domingo, 27 de janeiro de 2019

Reflexão para o

3º Domingo do Tempo Comum

A “primeira celebração da Palavra”, segundo o Livro de Neemias, foi realizada quando se percebeu a desordem que havia no meio do povo, onde cada um fazia o que desejava
O Livro de Neemias nos dá um relato do que poderíamos chamar a “primeira celebração da Palavra”. Ela foi realizada quando se percebeu a desordem que havia no meio do povo, onde cada um fazia o que desejava. Por ignorância, não se praticava a Lei e o caos imperava.
Esdras, doutor da Lei mosaica, foi enviado por Artaxerxes, rei persa, a Jerusalém, para colocar ordem na cidade. 
Ele preparou o povo e esperou o primeiro dia do novo ano para fazer uma solene celebração litúrgica, com todas as pessoas capazes de compreender.
Os convocados compareceram, com absoluta boa vontade e sabiam que a solenidade duraria muitas horas, e na verdade era o Senhor quem os convocava.
Esdras, consciente de que o momento era emblemático, usou de sua sensibilidade para demonstrar ao povo a grandeza do momento: mandou erguer um estrado de madeira, em um lugar visível a todos, e nele criou  um ponto elevado para ser o local da  tribuna, onde seria proclamada a Lei do Senhor. Era necessário que todos o vissem e ouvissem quando fosse abrir o livro e fazer sua leitura.
Quando isso aconteceu, o povo todo ficou de pé e o ouvia com atenção. Esdras explicava seu sentido para que o povo pudesse compreender a leitura. Ao final da proclamação o povo disse “Amém! Amém! e se prostrou por terra. Era o Senhor que falava através de Esdras e a prostração foi o sinal de que todos estavam conscientes disso.  
O povo, conhecedor de suas próprias falhas, chorava, contudo Esdras chamava-lhes a atenção para o aspecto da amizade de Deus; ela é mais importante que tudo, daí não chorar, mas festejar. Mais ainda, a alegria do Senhor é e será a força do povo. Por outro lado, sentir-se pecador, deve ser celebrado com alegria, pois ter essa consciência é um dom de Deus!
São Lucas, logo no início de seu Evangelho, escreveu: “...história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, como nos foram transmitidos por aqueles ministros da palavra”. O evangelista nos diz que o que vai narrar não é uma fábula, mas aconteceu realmente e nos foi transmitido pelos servidores de Jesus Cristo, o personagem central de seus relatos.
Para mostrar a todos a excelência de Jesus dentro da tradição dos profetas, Lucas recorda o dia em que o Mestre, com trinta anos de idade, foi à sinagoga e o presidente dela convidou-o a fazer a segunda leitura do dia. Jesus abriu o rolo que continha os escritos que falavam sobre sua vinda, mas indecifráveis até então. Escolheu o texto do profeta Isaías que diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim e...enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres”. Ao enrolar o volume e entregá-lo ao assistente, Jesus diz, com esse gesto, que todos os escritos do Antigo Testamento acabaram, naquele instante, de cumprir sua missão: conduzir as pessoas até ele. Por isso podem ser enrolados e guardados.
Nesse exato momento, todos os olhos estão voltados para ele. Todos desejam ouvir o que o Mestre irá dizer. Começaram os novos tempos!
Se hoje continuamos a ler textos do Antigo Testamento, os lemos antes dos do Novo, pois eles são indispensáveis para nossa preparação à acolhida de Jesus Cristo.
                                                                                                              Padre César Augusto
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sábado, 26 de janeiro de 2019

Brumadinho:

O desafio da Laudato Si no Brasilm

Não cuidar da Casa Comum "é uma ofensa ao Criador, um atentado contra a biodiversidade e, definitivamente, contra a vida": Repam publica nota sobre a tragédia em Minas Gerais.


