Que o Líbano realize sua vocação de mensagem de paz
O cardeal Pietro
Parolin falou ao povo libanês na breve mensagem do Papa Francisco llida, em
Beirute, na qual se sente o amor do Santo Padre e o amor e a predileção de Deus
por este país.
Mariangela
Jaguraba - Vatican News - O secretário de
Estado, cardeal Pietro Parolin, leu a mensagem do Papa Francisco, em Beirute,
no âmbito do Dia Universal de Oração e Jejum pelo Líbano, convocado para esta
sexta-feira (04/09).
Circundado de
microfones e ao som de buzinas de carros, o purpurado falou ao povo libanês
nesta breve mensagem na qual se sente o amor do Papa Francisco e o amor e a
predileção de Deus por este país que mais uma vez enfrenta um momento difícil
de sua história.
Eis a mensagem do
Papa lida pelo cardeal Parolin.
«Conheço os
projetos que fiz para vocês», diz o Senhor, Projetos de paz e não de desventura
para conceder-lhes um futuro cheio de esperança. Senhor, acreditamos que você
manterá a sua palavra para realizá-la e esperamos contra toda esperança ou
desgraça. Agradecemos-lhe pelo seu amor que se expressou através da
solidariedade de muitos. Confiamos-lhe o nosso país, o Líbano, com seu povo, os
seus líderes religiosos e políticos e os seus jovens. Que ele realize a sua
vocação de mensagem de paz e fraternidade à qual você o chamou. Amém.
O cardeal Parolin
chegou a Beirute nesta quinta-feira (03/09), e se encontrou com os líderes
religiosos na Catedral Maronita de São Jorge. “Juntos podemos vencer a
violência e todas as formas de autoritarismo, promovendo uma cidadania inclusiva
baseada no respeito dos direitos e deveres fundamentais”, disse o purpurado na
ocasião.
O secretário de
Estado Vaticano visitou também o Santuário de Nossa Senhora do Líbano e Harissa
e na homilia da missa disse que “os libaneses reconstruirão o seu país, com a
ajuda de amigos e com o espírito de compreensão, diálogo e convivência que
sempre os distinguiu”. Recordou as dificuldades enfrentadas pelo país, a crise
econômica, social e política, a pandemia da Covid-19 e a trágica explosão no
porto de Beirute.
O subsídio Hora
da Vida será oferecido gratuitamente, neste ano, por meio do site
cnpf.org.br. A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Nacional
da Pastoral Familiar (CNPF), irá disponibilizar o material para a celebração da
Semana Nacional da Vida, cujo tema é “Vida: dom e compromisso”, em
sintonia com a Campanha da Fraternidade 2020.
“Somos convidados
a viver, cada dia dessa semana, com disposição interior de levarmos o Evangelho
da Vida aos corações que precisam de cuidado e atenção”, motiva o bispo de Rio
Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família
da CNBB, dom Ricardo Hoepers.
A Semana Nacional
da Vida ocorre de 1º a 7 de outubro, sendo concluída no Dia do Nascituro,
celebrado no dia 8. Para este período, são propostos encontros e celebrações de
reflexão sobre a dignidade da vida humana do seu início até seu fim natural,
principalmente por meio do subsídio Hora da Vida.
“Como aconteceu na
Semana Nacional da Família 2020, a criatividade será fundamental na dinamização
dos encontros. Contudo, outras ações, tais como trocas de ideias com
legisladores locais ou outras autoridades sobre a temática da vida, promoção de
lives com especialistas sobre temas transversais, ou tantas outras ações podem
fazer com que muitas pessoas sejam atraídas para as proposições e demandas da
Igreja. Que o Espírito Santo conduza cada liderança, cada família e cada grupo
no trabalho de fazer da ‘Vida dom e compromisso’”, animou padre Crispim
Guimarães dos Santos, assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da
CNBB e secretário executivo da CNPF.
Hora da Vida
Os roteiros dos
encontros contidos no Hora da Vida deste ano são baseados em textos bíblicos,
na palavra do Magistério da Igreja, reflexões e, contém ainda, para cada
encontro, uma experiência concreta de pessoas e/ou instituições que trabalham
na defesa da vida.
São sete
encontros, um para cada dia da semana, um roteiro da celebração do Dia do
Nascituro, além de uma sugestão para a celebração e bênção dos profissionais da
saúde no enfrentamento da Covid-19, preparado para o dia 18 de outubro, quando
a Igreja faz memória de São Lucas, patrono dos médicos.
Confira os temas
de cada encontro:
Encontros do Hora
da Vida 2020
1º Dia – “Adoração:
alegria da vida”
2º Dia – Útero:
santuário da vida
3º Dia – Experiência
de vida é uma bênção
4º Dia –
Vigília: Jovens pela vida
5º Dia – Caminhada
pela Vida: Luz de Deus!
