quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Papa em mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais:

que o homem não se torne alimento para os algoritmos

A mensagem de Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é dedicada ao tema da Inteligência Artificial e a sabedoria do coração. Segundo o Pontífice, "apenas recuperando uma sabedoria do coração é que poderemos ler e interpretar a novidade do nosso tempo e descobrir o caminho para uma comunicação plenamente humana".

Foi divulgada, a quarta-feira (24/01), a mensagem do Papa Francisco para o 58° Dia Mundial das Comunicações Sociais intitulada "Inteligência artificial e sabedoria do coração: para uma comunicação plenamente humana" que será celebrado no domingo 12 de maio próximo. 

Francisco inicia o texto, ressaltando que "a rápida difusão de maravilhosas invenções, cujo funcionamento e potencialidades são indecifráveis para a maior parte de nós, suscita um espanto que oscila entre entusiasmo e desorientação e põe-nos inevitavelmente diante de questões fundamentais: O que é então o homem, qual é a sua especificidade e qual será o futuro desta nossa espécie chamada homo sapiens na era das inteligências artificiais? Como podemos permanecer plenamente humanos e orientar para o bem a mudança cultural em curso?"

A sabedoria que dá gosto à vida

"Neste tempo que corre o risco de ser rico em técnica e pobre em humanidade, a nossa reflexão só pode partir do coração humano", escreve ainda o Pontífice. "Somente dotando-nos de um olhar espiritual, apenas recuperando uma sabedoria do coração é que poderemos ler e interpretar a novidade do nosso tempo e descobrir o caminho para uma comunicação plenamente humana", ressalta.

Segundo o Papa, "a sabedoria do coração é a virtude que nos permite combinar o todo com as partes, as decisões com as suas consequências, as grandezas com as fragilidades, o passado com o futuro, o eu com o nós".

Esta sabedoria do coração "é um dom do Espírito Santo, que permite ver as coisas com os olhos de Deus, compreender as interligações, as situações, os acontecimentos e descobrir o seu sentido. Sem esta sabedoria, a existência torna-se insípida, pois é precisamente a sabedoria que dá gosto à vida: a sua raiz latina sapere associa-a ao sabor".

Cada coisa nas mãos do homem torna-se oportunidade ou perigo 

De acordo com Francisco, "não podemos esperar esta sabedoria das máquinas. Embora o termo inteligência artificial já tenha suplantado o termo mais correto utilizado na literatura científica de machine learning (aprendizagem automática), o próprio uso da palavra «inteligência» é falacioso. É certo que as máquinas têm uma capacidade imensamente maior que os seres humanos de memorizar os dados e relacioná-los entre si, mas compete ao homem, e só a ele, descodificar o seu sentido.

“Não se trata, pois, de exigir das máquinas que pareçam humanas; mas de despertar o homem da hipnose em que cai devido ao seu delírio de onipotência, crendo-se sujeito totalmente autônomo e autorreferencial, separado de toda a ligação social e esquecido da sua condição de criatura.”

O Papa escreve ainda na mensagem que "cada coisa nas mãos do homem torna-se oportunidade ou perigo, segundo a orientação do coração. Os sistemas de inteligência artificial podem contribuir para o processo de libertação da ignorância e facilitar a troca de informações entre diferentes povos e gerações. Por exemplo, podem tornar acessível e compreensível um patrimônio enorme de conhecimentos, escrito em épocas passadas, ou permitir às pessoas comunicarem em línguas que lhes são desconhecidas".

Ao mesmo tempo "podem ser instrumentos de «poluição cognitiva», alteração da realidade através de narrações parcial ou totalmente falsas, mas acreditadas – e partilhadas – como se fossem verdadeiras. Basta pensar no problema da desinformação que enfrentamos, há anos, no caso das fake news e que hoje se serve da deep fake, isto é, da criação e divulgação de imagens que parecem perfeitamente plausíveis, mas são falsas ou mensagens-áudio que usam a voz de uma pessoa, dizendo coisas que ela própria nunca disse. A simulação, que está na base destes programas, pode ser útil em alguns campos específicos, mas torna-se perversa quando distorce as relações com os outros e com a realidade".

Efeitos socialmente injustos da inteligência artificial 

Segundo o Papa, "é importante ter a possibilidade de perceber, compreender e regulamentar instrumentos que, em mãos erradas, poderiam abrir cenários negativos. Os algoritmos, como tudo o mais que sai da mente e das mãos do homem, não são neutros. Por isso é necessário prevenir propondo modelos de regulamentação ética para contornar os efeitos danosos, discriminadores e socialmente injustos dos sistemas de inteligência artificial e contrastar a sua utilização para a redução do pluralismo, a polarização da opinião pública ou a construção do pensamento único".