BrasíliaO cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil, assinou uma nota lamentando o rompimento da barragem da mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho/MG.
No texto, o arcebispo emérito de São Paulo/SP alerta para as consequências da atividade de mineração, recorda o desastre de Mariana/MG, há três anos, e adverte para os interesses de projetos na Amazônia, “nova fronteira mineral cobiçada por grupos internacionais e ofertada pelo governo brasileiro à custa das populações tradicionais, com riscos a terras indígenas já demarcadas”.
NOTA DA REPAM
SOBRE O ROMPIMENTO DE BARRAGEM EM BRUMADINHO
Não cuidar da Casa Comum é uma ofensa ao Criador, um atentado contra a biodiversidade e, definitivamente, contra a vida (DAp 125)
Mais uma vez famílias choram por seus entes queridos e a Terra geme em dores de parto. Após três anos, Minas Gerais enfrenta outro desastre ambiental causado pela atividade de mineração, tendo a mesma empresa como protagonista. A Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil, cuja inspiração e serviço situam-se na espiritualidade da ecologia integral, manifesta solidariedade às vítimas e familiares afetados pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração no município de Brumadinho/MG.
Também lamentamos e nos sentimos estarrecidos com as consequências desta atividade que ignora as indicações da Igreja, as quais incentivam uma economia a serviço da vida humana e dos ecossistemas com sua grande biodiversidade (Carta Pastoral do CELAM – Discípulos Missionários Guardiões da Casa Comum, 93).
Não é possível dissociar a relação do acontecido desta sexta-feira com o desastre de Mariana, cada um com suas terríveis proporções na vida dos mais pobres e consequências para o meio ambiente. Este é mais um crime ambiental que nasceu e se consolidou pela impunidade dos anteriores. O que sucedeu do rompimento da barragem em Mariana ainda não foi reparado e os responsáveis não foram criminalmente punidos. Infelizmente, a lógica do rigor contra os infratores da lei ataca cada vez mais os pequenos e poupa o grande capital.
Chama atenção o fato de o próprio licenciamento da mina Córrego do Feijão e de sua barragem de rejeitos estar impreciso e contraditório. A aprovação da expansão da exploração na área teve forte resistência da comunidade local.
Com os bispos do Brasil, reforçamos a ideia de que a “atividade mineradora no Brasil carece de um marco regulatório que tire do centro o lucro exorbitante das mineradoras ao preço do sacrifício humano e da depredação do meio ambiente com a consequente destruição da biodiversidade” (Nota da CNBB sobre o rompimento da barragem de Fundão, 25/11/2015).
Consideramos importante também salientar que estamos num contexto político de flexibilização das leis ambientais e de desmanche dos procedimentos de licenciamento ambiental. A atenção para esta realidade também deve estar voltada para a Amazônia, nova fronteira mineral cobiçada por grupos internacionais e ofertada pelo governo brasileiro à custa das populações tradicionais, com riscos a terras indígenas já demarcadas.
A ação das empresas mineradoras é conhecida pelas violações dos direitos humanos das populações indígenas ou originárias, tradicionais e campesinas, principalmente as da Amazônia, “onde tendem a ocupar, sem consulta prévia e com o apoio dos Estados, os territórios dessas populações, confinando-as em espaços de vida cada vez mais reduzidos, limitando, assim, as possibilidades de acesso a seus meios tradicionais de subsistência e destruindo suas culturas”. (Carta Pastoral do CELAM – Discípulos Missionários Guardiões da Casa Comum, 41)
As perspectivas de expansão dos projetos de mineração na Amazônia serão à custa da segurança da população e do meio ambiente, mais uma vez por conta do contexto político brasileiro, no qual a análise dos riscos tende a ser minimizada e os órgãos de fiscalização e monitoramento enfraquecidos, preferindo-se o automonitoramento das próprias empresas.
Depositamos a nossa esperança de mais justiça e cuidado com a Casa Comum Naquele que veio para que todos tenham vida, e a tenham em abundância (cf. João, 10, 10b).
Brasília, 25 de janeiro de 2019
Cardeal Cláudio Hummes - Arcebispo Emérito de São Paulo/SP - Presidente da REPAM-Brasil
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Penúltimo dia da Viagem do Santo Padre ao Panamá,

por ocasião da 34ª Jornada Mundial da Juventude
Hoje o Papa preside a Santa Missa, com a dedicação do altar da Catedral de Santa Maria La Antigua e a solene Vigília de Oração, com os milhares de jovens da JMJ.

