sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Papa Francisco nesta sexta-feira:

Que os políticos

protejam a dignidade humana das ameaças tecnológicas

Encontro de Francisco com os membros da Rede Internacional de Legisladores Católicos: "Pornografia infantil, roubo de dados, falsidade das redes sociais: é necessária uma legislação atenta para orientar a evolução e aplicação da tecnologia para o bem comum".

Papa na audiência aos legisladores católicos em 2018

O Papa Francisco recebeu, no Vaticano, nesta sexta-feira (27/08), os participantes do encontro promovido pela Rede Internacional de Legisladores Católicos, uma rede de parlamentares católicos provenientes de todo o mundo nascida, em Trumau, na Áustria, em 2010, com o patrocínio do arcebispo de Viena, cardeal Christoph Schönborn.

Existe a pandemia da Covid que "perturba" e continua causando mortes e contágios; existem distúrbios e polarizações políticas que criam desconfiança em relação aos representantes políticos, mas acima de tudo existe um desafio que questiona e torna ainda mais delicado o papel dos parlamentares, especialmente dos parlamentares católicos, que é o desafio das novas tecnologias e das ameaças à "dignidade humana". Pornografia infantil, exploração de dados pessoais, fake news: contra essas chagas é necessária uma legislação atenta e orientada ao bem comum. Este é um mandato claro e definido que o Papa Francisco confiou aos membros da Rede Internacional de Legisladores Católicos. O cardeal Christoph Schönborn esteve presente na audiência do Papa junto com o professor Alting von Geusau e e Ignatius Aphrem II, patriarca da Igreja sírio-ortodoxa.

Contra a Covid ainda há muito a ser feito

Agradecendo ao organismo o trabalho realizado nestes onze anos de acompanhamento e apoio à obra da Santa Sé nos respectivos países e na Comunidade internacional, o Papa abordou, em seu discurso, a realidade de hoje gravemente marcada pela pandemia da Covid que parece ganhar ímpeto.

Fizemos certamente progressos significativos na criação e distribuição de vacinas eficazes, mas há ainda muito trabalho a ser feito. Já foram confirmados mais de 200 milhões de casos e quatro milhões de mortos devido a esta praga terrível, que também causou tanta ruína econômica e social.

Uma boa política é indispensável para a paz social

O papel dos parlamentares é mais importante do que nunca. "Nomeados para servir o bem comum, vocês são agora chamados a colaborar, através de sua ação política, a renovar integralmente as suas comunidades e a sociedade como um todo", disse Francisco. O objetivo não é apenas "vencer o vírus" e "voltar ao status quo antes da pandemia", mas "enfrentar as causas profundas que a crise revelou e ampliou: pobreza, desigualdade social, desemprego e falta de acesso à educação".

“Irmãos e irmãs, de uma crise não se sai iguais: sairemos melhores ou piores. De uma crise não saímos sozinhos: sairemos juntos ou não conseguiremos sair.”

Não é um trabalho fácil, ainda mais numa "época de perturbação e polarização política", na qual "os parlamentares e os políticos em geral nem sempre possuem grande estima". No entanto, observou o Papa, "que chamado maior existe do que servir o bem comum e dar prioridade ao bem-estar de todos, antes do ganho pessoal"?

“Uma boa política é indispensável para a fraternidade universal e a paz social.”

O desafio das novas tecnologias

Neste contexto, um dos maiores desafios da atualidade é "a administração da tecnologia para o bem comum", ressaltou o Pontífice. Certamente, "as maravilhas da ciência e tecnologia modernas aumentaram a nossa qualidade de vida", todavia, “abandonadas a si mesmas e apenas às forças do mercado, sem as devidas orientações das assembleias legislativas e de outras autoridades públicas orientadas por um sentido de responsabilidade social, essas inovações podem ameaçar a dignidade do ser humano”.

"Não se trata de frear o progresso tecnológico", esclareceu o Papa, mas "de proteger a dignidade humana quando esta é ameaçada". Os instrumentos políticos e regulamentares permitem que os parlamentares o façam.