6º Dia – Vida
é missão: “Eis-me aqui!”
7º Dia – Cura:
dom de Deus, missão da Igreja e dos médicos
A ciência e a fé em diálogo intenso pela conversão ecológica
“A Igreja não tem
soluções prontas para propor”, mas quer agir concretamente pela proteção da
Casa Comum. O Papa Francisco, ao receber nesta quinta-feira (3) um grupo de
franceses leigos que atuam pela causa, ainda afirmou - em discurso entregue aos
presentes - que a Igreja “quer formar consciências a fim de promover uma
profunda e duradoura conversão ecológica”. Junto com a ciência, o diálogo pode
ser “intenso e frutífero” para mitigar as atuais condições do planeta que
parecem “catastróficas” e até “irreversíveis”.
Andressa Collet -
Vatican News - A Igreja vive um ano especial de aniversário ao recordar os 5
anos da publicação da Laudato si’, do Papa Francisco, num momento propício
parar rever as atitudes “dominantes, consumistas e exploradoras” diante do meio
ambiente e para começar a falar, como afirma o Pontífice na encíclica, “a
língua da fraternidade e da beleza da nossa relação com o mundo”. Como fez um
grupo de leigos franceses empenhados pela causa da ecologia, que viajaram de
Paris a Roma de ônibus, e foram recebidos pelo Papa nesta quinta-feira (3).
A delegação
francesa
Entre os membros
da delegação estava a atriz Juliette Binoche, vencedora de Oscar e prêmios de
prestígio no cinema. Segundo o jornal francês Le Figaro, ela teria inclusive oferecido
mudas da espécie Artemisia Annua, conhecida como “uma planta muito promissora
para prevenir e tratar a malária”, disse a artista, muito comprometida com a
luta contra o aquecimento global. Além dela, estavam presentes no grupo de 15
pessoas, líderes políticos e pesquisadores que se uniram a dom Éric de
Moulins-Beaufort, presidente dos bispos franceses, “um ciclista urbano
convicto”, descreveu Le Figaro.
O comprometimento
concreto da Igreja
No seu discurso,
preparado para a ocasião e entregue aos presentes, Francisco lembrou da
motivação do encontro, no Vaticano, que acontece depois das reflexões que a
Conferência Episcopal da França promoveu sobre a Laudato si’. Os leigos, que
participaram da audiência, são especialistas no tema e colaboram com os bispos
do país – o que deixou o Papa satisfeito pela sensibilização à “urgente” e
“inquietante degradação” da Casa Comum, sobretudo diante da crise sanitária.
Iniciativas que estão acontecendo em diferentes partes e de várias formas para
influenciar, inclusive, “as escolhas políticas e econômicas”, já que ainda se
vê muita “lentidão, inclusive passos para trás” e “há muito a ser feito”.
“Da sua parte, a
Igreja Católica pretende participar plenamente do compromisso pela proteção da
Casa Comum. Ela não tem soluções prontas para propor e não ignora as
dificuldades das questões técnicas, econômicas e políticas em jogo, nem de
todos os esforços que esse compromisso implica. Mas a Igreja quer agir
concretamente onde isso é possível e, sobretudo, quer formar consciências a fim
de promover uma profunda e duradoura conversão ecológica, que sozinha é capaz
de responder aos importantes desafios que devemos enfrentar.”
A conversão
ecológica
Embora as
condições no planeta “possam parecer catastróficas e, em certas situações, até
mesmo irreversíveis”, os cristãos não devem perder a esperança. O Pontífice,
então, explicou ao grupo de franceses como “as convicções de fé oferecem aos
cristãos grande motivação para proteger a natureza” e os irmãos mais frágeis.
“Estou certo de que a ciência e a fé”, acrescentou o Papa citando a Laudato
si’, “podem desenvolver um diálogo intenso e frutífero” para mitigar as graves
consequências, “não somente ambientais, mas também sociais e humanas” ao
maltratar o meio ambiente.
Parafraseando João
Paulo II, Francisco teceu importantes ensinamentos sobre a terra e o homem
criados por Deus, sobre a conexão e o respeito à estrutura natural e moral. Por
isso, afirmou o Pontífice, o cristão deve respeitar a obra do Pai como “um
jardim para ser cultivado e protegido”. O ser humano deve viver “em harmonia na
justiça, na paz e na fraternidade, ideal evangélico proposto por Jesus”, e não
considerar a natureza “unicamente como objeto de lucro e de interesses” que
geram graves desigualdades e sofrimentos.