A esse propósito, Francisco exorta a "Comunidade das Nações a trabalhar unida para adotar um tratado internacional vinculativo, que regule o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial nas suas variadas formas". "Entretanto, como em todo o âmbito humano, não é suficiente a regulamentação", sublinha.

Não reduzir as pessoas a dados

O Papa escreve em sua mensagem que "somos chamados a crescer juntos, em humanidade e como humanidade. O desafio que temos diante de nós é realizar um salto de qualidade para estarmos à altura de uma sociedade complexa, multiétnica, pluralista, multirreligiosa e multicultural. Cabe a nós questionar-nos sobre o progresso teórico e a utilização prática destes novos instrumentos de comunicação e conhecimento. As suas grandes possibilidades de bem são acompanhadas pelo risco de que tudo se transforme em um cálculo abstrato que reduz as pessoas a dados, o pensamento a um esquema, a experiência a um caso, o bem ao lucro, com o risco sobretudo de que se acabe por negar a singularidade de cada pessoa e da sua história, dissolvendo a realidade concreta numa série de dados estatísticos".

"Não é aceitável que a utilização da inteligência artificial conduza a um pensamento anônimo, a uma montagem de dados não certificados, a uma desresponsabilização editorial coletiva. A representação da realidade por big data (grandes dados), embora funcional para a gestão das máquinas, implica na realidade uma perda substancial da verdade das coisas, o que dificulta a comunicação interpessoal e corre o risco de danificar a nossa própria humanidade. A informação não pode ser separada da relação existencial: implica o corpo, o situar-se na realidade; pede para correlacionar não apenas dados, mas experiências; exige o rosto, o olhar, a compaixão e ainda a partilha."

A este propósito, Francisco pensa "na narração das guerras e naquela «guerra paralela» que se trava através de campanhas de desinformação". "Penso em tantos repórteres que ficam feridos ou morrem no local em efervescência para nos permitir ver o que viram os olhos deles. Pois só tocando pessoalmente o sofrimento das crianças, das mulheres e dos homens é que poderemos compreender o caráter absurdo das guerras", escreve ainda o Papa.

"A utilização da inteligência artificial poderá proporcionar uma contribuição positiva no âmbito da comunicação, se não anular o papel do jornalismo no local, antes pelo contrário se o apoiar; se valorizar o profissionalismo da comunicação, responsabilizando cada comunicador; se devolver a cada ser humano o papel de sujeito, com capacidade crítica, da própria comunicação", ressalta o Pontífice.

Construir novas castas baseadas no domínio informativo

Segundo o Papa, "a inteligência artificial acabará por construir novas castas baseadas no domínio informativo, gerando novas formas de exploração e desigualdade ou se, pelo contrário, trará mais igualdade, promovendo uma informação correta e uma maior consciência da transição de época que estamos atravessando, favorecendo a escuta das múltiplas carências das pessoas e dos povos, num sistema de informação articulado e pluralista. De um lado, vemos assomar o espectro de uma nova escravidão, do outro uma conquista de liberdade; de um lado, a possibilidade de que uns poucos condicionem o pensamento de todos, do outro a possibilidade de que todos participem na elaboração do pensamento".

“A resposta não está escrita; depende de nós. Compete ao homem decidir se há de tornar-se alimento para os algoritmos ou nutrir o seu coração de liberdade, sem a qual não se cresce na sabedoria.”

Esta sabedoria amadurece valorizando o tempo e abraçando as vulnerabilidades. Cresce na aliança entre as gerações, entre quem tem memória do passado e quem tem visão de futuro", conclui Francisco.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

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Aprendendo com o padre Zezinho:

Jesus sem Maria, ou Maria sem Jesus é cristianismo capenga

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Saibam que até os muçulmanos que seguem Maomé, respeitam Jesus e sua mãe Maria.

Achar que se pode crer no Cristo e dispensar a mãe dele, como se ela fosse um zero à esquerda da fé cristã, é brincar com a Bíblia.

Quem faz isso não é nem protestante , nem evangélico nem cristão! E quem exagera o papel dela também não é um bom católico.

Ela sabia o lugar del . Jesus foi o filho mais filho que houve neste mundo. E Maria foi a mãe mais mãe que este mundo já viu. Jesus por causa do Pai e ela por causa do Filho que levou no ventre!

O Filho também por causa da mãe que ele nos deu em Jerusalém na hora da cruz, a mãe por causa do Filho de quem aceitou ser mãe em circunstâncias que ninguém entenderia e jamais entenderá.

