A “primeira
celebração da Palavra”, segundo o Livro de Neemias, foi realizada quando se
percebeu a desordem que havia no meio do povo, onde cada um fazia o que desejava
O Livro de
Neemias nos dá um relato do que poderíamos chamar a “primeira celebração da
Palavra”. Ela foi realizada quando se percebeu a desordem que havia no meio do
povo, onde cada um fazia o que desejava. Por ignorância, não se praticava a Lei
e o caos imperava.
Esdras, doutor
da Lei mosaica, foi enviado por Artaxerxes, rei persa, a Jerusalém, para
colocar ordem na cidade.
Ele preparou o
povo e esperou o primeiro dia do novo ano para fazer uma solene celebração
litúrgica, com todas as pessoas capazes de compreender.
Os convocados
compareceram, com absoluta boa vontade e sabiam que a solenidade duraria muitas
horas, e na verdade era o Senhor quem os convocava.
Esdras,
consciente de que o momento era emblemático, usou de sua sensibilidade para
demonstrar ao povo a grandeza do momento: mandou erguer um estrado de madeira,
em um lugar visível a todos, e nele criou um ponto elevado para ser o
local da tribuna, onde seria proclamada a Lei do Senhor. Era necessário
que todos o vissem e ouvissem quando fosse abrir o livro e fazer sua leitura.
Quando isso
aconteceu, o povo todo ficou de pé e o ouvia com atenção. Esdras explicava seu
sentido para que o povo pudesse compreender a leitura. Ao final da proclamação
o povo disse “Amém! Amém! e se prostrou por terra. Era o Senhor que falava
através de Esdras e a prostração foi o sinal de que todos estavam conscientes
disso.
O povo,
conhecedor de suas próprias falhas, chorava, contudo Esdras chamava-lhes a atenção
para o aspecto da amizade de Deus; ela é mais importante que tudo, daí não
chorar, mas festejar. Mais ainda, a alegria do Senhor é e será a força do povo.
Por outro lado, sentir-se pecador, deve ser celebrado com alegria, pois ter
essa consciência é um dom de Deus!
São Lucas, logo
no início de seu Evangelho, escreveu: “...história dos acontecimentos que se
realizaram entre nós, como nos foram transmitidos por aqueles ministros da
palavra”. O evangelista nos diz que o que vai narrar não é uma fábula, mas
aconteceu realmente e nos foi transmitido pelos servidores de Jesus Cristo, o
personagem central de seus relatos.
Para mostrar a
todos a excelência de Jesus dentro da tradição dos profetas, Lucas recorda o
dia em que o Mestre, com trinta anos de idade, foi à sinagoga e o presidente
dela convidou-o a fazer a segunda leitura do dia. Jesus abriu o rolo que
continha os escritos que falavam sobre sua vinda, mas indecifráveis até então.
Escolheu o texto do profeta Isaías que diz: “O Espírito do Senhor está sobre
mim e...enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres”. Ao enrolar o volume e
entregá-lo ao assistente, Jesus diz, com esse gesto, que todos os escritos do
Antigo Testamento acabaram, naquele instante, de cumprir sua missão: conduzir
as pessoas até ele. Por isso podem ser enrolados e guardados.
Nesse exato
momento, todos os olhos estão voltados para ele. Todos desejam ouvir o que o
Mestre irá dizer. Começaram os novos tempos!
Se hoje
continuamos a ler textos do Antigo Testamento, os lemos antes dos do Novo, pois
eles são indispensáveis para nossa preparação à acolhida de Jesus Cristo.
Não cuidar da
Casa Comum "é uma ofensa ao Criador, um atentado contra a biodiversidade
e, definitivamente, contra a vida": Repam publica nota sobre a tragédia em
Minas Gerais.
Brasília - O cardeal Cláudio
Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil, assinou uma
nota lamentando o rompimento da barragem da mina de Córrego do Feijão, em
Brumadinho/MG.
No texto, o
arcebispo emérito de São Paulo/SP alerta para as consequências da atividade de
mineração, recorda o desastre de Mariana/MG, há três anos, e adverte para os
interesses de projetos na Amazônia, “nova fronteira mineral cobiçada por grupos
internacionais e ofertada pelo governo brasileiro à custa das populações
tradicionais, com riscos a terras indígenas já demarcadas”.
NOTA DA REPAM
SOBRE O ROMPIMENTO DE BARRAGEM EM BRUMADINHO
Não cuidar da
Casa Comum “é uma ofensa ao Criador, um atentado contra a biodiversidade
e, definitivamente, contra a vida” (DAp 125)
Mais uma vez
famílias choram por seus entes queridos e a Terra geme em dores de parto. Após
três anos, Minas Gerais enfrenta outro desastre ambiental causado pela
atividade de mineração, tendo a mesma empresa como protagonista. A Rede
Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil, cuja inspiração e serviço situam-se na
espiritualidade da ecologia integral, manifesta solidariedade às vítimas e
familiares afetados pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração no
município de Brumadinho/MG.
