sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Mensagem do Papa nesta sexta-feira:

Que o Líbano realize sua vocação de mensagem de paz

O cardeal Pietro Parolin falou ao povo libanês na breve mensagem do Papa Francisco llida, em Beirute, na qual se sente o amor do Santo Padre e o amor e a predileção de Deus por este país.
Mariangela Jaguraba - Vatican News - O secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, leu a mensagem do Papa Francisco, em Beirute, no âmbito do Dia Universal de Oração e Jejum pelo Líbano, convocado para esta sexta-feira (04/09).
Circundado de microfones e ao som de buzinas de carros, o purpurado falou ao povo libanês nesta breve mensagem na qual se sente o amor do Papa Francisco e o amor e a predileção de Deus por este país que mais uma vez enfrenta um momento difícil de sua história.
Eis a mensagem do Papa lida pelo cardeal Parolin.
«Conheço os projetos que fiz para vocês», diz o Senhor, Projetos de paz e não de desventura para conceder-lhes um futuro cheio de esperança. Senhor, acreditamos que você manterá a sua palavra para realizá-la e esperamos contra toda esperança ou desgraça. Agradecemos-lhe pelo seu amor que se expressou através da solidariedade de muitos. Confiamos-lhe o nosso país, o Líbano, com seu povo, os seus líderes religiosos e políticos e os seus jovens. Que ele realize a sua vocação de mensagem de paz e fraternidade à qual você o chamou. Amém.
O cardeal Parolin chegou a Beirute nesta quinta-feira (03/09), e se encontrou com os líderes religiosos na Catedral Maronita de São Jorge. “Juntos podemos vencer a violência e todas as formas de autoritarismo, promovendo uma cidadania inclusiva baseada no respeito dos direitos e deveres fundamentais”, disse o purpurado na ocasião.
O secretário de Estado Vaticano visitou também o Santuário de Nossa Senhora do Líbano e Harissa e na homilia da missa disse que “os libaneses reconstruirão o seu país, com a ajuda de amigos e com o espírito de compreensão, diálogo e convivência que sempre os distinguiu”. Recordou as dificuldades enfrentadas pelo país, a crise econômica, social e política, a pandemia da Covid-19 e a trágica explosão no porto de Beirute.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Comissão para a Vida e a Família oferece

material gratuito para Semana Nacional da Vida


O subsídio Hora da Vida será oferecido gratuitamente, neste ano, por meio do site cnpf.org.br. A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), irá disponibilizar o material para a celebração da Semana Nacional da Vida, cujo tema é “Vida: dom e compromisso”, em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2020.
“Somos convidados a viver, cada dia dessa semana, com disposição interior de levarmos o Evangelho da Vida aos corações que precisam de cuidado e atenção”, motiva o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers.
A Semana Nacional da Vida ocorre de 1º a 7 de outubro, sendo concluída no Dia do Nascituro, celebrado no dia 8. Para este período, são propostos encontros e celebrações de reflexão sobre a dignidade da vida humana do seu início até seu fim natural, principalmente por meio do subsídio Hora da Vida.
“Como aconteceu na Semana Nacional da Família 2020, a criatividade será fundamental na dinamização dos encontros. Contudo, outras ações, tais como trocas de ideias com legisladores locais ou outras autoridades sobre a temática da vida, promoção de lives com especialistas sobre temas transversais, ou tantas outras ações podem fazer com que muitas pessoas sejam atraídas para as proposições e demandas da Igreja. Que o Espírito Santo conduza cada liderança, cada família e cada grupo no trabalho de fazer da ‘Vida dom e compromisso’”, animou padre Crispim Guimarães dos Santos, assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB e secretário executivo da CNPF.
Hora da Vida
Os roteiros dos encontros contidos no Hora da Vida deste ano são baseados em textos bíblicos, na palavra do Magistério da Igreja, reflexões e, contém ainda, para cada encontro, uma experiência concreta de pessoas e/ou instituições que trabalham na defesa da vida.
São sete encontros, um para cada dia da semana, um roteiro da celebração do Dia do Nascituro, além de uma sugestão para a celebração e bênção dos profissionais da saúde no enfrentamento da Covid-19, preparado para o dia 18 de outubro, quando a Igreja faz memória de São Lucas, patrono dos médicos.
Confira os temas de cada encontro:
Encontros do Hora da Vida 2020
1º Dia – “Adoração: alegria da vida”
2º Dia – Útero: santuário da vida
3º Dia – Experiência de vida é uma bênção
4º Dia – Vigília: Jovens pela vida
5º Dia – Caminhada pela Vida: Luz de Deus!
6º Dia – Vida é missão: “Eis-me aqui!”
7º Dia – Cura: dom de Deus, missão da Igreja e dos médicos
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Papa Francisco nesta quinta:

