sábado, 3 de junho de 2023

Assembleia do CONSER Leste 2

 é realizada em Belo Horizonte

De 29 de maio a 1º de junho, arcebispos, bispos e administradores diocesanos de Minas Gerais se reuniram, em Belo Horizonte, na Casa de Retiros Santíssima Trindade, para a Assembleia Anual do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSER) do Regional Leste 2, que compreende as (arqui)dioceses mineiras. Na ocasião, foi eleita a nova presidência do Regional Leste 2 e dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), foi eleito para o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Os dias da assembleia foram marcados por momentos de espiritualidade, partilha e reflexão sobre as ações pastorais realizadas pelas (arqui)dioceses mineiras.

(Arce)bispos e administradores diocesanos, participantes da Assembleia do CONSER Leste 2, no dia 1º de junho.


Assessorados pelo padre José Rafael Solano Durán, doutor em Teologia Moral e pós-doutor em Teologia Moral e Familiar, os participantes da assembleia refletiram o tema “A realidade antropológica e existencial do sacerdote na conjuntura histórica atual”.

Padre José Rafael Solano Durán reflete com os membros da Assembleia do CONSER tema relacionado à antropologia e à missão do sacerdote.


Além disso, durante o evento, os participantes elegeram nova presidência do CONSER e (arce)bispos referenciais para as comissões episcopais para o quadriênio 2023-2027. Os membros da assembleia também apresentaram relatório das atividades pastorais de 2019 a 2023, discutiram tema relacionado a questões sindicais e votaram sobre a definição de novas comissões para o Regional Leste 2.

Dom José Carlos de Souza Campos, arcebispo de Montes Claros, acolhe os participantes da Assembleia do CONSER Leste 2, no dia 30 de maio.


Dom José Carlos de Souza Campos, arcebispo de Montes Claros (MG), foi reeleito como presidente do Regional Leste 2. Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Mariana (MG), foi eleito como vice-presidente e dom Joel Maria dos Santos, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), como secretário.

Como referenciais de Comissões Episcopais Pastorais, foram eleitos e/ou reeleitos os (arce)bispos:

Dom Roberto José da Silva, bispo de Janaúba (MG), foi eleito para a Comissão Ação Missionária;

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, bispo de Guanhães (MG), foi reeleito para a Comissão Ação Social Transformadora;

Dom Marco Aurélio Gubiotti, bispo de Itabira e Coronel Fabriciano (MG), foi reeleito para a Comissão Animação Bíblico-Catequética;

Dom Geovane Luís da Silva, bispo nomeado para Divinópolis (MG), foi eleito para a Comissão Bens Culturais da Igreja;

Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, foi eleito para a Comissão para a Comunicação;

Dom Francisco Cota de Oliveira, bispo de Sete Lagoas (MG), foi eleito para a nova Comissão Ecologia Integral e Mineração;

Dom Cláudio Nori Sturm, O.F.M.Cap., bispo de Patos de Minas (MG), foi eleito para a Comissão para o Ecumenismo;

Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Campanha, foi reeleito para a Comissão Educação, Cultura e Ensino Religioso;

Dom José Eudes Campos do Nascimento, bispo de São João del-Rei (MG), foi reeleito para a Comissão da Juventude;

Dom Messias dos Reis Silveira, bispo de Teófilo Otoni (MG), foi eleito para a Comissão do Laicato;

Dom Jorge Alves Bezerra, SSS, bispo de Paracatu (MG), foi eleito para a Comissão da Liturgia;

Dom Nivaldo dos Santos Ferreira, bispo auxiliar de Belo Horizonte, foi eleito para a Comissão Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada;

Dom Júlio César Gomes Moreira, bispo auxiliar de Belo Horizonte, foi eleito para a nova Comissão Novas Comunidades e Associações de Fiéis;

Dom Edson José Oriolo dos Santos, bispo de Leopoldina (MG), foi reeleito para a Comissão Vida e Família.

Além dessas novas funções, outras atribuições pastorais também foram designadas a (arce)bispos. Dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG), será o bispo referencial para a Cáritas. Dom José Aristeu Vieira, bispo de Luz (MG); dom Antônio Carlos Felix, bispo de Governador Valadares (MG) e monsenhor José Hamilton de Castro, bispo nomeado para Almenara (MG), para o Conselho Fiscal.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo de Pouso Alegre, foi nomeado para o Conselho Permanente da CNBB. Dom Pedro Cunha Cruz e dom Marco Aurélio Gubiotti foram eleitos, respectivamente, como 1º e 2º suplente desse conselho.