O Papa enumerou alguns destes ataques contra a pessoa provenientes da internet: "Penso no flagelo da pornografia infantil, na exploração de dados pessoais, nos ataques a infraestruturas importantes como hospitais, nas falsidades difundidas nas redes sociais".

“Uma legislação atenta pode e deve orientar a evolução e aplicação da tecnologia para o bem comum.”

Cidadãos responsáveis e líderes preparados

O incentivo é o de "assumir a tarefa de uma reflexão moral séria e profunda sobre os riscos e oportunidades inerentes ao progresso científico e tecnológico, para que a legislação e as normas internacionais que os regulam possam centrar-se na promoção do desenvolvimento humano integral e da paz, e não no progresso como um fim em si mesmo".

O Papa convidou os membros da Rede Internacional de Legisladores Católicos a "promoverem o espírito de solidariedade, começando das necessidades das pessoas vulneráveis e desfavorecidas". "O compromisso dos cidadãos, nas várias esferas da participação social, civil e política, é indispensável", disse ele.

"Para curar o mundo, duramente provado pela pandemia, e para construir um futuro mais inclusivo e sustentável em que a tecnologia sirva as necessidades humanas e não nos isole uns dos outros, precisamos não apenas de cidadãos responsáveis, mas também de líderes preparados e animados pelo princípio do bem comum".

                                                                              Salvatore Cernuzio/Mariangela Jaguraba

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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Papa Francisco à Cáritas Argentina:

amar e servir seguindo os sinais dos tempos

Com uma mensagem em vídeo, Francisco une-se espiritualmente à etapa comunitária do Caminho 2021, uma iniciativa da Cáritas Argentina organizada como parte do processo institucional que se realiza a cada três anos. É a experiência de partir, de escutar uns aos outros e de discernir como amar concretamente no mundo de hoje", disse o Santo Padre aos participantes.

O Caminho 2021 é um momento de discernimento comunitário em diferentes etapas que ocorre a cada três anos e envolve todos os agentes pastorais da Cáritas Argentina operadores em todos os níveis (paroquial, diocesano, nacional), líderes de projetos, parceiros de missão para uma reflexão e escuta mútua, à luz do Espírito para avaliar os desafios presentes e futuros.

O Papa Francisco também se uniu a este caminho comunitário e sinodal em meio à vida e à esperança das comunidades do país com uma mensagem em vídeo de saudação, proximidade, felicitações e de encorajamento:

O Caminho 2021 é um processo sinodal que fazemos a cada três anos, uma experiência de "saída", escutar-nos e discernir como amar e servir mais concretamente de acordo com o tempo e as circunstâncias. E, sobretudo, vendo os sinais dos tempos e lugares.

Hoje, em uma época de pandemia, o Caminho é uma oportunidade para compartilhar as lições aprendidas, encorajar uns aos outros e reacender a espiritualidade do serviço, colocando mãos, olhos e coração – escrevem os organizadores - para encontrar respostas profundas e adequadas às necessidades da humanidade de hoje. Portanto, "sonhar juntos, superar adversidades e discernir novos percursos". O Caminho 2021 nos convida - explicam os organizadores - a uma viagem dentro de cada um de nós para rezar, agradecer, pedir e encontrar paz e alívio n’Aquele que faz todas as coisas novas e nos diz: 'O que quer que façais pelo menor destes que são meus irmãos e irmãs, fazei-o comigo'. Convida-nos a caminhar juntos como discípulos missionários, e assim ser aquela Igreja refletida no lema: 'Somos Cáritas: presença que cura, laços que unem e ousadia que transforma'"".

Por sua vez, a Cáritas Argentina explica que o Caminho 2021 tem dois processos: por um lado, a peregrinação de imagens da Virgem Maria e José com o Menino através de cada região e cada diocese, percorrendo cidades e comunidades "despertando a alegria e a esperança que vem da fé popular". E, por outro lado, o discernimento pastoral de cada comunidade que leva a propostas e pedidos "que nos ajudam a identificar os sinais que Deus está despertando em cada lugar e a continuar a aprofundar as diretrizes pastorais para a Caridade da Igreja".