A ciência e a fé em diálogo intenso pela conversão ecológica

“A Igreja não tem soluções prontas para propor”, mas quer agir concretamente pela proteção da Casa Comum. O Papa Francisco, ao receber nesta quinta-feira (3) um grupo de franceses leigos que atuam pela causa, ainda afirmou - em discurso entregue aos presentes - que a Igreja “quer formar consciências a fim de promover uma profunda e duradoura conversão ecológica”. Junto com a ciência, o diálogo pode ser “intenso e frutífero” para mitigar as atuais condições do planeta que parecem “catastróficas” e até “irreversíveis”.
Andressa Collet - Vatican News - A Igreja vive um ano especial de aniversário ao recordar os 5 anos da publicação da Laudato si’, do Papa Francisco, num momento propício parar rever as atitudes “dominantes, consumistas e exploradoras” diante do meio ambiente e para começar a falar, como afirma o Pontífice na encíclica, “a língua da fraternidade e da beleza da nossa relação com o mundo”. Como fez um grupo de leigos franceses empenhados pela causa da ecologia, que viajaram de Paris a Roma de ônibus, e foram recebidos pelo Papa nesta quinta-feira (3).
A delegação francesa
Entre os membros da delegação estava a atriz Juliette Binoche, vencedora de Oscar e prêmios de prestígio no cinema. Segundo o jornal francês Le Figaro, ela teria inclusive oferecido mudas da espécie Artemisia Annua, conhecida como “uma planta muito promissora para prevenir e tratar a malária”, disse a artista, muito comprometida com a luta contra o aquecimento global. Além dela, estavam presentes no grupo de 15 pessoas, líderes políticos e pesquisadores que se uniram a dom Éric de Moulins-Beaufort, presidente dos bispos franceses, “um ciclista urbano convicto”, descreveu Le Figaro.
O comprometimento concreto da Igreja
No seu discurso, preparado para a ocasião e entregue aos presentes, Francisco lembrou da motivação do encontro, no Vaticano, que acontece depois das reflexões que a Conferência Episcopal da França promoveu sobre a Laudato si’. Os leigos, que participaram da audiência, são especialistas no tema e colaboram com os bispos do país – o que deixou o Papa satisfeito pela sensibilização à “urgente” e “inquietante degradação” da Casa Comum, sobretudo diante da crise sanitária. Iniciativas que estão acontecendo em diferentes partes e de várias formas para influenciar, inclusive, “as escolhas políticas e econômicas”, já que ainda se vê muita “lentidão, inclusive passos para trás” e “há muito a ser feito”.
“Da sua parte, a Igreja Católica pretende participar plenamente do compromisso pela proteção da Casa Comum. Ela não tem soluções prontas para propor e não ignora as dificuldades das questões técnicas, econômicas e políticas em jogo, nem de todos os esforços que esse compromisso implica. Mas a Igreja quer agir concretamente onde isso é possível e, sobretudo, quer formar consciências a fim de promover uma profunda e duradoura conversão ecológica, que sozinha é capaz de responder aos importantes desafios que devemos enfrentar.”
A conversão ecológica
Embora as condições no planeta “possam parecer catastróficas e, em certas situações, até mesmo irreversíveis”, os cristãos não devem perder a esperança. O Pontífice, então, explicou ao grupo de franceses como “as convicções de fé oferecem aos cristãos grande motivação para proteger a natureza” e os irmãos mais frágeis. “Estou certo de que a ciência e a fé”, acrescentou o Papa citando a Laudato si’, “podem desenvolver um diálogo intenso e frutífero” para mitigar as graves consequências, “não somente ambientais, mas também sociais e humanas” ao maltratar o meio ambiente.
Parafraseando João Paulo II, Francisco teceu importantes ensinamentos sobre a terra e o homem criados por Deus, sobre a conexão e o respeito à estrutura natural e moral. Por isso, afirmou o Pontífice, o cristão deve respeitar a obra do Pai como “um jardim para ser cultivado e protegido”. O ser humano deve viver “em harmonia na justiça, na paz e na fraternidade, ideal evangélico proposto por Jesus”, e não considerar a natureza “unicamente como objeto de lucro e de interesses” que geram graves desigualdades e sofrimentos.
“Portanto, tudo está conectado. É a mesma indiferença, o mesmo egoísmo, a mesma ganância, o mesmo orgulho, a mesma pretensão de ser o dono e o déspota do mundo que levam o ser humano, por um lado, a destruir espécies e a saquear os recursos naturais; por outro lado, a explorar a miséria, abusar do trabalho de mulheres e crianças, a derrubar as leis da célula familiar, a não respeitar mais o direito à vida humana desde a concepção até o fim natural.”
O Papa, finalizou o discurso, indicando novamente, como já feito na Laudato si’, que a crise da modernidade, das relações humanas fundamentais, precisa ser resolvida para dar fôlego à atual situação vivida pela nossa Casa Comum:
“Não haverá nova relação com a natureza sem um ser humano novo, e é curando o coração do homem que se pode esperar curar o mundo das suas desordens, tanto sociais como ambientais.”
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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Refletindo com Dom José Francisco:

A Bíblia é nossa bússola

Não faz muito tempo, a Bíblia não fazia parte da vida de muitos católicos. Para sanar esta falha, em 1971, na Arquidiocese de Belo Horizonte, foi escolhido o mês de setembro para promover estudos bíblicos. Aos poucos, essa proposta foi se espalhando pelas dioceses do Brasil e assumida pela CNBB, que a cada ano sugere um livro da Bíblia para ser estudado durante o mês. Por que setembro? Porque é quando se celebra a memória de São Jerônimo, grande biblista na história da Igreja.
Dom José Francisco Rezende Dias
São Jerônimo (347-420) nasceu na Dalmácia e educou-se em Roma. Sabia grego, latim e hebraico, línguas imprescindíveis para o conhecimento bíblico. Viveu na Palestina como eremita. Em 379, foi ordenado sacerdote. Na figura de São Jerônimo destacam-se a austeridade, o temperamento forte, o amor à Igreja. A Bíblia foi a sua bússola.
Atualmente, além do Brasil, vários países da América Latina e África dedicam o mês de setembro à celebração da Bíblia.
Neste ano, no Mês da Bíblia, iremos estudar o livro do Deuteronômio. O texto-base quer oferecer ao leitor atual a experiência de fé daqueles que, em primeiro lugar, procuraram conhecer o que Deus queria revelar de si mesmo. É como se homens e mulheres de outrora e de agora se reunissem para conversar sobre o Deus que se revelou e se deixou conhecer. Esse texto-base é um instrumento para que as comunidades possam estudar o livro do Deuteronômio e trazê-lo para o contexto vivido.
Quando se trata da Bíblia, ainda tão desconhecida, uma das perguntas que, geralmente, são feitas é a respeito das traduções. Por que num lugar a palavra é uma, e noutro lugar a palavra é um sinônimo? Por que num lugar a linguagem é direta, e noutro a linguagem é mais trabalhada?
Vejam bem, há dezenas de edições e muitas traduções da Bíblia: existem algumas que se tornaram mais conhecidas. Seria bom que tivéssemos um exemplar de cada Bíblia em casa, para comparar as traduções. Mas os preços são impeditivos ao projeto. Assim, se você tiver uma delas, considere-se um abençoado. Se ainda não tiver, faça um esforço para adquirir. Mas, sobretudo, não a deixe empoeirada na estante ou em alguma gaveta. Seria como uma chuva que não molha a terra.
No Brasil, temos grandes traduções: A BÍBLIA DE JERUSALÉM, A BÍBLIA DO PEREGRINO, A BÍBLIA CATÓLICA DO JOVEM, A BÍBLIA das Paulinas, A BÍBLIA JOVEM – YOUCAT, A TRADUÇÃO ECUMÊNICA DA BÍBLIA e A BÍBLIA – TRADUÇÃO OFICIAL DA CNBB.
Quero destacar esta última, a BÍBLIA – TRADUÇÃO OFICIAL DA CNBB, já chamada de “BÍBLIA DA CNBB”, que foi publicada em 2018, depois de um árduo e intenso trabalho realizado por uma equipe de estudiosos. Na época, o Cardeal Sérgio da Rocha, então Presidente da CNBB, fez a apresentação, da qual destaco alguns parágrafos:
“A longa e bela história da tradução desta Bíblia, denominada, frequentemente, “Bíblia da CNBB”, é motivo de gratidão e louvor a Deus. Esta nova tradução oficial da Bíblia Sagrada tem como base documentos bíblicos originais, tomando por guia a Nova Vulgata, com novas introduções e notas explicativas. Dela sejam extraídos os textos citados nos documentos eclesiais publicados pela Igreja no Brasil. O seu uso continua a ser recomendado para os estudos bíblicos, a catequese, as reuniões, os encontros de oração e de formação, a leitura individual e comunitária. Realçamos a finalidade, almejada desde o início e ora conquistada, de oferecer uma tradução oficial da Bíblia para a proclamação da Palavra de Deus na Liturgia, no Brasil. (…)
Atenta aos ensinamentos do Papa Francisco, que convoca toda a Igreja a testemunhar a alegria do Evangelho, a CNBB tem ressaltado a urgência da animação bíblica da vida e da pastoral, na ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Esperamos que esta tradução possa contribuir para a afirmação da centralidade da Palavra de Deus, na vida das pessoas e das comunidades, especialmente na Liturgia, na Catequese e na Evangelização. A Palavra seja sempre mais acolhida, meditada, rezada, vivida e testemunhada, pessoalmente, e em comunidade, na Igreja”.
Vejam, meus irmãos, a orientação é que a tradução oficial da CNBB seja utilizada nos encontros de formação, de oração e de catequese, bem como na proclamação da Palavra de Deus, na Liturgia. Se você ainda não possui uma Bíblia, faça um esforço para adquiri-la. Se você já possui uma Bíblia e tiver condições, adquira também a Bíblia da CNBB e comece a se aprofundar na comparação das traduções.
Não faz muito tempo, a Bíblia ainda não fazia parte da vida de muitos católicos. Graças a Deus, agora faz! Como podem ver, não será por falta de opções que teremos acesso restrito ao conhecimento da Palavra que transmite vida.
A Bíblia é a nossa bússola. Com a Bíblia numa das mãos, o jornal do dia na outra, e os Sacramentos no coração, não há como alguém se perder.
“Abre tua mão para teu irmão” (Dt 15,11). Vamos ouvir muito isso no mês de setembro, Mês da Bíblia. Este é o nosso imperativo ético. Sem ele, não há terreno, não há plantio, não há colheita. Não há vida.
+ Dom José Francisco Rezende Dias
Arcebispo Metropolitano de Niterói
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Papa na Audiência desta quarta-feira:

A solidariedade é o caminho para sair melhores da crise

"Uma solidariedade guiada pela fé nos permite traduzir o amor de Deus em nossa cultura globalizada, não construindo torres ou muros que dividem e depois desabam, mas tecendo comunidades e apoiando processos de crescimento verdadeiramente humanos e sólidos."
Pátio São Dâmaso
Jackson Erpen - Vatican News -  “Ou seguimos em frente pelo caminho da solidariedade ou as coisas irão piorar. Quero repetir: de uma crise não sai como antes. A pandemia é uma crise. De uma crise, sai-se melhor ou pior. Temos que escolher. E a solidariedade é precisamente o caminho para sair melhores da crise”.
Não na Biblioteca do Palácio Apostólico como vinha sendo realizada desde março devido à pandemia, mas no Pátio São Dâmaso, que costuma testemunhar o juramento dos novos recrutas da Guarda Suíça e a chegada de presidentes acompanhados de suas delegações.
A alegria do reencontro
Na primeira Audiência pública desde o início da pandemia (a última com presença de público foi em 27 de fevereiro), Francisco demonstrava alegria pelo reencontro com os fiéis, que tiveram a oportunidade de acessar o local entrando pela Porta de Bronze. Algo inédito até então.  Logo ao descer do automóvel sob aplausos, o Santo Padre, mantendo o distanciamento social, conversou com vários fiéis que se aglomeravam junto às divisórias, usando máscaras. Um dos momentos tocantes deste reencontro, foi quando um sacerdote libanês lhe apresentou uma bandeira do País dos Cedros. Ele segurou-a, beijou-a, fazendo uma oração pelo país abalado pela explosão no porto de Beirute e por uma grave crise político-econômica. 
“Depois de tantos meses retomamos nosso encontro face a face, e não ‘tela a tela’, mas face a face”, disse o Papa com alegria ao iniciar sua catequese, sendo aplaudido pelos presentes.
E foi a eles – e a quem o acompanhava pelos meios de comunicação - que o Pontífice dedicou a quinta catequese da série “Curar o mundo”, intitulada “A solidariedade e a virtude da fé”.
Sair da crise, juntos
“A atual pandemia – começou dizendo Francisco  - pôs em evidência a nossa interdependência: estamos todos ligados uns aos outros, tanto no mal como no bem. Por conseguinte, para sairmos melhores desta crise, devemos fazê-lo juntos, juntos, não sozinhos. Sozinhos porque não se consegue. Ou se faz juntos ou não se faz. Devemos fazê-lo juntos, todos nós, em solidariedade. Gostaria de sublinhar esta palavra, solidariedade”.
Escuta carinhosa
“[Por conseguinte, para sairmos melhores desta crise, devemos fazê-lo juntos, juntos, não sozinhos. Sozinhos porque não se consegue. Ou se faz juntos ou não se faz. Devemos fazê-lo juntos, todos nós, em solidariedade. Gostaria de sublinhar esta palavra, solidariedade.]”
“Como família humana - explicou - temos uma origem comum em Deus; vivemos em uma casa comum, o planeta-jardim no qual Deus nos colocou; e temos um destino comum em Cristo. Mas quando esquecemos tudo isso – chamou a atenção - nossa interdependência torna-se a dependência de uns em relação aos outros”, aumentando a desigualdade e a marginalização; o tecido social se enfraquece e o meio ambiente se deteriora.
Neste sentido, como ensinado por São João Paulo II na Encíclica Sollicitudo rei socialis, o princípio de solidariedade torna-se mais do que nunca necessário, pois mesmo vivendo numa mesma “aldeia global”, onde tudo está interligado, nem sempre transformamos em solidariedade esta interdependência. “Há um longo caminho entre a interdependência e a solidariedade: os egoísmos – sejam individuais, nacionais e dos grupos de poder – e as rigidezes ideológicas, alimentam «estruturas de pecado»”.
Solidariedade é bem mais que simples generosidade
A palavra “solidariedade” – sublinhou Francisco – “significa muito mais do que alguns atos esporádicos de generosidade, é muito mais, supõe a criação de uma nova mentalidade que pense em termos de comunidade, de prioridade da vida de todos sobre a apropriação dos bens por parte de alguns. Isso significa solidariedade. Não é só questão de ajudar os outros, isso é muito bom fazer, mas é mais. Trata-se de justiça”. E para ser solidária, dar frutos, a interdependência “tem necessidade de fortes raízes no humano e na natureza criada por Deus, tem necessidade de respeito pelos rostos e pela terra”.
Momento da Audiência