Conselho Permanente é um órgão de orientação, acompanhamento e apoio das atividades da CNBB e dos seus organismos para executarem as decisões da Assembleia Geral e do próprio conselho. Além disso, possui ações de direção, eleição e deliberação, segundo seu estatuto. Os membros desse conselho se reúnem, ordinariamente, três vezes ao ano e, extraordinariamente, quando convocados por metade dos seus membros do conselho, no mínimo, ou pela presidência da CNBB.

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Xavana Jacqueline / Assessoria de Comunicação Regional Leste 2 CNBB

A imagem destacada da notícia traz (arce)bispos participantes da Assembleia do CONSER Leste 2. Entre eles, encontra-se dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre.

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Conhecendo verdades da nossa fé:

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo

Glórias sejam dadas ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, sendo o fundamento da existência humana e para que um dia as pessoas participem da vida eterna, em comunhão com o Deus Uno e Trino.

A Igreja festeja a Trindade Santa, que é eterna, manifestada como o Deus Uno e Trino, o mistério dos mistérios que encerra a vida humana, dá sentido a toda a obra criadora, redentora, iniciada pelo Pai, assumida pelo Filho e completada pelo Espírito Santo. O ser humano é convidado a adorar a Deus em três Pessoas e três Pessoas num único Deus. Glórias sejam dadas ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, sendo o fundamento da existência humana e para que um dia as pessoas participem da vida eterna, em comunhão com o Deus Uno e Trino. A seguir dar-se-á uma visão a partir dos santos padres, os primeiros escritores cristãos a respeito da Trindade Santa.

O Batismo em nome da Santíssima Trindade

Os cristãos se distinguiram dos judeus e dos pagãos porque admitiam os convertidos à comunidade de Jesus Cristo e eram batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19). São Justino de Roma, padre da Igreja, século II disse que os catecúmenos eram conduzidos num lugar onde havia água em vista da regeneração e na recepção de um banho invocando o nome de Deus, Pai soberano do universo, e de Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo[1]. A fé batismal na Trindade Santa teve as suas raízes na experiência pascal das comunidades primitivas, experiência fundada na pessoa de Jesus Cristo que estava unido ao Pai em falar de seu nome, de morrer segundo a sua vontade pela salvação da humanidade e também pela esperança da vinda do Messias na efusão do Espírito Santo[2].

A Trindade em relação à fé batismal

Santo Ireneu de Lião reforçou a Trindade em relação à fé das pessoas que recebiam o batismo. Nas comunidades os catequistas falavam que os convertidos ao cristianismo acreditassem no Deus Pai, incriado, invisível, único Deus, Criador do Universo. Como segundo artigo de fé os educadores tinham presentes o Verbo, Filho de Deus, Jesus Cristo que apareceu aos profetas e assumiu a economia da salvação disposta pelo Pai, que por meio dele foi criado o universo e no final dos tempos virá para recapitular todas as coisas, destruir a morte, restabelecer a comunhão entre Deus e o ser humano (cfr. Ef 2,13-18). O terceiro artigo era o Espírito Santo, de cujo poder os profetas profetizaram e os Padres instruíram-se com relação a Deus, a todas as pessoas que realizaram o bem, mas que veio para renovar a face da terra e o ser humano para Deus (cfr. Sl 104 (103), 30[3].

A igualdade das Pessoas na Trindade

Orígenes, padre da Igreja em Alexandria, séculos II e III afirmou que na Trindade há igualdade das Pessoas, superando a ideia de diferenças entre as mesmas. A graça do Espírito Santo é comunicada a quem é digno, transmitida por Cristo e é operada pelo Pai, segundo o merecimento das pessoas que a acolham em seus corações. O autor alexandrino disse que o apóstolo Paulo indicou a igualdade de operações ao afirmar que há uma só e mesma potência na Trindade, pois se há diferenças nos dons, o Espírito é o mesmo; há distinções nas ações, no entanto, o Deus é o mesmo que faz as coisas em todos (1 Cor 12,4-7). O apóstolo ensinou com clareza que na Trindade não há nenhuma separação, mas há a igualdade nas Pessoas, pois o dom do Espírito vem do ministério do Filho, é operado por Deus Pai e é repartido a cada um conforme quem o quer (1 Cor 12,11)[4].