Ou vc acha que vc entende uma concepção virginal? Mas foi ela a primeira a perguntar: "como seria isso?"

Não era e não é deusa e não quer ser adorada, mas tratá- la como mulher qualquer ou pessoa dispensável no cristianismo é fanatismo de quem não estudou a sua Bíblia, nem a sua Teologia. Já vi pregadores incorrerem neste crasso erro!

O pregador que elogiou sete mulheres judias da Bíblia e ignorou Maria de Jesus, não pôs a Bíblia debaixo do braço: pisou nela!

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                                                                                          Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Papa na catequese desta quarta-feira:

a avareza é uma doença do coração. Sejamos generosos.

Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, o tema da catequese do Papa foi dedicado ao vício da avareza. “Por mais que uma pessoa acumule bens neste mundo, temos absoluta certeza de uma coisa: eles não caberão no caixão, nós não poderemos levar os bens conosco”, destacou Francisco.

Ao dar continuidade no ciclo de catequeses sobre os vícios e as virtudes, o Papa, refletiu, na manhã desta quarta-feira (24/01), sobre a avareza, ou seja, “aquela forma de apego ao dinheiro que impede o homem de ser generoso”.

Francisco enfatizou, logo no início da Audiência Geral, que este não é um pecado que diz respeito apenas às pessoas que possuem grandes patrimônios, “mas sim um vício transversal, que muitas vezes nada tem a ver com o saldo da conta corrente”, e completou:

“A avareza é uma doença do coração, não da carteira.”

Apego às pequenas coisas

O Pontífice ilustrou a sua meditação com algumas análises que os padres do deserto fizeram sobre este mal: “Eles evidenciaram como a avareza poderia também se apoderar dos monges que, depois de terem renunciado a enormes heranças, na solidão da sua cela se apegaram a objetos de pouco valor: não os emprestavam, não os partilhavam, e muito menos estavam dispostos a distribuí-los, era um apego a pequenas coisas”.

Uma espécie de regressão à imagem da criança que segura o brinquedo e repete: “É meu! É meu!”, continuou o Papa, “esse tipo de apego nos tira a liberdade, e aí reside uma relação doentia com a realidade, que pode levar a formas de acumulação compulsiva ou patológica”.

Refletir sobre a morte, a cura para este vício

“Para curar esta doença”, recordou o Santo Padre, “os monges propuseram um método drástico, mas muito eficaz: a meditação da morte”. Por mais que uma pessoa acumule bens neste mundo, temos absoluta certeza de uma coisa: "eles não caberão no caixão, nós não poderemos levar os bens conosco".

Segundo Francisco, é sobre este aspecto que se revela a insensatez desse vício:

“O vínculo de posse que construímos com as coisas é apenas aparente, porque não somos os donos do mundo: esta terra que amamos não é na verdade nossa, e nela caminhamos como estrangeiros e peregrinos”.

Milhares de fiéis presentes na Sala Paulo VI durante a Audiência Geral

A riqueza não é um pecado, mas uma responsabilidade

O Papa então destacou que estas simples considerações fazem-nos compreender a loucura da avareza, mas também a sua razão mais oculta: “é uma tentativa de exorcizar o medo da morte: procura certezas que na realidade desmoronam no momento em que as apreendemos”.

Ao recordar a pregação de Jesus no Sermão da Montanha, quando o Senhor pede para não ajuntarmos tesouros na terra, mas sim tesouros no céu, (cf Mt 6,19-20), o Pontífice ressaltou:

“Podemos ser senhores dos bens que possuímos, mas muitas vezes acontece o contrário: em última análise, são eles os nossos donos.”

“Alguns homens ricos já não são livres, já nem têm tempo para descansar, têm de olhar por cima dos ombros porque a acumulação de bens também exige os seus cuidados. Sentem-se sempre ansiosos porque um legado se constrói com muito suor, mas pode desaparecer num instante. Esquecem-se da pregação evangélica, que não afirma que a riqueza em si é um pecado, mas é certamente uma responsabilidade”.

“Deus não é pobre, é o Senhor de tudo”, continuou o Pontífice, mas, como escreveu São Paulo: “Sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza” (2 Cor 8,9), e completou: "Isto é o que o avarento não entende. Podia ter sido uma fonte de bênção para muitos, mas em vez disso acabou no beco sem saída da infelicidade".