O Pontífice recorda então as advertências da Bíblia desde o início, citando para tal a Torre de Babel, narrada no Livro do Gênesis, que descreve o que acontece quando buscamos alcançar o céu – nossa meta – ignorando a ligação com o humano, com a criação e com o Criador. Isso acontece cada vez que alguém quer subir, subir, subir, sem levar em consideração os outros:
“Construímos torres e arranha-céus, mas destruímos a comunidade. Unificamos edifícios e línguas, mas mortificamos a riqueza cultural. Queremos ser senhores da Terra, mas arruinamos a biodiversidade e o equilíbrio ecológico.”
Criar raízes no Pentecostes para confrontar a "Síndrome de Babel"
Para ilustrar esta “síndrome de Babel”, fala de um conto medieval em que, durante a construção de uma torre”, ninguém se lamentava se caía e morria um homem, mas sim se caía um tijolo, pois custava e demandava tempo e trabalho para fazê-lo:
“Um tijolo valia mais que uma vida humana. Cada um de nós pense noq eu acontece hoje. Infelizmente, algo semelhante pode acontecer também hoje. Alguma queda no mercado financeiro – vimos isso nos jornais nestes dias - é notícia em todas as agências. Milhares de pessoas caem por causa da fome, da miséria, e ninguém fala nisso.”
Neste sentido, para não repetirmos o drama da Torre de Babel, que só gerou ruptura e destruição em todos os níveis, o Senhor nos convida a criar raízes no evento de Pentecostes, que descendo do alto como vento e fogo sobre a comunidade reunida no cenáculo, “infunde sobre eles a força de Deus, os impele a sair e a anunciar a todos Jesus Senhor”:
O Espírito cria unidade na diversidade, cria harmonia. O outro não é um mero instrumento, mera “força de trabalho”, mas participa com tudo de si na construção da comunidade. São Francisco de Assis bem o sabia e animado pelo Espírito deu a todas as pessoas, ou melhor, a todas as criaturas, o nome de irmão ou irmã.
Solidariedade tem "anticorpos" para doença do individualismo
No Espírito Santo – enfatiza o Papa -  Deus se faz presente com a força do seu Espírito Santo, que inspira a fé da comunidade unida na diversidade e na solidariedade:
Atenção a todos
“Uma diversidade solidária possui os “anticorpos” para que a singularidade de cada um – que é um dom, único e irrepetível – não adoeça com o individualismo, com o egoísmo. A diversidade solidária também possui os anticorpos para curar estruturas e processos sociais que se degeneraram em sistemas de injustiça, em sistemas de opressão. Portanto, a solidariedade hoje é o caminho a percorrer em direção a um mundo pós-pandemia, para a cura de nossas doenças interpessoais e sociais. Não há outro. Ou seguimos em frente pelo caminho da solidariedade ou as coisas irão piorar. Quero repetir: de uma crise não sai como antes. A pandemia é uma crise. De uma crise, sai-se melhor ou pior. Temos que escolher. E a solidariedade é precisamente o caminho para sair melhores da crise, não com mudanças superficiais, com uma pintura por cima e tudo está bem. Não. Melhores!”
Eu penso nas necessidades dos outros?
“Em meio a crises, uma solidariedade guiada pela fé nos permite traduzir o amor de Deus em nossa cultura globalizada, não construindo torres ou muros – e quantos muros estão sendo construídos hoje - que dividem, mas depois desabam, mas tecendo comunidades e apoiando processos de crescimento verdadeiramente humanos e sólidos. E para isso ajuda a solidariedade.”
“Eu faço uma pergunta: eu penso nas necessidades dos outros? Cada um responda em seu coração.”
Em meio a crises e tempestades – disse o Papa ao concluir -  o Senhor nos interpela e nos convida a despertar e ativar essa solidariedade capaz de dar solidez, sustentação e um sentido a essas horas em que tudo parece naufragar. Que a criatividade do Espírito Santo nos encoraje a gerar novas formas de familiar hospitalidade, de fecunda fraternidade e de universal solidariedade.
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Assista:
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Francisco:
sexta-feira, Dia mundial de oração e jejum pelo Líbano
O Papa dedicou um longo tempo da Audiência Geral desta quarta-feira ao Líbano, convocando um dia de jejum e oração para a próxima sexta-feira e enviando o cardeal Pietro Parolin ao País dos Cedros naquele dia.
