domingo, 29 de dezembro de 2024

Papa Francisco no Angelus deste domingo:

a escuta mútua
é o que podemos aprender hoje com a Sagrada Família

“Sabeis por que a Sagrada Família de Nazaré é um modelo? Porque é uma família que dialoga, que conversa. O diálogo é o elemento mais importante para uma família! Uma família que não se comunica não pode ser uma família feliz”: disse Francisco no Angelus ao meio-dia deste domingo, 29 de dezembro, festa da Sagrada Família.

“Na família é mais importante ouvir do que entender”, disse Francisco no Angelus ao meio-dia deste domingo (29/12), festa da Sagrada Família, ao rezar a oração mariana com os fiéis peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Atendo-se à liturgia dominical, o Pontífice destacou que o Evangelho conta que Jesus, aos doze anos de idade, no final da peregrinação anual a Jerusalém, perdeu-se de Maria e José, que o encontraram no Templo discutindo com os doutores (Lc 2,41-52). O evangelista Lucas revela o estado de espírito de Maria, que pergunta a Jesus: “Meu Filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”. Jesus lhe respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?”

O Papa frisou tratar-se da experiência de uma família que alterna entre momentos tranquilos e dramáticos. Parece a história de uma crise familiar de nossos dias, de um adolescente difícil e dois pais que não conseguem entendê-lo. Dito isso, o Santo Padre convidou-nos a olhar para essa família:

“Sabeis por que a Sagrada Família de Nazaré é um modelo? Porque é uma família que dialoga, que conversa. O diálogo é o elemento mais importante para uma família! Uma família que não se comunica não pode ser uma família feliz”.

É belo quando uma mãe não começa com uma reprovação, mas com uma pergunta. Maria não acusa nem julga, mas tenta entender por meio da escuta como acolher esse Filho que é tão diferente.

Apesar desse esforço, observou Francisco, o Evangelho diz que Maria e José “não compreenderam o que lhes dissera”, mostrando que na família é mais importante ouvir do que entender. Ouvir é dar importância ao outro, reconhecer seu direito de existir e pensar por si mesmo. Os filhos precisam disso.

Um momento privilegiado para o diálogo e a escuta na família é a hora das refeições. É bom estar juntos à mesa e conversar. Isso pode resolver muitos problemas e, acima de tudo, une as gerações: filhos conversando com os pais, netos conversando com os avós... Nunca ficar fechados em si mesmos ou, pior ainda, com a cabeça no celular. Conversar, ouvir uns aos outros, esse é o diálogo que é bom e que faz crescer!

A família de Jesus, Maria e José é santa, disse o Papa. “No entanto, vimos que até mesmo os pais de Jesus nem sempre o compreendiam. Podemos refletir sobre isso e não nos surpreender se, às vezes, acontecer conosco na família de não nos entendermos uns aos outros. Quando isso acontecer conosco, perguntemo-nos: temos ouvido uns aos outros? Lidamos com os problemas ouvindo uns aos outros ou nos fechamos em silêncio, ressentimento e orgulho? Reservamos tempo para o diálogo? “O que podemos aprender hoje com a Sagrada Família é a escuta mútua”, reiterou.

Francisco concluiu convidando-nos a confiarmos à Virgem Maria e pedindo a Nossa Senhora o dom da escuta para nossas famílias.

Raimundo de Lima – Vatican News

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O Papa:
a família é um tesouro precioso que devemos apoiar e proteger

Este domingo (29/12), festa da Sagrada Família, depois de rezar a oração mariana do Angelus, o Santo Padre elevou suas orações pelas famílias do mundo, porque a família é a célula da sociedade, um tesouro precioso que devemos apoiar e proteger. O Pontífice também rezou pelas muitas famílias da Coreia do Sul que estão de luto após o dramático acidente de avião e pelas famílias que sofrem por causa das guerras.

“A família é a célula da sociedade, a família é um tesouro precioso que devemos apoiar e proteger”, disse o Papa Francisco após rezar a oração mariana do Angelus este domingo, 29 de dezembro, festa da Sagrada Família de Nazaré.

