segunda-feira, 27 de março de 2023

Importante reflexão:

A Páscoa está vindo

Estamos quase chegando na celebração da Páscoa do Senhor Jesus Cristo. E nós, como estamos?

O primeiro ponto importante é ter fé na Santíssima Trindade. Sem Ele, nada podemos. Quando, no dia da Quarta-Feira de Cinzas, foste à missa para receber as cinzas, deves, com certeza, ter afirmado e renovado a tua fé. Nós temos a Trindade Santa diante de nós e, também, no nosso interior. E rezamos a ela. A Trindade nos ouve sempre. Lembramos de Jesus Cristo: quantas vezes Ele se encontrou com o Pai e o Espírito Santo. Por isso, Ele sempre teve tanta força e alegria em anunciar, curar e libertar a todos os que se dirigem a Ele.

O segundo ponto é confessar-se. Não é somente imaginar estar diante de Jesus Cristo. O confessar-se é uma celebração, que precisa ser preparada de maneira individual. Se tu fores pai ou mãe, vai confessar-te e fala com tua família sobre esta vossa ida. Aqui, recordamos os pontos centrais: primeiro é dar-se conta de que pecamos e escrever tudo o que lembramos; segundo é ir à Igreja e preparar-se. Pecado é tudo o que nos afasta de Deus e dos irmãos e irmãs; terceiro: tomar o papel e escrever tudo o que lembrar e é bom levar ele junto para a hora da confissão; quarto, ir e procurar um padre. Não temos padres melhores ou não. Os padres todos perdoam os pecados; quinto, confessar tudo ao padre; sexto: ouvir tudo o que o padre te falar, realizando a penitência que ele der.

O terceiro ponto é rezar e se converter. As obras de penitência quaresmal: Jejum. Sinal exterior de uma conversão interior. O jejum é expressão da vontade de vencer e se converter. Oração. O terço e a missa, quando é possível. A liturgia da Palavra, que devemos acolher sempre. Sem dúvidas, a minha vocação depende da minha oração. Devo rezar muito. Predispõe o se colocar diante de Deus. Como está sendo a minha oração neste tempo? Esmola. “A penitência quaresmal não deve ser apenas interna e individual, mas também externa e social” (SC 110).

O quarto ponto é fazer o bem. Neste ponto, de fazer o bem, ficamos em silêncio e não falamos nada. O que fizemos ou não, isto está no nosso interior e com o padre que nos ouve em confissão. Quando realizamos isto nos sentimos bem e felizes. Mas que o que é “fazer o bem”? São infinitas as possibilidades: há quem se incomoda com alguém que lhe grita; a quem o dízimo lhe custa; às vezes, somos queixosos e falamos mal dos irmãos de caminhada e o olhar pelos mais pobres.

O quinto ponto é a vivência da Campanha da Fraternidade. Lembram que estamos vivendo, junto com a Quaresma, nossa Fraternidade e Fome. O objetivo geral da Campanha da Fraternidade: “Sensibilizar a sociedade e a Igreja para enfrentarem o flagelo da fome, sofrido por uma multidão de irmãos e irmãs, por meio de compromissos que transformem esta realidade a partir do Evangelho de Jesus Cristo” (Texto-Base, p. 9).

Dom Adelar Baruffi - Arcebispo de Cascavel (PR)

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Dom Jaime Spengler convida ao gesto concreto da CF 2023:

a Coleta Nacional da Solidariedade,
no Domingo de Ramos, dia 2

O arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, no vídeo abaixo, convida a todos os cristãos e católicos do Brasil a expressar concretamente a caridade no período da Quaresma na Coleta Nacional da Solidariedade, no dia 2 de abril, no Domingo de Ramos.

Segundo o primeiro vice-presidente da CNBB a doação à Coleta é uma forma concreta e objetiva de se solidarizar com quem menos tem. “Sejamos generosos e colaboremos, fazendo nossa oferta que será destinada certamente a quem mais precisa”, conclamou dom Jaime.

Fundo Nacional de Solidariedade

O valor arrecadado na Coleta Nacional da Solidariedade é destinado à composição do Fundo Nacional de Solidariedade, inciativa que apoia, a partir do lançamento de um edital a cada ano, projetos alinhados com os objetivos e temas da CF. Formado por 60% de toda a arrecadação da Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da CF, realizado em todas as dioceses, paróquias e comunidades durante o Domingo de Ramos, o FDS é gerido pela própria diocese, em vista dos seus projetos sociais. Os outros 40% compõem o FNS, que é administrado pelo Departamento Social da CNBB, sob a orientação do Conselho Gestor da entidade.