A Trindade fez o ser humano

Tertuliano, padre da Igreja em Cartago, séculos II e III afirmou que a Trindade fez o ser humano. O fato foi que o Senhor Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança: homem e mulher os fez” (Gn 1,126). O verbo utilizado foi no plural de modo que o Senhor não disse no singular como se fosse uma única Pessoa divina, sendo o Pai e o Filho e o Espírito Santo de modo que falou ao plural, as três Pessoas divinas. O Deus Criador, o Pai já tinha consigo a segunda Pessoa, o Filho, a sua Palavra e a terceira Pessoa, o Espírito Santo de modo que disse ao plural “façamos”. Com quem Deus o fazia semelhante? Ele o fazia semelhante ao Filho, que assumiria a natureza humana com o Espírito Santo que a santificaria já falava na unidade da Trindade como com ministros e testemunhas[5].

Criados e santificados por meio da Trindade

São Cromácio de Aquileia, bispo nos séculos IV e V, disse que o ser humano foi criado e santificado por meio da Santíssima Trindade. Da mesma forma como a primeira criação foi feita por meio da Trindade, assim também a segunda criação foi feita também pela Trindade. O Pai enviou o seu Filho ao mundo e veio também o Espírito Santo, de modo que uma e idêntica foi a graça da Trindade. O ser humano foi salvo por meio da Trindade, porque esta graça não existiria se ao principio não fosse criado pela Trindade[6].

A Unidade e a Trindade

São Basílio de Cesareia, bispo no século IV disse que a fé cristã leva à pessoa adorar a unidade e a trindade em Deus. Desta forma não existem três princípios, mas apenas um principio, em que o Pai criou as coisas pelo Filho e aperfeiçoou pelo Espírito Santo. O Pai faz tudo por meio do Filho e o Filho perfaz por meio do Espírito. A Sagrada Escritura confirma esta unidade na Trindade. O evangelista João diz que no principio estava com Deus e o Verbo era Deus (Jo 1,1); o Sopro da boca de Deus é o Espírito da Verdade que vem do Pai (Jo 15,26) [7] e do Filho.

A Santíssima Trindade, amiga do ser humano

São João Damasceno, monge e sacerdote do século VIII teve presente que a Santíssima Trindade é amiga do ser humano. São Três Pessoas co-eternas, mas um único Senhor Deus, reforçando-se a unidade da natureza divina, pois com fé as pessoas aclamam a Majestade divina, a Trindade Santa, liberte os servos que seguem a Trindade das tribulações deste mundo. O povo pede que a Santíssima Trindade, início da vida estabeleça as pessoas nos bens que não mudam, mas quem ficam eternamente. O fiel suplica que a Trindade Santa, amiga do ser humano tenha piedade e tenha misericórdia das pessoas pecadoras, ilumina a todas pela sua benignidade[8].

Unidade na Trindade

Santo Agostinho, bispo de Hipona, dos séculos IV e V reforçou a unidade na Trindade. O ser humano é convidado a acreditar no Pai e no Filho e no Espírito Santo, como um só e único Deus, onipotente, grande, bom, justo, misericordioso, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, conforme a capacidade humana. Quando se tem presente as Pessoas uma não está desligada das outras. Em relação ao Pai, como um só Deus, não se separe o Filho e o Espírito Santo: o mesmo argumento é dado ao Filho como um só Deus, não seja separado do Pai e do Espírito Santo: da mesma forma é dito do Espírito Santo como um só Deus, não seja separado do Pai e do Filho. Não se trata de três deuses, mas de uma única essência, um só Deus em três Pessoas[9].

A glória seja dada ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, Deus Uno e Trino. O louvor e o agradecimento vão às três Pessoas divinas num único Deus. A unidade e a trindade revigoram as atividades humanas, o engajamento familiar, comunitário, social, as pastorais, os movimentos, os serviços vida da Igreja, no mundo e um dia na eternidade.

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[1] Cfr. Justino de Roma. I Apologia 61,3. São Paulo, Paulus, 1995, pg. 76.

[2] Cfr. B. Studer. Trinità. In: Nuovo Dizionario Patristico e di Antichità Cristiane. Genova – Milano, Editrice Marietti, 2008, pgs. 5467-5468.

[3] Cfr. Irineu de Lyon. Demonstração da Pregação Apostólica, 6. São Paulo, Paulus, 2014, pgs. 75-76.

[4] Cfr. Orígenes. Tratado sobre os Princípios, 1,3,7. São Paulo, Paulus, 2012, pgs. 92-93.