Um tesouro precioso que devemos apoiar e proteger

Ao saudar os muitos romanos e peregrinos que se reuniram na Praça de São Pedro para rezar à Mãe de Deus, o Santo Padre estendeu suas saudações às famílias presentes na praça e àqueles que estavam acompanhando a transmissão do Angelus de suas casas através da mídia.

“A família é a célula da sociedade, a família é um tesouro precioso que devemos sustentar e proteger!”

Oração pelas vítimas do acidente aéreo na Coreia do Sul

O Pontífice então voltou seu pensamento para as vítimas e suas famílias do acidente aéreo ocorrido neste domingo na Coreia do Sul, onde um avião que transportava 181 passageiros caiu ao tentar fazer um pouso de emergência, no Aeroporto Internacional de Muan, na província de Jeolla do Sul, a 288 quilômetros de Seul.

“Meus pensamentos estão com as muitas famílias da Coreia do Sul que estão de luto hoje após o dramático acidente aéreo. Eu me uno em oração pelos sobreviventes e pelos falecidos.”

Oração pelas famílias que sofrem por causa das guerras

O Papa também pediu orações pelas muitas famílias que estão sofrendo por causa de guerras: na atormentada Ucrânia, na Palestina, em Israel, em Mianmar, no Sudão, em Kivu do Norte na Terra Santa e em outras partes do mundo. “Oremos por todas essas famílias em guerra”, pediu por fim Francisco.

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sábado, 28 de dezembro de 2024

Bela reflexão de Frei Almir Guimarães:

  A beleza humano-divina da Família de Nazaré

Frei Almir Guimarães

 Ninguém pode pensar que o enfraquecimento da família como sociedade natural fundada no matrimônio seja algo que que beneficia a sociedade. Antes pelo contrário, prejudica o amadurecimento das pessoas, o cultivo dos valores comunitários e o desenvolvimento ético das cidades e vilas. Já não se atina claramente que só a união exclusiva e indissolúvel entre um homem e uma mulher realiza uma função plena por ser um compromisso estável e tornar possível a fecundidade. (Papa Francisco, A alegria do amor, n. 52)

 Entre o Natal e o Ano Novo somos convidados a contemplar a beleza humano-divina da família de Nazaré. Sabemos que o amanhã da humanidade passa pela família, como repetia sem cessar o Papa João Paulo II. Não ignoramos que a pequena célula da sociedade e da Igreja passa por delicadas, constantes e inusitadas transformações (fragilidade do vínculo conjugal, casamentos concluídos sem a devida maturidade, separações, recasamentos, união entre pessoas do mesmo sexo, crianças abandonadas pela inconsequências dos pais, miséria, guerra, conflitos urbanos). Ficamos penalizados vendo também casamentos que perduram sem viço e marcados por infidelidades do coração e do corpo. Pais, pastores e educadores vivemos refletindo sobre modos e meios de educar as novas gerações. Neste particular é como se sempre estivéssemos num canteiro de obras. Os que nascemos ainda na metade do século passado sentimos na pele a dificuldade de anunciar a Boa Nova da família cristã.

 Quais os valores próprios da família e a natureza dos laços familiares? A família é o lugar humano por excelência, o berço do homem, o espaço onde cresce o amor dos esposos, modelo das relações éticas, onde se exercem as responsabilidades dos pais para com os filhos e dos filhos para com os pais. Trata- de uma experiência humana inultrapassável porque enraizada nos laços humanos.

 A família é um bem para a sociedade porque o cidadão é pessoa e a pessoa cresce sendo amada e amando, sendo reconhecida e exercitando-se na arte do dom, ou seja, de um amor que a liberta do egoísmo. Na família o ser humano é considerado pelo que ele é e não por suas aparências. O homem é um mistério a ser descoberto e o primeiro espaço dessa viagem ao interior de cada um ocorre no seio da família.

 A família é o lugar em que o ser humano é colocado no mundo, cuidado, protegido, amparado em sua fragilidade. Ali se vivem os valores próprios da pessoa: reconhecimento, gratuidade, dom, comunhão.

 Ela não pode ser uma camisa de força sufocante, mas um espaço em que cada um pode se exprimir sem receios, desfrutando de certa independência, recebendo e dando o afeto que merecem e que precisam.

