histórica Rerum novarum. Publicada em 1891, este documento pontifício marcou o nascimento da Doutrina Social da Igreja, pois, com ele, Leão XIII buscou dar soluções para os problemas dos operários europeus da Segunda Revolução Industrial, à luz do Evangelho.

Os temas, portanto, que unem as duas Encíclicas e a Fundação são a centralidade da pessoa, o bem comum, a solidariedade e a subsidiariedade. Temas contidos nos documentos de Francisco,  como a Evangelii gaudium, a Laudato si’ e a Fratelli tutti

Foi justamente uma frase da última Encíclica do Papa a inspirar o tema do Congresso Internacional da Fundação “A memória para construir o futuro: pensar e agir em termos de comunidade”.

Para isso, afirmou Francisco, é preciso lutar contra as causas estruturais da pobreza, da desigualdade, da falta de trabalho, terra e casa e da negação dos direitos sociais e profissionais. É fazer frente aos efeitos destruidores do império do dinheiro:

“Vem-me à mente – eu falei de dinheiro – um trecho do Evangelho, quando Jesus nos diz que não se pode servir a dois senhores: ou você serve a Deus, um Senhor, ou você serve - eu esperava que dissesse ao diabo - e não diz diabo, diz dinheiro. Ou você serve a Deus ou você serve ao dinheiro. Pior que o diabo. Devemos tentar entender o que Jesus quer dizer com isto, há uma mensagem. Ou serve a Deus ou você é servo do dinheiro. Não é livre.”

Menos eu, mais outro

Mas para que a comunidade se torne realmente um lugar para os excluídos, o Papa indicou a prática do “fazer espaço”. Isto é, cada um retrai um pouco o próprio “eu” para permitir ao outro de existir. Para isso, acrescentou, é preciso que o fundamento da comunidade seja a ética do dom e não a da troca. 

“Queridos irmãos e irmãs, pensar e agir em termos de comunidade é, portanto, fazer espaço aos outros, é imaginar e trabalhar por um futuro onde cada um possa encontrar o seu lugar e ter o seu espaço no mundo. Uma comunidade que saiba dar voz a quem não tem voz é o que todos nós precisamos.”

Francisco concluiu fazendo votos de que o trabalho da Fundação Centesimus Annus seja também este: contribuir para um pensamento e uma ação que favoreçam o crescimento de uma comunidade na qual caminhar juntos na estrada da paz.

Bianca Fraccalvieri – Vatican News




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Vale a pena ler e refletir:

CADA FIEL COM O SEU CHAMADO !

Pe Zezinho scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Carisma não é carimbo! __________________________

Vejo que os seguidores de padres, nos templos, na rede social, na TV, nos movimentos e na mídia em geral, escolheram um ou dez padres, cuja pregação mais condiz com a espiritualidade que lhes diz alguma coisa!

ISTO inclui os leigos com alguma notoriedade na catequese católica.

E isto deveria ser normal! A Igreja não batiza, nem crisma, nem ordena tijolos.

Jesus também não chamou corações de pedras iguaizinhas e lapidadas para ficarem iguaizinhas. Formou, mas não formatou!

Chamou 12 e ao todo 72 discípulos, mais tarde 120, cada com seu temperamento e experiência de vida.

Todos eles entenderam que deveriam ser unidos, mas bem por isso Jesus os uniformizou. Nenhum deles perdeu sua identidade. Apenas acrescentou os valores que Jesus lhes foi oferecendo.

Jesus forma, mas não formata. A pedagogia da terra e a do céu, respeita o “eu” de cada pessoa. Mas este “eu” precisa conviver com o “nós” da comunidade familiar, da vizinhança, da cidade, da Igreja. Os outros existem!

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Hoje em dia está difícil explicar esta catequese para certos padres, seminaristas, irmãs e leigos que confundem carisma com carimbo!

O selo de Deus nem sempre é visível. Leva-se uma vida de fidelidade e de serviço fraterno para alguém ser chamado servo de Deus.

E não é o indivíduo que se nomeia servo, beato ou santo. É a Igreja que decide, depois de ver o equilíbrio, a serenidade e a paz de alguém que viveu “em” e “com” Jesus!

Alguns infelizmente confundem cristão carismático com cristão carimbado! … Não foi carimbado pelo grupo, ou pelo Espírito Santo, não fala do mesmo jeito? Então não é dos nossos! E daí, se eles são do Cristo?