Sejamos generosos

Por fim, o Papa, ao evidenciar que uma pessoa imersa no vício da avareza tem uma vida triste, contou uma história:

“Lembro-me do caso de um senhor que conheci em outra diocese, era um homem muito rico, casado, e tinha uma mãe doente. Os irmãos se revezavam para cuidar da mãe, e ela costumava tomar um pote iogurte pela manhã. Aquele senhor lhe dava metade pela manhã, e para economizar, guardava metade do iogurte para lhe dar à tarde. Isso é avareza, isso é apego às posses. Então, esse senhor morreu, e os comentários das pessoas que foram ao velório eram: 'Olhem, esse homem não tem nada com ele, deixou tudo para trás'. E então, de forma um pouco irônica, diziam: 'Não puderam nem fechar o caixão porque ele queria levar tudo com ele', e isso fazia os outros rirem. Esse é um exemplo claro da avareza”.

Francisco, na conclusão de sua reflexão, exortou os fiéis:

“No fim da vida teremos que entregar nosso corpo e nossa alma ao Senhor, e teremos que deixar tudo. Sejamos cuidadosos e generosos: generosos com todos e generosos com aqueles que mais precisam de nós.”

 Thulio Fonseca – Vatican News

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Assista:

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terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Reflexão necessária:

Só o Reino é valor absoluto 

Nestes primeiros dias do novo ano, somos animados pelo desejo de renovação, afirmação e definição com os negócios e com a vida natural. Todos temos sonhos. A vida sem sonho é tomada de desânimo e empobrece as relações no âmbito do trabalho. A sociedade, muito dinâmica e acelerada, impõe conceitos e definições que podem alterar valores essenciais como: a paciência, o silêncio, a amizade, a convivência, o respeito mútuo, o saber acolher e cuidar. 

Dom Severino Clasen 

As atitudes fundamentalistas sufocam as boas relações porque não permitem um olhar diferente e muito menos os diferentes ao seu redor. 

A cultura do nacionalismo radical empobrece a convivência de cidadãos e a justa medida para com os de fora, ou seja, de outras culturas. Nínive caminhava assustadoramente para um nacionalismo totalitarista. Jonas foi enviado por Deus para superar o fundamentalismo e aceitar a conversão. O profeta, tomado de preconceito, fugiu do Senhor, mas a baleia o engoliu e segurou por três dias, o mesmo tempo que levaria para atravessar a cidade. Sabedor da manifestação divina por esse sinal, o profeta obedece, assume o desafio, entende que Deus acolhe todos os povos e Nínive se converte. 

O ser humano amadurece na medida quando se coloca em silêncio, ouve, obedece, aceita a manifestação de Deus em sua vida. Através do amor, do diálogo, da sensibilidade humana, o coração se abre para novas perspectivas e o Espírito de Deus vai abrindo caminhos, o ser humano trilha por veredas desconhecidas, vislumbra novos horizontes, novas perspectivas. O novo nasce porque a mente é criativa. Deus criador, inspira a criatura humana para criar novas relações que já fazem parte do Deus humanado, seu Filho que veio ao mundo para revelar seu Reino de amor. 

Com Jesus, novos mensageiros são convocados, e com a presença do Messias, o chamado é logo acolhido. Enquanto no velho tempo, com Jonas, há fuga, descrença em primeiro momento, agora com a presença do Filho de Deus, o chamado é aceito de imediato: “E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus” (Mc 1,18).  

Jesus aponta para uma sociedade mais universal, aberta às novas culturas, pronta para conhecer novas realidades, pessoas diferentes. A sinodalidade é o caminho que o Papa Francisco traçou para que o ser humano saiba construir pontes de unidade e solidificar o ambiente saudável de unidade entre os povos. Não há espaço para guerras entre nós. Os tempos messiânicos são complementares com o anúncio da noite de Natal:, “paz na terra aos homens de boa vontade”. Somos chamados para nos desarmarmos, unir, fabricar instrumentos para a educação, a espiritualidade libertadora, para produzir alimentos puros e saudáveis, para ensinar as novas gerações a cultura do encontro, do diálogo, da convivência e da sensibilidade humana. 

O tempo é curto, passa depressa. São Paulo alerta aos coríntios que não percam tempo com vaidades e desavenças. A qualquer hora o Senhor virá e o que Ele encontrará? Como nos apresentaremos diante d'Ele? São milhares de pessoas que morrem repentinamente sem o devido tempo para se preparar para o encontro com o Senhor: “Eu digo, irmãos: o tempo está abreviado… Pois a figura deste mundo passa” (1Cor 7,29.31b). 