 A família será sempre um bem para sociedade porque aí nascem os futuros cidadãos de um país.

 Na família são transmitidos os valores da cultura, do comportamento. Ali se vive a herança recebida das gerações anteriores e são traçadas as linhas da vida num mundo que nasce diante de nossos olhos.

 Nós, cristãos, desejamos ardentemente que nossas famílias sejam efetivamente “igrejas domésticas”, pequenas células de acolhida da força do Evangelho. Por isso urge:

 que os jovens que se casam tenham plena consciência do que vem a ser um casal cristão, que se preparem bem para a recepção do sacramento do matrimônio, que vivam a cerimônia como uma visita de Deus e não apenas com uma cerimônia mundana;

 marido e mulher haverão de cultivar uma espiritualidade conjugal: ajuda mútua, santidade buscada em comum, transparência de vida, revisões de vida;

 trata-se de um empenho em se construir a conjugalidade;

 os dois aprenderão o respeito pelos mais frágeis: o feto, as crianças, os “especiais”, os idosos e doentes; haverão de fazer de sorte que o espírito do Sermão da Montanha impregne sua casa e não as leis do mercado, do consumismo e da aparência.

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Para refletir

Cuidado com “famílias” fechadas!

Vale a pena refletir sobre estas considerações do Papa Francisco sobre o tema da “família alargada”.

Além do círculo pequeno formado pelos cônjuges e seus filhos, temos a família alargada, que não pode ser ignorada. Com efeito o amor de um homem e de uma mulher no matrimônio e, de forma derivada e mais ampla, o amor entre os membros da mesma família – entre pais e filhos, irmãos e irmãs, entre parentes e familiares – é animado e impelido por um dinamismo interior e incessante, que leva a família a uma comunhão sempre mais profunda e intensa, fundamento e alma da comunidade conjugal e familiar. Aí também se integram também os amigos e as famílias amigas, e mesmo as comunidades de famílias que se apoiam mutuamente nas suas dificuldades, no seu compromisso social e na fé.

Esta família alargada deveria acolher, com tanto amor, as mães solteiras, as crianças sem pais, as mulheres abandonadas que devem continuar a educação de seus filhos, as pessoas deficientes que requerem muito carinho e proximidade, os jovens que lutam contra uma dependência, as pessoas solteiras, separadas ou viúvas que sofrem a solidão, os idosos e doentes, que não recebem o apoio de seus filhos, até incluir no seio dela mesmo os mais desastrados nos comportamentos de sua vida. E pode também ajudar a compensar as fragilidades dos pais, ou a descobrir e denunciar a tempo possíveis situações de violência ou mesmo de abuso sofridas pela crianças, dando-lhes um amor sadio e um sustentáculo familiar, quando seus pais não podem assegurar.

Por fim, não se pode esquecer que, nesta família alargada, estão também o sogro, a sogra, e todos os parentes do cônjuge. Uma delicadeza própria do amor é vê-los como concorrentes, como pessoas perigosas, como invasores. A união conjugal exige que se respeite as suas tradições e costumes, se procura compreender a sua linguagem, evitar maledicências, cuidar deles e integrá-los de alguma forma no próprio coração, embora se deva preservar a legítima autonomia e a intimidade do casal. Estas atitudes são também uma excelente maneira de exprimir a generosidade da dedicação amorosa do próprio cônjuge.

Papa Francisco, A alegria do amor.n.196-198

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FREI ALMIR GUIMARÃES, OFMingressou na Ordem Franciscana em 1958. Estudou catequese e pastoral no Institut Catholique de Paris, a partir de 1966, período em que fez licenciatura em Teologia. Em 1974, voltou a Paris para se doutorar em Teologia. Tem diversas obras sobre espiritualidade, sobretudo na área da Pastoral familiar. É o editor da Revista “Grande Sinal”.

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                                                                                                           Fonte: franciscanos.org.br

O Papa para os jovens:

a Igreja precisa de vocês, esperem para “além da esperança"

Em uma mensagem assinada pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, Francisco se dirige aos participantes do encontro europeu de jovens de Taizé em Tallinn, na Estônia. Ele os exorta a promover um “espírito de partilha e fraternidade”, em um mundo marcado por violências e conflitos, superando cansaços, crises e angústias.