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Assista:

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CNBB oferce momento de formação

sobre o Texto-Base da Campanha da Fraternidade 2022

Na preparação para a Campanha da Fraternidade (CF) 2022, a Edições CNBB oferece no próximo sábado, 28 de agosto, às 9h, uma formação sobre o texto base conduzida pelo secretário executivo de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Patriky Samuel Batista. O evento será transmitido ao vivo, pelas redes sociais da editora e da CNBB.

O momento formativo será ocasião para conhecer melhor as reflexões propostas pelo tema “Fraternidade e Educação” e o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Pr 31, 26).

Padre Patriky explica que a CF 2022 se propõe a pensar a educação integral no horizonte do Pacto Educativo Global do Papa Francisco e que seu grande enfoque “é nos ajudar a pensar qual a contribuição da experiência da fé cristã na educação integral”.

O secretário executivo de Campanhas da CNBB também destaca que o olhar da Igreja para a educação hoje não pode se esquecer do cenário pandêmico que estamos vivendo: “O que a pandemia revelou da nossa cultura no que diz respeito à educação, tanto a evasão escolar, o desafio dos professores, o ensino remoto? Quais os impactos na nossa educação? Tudo isso vamos refletir e apresentar como o texto-base aborda todos esses elementos, lembrando que o texto base é essa primeira inspiração para motivar o debate, para iniciar uma boa conversa”.

Durante o encontro de formação, padre Patriky também vai falar sobre a dinâmica da Campanha da Fraternidade como um dos modos de viver a espiritualidade quaresmal.

Confira e compartilhe o convite:

A formação será ministrada no próximo dia 28 de agosto, sábado, de 9 às 11h, horário de Brasília, com transmissão nas redes sociais da CNBB e da Edições CNBB.

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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Papa Francisco:

viver sem medo de ser verdadeiro. O hipócrita não sabe amar.

Na catequese, o Pontífice convidou os cristãos a se inspirarem em Paulo, homem reto que não tem medo da verdade. A hipocrisia, afirmou, pode colocar em perigo a unidade na Igreja.

A hipocrisia foi o tema da Audiência Geral desta quarta-feira (25/08). Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Carta de São Paulo aos Gálatas, o Papa Francisco citou um episódio narrado pelo Apóstolo ocorrido em Antioquia.

O protagonista é Pedro e o que está em jogo é a relação entre a Lei e a liberdade. O objeto da crítica foi o comportamento de Pedro à mesa, que mudou de acordo com a companhia. A Lei proibia a um judeu de partilhar refeições com não judeus. Pedro estava à mesa sem qualquer dificuldade com os cristãos que tinham vindo do paganismo, mas quando alguns cristãos de Jerusalém, circuncidados, chegaram à cidade, ele já não o fez, para não incorrer nas críticas deles. Isto é grave aos olhos de Paulo, até porque Pedro estava a ser imitado por outros discípulos e o seu comportamento criou uma divisão injusta na comunidade.

Paulo recorda aos cristãos que eles não devem absolutamente escutar aqueles que pregam a necessidade de serem circuncidados e assim ficar “sob a Lei” com todas as suas prescrições. Na sua repreensão, Paulo usa um termo que permite entrar nos méritos da sua reação: hipocrisia (cf. Gl 2, 13).

A observância da Lei por parte dos cristãos levou a este comportamento hipócrita, que o Apóstolo pretende combater com força e convicção.

Fingir é maquiar a alma

Para Francisco, hipocrisia é o medo da verdade. As pessoas preferem fingir do que ser elas mesmas. "É como maquiar a alma, maquiar as atitudes, o modo de proceder: não é a verdade." Fingir impede a coragem de dizer a verdade abertamente, e assim facilmente se evita a obrigação de a dizer sempre, em todo o lado e apesar de tudo.