Vatican News - A “querida população do Líbano” voltou a merecer a atenção do Papa, desta vez ao final da Audiência Geral desta quarta-feira, 2, a primeira realizada na presença de público desde março.
Francisco dedicou quase que uma “segunda catequese” à situação vivida pelo País dos Cedros. A profunda crise sócio-política-econômica foi agravada pela catastrófica explosão no porto de Beirute no início de agosto. E recordando as palavras pronunciadas por São João Paulo II há 30 anos, afirmou:
Diante das repetidas tragédias que cada um dos habitantes desta terra conhece, tomemos consciência do extremo perigo que ameaça a própria existência do país. O Líbano não pode ser abandonado em sua solidão.
O Líbano é uma mensagem de liberdade
O Pontífice observou que “por mais de cem anos, o Líbano foi um país de esperança”, e que os libaneses “conservaram sua fé em Deus e demonstraram a capacidade de fazer de sua terra um lugar de tolerância, de respeito, de convivência, único na região”:
Acolhida e solidariedade
A afirmação de que o Líbano representa algo mais do que um Estado é profundamente verdadeira: o Líbano é uma mensagem de liberdade, é um exemplo de pluralismo tanto para o Oriente como para o Ocidente. Pelo bem do próprio país, mas também do mundo, não podemos permitir que este patrimônio se perca.
Ao povo libanês, o Santo Padre encoraja a perseverar na esperança e a encontrar energia para recomeçar. Aos políticos e aos líderes religiosos, pede para olharem para o bem comum e de se esforçarem com sinceridade e transparência na obra de reconstrução.
Fé e oração
Um apelo também é dirigido à comunidade internacional, para que ajude o país a sair desta grave crise. Já aos habitantes de Beirute, exorta a recobrarem a coragem:
Que a fé e a oração sejam a vossa força. Não abandonem suas casas e sua herança, não deixem cair o sonho daqueles que acreditaram no futuro de um país belo e próspero.
Dar o exemplo e viver a pobreza, ao lado da população
Amor e respeito
Então, um chamado aos sacerdotes, religiosos e religiosas da Igreja local, para que estejam próximos de seu povo, sendo os primeiros a dar exemplo de pobreza e humildade, “agentes de concórdia” e de “uma verdadeira cultura do encontro”. “Nada de luxo, vivam na pobreza com vosso povo. Sejam exemplo!”, pediu aos sacerdotes. “Somente olhando para o interesse comum, continua o Papa, será possível “assegurar a continuidade da presença cristã e a sua inestimável contribuição ao país, ao mundo árabe e a toda a região, num espírito de fraternidade entre todas as tradições religiosas que existem no Líbano".
O anúncio do dia de oração
Então, a convocação de um dia de oração pelo País dos Cedros, iniciativa muito aplaudida pelos presentes:
Afetuosa saudação
Gostaria de convidar a todos a viver um dia universal de oração e jejum pelo Líbano, na próxima sexta-feira, 4 de setembro. Tenho a intenção de enviar o meu representante ao Líbano naquele dia para acompanhar a população. Nesse dia, o secretário de Estado irá em meu nome. E ele irá, para expressar minha proximidade e solidariedade. Ofereçamos nossas orações por todo o Líbano e por Beirute. Estamos próximos também com o compromisso concreto da caridade, como em outras ocasiões semelhantes. Convido também os irmãos e irmãs de outras confissões e tradições religiosas a se unirem a esta iniciativa nas modalidades que considerarem mais adequada, mas todos juntos.
O agradecimento do sacerdote libanês
“Obrigado, Santidade. Precisamos muito do seu apoio e do apoio da Igreja universal para dizer: “Não podemos continuar a viver assim no Líbano”. Até agora, mais de trezentos mil cristãos apresentaram seus documentos para a emigração. Precisamos de sua oração, de seu apoio e de seu amor fraternal. E o esperamos para abençoar nossa amada terra. Obrigado Santidade. Muito obrigado.”
Ao final, o pedido de intercessão à Virgem Maria e o convite a todos para se levantarem para um momento de oração silenciosa pelo Líbano.  
E então, em um momento muito tocante, as palavras de agradecimento do sacerdote libanês, padre Georges Braydi, que segurando uma bandeira do Líbano esteve ao lado do Papa Francisco durante os apelos pelo seu país.
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Testemunho do Pe. Georges Braydi:
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terça-feira, 1 de setembro de 2020