“Portanto, tudo
está conectado. É a mesma indiferença, o mesmo egoísmo, a mesma ganância, o
mesmo orgulho, a mesma pretensão de ser o dono e o déspota do mundo que levam o
ser humano, por um lado, a destruir espécies e a saquear os recursos naturais;
por outro lado, a explorar a miséria, abusar do trabalho de mulheres e
crianças, a derrubar as leis da célula familiar, a não respeitar mais o direito
à vida humana desde a concepção até o fim natural.”
O Papa, finalizou
o discurso, indicando novamente, como já feito na Laudato si’, que a crise da
modernidade, das relações humanas fundamentais, precisa ser resolvida para dar
fôlego à atual situação vivida pela nossa Casa Comum:
“Não haverá nova
relação com a natureza sem um ser humano novo, e é curando o coração do homem
que se pode esperar curar o mundo das suas desordens, tanto sociais como
ambientais.”
Não faz muito
tempo, a Bíblia não fazia parte da vida de muitos católicos. Para sanar esta
falha, em 1971, na Arquidiocese de Belo Horizonte, foi escolhido o mês de
setembro para promover estudos bíblicos. Aos poucos, essa proposta foi se
espalhando pelas dioceses do Brasil e assumida pela CNBB, que a cada ano sugere
um livro da Bíblia para ser estudado durante o mês. Por que setembro? Porque é
quando se celebra a memória de São Jerônimo, grande biblista na história da
Igreja.
Dom José Francisco Rezende Dias
São Jerônimo
(347-420) nasceu na Dalmácia e educou-se em Roma. Sabia grego, latim e
hebraico, línguas imprescindíveis para o conhecimento bíblico. Viveu na
Palestina como eremita. Em 379, foi ordenado sacerdote. Na figura de São
Jerônimo destacam-se a austeridade, o temperamento forte, o amor à Igreja. A
Bíblia foi a sua bússola.
Atualmente, além
do Brasil, vários países da América Latina e África dedicam o mês de setembro à
celebração da Bíblia.
Neste ano, no Mês
da Bíblia, iremos estudar o livro do Deuteronômio. O texto-base quer oferecer
ao leitor atual a experiência de fé daqueles que, em primeiro lugar, procuraram
conhecer o que Deus queria revelar de si mesmo. É como se homens e mulheres de
outrora e de agora se reunissem para conversar sobre o Deus que se revelou e se
deixou conhecer. Esse texto-base é um instrumento para que as comunidades
possam estudar o livro do Deuteronômio e trazê-lo para o contexto vivido.
Quando se trata da
Bíblia, ainda tão desconhecida, uma das perguntas que, geralmente, são feitas é
a respeito das traduções. Por que num lugar a palavra é uma, e noutro lugar a
palavra é um sinônimo? Por que num lugar a linguagem é direta, e noutro a
linguagem é mais trabalhada?
Vejam bem, há
dezenas de edições e muitas traduções da Bíblia: existem algumas que se
tornaram mais conhecidas. Seria bom que tivéssemos um exemplar de cada Bíblia
em casa, para comparar as traduções. Mas os preços são impeditivos ao projeto.
Assim, se você tiver uma delas, considere-se um abençoado. Se ainda não tiver,
faça um esforço para adquirir. Mas, sobretudo, não a deixe empoeirada na
estante ou em alguma gaveta. Seria como uma chuva que não molha a terra.
No Brasil, temos
grandes traduções: A BÍBLIA DE JERUSALÉM, A BÍBLIA DO PEREGRINO, A BÍBLIA
CATÓLICA DO JOVEM, A BÍBLIA das Paulinas, A BÍBLIA JOVEM – YOUCAT, A TRADUÇÃO
ECUMÊNICA DA BÍBLIA e A BÍBLIA – TRADUÇÃO OFICIAL DA CNBB.
Quero destacar
esta última, a BÍBLIA – TRADUÇÃO OFICIAL DA CNBB, já chamada de “BÍBLIA DA
CNBB”, que foi publicada em 2018, depois de um árduo e intenso trabalho
realizado por uma equipe de estudiosos. Na época, o Cardeal Sérgio da Rocha,
então Presidente da CNBB, fez a apresentação, da qual destaco alguns
parágrafos:
“A longa e bela
história da tradução desta Bíblia, denominada, frequentemente, “Bíblia da
CNBB”, é motivo de gratidão e louvor a Deus. Esta nova tradução oficial da
Bíblia Sagrada tem como base documentos bíblicos originais, tomando por guia
a Nova Vulgata, com novas introduções e notas explicativas. Dela sejam
extraídos os textos citados nos documentos eclesiais publicados pela Igreja no
Brasil. O seu uso continua a ser recomendado para os estudos bíblicos, a
catequese, as reuniões, os encontros de oração e de formação, a leitura
individual e comunitária. Realçamos a finalidade, almejada desde o início e ora
conquistada, de oferecer uma tradução oficial da Bíblia para a proclamação da
Palavra de Deus na Liturgia, no Brasil. (…)
Atenta aos
ensinamentos do Papa Francisco, que convoca toda a Igreja a testemunhar a
alegria do Evangelho, a CNBB tem ressaltado a urgência da animação bíblica da
vida e da pastoral, na ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Esperamos que
esta tradução possa contribuir para a afirmação da centralidade da Palavra de
Deus, na vida das pessoas e das comunidades, especialmente na Liturgia, na
Catequese e na Evangelização. A Palavra seja sempre mais acolhida, meditada,
rezada, vivida e testemunhada, pessoalmente, e em comunidade, na Igreja”.