Que ao iniciarmos este novo ano, estejamos inteiramente ligados ao Senhor que nos chama para uma vida justa, e digna. Que saibamos aproveitar o tempo com as coisas agradáveis que edificam as relações fraternas entre nós. 

A razão profunda da vida humana é caminhar rumo ao Reino definitivo, construindo uma vida saudável com amor, ternura e justiça. 

Pois, somente o Reino de Deus é valor absoluto. 

Dom Severino Clasen - Arcebispo de Maringá (PR) 

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                                                                                                                         Fonte: cnbb.org.br

Papa no prefácio de livro "Orar hoje. Um desafio a ser superado",

guerras e crises
geram um clima pesado, rezemos com insistência

Publicamos o prefácio de Francisco ao livro "Orar hoje. Um desafio a ser superado", publicado pela LEV e assinado pelo cardeal Angelo Comastri, o primeiro volume de uma série de pequenos textos que serão publicados no Ano da Oração convocado pelo Pontífice em preparação ao Jubileu. O texto foi publicado esta terça-feira, 23 de janeiro, na íntegra pelo jornal Avvenire, diário da Conferência Episcopal Italiana (CEI)

A oração é a respiração da fé, é sua expressão mais adequada. Como um grito silencioso que sai do coração daqueles que acreditam e se entregam a Deus. Não é fácil encontrar palavras para expressar esse mistério. Quantas definições de oração podemos encontrar nos santos e mestres da espiritualidade, bem como nas reflexões dos teólogos! No entanto, ela só pode ser descrita na simplicidade de quem a vive. O Senhor, por outro lado, advertiu-nos de que, quando oramos, não devemos desperdiçar palavras, iludindo-nos com a ideia de que seremos ouvidos. Ele nos ensinou a preferir o silêncio e a nos confiarmos ao Pai, que sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos a Ele (cf. Mt 6,7-8).

 O Jubileu Ordinário de 2025 está se aproximando. Como podemos nos preparar para esse evento, tão importante para a vida da Igreja, se não for por meio da oração? O ano de 2023 foi dedicado à redescoberta dos ensinamentos conciliares, contidos principalmente nas quatro Constituições do Vaticano II. É uma maneira de manter viva a consignação que os padres reunidos no Concílio quiseram colocar em nossas mãos, para que, por meio de sua implementação, a Igreja pudesse rejuvenescer seu rosto e proclamar a beleza da fé aos homens e mulheres de nosso tempo em uma linguagem adequada. Agora é o momento de nos prepararmos para o ano de 2024, que será inteiramente dedicado à oração. De fato, em nosso tempo, sente-se cada vez mais a necessidade de uma verdadeira espiritualidade, capaz de responder às grandes interpelações que surgem todos os dias em nossa vida, provocadas também por um cenário mundial que certamente não é sereno. A crise ecológica-econômica-social agravada pela recente pandemia; as guerras, especialmente a da Ucrânia, que semeiam morte, destruição e pobreza; a cultura da indiferença e do descarte tende a sufocar as aspirações de paz e solidariedade e a marginalizar Deus da vida pessoal e social... Esses fenômenos contribuem para gerar um clima pesado, que impede tantas pessoas de viver com alegria e serenidade.

Precisamos, portanto, que nossa oração se eleve com maior insistência ao Pai, para que possa ouvir a voz daqueles que se dirigem a Ele na confiança de serem atendidos. Este ano dedicado à oração em nada diminui as iniciativas que cada Igreja particular sente que deve planejar para seu compromisso pastoral diário. Pelo contrário, ele recorda o fundamento sobre o qual os vários planos pastorais devem se desenvolver e encontrar consistência. É um tempo em que, tanto pessoal como comunitariamente, se pode redescobrir a alegria de rezar na variedade de formas e expressões. Um tempo significativo para aumentar a certeza de nossa fé e confiança na intercessão da Virgem Maria e dos santos. Em suma, um ano para fazer a experiência quase de uma "escola de oração", sem tomar nada como certo ou óbvio, sobretudo no que diz respeito à nossa maneira de orar, mas fazendo nossas, todos os dias, as palavras dos discípulos quando pediram a Jesus: "Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas 11,1).