Para refletir

A importância da Igreja Católica para a humanidade



Muito já se falou sobre esse tema. Milhares de livros e tratados em todas as partes do mundo e em diferentes épocas discorreram sobre o papel fundamental da Igreja para a história humana. Nessa breve reflexão, queremos apenas recordar alguns pontos sobre o assunto.
A Igreja é uma instituição fundada por Jesus Cristo e constituída por homens e mulheres com suas virtudes e fraquezas. A Igreja somos todos nós que professamos nossa fé no Mestre de Nazaré e procuramos seguir os seus ensinamentos. Toda pessoa, seja ela católica ou não, crente ou agnóstica, que visitar com isenção a História da Igreja, não deixará de reconhecer o imenso bem que ela fez e faz a serviço da humanidade e, de modo especial, na atenção e cuidado com os mais pobres.
Em toda sua existência a Igreja Católica se fez presente onde o poder público nem sempre chega com políticas públicas que atendam àqueles que mais necessitam. Seja nos países mais pobres ou nos em desenvolvimento, sua ação promocional e caritativa é responsável pela preservação, defesa e promoção da vida em todas as suas etapas. Milhares de instituições sociais presentes no mundo todo foram criadas pelos seus membros, assistindo milhões de pessoas.
Em todas as áreas das atividades humanas a Igreja foi e continua sendo uma das instituições mais importantes, para não dizer a mais importante, na construção e transmissão do conhecimento em prol de toda humanidade. Em uma rápida busca pelas maiores e mais destacadas universidades do planeta constataremos que elas foram fundadas pela Igreja na Idade Média e muitas delas continuam beneficiando ainda hoje milhões de seres humanos.
A título de exemplo, vale citar que das mais de setenta universidades criadas à época, 47 o foram com o aval da Santa Sé.  Num período aproximado de 250 anos, foram fundadas centenas de universidades. Na França, Montepellier, Orleans, Toulouse, Anger Gray, Pont-à-Mousson, Lyon, Parmiers, Sorbonne e Cabors; na Itália: Bolonha, Salerno, Pádua, Nápoles e Palerno, na Inglaterra, Oxford, nascida das Abadias de Santa Frideswide e de Oxevey e Cambridge; Praga na Boêmia, Cracóvia, Viena, Heidelberg; na Espanha, Salamanca; em Portugal, Coimbra. Todas elas, centros de significativa vida intelectual, foram fundadas pela Igreja. Isso só na Idade Média, vale repetir.
E no correr do tempo, um enorme número de instituições de ensino marcou a vida de centenas de gerações. E hoje a Igreja continua presente com sua credibilidade no campo do conhecimento e da educação. São aproximadamente 120 universidades pontifícias no mundo, sendo 20 no Brasil, e outros tantos centros universitários, faculdades e institutos superiores, além de inúmeras escolas que atendem crianças e jovens, construindo valores humanos, éticos e cristãos.
Mas acima de tudo e em primeiro lugar, a maior contribuição da Igreja para a humanidade reside no testemunho dos ensinamentos de seu fundador Jesus Cristo, o Filho de Deus. Regada pelo sangue dos milhões de mártires de todas as épocas e fortalecida pela vida dos santos, reconhecidos e anônimos, a Igreja continua sua missão, ser instrumento da construção do Reino de Deus, que promove a Justiça, o Amor e a Paz a serviço de todos os habitantes da terra.
                                                                                                                  Luiz Gonzaga da Rosa


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Papa Francisco:

A criação geme, a pandemia é uma encruzilhada

“A desintegração da biodiversidade, o aumento vertiginoso de catástrofes climáticas, o impacto desproporcionado que tem a pandemia atual sobre os mais pobres e frágeis são sinais de alarme perante a avidez desenfreada do consumo", afirma o Papa em sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pela Criação.
Bianca Fraccalvieri – Vatican News - O dia 1o de setembro assinala, para a família cristã, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação; e com ele se abre o Tempo da Criação que se conclui no dia 4 de outubro, memória de São Francisco de Assis.
Durante este período, os cristãos renovam em todo o mundo a fé em Deus criador e unem-se de maneira especial na oração e na ação pela preservação da casa comum.
Inaugurando este Tempo da Criação, foi divulgada a mensagem do Papa Francisco, cujo tema é «Jubileu pela Terra», tendo em vista que se celebra precisamente este ano o quinquagésimo aniversário do Dia da Terra.
Na Sagrada Escritura, recorda o Pontífice, o Jubileu é um tempo sagrado para recordar, regressar, repousar, restaurar e rejubilar.
Um tempo para recordar
Para Francisco, é preciso recordar a vocação primordial da criação: ser e prosperar como comunidade de amor. Isso remete a um dos ensinamentos da Laudato Si: tudo está interligado e “o cuidado autêntico da nossa própria vida e das nossas relações com a natureza é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos outros» (LS, 70).
Um tempo para regressar
Todavia, constata o Pontífice, quebramos os laços que nos uniam ao Criador, aos outros seres humanos e ao resto da criação.
O Jubileu é um tempo de regresso a Deus, é tempo de partilha, escreve o Papa, e nos convida a pensar novamente nos outros, especialmente nos pobres e vulneráveis.
“O Jubileu é um tempo para dar liberdade aos oprimidos e a quantos estão acorrentados aos grilhões das várias formas de escravidão moderna, nomeadamente o tráfico de pessoas e o trabalho infantil.”
Não somos patrões, mas parte da rede interligada da vida. O convite de Francisco é ouvir o pulsar da criação:
“A desintegração da biodiversidade, o aumento vertiginoso de catástrofes climáticas, o impacto desproporcionado que tem a pandemia atual sobre os mais pobres e frágeis são sinais de alarme perante a avidez desenfreada do consumo.”
A terra é lugar de oração e meditação, algo que podemos aprender especialmente dos irmãos e irmãs indígenas.
Um tempo para repousar
Deus, na sua sabedoria, reservou o dia de sábado para que a terra e os seus habitantes pudessem descansar e restaurar-se. Hoje, porém, não oferecemos este descanso ao planeta com ciclo incessante de produção.
A pandemia atual nos deu a possibilidade de constatar que a Terra consegue recuperar se a deixarmos descansar: o ar tornou-se mais puro, as águas mais transparentes, as espécies animais voltaram para muitos lugares de onde tinham desaparecido.
Portanto, a pandemia nos levou a uma encruzilhada: “Devemos aproveitar este momento decisivo para acabar com atividades e objetivos supérfluos e destrutivos, e cultivar valores, vínculos e projetos criadores”.
Um tempo para restaurar
Ao cultivar valores, podemos curar relações humanas comprometidas e restabelecer relações sociais equitativas. Isso significa não ignorar a história de exploração do Sul do planeta, que provocou um enorme deficit ecológico, devido principalmente à depredação dos recursos.
“É o tempo de uma justiça reparadora. A este respeito, renovo o meu apelo para se cancelar a dívida dos países mais frágeis, à luz do grave impacto das crises sanitárias, sociais e econômicas que aqueles têm de enfrentar na sequência do vírus Covid-19.”
De igual modo, prossegue Francisco, é preciso restaurar a terra e restabelecer o equilíbrio climático para manter o aumento da temperatura média global abaixo do limite de 1,5 graus centígrados.
A este ponto da mensagem, o Pontífice pede respeito aos inúmeros esforços da comunidade internacional para se chegar a um consenso, como o Acordo de Paris sobre o Clima, a Cúpula do Clima em Glasgow e a da Biodiversidade de Kunming, na China.
De modo especial, o Santo Padre pede a proteção das comunidades indígenas de empresas, particularmente multinacionais, que depredam seu habitat.
Um tempo para rejubilar
Francisco conclui recordando que Jubileu também é momento de festa, constituído hoje pela mobilização de periferias em prol da proteção da casa comum.
“É uma alegria ver tantos jovens e comunidades, especialmente indígenas, na linha da frente para dar resposta à crise ecológica”. “cientes de que «as coisas podem mudar”, escreve o Papa.
Outro motivo de alegria é o Ano especial de aniversário da Laudato si' e o fortalecimento da consciência ecumênica para a salvaguarda da criação.
“Alegremo-nos porque o Criador, no seu amor, sustenta os nossos humildes esforços em prol da Terra. Esta é também a casa de Deus, onde a sua Palavra «Se fez carne e veio habitar conosco» (Jo 1, 14), o lugar que a efusão do Espírito Santo renova sem cessar.”
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                                                                                                                            Fonte: vaticannews.va