sábado, 2 de agosto de 2014

Posse do 4º Arcebispo de Pouso Alegre,

Dom José Luiz Majella Delgado


Foi muito calorosa e bonita a acolhida ao novo Arcebispo de Pouso Alegre na tarde deste sábado, 2 de agosto. Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R. foi recebido por aproximadamente 3 mil pessoas. A catedral Metropolitana estava lotada. Padres, religiosos e leigos, vindos das 62 paróquias da arquidiocese constituíram um belo painel de carinho e afeto filial ao novo pastor.
Dom Majella agradece a acolhida e os aplausos
Participaram da celebração Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico no Brasil, Dom Raymundo Damasceno Assis, Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, Arcebispo Emérito de Pouso Alegre, Dom José Alberto de Moura, Arcebispo de Montes Claros (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Mariana, Dom João Bosco Óliver de Faria, Arcebispo de Diamantina (MG), Dom Airton José dos Santos, Arcebispo de Campinas (SP), Dom José Francisco Rezende Dias, Arcebispo de Niterói (RJ), Dom Antônio Fernando Brochini, Bispo de Jaboticabal (SP), Dom José Lanza Neto, Bispo de Guaxupé (MG), Dom Antônio Carlos Félix, Bispo de Governador Valadares (MG), Dom Valdir Mamede, Bispo Auxiliar de Brasília (DF), Dom Ricardo Pedro Paglia, Bispo Emérito de Pinheiro (MA), Dom José Carlos de Oliveira, Bispo Emérito de Rubiataba-Mozarlândia (GO), Dom José Geraldo Oliveira do Vale, Bispo Emérito de Guaxupé (MG), Dom Joércio Gonçalves Pereira, Bispo Emérito de Coari (AM), padres e religiosos da arquidiocese e de outras dioceses, familiares e amigos de Dom Majella.
À porta da Catedral o Arcebispo foi acolhido por membros do Cabido. Foi lhe entregue o crucifixo para o ósculo e em seguida Dom Majella, após aspergir os fiéis, dirigiu-se à capela do Santíssimo para um breve momento de oração.
Visão parcial do interior da Catedral do Bom Jesus
Seguiu-se a procissão de entrada. Já no presbitério o novo Arcebispo recebeu a saudação do Núncio Apostólico. Foram então apresentadas as Letras de posse ao Cabido e realizada a leitura do documento.
Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, que se tornou o primeiro Arcebispo Emérito de Pouso Alegre, e Dom Giovanni D’Anniello entregaram o báculo a Dom Majella, que também recebeu a sede e a presidência da celebração. Seguiu-se a promessa de obediência e os cumprimentos do clero diocesano ao novo Arcebispo.
Na homilia, o novo pastor da Arquidiocese recordou o exemplo do servo de Deus Mons. Alderigi Maria Torriani, que, certa vez, questionado porque não sorria para foto, afirmou que seu sorriso era ser pároco de Santa Rita de Caldas (MG). Da mesma forma, afirmou Dom Majella, “o meu sorriso é ser bispo de Pouso Alegre” e que vinha para “servir por amor”, seu lema episcopal.  Disse ainda de seu desejo de proximidade com seu novo rebanho, concluindo: “Trago para vocês a minha pequenez. É isso que eu tenho”.
Liturgia Eucarística
No final da Eucaristia, diversos oradores sucederam-se nas homenagens: Dom José Alberto Moura, Presidente do Regional Leste II da CNBB, expressou as boas-vindas a Dom Majella a seu novo regional; Pe. Simão Cirineu saudou o novo Arcebispo em nome do clero arquidiocesano; Agnaldo Perugini, prefeito municipal de Pouso Alegre, falou em nome de todas as autoridades municipais e Dr. Virgínio Tosta, pronunciou-se em nome dos fiéis leigos.
Dada a bênção final, Dom José Luiz Majella, à porta da Catedral do Bom Jesus, recebeu por longo tempo os cumprimentos de centenas de participantes da celebração.
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Momentos da Acolhida e Posse 
                                                             (Fotos: Santuário de Nossa Senhora da Agonia de Itajubá)