O Papa e toda a Igreja “contam” com os jovens e têm fé neles. “Esperar além da esperança”, aquela que supera o cansaço, a crise e a ansiedade, é o convite dirigido às novas gerações, ainda mais urgente em um mundo marcado por violências e conflitos, onde as pessoas sofrem “tratamentos desumanos”, encontrando-se “desorientadas” pelas desigualdades e pelos perigos ditados pelas mudanças climáticas.

É assim que Francisco se dirige aos participantes do encontro europeu dos jovens de Taizé em Tallinn, na Estônia. Ele o faz em uma mensagem assinada pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, dirigindo suas “calorosas saudações” estendidas a todos os líderes das várias denominações cristãs presentes no país do norte da Europa.

“Expressar o que pensamos e queremos”

O Papa recorda sua Viagem Apostólica aos Países Bálticos, datada de 2018, e seu encontro com os jovens da Igreja Luterana de Kaarli, também em Tallinn. Naquela ocasião, ele expressou a beleza de se reunir para “compartilhar testemunhos de vida, expressar o que pensamos e queremos”.

As “grandes provações” enfrentadas no mundo

O encontro, o 47º, conduzido pela comunidade cristã ecumênica sediada na França, promove um “espírito de partilha e fraternidade” que é ainda mais necessário quando se olha para as “grandes provações” que a comunidade global é chamada a enfrentar. Francisco lembra os muitos países “marcados pela violência e pela guerra” e as pessoas que sofrem suas consequências diretas.

A esperança supera o cansaço, a crise e a ansiedade

“Esperar além da esperança” é a mensagem que ressoa de Tallinn. Um tema escolhido pelo irmão Matthew, prior de Taizé, que adere ao tema do Jubileu que acaba de ser inaugurado. A esse respeito, o Papa cita uma passagem de sua mensagem para a XXXIX Jornada Mundial da Juventude.

“Caminhem na esperança! A esperança supera todo cansaço, toda crise e toda ansiedade, dando-nos uma forte motivação para seguir em frente, porque é um dom que recebemos do próprio Deus: Ele enche nosso tempo de significado, ilumina-nos em nosso caminho, mostra-nos a direção e a meta da vida.”

“Queridos jovens, o Santo Padre conta com vocês”

“Queridos jovens, o Santo Padre conta com vocês”, é a asseguração oferecida por Francisco. Uma confiança que se estende a toda a Igreja, na necessidade de “proclamar hoje a boa nova do amor de Deus”. Um objetivo que faz parte do “processo sinodal” empreendido pela comunidade eclesial, capaz de levar a “grandes progressos na amizade ecumênica com nossos irmãos e irmãs de diferentes denominações cristãs”.

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Francisco:
esperança e gentileza, “bússolas” para um mundo mais humano

Em uma mensagem de áudio transmitida este sábado pela BBC durante a rubrica “Thought for the Day” (Pensamento do Dia), o Pontífice exorta a não se olhar para o futuro “com pessimismo e resignação”, mas a escolher sempre o caminho do Amor e a contemplar o mundo com “o olhar gentil da esperança”.

“Um mundo cheio de esperança e gentileza é mais bonito. É mais humana uma sociedade que olha para o futuro com confiança e que trata as pessoas com respeito e empatia”, porque a esperança e a gentileza “tocam o coração do Evangelho e apontam o caminho para guiar nosso comportamento’. Foi assim que o Papa Francisco se dirigiu aos ouvintes da emissora britânica BBC que puderam ouvir sua mensagem de áudio na manhã deste sábado, 28 de dezembro, durante a rubrica “Thought for the Day” (Pensamento do Dia). Como aconteceu em outubro de 2021, por ocasião da 26ª Conferência das Partes (Cop26) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), realizada em Glasgow, na Escócia, a mensagem do Pontífice foi transmitida pela emissora britânica.