Neste ano, somos convidados a nos tornarmos mais humildes e a abrir espaço para a oração que brota do Espírito Santo. É Ele quem sabe como colocar as palavras certas em nosso coração e em nossos lábios para serem ouvidas pelo Pai. A oração no Espírito Santo é o que nos une a Jesus e nos permite aderir à vontade do Pai. O Espírito é o Mestre interior que nos mostra o caminho a ser percorrido; graças a Ele, a oração de uma única pessoa pode se tornar a oração de toda a Igreja e vice-versa. Nada como a oração segundo o Espírito Santo para fazer com que os cristãos se sintam unidos como uma família de Deus, que sabe reconhecer as necessidades de cada um para fazer com que elas se tornem a invocação e a intercessão de todos. Estou certo de que os bispos, sacerdotes, diáconos e catequistas encontrarão neste ano as formas mais adequadas para colocar a oração na base do anúncio de esperança que o Jubileu de 2025 pretende fazer ressoar neste tempo conturbado. A contribuição das pessoas consagradas, em particular das comunidades de vida contemplativa, será muito preciosa nesse sentido.

Espero que em todos os santuários do mundo, lugares privilegiados de oração, aumentem as iniciativas para que cada peregrino encontre um oásis de serenidade e parta novamente com o coração cheio de consolação. Que a oração pessoal e comunitária se torne incessante, sem interrupção, de acordo com a vontade do Senhor Jesus (cf. Lucas 18,1), para que o Reino de Deus se estenda e o Evangelho chegue a todas as pessoas que pedem amor e perdão. Para facilitar este Ano da Oração, foram produzidos alguns textos curtos que, na simplicidade de sua linguagem, ajudarão a entrar nas várias dimensões da oração. Agradeço aos Autores por sua contribuição e coloco com prazer essas "Notas" em suas mãos, para que cada um possa redescobrir a beleza de confiar-se ao Senhor com humildade e alegria. E não se esqueçam de rezar por mim também.

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segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Aprofundando nosso conhecimento:

‘Eu’ demais e ‘Deus e Igreja’ de menos

Padre Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||
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Sobre a NECESSIDADE DE SEMPRE SER VISTO, ELOGIADO E APROVADO!
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Não cato assuntos para escrever. Respondo a quem me pergunta.

O assunto de hoje atinge a todos os que postam mensagens nas redes sociais, sobem ao palco ou têm ou buscam visibilidade.

A pergunta vem de GGL, jovem católica, estudante de psicologia que analisou em aula quinze padres e quinze pastores frequentes usuários da internet.

Diz que percebeu a diferença entre o meu uso da rede social e a de outros comunicadores da fé.

Agradeço, cara GGL, mas há centenas de padres e pastores que estudaram teologia, psicologia e comunicação e que aprenderam a dar destaque à mensagem e não a si mesmos.

Não sou o único religioso que põe a mensagem em primeiro lugar. Para eles, também, o mensageiro levanta a placa e a mensagem acima da cabeça e não abaixo do peito … Vale dizer: o que se destaca é o conteúdo e o dizer e não o rosto do mensageiro.

Dei 32 anos de aulas de Prática e Crítica de Comunicação entre as Igrejas. Infelizmente é verdade que entre católicos e evangélicos pentecostais, ultimamente sacerdotes e leigos, o MODO e o JEITO de PREGAR, escapou do púlpito, do palco e da internet. Aparecem ‘mais eles’ do que o conteúdo social, espiritual e bíblico!

Se tiveram aulas sobre o tema, esqueceram! Aparecem demais, gritam demais, xingam demais, pregam irados demais, acentuam demais o que deve ser corrigido no ouvinte ou telespectador, enquanto raramente se colocam como cristãos também penitentes. Faltou o EU TAMBÉM SOU PECADOR.

A placa que carregam é “MUDEM DE VIDA” ao invés de “MUDEMOS DE VIDA”. Raramente se incluem entre os que também precisam de conversão!

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Em alguns casos, se nos perguntassem, aconselharíamos acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra. É evidente sua carência de atenção, ou sua ira contra o mundo que, apesar de pecador, Deus ama! Querem converter a assembleia aos gritos. São os novos BOANERGES das igrejas. BOANERGES pode ser traduzido como ESPALHAFATOSOS! Jesus corrigiu isto no ato! (Mc 3,17)

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Resumindo: O que transparece é o pregador ou pregadora, encantados com o microfone, com a câmeras e com os seguidores que conseguiram.

Na era da IMAGEM ONIPRESENTE sentaram-se em cima da PALAVRA e a esmagaram. É “eu” demais e “DEUS e IGREJA “de menos! …

Em outras palavras: Questão de equilíbrio!
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                                                                                     Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj

domingo, 21 de janeiro de 2024

Papa Francisco na missa deste domingo:

a Palavra de Deus
suscita a missão, faz-nos mensageiros e testemunhas

Voltemos às nascentes para oferecer ao mundo aquela água viva que ele não encontra; e, enquanto a sociedade e as redes sociais acentuam a violência das palavras, concentremo-nos na mansidão da Palavra que salva: foi o convite do Papa este V Domingo da Palavra do Senhor, na Missa presidida na Basílica de São Pedro. Dois fiéis leigos receberam o ministério de Leitor e nove o de Catequista, representando o povo de Deus e oriundos do Brasil, Bolívia, Coreia, Chade, Alemanha e Antilhas.