Todo ano, o Departamento Social da CNBB publica um edital específico, a previsão em 2023 é que seja publicado no dia 10 de abril, com critérios, para seleção dos projetos sociais. São priorizados aqueles que estejam em sintonia com os objetivos gerais e específicos da Campanha da Fraternidade vigente no ano.

Projetos apoiados em 2022

Em 2022, o Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade, o FNS, aprovou com recursos da Coleta Nacional de Solidariedade da Campanha da Fraternidade cujo tema foi educação, 186 projetos, no valor total de 4,9 milhões de reais.

Os projetos foram escolhidos em quatro reuniões realizadas no ano, nas quais foram analisadas e aprovadas as iniciativas de impacto social cadastradas junto à CNBB, a partir dos três eixos definidos no edital lançado no mês de abril (1º eixo: Apoio a projetos educativos; 2º eixo: auxílio a situações de insegurança alimentar e vulnerabilidade social: e 3º eixo: capacitação para a geração de renda)

O levantamento do Departamento Social da CNBB indica que foram analisados 540 projetos no total. Dos aprovados, foram 98 para o Eixo 1, 48 para o Eixo 2 e 40 para o Eixo 3. Na divisão por região geográfica do Brasil, a distribuição ficou assim: Norte, 22; Nordeste, 54; Centro-Oeste, 20; Sudeste, 61 e Sul, 29.

Veja a íntegra da mensagem abaixo:

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domingo, 26 de março de 2023

Papa no Angelus deste domingo:

não ceda à dor e ao pessimismo, Deus está perto de nós!

Francisco no Angelus deste domingo: “talvez também nós, neste momento, carregamos em nossos corações algum peso ou algum sofrimento, que parecem nos esmagar. Então é hora de remover a pedra e sair ao encontro de Jesus, que está próximo”.

"Não ceda ao pessimismo que deprime, ao medo que isola, ao desânimo pela recordação de más experiências, ao medo que paralisa"! O Papa Francisco introduzindo a recitação do Angelus comentou a passagem do Evangelho deste V Domingo da Quaresma, a ressurreição de Lázaro, "querido amigo de Jesus", para sublinhar que Jesus "dá vida mesmo quando parece não haver mais esperança" e "convida-nos a não deixar de acreditar e esperar, a não nos deixarmos esmagar por sentimentos negativos".

"Acontece, às vezes, sentir-se sem esperança, aconteceu com todos, ou encontrar pessoas que perderam a esperança: amarguradas", com "um coração ferido", "por causa de uma perda dolorosa, uma doença, uma decepção, um erro ou uma traição sofrida, por um grave erro cometido", observou o Pontífice.

"Às vezes ouvimos as pessoas dizerem: 'Não há mais nada a ser feito!' e fecha a porta a toda esperança. Estes são momentos em que a vida parece um sepulcro fechado: tudo é escuro, ao redor vemos apenas dor e desespero". Em vez disso, Jesus "nos diz que isto não é assim, o fim não é este, que nestes momentos não estamos sozinhos, pelo contrário, que precisamente nestes momentos Ele se aproxima mais do que nunca para restaurar nossa vida". Jesus chora, o Evangelho diz que ele chora diante do sepulcro de Lázaro, e Jesus chora conosco, como chorou por Lázaro: o Evangelho repete duas vezes que ele se comoveu e sublinha que Ele chorou".

Jesus, continua Francisco, "aproxima-se de nossos sepulcros e nos diz, como então: 'Tire a pedra'". "Tire a pedra: a dor, os erros, também os fracassos, não os escondam dentro de vocês, em um quarto escuro e solitário, fechado". Tire a pedra: tire tudo o que está dentro, jogue-a em mim com confiança, sem medo, porque estou com você, amo você e desejo que viva novamente".

E, como a Lázaro, acrescenta o Papa, "repete a cada um de nós: vem para fora! Levante-se, retome o caminho, recupere a confiança! Eu levo você pela mão, como quando você era uma criança aprendendo a dar seus primeiros passos". "Tire as ataduras que o prendem, por favor não ceda ao pessimismo que deprime, não ceda ao medo que isola, não ceda ao desânimo por causa da recordação de más experiências, não ceda ao medo que paralisa. Eu o quero livre e vivo, não o abandonarei e estou com você". "Não se deixe aprisionar pela dor, não deixe morrer a esperança: volte à vida". "Eu pego você pela mão e trago você para fora" da escuridão, diz Jesus.