Não ceder ao desânimo causado por guerras, violência e injustiça social

Desta vez, a ocasião é o período de Natal e o Jubileu da Esperança, que começou no último dia 24 de dezembro: momentos que, explica o Bispo de Roma, nos exortam a nos tornarmos “peregrinos da esperança” e a não olhar para o futuro “com pessimismo e resignação”. “As guerras, a injustiça social, as muitas formas de violência que experimentamos todos os dias”, observou, ”não devem nos arrastar para a tentação do ceticismo e do desânimo.

Olhar para o mundo com o olhar gentil da esperança

A escolha a ser feita, então, será a do Amor, que torna os corações “ardentes e confiantes”. Aqueles que amam, de fato, “mesmo que se encontrem em situações precárias, sempre contemplam o mundo com o olhar gentil da esperança”.

Praticar a humildade que abre ao diálogo

A gentileza em si, afirma Francisco, “não é uma estratégia diplomática”, nem “um comportamento formal a ser seguido para garantir a harmonia social ou para obter vantagens”. Pelo contrário, é “uma forma de amor que abre os corações para a acolhida e ajuda todos a se tornarem mais humildes”, ou seja, capazes daquela humildade que “predispõe ao diálogo, ajuda a superar mal-entendidos e gera gratidão”. Afinal, lembra o Papa, trata-se de “tomar as coisas da vida com gratidão e não tomá-las como garantidas”, como costumava dizer o escritor britânico Gilbert Keith Chesterton.

A gentileza como uma forma de relacionamento

A mensagem conclui-se com “um desejo de esperança” e o auspício de que, durante o Jubileu, possamos “exercitar a gentileza como uma forma de amor para nos relacionarmos com os outros”, trazendo “paz, fraternidade e gratidão” ao mundo.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Festa da Sagrada Família:

Leituras e reflexão
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1ª Leitura: Eclo 3,3-7.14-17

Leitura do livro do Eclesiástico

Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. Quem honra o seu pai alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra o seu pai terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. Quem respeita o seu pai terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes em nenhum dos dias de sua vida: a caridade feita a teu pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados e, na justiça, será para tua edificação.

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Responsório: Sl 127 (128)

- Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

- Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

- Feliz és tu se temes o Senhor / e trilhas seus caminhos! / Do trabalho de tuas mãos hás de viver, / serás feliz, tudo irá bem!

- A tua esposa é uma videira bem fecunda / no coração da tua casa; / os teus filhos são rebentos de oliveira / ao redor de tua mesa.

- Será assim abençoado todo homem / que teme o Senhor. / O Senhor te abençoe de Sião / cada dia de tua vida.

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2ª Leitura: Cl 3,12-21

Leitura da Carta dee São Paulo aos Colossenses

Irmãos, vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele, dai graças a Deus, o Pai. Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor. Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem.

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Evangelho: Lc 2,41-52

Proclamação do Evangelho de São Lucas

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando o menino completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, voltaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que o menino estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à procura dele. Três dias depois encontraram o menino no Templo. Estava sentado no meio dos doutores, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com a inteligência de suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram emocionados. Sua mãe lhe disse: «Meu filho, por que você fez isso conosco? Olhe que seu pai e eu estávamos angustiados, à sua procura.» Jesus respondeu: «Por que me procuravam? Não sabiam que eu devo estar na casa do meu Pai?» Mas eles não compreenderam o que o menino acabava de lhes dizer.

Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e permaneceu obediente a eles. E sua mãe conservava no coração todas essas coisas. E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

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Reflexão do padre Johan Konings

A casa do Pai...

O tempo de Natal é o tempo das reuniões em família, aquele almoço que começa com uma caipirinha ao meio-dia e termina ao pôr-do-sol… Mas o evangelho de hoje põe em xeque aquela sensação de segurança e aconchego, a família patriarcal, com a casa e os pais no centro e os filhos girando em redor. São José, partilhando a mentalidade de seu povo, deve ter julgado desse jeito patriarcal a respeito da educação de Jesus. Mas o evangelho nos conta uma história que entra em colisão com esse conceito tão natural…

Na véspera de se tornar membro adulto da comunidade judaica, os pais levaram Jesus para o templo de Jerusalém, para celebrar a Páscoa e mostrar-lhe a alegria de viver na comunidade dos fiéis israelitas. Na volta, constatou-se a ausência do menino na caravana. Depois de três dias de busca, o encontraram numa dependência do templo, recebendo aulas dos mestres de Sagrada Escritura. E aos aflitos pais, ele respondeu: “Não sabíeis que devo estar naquilo que é de meu Pai?” Depois, voltou com eles para casa e continuou vivendo lá na mais natural obediência filial.