Que o Domingo da Palavra de Deus nos ajude a regressar com alegria às nascentes da fé, que brota da escuta de Jesus, Verbo do Deus vivo. Que, por entre as palavras que se dizem e leem continuamente sobre a Igreja, nos ajude a redescobrir a Palavra de vida que ressoa na Igreja! Caso contrário, acabamos por falar mais de nós que d’Ele; e, no centro, permanecem os nossos pensamentos e os nossos problemas em vez de Cristo com a sua Palavra.

Foi o que disse o Papa este domingo, 21 de janeiro, V Domingo da Palavra do Senhor, na Missa presidida pela manhã na Basílica de São Pedro. Dois fiéis leigos receberam o ministério de Leitor e nove o de Catequista, representando o povo de Deus e oriundos do Brasil, Bolívia, Coreia, Chade, Alemanha e Antilhas. O Domingo da Palavra de Deus deste ano tem como lema "Permanecei na minha Palavra" (Jo 8, 31).

Refletindo sobre a Palavra de Deus na liturgia deste III Domingo do Tempo Comum, Francisco ressaltou que grande é a força da Palavra do Senhor, dela irradia a força do Espírito Santo.

 

Um momento da Missa presidida pelo Papa Francisco


A Igreja é chamada por Cristo, atraída por Ele

A Palavra atrai a Deus e envia aos outros: tal é o seu dinamismo. Não nos deixa fechados em nós mesmos, mas alarga o coração, faz inverter o rumo, altera os nossos hábitos, abre novos cenários, desvenda inesperados horizontes.

A Palavra de Deus, continuou o Santo Padre, pretende operar isto em cada um de nós. Tal como aconteceu com os primeiros discípulos que, acolhendo as palavras de Jesus, deixam as redes e embarcam numa maravilhosa aventura, assim também nas margens da nossa vida, ao pé dos barcos de familiares e das redes do trabalho, a Palavra suscita o chamado de Jesus. Chama para, com Ele, nos fazermos ao largo ao encontro dos outros.

Sim, a Palavra suscita a missão, faz-nos mensageiros e testemunhas de Deus num mundo cheio de palavras, mas sedento daquela Palavra com maiúscula que muitas vezes ignora. A Igreja vive deste dinamismo: é chamada por Cristo, atraída por Ele, e é enviada ao mundo para dar testemunho d’Ele.

Papa entrega a Cruz a leigos e leigas que recebem o ministério de Catequista


A escuta da Palavra e a adoração do Senhor

Não podemos prescindir da Palavra de Deus, da sua força suave que – como num diálogo – toca o coração, imprime-se na alma, renova-a com a paz de Jesus, que nos desinquieta em prol dos outros. Se olharmos para os amigos de Deus, frisou o Pontífice, para as testemunhas do Evangelho na história, vemos que, para todos, foi decisiva a Palavra.

Pensemos no primeiro monge, Santo Antão, que, tocado durante a Missa por um trecho do Evangelho, deixou tudo por amor do Senhor; pensemos em Santo Agostinho, que deu uma reviravolta na vida quando uma palavra divina lhe curou o coração; pensemos em Santa Teresinha do Menino Jesus, que descobriu a sua vocação lendo as Cartas de São Paulo. E penso no Santo cujo nome adotei, Francisco de Assis, que, em oração, lê no Evangelho que Jesus envia os discípulos a pregar e exclama: «Isto eu quero, isto peço, isto anseio fazer de todo o coração!». Vidas transformadas pela Palavra de vida, observou o Papa.

Mas por que não acontece o mesmo a muitos de nós? - Perguntou Francisco. Decerto porque, como nos mostram estas testemunhas, é preciso não ser «surdo» à Palavra. Este é o nosso risco: arrastados por mil palavras, passa-nos por cima também a Palavra de Deus: ouvimo-la, mas não a escutamos; escutamo-la, mas não a guardamos; guardamo-la, mas não nos deixamos provocar à mudança de vida. Sobretudo lemo-la, mas não a rezamos; ora «a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada de oração, para que seja possível o diálogo entre Deus e o homem». Não esqueçamos as duas dimensões fundamentais da oração cristã: a escuta da Palavra e a adoração do Senhor, exortou Francisco.