Vejam, meus
irmãos, a orientação é que a tradução oficial da CNBB seja utilizada nos
encontros de formação, de oração e de catequese, bem como na proclamação da
Palavra de Deus, na Liturgia. Se você ainda não possui uma Bíblia, faça um
esforço para adquiri-la. Se você já possui uma Bíblia e tiver condições,
adquira também a Bíblia da CNBB e comece a se aprofundar na comparação das
traduções.
Não faz muito
tempo, a Bíblia ainda não fazia parte da vida de muitos católicos. Graças a
Deus, agora faz! Como podem ver, não será por falta de opções que teremos
acesso restrito ao conhecimento da Palavra que transmite vida.
A Bíblia é a nossa
bússola. Com a Bíblia numa das mãos, o jornal do dia na outra, e os Sacramentos
no coração, não há como alguém se perder.
“Abre tua mão para
teu irmão” (Dt 15,11). Vamos ouvir muito isso no mês de setembro, Mês da
Bíblia. Este é o nosso imperativo ético. Sem ele, não há terreno, não há
plantio, não há colheita. Não há vida.
A solidariedade é o caminho para sair melhores da crise
"Uma
solidariedade guiada pela fé nos permite traduzir o amor de Deus em nossa
cultura globalizada, não construindo torres ou muros que dividem e depois
desabam, mas tecendo comunidades e apoiando processos de crescimento
verdadeiramente humanos e sólidos."
Pátio São Dâmaso
Jackson Erpen -
Vatican News - “Ou seguimos em frente
pelo caminho da solidariedade ou as coisas irão piorar. Quero repetir: de uma
crise não sai como antes. A pandemia é uma crise. De uma crise, sai-se melhor
ou pior. Temos que escolher. E a solidariedade é precisamente o caminho para
sair melhores da crise”.
Não na Biblioteca
do Palácio Apostólico como vinha sendo realizada desde março devido à pandemia,
mas no Pátio São Dâmaso, que costuma testemunhar o juramento dos novos recrutas
da Guarda Suíça e a chegada de presidentes acompanhados de suas delegações.
A alegria do
reencontro
Na primeira
Audiência pública desde o início da pandemia (a última com presença de público
foi em 27 de fevereiro), Francisco demonstrava alegria pelo reencontro com os
fiéis, que tiveram a oportunidade de acessar o local entrando pela Porta de
Bronze. Algo inédito até então. Logo ao descer do automóvel sob aplausos,
o Santo Padre, mantendo o distanciamento social, conversou com vários fiéis que
se aglomeravam junto às divisórias, usando máscaras. Um dos momentos tocantes
deste reencontro, foi quando um sacerdote libanês lhe apresentou uma bandeira
do País dos Cedros. Ele segurou-a, beijou-a, fazendo uma oração pelo país
abalado pela explosão no porto de Beirute e por uma grave crise
político-econômica.
“Depois de tantos
meses retomamos nosso encontro face a face, e não ‘tela a tela’, mas face a
face”, disse o Papa com alegria ao iniciar sua catequese, sendo aplaudido pelos
presentes.
E foi a eles – e a
quem o acompanhava pelos meios de comunicação - que o Pontífice dedicou a
quinta catequese da série “Curar o mundo”, intitulada “A solidariedade e a
virtude da fé”.
Sair da crise,
juntos
“A atual pandemia
– começou dizendo Francisco - pôs em evidência a nossa interdependência:
estamos todos ligados uns aos outros, tanto no mal como no bem. Por
conseguinte, para sairmos melhores desta crise, devemos fazê-lo juntos, juntos,
não sozinhos. Sozinhos porque não se consegue. Ou se faz juntos ou não se faz.
Devemos fazê-lo juntos, todos nós, em solidariedade. Gostaria de sublinhar
esta palavra, solidariedade”.
Escuta carinhosa
“[Por
conseguinte, para sairmos melhores desta crise, devemos fazê-lo juntos, juntos,
não sozinhos. Sozinhos porque não se consegue. Ou se faz juntos ou não se faz.
Devemos fazê-lo juntos, todos nós, em solidariedade. Gostaria de sublinhar esta
palavra, solidariedade.]”