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Leituras do

18º Domingo do Tempo Comum



1ª Leitura: Is 55,1.3                Salmo: 145(144)                   2ª Leitura: Rm 8,35.37-39
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Evangelho:  Mt 14,13-21
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Ao ser informado da morte de João, Jesus partiu dali e foi, de barco, para um lugar deserto, a sós. Quando as multidões o souberam, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Vós mesmos dai-lhes de comer!” Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. Ele disse: “Trazei-os aqui”. E mandou que as multidões se sentassem na relva. Então, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu aos discípulos; e os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram saciados, e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos cheios. Os que comeram foram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
O amor fraterno e a partilha multiplicam hoje o pão e o peixe
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Reflexão
O alimento abundante e gratuito é a Palavra de Deus
Nossa primeira leitura é um trecho do último capítulo do Dêutero-Isaías (40–55). O tema dominante dessa segunda parte do livro de Isaías é o novo êxodo, a volta dos exilados da Babilônia para a terra de Israel. O trecho de hoje nos faz imaginar um vendedor ambulante que sai à rua gritando os seus produtos. O que ele oferece é uma mercadoria abundante e de boa qualidade. A novidade da oferta: tudo de graça! O que ele dá de graça são os bens necessários da vida (trigo, vinho, leite) e, enfim, a vida mesma (v. 3a). O último versículo do nosso texto nos ajuda a compreender que esse alimento abundante e gratuito é a Palavra de Deus. Como não ver, aqui, uma evocação de Dt 8,3? O sustento da vida humana não está unicamente no alimento material. A palavra e os mandamentos de Deus é que fazem viver (Dt 30,15-16). A Palavra de Deus ilumina, sustenta a vida na esperança, dá sentido a todas as coisas.
A Eucaristia compromete-nos com Deus e os irmãos
De Nazaré Jesus volta para as margens do Mar da Galileia e de lá para um lugar afastado, para estar a sós. Essa observação é importante: Jesus toma distância das muitas atividades. E ainda que o texto não o diga, podemos considerar que é para rezar; sua oração é sempre apostólica, pois o seu alimento é fazer a vontade daquele que o enviou (Jo 4,34). Mesmo se retirando, Jesus não se recusa a receber as multidões que o procuram e vão até ele. Compadecido, cura os doentes. A compaixão é um sentimento divino que leva Jesus a socorrer as pessoas em suas necessidades. A sugestão dos discípulos de despedir a multidão é razoável: o lugar é distante, a hora avançada e não há o suficiente para alimentar tanta gente. Jesus, no entanto, se recusa a fazê-lo. É ocasião para que o próprio leitor do evangelho compreenda que o alimento do povo que o Cristo reúne é de outra natureza. O texto da multiplicação dos pães tem uma forte conotação eucarística. A vida do Senhor entregue para a salvação de todos é o alimento espiritual que sustenta o povo de Deus em marcha. O alimento material remete ao alimento espiritual. Esse é o alimento que sustenta abundantemente, não se compra nem se vende e é dado gratuitamente para a vida do mundo.
                                                                                        Carlos Alberto Contieri, sj
            Reflexão: paulinas.org.br   Banner: cnbb.org.br   Ilustrações: franciscanos.org.br
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Basílica Nacional de Aparecida