Cidade do Vaticano - Penúltimo dia da Viagem do Santo Padre ao Panamá, por ocasião da 34ª JMJ.
Na manhã deste sábado (26/01), o Papa vai deixar a Nunciatura Apostólica da capital panamenha para ir, de papamóvel, à Catedral de Santa Maria La Antigua, onde presidirá à Santa Missa, com a dedicação do altar da Basílica, na presença de numerosos Sacerdotes, Consagrados e Movimentos Leigos.
Catedral do Panamá
A Catedral Basílica de Santa Maria La Antigua, é sede da Cúria Episcopal da Arquidiocese do Panamá, consagrada em 1796. O templo, construído em 1674, ficou quase abandonado até 2003, quando foi restaurado. Agora é um dos lugares turísticos mais importantes do bairro Casco Viejo.
O altar-mor, que o Papa dedicará, na manhã de hoje, foi construído no inicio do século XIX.
Santa Missa
Ao chegar à Catedral de papamóvel, o Papa será recebido pelo Capítulo Metropolitano, guiado pelo Arcebispo José Domingo Ulloa Mendieta. O Santo Padre deporá uma rosa de prata aos pés da estátua de Santa Maria La Antigua.
Após a celebração Eucarística, que terá como tema de meditação o trecho evangélico de São João “Os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e verdade”, o Santo Padre se transferirá ao Seminário Maior São José. Ali, almoçará com o Arcebispo da Cidade do Panamá, e com dez jovens de diversas nacionalidades, representantes dos seus coetâneos que participam da JMJ.
Por fim, Francisco visitará a pequena Capela do Seminário, onde se deterá por alguns momentos em oração, e cumprimentará os 50 seminaristas presentes.
Após a visita ao Seminário arquidiocesano, o Papa se dirigirá à Nunciatura Apostólica do Panamá. Depois de um breve descanso, se transferirá, na parte da tarde, ao Campo São João Paulo II, situado a 25 quilômetros da Nunciatura, onde presidirá à solene Vigília de Oração, com os milhares de jovens da JMJ.
Com esta celebração, o Santo Padre concluirá seu penúltimo dia de atividades em terras panamenhas.
A Rádio Vatícano e o Vatican News transmitem as duas celebrações com comentários em português.
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Papa Francisco na homilia:
“Beber da fonte de água que dá a vida eterna”
Devemos reagir “voltando a beber do poço originário do primeiro amor”. São palavras do Papa Francisco durante a homilia da Santa Missa na presença de numerosos Sacerdotes, Consagrados e Movimentos Leigos, na CAtedral de Santa Maria la Antigua.

Cidade do Vaticano - No terceiro dia da Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa com a dedicação do altar da Catedral Basílica Santa Maria La Antigua, com a presença de numerosos Sacerdotes, Consagrados e Movimentos Leigos.
O Papa iniciou sua homilia comentando um trecho do Evangelho de João no qual diz que Jesus, “cansado da caminhada, sentou-Se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia”. Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: “Dá-Me de beber”.
Francisco parte deste fato: Jesus cansado de caminhar, precisava aplacar e saciar a sede e recuperar as forças, para continuar a sua missão: “levar a Boa-Nova aos pobres, curar os corações feridos, proclamar a libertação aos cativos e consolar os que sofriam (…) Todas são situações que nos tolhem a vida e a energia”.
“Mas o Senhor cansou-Se e, nesta fadiga, encontra lugar tanto cansaço dos nossos povos e da nossa gente, das nossas comunidades e de todos aqueles que estão cansados e oprimidos”
O cansaço da esperança
São múltiplas as causas e os motivos que “quebratam a vida dos consagrados”. O Papa fala de uma situação que “parece ter-se instalado nas nossas comunidades”. É uma “espécie sutil de cansaço, que nada tem a ver com o cansaço do Senhor”:
“Trata-se do cansaço da esperança” que não deixa avançar e nem olhar para diante. Como se tudo ficasse confuso” e “pondo em questão as forças, os recursos e a viabilidade da missão neste mundo que não cessa de mudar e interpelar”.
“É um cansaço paralisador” disse o Papa que coloca também “em dúvida, a própria viabilidade da vida religiosa no mundo de hoje”.
“O cansaço da esperança nasce da constatação de uma Igreja ferida pelo seu pecado e que, muitas vezes, não soube escutar tantos gritos nos quais se escondia o grito do Mestre: ‘Meu Deus, porque me abandonaste?’”
(…) e isso faz com que se instale um pragmatismo cinzento no coração das nossas comunidades” dando espaço a “uma das piores heresias do nosso tempo: pensar que o Senhor e as nossas comunidades não têm nada para dizer nem dar a este mundo novo em gestação. Então aquilo que um dia nasceu para ser sal e luz do mundo, acaba por oferecer a sua versão pior”.
Devemos reagir
Como o Senhor, devemos pedir: “Dá-me de beber” para receber daquela “fonte de água que dá a vida eterna” para voltar, sem medo, ao poço originário do primeiro amor, quando Jesus passou pelo nosso caminho, olhou-nos com misericórdia e pediu que O seguíssemos” e “nos fez sentir que nos amava, e não só pessoalmente mas também como comunidade”.
“Dá-Me de beber» significa “recuperar a parte mais autêntica dos nossos carismas fundacionais – que não se limitam apenas à vida religiosa, mas a toda a Igreja – e ver as modalidades em que se podem expressar hoje (…) significa reconhecer-se necessitado de que o Espírito nos transforme em homens e mulheres memoriosos de uma passagem, a passagem salvífica de Deus”. Só assim “a esperança cansada será curada”, pronta para retomar a missão com a força de Jesus.
Catedral panamenha
Por fim o Papa falou da reabertura da Catedral depois de um longo tempo de restauração: “Uma Catedral espanhola, índia e afro-americana torna-se, assim, Catedral panamenha, dos panamenhos de ontem, mas também dos de hoje que a tornaram possível. Já não pertence só ao passado, mas é beleza do presente (…) não deixemos que nos roubem a beleza herdada dos nossos pais! Seja ela a raiz viva e fecunda que nos ajuda a continuar fazendo bela e profética a história da salvação nestas terras”.

