terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Bento XVI:

Humildade e coragem por amor à Igreja 

Cidade do Vaticano (RV) – No dia em que se recorda um ano da renúncia de seu antecessor, o Papa Francisco convidou os fiéis a rezar juntos com ele por Sua Santidade Bento XVI, “homem de grande coragem e humildade”. Dias atrás, em carta publicada pelo jornal italiano “La Repubblica” ao teólogo Hans Kung, Joseph Ratzinger se dizia grato pela grande semelhança de visões e pela amizade que o une ao Papa Francisco. O Papa Emérito afirma que seu único e último dever é encorajar o atual Pontificado com a oração. 
Homem de Deus
Um ano após sua renúncia, que surpreendeu o mundo, a atitude de Joseph Ratzinger é hoje vista como um ato de coragem, que abriu a Igreja para uma “primavera”. Já naquele dia, o Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, disse esperar para a Igreja o Pontífice melhor para aquele momento. Entrevistado pela RV naquela mesma manhã, ele contou que a sua primeira reação ao ouvir a notícia da renúncia do Papa foi consultar o cardeal que estava ao seu lado para ter certeza de que tinha entendido direito.
“Foi uma surpresa para todos nós porque esta atitude da renúncia não é uma atitude muito comum na Igreja. É um ato de extrema humildade por parte do Papa, de extremo amor à Igreja e que nos colheu muito de surpresa, a gente via na própria sala esta surpresa. Não sabíamos de nada, só da questão do Consistório para os santos e não de sua renúncia. Nesse sentido, foi uma grande surpresa. Da nossa parte, queremos pedir pela Igreja, pedir também pelo novo Conclave e pedir para que o Senhor dê a nós o Pontífice que ele pensou para este momento”.
Já Dom Cláudio Hummes, que havia colaborado diretamente com Bento XVI como Prefeito da Congregação para o Clero, no Vaticano, foi surpreendido em São Paulo com a notícia. Em exclusiva ao Programa Brasileiro, em sua chegada a Roma para o Conclave, Dom Cláudio ressaltou a humildade de Joseph Ratzinger, um homem “que não se agarrou ao poder e ao prestígio":
“A grandeza dele está em sua humildade, no despojamento. O Papa e um homem que não se aferra ao poder e ao prestígio, mas como ele mesmo dizia: eu vejo que não tenho mais suficientes forças humanas para continuar neste encargo, então para o bem da Igreja, eu renuncio. Ficou claro que o fez para o bem da Igreja. Talvez seja uma oportunidade para coisas novas acontecerem, para o bem da Igreja”. (CM/BF)
                                                                                                Fonte: radiovaticana.va
..................................................................................................................................


                                                                                                                         Fonte: news.va
................................................................................................................................................

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Papa Francisco nesta segunda-feira:

"Missa não é evento social, mas sim a presença real de Deus"