 impressiona pela grandiosidade

O maior centro de evangelização católica do Brasil é um espelho da devoção popular brasileira e estrangeira pela Rainha e Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Para acolher quase 12 milhões de peregrinos por ano, o Santuário Nacional oferece aos devotos área superior a 1,3 milhão de metros quadrados, com quase 143 mil m² de área construída.
A área específica da Basílica de Aparecida compreende quase 72 mil m², e inclui os pavimentos inferior e térreo, arcada e Tribuna sul, a Cúpula Central e as Capelas da Ressurreição e do Batismo, além da Torre Brasília.
Praça frontal, estacionamento de ônibus e a Basílica
É no interior da Basílica, no pavimento térreo, que fica o Nicho da Imagem milagrosa da Padroeira do Brasil, exposta em um retábulo de 37 metros de altura. Neste pavimento, de 25 mil m², são realizadas as Celebrações Eucarísticas que chegam a reunir 30 mil devotos em torno do Altar Central; nas celebrações externas, a capacidade é para 300 mil. 
O Complexo Turístico Religioso do Santuário Nacional abriga outras importantes áreas sagradas: Morro do Cruzeiro, onde milhares de fiéis realizam a Via-Sacra, o Porto Itaguassu, onde foi encontrada a Imagem da Senhora Aparecida, em 1717, e a Matriz Basílica ou Basílica Velha, monumento histórico-religioso que passa por restauração, e um Presépio Permanente de 7 mil m², onde são retratadas as cenas dos principais momentos da Infância de Jesus.
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Números
Movimento anual de visitantes:
2012: 11.114.639    2013: 11.856.705      2014 (primeiro semestre): 5.012.145
Vagas de estacionamento:
Ônibus: 2.000     Carros de passeio: 3.000     Bolsões de motos: 602     Bicicletas: 526     Motorhomes e trailers24      Receptivo para cavalos:    1
Áreas
Centro de Eventos18.331 m²    Estacionamento285.000 m²    Cidade do Romeiro110.567 m²     Áreas verdes:    395.000 m²         Centro de Apoio ao Romeiro (380 lojas): 36.877 m²  
Arte: Rosane Pereira












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A grandiosidade do maior Santuário Mariano do mundo está presente em cada detalhe de sua estrutura: a Torre Brasília mede 109 metros de altura, incluindo a Cruz; a Cúpula Central possui 70 metros de altura; as naves medem 40 metros cada. A suntuosa Passarela da Fé que liga o Santuário à Matriz Basílica tem 392,2 metros de comprimento, e sua parte mais alta está a 35,52 metros do chão. 
Bondinhos Aéreos interligam a Basílica ao Morro do Cruzeiro numa extensão de 1.100 metros.
A acolhida aos peregrinos que chegam de todas as partes do mundo é possível porque o Santuário Nacional possui o maior estacionamento da América Latina, com capacidade para mais de 6 mil veículos e extensão de 285.000 m² e um Heliponto.
Centro de eventos, Centro de Apoio aos Romeiros
e Estacionamento de ônibus e carros de passeio
O Complexo abriga, ainda, o Centro de Apoio ao Romeiro, com 380 lojas, incluindo ampla Praça de Alimentação, um total de 874 sanitários, sendo 55 adaptados para pessoas com deficiência e a Cidade do Romeiro - onde está localizado o Hotel Rainha do Brasil.
Toda esta estrutura é mantida pelos 1.798 colaboradores, além das centenas de voluntários, que recebem a cada dia os peregrinos de Nossa Senhora Aparecida e ajudam a sustentar sete projetos sociais que beneficiam a comunidade. 
O Santuário, administrado pelos Missionários Redentoristas desde 1894, recebe a cada dia milhares de devotos. Em Aparecida (SP) pulsa o coração católico do Brasil e tudo está disponível para o visitante, pois “acolher bem também é evangelizar”.
                                                                                          Fonte: Portal a12.com
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Neste sábado, Posse de

Dom José Luiz Majella Delgado,

Desde sua criação em 4 de agosto de 1900, pela Bula “Regio Latissime Patens” do Papa Leão XIII, 04/08/1900, a Diocese de Pouso Alegre, que, em 14 de abril de 1962, pela bula “Qui Tanquam Petrus” do Papa João XXIII, foi elevada à Arquidiocese e Sede Metropolitana, teve seis bispos, dois quais três arcebispos.
1º Bispo: Dom João Batista Corrêa Nery, 2º Bispo: Dom Antônio Augusto de Assis3º Bispo: Dom Octávio Chagas de Miranda4º Bispo de 1º Arcebispo: Dom José D´Angelo Neto5º Bispo de 2º Arcebispo: Dom João Bergese;  6º Bispo e 3º Arcebispo: Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho.
O 7º Bispo e 4º Arcebispo será Dom José Luiz Majella Delgado, nomeado em maio pelo Papa Francisco. Sua posse ocorrerá neste sábado, 2 de agosto, na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre.