“Como família
humana - explicou - temos uma origem comum em Deus; vivemos em uma casa comum,
o planeta-jardim no qual Deus nos colocou; e temos um destino comum em Cristo.
Mas quando esquecemos tudo isso – chamou a atenção - nossa interdependência
torna-se a dependência de uns em relação aos outros”, aumentando a desigualdade
e a marginalização; o tecido social se enfraquece e o meio ambiente se
deteriora.
Neste sentido,
como ensinado por São João Paulo II na Encíclica Sollicitudo
rei socialis, o princípio de solidariedade torna-se mais do que nunca
necessário, pois mesmo vivendo numa mesma “aldeia global”, onde tudo está
interligado, nem sempre transformamos em solidariedade esta interdependência.
“Há um longo caminho entre a interdependência e a solidariedade: os egoísmos –
sejam individuais, nacionais e dos grupos de poder – e as rigidezes
ideológicas, alimentam «estruturas de pecado»”.
Solidariedade é
bem mais que simples generosidade
A palavra
“solidariedade” – sublinhou Francisco – “significa muito mais do que alguns
atos esporádicos de generosidade, é muito mais, supõe a criação de uma nova
mentalidade que pense em termos de comunidade, de prioridade da vida de todos
sobre a apropriação dos bens por parte de alguns. Isso significa solidariedade.
Não é só questão de ajudar os outros, isso é muito bom fazer, mas é mais.
Trata-se de justiça”. E para ser solidária, dar frutos, a interdependência “tem
necessidade de fortes raízes no humano e na natureza criada por Deus, tem
necessidade de respeito pelos rostos e pela terra”.
Momento da Audiência
O Pontífice
recorda então as advertências da Bíblia desde o início, citando para tal a
Torre de Babel, narrada no Livro do Gênesis, que descreve o que acontece quando
buscamos alcançar o céu – nossa meta – ignorando a ligação com o humano, com a
criação e com o Criador. Isso acontece cada vez que alguém quer subir, subir,
subir, sem levar em consideração os outros:
“Construímos
torres e arranha-céus, mas destruímos a comunidade. Unificamos edifícios e
línguas, mas mortificamos a riqueza cultural. Queremos ser senhores da Terra,
mas arruinamos a biodiversidade e o equilíbrio ecológico.”
Criar raízes no
Pentecostes para confrontar a "Síndrome de Babel"
Para ilustrar esta
“síndrome de Babel”, fala de um conto medieval em que, durante a construção de
uma torre”, ninguém se lamentava se caía e morria um homem, mas sim se caía um
tijolo, pois custava e demandava tempo e trabalho para fazê-lo:
“Um tijolo valia
mais que uma vida humana. Cada um de nós pense noq eu acontece hoje.
Infelizmente, algo semelhante pode acontecer também hoje. Alguma queda no
mercado financeiro – vimos isso nos jornais nestes dias - é notícia em todas as
agências. Milhares de pessoas caem por causa da fome, da miséria, e ninguém
fala nisso.”
Neste sentido,
para não repetirmos o drama da Torre de Babel, que só gerou ruptura e
destruição em todos os níveis, o Senhor nos convida a criar raízes no evento de
Pentecostes, que descendo do alto como vento e fogo sobre a comunidade reunida
no cenáculo, “infunde sobre eles a força de Deus, os impele a sair e a anunciar
a todos Jesus Senhor”:
O Espírito cria
unidade na diversidade, cria harmonia. O outro não é um mero instrumento, mera
“força de trabalho”, mas participa com tudo de si na construção da comunidade.
São Francisco de Assis bem o sabia e animado pelo Espírito deu a todas as
pessoas, ou melhor, a todas as criaturas, o nome de irmão ou irmã.
Solidariedade tem
"anticorpos" para doença do individualismo
No Espírito Santo
– enfatiza o Papa - Deus se faz presente com a força do seu Espírito
Santo, que inspira a fé da comunidade unida na diversidade e na solidariedade:
Atenção a todos
“Uma diversidade
solidária possui os “anticorpos” para que a singularidade de cada um – que é um
dom, único e irrepetível – não adoeça com o individualismo, com o egoísmo. A
diversidade solidária também possui os anticorpos para curar estruturas e
processos sociais que se degeneraram em sistemas de injustiça, em sistemas de
opressão. Portanto, a solidariedade hoje é o caminho a percorrer em direção a
um mundo pós-pandemia, para a cura de nossas doenças interpessoais e sociais.
Não há outro. Ou seguimos em frente pelo caminho da solidariedade ou as coisas
irão piorar. Quero repetir: de uma crise não sai como antes. A pandemia é uma
crise. De uma crise, sai-se melhor ou pior. Temos que escolher. E a
solidariedade é precisamente o caminho para sair melhores da crise, não com
mudanças superficiais, com uma pintura por cima e tudo está bem. Não.