Cidade do Vaticano (RV) – A primeira leitura do dia, que fala do aparecimento de Deus nos tempos do Rei Salomão, serviu como inspiração para a homilia do Papa Francisco na manhã desta segunda-feira, 10, na Casa Santa Marta. “Jesus, com suas teofanias, fala de uma maneira nova, diferente da Palavra: é uma presença mais próxima, real, sem mediações, é a Sua presença. E isto – continuou o Papa – acontece na celebração litúrgica”. 
"Liturgia é entrar no mistério de Deus,
deixar-se levar ao mistério e estar nele"
“Quando celebramos a missa, não fazemos uma representação da Última Ceia: não é uma encenação, é a própria Última Ceia! É como viver de novo a Paixão e a Morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se manifesta no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo”, disse Francisco. 
O Papa explicou que na missa, participamos do mistério da presença do Senhor entre nós. A missa é uma comemoração real: Deus se aproxima e nós participamos do mistério da Redenção. “Infelizmente – lembrou o Pontífice – muitas vezes contamos os minutos olhando o relógio na igreja: este não é o comportamento adequado à liturgia. A liturgia é tempo e espaço de Deus, onde nós devemos nos inserir”. 
“A liturgia é justamente entrar no mistério de Deus, deixar-se levar ao mistério e estar nele. Estamos aqui reunidos para entrar no mistério: esta é a liturgia; é o tempo de Deus, o espaço de Deus, é a nuvem de Deus que nos envolve”. “Todos vêem aqui para entrar no mistério, mas – ressalvou – alguém pode estar pensando que veio aqui porque no ‘pacote turístico’, visitar o Papa e participar da missa na Casa Santa Marta estavam incluídos, mas não é bem assim: esta é a liturgia!”. 
O Papa lembrou que quando era criança, na preparação para a Primeira Comunhão, havia um canto que indicava que o altar era custodiado pelos anjos porque eles davam “o sentido da glória de Deus, de seu tempo e espaço; nos ensaios, diziam às crianças que as hóstias que estavam ali não valiam nada, pois deviam ser ainda consagradas”. 
“Seria bom pedirmos ao Senhor que nos dê o “sentido do sagrado”, este sentido que nos faz entender a diferença entre rezar em casa, na igreja, rezar o terço, fazer belas orações, a Via Sacra e outras coisas lindas, como ler a Bíblia... e a celebração eucarística. Na celebração, nós entramos no mistério de Deus, num caminho que não podemos controlar: só Ele é Única, Ele é a glória, Ele é o poder, Ele é tudo”. (CM)
                                                     Fonte: radiovaticana.va        Foto: portalecclesia.com
...................................................................................................................................

domingo, 9 de fevereiro de 2014


Papa Francisco: 
"Cristãos devem viver como lâmpadas acesas e dar sabor aos ambientes. Se a luz apaga, a vida perde o sentido"

Cidade do Vaticano (RV) – Ao meio-dia deste domingo o Papa Francisco assomou à janela do apartamento pontifício - que dá para a Praça São Pedro - para a tradicional Oração Mariana do Angelus. Na sua reflexão, o Pontífice meditou sobre o Evangelho do dia, no qual Jesus pede aos discípulos para serem ‘Sal da terra e luz do mundo”.
Ao iniciar sua meditação, Francisco observou que os discípulos de Jesus eram pescadores, pessoas simples, “mas Jesus os vê com os olhos de Deus” e a exortação para eles serem “sal da terra e luz do mundo” é uma conseqüência das Bem-aventuranças. Então explicou o significado disto no contexto da época:
“Para compreender melhor estas imagens, tenhamos presente que a Lei judaica prescrevia a colocação de um pouco de sal sobre cada oferta apresentada a Deus, como sinal de aliança. A luz, assim, era para Israel o símbolo da revelação messiânica que triunfa sobre as trevas do paganismo. Os cristãos, novo Israel, recebem então a missão diante de todos os homens: com a fé e com a caridade podem orientar, consagrar, tornar fecunda a humanidade”. 
“Todos nós batizados somos discípulos missionários – enfatizou o Santo Padre – e somos chamados a nos tornar no mundo um Evangelho vivo”:
“Com uma vida santa, daremos sabor aos diversos ambientes e os defenderemos da corrupção, como faz o sal; e levaremos a luz de Cristo com o testemunho de uma caridade autêntica. Mas se nós cristãos perdemos o sabor, apagamos a nossa presença de sal e luz, perdemos a eficácia. Mas, que bonita é esta missão que temos”. 
E falando de improviso, continuou:
“É também muito bonito conservar a luz que recebemos de Jesus. Guardá-la. Conservá-la. O cristão deveria ser uma pessoa luminosa, que traz a luz, que sempre dá luz. Uma luz que não é sua, mas é um presente de Deus, o presente de Jesus. E nós levamos em frente esta luz. Se o cristão apaga esta luz, a sua vida não tem sentido: é um cristão somente de nome, que não leva a luz, uma vida sem sentido”.
Neste ponto, o Papa Francisco dirige-se aos milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro e pergunta reiteradamente se querem ser uma lâmpada acesa ou apagada: “Como vocês querem viver Como uma lâmpada acesa ou como uma lâmpada apagada? Acesa ou apagada?, perguntou. “É justamente Deus que nos dá esta luz e nos a damos aos outros. Lâmpada acesa. Esta é a vocação cristã”, afirmou.
Ao final do encontro dominical, o Santo Padre enviou sua saudação aos participantes dos Jogos de Inverno que se realizam em Sochi, na Rússia, saudou todos os presentes na Praça São Pedro, provenientes de diversas partes do mundo e da Itália e recordou de forma especial os afetados pelas catástrofes naturais:
“Rezo por todos que estão sofrendo danos e desconforto devido às calamidades naturais, em diversos países - também aqui em Roma. A natureza nos desafia a sermos solidários e atentos à custódia da Criação, também para prevenir, o quanto possível, conseqüências mais graves”.
Antes da tradicional despedida ‘bom domingo e bom almoço”, Francisco dirigiu-se à multidão reunida na Praça São Pedro e perguntou novamente: “Quereis ser lâmpada acesa ou apagada?”. (JE)