Um momento da Missa do V Domingo da Palavra de Deus


Deixemo-nos conquistar pela beleza da Palavra de Deus

Concluindo sua reflexão, o Santo Padre apresentou algumas interrogações aos presentes, propondo-as também a nós para a nossa reflexão pessoal.

“Que lugar reservo para a Palavra de Deus na casa onde moro? Lá haverá livros, jornais, televisões, telefones, mas… onde está a Bíblia? No meu quarto, tenho ao alcance da mão o Evangelho? Leio-o cada dia para encontrar nele o rumo da vida? Carrego na bolsa um pequeno exemplar do Evangelho para lê-lo? Muitas vezes dei de conselho que se trouxesse sempre conosco o Evangelho: no bolso, na carteira, no celular. Se Cristo me é mais querido do que qualquer outra realidade, como posso deixá-Lo em casa e não trazer comigo a sua Palavra? E a última pergunta: Já li, na íntegra, pelo menos um dos quatro Evangelhos? O Evangelho é o livro da vida, é simples e breve, mas muitos crentes nunca leram um do começo ao fim.”

Deus – diz a Escritura – é «o próprio autor da beleza»: deixemo-nos conquistar pela beleza que a Palavra de Deus traz à vida, exortou por fim o Santo Padre.

Raimundo de Lima – Vatican News

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Assista:

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O Papa no Angelus:
anunciar o Evangelho não é tempo perdido

Anunciar o Evangelho não é tempo perdido: é ser mais feliz ajudando os outros a serem felizes; é libertar-se de si mesmo ajudando os outros a serem livres; é tornar-se melhor ajudando os outros a serem melhores: disse Francisco no Angelus ao meio-dia deste domingo, 21 de janeiro, III Domingo do Tempo Comum e V Domingo da Palavra de Deus

Um cristão que não é ativo, que não é responsável pelo trabalho de proclamar o Senhor e que não é o protagonista de sua fé não é um cristão ou, como minha avó costumava dizer, é um cristão do tipo "água de rosas": disse o Santo Padre no Angelus ao meio-dia deste domingo, 21 de janeiro, III Domingo do Tempo Comum e V Domingo da Palavra de Deus.

Comentando o Evangelho do dia, Francisco ressaltou que o mesmo narra a vocação dos primeiros discípulos (cf. Mc 1,14-20). Chamar outros para se juntarem à sua missão é uma das primeiras coisas que Jesus faz no início de sua vida pública: Ele se aproxima de alguns jovens pescadores e os convida a segui-Lo para "tornarem-se pescadores de homens". E isso nos diz algo importante - observou: o Senhor ama nos envolver em sua obra de salvação, quer que sejamos ativos com Ele, responsáveis e protagonistas.

Ele não precisaria disso, mas o faz, mesmo que isso signifique assumir muitas de nossas limitações. Olhemos, por exemplo, para a paciência que teve com os discípulos: frequentemente não compreendiam suas palavras, às vezes discordavam entre si, por muito tempo não conseguiam aceitar aspectos essenciais de sua pregação, como o serviço. No entanto, Jesus os escolheu e continuou a acreditar neles.

Mas isso é importante, o Senhor nos escolheu para sermos cristãos. E nós somos pecadores, aprontamos uma coisa atrás da outra... Mas o Senhor continua a acreditar em nós, a acreditar em nós. É maravilhoso isso do Senhor.

De fato, prosseguiu o Pontífice, trazer a salvação de Deus a todos foi a maior felicidade de Jesus, sua missão, o sentido de sua existência entre nós (cf. Jo 6,38). E em cada palavra e ação com as quais nos unimos a Ele, na bonita aventura de doar amor, a luz e a alegria se multiplicam: não apenas ao nosso redor, mas também dentro de nós.

Anunciar o Evangelho, portanto, não é tempo perdido: é ser mais feliz ajudando os outros a serem felizes; é libertar-se de si mesmo ajudando os outros a serem livres; é tornar-se melhor ajudando os outros a serem melhores!

Francisco concluiu deixando-nos algumas interrogações para nossa reflexão pessoal.

Então, perguntemo-nos: eu paro de vez em quando para recordar a alegria que cresceu em mim e ao meu redor quando aceitei o chamado para conhecer e testemunhar Jesus? E quando rezo, agradeço ao Senhor por ter me chamado para tornar os outros felizes? Por fim: desejo fazer com que outras pessoas experimentem, por meio do meu testemunho e da minha alegria, quão bonito é amar Jesus?

Raimundo de Lima – Vatican News

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                                                                                                                   Fonte: vaticannews.va