Melhores!”
Eu penso nas
necessidades dos outros?
“Em meio a crises,
uma solidariedade guiada pela fé nos permite traduzir o amor de Deus em nossa
cultura globalizada, não construindo torres ou muros – e quantos muros estão
sendo construídos hoje - que dividem, mas depois desabam, mas tecendo
comunidades e apoiando processos de crescimento verdadeiramente humanos e
sólidos. E para isso ajuda a solidariedade.”
“Eu faço uma
pergunta: eu penso nas necessidades dos outros? Cada um responda em seu
coração.”
Em meio a crises e
tempestades – disse o Papa ao concluir - o Senhor nos interpela e nos
convida a despertar e ativar essa solidariedade capaz de dar solidez,
sustentação e um sentido a essas horas em que tudo parece naufragar. Que a
criatividade do Espírito Santo nos encoraje a gerar novas formas de familiar
hospitalidade, de fecunda fraternidade e de universal solidariedade.
sexta-feira,
Dia mundial de oração e jejum pelo Líbano
O Papa dedicou um
longo tempo da Audiência Geral desta quarta-feira ao Líbano, convocando um dia
de jejum e oração para a próxima sexta-feira e enviando o cardeal Pietro
Parolin ao País dos Cedros naquele dia.
Vatican News -A “querida população
do Líbano” voltou a merecer a atenção do Papa, desta vez ao final da Audiência
Geral desta quarta-feira, 2, a primeira realizada na presença de público desde
março.
Francisco dedicou
quase que uma “segunda catequese” à situação vivida pelo País dos Cedros. A
profunda crise sócio-política-econômica foi agravada pela catastrófica explosão
no porto de Beirute no início de agosto. E recordando as palavras pronunciadas
por São João Paulo II há 30 anos, afirmou:
Diante das
repetidas tragédias que cada um dos habitantes desta terra conhece, tomemos
consciência do extremo perigo que ameaça a própria existência do país. O Líbano
não pode ser abandonado em sua solidão.
O Líbano é uma
mensagem de liberdade
O Pontífice
observou que “por mais de cem anos, o Líbano foi um país de esperança”, e que
os libaneses “conservaram sua fé em Deus e demonstraram a capacidade de fazer
de sua terra um lugar de tolerância, de respeito, de convivência, único na
região”:
Acolhida e solidariedade
A afirmação de que
o Líbano representa algo mais do que um Estado é profundamente verdadeira: o
Líbano é uma mensagem de liberdade, é um exemplo de pluralismo tanto para o
Oriente como para o Ocidente. Pelo bem do próprio país, mas também do mundo,
não podemos permitir que este patrimônio se perca.
Ao povo libanês, o
Santo Padre encoraja a perseverar na esperança e a encontrar energia para
recomeçar. Aos políticos e aos líderes religiosos, pede para olharem para o bem
comum e de se esforçarem com sinceridade e transparência na obra de
reconstrução.
Fé e oração
Um apelo também é
dirigido à comunidade internacional, para que ajude o país a sair desta grave
crise. Já aos habitantes de Beirute, exorta a recobrarem a coragem:
Que a fé e a
oração sejam a vossa força. Não abandonem suas casas e sua herança, não deixem cair
o sonho daqueles que acreditaram no futuro de um país belo e próspero.
Dar o exemplo e
viver a pobreza, ao lado da população
Amor e respeito
Então, um chamado
aos sacerdotes, religiosos e religiosas da Igreja local, para que estejam
próximos de seu povo, sendo os primeiros a dar exemplo de pobreza e humildade,
“agentes de concórdia” e de “uma verdadeira cultura do encontro”. “Nada de
luxo, vivam na pobreza com vosso povo. Sejam exemplo!”, pediu aos sacerdotes.
“Somente olhando para o interesse comum, continua o Papa, será possível
“assegurar a continuidade da presença cristã e a sua inestimável contribuição
ao país, ao mundo árabe e a toda a região, num espírito de fraternidade entre
todas as tradições religiosas que existem no Líbano".
O anúncio do dia
de oração
Então, a
convocação de um dia de oração pelo País dos Cedros, iniciativa muito aplaudida
pelos presentes:
Afetuosa saudação
Gostaria de
convidar a todos a viver um dia universal de oração e jejum pelo Líbano, na
próxima sexta-feira, 4 de setembro. Tenho a intenção de enviar o meu
representante ao Líbano naquele dia para acompanhar a população. Nesse dia, o
secretário de Estado irá em meu nome. E ele irá, para expressar minha
proximidade e solidariedade. Ofereçamos nossas orações por todo o Líbano e por
Beirute. Estamos próximos também com o compromisso concreto da caridade, como
em outras ocasiões semelhantes. Convido também os irmãos e irmãs de outras
confissões e tradições religiosas a se unirem a esta iniciativa nas modalidades
que considerarem mais adequada, mas todos juntos.