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Ora, os carismas são inúmeros, e Deus os distribui generosamente por toda a Igreja e os derrama onde existir algum ser humano de BOA VONTADE!…

É o que rezamos no Glória! Paz a todos os humanos de “boa vontade” e aos “que Deus amou e ama” O GLÓRIA inclui todos os caridosos do mundo.

O mesmo pensamento está em Mateus 25,31-46. Nestes versículos Jesus canoniza os humanos que viveram amando e ajudando os outros! Releia este trecho!

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Então, se alguém está se sentindo excluído, talvez seja porque alguém de fato os está excluindo.

Jesus veio “incluir” logo depois de propor conversão, caridade, e fraternidade. Alguém que amou e serviu a todos com sinceridade, nunca ficará fora do abraço e do colo de Deus.

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Vejo, na minha página de catequese, que há muita gente irada e malcriada, praticando escaramuças, paliçadas e trincheiras para, dali, lançar morteiros contra quem ousa ser do outro grupo, de outra Igreja, de outro movimento, ou de outra tendência política. O mundo tem muitos crentes excludentes.

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Eles acham que acharam, e por isso não admitem que outros também acharam! Jesus não se revelou somente a eles! E não escolheu só um grupinho. Escolheu milhões de filhos e irmãos de sonhos e de esperança!

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Nestes quase 60 anos de serviço à fé cristã, já fui xingado de câncer na Igreja, traidor da tradição, traidor da ortodoxia, tudo por eu ter dito que prego a Teologia da Libertação Bíblica. Garantem que isto não existe, e que qualquer TL é comunista e marxista! Ora, a minha é TL nunca foi comunista porque sempre foi catequista. Leio os profetas, os salmos e a história dos povos. O povo quer liberdade, libertação e compaixão e partidos políticos não conseguem oferecer o que os pobres e oprimidos pedem. Aí entram as teologias. Uma delas é a Teologia da Libertação em Jesus! Sem partidarismos!…

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Faz mais de 50 anos que canto hinos e textos de TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO. E todos os bispos e padres e irmãs e leigos que me viram num palco ou num templo já ouviram a minha Teologia da Libertação Bíblica e Católica.

Eu sempre me baseei na Bíblia, no CVII, na DSI, no CIC nas encíclicas dos últimos 70 anos. Quase tudo era catequese e teologia de libertação!

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Ultimamente, porém, alguns leigos ultramontanistas resolveram me pichar como “padre sem espiritualidade” e “padre comunista” porque canto ao Cristo Libertador. E é isto que Ele é!

Esqueceram os mais de 100 livros e as mais de 1800 músicas que há gravei, ensinando espiritualidade, doutrina social e catequese católica.

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Quem resolveu me excluir? Leigos e padres defensores de credos políticos de esquerda ou de direita que acham que minha catequese de doutrina social é perigosa! Então os Papas são perigosos! ... Eles pregam isto!

A DSI é uma proposta totalmente católica. Acho que os que vão contra a DSI, contra o CVII e contra o Papa, são eles que, na verdade, se afastaram da nossa Igreja.

Quem escolheu o lado errado foram eles, ao bater de frente contra o Papa e contra a CNBB.

Eu apenas os defendo! A Igreja está certa! Estes católicos excessivamente politizados, na verdade partiram para o confronto ao “escolherem um partido ao invés de escolher uma catequese”!

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                                                                                        Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj

domingo, 4 de junho de 2023

Papa Francisco na oração do Angelus deste domingo:

o sinal da cruz é o abraço de Deus que jamais nos abandona

Na Solenidade da Santíssima Trindade, o Papa falou da "comunhão de amor" que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo numa única família na qual a Igreja deve se espelhar.

O Papa rezou o Angelus com milhares de fiéis na Praça São Pedro neste Domingo em que a Igreja celebra a Solenidade da Santíssima Trindade.

O Evangelho é extraído do diálogo de Jesus com Nicodemos, membro do Sinédrio. Apaixonado pelo mistério de Deus, Nicodemos reconhece em Jesus um mestre divino e, sem que o vejam, vai falar com Ele. Jesus o ouve e lhe revela o coração do mistério, dizendo que Deus amou tão profundamente a humanidade a ponto de enviar o seu Filho ao mundo. Jesus, portanto, o Filho, nos fala do Pai e do seu amor imenso.

Francisco ressaltou a relação familiar de Pai e Filho. "É uma imagem familiar que, se pensarmos, desequilibra o nosso imaginário sobre Deus. A própria palavra 'Deus', com efeito, nos sugere uma realidade singular, majestosa e distante, enquanto ouvir falar de um Pai e de um Filho nos leva de volta para casa."