Também
lamentamos e nos sentimos estarrecidos com as consequências desta atividade que
ignora as indicações da Igreja, as quais incentivam uma economia a serviço da
vida humana e dos ecossistemas com sua grande biodiversidade (Carta Pastoral do
CELAM – Discípulos Missionários Guardiões da Casa Comum, 93).
Não é possível
dissociar a relação do acontecido desta sexta-feira com o desastre de Mariana,
cada um com suas terríveis proporções na vida dos mais pobres e consequências
para o meio ambiente. Este é mais um crime ambiental que nasceu e se consolidou
pela impunidade dos anteriores. O que sucedeu do rompimento da barragem em
Mariana ainda não foi reparado e os responsáveis não foram criminalmente
punidos. Infelizmente, a lógica do rigor contra os infratores da lei ataca cada
vez mais os pequenos e poupa o grande capital.
Chama atenção o
fato de o próprio licenciamento da mina Córrego do Feijão e de sua barragem de
rejeitos estar impreciso e contraditório. A aprovação da expansão da exploração
na área teve forte resistência da comunidade local.
Com os bispos do
Brasil, reforçamos a ideia de que a “atividade mineradora no Brasil carece de
um marco regulatório que tire do centro o lucro exorbitante das mineradoras ao
preço do sacrifício humano e da depredação do meio ambiente com a consequente
destruição da biodiversidade” (Nota da CNBB sobre o rompimento da barragem de
Fundão, 25/11/2015).
Consideramos
importante também salientar que estamos num contexto político de flexibilização
das leis ambientais e de desmanche dos procedimentos de licenciamento
ambiental. A atenção para esta realidade também deve estar voltada para a
Amazônia, nova fronteira mineral cobiçada por grupos internacionais e ofertada
pelo governo brasileiro à custa das populações tradicionais, com riscos a
terras indígenas já demarcadas.
A ação das
empresas mineradoras é conhecida pelas violações dos direitos humanos das
populações indígenas ou originárias, tradicionais e campesinas, principalmente
as da Amazônia, “onde tendem a ocupar, sem consulta prévia e com o apoio dos
Estados, os territórios dessas populações, confinando-as em espaços de vida
cada vez mais reduzidos, limitando, assim, as possibilidades de acesso a seus
meios tradicionais de subsistência e destruindo suas culturas”. (Carta Pastoral
do CELAM – Discípulos Missionários Guardiões da Casa Comum, 41)
As perspectivas de expansão dos projetos de mineração na Amazônia serão à custa
da segurança da população e do meio ambiente, mais uma vez por conta do
contexto político brasileiro, no qual a análise dos riscos tende a ser
minimizada e os órgãos de fiscalização e monitoramento enfraquecidos,
preferindo-se o automonitoramento das próprias empresas.
Depositamos a
nossa esperança de mais justiça e cuidado com a Casa Comum Naquele que veio
para que todos tenham vida, e a tenham em abundância (cf. João, 10, 10b).
Brasília, 25 de
janeiro de 2019
Cardeal Cláudio
Hummes - Arcebispo Emérito de São Paulo/SP - Presidente da REPAM-Brasil
Hoje o Papa
preside a Santa Missa, com a dedicação do altar da Catedral de Santa Maria La
Antigua e a solene Vigília de Oração, com os milhares de jovens da JMJ.
Cidade do
Vaticano - Penúltimo dia da Viagem do Santo Padre ao Panamá, por ocasião da 34ª
JMJ.
Na manhã deste
sábado (26/01), o Papa vai deixar a Nunciatura Apostólica da capital panamenha
para ir, de papamóvel, à Catedral de Santa Maria La Antigua, onde presidirá à
Santa Missa, com a dedicação do altar da Basílica, na presença de numerosos
Sacerdotes, Consagrados e Movimentos Leigos.
Catedral do
Panamá
A Catedral
Basílica de Santa Maria La Antigua, é sede da Cúria Episcopal da Arquidiocese
do Panamá, consagrada em 1796. O templo, construído em 1674, ficou quase
abandonado até 2003, quando foi restaurado. Agora é um dos lugares turísticos
mais importantes do bairro Casco Viejo.
O altar-mor, que
o Papa dedicará, na manhã de hoje, foi construído no inicio do século XIX.
Santa Missa
Ao chegar à
Catedral de papamóvel, o Papa será recebido pelo Capítulo Metropolitano, guiado
pelo Arcebispo José Domingo Ulloa Mendieta. O Santo Padre deporá uma rosa de
prata aos pés da estátua de Santa Maria La Antigua.