Papa recorda Dia Mundial do Enfermo, louva o trabalho dos profissionais de saúde e exorta as famílias a 
"não ter medo da fragilidade!"


Após recitar a Oração Mariana do Angelus na Praça São Pedro, neste domingo (9), o Papa Francisco recordou que no próximo dia 11 de fevereiro, será celebrada a memória da Virgem de Lurdes e o Dia Mundial do Enfermo.
O Santo Padre observou ser esta “uma ocasião propícia para colocar no centro da comunidade as pessoas doentes. Rezar com e por elas, estar próximo a elas” e explicou que “a Mensagem para este dia foi inspirada numa expressão de São João: ‘Fé e Caridade: também nós devemos dar a vida pelos irmãos’ (1 Jo 3,16).
Devemos dar a vida pelos irmãos
A seguir, Francisco exortou a todos a imitar o comportamento de Jesus para com os doentes de todo o tipo. “O Senhor cuida de todos – disse – partilha o seu sofrimento e abre o coração à esperança”. Então, dirigiu suas palavras aos profissionais da saúde:
“Penso também a todos os profissionais da saúde. Que trabalho precioso que fazem! Muito obrigado pelo vosso precioso trabalho. Eles encontram todos os dias nos doentes não somente corpos marcados pela fragilidade, mas pessoas, às quais oferecem atenção e respostas adequadas. A dignidade da pessoa humana não se reduz nunca às suas faculdades ou capacidades e não diminui quando a pessoa está debilitada, inválida e necessitada de ajuda”.
A seguir, o Santo Padre dirigiu-se às tantas famílias, onde é normal cuidar de quem está doente, mas às vezes “as situações podem ser muito difíceis”:
“Tantos me escrevem e hoje gostaria de assegurar a minha oração para todas estas famílias e digo a elas: não tenham medo da fragilidade! Não tenham medo da fragilidade! Ajudai-vos uns aos outros com amor e sentireis a presença consoladora de Deus”.
Por fim, lembrou que a atitude generosa dos cristãos para com os doentes é ser “sal da terra e luz do mundo”. “Que a Virgem Maria nos ajude a praticar isto e dê a paz e conforto a todos os sofredores”, concluiu. (JE)
                                                                              Fonte: radiovaticana.va       news.va
...................................................................................................................................