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No Panamá, a coletiva de imprensa antes da Vigília desta noite
Foram os jovens, neste sábado, os protagonistas do encontro com os jornalistas: depois de compartilhar o almoço com Francisco, falaram sobre o diálogo que tiveram com ele. Também a Venezuela foi tema da coletiva.

Cidade do Vaticano - Mais uma coletiva de imprensa com os jornalistas no Panamá para repercorrer o dia de hoje e responder perguntas. O encontro marcado para às 14 horas locais, começou com cerca de dez minutos de atraso devido ao tráfego da capital panamenha, particularmente intenso nestes dias da JMJ. Ao lado do diretor "interino" da Sala de Imprensa do Vaticano, Alessandro Gisotti, sete dos dez jovens de diferentes nacionalidades, que hoje almoçaram com o Papa Francisco e conversaram com ele.
O encontro do Papa com os seminaristas
No centro da coletiva de imprensa, o almoço dos jovens com Francisco, um momento importante, mas Gisotti enfatizou outro: "Creio que foram importantes também a visita breve, mas muito intensa, do Santo Padre à capela do seminário e o encontro com os seminaristas, durante o qual ele enfatizou a importância para eles, para esses jovens que estão se preparando para a missão de servir a Deus, de permanecerem firmes. O Papa dirigiu palavras de encorajamento para que estejam sempre a serviço de Deus e do povo de Deus".
Grande preocupação pela Venezuela
Um jornalista perguntou se o Papa está seguindo a situação na Venezuela. "Certamente, no coração de Francisco - respondeu Gisotti -, o pensamento e a oração pelo povo da Venezuela são constantes. Muitos jovens vieram ao Panamá da Venezuela e aqui existem muitos imigrantes venezuelanos, são uma das maiores comunidades neste país. Do papamóvel - acrescentou o diretor -, Francisco vê os jovens e às vezes se detém para saudá-los, como fez, por exemplo, com um grupo de peregrinos franceses; portanto, podemos ter certeza de que o Papa tem consciência dessa presença dos jovens". Gisotti reiterou ainda a grande preocupação do Papa pela situação na Venezuela e recordou que um dos casais que ontem leu os textos de uma das Estações da Via Sacra, era venezuelano. E se podia ver claramente a bandeira e a palavra Venezuela. "Este é o sinal mais forte - disse ainda –, de que a Venezuela esteve presente nas Estações da Via Sacra, como é significativo também que em cada estação havia uma referência a um país diferente, porque cada um carrega um sofrimento.
Violência contra mulheres e o bullying
Alessandro Gisotti sublinhou então a concretude dos temas que foram apresentados pelos jovens na Via Sacra, como o feminicídio e a violência contra as mulheres, problemas que estão muito presentes no Continente americano, mas não só. Ou do bullying. Há uma grande preocupação por parte do Papa - disse -, por esse fenômeno totalmente oposto ao valor da amizade. Francisco ficou muito feliz com a iniciativa da jovem que ontem cantou uma canção composta por ela na qual denuncia esse mal.
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Na coletiva de imprensa
os jovens da JMJ falam sobre o almoço com o Papa
Dez jovens de todo o mundo fizeram perguntas ao Papa em um ambiente familiar e festivo. Na coletiva de imprensa de hoje, eles contaram aos jornalistas como foi o almoço.