Após a
celebração Eucarística, que terá como tema de meditação o trecho evangélico de
São João “Os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e verdade”, o
Santo Padre se transferirá ao Seminário Maior São José. Ali, almoçará com o
Arcebispo da Cidade do Panamá, e com dez jovens de diversas nacionalidades,
representantes dos seus coetâneos que participam da JMJ.
Por fim,
Francisco visitará a pequena Capela do Seminário, onde se deterá por alguns
momentos em oração, e cumprimentará os 50 seminaristas presentes.
Após a visita ao
Seminário arquidiocesano, o Papa se dirigirá à Nunciatura Apostólica do Panamá.
Depois de um breve descanso, se transferirá, na parte da tarde, ao Campo São
João Paulo II, situado a 25 quilômetros da Nunciatura, onde presidirá à solene
Vigília de Oração, com os milhares de jovens da JMJ.
Com esta
celebração, o Santo Padre concluirá seu penúltimo dia de atividades em terras
panamenhas.
A Rádio Vatícano e o Vatican News transmitem as duas celebrações com comentários em português.
Devemos reagir
“voltando a beber do poço originário do primeiro amor”. São palavras do Papa
Francisco durante a homilia da Santa Missa na presença de numerosos Sacerdotes,
Consagrados e Movimentos Leigos, na CAtedral de Santa Maria la Antigua.
Cidade do
Vaticano - No terceiro dia da Jornada Mundial da Juventude, o Papa
Francisco celebrou a Santa Missa com a dedicação do altar da Catedral
Basílica Santa Maria La Antigua, com a presença de numerosos Sacerdotes,
Consagrados e Movimentos Leigos.
O Papa iniciou
sua homilia comentando um trecho do Evangelho de João no qual diz que Jesus,
“cansado da caminhada, sentou-Se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do
meio-dia”. Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água.
Disse-lhe Jesus: “Dá-Me de beber”.
Francisco parte
deste fato: Jesus cansado de caminhar, precisava aplacar e saciar a sede e
recuperar as forças, para continuar a sua missão: “levar a Boa-Nova aos pobres,
curar os corações feridos, proclamar a libertação aos cativos e consolar os que
sofriam (…) Todas são situações que nos tolhem a vida e a energia”.
“Mas o Senhor
cansou-Se e, nesta fadiga, encontra lugar tanto cansaço dos nossos povos e da
nossa gente, das nossas comunidades e de todos aqueles que estão cansados e
oprimidos”
O cansaço da
esperança
São múltiplas as
causas e os motivos que “quebratam a vida dos consagrados”. O Papa fala de uma
situação que “parece ter-se instalado nas nossas comunidades”. É uma “espécie
sutil de cansaço, que nada tem a ver com o cansaço do Senhor”:
“Trata-se do
cansaço da esperança” que não deixa avançar e nem olhar para diante. Como se
tudo ficasse confuso” e “pondo em questão as forças, os recursos e a
viabilidade da missão neste mundo que não cessa de mudar e interpelar”.
“É um cansaço
paralisador” disse o Papa que coloca também “em dúvida, a própria viabilidade
da vida religiosa no mundo de hoje”.
“O cansaço da
esperança nasce da constatação de uma Igreja ferida pelo seu pecado e que,
muitas vezes, não soube escutar tantos gritos nos quais se escondia o grito do
Mestre: ‘Meu Deus, porque me abandonaste?’”
(…) e isso faz
com que se instale um pragmatismo cinzento no coração das nossas comunidades”
dando espaço a “uma das piores heresias do nosso tempo: pensar que o Senhor e
as nossas comunidades não têm nada para dizer nem dar a este mundo novo em
gestação. Então aquilo que um dia nasceu para ser sal e luz do mundo, acaba por
oferecer a sua versão pior”.
Devemos reagir
Como o Senhor,
devemos pedir: “Dá-me de beber” para receber daquela “fonte de água que dá a
vida eterna” para voltar, sem medo, ao poço originário do primeiro amor, quando
Jesus passou pelo nosso caminho, olhou-nos com misericórdia e pediu que O
seguíssemos” e “nos fez sentir que nos amava, e não só pessoalmente mas também
como comunidade”.
“Dá-Me de beber»
significa “recuperar a parte mais autêntica dos nossos carismas fundacionais –
que não se limitam apenas à vida religiosa, mas a toda a Igreja – e ver as
modalidades em que se podem expressar hoje (…) significa reconhecer-se
necessitado de que o Espírito nos transforme em homens e mulheres memoriosos de
uma passagem, a passagem salvífica de Deus”. Só assim “a esperança cansada será
curada”, pronta para retomar a missão com a força de Jesus.