Para o Pontífice, podemos pensar Deus através da imagem de uma família reunida à mesa, onde se compartilha a vida, já que a mesa é ao mesmo tempo um altar, símbolo com o qual alguns ícones representam a Trindade.

“Mas não é somente uma imagem, é uma realidade! É realidade porque o Espírito Santo nos faz degustar a presença de Deus: presença próxima, compassiva e terna. O Espírito Santo faz conosco o mesmo que Jesus faz com Nicodemos: nos introduz no mistério do novo nascimento, nos revela o coração do Pai e nos torna partícipes da própria vida de Deus.”

Sinal da cruz: abraço de amor

O convite, portanto, explicou o Papa, é estar à mesa com Deus para compartilhar o seu amor. Isto é o que acontece em cada Missa, no altar do banquete eucarístico, onde Jesus se oferece ao Pai e se oferece por nós.

"Sim, irmãos e irmãs, o nosso Deus é comunhão de amor: assim Jesus nos revelou. E sabem como podemos fazer para recordá-lo? Com o gesto mais simples que aprendemos desde crianças: o sinal da cruz. Traçando a cruz sobre o nosso corpo nos recordamos quanto Deus nos amou, a ponto de dar a vida por nós; e repetimos a nós mesmos que o seu amor nos envolve completamente, de cima a baixo, da esquerda à direita, como um abraço que jamais nos abandona. E, ao mesmo tempo, nos comprometemos a testemunhar Deus-amor, criando comunhão em seu nome."

Amar de modo familiar

Antes de concluir, Francisco propôs algumas perguntas aos fiéis: Testemunhamos Deus-amor? Ou Deus-amor se tornou, por sua vez, um conceito, algo já conhecido, que não estimula e não provoca mais a vida? Se Deus é amor, as nossas comunidades o testemunham? Sabem amar? São famílias? Mantemos a porta sempre aberta, sabemos acolher a todos, ressalto todos, como irmãos e irmãs? Oferecemos a todos o alimento do perdão de Deus e o vinho da alegria evangélica? Respira-se uma atmosfera doméstica ou parecemos mais um escritório ou um lugar reservado onde entram somente os eleitos?

"Que Maria nos ajude a viver a Igreja como aquela casa em que se ama de modo familiar, a glória de Deus Pai e Filho e Espírito Santo", foi a exortação final do Pontífice.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

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Assista:

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sábado, 3 de junho de 2023

Reflexão para

a Solenidade da Santíssima Trindade

Ele é a eterna surpresa. Nosso Deus não é o Deus dos filósofos, mas é o Pai de Jesus Cristo, é o próprio Cristo, é o Espírito de Amor.

Hoje, de um modo especial, celebramos Deus. Mas quem é Deus? Como explicá-lo? Como defini-lo? Como conhecê-lo?

Nenhuma pergunta sobre Deus pode ser respondida por nós humanos. Deus nos supera!

Temos noção de quem Ele é, mas não conseguimos defini-lo. É impossível! Ele é a eterna surpresa. Nosso Deus não é o Deus dos filósofos, mas é o Pai de Jesus Cristo, é o próprio Cristo, é o Espírito de Amor.

Para conhecê-lo deveremos abrir a Sagrada Escritura, principalmente o Novo Testamento, e ver o que Jesus, o Verbo Encarnado, nos diz.

O Evangelho de hoje, tirado de São João, nos fala que Deus é o Amigo do Homem, não apenas o seu Criador, mas o seu Redentor, aquele que o protege e que foi capaz de sofrer e morrer para que o Homem tivesse a plena felicidade.

Já São Paulo em sua Carta aos Coríntios nos orienta sobre a resposta a ser dada ao Deus Amigo. O homem deverá deixar-se transfigurar através  dos dons, das qualidades divinas, especialmente pelo amor, pelo perdão e pelo serviço.

Falar com Jesus é falar com Deus. Sua bondade foi tanta que Ele se revelou a nós na pessoa de Jesus.

Filipe, quem me vê, vê o Pai. Dirijamo-nos ao Deus de Amor, a esse Deus que, por amor, rasgou seu coração, e sintamos a plenitude de seu querer bem a nós. Se o mandamento se resume em amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo, do mesmo modo como Ele nos amou, saibamos que antes de tudo o Senhor não só nos criou, mas, por amor a nós, se entregou até a morte.

O Espírito é escuta e disponibilidade.

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

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