Jesus tinha duas “casas do pai”: a de José, por enquanto; e a de Deus, para sempre. E esta última é a casa decisiva.

Essa história contém uma lição para os pais cristãos. “Teus filhos não são teus filhos”, diz o profeta no livro de Kahlil Gibran. Os filhos são filhos de Deus. É por isso que se batizam os filhos desde pequenos. Ora, isso tem consequências: a casa, o sustento e a educação que os pais cristãos proporcionam a seus filhos, por maior que seja sua dedicação, tudo isso está a serviço daquela “casa” mais importante e destina-se a um encaminhamento superior, no sentido do plano de Deus.

Os pais não educam seus filhos para si, mas para Deus. A pais ricos pode assim acontecer que paguem estudos de médico, para depois ver seu filho se dedicar, quase de graça, ao serviço de saúde da Prefeitura ou do Estado, para atender gente sem renda … A pais pobres – como foram José e Maria – acontece que o filho que lhes poderia facilitar a vida começa, num determinado momento, a empenhar todos os seus recursos nos projetos e nas lutas da comunidade. Nem por isso, tais filhos são desobedientes ou ingratos. Apenas manifestam que a casa de Deus é maior que a casa da gente.

“Já não sei onde está minha casa!” – frase colhida da boca de um jovem agente de pastoral, cansado de percorrer noite após noite as ruas do bairro. Um pai de família se queixa ao pároco de que seu filho, líder de jovens, nunca está em casa. Talvez os pais de tais filhos estejam passando pela aflição que assolou José. O consolo é: ler o evangelho até o fim…

Mas ficamos com outra preocupação ainda. A grande maioria dos filhos hoje não “se perde” no templo da comunidade, na “casa do Pai”, e sim, nos templos do consumo, os shopping centers, as danceterias etc. E o caminho que aprendem naqueles palácios da satisfação imediata e ilimitada não está no evangelho de Lucas- a não ser a parábola do filho pródigo.

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PE. JOHAN KONINGS nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Em 1985 entrou na Companhia de Jesus (Jesuítas) e, desde 1986, atuou como professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Faleceu no dia 21 de maio de 2022. Este comentário é do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes.

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Reflexão em vídeo de Frei Gustavo Medella

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                      Fonte: franciscanos.org.br    Banners: vaticannews.va    Fábio M. Vasconcelos

Sábia reflexão de dom Itacir Brassiani:

E então, o que restou do Natal? 

O Natal já é passado, embora as festas continuem. Desta vez não se prolongarão até o carnaval, mas ainda temos o Ano Novo e, para muitos, as desejadas e merecidas férias. O clima não é de avaliações e balanços, mas eu pergunto: e então, o que resta do Natal recém-celebrado? A resposta depende daquilo que cada um celebrou no dia 25… 

Dom Itacir Brassiani

Para quem viveu o Natal como uma festa comercial e gastronômica, para quem fez reverência ao Papai Noel, passados os dias de consumo e comemoração, o que resta é mais contas a pagar, menos dinheiro no bolso, uns quilos a mais no corpo, uma árvore artificial num canto da sala e muito material descartado. 

Para outros, entre os quais estão aqueles que dispensaram a prudência, junto com o cansaço provocado por trajetos longos e estradas abarrotadas de veículos, a lembrança dos riscos e sustos e, por vezes, resta o sabor amargo de algum acidente sofrido, provocado ou testemunhado. E para os poucos que apostaram no velhinho-propaganda, o que resta é uma boa soma de dinheiro no banco. 