Catedral
panamenha
Por fim o Papa
falou da reabertura da Catedral depois de um longo tempo de restauração: “Uma
Catedral espanhola, índia e afro-americana torna-se, assim, Catedral panamenha,
dos panamenhos de ontem, mas também dos de hoje que a tornaram possível. Já não
pertence só ao passado, mas é beleza do presente (…) não deixemos que nos
roubem a beleza herdada dos nossos pais! Seja ela a raiz viva e fecunda que nos
ajuda a continuar fazendo bela e profética a história da salvação nestas
terras”.
No Panamá, a
coletiva de imprensa antes da Vigília desta noite
Foram os jovens,
neste sábado, os protagonistas do encontro com os jornalistas: depois de
compartilhar o almoço com Francisco, falaram sobre o diálogo que tiveram com
ele. Também a Venezuela foi tema da coletiva.
Cidade do
Vaticano - Mais uma coletiva de imprensa com os jornalistas no Panamá para
repercorrer o dia de hoje e responder perguntas. O encontro marcado para às 14
horas locais, começou com cerca de dez minutos de atraso devido ao tráfego da
capital panamenha, particularmente intenso nestes dias da JMJ. Ao lado do
diretor "interino" da Sala de Imprensa do Vaticano, Alessandro
Gisotti, sete dos dez jovens de diferentes nacionalidades, que hoje almoçaram
com o Papa Francisco e conversaram com ele.
O encontro do
Papa com os seminaristas
No centro da
coletiva de imprensa, o almoço dos jovens com Francisco, um momento importante,
mas Gisotti enfatizou outro: "Creio que foram importantes também a visita
breve, mas muito intensa, do Santo Padre à capela do seminário e o encontro com
os seminaristas, durante o qual ele enfatizou a importância para eles, para
esses jovens que estão se preparando para a missão de servir a Deus, de
permanecerem firmes. O Papa dirigiu palavras de encorajamento para que estejam
sempre a serviço de Deus e do povo de Deus".
Grande
preocupação pela Venezuela
Um jornalista
perguntou se o Papa está seguindo a situação na Venezuela. "Certamente, no
coração de Francisco - respondeu Gisotti -, o pensamento e a oração pelo povo
da Venezuela são constantes. Muitos jovens vieram ao Panamá da Venezuela e aqui
existem muitos imigrantes venezuelanos, são uma das maiores comunidades neste
país. Do papamóvel - acrescentou o diretor -, Francisco vê os jovens e às vezes
se detém para saudá-los, como fez, por exemplo, com um grupo de peregrinos
franceses; portanto, podemos ter certeza de que o Papa tem consciência dessa
presença dos jovens". Gisotti reiterou ainda a grande preocupação do Papa
pela situação na Venezuela e recordou que um dos casais que ontem leu os textos
de uma das Estações da Via Sacra, era venezuelano. E se podia ver claramente a
bandeira e a palavra Venezuela. "Este é o sinal mais forte - disse ainda
–, de que a Venezuela esteve presente nas Estações da Via Sacra, como é
significativo também que em cada estação havia uma referência a um país
diferente, porque cada um carrega um sofrimento.
Violência contra
mulheres e o bullying
Alessandro
Gisotti sublinhou então a concretude dos temas que foram apresentados pelos
jovens na Via Sacra, como o feminicídio e a violência contra as mulheres,
problemas que estão muito presentes no Continente americano, mas não só. Ou do
bullying. Há uma grande preocupação por parte do Papa - disse -, por esse
fenômeno totalmente oposto ao valor da amizade. Francisco ficou muito feliz com
a iniciativa da jovem que ontem cantou uma canção composta por ela na qual
denuncia esse mal.
Dez jovens de
todo o mundo fizeram perguntas ao Papa em um ambiente familiar e festivo. Na
coletiva de imprensa de hoje, eles contaram aos jornalistas como foi o almoço.
Cidade do
Vaticano - Um "almoço familiar", como aqueles que acontecem nas casas
de todos, com o convívio e a familiaridade necessários para falar sobre os
desafios, sobre os problemas reais e sobre as coisas mais importantes da vida.
Foi o que disse, o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro
Gisotti, descrevendo o almoço no Seminário maior de São José, do Papa Francisco,
com dez jovens participantes da JMJ, cinco rapazes e cinco moças dos 5
continentes. Grande a alegria e a emoção dos jovens, emocionados pela
simplicidade e disponibilidade do Papa.
Apoiar vítimas
de abusos
As perguntas dos
jovens ao Santo Padre abordaram os temas que são mais sensíveis para eles: de
como ser jovens na Igreja às questões relacionadas à sua realidade de origem.
Brenda Noriega, nascida no México, mas cidadã estadunidense, expressou sua
preocupação com a situação da Igreja nos Estados Unidos devido ao escândalo dos
abusos sexuais. O Papa Francisco reiterou o apoio da Igreja às vítimas e a
importância da oração. Uma igreja pastoral que caminhe com as vítimas e as
escute. Presente como "Igreja na Igreja unida".