 Reúna grupos em sua paróquia e venha participar da cerimônia de posse!
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Posse de Dom José Luiz Majella Delgado

será transmitida por diversas emissoras, entre elas,
a Rádio Paraisópolis, e pela TV Aparecida

No próximo sábado, 2 de agosto, às 16 horas, na Catedral Metropolitana do Bom Jesus tomará posse o 4º Arcebispo da Arquidiocese Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., nomeado em maio pelo Papa Francisco.
Diversos meios de comunicação transmitirão as cerimônias: rádios AparecidaParaisópolisDifusora de Pouso AlegreSanta Rita FMWebRádio 13 de maio e três emissoras da Diocese de Jataí (recém dirigida pelo Arcebispo): Difusora de JataíSantelense Sul Goiana. Também a TV Aparecida transmitirá a celebração ao vivo.
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Veja o vídeo de divulgação da TV Aparecida


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Agosto: Mês Vocacional

Deus chama você à felicidade

Deus nos chama à santidade. A todos nós e a cada um. Essa é a nossa vocação comum e fundamental, ou seja, todos devemos ser santos. Para que a santidade se efetive realmente em nossa vida, Deus tem um chamado especial para seus filhos e filhas. Esse chamado ou vocação (do latim vocare = chamar) é feito em vista da realização de cada um de nós. Pede, por isso, uma resposta livre e consciente. A concretização do chamado e da resposta realiza-se na e para a comunidade. É nela e só nela que toda vocação se concretiza e é para a comunidade, a serviço dela, que a vocação tem sentido.
Que nossa resposta seja generosa!
A Igreja convida-nos, especialmente no mês de agosto de cada ano, a refletir sobre os diferentes chamados que Deus faz, todos eles com a mesma importância e dignidade, pois provêm de Deus e à construção do Reino se direcionam. A primeira semana do mês é dedicada à vocação sacerdotal, a segunda, à vocação familiar, a terceira, à vocação religiosa e, a quarta, à vocação do leigo com destaque para a missão do catequista.
Vocação sacerdotal: chamado que Deus faz àquele que sente o desejo de doar sua vida ao sacerdócio, ministério de serviço ao Povo de Deus em diversas frentes de atuação, especialmente o trabalho pastoral nas paróquias. O sacerdote, presbítero ou padre, deixa sua família e seus projetos pessoais para viver inteiramente a serviço da comunidades cristã como lemos na Carta aos Hebreus: “Todo sumo sacerdote, escolhido entre os homens, é constituído para o bem dos homens nas coisas que se referem a Deus. Sua função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Desse modo, ele é capaz de sentir justa compaixão por aqueles que ignoram e erram, porque também ele próprio está cercado de fraqueza; e, por causa disso, ele deve oferecer sacrifícios, tanto pelos próprios pecados como pelos pecados do povo”  (Hb, 5, 1-3).
Vocação familiar: chamado de Deus a mulheres e homens que desejam construir uma relação humano-divina fundamentada no amor de Deus e no amor recíproco. É também uma vocação ao serviço à comunidade cristã, que se efetiva pela abertura à vida e pela valorização da família, na geração e educação dos filhos para serem felizes, para Deus e para a sociedade. A família exerce papel fundamental para o desabrochar das vocações. Um ambiente familiar, em que os valores humanos e cristãos são vivenciados, proporciona as condições favoráveis para o despertar de vocações, à própria vocação familiar e às demais vocações desde os primeiros anos de vida dos seus filhos.
Vocação religiosa: chamado que Deus faz a pessoas que aspiram à entrega total da vida ao Reino por meio da vivência dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Essa vocação realiza-se em comunidades de oração, estudo e trabalho, na forma contemplativa, e em atividades diversas a favor do povo, de modo preferencial, junto aos pobres e sofridos do mundo. A respeito da vida religiosa, afirma de maneira muito sábia e bonita o Papa João Paulo II: “torna-se um dos rastos concretos que a Trindade deixa na história, para que os homens possam sentir o encanto e a saudade da beleza divina” (VC, 20).
Vocação laical: chamado de Deus a todos que, nas diversas esferas sociais e nas mais diferentes atividades profissionais devem testemunhar Jesus Cristo, sendo “o coração da Igreja no mundo e o coração do mundo na Igreja” (DAp, 209). O vocábulo leigo tem sua origem na palavra grega laos, que significa povo. É, portanto, como membro do povo santo de Deus que o cristão leigo se realiza e realiza sua missão na família, na profissão e nos mais diferentes campos de atuação da sociedade. É chamado a ser “fermento na massa” (Cf. Mt 13, 33),      vivendo os valores do evangelho, sendo sal, que dá sabor ao tecido social, e luz, que clareia o caminho para os irmãos (Cf.   Mt 5, 13-16) e faz a sociedade ser mais justa e fraterna.
O chamado divino é sempre rico em bondade e amor. Dignifica o vocacionado e enobrece sua vida. Deus quer contar conosco, em uma das dessas vocações para nos fazer felizes e tornar feliz também a vida de suas filhas e filhos queridos. Toda vocação é dom é graça e se fundamenta no amor, em nome do qual deve ser vivida. Você já pensou nisso? Nunca é tarde para responder ao chamado de Deus, é preciso, porém, que valorizemos o tempo presente e demos generosamente nossa resposta.                  
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Luiz Gonzaga da Rosa
                                                                    Ilustração: arquidiocesedepelotas.org
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Santo Afonso, um homem a serviço