[5] Cfr. Q.S.F.Tertulliano. Contro Prassea, XII, 1-3. Edizione critica com Introduzione, Traduzione italiana, note e indici a cura di Giuseppe Scarpat. Torino, Società Editrice Internazionale, 1985, pgs. 171-173.

[6] Cfr. Cromazio di Aquileia. Sermone 18,4. In: Ogni giorno con i Padri della Chiesa, A cura di Giovanna della Croce, Presentazione di Enzo Bianchi. Milano, Paoline, 1996, pg. 167.

[7] Cfr. Basílio de Cesareia. Tratado sobre o Espírito Santo, 38. São Paulo, Paulus, 1998, pgs. 133-134.

[8] Cfr. Giovanni Damasccno. Ochtoêchos, VIII.  In: Ogni giorno con i Padri della Chiesa, pg. 182.

[9] Cfr. Santo Agostinho. A Trindade, Livro VII, 12. São Paulo, Paulus, 1994, pgs. 256-257. 

Dom Vital Corbellini, Bispo de Marabá – PA

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                                                                                                                     Fonte: vaticannews.va

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Nas missas do sábado, dia 3, e do domingo, receba

 a nova edição do Anunciai!

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Saudação do Papa aos participantes

do XVI Congresso Mariológico em Aparecida

“A vocês que estão participando de um Congresso em Aparecida, envio minha saudação. Em Aparecida, aí está a Mãezinha. Olhem para Maria, olhem para a Mãe. Jesus precisou de uma mãe. E, por isso, pediram permissão a esta jovem, se ela se atrevia a ser mãe. Aí tudo começou.”

  Papa Francisco em Aparecida - 24 de julho de 2013

Iniciou-se ontem, 1º de junho, em Aparecida, o XVI Congresso Mariológico, promovido pela Academia Marial de Aparecida. O tema escolhido foi “A mariologia do Papa Francisco”. Segundo a organização do evento “o Papa Francisco tem sido o grande profeta para a nossa geração, com seu coração voltado para o povo, principalmente para aquele que sofre e é descartado socialmente.”

A Academia Marial de Aparecida “quer oferecer aos participantes a riqueza da Espiritualidade Mariana, que ecoa fortemente no coração do Papa Francisco e que ele nos devolve convocando-nos para sermos uma Igreja sinodal, em saída missionária, que segue os passos daquela que é para nós Mãe, Irmã, Companheira e Modelo perfeito de Discípula-Missionária.”

Mensagem de vídeo do Papa Francisco

Para a ocasião, o Santo Padre enviou uma mensagem de vídeo, saudando os participantes: “a vocês que estão participando de um Congresso em Aparecida, envio minha saudação.” O tema central da mensagem do Papa foi sobre a maternidade de Maria, o que possibilitou que Deus viesse até nós: “Maria que se faz de escada para que Deus desça. Dá a Ele a possibilidade de descer e se fazer homem como nós. Foi Ela quem – perdoem a expressão – foi Ela quem pavimentou a estrada para que se pudesse caminhar. Ela é a Mãe, foi ela quem possibilitou que Deus fosse Deus conosco.”

No vídeo o Santo Padre fez uso de um mosaico, onde estão representados Maria e o Menino Jesus, e disse: “É Deus, que tem a plenitude da lei em uma mão. Mas (também) é homem, e tem que segurar no manto da Virgem para não cair. E vai descendo, com as mãos da Virgem que servem como escada. Esta é Maria que nos traz Jesus. Ela tornou-se a possibilidade, a escada, para esta descida de Jesus, que é Deus, e O trouxe a nós.”

 Francisco abençoou os participantes e os encorajou a sempre confiar na Mãe de Deus: “envio-lhes a minha bênção. Não se esqueçam que Ela é Mãe. Seja o que for que aconteça na vida, olhe para a sua Mãe.”

Dimensões fundamentais da mariologia do Papa Francisco

Em entrevista ao Vatican News, o padre Alexandre Awi, membro da direção da Associação Brasileira de Mariologia,  superior geral dos Padres de Schoenstatt e um dos conferencistas deste Congresso, afirmou que “a Academia Marial de Aparecida é a principal instituição de estudo mariológico no Brasil. Ela está destinada a todos aqueles que têm interesse em estudar sobre a vida, a teologia, a missão da mãe de Deus na história da salvação e também na piedade popular. A academia é um lugar de estudo, de encontro, onde todas as pessoas interessadas em se aprofundar no conhecimento sobre Maria estão convidados a participar desse espaço está intimamente vinculado ao Santuário Nacional de Aparecida.”