Trabalhar juntos
com as outras religiões
A relação da
Igreja com outras religiões é o assunto da pergunta de Denis Montano Galdamez,
da Austrália. O importante, respondeu o Pontífice, é trabalhar juntos pelo bem
comum e melhorar o mundo, não se combater sobre teologias e ideologias. Dana
Salah, uma palestina, ao invés, está preocupada com a emigração dos cristãos. A
Palestina será sempre a pátria de Jesus e os cristãos serão sempre originários
da Palestina, respondeu o Papa, e isso ajudará os cristãos a se sentirem mais
unidos e a preservarem sua existência naquele país.
Aos jovens a
tarefa de transformar a sociedade
Emilda Santo
Montezuma, panamenha, recordou ao Santo Padre quanto é importante para toda a
América Latina esta Jornada Mundial da Juventude e perguntou qual é a
contribuição dos jovens para a melhor da sociedade e como lidar com as mudanças
climáticas. O futuro são os jovens e cabe a vocês se tornarem líderes para
transformar a sociedade, disse o Papa, recordando também a importância de
preservar a identidade e a cultura dos povos indígenas: sem raízes, de fato,
uma árvore não é nada.
Depois do
almoço, a oração com os seminaristas
Depois do almoço
- que também contou com a presença do arcebispo do Panamá, dom José Domingo
Ulloa Mendieta -, o Papa Francisco foi à Capela do Seminário de São José para
um momento de oração. Ele depois saudou os cinquenta seminaristas presentes,
incentivando-os a servirem sempre ao Senhor.
Cantando contra
o bullying, jovem impressiona o Papa Francisco
Martha Avila, de
16 anos, de Honduras, cantou uma música escrita por ela mesma contra o
bullying.
Cidade do Panamá
- O Papa Francisco encontrou na tarde de sexta-feira (25/01), na Nunciatura
Apostólica, um grupo de jovens de Scholas Occurentes, que participou da
iniciativa “Scholas Cidadania” no Haiti, Panamá e Honduras. O encontro durou
cerca de 30 minutos.
O Santo Padre,
dirigindo-se aos jovens, lhes agradeceu por terem falado de questões concretas
e destacou a importância do diálogo entre jovens e idosos, especialmente os
avós, e sobre o valor das raízes.
Em especial, uma
jovem de Honduras cantou uma música escrita por ela contra o bullying, que
impressionou o Papa Francisco.
Ser "influencer" hoje é ser como Maria e dizer "sim" ao
Senhor
O Papa Francisco
presidiu à vigília da JMJ 2019 no Campo São João Paulo II, em Cidade do Panamá.
Em seu discurso, usou neologismos digitais para falar da "mulher que teve
maior influência na história".
Cidade do Panamá
- Um verdadeira festa feita de oração, cantos, danças, testemunhos e reflexão:
assim foi a vigília que se realizou no Campo São João Paulo II com os jovens
participantes da Jornada Mundial da Juventude do Panamá.
O ápice foi a
adoração ao Santíssimo, mas o discurso do Papa Francisco foi outro grande
momento, que – como sempre – usou a linguagem dos seus interlocutores. O
Pontífice se inspirou no testemunho dado momentos antes por alguns jovens para
transmitir a sua mensagem, desta vez mariana.
História da amor
“A salvação que
o Senhor nos dá é um convite para participar numa história de amor”, disse o
Papa e foi assim que Ele surpreendeu Maria.
“A jovem de
Nazaré não aparecia nas «redes sociais» de então, não era uma influencer – uma
influenciadora digital – mas, sem querer nem procurá-lo, tornou-Se a mulher que
maior influência teve na história.”
Influencer de
Deus
Francisco
definiu Maria como a “influencer de Deus”, que com palavras soube dizer «sim»,
“confiando no amor e nas promessas de Deus, única força capaz de fazer novas
todas as coisas”.
A força desse
“sim” impressiona, prosseguiu Francisco. Foi o «sim» de quem quer
comprometer-se e arriscar. Nesta estrada, o primeiro passo é não ter medo de
receber a vida como ela vem, com suas imperfeições e dificuldades.
“O amor do
Senhor é maior que todas as nossas contradições, fragilidades e mesquinhices,
mas é precisamente através das nossas contradições, fragilidades e mesquinhices
que Ele quer escrever esta história de amor.”
Comunidade
Retomando a
linguagem juvenil, o Papa recordou que não basta estar conectado o dia inteiro
para se sentir reconhecido e amado. Mas é preciso encontrar espaços onde os
jovens possam sentir-se parte de uma comunidade.
Portanto, o
segundo passo é criar elos, laços, família: uma comunidade onde possam se
sentir amados. Espaços onde receber raízes e leva-las adiante.
“Ser um
influencer no século XXI significa ser guardião das raízes, guardião de tudo
aquilo que impede a nossa vida de tornar-se «gasosa», evaporando-se no nada.