"O fingimento leva a isto: às meias verdades", disse ainda o Papa. E as meias verdades são um fingimento, são um modo de agir não verdadeiro e que impede a coragem, de dizer abertamente a verdade. Num ambiente em que as relações interpessoais são vividas sob a bandeira do formalismo, o vírus da hipocrisia propaga-se facilmente.

O Papa recorda que há vários exemplos na Bíblia onde a hipocrisia é combatida, como o velho Eleazar, e situações em que Jesus repreende fortemente aqueles que parecem justos no exterior, mas no interior estão cheios de falsidade e iniquidade.

“O hipócrita é uma pessoa que finge, lisonjeia e engana porque vive com uma máscara no rosto, e não tem a coragem de enfrentar a verdade. Por isso, não é capaz de amar verdadeiramente: limita-se a viver pelo egoísmo e não tem a força para mostrar o seu coração com transparência.”

O hipócrita não sabe amar

Há muitas situações em que a hipocrisia pode ocorrer, adverte Francisco: no trabalho, na política e até mesmo na Igreja, onde “é particularmente detestável”. “Infelizmente, existe hipocrisia na Igreja. Há muitos cristãos e ministros hipócritas.”

Francisco encerra sua catequese citando as palavras de Jesus: «Seja este o vosso modo de falar: sim, sim, não, não; tudo o que for além disto procede do espírito do mal» (Mt 5, 37).

“Irmãos e irmãs, pensemos nisso que Paulo condena: a hipocrisia; e que Jesus condena: a hipocrisia. E não tenhamos medo de sermos verdadeiros, de dizer a verdade, de sentir a verdade, de nos conformar à verdade. Assim poderemos amar. O hipócrita não sabe amar. Agir de outra forma é pôr em perigo a unidade na Igreja, aquela pela qual o próprio Senhor rezou.”

                                                                                                                      Bianca Fraccalvieri

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Assista:

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terça-feira, 24 de agosto de 2021

Bela reflexão de Dom José Francisco:

Nossa Senhora das Certezas

Dia desses, o Papa Francisco se referiu à Solenidade da Assunção de Maria, recordando o papel da Virgem no “Milagre do Vístula”, ocorrido há 100 anos, na Polônia.


Em 15 de agosto de 1920, o exército polonês venceu uma batalha decisiva contra as forças hostis e a Batalha de Varsóvia foi atribuída à intercessão de Maria. Inspirado nesta nota histórica, o Papa pediu “Que a Mãe de Deus, hoje, ajude a humanidade a derrotar o coronavírus e que ela garanta bênçãos generosas para todos”.

Ele também expressou seu apoio espiritual aos católicos que participavam de uma peregrinação ao Santuário da Madona de Częstochowa: “Que esta peregrinação, levada a cabo com cuidado devido à pandemia, seja para todos um momento de reflexão, oração e fraternidade na fé e no amor”.

Em suas saudações aos fiéis de língua inglesa, o Papa Francisco encorajou todos a se prepararem para celebrar a festa da Assunção de Maria. “Que ela guie nossa peregrinação em direção à plenitude das promessas de Cristo”.

Aos fiéis alemães, Francisco disse que a solenidade “Revela a dignidade sublime que Deus concedeu à humanidade”

Onde houver Maria haverá sempre certezas.

A falta de certezas corrói o nosso presente: o mundo moderno deixou de olhar para o Céu. Em consequência, concentrou-se no próprio umbigo, à espera de encontrar nele as respostas para todas as incertezas.

Vão esforço!

Enquanto nosso olhar procurar belezas apenas nas circunstâncias presentes e nosso medo de alturas continuar nos impedindo de alçar voos na direção de verdades que não decepcionem, nosso caminho será sempre barrado pelo imediatismo.

A Assunção da Virgem é um convite à superação, todo dia. Na vida, somos atletas olímpicos em plena pandemia. Maria é nossa treinadora, nossa certeza de vitória, e nossa maior fã.