Segundo o padre Alexandre “a mariologia do Papa Francisco é uma mariologia aplicada, que parte da sua experiência pessoal, familiar e também eclesial. No contato com povo de Deus foi crescendo o seu conhecimento sobre Nossa Senhora.”  Ele destacou três dimensões fundamentais da mariologia do Papa Francisco:

A primeira é aquela que Maria é a mãe, porque essa experiência dos povos latino-americanos, porque essa é a experiência da igreja durante dois mil anos. Maria é em primeiro lugar e acima de tudo mãe,  porque Jesus nos a deu por mãe.   

A segunda é que Maria se encontra no povo, no contato com a piedade popular, com essa espiritualidade popular e mística popular, como diz o Documento de Aparecida, que o Papa Francisco foi descobrindo a importância de Maria na vida do povo de Deus. Se nós acreditamos realmente que o povo de Deus é um lugar teológico, que a piedade popular é um lugar teológico - e ele acredita nisso -, ele foi descobrindo como Deus foi se revelando através de Nossa Senhora, através do amor que Nossa Senhora tinha e tem pelo povo e que o povo tem por ela.  No encontro dos olhares entre Maria e o povo de Deus ali também vai se desenvolvendo a sua mariologia.  Uma frase típica do seu pontificado e também sobretudo da sua do seu pensamento mariológico,  e ele já falava isso como jesuíta em 1974, é ‘se você quer saber quem é Maria pergunta para os teólogos, mas se você quiser saber como amar Maria então pergunte para o povo, porque o povo vai te ensinar melhor’.

A terceira é que Maria é discípula e missionária. O Papa Francisco está profundamente marcado pela Conferência de Aparecida, onde Maria apareceu justamente com esses traços. Maria, de fato, é a primeira discípula do Senhor, é aquela que é o seguiu primeiro que todos os demais,  foi primeira a acreditar na sua missão salvífica e seguir seus passos. Por isso antes de que Maria o concebesse no ventre, concebeu no coração, como disse Santo Agostinho e por isso a igreja sempre olhou pra Maria em primeiro lugar com modelo de fé, como modelo de virtudes.

Sobre a importância da mensagem de vídeo enviada pelo Papa, o padre Alexandre disse: “acredito que justamente é perceber que ele está, em primeiro lugar, sabendo desse congresso, está interessado em que esse congresso possa dar seus frutos  e que ele está unido a todos aqueles que se interessam por conhecer melhor Nossa Senhora e o fazem justamente a partir dos impulsos do seu pontificado, que está celebrando 10 anos neste ano. Que possamos amar Maria como o povo de Deus a ama,  como o Papa Francisco a ama e assim também podermos ser mais de Jesus e segui-lo em todos os momentos.”

O Congresso, que está acontecendo no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, no Santuário Nacional de Aparecida, se concluirá no dia 4 junho.

Texto integral da mensagem do Papa

A vocês que estão participando de um Congresso em Aparecida, envio minha saudação.

Em Aparecida, aí está a Mãezinha. Olhem para Maria, olhem para a Mãe. Jesus precisou de uma mãe. E, por isso, pediram permissão a esta jovem, se ela se atrevia a ser mãe. Aí tudo começou.

E isso é o que os teólogos... usarei uma palavra difícil, para que se divirtam. Os teólogos chamam a Synkatabasis, ou seja, que é a condescendência – Deus desce... Depois vou mostrar um quadrinho, que é muito bonito, onde está isso. Maria que se faz de escada para que Deus desça. Dá a Ele a possibilidade de descer e se fazer homem como nós. Foi Ela quem – perdoem a expressão – foi Ela quem pavimentou a estrada para que se pudesse caminhar. Ela é a Mãe, foi ela quem possibilitou que Deus fosse Deus conosco.

Envio-lhes a minha bênção. Não se esqueçam que Ela é Mãe. Seja o que for que aconteça na vida, olhe para a sua Mãe. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

E agora faço a explicação do quadrinho. Vejam bem este quadrinho. É Jesus que está vindo. É Deus, que tem a plenitude da lei em uma mão. Mas (também) é homem, e tem que segurar no manto da Virgem para não cair. E vai descendo, com as mãos da Virgem que servem como escada. Esta é Maria que nos traz Jesus. Ela tornou-se a possibilidade, a escada, para esta descida de Jesus, que é Deus, e O trouxe a nós. É Mãe. Que Deus os abençoe e rezem por mim.