Sejam guardiões de tudo o que permite sentir-nos parte uns dos outros,
pertencer-nos mutuamente.”
Faça-se em Mim
Interagindo com
a multidão, Francisco perguntou se os jovens estão dispostos a responder o
“sim” Maria, “Faça-se em Mim”:
“O Evangelho
ensina-nos que o mundo não será melhor por haver menos pessoas doentes,
debilitadas, frágeis ou idosas de que ocupar-se, nem por haver menos pecadores,
mas será melhor quando forem mais as pessoas que, como estes amigos, estiverem
dispostas e tiverem a coragem de dar à luz o amanhã e acreditar na força
transformadora do amor de Deus.”
Coragem foi a
palavra final do Papa:
“Não tenham medo
de dizer ao Senhor que vocês também querem fazer parte da sua história de amor
no mundo.”
Mais uma “abominação
da desolação”, como disse Jesus no Evangelho de Marcos, referindo-se aos
absurdos nascidos das ganâncias e descasos com o outro, com a verdade e com o
bem de todos: mais uma barragem rompida em Minas Gerais, agora em Brumadinho,
Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Arquidiocese de Belo Horizonte une-se
a cada um dos atingidos, compartilhando suas dores. Nossas comunidades de fé,
especialmente às que servem ao Vale do Paraopeba, estejam juntas, para levar
amparo, ajuda, a todos que sofrem diante de tão lamentável tragédia.
Os danos humanos
e socioambientais são irreparáveis e apontam para uma urgência, já tão
evidente: é preciso repensar modelos de desenvolvimento que desconsideram o
respeito à natureza, os parâmetros de sustentabilidade. Uma triste
coincidência: nesta sexta-feira, dia 25, quando uma barragem se rompe no
coração da nossa amada Brumadinho, entrou em pauta, no Conselho da Secretaria
Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, autorização para a
retomada da mineração na Serra da Piedade. Uma tragédia se efetiva e outra se
anuncia.
A Arquidiocese
de Belo Horizonte defende, incansavelmente, de modo inegociável, a natureza,
obra do Criador, compreendendo que o ser humano, as plantas e os animais devem
viver em completa harmonia, pois são todos habitantes do planeta, a Casa Comum.
Rezemos pelas
vítimas desta tragédia, unidos ao coração de cada pessoa e de todas as famílias
que sofrem, renovemos, mais uma vez, o nosso compromisso com a solidariedade. É
urgência minimizar a dor dos atingidos por mais esse desastre ambiental, sem se
esquecer de acompanhar, de perto, a atuação das autoridades, na apuração dos
responsáveis por mais um triste e lamentável episódio, chaga aberta no coração
de Minas Gerais. A justiça seja feita, com lucidez e sem mediocridades que
geram passivos, com sentido humanístico e priorizando o bem comum, com
incondicional respeito e compromisso com os mais pobres. Minas Gerais está de
luto.
Dom Walmor
Oliveira de Azevedo - Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte
Ajude aos
atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho
Diante da
tragédia ocorrida em Brumadinho, a Arquidiocese de Belo Horizonte inicia
campanha solidária para arrecadar roupas, alimentos e água, destinados aos
atingidos pelo rompimento da barragem.
As doações podem
ser entregues no seguinte endereço: Rua Além Paraíba, 208 – Lagoinha. Telefone:
3423-2187
Também é
possível doar pela conta:
Vicariato
Episcopal para a Ação Social e Política
Banco do Brasil - Agência – 3494-0 - Conta Corrente: 26227-7
Nesta
sexta-feira o Santo Padre visita o Centro de Reabilitação de Menores e preside
a Via Sacra no Campo Santa Maria La Antigua
Cidade do
Vaticano - O Santo Padre inicia suas atividades, nesta sexta-feira (25/01),
terceiro dia da sua viagem ao Panamá, com uma visita ao Centro de Reabilitação
de Menores “Las Garzas”, em Pacora, situado a cerca de 40 quilômetros da
capital panamenha.
Esta
Penitenciária, que acolhe 192 menores, é considerada um verdadeiro exemplo para
o país, porque oferece aos jovens detidos um percurso de integração social
integral, mediante um caminho educativo, familiar, sanitário e de formação
profissional e humana.
Neste Centro de
Reabilitação, o Papa presidirá a uma liturgia Penitencial, com os menores e
jovens, privados de liberdade em Pacora, refletindo sobre a citação evangélica:
“Haverá alegria no céu por um só pecador que se converte”.
Ao término da
celebração, Francisco retornará à Nunciatura Apostólica da capital panamenha,
para o almoço e um breve momento de descanso.
Na parte da
tarde, o Santo Padre se transferirá ao Campo de Santa Maria La Antigua, às
margens do Oceano Pacífico, onde presidirá à Via Sacra com os milhares de
jovens desta 34ª JMJ.