Esta passagem, capítulo 11 do Evangelho de João, nos faz tão bem lê-la, enfatiza o Papa. "É um hino à vida", diz, "e nós o lemos quando a Páscoa está próxima. Talvez também nós, neste momento, carregamos em nossos corações algum fardo ou algum sofrimento, que parece nos esmagar. Alguma coisa ruim, algum pecado feio, algum erro da juventude", acrescenta Francisco.

"Então é o momento de remover a pedra e sair ao encontro de Jesus, que está próximo". "Conseguimos abrir nossos corações e confiar nossas preocupações a Ele? Abrir o sepulcro dos problemas e olhar para além da soleira, em direção à sua luz? Ou será que temos medo disso? E, por sua vez, como pequenos espelhos do amor de Deus, será que conseguimos iluminar os ambientes em que vivemos com palavras e gestos de vida? Damos testemunho da esperança e da alegria de Jesus? Nós pecadores, todos nós?".

Francisco dirigiu-se novamente aos confessores: "Caros irmãos, não esqueçam que vocês também são pecadores e no confessionário não sejam torturadores, mas perdoem tudo".

O Papa concluiu: “Maria, Mãe da Esperança, renove em nós a alegria de não nos sentirmos sozinhos e o chamado a levar luz à escuridão que nos circunda”.

Silvonei José - Vatican News

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Assista:

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Missa das 19h do sábado:

Ação de Graças pela Festa em louvor a São José

Entre o grande número de fiéis que participou da missa das 19h neste sábado estava grande parte dos voluntários que trabalharam durante a Novena e no dia da Festa em louvor a São José. Presidiu a Eucaristia o padre Leandro Carvalho e concelebrou o padre José Raimundo.

Na homilia, padre Leandro destacou a necessidade de todos nós, pecadores, deixarmos o estado de morte com o pecado para viver uma nova vida, plena do amor de Deus. No final da missa agradeceu a todos os colaboradores da festa.

Após a oração a São José, foi cantado o hino em seu louvor e dada a bênção final.



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Momentos











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sábado, 25 de março de 2023

Reflexão para

o V Domingo da Quaresma

O tema da liturgia deste domingo é o Senhor como fonte da Vida, como a própria Vida.

O tema da liturgia deste domingo é o Senhor como fonte da Vida, como a própria Vida.

Este relato é uma catequese sobre a ressurreição. Faz parte do tradicionalmente chamado Livro dos Sinais, do qual é o sétimo e o último sinal realizado por Jesus, segundo o Evangelho de João.

A primeira leitura fala da revivificação de ossos ressequidos e o evangelho nos apresenta a belíssima cena conhecida como ressurreição de Lázaro. O Senhor mostra seu poder não para intimidar o ser humano, mas para salvá-lo, para trazê-lo à vida e devolver a alegria à sua família.

Se prestarmos bastante atenção nos gestos de Jesus, ele não restringe sua ação aos momentos limites como a morte, mas ele age trazendo a saúde, recuperando pessoas envolvidas com situações de morte, enfim perdoando o pecados. Ele, a Vida, recupera o que estava perdido. Por isso, supliquemos ao Senhor da Vida que traga harmonia àquele casal que está com dificuldades no relacionamento conjugal, àquele jovem que perde sua vida nas drogas, àquele pai de família que gasta o dinheiro do sustento familiar nos jogos de azar, àquela moça que destrói sua vida através da prostituição.

Apresentemos ao Senhor aquelas mães que pensam em abortar a vida que Deus colaborou para que gerassem, aqueles médicos que desejam aliviar o sofrimento de seus pacientes agindo diretamente contra o dom divino da vida, e tantos outros casos que conhecemos. Só Deus poderá iluminar essas pessoas, mostrando-lhes o verdadeiro sentido da vida e dando-lhes coragem para enfrentar  com fé, esperança e caridade essas situações dificílimas.

O Senhor quer nos libertar de todas essas mortes e também daquela que leva nosso corpo para o cemitério, quer sinalizar que pode muito mais, que pode nos libertar da morte definitiva. Ele disse: “ Quem crê em mim, ainda que morra viverá, e quem vive e crê em mim, não morrerá para sempre.”