Padre Pedro André, SDB – Vatican News

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Festa da Santíssima Trindade:

Leituras e Reflexão
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1ª Leitura: Êx 34,4-6.8-9

Primeira Leitura: Êxodo 34,4-6.8-9

Naqueles dias, Moisés levantou-se, quando ainda era noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”. Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.

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Responsório: Dn 3
- A vós louvor, honra e glória eternamente!
- A vós louvor, honra e glória eternamente!

- Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. – R.
- Sede bendito, nome santo e glorioso. – R.
- No templo santo onde refulge a vossa glória. – R.
- E em vosso trono de poder vitorioso. – R.
- Sede bendito, que sondais as profundezas. – R.
- E superior aos querubins vos assentais. – R.
- Sede bendito no celeste firmamento. – R.

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2ª Leitura: 2Cor 13,11-13

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos, alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.

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Evangelho: Jo 3,16-18

Proclamação do Evangelho de São João:

Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele. Quem acredita nele, não está condenado; quem não acredita, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus.

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Reflexão do padre Johan Konings:

Três pessoas em um só Deus

Para muitas pessoas, inclusive cristãs, a SS. Trindade não passa de um problema de matemática: como pode haver três pessoas divinas em um só Deus? Parece que nada tem a ver com sua vida.

Se a Trindade fosse um problema matemático, deveríamos procurar uma “solução”. Mas, na realidade, não se trata de uma fórmula matemática, mas de um resumo de duas certezas de nossa fé: 1) Deus é um só; 2) o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus. Isso nos convida à “contemplação” do mistério de Deus. Pois um mistério não é para a gente colocá-lo dentro da cabeça, mas para colocar a cabeça nele…

Na 1ª Leitura, Moisés invoca o nome de Deus: “O Senhor (Javé), Deus misericordioso e clemente, lento para a ira, rico em amor e fidelidade…”. São essas as primeiras qualidades de Deus. Deus é um Deus que ama. Segundo o evangelho, Jesus revela em que consiste a manifestação maior do amor de Deus para com o mundo: ele deu o seu Filho, que quis morrer por amor a nós. O Pai e o Filho estão unidos num mesmo amor por nós. Em sua carta, João retoma o mesmo ensinamento: “Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu filho único ao mundo, para que tenhamos a vida por ele” (1 Jo 4,9)

Assim, tanto no Antigo Testamento como no Novo, Deus é conhecido como sendo “amor e fidelidade”. Estas são as qualidades que se manifestam com toda a clareza em Cristo (a “graça e verdade” de que fala Jo 1,14). Em Jesus, Deus aparece como comunhão de amor: o Pai, Jesus e o Espírito que age no mundo, esses três estão unidos no mesmo amor por nós. Um solitário não ama. Deus não é um ancião solitário. Deus é amor (1Jo 4,8), pois ele é comunidade em si mesmo, amor que transborda até nós.

Se Deus é comunidade de amor, também nós devemos sê-lo, nele. Se tanto ele nos amou, a ponto de enviar seu Filho, que deu sua vida por nós, nós também devemos dar a vida pelos irmãos, amando-os com ações e de verdade (cf. 1Jo 3,16-18). No amor que nos une, realizamos a “imagem e semelhança de Deus”, a vocação de nossa criação (Gn 1,26).

O conceito clássico do homem é individualista. Isso não é cristão… Se Deus é comunidade, e nós também devemos sê-lo, não realizaremos nossa vocação vivendo só para nosso sucesso individual, propriedade privada e liberdade particular. A Trindade serve de modelo para o homem novo, que é comunhão. Devemos cultivar os traços pelos quais o povo se assemelha ao Deus-Trindade: bondade, fidelidade, comunicação, espírito comunitário etc.

Como pode haver três pessoas em um só Deus? Pelo mistério do amor, que faz de diversas pessoas um só ser. Deus é comunidade, e nós também devemos sê-lo.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella:

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  Reflexão/banner: franciscanos.org.br   Banner: Fr. Fábio M. Vasconcelos  Imagem: vaticannews.va

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Forte apelo do Papa à comunidade internacional:

“Paremos este horror da tortura!” 

O novo Vídeo do Papa de intenção de oração para o mês de junho faz um forte apelo à abolição da tortura e para se “colocar a dignidade da pessoa acima de tudo”. Francisco denuncia desde as formas mais violentas como as mais sofisticadas de tortura e, horrorizado pela maneira como continua a ser uma prática habitual, o Pontífice pede à comunidade internacional um comprometimento “concreto" para a abolição dessa prática e no apoio às vítimas.