Reflexão para este

15º Domingo do Tempo Comum

Jesus utiliza uma simbologia muito compreensível. Precisamos ser sal: dar gosto, sabor... Precisamos ser luz: iluminar a vida, dissipar as trevas...
O sal dá sabor. Os termos “sabor” e “saber” derivam do mesmo termo latino, como também o termo “sabedoria”. Deste modo, podemos dizer que ser sal é adotar a sabedoria, ou seja, o saber que dá sentido ao curso do existir. Antes de ser uma missão para fora, deve ser uma tarefa individual, ou seja, o cristão deve dar gosto para a sua vida e, depois, propagar o sabor da vida ao mundo.
Jesus fala do risco do sal se tornar insosso, ou seja, do perigo de nossa existência se tornar vazia, fria e sem vitalidade. Há muitas as causas desta falta de sabor. O Papa Francisco, falando sobre os agentes pastorais, destaca algumas causas do cansaço e desmotivação pastoral (cf. Evangelii Gaudium 82). Tais causas, apontadas pelo Papa, não somente valem para a prática evangelizadora, mas para a vida de qualquer pessoa. Eis os pontos: a) sustentar projetos irrealizáveis, e não viver com alegria o que é possível: não se trata da falta de ambição com a vida, mas de ter os pés no chão; b) desejar que tudo caia pronto do Céu: tudo acontece mediante um processo, que exige luta laboriosa; c) cultivar sonhos baseados na vaidade humana: é preciso sempre avaliar as motivações de nossos projetos; d) preocupar-se mais com as normas do que com as pessoas: a vida se torna uma obrigação, o seguimento fiel do protocolo, da lei, sem considerar que a caridade é o fundamento maior; e) desejar resultados imediatos, sem se preparar para a crítica, para a cruz e para o fracasso.
A Igreja torna-se sem sabor quando cai no pragmatismo. O Papa ainda fala de uma “psicologia do túmulo”: “Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou consigo mesmos, vivem constantemente tentados a apegar-se a uma tristeza melosa, sem esperança, que se apodera do coração como ‘o mais precioso elixir do demônio’” (Evangelii Gaudium 83). Não podemos perder a alegria da boa nova. 
A vida da Igreja e a vida pessoal tornam-se insossas pela tristeza e pelo pessimismo. O sabor será devolvido quando soubermos encarar a vida com realismo: não viver o pessimismo do fracasso diante das dificuldades, nem criar falsas expectativas diante das alegrias. É preciso agradecer a Deus tudo: o bom e o ruim. Não culpar Deus pela cruz e nem buscar sempre soluções mágicas diante das adversidades. A vida terá o seu sabor quando vivermos o presente como o momento mais importante, colocando nossas energias na situação do hoje, diante das situações que se apresentam agora, vivendo cada minuto com intensidade. Não é fácil, pois sempre será mais cômodo lamentar o passado e esperar demasiadamente do futuro.
Jesus também nos pede para que sejamos luz. Para o profeta Isaías, ser luz é testemunhar a caridade: “Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. Se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia” (Is 58,7-8.10). Nossas atitudes de misericórdia e de ternura, os gestos concretos de amor que independem do credo, a preferência pelos pobres e sofredores, o desapego de si e dos bens, os testemunhos em prol de quem precisa de nossa ajuda, tudo isso são atitudes que dão sabor ao mundo, que fazem acender a luz onde existem trevas. 
                                                                                                   Padre Roberto Nentwig
Fonte: catequeseebiblia.blogspot.com.br    Ilustração: tesourosdaigrejacatolica.blogspot.com.br
..........................................................................................................................................

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Francisco encontra fiéis do Sri Lanka:

 "Só a reconciliação traz a esperança". 
"Acolho o convite para visitar vosso país"