Cidade do Vaticano - Um "almoço familiar", como aqueles que acontecem nas casas de todos, com o convívio e a familiaridade necessários para falar sobre os desafios, sobre os problemas reais e sobre as coisas mais importantes da vida. Foi o que disse, o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, descrevendo o almoço no Seminário maior de São José, do Papa Francisco, com dez jovens participantes da JMJ, cinco rapazes e cinco moças dos 5 continentes. Grande a alegria e a emoção dos jovens, emocionados pela simplicidade e disponibilidade do Papa.
Apoiar vítimas de abusos
As perguntas dos jovens ao Santo Padre abordaram os temas que são mais sensíveis para eles: de como ser jovens na Igreja às questões relacionadas à sua realidade de origem. Brenda Noriega, nascida no México, mas cidadã estadunidense, expressou sua preocupação com a situação da Igreja nos Estados Unidos devido ao escândalo dos abusos sexuais. O Papa Francisco reiterou o apoio da Igreja às vítimas e a importância da oração. Uma igreja pastoral que caminhe com as vítimas e as escute. Presente como "Igreja na Igreja unida".
Trabalhar juntos com as outras religiões
A relação da Igreja com outras religiões é o assunto da pergunta de Denis Montano Galdamez, da Austrália. O importante, respondeu o Pontífice, é trabalhar juntos pelo bem comum e melhorar o mundo, não se combater sobre teologias e ideologias. Dana Salah, uma palestina, ao invés, está preocupada com a emigração dos cristãos. A Palestina será sempre a pátria de Jesus e os cristãos serão sempre originários da Palestina, respondeu o Papa, e isso ajudará os cristãos a se sentirem mais unidos e a preservarem sua existência naquele país.
Aos jovens a tarefa de transformar a sociedade
Emilda Santo Montezuma, panamenha, recordou ao Santo Padre quanto é importante para toda a América Latina esta Jornada Mundial da Juventude e perguntou qual é a contribuição dos jovens para a melhor da sociedade e como lidar com as mudanças climáticas. O futuro são os jovens e cabe a vocês se tornarem líderes para transformar a sociedade, disse o Papa, recordando também a importância de preservar a identidade e a cultura dos povos indígenas: sem raízes, de fato, uma árvore não é nada.
Depois do almoço, a oração com os seminaristas
Depois do almoço - que também contou com a presença do arcebispo do Panamá, dom José Domingo Ulloa Mendieta -, o Papa Francisco foi à Capela do Seminário de São José para um momento de oração. Ele depois saudou os cinquenta seminaristas presentes, incentivando-os a servirem sempre ao Senhor.
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Cantando contra o bullying, jovem impressiona o Papa Francisco
Martha Avila, de 16 anos, de Honduras, cantou uma música escrita por ela mesma contra o bullying.
Cidade do Panamá - O Papa Francisco encontrou na tarde de sexta-feira (25/01), na Nunciatura Apostólica, um grupo de jovens de Scholas Occurentes, que participou da iniciativa “Scholas Cidadania” no Haiti, Panamá e Honduras. O encontro durou cerca de 30 minutos.
O Santo Padre, dirigindo-se aos jovens, lhes agradeceu por terem falado de questões concretas e destacou a importância do diálogo entre jovens e idosos, especialmente os avós, e sobre o valor das raízes.
Em especial, uma jovem de Honduras cantou uma música escrita por ela contra o bullying, que impressionou o Papa Francisco.
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Assista:
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Papa na vigília:
Ser "influencer" hoje é ser como Maria e dizer "sim" ao Senhor
O Papa Francisco presidiu à vigília da JMJ 2019 no Campo São João Paulo II, em Cidade do Panamá. Em seu discurso, usou neologismos digitais para falar da "mulher que teve maior influência na história".
Cidade do Panamá - Um verdadeira festa feita de oração, cantos, danças, testemunhos e reflexão: assim foi a vigília que se realizou no Campo São João Paulo II com os jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude do Panamá.
O ápice foi a adoração ao Santíssimo, mas o discurso do Papa Francisco foi outro grande momento, que – como sempre – usou a linguagem dos seus interlocutores. O Pontífice se inspirou no testemunho dado momentos antes por alguns jovens para transmitir a sua mensagem, desta vez mariana.
História da amor
“A salvação que o Senhor nos dá é um convite para participar numa história de amor”, disse o Papa e foi assim que Ele surpreendeu Maria.
“A jovem de Nazaré não aparecia nas «redes sociais» de então, não era uma influencer – uma influenciadora digital – mas, sem querer nem procurá-lo, tornou-Se a mulher que maior influência teve na história.”
Influencer de Deus
Francisco definiu Maria como a “influencer de Deus”, que com palavras soube dizer «sim», “confiando no amor e nas promessas de Deus, única força capaz de fazer novas todas as coisas”.
A força desse “sim” impressiona, prosseguiu Francisco. Foi o «sim» de quem quer comprometer-se e arriscar. Nesta estrada, o primeiro passo é não ter medo de receber a vida como ela vem, com suas imperfeições e dificuldades.
“O amor do Senhor é maior que todas as nossas contradições, fragilidades e mesquinhices, mas é precisamente através das nossas contradições, fragilidades e mesquinhices que Ele quer escrever esta história de amor.”
Comunidade
Retomando a linguagem juvenil, o Papa recordou que não basta estar conectado o dia inteiro para se sentir reconhecido e amado. Mas é preciso encontrar espaços onde os jovens possam sentir-se parte de uma comunidade.
Portanto, o segundo passo é criar elos, laços, família: uma comunidade onde possam se sentir amados. Espaços onde receber raízes e leva-las adiante.
“Ser um influencer no século XXI significa ser guardião das raízes, guardião de tudo aquilo que impede a nossa vida de tornar-se «gasosa», evaporando-se no nada. Sejam guardiões de tudo o que permite sentir-nos parte uns dos outros, pertencer-nos mutuamente.”
Faça-se em Mim
Interagindo com a multidão, Francisco perguntou se os jovens estão dispostos a responder o “sim” Maria, “Faça-se em Mim”:
“O Evangelho ensina-nos que o mundo não será melhor por haver menos pessoas doentes, debilitadas, frágeis ou idosas de que ocupar-se, nem por haver menos pecadores, mas será melhor quando forem mais as pessoas que, como estes amigos, estiverem dispostas e tiverem a coragem de dar à luz o amanhã e acreditar na força transformadora do amor de Deus.”
Coragem foi a palavra final do Papa:
“Não tenham medo de dizer ao Senhor que vocês também querem fazer parte da sua história de amor no mundo.”
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                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Minas está de luto