“A tortura. Meu Deus, a tortura! A tortura não é uma história do passado. Infelizmente, faz parte da nossa história atual. Como é possível que a capacidade humana para a crueldade seja tão grande?”

É o que Francisco pergunta com horror, visivelmente desolado, no novo Vídeo do Papa com a intenção de oração para o mês de junho, que se confia a toda a Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. A mensagem do Pontífice é um apelo forte à abolição da tortura, em todas as suas formas e em todo o mundo: 

"Existem formas de tortura muito violentas, outras mais sofisticadas, como os tratamentos degradantes, a anulação dos sentidos ou as detenções em massa em condições desumanas que tiram a dignidade da pessoa. Mas isso não é uma novidade. Pensemos no próprio Jesus, como foi torturado e crucificado."

O momento da denúncia, e a intenção da própria oração, não é por acaso: no próximo dia 26 de junho comemora-se o Dia Internacional das Nações Unidas de Apoio às Vítimas da Tortura, lembrando a data de 1987, quando entrou em vigência na Convenção da ONU contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas ou Degradantes (convenção ratificada por 162 países) aprovado em 1984.

Ecce homo (Eis o homem)

Imagens de presos em condições desumanas – amarrados a uma cadeira, encapuzados, com as mãos atadas – aparecem no Vídeo do Papa deste mês, que reconstrói lugares e práticas de tortura em vigor em várias partes do mundo. Baldes de água com trapos, cordas, baterias elétricas, alicates, martelos, facões... Esse inquietante inventário de uma hipotética sala de tortura acompanha as palavras de Francisco, e sublinha que quem tenta reduzir o homem a uma "coisa" perde, acima de tudo, a sua humanidade.

Foi o que aconteceu também com os torturadores de Jesus quando o flagelaram, espancaram e zombaram dele. Jesus experimentou a tortura durante a sua Paixão e morreu com as suas marcas: as feridas de espinhos e dos chicotes, hematomas de golpes, pulsos inchados por cordas. Os detalhes do Ecce homo do santuário homônimo de Mesoraca, na província de Crotone (Itália), impressionantes pelo seu realismo, dão conta de tudo isso no vídeo.

Uma prática proibida que continua existindo

A tortura é uma prática que remonta aos tempos antigos. Nos séculos XVIII e XIX, os países ocidentais aboliram o uso oficial da tortura no sistema judicial e hoje o seu uso é totalmente proibido pelo direito internacional. No entanto, é uma realidade que continua a acontecer em muitos países.

O Fundo das Contribuições Voluntárias das Nações Unidas para as Vítimas de Tortura ajudou em cada ano, desde 1981, uma média de 50 mil vítimas de tortura em países de todas as regiões do mundo. Isto ocorre com frequência, naturalmente, em zonas de conflito, como a agressão russa contra a Ucrânia, onde houve relatos de tortura por parte de soldados russos contra militares e civis ucranianos.

Mas também, e em parte devido às novas tecnologias, aumentou o uso de práticas de tortura não sangrentas, como as psicológicas. Para agravar ainda mais, existe uma persistente lacuna de responsabilização por tortura e maus-tratos em todo o mundo, causada em parte pela negação sistêmica, obstrução e evasão deliberada de responsabilidade por parte das autoridades públicas; este cenário dificulta a contagem e o acompanhamento das vítimas.

O chamamento de Francisco

Eis, pois, o apelo do Papa a toda a comunidade internacional para a abolição da tortura e garantia de apoio às vítimas. Já num discurso de 2014, Francisco tinha assinalado que “estes abusos se poderão deter unicamente com o firme compromisso da comunidade internacional em reconhecer [...] a dignidade da pessoa humana sobre todas as coisas”.

“Paremos este horror da tortura. É essencial colocar a dignidade da pessoa acima de tudo. Caso contrário, as vítimas não são pessoas, são 'coisas' e podem ser objeto de maus tratos desmedidos, causando a morte ou danos psicológicos e físicos permanentes por toda a vida. Rezemos para que a comunidade internacional se empenhe concretamente na abolição da tortura, garantindo apoio às vítimas e aos seus familiares.”