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência, no final da manhã deste sábado, na Basílica vaticana, um grupo de peregrinos da Comunidade do Sri Lanka presente na Itália, que participou da Santa Missa celebrada pelo Cardeal Malcolm Ranjith junto com outros Bispos do país. 
Em sua saudação aos fiéis cingaleses, que recordam o 75° aniversário da Consagração do Sri Lanka a Nossa Senhora, o Papa destacou que, na época, o conflito mundial causava graves consequências à humanidade; portanto, eles não podiam ter feito escolha melhor que recorrer a um ato de Consagração à Mãe de Deus, que sempre defende seus filhos dos perigos.
"Nossa Senhora está sempre
em nosso caminho"
E agradecendo ao Cardeal Ranjith pelo convite de visitar o Sri Lanka disse: "Eu acolho este convite e acredito que o Senhor nos dará a graça!".
Em 1940, durante as dramáticas circunstâncias da Guerra Mundial, o então arcebispo de Colombo, Dom Jean-Marie Masson, prometeu construir um santuário em honra de Nossa Senhora, em Tewate, no Sri Lanka. E o Santo Padre ponderou:
“Queridos irmãos e irmãs, Nossa Senhora está sempre ao nosso lado, nos olha com amor materno e nos acompanha sempre em nosso caminho. Não hesitem em recorrer a ela em todas as necessidades, sobretudo quando sentimos o peso da vida, com todos os seus problemas”.
A sua Pátria, disse ainda o Pontífice aos cingaleses, é chamada “Pérola do Oceano Índico” pelas suas belezas naturais e a sua conformação. Dizem que “a pérola é formada com as lágrimas da ostra”. E o Papa explicou: 
“Infelizmente, muitas lágrimas foram derramadas nos últimos anos, por causa dos conflitos internos, que provocaram tantas vítimas e incontáveis prejuízos. Não é fácil, eu sei, curar as feridas e colaborar com o adversário de ontem para construir juntos o amanhã, mas é o único caminho que nos dá esperança de futuro, esperança de desenvolvimento e esperança de paz. Por isto, vos asseguro que tendes um lugar especial na minha oração. Suplico ao Senhor para vos dar o dom da paz e da reconciliação, e de ajudar-vos na tentativa de assegurar um futuro melhor para todos os habitantes do Sri Lanka”.
O Bispo de Roma concluiu seu breve pronunciamento aos peregrinos cingaleses assegurando-lhes suas orações, a fim de que o Senhor possa conceder o dom da paz e da reconciliação aos habitantes do Sri Lanka, para que tenham um futuro melhor, com a proteção materna de Maria. (MT)
                                                                                                 Fonte: radiovaticana.va
...................................................................................................................................

Leituras do 5º Domingo do Tempo Comum


1ª Leitura: Is 58, 7-140                Salmo: 112(111)               2ª Leitura: 1Cor 2, 1-5-18 
...............................................................................................................................................................
Evangelho:  Mt 5, 13-16
...............................................................................................................................................................
“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde seu sabor, com que se salgará? Não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelas pessoas. Vós sois a luz do mundo. Uma cidade construída sobre a montanha não fica escondida. Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma caixa, mas sim no candelabro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.”


...............................................................................................................................................................
Reflexão
Depois de proclamar para a multidão as bem-aventuranças, Jesus se dirige aos discípulos valendo-se de duas imagens fortes para falar da sua missão: o sal e a luz. O sal só serve na comida; ninguém come sal puro. A luz só tem valor para iluminar; ninguém vai acender uma lâmpada para colocá-la debaixo da mesa. Assim há de ser a comunidade que crê em Jesus: sal para espalhar sabor e luz para iluminar, não por vaidade, mas para o louvor do Pai. 
A luz se opõe às trevas e o sal se opõe aos dissabores da vida. Jesus mereceu ser chamado luz do mundo porque ele realizou plenamente as obras da luz e deu pleno sentido à vida e à criação. É nele que se apóia a nossa vocação de ser sal e luz do mundo. 
A assembléia litúrgica é expressão deste louvor do Pai, objeto de tudo o que fazemos e somos. Sempre acendemos a luz como sinal da iluminação que nos vem da ressurreição de Jesus. Como diziam os rabinos: estando para iniciar a celebração, disponha-se a “acender o candelabro de Deus em seu coração, a retomar o caminho da misericórdia e a reavivar a alegria da gratidão”. 
Na celebração litúrgica, esta palavra nos chama de novo para o caminho de conversão na comunidade concreta, a serviço do reino.
  Fonte: revistadeliturgia.com.br     Banner: cnbb.org.br       Ilustração: franciscanos.org.br
.......................................................................................................................................