Com este
encontro, o Papa encerra seu terceiro dia de atividades em terras panamenhas.
O Papa Francisco
visitou o Centro de Reabilitação de Menores "As Garças" na manhã
desta sexta-feira (25/01) em Pacora, região metropolitana da Cidade do Panamá.
O Pontífice motivou a não ter medo da transformação e da conversão, e de
superar os olhares da "murmuração e fofocas": os rótulos produzem
divisão, "aqui os bons, ali os maus; aqui os justos, ali os
pecadores". Já o amor de Deus cura, perdoa e gera caminhos de salvação.
Cidade do
Vaticano - O Papa Francisco iniciou as atividades na manhã desta sexta-feira
(25/01), terceiro dia da sua viagem ao Panamá, com uma visita ao Centro de
Reabilitação de Menores “As Garças”, em Pacora, situado a cerca de 40
quilômetros da capital panamenha. A penitenciária, que acolhe 192 menores,
é considerada um exemplo para o país, porque oferece aos jovens detidos um
percurso de integração social integral, mediante um caminho educativo,
familiar, sanitário e de formação profissional e humana.
O Papa presidiu
uma liturgia penitencial no local, com os menores e jovens, privados de
liberdade, partindo da citação evangélica: “Haverá alegria no céu por um só
pecador que se converte”. Jesus acolhe os pecadores e come com eles! Esse
gesto, disse o Papa, causou murmuração entre alguns fariseus e escribas,
escandalizados e incomodados com a atitude de Jesus. Eles queriam
desqualificá-Lo e desacreditá-Lo diante do povo.
Jesus não tem
medo de Se aproximar daqueles que, por inúmeras razões, carregavam o peso do
ódio social, como no caso dos publicanos – lembremo-nos que os publicanos se
enriqueciam roubando o seu próprio povo, provocando muita, mas muita indignação
– ou o peso das suas culpas, erros e enganos, como no caso daqueles que eram
conhecidos por pecadores. Fá-lo porque sabe que, no Céu, há mais alegria por um
só pecador convertido do que por noventa e nove justos que não precisam de
conversão (cf. Lc 15, 7).
O olhar da
murmuração e fofocas
Enquanto eles se
limitavam a murmurar ou a ficar indignados, sem a possibilidade de qualquer
mudança, conversão e inclusão, explicou o Papa, Jesus se aproxima, se
compromete, colocando em risco a sua reputação, e convida sempre a uma maior
renovação da vida e da história. Dois modos de se comportar, bem diferentes,
que se contrapõem: um olhar estéril e infecundo – murmuração e fofocas – e o
outro que convida à transformação e à conversão, proposta pelo Senhor.
Explicando o primeiro modo de se comportar, Francisco disse parece ser mais
fácil colocar etiquetas e rótulos que produzem divisão: aqui os bons, ali os maus;
aqui os justos, ali os pecadores.
Esse modo de
agir dos fariseus e escribas, disse o Papa, contamina tudo, levanta um muro
invisível, marginaliza, separa e isola num círculo vicioso.
“Que pena faz
ver uma sociedade que concentra as suas energias mais em murmurar e indignar-se
do que em comprometer-se, empenhar-se por criar oportunidades e transformação!”
O olhar da
conversão
Aqui, Francisco
esclareceu a atitude de Jesus que visa a conversão e a transformação, mediante
o amor misericordioso do Pai:
Um amor que não
tem tempo para murmurar, mas procura romper o círculo da crítica inútil e
indiferente, neutra e imparcial e assume a complexidade da vida e de cada
situação; um amor que inaugura uma dinâmica capaz de proporcionar caminhos e
oportunidades de integração e transformação, cura e perdão, caminhos de
salvação.
Ao comer com os
publicanos e pecadores, Jesus rompe a lógica de separação, exclusão, isolamento
e divisão entre bons e maus. Assim, rompe também com outro tipo de murmuração,
a interior, incapaz de transformação.
Por isso, o
Santo Padre exortou os presentes a percorrer esse caminho de superação,
proposto por Jesus, sem desanimar. A alegria e a esperança do cristão nasce da
experiência do olhar de Deus, que caminha conosco e nos ajudar a alcançar
nossas metas. "Amigos, cada um de nós é muito mais do que os rótulos que
nos dão", disse o Papa.
Uma sociedade
adoece quando não é capaz de fazer festa pela transformação dos seus filhos,
uma comunidade adoece quando vive a murmuração que esmaga e condena, sem
sensibilidade. Uma sociedade é fecunda quando consegue gerar dinâmicas capazes
de incluir e integrar, assumir e lutar para criar oportunidades e alternativas
que deem novas possibilidades aos seus filhos, quando se preocupa por criar
futuro com comunidade, instrução e trabalho. E embora possa experimentar a
impotência de não saber como, nem por isso se arrende, mas tenta de novo. Todos
nos devemos ajudar para aprender, em comunidade, a encontrar estes
caminhos.