A segunda leitura da liturgia de hoje nos apresenta Paulo dizendo que não morremos porque, no batismo, assumimos essa vida dada a nós, por Jesus, em sua cruz e ressurreição. A partir do batismo, da profissão de fé em Jesus, viveremos, mesmo que, aparentemente, estejamos mortos. Aí não será uma reanimação do corpo ou revivificação como em Lázaro, que voltou à vida e depois morreu de novo, mas ressurreição, ou seja, Jesus nos dá a vida sem fim e plena, sem doenças, sem drogas, sem desavenças.

Ele nos dará aquilo que desejamos: vida saudável, ao lado das pessoas queridas que amamos, ao lado do Pai, de Maria, de todos os santos, e para sempre. Essa vida já pode começar agora, se colocarmos em prática a renúncia à cultura de morte, renúncia feita no batismo e, simultaneamente, colocarmos também em prática a profissão de fé na cultura de vida trazida por Jesus.

Que a graça de Deus nos conduza à opção pela Vida, em todos os momentos de nossa caminhada. Que nossa religiosidade nos leve a colocar em prática a ordem de Jesus: “Desatai-o e deixai-o ir”. Desatemos os laços de morte que amarram a nós e a nossos irmãos, e caminhemos juntos para a vida, como filhos do mesmo Pai, como destinatários que somos todos nós da salvação trazida por Cristo Jesus, nosso Redentor!

Padre Cesar Augusto, SJ – Vatican News

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Francisco a fiéis de Milão:

“caminhar juntos colocando o amor em primeiro lugar”

O Santo Padre recebeu na manhã deste sábado, 25, no Vaticano, os peregrinos de duas paróquias de Rho, na arquidiocese de Milão.

O Santo Padre ao cumprimentar os presentes,  dirigiu-se, de modo particular, ao pároco, Padre Michele de Tolve, que conhece há muitos anos.

Depois, falando aos seus paroquianos, Francisco disse que “representam as várias realidades das suas paróquias: gerações diferentes, formação, serviços e outras obras complementares”. E explicou:

“Com efeito, a Igreja é um corpo composto de muitos membros, todos ao serviço uns dos outros, animados pelo mesmo amor de Cristo. Lembrem-se sempre que com a beleza e a riqueza desta variedade de dons e de comunhão vocês levam Jesus ao mundo. Eis o meio mais poderoso para anunciar o Evangelho, antes das palavras. Por isso, convido todos a renovar o compromisso de ser generosos e dóceis à vontade do Senhor”.

O pároco Padre Michele, em sua saudação inicial ao Papa, recordou as palavras que Francisco pronunciou, há dez anos, em 13 de março de 2013, ao ser eleito Bispo de Roma. De fato, da Loggia da Basílica de São Pedro, o novo Papa disse à multidão presente na Praça: “Comecemos juntos este caminho: Bispo e povo, um caminho de fraternidade, amor e confiança”. Hoje, Francisco renova este propósito:

“Exorto-os a caminhar juntos, como irmãos e irmãs, porque a fraternidade torna as pessoas mais livres e felizes. O mundo não acaba conosco, mas o descobrimos de verdade ao caminhar juntos, dia após dia. Eis porque a Paróquia é importante: por ser o lugar onde, no seguimento de Jesus, nos encontramos, nos conhecemos, nos enriquecemos: gerações diferentes, condições culturais e sociais...”.


Caminhar juntos

Logo, caminhar juntos, frisou Francisco, colocando o amor em primeiro lugar nas atividades educativas, creches, grupos, Oratórios, atenção aos pobres, últimos, idosos, solitários, noivos, famílias e nas atividades musicais e esportivas. Assim, neste terreno, às vezes árido e árduo, podemos semear o amor e transformar o lugar onde vivemos em uma paisagem luxuriante, rica dos bons frutos do Evangelho. Amar, acrescentou o Papa, significa "alargar os horizontes", construir a unidade, na confiança e no acolhimento, trabalhar juntos e formar uma comunidade sem divisões.

Esta experiência paroquial também foi feita por Jorge Bergoglio, quando foi pároco por seis anos e, ainda hoje, a traz em seu coração.

O Santo Padre concluiu sua saudação aos fiéis das paróquias milaneses de Rho, recordando: “A Paróquia é um lugar abençoado, onde nos sentimos amados. Quem bate à porta das nossas igrejas e dos nossos ambientes eclesiais é porque quer receber um sorriso acolhedor, mãos e braços abertos e um encontro carinhoso. Na Paróquia, cada um carrega seu fardo e o partilha com os outros para aliviar os seus”.