Jesus Cristo, torturado e crucificado

O Padre Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, comentou sobre a intenção do mês de junho: “quaisquer que sejam as razões, a tortura não pode ser legitimada. Francisco disse-o claramente muitas vezes, por exemplo: 'Torturar pessoas é um pecado mortal! Que as comunidades cristãs se comprometam a apoiar as vítimas de tortura' (tuíte de 26 de junho 2018). Jesus Cristo, rosto de Deus para os cristãos, fez-se próximo de todos os torturados ao longo da história na sua Paixão. Por isso, como nos diz Francisco na Fratelli tutti: ‘Cada ato de violência cometido contra um ser humano é uma ferida na carne da humanidade’ (FT 227). Este mês de oração e ação pela abolição de todas as formas de tortura, seja de detidos, presos ou vítimas de sequestro, é também um apelo para garantir ‘o apoio às vítimas e aos seus familiares’”.

Andressa Collet - Vatican News

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Assista:

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A Igreja dedica o mês de junho

ao Sagrado Coração de Jesus

O mês de junho é um período especial para a Igreja, pois é dedicado de maneira particular ao Sagrado Coração de Jesus. É um momento de profunda devoção, reflexão e renovação espiritual, no qual somos convidados a contemplar o amor infinito de Jesus Cristo por cada um de nós. No dia 24 de junho, celebraremos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.  

É uma tradição nas paróquias reunirmo-nos toda primeira sexta-feira de cada mês para recordar e venerar o Sagrado Coração de Jesus. Durante esses encontros, o grupo do Apostolado da Oração se reúne para um momento de profunda Adoração Eucarística, seguido pela celebração da Santa Missa, onde rendemos graças ao amor inesgotável do Sagrado Coração de Jesus. É um tempo especial de reflexão, oração e renovação da nossa devoção ao nosso amado Salvador. 

O Sagrado Coração de Jesus representa o amor misericordioso e compassivo de nosso Salvador. É um símbolo do amor divino que arde em seu coração, transbordando graça e salvação para toda a humanidade. É um convite para nos aproximarmos desse amor incondicional e permitirmos que ele transforme nossas vidas. 

Ao meditarmos sobre o Sagrado Coração de Jesus, somos chamados a refletir sobre alguns aspectos essenciais de nossa fé. 

Primeiramente, o Sagrado Coração nos recorda o sacrifício supremo de Jesus na cruz. Ele entregou sua vida por nós, oferecendo-se como um sacrifício perfeito para a remissão dos nossos pecados. Esse gesto de amor e redenção é um testemunho da profundidade do amor de Deus por nós e nos convida a responder a esse amor com gratidão e conversão. 

Em segundo lugar, o Sagrado Coração de Jesus nos ensina sobre a misericórdia divina. Jesus, em seu coração compassivo, acolhe a todos, independentemente de seus erros, falhas ou pecados. Ele está sempre disposto a perdoar, curar e restaurar aqueles que se aproximam dele com um coração contrito. Essa misericórdia inesgotável nos convida a buscar o perdão e a reconciliação em nossas vidas, bem como a estender o mesmo amor misericordioso aos outros. 

Além disso, o Sagrado Coração de Jesus nos convida a responder a esse amor com generosidade e serviço aos outros. Ao contemplar o Coração de Jesus, somos inspirados a imitar suas virtudes, como a humildade, a compaixão e a caridade. O Sagrado Coração nos chama a amar e servir nossos irmãos e irmãs, especialmente, os mais necessitados e marginalizados da sociedade. 

Durante o mês de junho, podemos cultivar uma devoção especial ao Sagrado Coração de Jesus, por meio de várias práticas espirituais. A participação na Santa Missa, a adoração ao Santíssimo Sacramento e a recitação das orações tradicionais, como a Ladainha do Sagrado Coração de Jesus, são maneiras de nos aproximar dessa devoção e mergulhar na graça abundante que emana do coração de Cristo. 

Neste mês, convido a todos a abrir seus corações ao amor de Jesus, a se deixar transformar por sua misericórdia e a responder com generosidade aos apelos de seu Sagrado Coração. Que possamos renovar nosso compromisso de seguir a Cristo, de ser seus discípulos autênticos e de compartilhar seu amor com o mundo. 

Que o mês do Sagrado Coração de Jesus seja um tempo de encontro pessoal com o amor divino, de conversão e de crescimento espiritual. Que a chama desse amor arda em nossos corações e nos inspire a viver uma vida de santidade e serviço, sempre guiados pelo exemplo do Sagrado Coração de Jesus. 

Saudações em Cristo! 

Dom Eurico dos Santos Veloso - Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG) 

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                                                                     Fonte: cnbb.org.br         Banner: vaticannews.va