Mensagem de dom Walmor

Mais uma “abominação da desolação”, como disse Jesus no Evangelho de Marcos, referindo-se aos absurdos nascidos das ganâncias e descasos com o outro, com a verdade e com o bem de todos: mais uma barragem rompida em Minas Gerais, agora em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Arquidiocese de Belo Horizonte une-se a cada um dos atingidos, compartilhando suas dores. Nossas comunidades de fé, especialmente às que servem ao Vale do Paraopeba, estejam juntas, para levar amparo, ajuda, a todos que sofrem diante de tão lamentável tragédia.
Os danos humanos e socioambientais são irreparáveis e apontam para uma urgência, já tão evidente: é preciso repensar modelos de desenvolvimento que desconsideram o respeito à natureza, os parâmetros de sustentabilidade. Uma triste coincidência: nesta sexta-feira, dia 25, quando uma barragem se rompe no coração da nossa amada Brumadinho, entrou em pauta, no Conselho da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, autorização para a retomada da mineração na Serra da Piedade. Uma tragédia se efetiva e outra se anuncia.
A Arquidiocese de Belo Horizonte defende, incansavelmente, de modo inegociável, a natureza, obra do Criador, compreendendo que o ser humano, as plantas e os animais devem viver em completa harmonia, pois são todos habitantes do planeta, a Casa Comum.
Rezemos pelas vítimas desta tragédia, unidos ao coração de cada pessoa e de todas as famílias que sofrem, renovemos, mais uma vez, o nosso compromisso com a solidariedade. É urgência minimizar a dor dos atingidos por mais esse desastre ambiental, sem se esquecer de acompanhar, de perto, a atuação das autoridades, na apuração dos responsáveis por mais um triste e lamentável episódio, chaga aberta no coração de Minas Gerais. A justiça seja feita, com lucidez e sem mediocridades que geram passivos, com sentido humanístico e priorizando o bem comum, com incondicional respeito e compromisso com os mais pobres. Minas Gerais está de luto.
                          Dom Walmor Oliveira de Azevedo - Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte
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Ajude aos atingidos
pelo rompimento da barragem em Brumadinho

Diante da tragédia ocorrida em Brumadinho, a Arquidiocese de Belo Horizonte inicia campanha solidária para arrecadar roupas, alimentos e água, destinados aos atingidos pelo rompimento da barragem.
As doações podem ser entregues no seguinte endereço: Rua Além Paraíba, 208 – Lagoinha. Telefone: 3423-2187
Também é possível doar pela conta:
Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política
Banco do Brasil   -   Agência – 3494-0  -   Conta Corrente: 26227-7     

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Terceiro dia do

Papa Francisco no Panamá
Nesta sexta-feira o Santo Padre visita o Centro de Reabilitação de Menores e preside a Via Sacra no Campo Santa Maria La Antigua

Cidade do Vaticano - O Santo Padre inicia suas atividades, nesta sexta-feira (25/01), terceiro dia da sua viagem ao Panamá, com uma visita ao Centro de Reabilitação de Menores “Las Garzas”, em Pacora, situado a cerca de 40 quilômetros da capital panamenha.
Esta Penitenciária, que acolhe 192 menores, é considerada um verdadeiro exemplo para o país, porque oferece aos jovens detidos um percurso de integração social integral, mediante um caminho educativo, familiar, sanitário e de formação profissional e humana.
Neste Centro de Reabilitação, o Papa presidirá a uma liturgia Penitencial, com os menores e jovens, privados de liberdade em Pacora, refletindo sobre a citação evangélica: “Haverá alegria no céu por um só pecador que se converte”.
Ao término da celebração, Francisco retornará à Nunciatura Apostólica da capital panamenha, para o almoço e um breve momento de descanso.
Na parte da tarde, o Santo Padre se transferirá ao Campo de Santa Maria La Antigua, às margens do Oceano Pacífico, onde presidirá à Via Sacra com os milhares de jovens desta 34ª JMJ.
Com este encontro, o Papa encerra seu terceiro dia de atividades em terras panamenhas.
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Papa a menores infratores:
Olhar de Deus não vê rótulos, mas filhos
O Papa Francisco visitou o Centro de Reabilitação de Menores "As Garças" na manhã desta sexta-feira (25/01) em Pacora, região metropolitana da Cidade do Panamá. O Pontífice motivou a não ter medo da transformação e da conversão, e de superar os olhares da "murmuração e fofocas": os rótulos produzem divisão, "aqui os bons, ali os maus; aqui os justos, ali os pecadores". Já o amor de Deus cura, perdoa e gera caminhos de salvação.