O agradecimento do
sacerdote libanês
“Obrigado,
Santidade. Precisamos muito do seu apoio e do apoio da Igreja universal para
dizer: “Não podemos continuar a viver assim no Líbano”. Até agora, mais de
trezentos mil cristãos apresentaram seus documentos para a emigração. Precisamos
de sua oração, de seu apoio e de seu amor fraternal. E o esperamos para
abençoar nossa amada terra. Obrigado Santidade. Muito obrigado.”
Ao final, o pedido
de intercessão à Virgem Maria e o convite a todos para se levantarem para um
momento de oração silenciosa pelo Líbano.
E então, em um
momento muito tocante, as palavras de agradecimento do sacerdote libanês, padre
Georges Braydi, que segurando uma bandeira do Líbano esteve ao lado do Papa
Francisco durante os apelos pelo seu país.
A importância da Igreja Católica para a humanidade
Muito já se falou
sobre esse tema. Milhares de livros e tratados em todas as partes do mundo e em
diferentes épocas discorreram sobre o papel fundamental da Igreja para a
história humana. Nessa breve reflexão, queremos apenas recordar alguns pontos
sobre o assunto.
A Igreja é uma
instituição fundada por Jesus Cristo e constituída por homens e mulheres com
suas virtudes e fraquezas. A Igreja somos todos nós que professamos nossa fé no
Mestre de Nazaré e procuramos seguir os seus ensinamentos. Toda pessoa, seja
ela católica ou não, crente ou agnóstica, que visitar com isenção a História da
Igreja, não deixará de reconhecer o imenso bem que ela fez e faz a serviço da
humanidade e, de modo especial, na atenção e cuidado com os mais pobres.
Em toda sua existência a Igreja
Católica se fez presente onde o poder público nem sempre chega com políticas
públicas que atendam àqueles que mais necessitam. Seja nos países mais pobres ou
nos em desenvolvimento, sua ação promocional e caritativa é responsável pela
preservação, defesa e promoção da vida em todas as suas etapas. Milhares de
instituições sociais presentes no mundo todo foram criadas pelos seus membros,
assistindo milhões de pessoas.
Em todas as áreas
das atividades humanas a Igreja foi e continua sendo uma das instituições mais
importantes, para não dizer a mais importante, na construção e transmissão do
conhecimento em prol de toda humanidade. Em uma rápida busca pelas maiores e
mais destacadas universidades do planeta constataremos que elas foram fundadas pela
Igreja na Idade Média e muitas delas continuam beneficiando ainda hoje milhões
de seres humanos.
A título de
exemplo, vale citar que das mais de setenta universidades criadas à época, 47 o
foram com o aval da Santa Sé. Num
período aproximado de 250 anos, foram fundadas centenas de universidades. Na
França, Montepellier, Orleans, Toulouse, Anger Gray, Pont-à-Mousson, Lyon,
Parmiers, Sorbonne e Cabors; na Itália: Bolonha, Salerno, Pádua, Nápoles e
Palerno, na Inglaterra, Oxford, nascida das Abadias de Santa Frideswide e de
Oxevey e Cambridge; Praga na Boêmia, Cracóvia, Viena, Heidelberg; na Espanha,
Salamanca; em Portugal, Coimbra. Todas elas, centros de significativa vida intelectual,
foram fundadas pela Igreja. Isso só na Idade Média, vale repetir.
E no correr do
tempo, um enorme número de instituições de ensino marcou a vida de centenas de
gerações. E hoje a Igreja continua presente com sua credibilidade no campo do
conhecimento e da educação. São aproximadamente 120 universidades pontifícias
no mundo, sendo 20 no Brasil, e outros tantos centros universitários,
faculdades e institutos superiores, além de inúmeras escolas que atendem
crianças e jovens, construindo valores humanos, éticos e cristãos.
Mas acima de tudo
e em primeiro lugar, a maior contribuição da Igreja para a humanidade reside no
testemunho dos ensinamentos de seu fundador Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Regada pelo sangue dos milhões de mártires de todas as épocas e fortalecida pela vida dos
santos, reconhecidos e anônimos, a Igreja continua sua missão, ser instrumento da
construção do Reino de Deus, que promove a Justiça, o Amor e a Paz a serviço de todos os habitantes da terra.
“A desintegração
da biodiversidade, o aumento vertiginoso de catástrofes climáticas, o impacto
desproporcionado que tem a pandemia atual sobre os mais pobres e frágeis são
sinais de alarme perante a avidez desenfreada do consumo", afirma o Papa
em sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pela Criação.
Bianca
Fraccalvieri – Vatican News - O dia 1o de setembro assinala, para a
família cristã, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação; e com ele se
abre o Tempo da Criação que se conclui no dia 4 de outubro, memória de São
Francisco de Assis.