Talvez você diga que estou exagerando nas tintas, que as coisas não são bem assim. Eu respondo reconhecendo que carregar as tintas é um modo de chamar a atenção para algo deveras importante. Na verdade, quero destacar a necessidade de viver o Natal como um tempo de graça, tempo no qual se manifesta a bondade de Deus e ressoa o chamado a viver com moderação, justiça e piedade (cf. Tt 2,11-12). 

Para quem viveu o Natal como preparação e encontro com o Menino Deus envolto em faixas e deitado na manjedoura, os saldos não são bancários e os frutos não são amargos, nem fugazes. Faço parte dessa porção da humanidade, pois estou inscrito entre os cristãos, aqueles que querem viver o Natal como a inacreditável humanização da Divindade, como entrada da Eternidade no tempo. 

Para estes, as celebrações do Natal, que prosseguem até a festa da manifestação de Deus aos peregrinos estrangeiros, deixaram a certeza de que Deus continua apostando na humanidade, não obstante seus inúmeros limites e fracassos, tanto que continua fazendo-se carne e armando sua tenda entre nós. Ele é Deus conosco, por nós e em nós. 

Para nós, o essencial do Natal continua, mesmo depois que os chocolates acabaram, as visitas se foram e a apelativa decoração das ruas e vitrines desapareceu. O Deus que se faz Menino e se reveste de pobres panos continua nos visitando, como pessoa que pede nosso auxílio ou como humano voluntário que estende sua mão em nosso favor.  

Como diz o Vaticano II, a luz do Verbo encarnado ilumina o mistério do ser humano. Ele assume a condição humana e a torna ainda mais digna e preciosa. Pela sua encarnação, o Filho de Deus uniu-se a todos os seres humanos: trabalhou com mãos humanas, pensou e agiu como ser humano, amou com um coração humano; foi realmente um dos nossos em tudo, exceto no pecado.  Revelando o mistério do Pai e de seu amor, Jesus Cristo nos revela o que é o ser humano e a grandeza da nossa vocação.

Dom Itacir Brassiani - Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Papa no Angelus desta quinta-feira:

o martírio não é fraqueza
ou defesa de ideologias, é dom de salvação

“Infelizmente, ainda hoje, há em várias partes do mundo muitos homens e mulheres perseguidos, às vezes até à morte, por causa do Evangelho”, recordou Francisco no Angelus de hoje, 26 de dezembro, festa do mártir Santo Estevão.

Nesta quinta-feira, 26 de dezembro, data em que a Igreja celebra Santo Estêvão, o primeiro mártir cristão, o Santo Padre reuniu-se com os fiéis na Praça São Pedro, para a oração do Angelus, e destacou o profundo significado dessa memória litúrgica.

“Ainda que à primeira vista Estêvão pareça sofrer impotentemente uma violência, na realidade, como um homem verdadeiramente livre, ele continua a amar até mesmo os seus assassinos e a oferecer sua vida por eles, como Jesus, oferece sua vida para que se arrependam e, perdoados, possam receber o dom da vida eterna.”

Sinais vivos do amor

O Pontífice sublinhou que Estêvão é testemunha de um Deus que deseja “que todos os homens sejam salvos”, e seu exemplo reflete a vontade divina de acolher e perdoar, sempre buscando o bem de todos:

“Infelizmente, ainda hoje, há em várias partes do mundo muitos homens e mulheres perseguidos, às vezes até à morte, por causa do Evangelho. Também para eles vale o que dissemos sobre Estêvão. Eles não se deixam executar por fraqueza, nem para defender uma ideologia, mas para tornar todos participantes do dom da salvação. E fazem isso, em primeiro lugar, precisamente para o bem dos seus algozes, dos seus assassinos, e rezam por eles."


Testemunhas corajosas do Evangelho

Ao concluir, o Papa convidou os fiéis a se perguntarem: “Sinto o desejo de que todos conheçam a Deus e sejam salvos? Sei querer o bem até mesmo daqueles que me fazem sofrer? Interesso-me e rezo por tantos irmãos e irmãs perseguidos por causa da fé?”.

Que Maria, Rainha dos Mártires, finalizou Francisco, "nos ajude a sermos testemunhas corajosas do Evangelho para a salvação do mundo".