Por fim, o Papa exortou os fiéis a participar da grande herança pastoral ambrosiana, à sombra do antigo Santuário de Nossa Senhora das Dores, em Rho, construída por desejo de São Carlos Borromeu, antes da sua morte. Este, desde sempre, foi lugar de devoção e peregrinações.



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Anunciação do Senhor:

 o sim que salvou a humanidade

Hoje, celebramos a solenidade da anunciação do Senhor. Fazemos memória daquele grande e maravilhoso acontecimento no qual o anjo Gabriel, enviado por Deus a Virgem Maria, apresenta a ela todo o plano divino a seu respeito. Maria, com humildade, dá o seu consentimento ao plano da salvação e torna-se assim uma colaboradora no mistério da redenção.

Nazaré quer dizer flor da Galileia, ou seja, a essa flor Deus envia Seu anjo. Desde do primeiro instante de sua existência, Maria foi preservada de todo pecado em vista dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela, diante do anúncio do anjo, não se envaidece nem questiona, mas, com toda humildade, reconhece o seu nada e se denomina simplesmente a serva do Senhor, e assim crê. Em Maria cumprem-se as profecias esperadas por Israel. O ‘sim’ dela é para nós motivo de alegria e júbilo, pois é através de seu consentimento que o Verbo de Deus vem a este mundo para salvar-nos e devolver-nos a dignidade que havíamos perdido. Como afirmam os padres latinos, antes de gerar Deus no seu ventre, ele já O carregava no coração. Ele já vivia dentro dela. Maria, antes de gerar Cristo no ventre, gerou-O no seu coração, pois o coração de Maria é cheio da Palavra.

O ‘sim’ de Maria diante da anunciação do Senhor

Do ‘sim’ da jovem filha de Sião nascem todos os outros sins. Como nos diz Santo Efrém, Maria, a “Nova Eva”, trouxe-nos um fruto de vida, comemos da árvore desse fruto e não morremos, mas, ao contrário, vivemos. Cristo, o Verbo de Deus, o fruto de Maria, por obra do Espírito Santo, encarna-se e vem fazer-se morada em meio a nós; o verdadeiro Fruto alimenta-nos e dá-nos a vida.

Fico, muitas vezes, pensando no ‘sim’ de Maria, o qual foi dado na liberdade, e cujo consentimento foi respeitado por Deus. Ele nada impôs, ao contrário, esperou o seu consentimento. Como dizia o grande Abade de Claraval, São Bernardo, “O céu esperava o ‘sim’ de Maria – os anjos, os homens, todos nós esperávamos por ele”. O ‘sim’ de Maria trouxe-nos a salvação.

A encarnação do Verbo é um grande e maravilhoso acontecimento, pois Deus vem nos amar mais de perto, faz-se gente, faz-se homem, faz-se amor. Ao encarnar-se, Deus vem amar o ser humano mais de perto, assumindo a nossa carne. Cristo é, sem dúvida, a mais linda carta de amor de Deus. São João da Cruz, em seus poemas, diz: “Três fizeram a obra, mas um só se faria. Que Aquele que só tinha Pai, agora já mãe também teria, e o Verbo faz-se carne nas entranhas de Maria”. É nessas santas entranhas que Deus vem habitar. Aquele que o Céu não pôde conter a jovem filha de Nazaré agora O carrega e O alimentará. Do ‘sim’ de Maria vem o Verbo, gerado por obra do Espírito Santo no silêncio e no cotidiano de Nazaré. É nos corações simples que Deus realiza Suas maravilhas.

São Bernardo, no sermão sobre a Solenidade da Anunciação, diz-nos que Deus, ao olhar para Maria, encantou-se com a sua humildade. Deus, ao olhar para Sua criatura, enamora-se com tamanha humildade. Antes de qualquer coisa, o que encanta Deus é a humildade de Maria. Diante do anúncio do Anjo Gabriel, ela pergunta como “se dará tudo”, mas, acima de tudo, Ela confia, abandona-se, e o consentimento meio que medroso fortifica-se; sem dúvida alguma, foi um ‘sim’ à vontade do Pai, fiel até o fim, até a cruz.

Ensina-me, Maria, a responder o meu ‘sim’ a Deus. A vida de Nossa Senhora foi um eterno ‘sim’ ao plano redentor do Pai.

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