Durante este
período, os cristãos renovam em todo o mundo a fé em Deus criador e unem-se de
maneira especial na oração e na ação pela preservação da casa comum.
Inaugurando este
Tempo da Criação, foi divulgada a mensagem do Papa Francisco, cujo tema é «Jubileu
pela Terra», tendo em vista que se celebra precisamente este ano o
quinquagésimo aniversário do Dia da Terra.
Na Sagrada
Escritura, recorda o Pontífice, o Jubileu é um tempo sagrado para recordar,
regressar, repousar, restaurar e rejubilar.
Um tempo para
recordar
Para Francisco, é
preciso recordar a vocação primordial da criação: ser e prosperar como
comunidade de amor. Isso remete a um dos ensinamentos da Laudato Si: tudo está
interligado e “o cuidado autêntico da nossa própria vida e das nossas relações
com a natureza é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos
outros» (LS, 70).
Um tempo para
regressar
Todavia, constata
o Pontífice, quebramos os laços que nos uniam ao Criador, aos outros seres
humanos e ao resto da criação.
O Jubileu é um
tempo de regresso a Deus, é tempo de partilha, escreve o Papa, e nos convida a
pensar novamente nos outros, especialmente nos pobres e vulneráveis.
“O Jubileu é um
tempo para dar liberdade aos oprimidos e a quantos estão acorrentados aos
grilhões das várias formas de escravidão moderna, nomeadamente o tráfico de
pessoas e o trabalho infantil.”
Não somos patrões,
mas parte da rede interligada da vida. O convite de Francisco é ouvir o pulsar
da criação:
“A desintegração
da biodiversidade, o aumento vertiginoso de catástrofes climáticas, o impacto
desproporcionado que tem a pandemia atual sobre os mais pobres e frágeis são
sinais de alarme perante a avidez desenfreada do consumo.”
A terra é lugar de
oração e meditação, algo que podemos aprender especialmente dos irmãos e irmãs
indígenas.
Um tempo para
repousar
Deus, na sua
sabedoria, reservou o dia de sábado para que a terra e os seus habitantes
pudessem descansar e restaurar-se. Hoje, porém, não oferecemos este descanso ao
planeta com ciclo incessante de produção.
A pandemia atual
nos deu a possibilidade de constatar que a Terra consegue recuperar se a
deixarmos descansar: o ar tornou-se mais puro, as águas mais transparentes, as
espécies animais voltaram para muitos lugares de onde tinham desaparecido.
Portanto, a
pandemia nos levou a uma encruzilhada: “Devemos aproveitar este momento
decisivo para acabar com atividades e objetivos supérfluos e destrutivos, e
cultivar valores, vínculos e projetos criadores”.
Um tempo para
restaurar
Ao cultivar
valores, podemos curar relações humanas comprometidas e restabelecer relações
sociais equitativas. Isso significa não ignorar a história de exploração do Sul
do planeta, que provocou um enorme deficit ecológico, devido principalmente à
depredação dos recursos.
“É o tempo de uma
justiça reparadora. A este respeito, renovo o meu apelo para se cancelar a
dívida dos países mais frágeis, à luz do grave impacto das crises sanitárias,
sociais e econômicas que aqueles têm de enfrentar na sequência do vírus
Covid-19.”
De igual modo,
prossegue Francisco, é preciso restaurar a terra e restabelecer o equilíbrio
climático para manter o aumento da temperatura média global abaixo do limite de
1,5 graus centígrados.
A este ponto da
mensagem, o Pontífice pede respeito aos inúmeros esforços da comunidade
internacional para se chegar a um consenso, como o Acordo de Paris sobre o
Clima, a Cúpula do Clima em Glasgow e a da Biodiversidade de Kunming, na China.
De modo especial,
o Santo Padre pede a proteção das comunidades indígenas de empresas,
particularmente multinacionais, que depredam seu habitat.
Um tempo para
rejubilar
Francisco conclui
recordando que Jubileu também é momento de festa, constituído hoje pela
mobilização de periferias em prol da proteção da casa comum.
“É uma alegria ver
tantos jovens e comunidades, especialmente indígenas, na linha da frente para
dar resposta à crise ecológica”. “cientes de que «as coisas podem mudar”,
escreve o Papa.
Outro motivo de
alegria é o Ano especial de aniversário da Laudato si' e o fortalecimento
da consciência ecumênica para a salvaguarda da criação.
“Alegremo-nos
porque o Criador, no seu amor, sustenta os nossos humildes esforços em prol da
Terra. Esta é também a casa de Deus, onde a sua Palavra «Se fez carne e veio
habitar conosco» (Jo 1, 14), o lugar que a efusão do Espírito Santo renova sem
cessar.”