Thulio Fonseca - Vatican News

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Catequese com o padre Zezinho:

Concílios, Sínodos e Anos Jubilares

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Entramos num novo Ano Jubilar. E continuamos a implementar o Concílio de 60 anos atrás. E também continuamos a caminhar no Sínodo.

Concílio quer dizer: Sentarmos juntos para orar e dialogar sobre o passado, o presente e o futuro da Igreja.

Sínodo é caminhar juntos para dialogar sobre como estamos indo como Igreja.

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Quem quiser sentar com o Papa, Cardeais e Bispos e Padres e Catequistas do mundo inteiro irá correr os riscos de quem se pôs a caminho.

Não é possível ser católico sem aceitar mudanças e atualizações que os tempos exigem. Jesus não viveu como Abraão ou Moisés ou Davi. Veio 1800 ou 1000 anos depois. Valorizou o passado, mas disse os seus famosos: “Doravante” “Daqui por diante” “Queria atualizações e mudanças.

Foi por isso que os fariseus e dois Sumo Sacerdotes tramaram sua morte! Estava mudando demais o judaísmo ultra conservador. Foi contra os pesados fardos espirituais impostos ao crentes da época! Jesus era severo em alguns aspectos e brando em outros. Sabia onde doía no povo! Assim os Papas dos últimos 150 anos.

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Em pleno 2025 há mares, desertos e montanhas e rios para atravessar. Ainda não chegamos à Terra Prometida. O mundo ainda não achou a paz. Nem nós.

As divisões e conflitos que ainda nos separam atestam que temos um longo caminho a percorrer. Ainda pecamos por falta de unidade. Ainda há católicos que ofendem uns aos outros!

No capítulo 17 de João, Jesus orou longamente por isto: QUE TODOS SEJAM UM, ASSIM COMO TU E EU SOMOS UM (Jo 17, 1-26).

Esta unidade está cada dia mais ameaçada pela cabeçudagem de muitos que há mais de 60 anos não aceitam as atualizações propostas pelos dois Papas e Bispos que assinaram aqueles documentos do Concílio Vaticano II.

E infelizmente há pregadores jovens querendo voltar a antes de 1958. Mal começaram e já atacam pregadores de 50 a 60 anos de pregação! Fazem de tudo para desautorizar estes últimos 60 anos de Catolicismo! Não aceitaram o Concílio nem o Sínodo! Politizaram tudo , mas sustentam que foram os Papas e os Bispos que politizaram e cederam ou aceleraram demais! Não admitem que talvez sejam eles o que andam com os pés nos freio da fé.

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Jesus veio para nos fazer caminhar e não para ficarmos marcando passos!

Ou somos caminheiros ou seremos estacionários da vida. Deus não nos criou para ter medo de encarar o futuro.

Jesus nasceu a caminho , viveu indo ao encontro dos outros e criou uma Igreja com a missão de avançar, IR AO MUNDO e purificar e batizar quem aceitasse mudar de vida!

Os últimos Papas de 150 anos avançaram com prudência. Souberam acelerar ou frear no tempo e no assunto certo.

Os descontentes e cismáticos estão errados. Desde Leão XIII, que avançou socialmente tivemos Papas prudentes que atualizaram, ou proibiram, corrigiram e puseram o pé no acelerador ou no freio quando foi preciso.

O problema foram os católicos descontentes e rebeldes que gritaram contra, quando as decisões não foram a seu favor.

Foi para isso que Jesus orou no capítulo 17 de João. Eles previu estes rebeldes e insatisfeitos que criam divisões mas acusam os outros, quando os Papas e Bispos não os apoiam. Raramente passam ao povo os documentos e as encíclicas dos Papas. Preferem seguir seus gurus. O povo não fica sabendo no púlpito o que o Papa está dizendo. Conheço muitos leigos que ainda não têm o CIC, nem o DSI, nem o CVII mesmo uma Bíblia comentada pela Igreja. Falam contra sobre o que nunca leram.

RESUMINDO: Releiamos Mateus 7,15-24, Jesus previu essas desuniões! Oremos por mais diálogo. Discordemos sem entrar em discórdia!

Feliz Natal e cordial 2025 !

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                                                                                                Fonte: facebook.com/padrezezinhoscj