Descobriu Deus e as pessoas

A família redentorista celebra seu fundador no dia 1 de agosto. É um santo do passado, mas é atual. Nasceu dia 27 de setembro de 1696 em Nápoles, Itália. Fundou a Congregação no dia 09.11.1732. Foi bispo e morreu 1º de agosto de 1787.
Santo Afonso, rogai por nós!
Foi canonizado 26 de maio de 1839 e declarado doutor da Igreja (reconhecimento de sua doutrina) em 1871. O que fez este homem para ter tanta importância? Sua doutrina sobre o estudo da moral teve grande influência até pouco antes do Concílio Vaticano II, quando foi retomada por outros grandes homens, também redentoristas, e adaptada à linguagem atual.
Para quem o conhece, percebe que seu ensinamento e seus métodos são muito parecidos com os do Papa Francisco.
O que levou Afonso, nobre e advogado afamado, a deixar tudo para ser sacerdote e dedicar-se aos pobres da cidade e depois mudar sua vida para viver entre os abandonados do interior? Descobriu e aprofundou o amor de Deus. Fez uma caminhada muito forte a partir desse amor.
Quem se encontra com Deus, necessariamente encontra os amados de Deus, os necessitados. Vendo o abandono das populações pobres da cidade e depois as do campo, tomou atitudes concretas para ajudá-las no caminho da fé e da santificação.
O povo tem direito a viver intensamente sua fé e praticá-la. A santidade é aberta a todos, pois todos podem ser santos.
 Com sua doutrina moral e espiritual deu um golpe mortal no rigorismo jansenista que dominava a Igreja. Em seu ensinamento e doutrina não foi nem relaxado nem rigorista. Tomou o caminho do equilíbrio. Não foi uma moda, mas um estudo sério sobre a moral que influenciou beneficamente a Igreja.
Saber é dar soluções
Sendo um pensador teólogo passou à vida prática seus conhecimentos. O contato com o povo é uma condição para o ensino. Ele fez o melhor caminho para aprofundar seu argumento, pois diz: “Depois de 30 anos pregando missões, achei importante escrever para orientar seus padres no cuidado do povo”.
Criou métodos espirituais que ajudam o povo a crescer, como é o caso da meditação. Ligado a ele, exigiu de si e dos companheiros que pregassem de modo acessível a todos. A linguagem popular não é algo mal preparado, mas a ciência traduzida para o popular.
É preciso muita sabedoria. O povo gostava de ouvi-lo. Criou um modo de pregar missões que atingiam até os lugares mais humildes e abandonados. Seu modo de pensar a comunidade religiosa missionária era tê-las acessíveis ao povo.
Pregava retiro e o povo vinha para as igrejas para ouvir a palavra e se orientar. Não só pregava como também escrevia livros acessíveis que orientavam sua vida. Escreveu muitas obras de ciência teológica para ajudar os padres a se formarem bem para o bom atendimento do povo. A teologia moral de Afonso foi adotada em toda a Europa.
Aprendendo com sábio
Seu método era viver e ensinar o que vivia. Por isso é chamado o Doutor da oração. Repetia sempre: Quem reza se salva, quem não reza se condena.
A oração era uma prioridade de sua vida. Seus escritos estão cheios da Palavra de Deus e sempre concluía os tópicos com uma oração. Ocupado com Deus, era preocupado com as pessoas para dar-lhes o melhor do ensinamento.
Ocupava plenamente seu tempo. Por isso teve tempo de escrever 128 obras. Há obras menores que são sínteses populares de seu grande pensamento.
Estava sempre em contato com tudo que se escrevia pelo mundo. Era preocupado com a Igreja para que correspondesse sempre a sua missão. Chegou a escrever aos cardeais no conclave que elegeu Pio VI 1775-99, mostrando os problemas e indicando caminhos.
                                                                                  Padre Luiz Carlos de Oliveira, CSsR
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Regras de Santo Afonso para a conduta ética do bom advogado