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco iniciou as atividades na manhã desta sexta-feira (25/01), terceiro dia da sua viagem ao Panamá, com uma visita ao Centro de Reabilitação de Menores “As Garças”, em Pacora, situado a cerca de 40 quilômetros da capital panamenha. A penitenciária, que acolhe 192 menores, é considerada um exemplo para o país, porque oferece aos jovens detidos um percurso de integração social integral, mediante um caminho educativo, familiar, sanitário e de formação profissional e humana.
O Papa presidiu uma liturgia penitencial no local, com os menores e jovens, privados de liberdade, partindo da citação evangélica: “Haverá alegria no céu por um só pecador que se converte”. Jesus acolhe os pecadores e come com eles! Esse gesto, disse o Papa, causou murmuração entre alguns fariseus e escribas, escandalizados e incomodados com a atitude de Jesus. Eles queriam desqualificá-Lo e desacreditá-Lo diante do povo. 
Jesus não tem medo de Se aproximar daqueles que, por inúmeras razões, carregavam o peso do ódio social, como no caso dos publicanos – lembremo-nos que os publicanos se enriqueciam roubando o seu próprio povo, provocando muita, mas muita indignação – ou o peso das suas culpas, erros e enganos, como no caso daqueles que eram conhecidos por pecadores. Fá-lo porque sabe que, no Céu, há mais alegria por um só pecador convertido do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (cf. Lc 15, 7).
O olhar da murmuração e fofocas
Enquanto eles se limitavam a murmurar ou a ficar indignados, sem a possibilidade de qualquer mudança, conversão e inclusão, explicou o Papa, Jesus se aproxima, se compromete, colocando em risco a sua reputação, e convida sempre a uma maior renovação da vida e da história. Dois modos de se comportar, bem diferentes, que se contrapõem: um olhar estéril e infecundo – murmuração e fofocas – e o outro que convida à transformação e à conversão, proposta pelo Senhor. Explicando o primeiro modo de se comportar, Francisco disse parece ser mais fácil colocar etiquetas e rótulos que produzem divisão: aqui os bons, ali os maus; aqui os justos, ali os pecadores.
Esse modo de agir dos fariseus e escribas, disse o Papa, contamina tudo, levanta um muro invisível, marginaliza, separa e isola num círculo vicioso.
“Que pena faz ver uma sociedade que concentra as suas energias mais em murmurar e indignar-se do que em comprometer-se, empenhar-se por criar oportunidades e transformação!”
O olhar da conversão
Aqui, Francisco esclareceu a atitude de Jesus que visa a conversão e a transformação, mediante o amor misericordioso do Pai:
Um amor que não tem tempo para murmurar, mas procura romper o círculo da crítica inútil e indiferente, neutra e imparcial e assume a complexidade da vida e de cada situação; um amor que inaugura uma dinâmica capaz de proporcionar caminhos e oportunidades de integração e transformação, cura e perdão, caminhos de salvação.
Ao comer com os publicanos e pecadores, Jesus rompe a lógica de separação, exclusão, isolamento e divisão entre bons e maus. Assim, rompe também com outro tipo de murmuração, a interior, incapaz de transformação.
Por isso, o Santo Padre exortou os presentes a percorrer esse caminho de superação, proposto por Jesus, sem desanimar. A alegria e a esperança do cristão nasce da experiência do olhar de Deus, que caminha conosco e nos ajudar a alcançar nossas metas. "Amigos, cada um de nós é muito mais do que os rótulos que nos dão", disse o Papa.
Uma sociedade adoece quando não é capaz de fazer festa pela transformação dos seus filhos, uma comunidade adoece quando vive a murmuração que esmaga e condena, sem sensibilidade. Uma sociedade é fecunda quando consegue gerar dinâmicas capazes de incluir e integrar, assumir e lutar para criar oportunidades e alternativas que deem novas possibilidades aos seus filhos, quando se preocupa por criar futuro com comunidade, instrução e trabalho. E embora possa experimentar a impotência de não saber como, nem por isso se arrende, mas tenta de novo. Todos nos devemos ajudar para aprender, em comunidade, a encontrar estes caminhos. 
O Papa finalizou convidando todos "a lutar sem cessar para encontrar caminhos de inserção e transformação", e a "experimentar o olhar do Senhor que vê, não um rótulo ou uma condenação, mas filhos".
Após o rito penitencial, o Papa Francisco deu de presente aos jovens detidos uma escultura de ferro de Cristo na Cruz contornado por ramos de oliveira, de um artesão italiano, Pietro Lettieri. 
Ao término da celebração, Francisco retornará à Nunciatura Apostólica da capital panamenha, para o almoço e um breve momento de descanso. Na parte da tarde, o Santo Padre se transferirá ao Campo de Santa Maria La Antigua, às margens do Oceano Pacífico, onde presidirá à Via Sacra com os milhares de jovens desta 34ª JMJ. Com este encontro, o Papa encerra seu terceiro dia de atividades em terras panamenhas.
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Papa Francisco:
Via-Sacra de Jesus
prolonga-se nos jovens absorvidos numa espiral de morte
"O caminho de Jesus para o Calvário é um caminho de sofrimento e solidão que continua em nossos dias. Ele caminha e sofre em tantos rostos que padecem a indiferença da nossa sociedade", disse Francisco. 