                                          Dom José Francisco Rezende Dias - Arcebispo de Niterói (RJ)

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Papa Francisco afirma:

Muito mais que meio ambiente: a Laudato si' é social

Francisco enviou uma videomensagem aos participantes de um Congresso na Argentina, cujo tema é "O cuidado da casa comum".

Uma encíclica social e não somente sobre meio ambiente: esta é a Laudato si’. E foi o próprio autor, o Papa Francisco, que salientou este aspecto aos membros do Congresso interuniversitário “Laudato si’”, que se realizará na Argentina de 1º a 4 de setembro.

Por meio de uma videomensagem, o Pontífice faz votos de que o evento faça progredir a consciência social e a conscientização a respeito da proteção da casa comum.

“A encíclica Laudato si’ não é somente uma encíclica “verde”, é uma encíclica “social”.”

O desejo de Francisco é que o Congresso “consiga ver todo o seu alcance e todas as suas consequências”.

Nova agenda

O evento é organizado pelo Conselho Interuniversitário Nacional (CIN), pelo Conselho de Reitores de Universidades Privadas (CRUP) e pela Conferência Episcopal Argentina (CEA). De forma virtual, será realizado em distintos pontos do país para permitir uma maior participação.

Das jornadas participarão especialistas nacionais e internacionais, que compartilharão sua análise da atualidade e sobre os principais eixos da encíclica, como dignidade pessoal, fraternidade e diálogo intercultural, meio ambiente e desenvolvimento integral das pessoas.

Seis anos após a publicação da Encíclica, a finalidade do Congresso é a busca de uma nova agenda que atenda a complexidade e as diversas dimensões que atravessam esses fenômenos.

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Comissão Nacional de Animação da Assembleia Eclesial

da América Latina e do Caribe

divulga vídeos sobre o processo de escuta no Brasil

A Comissão Nacional de Animação, no Brasil, do processo da Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe começou a divulgar, nesta segunda-feira, 23 de agosto, vídeos nos quais membros da Igreja no Brasil falam sobre o processo de escuta no país.  O bispo-auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado foi um deles. Ele também integra a Comissão Nacional de Animação da Assembleia.

A Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe tem como lema “Somos todos discípulos missionários em saída”. Ela será realizada de 21 a 28 de novembro de 2021, presencialmente no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México, e de forma remota em outros lugares da América Latina e do Caribe.

O secretário-geral da CNBB diz, no audiovisual, que para o Brasil a experiência de participar do processo de Escuta da Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe tem sido rica e desafiadora. Ele destaca a ampla aceitação e participação dos mais diversos setores, entre os quais o bispo destaca a juventude.

De acordo com dom Joel, o processo da assembleia tem levado a Igreja no Brasil a voltar-se ao Documento da Conferência de Aparecida (SP), firmando passos evangelizadores rumo à uma Igreja em saída, gerando comunidades cada vez mais próximas dos pobres e dos sofredores.  “A assembleia eclesial não será apenas o evento de novembro próximo, mas um processo que já está acontecendo”, destacou.

Conheça o depoimento de dom Joel:

A assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, irmã Valéria Leal, num tom mais confecional, apontou que a participação no processo de escuta da Assembleia Eclesial, em seu caso, significou um momento de crescimento grande, oferecido pelas temáticas que a tem levado a pensar a realidade do país a se comprometer com o futuro da Igreja no Brasil e da América Latina.

“Como membro da Comissão de Animação Nacional acompanhei e testemunho as comunidades se organizando e mobilizando para participar do momento de escuta. Deu para sentir, e inclusive me alegrar, pelo compromisso de cada comunidade de realizar e se co-responsabilizar com esse processo histórico de escuta da nossa Igreja na América Latina”, disse.

Assista ao vídeo com a irmã Valéria:

Para participar, acesse: www.asambleaeclesial.lat
Use a hashtag: #voznuestra

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