O Papa finalizou
convidando todos "a lutar sem cessar para encontrar caminhos de inserção e
transformação", e a "experimentar o olhar do Senhor que vê, não um
rótulo ou uma condenação, mas filhos".
Após o rito
penitencial, o Papa Francisco deu de presente aos jovens detidos uma escultura
de ferro de Cristo na Cruz contornado por ramos de oliveira, de um artesão
italiano, Pietro Lettieri.
Ao término da
celebração, Francisco retornará à Nunciatura Apostólica da capital panamenha,
para o almoço e um breve momento de descanso. Na parte da tarde, o Santo
Padre se transferirá ao Campo de Santa Maria La Antigua, às margens do Oceano
Pacífico, onde presidirá à Via Sacra com os milhares de jovens desta 34ª
JMJ. Com este encontro, o Papa encerra seu terceiro dia de atividades em
terras panamenhas.
prolonga-se nos jovens absorvidos numa espiral de morte
"O caminho
de Jesus para o Calvário é um caminho de sofrimento e solidão que continua em
nossos dias. Ele caminha e sofre em tantos rostos que padecem a indiferença da
nossa sociedade", disse Francisco.
Cidade do Vaticano - O Papa Francisco
participou da Via-Sacra com os jovens, nesta sexta-feira (25/01), realizada no
Campo Santa Maria la Antigua, situado na orla marítima, em Cidade do Panamá. O
evento contou com a participação de 400 mil pessoas.
“O caminho de
Jesus para o Calvário é um caminho de sofrimento e solidão que continua em
nossos dias. Ele caminha e sofre em tantos rostos que padecem a indiferença
satisfeita e anestesiante da nossa sociedade que consome e se consome, que
ignora e se ignora na dor de seus irmãos”, disse o Pontífice em seu discurso.
Fácil cair na
cultura do bullying
Segundo o Papa,
“também nós, amigos do Senhor, nos deixamos levar pela apatia e inatividade.
Tantas vezes nos derrotou e paralisou o conformismo. Foi difícil reconhecer o
Senhor no irmão sofredor: desviamos o olhar, para não ver; refugiamo-nos no
barulho, para não ouvir; tapamos a boca, para não gritar”.
Francisco disse
ainda que é mais fácil e vantajoso “ser amigo nas vitórias e na glória, no
sucesso e no aplauso. É mais fácil estar próximo a quem é considerado popular e
vencedor. Como é fácil cair na cultura do bullying, do assédio e da
intimidação!”
A Via-Sacra de
Jesus se prolonga
Para o
Pontífice, a Via-Sacra de Jesus se prolonga hoje “no grito sufocado das
crianças impedidas de nascer e daquelas que não têm o direito de ter uma
infância, uma família, uma instrução; que não podem brincar, cantar e sonhar;
nas mulheres maltratadas, exploradas e abandonadas, despojadas e ignoradas na
sua dignidade; nos olhos tristes dos jovens que veem suas esperanças de futuro
serem arrebatadas por falta de instrução e trabalho digno; na angústia de
rostos jovens que caem nas redes de pessoas sem escrúpulos, redes de
exploração, criminalidade e abuso que se alimentam de suas vidas”.
A Via-Sacra de
Jesus se prolonga “em tantos jovens e famílias absorvidos numa espiral de morte
por causa da droga, do álcool, da prostituição e do tráfico humano, nos jovens
com rostos franzidos que perderam a capacidade de sonhar, criar e inventar o
amanhã, na solidão resignada dos idosos abandonados e descartados, nos povos
nativos, despojados de suas terras, raízes e culturas, silenciando e apagando
toda a sabedoria que possam oferecer, no grito da mãe Terra ferida em suas
entranhas pela contaminação da atmosfera, a esterilidade de seus campos, o lixo
de suas águas, e se vê espezinhada pelo desprezo e o consumo enlouquecido que
ignora razões. Prolonga-se numa sociedade que perdeu a capacidade de
chorar e comover-se diante do sofrimento”.
Como reagimos
diante de Jesus que sofre?
“Jesus continua
caminhando, carregando e padecendo em todos esses rostos, enquanto o mundo,
indiferente, consuma o drama da sua própria frivolidade”, destacou o Papa.
“E nós, Senhor,
o que fazemos?”, perguntou Francisco. “Como reagimos diante de Jesus que sofre,
caminha, emigra no rosto de tantos amigos nossos, de tantos desconhecidos que
aprendemos a tornar invisíveis? Permanecemos aos pés da cruz, como Maria?”
“Queremos ser
uma Igreja que apoia e acompanha, que sabe dizer: estou aqui, na vida e nas
cruzes de tantos cristos que caminham ao nosso lado”, concluiu o
Papa.