Cidade do VaticanoO Papa Francisco participou da Via-Sacra com os jovens, nesta sexta-feira (25/01), realizada no Campo Santa Maria la Antigua, situado na orla marítima, em Cidade do Panamá. O evento contou com a participação de 400 mil pessoas.
“O caminho de Jesus para o Calvário é um caminho de sofrimento e solidão que continua em nossos dias. Ele caminha e sofre em tantos rostos que padecem a indiferença satisfeita e anestesiante da nossa sociedade que consome e se consome, que ignora e se ignora na dor de seus irmãos”, disse o Pontífice em seu discurso.
Fácil cair na cultura do bullying
Segundo o Papa, “também nós, amigos do Senhor, nos deixamos levar pela apatia e inatividade. Tantas vezes nos derrotou e paralisou o conformismo. Foi difícil reconhecer o Senhor no irmão sofredor: desviamos o olhar, para não ver; refugiamo-nos no barulho, para não ouvir; tapamos a boca, para não gritar”.
Francisco disse ainda que é mais fácil e vantajoso “ser amigo nas vitórias e na glória, no sucesso e no aplauso. É mais fácil estar próximo a quem é considerado popular e vencedor. Como é fácil cair na cultura do bullying, do assédio e da intimidação!”
A Via-Sacra de Jesus se prolonga
Para o Pontífice, a Via-Sacra de Jesus se prolonga hoje “no grito sufocado das crianças impedidas de nascer e daquelas que não têm o direito de ter uma infância, uma família, uma instrução; que não podem brincar, cantar e sonhar; nas mulheres maltratadas, exploradas e abandonadas, despojadas e ignoradas na sua dignidade; nos olhos tristes dos jovens que veem suas esperanças de futuro serem arrebatadas por falta de instrução e trabalho digno; na angústia de rostos jovens que caem nas redes de pessoas sem escrúpulos, redes de exploração, criminalidade e abuso que se alimentam de suas vidas”.
A Via-Sacra de Jesus se prolonga “em tantos jovens e famílias absorvidos numa espiral de morte por causa da droga, do álcool, da prostituição e do tráfico humano, nos jovens com rostos franzidos que perderam a capacidade de sonhar, criar e inventar o amanhã, na solidão resignada dos idosos abandonados e descartados, nos povos nativos, despojados de suas terras, raízes e culturas, silenciando e apagando toda a sabedoria que possam oferecer, no grito da mãe Terra ferida em suas entranhas pela contaminação da atmosfera, a esterilidade de seus campos, o lixo de suas águas, e se vê espezinhada pelo desprezo e o consumo enlouquecido que ignora razões. Prolonga-se numa sociedade que perdeu a capacidade de chorar e comover-se diante do sofrimento”.
Como reagimos diante de Jesus que sofre?
“Jesus continua caminhando, carregando e padecendo em todos esses rostos, enquanto o mundo, indiferente, consuma o drama da sua própria frivolidade”, destacou o Papa.
“E nós, Senhor, o que fazemos?”, perguntou Francisco. “Como reagimos diante de Jesus que sofre, caminha, emigra no rosto de tantos amigos nossos, de tantos desconhecidos que aprendemos a tornar invisíveis? Permanecemos aos pés da cruz, como Maria?”
“Queremos ser uma Igreja que apoia e acompanha, que sabe dizer: estou aqui, na vida e nas cruzes de tantos cristos que caminham ao nosso lado”, concluiu o Papa.
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                                                                                                                 Fonte: vaticannews.va