Afonso de Ligório, aos 20 anos de idade, estava no auge de sua carreira como advogado, não tendo perdido uma única causa em Nápoles, Itália, no início do século XVIII. Era muito procurado por dedicar-se à ciência jurídica com desinteresse e ganhava todas as causas porque só defendia aquelas que julgava justas.
Santo Afonso e seus confrades
Preocupado com a malícia e a mentira que rondavam seus colegas de profissão, antes de desistir da carreira e ser ordenado sacerdote, Santo Afonso escreveu uma lista de condutas éticas que podem ser aplicadas até hoje. Confira:
1 – Não é lícito jamais aceitar causas injustas, porque são perniciosas para a consciência e o decoro.
2 – Não se deve defender causa com meios ilícitos.
3 – Não se deve agravar o cliente com despesas demasiadas, havendo então obrigação de restituir.
4 – As causas dos clientes devem ser tratadas com aquela dedicação com a qual se tratam as causas próprias.
5 – É necessário o estudo dos processos para dele se tirarem os argumentos precisos para a defesa da causa.
6 – Muitas vezes, a dilação e a incúria dos advogados prejudicam os clientes e os prejuízos devem ser reparados; do contrário, peca-se contra a justiça.
7 – O advogado deve implorar a Deus auxílio da defesa, porque Deus é o primeiro protetor da justiça.
8 – Não é digno de elogio um advogado que aceita muitas causas, superiores aos seus talentos, às suas forças e ao tempo que frequentemente lhe faltará a fim de preparar-se para a defesa.
9 – A justiça e honestidade nunca devem separar-se dum advogado; pelo contrário, devem sempre guardar-se como se guardam a pupilas dos olhos.
10 – Um advogado que perde uma causa por sua negligência, fica obrigado a reparar os danos.
11 – No defender as causas é preciso ser verdadeiro, sincero, respeitoso e razoável.
12 – Finalmente, os requisitos dum advogado são: ciência, diligência, verdade, fidelidade, justiça.
Fonte: Michelotto, João Batista. C.Ss. R. Peripécias de um Santo. 3ª ed. Editora Santuário. 1980.
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